Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amizade. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

APRENDIZADO NO ONTEM: PRATICAR NO AGORA


Aquilo que ignorávamos ontem e acessamos o conhecimento hoje, só pode ser praticado no agora.
Pat Lins

Ninguém deve se envergonhar do que fez, falou ou agiu, ontem. Devemos sim, estar abertos para rever, inclusive, nossas piores palavras proferidas, vivendo o aqui e agora com amor.

Ao desabafar com um amigo/a, temos a sensação que assinamos um contrato e contraímos uma "dívida": "Se eu falei isso, agora, tenho que cumprir... Não dá mais para voltar atrás. E eu me arrependi. Deveria ter ficado calado/a.".

Tudo "blábláblá". Um amigo não é um juíz ou carcereiro das nossas ações. Muitos amigo desabafam comigo e, depois, fazem algo que continuavam fazendo. Concluo: "é a vida dele/a!". Não temos que interferir na vida de ninguém, apenas por termos o título honorário de "Sir" amigo, né verdade? Nossa interferência é de apoio, confiança e solidariedade. Se há uma AMIZADE deve haver confiança. E, se há confiança, há liberdade, compaixão e não há necessidade de esclarecimentos, porque, sem julgamentos, não temos do que pedir perdão, entende?

Muitas vezes, no afã da raiva - natural, diante do cenário "pura pressão" que vivemos - explodimos e falamos horrores. Falamos tudo o que nos incomoda. Colocamos para fora o bolo entalado na garganta e, se ele não desce, precisa sair. Um amigo, nessas horas, é um santo remédio, para que não seja necessário falar com as paredes. Nesses momentos, estamos acessando nossos monstrinhos residuais daquilo que vamos acumulando sem perceber - até mesmo quando acreditamos colocar tudo para fora com elaboração do pensamento, muitas vezes, mantemos tanto no âmbito racional, que não há o processo de transformação e, creiamos, transformação é emoção acolhida e bem alocada! - e, de repente, de tão cheio o receptáculo "EU", nada mais entra e é preciso fazer uma verdadeira faxina mental; LIMPEZA mesmo! Jogar todo o lixo para fora. Esvaziar o container. Zerar. Sempre há resíduos, até mesmo, após uma bela e gigantesca explosão. Resíduos podem ser internos e externos... Ambos pesam. Ambos devem ser cuidados. Nada é insignificante.

Por isso que sou uma amiga e tenho grande e importantes amigos! Porque, em meio a tudo, julgamos nada!

Os que nos julgam e nos cobram com: "lembra que você disse que ia fazer isso? Cadê?" ou "Considere que sua vida está assim porque você quer! Para sair, você vai ter que fazer isso, isso, isso e isso. Escute o que te digo! Depois, não venha chorar em meu ombro, porque minha parte eu já fiz: estou te dando a solução!", esses são pessoas altamente carentes de si e que acabam cobrando do outro o que não consegue cuidar em si. Também, não devem ser julgados e condenados à forca. Tudo tem seu tempo. Um breve DS - distância saudável - é boa para todo mundo e não significa descaso ou falta de afeto, é apenas o que é: um momento de pausa no tempo e espaço. Afinal, se precisamos nos recuperar "em" e "de" nós mesmos, por mais que gritemos, coloquemos para fora em forma de palavras, gemidos e grunhidos, ainda é dentro, no interior, no centro do meu ser que o cuidado precisa chegar. É lá que está a ferida aberta... É lá que a cura deve se fazer. E, quando fora de nós, sabemos e temos a certeza de que não somos julgados e sim, COMPREENDIDOS, reunimos força externa para uma bela mudança interna. Depois, ninguém vai dizer: "quem te viu e quem te vê, naninha!", porque o que é natural - como toda mudança - deve ser natural. Ficar preso ao que foi vivenciado no passado, lá, naquele tempo que já foi, é apego e não roda... se não roda, não gira e nada anda.

É de extrema importância que saibamos respeitar a nós mesmos, as nossas limitações, para entender que um amigo também tem as dele. Se eu estou uma bomba relógio em contagem regressiva, bem próximo do zero, como vou acolher um amigo na mesma condição? Ao ser sincero, tanto meu contador, quanto o dele/a pode diminuir e o impacto da explosão ser menor. Cada vez que nos (re)conhecemos, algo de bom acontece; milagres acontecem! Por isso, a gente nem pode ser cobrado, nem cobrar do outro o que ele não pode nos dar. E isso, insisto, não é falta de amor, afeto ou consideração! É HONESTIDADE. E a verdadeira amizade suporta Verdade, porque não é melindrosa. A carência é nossa...

Um amigo vai estar ao seu lado - e aí, falo como insisto em deixar claro, dos dois lados: sendo amiga e tendo amigos - segurando a sua mão, te apoiando, do lado onde você precisa! Um amigo vai seguir e crescer junto, porque vai entender que todos crescem quando se amparam, sem julgamento ou prisões em expectativas. Depois da explosão, há a necessidade da reclusão. É o período de restabelecimento. E, se aquele que te apoiou sabe que DS é saudável apenas sem arrogância, medo ou receio, vai entender naturalmente que isso se chama RESPEITO à fase. E não vai se afastar, apenas, deixar claro que está ali, só que sem fazer barulho ou invadir. É o "não estar só" que devemos lembrar quando somos e temos amigos!

Sou muito grata e agradecida, mesmo, pelos amigos que tenho! Me sinto honrada - sem o peso pejorativo que agregaram à palavra "honra" que vem com pacote vaidade e melindre - em ser amiga de tanta gente e ter Amigos que me amparam e acolhem, num processo mútuo e natural.

Desejo, do meu coração, numa energia de vontade, que um amigo de verdade surja em sua vida! Porque um amigo é um tesouro mais do que precioso. 

Pat Lins.


sábado, 9 de agosto de 2014

SER AMIGO É...



A maior prova de amizade se chama: RESPEITO. 

Se eu tenho a necessidade de julgar - seja lá o que for, nem que seja uma roupa que o amigo use... - um amigo, muito possivelmente, eu não respeite a mim mesmo.

Aprendi, há alguns anos, com uma grande e estimada amiga - Morgana Gazel - que a verdadeira amizade suporta a verdade. 

Um amigo que se coloca acima dos outros, que se acha a verdade universal que todos devem seguir, precisa seguir a si mesmo. Antes de falar, ouvir. Um amigo que exige rapidez e pressa no despertar do outro, está tão perdido em si, que precisa do socorro do outro e nem sabe... Um amigo que exige demais, está tão carente que precisa criar situação de colocar o outro como "você precisa do meu acolhimento" que esquece de se acolher.

Amigo de verdade é amigo, não juiz, árbitro ou analista. Usar demais a razão e querer explicar aquilo que deve ser sentido é desequilíbrio, tal qual deixar-se levar unicamente pela explosão da emoção, sem medir as consequências.

Muito a aprender e muito a agradecer! Porque, amiga que sou, perdoo antes de tudo, a mim mesma, pelas minhas falhas humanas! Sinto muito!  Me perdoe! Te amo! Sou grata!

Amigos, em minha busca, cada dia mais descubro que sei tão pouco, apesar de já serem grande descobertas! Insisto em dizer: é o seguir, o movimento que alimenta a busca; é o buscar que nos leva para onde precisamos ir e estar. Tá tudo certo!

Amigos, contem comigo, sempre! Mas, nem sempre poderei fazer o que tanto desejam... Dedico meu amor, carinho e respeito. Incluindo respeito ao tempo e espaço de cada um. É tudo o que sempre tive para dar. Mais do que isso, é carência e certas exigências, não cabem a mim realizar, apenas respeitar e, sabe como é... sair debaixo.

Ser amigo é entender e aceitar a LIBERDADE. Cada um é livre para ir e voltar, inclusive nos próprios planos, projetos e metas. Cada um cresce em si, vive seus dilemas e desafios; pondera cada escolha e suas consequências. Insisto em dizer: se alguma zona de conforto é muito desconfortável sair, não cabe a mim, enquanto amiga julgar, muito menos condenar. Acaso não tenho eu diversas e inúmeras zonas de conforto a libertar em mim? E quanto mais me liberto, quantas deixo ainda me aprisionar? A consciência cabe a mim, não a um amigo julgar. Ser amigo, de verdade, é amadurecer na amizade; é estar sem ego inflado ou vaidade. É apenas TO BE - ser e estar. É doar quando está na posição de amigo. É receber quando está na posição: "preciso de ombro amigo". Só isso. E ainda assim, considero que todo amigo tem o direito de, caso não esteja bem, simplesmente, negar: "hoje, eu também preciso de um amigo.". E, do lado de cá, nada de se doer, de deixar o melindre aflorar. O nosso tempo e o tempo dos nossos amigos seguem seus próprios caminhos e tempos, alguns momentos não dá mesmo para conciliar e isso não é falta de amor e de amizade. É reconhecer que ninguém pode ajudar, enquanto fragilizado. Reconhecer-se é para os fortes! Requer coragem e atitude! Requer firmeza e honestidade.

Sendo assim:

SINTO MUITO. ME PERDOE. TE AMO. SOU GRATA!

Pat Lins.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

TEMPO, COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PESSOAIS



Tenho a sensação de que as pessoas, em geral, andam muito tensas... Sentem-se solitárias e abandonadas... Querem atenção e mais atenção. Cobram essa atenção e é um desafio mensurar onde está a necessidade de socialização e a necessidade de individualização.

Certos casos, as pessoas deveriam se voltar mais para si e se entenderem como seres únicos. Olha, vi uma cena no filme "Happy Feet 2" - o filme todo é lindo e com uma mensagem delicada e bem feita do poder da união e sobre as interligações, na vida, que a gente até desconhece, mas, elas existem - que vale a pena ser vista, onde um krill, chamado Will questiona o cardume e o amigo, Bill, afirma que eles são todos iguais e são um cardume. Will diz: "eu sou único!". Daí, ele decide nadar até o "fim do mundo", que, segundo ele, deve ser no final do cardume. E vai, rumo ao desconhecido. 


Isso falta na gente. Em Will, falta algo além do querer ir... ele vai motivado pela raiva de ter que seguir o grupo. Uma revolta. Porém, vai. Decide que vai se permitir e experimentar tudo. Ele, em um momento afirma: "se eu terei que morrer, mesmo...". No final, ele sente falta do grupo. Após tanto buscar, conhecer novos mundos, lutar pela sobrevivência, ele se depara com a solidão. Ele se vê querendo partilhar aquilo com os outros. De repente, se encontra com o grupo e com Bill, seu amigo que seguiu até um momento, até ser expulso por terem desenvolvido uma amizade mais íntima e ele, Will, sugeriu que aquilo fosse um desejo amoroso... Não soube entender que o amigo estava se sentindo só e com medo e ele era seu ponto de força para continuarem. Assim, ele pede a Bill que se separem. Para Will, Bill o atrapalhava. Nesse reencontro ele descobre o benefício de uma amizade verdadeira e pergunta a Bill: "como você encontrou o cardume?" e Bill responde: "Eles é que me encontraram". Sempre seremos encontrados por nosso grupo se o buscarmos e se entendermos seu sentido em nossa vida. Will aprende isso em sua jornada solitária, onde, sozinho, nada faz sentido... Não existe um depois para planejar. Foi importante ele ir, se auto-afirmar, depois, soube "voltar" no reencontro. Mais humilde e sábio, ele afirma que não tem nada a passar aos outros, que cada um deve seguir sua vida e não ele dizer o que cada um deve fazer. Bill o lembra: "Agora, você é nosso ídolo! Você nos ensinou que é preciso evoluir e mudar a espécie, para sairmos da base da cadeia alimentar...". Nossa evolução não se trata de um ato isolado. Tudo que fazemos repercute em mais alguém. Isso nos leva a entender que podemos e devemos fazer mais e ir além, sem menosprezar ninguém.

As relações estão cada vez mais pautadas em cobrança ao outro e menos em dedicação. Algumas pessoas - sejam casadas, namorando, solteiras... - carregam uma solidão de alma e nunca se contentam com nada, porque não carregam a si próprios. Daí, vivem em busca de algo que preencha seus buracos. Só que cada ser preenchedor também tem lá os seus afazeres e, na vida, de tempo em tempo, os tempos mudam, as pessoas mudam e necessitam de tempo novo para o novo tempo. 

Vejo, cada vez mais, revoltas e falta de paciência. "Eu mando mensagem, ela não me responde". Conversava com uma amiga sobre isso, hoje. Ela me contou do episódio de duas amigas que estão brigadas por conta da falta de comunicação. Isso acarretou no afastamento. Uma delas, adora mandar mensagem de texto. A outra, não é hightech, é mais "olho no olho", "me ligue", no máximo. A primeira não aceita a segunda e não tem paciência e "tempo" para falar ao telefone, prefere mensagem. A segunda, quase não dá atenção ao celular. Como estabelecer uma boa comunicação? Existem pessoas que têm essa característica de não apego tecnológico, limitação, dificuldade em manusear... isso existe. Mas, a que ponto estamos dispostos a nos colocar no lugar do outro, como o outro? Se colocar no lugar do outro pensando com a própria maneira de ser é julgamento de valor. Essa amizade vai acabar por isolamento das partes, por falta de comunicação efetiva e má vontade das partes. Reconhecer as próprias limitações e que, como nós, os outros também têm as suas, pode ser um bom começo. Elas poderiam descobrir uma maneira onde ambas se encontrem. Se necessário fazerem a viagem cada uma para o seu lado, como Will, Bill e o cardume. Só seria interessante um diálogo mais aberto, franco e desarmado. Sem peso. Sem drama!

Muitas separações, rupturas são abruptas, sem exercício de consciência, sem tentativa em se estabelecer um contato claro. Em geral, acontece na hora errada, pelas exigências erradas e pelas posturas inflexíveis. Se o clima está tenso, melhor dar um passo par trás...

Tempo é receita certa para tudo. Respeitá-lo é questão de cordialidade consigo e com o outro.

Engraçado é que não são apenas os outros que nos cobram. Nós também cobramos. Nós também requeremos atenção. Fico intrigada com as posturas unilaterais de colocações sobre o outro, que exercemos, e pouco nos permitimos enxergar - sem justificativas - que também nós estamos cobrando. "Ah, estou com saudade. Você não me liga...". Sim, e aí? O que pode ser feito: ligo eu. "Pode falar?" Beleza. "Agora não...". "Então, ligo depois.". Um dia encontra. Há uma certa crueldade nossa em exigir que o tempo do outro seja como o nosso e no nosso, exigimos que respeitem. Já me vi fazer isso. Já me vi ser cobrada. Já cobrei. Hoje, compreendo mais. Isso me afasta temporariamente de alguns amigos. Não uma DS - distância saudável -, mas, uma questão temporal, mesmo. Em alguns momentos estou com a mente tão cansada que preciso de tempo sozinha para me recuperar. Sou eu, em mim. Já aconteceu de não estar disponível e ser tachada de "se afastou de mim"... Gente, nos melindremos menos. Respeitemos mais o nosso tempo e o tempo do outro, leve o tempo que levar. Aí, fica aquele clima: "Só eu que te ligo... não vou ligar mais. Você que me ligue...". Tá! Tudo bem. O tempo do outro segue e o seu, também. Vai deixar morrer uma amizade por isso? Onde está a comunicação - sem a cobrança? Existem fases de ajuste ou reajuste de vida que levam uma eternidade. Vai condenar o ritmo da pessoa? Francamente! Isso, para mim, é falta de amor próprio, de se sentir acolhido de verdade... Certas escolhas alteram as proximidades, como casamentos, filhos, doenças, trabalho, estudo, viagem... Reencontrei uma amiga de infância após 15 anos. Nos falávamos virtualmente. No reencontro, parecia que havíamos nos despedido ontem. Têm coisas que são reais e acontecem. A gente vai se ajustando. Não se trata do tempo de amizade, do tempo de convivência, mas, da junção dos nossos tempos em todo o tempo. Existe o global, mas, existem as partes. A construção do caminho. Encontros, desencontros.

Me preocupa esse rumo da humanidade... Pessoas solitárias em busca de atenção excessiva. Falha de comunicação para se manter esses elos unidos. Quando um vínculo existe, não quer dizer "vamos viver grudados". Todo mundo tem sua necessidade e tempo individual e necessidade e tempo social. Orbitamos aí o tempo inteiro. 

Sei lá... não sei lidar muito bem com essa questão, ainda. Não sei como entender o porquê das pessoas terem essa dificuldade. Hoje, aprendi a substituir dificuldade por DESAFIO. E desafio é a vida diária. Nada deverá ser difícil, mas, desafiador. Lidar com o tempo é um desafio. Lidar com o respeito ao tempo do outro, ainda que desejemos muitos estar com essa pessoa é desafio. 

Comunicar não é só falar... é agir. É estar claro. É haver entendimento daquilo que está dentro de um para que o outro possa compreender o que não está visível. Sou eu dizer: "Poxa, estou sem saber como lidar com tanta coisa que vem acontecendo em minha vida... Não estou te ignorando, mas, estou vivendo meus limites.  Nisso incluem ligações... só de pensar em pegar o telefone me dá um coisa...". Quem nunca passou por uma fase onde falar ao telefone se tratava de um esforço enorme? Uma coisa tão simples... é só atender e dizer "alô". Nem sempre. Em determinados momentos outras demandas requerem nossa atenção e maior dedicação.

Eu fiz minhas escolhas e lido com elas. Interajo com meus amigos. Pecamos, também, pela ausência vez ou outra. Às vezes bate aquela solidão que só um ombro amigo consola. Mesmo assim, sei que o meu tempo não é o dele. Isso não me chateia, de forma alguma. O sentimento passa, também. 

Me preocupo como as pessoas vêm conduzindo suas vidas... como algumas pessoas temem quando outras entram numa relação amorosa, por medo de perder um amigo... Perde-se o tempo disponível. Um dia chega o tempo dessa pessoa se envolver... E aí? É natural que nossas escolhas nos levem a novos caminhos. Novos caminhos exigem tempo de adaptação. Esse tempo é "acronológico", que fique claro. 

Temo por essa tensão atual das relações. Em plena era da informação e do tal "conhecimento" e tão pouco se sabe em profundidade... Tanta tecnologia e tanta barreira... A dificuldade está em cada um. O desafio é mais responsável em si. O desafio nos lembra que estamos inseridos no processo... portanto, nós é que dizemos se é difícil ou possível.

Um dia, mesmo após nosso momento de ida rumo ao desconhecido, conhecer, explorar... ampliar o horizonte é adquirir experiência;  crescer, depois, regressar. O reencontro com seu grupo é que dá sentido. Ver-se parte de um todo é magnífico! Saber que se é único e ímpar é saber-se, conhecer-se. Idas e vindas fazem parte. Expandir horizontes é isso: a cada dois passos que damos em sua direção, ele afasta dois passos. O que precisamos entender é que a vida é movimento e ir além, sem saber onde chegar definitivamente. Chegamos em vários lugares e nem nos damos conta; nem olhamos de um panorama geral. 

Respeitar o meu tempo e o do outro é a melhor maneira de comunicar: ESTAMOS JUNTOS, LEVE O TEMPO QUE LEVAR, AINDA QUE ESTEJAMOS SEM TANTO CONTATO. Quem não aguenta esse afastamento e não respeita são a carência, o orgulho, o melindre e a ignorância. 

Pat Lins.

sábado, 15 de setembro de 2012

ESTAMOS PREPARADOS PARA A VERDADE?


Eu, finalmente, aprendi que "verdade" não precisa ser dita. No dia em que estivermos prontos, ela mesma se manifesta.

Se eu digo o que vejo da verdade para alguém, é minha maneira de ver aquela verdade. Julgamento de valor. A "verdade verdadeira" não tem intenção de magoar, ofender, humilhar, diminuir... ninguém. Ela enaltece e nos diz onde estamos errando e o que devemos fazer para consertar.

Aprendi que não cabe a mim dizer nada a ninguém. Aceitar como as pessoas são inclui, ao meu ver, o direito de manter a DS - distância saudável - de quem não sei como lidar com essas diferenças. Isso evita brigas, discussões e climas de tensão. Não é desgostar da pessoa, é entender e aceitar que relação interpessoal é uma arte, mesmo. Só há beleza para quem sabe lidar. Não vejo motivo para dor e sofrimento, isso, para mim é prático. Tem gente que não consegue conviver comigo e mantém DS e acho ótimo! Admiro muito a honestidade. Para mim, onde está a verdade está uma ponta de abertura para sentimentos maiores no momento adequado. Se eu reconheço em mim a limitação de não saber agir e/ou lidar com determinados comportamentos - independente se estou certa ou não - assumir que é melhor estabelecer a DS é uma demonstração de respeito e afeto. Se insistir em manter esse contato, tudo isso pode ruir. 

Isso, hoje em dia, está tomando cada vez mais parte de mim. Esse papo de "transmitir" a verdade não é responsabilidade minha. Entre amigos mais íntimos trocamos nossas impressões sem melindres, nem amarguras ou mágoas. Isso porque nossa relação tem esse grau de maturidade. E é não é atitude da boca para fora. É uma característica comum entre alguns amigos mais próximos e íntimos. Não se trata de "o que eu acho", mas, "o que eu vejo é assim". E vamos trocando. Essas "verdades" não me doem. Nem neles. O choque é choque. O lidar com a questão no levantar de questões é que impera.

Se em uma amizade não houver espaço para as verdades, essa amizade ainda não está madura. É de suma importância que saibamos em que grau está nossa amizade e os nossos amigos. Amigos de verdade não precisam ofender, mas, em alguns momentos, umas coisinhas ou outras saem do controle, afinal, somos humanos e disparamos uma opinião - muitas vezes pedida - e a outra parte se machuca. Entre nós, nessa hora, esclarecemos, porque só uma comunicação clara não é capaz de magoar. Onda há clareza não há motivos de desculpas, ninguém culpa ninguém. Se houve mágoa, ambas as partes não estabeleceram a comunicação efetiva. Se não houve espaço para cada um se auto-avaliar, ponderar e "perdoar", não havia processo de maturação na relação e caiu verde, ainda. 

Precisamos ter cautela, não medo ou algo similar, para sabermos a hora de ouvir e de falar. 

Amigos são eternos se houver esse compromisso e envolvimento das partes. Senão, ainda não é Amizade de Verdade!

Resumindo: só uma amizade de verdade suporta verdades e é capaz de por si só ver a Verdade. E cada parte deve estar aberto a desenvolver o seu próprio papel de auto-crítica, auto-conhecimento. Há de se ter boa vontade consigo, antes de tudo. Melindre é atitude de quem não se valoriza... nem ao outro.

Sejamos mais amigos de nós mesmos para sabermos lidar com os nossos amigos.

PS - se colocar no lugar do outro não é simplesmente imaginar como eu (re)agiria diante de determinada situação, e sim, entender como aquela pessoa reage. É ver como a pessoa é e se colocar no papel dessa pessoa como ela demonstra ser. É se colocar no lugar do outro, no lugar do outro, entendendo que o outro é outro e não eu.

Isso eu estou aprendendo e apreendendo. Nem todo mundo entende e sabe se colocar em meu lugar... e aí?  Mais um motivo para eu me colocar no lugar do outro e, se eu não souber lidar com essas diferenças, estabeleço eu a minha DS. O Tempo é quem determina a Hora da Verdade aparecer e transformas a Vida de cada um de nós. Naturalmente! O meu tempo curto de impulso não ajuda em nada... portanto, minha verdade vai poluída com as emoções que confundem o que quero dizer. É bom refletirmos um pouco sobre como cobramos tanto uma franqueza dos nossos amigos e o quanto estamos preparados para essas verdades. Não sabemos lidar com a verdade na ponta do nariz, imagina quando vem pela ponta do nariz do outro? E se o nariz for empinado, a arrogância fala primeiro e compromete o caminho da troca de opiniões. Fiquemos atentos!

O amor está tão pouco desenvolvido em nós... foquemos mais nele e deixemos o que tiver de chegar, que chegue e se estabeleça!

Pat Lins.

sábado, 14 de julho de 2012

COISA BOA É TER BONS AMIGOS!


Gente, é tão bom conhecer gente nova. Gente legal! 

Olha, quando eu nasci, Deus disse: 

"mulher, cara, você vai conhecer muita gente legal. Assim, vai entender que na vida, o que mais vale a pena é viver e conhecer muitos mundos diferentes. Depois, aos poucos, você vai entender que cada pessoa, junto da outra, unidas pela força do amor, essas sim, essas poderão Me ajudar a levar aos outros todos a mensagem de que Eu criei a vida para cada um de vocês cuidarem das suas e juntos, se apoiarem. Em união, somente em verdadeira UNIÃO, na COMUNHÃO, vocês, ali, me encontrarão."

Nós somos todos criações divinas, minha gente! Unidos, somos um mundo só. Imagina se cuidarmos dos nossos mundos, fazendo-os um lugar habitável e cheio de amor, de aprendizado, de abertura... de espaço para questionamentos, reflexões e, melhor, RESPEITO?! Conviver bem, amigável e amorosamente, com respeito e dedicação é isso: viver em comunhão!

Obrigada, meu Deus! Obrigada mesmo, por cada pessoa que aparece em meu caminho. Até aquelas que eu dispenso... e pergunto: "para quê isso, oh, Pai?". Um dia um Senhor me diz qual o significado delas em minha vida, pode ser? 

Não tem coisa mais valiosa do que um carinho puro e sincero. Apenas por sentir e permitir expressar! Não tem coisa melhor do que, simplesmente, fazer parte de um grupo com pessoas de pensamentos diversos, posturas firmes e posições definidas! Tão bom ser querida por quem quero tão bem! Novos queridos, sejam bem vindos a minha vida! Para mim, ela é o máximo!Queridos de sempre e mais um pouquinho, obrigada por existirem em minha vida!

O bom disso tudo é que a única coisa que tenho para oferecer é a minha amizade leal e sincera! Isso, é tudo que tenho e é tudo que essas pessoas têm para oferecer. É tudo o que trocamos!

Tem dia que eu fico assim: grata por ter essa riqueza de amigos! Isso merece um post especial, sim! Merece muito mais!

Para entrar em minha vida só precisa isso: SER. Ser sincero; ser capaz de ouvir e falar; ser HUMANO e saber disso e o que isso quer dizer...

Pat Lins.

domingo, 28 de agosto de 2011

A VERDADEIRA AMIZADE SUPORTA UMA VERDADE!

Eu não entendo porquê quando a gente se desentende de alguma maneira com alguém - normalmente, acreditamos que só a pessoa causou a situação e nós somos vítmas inocentes... - a gente acumula e alimenta a cada dia e a cada situação mínima uma raiva que, como uma bola de neve, só aumenta e perdemos o foco do real. 

Será que perdoar é tão mais difícil do que acumular dor e ver sempre um inimigo a espreita?Isso me incomoda. 

Às vezes, por dentro de um contexto qualquer, dentro de alguma explosão - que nem sempre e causada pela pessoa que detona a bomba - a gente descarrega tudo ali, naquela pessoa. Ou, somos os detonadores e descarregam na gente. Isso é a todo instante. 

Uma amiga me disse, certa vez, em meio a uma conversa daquela quentes, emocionantes, onde a sinceridade é imperativa - eu sempre me permito vivenciar isso com meus amigos: deles para mim e vice-versa - ela me perguntou: "Pat, eu aprofundei essa conversa de propósito, para que pudéssemos firmar ainda mais nossos laços através da verdade. É bom conversarmos, sempre é muito bom! Normalmente, nossas conversas são bem humoradas, mas, hoje, precisava esclarecer alguns pontos e, para minha surpresa, divergimos muito na maneira de pensar. Isso é maravilhoso, porque por mais que conheçamos uma pessoa, nunca conhecemos totalmente, nem a nós mesmos... O melhor de tudo é que você é a única amiga que sustenta uma discussão como deve ser, para se chegar a um consenso, mesmo que por impulso humanos a gente eleve a voz. É por isso que me sinto sempre à vontade com você. Não temos melindres e por isso nossa amizade é firme. (...) Toda amizade precisa suportar uma verdade..." E essa lição ficou. Nunca havia observado que uma amizade verdadeira passa por entraves, sim, mas, suporta uma verdade, nem que seja a verdade do outro. Isso é maturidade. 

Em amizades mais fracas, perdi algumas, por, hoje vejo, bobagens: fofocas, situações de estresse... Tanta coisa interfere em tudo a todo instante. Será que vale perder um amigo de verdade por UMA situação pontual? 

Assim como qualquer relação, resolver e ver o que salva com honestidade e maturidade é tão difícil, assim? Não sou perfeita, também já perdi alguns amigos e relacionamentos... Tudo é aprendizado. 

Hoje, só discuto com amigos. Porque discussão não é briga, nem para ser polêmica, é troca com objetivo de se esclarecer, não convencer. Se os pontos de vista ficarem claros, a mensagem foi transmitida eficientemente. Senão, refazer. Não perco mais meu tempo batendo boca ou guardando raiva de mais ninguém... Inclusive as raivas já instaladas estão sendo devidamente acarinhadas para se dissiparem.

A gente cresce a todo instante. E essa de decepção é para quem não tem muito o que fazer e tem tempo para perder com coisa pequena. Maturidade requer esforço de compreender, aceitar e respeitar. Depois, seguir em frente. E seguir em frente é seguir em frente, não andar para trás, atrelado a um passado que já foi e fechado para a construção do novo.

A decepção é algo muito mais pessoal e subjetivo. O outro é quem ele é. Durante muito tempo eu jogava a culpa das brigas com meu marido nele: "ele é uma criança", "um imaturo!", etc. Crescer dentro da relação foi minha escolha e tem dado certo. Pensei em separar e essa mesma amiga me diss: "evite tomar decisões em meio à crise." E foi um dos melhores conselhos que tive. A gente cresce muito quando se esforça para crescer e superar os desafios que a vida nos dá.

Então, que todos saibamos crescer dentro das crises, porque, se não for assim, a crise não passa! Saibamos suportar verdades, mesmo que para nós não encaixe e não faça sentido, mas, se fez para a pessoa, deixa. "As pessoas podem pensar o que quiserem da gente. A gente é que não pode se identificar com isso." Mas, aproveitemos para nos avaliar: "eu posso não ser assim, mas, por que fulano viu isso em mim?". Sem neurose ou mania de perseguição. Crescer começa agora! Por que o verbo é ser, o lugar é aqui e o tempo, agora! Vamos deixar portas e janelas abertas para recomeços! Não é preciso manter uma relação, se não existe mais a tal da química... talvez, não fosse para ser, mas, ao menos, tenhamos maturidade para evitar malestar e olhares de esquiva... Vamos afastar o germe que separa, afastemos as durezas da alma. É tão bom ser cordial honestamente. É tão bom ser livre... Não se iluda, esses entraves são verdaeiras prisões... Só e somente só o esclarecimento irá libertar. Assim, até o afastamento acontece naturalmente. E, como tudo que é natural, sem dor, sem sofrimento e sem angústia.

Beijoosss,

Pat Lins.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

MEUS AMIGOS

Tenho amigos de rezam, oram, meditam, falam...

Tenho amigos brancos, negros, pardos, mulatos...

Tenho amigos homens, mulheres, meninos, meninas, gays, lésbicas...

Tenho amigos com vários gostos - não, nunca os lambi para provar... risos - e estilos de vida variados.

Tenho amigos que riem, que choram, que resmungam, que se calam, que imploram, que ignoram...

Meus amigos são como são. Para mim, não fingem, somos cúmplices da verdade. Meus amigos são Amigos. Não, não sei como eles poderíam ser, eles são: pessoas como eu. Não os julgo, nem os condeno... Respeito.

Existe coisa melhor do que AMIZADE? De verdade? Onde você é você e eles são eles?!

Tenho AMIGOS para todas a horas! E eles, me têm a qualquer momento! Somos amigos de amanhã e de outrora.

Pat Lins.

segunda-feira, 7 de março de 2011

AMIZADE

Ontem, vendo meus primos - que ainda estão no início da fase adulta... oh, meu Deus, eles já estão nessa fase? Para mim eram crianças até ontem... - e os amigos de todas as horas - aqueles que passam a fazer parte da família - escutei meu primo falar que queria muito conhecer os amigos do pai dele de juventude, como ele e o amigo dele. Aquilo me fez, em meio a sessão nostalgia  - funny nostalgia... kkkkk - que todos compartilhávamos - como sempre nas reuniões de família -, lembrar de meu tio caçula e seus amigos fiéis e parceiraços. Parecia que eles nunca iriam se separar. Uma amizade tão forte e bonita - e de fato era - mas, como em muitos casos, se separaram por conta das circunstâncias profissionais. Cada um para um lado. Sem brigas. Sem rupturas. Apenas uma separação natural.

Me recordei de minhas grandes amigas; das de minha irmã; dos amigos de meu irmão... Todos nós passamos por isso. Todos aumentamos a família com nossos amigos e, depois, chegou a vez dos mais jovens do momento.

A juventude é linda. Mas, a maturidade também o é. Fazemos novos amigos, sem, sequer, nos esquecermos dos eternos. E, fora, que ainda mantemos contato, só não somos desocupados para vivermos grudados como na adolescência. 

Olho para eles, hoje, e os vejo amanhã. 

Ter amigos é uma coisa tão boa. Tão valiosa. Só quem tem amigos de verdade sabe disso. Triste de pessoas que olham ao redor e não têm ninguém com histórias para trocar. Triste de pessoas que não sabem escolher suas amizades e chama amigos a qualquer pessoa, só para não deixar um buraco aberto no peito.

Eu tenho categorias: AMIGOS-IRMÃOS, AMIGOS, amigos, conhecidos, parceiros(as) de farra - essa categoria já nem tenho mais... rsrsrs, colegas. Vou filtrando e vejo como sou rica, nesse aspecto. Apesar das distâncias circunstanciais, estamos sempre juntos. Quando nos vemos, nos encontramos, o carinho é o mesmo. Isso é mágico. Aliás, não é magia, é conquista, é zelo, é cultivo.

Algumas vezes, a gente decobre que a gente é amigo, mas, nem sempre a recíproca é verdadeira. Essa parte dói, ter que encarar que um AMIGO-IRMÃO, aquele que você se entrega, nada mais é do que um conhecido - ou desconhecido. Não falo com sofrimento. Graças a Deus, lidar com essas mudanças de categoria foi muito mais fácil para mim. Difícil foi ter que aguentar as pequenas calúnias, para justificar algo que, simplesmente, aconteceu. Vendo fotos, recordações são fantásticas, mas, só cabem lá, no baú, no passado, onde é o lugar: onde aconteceu.

Lágrimas me inundaram os olhos, mas, sem choro. Era como se quisessem lavar aquilo que eu via e como via e deixar tudo limpinho: foi belo, foi verdadeiro da minha parte. Perdi uma amiga-irmã, mas, vejo que algo  de bom fiz para ela e é o que fica: eu estava aberta... ela não soube se multiplicar e quis dividir... Recordações têm esse poder, mas, tem o poder maior de nos fazer crescer, quando percebemos que já perdoamos, por nem mais culpar. Liberdade. Libertemos todo o passado. 

Amizade é aquilo que fica sem a gente saber como, só se vive, se sente e se cultiva. Nada melhor do que ter e saber que tem, tendo certeza de que são, de verdade AMIGOS. Essa via de mão dupla, de confiança e lealdade. Obrigada, Deus, pelos amigos que tenho e que ainda faço! Obrigada aos meus amigos, por me suportarem. E, por nada, por eu suportá-los - kkkkkkkkkkkkkkkkk.

AMIGOS, EU AMO VOCÊS!

Pat Lins.
 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SIMPLES, MAS, NÃO É TÃO FÁCIL...

Tem coisas que a gente sabe como resolver e que é uma questão "simples, assim"... Só que, para ser simples assim, não é tão fácil, assim.

Se desapegar do complexo é muito mais complexo do que se pensa. Aceitar a simplicidade da solução requer muita auto-confiança. E, auto-confiança é segurança de que se sabe quem é e o que quer, mesmo sendo diferente do que o corpo invisível, intangível e incalculável, chamado de "sociedade" - minimaximizado nos grupos sociais em que estamos inseridos - espere que você seja. Fazer o que se gosta e ser quem é provém de uma habilidade leve e sutil do desapego, de equilíbrio e serenidade - não, muita gente diz que é, mas, não é simples assim... Nesta caso, é mais fácil acreditar que se é, do que encarar a simples realidade de que ainda falta muito...

Eu, por exemplo, tenho caído na real de que o esforço para não julgar, nem criticar o outro é muito mais difícil do que supunha. Quando vejo, já estou julgando e isso é falta de respeito às diferenças. Se eu acredito que as pessoas são como são e que eu não posso mudá-las, como me pego questionando suas atitudes e repleta de "soluções" para a vida alheia, precisando a minha de soluções? Quantos de nós age assim? Recentemente, convresando com um grande amigo-irmão, pude ver que todos nós somos assim e cada um tem uma explicação bem debaixo do nariz e nem se dá conta. No caso dele, ele criticava severamente um amigo em comum e afirmava: "Eu já cansei! Dou oportunidade para ele e ele nunca leva adiante. Tá pensando que é brincadeira. Acha que não vai crescer..." (não posso entrrar em muitos detalhes, mas, como foi essa frase que me deu o start, já está bom...). Foi quando me toquei de algumas coisas e fiquei pensativa. Ele, creio que percebeu meu "devaneio" - foi tão forte que eu saí de órbita temporariamente e os pensamentos me dominaram - risos - e me disse: "Hoje eu tô falando os podres de todo mundo, né?!..." - falou caindo em si, porque o legal dele é isso, ele não tem melindres - agora, depois de ter se trabalhado muito. Eu meio lá, meio cá - kkkkkkkk - não enveredei, nem revelei o teor e a gama dos pensamentos que pululavam em meu território fértil: minha mente e, apenas, perguntei: "'Fulano' deve ter algum distúrbio, não tem não?" - perguntei a considerar, não a ironizar. E ele me respondeu: "Tem, déficit de atenção. Se isso for justificativa eu vou atribuir o que aos meus problemas...? Uma pessoa tão inteligente, escreve divinamente bem... de repente, a cabeça fica lá, cheia de coisa ao mesmo tempo e ele trava. Eu digo logo: comigo não, organize aí seus pensamentos..." Pois, foi quando me segurei para não criticá-lo pela cegueira e severidade desmedida e dei exemplos de como uma criança com essas caracterícas age e cresce assim, que se trata de um distúrbio patológico, não emocional. Um desequilíbrio emocional já é um transtorno, quem dirá algo que nacse com você... E o respeito ao outro? Para "defender" um, teria que julgar o outro. E foi o que acabei fazendo, ao tomar partido. Vi que meu amigo ainda é extremamente carente. Porém, de um novo ângulo que nem ele se deu conta: ele precisa fazer pelos outros, para se sentir completo. Ou seja, tenta tapar os buracos do outro e não vê que o seu se alarga, através da impaciência e da falta de compreensão. Quando a gente não compreende o outro lado, sinal de que tem algo em desequilíbrio na gente. A gente julga o tempo inteiro.

Tudo ao seu tempo. Tudo é possível.
Um exemplo legal é ajudar um amigo a arrumar emprego. Passei muito tempo desempregada e, hoje, voltei a trabalhar. Esse amigo me arrumou. Eu não gosto de dar aula, não sou professora e não acho fácil ser. O fato d´eu ser comunicativa não me torna professora. É uma questão de gosto e de falta de didática. Definitivamente, não tenho. Mas, aceitei o desafio e estou encarando. Conheço a disciplina muito bem e os alunos merecem meu melhor. Aceitei o desafio por motivos pessoais. Interpretei, nessa mesma conversa citada acima, que ele estava "me impondo", como se fosse "mais uma chance" que ele me dava... Ao dizer que "eu procuro dar oportunidade às pessoas, se não quiser, eu não posso fazer nada. Não tenho paciência para essas coisas. Sou muito prático." . Hoje, ele aprendeu, no ritmo dele e no caminho dele, ser assim e despertou um pouco mais de segurança. Mas, pessoas "práticas" demais, perdem um pouco do senso prático do real e é um cuidado que precisamos ter - "precisamos" = todos nós. Senão, vamos de um pólo a outro e vivemos a praticidade "ideal", que emerge dos nossos próprios conteúdos. Tornamos-nos egóicos. E isso é um sinal de que algo está em desordem, aí. Toda essa avaliação me veio prontinha, no start, por conta da sequência de suas falas. A aceleração, a angústia, a falta de paciência... tudo isso remete a descontrole - não que ele seja descontrolado, pelo contrário, mas descontrole emocional, natural, de quem perde naturalmente a paciência após esforço e entrega. Por isso que dei esse exemplo, para que saibamos o que é ser, de fato, auto-confiante, sensato e sereno e que, mesmo assim, ainda caimos em algumas derrapadas. A gente precisa perceber que se auto-intitular "seguro", não quer dizer que seja, como, também, não quer dizer que não seja... Mas, ao se auto-observar e se auto-analisar, enxergar e se "cuidar", pode-se chegar lá. Ajudar ao outro requer muito mais verdade e honestidade do que se pensa. Estender a mão é um ato solidário e solidariedade é uma virtude riquíssima. Não cabe nela o exibicionionismo, muito menos a característica de se "achar" humilde, sem, de fato ser. Se sentir o "capaz" de resolver o problema alheio, em vez de descobrir um oportunidade e socializar, é muito perigoso. É como pisar fundo no acelerador e não perceber o velocímetro subindo, se extasiando com a adrenalina em alta, que, por sua vez, é ilusionista. É dar cobrando... esperando que a reação seja a que a gente espera que o outro tenha. Observação: como aproveitei de um exemplo para desenrolar meus pensamentos, pode parecer que tudo está relacionado com meu amigo, mas, não é... apenas onde o cito. Fora isso, o resto é desenrolar de meus questionamentos. Penso ser importante essa ressalva, porque, na escrita, assim como na fala, acabamos suprimirndo algumas informações, esquecendo de estabelecer espaço e sinal de "começa aqui" ou "termina aqui" e tudo parece uma coisa só, né verdade?!

A gente se auto-transformar e se permitir ser O melhor que HÁ dentro de cada um é mais do que achar que é... É SER. E, como volto e meia falo, só se é sendo!

Como sempre me falo e escrevo aqui, mesmo assim, ainda preciso internalizar, as coisas simples, são as mais difíceis de serem feitas, por isso são simples assim. Porque se fosse difícil, a gente viveria na desculpa de que "não conseguiu", "não fez"... porque era difícil. Penso que foi a partir daí que nos condicionamos a valorizar o complexo, porque passa por um outro caminho e o simples fica lá, para ser "ridicularizado". Quem por ali envereda é taxado de inúmeras coisas... Mesmo de fora desse caminho que, hoje, quero entrar, vejo que quem está lá dentro, não é atingido por quem está de fora, porque no caminho da simplicidade, não há espaço para sofrimento, angústia, agonia, julgamento, condenação, orgulho, vaidade e essa linhagem aí. Nesse caminho, só há espaço para ser feliz em plenitude, através do respeito, compreensão, humildade e amor!


É, amigos, a vida É SIMPLES, MAS, NÃO É TÃO FÁCIL ASSIM... tido é uma questão de equilíbrio, ou, pelo menos, busca.

Se a gente se entregar e se esforçar, sim, podemos nos tornar pessoas melhores e alimentar o movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a começar por cada um de nós!!!

Mas, é isso mesmo, a gente está aqui para aprender a cada dia; para expandir; para andar para frente - mesmo quando nos permitimos ficar parados... um dia, a necessidade de andar grita e a gente corre, para, com tempo, começar a caminhar. Tudo ao seu tempo, ao seu ritmo. De acordo com sua vontade, sua história... A gente sempre vai ter uma opinião perfeita para o outro. Um dia, saimos dessa posição e começamos a nos ver, em primiro plano. Aqui no blog, mesmo, tanta gente me dá sugestões o tempo todo. E é ótimo, desde que entendam que escrevo para mim e partilho com quem quiser ler... Se concordar, achar interessante, me utilizo da sugestão. De qualquer maneira, fico grata, pelas demonstrações de interesse, mas, não tenho como fazer o que cada um quer... Já recebi sugestões contraditórias... e aí, como fazer para agradar a todos? A gente precisa ser menos crítico e exigente. Para tudo, moderação. Levar tudo a ferro e fogo, como falam, é exagero. Ah, ser menos exigente não quer dizer ser passivo, viu?! Equilíbrio e exigência comedida.

Beijos,

Pat Lins.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails