Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador felicidade. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Ser feliz é apenas ser!
Ser feliz, mesmo enquanto o outro não se permite, não é afronte, nem descaso, é seguir em frente. Cada um é responsável pelo próprio caminho, como o segue, como o faz, como se pernite ser!
Querer que o outro se mantenha infeliz ao meu lado ou vice versa é sadismo, é leviandade, é infelicidade.
Não sou feliz sobre a infelicidade do outro! Sou feliz porque batalho todos os dias para superar meus desafios!
A cada um cabe, em si, se permitir e acreditar que merece e é plenamente capaz de ser feliz!
Eu acredito que todos e cada um de nós consegue, mais do que querer, simplesmente querer, é se esforçar para, simplesmente, ser ou se fazer, enquanto caminha.
Ser feliz não é só sorrir ou gargalhar e ter boas piadas para contar. É um estado de espírito capaz de, mesmo em momentos de tristeza ou desânimo, te reanimar e trazer a esperança pela fé, pela certeza de que tudo passa e pode melhorar.
Ser feliz é um estado de paz e integração com o amor próprio. Ser feliz é consciência de que você existe e dentro de ti existe uma força muito maior do que aparenta e, sim, você, eu, ele, ela, el@, elx, todos nós merecemos!
Ser feliz é simplesmente ser e ponto, ainda que no externo as condições não sejam favoráveis, eu esteja aflita e cansada, existe uma força maior que me motiva e me inspira a, simplesmente, continuar e acreditar! Eu Sou Feliz!
#sejavoceafelicidadequetantobusca
Pat Lins.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2018
Simplesmente: Vida!
![]() |
| Imagem: Felipe Rocha (Tipo Bilhete) |
Ultimamente, a Vida tem me feito parar (sem parar... bem verdade isso e "é verdade esse bilete") para refletir, rindo e sentindo, através de situações e circunstâncias nada (e olha que minha vida não é lá muito convencional, mas enfim...) lógicas. Já entendi que algum sentido há, porque, assim que aceito em mim (por enquanto, ainda sendo vencida pelo cansaço diante das quedas e coices) que é o que é e tem que ser assim, goste eu ou não, acabo vendo e positivando e isso me renova de um jeito, que a ressignificação é instantânea (até tentei escrever imediata, mas não veio... é instantânea, "mermo").
Nã, nã, nã, nã, nã, não! Não é milagre, é realidade. Tudo permanece absolutamente igual, mas, parece que faz um recorte e eu sou puxada para dentro desse lugar em mim que é "magavilhoso" e, mesmo com meu corpo ainda reclamando ou minha mente relutando em aceitar a realidade e resmungando horrores, sai esse bendito sorriso que me ilumina por dentro, me aquece a alma e me faz ficar feliz! Sim: F E L I Z! E, quem me acompanha de perto, sabe que meus desafios diários não são nada gatinhos, são vários leões por dia que essa leonina doida precisa enfrentar e lidar! Mas, é o que é - reclamo, sim, viu e muito! Agradeço, mas requisito, também! Ora, essa!
Acho que quando a gente mergulha na gente, de fato, não muda nosso externo, não param as intempéries, não deixamos de ser oscilação - quem não?... - e não acontece um milagre imediato, mas com a continuidade do processo, a gente aprende a respirar - ainda que após ter ficado ofegante por cinco minutos - e liberar! Ainda somos rompantes repetentes! Ahh, quem nunca? Até perdoo, mas em alguns casos, perco a confiança... e deixo de conviver... julgando menos, mas ainda julgando, só que entendendo que manter distância é saudável (lembram da minha DS? Pois é... me salva tanto!). Esse é o pequeno grau de consciência que consigo ter, naquilo que, mesmo compreendendo, ainda não sei ou não consigo ou até não quero, lidar. Nem sempre direciono minha força/energia para solucionar algo que não identifique como prioridade no momento.
Mesmo assim, existe um sol interno que me diz: "todo mundo pode sentir isso! Todos nós somos brilho por dentro! Aceite-se e brilhe-se! Por você, para você, em você, com você! Seja: V O C Ê!". E, depois desses alertas, isso tem acontecido! Me sinto solar - ainda que seja naquele dia que quero derrubar o mundo, de TPM ou estressada mesmo - vem esse bendito brilho e esse negocinho no meio do peito que diz: "hello! Pode fazer e ser diferente? Pode fazer melhor? Faça! Seja-se!". E me deixo envolver e me sinto preenchida e envolta e dá uma vontade de dizer para todos: "gente, o negócio tá ruim, mesmo, mas, dentro, vamos ficar bem!", dá vontade de falar coisas boas, elogiar, levantar a moral de todo mundo!!! Dá vontade de ser o BEM, fazendo o BEM!
Olha, não vou dizer que isso é um processo fácil e bonitinho não, hein! É pesado, porque vem cada situação problema que misericórdia! Coisas se abrem e fecham na mesma hora... um teste de maturidade e paciência. Derrapo em tantos e me refaço! Mas, é esse o ponto: o "refazimento"!
Refazer-se! Essa é a questão! Se eu me predisponho a sair da zona de conforto - ainda ensaio sair daquela, bbeemmm lá no centro, no miolo, no cerne da questão... chego lá, tô no caminho retirando as casquinhas, camada por camada, sem pressa, no Tempo e em meu ritmo... pode mandar correr, falar que tô atrasada, nem me toca, quem sabe de mim sou eu!
Aos poucos, com muito pouco, minha energia muda e se firma onde vislumbro e me determinei: em meu centro, sem ter que me achar egocentricamente "o" centro... sacou?! Existe um trabalho paralelo, aí! Estamos dualidade, não posso negar! Lógico que se centrar e se sentir o centro andam juntinhos, ali, um no extremo do outro. Mas, o reconhecimento faz com que a harmonia se faça - um dia, unicidade, por enquanto, equilibrando-se na dualidade!
Apois, é isso! Não tinha nada específico para dizer não, mas quando abri meu insta e vi @tipobilhete com a mensagem lá no alto, abri um sorriso e lembrei da importância de proliferar coisas boas! Sorri, fotografei o dia e registrei em minha tela mental: o que eu quero para todo meus "hoje"? SORRIR: ter e ser motivo para sorrir! Afinal, todos os dias, diante de um empecilho externo, internamente, já está ativo meu sistema de autodefesa em forma de reflexo solar e vem de fora, também, um monte de coisa que reforça positivamente, diluindo todo "mal" que foi instituído ou me atingido.
O lance é se permitir recuperar e sair de onde está! Ficar alimentando medo e raiva leva alguém a algum bom lugar? Não muda o outro, muda a mim! E, quando a gente entender que é isso que importa e que isso é o começo, não o fim, cada um se cuidando e importando consigo, serão muitos em busca da cura pelo amor próprio e assim: attraversiamo!
Saudações com muito sorriso,
Pat Lins
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
O que realmente importa: ser feliz ou viver atrás da porta?
![]() |
| Imagem: https://goo.gl/1AR8Td |
O que realmente importa: ser feliz ou viver atrás da porta?
O que de fato importa?
O que importa de fato?
Sentir, para ser; sentir e fingir não saber;
não saber sentir; não sentir e saber;
nem saber, nem sentir; não fingir;
sentir, apenas sentir;
sentir e não querer;
sentir e negar, pode ser?
sei lá, não saber como chegar, nem para onde ir...
Por que o medo aporta?
Por que ele nos empurra para trás da porta?
Por que a gente se esconde tanto?
Por que rompemos em soluços e prantos,
enquanto tudo é tão simples, dificultado por de nós, tantos?
O que fazer para rompermos o que paralisa?
Avançarmos aos trancos!
Soltarmos as rédeas e deixar o cavalo do Tempo conduzir,
sentindo a brisa nas madeixas soltas
Ou
Ou
Ou
Ooouuuuu
Sentir a rédea, apenas como ponto de equilíbrio
Ou conduzir para onde conseguimos ver, enxergar, saber?
O que é certo, afinal?
O que realmente importa, afinal?
O que a gente suporta, afinal?
O que nosso coração comporta?
O que é o abrir a porta?
O que é amar, de porta aberta e casa vazia?
O que é casa cheia e sem amor,
sem uma gota de alegria?
O que é o amar, que quebra paredes, une mundos e dimensões?
O que é, o que é, o que é, afinal?
O que é o final, afinal?
O que é o começo?
O que é levantar, cair, balançar, flutuar?
O que nos amedronta, afinal?
O início, o meio ou o final?
Como desligar do modo automático?
Como sair desse lugar chato, quadrado e pragmático?
Como romper, irromper, transcender, transgredir?
Assumindo?
Quem assume o que sente?
Quem acessa, quem vê ou quem consente?
Quem de nós é dono da certeza absoluta de que tudo tem que ser assim?
Ou assado? Ou cru? Ou mal passado?
E o presente,
quem sente?
E o futuro,
quem quer?
O que te espera, ou te aguarda?
O que você tanto espera, em guarda?
E quem você espera... te aguarda(?)(.)(!)
Para que a espera?
Porque tudo tem uma hora,
um momento,
um Tempo certo e exato,
sem ser um estereótipo do quadrado, como algo chato.
É preciso, sem precisar controlar.
É exato, simétrico e lógico,
Dentro de uma referência que entre nós, não há!
É um sentir puro e profundo,
que se nutre apenas por existir
Nada mais, nada menos, nada espera,
Isso tudo por um simples motivo: já É e pronto.
Já é pronto, ponto!
Já é ponto, pronto!
Apenas É, porque existe.
Não se explica, não insiste,
Também não desiste...
De quê?
De tudo, no nada.
Oh, quem deveras me entende?
Quem deveras me sente?
Quem sente cada palavra,
cada som ecoado?
Quem entende o que não foi dito,
sequer acessado?
E quem viu, não viu, ouviu ou apenas sorriu
porque sentiu?
A dor do vazio imaculado,
Nem deveria doer.
Está repleto de tudo o que precisa!
Nem deveria doer.
O sofrimento do nada deposto
entreposto, imposto,
apenas para ser e sendo é e se é...
É real, realmente?
E as bocas que falam, o que sentem?
E o coração que grita,
o que fala, minha gente?
E o brilho que resplandece e exala o cheiro mais gostoso
Do sentimento mais saboroso
Como aquele prato posto à mesa,
bem quente!
Ahhh, o amor!
Ele que tanto a nós fala
Tantos de nós nele fala.
Quantos de nós, ele exala?
Quantos de nós, a ele se entrega?
Quantos de nós, ele, sente?
Ele sente? A ele ou a nós?
O amor, gente, é inteligente,
completo, pleno e inocente!
Puro, íntimo, sábio, paciente.
A gente sente dor, mas ele, ele não sente
O amor só sente o amor que é
que a gente que não sabe,
nem sabe que sente.
O amor não é cura, minha gente...
É ausência da doença, do vazio, do entrementes
É a união, junção, mesmo sem estar junto.
É aquele todo incalculado, incalculável
Inexplicável!
O Amor apenas é
o Tempo todo,
tempo presente!
Um futuro projetado
Com muito amor, extasiado!
O amor é para toda a gente.
E para mim, para ti, pra gente!
O amor, quanto mais se dá, mais se sente!
O amor afasta o medo,
esquenta do terrível frio do pânico do terror de sentir
O amor ele aquece, alimenta e enriquece!
O amor assumido, alegra mais do que do prazer, o gemido.
O gemido, com amor, muito mais comprido!
Amar é libertador!
Ser amado, confortável e confortador.
Assumir que ama, a quem ama: multiplicador!
Ei, e então, o que importa: ser feliz
ou viver atrás da porta
com medo, com frio, cansado e vazio?
Pat Lins - poetizando a Vida - generosa e farta!
sábado, 25 de outubro de 2014
MENSAGEM DE DEUS
![]() |
| Clique na imagem para ler a mensagem! |
Deus sempre fala através dos nossos corações! Vamos nos sentir mais; vamos nos escutar mais, porque Ele está em nós!
É preciso sentir mais! Sentindo melhor, a gente sabe e age melhor, a gente pensa melhor!
Pat Lins - apenas uma caminhante!
Foto: www.sxc.hu / Mensagem: Patricia Lins.
Foto: www.sxc.hu / Mensagem: Patricia Lins.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
SER GORDO NÃO É DOENÇA. DOENÇA É DOENÇA!
Me veio à cabeça uma frase que me identifiquei:
SER GORDO NÃO É DOENÇA. DOENÇA É DOENÇA, SEJA GORDO OU MAGRO!
Em meu caso, posso afirmar que está tudo em ordem com a saúde: o cardio disse que posso morrer de qualquer coisa, menos do coração; o clínico me disse que estou mais limpinha do que boca de bode... assim, é só estética. Ah, estético é estético. Existe uma relação exagerada - porém, com precedentes - entre estar acima do peso e estar doente... se fosse assim, nenhum magro adoeceria - falando de uma maneira geral.
Ultimamente, estou nessa campanha, que não é a favor, nem contra ser gordo, e sim, ser feliz, ser gente e fazer o que precisa ser feito na vida: VIVER.
De repente, vi esse tema rolando pelo "face" e decidi aderir, para ver se a gente quebra essa onda de estigma, estereótipo, superficial... modelo imposto... Cada um é e deve ser como é, sem essa de se enquadrar em padrões. Se está gordo e sente que precisa emagrecer, que emagreça, quando conseguir. O que aprendi desde que engordei, foi que a vida anda do mesmo jeito. A cobrança da aparência é que pesa... Problema de saúde que agrava com o excesso de peso, lógico que precisa ser tratado. Problema de saúde que acomete a quem é magro, lógico que deve ser tratado. Entende?!
Não é apologia ao "coma besteira", nem todo gordo come "besteira" - tanto que eu sou saudável - mas, come em horários errados, faz pouca - ou nenhuma - atividade física, etc. É apenas uma alerta ao padrão rigoroso de se ser alto e magro por imposição.
A QUESTÃO É SER SAUDÁVEL. Já vi tanto gordo fazer loucuras para emagrecer e tanto magro que faz loucuras para não engordar... E magros que fazem de um tudo para ganhar uns quilinhos...
Mas, claro, com toda essa cobrança social, nós que não nascemos, mas nos tornamos seres sociais, também somos cobrados a seguir um padrão... isso é que me incomoda, seguir uma ditadura - neste caso, de moda - que, hoje, leva a magreza ao seu extremo de loucura e investe com tudo na auto estima de quem não está nesse padrão. E, ao longo dos meus anos de vida, parei para observar uma coisa simples e que está acima do nosso tempo, que é a natureza. Ela é diversa, vasta e repleta de tons, cores e formas. Fora que, a própria natureza humana é de nascer, crescer e morrer, cada um ao seu tempo e de uma maneira que NINGUÉM, até hoje, conseguiu descobrir previamente, esse quando, como e onde. Portanto, a gente tem muito mais a se ocupar. Isso não me impede de querer voltar aos meus 56 kg - ou, até, 60 kg -, mas não deixo de viver meu dia a dia, de ser feliz, de amar e ser amada... e tranquila, por saber que meus exames estão OK. Gordo ou magro, fazer check up é fundamental. Já escutei um senhor magro falar para a esposa - bem mais jovem, porém gorda - que ela precisava emagrecer, pois, veja ele, com quase 60 anos e enxuto... Ela, por sua vez, rebateu: "pois é, mesmo gorda, eu aguento subir aquela ladeira e você chega colocando os 'bofes' para fora! Não é ser gordo ou magro, é saúde e cuidado com ela... Nem atividade física você faz. Só ser magro não é sinal de boa saúde não!". Esse é o ponto mais importante SAÚDE!
A gente ainda tem um caminho tão longo para viver e aprender e tanta coisa a desconstruir, para, enfim, evoluir que, de nada adianta se consumir com qualquer coisa. Tenho certeza que é muito mais fácil emagrecer, aceitando-se como gordo primeiramente, do que se impor, apenas pela aparência e por necessidade de auro afirmação. Mesmo assim, um dia, emagreço... Já tive que superar tanta coisa PRIORITÁRIA, nos últimos 7 anos que, francamente, como avisei a uma senhora que veio me dizer - há 7 anos - que eu "tão bonita, deveria emagrecer": PRIMEIRO O QUE DEVE VIR PRIMEIRO, DEPOIS, O QUE DEVE VIR DEPOIS! Cuidei de recuperar a minha vida, após tantos problemas que desencadearam um efeito cascata em minha vida. Foram 7 anos de quedas e levantar! Depois, se manter. Hoje em dia, apenas VIVER.
Bom, afinal de contas, na vida, tudo o que importa é uma questão de EQUILÍBRIO!
Putz! Libertadora essa frase, que acabou se desenrolando num post.
Pat Lins.
sábado, 22 de dezembro de 2012
PEDIDO DE NATAL - Pat Lins
Querido
Papai do Céu,
este ano, meu maior desejo é
levar às pessoas que amo mais do que presentes. Desejo levar todos os tempos:
passado, presente e futuro, embrulhados pela Vida, para montarmos a nossa
colcha de retalhos de Vida. Afinal, a Vida é a união de TODOS os tempos que
vivemos. Exceto o futuro do pretérito... Esse, apenas deveria ter sido e nunca
foi. Não existe.
Do passado, que venham as boas
lembranças e lições que cada um de nós teve e que nos dá forças para acreditar
que todo problema, um dia, passa - quando encontramos a SOLUÇÃO VERDADEIRA. Do
passado, clamamos que se faça o presente, pois passado é tempo posto e as BOAS LEMBRANÇAS
e as BOAS LIÇÕES, bem como os APRENDIZADOS, sim, esses são TEMPOS ETERNOS! Esses tempos estão em cada presente no momento que é presente, depois, passa e um novo presente chega e se faz e se eterniza!
Presente. Ah, presente! Você está
em todos os tempos. Você, sim, é a eternidade. O eterno é tudo o que passamos,
o que vivemos, o que estamos vivendo, a viver, o que viveremos. Aqui e agora é
tempo de começar. Aqui e agora é hora de plantar, de regar, de colher. No
presente, é tempo para tudo. Ele é o momento do encontro entre o plano e a
ação. Ele é o retalhinho de cada dia que traz o que se foi, o que é e o que
virá. O presente é mais do que valioso, é valiosíssimo!
Para o futuro: o desejo de que o
bem se propague; que o amor aumente; que a alegria seja alcançada; que a
felicidade seja atingida em diversos momentos, como disse Guimarães Rosa: “Felicidade
se acha é em horinhas de descuido”. Então, que nos descuidemos de tanta
coisa ruim que carregamos, para que essas horinhas tomem a maior parte do nosso
dia, na prática diária de se viver. Que nosso futuro seja resultado de
presentes bem aproveitados e bem construídos, bem vividos e repletos dessas
horinhas de descuido onde essa tal felicidade se encontra e se manifesta.
Que cada amanhã, tenha sido um presente valioso! Assim, aprendemos que
conjugar os tempos do verbo VIVER se faz em cada presente, em cada AQUI E
AGORA!
Que a SABEDORIA seja um dos
pedidos mais pedidos aos céus e, melhor, que a alcancemos – ou, a conquistemos
com cada dia a dia bem aproveitado!
Que a mesma estrela que levou os
três Reis Magos ao menino Jesus, ilumine nossas mentes, nossos corações, nossas
almas, nossos EU´s, nossos caminhos e nos leve ao Pai. Foi para isso que Seu
filho nasceu e morreu: para nos lembrar o que realmente importa: O AMOR, O BEM
MAIOR!
FELIZ NATAL! UM 2013 DE
RENOVAÇÕES, INOVAÇÕES E EVOLUÇÕES!
Esses são os pedidos, os desejos, a VONTADE de Sua filha para mim e para TODOS os meus IRMÃOS e IRMÃS, a fim de DEIXARMOS UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSO FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!
Pat Lins.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
20 DE NOVEMBRO - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA (?) NEGRA.
Me pergunto:
ONDE ESTÁ ESSA TAL CONSCIÊNCIA?
QUEM TEM?
CONSCIÊNCIA DE QUÊ?
Vejo a discriminação racial aumentar, velada, mas aumenta. Conheço e convivo com famílias brancas - miscigenadas, mas, com epiderme clara e que se acham raça "ariana", como símbolo de "pureza" e de "superioridade" e só carregam orgulho da origem "Portuguesa", como se eles tivessem feito coisas lindas e como se os que aqui estavam fossem coisas boas... Para quem não sabe ao certo, a grande maioria dos brancos portugueses faziam parte da escória: ladrões, bandidos diversos e essas coisinhas belíssimas, que, como castigo, vieram povoar o Brasil. Né bonita essa parte? - e essas famílias se "chocam" ao saberem que sou miscigenada assumida: filha de mulato (meu pai é filho de uma mulher branca do cabelo liso e escorrido com um homem negro do narigão - voinha e voinho, que Deus os tenha) com uma banca.
Não faço alarde, nem escondo. Sou eu. Independente da cor do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos, das minhas tias, de qualquer pessoa, eu sou HUMANA. Minha família é composta de GENTE, outros SERES HUMANOS. E sempre nos foi ensinado assim. Mas, fora de nosso círculo familiar, sabemos existir e MUITO a discriminação. Muitos fingem que não, mas, TODOS sabemos que existe e está cada vez pior, porque está velada, mascarada. Escutei, certa vez, de uma senhora muito distinta e uma dessas pessoas com um poder aquisitivo médio-alto, esclarecida, viajada, e que não sabia a "cor" do meu pai - isso para mim não faz diferença - e ela, assistindo a TV, na época em que Celso Pitta estava sendo investigado, na Prefeitura de São Paulo, e ela comenta, sorrindo e sem se conter de satisfação: "Não tá vendo... Onde já se viu um pretinho desses, né Pat, querer ser prefeito de São Paulo. Deveria estar varrendo rua!". Alguém sussurrou algo em seu ouvido e ela volta para mim: "nada contra os negros, mas, é porque lugar de ladrão é na cadeia..." e eu apenas fecho: "Tenha a cor que tiver, bandido tem que pagar pelos crimes. Não é a cor que traz o caráter. Tem muita gente branca que apronta e, por ser branco, acha que pode!". As pessoas pensam que eu penso assim - não vejo diferença entre brancos, negros, índios, amarelos... - apenas por conta da minha família. Não é. Isso está em mim. Quer dizer, só negro ou descendentes podem defender a igualdade racial? Pessoas de boa índole, de valores nobres, virtuosas, não diferenciam as pessoas pela cor da pele. Na verdade, pessoas boas nem diferem as pessoas, apenas, respeitam e se fazem respeitar.
O dia 20 de NOVEMBRO pode ser apenas UM DIA,mas, trata-se de um dia, como sempre fazemos com outros pontos para reflexão, para refletirmos. Temos TODOS OS DIAS para fazer a diferença.
O DIA 20 DE NOVEMBRO é para lembrar que a luta pela igualdade existe e existe gente que sofre diariamente por conta de ter a pele negra. Essas pessoas, sim, sentem, literalmente, na pele, as chicotadas do racismo, dos olhares tortos de canto de olho onde estão, de falta de acesso a estudo com qualidade - ou alguém vai negar que a "libertação dos escravos" foi boa para alguém? Aliás, deixe-me deixar claro (redundância necessária) uma coisa: o erro foi a barbaridade da própria escravidão, prática comum da época e, infelizmente, com respaldo dos próprios africanos que davam seus conterrâneos pelo poder... deixemos isso para um outro momento, porém, não perde a importância, pois foram grandes aliados dos brancos ladrões portugueses, da época - haja visto que a população mais pobre é em sua maioria composta por negros, oriundos dos quilombos, dos "negros livres" e sem espaço para trabalho honesto e digno e ficaram "marginalizados", jogados à margem da sociedade branca e imperante. Onde houve a liberdade? E a condição para se viver essa liberdade, onde está?
Se os antigos barões e baronesas ainda se orgulham das famílias ricas e tradicionais acham que só a riqueza e a "pureza" de suas peles alvas é que conta, que pena... vocês não são HUMANOS, são um tipinho de gente que, por acaso, nasceram com a pele branca, e que nada de melhor têm a oferecer ao mundo, nem aos seus, senão o que têm. Toda ambição e arrogância gerou uma segregação e isso é tão forte que boa parte dos negros - ainda perseguidos, da maneira atual, pelos brancos com poder - acaba se segregando, também, como forma de proteção. Ou, alguém se vê, bem como aos seus, perseguidos, humilhados, e vão dizer: "que lindo!"? A reação é como antigamente, se refugiam nos quilombos, nos grupos iguais. Ou vão querer dizer que por essa ótica essa maneira de pensar e agir não lhes é legítima - não na figura da Lei, mas, na figura da lei do cotidiano? Escuto alguns brancos dizendo: "mas, também, eles acabam discriminando quando se colocam como os escravos de antigamente, em vez de viverem o dia atual. Hoje, eles são livres. E eles é que fazem tumulto em vez de irem trabalhar!". Vai dizer que nunca escutou esse discurso?
Não penso que os negros sejam todos bons e os brancos todos maus. Existem gente ruim de toda cor e até sem cor. A bondade e a maldade são características HUMANAS. Independente da cor.
O problema é que hoje em dia tudo é tão superficial, tudo é tão raso que pensar em pensamentos e atitudes nobres são relacionados á coroa Britânica. Nobreza é muito mais do que isso. Igualdade é resultado de evolução e nosso povo é tacanho demais. Quem só enxergar as pessoas pela cor da pele é porque não tem nada de bom dentro de si para ver e acaba querendo destruir tudo ao redor e além do ao redor...
E, para responder as perguntas inciais deste post:
PRECISAMOS TER CONSCIÊNCIA DE QUE A RAÇA HUMANA É UMA SÓ COM DIVERSAS CORES, TEXTURAS, ALTURAS, PESOS, CREDOS, CULTURAS, CONDIÇÕES (?) DE VIDA, ORIENTAÇÕES SEXUAIS, SONHOS, METAS... MAS, TODOS, TODOS DEVEMOS PRATICAR O RESPEITO! E ISSO É QUE DEVE FAZER SENTIDO! ESSE DEVE SER O NOSSO SENTIDO!
O dia 20 DE NOVEMBRO quer isso: PEDIR E LEMBRAR: RESPEITO SÓ EXIGE RESPEITANDO! Isso é DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, COMEÇANDO POR CADA UM DE NÓS! ISSO É PLANTAR E CONSTRUIR UM MUNDO MELHOR! A BASE É O RESPEITO!!!!
IGUALDADE SÓ É POSSÍVEL SE A GENTE ENTENDER E ALCANÇAR ESSE GRAU EVOLUÍDO: CONSCIÊNCIA - independente da cor, do credo, da orientação sexual, da cultura.
Só num mundo onda houver RESPEITO, haverá IGUALDADE. E só com esses dois componentes, se permite espaço para conhecer a tal LIBERDADE! E, assim, poderemos ser FELIZES - coisas que as pessoas mais temem e, talvez por isso, destruam tanto e cultivem tanta infelicidade por aí!
Ensinemos essa tríade a nós mesmos, que, naturalmente, nosso filhos aprenderão e darão continuidade. Que as gerações que começam hoje, tenham a base pela qual tanto lutamos: a base da JUSTIÇA, com RESPEITO A IGUALDADE E A LIBERDADE! Aprendamos a ser FELIZES e essa lição não só ficará como continuará para todo o sempre!
Pat Lins.
sexta-feira, 16 de março de 2012
COMO ENSINAR A SER FELIZ SEM SABER SER FELIZ?
Não adianta tentarmos fazer os outros felizes... o unico caminho para conseguirmos ajudar alguém a ser feliz é sendo primeiro. Nao dá para ensinar aquilo que não se sabe.
Para um sonho cumprir o seu glorioso papel de se tornar real é preciso vivê-lo.
"Então, minha querida Amélie, você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, com o tempo seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vá em frente, pelo amor de Deus!" (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain)
"Pintor: 'Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes.' Amelie: 'Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros.' Pintor: 'E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?'" (O fabuloso destino de Amelie Poulain)
"Pintor: 'Ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes.' Amelie: 'Hummm, pelo contrário. Talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros.' Pintor: 'E ela? E as suas desordens? Quem vai pôr em ordem?'" (O fabuloso destino de Amelie Poulain)
Sempre será tempo difícil para um sonhador... em algum momento terá que assumir o risco e sair do mundo dos sonhos e da fantasia e viver a vida real; um sonho realizado! Nesse momento, entenderemos que não somos quem nos fizeram...somos quem somos e um dia isso precisa se aceito. Um dia, precisamos nos (trans)formar em nós mesmos.
Pat Lins.
quarta-feira, 14 de março de 2012
VONTADE DE SER FELIZ
Sei lá! Tem dias que penso que não vou suportar de pressão. Em época de crise, crie, né assim? Montamos uma empresa e vêm os medos: vai dar certo? Vamos vender, tudo? Bate uma aceleração mental e tudo vira, como num looping. Somado aos afazeres paralelos - filho, marido, voltar a estudar, planejar a colocação em prática de um sonho - em breve divido aqui - e tudo o mais, como contas a pagar e rotina em geral, em alguns momentos penso que não vou dar conta. Daí, nessas horas, venho aqui e me leio. Vejo o quanto já superei e relembro-me o que acredito e o que "tenho" que acreditar - risos. Respiro fundo. Dou uma paradinha. Repito para mim: "só temos duas opções, nadar ou morrer...". Ai, meus braços! Ai, minhas pernas! Não sei o que seria de mim sem vocês. Nado, nado e nado. Olho para o céu e digo: a vida é uma linda poesia, mas, muitas vezes, uma poesia pesada. O que não deixa de ter sua beleza e seu porquê.
Nessas horas eu me lembro: eu tenho tanta vontade de ser feliz! - Ah, isso não me impede de explodir, de ter acessos de raiva, de me sentir para baixo... Hoje em dia, o diferencial está em ver e querer ver, mesmo que algo esteja tapando minha visão. Saber lidar com as emoções. É! Estou começando a aprender... tô no portão que dá acesso ao caminho que leva ao portãozinho de entrada do caminho para a felicidade! Já, já, no tempo certo, chego lá! Todos nós nascemos para isso, foi não?! Crisálida, minha gente! Crisálida! Eu quero sair da sala da ilusão... cansa, depois de tanto tempo. E, só saindo, entenderemos o que se chama Vida.
Poxa, que vontade de ser feliz!
Pat Lins.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
VIDA E MAIS UMA LIÇÃO... Me dei bem? Me dei mal?
Estava de bobeira e a Vida decidiu me chamar, mais uma vez, "prum" papo bem legal... disse que tem coisas que tenho que resolver... Eu disse: "Tá, beleza! Quando?". Ela já havia "se picado".
Estava demorando para ela me ensinar uma nova lição...afinal, Tempo manda nessas horas.
Recebo uma visita inusitada. Em outros tempos eu estaria com a casa cheia de incenso para afastar a negatividade e a "urubuzação" - Marcos e Ciça, "óia" mais um... risos. Fiquei "de boa". Eu juro que não entendia a minha reação, mas, estava "de boa". Eu lembro e sei do que essa pessoa é capaz de fazer. Mas, sei lá, esse lance de compreender vem mexendo comigo mais do que tinha consciência. Só assim para saber, né? Na prática. Dia seguinte, à noite: olha ela lá! De novo! Cedi meu ombro e meus ouvidos. Nunca me vi com tanta paciência e com amor no coração. Veja, só! Eu que tando desabafei aqui como "vítima" dos ataques de desequilíbrio dessa pessoa, me vi ali, preocupada de coração, solidária. Nem lembrava de mágoa, ressentimento, raiva e etc. PS - isso não me impede de saber quem é a pessoa e não abrir muito as portas... E saber não me envolver.
Dia seguinte, cedinho, pela manhã, telefone toca e eis a voz que precisava de atenção, ouvidos e conselhos. Nem eu entendi o carinho que emanava de mim e minhas palavras ponderada e doces. Não tinha a intenção de mudá-la ou fazê-la entender e ver além do próprio umbigo dela. Até tentei mostrar que toda situação tem mais de um lado e cada um vê do próprio jeito. Tentei acessar algum ponto de consciência, mas, fora impossível. Parei de falar e me pus a escutar. Orava! Pedia por ela. Pedia que um pouco de luz iluminasse aquela mente. Sentia compaixão. Não concordava com a maneira dela de pensar e agir, muito menos com a falta de boa vontade e auto-conhecimento. Continua a achar que não precisa de ajuda para se tratar. Entendi de uma vez por todas que compreensão é compreender, mesmo - risos. Não me envolvi com o drama, mas, estava solidária, dei ouvidos de coração aberto. Bom, dar limite não é falta de compreensão, né verdade? Isso é deveras importante estabelecer. E de todos os meus defeitos, o excesso de franqueza, ao menos as pessoas poderíam saber o que eu pensava, mesmo que doesse e magoasse, eu falava pela frente e esse foi o motivo dela me ligar, de novo, porque, como ela disse: "eu sei que você fala mesmo..." - risos. Me dei bem? Me dei mal? Sei lá...
É, Vida! Você ainda me surpreende. Aliás, você me põe em cada uma, que mais parecem duas - risos. Fazer o quê? Viver, né? Se o Tempo está ao meu lado e a Vida vem me ensinando muita coisa bacana, viver é o mínimo que devo fazer!
É, se abrir de verdade tem esse efeito... Fiquei feliz comigo! E muito orgulhosa! Não ia falar sobre isso, mas, troco tanta idéia aqui que achei válido.
Aceitar que não somos perfeitos ajuda e muito à compreensão! Sei lá, isso deve ser o plantar que tanto falo. E isso é viver o aqui e agora e deixar o passado bem resolvido no lugar dele.
Pat Lins.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
SAI PRÁ LÁ, COISA RUIM!
![]() |
| Foto: Electric Conection - by Idea Go |
Quantos de nós "se protege" do que vem de fora? Me peguei pedindo a Deus, várias vezes, que me protegesse de toda negatividade, só que, essa "negatividade", para mim, em meu pedido, não me incluía... me vinham algumas pessoas na cabeça e era pedindo proteção contra os ataques dessas pessoas que eu me referia. Daí, me encontrei com uma dessas pessoas e fui de peito aberto. Na iminência de encontrar, me vi travada, na defensiva, esperando um ataque. "Meu Deus!" Exclamei comigo, quando vi uma coisa que me soou inacreditável:Conversando com essa pessoa, vi que ela também acredita que as energias ruins vêm dos outros e não dela... Oxe! Pois é! Logo ela que é um poço de loucura - isso, infelizmente, não se trata de minha opinião -, de inveja, de cobiça, de arrogância... Ela, que todo mundo evita, que ninguém gosta muito e que tem dificuldade de relacionamento com todos ao seu redor, também é vítma. Pois é, todos nós agimos como ela, a diferença é que alguns enxergam e se esfoçam para sair, ela, se mantém firme no propósito de que o problema são as pessoas, pois, "ninguém sabe lidar com ela...". Que viagem, vi que eu sou refém mesmo é de mim. Ela é quem e como ela é. Posso e devo proteger-me dos seus "ataques", mas, não me colocando acima dela, apenas, fortalecendo a mim mesma, o que há de bom em mim e compreendendo que ela é como é e, nessa caso, a distância saudável é uma maneira de não gastar tanto minhas forças com isso. É bom entender que querer ser melhor não quer dizer que nos tornemos tão fortes de caráter, muito menos seres evoluídos de uma hora para outra, a ponto de termos uma força inesgotável. Ficar em contato com essas pessoas pode ser danoso. Eu penso que preciso fortalecer em mim aquilo que deixa que ela abale, afinal, ela é como ela é, se eu me abalo com algo, algo em mim está receptivo e provavelmente, emitindo. Não dá para gastar enrgia a toa se pondo na "linha de fogo" para se testar ou se provar. A prova vem quando nos auto-trabalharmos a ponto de nem, sequer, pensar que se trata de uma prova, apenas, uma circunstância da vida. No dia em que eu chegar a esse ponto, aquilo em mim que se incomoda com o que vem de fora, estará sarado. Nossas feridas doem em contato com o que "futuca". Se a gente não para e cuida, vai ser assim a vida toda: uma ferida eterna.
Hoje, com essa frase martelando em minha cabeça, essa pessoa me veio à mente e vi que somos muito mais parecidas do que eu gostaria de admitir. Entendi - antes eu compreendia -, hoje, que todos nós, de fato, temos os dois lados. A "negatividade" que devemos "combater" - ou transmutar, trabalhar, canalizar, inverter - é a que há em nós. Não adianta apenas fazer - cada um o seu - kit proteção, pedir a Deus, aos anjos, aos espíritos de Luz, a água com sal... seja lá a quem mais, sendo que em nós mesmos há sombras - também, não descarto que seja feito algo para reforçar, sabendo que a solução não é aquela, apenas, uma força extra. Isso é que quer dizer "a única maneira de vencer o mal é fazendo e vivendo o bem" o bem que há na gente. Ninguém sai por aí dizendo que vai "captar" ou "colher" o bem de fulano, beltrano ou cicrano... Dos outros, só recebemos o "mal", né isso? Somos tão presunçosos. Só podemos melhorar - ou piorar... - a nós mesmos. O que recebemos, o que emitimos é de nossa responsabilidade saber o que fazer.
Não deixo de reconhecer que quem está mais desequilibrado energeticamente - corpo (toda parte física), mente (emocional, psicológico, inteligência...), espírito (aquilo que somos além da carne e nos conecta com o divino e cada religião dá um nome) - nem percebe que acaba alimentando muito mais a sombra, negando-a ou, simplesmente, ignorando-a, acaba se tornando mais negativo do que positivo - falo de polaridades, para que fique claro, que existem em nós, como em tudo na natureza... alguém prestou atenção nas aulas de Física? Eu não lembro de muita coisa, não, mas a idéia geral ficou.
Assim como os átomos, células e o que mais há dentro e fora de nós, assim somos: energia, vida, combinações... complexos - não por ser difícil, mas, por ser uma gama de partes opostas se unindo, através de um equilíbrio, para montar, manter e ser um todo.
Assim, quando nos pegarmos "batendo na madeira", ou nos sentindo desanimados, alegando "olho gordo", talvez até seja, mas a maneira de superar é procurando o responsável, para que ele tire - muitas vezes a pessoa negativa nem percebe que emite essas coisas... e, quando recebemos, é porque estamos positivos? Sempre haverá uma pequena brecha em nossa imprefeição humana - ou nos questionarmos: "o que em mim está tão frágil que está me permitindo ficar assim?" e continua: "como devo agir, o quê devo melhorar em mim?"? Não acredito que metade das pessoas que emitem toda negatividade faça consciente. Inveja, usura, cobiça... isso existe em muita gente e muita gente "do bem" - que, mesmo assim, também tem seu lado Darth Vader - é alvo fácil desses sugadores da felicidade alheia de plantão porque também tem algum, ainda que ínfimo, ponto de desequilíbrio.
Infelizmente, nem todo mundo entende que ser feliz é um estado de espírito e disponível para quem quiser. Não precisa pegar senha e esperar horas, dias, meses ou eternidade numa fila de um órgão público para adiquirí-la... Basta perguntar-se o que deve ser feito para acessá-la. É muito mais uma questão de conexão consigo, de valores do que de pedido. Não vem de graça mas, também, não cobra para ser. Não é fácil, mas, dizem que é simples, basta entendermos que a vida não pede um carrão do ano para que estejamos plenos e vivos... a vida pede que vivamos. Não vou enveredar muito por aí, porque quando começo a me questionar, escrevo demais... afinal, a leitora número 1 desse espaço sou eu mesma.
Resumindo: a gente recebe aquilo que precisa para subsitência. Um dia, aprendemos que na verdade, recebemos o que plantamos. Só que, nesse dia, já é o dia da colheita e pode ser meio tarde para começar a plantar... Daí, aqui e agora eu começo, cada dia, fazer uma pequena coisa nova, nem que seja ficar parada e me deixar sentir o sol na pele, fortalecendo meus ossos... a gente nem se dá conta de que ele nos alimenta, ali, com vitamina D e só ele pode nos dar essa vitamina para os nossos ossinhos, que nos carregarão vida a dentro - ou vida a fora como muitos gostam de falar... inclusive eu...
Resumindo II: todos nós somos positivos e negativos, o que prevalece é questão de auto-conhecimento, de busca, de vontade ou de acomodação, medo, orgulho, presunção... Está tudo aqui, dentro de cada um. O equilíbrio é que deve imperar. Defesa, ataque... Podemos e devemos refazer nossos pensamentos, por aí começamos a nos mudar um pouco, até culminar na prática, no agir, no fazer o que pensamos e falamos.
E como diz Pepeu Gomes: "Ser um homem feminino, não fere o meu lado masculino. Se Deus é menina e menino, sou Masculino e Feminino... Olhei tudo que aprendi e um belo dia eu vi...Que ser um homem feminino, não fere o meu lado masculino. Se Deus é menina e menino, sou Masculino e Feminino... Olhei tudo que aprendi e um belo dia eu vi. E vem de lá! O meu sentimento de ser. E vem de lá! O meu sentimento de ser Meu coração! Mensageiro vem me dizer! Meu coração! Mensageiro vem me dizer...Salve, salve a alegria, a pureza e a fantasia(... )Vou assim todo o tempo, vivendo e aprendendo (...)"
Salve, salve a alegria, a pureza e a fantasia!
E Lulu Santos manda seu recado, também: "Não existiria som, se não houvesse o silêncio. Não haveria luz, se não fosse a escuridão. A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim...". Iluminar o quê? Nossas sombras, nossa vida, EU.
E Lulu Santos manda seu recado, também: "Não existiria som, se não houvesse o silêncio. Não haveria luz, se não fosse a escuridão. A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim...". Iluminar o quê? Nossas sombras, nossa vida, EU.
Quando batermos na madeira, cuidado para não machucarmos nossa mão, pois, ao pedirmos para bloquear o ataque negativo - "sai prá lá, coisa ruim" - a parte que nos toca entra no jogo. Então, "sai prá lá coisa ruim que há em mim e fora de mim!" fica mais justo.
Minhas orações agora incluem isso: "me protege do mal que há dentro e fora de mim!". Francamente, quanto tempo passamos culpando os outros... Difícil assumirmos a nossa responsabilidade por nós mesmos, viu?
Pat Lins.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
O MEDO DO MEDO, DO MEDO, DO MEDO DE SER FELIZ
Recentemente, fiz uma escolha - mais uma. Ano passado, me permiti conhecer uma nova maneira de ver e viver o mundo e achei interessante. Muita coisa "batia", mas, muita coisa "não batia". O quê fazer, então? Viver mais um dilema ou tomar uma decisão? Escolhas. Faz tempo que a vida vem me ensinando que só existem esses caminhos: ou você escolhe e segue; ou você não escolhe e segue, resmungando.
Nessa escola que me permiti conhecer e conviver, reforçaram isso em mim: escolhas.
A vida é feita de escolhas e não se limita a CERTO ou ERRADO - isso é mais medo do que escolha, é imposição. O medo de errar atrapalha a possibilidade de acertar e isso, é certo, com certeza. O medo que paralisa, impede a superação de um obstáculo.
Pois é, fui, escutei horrores de diversas pessoas para que eu não fosse, mas, continuei e gostei de ter ido e me permitido. Era o meu caminho. Não cabe mais em mim viver de achismo... Tem gente que gosta da gente e acha que deve nos proteger nos podando e nos privando, pelo medo, pela acomodação. Eu não descarto o amor dessas pessoas, mas, descarto seguir do mesmo jeito. Cada um deve ter seu próprio jeito. É contra isso que luto todos os dias: com o que me fizeram crescer acreditando, mesmo que eu não acreditasse em tudo, precisava agir concordando, afinal, era minha referência, meu mundo. Eu pensava que crescer era completar 18 anos e ser "de maior" e independente. Ninguém me ensinou que isso fazia parte de um processo e não de uma cena da "Sessão da Tarde", onde a gente passa por uma crise e na cena seguinte, até o final do filme, tudo muda para melhor rapidinho. Affff! Como eu assistia aquelas benditas sessões de "Sessão da Tarde" - risos. Ah, eu adimito, eu gostava, sim. Todo adolescente quer ser adulto e quando vê, já está na idade de ser adulto, daí, deseja voltar a ser criança. Somos muito estranhos, somos não?!
Minha "rebeldia" cedeu lugar para a acomodação, como diz Djavan, como "quando se tem o álibi de ter nascido ávido e convivido inválido, mesmo sem ter havido, havido". Meus sonhos possíveis, passaram a fazer parte dos sonhos utópicos de uma mente jovem e que "não sabe nada da vida". Uma parte de mim, a que eu tanto gostava - meu diferencial - ficou lá, naquele lugar que só quando a gente cai no mundo adulto da desilusão - porque me parece que é assim que os adultos querem que as crianças pensem como será a fase adulta,um mundo de problemas, sem cores e sem alegrias... Um adulto feliz é um adulto que não existe. Toda criança sonha em ser adulto, só para fazer o que acha ser tudo o que quer e que pode tudo... - ele passa a existir: o onde foi que eu me enterrei? Alguém já se deu o mínimo trabalho de pensar que respeitar a fase de cada criança é permitir que ela se frustre, se irrite por não conseguir algo, até entender que esforço, dedicação e disciplina são aliados perfeitos da vontade? Muita gente acha estranho, mas, tento fazer isso com meu filho. Lógico que meu lado carente e infantil, muitas vezes, me leva a fazer o que ele quer, porque um dia quis e não me deram. Vi que reclamo muito do que me pouparam de fazer.
Um dia, a vida estava passeando e eu a chamei para prosear. Falamos de tanta coisa que nem sei se consigo de tudo recordar. Quando vi, ela já havia seguido. Apenas me disse que parou para aquela prosa porque estava na hora d´eu ir em busca dela e não deixá-la ir, sem, ao menos tentar. Perguntei, aos berros: TENTAR O QUÊ? TENTAR O QUÊ? TENTAR O QUÊ? Só depois da terceira vez que gritei, ela me respondeu: "viva-me, para descobrir!". Oxe! Me chateei horrores. Gritei para Deus: "é isso? Isso que o Senhor é? Um ser castigador, que não entende nada de comunicação onde uma comunicação eficaz é aquela em que o emissor fala e o receptor entende o que está sendo dito, como está sendo dito e que público-alvo é aquilo que estudamos para saber como cada grupo pensa e como ele é capaz de entender algo, para, assim poder atingí-lo?... É assim que se comunica. Mas, o Senhor tem aí os seus tais desígnios e a gente aqui que se exploda para entender algo que desde que fora criado fora criado de maneira inacessível para nós, humanos, mortais e imperfeitos!". Isso eu me lembro bem.
Naquele momento, a vida piscou para mim e segurou uma lágrima que escorria pelo canto da minha boca. E se foi. Era isso? Secar uma lágrima que já havia caído? Preferia nem estar chorando. Debulhei-me em lágrimas. Lavei minha alma. Fiquei leve. De repente, Vida passou e me soprou nas narinas. Tomei um susto tão grande que caí no chão, molhada de lágrimas, de alma lavada e sem entender nada, mas, me sentia em boa companhia. Mesmo assim, eu não estava sozinha. Me abracei como quem abraça o pai - quando somos criança, tem coisa melhor do que ver seu pai com os braços abertos a te abraçar? Mesmo que ele nos lembre que "se não tivesse feito aquilo, não teria acontecido isso"... Se eu não tivesse arriscado, como saberia se iria cair? - e me levantei. Sozinha? Não, absolutamente! Comigo! Com minha Vida. Ela me trouxe de volta para ela, porque fui em sua busca. O sopro foi o sopro da Vida. Tive que aprender a respirar... me esforço todo dia, porque isso eu só aprendi agora, depois de muitos vícios da vida que cursamos. Fiz as pazes com Deus. Aliás, o Deus que conheci é um pouquinho diferente, Ele não se trata de um homem, não é humano; muito menos, cruel e castigador. Se Ele fala e eu não entendo, entendi que não muda muita coisa, eu sou uma poerinha, mesmo. Mesmo assim, tenho a importância de uma poerinha que precisa aprender muito e crescer. O melhor caminho, para mim, é seguir a Vida. Ela sabe de tanta coisa. Até do que eu nem sei, ainda. Ela é amiga-irmã do Tempo, outro aliado gente boa, demais! Ah, o tempo que a gente tanto diz que é curto e passa rápido é só a velocidade dele que nossa lerdeza e ignorância nos permite ver - ou sentir o vulto do que passou.
Vida me levantou e mesmo quando estou no processo de aprendizado e dor, ela está lá. Nunca me disse que seria fácil, ou rápido, muito menos, tudo de vez. Tempo é ótimo para me fazer lembrar disso tudo, no tempo certo.
Eu aprendi a me permitir. Meu exercício é parar de culpar - a mim e aos outros. Que mané culpa, que nada! Cada um nos dá aquilo que pode, que tem ou que quer. E a gente, idem. Li a frase de um amigo de infância e adolescência - esses ficam para a vida toda, mesmo que não nos vejamos com frequência -, Ernani, o velho Jacarandá, e ele dizia isso:
"Estou constantemente a vasculhar meus pensamentos... A tentar ver algo que me faça mais feroz, mais ativo, mais e mais... Mas tenho me deparado com as nuvens da solidão, solidão essa que me redimo e não transfiro a culpa a ninguém, vivendo e sabendo da garantia do sol nascente no dia seguinte e da felicidade que me aguarda na próxima esquina... Sei que ela me aguarda..." ERNANI ALCANTARA
Pois, bem, isso foi o que Vida me ensinou e ensina todo dia: o sol nasce, independente de mim. A gente cresce se dizendo adulto e se mantém egocêntrico, como uma criança. Felicidade é isso, entender que a vida é a Vida e nós é que temos que seguí-la, fazendo-a, ao mesmo tempo. A dualidade da Vida, para mim, não se limita aos certo, ao errado, ao bem, ao mal... mas, ao fato de fazer escolhas: ou vai, ou fica, sabe?! Tenho tido a oprtunidade de confrontar meus medos - nem todos, alguns, estão bem protegidos e não tenho força para encará-los - e me permitir. Aqueles que aprenderam a vida toda, apenas pelo medo e boca dos outros que cair dói, e vivem como a "Chapeuzinho Amarelo", do Chico Buarque, que, de tanto medo, nem dormia, com medo de pesadelo, perderam a oportunidade de sonhar e de levantar. Cair dói, mas, não tentar e achar que a vida é só um ensaio para a vida toda, perde a grande oportunidade de tentar e conseguir. Não falo fazer uma loucura desmedida... eu não suporto esse tipo de atitude, não dou conta. Aprendi a usar a escala de prioridades; ao risco calculado e a estar aberta, para caso o que tentei não dê certo e voltar a fazer. Ainda engatinho, dentro de alguns âmbitos de minha vida, me preparando e construindo a base no aqui e agora, para um amanhã melhor.
Dentre as minhas escolhas, fiquei com a Escola da Vida. Saí de mais uma escola que me permiti conhecer, por mim mesma e com minhas percepções e que me ajudou muito - inclusive entender que nem tudo, nem ninguém é perfeito. Conheci pessoas maravilhosas, pensamentos muito diferentes dos meus, porém, me enriqueceram muito, justamente, por sair do lugar comum. Pense como se estivesse solto no espaço. O que é referência? O que é o lado certo? O que é em cima, embaixo...? Me lancei ao espaço de minha vida. Tive decepções por lá, também. Somos todos humanos. Condenei deveras meu ex-professor - que mesmo assim, em sua atitude grosseira, como ele mesmo se assume, mesmo naquela atitude, dele, me ensinou a melhor lição, a prática do que penso sobre "compreensão" - por sua posição superior, numa atitude arrogante e presunçosa, mas, também, por ser um homem inteligentíssimo, guerreiro, firme, seguro. Olha, eu morri de raiva. Na hora da raiva, minha ficha caiu e fechou o processo com a frase que citei sobre "aceitar o erro nos outros, porque sei que também erro", da Noemia. Mas, escolhi, sabe? Escolhi ir e conhecer. Escolhi ficar. Escolhi sair. Poxa, para mim, isso foi "supimpa!". Algumas pessoas me disseram: "eu disse que ali não prestava...". Como sabiam, se nem conhecciam? E presta, sim e muito, para quem quer continuar e acredita. As pessoas que lá estão são pessoas capazes de saber escolher, não são cabeças ocas, pelo contrário, são pessoas muito inteligentes, legais e escolheram seguir, porque se identificaram. E a isso eu respeito: às escolhas conscientes. Diferente de minha diarista que me diz: "está escrito na Bíblia, a senhora pode ler..." e nem ela sabe ler, porque é analfabeta de pai e mãe.
Daí, uma outra pessoa especial, jovem e com uma cabeça muito bacana, além de uma Artista taletosíssima, que conheci nesse mundo - Catharina Gonzaga, escreve:
"Nós deveríamos estar sempre nos dando a chance de conhecer outras formas de viver, outras crenças, outras visões, outras religiões, outras ciências, outras artes, outras formas políticas, outros povos, outras épocas, outras versões da história, outros MUNDOS... Pois, pior do que pensar que o 'seu' mundo é o 'certo', é nem buscar saber o que é certo e o que é errado... e simplesmente achar que o 'seu' mundo, seja ele o que for, é 'suficiente', se deixando acomodar dentro dessa ínfima parcela de vida que nos apresentaram. Deveríamos lembrar diariamente que isso aqui é só um cantinho da caverna."
"Há tanta VIDA lá fora..."
E é verdade! Há tanta vida na Vida e é só viver. Se permitir. Infelizmente, eu não me identifiquei o suficiente para continuar. Prezo por outro tipo de liberdade. Um grande aprendizado que tive é que não condeno, nem julgo quem fica, quem sai. Há tanta vida lá fora, aqui dentro, lá dentro, aculá... em todas as direções, em todo e qualquer lugar. Só precisamos encontrar a nossa. A de verdade. Depois que perdi o medo do medo de ser feliz, tenho me permitido ser mais eu e isso tem sido tão bom. Isso não me torna perfeita, nem serena, nem muito diferente do que sou, apenas, me permite conhecer mais sobre o que tinha curiosidade. Nunca provei drogas. Não curto, nem nunca tive curiosidade. Nem cigarro. Mas, tinha curiosidade de saber o gosto de uma cerveja. Provei e não gostei. Não bebo. Escolha. Prefiro outras bebidas. Escolhas. Gostos. Características pessoais. Eu.
Pelo medo dos outros desenvolvi muitos dos meus. Pelo medo de magoar, esqueci como ultrapassar; pelo medo de não ser aceita, me tornei quase normal - argh! - e pelo medo, do medo, do medo, do medo de ser feliz, me tornei um arremedo de medo. A única maneira de perder e vencer um medo é enfrentando-o... meu Deus, um dia terei que encarar um sapo? Bom, ao menos eu sei e acredito muito nisso, de que somos demanda demais para resolvermos tudo de uma vez só... deixa o sapo para a hora dele, né?
A gente se priva demais por medo. Isso pode custar a nossa felicidade. Se bem soubéssemos, não colocaríamos certas condições aos outros, como o que achamos como verdade universal. Tipo: "filho, isso é errado". Eu vivo falando isso para o meu. Aos poucos, substituo por: "filho, você acha que foi uma cosia bacana isso que você fez? Foi uma atitude bonita? Um menino inteligente faz isso?" para que ele reflita e sinta que ele, sim, é responsável por suas ações e consequências. O medo da frustração é que a traz e a instala em nossas vidas, como grilhões de uma eternidade fadada ao caos como sendo uma vida... o medo de viver nos faz, no mínimo, pequenos, diante de toda uma grandiosidade inexplorada, "impermitida" - Marcos e Ciça, lembrei de vocês, que sempre preceberam meus loucos neologismos. Já pensou se a mãe de Deus - nossa, desde criança eu me pergunto: quem é a mãe de Deus? - dissesse para Ele: "não cria a Via Láctea, não, vai ser um erro... Pelo menos, não cria o Planeta Terra, vai ter um monte de gente para dar trabalho em crescer..."? Uma mãe pode ser um perigo, viu, se não souber lidar consigo mesma. Eu sou um perigo! Ao menos, falo para meu filho: 'não sou perfeita, mas, sou sua mãe e você é pequeno. Goste ou não, é assim que sei agir. Quando crescer, você faz o que acreditar ser melhor.". Ah, vai saber o que é certo ou errado? Cada um tem sua maneira de ver as coisas. E têm cada maneira tosca, que Deusmelivre!
Arriscar não é ser irresponsável, tá? Há uma grande diferença aí e uma coisa que a gente nem sempre sabe: o que é ser responsável, mesmo?
De tudo isso, o que queria mesmo dizer é que não dá para ser feliz enquanto: deixarmos que a opinião dos outros seja mais importante do que a nossa - e isso, não quer dizer deixar de amar a essa pessoa... impressionante como fazem essa mistureba doida de que discordar é não gostar e a gente leva como verdade única -; deixar de viver o que sente afinidade por medo de magoar quem não acredita e passar a vida toda magoado e, quando Vida diz "oi!" e tudo que não deveria ser cai terra abaixo a gente descarrega toda a carga de culpa na pessoa, em vez de assumir que poderia e ainda pode fazer diferente, pois, a única pessoa que pode decidir por nós, somos nós e não as nozes; continuarmos alegando e propagando que compreender é fazer justiça com as próprias mãos... desrespeitando o direito dos outros de pensarem e agirem diferente; deixar que invadam nosso espaço pessoal, por medo de dizer "não" e magoar a pessoa que está nos magoando, por não respeitar nosso espaço e nossa maneira de ser e agir...; nos fecharmos como ostras coladas com superbonder e fincarmos o facão no pé de "jacarandá rei" - ou era jequitibá? - e viver a vida querendo ser eterno, e eternamente brigando com aquilo que vem nos ensinar algo... ainda que toruoso... tem horas que piro com Deus, mas, fazer o quê? Ele é O cara, né? Tem lições que são pesadas, viu?; ah, tem muita coisa que nos leva para caminhos bem distantes do que deveríamos seguir e voltar tudo dá um trabalhão danado, mas, seguir em frente, sabendo que está fugindo deve ser tão louco que é por isso que o mundo está como está, todo mundo correndo na direção contrária, por medo de ser feliz. Também, nos ensinam desde cedo que "Desconfie. Se vier algo bom e de graça, não é coisa boa!". A gente precisa investigar, averiguar... desconfiar é duvidar de algo que pode ser, como pode não ser. Como saber? Investigando. Como viver? Vivendo. Como ser feliz? Aprendendo, construindo e plantando a felicidade. E como saber se o que eu falo aqui é verdade? Não vai... é o meu caminho, o meu caminhar. Dá certo para mim e nem eu me fecho apenas nisso.
Se Michel Teló ganhou o mundo com "ai se eu te pego..." a gente bem que poderia entender que na vida, aquilo que não mata, engorda e faz crescer. Aí, ó, eu digo: "ai, delícia, assim você me mata. Ai se eu te pego. Ai, ai se eu te pego..." E a vida é uma delícia! Melhor viver do que morrer estagnado. Né, não, é? Hum!
Vou com o saudoso Nelson Gonçalves "vou indo, caminhando sem saber onde chegar, quem sabe na volta te encontre no mesmo lugar..." (trecho de "Caminhemos", de Herivelto Martins, belissimamente interpretada pelo Nelson Gonçalves). Eu prefiro encontrar essas pessoas caminhando, também. Ah, eis a música abaixo, para quem não conhece. Sim, não estou me referindo a relação amorosa, mas, a relação amorosa com a Vida!
Tenho que parar... quando começo a escrever não quero mais parar. Uma coisa puxa outra e vai puxando e puxando... quando vejo, já fui e voltei dezenas de vezes...
Se a vida parar para prosear e te der a chance de fazer escolha, faça. Você pdoerá fazer outras ao longo dela. Só não escolha, pelo amor de Deus, por aquilo que atente contra a integridade física ou moral de alguém! Isso não é escolha, ao menos, não se trata de uma boa escolha. A escolha é individual, para a vida de cada um. Nada de tentar fazer escolhas para a vida alheia. "Cada um com que cada um, deixa o cada um dos outros" - como diz o Zeca Pagodinho.
Beijos,
Pat Lins.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
QUE BOM QUE MUITA GENTE QUER SER MELHOR DO QUE É
...a grande questão está no que realmente temos de valor! O grande problema é que a maioria das pessoas cultuam os valores deturpados e cobram, culpam, julgam e tentam destruir o que o outro tanto luta para ser. O pior dos problemas é a crítica, sempre como destrutiva. Engraçado que ainda escuto e falo: "a felicidade de fulano(a) é fazer os outros infelizes". Primeiro, nossa felicidade é nossa, algumas pessoas podem dificultar o processo - e haja gente com essa capacidade infame - então, redobremos a força e vamos em frente; segundo, uma pessoa que quer fazer outra infeliz não é feliz e nem sabe que felicidade é algo para todo mundo, não privilégio de uns poucos. Porém, apenas alguns poucos conseguem realmente ser feliz.
Que pena! Que pena que nem todo mundo está disposto a ser melhor do que si mesmo. Que pena que nem todo mundo se dá a alegria de entrar no caminho para a felicidade, construindo-a a cada dia. Que pena que quase ninguém tem vontade de ser afortunado como pessoa. Uma pena, mesmo, porque todos nós, independente das circunstâncias, temos isso dentro da gente. Que pena.
Que bom, que muita gente já está atenta a isso e se dá a oportunidade de uma vida de esforço para ser melhor a cada dia, a cada novo instante. Que maravilha que essas pessoas existem! Que ótimo! Porque elas serão exemplo para uma gama de gente que nem faz idéia de que todo mundo é capaz de tomar a mesma decisão de ser feliz! De ser humano! De ser pessoa!
Pat Lins.
sábado, 15 de outubro de 2011
CULTIVANDO O CAMINHO PARA A FELICIDADE
Tem gente que não sabe procurar a própria felicidade e gasta seu precioso tempo secando a vida do outro em vez de cultivar seu caminho.
Problema, todo mundo tem e nenhum é mais fácil do que outro. Não se compara problema, cada um resolve o seu - e procurar a ajuda adequada faz parte. Sem essa de que a grama do vizinho é mais verde do que a minha. Experimenta regar a grama para ver se resolve esse problema. O vizinho deve ter outros, pois a grama ele deu a solução.
Parece que dá mais prazer - ou medo - de ver o que é visível na vida alheia em vez de se esforçar para cuidar da própria.
Engraçado que essa lição quem me alertou foi uma pessoa extremamente desocupada, que adora encher o saco de todos com sua mente vazia e repetitivamente chata, inconveniente e invejosa, que estava "urubuservando" a casa dos outros e viu na janela desse vizinho que em vez de cortina era um lençol... tanta cosia mais legal para olhar no dia, como um céu azul e limpo, um ar agradável, uma dia tranquilo... Mas, o lençol voando para fora da janela da casa dos outros chamava mais atenção. Por isso que lembro e relembro uma frase que um ex-professor usava muito:
"a gente vê lençol e pensa que é fantasma".
Mania de perdermos o foco no que se deve. Isso não é só ela, não. Todos nós temos esse lado "urubuservador" de fuga de si. Em vez de nos lançrmos em busca ou na construção da própria felicidade, gastamos tempo e energia mental no que não tem importância, não enriquece, não constrói e nem produz nada de bom ou edificante. Hora de varrer! Varrer pensamentos mesquinhos e pequenos de nossas vidas! E assim, vamos semeando o movimento de
DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!
Pat Lins.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
SE CAIU, LEVANTA
O grande problema da gente é que quando caímos, lá ficamos e achamos que merecemos tanto a queda que precisamos ficar ali para aprender algo... O que precisamos aprender é que cair faz parte... seguir, também!
Ser feliz começa a todo instante.
Detesto ficar marcada por alguma derrapada. Me questiono: será que só veem a queda? Ninguém é capaz de ver meu esforço para levantar e me redimir? Ninguém é capaz de levantar a mão para ajudar, sem esperar nada em troca?
Só porque tive alguns problemas, não quer dizer que eu viva só esses problemas. Alguns foram superados; novos chegaram; outrros estão indo... E assim vou vivendo: caindo e levantando, como qualquer pessoa que assume que está vivo e que quer ser uma pessoa melhor a cada dia. Melhor do que si próprio.
Só porque hoje estou sem paciência e perco o controle, não quer dizer que vivo descontrolada... Só porque A vida é uma luta e, enquanto muita gente finge constância no temperamento, eu assumo meus rompantes e os deixo ir, para me apaziguar de verdade.
Só porque caí não quer dizer que não posso levantar e ser feliz. Tem gente que me encontra e fala: "Você está ótima! Que bom!" E sei que é porque torce por mim e viu tudo que passei. Em contrapartida, alguns não entendem como é que alguém passa por tudo que passei e hoje está sorrindo e em busca da felicidade e age como se eu fosse apenas a pessoa que teve DPP... Será que é tão difícil ver uma pessoa como o todo, antes, durante, depois e agora? Sem criar expectativa, apenas aceitando que a pessoa não é só uma fase que está passando - passando! Nenhuma fase é eterna, ela é passageira! Hoje, estou gripada, mas, não sou a gripe... Dá para entender?
Como gostamos de marcar as pessoas pelo que ela viveu de ruim. Impressionante! Isso mostra o quanto nos fechamos para as coisas boas e vivemos emrgulhados no abismo do que é ruim. Olha a qualidade daquilo que busca para sua vida. O quê costuma ler? O quê costuma assistir? O quê costuma pensar? Como costuma agir? Essas coisas que a gente deve questionar e mudar, quando obeservarmos a quantidade de coisas ruins que acumulamos no dia a dia e depois não entendemos porque tanta coisa ruim acontece. Um exemplo? Os telejornais. Os assistimos e acreditamos que estamos nos informando... Fora os programas locais aqui em Salvador que ainda são tidos como "mostram a nossa realidade..." Será?! Programas sem qualidade!
O que queremos mesmo para as nossas vidas? Selecionemos o que vale a pena. Não me sinto nem um pouco "por fora" por não assistir essas tenebrosidades e, em meio as rodas de bate-papos, quando alguém fala: "Você viu aquilo em 'bocão'?" e eu respondo, com naturalidade: "não!" e a pessoa arregala o olho e diz: "você não assiste tv, não, é? Não se informa, não? A gente precisa ver essas coisas, porque é o que acontece em nosso dia a dia..." Eu apenas digo: "Se para você isso é 'se informar' e se faz parte do seu dia a dia, paciência. Eu não assisto e nem recomendo. Não me sinto desinformada, porque esse não é o tipo de informação que me acrescente nada de bom, portanto, não faz parte do meu dia a dia!"
Muita gente teme "ser diferente", "fazer diferente" e romper com essa onda de coisa imprestável que manipula e engessa as mentes e a nossa capacidade de questionar e melhorar. Por isso que é difícil compreender quando alguém cai e levanta. Essas pessoas limitadas acham que isso é piada, que a pessoa está fingindo e querendo "se mostrar" superior. Desconsiderando todo esforço que é para alguém sair do breu, da escuridão de uma queda. Ir em busca da luz é permitir que os olhos se reacostumem com a luz do sol para não cegar ou enlouquecer. São os anos na "caverna", do nosso querido e eterno Platão, onde nos acostuamos com nossas sombras e esquecemos que só a luz da verdade pode nos libertar. Mas, não é fácil: romper com a realidade do condicionamento ao escuro; romper com os desdéns de quem não quer sair dali e viver a verdade; acreditar e seguir, sabendo que para se sair é um passo de cada vez; ajudar alguém a seguir no caminho dessa luz...
Bom, na falta do que falar e do medo de mudar, as pessoas taxam as outras de alienadas, loucas ou influenciáveis... Mas, quem fica, aterrado na ignorância, na mesmice da idiotice e do vazio, na normose diária do superficial acha que não, que eles é que são "os tais"! Afinal, estão sempre informados e antenados no que está acontecendo. E com a própria vida, o que faz? Muita gente não sabe o que quer dizer: superação. Talvez por temer sentir a dor de romper e desapegar com o que não acrescenta nada. Superar é saber que tem algo te segurando e puxando para baixo e dizer: "Não! Eu quero sair daqui!" E sair! Mesmo que saia se arrastando, sem forças para empreender nova caminhada de imediato, mas, sempre aparece alguém para ajudar. Ninguém precisa seguir sozinho. E é fácil ver se alguém vem nos ajudar ou nos empurrar para baixo. Não se fala em liberdade podando. Se há respeito. Se há clareza. Se há diálogo, não briga. Muita coisa dá para ver.A vida é isso: seguir, seguir, seguir!
Eu caio e levanto! Leve o tempo que levar, vou levantando, vou seguindo, vou andando, vou saindo de mãos dadas com alguém que acredite e busque a luz da verdade, sempre.
Ainda dentro da caverna, mas, caminhando para o lado da saída. Medo, só de ficar parada e perdida nesse breu. É possível mudar, sim, basta acreditar que ser feliz começa agora: acreditando, vendo, sentindo, seguindo!
Mania tacanha de pensarmos que tudo é impossível, só porque é difícil! Se caiu, levanta! Mania de viver apegado à queda! Deixa o que passou como lição do que não deve ser feito de novo. Corrige e se redime. Corrigindo, não há apego ao erro, há superação. Crescer requer esforço e muito. Não quero receber mérito ou ser avaliada por terceiros sobre minha "melhora", apenas quero me manter no caminho do crescimento e crescer. O verbo é "ser" e pronto. Estar, estamos na fase passageira - leve o tempo que levar - da transição. Dizem que todo mundo evoluirá, que isso é certo. Bom, não sigo meu caminho para ser melhor do que ninguém. Sigo para ser melhor do que minhas dificuldades e meus obstáculos! É isso que é difícil de aceitarem em mim. Alguns questionam: "você que se trabalha tanto, se avalia tanto, ainda comete erros?" Lógico! Todo ser humano erra! Qual o problema? O problema é permanecer no erro! Se caiu, levanta e olha bem para o que te derrubou para saber lidar com isso de uma próxima vez!
Sair da caverna não é fácil, mas, impossível, também não! Se não começar, como sair?
Sair da caverna não é fácil, mas, impossível, também não! Se não começar, como sair?
Pat Lins.
Assinar:
Postagens (Atom)





















