domingo, 30 de maio de 2010

PULSEIRINHAS DO SEXO - ALERTA PARA MÃES, PAIS E FAMÍLIA DESAVISADOS

Estava eu lendo o blog de uma colega, da época do curso de radialismo, TEM QUE SER AGORA?, e vi esse assunto lá colocado. Fazia tempo que queria falar sobre o tema, mas, ia deixando passar, já que, dentro de minha realidade, não convivo com jovens tão imaturos e inconsequentes, desse jeito. Porém, vi, um menino, que não passava de 10 anos de idade, perguntando a outro jovem onde comprar mais daquelas pulseiras pretas... A jovem com a qual ele interagia - e eu, mãe, tia, amiga, vizinha... cidadã, pessoa... fiquei "de butuca"... sim, era da minha conta. Ele era morador do condomínio onde mora minha mãe e onde residem crianças e jovens de diversas idades, incluindo minha sobrinha e volta e meia meu filho e seus amigos... onde muitos pais, mães e/ou responsáveis ignoram o que fazem seus filhos, alegando uma "confiança" fundamentada no vago da incredibilidade de que "seu filho" fosse capaz de fazer algo errado...- vasculho alguns orkuts desses jovens e as mães ignoram as comunidades das quais fazem parte. Meninas de 9 anos, inscritas como maiores de 18 e fazendo parte de comunidade pornográficas, com apelos sexuais fortíssimos e "baixo-astral", e as mães nem se dão o mínimo trabalho de olhar. Os filhos se fazem de vítma, falam com voz infantil, quase beirando o "tati bi tati" e os adulto - mães, pais, avós... responsáveis em geral... - caem e não se dão o benefício da dúvida, afinal, confiam tanto na educação que dão que esquecem que criança tem arte. 
Pois sim, o menino de 10 anos, foi alertado sobre o teor da pulseira, e falou: "eu quero assim mesmo!" E a jovem interlocutora, parecia ser possuidora de bom senso, afirmou que não sabia onde vendia e que não fazia parte desse círculo de jovens "desmiolados". O pequeno guri saiu injuriado... pelo visto, estava "na seca"... risos.

Isso me fez pensar, em que mundo nossos filhos estão crescendo.Aliás, nós, atuais adultos, também crescemos em mundos diversos... Conhecendo, interagindo e convivendo com colegas, amiguinhos(as), vizinhos... gente. Urge a necessidade de nos doarmos às nossas crianças, fazendo um trabalho de base honesto, sincero e cercado de amor e informação. Não falo em ficarmos bobos/bobas e sucumbirmos à ingenuidade descabida, afinal, os "lobos maus" continuam a espreita, esperando por jovens "espertos" e "sagazes" que se acham tão "maduros" e "safos", que caem fácil, fácil na teia na própria arrogância e se atropelam em si pela necessidade de auto-afirmação... sendo presas fáceis e vítmas de um orgulho inundado de querer ser mais velho do que é... Qual jovem não tem essa sede de ser "adulto" antes da hora e viver aquele mundo de possibilidades que os adultos vivem? Qual jovem não alimenta essa fantasia?

Não, não precisamos nos tornar neuróticos, desconfiados... precisamos estar alerta e confiar em nossos jovens, mas, CONHECÊ-LOS, também, em todas as suas variações. Eu sempre vivi muito próximo aos jovens, é um mundo que me agrada sempre. Sei o que é ser jovem, porque já fui uma e nunca tive medo de ser careta - e nunca fui - mas, mantinha minha postura firme. Nunca precisei "encher a cara" para fazer parte de grupo algum. Nunca precisei provar droga alguma, nem curiosidade tinha. Sempre fui alegre, muito bem relacionada e aceita. Porque eu me aceitava. Minha educação contribuiu muito nesse aspecto. Aqui, falo como mãe e como filha, também. Porque, na prática, a gente vive a vida "lá fora", em contato com diversas pessoas, diversos mundos! E, quantas vezes, além dos limites familiares, queremos ser "algo" mais, para chamar atenção? Sei que existe a característica pessoal, né, "pau que nasce torto" é torto até o fim... Mas, uma educação honesta, dá uma oportunidade para esse "pau torto" assumir que assim o é. Eu acredito numa educação honesta, sim. Onde a gente assume que é falho, mas, que tem mais experiência de vida e que sabemos que não poderemos impedir nossos filhos de andarem nas ruas, viverem o "mundo lá fora", andarem com suas próprias pernas... Sim, dá um arrepio na espinha... um frio no estômago... Além de mãe, filha, irmã, tia, prima, amiga... pessoa... conheço vários outros tipos de pessoas e seus mundos e sei que existem mundos e opiniões diferentes das minhas, consequentemente, da educação que dou ao meu filho e da qual recebi de minha mãe e meu pai... Não precisa ir longe. Apenas se dê a oportunidade de parar alguns instantes - não, não é coisa de "desocupado"... é questão de se ocupar com a realidade onde seu/nossos filhos estão inseridos - na portaria do prédio, condomínio ou afim. Pegar seu filho na escola, chegar um pouco antes e ver como eles são em outro ambiente - ou desconhece que em nosso território a gente é quem quiser ser? A gente se utiliza de personas diferentes de acordo com os meios sociais onde estamos... isso é normal, naturalíssimo. Mas, precisamos ter cuidado com as máscaras que se apropriam e exigem mais espaço do que têm... os desvios de caráter... não vou enveredar nessa seara.

Nós, pessoas, mães, pais, família, amigos... na prática, nos envolvemos com o panorana geral que raramente nos damos tempo para averiguar e enxergar um pouquinho mais, além da miopia legitimada de "acreditarmos" nas limitações da visão de que "conhecemos" nossa prole. Precisamos ver em detalhes, sim, sem censurar, nossos filhos, porque "livres" eles são emoção pura; adrenalina; são "responsáveis" por si...

Essas pulseirinhas do sexo estão em todos os níveis sociais. Parecem simples pulseira plásticas - bem parecida com as que minha geração usava, na década de 80/90, mas, que não tinham esse teor, era apenas um acessório.



Vamos nos aproximar mais de nossas crianças. Sem lição de moral... coisa mais chata é adulto que "se acha" o umbigo do mundo... Quando me refiro a honestidade é na plenitude que essa virtude carrega, em abrir espaço, em abrir caminhos, para resolver algo; antes de tudo, desarmado, entregue, presente. Vamos mostrar para nossos jovens, que nós também já fomos jovens e que, num futuro próximo, eles serão os adultos. Não é exigir uma atitude de adulto deles, mas, reforçar que o tempo passa e esse lance de geração é atemporal. Todos passamos pelas mesmas fases: infância, adolescência, puberdade, fase adulta... Mesmo que nasçam novas terminologias, as raízes são as mesmas. Todo pai, mãe, adulto responsável, acha que tem que ser sério e ríspido para "impor" respeito. Balela! Respeito se conquista, se constrói uma relação sólida e propícia. Boa parte dos adultos acham que maturidade é falar grosso e estar sempre com a razão... Bom redefinirmos nossos valores e nos abrirmos para o crescimento. A gente não precisa ser "chato" para ter "razão". A razão existe em si... Não precisa de grandes explicações.

Pois bem, vamos nos aproximar mais de nossos jovens. Vamos nos entregar à informação, à pesquisa de campo, através da pesquisa de clima e meter as caras nas ruas, onde os jovens estão. Saber como são nossos jovens sob a ótica de outras pessoas, passando pela portaria da escola, do condomínio, das mães e pais dos coleguinhas, amiguinhos, vizinhos... Interagir! Vamos nos permitir interagir com honestidade e fazer parte da vida de nossos filhos - sem queimar o filme deles, tá?! Nada de ser inconveniente e invadir espaço individual. Conhecer um filho não é entrar a força em sua vida, é fazer parte de sua vida com respeito, limite e equilíbrio. Essa fórmula não é tão simples, requer de nós muito mais auto-conhecimento e HONESTIDADE. E aí, o bicho pega! Afinal adulto que se presa é "cheio" de razão.

Vamos estabelecer o elo da confiança, da via de mão dupla na relação com os filhos, onde eles sabem que podem contar conosco, mesmo que não passemos a mão pela cabeça, dando a devida "punição" para um erro cometido. Trabalhar isso com firmeza, sem dureza e estupidez. Tabu, preconceito... isso não facilita o diálogo...

Na prática, o mundo é do mundo! A gente faz parte dele, levando o nosso mundo interno e interagindo com vários outros mundos.


Com relação as pulseirinhas, pergunta se eles já viram alguém usar. Vai na internet - pesquisa no "pai dos burros" da web, o Google... rs. Procura saber o que eles acham sobre o assunto? O que quer dizer cada cor? Conversa franca e abertamente. Troca idéias. Alerta para o perigo que é. A gente sabe que cada cor é um apelo sexual, mas, como toda tribo tem sua linguagem, a informação a nosso favor é ponto positivo e confiança em construção. Vamos nos dar as mãos e levar adiante esse alerta.

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!







Pat Lins.

MEDO DO MEDO - por mim mesma - desabafo!

Eis aqui meu atestado de burrice: medo de tudo!

Começo pelo medo de ser feliz. Daí, passo pelo medo de ser tudo que posso ser. Depois, pelo medo de continuar não sendo quem sou... até que me vejo nos olhos de meu filho e vejo tanto de mim que me dá medo dele ser igual a mim...

Eu era tudo! Poderia ser e ter tudo, porque assim estava escrito em meu coração e em cada olhar ao meu redor de quem me conhecia. Minha estrela brilhava muito forte, era o que sempre ouvia. Até começar a ter medo. Medo de fazer sucesso e ser bem sucedida. Medo de toda responsabilidade que uma pessoa assim precisa ter. Medo de deixar minha estrela brilhar. Já senti esse medo quando era criança e era tão bonitinha, inteligente e bem articulada que temia ser colocada de lado pelos colegas. Como sempre fui muito simpática, isso não acontecia. Mas, temia ser a melhor e acabava sendo. Sempre me colocava por inteiro, mesmo que fosse numa plantação de feijão no algodão. Sinto um prazer enorme em fazer parte, em estar entregue.

MEDO. Meu maior medo, hoje, é ficar no "potencial". Na iminência de ir além. Cada dia que passa e eu não arranjo um trabalho, fico com mais medo de ficar mais distante de voltar ao mercado de trabalho. Fico com medo que saibam que ainda estou desempregada, para não passar atestado de fracassada e incompetente... sendo que incompetente não sou mesmo! Um dos grandes medos que tinha era do tamanho de minha competência e a inveja que já despertou e poderia continuar despertando... me travei... Sou do tipo "pau para toda obra". Posso trabalhar com tanta coisa. Mas, tenho medo de não mais me encontrar.


 Por quê tanto medo? Como me desligar dele? Onde encontro a energia suficiente para abrir a porta certa, bater e entrar? Quem, além de tanta gente que me apóia, poderia me dizer qual a porta e a quem procurar, porque a vaga é minha? Fui procurar emprego como assistente administrativo, mas, estava graduada demais e um filho de Deus me explicou que eu estaria motivada no primeiro mês, mas, depois, na rotina, voltaria a procurar algo mais condizente com minha qualificação e ele teria que começar tudo de novo... é verdade! Ponderei. Tive medo de ser verdade... Pior, criei um medo de "me queimar" trabalhando abaixo de minha qualificação... talvez esteja andando de salto alto, com taxa zero de humildade... temi marcar em minha CTPS uma função aquém e depois estar dando um tiro no pé... Incoerência e medo alimentando medo.

Escrevo, me exponho... mas, acalmo meu coração e minha mente que não se cala um instante. Fervem palavras e saltam... aqui estão. Um registro de mim para comigo. Um medo de não sair... me tornei refém de mim. Medo de ser quem poderia ter sido, sem nunca ser. Medo, medo, medo!

Medo de não saber aonde ir. Medo de querer qualquer coisa. Medo de não saber acertar... Medo de continuar sem ter como pagar as contas e ficar como agora, que nem dinheiro para shampoo e condicionador tenho... Medo de viver de moedas, como estou fazendo. Medo de continuar assim. Medo de querer lutar e ter que passar por algo mais duro. Tenho medo da dureza da vida. Tenho medo de viver o que meu pai viveu e o quanto ele ralou, sem pensar em temer... ele ia. Queria ter coragem. Coragem de romper, de ir, de fazer como Noemia, de superar e transformar a realidade, de saber o que quer. Tenho medo de ficar nesse embate e me acomodar em dispersar minha inteligência escrevendo aqui, para me consolar e encontrar forças para o daqui a pouco... Tenho medo de morrer e não fazer diferença. Tenho medo de morrer e não deixar nada de bom. Não, não me refiro a dinheiro, imóveis, bens materiais... falo de valores maiores, valores humanos. Vivo, hoje, uma realidade de ver algumas pessoas se vangloriando por deixarem um patrimônio para os filhos, e os filhos sentiram tanto a falta dos pais, como pai e mãe... não tem dinheiro que pague essa ausência na vida deles... mas, claro, se ele quer pagar em espécie pelo que deixou de ser e tanto guardou, foi bem sucedido... afinal, sua meta era guardar para o futuro... o futuro chegou e eles se desentendem, porque querem mais... Vi que o amor pago em dinheiro dói. Tive medo de me tornar algo assim. Mas, com o medo que tenho de tanta coisa e diante da minha realidade, medo de ser rica é loucura, porque vivo uma realidade muito distante disso. Era um medo de ser rica, porque sabia que não seria, então, temia ser como álibi de mim mesma - risos. Eu tenho o álibi de ter nascido ávida e permanecido "inválida"...


 Medo do nada. De ficar onde estou. Medo de tudo. De sair de onde estou. Medo de ser tudo que explode dentro de mim. Porque serei muito feliz, quando for o que vim para ser. E tenho medo de ser feliz. Ser feliz é triste, porque poucas pessoas sabem ser feliz, em liberdade, libertando os outros. Ser feliz aprisionando é sadismo, egoísmo... Tenho medo de tapar meus buracos de tristeza aprisionando meu filho a mim. Limitando seus passos, quando for maior. Vejo isso próximo a mim e não quero repetir o padrão. Mães, mulheres sofridas, que temem a vida, se recolheram à tristeza e se acomodaram a tristre realidade de não ser quem são e desejarem que seus filhos sejam o que não foram... e, também, não permitem que eles sejam por medo de perderem a única coisa que as fazem felizes: a alegria de saber que tem algo que "lhes" "pertence"... Não posso me realizar impondo a meu filho que seja o que não fui... Essa loucura é mais comum do que se pensa. Tantas mães fazem isso e não "se tocam", apontando o dedo para as outras... Sempre o outro. Nunca nós mesmos. Francamente! Morro de medo de ficar assim. Como toda mãe, já tapo uns buraquinhos com meu filho, lógico, a dor de encarar a realidade é tão grande que, em alguns momentos, melhor brincar de casinha. Não quero isso para mim.

Tenho medo de ser infeliz por muito tempo! Tenho medo do medo que tenho.

Tenho medo de magoar, por querer ser livre e feliz. Tenho que ser muito forte para me libertar e ser quem sou. Dar voz aos meus pensamentos e agir, como aqui escrevo em cada post. Textos bonitinhos não, são partes de mim. Partes de mim que assustam e só aqui pude colocar. Na leitura, são textos "fortes" e sinceros. Na verdade, são eu. Sou eu. Não é tão fácil ser diferente... e eu tenho medo, porque eu sou diferente. Eu penso diferente. Não vou além para não ficar aquém de quem amo... Dá para entender?  Que nada! Não me entendo! Tenho medo de me entender! Medo de acertar e ir além.

Fuga. Medo. Culpa. Sabotagem... Mais medo... do medo de ser eu! Por quê? Talvez, nunca saiba responder. Mas, isso já não me causa medo... já entendi que existem perguntas para as quais as respostas não existem... porque nem a pergunta/dúvida deveria existir... Me diga qual a respota para o medo de ser feliz? Nenhuma! Isso, não precisa existir!

Pat Lins.


TEXTO DESABAFO TOTAL - bom explicar, porque tenho medo de não ser compreendida... porque sei que ninguém vai entender... risos.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

TRANSFIGURAÇÃO DO ÓBVIO



Na vida é assim, mesmo que a gente fuja do "óbvio", ele se transfigura até o encararmos e o assumirmos como real.

De nada adianta tapar o sol com a peneira, mesmo que não admitamos, os raios estão, de fato, nos tocando. Isso é apenas resistência a nos enxergarmos como somos, além do que apenas nos permitimos, seja por medo, por falta de coragem e força, por falta de consciência... e por mais que façamos de conta, consciente ou inconscientemente, um dia, é preciso deixar de se iludir e aí, quem sabe a gente se torne melhor, de verdade?! Resistir só aumenta a dor, que muitas vezes nos acostumamos a apelidamos de "superação", mesmo não tendo alcançado nem a beirada do patamar desse estágio de virada e real superação. Superar é saber o que foi superado com consciência e atitude, é transformação real de pensamento e sentimentos; é saber como foi um dia - nunca negar - e saber como se é agora - sem remoer lembranças, apenas se sabe, não se argumenta com elas, do tipo: "hoje me libertei. Me curei. Até ontem eu me irritava, agora, não mais..." e amanhã, como reagirá? Na mudança concreta e de fato, apenas temos a consciência de como éramos, até então e de como isso não pesa mais nem no peito, nem na cabeça, nem na saudade - risos. Enquanto houver uma ponta de incômodo e necessidade de se repetir inúmeras vezes que "mudou" e/ou "que não pensa assim" ou "pensar assim não traz benefício" - já pensando... - nunca mudaremos. A mudança real vem da aceitação de quem somos, como somos e como podemos ser, administrando características fortes e de toda uma vida. Chega de fingir, isso só protela e nada alivia.


Para a dor passar, muitas vezes, precisamos tocar nela, mesmo, porque é onde está a ferida aberta. Repetir que está "curado(a)" sem coerência com a realidade é apenas frase, retórica, discurso... palavra... teoria, ou, até, um sonho, uma vontade... ainda não alcançada. A trajetória de cura passa por dor, sim, afinal, temos que romper, rasgar, arrancar, limpar, cuidar... de rupturas, feridas abertas, portas mal fechadas, situações mal resolvidas, histórias inacabadas, definições mal definidas, relações mal interrompidas... Mas, depois de encarados de frente, sem máscaras ou necessidade de repetição de que aquilo que existe, não existe, a dor passa e passa para sempre, porque fecha-se um ciclo, resolve-se o problema que, enquanto não era aceito, apenas latejava e doía. Eu não sou uma "curada" de mim mesma em tudo, mas, com certeza, estou aprendendo a aceitar e encarar... o resto é próximos passo.

Muita gente acha que momentos de raiva são "regressão", mas, faz parte do processo. Sempre teremos ímpetos de raiva e dor, mas, precisamos deixar passar. Regredir é nem progredir... Estava desabafando com uma pessoa muito querida e ela me dizia: "você precisa fazer das tripas coração. Você estava indo tão bem, o que houve? Não, não dá para ficar assim. Veja como estou. Eu me reergui. Nada me abala..." e daí, desenrolou seus problemas que alegava "não existirem mais"... Eu não estava descontrolada, nem nada, apenas chateada por uma situação pontual, naquele estágio onde não encontramos sentido e num desabafo a gente se escuta e, diante de uma opinião bem dada e/ou de súbita consciência - o velho "estalo"... risos - a gente vê que era bobagem e a solução é mais simples que pensávamos, porque não existia problema, existia "criação, imaginação de um problema". Naquele instante me calei e não mais falei de mim, era hora de deixar a pessoa ter seu próprio "estalo" - nem todo mundo recebe uma opinião "de boa", quando expressa seus desabafos, é o caso dela - não escuta -, respeitando, vi que me restava apenas escutar e não gerar nenhum julgamento - um grande esforço, porque sou humana e me entrego na conversa, interajo profundamente... Repetia para mim: "deixe-a falar, ela precisa colocar para fora" e só. Foi o que fiz, mas, o "estalo" dela nunca vinha, porque a dureza de si para consigo era tão grande que era incapaz de sequer escutar o que falava, contradizendo sua postura tão "firme" de ter "superado" tudo, que já estava desligada de tudo... Desligar momentaneamente, para não interagir numa situação pontual é uma coisa, mas, desligar como ela se referia, como desapego, despreendimento, superação é outra distinta e completamente diferente, e, com certeza, ela não estava desligada... pelo que descrevia, estava ligada a 220... Na verdade, eu já julgando, vi ali uma clara hipocrisia. Hipocrisia legitimada por todos nós em querer acreditar no que falamos sem nos darmos conta do que falamos, se é contraditório com nossas ações ou não...

Resumindo, eu me encontrei com a solução que precisava ao me ver nela, enquanto falava do alto de sua "superação" e "virada"... só rindo - risos - de nossas atitudes, viu?! Somos tão pequenos diante de nós mesmos, que nem nos damos o trabalho mínimo de nos darmos conta. E, quando somos arrogantes, vixe, a coisa fica feia, porque nem "piedade" alheia encontraremos...


A falta de humildade - honesta, sincera, verdadeira e real - pesa como "punição" ou auto-punição. Vejo isso em mim e diversas pessoas. Sabe quando falamos com tanta propriedade e nem percebemos que atropelamos o bom senso...?! Nos elevamos a um grau em que não estamos, todos são culpados, responsáveis, incapazes... exceto nós mesmos... E, nem reparamos a tamanha exposição de fragilidade que fazemos. Em vez de sermos vistos como "o rei" ou "a rainha" - como almejamos -, somos os pobres coitados que nos enforcamos em nossa arrogância,  tão forte e carregada, que nos tornamos vítmas de nós mesmos... E a gente nem "se toca"... Acabamos virando chacota de nós mesmos, em vez de "admirados", como acreditamos ser. Mesma coisa de querer aparentar ser "zen", tranquilo, "da paz", apenas por evitar falar determinadas palavras com "força" negativa. E o que sai em forma de atitude contraditória e postura incoerente, intransigente, divergente, nervosa, ansiosa e desequilibrada? Aonde foi parar o tal "equilíbrio" do "não falar palavras ou pensamentos negativos"? Pior, que nem reparamos e, caso nos alertem para o fato, ainda nos ofendemos e acreditamos que a pessoa é tão "problemática" que não alcança nosso patamar...Sempre na defensiva.

 Somos ou não hipócritas e "burros", por alimentarmos tanto essa miopia grave e acirrada?! Atitude coerente quer dizer SER coerente e isso implica em uma capacidade acima das nossas forças, de assumirmos quem e como somos e querer mudar essa realidade, de verdade! Com foco no real.
  
Somos, sim, hipócritas de natureza, de "pai e mãe", como se fala e reforço: "litealmente, de família"! - risos. Somos todos, sem exceção. O grande lance é identificar os episódios de hipocrisia em ação e elaborarmos - não elocubrarmos - em cima deles. Todos nós podemos fazer isso e não há mérito em conseguir sozinho ou amparado. O mérito é conseguir superar a dificuldade - inclusive a de assumir que existe uma dificuldade, por MEDO de ser "vista" como fraca ou inferior... isso é puro complexo... Na verdade, muitas de nossas atitudes são baseadas em complexos que nem sabemos que são "complexos"... nossa, eu descobri que tenho váriossss e os neguei por tanto tempo... ainda os tenho, não consegui, ainda, desativá-los... quem disse que é simples, assim?! E assumir que tem não é garantia de mudança, nem atestado de inferioridade... nem de superioridade... essa, com certeza, não é a questão. Não se trata de disputa, se trata de auto-conhecimento e busca. Provavelmente, quem acha que não tem um, que seja, deve estar repleto... A vitória é individual, mas, com certeza, a comemoração é de todos. Ninguém está sozinho em processo algum. Vivemos em sociedade, envoltos em relacionamentos das mais diversas ordens... alguns ajudam, outros se tornam grandes obstáculos... enfim, nunca estamos sós!

Por isso que vejo que nem sempre o óbvio é tão óbvio, entretanto, como a vida é mestre, ela dá um jeito para que ele se torne, de fato óbvio.

Vamos fazer a escolha diária de enxergar o óbvio, como óbvio - real, não como "óbvio que é como eu quero que o óbvio seja" - fantasia, fuga, medo, cegueira...

Pat Lins.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

GANHANDO EM CADA ESCOLHA




Quem disse que novela não dá boas dicas? - risos.

Lá estava eu, em um raro momento de ócio, quando escutei na novela das sete - "Tempos Modernos" - uma frase "reflexível". Era mais ou menos assim:



FAZER ESCOLHAS NÃO IMPLICA ABRIR MÃO DE OUTRAS TANTAS COISAS, É A OPORTUNIDADE DE VOCÊ GANHAR UMA COISA QUE QUER!



A gente alimenta tanto a idéia de perda e se consola com o que ganha, que esquece que escolha é escolha e pronto.


Chega uma hora, que devemos escolher, não tem jeito. Em determinadas situações, em determinados momentos, ou nós escolhemos ou escolhem por nós. Melhor, então, optarmos por escolher o que queremos muito e lutar pela realização, não se limitando, no caso de não sair bem como queria..., de que podemos fazer novas/outras escolhas! E, creia, pode-se passar uma década, escolhas mal feitas, voltam para consertarmos... não adianta abandonar uma escolha impulsiva e impensada, jurando que ela vira passado e pronto... tudo aquilo que a gente não resolve, volta, mais cedo ou mais tarde, nem que seja através de situações semelhantes, mas, o ajuste é inevitável. Toda atitude nossa gera uma movimento nosso e nossa vida gira junto... como a vida é justa, ela exige retratação, para o nosso próprio bem e pela nossa liberdade, paz e crescimento. Tudo passa, mas, o que não tem um ponto final, passa de novo para o nosso presente e se a gente não parar para resolver, passa de novo e se aloca na fila do futuro próximo presente... e vira uma ciclo, até encararmos e quebramos com uma escolha/decisão acertada, encarada, ordenada, pensada e consciente. Pense, que não tem consequência... Tudo na vida tem uma consequência. Toda ação gera uma reação, sempre!

A GENTE NÃO PODE TER TUDO, MAS, A GENTE PODE MUDAR E/OU REFAZER AS ESCOLHAS!!! (Pat Lins)

E, lendo um blog muuiittoo interessante - que virei mega-fã - BLOG DO DESABAFO DE MÃE - e me vi, mais uma vez, diante da mensagem sobre escolhas, me perguntei, será a vida me dizendo algo???? - risos. Pelo sim, pelo não - "pelo zero" é depilação - risos - resolvi registrar mais uma reflexão. Para fazermos boas escolhas, o bom mesmo é ter CONHECIMENTO e olha, a tecla que tanto bato aqui no blog e em meus pensamentos, como caminho para a liberdade. Fazer uma escolha é saber que tem a liberdade de fazer novas investidas, se preciso for mudar o rumo. O ideal é, segundo Ceila Santos, do BLOG DO DESABAFO DE MÃE, lista de prioridades. De fato, faz sentido. Juntando a mensagem sobre "escolhas" e "prioridades", refleti - e eu lá faço outra coisa a não ser refletir?!... risos: para agir, é preciso saber o que quer, ou seja, fazer uma escolha e seguir; para se fazer uma boa escolha, bom fazer uma lista de prioridades para a vida, onde a primeira e inquestionável é SER FELIZ; portanto, para se fazer tudo isso bem bonitinho é preciso CONHECER, ou seja, no mínimo saber o que se quer... Tudo isso sem medo de ser feliz!


O esquema, então é: 1 - SABER O QUE QUER; 2 - LISTA DE PRIORIDADES - para organizar e ordenar, mesmo; 3 - ESCOLHER; 4 - REFLETIR; 5 - AGIR. Sabendo-se que a qualquer instante, podemos mudar, refazer, disfazer, criar o caminho, um novo caminho, resgatar outros... COM CONHECIMENTO A GENTE PODE TER LIBERDADE, IR E VIR PARA/DE ONDE E QUANDO QUISER. TEMPO É MESTRE QUE SEGUE, PASSA E VAI, a gente, vai passando, dizendo-se sem tempo para nada e perdendo tempo e o tempo vai passando, cheio de tempo e sem tempo de parar para a gente se definir... mas, sempre há outro tempo para seguir, (re)começar, (RE)CONSTRUIR!!!

Sei lá, às vezes eu tenho a sensação que tempo é o que o tempo leva...

Isso aêêêê, assim, vamos seguindo e escolhendo regar o movimento:

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDÃO DE MEU DEUS!!!


Façamos a escolha certa: ESCOLHAMOS!


Pat Lins.



segunda-feira, 24 de maio de 2010

MEDO DO MEDO - por Lya Luft

Mais um texto que diz muito que penso. Principalmente, no que se refere a educação e construção de um novo ser! Ainda mais da Lia Luft, que tanto trabalha por uma boa educação.



MEDO DO MEDO
                                                                        Lya Luft


"Tenho observado alguns esforços psicopedagógicos no sentido de tornar nossas crianças politicamente corretas - postura que muitas vezes nos transforma em seres tediosos, sem graça nem fervor. Contos de fadas, por exemplo, alimento da minha alma de criança, raiz de quase toda a minha obra adulta, sobretudo romances e contos, foram originalmente - dizem estudiosos -narrativas populares, orais, de povos muito antigos. Assim eles representavam e tentavam controlar seus medos e dúvidas, carentes das quase excessivas informações científicas de que hoje dispomos. Nascimento e morte, sexo, sol e lua, raios e trovões, o brotar das colheitas lhes pareciam misteriosos, portanto fascinantes.


Muito mais recentemente, escritores como Andersen e os irmãos Grimm adaptaram tais relatos ao mundo infantil e criaram suas maravilhosas histórias, que unem, como a vida real, o belo e o sinistro. Uma sereia quer pernas para namorar seu príncipe na praia, mas o sacrifício é terrível, a cada passo de suas novas pernas, dores inimagináveis a dilaceram. Uma princesa, sua família, séquito e criados do castelo dormem um sono profundo, maldição de uma fada má, e só serão libertados pelo príncipe salvador - que, é claro, sempre aparece. Branca de Neve, Rapunzel e dezenas de outros personagens alimentaram nossa fantasia e continuam a alimentar a das crianças que têm sorte, cujos pais e escolas lhes proporcionam contato cotidiano com esses livros.


Porém, faz algum tempo, há um movimento para reformular tais relatos, tirando-lhes sua essência, isto é, o misterioso e até o assustador. Lobos seriam bobalhões e vovozinhas umas pândegas, só existiriam fadas boas, e as bruxas, ah, essas passam a ser velhotas azaradas. Até cantigas de roda seculares tendem a ser distorcidas, pois atirar um pau num gato é uma crueldade, como se fosse preciso explicar isso para as crianças saberem que animais a gente ama e cuida - se é assim que se faz em casa.


Vejo em tudo isso um engano e um atraso. Impedindo nossas crianças do natural contato com essas antiquíssimas histórias, que retratam as possibilidades boas e negativas do mundo, nós as deixamos despreparadas para a vida, cujos perigos entram hoje em seus quartos, rondam escolas e clubes, esperam na esquina com um revólver na mão de um drogado, ou de um psicopata lúcido e frio, sem falar nos insidiosos pedófilos na internet.


Estamos emburrecendo nossas crianças e jovens, mesmo querendo seu bem? E, afinal, o que será o seu bem? Ignorar o que existe de sombrio e mau, caminhar feito João e Maria alegrinhos, não abandonados pelos pais, mas procurando borboletas no mato? Receio que a gente esteja cometendo um triste engano, deformando histórias e até cantigas que fazem parte do nosso imaginário mais básico com arquétipos humanos essenciais.


Em compensação, adolescentes e crianças procuram o encanto do misterioso lendo sobre vampiros, bruxos e avatares, vendo seus filmes e pesquisando na internet. Por que isso? - me perguntou recentemente um pai. Porque, neste momento de altíssima tecnologia, a alma humana busca a expectativa, o segredo e o susto. Precisa conhecer o mal para se acautelar e se proteger, o belo e o bom para crescer com esperança. Mas nós, pedagogos e pais, nem sempre seguros e informados, começamos a querer alisar excessivamente a estrada para eles, não lhes ensinando que o mal existe, assim como o bem, que o belo nos atrai, assim como o monstruoso, e que é preciso desenvolver discernimento (gosto dessa palavra), isto é, a capacidade de entender e distinguir o melhor do pior, a fim de fazer com mais clareza e segurança as inevitáveis escolhas.


Mas se, porque isso nos tranquiliza, tratamos as crianças como imbecis, e queremos nosso adolescente infantilizado por um longo tempo, exigindo-o cada vez menos em casa, na escola e nas universidades - embora deixando que se sexualize de forma precoce e criminosa -, vai ser difícil que tenham informação, capacidade de julgar e escolher, que seriam nosso maior e melhor legado para elas."
(Lia Luft - Revista VEJA - 31/03/2010)


 
Uma grande amiga, muito "sábia" levanta a bandeira que a boa literatura pode desencadear e apaziguar emoções, sem nem mesmo nos darmos conta. Isso porque nós apreendemos muito através do nosso inconsciente e é muito raso afirmar - isso é o meu pensamento - que as velhas histórias e contos de fadas possam causar algum mal. Penso eu que tem muita gente utilizando-se de seus próprios medos, complexos e afins para criar um mundo limitado, através de limitações intelectuais, emocionais... A gente precisa é de algo que ajude a construir, que some e multiplique, não algo que divida e se torne cada vez maior e tomado como solução. Calcule quantas crianças atiraram pau no gato só por escutarem a música? Me poupe! Quem é cruel não precisa de incentivo, apenas é, só precisa de uma oportunidade e uma vítma.

Falar de perda, de ganhos, de medo, de morte, de vida... A gente aprende de maneira não-linear, de maneira que nem a gente sabe como é... de onde tiraram que se pode dizer que só podemos aprender ouvindo coisas boas? Desde quando o mundo é assim? Alguém conseguiu extirpar o mal da Terra? Quantos de nós diminui o mal que há em nós mesmos e, assim, em nossos filhos, através de atitudes coerentes?

Então, vamos nos dedicar a deixar um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores neste mundo através da prática diária da construção de bons hábitos, sem negar que existe, sim, o mal, inclusive dentro de cada um de nós.


Na prática, quanto menos tabu, quanto menos preconceito, quanto menos julgamento, menos medo e maior a possibilidade de educarmos nossos filhos com o verdadeiro amor, pleno em si e maior do que qualquer mesquinharia humana! A melhor educação parte de nós mesmos!!!

Afinal, do quê ou de quem temos tanto medo? De descobrir que podemos ser melhores?

Saudações maternais,



Pat Lins.



quinta-feira, 20 de maio de 2010

ACERTOS E ERROS II



ERRAR TENTANDO ACERTAR É CAMINHO PARA CONSERTAR E ALCANÇAR A VITÓRIA!
MELHOR DO QUE ERRAR PELA ARROGÂNCIA DE ACHAR QUE SABE MAIS DO QUE OS OUTROS... ISSO É ERRAR DUAS VEZES!!! (Pat Lins)



Pat Lins.






quinta-feira, 13 de maio de 2010

COISAS DO MUNDO MODERNO DE TODOS OS TEMPOS...

Recebi a mensagem a seguir por e-mail, enviada pela minha digníssima mamãezinha. Texto lindo e reflete muito do que penso sobre essa mania de se descobrir uma coisa, que contradiz outra, que "disdiz" aquilo que já foi afirmado... que a ciência tem resposta para tudo... Pena que de maneira isolada... E se a gente for seguir tudo a risca, estaremos em apuros!!! O bom é que descubra-se o que descobrir, fazer o bem, sempre fará bem, mesmo que a ciência não consiga comprovar a verdadira razão... Ao menos ela aceita a possibilidade... risos. Para tudo o bom senso. Daqui a pouco descobrem que comer faz mal e aí, os seguidores da luz como alimento serão mais aceitos... sendo que eles já são reais... Portanto, lá vai!

Veio como se fosse de Luis Fernando Veríssimo e assim coloco aqui:

SIMPLICIDADE - por Luis Fernando Veríssimo

"Cada semana, uma novidade. A última, foi que pizza previne câncer do esôfago.

Acho a maior graça.

Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas, peraí , não exagere…
 
Diante dessa profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal prá minha saúde.

Prazer faz muito bem.
 
Dormir me deixa 0 km.

Ler um bom livro, faz-me sentir novo em folha.
 
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas, depois, rejuvenesço uns cinco anos! Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias!
 
Brigar,me provoca arritmia cardíaca.
 
Ver pessoas tendo acessos de estupidez,me embrulha o estômago!

Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro,me faz perder toda a fé no ser humano…

E telejornais… Os médicos deveriam proibir… como doem !
 
Caminhar faz bem, namorar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
 
Acordar de manhã, arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite,isso sim,é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas,pior ainda.
 
Não pedir perdão pelas nossas mancadas, dá câncer, guardar mágoas, ser pessimista, preconceituoso ou falso moralista, não há tomate ou muzzarela que previna!
 
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo,não ter ninguém atrapalhando sua visão,nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
 
Cinema é melhor prá saúde do que pipoca.
 
Conversa é melhor do que piada.
 
Exercício é melhor do que cirurgia.
 
Humor é melhor do que rancor.
 
Amigos são melhores do que gente influente.
 
Economia é melhor do que dívida.
 
Pergunta é melhor do que dúvida.
 
Sonhar é o melhor de tudo e muito melhor do que nada!"
 (Luís Fernando Veríssimo


Boa leitura!

Pat Lins.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

PRESENTE

De nada adianta construir um FUTURO sem a construção de um PRESENTE!
Pat Lins.




VEJA TAMBÉM:


                                        























 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

HOMENAGENS ESPECIAIS PARA MÃES


"MÃES NA PRÁTICA" está fazendo uma série de homenagens para as mães.

Você pode participar lendo nossas mensagens e/ou enviando a sua!

Envie um e-mail para linspat@gmail.com que eu coloco lá! Pode enviar foto da mãe, também.

Domingo todas elas estarão lá!

Pat Lins.

terça-feira, 4 de maio de 2010

"(...) Mas, não é a tristeza que mata." - Fernanda Young


"É preciso ter tristeza. Tristeza não é ruim. Quase todo mundo só quer escutar musiquinhas alegres, ir dançar em lugares barulhentos, ficar falando o tempo inteiro. Porque eles tem medo da tristeza. Mas não é a tristeza que mata."

(Fernanda Young)

Quando se fala em "preciso ter tristeza" as pessoas confundem tristeza - um sentimento real e necessário, que faz parte da gente - com culto à tristeza, à dor e ao sofrimento... isso é que mata... além da miséria entristecedora que pouco conseguimos ou estamos dispostos a desfazer!

Para mim, a falta de alegria ou consciência do que é felicidade é muito pior que tristeza. Tristeza é um sentimento, como todo sentimento, que surge em reação a algum estímulo. Não é para ser temido. É para ser compreendido, acolhido e deixar passar.

Toda tristeza já chega querendo ir embora. É um alerta. Uma reação. Um sentimento. Uma emoção passageira.

Perpetuar a tristeza, ainda que em forma de "pseudo alegria" é que dispara e mantém o sofrimento e des(re)caracteriza tristeza.

Não precisamos temer nossas tristezas. Precisamos temer o que nos faz desejar ocultá-las de nós mesmos, em vez de cuidá-la - ou, cuidar o que ocasionou - para deixá-la partir em paz e nos aproximarmos de nossa verdadeira paz interior.

Vamos conhecer mais nossas emoções e nos temer menos!

Abaixo a "cultura" ou culto a tristeza sem fim! Abaixo o tabu em falar de assuntos que doem, como se doesse mais ao falar. Abaixo a vergonha em sermos que somos.

Que se erga o novo tempo de busca e encontro do real significado de FELICIDADE, onde não se exclui nada e se inclui saber viver e lidar com TUDO.

Ser feliz é saber deixar ficar o que for para ficar e deixar passar o que tiver que ir e, ainda, se encontrar pleno e capaz de superar, em busca da manutenção de uma vida leve, saudável e sem rancores, raivas, dores intermináveis e incalculáveis. Ser feliz é um estado de espírito vivo. Ser feliz é uma questão de buscar e encontrar em toda e qualquer situação - conflituosa ou não.

Para mim, o tédio de não saber quem se é de como posso melhorar é muito mais "triste". O tédio de não acreditar em algo melhor... isso mata... mata qualquer identidade. E o que somos,afinal, além de nossa identidade real? De nossa essência?

"Se é para tentar ser alguém bem melhor, deixa eu tentar ser quem eu sou..." (Banda Hori)

Mas, quem eu sou? A gente sofre demais por não se assumir sendo quem é. A gente sofre demais, porque é mais aceito quem sofre - ainda que taxado por inúmeros adjetivos - do que quem supera. Quem supera - ou deseja superar - é tido como louco e/ou como pessoa fria e sem sentimento. Isso porque o sentimento aceito é a tristeza mascarada de dor necessária, mas, não falada, acomodada, engessada e alegremente sentida. Não se admite a tristeza em sua real profundidade e origem. Se admite a "tristeza por..." e esse por é que legitima ou não - de acordo com os critérios do julgo alheio - se se pode ou não assumir a tristeza ou mascará-la com outra tristeza e, na sequência, fingir alegria, para ninguém continuar a te julgar... Triste! Triste ser como somos e tão pouco fazermos ou nos dispor a fazer. Triste não poder "curtir" sua tristeza, para que ela passe e tenha que se entregar a curas superficiais, parciais e insuficientes, como "encher a cara", "tomar um bom porre" ou "fazer compras" - ai, esta eu adoro... pois é, sou humana, sou real e, quando dá, também afogo as mágoas em compras... risos. Triste! - risos.

Sejamos felizes sendo, a cada dia, cada vez mais, nós mesmos, no melhor significado que venha a ter!

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Sem morrer de tristeza, nem matar de falsa-alegria... para fazer parar de sangrar, é preciso limpar e cuidar.

Pat Lins - mais um grito desabafo!


A ÁGUA SAUDÁVEL

A água que desce
escorre
e freia

A água que fica
é fria
inunda

A água que sai
se vai
esvazia

A água
imóvel
asfixia

A água parada
ensopa
resfria

A água salgada
molha a pele
(re)hidrata a alma

A água que escorre
não inunda
esvazia

A água represada
entope
a pia

Pia de dor
como clamor
abafado

A água que escoa
desentope
esfria

A água que cura
salva
alivia

A água que vai
corre solta
evapora

Vira chuva
de trsiteza que foi
de atual alegria

A chuva salgada
rega
a semente

A semente
germina
brota a magia

Toda cura
é processo mágico
inebria

A água
não acaba
escorre a noite

A água
de dia
embaça e alivia

A água salgada
não se bebe
esvaía

A água saudável
lava dor
se vai, um dia

A água
corrente
de cura sadia

Pat Lins

segunda-feira, 3 de maio de 2010

CHEGOU A HORA DESSA GENTE BRONZEADA MOSTRAR SEU VALOR!


O texto "Em torno do espaço público do Brasil", do antropólogo brasileiro, Roberto da Matta, descreve, de maneira brilhante, um pouco do nosso "jeito de ser brasileiro" ao qual nos acomodamos e propagamos com tanto "louvor" e "patriotismo", onde romper com isso soa como impossível, mas, para mim, com boa vontade e bom senso se mudam pequenas coisas e faz grande diferença...

Aquilo que justificamos como "bobagens", já que existem problemas tão maiores para serem resolvidos, sim, é a base desses grandes problemas... A gente esquece que tudo tem um ponto de partida... Está na hora de darmos um ponto de partida para a melhoria, concorda?!

Amei o texto e coloco aqui, para uma leitura agradável, do ponto de vista de estar bem escrito e bem argumentado, entretanto, chocante, por ser uma descrição muito próxima da nossa realidade, ainda...

EM TORNO DO ESPAÇO PÚBLICO NO BRASIL
                                                                   - Roberto da Matta 

"Estou no aeroporto de Salvador, na velha Bahia. São 8h25 de uma ensolarada manhã de sábado e eu aguardo o avião que vai me levar ao Rio de Janeiro e, de lá, para minha casa em Niterói. Viajo relativamente leve: uma pasta com um livro e um computador no qual escrevo estas notas, mais um arquivo com o texto da conferência que proferi para um grupo de empresários americanos que excursionam aprendendo - como eles sempre fazem e nós, na nossa solene arrogância, abominamos - sobre o Brasil. Passei rapidamente pela segurança feita por funcionários locais que riam e trocavam piadas entre si, e logo cheguei a um amplo saguão com aquelas poltronas de metal que acomodam o cidadão transformado em passageiro.

Busco um lugar, porque o relativamente leve começa a pesar nos meus ombros e logo observo algo notável: todos os assentos estão ocupados por pessoas e por suas malas ou pacotes. Eu me explico: o sujeito senta num lugar e usa as outras cadeiras para colocar suas malas, pacotes, sacolas e embrulhos. Assim, cada indivíduo ocupa três cadeiras, em vez de uma, simultaneamente. Eu olho em volta e vejo que não há onde sentar! Meus companheiros de jornada e de saguão simplesmente não me veem e, acomodados como velhos nobres ou bispos baianos da boa era escravocrata, exprimem no rosto uma atitude indiferente bem apropriada com a posse abusiva daquilo que é definido como uma poltrona individual. Não vejo em ninguém o menor mal-estar ou conflito entre estar só, mas ocupar três lugares; ou perceber que o espaço onde estamos, sendo de todos, teria de ser usado com maior consciência em relação aos outros como iguais e não como inferiores que ficam sem onde sentar porque "eu cheguei primeiro e tenho direito a mais cadeiras!".

Trata-se, penso imediatamente, de uma ocupação "pessoal" e hierárquica do espaço; e não um estilo individual e cidadão de usá-lo. De tal sorte que alguns se apropriam do saguão - desenhado para todos - como se fosse a sala de visitas de suas próprias casas, tudo acontecendo sem a menor consciência de que, numa democracia, até o espaço e o tempo devem ser usados democraticamente.

Bem à minha frente, num conjunto de assentos para três pessoas, duas moças dormem serenamente, ocupando o assento central com suas pernas e malas. Ao seu lado, e sem dúvida imitando-as, uma jovem senhora com ares de dona Carlota Joaquina está sentada na cadeira central e ocupa a cadeira do seu lado direito com uma sacola de grife na qual guarda suas compras. Num outro conjunto de assentos mais distantes, nos outros portões de embarque, observo o mesmo padrão. Ninguém se lembra de ocupar apenas um lugar. Todos estão sentados em dois ou três assentos de uma só vez! Pouco se lixam para uma senhora que chega com um bebê no colo, acompanhado de sua velha mãe.

Digo para mim mesmo: eis um fato do cotidiano brasileiro que pipoca de formas diferentes em vários domínios de nossa vida social. Pois não é assim que entramos nos restaurantes quando estamos em grupo e logo passamos a ser "donos" de tudo? E não é do mesmo modo que ocupamos praças, praias e passagens? Não estamos vendo isso na cena federal quando o presidente faz uma campanha aberta para sua candidata, abandonando a impessoalidade como um valor e princípio, e do conflito e interesse que ele deveria ser o primeiro a zelar? Não é assim que agem todos os agentes públicos do chamado "alto escalão" quando se arrogam a propriedade dos recursos que gerenciam? Não é o que acontece nas filas e nos estádios, cinemas e teatros? Isso para não mencionar o trânsito, onde os condutores de automóveis se sentem no direito de atropelar os pedestres.

Temos uma verdadeira alergia à impessoalidade que obriga a enxergar o outro. Pois levar a sério o impessoal significa suspender nossos interesses pessoais, dando atenção aos outros como iguais, como deveria ocorrer neste amplo salão no qual metade dos assentos não estão ocupados por pessoas, mas por pertences de passageiros sentados ao seu lado.

Finalmente observo que quem não tem onde sentar sente-se constrangido em solicitar a vaga ocupada pela mala ou embrulho de quem chegou primeiro. Trata-se de um modo hierarquizado de construir o espaço público e, pelo visto, não vamos nos livrar dele tão cedo. Afinal, os incomodados que se mudem! " (Roberto da Matta)

Isso aqui, dentro de cada um de nós, que bate e pulsa, chamado coração, é um pouquinho muito de Brasil, de Terra, de Ser Humano e ele grita e bate, nos dizendo que urge a necessidade de nos olharmos, nos enxergarmos e nos entregarmos a consciência da transformação em algo melhor. Chega de aceitar e se acomodar à falta de educação como "cultural". Ridiculíssimo! Se podemos "exigir" que a cultura "evolua" para o que nos é conveniente, alegando que o tempo não para, então, hora de enxergarmos conveniência em fazer esse discurso ser real. Evolução Cultural é algo tão grande e significativo que assusta, principalmente, por nem sabermos o que quer dizer e ainda assim, exigir... Chega da "cultura" da ignorância legitimada; da estupidez conscentida; da arrogância assistida - principalmente com a assistência da "cúpula" que lidera e governa nosso Estado maior e se dizem os líderes de opinião... hora de termos a nossa para debater... -; da comodidade desmedida; da aceitação passiva - ops! não estou incitando guerra, nem movimento armado ou intelectual acéfalo aceitado... questiono a nossa aceitação como receptores incapazes de pensar e articular boas, grandes e enriquecedoras idéias. Enfim, chega de ocuparmos o espaço comum como sendo nosso e deixar o nosso como comum ao alheio...

Um saguão de aeroporto é a representação de movimento incessante de pessoas de todo, vários e muitos lugares de qualquer lugar do planeta. Não existe lugar melhor para se observar "como" e "quem" somos... fora que é fácil identificar brasileiro em qualquer lugar do mundo, com a falta de educação e respeito peculiar... eu levanto a bandeira da minha nação, com amor a pátria, mas, envergonho-me, comigo mesma, pelo meu povo... a galhorfada, amenamente apresentada e descrita pelo mundo afora como "alegria de um povo", nada mais é do que falta de limite e de "educação pessoal"!

Detesto quando escuto alguém chamar brasileiro de mal educado, baiano de preguiçoso - e mal educado, também... além de nada higiênico... - e outros tantos... para mim é incitado pelo "preconceito cultural" tão bem tolerado, mantido e perpetuado por muitos de nós, através de ações reais no sentido que conduz a manutenção dessa característica. Porém, não discordo que seja verdade. Pelo menos é assim que "nos" apresentamos a nós mesmos e ao mundo. Quem é que não joga uma garrafa de água na rua e diz: "é para gerar emprego para os garis..."?! Ou, é porque não tem o hábito saudável e higiênico de se deslocar até uma lixeira e/ou, carregar um saquinho consigo para eventuais lixos?! É tão vergonhoso ser diferente, no sentido de ser melhor????? Pois é! Muito mais cômodo alimentar essa cadeia cíclica de mal educado do que sustentar a postura de ser melhor, para não ser "diferente" dos iguais irmãos e irmãs sem "educação pessoal" e doméstica... justificar com "falta de investimento em educação escolar do Governo" não é desculpa... concordo e muito que existe esse desrespeito e falta de comprometimento de TODOS os governantes com as questões de importância primaz, mas, trata-se de educação escolar e acadêmica, eu me refiro a "educação pessoal" como aquela que nós somos responsáveis por nós mesmos em sermos melhores; de educação doméstica como resultado de uma boa "educação pessoal" e propagação desta nos hábitos do dia a dia, em nossa rotina, dentro de casa - leia-se: ambientes sociais, onde dividimos espaços físicos com outros e todos precisam co-existir em harmonia.


"Chegou a hora dessa gente bronzeada mostar seu valor..." porque "isso aqui, oh,oh,é um pouquinho de Brasil, iá,iá. Desse Brasil que canta e é feliz! Feliz, feliz!" para que continuemos a ser "a terra da alegria"!!!Cada um de nós é um pouquinho desse Brasil, será que nos damos conta?!
  
VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

PS - Leia-se "FILHOS MELHORES NESTE MUNDO" como "PESSOAS MELHORES AQUI E EM QUALQUER LUGAR".

Pat Lins - gritando um desabafo!- risos.


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