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domingo, 20 de março de 2011

CORRIGINDO ERROS, NO TEMPO CERTO

Não sei se é possível corrigir erros do passado através de situações bem resolvidas do presente... Capaz de serem criados dois erros desnecessários.

Uma mãe não pode tentar consertar aquilo que supõe ser erro seu na educação do filho através do neto... Tem que consertar - se detectado o "erro" e onde "errou" diretamente com o filho. Isso é a minha opinião. Por conta disso, pode-se desencadear uma outra situação e criar um ambiente meio tenso, sem a menor necessidade.

Sejamos felizes, livres e vivamos em paz! Cada um precisa saber e viver aquilo que te faz feliz, desde que não envolva a vida de outro, ou, passe do espaço-limite. Em minha teoria, existem três espaços: o meu, o seu e a interseção. Neste, há um encontro entre mundos e, normalmente, como o encontro das placas tectônicas, alguns abalos são inevitavelmente gerados - bons ou ruins. Por isso, baseada nessa mesma teoria - escrevia muito sobre isso em posts mais antigos - estabeleci a distância saudável. Nada mais saudável do que manter distância para permitir que o tempo aja em favor da relação entre as pessoas. Existem coisas - sejam situações ou pessoas - que não têm consciência dos próprios atos e, essa distância protege uma possível indisposição. Não vou negar que é doloroso, porém, muito necessário. Dói menos lutar pelo meu espaço, do que permitir que seja invadido por manipuladores e controladores de plantão. Infelizmente, se a pessoa já está dolorida pelo que fez ou deixou de fazer, proliferando sua dor em forma de "preciso aproveitar essa nova oportunidade" machuca a outras pessoas. Faz um tempo que estou afastada dessa pessoa e, olha, está fazendo um bem para todos os lados. A paz se estabelece quando fazemos aquilo que gostamos. Eu penso que essa é a melhor maneira de corrigirmos os possíveis erros: acertando quando aceitamos nosso caminho e escutamos a voz dos  nossos corações.

Ufa! Só um desabafo constatação e agradecimento a Deus por essa oportunidade de ver e saber que a paz está naquilo que fazemos pela nossa felicidade, desde que não invada o espaço do outro, muito menos a interseção. Não devemos cobrar do outro que viva o nosso desejo, mas, que também nos permita viver nossa vida em nosso ritmo. De nada adianta pregar que respeita a maneira do outro agir se guardamos mágoa pelo fato do outro não fazer aquilo que "achamos" que ele deveria fazer, porque "de acordo com minha experiência, fazer assim ou assado é mais fácil". Muita gente vive da aparência de viver em busca da felicidade e isso custa caro: custa a própria felicidade e a felicidade e paz da vida do outro.

Sempre teremos a chance de corrigir nossos erros. Isso não quer dizer que o resultado seja como queremos. Envolve muito mais do que se pensa. Tudo nos deixa marcas. Mesmo que a dor passe, a marca fica. Isso não quer dizer, sequer, que sabemos como corrigir e se tem conserto. Mas, sei lá, se for um movimento sincero, o tempo favorece. Tempo não é algo que possamos segurar com nossas próprias mãos, temos que dar as mãos a ele e seguir, pela paz e em paz. Não é o tempo que precisa ser nosso aliado. Nós é que precisamos nos aliar ao tempo, isso sim.

Bom, paro por aqui.

Beijos,

Pat Lins.


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ESTRANHO É VOCÊ!

Engraçado! Como temos a mania de só ver os defeitos dos outros. Nós, em nossa individualidade perfeita, somos: PERFEITOS!

A cada dia que passa, menos me vejo no outro e, quanto mais olho com calma, mais me vejo em cada um... 

QUANDO A GENTE "ACHA" QUE SÓ O OUTRO É ESTRANHO É PORQUE, NO MÍNIMO, A GENTE "ACHA" QUE A GENTE NÃO É.

Bom, até quando vamos manter essa chama da falta de respeito acesa? Me peguei, ontem a noite, exaurida, por estar em companhia de uma pessoa extremamente densa e de difícil convivência, mas, sabe essas pessoas "necessárias", porque fazem parte daquela parte de nossas vidas que vem no pacote? Pois é, é isso. Foi aí que vi, claramente, que ele me angustiava, com seu ar sempre crítico e austero. Como se nada o tocasse... Quando olhei bem de frente, enxerguei a armadura que ele usa, para se proteger de si mesmo e, provavelmente, de alguém... que, provavelmente, é criação da cabeça dele, como cada um de nós, elege alguém que nos persegue, mesmo essa pessoa nem sabendo que a gente existe, né verdade?! Fiquei feliz comigo em uma coisa: eu não sou rica, mas, posso ser feliz apenas sendo eu, mesmo em meio a todos os problemas que venho vivendo nos últimos anos. Pois é, o "estranho" era ele, para mim e, para ele, a estranha... - risos - era eu. Tive uma leve crise de riso interna, mas, diante do meus desgaste - a presença dele é incômoda, ainda... não muda de uma hora para outra... ainda preciso descobrir em mim o porquê de toda essa permissividade, se é que esta é a palavra adequada, para me "curar" e me "libertar" desse "mal" - nem pude curtir a sensação de "alívio" por conseguir ver e enxergar isso: o quanto ele "vazio" e inseguro; o quanto eu ainda critico e julgo muito; e que há algo nele que me incomoda, porque, algo em mim não está no lugar... e, naquele momento, diante de um catalisador de emoções, preciso perceber que eu não tenho que me incomodar com a presença dele, afinal, ele é assim e não vai mudar por causa da minha pessoa... EU é que preciso me desarmar, descobrir o que em mim se deixa incomodar e transformar essa realidade EM MIM.

Ui! Como é cansativo e doloroso querer ser uma pessoa melhor, nesse mundo onde todo mundo faz questão de querer ser o pior, alegando que a tal "sociedade" - quando não, dizem que é a "Vida" - é tão injusta. Mas, eu consigo! Eu chego lá. Já passei por coisas piores, quando não me permitia ver e não me abria para o "perdão" - que, nada mais é do que nem culpar e/ou condenar. Cansa ver e perceber, com clareza e nitidez, que estamos sempre julgando; estamos sempre criticando; estamos sempre condenando... onde isso começou e onde vai parar? Como posso fazer para recomeçar? Como posso fazer para seguir outro caminho, sem me sentir "estranha"? Como fazer com que você veja que estranho, é você... e eu... somos nós?! Como fazer para cada um desejar melhorar um pouco a si e respeitar mais o outro? Como faço para respeitar mais o outro? Como faço para respeitar mais a mim?... São nossas sombras que nos impedem de enxergar e andar para a frente. Somos nós mesmos que dificultamos o processo... Maaaassss, somos nós mesmos a luz que pode elucidar tudinho!

É! Isso é o movimento que faço, por enquanto, sozinha, mas, que, um dia, espero ter, ao menos, meu filho fazendo parte, de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, partindo de cada um de nós!

E, para você que não se acha estranho, melhor se olhar através do espelho do outro, porque, sim, você é estranho para alguém. Mas, sim, e daí?! Espelho, espelho meu, quem sou eu?

Melhor para por aqui... para não ficar tão "estranha"... Ainda temos muito que aprender sobre nós mesmos, para desperdiçar o tempo tentando corrigir o outro... isso, é fuga de si... THE OTHER, EVER AND EVER... THE OTHER... Do que é, afinal que tanto temos medo????

Por isso que gosto tanto de repetir a frase do querido Zeca - o pagodinho - "Cada um com seu cada um. Deixa o cada um dos 'outro'". E vamos que vamos!

Beijos,

Pat Lins.











 





sexta-feira, 2 de julho de 2010

PAZ NA VIDA

Para alcançar a verdadeira paz em nossos lares, precisamos encarar o desafio, sofrer - quando precisar sofrer -, superar e continuar.

Me exponho, grito e continuo. Meu dia-a-dia desafia minha inteligência e minha razão. As emoções tentam se apaziguar, mas, me falta qualidade de tempo. Me falta respeito ao meu espaço. Mantenho distância, mas, há quem invada e saia como vítma... difícil encarar o direto, quando se fala franca e abertamente: "não passe... daqui para frente é meu espaço, se invadir, suporte as consequências, porque eu vou me defender". Será que é errado estar certo?

Estou no desgaste... total falta de paz externa provocando minha busca pela paz interna... Por quê? Sabe Deus! Só Ele mesmo, porque eu, humana, imperfeita e cheia com os MEUS problemas - lembrando: meus problemas não são maiores do que os de ninguém, são os MEUS... essa de medir tamanho e força de problema é para aqueles que não respeitam ou compreendem que cada um tem seu ritmo, sua trajetória e suas expectativas... muitos que comparam fogem dos seus cutucando a dor do outro, numa tentativa mórbida de sentir prazer em destruir.... - estou no limite de minhas forças, mais uma vez. Mas, lutando como quem sobrevive a uma catástrofe.

Eu sei o que passo e, verdade, não é tão ruim assim, só preciso encontrar o ponto, o caminho certo e seguir em paz. Até lá, vou tentando aqui, tentando ali... errando, acertando... sempre buscando, até quando penso em desistir... O que é "deixar a vida me levar"? Quando tudo parece ter virado de cabeça para baixo de novo, a gente deixa o tormento guiar ou se dá um "tempo de espera" e aguarda, alimentando-se da mais pura esperança, para que um milagre aconteça e aquela "luz" se faça ou, no mínimo, que consiga encontrar condições para respirar lenta e profundamente e deixar o oxigênio agir na mente... como espeirecer num mundo capitalista, onde até o lazer requer investimento financeiro? Como espairecer quando o furacão se instala em sua vida, justo quando se voltava a andar...? Normalmente, a compaixão vem para quem perde tudo após uma catástrofe da natureza - o que me dói, muito, e procuro fazer minha parte com doações e orações... nem quero imaginar a dor e o transtorno que se instala na vida dessas pessoas... - e, não tiro a razão, é inquestionável e necessário, mas, para quem perde "seu" "tudo" dentro de si, só vem preconceito, questionamentos, comparações - todo mundo acha que sua vida é tão pior que o outro não tem direito de se queixar, mesmo não se quixando... se reservando o direito de tentar seguir, no limite de suas forças... -, menosprezo... você passa a ser visto como um incapaz sem força de vontade. E se for? Por que falta tanto respeito ao outro? Por que essa crueldade? Nessas horas solidariedade é só da boca para fora... Os corações se endurecem, porque estão tão amargos com suas realidades e suas fugas delas, que transferem para o outro em forma de "eu não passo meus problemas para você", já passando, através de atitudes expressivamente desequilibradas, mas, desequilibrado é você, que não conseguiu sair debaixo em tempo hábil...

No limite das forças, a gente só reage... raciocínio vem depois. No limite das forças, me atenho a uma estratégia que desenvolvi na época da DPP, que chamei de "distância saudável". Refere-se a manter distância de tudo que te faz mal, ao menos, temporariamente, até você poder recobrar um pouco cas forças. Me diga como recuperar as forças com bombardeios constantes e, em muitos caso, inconscientes... de uma cegueira tão profunda que os alertas - nem são sinais, são placas de advertências claras e diretas - são desrespeitados e tudo cai?

No limite das forças a gente precisa se poupar, um pouco, para evitar maiores destruições... mas, essa capacidade só tem quem alcança um grau mínimo, que seja, de consciência. Eu estou no limite de minhas forças e, depois de tanto ter sido bombardeada - isso quem sabe sou eu, porque quem sabe o limite de minhas forças, SOU EU - eu cansei... nada mais natural e humano do que cansar. Não. Não caí. Sequer pretendo. Dei um pause para ME recuperar. Mas, o dia-a-dia é guiado pelo tempo e este a gente não segura a nosso favor... a gente TENTA fazer o melhor com ele e nem sempre tem êxito...

Não. Não devemos descontar nossos problemas em ninguém, mas, se alguém provoca e insiste, você avisa e a pessoas continua... de quem é a culpa? De quem provoca ou de quem cede? Para piorar, essa não tem sido minha única preocupação, mas, a dureza que já estava e continua e a sensação de incapacidade e impotência diante dos acontecimentos.

É deixar passar! Deixar TUDO passar. É sentar e assistir ao jogo da copa - que merda... O Brasil perdeu!!! - e fingir que tudo na vida é futebol... Olha, se o preidente da FIFA fosse o da ONU, nossa, o mundo seria mais alegre - kkkkkkkkkkkkkkk - cheio de vuvuzelas, gritos de gols e comemoração, até na hora do jogo perdido. Interessante como na copa os torcedores superam as perdas com tanto fervor e alegria... bem como deveríamos fazer na vida!

No limite das forças, o menor dos problemas se torna over e tudo que se quer é deixar passar, porque não existe a consciência da força. Seria tão bom ser uma guerreira jedi... e sentir a força dentro da mim... Qualquer gota d´água transbordará meu cálice... melhor, ficar na minha - à distância, porque é difícil ficar na sua com cutucadas desvairadas. Isso é sabadoria ou desgaste? Será que essa é a base dos sábios: ter se cansado e desiludido tanto que aprende que tudo passa, bem ou mal? É sabedoria deixar passar ou seguir de outra maneira? Essa outra maneira pode ser parar e depois seguir? Não existe fórmula certa... Porque não é fácil estabalecer, em cada um de nós, o equilíbrio e a harmonia entre o individual e o coletivo... a gente nunca sabe se é característica pessoal, arquétipo, estereótipo, tabu, cultura, medo social... a gente só é gente e, talvez, nunca encontremos respostas para todas as perguntas. Um dia, a gente aprende a fazer a pergunta certa, para encontrar a resposta necessária!

Tudo que mais desejo é PAZ NA VIDA para mim, para você e para todo o mundo... mas, como já se foi propagado, muitas vezes, para se alcançar a paz a gente precisa viver tempos de guerra... discordo, mas, infelizemente, isso existe independente de mim... E eu? Acabo fazendo guerra, também... No limiar das forças, o que nos resta é a natureza animal... nos aproximamos da zona primitiva de nossos ser que, por mais que neguemos, estamos sempre na divisa do se manter e seguir...


Mesmo ainda não tendo encontrado um caminho calmo e que me ajude a seguir - depende de algumas tomadas de decisões... as velhas escolhas que nos guiam e precisamos ponderar e reponderar tudo a todo instante... ver o que dói mais: seguir ou ficar... e se vale a pena se esquivar da dor necessária... muitas vezes se manter na "comodidade" e descobrir uma zona temporária de conforto, como dar um passo atrás, se faz necessário... nem todos temos força e coragem para seguir e ultrapassar a maior barreira, aquela que te fará mudar TUDO em sua vida... mas, o apego ao passado e sua perpetuação são um obstáculo ainda maior... nós somos nossos maiores entraves - ainda estou no caminho. Fale quem quiser falar... no limite de minhas forças, o máximo que posso dizer é "fale, porque é o que te resta e tudo que você tem" e nem forças para reagir eu tenho... tudo por uma boa causa: pela minha paz, hora de parar - tempo de espera - para a hora de mudar!

Minha busca é que alimenta meu esforço e entrega em DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

PAZ NA VIDA!!!







Pat Lins.

terça-feira, 29 de junho de 2010

SÃO AS BESTEIRAS QUE DESTROEM O MUNDO

Pois é, são as menores besteiras que destroem o mundo, abalam relações - não digo destruir, porque em se tratando de relações humanas, tudo é possível... -, desencadeiam grandes problemas e causam uma polêmica sem sentido.

Infelizmente, uma coisa é certa, se te provocarem, não reajam. Ser superior é receber a cutucada, dizer "ai" e depois, "sorrir", nem que seja um sorriso amargo de quem engoliu um sapo gigante. Que pena, eu não sou superior, nem perfeita. Sou humana, gente e tão errada e certa quanto qualquer outra pessoa, inclusive, as pessoas que me provocam por bobagem.

Mas, quem é mais errado: quem provoca ou quem reage à provocação? Será que é errado estar certo e apresentar argumentos coerentes? Odeio falsidade e gente intrometida, que acha que sabe mais do que os outros... pior, eu sei, eu também sou assim. Portanto, todos somos os dois lados - ou mais.

Engraçado e curioso é que a maioria das pessoas que não assumem quem são ou se assumem como o umbigo do mundo são as mais vazias e rasas, mas, conseguem tocar no calo dos outros... Ah, já entendi: essas pessoas são tão pequenas que é mais fácil tocar no nosso calo, por estarem abaixo dos nossos pés. Êpa, me coloquei como incapaz de pisar no calo alheio... Ah, pisar é do alto para baixo... Continuo a me colocar acima... Sinal de que não assumo minha parte do erro, também...

Outro fato certo é que, mesmo sendo de uma baixeza, radicalismo irracional e seres beirando a "acefalia", são gente e também têm seu lado bom, suas utilidades e, como todo ser humano, tem sua missão aqui na Terra. Ninguém é tão inutil que não tem sua utilidade, não é verdade?! É, estou muito ácida... Não era o ph que pensei em escrever, mas, por enquanto, é necessário, trata-se de um desabafo.

Se uma besteira é capaz de desencadear uma guerra nuclear e destruir cidades, imagine uma explosão familiar? Um abalo de egos abalados... Ai, coisa chata, uma dos lados da história nem sabe que tem ego, ou, o que vem a ser ego... Uma besteira em família é uma catástrofe. Toca nos lugares errados, sempre, porque as verdades não são suportadas. Um "não" nunca é bem aceito se não houver uma desculpa, em vez de justificativa franca. Um "tchau, já tô indo" pode ser um incômodo para quem recebe. Mas, veja só, por que é tão difícil alguém aceitar a posição do outro, respeitar um pedido de: "me deixa quieta, porque eu não tô legal"?! Por que as pessoas querem sempre ter razão, mesmo se contradizendo?

Tantos "por quês" que, creio eu, não exista um único "porque" como resposta. Se tem uma coisa que não suporto é mente pequena e que se acha o máximo... Odeio quem fala por trás e muito mais quem se mete onde não deve de maneira tão pequena. Por exemplo, como alguém pode sugerir algo se nunca viveu? Um pouco mais clara: como alguém pode sugerir como educar um filho se não educa o seu? No mínimo é HIPOCRISIA, associada a uma superdosagem de ARROGÂNCIA e falta de "setocômetro"...

O que causa um engarrafamento? Vários fatores. O que aumenta o desgaste num engarrafamento? A estupidez dos que acham que sua necessidade é maior do que a do outro. Desrespeito. Essa é a questão. Não, não o engarrafamento, foi só uma metáfora boba. O problema das relações humana é a mania de querer que seu carro passa a frente dos outros, porque se acha um motorista melhor: desrespeito... Detalhe, isso não vai mudar: sempre haverá quem se ache "O(A)" bom/boa, por chegar lá na frente, cortando e comentendo inúmeras imprudências e sem acidentes por conta da prudência do outro - viu, os superiores evitam as besteriras, sempre, por conta de sabedoria... - e ainda rir e dizer: "Cadê? Cadê a causa do engarrafamento? É mania de um ficar atrás do outro que para o trânsito..." - o fato dos imprudentes atrapalharem não conta, né?! Não, lógico que não, eles estão sempre com razão... E com a estupidez e cegueira, também... Sempre haverá aquele que fica estressado por ver a injustiça sendo feita e ter que se proteger, porque se protegendo ainda corre risco... Mas, respeita a ordem, porque sim, se todos respeitassem a organização, tudo fluiria melhor... E existem aqueles que optam por não se estressar, mantém a defesa erguida e focam em algo mais produtivo... estes são os superiores, sábio e sensatos. Eu? Sou a estressada que xinga e brada, mas, depois cai na real de que os imprudentes não vão "se tocar" só porque eu estou me defendendo... Esses tipos sempre existirão. Os superiores, continuarão superiores. Os inferiores/infratores, podem, quem sabe um dia, crescerem e evoluírem, mas, enquanto não se permitem ter consciência, têm a enorme capacidade de regredir e regredir sempre e cada vez mais... E os intermediários precisam escolher se evoluem ou "involuem"... É para isso meu desabafo, para que eu aprenda, apreenda e internalize que ninguém vai mudar por minha causa... que eu não posso mudar a maneira do outro pensar. Eu só posso mudar a mim e a meus pensamentos e atitudes. Preciso aprender com os sábios a ter mais resistência. Aliás, não é questão de resistência, isso, os cínicos e pirracentos têm... E essa característica que os capacitam a dissimulação e capacidade de inverterem o jogo a seu favor, se fazendo de vítma... Mas, engraçado é que a inteligência desses seres se limita a abrir a boca, bradar e cair fora, por não sustentarem o feed back. Apenas os sábios têm a capacidade de "matar" uma atitude cínica e pequena... não por intenção, mas, por "não reação", por "não recepção" do afronte, por estarem além da provocação, por não se envolverem... aí, os pirracentos cortam os próprios pulsos, numa atitude desesperada de não conseguirem o alimento para suas mentes doentes e vazias.


Não, não estou com raiva... estou com ódio! Pior, sei que isso faz mal a mim mesma... Ainda sou intermediária e, por assim ser, ainda tenho o pé no plano inferior das pessoas que sofrem por besteiras. Ops! São as besteiras que destroem o mundo. Coisas pequenas passam a ser coisas sérias, quando explodem em locais e ocasiões inadequados para os intermediários - porque explodem - e terreno fértil para os inferiores, porque detonam a bomba e saem debaixo com expressões de vitória e frases incendiárias do tipo: "deixa, deixa falar... ele (a) está certo... Ele(a) não diz que está certo?! Então, deixa lá. Deixa!" ou, quando não suportam e nem admitem que provocaram, repetem a frase celébre e infantil: "Eu não quero ouvir mais nada. Você não diz que está certo(a)?! Eu não estou ouvindo nada. Pode falar sozinho(a)..." .

Não, não é nada bom ser pavio curto. Não é fácil segurar a onda, mesmo se esforçando. E estar diante de pessoas dessa estirpe no momento em que você não precisa faz toda diferença para a gente ver que precisa se cuidar ainda mais. Loucos? São as duas partes: uma por provocar, demonstrando toda sua infelicidade e necessidade de tentar expor o outro e a outra parte por explodir, consciente de que o outro está provocando. Mas, peraí, não é fácil segurar a onda, principalmente, quando você tem o hálibi de ter advertido que não estava bem e, na sequência, de não estar fazendo nada além de ficar sem seu canto e seguindo seu caminho, sem cruzar com o de ninguém. Mas, para essas pessoas isso não é suficiente. Você apenas seguir seu caminho, por si só, é provocação, por não haver atrito... então, eles causam o atrito e você cai na armadilha. Diante da pressão, ainda se culpa por ter cedido à tentação e baixado o nível. Sinal de que algum complexo foi ativado.


Para subir de nível, se elevar um pouquinho, necessário se superar e descobrir o que há por trás da provocação que tanto te perturba. Esse agora é meu foco: descobrir por que derrapei na pista com óleo se tinha o ângulo privilegiado do bom senso e poderia ter me poupado? Parece que tudo dependia de mim... Mas, sim, dependia. Se eu tinha consciência do desnível entre as partes, poderia ter me mantido no meu e não ter descido e sucumbido à provocação, ou provocações... Não, não estou me punindo, mas, me alertando para mim mesma - ficou feia a redundância, hein?! Sim, terei a capacidade de superar, pelo mesmo bom senso que recusei escutar. Não, não posso mudar as outras cabeças, nem as outras que nem estavam lá e tomaram partido... Para isso, paciência... Paciência que não tenho, mas, paciência... terei que ter! Não vou dizer: "Eles se danem"... Infelizmente, esse mal estar me incomoda... Não gosto da sensação de pisar em ovos e ter cuidado com o campo minado, mas, os holofotes dos melindres e mentes limitadas criaram esse ambiente. Chato é que outras pessoas presenciaram as ceninhas ridículas e bestas. Outro complexo ativado, a preocupação com "o que os outros vão pensar"... Bullshit! Algumas pessoas em minha defesa; outras em defesa da outra parte; outros imparciais - certíssimos; outro aumentando o que já está ruim... esse é o perigo: mentes vazias e bocas cheias e nervosas para propagar a fofoca a falar mal das duas partes... Tem de tudo nessa feira chamada família! Sei o jeito de cada um e, por isso, sei o que deve estar rolando nos bastidores, porque quem não tem ocupação e nem se dá a oportunidade de construir algo útil, exercita a língua solta e a fofoquinha banalizada. Espero estar errada, mas, pouco provável...

Ao menos, minha ocupação é em superar, não alimentar todo erro com indiretas e joguinhos, muito menos com pensamento vingativos de aguardar o mundo dar voltas e esperar que a outra parte precise de ajuda...

Ai, hora de elaborar e me libertar desses pensamento amargos, ácidos e destrutivos. Consciência eu tenho de que não partiu de mim. Consciência eu tenho de que aceitei a provocação. Consciência eu tenho de que poderia ter evitado aquele furdunço dos infernos. Mas, já foi. Preciso deixar passar e andar para frente. Tocar o barco e ver no que vai dar... Que pena, não sou perfeita! Engana-se quem acha que ser adulto é ser maduro... maturidade é algo a ser construído através de bom caráter e bom senso... justiça - não interesse próprio, ou mania de se achar o(a) dono(a) da razão... -, equilíbrio - não cinismo -, sabedoria - não "esperteza" -, respeito - a todos, mas, respeita ao outro, apenas, quem se respeita como pessoa... Maturidade é algo que não evolue com a idade, mas, com aprendizado e pondo em prática esse aprendizado, através de coerência entre o que fala, o que pensa, o que sente e o que faz. Maturidade é algo que a maioria esmagadora dos seres humanos alegam ter sem, sequer, saberem a verdadeira definição de MATURIDADE. A maioria de nós, no máximo, envelhece, engrossa a voz, os cabelos ficam brancos, trabalhamos, dirigimos, colocamos filhos no mundo...e tudo isso sem a menor ocupação e compromisso com a responsabilidades em DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! Perpetuamos a arrogância, a estupidez e pensamentos chinfrins. Passamos valores questionáveis com ar de superioridade e estabelecemos como padrão hábitos nada saudáveis e relações interpessoais baseadas em farsas, invenções, mentiras, enganos... nóias que criamos, desencadeamos e empurramos para frente. Eu penso que a gente pode ser melhor. Eu quero ser melhor. Hoje, o meu melhor é admitir que errei e ficar alerta. Não com receio do próximo ataque, isso é bobagem, besteira e pode destruir meu mundo... Ficar alerta para mim mesma e minhas limitações e dificuldades e para as intempéries naturais ou criadas... Afinal, somos resultado de tantos fatores... micros e macros ambientes... características pessoais, interferências externas e internas... tanta coisa para avaliar... Não apenas por essa catástrofe... A outra parte também tem lá suas interferências, características, dificuldades, desgostos, vontades, problemas, medos... e isso tudo é que os fez agirem como agiram, sem escutar os alertas claros, do mesmo jeito que meu misto de tudo em mim me fez agir como agi, em vez de não entrar no descarregar de energia acumulada e mal canalizada dos outros, mesmo que tenham direcionado em mim, através de provocações e falações pelas costas, como se fossem os donos da verdade e as vítmas das circunstâncias. Pobre de nós, oh, seres humanos!


Bullshit, shit! - kkkkkkkkkkkkkkkkk

Ah, moral da história: os seres evoluídos não perdem tempo com besteiras... investem cada segundo de sua vida para construir algo melhor, afinal, são as besteiras que destroem o mundo!!! Eh, um dia, chego lá e evoluo. Ao menos, sei que estou em busca...







Pat Lins

terça-feira, 4 de maio de 2010

"(...) Mas, não é a tristeza que mata." - Fernanda Young


"É preciso ter tristeza. Tristeza não é ruim. Quase todo mundo só quer escutar musiquinhas alegres, ir dançar em lugares barulhentos, ficar falando o tempo inteiro. Porque eles tem medo da tristeza. Mas não é a tristeza que mata."

(Fernanda Young)

Quando se fala em "preciso ter tristeza" as pessoas confundem tristeza - um sentimento real e necessário, que faz parte da gente - com culto à tristeza, à dor e ao sofrimento... isso é que mata... além da miséria entristecedora que pouco conseguimos ou estamos dispostos a desfazer!

Para mim, a falta de alegria ou consciência do que é felicidade é muito pior que tristeza. Tristeza é um sentimento, como todo sentimento, que surge em reação a algum estímulo. Não é para ser temido. É para ser compreendido, acolhido e deixar passar.

Toda tristeza já chega querendo ir embora. É um alerta. Uma reação. Um sentimento. Uma emoção passageira.

Perpetuar a tristeza, ainda que em forma de "pseudo alegria" é que dispara e mantém o sofrimento e des(re)caracteriza tristeza.

Não precisamos temer nossas tristezas. Precisamos temer o que nos faz desejar ocultá-las de nós mesmos, em vez de cuidá-la - ou, cuidar o que ocasionou - para deixá-la partir em paz e nos aproximarmos de nossa verdadeira paz interior.

Vamos conhecer mais nossas emoções e nos temer menos!

Abaixo a "cultura" ou culto a tristeza sem fim! Abaixo o tabu em falar de assuntos que doem, como se doesse mais ao falar. Abaixo a vergonha em sermos que somos.

Que se erga o novo tempo de busca e encontro do real significado de FELICIDADE, onde não se exclui nada e se inclui saber viver e lidar com TUDO.

Ser feliz é saber deixar ficar o que for para ficar e deixar passar o que tiver que ir e, ainda, se encontrar pleno e capaz de superar, em busca da manutenção de uma vida leve, saudável e sem rancores, raivas, dores intermináveis e incalculáveis. Ser feliz é um estado de espírito vivo. Ser feliz é uma questão de buscar e encontrar em toda e qualquer situação - conflituosa ou não.

Para mim, o tédio de não saber quem se é de como posso melhorar é muito mais "triste". O tédio de não acreditar em algo melhor... isso mata... mata qualquer identidade. E o que somos,afinal, além de nossa identidade real? De nossa essência?

"Se é para tentar ser alguém bem melhor, deixa eu tentar ser quem eu sou..." (Banda Hori)

Mas, quem eu sou? A gente sofre demais por não se assumir sendo quem é. A gente sofre demais, porque é mais aceito quem sofre - ainda que taxado por inúmeros adjetivos - do que quem supera. Quem supera - ou deseja superar - é tido como louco e/ou como pessoa fria e sem sentimento. Isso porque o sentimento aceito é a tristeza mascarada de dor necessária, mas, não falada, acomodada, engessada e alegremente sentida. Não se admite a tristeza em sua real profundidade e origem. Se admite a "tristeza por..." e esse por é que legitima ou não - de acordo com os critérios do julgo alheio - se se pode ou não assumir a tristeza ou mascará-la com outra tristeza e, na sequência, fingir alegria, para ninguém continuar a te julgar... Triste! Triste ser como somos e tão pouco fazermos ou nos dispor a fazer. Triste não poder "curtir" sua tristeza, para que ela passe e tenha que se entregar a curas superficiais, parciais e insuficientes, como "encher a cara", "tomar um bom porre" ou "fazer compras" - ai, esta eu adoro... pois é, sou humana, sou real e, quando dá, também afogo as mágoas em compras... risos. Triste! - risos.

Sejamos felizes sendo, a cada dia, cada vez mais, nós mesmos, no melhor significado que venha a ter!

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Sem morrer de tristeza, nem matar de falsa-alegria... para fazer parar de sangrar, é preciso limpar e cuidar.

Pat Lins - mais um grito desabafo!


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