Mostrando postagens com marcador escolhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador escolhas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Laboratório da Vida - Ciclos e Silêncio

Imagem: A Sabedoria dos Ciclos

Minha vida é meu laboratório e, a partir de cada experiência, algo em mim muda. Ainda tenho imensa dificuldade com muitas e inúmeras questões, mas o aprender a silenciar foi algo de muito interessante. Ainda tenho meus ímpetos, só que, olha, muito menos, viu!?

Entendi que a ideia não é engolir a seco, muito menos, rebater de pronto, mas respirar. Impossível não se chatear com determinadas situações. Não é um processo indolor, mas a gente precisa seguir, fazendo o melhor que pode, com o melhor que tem.

Aprendi a não negar que me enfureço e começa a subir aquele calor, que queima tudo por dentro e, antes, virava uma explosão nuclear. Hoje, identifico essa presença, esse sentimento - em geral reativo, mas, a reação é autorreferenciada em mim e em meus valores e crenças (natural em todos e qualquer um de nós), a gente sempre vai achar que está sendo atacado e, mesmo que estejamos, o outro também acha que está e é por isso que existe tanta guerra, porque ninguém quer esclarecer, quer é "estar certo".

O não negar o sentir permite que eu possa respirar e me dizer rapidamente: "depois a gente conversa, só eu comigo mesma" e ouço o outro, respirando, não só para deixar o outro fazer sua catarse, mas para que eu consiga não entrar na frequência dele/a e saiba deixar passar - nem sempre é linear assim, muito menos "facinho" e com cara de santa, muitas vez vem em meio da fúria mesmo e tenho esse diálogo interno já na porta mental daquela linha tênue do sair da razão, diante de uma investida recebida que ativou o mecanismos de defesa com o "atacar!". O bom desse meu exercício tosco, que faço do meu jeito e nem sei explicar, é que a porta emperra, exatamente quando a linha parece estar por um fio e o pensamento me toma: "deixe passar". Linha, você é um gênio! Ela fica elástica, quem "guenta?!".

Quantas vezes dá aquela vontade de "enfiar o pé na porta" e ser a Patricia de antes... e todas essas vezes, algo em mim me impede de regredir. Discordo do engolir a seco, mas também não acredito mais no bate e rebate desgastante de um embate e penso assim: respirando, tenho tempo para pensar, sem prejudicar minha saúde. Não se trata de implodir... é expandir a um ponto que, ao respirar e olhar para algo bom, nem que seja uma lembrança alegre e boa, que te preencha de alegria ou algo bom, sabe? É por aí. Então, me questiono: "qual meu verdadeiro foco - entrar num embate, para provar que estou certa ou deixar a fúria encegueirante do outro passar para conversar num momento mais saudável?". Uma pausa interna. Algo com significância para mim.

Ah, se o outro tivesse essa mesma capacidade de se auto ajudar seria tão melhor... lidar com temperamentos e temperamentos não é fácil e nem tenho sucesso em todos os casos, mas, naqueles que me determinei em terapia, ah, esses eu foco mesmo e chamo por Deus: "olha, o Senhor se revele e se manifeste como amor, pelo Amor ao Senhor mesmo, porque, sei não...".

E assim vou superando os picos de crises. Um amiga super mega, do tipo hiper especial, que por acaso é psicóloga (pena que nunca pude ser paciente dela... nas, a amizade em si era terapêutica e curativa), Noemia Nocera, pessoa que amo muuiittoo, me ensinou isso há alguns anos e, na época, achava que só pessoas evoluídas seriam capazes desse feito... mas, eu, mesmo esse pequeno ser que sou, doida para crescer e me livrar desse fardo de ser medíocre, venho conseguindo exercitar, literalmente: "na crise, não tome nenhuma atitude. Deixe passar. O tempo ajusta tudo e, com essa pausa, não há arrependimento e todo foco passa a ser na solução, não no ego briguento". Achei tão lindo e poético na época. Hoje, tão necessário!

Qual o benefício? Durmo tranquila; acordo feliz; sempre tenho "um sorriso sincero e um abraço, para aliviar meu cansaço...". Desafios? Tenho muitos! Senso de "justiceira"? Diminuindo cada vez mais, porque, a verdadeira Justiça, o Tempo revela e, se em cada ação, uma lição, algo tenho a aprender e, se o outro não aprende e fica insistindo em querer aprender às custas do meu bom humor, eu, como ainda não sou evoluída, apenas sei deixar passar, tá, sem briga, mas ainda não sei aceitar, muito menos entender.

E vou seguindo. Caminhando pela vida, sem pressa, porque não existe um onde chegar, eu acredito no: onde você está, o que faz de melhor para que, qualquer coisa, fique mais leve, mais alegre? Qual a sua cota de contribuição com você mesmo? O que de bom você gera e a que custo? É possível fazer o que é preciso, necessário, de uma maneira mais saudável?

Só pensando mesmo... e seguindo, um passo de cada vez e só! Não tenho que agradar as expectativas dos outros, porque se a gente se encarar legal, a gente não satisfaz nem as nossas próprias, e a gente vive transferindo para o outro. Esse é outro grande exercício que tenho feito, mas não cabe nesse post.

Aqui, a ideia foi falar do silêncio como mecanismo de "sobrevivência" dentro dos ciclos tensos na vida. Afinal, silenciar é muito mais um estado de atenção, empatia e compreensão, para não pirar na tensão que aperta em alguns momentos, do que engolir a ira por preferir não revidar. Meu lema é vivência nessa selva louca, sobrevivendo no dia a dia, como qualquer um, só que, minha bandeira ergue três pilares: Amor, Tempo e Verdade e assim, meus ciclos vêm se fechando, após picos de dor, incômodo e desconforto, com uma dose muito grande de esperança, fé e certeza de que tudo passa e tende a melhorar - ao menos, dentro de mim, fora está além do que posso fazer!

Saudações,

Pat Lins.

Imagem: não foi identificada a autoria... em pesquisa no Google com tema "ciclos", ela representa tanto a esteira da vida que vivemos que optei usar.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Apita o árbitro: fim de jogo!


Foto: https://goo.gl/mu2t6N 
A Tudo peço perdão e dou graças! Mas, nem em tudo acho graça... A Tudo perdoo, mas nem tudo esqueço e um dia me canso e quando canso, saio de cena, o espetáculo acaba, as cortinas se fecham. Desmonto cenário, reviro tudo, reorganizo meu armário com o que vai caber, daquilo que escolho levar.

Muita coisa guardo em gavetas, outras nos maleiros da vida - ainda não é tempo de descartar. Outras tantas jogo fora, não no lixo, porque lembranças de qualquer momento, devem ir para outro lugar, o tempo da página virada. Sabe aquele instante onde o árbitro apita o "fim de jogo", após tantos períodos de prorrogação? Eis que isso me representa.

Do mesmo jeito que quero ser compreendida, compreendo, mas... um dia, só compreender, compreender, compreender, perde o sentido e compreendo que o tempo é o tempo e o tempo de cada um segue, cada qual em seu ritmo, e, não sem dor, cada um segue seu caminho. Isso envolve TUDO em minha vida, com e sem drama e com ou sem vitimismo...

E assim, o filtro da seleção natural se faz. As confirmações se errei ou acertei vem com o tempo e com o mesmo tempo vem o que for ajustes, reajuste, só não quero mais em minha vida determinados desajustes. Enfim... me liberto e liberto.

"Digo que perdoo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO." (Martha Medeiros)

Pat Lins - perdoando, se perdoando, compreendendo e fechando ciclo - seletiva, selecionando, andando.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

QUANDO TUDO CABE NUMA LISTA



E quando tudo cabe numa lista?

Nesse momento percebemos que aquele muito é tão pouco...

O que ocupava espaço, agora é vazio.

O que "onde vou colocar essa peça?" cede espaço para "para quem vai essa peça?".

O que fora construído? Apenas aquilo que não vai na lista:

As boas lembranças, as boas risadas... as lágrimas enxugadas com amor e carinho, as raivas superadas, as dores esquecidas, as mágoas já passadas.

Até nas decisões mais acertadas, mais desejadas, mais esperadas, paira a dúvida do que pode ficar inalterado...? Nada!

Até a lista ficar completa, vários pedaços desmontam - o contrário do quebra cabeça...

Até a lista ser finalizada, vários pontos de encontro.

Quando tudo cabe numa lista, vale a pena dar uma analisada: daqui para frente, o que cabe em minha jornada?

Tudo o que não der para escrever, faça!

Tudo o que não der tempo de tirar uma selfie, registra-se pela eternidade!

Tudo aquilo que não teve graça, vira piada!

O passado passa a ser estranho quando, até ele, cabe numa lista.

O presente é momentâneo! Faça cada momento valer a pena,

Porque depois, se couber numa lista, não fique chorando!

Quando tudo cabe numa lista, a relação muda para uma simples relação do que tem para dividir, e, ainda assim, multiplicar.

Quando tudo cabe numa lista, no início, termina numa lista, ao final.

Mas, sabe o que é o mais importante que a lista? 

O que não está nela... nem antes, nem depois... Aquilo que vale a pena! Aquilo que não cabe em letras, palavras, nem frases... apenas o que é para continuar!


Pat Lins

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

BRASIL, O PAÍS DOS “SABE DE NADA, INOCENTE...” UM POVO SEM MEMÓRIA. ISSO VAI ALÉM DE POLÍTICA E DE POLÍTICOS.

Imagem: Google Imagens

Povos e povas do meu Brasil! Pequenos acordados ou gigantes adormecidos? Burros e inteligentes! Ignorantes, sábios e estúpidos! Irmãos brasileiros! Cidadãos!

Volto a me manifestar! Como sempre, NÃO POR POLÍTICA OU POLÍTICOS, mas por nós! Não venho defender ou atacar PT, PSDB ou PQP... Venho falar daquilo que ninguém quer ver, porque dói um pouco saber que somos todos manipulados e isso não se restringe à massa da população – ou seja, aqueles que vivem numa classe social e econômica baixa e com, na verdade SEM, grau de instrução limitado ao nível médio... quando chega a tanto. Assim, podemos ver que os “inteligentes” também podem ser manipulados. A manipulação nos pega naquela brechinha mínima que nem sabemos estar aberta, pois, pouco nos conhecemos e muito somos arrogantes para admitir. Enfim, aquilo que exibimos como orgulho, nossos canudos, não fazem nossa verdadeira base, muito menos nossa moral, só demonstram que frequentamos uma faculdade e tiramos o nível superior... Teorica e academicamente, intelectualizados... Somos todos tolos diante dos que são mais inteligentes, porém, maldosa e cruelmente inteligentes: os manipuladores profissionais. Sim, irmãos, eles são reais e agem o tempo todo. Hoje, com muito mais recursos, eles agem e agem se realizando com muito mais frequência em cima de nós, tolos consumidores de tudo e de nada. Imagens e superficialidades são vendidas e nós compramos. “Compramos? Não paguei por nada disso...”. Quem disse que não? Pagamos por cada tendência que seguimos e alimentamos. Pagamos por cada programa que assistimos. Pagamos por tudo. Acreditem, a conta é nossa!

DEMOCRACIA

Mas, deixe-me falar o que vim dizer. Primeiro: não sou dona da verdade. Assim, tudo o que expresso aqui trata-se, apenas, do uso da minha liberdade de expressão para expressar o que euzinha penso. Gostaram da redundância enfática que me permite expressar a expressão da minha liberdade de expressão? Pois é... isso é resultado única e exclusivamente da DEMOCRACIA que vivemos. Fruto não só do fim da ditadura, mas do fim da monarquia e da colônia que já fomos submetidos mas que não saem de nós... Oh, ranço ruim de uma figa! Vamos lá, continuando: o que falo pode e deve ser questionado, de maneira SAUDÁVEL. O que não admito: gritos, brigas, palavrões, preconceitos e desrespeitos de qualquer espécie. O que admito: a opinião do outro, expressa de maneira clara e saudável, isso é a base de uma diálogo, ou seja, TROCA. É dureza ver que nós não somos democráticos; não respeitamos as diversas opiniões, muito menos a diversidade. Viu, vai além de POLÍTICA E POLÍTICOS, vem na gente.

REPÚBLICA PRESIDENCIALISTA

A mim não interessa em quem você votou – tipo “eu sei em quem você votou na eleição passada...” ou “a culpa é de quem votou em A” ou “a culpa é de quem votou em D”... culpa de ninguém. Responsabilidade deles que estão no comando em bem comandar e nossa, comandados em exigir, sim, que se cumpra o que foi prometido. Só mais uma pequena informação, em tese, o presidente manda, mas, na prática, podemos observar – sem comprovar ou provar – que as coligações é que mandam. O poder está no centro de um emaranhado que a gente nem faz ideia. Entretanto, um substantivo se tornou adjetivo desde que o Brasil é Brasil: CORRUPÇÃO. A nossa origem é fruto de um desvirtuamento de hábitos, de uma invasão e destruição... Esses somos nós. Não vou me alongar nesse quesito pois já o fiz em diversos outros posts. Vejamos bem:

CORRUPÇÃO

Significado de Corrupção – de acordo com o Dicionário (http://www.dicio.com.br/corrupcao)
s.f. Ação ou efeito de corromper. 

Ação ou resultado de subornar (dar dinheiro) uma ou várias pessoas em benefício próprio ou em nome de uma outra pessoa; suborno.

Utilização de recursos que, para ter acesso a informações confidenciais, pode ser utilizado em benefício próprio.

Alteração das propriedades originais de alguma coisa: corrupção de um livro.

Ação de decompor ou deteriorar; putrefação: corrupção das frutas.

Desvirtuamento de hábitos; devassidão de costumes; devassidão. 

(Etm. do latim: corruptio.onis)

Sinônimos de Corrupção

Sinônimo de corrupção: depravação, devassidão e prevaricação

Antônimos de Corrupção

Antônimo de corrupção: conservação, decência, decoro, manutenção emoralidade

Definição de Corrupção

Classe gramatical: substantivo feminino
Separação das sílabas: cor-rup-ção
Plural: corrupções

Pois, sim, desta maneira, somos capazes de compreender melhor o que vem a ser a bendita – ou, maldita – CORRUPÇÃO e que qualquer um de nós é corrompível... Até e principalmente, em nossas ideias e ideais. E, falando, agora, em política brasileira e políticos brasileiros... Quem de nós põe a mão no fogo, até cair – prova de confiança e julgamento da Idade Média muito tendenciosa e manipuladora, por sinal... pois, pegaram uma tradição muito mais antiga e adaptaram, de maneira a corromper a real intenção da ação de prova e confiança e, alguém me diga, como sair “inocente” depois de três dias com uma estopa encharcada de produto inflamável nas mãos, presa a uma barra de ferro em brasa? Era assim que os inquisitores comprovavam a culpa ou inocência do suposto meliante... só para refletirmos sobre a responsabilidade que assumimos em “por a mão no fogo” pelos nossos políticos. Sim, retomando a pergunta: quem põe a mão no fogo pelo seu candidato? Volto a dizer: só estou instigando... Não sou verdade absoluta e não defendo partido ou candidato algum. Só quero tentar colaborar com a diminuição desses rachas e ataques para lá, para cá e em toda direção. 

Fiquemos de olho, bem aberto!

Assim, pergunto: brigar para quê? No caso específico das alternativas A e D, era um ou outro – lógico, alternativa é isso: ou um ou outro, sem mais! Isso faz ou não parte do processo democrático?
Bom, e considerando os históricos das duas opções, francamente, corrupção é adjetivo apenas para um? Ora, gente, faça-me uma garapa! Todo político faz uma coisa ali, faz outra corrompida acolá... E vão vivendo a vidinha deles, se unindo aqui, fingindo desunião somente da eleição... e por aí vai, aliás, vamos, porque eles se unem por interesses próprios e nós... nós ficamos aqui brigando e discutindo sobre o sexo dos anjos, porque, os dois lados usam o mesmo argumento: CORRUPÇÃO. “Não votei nela, porque é corrupta!” ou “Não votei nele porque é corrupto!”. Deu empate! Quem desempatou? O próprio Brasil. E a isso devemos respeitar. Com isso, independente de quem subir, devemos acompanhar e exigir de maneira INTELIGENTE nossos direitos, através dos nossos DEVERES. Mas, dá um trabalho danado, né? Melhor acreditar que Aécio era o príncipe com o sapato de cristal da Cinderella ou o que acordou a Bela Adormecida. Ou, que Dilma é a própria Cinderella e o povo, o príncipe. Adormecido, até agora, só esse tal de gigante que escuto falar... só vi o gigante cego e truculento, altamente manipulável por conta de força bruta e sem inteligência para nos salvar. Nossa, nos faltou o Clark – o Kent – para levar a mulherada a loucura! Não, o Aécio não ocupa esse cargo... o Collor, na época dele, sim, vestiu a capa vermelha de superman, mas quando tirou a roupa na cabine... Nossa, revelou-se o Lex – Luthor. E o povo acredita até hoje que foi ele quem o tirou com nossas carinhas pintadas... Basta olhar e ver que a gente poderia marchar até sangrar e pintar a cara até não mais conseguir tirar a tinta que, se não houvesse interesse por trás, a gente não teria o êxito que acreditamos ter tido.

Hum... Isso me levou a outro ponto:

DEMOCRACIA, RESPEITO, OPINIÃO PÚBLICA, LIBERDADE DE EXPRESSÃO, LIBERDADE DE IMPRENSA E MANIPULAÇÃO

Não vou definir longamente cada um... teremos que pesquisar mais profundamente, caso haja interesse, sobre cada palavrinha acima, Ok? Vou apenas usar da minha liberdade de expressão para demonstrar como vejo o cruzamento entre elas e entre nós.

Vejamos:

Numa Estado democrático, o candidato é eleito pelo povo e deve governar pelo povo e para o povo, né isso? Aprendi isso na escola, quando criança... do mesmo jeito que folclore... Só não entendi porque minha mente os correlacionou, em se tratando de democracia no Brasil... Por que será? Deixa aí a pergunta que não quer calar.

Como base da democracia, escolha é o critério. Escolha da maioria e, desde criança, gostemos ou não, birrentos de plantão, a maioria vence. Isso é base democrática. Isso é RESPEITO às escolhas. Porém, em se tratando de mundo adulto e eleição de Chefe de Estado, as escolhas da maioria podem ser questionadas... haja vista que, hoje, depois dessa novidade revelada nas urnas das eleições 2014, aqui no Brasil, não é só a massa que é manipulada. Todos nós somos. Nenhum de nós vota com total e plena consciência. Aí, entro onde queria: difícil ser consciente cobertos por tanta arrogância. Somos, gente, todos, compradores de imagens, sim. Me recordo de muita gente pedindo a cabeça de Sarney; o “impeachament”de Collor; a saída de Itamar Franco; o “xô” FHC; o Lula lá; depois, o Lula ladrão...; a Dilma como mártir por ser mulher e ex-torturada e vitima da Ditadura Militar...; o Dilma ladra e corrupta...; o “Aécio” nosso herói! ... É isso mesmo, população? Então, me digam: falo de política e políticos ou falo de nós, povo e pessoas – pois, os políticos, os candidatos são parte do nosso povo, também, somos nós. Não me refiro a classe social, nem a região do país... foco na motivação de cada um e que essa motivação é desejo e desejo é emoção e emoção pode ser manipulada pela imagem que trazemos de “salvação” ou “salvador da pátria”. Nós somos os salvadores, esteja quem esteja no poder. Mas, nós somos como eles... quem não quer tirar proveito de algo, em algum momento da vida, em algum instante? Até em fila de mercado a gente é corrupto, quando inocentemente se divide em duas filas, para ver qual anda mais rápido, em vez de ficar em uma e aceitar as consequências das nossas escolhas individuais. Dá para entender o que falo e a mensagem, tipo ALERTA, que quero deixar?


Pois sim, vamos retomar um ponto muito bacana e que causou espanto nas redes sociais do “eu não fui entrevistado pelo IBOPE”. E isso nos leva a opinião pública e manipulação. Vou e volto nas eleições, para ilustrar. É assim, mesmo. Faz parte da minha maneira de pensar e expressar, entro na linha do tempo e percorro ela, subindo, descendo, indo e vindo. Isso é parte da minha maneira de compreender os acontecimentos. Por isso que eu compreendo e não condeno nenhum de nós pelas escolhas e escolhidos. Observo nosso comportamento e como somos bobinhos. Sim, mesmo inteligentes, somos bobos, porque somos fracos emocionalmente e não temos base de bons valores. Somos corruptos e “corrompíveis”.   Vamos lá, para a pesquisa de opinião pública – que fique claro, trata-se, hoje, de uma massa de manobra, pois a opinião pública só se refere a opinião da maioria dos integrantes daquele determinado público e não quer dizer opinião de todos, muito menos de todos os grupos... deu para entender? Ah, e essa “maioria” levantada nas pesquisas são uma amostragem, ou seja, um grupo pequeno que representa todo o todo... melhorou a compreensão? Vai piorar. Segundo o próprio IBOPE, sobre opinião pública, em seu site (http://www.ibope.com.br/pt-br/solucoes/opinaopublicaepolitica/opiniaopublica/paginas/opiniao-publica.aspx) explica muito claramente – ao menos, para quem aprende a língua portuguesa, bem como compreensão e INTERPRETAÇÃO de textos... aprimorado por um bom conhecimento de análise e composição de discurso... não basta ler, tem que VER, e, não estou ironizando, TODO trabalho de pesquisa de opinião pública requer um demandante, ou seja, alguém que tenha algo ou alguma hipótese para ser confirmada ou não e, com isso, direcionar uma linha de campanha ou ação... enfim, nortear o que devemos fazer enquanto empresário, candidato, mercado... serve para quem quer saber sobre o público alvo da sua empresa, do seu negócio, de determinado produto ou serviço. Mas, vamos ao IBOPE, para que as pessoas parem de colocá-lo como manipulador. Ele pesquisa e diz o resultado da pesquisa. O que quem recebe o resultado vai fazer com ela é que decide o que fazer e como divulgar: “Os estudos de opinião pública são uma tradição no IBOPE e ajudam a compreender as expectativas e a percepção da população brasileira sobre diversos assuntos de interesse nacional. Na sua grande maioria, são estudos customizados, de acordo com demandas específicas. 
Não raro, estas pesquisas obtêm grande visibilidade na imprensa, quando contratadas com essa finalidade. É o caso, por exemplo, das pesquisas sobre aborto da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, além do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor e das pesquisas de avaliação do Governo Federal, ambas divulgadas regularmente pela Confederação Nacional da Indústria.”. Deu para entender? Os pesquisadores vão desenvolver estratégias – roteiro, tipo de pesquisa, público e etc – de acordo com a exigência e a demanda do cliente. Ou seja, vai trabalhar em cima do que quem contrata quer saber! Assim, quem recebeu telefonema e ao ser perguntado sobre o nível de escolaridade e escutou: “Não, senhora, infelizmente, só temos interesse em até nível médio”, entenda: a maioria do país tem menos que isso, assim, o público alvo de TODOS os candidatos era...? Dois segundo para resposta. E isso é tendência do IBOPE? Não. Isso quer dizer que quem o contratou quer ouvir o que o povo diz para usar contra o próprio povo, a seu favor! O IBOPE é o mais conhecido e com mais credibilidade no mercado de pesquisa. Mas, ele não é capaz de manipular a opinião pública, ele apenas coleta as informações ditas de opinião pública para nortear as ações de quem precisa saber o que o público específico – ou público alvo – pensa. Ao explicar isso, estou defendendo alguma bandeira partidária? Apenas dou mais informações para fomentar nossa mente inteligente, de gente. Expandindo a capacidade de entender, entendemos o que acontece a nossa volta. E, creia, isso arrepia...


Assim, me recordo das aulas sobre ditadura – como nasci em 1976, só sei a teoria, escutando todos os lados sobre o assunto – que dou e que tive, onde escuto e convivo com pessoas a favor do golpe de 64 e outras contra. O que eu penso: a intenção foi “boa”, ao tentar proteger o Brasil das entradas de investimentos externos... mas, na prática, perdeu-se o controle e abusaram do poder, escondendo outros interesses por trás e construindo, bem como destruindo, muito em nome do país... nós, povo, sempre sofremos as consequências, até do que dizemos não termos escolhido. Nossa cultura de incapacidade política é que nos prende e nos faz reféns. Pois bem... muita gente sofreu horrores – em todos os lados. Mas, muita gente nem fazia ideia do que acontecia. Sofriam aqueles que compreendiam e sabiam que estavam presos a mais uma censura – esta já existiu na época da monarquia... a imprensa régia que mandava e desmandava nas notícias do nosso país... a gente nunca sabe a verdadeira verdade, gente, a verdade é essa: tudo é manipulado. A massa, a grande população pobre e sem estudos, esses quase nem sabiam do que acontecia no Brasil e muitos se sentiam seguros. O “não saber” era a garantia que tinham e a própria liberdade – liberdade sem liberdade de expressão e de ação. Mas, para essa população que precisa sobreviver e só tem tempo para trabalhar, vamos julgar e condenar a ignorância? Ignorar quer dizer desconhecer, não saber! Eles não tinham entendimento do que acontecia ao seu redor. Os que descobriam, sumiam. Assim, um novo aliado surgia: o medo. O medo do desconhecido. E a proteção? A ignorância: melhor nem saber... Percebemos? A imprensa da resistência, que era um grupo de pessoas e profissionais de diversas áreas, se formaram na prática, em jornalistas e lutaram, com a própria vida, para que todos tivessem respeitados seus direitos de ir e vir. A democracia foi clamada por uma parte da população que sabia o que exigia. O direito aos nosso direitos. O sonho utópico se tornou real, depois de 21 anos de luta... esquecidos por conta da nossa memória curta. O brasileiro é um povo sem memória. Até hoje, não sei se isso é bom u ruim...  Não é porque os lados estavam opostos que um era santo e outro algoz. Havia gente idealista nos dois lados e cada um com sua convicção e motivação. Mas, longe de serem santos, anjos ou demônios – aliás, demônios tinham... creio eu que foi terreno fértil para os psicopatas, sociopatas e sádicos em geral se realizarem com atos de tortura, dos dois lados! Problema foi a proporção da luta, da guerra que virou. E que, com muita força e resistência, conseguiu mudar. Diferente da história da proclamação da República – “independência ou morte” – e do fim da abolição, onde, na verdade, foi a resistência criada pelos filhos dos grandes escravocratas – coisa interessante essa... – que estudavam na Europa e traziam os modelos avançados e funcionais de democracia, através da República presidencialista, que foi o nosso caso, ou parlamentar. Foi o conhecimento do além mar que ajudou no processo de mudança no regime político e, consequentemente, os interesses comerciais que não cabiam mais a escravidão como ponto de interesse... Existe uma história com documentos e datas que mostram isso, mas... É só ver a data da proclamação da República e ver se quem “libertou” os escravos foi Belinha, mesmo. Ela poderia até ser uma boa pessoa, mas a ação foi maior do que ela. Os interesses é que determinam o rumo da história, quando acontecem no presente da ação e se propagam como arquétipo. Assim, só uma viagem no tempo para ilustrar como somos envolvidos pela imagem de heróis e heroínas.
Hoje, 2014, um movimento começa a gritar pela saída da presidenta pelo fato dela ser tida como “corrupta”. Ora, francamente! Mais um político que não agrada toda uma população. Já vi esse filme antes. Todo mundo “inventando a cópia”, como bem diz o grande artista baiano, Gibran Sousa. A gente não quer ler, quem dirá escrever nossa história, entendendo que ela começa agora...

Minha preocupação: a imprensa que foi cerceada pela censura – no Brasil, desde o Brasil colônia, que é de onde data o “nascimento” do Brasil... a existência prévia não é considerada por nós, porque, para nós, tem que ter um documento... né verdade? – e lutou por voz e vez, hoje, usa uma manipulação perigosa e, ao meu ver, irresponsável Explico o que penso: houve uma facção da imprensa, antes do golpe militar de 64, que acreditava nos ideais de “não democracia”. Essa imprensa passou a ser a imprensa oficial do governo militar. Onde há interesse, há interessado, penso eu. Enfim, o mesmo poder de informar foi usado para prender por informações “liberadas”. Hoje, 50 anos depois, insatisfeitos por uma postura política e econômica do atual governo, há alguns anos percebo essa criação subliminar em nossas mentes, como se fosse novidade a corrupção no Brasil. A velocidade das informações e os diversos meios para propagar as liberdades de expressões, deixaram de lado a ética, a responsabilidade e o comprometimento dos profissionais com a liberdade de imprensa, onde, como bem expressa a Lei, deve informar e divulgar fatos e notícias, ou seja, aquilo que é comprovado e o povo precisa saber. Sim, o povo precisa saber do mensalão e etc. o povo soube das mais de 700 CPI´s na época FHC que não foram concluídas e foram arquivadas sem solução e sem punição e, nas urnas elegeram Lula. Entretanto, ninguém elegeu Lula por conta de conhecimento em sua capacidade política. Votaram na imagem de Sassá Mutema – com todo respeito, porque admiro o político Lula, mas também vi que ele se perdeu e se corrompeu num ambiente perigoso, hostil e corrompido... foi ou não isso que vimos?

Voltando, de novo...: o movimento contra o governo Dilma – nós somos contra ou a favor às ações governamentais, não contra ou a favor da pessoa, que fique claro -, a meu ver, está dentro do direito à Liberdade de Expressão que assiste a qualquer um de nós, desde que limitados pelo dever de – sim, liberdade requer limite – respeitar o direito de quem pensa diferente ou divergente. Esse direito deixa de ser direito, regulamentado por Lei, conforme art 5º da nossa Constituição, onde todos somos iguais diante da Lei e isso quer dizer que os ataques aos que pensam contra, infringem a Lei. Mas, cabe à imprensa agir de maneira mais cautelosa e assertiva. Isso requer responsabilidade e tempo de investigação. Afinal, ela se tornou nosso quarto poder e representa a voz do povo. Mas, o que estou vendo e me preocupa: insinuações e fotos – por enquanto, aos poucos e muito discretas – de apelo à intervenção militar. Foi assim que começou no final de 50... culminando no golpe de 64. Foi resultado de um processo. Muita gente vai às ruas usar seu direito de expressar – claro que a decisão não depende disso, porque nossos gritos não são provas contundentes e só demonstram a insatisfação de um grupo, portanto, opinião pública, daquele público e que será usada pelo interesse de alguém. A depender de quem se interesse, o movimento avança, senão, morre ou adormece, como o gigante tão clamado e esperado para evitar a Copa e outras coisinhas mais. A gente não sai de cima do muro. Eu sei, porque eu também sou assim, como todos. Existe algo muito maior que nos “prende” e a gente nem percebe, porque a gente só acredita no que vê. Mas, tem quem veja além e use isso de maneira manipuladora, mesmo.

Não basta ler a Veja, Época e Isto é... é preciso não ver TV e nem propagandas. É preciso ficar dentro de casa, fechado numa bolha... É preciso não ir ao mercado, não assistir filmes, não comprar roupas de grife, nem ir ao shopping. É preciso não comercializar. Nem comprar, nem vender. Cuidado ao trocar! É preciso, gente, na verdade, olhar e ver. Em vez de se frear o “desenvolvimento” industrial, limitar as ações, pois as consequências são danosas para o planeta e nossa existência, mas a gente vai dizer: “vamos retroceder? Isso é avanço!”. O avanço, para mim, precisa ser sustentável, crescer sem destruir a natureza e o planeta. Agora, lamentemos a seca em São Paulo e o degelo no ártico. E continuemos a cobrar políticas de livre comércio e mais indústrias no Brasil. Vamos permitir que desmatem ainda mais a Amazônia. É isso? Nem precisaria de Lei de preservação, precisamos de consciência das consequências, mas, isso, quando sai em algum veículo de comunicação de massa é ignorado por nós, porque a gente diz assim: “cadê o Governo que não vê isso?”. E eu digo: onde está a consciência de quem faz isso e vive disse e enriquece com isso, se preocupando com o que vai deixar para seus herdeiros diretos, sem pensar em todo um planeta? O erro de uns compromete o futuro de todos. Não vejo Aecistas, Dilmstas e afins – apenas os Lucianistas, os Marinistas e alguns poucos... – lutarem por isso. Eles temem pela própria vida. E vida que com que qualidade viveremos? Todo mundo quer um salvador porque a crise no mundo – consequência de que mesmo? – atinge nosso bolso e isso nos prende ao medo do futuro financeiro dos nossos filhos. A gente é incapaz de ver que a crise é mundial e que a corrupção é mundial. Estamos em algo muito maior do que em que votamos. Com essas briguinhas, a gente se acomoda, cansa e não vê mais nada. Só gritamos “fora corruptos” para colocar outro no lugar.

A mim, não importa em quem você votou, apenas quem você é!

A união faz a força e concretiza a vitória, né isso? Com ordem, bem diziam os positivistas, se alcança o progresso. Vivemos de repetições teóricas. Mudemos nós, nossas ações individuais que, assim, o planeta terá uma chance e, sim, o Brasil poderá mudar – no dia em que os brasileiros mudarem.

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS, DEIXANDO FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! A começar por cada um de nós!



O povo brasileiro está envelhecendo, mas não amadurecendo... Temo os grandes corajosos das redes sociais e só e somente nelas...






Pat Lins.



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

ESCOLHAS


As escolhas nos levam a lugares, que nos levam a lugares, que nos levam a lugares, que nos levam a lugares, que nos levam a lugares, que nos levam a lugares, que nos levam a lugares, que nos levam a lugares,  que nos levam a lugares,  que nos levam a lugares... que nos levam a novas escolhas, que nos levam a novas escolhas, que nos levam a novas escolhas, que nos levam a novas escolhas, que nos levam a novas escolhas, que nos levam a novas escolhas, que nos levam a novas escolhas, que nos levam a novas escolhas... que nos levam a estar sempre MUDANDO!

MUNDO GIRANDO - MUDANDO - MUNDANO

E o gerúndio é para isso: a ação acontecendo, a todo instante, em todo canto, em cada escolha, em cada lugar!

Pat Lins - gerundiando por aí, por aqui, por todo lugar! Até além do sol... ao infinito universal!!!


sábado, 19 de julho de 2014

LIVRE ARBÍTRIO: A LIBERDADE DE ESCOLHER!


Existem agitações inexplicáveis... Mas, gostaria que me explicassem como fazer a pessoa parar, daquilo que nem sei explicar que está fazendo.

Tem gente que vem com tanta energia, mas não tem uma gota de energia para se organizar e fazer o que deve e precisa ser feito.

Para mim, isso é desperdício de energia.

... e quando começa a atingir e destruir tudo ao seu redor?

Me pergunto: quando estabelecemos uma respeitosa DS - distância saudável - de pessoas que não percebem o quanto extravasam o excesso, que não sabem viver momentos de alegria, que vivem cruzando a linha do real e se perdendo no imaginário... Isso é fraqueza? Seria necessário viver colocando a prova a sua força numa queda abissal? 

Seria força se focar em si e no que em si atrai essas situações e, assim, estabelecer uma DS consciente? Seria força entender que não podemos controlar o sofrimento do outro, por não aceitar que TODOS podemos fazer escolhas e, algumas dessas escolhas esbarram no desejo oposto da escolha do outro? Nesse embate, seria egoismo escolher ser feliz, longe de quem cultiva tanta infelicidade? Mesmo que saiba que tudo está dentro da gente, o que vem de fora, realmente, não pesa?????

Se alguém escolhe cultivar a felicidade e o outro escolhe viver acorrentado ao looping do mesmo momento, todos os dias, qual o processo natural? Desgaste, atrito... Mas, se do atrito se faz o fogo e fogo é vida, é luz, é possível enxergar que aquele outro já não faz mais parte da sua vida. Só que, isso, não precisa ser condenando o outro, apenas, escolhendo o seu caminho. Seria isso egoismo? Buscar-se não é esconder-se ou isolar-se, apenas (Re)fazer-se diariamente! 

A auto busca não é fechar-se em concha, é abrir-se em escolhas! No egoismo, as pessoas não buscam a individualidade, como processo de recolhimento necessário, como processo de buscar-se a fundo. O egoismo é raso, é superficial, é medo de abrir-se e interagir com o mundo e seus mundos dentro de si. O egoismo não é se buscar, é se esconder de si. É restritivo. A auto busca é expansiva, libertadora, acolhedora. Uma coisa é a reclusão. Outra coisa é o recolhimento para acolhimento de si... Isso nem se esgota aqui.

Escolhas conscientes do que devemos fazer e de quem pode estar ao nosso lado. Selecionar as pessoas que somam não é menosprezar os que não afinizam, apenas, uma necessidade de limpar o ambiente das adversidades. É como se você estivesse com um braço machucado, precisando recuperar e alguém viver puxando para testar... Eu escolho me preservar! Identifico minha fragilidade. Reconheço que não sei lidar. Me pergunto: isso vai colaborar com o que previso fazer no AGORA? Minha prioridade prioritária é a felicidade! 

Ser um humano traz muito mais do que o pouco que vemos... somos um conjunto de tanta coisa em nós e ao nosso redor que não dá para manter um discurso vago e superficial de que "devemos fazer isso ou aquilo", ou "sair da zona de conforto". Volto a dizer: nem toda zona de conforto é tão desconfortável... Algumas são necessárias. Outras, necessitam que saiamos, urgente! Tudo é questão de identificar! De acessar a consciência. Isso é sair da zona de conforto prioritária!

Tudo é uma questão de aceitarmos que temos livre arbítrio e ninguém deve nos condenar por fazer ESCOLHAS!

Algumas vezes a gente enlouquece, porque, para poupar o sofrimento no outro, causamos em nós. Seria saudável isso? Seria fuga? Seria...? 

Só quem não entende a importância dessa consciência vai cobrar, criticar, julgar e condenar quem as faz.

Pat Lins - refletindo sobre conversas com amigos...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

ESCOLHENDO O PRÓPRIO CAMINHO



O maior problema é quando a gente faz a nossa parte, tudo como "deve" ser feito. Quando o outro não faz a parte dele, todo nosso trabalho, esforço e empenho morrem no vácuo da inércia...

Ainda assim, o fator escolha pode solucionar: o aqui e agora. Se a chuva é o destino, meu caminho é a escolha que tenho a fazer.

Compreender a limitação do outro é, antes de tudo, reconhecer a nossa. Assim, em respeito a ambos, escolhamos seguir nosso caminho. E isso não deve ser encarado como simples desistência, mas como escolha de caminho.

Tá tudo certo. Vamos vivendo e escolhendo. Escolha requer consciência!

Culpa, remorso, arrependimento... nada disso cabe! Cabe apenas, entender e aceitar. Se bem não está fazendo, e não depende de mim... depende de mim escolher. Isso, também é DS - distância saudável, saudável.

A vida não é um cabo de guerra, a fim de disputar para ver quem ganha... apenas para ver quem consegue manter o equilibrio daquela ação, para ninguém cair no chão. Sem cooperação, todo mundo cai! E acredite: ninguém vive sozinho...

Pat Lins

sexta-feira, 28 de março de 2014

PASSO A PASSO


Cada dia, um novo dia! Cada passo, um novo passo!

Assim como as técnicas de Coach, um passo de cada vez, vou sendo minha coach e coachee na vida.

A gente passa e é ensinado a temer o prazer de sonhar. Pior: a gente passa a acreditar que sonhar é coisa de louco, que a vida é dura e viver é difícil e suado. Há alguns anos, conheci uma jovem senhora muito doce e meiga, porém, muito forte, firme e determinada - Julia Ines - que me disse: "... temos mania de achar que tudo na vida tem que ser suado, senão não é nobre. Eu penso que tudo na vida deve ser prazeroso e conquistado com dedicação...". Um comentário tão simples, talvez ela nem se lembra, porque foi em meio a uma conversa de entretenimento e tão profunda. 

Somando cada dia, venho aprendendo que a sutileza é assim: simples e profundo. É preciso um pouco de loucura para realizar. Acreditar num sonho é loucura? Enlouqeçamos a loucura saudável!

Hoje, pegando um caminho pela orla - para fugir do engarrafamento - tive esse pensamento: que fugir do engarrafamento, o quê? Estou seguindo por onde devo seguir. Vista mais linda e PRAZEROSA. 

Por que seguir o caminho que todo mundo segue? Só porque por lá tem quebra molas e não dá para andar acima de 40 ou 50 km, devo evitar? Oras, mas se saí com antecedência, estou no fluxo positivo do tempo.

Pois, quando olho para o marzão, um trecho da linha do horizonte iluminado e uma poesia em minha cabeça - que ainda não consegui finalizar. Diante dessa imagem mega simbólica - cabeça de artista é assim mesmo... SIIIMMMM, agora em assumo como ARTISTA! De vida, de alma e de coração! - entendi: além do horizonte existe muito mais! Aquela luz me fez ver um algo a mais além do céu e do mar, um feixe de luz! Uma abertura, apenas para minha visão limitada. Uma luz que dizia: uma linha é apenas uma linha!

E senti que posso mais. Me deu vontade de ser mais!

Passei o dia imersa nessa sensação de beleza do desejo do querer. Lembrei-me de uma persona non grata - que com todo seu negativismo e ataques, me ajudou muito a querer mais! - que me disse: "tem que passar pelo desejo, para querer!". Bom, quando ela falou isso, a respeito de uma terceira pessoa, não foi em bom tom, muito menos motivando... foi depreciando com toda força que ela poderia ter. Mas, como a vida é dual e dualidade é isso - os dois lados da mesma moeda - entendi do meu jeito: É PRECISO PASSAR PELO DESEJO PARA QUERER E É PRECISO QUERER PARA TER VONTADE. É PRECISO VONTADE PARA MUDAR. É PRECISO MUDAR PARA CRESCER. É PRECISO CRESCER PARA EVOLUIR! 

O mais legal: não é como final de filme, é como continuidade. A gente tem a mente condicionada pelos filmes, novelas e afins que acabam nos fazendo querer viver um "final feliz", em vez de um dia a dia feliz, até o final, ainda que vivamos as turbulências.

Pois é... um passo de cada vez. Sair correndo de vez cansa e pode explodir o coração, pelo excesso.

Tudo ao seu tempo. Tudo ao seu tempo. Tudo ao seu tempo.

Pat Lins - seguindo o meu tempo; fazendo o meu tempo; sendo o meu tempo...




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CAMINHANDO DE VOLTA À VIDA!


Fazer escolhas. Tomar decisões. Nos foi ensinado que isso é tão difícil, que, de tanto acreditarmos, passou a ser. Mas, como já me disse uma grande amiga, fica a dica para quem servir: NÃO TOME DECISÃO EM MEIO A UMA CRISE. Hoje, um novo - mas me parece muito mais antigo... - amigo, me disse algo muito parecido. Ainda que a decisão esteja tomada, ajustes precisam ser feitos e reparados.

E essas conversas, com ou sem um tema central, surgem e sempre podem nos inspirar, se não para hoje, para "O" dia, ou para alguém.

Cada vez que me abro, e essas coisas me chegam, fico imensamente feliz! O quanto é importante deixar o Tempo assumir o comando de ser e estar de cada coisa, de cada tempo, de cada relação, de cada ação, de cada cada.

Quando falta energia em casa, a gente para, se situa para procurar fósforo e vela, né assim? O importante não é encontrar de cara, lá é onde queremos e sabemos que precisamos chegar. O mais importante é o parar para pensar e sentir qual O caminho devemos trilhar. Nesse momento, levantamos as informações, traçamos um rumo e vamos seguindo. Diante do objetivo, acendemos a vela e conseguimos ver, sob a luz, onde estamos. Nesse momento, decidimos para onde mais ir, porque ninguém vai ficar ali, parado, com a vela na mão a vida inteira, vai?

Tudo na vida são etapas que seguimos, não um único lugar a chegar e ficar. É o caminhar, no caminho, que nos leva a todos os lugares e todos são lugares onde precisamos ir e estar!

CAMINHANDO DE VOLTA À VIDA!

E quem disse que a gente precisa estar só, para fazer esse passeio? ...

Pat Lins.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ESCOLHO A DISTÂNCIA SAUDÁVEL, SAUDÁVEL!



Posso escolher entre conviver ou não com pessoas com distúrbios sérios de comportamento e sociabilidade... isso não é falta de respeito. Pelo contrário: é respeito a mim e ao outro. A mim porque sei que posso escolher quem quero ao meu lado e me ajude a somar. Ao outro, porque ele tem o direito de ser quem ele é.

Mas, uma coisa é certa: não falto com educação e cordialidade. Se afastar conscientemente não é birra, ou disputa... é apenas filtrar quem deve ou não estrar ao nosso lado por afinidade e por motivos para se estar. Se não tem liga natural, não tem motivo para forçar, muito menos para sair detonando por aí. É uma distância saudável e deve ser saudável. Raiva, ódio, rancor e etc não são saudáveis.Portanto, se a motivação do afastamento for algo similar, não é DS - distância saudável - é orgulho, vaidade e julgamento.

Na DS não tem dor, tem dor trabalhada e acolhida. Existe a compreensão de que o outro e eu não nos afinamos e pronto. Ser grosseiro ou deselegante, mal educado ou algo parecido, não está dentro da DS. Educação à base da compreensão, essa sim é a base da DS. Senão, será hipocrisia e dois pesos e duas medidas: me aceitem como sou, mas não aceitem o outro... Na DS, todo mundo sabe como é, se auto busca... daí, não sou estranha de mim.

Pois é, só para esclarecer, mesmo. 

Porque do mesmo jeito que eu me sinto injustiçada ou julgada pelo outro, o outro pensa de mim e mesma coisa... e quem está do nosso lado, bem como os amigos do outro lado, vão dar o apoio e dizer que errado é o outro lado. Sorte minha - aliás, nem é sorte, foi escolha consciente e natural - que quem está ao meu lado também se esforça para não entrar nessa de julgar e condenar o outro, mas de compreender e escolher se quer ou não essa pessoa como companhia. 

É só isso.

Pat Lins.

domingo, 10 de novembro de 2013

DE NOVO, OUTRA VEZ...


Pior do que ver acontecer é ver acontecer de novo. 

E o melhor disso tudo é poder dizer: hora de ver uma nova solução... 

Se um erro se repete, do mesmo jeito, sinal que ainda tem algo mais profundo para ser aprendido e/ou para a lição ser, de FATO, apreendida.

Escolhas, é tudo o que temos. Hoje, pensamos como ontem, quando deveríamos pensar como hoje.

Problema só enquanto não encontramos a solução.

"Caminhando e cantando e seguindo a canção...". 

Fui.

Depois eu volto,

Pat Lins.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

A VIDA NÃO É UM JOGO, MUTO MENOS UM CAMPO DE GUERRA!


Prezo pela minha liberdade, bem como pela dos outros. Isso quer dizer, inclusive, que eu respeito as escolhas de cada um, de verdade. Quando esbarra em alguma expectativa minha, me repito: 

"É a escolha de cada um e isso não diminui minha importância na vida da pessoa!".

Eu penso e ajo assim, e é assim que espero ser entendida... pena que isso raramente acontece. 

A cada dia, julgo menos o outro, justamente por conta desse lema: compreensão acima de tudo. Isso não me impede de escolher, muitas vezes, manter distância de algumas pessoas e lugares. E isso não diminui a importância dessas pessoas em minha vida, apenas mantém o espaço e tempo necessários para que dê tempo das emoções se ajustarem... afinal, existem pessoas muito intensas e que agem como se fossem de uma leveza zen e harmoniosa, atacando e tentando manipular a muitos com voz mansa e fugas de diálogos, preferindo uma bela saída nos deixando a falar com o vento. Assim, se não há espaço para troca, não há espaço para convivência. Daí, escolho estar em meio a pessoas que, mesmo diferentes, tenham a sincera abertura e movimento de busca real, na prática diária, pois somamos mais do que dividimos.

Uma coisa é certa: a vida não é um jogo, onde podemos recomeçar num clique e ganhamos vidas e vidas em cada nova fase... com o tempo, vamos ficando naturalmente mais seletivos, quando entendemos a importância de respeitar-se e respeitar ao outro. Isso inclui ver como as pessoas são e ver/saber quem eu sou e se essa união é saudável. Não sendo, compreendamos, sem julgar, mas encaremos o fato de ser como é e DS - DISTÂNCIA SAUDÁVEL.

Eu respeito as escolhas dos outros, sem cobrança, por isso, já precisei tomar algumas decisões radicais, no que diz respeito à minha auto preservação, bem como escolhas mais amenas, relacionadas a simples afastamentos por escolhas profissionais, filosóficas e afins. Tudo na vida nos leva a algum lugar e, para quem anda e não joga, esses lugares seguem e seguem e seguem. E a gente vai e vai e vai. Nessas idas e idas e idas, a gente pensa que volta, mas, na verdade, o que acreditamos ser uma retomada é, em verdade, uma continuada para onde precisamos ir com a certeza pela experiência de como devemos ir. O resgatar é seguir mais para frente, entendendo que ainda não fez o que deveria. E nesse ínterim, os caminhos se cruzam com quem devemos cruzar e se afastam, de quem devemos nos afastar - não por raiva, rancor ou algo semelhante, apenas por uma questão simples que é tão deturpada: incompatibilidade. Se não tem liga que segure e dê base, não tem porque insistir. E isso não quer dizer que a pessoa - nem EU, nem o outro - seja ruim ou boa, ou que não nos gostemos, apenas estamos em tempos e espaços tão diferentes que não encaixa. O que não admito é ser cobrada por minhas escolhas, como se eu tivesse que agradar a todos... Também, não aceito cobrança de quem levanta a bandeira para o mesmo lema - mas age de maneira incoerente -, exige ser aceito e não aceita as escolhas alheias, assumindo uma postura de vítima. Não existe vítima ou algoz, existem escolhas e consequências. Não precisa ser radical, nem dolorida, sofrida ou coisa e tal, apenas precisamos tirar o melindre do julgamento e pronto: abrem-se as portas para a liberdade!

Não entendo como uma coisa tão simples causa tanta dor e tantos danos. Não é ser inflexível, é ser tão flexível que podemos gostar mas entendermos, por respeito às diferenças que não se complementam, que é melhor cada um seguir seu rumo, senão, ambos saem do caminho.

Sigamos em paz, minha gente! A vida não é um jogo, muito menos uma guerra! Não existem inimigos - até existem, devido ao fato de gente pequena insistir em criar esses personagens e atacarem com artilharia pesada, e, francamente, como não sou santa, nem evoluída, em minha condição humana e imperfeita, eu não considero essas pessoas inimigas, apenas pessoas que precisam de amor e ajuda que eu não posso dar, daí DS. O que quero dizer é que se a gente alimenta essas coisas, elas vão existir. E, mesmo que a gente opte, escolha viver de outra maneira, não vai deixar de receber essas investidas, mas o que eu não vou fazer é me tornar igual, me nivelar a esse ponto. Devo compreender que a pessoa tem um nível de consciência não desenvolvido e, sendo eu uma pessoa que se busca, o melhor é entender e aceitar que estamos em caminhos diferentes, em tempo e espaço diferentes... portanto, não somos do mesmo grupo - e isso não tem relação com ser melhor ou pior, apenas, cada um na sua onda!

É isso... o que mais tem nesse mundo é espaço para as diferenças...

Pat Lins.



sábado, 21 de setembro de 2013

COBRADORES E COBRADOS


Temos tanto, mas tanto a prender vida a fora e vida a dentro, que nos angustiamos por nada, pela crença ilusória de que seremos mestres de nós mesmos em 1 segundo.

Aprendemos algo hoje, pronto, estamos prontos e preparados para o que der e vier, porque já somos experientes e calejados...

Eu penso assim: na vida, a gente faz nossas escolhas e isso quer dizer assumir que vai abrir mão de algo/alguém. Esse algo ou alguém, pode se sentir, até, desamparado, abandonado... a depender de como fazemos, de como conduzimos e do quanto ele está preparado para encarar e aceitar suas próprias escolhas, bem como ter maturidade e força - ainda que sinta a dor - para respeitar as escolhas do outro.

Ou seja, em vez de nos sentirmos cobrados e cobradores - devemos olhar e nos olhar em várias direções, porque sou EU para mim, mas sou OUTRO para outro EU, além de mim e por aí segue para todos e cada um de nós - devemos nos ver e ver o outro com olhos mais compreensivos. O que não impede de humanamente passarmos pelas fases de questionar, de culpar... ainda estamos aprendendo a engatinhar nesse processo de libertação pelo amor, minha gente, até hoje, só aprendemos e reproduzimos o padrão de aprisionamento... A diferença é libertar-se e libertar. Sentiu, sinta. Deixa a dor passar.

Já me coloquei - e ainda em coloco - muto como "vítima". Depois que coloquei minha DS - distância saudável - na prática diária, fazendo escolhas e escalonando o quem/o quê dou conta e o que não dou, apelo ao respeito a mim, ao meu limite e isso me faz me afastar, temporariamente, do que não creio ser prioridade para o meu momento. Na prática é bem mais simples, quando a gente entende que a ideia não é magoar, ferir ou se afastar do outro, muito menos, fugir do problema... é encarar e assumir-se tão humano que, naquele momento, não dou conta e é melhor não estar do que alimentar uma bomba. O que não me permito e não admito, é ter que me submeter a determinadas presenças apenas para compor cena. Eu vivo, não enceno. E isso, em mim, quer dizer que compreendo as características do outro e, se não combina com a minha, se não vibramos na mesma frequência, para que ficar batendo de frente? Isso, para mim é compreender: ver, entender e aceitar, sem brigas. Essa praticidade soa como frieza, e a diferença é que, ao me permitir isso, o efeito denso das presenças opostas - afinal, se essas pessoas nos incomodam, provavelmente, nós também as incomodamos... não existe um "foi ele(a) quem começou", é recíproco: indo e vindo - eu saio do raio de ação nefasto criado pelo mal estar de ambos e isso me permite diluir a emoção no início e não a corrosão posterior.

A DS - distância saudável - que falo há alguns anos e criei para minha vida, não é fuga no sentido amplo, é fuga no sentido momentâneo de reconhecimento dos próprio momento e das próprias limitações nesse momento. É saber identificar o limite da sua bateria para não gastar energia em algo destrutivo para si e para o outro.

No dia a dia, é simples. Porém, no início, foi doloroso: o medo, a culpa... É o tipo de coisa que não se senta e conversa: "olha, estou estabelecendo uma DS com você, por nós...". É o tipo de escolhas através da consciência: não é o momento. Nem todo mundo está predisposto em se ajudar a esse extremo... creio que nem eu esteja 100%. 

É a vida. A gente vai vivendo. Vai criando mal estar ali e acolá. Vai lidando com mal estar criado pelo outro ali e acolá... e por aí vai. Todos somos EU, no individual, no subjetivo... mas, todos somos OUTRO, para os outros que não somos EU´s em nós, mas os EU´s de cada outro ser individual e subjetivo. Isso é social: vários EU´s pensando e agindo por aí e por aqui!

Com isso, a gente constrói um novo mundo: o EU que há em mim e, consequentemente, mais tolerante, compreensivo e paciente, melhoramos, aos pouquinhos, o NÓS que o nosso EU consegue dar conta...

Simples: 

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, a começar por cada um de nós, de cada EU disposto a mudar e se melhorar, AQUI E AGORA, a todo instante, sem parar! Sem parar de aprender e sem parar de ensinar.

Pat Lins - pensando, agindo, refletindo... aprendendo... ensinando... indo!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O PRINCÍPIO DA VOCAÇÃO DO MEU/NOSSO "EU"

Imagem: Internet - http://www.rosangelaterapeuta.com.br/tag/luz/

Gente, Pe Fabio de Melo é um fofo! Gosto muito de escutá-lo em entrevistas. Ele fala português e não latim. Ele é sereno e fala com inteligência; fala com clareza e não com arrogância. Ele assume que é humano: um homem que optou ser padre, sabendo as condições inerentes. Isso é consciência. Isso é entender que todo bônus tem ônus e que toda escolha acarreta numa consequência. Eu, minha opinião particular e com base nos conhecimentos obscuros da história, penso que o celibato na Igreja Católica poderia ser revisto. Por outro lado, compreendo que é a tradição da religião e, se alguém adentra, sabendo que é assim, sabe-se onde está entrando. Enfim... Acabei de assisti-lo no "Mais Você", com Ana Maria Braga, e me veio essa reflexão:

Penso que para se seguir qualquer rumo na vida, deve-se seguir o que está mais próximo da nossa vocação e nem todo mundo pensa assim... Desta maneira, a gente percebe quando a pessoa tem real sentido do dever de se seguir o caminho que escolhe e/ou adentra. O fanatismo só pega quem vai apenas no afã da emoção, no desejo/ilusão de que religião, excesso de trabalho, excesso de atividades para "ocupar" o tempo... vai resolver - ou afugentar - todos os problemas e imediatamente. É assim, não, gente. Se fosse assim, os padres, pastores, rabinos, mestres, gurus... os workaholics, etc não teriam problemas, nem dilemas, nem desavenças, nem nada de mal. 

O problema, o desgaste, o cansaço, a raiva... tudo isso é humano. O que vai nos ajudar a lidar e transformar isso é o padrão de pensamento que temos e as ações conscientes que praticamos. E isso é de uma hora para outra? "Ah, pronto, mudei o padrão de pensamento!". De jeito algum, o Tempo é outro forte aliado ou vilão nesse trajeto, depende de como o conduzimos ou o deixamos nos conduzir. O tempo não está preso ao bem e ao mal, como nossa condição humana e dual. Ele, assim como O Criador, apenas É. Um verbo. Um constante Ser: É. É o tempo todo o É e pronto. Todo tempo É AGORA. 

A gente adora complicar tudo e depois culpa Deus, o tempo, o espaço, a religião - principalmente, a religião do outro... - a vida... o outro. A gente só não entende uma coisa que, por mais óbvia que seja, não deixa de fazer parte de uma processo, que é o fato da vida ser causa e consequência. E, mesmo a gente fazendo o bem, isso não nos impede de fazer ou desejar o mal e, quando volta, a gente diz: "mas eu só faço coisas boas, porque isso?"... Bom, minha opinião sobre essa parte é meio complexa... depois me explico por aqui. A questão é que não atinamos para quem somos de verdade e, nos perdendo, dificilmente sentimos vontade de nos reencontrar. E isso nos afasta de nós mesmos e da nossa real vocação.

Para sabermos o por onde ir, precisamos saber quem somos e o que temos para fazer. Senão, por aí ficamos, vagando, passeando, fingindo viver e, em geral, importunando os outros na esperança de que o outro fique pior do que a gente. E nesse instinto competitivo de destruir o outro para me enaltecer, esquecemos o quanto todos estamos ligados e nivelados numa realidade: somos todos imperfeitos e com mmuuuiiiittttooo a aprender.

Quando entenderemos que perfeição, só no céu? 

Pat Lins.

sábado, 6 de abril de 2013

GUERRA SANTA OU INTERESSE POLÍTICO?


Para mim, respeitar  liberdade é, mesmo entendendo que o outro é como é, e que eu seja como sou e não sou como o outro é - desde que não invadam roube, mate, machuque, "desmoralize" (e aqui cabe outra ressalva: desmoralizar não é tocar no melindre do outro... isso é reação individual) - para mim isso é respeitar. 

A polêmica em torno de Marco Feliciano e a comunidade LGBTT não é religiosa... é pela discriminação que ele faz. Onde se há discriminação, há tendência... e opção religiosa é de cada um. 

Não creio poder haver vínculo entre opção religiosa e política. Outro pastor, mais sereno, sensato e, mesmo que discorde dessa realidade, teria mais bom senso para lidar... 

A grande questão é que ele assume um lugar que deve lutar para que os direito naturais do ser humano prevaleça e, aí, cabe-se respeitar a orientação sexual de cada um, sim, e a opção religiosa de cada um, sim. 

Eu não sou gay, não sigo religião, mas faço minha parte... me senti incomodada com ele como presidente da comissão de Direitos Humanos porque o vi como qualquer outro político - dessa maneira deturpada que se chamam os políticos, em vez de dirigentes da polis, um verdadeiro guia e condutor da comunidade - com interesses próprios, justamente numa comissão onde se luta para que as pessoas sejam respeitadas pela sua condição humana, não por suas orientações sexuais, opções religiosas. Do mesmo jeito que não aceitaria um padre, um espírita, um pai de santo, um budista, um ancião, um rabino... radical e ortodoxo. O País laico concede essa "liberdade" entre o que UMA religião pensa, prega e segue e a vida de TODOS os outros que não vêem sentido naquela determinada religião. Acredito em Deus, não estou discutindo religião, muito menos denegrindo os evangélicos. Conheço várias pessoas e de diversos tipos e me encanto com cada uma delas pelo coração que têm. Conheço, convivo e amo amigos que tenho e se fosse brecá-los por tabu ou por opção religiosa, não teria a liberdade de amar livremente e sem julgar suas escolhas. Dentre esses amigos mais próximos, alguns seguem algumas religiões, doutrinas como Batista, Católica, Judaismo, Candomblé, Espiritismo, Budismo, Testemunha de Jeová, Adventista. Eu amo cada, pela pessoa que é, pelas pessoas que são. Já fui conhecer as suas religiões, não para praticá-las - como alguns tinham a intenção no convite - mas para estar junto, em alguma cerimônia importante para eles e, sendo importante para eles, é para mim e, se der para eu ir, eu vou - como já fui em algumas. O interessante é que todas se dizem as certas - nenhuma escapa disso - e cada uma tem lá suas verdades compatíveis com A Verdade Universal - aquela que Jesus nos deixou e que religião alguma prega com o desprendimento que Ele teve, como não julgar, nem condenar e amar ao outro como a si - e isso inclui respeito, pois se eu quero ser respeitado pela minha escolha religiosa, preciso respeitar a do outro. 

Conheci padres chatos de dar dó e humanamente problemáticos, como outros que são seres humanos iluminados e cheios de amor! Conheci pastores iluminados e cheios de amor, como outros chatos e humanamente necessitando de terapia para se buscar e se melhorarem. Conheci filhos de santo muito mais cristãos em suas atitudes e respeito ao outro do que muitos pregadores sem fé, por aí, bem como uns radicais e cegos. Espíritas, então, que agora está na moda, já perdi as contas. Cheguei a conhecer - como já falei em outros posts, se a gente quer saber como é, tem que ir e ver - alguns centros espíritas e vi a diferença entre os que fazem pela afinidade com a doutrina de Kardec e os que fazem por modismo ou para ocupar o tempo - este tipo de "religioso", vi em TODAS  as religiões: "fiéis" que não dão conta da solidão de suas almas e adentram numa religião para tapar os buracos em si. 

Gente, toda religião está certa e toda religião está errada... somos todos humanos e quem as conduz, também o é. Jesus, sim, era um homem santo, era um humano não humano, enviado por Deus para nos mostrar em corpo humano e falar a nossa linguagem. Nem assim entendemos e hoje, olha a guerra que está. Aliás, desde o Seu nascimento é assim... Ele foi quem mais conviveu com essa prática do egoísmo, sendo vítima da pequenez humana. O mais interessante é que Ele sabia disso e veio para cumprir o Seu destino de dar o sangue por nós, num movimento simbólico e profundo de nos libertar de nós mesmos e do desapego à carne, porque somos todos seres divinos e a vida eterna é o nosso verdadeiro Tempo.

Essa é a questão do incômodo em ver o Marco Feliciano, não pela sua escolha religiosa, mas pela sua conduta pessoal e seus próprios preconceitos. Por isso temo o cerceio aos direitos naturais de cada um ser quem se é e ser responsável pelas suas escolhas. Se estamos sendo "julgados" pelo Pai, Ele é o juíz, não nós, humanos e imperfeitos que julgamos uma falha do outro ali e cometemos as nossas aqui...

Não o vejo como esse homem de fogo, nem iluminado, nem diferente dos outros políticos que seguem sem imparcialidade seus órgãos. Um político deveria ser, pela concepção da sua palavra, um ser mais evoluído, mais sábio e com isso, menos duro, menos tenso e menos preconceituoso. É o preconceito radical em forma desrespeito que repudia, não o fato dele, simplesmente, não gostar. 

Não se trata de gostos pessoais ou propagação de determinada crença religiosa, se trata de mais um político com caráter comprometido pelas próprias crenças pessoais.

Nada tenho contra as religiões, desde que fiquemos na base do respeito às diferenças. Por não seguí-las, me sinto mais livre para ver todas de fora e ver que são muito mais parecidas - quando radicais e fechadas - entre si do que imaginam. Nada tenho contra o Marco Feliciano ser pastor ou não... O que me incomoda nele são suas posturas assumidas e seu desejo de IMPOR essa visão...

Portanto, não se trata de guerra religiosa, nem de homens que se levantam para salvar a humanidade... Quem já leu a Bíblia TODA e se deixou tocar pelo livro muito bem escrito por homens que é, não vê, em passagem alguma, Jesus dar esse exemplo de atitude. Fora a consideração à cultura e costumes de cada época. Todo mundo é capaz de reconhecer a luz no outro, quando há... e é a essa visão crítica que me refiro, a capacidade de ver além daquilo que limita: esse homem, ele tem o equilíbrio necessário, sejam em suas colocações, sejam em seu comportamento, de presidir uma comissão que luta pelo RESPEITO a IGUALDADE de DIREITOS E DEVERES de CADA CIDADÃO, com suas escolhas e suas orientações sexuais? 

Reflitamos de maneira mais séria, não levados pela própria condição, mas pelo que seria bom para todos. Como é impossível um bom para todos, que seja bom para todos terem seus espaços permitidos - exceto o mundo do crime.

Em alguns momentos, o envolvimento emocional puro radicaliza a alma e nos tornamos cegos por não permitirmos nada mais além do que nos conforta... O respeito, na prática, tira do lugar comum e nos obriga a mexer, a quebrar paradigmas engessados. É preciso ter uma base moral firme, e saber muito de si para poder respeitar o outro como o outro é - desde que não se tarte de um bandido... até esses, merecem um pouco de compreensão e nosso sistema não colabora em nada para recuperação dessas pessoas doentes e que seguem um mundo de terror e aterrorizando, mas isso fica para um outro post mais voltado para esse asssunto.

E aí fica a minha pergunta: trata-se de uma Guerra Santa ou puro interesse político?

Pat Lins.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails