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sábado, 7 de dezembro de 2013

LANÇAMENTO "LIBERDADE NEGADA" - MORGANA GAZEL

LIBERDADE NEGADA
Segundo romance da escritora, poeta e psicóloga - Morgana Gazel
Por Patricia Lins

História, drama, romance, família, ditadura militar, violência, morte, perdas, mudanças, inquietação, questionamentos, reflexões, emoções, sentimentos, dúvidas, injustiça... Todos estes elementos, e muito mais, compõem o segundo romance da escritora, poeta e psicóloga Morgana Gazel – pseudônimo literário de Noemia Nocera.
Seu estilo literário leva-nos a ter vontade de ler e ler e ler até o fim, por sinal, bastante incomum. Como fez em seu primeiro romance “Enseada do Segredo”, Morgana Gazel nos conduz, no “Liberdade Negada”, num ritmo dinâmico a um ápice inesperado e a um final que nos deixa boquiabertos, tamanha a capacidade da escritora em surpreender.
A obra retrata a história de Sara. Aos 11 anos de idade, ela vive feliz com sua família, quando estoura o golpe militar de 1964. Aos 17 anos, envolve-se com um militante da esquerda e comete um erro imperdoável aos olhos dos guardiões do regime, entre eles o seu pai, tenente-coronel do exército. Após alguns dias, percebe que, na escola, está sendo seguida por pessoas misteriosas. Às escondidas, a mãe e os tios enviam-na para outro país. Este livro de forte conteúdo psicológico, histórico e cultural, é o segundo de uma trilogia que teve início com Enseada do Segredo (2008) e que se completará com A Carta da Mãe, novo romance já iniciado.
Em suas histórias inventadas, Morgana Gazel consegue traduzir em palavras os dramas humanos reais. Assim como “Enseada do Segredo”, romance mais leve, ainda que com conteúdo profundo, o “Liberdade Negada” é ambientado na época da ditadura militar. Neste, porém, ela penetra mais intensamente naquele período. E nos conduz numa viagem no tempo sem que percebamos que estamos saindo daqui, do presente. É tudo tão real e “cotidiânico” - sentimos como se estivéssemos vendo acontecer em real time - que impressiona. Impressionar, surpreender..., estes adjetivos não são fortes o suficiente para qualificar o trabalho dessa autora.
Dia 09 de dezembro de 2013, às 19 horas, no Museu Geológico da Bahia, Corredor da Vitória, em Salvador, o romance Liberdade Negada (Cogito Editora), com prefácio do jornalista, professor, escritor e doutor em literatura brasileira, Carlos Ribeiro, terá seu segundo lançamento, o primeiro aconteceu em 24 de outubro de 2013, em Belo Horizonte.

Patricia Lins – Publicitária, Relações Públicas, Radialista, Blogueira, Professora, Poeta.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

UM SUAVE MERGULHO NAS ENSEADAS DOS NOSSOS SEGREDOS MAIS PROFUNDOS - Patricia Lins


 “Enseada do Segredo”, livro de Morgana Gazel, tem como foco uma mentira familiar e se situa num subúrbio imaginário do nordeste brasileiro, no período da ditadura militar. “Os personagens não são separados em categorias distintas de bons e de maus. Todos atuam sob o comando de sua humanidade. Apresenta, além do cunho psicológico, um aspecto educativo. O que se justifica; pois a educação é uma condição necessária para uma condução mais harmoniosa do homem no mundo”, conforme expressa a própria autora.
Aparentemente, trata-se de um simples romance, porém, a estrutura escolhida foi apenas um recurso literário para ambientalizar o mergulho que, ao lê-lo, damos em nossas subjetividades. Com o recurso da terceira pessoa e de uma linguagem bastante acessível, leve e envolvente, a história é narrada. E os diálogos diretos, que acontecem em vários momentos da trama, criam um clima de realidade.
Mistério, dia-a-dia, dramas, conflitos, romances, paixões, descobertas, mudanças e transformações são os cenários perfeitos para encontrarmos a nós mesmos e nos entregarmos a essa leitura empolgante, criativa e muito bem amarrada, em que Morgana Gazel nos guia através da vida de Fred.
Uma característica marcante é a tensão frequente que envolve Fred, o protagonista. Ele vive uma vida normal, sem grandes razões para questionamentos que contradigam sua realidade. Mas, dentro dele, há um incômodo... Uma sensação... Fred não os sabe descrever e também não percebe que sinalizam as causas de ele desconfiar da mãe, sem que tenha consciência disso. Esta desconfiança transparece em suas atitudes.
O desenrolar da trama inicial transcorre, mostrando a relação de Fred com o ambiente onde mora, com os amigos, a mãe, tia Zezé, os estudos, a descoberta do amor adolescente, as festas, os mergulhos, os desafios diários, os planos para o futuro e, além disso, sua ignorância do que acontece em seu país; o que, nesta história, lhe chega apenas como notícia.
Com 224 páginas excitantes, a autora consegue, utilizando-se do que há de melhor em recurso literário, que é a criatividade sem perda do foco na trama, descrever sensações e emoções humanas, onde só nos falta tocar nelas. Morgana Gazel, praticamente, materializa os sentimentos humanos, tornando-os quase palpáveis. Dá para escutar o coração de Fred bater forte por Jéssica; e ela nem sequer se dá conta... É possível sentir o sofrimento de uma mãe zelosa que dá o máximo de si ao filho, o máximo que nunca é suficiente. Fred é um jovem inteligente, tímido, pacato, que gosta do lugar onde mora. E vive aquele mundo, de modo que nada lhe proporciona tanto prazer como mergulhar nas águas da enseada sem perder o fôlego e depois flutuar sob o céu azul! Ali, ele se sente protegido, amparado e fortalecido, como se estivesse no ventre materno, a melhor zona de conforto para todo e qualquer ser vivo!
O ápice dá-se, num momento em que Fred se depara com algo inusitado: em sua família, escondia-se um segredo! Como consequência do clímax, surgem questões: O que fazer quando percebemos em nós o que tanto condenamos? O que fazer quando nos deparamos com uma verdade que nem sabíamos existir? O que fazer diante de uma grande decepção? Como reagir diante de uma dor profunda e insuportável? Quanto dilema. Quanto sofrimento. Tudo isso após ter sido nocauteado pelo conteúdo desse segredo e pela forma como lhe foi revelado.
Escrito para ser lido por todas as idades, o “Enseada do Segredo” toca as mentes e os corações jovens e adultos, convidando-os a participar do processo de “humanização do homem”, que é facilitado por cada conduta, diálogo e ação dos personagens. E através de questões estimuladas pela leitura, tais como: estamos preparados para enfrentar a verdade? Diante de desafios que nos levaria a uma mudança real, dispomo-nos a enfrentá-los ou resistimos, acomodando-nos numa zona de conforto e estagnação?... Ante estas e outras questões, afigura-se ao leitor o caráter exploratório que aparece em situações de escolha e tomada de decisões. Ao término da leitura, dá vontade de retomá-la desde a primeira página, na tentativa de, enfim, apaziguarmos as emoções desencadeadas, nesse mergulho sublime nas águas internas do autoconhecimento. Portanto, uma leitura rica e enriquecedora.

PATRÍCIA LINS / PUBLICITÁRIA, RADIALISTA E RELAÇÕES PÚBLICAS.
Artigo publicado no jornal A Tarde. Salvador – Quinta-feira, 15/11/2012. Populares, página 4.


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"EDUCAR É, ANTES DE TUDO, CONSCIENTIZAR" - Por Morgana Gazel



Isto significa que conscientizar se insere em todo o processo educativo. Vejamos. Proponho que educar é envidar ações que levem o educando a tomar conhecimento e fazer uso das condutas necessárias a seu desenvolvimento físico; a reconhecer seus padrões construtivos e destrutivos e a lidar com eles de modo adequado; a distinguir seu papel nas relações interpessoais; a se tornar ciente de seus direitos e deveres no âmbito social; a perceber que o aprendizado intelectual é um instrumento imprescindível à aquisição da liberdade de pensar e da capacidade de fazer escolhas adequadas; por último, a se dedicar a este aprendizado.
Esta concepção de educar é apenas um detalhamento baseado numa definição do Aurélio, que diz: Educação é o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social.
Se atentarmos cuidadosamente no que proponho como objetivos das ações educativas, veremos que a família tem um papel preponderante na consecução deles. Somente os dois últimos exigem a participação da escola, embora ela deva contribuir para que os demais sejam igualmente alcançados.
Ora, os pais, em sua maioria, não têm condições de cumprir todos os requisitos referentes a seu papel de educadores, pois não foram suficientemente educados. Se o filho bate em outra criança, eles se mostram compreensivos, caso contrário ficam furiosos. À noite, horário em que geralmente os membros da família têm oportunidade de interagir, uns se ocupam assistindo à TV, outros no computador. E assim segue a vida.
Se a criança chega à escola com pouca ou nenhuma educação doméstica, terá grande dificuldade de se adaptar ao novo ambiente, principalmente porque grande parte dos professores não está preparada para lidar com aluno difícil. É bom lembrar que os docentes podem também ter tido uma família incapaz de exercer satisfatoriamente o dever de educar. A coisa toda se complica ainda mais, quando um deles toma uma medida, às vezes correta, com a finalidade de corrigir uma conduta deseducada, e os pais do aluno em questão revoltam-se e o agridem. O prejuízo do professor será apenas o mal-estar, o do aluno será provavelmente jamais se tornar um verdadeiro cidadão.
Os efeitos das falhas no processo educativo alastram-se em toda a sociedade, vai até nossos governantes; muitos deles certamente vieram de lares e escolas que falharam neste aspecto. Como consequência, chafurdam no exercício da não cidadania e, portanto, não têm nenhum interesse em mudar tal situação.
Que fazer então diante desta realidade? Você deve estar perguntando-se, caso tenha tido a sorte de ser educado adequadamente. Difícil responder. Mas tenho sido assaltada por um sonho louco, no qual todos os verdadeiros cidadãos contribuem de alguma forma para educar pelo menos uma pessoa fora de sua família. No futuro deste sonho, nossos bisnetos são os pais, e o mundo é um lugar bem melhor de se viver.


NOTA: Artigo publicado no jornal A Tarde. Salvador – Quinta-feira, 19/7/2012. Imobiliário, página 6.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

"MUNDO", DE MORGANA GAZEL


Morgana Gazel - escritora e poeta
Para quem não sabe, nossa escritora baiana, Morgana Gazel, receberá o prêmio "Literarte - literatura 2012", em Petrópolis!

Deixo aqui, mais uma vez, meu registro de admiração a essa mulher, essa pessoa batalhadora e competente. Consciente de sua missão de nos trazer a nós mesmos, através de suas palavras bem colocadas, como quem lapida uma obra de arte bela, rica e profunda, com muita delicadeza, simplicidade, habilidade e competência.Seus personagens são vivos, como vivos somos. Eles, cada um e todos, falam um pouco de cada parte de nós e, no todo, nos vemos, nos sentimos, nos tocamos diante de tanta magnitude!

Morgana Gazel merece esse e muitos outros prêmios!

Parabéns, por mais essa vitória! Por mais esse avanço na literatura. Por nos deixar esses passos com sabedoria e humildade que apenas uma pessoa que já viveu  e vive o que se dispôs e dispõe é capaz!

Para Morgana Gazel é assim: se é para fazer, que seja feito! E faz! E faz bem feito. Ela planta, rega e colhe. Ela lança novas sementes e planta gente, na gente!

Obrigada Morgana Gazel, pela facilidade de nos passar, em cada palavra, a emoção das nossas emoções, que nem nós conseguimos identificar!

Sou sua fã, assumida e declarada! Quem sabe, um dia, sua discípula, nesse caminho encantador e de extrema responsabilidade da literatura honesta e profunda com muita delicadeza.

Pat Lins.

Clique no link abaixo e conheça mais sobre essa artista, sobre o prêmio e leia o poema "Mundo":





Cabo Frio, 30 de julho de 2012.  Ref.: Ofício de aprovação para recebimento do  Prêmio de Literatura – Literarte 2012 – Petrópolis.  ...

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