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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Laboratório da Vida - Ciclos e Silêncio

Imagem: A Sabedoria dos Ciclos

Minha vida é meu laboratório e, a partir de cada experiência, algo em mim muda. Ainda tenho imensa dificuldade com muitas e inúmeras questões, mas o aprender a silenciar foi algo de muito interessante. Ainda tenho meus ímpetos, só que, olha, muito menos, viu!?

Entendi que a ideia não é engolir a seco, muito menos, rebater de pronto, mas respirar. Impossível não se chatear com determinadas situações. Não é um processo indolor, mas a gente precisa seguir, fazendo o melhor que pode, com o melhor que tem.

Aprendi a não negar que me enfureço e começa a subir aquele calor, que queima tudo por dentro e, antes, virava uma explosão nuclear. Hoje, identifico essa presença, esse sentimento - em geral reativo, mas, a reação é autorreferenciada em mim e em meus valores e crenças (natural em todos e qualquer um de nós), a gente sempre vai achar que está sendo atacado e, mesmo que estejamos, o outro também acha que está e é por isso que existe tanta guerra, porque ninguém quer esclarecer, quer é "estar certo".

O não negar o sentir permite que eu possa respirar e me dizer rapidamente: "depois a gente conversa, só eu comigo mesma" e ouço o outro, respirando, não só para deixar o outro fazer sua catarse, mas para que eu consiga não entrar na frequência dele/a e saiba deixar passar - nem sempre é linear assim, muito menos "facinho" e com cara de santa, muitas vez vem em meio da fúria mesmo e tenho esse diálogo interno já na porta mental daquela linha tênue do sair da razão, diante de uma investida recebida que ativou o mecanismos de defesa com o "atacar!". O bom desse meu exercício tosco, que faço do meu jeito e nem sei explicar, é que a porta emperra, exatamente quando a linha parece estar por um fio e o pensamento me toma: "deixe passar". Linha, você é um gênio! Ela fica elástica, quem "guenta?!".

Quantas vezes dá aquela vontade de "enfiar o pé na porta" e ser a Patricia de antes... e todas essas vezes, algo em mim me impede de regredir. Discordo do engolir a seco, mas também não acredito mais no bate e rebate desgastante de um embate e penso assim: respirando, tenho tempo para pensar, sem prejudicar minha saúde. Não se trata de implodir... é expandir a um ponto que, ao respirar e olhar para algo bom, nem que seja uma lembrança alegre e boa, que te preencha de alegria ou algo bom, sabe? É por aí. Então, me questiono: "qual meu verdadeiro foco - entrar num embate, para provar que estou certa ou deixar a fúria encegueirante do outro passar para conversar num momento mais saudável?". Uma pausa interna. Algo com significância para mim.

Ah, se o outro tivesse essa mesma capacidade de se auto ajudar seria tão melhor... lidar com temperamentos e temperamentos não é fácil e nem tenho sucesso em todos os casos, mas, naqueles que me determinei em terapia, ah, esses eu foco mesmo e chamo por Deus: "olha, o Senhor se revele e se manifeste como amor, pelo Amor ao Senhor mesmo, porque, sei não...".

E assim vou superando os picos de crises. Um amiga super mega, do tipo hiper especial, que por acaso é psicóloga (pena que nunca pude ser paciente dela... nas, a amizade em si era terapêutica e curativa), Noemia Nocera, pessoa que amo muuiittoo, me ensinou isso há alguns anos e, na época, achava que só pessoas evoluídas seriam capazes desse feito... mas, eu, mesmo esse pequeno ser que sou, doida para crescer e me livrar desse fardo de ser medíocre, venho conseguindo exercitar, literalmente: "na crise, não tome nenhuma atitude. Deixe passar. O tempo ajusta tudo e, com essa pausa, não há arrependimento e todo foco passa a ser na solução, não no ego briguento". Achei tão lindo e poético na época. Hoje, tão necessário!

Qual o benefício? Durmo tranquila; acordo feliz; sempre tenho "um sorriso sincero e um abraço, para aliviar meu cansaço...". Desafios? Tenho muitos! Senso de "justiceira"? Diminuindo cada vez mais, porque, a verdadeira Justiça, o Tempo revela e, se em cada ação, uma lição, algo tenho a aprender e, se o outro não aprende e fica insistindo em querer aprender às custas do meu bom humor, eu, como ainda não sou evoluída, apenas sei deixar passar, tá, sem briga, mas ainda não sei aceitar, muito menos entender.

E vou seguindo. Caminhando pela vida, sem pressa, porque não existe um onde chegar, eu acredito no: onde você está, o que faz de melhor para que, qualquer coisa, fique mais leve, mais alegre? Qual a sua cota de contribuição com você mesmo? O que de bom você gera e a que custo? É possível fazer o que é preciso, necessário, de uma maneira mais saudável?

Só pensando mesmo... e seguindo, um passo de cada vez e só! Não tenho que agradar as expectativas dos outros, porque se a gente se encarar legal, a gente não satisfaz nem as nossas próprias, e a gente vive transferindo para o outro. Esse é outro grande exercício que tenho feito, mas não cabe nesse post.

Aqui, a ideia foi falar do silêncio como mecanismo de "sobrevivência" dentro dos ciclos tensos na vida. Afinal, silenciar é muito mais um estado de atenção, empatia e compreensão, para não pirar na tensão que aperta em alguns momentos, do que engolir a ira por preferir não revidar. Meu lema é vivência nessa selva louca, sobrevivendo no dia a dia, como qualquer um, só que, minha bandeira ergue três pilares: Amor, Tempo e Verdade e assim, meus ciclos vêm se fechando, após picos de dor, incômodo e desconforto, com uma dose muito grande de esperança, fé e certeza de que tudo passa e tende a melhorar - ao menos, dentro de mim, fora está além do que posso fazer!

Saudações,

Pat Lins.

Imagem: não foi identificada a autoria... em pesquisa no Google com tema "ciclos", ela representa tanto a esteira da vida que vivemos que optei usar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

PRECE AO PAI



Prece ao Pai

Existem momentos que passamos por tanta dor, que a dor aumenta. Ter fé e vivê-la na prática, requer, de cada um de nós, mais do que simplesmente fé... Requer aceitação com fé ou fé na aceitação. Pois... Nem isso diminui a dor. Mas acalenta.

Me pergunto: ser acalentado para aceitar é ter fé?

Me respondo: como é! 

Suportar as mazelas humanas com pura aceitação, sentir e vivenciar o que aqui se vive... Tem maior prova de fé?


Peço ao Pai:

- Pai Eterno, Senhor e Criador de todo Universo, de todas as criaturas... Tende a verdadeira piedade de nós. Piedade, para a gente, tem como referência a nossa realidade. Então, nos capacita a Te compreender, a aceitar em verdade a Tua Verdade. Somos submetidos a essa Lei e nada sabemos dela. Independente do que penso e quero saber, dos meus questionamentos, peço a paz, a harmonia, o poder de viver em meio a dor, sem dor! Derrama sobre todos e cada um de nós, o Teu amor! Toca nossos corações com a Tua presença. Renova-nos em Tua Luz.

E assim, Pai, peço que olhe por nós. Olhe por cada um que ri, que chora, que sofre, que comemora. Olha, Pai! Olha por nós! Desperta em cada um de nós a sua centelha. Para que possamos aceitar em nós a fé. Para que possamos ser uma parte que seja a sua imagem e semelhança.

Desejo, Senhor, que derrame sobre cada um de nós, o Teu amor. Cuida de nós!

Gratidão por me escutar.

Gratidão por cuidar do meu coração.

Pat Lins
Imagem: Google Imagens - 200164952-001

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A CORTINA DO POUCOS SABERES E MUITOS DIZERES

Imagem: http://naftalina.newsevoce.com.br/2015/04/os-misterios-do-universo-materia-escura/ 

Desde que nascemos, somos ensinados a aprender. Aprender o que? Espero conseguir explicar o que me ocorreu. Ao menos, uma parte, creio conseguir... Pois, aprendi que não podemos falar sobre tudo, até porque, tudo é algo muito maior do que supomos... é uma simbologia de infinitude dentro da nossa finitude. Entende?! Pois é... 

Nos ensinaram o que aprenderam, como aprenderam, e o que aprenderam do que lhes fora ensinado, como lhes fora ensinado e com uma pitada de "era assim que eu queria, pois é assim, que quero... e vou passar para você, te passando a responsabilidade de ser o que não fui, sem ser você mesmo, pois isso assusta aos demais e eu também não sustentaria te ensinar a ser você, porque eu, também, não sei ser eu... então, seja um quase eu, do que quase fui, através de um outro quase eu que me ensinou a quase ser quem deveria, mas me tornei quem sou... não Sendo quem Eu Sou.". Sempre - leia-se esse sempre como 100% do tempo que identificamos como o tempo até aqui e agora... facilitou?! Espero que sim!

Pois, nesse sempre - que já entendemos o que representa, por tanto, estabelecemos um símbolo de entendimento nosso, aqui, no Aqui e Agora - já existia alguém passando os símbolos para os "novatos" - me pergunto: quem ensina, deixa de ser "novato", na vida? Hummm... Vamos lá. - do que aprenderam, através dos que os ensinara - não vou repetir essa roda - que, dentro daquele núcleo, era assim que todos devem se portar e COMportar, para que ninguém pense nada errado de você - leia-se que o medo real, imagino eu... minha opinião, seria: "para ninguém pensar errado de mim" ou "para que saibam que fiz o certo, te passando o certo e fazendo você dar continuidade a ESSE certo, que é o que aprendi, dos que me ensinaram e que continua, então, está certo!". 

Portanto, já nascemos com um símbolo estampado - ou que nos estampam - de que "TUDO É PROIBIDO!", e "tudo é permitido, desde que esse tudo seja o tudo que nos ensinaram, daqueles que foram ensinados, por outros que foram ensinados... Nossa! Quantos "ensinadores" e quantos "ensinados". Estes, por sua vez - que são todos, inclusive os que ensinaram... - anseiam por se tornarem "ensinadores", para sair debaixo dos que ensinam... Oh, liberdade de ser quem não se é... fingindo-se ser um ser que não é, mas poderia ser. Isso que é futuro do pretérito, viu?! Por falar nisso, nos ensinam tantos códigos, símbolos... mas ninguém pratica corretamente. Se fosse fácil aprender e ensinar a aprender, ao menos, falaríamos corretamente dentro dos símbolos verbais que nos ensinam aqui... Mas, pouco entendemos, porque pouco desenvolvemos além do que nos ensinam e falamos, escrevemos, pensamos, agimos... TUDO errando, sem querer aprender, porque não identificamos como problema o problema da burrice que nos assola e envolve. Assim, aprendemos o gerúndio, para viver indo, indo, indo, porém, vindo, nada! - escutei isso há uns anos, num espetáculo teatral, chamado "A Bofetada" e nunca esqueci - e aprendemos o futuro do pretérito, sem saber bem o que ele quer dizer. Quando falei, certa vez, a um aluno: "futuro do pretérito é aquele tempo que seria, mas não foi, antes de ser" - Não. Não sou professora de português... Mas, de Comunicação e comunicação é interação entre o dentro de mim ao externo, para que entre no outro e ele externalize o que lhe passa por dentro ao externo e eu possa compreender... Por aí. - Pois, voltando ao aluno: ele me diz: "era só isso, pró?! Nunca me ensinaram tão simples assim!" e eu, simplesmente emite meu modo de pensar: "simples assim!". Pois, voltemos mais, voltemos ao tempo que seríamos, mas não somos, porque deixamos de ser antes de ser...

Retomando os símbolos, tenho que encurtar. Resumindo: todo símbolo só faz sentido se houver uma correlação a algo compreendível. Se eu te ensino que A é a, a letra que conhecemos como primeira do alfabeto, vogal ou artigo... é porque nos ensinaram o som, a imagem e nos ensinaram onde e como deve ser utilizada. Correto? Pois é... só é possível DECODIFICAR - e a ideia é essa, precisamos estar como decodificadores - trazer esse símbolo para o entendimento, ou aprendizagem, se ele fizer algum SENTIDO dentro de nós - lugar onde o "ensinador", aquele que parece nos ensinar com dor... creio que dor pelo que sabe que deixou de ser e se enfraqueceu diante do tempo, e esqueceu, por não aceitar ou lembrar... do Tempo, que é do eterno... PS - adoro reticências... nos deixam subentendido, tipo um símbolo, um código de que não se encerra aqui... 

Pois sim, para aprofundar sobre o entendimento de símbolos, signos, significados e significantes, Saussure - um link bem didático que achei, porém, bem básico, também: http://www.infoescola.com/portugues/linguistica/ . Ou pesquise sobre linguística, semiologia, semiótica. Vamos adiante, pois, aqui, chego no cerne deste post - aliás, todo o post é um cerne dele mesmo...

Minha maneira de compreender - sim, pois mesmo pensando assim, a e em mim não faz sentido... - as brigas religiosas:

As religiões brigam porque querem mostrar que a sua decodificação - e criação de novos símbolos... - dos símbolos naturais é mais próxima da realidade do TODO que os outros. Lembra do "tudo" que combinamos lá em cima? Vale aqui, também... Só que, cada um de nós é capaz de compreender um pouco desse TODO UNIVERSAL, um ínfimo pouco. No máximo, compreendemos essa parte do TODO, dentro do todo que nos ensinam e nos fechamos como 100% do tempo e espaço que nos condicionamos e nos condicionam estar - não viver!

Imagem: http://www.psicologiamsn.com/2014/03/o-conceito-religiao-pensamento-de-carl-gustav-jung.html  
A questão das discórdias religiosas, ao meu ver, está no ego inflado daqueles que captam, percebem, são mais sensíveis, se conectam, vibram... numa capacidade de consciência e entendimento de algo além do "aqui e agora". A esse "algo", chamamos de sobrenatural, em geral. E, em geral, esse sobrenatural tem um Criador, ao qual denominamos Deus, como um título, um símbolo de que nesse "algo além do aqui e agora" existe um "algo eterno", que já existia antes d´eu existir, antes dos meus pais existirem, antes dos meus avós... antes do antes que conhecemos antes de nascermos.

Pois é, as brigas, as religiões que se desmembram - nada aqui é crítica pejorativa... apenas constatações do meu EU diante do cenário que estou vivendo e convivendo - as religiões que surgem... Bem fez Jesus, que NUNCA teve religião. Ele, Ele mesmo aceitou-se como templo vivo. E a gente NUNCA entendeu os símbolos de libertação pela clareza das Suas ações, onde não havia mistério algum. Tudo era. Ele era, fazia e falava. Nós, povo burro, ouvimos, através dos ensinadores - sim, aqueles mesmo, que ensinam com dor, com a dor de viver com medo de ser feliz, de SER LIVRE - que foram ensinados por outro ensinador como ele - é! Somos todos iguais em nossa burrice! Aprendemos e ensinamos: burrice! - que Jesus pregava isso e aquilo. Porém, muito porém, não aprendemos a REAL e VERDADEIRA LIÇÃO do VERDADEIRO MESTRE - ao menos, foi o símbolo que nos passaram sobre aquele tempo... - Onde Ele não era um ensinador. Ele é um mestre. Todo mestre reconhece a maestria em seus seguidores. Pois, cada um de nós, É também, parte do TODO DIVINO.

Vivemos por trás de uma cortina - que já endureceu e se transformou em outra matéria forte, dura e densa, tipo um concreto que não suporta viver a realidade concreta... E, dentro dessa muralha firmada, vive-se na dureza, na sordidez, numa falsa moral e na falta de bons valores. Vivemos numa dimensão criada e induzida. Vivemos de ilusão e falsidade. E a isso, chamamos "verdade!". 

Dentro dessa "verdade" criada e estabelecida como código da nossa realidade, alegamos saber de tudo, pois, lembra do tudo? Pois é... Tudo o que sabemos até aqui compõe o nosso todo. Todinho, tadinho de nós! E quantos dizem saber mais do que nós? E quantos de nós dizemos saber mais do que os que vêm depois de nós? Tudo - o 100% do tudo que vivemos até aqui e agora - faz parte de crenças e valores que compõem nosso âmbito social; são características da nossa cultura social, ou seja, dos hábitos que representam um povo, um grupo. Um! Não O TODO. Apenas o todo do um que fazemos parte até aqui e agora.

EXISTEM DIVERSAS MANEIRAS PARA DESPONTARMOS A CONSCIÊNCIA E ALCANÇARMOS O CONHECIMENTO! 

Somos tão experientes! 

Pergunto: experiente em quê?

Pergunto: QUEM EU SOU?

Percebe? É por isso que as brigas se instalam, que a discórdia se prolifera: ninguém quer ter o trabalho, o esforço de ir além do aqui e agora. Medo! O medo nos torna mais agressivos. Então, vamos criar um clima de tensão. Povo tenso não pensa. Não pensar... é um perigo! Pior, pensar que pensa... E quando pega fogo? Explode toda a estupidez que o saber que nada saber nos fora ensinado. Saber que nada sabemos é a maior sabedoria! TUDO podemos aprender, porque TUDO podemos ser, porque do TODO viemos, do TODO somos, o TODO compomos!

Vou parar por aqui. Não falei tudo... Mas, esse pouco, é apenas um pouco do pouco que compreendo, como compreendo. Só mesmo para fazer um alerta: SEJAMOS!

Simples assim: EU SOU!

Pat Lins.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

ENTRE DOIS MUNDOS

Imagem: Google Imagens - http://projetoaguaic.blogspot.com.br/2011/10/agua-um-bem-precioso.html


ENTRE DOIS MUNDOS

Entre dois mundo mais de duas realidades paralelas.

Entre dois mundos, dois, dois, dois, dois...

Entre dois mundos existe tanto antes e depois.

Entre dois mundos a vida intercala, por vezes revelando a sua face... em outras, revelando as interfaces.

Entre dois mundos, tudo e nada se revelam, sem pressa para o caminho mostrar.

Entre dois mundos, os símbolos se revelam... para apenas na hora certa, a folha cair e Deus explicar, sem palavras, com a comunicação do entendimento do que É e sempre será!

Entre dois mundos a verdade está. Mas, apenas em um ela pode imperar: realidade.

Que realidade é essa, se entre os dois mundos, dentre os dois mundo e dentro dos dois e de cada um dos mundos, a realidade há?!

Tudo é, pois pode ter sido, já ter ido... foi, talvez não mais será. Que seja! Que seja o que é para estar na realidade desses mundos a verdade deve estar!

Tudo se une no Todo e todos somos um perante Um único criador!

Cada parte é uma parte de um todo e de uma eternidade.

Tudo Sou. Nada Sou.

Brilhante, errante, passante, caminhante... buscadora do eterno amor: EU SOU!

Pat Lins​

sábado, 9 de agosto de 2014

SER AMIGO É...



A maior prova de amizade se chama: RESPEITO. 

Se eu tenho a necessidade de julgar - seja lá o que for, nem que seja uma roupa que o amigo use... - um amigo, muito possivelmente, eu não respeite a mim mesmo.

Aprendi, há alguns anos, com uma grande e estimada amiga - Morgana Gazel - que a verdadeira amizade suporta a verdade. 

Um amigo que se coloca acima dos outros, que se acha a verdade universal que todos devem seguir, precisa seguir a si mesmo. Antes de falar, ouvir. Um amigo que exige rapidez e pressa no despertar do outro, está tão perdido em si, que precisa do socorro do outro e nem sabe... Um amigo que exige demais, está tão carente que precisa criar situação de colocar o outro como "você precisa do meu acolhimento" que esquece de se acolher.

Amigo de verdade é amigo, não juiz, árbitro ou analista. Usar demais a razão e querer explicar aquilo que deve ser sentido é desequilíbrio, tal qual deixar-se levar unicamente pela explosão da emoção, sem medir as consequências.

Muito a aprender e muito a agradecer! Porque, amiga que sou, perdoo antes de tudo, a mim mesma, pelas minhas falhas humanas! Sinto muito!  Me perdoe! Te amo! Sou grata!

Amigos, em minha busca, cada dia mais descubro que sei tão pouco, apesar de já serem grande descobertas! Insisto em dizer: é o seguir, o movimento que alimenta a busca; é o buscar que nos leva para onde precisamos ir e estar. Tá tudo certo!

Amigos, contem comigo, sempre! Mas, nem sempre poderei fazer o que tanto desejam... Dedico meu amor, carinho e respeito. Incluindo respeito ao tempo e espaço de cada um. É tudo o que sempre tive para dar. Mais do que isso, é carência e certas exigências, não cabem a mim realizar, apenas respeitar e, sabe como é... sair debaixo.

Ser amigo é entender e aceitar a LIBERDADE. Cada um é livre para ir e voltar, inclusive nos próprios planos, projetos e metas. Cada um cresce em si, vive seus dilemas e desafios; pondera cada escolha e suas consequências. Insisto em dizer: se alguma zona de conforto é muito desconfortável sair, não cabe a mim, enquanto amiga julgar, muito menos condenar. Acaso não tenho eu diversas e inúmeras zonas de conforto a libertar em mim? E quanto mais me liberto, quantas deixo ainda me aprisionar? A consciência cabe a mim, não a um amigo julgar. Ser amigo, de verdade, é amadurecer na amizade; é estar sem ego inflado ou vaidade. É apenas TO BE - ser e estar. É doar quando está na posição de amigo. É receber quando está na posição: "preciso de ombro amigo". Só isso. E ainda assim, considero que todo amigo tem o direito de, caso não esteja bem, simplesmente, negar: "hoje, eu também preciso de um amigo.". E, do lado de cá, nada de se doer, de deixar o melindre aflorar. O nosso tempo e o tempo dos nossos amigos seguem seus próprios caminhos e tempos, alguns momentos não dá mesmo para conciliar e isso não é falta de amor e de amizade. É reconhecer que ninguém pode ajudar, enquanto fragilizado. Reconhecer-se é para os fortes! Requer coragem e atitude! Requer firmeza e honestidade.

Sendo assim:

SINTO MUITO. ME PERDOE. TE AMO. SOU GRATA!

Pat Lins.


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

VERDADE ! ? . ,


Antes, a Terra era o centro... depois, o sol passou a ser o centro...
O AGORA É QUE ESTÁ CERTO!
Ivan Bruno Guerra

domingo, 4 de maio de 2014

COINCIDÊNCIA OU INCONSCIENTE SE COMUNICANDO?


Gente, venho refletindo sobre como nos deixamos levar pelo que vemos, como vemos e do ângulo que vemos, como verdade absoluta... Costumo dizer: melhor esclarecer do que julgar. 

A grande maioria de nós tem dificuldade de entender que o que está dentro da cabeça só sai expressando. E só assim, quem está de fora da nossa cabeça pode saber o que se passa por dentro.

Aconteceram alguns episódios bem interessantes comigo, esses dias. Me fizeram refletir sobre a expressão "quem anda com porcos, farelos come" - não no tom pejorativo, mas pela ótica de que julgamos o tempo inteiro, inclusive através de com quem a pessoa anda.. E quantas pessoas andam com outras por anos, depois descobrem quem realmente são?

Muitas vezes, nem sei do assunto individual que a pessoa traz em si e comento INOCENTEMENTE - uso o art. 1 da Lei Cumpadre Washington: "aquele que não sabe nada é INOCENTE!"... - sobre um tema. Daí, me dizem: "Que fora! Você tinha que falar isso para ela?...". E pergunto: "Falar o quê?". "Você é lerda! Não sabe que...". E eu digo: "Não, não sabia. Ninguém me contou e não sou adivinha.". Vejo uma resistência nossa, uma dureza, em aceitar que o outro não tem como saber se eu não falar. E vice versa. Falta humildade e capacidade de aceitação.

Semana passada, estávamos, eu e alguns colegas, almoçando e inocentemente, comentava sobre uma coisa. Uma das pessoas do grupo - que gosto de graça e ela de mim, mas não somos íntimas - estava pensando e havia comentado com outra sobre algo similar e pensou: "Pô, fulana falou para todo mundo...". Sorte que essas pessoas gostam de esclarecer. Num momento mais intimista, me disseram - na frente da pessoa, mesmo: "Pô, você tem uma boca... Mesmo sem saber você tocou no assunto que fulana e eu estávamos brincando...". E eu brinquei: "Os inconscientes se comunicam... Tomem mais cuidado com o que emanam". E rimos, porque foi um COINCIDÊNCIA, levando-se em conta o saber consciente da informação. Ou seja, eu não tinha como "dar fora"... eu nem sabia. Muitas pessoas já me julgaram por isso...

Eu, volta e meia, acabo em meio a essas coincidências... 

Participei de uma palestra há umas 3 semanas, mais ou menos. Lá, cheguei. Sentei num canto. Fiquei. Ao meu redor, outras pessoas que nem conhecia. Enfim. Semana passada, estava no mesmo lugar, em outra palestra. Cheguei. Logo após, um rapaz - que não conheço, mas que estava na primeira palestra - chegou. Nunca trocamos um "oi". Subi. Sentei. O rapaz subiu. Sentou ao meu lado - único lugar vago. Saí. Um amigo pediu para eu dar carona a duas mulheres - um senhora e outra mais ou menos da minha idade: jovem... No caminho, disse para a que estava atrás - a mais jovem: "Já te vi em algum lugar. Esqueço nomes, mas rostos eu memorizo". Ela me disse: "Já, sim. Eu estava na palestra de Isabel, que vocês estavam.". Eu estranhei: "Nós? D. Lucia não estava na palestra...". Ela: "Não. Você e seu amigo, aquele careca.". Interessante - olhando de fora: Primeira palestra eu estava sentada ao lado dele e acabei ficando num espaço vago entre ele e os amigos dele... Na segunda palestra, chegamos na sequência - subi, logo em seguida, ele. Sentamos juntos. Não trocamos uma palavra nos dois eventos. Saimos juntos. Na saída, perguntei se ele queria carona - nessse ambiente só entram pessoas conhecidas; ele é conhecido de um amigo. Ele disse que não e pegou o carro dele, atrás do meu. Rapidamente, processei essa informação e disse para ela: "Minha filha, se eu te disser que eu não sei nem o nome dele, você acredita? Segunda vez que o vejo... Mas, para quem está de fora, dois encontros e nós dois um ao lado do outro, chegando e saindo na mesma hora... Interessante como somos vulneráveis à visão, né?" e viajamos nesse assunto.

Ou seja, muitas vezes estamos de fora e aquilo que "achamos que seja" passa a ser. Do mesmo jeito que expressamos pensamentos, comentários e os outros se doem, em vez de esclarecer, porque se fecha na determinação; "é assim! E nada mais!".

As coisas estão aí. Nem sempre sabemos que precisamos esclarecer, porque têm coisas que PARECEM tão claras. Me mantenho em estado aberto. Brinco, me estresso, me chateio, compreendo... Sou capaz de, após esclarecido, mudar o canal. Me esforço para não julgar, já julgando. Gosto e me assumo imperfeita total. Eu posso. Eu sou! Mas, ao menos, não me prendo aos MEUS julgamentos. Não me coloco acima de ninguém. Nem abaixo. Mas, me coloco em meu caminho. Troco. Vivo. Escuto. Leio. Quantos de nós já não magoou sem saber, sem intenção? Sabe amigo oculto, quando a gente tenta adivinhar quem a pessoa tirou, pelas descrições que ela fornece? Acabo acertando... E saio como "quem entregou". Todo mundo dá palpite... só porque o meu é certeiro devo ser condenada? É isso que me intriga e sobre isso venho refletindo; ângulos e verdades.

Daí, entra o facebook. As pessoas leem o que os outros escrevem. Eu sei de algumas pessoas mais próximas, que leem, por conta da manifestação de comentários e "curtições". Quantas vezes preciso informar ou lembrar que os posts não são indiretas para alguém, que se tratava de um pensamento que me veio à mente, sem pretensão alguma? Quantas pessoas se "doem" por algo assim? Quantos se dispõem a ESCLARECER? A entender que houve um mal entendido - ou apenas uma coincidência, mesmo? Existem expressões que tocam determinadas pessoas e elas se doem. Cabe a cada uma se preguntar: POR QUE ME INCOMODOU? O QUE ISSO QUER ME DIZER? E traz para si. Em vez de ficar desconfiado de tudo e de todos e "achando" que foi para si. A gente precisa se desligar um pouco da mania de perseguição. Quer discordar, fique à vontade. Isso é liberdade de expressão. Mas, não tome para si.

Já passou da hora de sairmos da posição de vítima, gente. Tem gente que cria dor por falta de humildade de aceitar que existe falha na comunicação e que, em vez de julgar e condenar, vamos COMPREENDER. Isso não vai impedir a "chateação" de chegar; nem da raiva subir... Apenas vai nos ensinar que tem algo mais, além do que "achamos" que seja. Existe o É. O que É é o que É! E isso só se revela na clareza. 

Quantas pessoas fazem planos, não revelam o que pensam e cobram do outro o cumprimento? Esses planos têm início, meio e fim no âmbito mental e essas pessoas criam a expectativa infundada de que o outro já está sabendo o que deve ser feito sem, sequer, expressar, externar.

Estamos nos permitindo viver numa superficialidade e afundamos nela, jurando aprofundar em nós mesmos!

Isso cansa, porque suga energia que deveria ser empreendida no caminho da produtividade. Assim, gasta até a reserva e não faz o que precisa fazer.

Aquilo que está oculto, precisa ser identificado como tal, senão, morre sendo ignorado; mas, age, mesmo sem ser conhecido.

Somente a clareza liberta!

Para finalizar, reflito:

EXISTEM COINCIDÊNCIAS?

Pat Lins - vítima do acaso? Não. Apenas constatando que talvez o acaso não exista, mas a falta de esclarecimento, sim!


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

REINVENTAR É AQUI E AGORA.


Interessante... lendo um poema belíssimo e perfeito do amigo Marcos F. Auerbach, e a luta de Louise, a jabuti do meu filho, pela liberdade, me inspirou a reflexão:

De tanto que julgamos nos conhecer como a palma da mão, mal sabemos quem somos de verdade, além do que nos deparamos dia a dia... e que somos mais do que algo previsível. 

De tanto que acreditamos e julgarmos que sabemos quem é o outro, ainda nos surpreendemos diante das suas inovações. 

Temos a mania de nos colocar como tão seguros e auto controlados que, mesmo perdendo o controle, carregamos a arrogância em dizer: "Tudo sob controle, eu me conheço!".

Vendo uma jabuti escalar "parede" da caixa de papelão para tentar viver em liberdade, dando tudo de si - incluindo usar o vasinho da água como degrau, usando de uma inteligência desconhecida, por ser subestimada - me questiono: até quando?

Até quando seremos os mesmos e viveremos como os nossos pais? - Sem ofensas... apenas trocadilho com a música e o que ela levanta como necessidade de romper com o que passou, sem desmerecer e sem desrespeitar a importância.

Fazemos sempre as mesmas coisas e almejamos mudanças e transformações. Andamos em círculos e juramos seguir uma reta!

Inteligência é se recriar, é criar o novo - ainda que a partir do velho. É isso que quer dizer: deixar o passado para trás. Não é ignorá-lo, mas fazer um novo tempo que existe, ainda que não façamos, mas que pede: me reinvente. Veja o que já fez, o que já existe, veja, veja, veja! Até hoje, tudo igual, afirmando ser diferente.

Reinventar-se é voltar atrás para andar para frente. É ter um referencial - ou não - do que não mais fazer ou do que continuar fazendo, porém inovando.

A gente não precisa correr o mundo, procurar novos lugares para viver velhos padrões que levamos conosco. A gente precisa é ser novo, aqui, no mesmo lugar, onde quer que vá: EU. A mudança está em nós, não no lugar para onde iremos.

Certa vez escutei alguém me dizer: "Minha igreja é onde vou, porque Deus está em mim...". A pessoa, uma mulher, quando me disse, não estava desdenhando ou subjugando as religiões, apenas ressaltava a importância do não apego exagerado ao externo, mas ao EU, ao quem somos onde quer que a gente vá, independente de religião. A fé é algo que está, não que nos colocam. 

Enxergar a abertura, o espaço inexistente - ou, melhor, o espaço aberto à espera do que virá -, requer essa capacidade de se saber onde está e onde faz ideia de onde quer chegar - no caminho, posso chegar em outro lugar. Como disse Xuxa, na semana da criança no programa "Encontros", com Fátima Bernardes: "Quando me perguntam se eu sonhava em chegar onde cheguei, eu digo: nem sabia que existia esse lugar. Eu sonhava com um monte de coisa, mas esse lugar é novo, surgiu comigo... nem eu sei que lugar é esse de tão bom que ele é...". É ir, sabendo que pode voltar, quando quiser, porque o que já existe é terra original. Nossa origem é imutável. Nosso futuro que é "transformável", "criável", "realizável". Nosso presente que é "criável". 

Pedro, meu filho de 7 anos, diante de uma folha morte e da sugestão de um amigo nosso de colocá-la na grama para renascer diz: "Só se nasce da semente... Esta folha já está morta!" . Sim, só se nasce da semente. Mas, o que se foi serve como adubo. Assim, todos aprendemos, naquele instante a importância de todos os tempos: passado, presente e futuro. 

Na Natureza, nada se perde, tudo se APROVEITA. Ou seja, tudo se REINVENTA!

Do sossego, do silêncio mental, mesmo em meio à turbulência, mesmo após ter cometido algum erro, algum deslize..., a consciência da ação passada pode nos levar à segurança do saber o que não mais fazer. Daí, vem o adubo, aquilo que já foi, que já morreu, ainda vive dando base ao por vir! Nada surge do nada original. Não mais.  

Só com serenidade se faz o novo. 

Estou refletindo tanto enquanto escrevo que ainda nem sei como concluir... fico sem conclusão, apenas parando a escrita, não a reflexão.

Pensando aqui, me reinventando aqui e agora. Tomando, cada dia mais, consciência de mim e ainda longe de me conhecer por completo... Por isso: "PENSO, LOGO EXISTO!", já nos disse Descartes. E, só abrindo mais o leque... a distância entre dois pontos pode ser uma curva... 

"Ser ou não Ser? Eis a questão"... (Shakespeare)

E, para não dizer que não falei das flores: "Caminhando e cantando e seguindo a canção... somos todos iguais, braços dados ou não... vem vamos embora que esperar não é saber. QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER!" (Geraldo Vandré).

Nada é tão verdadeiro que não caiba uma nova verdade, né verdade?! Nenhum tempo humano é tão exato, que não caiba um novo tempo, de um novo momento, para recomeçar! (Pat Lins)

"No novo tempo, apesar dos perigos... estamos na luta pra sobreviver!" (Ivan Lins)

A gente é assim, não linear. Começa com um pensamento, que puxa outro, que nos leva a outro que cria outro... e assim, vamos indo, vivendo e seguindo um novo amanhecer - igual, mas diferente!

Reinventar-se é nascer de novo (?).

Pat Lins - se reinventar é ter consciência do aqui e agora e que agora já é outro aqui e agora a começar.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O TOM DA VERDADE INTERIOR

Recentemente, venho tendo várias provas de fogo... nossa, parece que essa do calendário Maia sobre o fim do mundo tem sentido... Será que tenho que me purificar para subir aos céus e descansar nos braços do Pai, depois de 20/12/2012?

Uma coisa eu aprendi na relação de honestidade X sincericídio. Sou do tipo que não gosta de brigas, que prefere de coração resolver com diplomacia - todos os meus amigos sabem disso, que adoro mediar e evitar um estrago desgastante... tanto que às vezes me dizem: "eu não sou bonzinho como você não..." - mas, tenho o outro lado - o lado escuro, sombrio da força - que é ligado diretamente ao meu tempo de tolerância. Minha paciência é curtíssima, explodo fácil, mas, minha tolerância é mais elástica. Se ela estourar, saia debaixo que quem pode destruir o mundo sou eu. Enfim, tenho tido que por a prova durante meu processo de vida, que sou capaz de ser flexível e que não é só "tiração de onda de madura". É, a Vida decidiu me ensinar custe o que custar e eu, tenho que aprender se ainda quiser ter meu terreno lá no céu. Sabe meu dilema com relação à escola do meu filho? Prova de fogo: não basta ser legal, tem que ser legal e saber ser a diferença da franqueza e do sincericídio. Qual o objetivo? FOCO. 

Tive uma conversa com a Diretora e pude me deliciar em conversar francamente com uma pessoa jovem e tão bem preparada. Muito se pôde esclarecer e muito pude constatar - ainda que "tarde", mas, antes tarde do que nunca - o poder positivo de uma boa e franca conversa. Por Deus que fiquei ultra emocionada. Não rasgamos seda, mas, estar em contato com pessoas desse nível me encanta tanto que me toca fundo. Olhar nos olhos de uma pessoa/profissional e escutar o que ela me disse e ver que ela escutava o que eu dizia, sabe, vi o processo de comunicação efetiva ali: falar e ouvir. Interação. Diálogo, sem máscaras, sem dificuldade de pesar o que será dito. Apenas guiadas pela sinceridade e educação. Há uma mão invisível de conduta social que gera em cada um de nós - me refiro aos educados de alma - uma capacidade de dizer sem precisar ofender. Nenhuma de nós falava sobre assuntos fáceis, muito menos prazerosos, era uma troca de opiniões divergentes, porém, com pontos em comum. Mesmo assim, foi conduzida de maneira rica e produtiva. Isso me encantou, me emocionou fundo. Fiquei sensibilizada com o fato de estar em contato com alguém que não tem medo de assumir sua postura. Eu gosto de lidar com gente assim. Tenho uma dificuldade imensa em lidar com mascarados, fico doidinha para arrancar as máscaras com minhas unhas e ferir, mesmo, para ver se entendem que as máscaras machucam.

Pois é, saber escutar com abertura e de alma lavada o nosso tom da verdade interior ajuda. Antes de conversar, me desarmei. Me questionei: qual o meu objetivo real? Me escutei em diversos tons e todos eram acusatórios e inflexíveis, arrogantes, presunçosos e orgulhosos. Até sentir em meu coração o tom da verdade, do que eu queria dizer, porque era o que eu pensava e o que conduzia minhas ações. Essa troca foi riquíssima. 

Em todos os momentos podemos escutar essa voz interior, e qualquer ser humano pode. Isso não é fraqueza, isso é força, força de caráter!

Obrigada a Deus por ter essa oportunidade de, em meio a tanta gente sem caráter, cada dia mais estar em contato com pessoa de caráter firme, forte e holístico - ainda que humano e com defeitos e qualidades como qualquer outro.

Ouvir o tom da verdade interior nos leva a estabelecer contato com o que precisa ser resolvido e encontrar a solução. Não como magia, nas, com consciência de que esforço é algo constante, e lidar com pessoas diferentes será necessário, mas, se permitr aos "ajustes" também. Tempo, esse é rei e nos guiará, como tem guiacisdo. Decisões, escolhas, essas nos permitem voltar atrás e andar para frente com mais segurança. Melhor fazer do que não ter tentado. E acreditar. Eu acredito, mas, isso não me faz ingênua. Existe a continuidade das mesmas causas, vejamos as novas consequências...

Tudo na Vida depende de uma comunicação efetiva! Mas, para isso, é preciso saber o que se quer comunicar...

Pat Lins.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

REALIDADE NO MUNDO DE FANTASIA X REALIDADE REAL


Pelo que venho vendo, a maioria de nós acaba se acomodando em alimentar e desenvolver o setting do mundo fantasioso e sofrer a angústia de ter o trabalho de sempre "criar" e enrolar, do que viver e ver a realidade.

É como se doesse menos sustentar um mentira - ou fantasia - do que encarar a própria verdade!

Para mim, a verdade dói. O choque de realidade dói. Mas, passa. Depois, fica a Vida.

Dói mais e desenvolve sofrimento acreditar em ilusão, não se ver e, um dia, se deparar com a verdade do que se permitir ver a verdade, sentir a dor e deixá-la passar, usufruindo do benefício da libertação!

Ser feliz é de graça, mas, não custa pouco... o custo é abrir mão de certos valores deturpados e cultura de vida improdutiva. Em compensação, na relação custo-benefício, vale muito!

A vida é uma arte! Uma arte viva. 

Pat Lins.

sábado, 15 de setembro de 2012

ESTAMOS PREPARADOS PARA A VERDADE?


Eu, finalmente, aprendi que "verdade" não precisa ser dita. No dia em que estivermos prontos, ela mesma se manifesta.

Se eu digo o que vejo da verdade para alguém, é minha maneira de ver aquela verdade. Julgamento de valor. A "verdade verdadeira" não tem intenção de magoar, ofender, humilhar, diminuir... ninguém. Ela enaltece e nos diz onde estamos errando e o que devemos fazer para consertar.

Aprendi que não cabe a mim dizer nada a ninguém. Aceitar como as pessoas são inclui, ao meu ver, o direito de manter a DS - distância saudável - de quem não sei como lidar com essas diferenças. Isso evita brigas, discussões e climas de tensão. Não é desgostar da pessoa, é entender e aceitar que relação interpessoal é uma arte, mesmo. Só há beleza para quem sabe lidar. Não vejo motivo para dor e sofrimento, isso, para mim é prático. Tem gente que não consegue conviver comigo e mantém DS e acho ótimo! Admiro muito a honestidade. Para mim, onde está a verdade está uma ponta de abertura para sentimentos maiores no momento adequado. Se eu reconheço em mim a limitação de não saber agir e/ou lidar com determinados comportamentos - independente se estou certa ou não - assumir que é melhor estabelecer a DS é uma demonstração de respeito e afeto. Se insistir em manter esse contato, tudo isso pode ruir. 

Isso, hoje em dia, está tomando cada vez mais parte de mim. Esse papo de "transmitir" a verdade não é responsabilidade minha. Entre amigos mais íntimos trocamos nossas impressões sem melindres, nem amarguras ou mágoas. Isso porque nossa relação tem esse grau de maturidade. E é não é atitude da boca para fora. É uma característica comum entre alguns amigos mais próximos e íntimos. Não se trata de "o que eu acho", mas, "o que eu vejo é assim". E vamos trocando. Essas "verdades" não me doem. Nem neles. O choque é choque. O lidar com a questão no levantar de questões é que impera.

Se em uma amizade não houver espaço para as verdades, essa amizade ainda não está madura. É de suma importância que saibamos em que grau está nossa amizade e os nossos amigos. Amigos de verdade não precisam ofender, mas, em alguns momentos, umas coisinhas ou outras saem do controle, afinal, somos humanos e disparamos uma opinião - muitas vezes pedida - e a outra parte se machuca. Entre nós, nessa hora, esclarecemos, porque só uma comunicação clara não é capaz de magoar. Onda há clareza não há motivos de desculpas, ninguém culpa ninguém. Se houve mágoa, ambas as partes não estabeleceram a comunicação efetiva. Se não houve espaço para cada um se auto-avaliar, ponderar e "perdoar", não havia processo de maturação na relação e caiu verde, ainda. 

Precisamos ter cautela, não medo ou algo similar, para sabermos a hora de ouvir e de falar. 

Amigos são eternos se houver esse compromisso e envolvimento das partes. Senão, ainda não é Amizade de Verdade!

Resumindo: só uma amizade de verdade suporta verdades e é capaz de por si só ver a Verdade. E cada parte deve estar aberto a desenvolver o seu próprio papel de auto-crítica, auto-conhecimento. Há de se ter boa vontade consigo, antes de tudo. Melindre é atitude de quem não se valoriza... nem ao outro.

Sejamos mais amigos de nós mesmos para sabermos lidar com os nossos amigos.

PS - se colocar no lugar do outro não é simplesmente imaginar como eu (re)agiria diante de determinada situação, e sim, entender como aquela pessoa reage. É ver como a pessoa é e se colocar no papel dessa pessoa como ela demonstra ser. É se colocar no lugar do outro, no lugar do outro, entendendo que o outro é outro e não eu.

Isso eu estou aprendendo e apreendendo. Nem todo mundo entende e sabe se colocar em meu lugar... e aí?  Mais um motivo para eu me colocar no lugar do outro e, se eu não souber lidar com essas diferenças, estabeleço eu a minha DS. O Tempo é quem determina a Hora da Verdade aparecer e transformas a Vida de cada um de nós. Naturalmente! O meu tempo curto de impulso não ajuda em nada... portanto, minha verdade vai poluída com as emoções que confundem o que quero dizer. É bom refletirmos um pouco sobre como cobramos tanto uma franqueza dos nossos amigos e o quanto estamos preparados para essas verdades. Não sabemos lidar com a verdade na ponta do nariz, imagina quando vem pela ponta do nariz do outro? E se o nariz for empinado, a arrogância fala primeiro e compromete o caminho da troca de opiniões. Fiquemos atentos!

O amor está tão pouco desenvolvido em nós... foquemos mais nele e deixemos o que tiver de chegar, que chegue e se estabeleça!

Pat Lins.

domingo, 28 de agosto de 2011

A VERDADEIRA AMIZADE SUPORTA UMA VERDADE!

Eu não entendo porquê quando a gente se desentende de alguma maneira com alguém - normalmente, acreditamos que só a pessoa causou a situação e nós somos vítmas inocentes... - a gente acumula e alimenta a cada dia e a cada situação mínima uma raiva que, como uma bola de neve, só aumenta e perdemos o foco do real. 

Será que perdoar é tão mais difícil do que acumular dor e ver sempre um inimigo a espreita?Isso me incomoda. 

Às vezes, por dentro de um contexto qualquer, dentro de alguma explosão - que nem sempre e causada pela pessoa que detona a bomba - a gente descarrega tudo ali, naquela pessoa. Ou, somos os detonadores e descarregam na gente. Isso é a todo instante. 

Uma amiga me disse, certa vez, em meio a uma conversa daquela quentes, emocionantes, onde a sinceridade é imperativa - eu sempre me permito vivenciar isso com meus amigos: deles para mim e vice-versa - ela me perguntou: "Pat, eu aprofundei essa conversa de propósito, para que pudéssemos firmar ainda mais nossos laços através da verdade. É bom conversarmos, sempre é muito bom! Normalmente, nossas conversas são bem humoradas, mas, hoje, precisava esclarecer alguns pontos e, para minha surpresa, divergimos muito na maneira de pensar. Isso é maravilhoso, porque por mais que conheçamos uma pessoa, nunca conhecemos totalmente, nem a nós mesmos... O melhor de tudo é que você é a única amiga que sustenta uma discussão como deve ser, para se chegar a um consenso, mesmo que por impulso humanos a gente eleve a voz. É por isso que me sinto sempre à vontade com você. Não temos melindres e por isso nossa amizade é firme. (...) Toda amizade precisa suportar uma verdade..." E essa lição ficou. Nunca havia observado que uma amizade verdadeira passa por entraves, sim, mas, suporta uma verdade, nem que seja a verdade do outro. Isso é maturidade. 

Em amizades mais fracas, perdi algumas, por, hoje vejo, bobagens: fofocas, situações de estresse... Tanta coisa interfere em tudo a todo instante. Será que vale perder um amigo de verdade por UMA situação pontual? 

Assim como qualquer relação, resolver e ver o que salva com honestidade e maturidade é tão difícil, assim? Não sou perfeita, também já perdi alguns amigos e relacionamentos... Tudo é aprendizado. 

Hoje, só discuto com amigos. Porque discussão não é briga, nem para ser polêmica, é troca com objetivo de se esclarecer, não convencer. Se os pontos de vista ficarem claros, a mensagem foi transmitida eficientemente. Senão, refazer. Não perco mais meu tempo batendo boca ou guardando raiva de mais ninguém... Inclusive as raivas já instaladas estão sendo devidamente acarinhadas para se dissiparem.

A gente cresce a todo instante. E essa de decepção é para quem não tem muito o que fazer e tem tempo para perder com coisa pequena. Maturidade requer esforço de compreender, aceitar e respeitar. Depois, seguir em frente. E seguir em frente é seguir em frente, não andar para trás, atrelado a um passado que já foi e fechado para a construção do novo.

A decepção é algo muito mais pessoal e subjetivo. O outro é quem ele é. Durante muito tempo eu jogava a culpa das brigas com meu marido nele: "ele é uma criança", "um imaturo!", etc. Crescer dentro da relação foi minha escolha e tem dado certo. Pensei em separar e essa mesma amiga me diss: "evite tomar decisões em meio à crise." E foi um dos melhores conselhos que tive. A gente cresce muito quando se esforça para crescer e superar os desafios que a vida nos dá.

Então, que todos saibamos crescer dentro das crises, porque, se não for assim, a crise não passa! Saibamos suportar verdades, mesmo que para nós não encaixe e não faça sentido, mas, se fez para a pessoa, deixa. "As pessoas podem pensar o que quiserem da gente. A gente é que não pode se identificar com isso." Mas, aproveitemos para nos avaliar: "eu posso não ser assim, mas, por que fulano viu isso em mim?". Sem neurose ou mania de perseguição. Crescer começa agora! Por que o verbo é ser, o lugar é aqui e o tempo, agora! Vamos deixar portas e janelas abertas para recomeços! Não é preciso manter uma relação, se não existe mais a tal da química... talvez, não fosse para ser, mas, ao menos, tenhamos maturidade para evitar malestar e olhares de esquiva... Vamos afastar o germe que separa, afastemos as durezas da alma. É tão bom ser cordial honestamente. É tão bom ser livre... Não se iluda, esses entraves são verdaeiras prisões... Só e somente só o esclarecimento irá libertar. Assim, até o afastamento acontece naturalmente. E, como tudo que é natural, sem dor, sem sofrimento e sem angústia.

Beijoosss,

Pat Lins.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

BAHIA E VITÓRIA - a diferença que une e os faz iguais...


Eu não sou muito fã de futebol... malmente, assisto aos jogos da copa mundial. Também, não critico quem gosta, mas, discordo do fanatismo que culmina em falta de respeito e bom senso. Não estou aqui para levantar polêmica ou "puxar brasa para a sardinha" de time algum, apenas escutei uma coisa e achei tamanha babaquice que me fez refletir sobre a falta de bom senso das pessoas, até no esporte, uma coisa que era para ser competição saudável.

A preocupação com títulos cega os dois lados - tomando os times Bahia e Vitória como referência ou exemplo..., mas, que talvez possa abranger outros times também... a questão não é o time, mas, o sentido das coisas, como na vida. Um, o "tricolor de aço baiano" - Bahia - já ganhou dois títulos nacionais - detalhe, no futebol o que importa são os títulos nacionais... aqui na Bahia, pelo menos, é o que aparenta... - pois bem, o outro, o Vitória, já foi vice inúmeras e recentemente. Então, vamos listar os argumentos mais usados pelos torcedores (que fique claro, não estou questionando as razões de ninguém torcer por determinado time, respeito e defendo o direito de cada um torcer pelo que quiser!):

- O Bahia tem duas estrelas...
- O Vitória vence em mais campeonatos.
- O Vitória vence mas não leva.
- Quantos títulos o Vitória tem?
- Fora os dois títulos do Bahia, quantas vezes se manteve na primeira divisão?
- Quantas vezes os Bahia chegou próximo de ter outro título?
- É melhor ter dois do que nenhum...

São inúmeras as comparações. Até aí, tudo bem, brincadeiras e troca de argumentos. Beleza! Só que não para por aí... Um quer convencer o outro de que seu time é "o" melhor - bom, preciso destilar meu veneno..., mas, os dois estão deixando a desejar faz muito tempo...

Parei para ver como eram os jogos antes e como agiam os torcedores com mais respeito e cordialidade. Não via meu pai, nem meus amigos, brigando por causa de futebol ou por conta de torcerem por times diferentes. E o espetáculo era o bom jogo, com dignidade, com futebol arte. Hoje, vejo uma preocupação não com o entretenimento, mas, com o comercial e com a necessidade de aparecer mais do que os outros, desarmonizando o time. Aqui, começo a fazer o paralelo que queria, onde, num momento de descontração, de curtição, fica evidente a falta de valores humanos. As pessoas brigam dentro fora de campo. A falta de Ética e descência dita a lei e quem não se enquadra nesses anti-valores são taxados de diversos termos pejorativos. E a importância da união do time para que o jogo flua e dê certo? Se um quer brilhar mais do que o outro, cadê o espírito esportivo? Cadê o ideal maior que é fazer o time jogar bem e, jogando bem é que se pode vencer - ou perder para alguém que conseguiu jogar ainda melhor?

Essa busca pelo título como sinal de vitória, de triunfo é que cega os jogadores e fazem a torcida vibrar - só importa vencer, para dizer que é bom. Nem sempre quem ganha o título jogou melhor... títulos são o congelamento de uma vez que se foi vencedor por levar o primeiro lugar... o campeonato em si é o espetáculo. Muitos times podem ser bons, mas, apenas um será o campeão... tanto que o nome é "primeiro lugar". 

Os estádios viraram campo de guerra. E essa guerra é causada pelo futebol? Não. Essa violência é o sinal, aliás, o retrato claro e fiel dos valores questionáveis das pessoas, dos seres humanos. Muitos adultos incitam esse despertar de agressividade sem causa, gratuita e infundada, nas crianças. Ensinei ao meu filhos, depois dele me perguntar: "Mãe, ser Vitória é ruim?" Eu disse: "Não, meu filho! Torcer para time algum é ruim. Ruim é não respeitar o fato do outro torcer por outro time. Já pensou se todo mundo torcesse pelo mesmo time? Só existiria um..." Ele me perguntou: "Posso 'ser' Bahia e Vitória?" Eu disse que sim, que ele poderia torcer para o time que quisesse e se não gostasse de futebol, tudo bem, também. O que aconteceu: boa parte da minha família torce pelo Bahia; meu marido, pelo Vitória... Bom, a gente tem uma visão muito tranquila e com relação ao tema "futebol", onde respeitamos as diversas opções de cada um, porém, nem todo mundo pensa assim e ainda se voltam para a gente com expressões típicas de seres acéfalos e pequenos, como: "isso é dor de cotovelo, porque o Vitória nunca ganhou um título...". Pode? É tão difícil para essas pessoas aceitarem as diferenças que precisam ter um argumento infundado e afirmam com tamanha certeza que até parece que condiz com a realidade... Daí, trocam as palavras "torcer" por "ser" o time... E, quando Peu me perguntou se ele poderia "ser" determinado time, eu frisei que ele poderia "torcer" para o qual ele quisesse. Para quem tiver curiosidade do desenrolar da história, Pedrinho simplesmente diz, para quem quiser ouvir - exceto quando coagido a dizer que torce apenas por um time, para ganhar algo que ele deseje... -  "Minha mãe disse que eu posso torcer para quem eu quiser! Então, eu sou uma mistura do Bahia com o Vitória e pronto!". Alguém consegue ver a sabedoria da criança? Ele não quer confusão, ele quer fusão, unidade... risos. Até nesses assuntos aparentemente banais, existe o reflexo de como educamos nossos filhos e como passamos a coerência de quem somos. Ele não só confia em mim, como sente segurança e entende a ocupação que tenho em ensiná-lo, através da minha busca incessante, de ser uma pessoa melhor - não melhor do que ninguém, mas, o melhor que ele tem em si -, uma pessoa justa, uma pessoa boa, uma pessoa bela! Então, qual o real significado do esporte na vida das pessoas? Qual o significado de torcer por algo, por diversão? O que vem a ser diversão? Como as pessoas se permitem apenas se divertir, isentando-se de julgar, condenar, persseguir, provocar...?

Qual o sentido dos campeonatos? Qual o sentido de vencer? Qual a importância de competir? Qual a importância e o significado de time, equipe, união? O problema, inclusive dentro de campo, é o desejo ser "a" estrela, sozinho, único a brilhar..., diferente da vontade de ver o time vencer, da equipe trabalhar em harmonia por um objetivo: jogar bem e, como consequência, vencer. Com o apelo comercial, esse desejo prevalece. E desejo, para quem não sabe, é um perigo... O desejo exacerbado acende a ilusão exacerbada e culmina em fantasia em realidade, ou como realidade... Ou seja, altera a relação da pessoa com a realidade. Tudo passa a ser fugaz, temporário, sem sentido profundo... ou seja, sem sentido em essência. A gente parece que esquece de que a vida leva o tempo que tem para levar e colocamos a pressa como "tempo guia". O que mais acontece são consequências que levam a ver e crer que na vida, o tempo regente é o tempo e pronto. Que essa pressa não é saudável, que o transitório é vazio, oco. Será que é tão difícil fazer essa conta e chegar ao resultado exato? A vida exige da gente viver, não correr e enlouquecer afirmando-se emocionalmente são... Louco acaba sendo quem questiona esse sentido sem sentido que se vive, um nada por cima de nada; ecos de barulhos sem sentido... balbúrdia.

Eu nunca fui craque em matemática, mas, houve uma época que era fera, porque fazia sentido como me era ensinado. Meu professoa dizia: "para saber matemática, antes, é preciso saber português para interpretar o problema e poder resolvê-lo..." Estamos prontos para entender que para tudo há um sentido? Quando cheguei no segundo grau, apenas estudava para passar... Eu não via muito sentido naqueles cálculos, então, seguia apenas a sequência e aplicava as fórmulas decoradas, sem ver um porquê naquilo... Quando em somava 1+1 para dar dois, fazia sentido. Mas, quando me vinha com f(x)= a quê mesmo? Nossa, as funções eram sem funções para minha vida... Os professores eram ótimos, mas, focados em vstibular... No ginásio - e, antes, no primário, havia uma preocupação com ensinar algo com sentido... No segundo grau o sentido é estudar para passar... Ou seja, a vitória é passar no vestibular, estar entre os aprovados é ser campeão... Tudo bem, já que tem prova, e essa prova era a única maneira de entrar na faculdade e eu alimentava esse desejo, como desejo de "ser" alguém - e "ser alguém", para mim, era me tornar uma profissional renomada e estabilidade financeira... - então, me adequei ao time de estrelas, ao ser aprovada... Hoje, depois de graduada há mais de uma década, especialista e eterna estudante, aprendi a ser aprendiz de ser humano para recuperar os bons valores... esse resgate me tem sido muito grato, o que não diminue meus embates internos, afinal, me tornei quem precisava ser, para me adequar ao meu desejo e, em um determinado momento da vida, meu EU verdadeiro começou a pedir passagem e esbarrava no eu que me tornei...

Desde então, venho aprendendo a diferenciar meu desejo vago e superficial, pautado no material e financeiro como sinal de triunfo, do que vem a ser vontade, que me levará a meu reencontro com minha essência, meu eu original, que tem um porquê de existir e que tem um sentido na vida que independe do tudo mais que o mundo comercial nos impõe, isso não quer dizer que não queira ter conforto e facilidade em pagar as contas, a diferença, como sempre coloco aqui, é que vejo e separo o quê e para quê serve o dinheiro, sua finalidade, seu sentido é pagar as contas financeiras, mas, que tesouro somos nós! Êxito e sucesso, para mim, são os verdadeiros triunfos, porque resultam de saber o que deve ser feito e fazer, no dia a dia, na construção de uma vida decente, digna, justa, bela e boa! Com ética e moral. Com virtudes. Com valores. Não com esses anti-valores que regem a vida das pessoas "normais". Nem por isso me acho anormal... Minha vontade, hoje, é ser. Minha vontade hoje é ser aliada do tempo. E não é como um clique num interruptor que liga e desliga, é jornada, é caminhada diária. É cair e levantar. É se redimir a cada erro e assim seguir e prosseguir. É ser reto e correto. Essa tem sido a grande diferença de como estava/ainda estou para quem estou em processo de migração ou destruição, reconstrução, construção... Estou voltando a ser quem sou e deixei conjugado como quem era... esquecida. Aos poucos vou me fortalecendo nesse viés e me reafirmando como pessoa íntegra, justa, correta, ética. Não me refiro às novas acepções e conotações das palavras, mas, dos semtimentos atemporais e eternos de viver as virtudes na prática. De nada adianta saber e não fazer. Aos poucos a ficha vai caindo... Por enquanto, muitas coisas ainda estão em ligação, quando a ficha cair, aí sim, a ligação se completará e a assimilação se fará real, se fará ser. 

Pois é, independente do time que se opte torcer - veja que é opção, escolha, como qualquer coisa na vida - é importante respeitar a opção do outro. Brigas são para pessoas vazias. Discutir, para mim, só por algo produtivo. Aos poucos venho sentido menos vontade de perder tempo em conversas vagas, onde as pessoas não querem trocar, querem impor. Alguns estranhamentos estão sendo causados, mas, aos poucos, vão passando, também, afinal, crescer é a partir de quando se começa e se sente a vontade de ser mais do que um desejo, mais do que um simples sonho... quando trata-se de uma meta de vida, de uma filosofia de vida, de um estilo de vida moral e decente. E isso, com certeza, não se consegue sozinho, não se atinge de uma hora para outra, nem sem batalha. A guerra não é essa atrocidade que vemos por aí... a guerra pela paz é interna, é a luta que travamos para sermos melhores como pessoa, a superar as limitações da matária... Isso que acontece aí fora, essa guerra por terras, por falsos ideais, por nada é uma guerra vazia, não uma guerra pela paz, mas, uma guerra pela guerra, que perde o sentido - se é que teve algum... Me refiro a verdadeira paz guerreira: "se queres a paz, prepara-te para a guerra. (Se vis pacem, para bellum)" A PAZ, não a guerra para se "conquistar" algo do outro, mas uma ou várias batalhas para se alcançar a própria paz. Não sei bem porque isso incomoda tanto aos outros e sempre tem alguém para dizer que sabe o caminho mais certo. Para mim, quando se há verdade e consciência do que se faz, você pode estar onde estiver, vai encontrar o caminho, não o dogma que alguém criou para manipular... Veja, por exemplo, o que Cristo trouxe e o que nós fazemos em nome dEle...

Bom, de volta ao BA-VI, se olhar de pertinho, como tudo na vida, as diferenças que alegam existir entre eles os torna iguais: times em busca da vitória! Como se dá essa busca é que questiono. Como os torcedores seguem seus times é que é questionável. Nossas posturas ante o que vem a ser respeito é que é a questão. O que queremos da vida, então? A quê custo? Por quanto tempo? Sabemos qual tempo queremos seguir? Sabemos para onde queremos ir? Sabemos a diferença entre desejo/ilusão e vontade/verdade? Sabemos, antes de tudo: quem somos?

Pois é, por isso que amo, a cada dia mais, ser acropolitana! Lá eu tenho espaço para pensar e aprender a agir. Porque de nada adianta saber se não se coloca em prática... De nada adianta correr, se não sabe para onde, nem por quanto tempo. Por isso, vamos caminhar e seguir o tempo que nos guia.

Torça pelo time que torcer, vibre pelo time que vibrar, saiba que alguém pensa diferente e vibra diferente. Seja feliz com seu caminho e se não está contente com ele, mude e vá em busca da felicidade no caminho, no caminhar. Curta os acontecimentos, não apenas uma vitória isolada. Viva cada vitória por merecimento, mesmo que não leve título algum. Saber persistir e não ser teimoso; ser humilde e não ser soberbo, arrogante... cheio de vazio, cheio de nada; ser calmamente ativo e ativamente calmo; sejamos, pois, íntegros. A liberdade está em se encontrar e saber o que precisa ser feito e fazê-lo! Se alguma coisa dá errado, é preciso identificar esse erro e consertá-lo. Senão, ele aparece mais a frente e vivemos um ciclo vicioso... Hora de refletir e agir!

Beijos,

Pat Lins.


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