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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Deixa decantar!

Imagem: Pesquisa no Google sobre Água Cristalina

Hoje, estava a fim de receber uma mensagem, sabe, um recado de coração e alma para acalmar um coração (o meu) à beira da aflição...

Daí, um amigo me passou algo "muito amor no coração, mas firmeza nas atitudes" e eu senti como se aquela simples frase me tomasse e me vieram tantas imagens, tantas informações (acho que ele nem sabe que ele era apenas uma ferramenta e como temos uma conexão forte... abriu uma tilha submersa em mim de coisas que se organizaram e apaziguou-me), que me deu uma imensa vontade de (d)escrever sobre TUDO e sobre NADA. Já falei sobre esse tema outras vezes, mas, desta vez, vêm apenas imagens e palavras como gritos de guerra "mudar!" "mudança" "chegar lá" "creia" "siga" "mantenha-se firme" (aqui, abro um parêntese - estou firme, e digo: não sem dor, vou seguindo... e me libertando e me permitindo).

Muita água para limpar e muita calma para deixar decantar (outro amigo me trouxe essa alegoria e achei incrível: "é só a fase final de limpeza, não é para agitar, senão, volta a fazer barro. Deixa decantar, deixa a terra assentar em seu devido lugar.").

E, então, me veio tanta vontade de, apenas aceitar a fase e deixar decantar! Mas, o mais legal foi a vontade de compartilhar uma mensagem, sem me preocupar com a simetria dos parágrafos, a repetição de palavras... um texto apenas sentido por mim, pegando ponga nessas mensagens de outros andarilhos como eu:

EXISTEM MUDANÇAS QUE APENAS CHEGAM E VÃO... E A GENTE NEM SENTE DIREITO, SÓ UMA LEVE TONTURA POR ALGO QUE SAIU DO LUGAR. 
EXISTEM MUDANÇAS QUE SE INSTALAM E A GENTE SE ACOSTUMA  E ESQUECE DE MUDAR. 
EXISTEM MUDANÇAS QUE CHEGAM E PARECEM NUNCA TER FIM... 
EXISTEM MUDANÇAS QUE CHEGAM E DOEM, MAS PASSAM! TUDO PASSA! 
EXISTEM MUDANÇAS, SEMPRE QUE PRECISAMOS ALGO MUDAR. 
EXISTEM MUDANÇAS.

A Vida é movimento, com isso, sempre teremos algo a mudar. O mais importante de tudo é identificar que energia, que emoção, que sensação, que pensamento está em mim? Como lidar com tudo isso? Como, simplesmente, deixar passar, quando a mudança é liberar e como, no desejo de que algo novo chegue logo e a mudança se mude para cá, como saber apenas esperar a fase de mudar?

Existem mudanças que custam a chegar e nos acostumamos a não mudar. Será que ela chega, mesmo? Será que é para mudar? Como saber? Tantas vezes estamos no fundo do poço e mexer parece tão pior. Como decantar? Como "cristalinizar-me" em meio a algo que já não quero mais em minha vida e, não apensa se repete, se instalou e ... sei lá... parece ser mais do que eu? Tá, hoje, já assumo e reconheço que NÃO QUERO MAIS! Que horas será essa bendita hora de fazer acontecer? De chegar lá? Não no fim, porque o "chegar lá da Vida" não é estanque, mas, o "chegar lá" de um determinado objetivo... Que venha a boa mudança do "está na hora de mudar!".

Acima de tudo a fé! Não como consolo, mas como certeza de que tudo que é para chegar, chega a mim com abundância, leveza e glória! Acima de tudo a presença! O estar consciente de que é o que é, enquanto não melhorar, mudo em mim o desânimo para fé e a aflição em esperança. Afinal de contas, é hora de decantar! A mim só cabe, simplesmente, esperar! E, enquanto espero, vou vivendo, andando e fazendo o melhor que posso com o melhor que tenho!

Vamos lá, porque sempre haverá um caminho a seguir, outro a conduzir, outro a se abrir e outro a guiar! Apenas sinta-se e reflita, vendo as imagens, lendo as palavras soltas, sem muito racionalizar! Sinta-se seguro em si e confie que mudar é seguro!

Saudações,

Pat Lins.


Imagem: Trilha submersa

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Apita o árbitro: fim de jogo!


Foto: https://goo.gl/mu2t6N 
A Tudo peço perdão e dou graças! Mas, nem em tudo acho graça... A Tudo perdoo, mas nem tudo esqueço e um dia me canso e quando canso, saio de cena, o espetáculo acaba, as cortinas se fecham. Desmonto cenário, reviro tudo, reorganizo meu armário com o que vai caber, daquilo que escolho levar.

Muita coisa guardo em gavetas, outras nos maleiros da vida - ainda não é tempo de descartar. Outras tantas jogo fora, não no lixo, porque lembranças de qualquer momento, devem ir para outro lugar, o tempo da página virada. Sabe aquele instante onde o árbitro apita o "fim de jogo", após tantos períodos de prorrogação? Eis que isso me representa.

Do mesmo jeito que quero ser compreendida, compreendo, mas... um dia, só compreender, compreender, compreender, perde o sentido e compreendo que o tempo é o tempo e o tempo de cada um segue, cada qual em seu ritmo, e, não sem dor, cada um segue seu caminho. Isso envolve TUDO em minha vida, com e sem drama e com ou sem vitimismo...

E assim, o filtro da seleção natural se faz. As confirmações se errei ou acertei vem com o tempo e com o mesmo tempo vem o que for ajustes, reajuste, só não quero mais em minha vida determinados desajustes. Enfim... me liberto e liberto.

"Digo que perdoo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO." (Martha Medeiros)

Pat Lins - perdoando, se perdoando, compreendendo e fechando ciclo - seletiva, selecionando, andando.

sábado, 25 de outubro de 2014

MENSAGEM DE DEUS

Clique na imagem para ler a mensagem! 

Deus sempre fala através dos nossos corações! Vamos nos sentir mais; vamos nos escutar mais, porque Ele está em nós!

É preciso sentir mais! Sentindo melhor, a gente sabe e age melhor, a gente pensa melhor! 

Pat Lins - apenas uma caminhante!

Foto: www.sxc.hu / Mensagem: Patricia Lins.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CAMINHANDO DE VOLTA À VIDA!


Fazer escolhas. Tomar decisões. Nos foi ensinado que isso é tão difícil, que, de tanto acreditarmos, passou a ser. Mas, como já me disse uma grande amiga, fica a dica para quem servir: NÃO TOME DECISÃO EM MEIO A UMA CRISE. Hoje, um novo - mas me parece muito mais antigo... - amigo, me disse algo muito parecido. Ainda que a decisão esteja tomada, ajustes precisam ser feitos e reparados.

E essas conversas, com ou sem um tema central, surgem e sempre podem nos inspirar, se não para hoje, para "O" dia, ou para alguém.

Cada vez que me abro, e essas coisas me chegam, fico imensamente feliz! O quanto é importante deixar o Tempo assumir o comando de ser e estar de cada coisa, de cada tempo, de cada relação, de cada ação, de cada cada.

Quando falta energia em casa, a gente para, se situa para procurar fósforo e vela, né assim? O importante não é encontrar de cara, lá é onde queremos e sabemos que precisamos chegar. O mais importante é o parar para pensar e sentir qual O caminho devemos trilhar. Nesse momento, levantamos as informações, traçamos um rumo e vamos seguindo. Diante do objetivo, acendemos a vela e conseguimos ver, sob a luz, onde estamos. Nesse momento, decidimos para onde mais ir, porque ninguém vai ficar ali, parado, com a vela na mão a vida inteira, vai?

Tudo na vida são etapas que seguimos, não um único lugar a chegar e ficar. É o caminhar, no caminho, que nos leva a todos os lugares e todos são lugares onde precisamos ir e estar!

CAMINHANDO DE VOLTA À VIDA!

E quem disse que a gente precisa estar só, para fazer esse passeio? ...

Pat Lins.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

"... O QUE VOCÊ DEMORA É O QUE O TEMPO LEVA..."




"... o que você demora é o que o tempo leva..." 
(Adriana Calcanhoto)

 É sempre bom parar e refletir sobre esse ponto. 

Geralmente, gerundiamos tanto no "estou indo" que o tempo passa, e o tempo da conjugação não muda - aliás, muda sem que percebamos: deixa de ser presente para ser futuro do pretérito - e indo, indo, indo é melhor do que ficar parado, mas não segue o Tempo de ser. Estar sempre querendo ir e nunca vai.

Cada um tem seu tempo, seu ritmo... o desafio é conciliar um encontro desses tempos ou cada um tomar seu rumo... 

Algumas vezes, a felicidade está em persistir, em se abrir para novos caminhos, buscar soluções juntos... outras vezes, após se tentar tanto e os tempo não sincronizarem, talvez seja a hora de aceitar que cada um deve seguir seu próprio tempo de ser.

O que devemos ter em mente sempre é o sentir o coração. Permitir que a resposta venha de dentro. Antes, limpar o ambiente. Nenhuma decisão deve ser tomada dentro de uma crise.

Juntos, podemos crescer e crescer pode ser constatar que o amor foi transmutado e se tornou algo maior, algo fraterno, algo eterno!

Eu acredito que todo mundo pode ser melhor do que é - isso me inclui - porém, tempos seguem e caminhos se abrem...


É, Tempo, estamos juntos! Um passo de cada vez. Uma pergunta... outra pergunta... esperar para ver o firmamento e consolidação do meu caminho. Andando, sem pressa, sem anseios, nem devaneios... compreendendo, ponderando, avaliando, sentindo, respeitando... amando, vivendo. Esses são gerúndios que valem a pena eternizar. Isso é viver e aprendendo, seguir e saber para onde se quer ir e como chegar lá!

"O amor FEZ parte de tudo o que nos guiou!" 
(Zizi Possi)

Pat Lins.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

LIÇÃO HÁ ONDE TEMOS ALGO A APRENDER


Onde houver algo para aprendermos, há uma lição. Assim tenho sentido em MINHA Vida.

Nossa ansiedade em querer resolver os problemas do mundo - e de todo mundo - faz com que esqueçamos o ponto de partida: o meu mundo começa em mim e eu só posso e tenho o direito e o dever de transformar a ele. Podemos, como consequência positiva, influenciar outros mundos individuais a despertarem para essa consciência da importância da consciência. Mas, não podemos, nem devemos, condicionar nossa melhora e o caminho que encontramos para a nossa melhora ao outro. Cada um tem seu caminho. Um mesmo remédio pode apresentar diferentes reações em pessoas com o mesmo sintoma. Tudo deve ser muito bem auto-investigado.

Essa mesma ansiedade em querer resolver os problemas diversos, desprende tamanha energia, tanto combustível de maneira inapropriada deixamos de ter a reserva para nossa arrancada... E cansamos antes de começarmos a agir. Ficamos com a sensação de que "nada tem jeito", "eu não tenho mais forças vitais...", e por aí vai.

Essa mesma ansiedade acaba fazendo com que pensemos: "agora, vou cuidar de mim! Fico me desgastando querendo cuidar de fulano, beltrano e cicrano e eles nem aí... E eu, perdendo meu tempo... Se eles quiserem, eles me procurem...". Essa ansiedade nos coloca num patamar tão distorcido da realidade que fulano, beltrano e cicrano nem sabem que precisam ser ajudados e nem sabem que cá estou eu a me consumir com o fato deles ignorarem-se... E me pergunto: fulano, beltrano e cicrano têm o tempo, o ritmo e os caminhos deles e, de certo, todo mundo um dia será convocado ao despertar de consciência. Serei eu essa voz despertadora? Muita pretensão, não?! Se, na possibilidade de SE, eu for usada como "voz despertadora", estarei eu preparada em mim para ser eu mesma e forte em mim para dar conta do que irei despertar. Despertar e não apoiar é tocar fogo e sair correndo.

Eu penso e vejo que tudo ao seu tempo. Se saberemos usar bem esse tempo, só o Tempo dirá. Eu, sigo andando. Eu, sigo indo: subindo e descendo de monte, em busca de perguntas e respostas, e, nessas idas e voltas, ei de as encontrar!

Só há lição onde temos algo a aprender. Senão, é apenas uma passada rápida para conhecer e saber que existe. Tem muito mais de nós onde não vemos e não está exposto do que pensamos. Só mergulhando mais fundo seremos capazes de voltar mais fortes. A força está não numa competição, mas, na auto-busca. Não se mede forças segurando lágrimas e dizendo: "eu não tenho essas frescuras... não tenho tempo para isso". Força se tem quando consegue se efetivar a transformação.

Sigamos em paz! Nosso caminho só nós conseguiremos identificar. O caminho do outro só ele pode identificar. O caminho rumo ao Pai, só Ele poderá nos mostrar! Então, primeiro passo: voltemos-nos a nós e cuidemos primeiro do nosso mundo. O demais, virá na medida e no tempo certos. Aqui e agora é o ponto de partida. Aqui e agora podemos entender e começar. Aqui e agora trilhamos. Se amanhã precisar mudar, no aqui e agora que será amanhã, saberemos enxergar. Sigamos calmamente ativos e ativamente calmos. 

PAZ!

Pat Lins.

domingo, 16 de setembro de 2012

RAIVA - TODO MUNDO SENTE! POUCA GENTE CUIDA...

"Quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel" 
William Shakespeare

Ah, a raiva! Oh sentimento pouco compreendido e, por assim ser, tão imperativo, intempestivo e ácido!

Quantos de nós finge não tê-la e tanto se faz uso dela... "A raiva é um sentimento ruim... a gente tem que falar um monte de coisas boas para ela nem se aproximar...". Quem dera fosse simples e fácil assim!

O que mais me espanta em nossa tensa relação com esse sentimento é o medo que temos dele e o quanto esse medo o alimenta. Uma pessoa, certa vez, me disse: "Você está com medo ou com raiva? É melhor sentir raiva do que medo...".  Alguém consegue ter noção do alcance dessa frase? Não que a gente escolha o que sentir... sentimento a gente sente. Administrar esse sentimento é que se trata de usar a razão e fomentar a base moral das virtudes para que se faça a harmonia, através da razão e da consciência. Assim eu penso. O medo nos afasta da capacidade de ver as saídas. A raiva é explosiva e não fica instigando para olhar para ela. Ela explode mesmo e não está nem aí... O medo não, ele é envolvente, silencioso e com voz mansa, para não nos afugentar. Em verdade, nenhum dos dois é coisa boa. Quem de nós não os trouxe em seu pacote de configuração humana?

"Não é bom sentir raiva!". E quem não sente? O auto-controle não necessariamente é lidar com a raiva, é contê-la, embarreirá-la. O auto-conhecimento, a auto-busca, sim, esses são capazes de diluí-la em meio à luz da consciência. Mesmo assim, nada a impede de emergir. Se conhecer, se buscar e se ajudar colabora no aspecto preventivo, onde, ainda que a situação externa detone o botão de acesso a raiva, se o ambiente pessoal estiver em boas condições de arejamento mental, de abertura pessoal para as soluções, de compreensão, respeito e paciência - ou seja, base de formação moral firmada em bons valores -, todos os assuntos interpessoais sem pendência e em dia... ela explodirá mas não causará efeito devastador ou corrosivo. O impacto será amortizado pelo ambiente do bem estar consigo. E o questionar "o que está por trás dessa raiva?", "como faço para deixá-la ir?" fortalecerá a base e diluirá, no tempo certo, essa emoção negativa e pesada. 

Todo mundo já percebeu que emoção densa invade e machuca pelo peso que trás. Emoções leves, boas, positivas - reais - reconhecem a existência do negativo - afinal, todos nós temos os dois lados e isso não nos torna monstros em admitir esse axioma, senão, essa verdade e o lidar conscientemente com esse lado sombrio é crescer -, a acolhem e fortalecem nossa imunidade contra esse ataques de maneira efetiva: transmutando-a. É praticamente um processo químico em meio ao processo abstrato emocional.

Todos têm predisposição à raiva! Não existe esse que não tenha... Nem que seja raiva por uma injustiça. Ainda assim, não se trara de um bom sentimento. Uma pessoa mais forte emocionalmente, moralmente  formada e virtuosa na prática diária - uma pessoa evoluída - se refaz do ataque com rapidez e honestidade , lidando com a existência real dessa emoção e deixando-a seguir seu caminho, liberando a tensão e diluindo através do processo racional. Existem pessoas com capacidade de explodir mais rápido e externalizar essa emoção dentro de si. Outras, represam tanto que os olhos explodem e os lábios correm o risco de deixar de existir depois de tanta mordiscada... A capacidade de "conter" a raiva não nos torna capaz de lidar com ela. 

Desde que assumi para mim que alimento muito a raiva com meus medos, entendi que entrei no caminho para ter acesso ao caminho que me conduzirá, um dia, ao caminho de conseguir lidar efetivamente com essas emoções mais baixas. Ah, detalhe, isso faz com que ela exploda cada vez mais. É uma catarse... uma prova de fogo atrás da outra. Então, hoje, quando me vejo com raiva - sim, existem momentos em que não nos damos conta, através de nossa capacidade de justificar tal sentimento - procuro entender o que me levou a sentí-la. Me pergunto "o que essa raiva quer me dizer?", "o que está por trás dessa emoção?", "como faço para permití-la ir". Papo de doido? Pode ser. Requer tempo e ambiente favorável. Isso é uma parte do lidar com essa emoção. O mais importante é se alimentar de pensamentos bons, sem deixar de reconhecer em si os ruins, mas, questioná-los à luz da sabedoria que existe em nossa essência, lá dentro de nós, bem em nosso âmago... lá, onde a gente insiste em sufocar a vozinha que nos guia para e pelo caminho do bem. É. Essa voz que ignoramos constantemente e que muitos afirmam escutá-la e se dizem preparados para lidar com a raiva porque sabe que ela não faz bem... na hora H, ou represam ou explodem através de outras ações, como se desviar o foco resolvesse a questão.

O antídoto natural para lidar com a raiva - porque impossível eliminá-la, a não ser que seja um Jesus Cristo, que veio nos mostrar que só através de uma vida virtuosa e pautada no Bem Maior podemos ser melhores e ninguém segue seus passos como Ele ensinou... me diga, quando Jesus se deparava com alguém "torto moralmente" o que Ele fazia? Virava a cara e dizia: "Este aqui, não, irmãos... Nem se aproximem para não se contaminar... ele é do mundo..." ou, veio Ele ao mundo para salvar todos nós dentro ou fora de religião? E pregou Jesus em nome de uma religião em específico?... - pois bem, para "curar-nos" após a explosão, em qualquer proporção, de raiva, só sendo uma pessoal do Bem, virtuosa. Uma pessoa que rega sua semente e sua horta de bons pensamentos todo dia, principalmente, depois de ter agido de maneira impulsiva e, em vez de se culpar e se martirizar, assume um papel redentor de si e recomeça. Somente o poder do Amor, da compreensão, do respeito a si e ao outro - principalmente, no entendimento de que cada um tem seu tempo, seu ritmo - e na paciência que essa sequência naturalmente conduz, são capazes de neutralizar o efeito radioativo da raiva. Isso a impede de explodir em algum momento? Segurá-la entre os dentes, num ato desesperado de não tornar aparente aos outros essa emoção a faz deixar de existir em si e de detonar a pessoa por dentro? A questão é LIDAR com a raiva. E a gente só é capaz de lidar com aquilo que identificamos. Para identificar: ver. 

Acho que nos ensinaram tanto a "não pode ter raiva... isso é ruim... isso é pecado" que esqueceram de dar a receita do bolo de bondade que a gente come e automaticamente mata tudo de ruim dentro de nós... Até - ou, principalmente - quem mais espalha essa informação tão "nova" de que raiva é ruim e faz mal precisa se desconstruir dessa armadura superficial e entender que raiva é real, densa e profunda. Ir lá no fundo, se buscar e se entender ajuda a ir cortando suas raízes e cada vez mais temos menos espaço para ela dentro de nosso jardim pessoal. Isso é arejar nosso lar interior: nós mesmos. Não adianta se colocar como superior e arrogante, o oposto da raiva são os sentimentos nobres e leves, e estes não comportam orgulho, vaidade e essa gama de coisas pequenas e ínfimas em nobreza e enormes, densas e profundas em poder de destruição. O amor, por si só, é humilde. Não se gaba por glórias, nem as deixa de realizar. Apenas cumpre seu dever humano de encontro consigo. À medida que nos aproximamos mais de nós mesmos, da nossa essência, mais distante ficamos de acessos de raiva. À medida que nos ajudamos, mais leves ficamos. 

A raiva é sinal de que algo em nós requer cuidado. Não nos culpemos: somos demandas demais para toda uma vida! É capaz de morrermos tentando ser alguém melhor. Isso já é uma boa maneira de morrer, consciente de que se esforçou e se colocou a caminho de si. Só assim encontraremos a Verdade sobre Deus. Eu penso que Ele fala com nossa essência. Com nosso Eu mais elevado: equilíbrio entre razão e emoção. Na paz do encontro da gente com nosso Eu de verdade: quem somos! Só com esse caminho aberto, nosso coração será nosso guia real, porque seremos luz divina em essência, em pureza, em verdade!

Só construindo esse caminho rumo a nós mesmos podemos nos ajudar e nos encontrar! Só assim, sentimentos inferiores - porém necessários em nossa escalada rumo a nós mesmos... eles são alertas de que algo está fora do lugar - serão transformados em seus opostos. Eu penso que essa nossa bipolaridade, dicotomia, lado sombra e lado luz... seja um alerta ao equilíbrio. Após equilíbrio instalado, após (re)encontro com nossa pureza d´alma eles deixam de existir. Tudo tem um motivo para existir. E nossas emoções querem seguir o sol, mesmo que, por vezes, precisem ser sombras das nuvens ou molhadas pela chuva. Nada existe em nós por acaso. Eu ainda não sei muito bem lidar com essas emoções mais densas, mas, já sei que estou em desarmonia comigo... e não precisa explodir uma delas para saber... eu já sei. Estou em fase - há muito tempo e pode levar ainda outro muito tempo - de desconstrução. Fase de refazer-me. Fase de plantar novas sementes, de colher furtos do que já fora plantado, fase de ir em busca de ajuda para semear novas sementes... é um processo dinâmico, como a vida, porém, sem agitação. O dinamismo deve ser separado da afobação, da ansiedade e da agitação como sinônimos, por favor! 

Preparemos nosso solo amado e pessoal. Plantemos. Reguemos. Colhamos. De cada raíz fincada, erguem-se troncos e polpas. Dure o tempo que durar, as raízes são nossa origem, nosso caminho rumo ao interior, caminho de retorno a si. Mas, nossos frutos alimentam. Nosso pólen nos levam a posteridade e a novos lugares. Somos humanos e temos a capacidade de ir e voltar, porque o reencontro é um retorno. Por mais longe que sigamos, o retorno, quando nos permitimos honestamente, cira um caminho próprio, que não tem explicação lógica, muito menos científica, é Vida! Tempo como seu aliado abre esse portal. Não pegamos atalhos, pegamos O caminho rumo a nós mesmos! Isso é cura: reencontrar-se! Sejamos mais felizes a partir de agora! A raiva precisa de compreensão! Acolhamos cada sentimento nosso. Vamos dar o devido carinho a nós mesmos!

PS - pensar assim ainda não me torna uma pessoa evoluída... eu, como qualquer ser humano, estou em processo e isso requer tempo e tempo e tempo.
"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

William Shakespeare


Pat Lins.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DESBRAVAR CAMINHOS


Desbravar caminhos não é simplesmente cortar o mato e abrir passagem para qualquer lugar. É conhecer o lugar, olhar e ver se o caminho vale a pena e se vai destruir aquilo que já existe para o nosso bel-prazer.

Desbravar caminhos é abrir passagem para chegarmos ao nosso objetivo. Para isso, explorar devidamente, elaborar metas, mesurar os resultados e, depois, capinar!

E nem adianta mandar alguém fazer... tem que estar lá. Tem que usar cada sentido junto e isoladamente. Tem que usar a emoção. Tem que usar a razão. Tem que ser inteiro. Só desbrava quem está e vai! Com a verdadeira vontade de construir e nunca de destruir! 

PS - para construirmos, teremos que destruir e desconstruir muito em nós... mas, trata-se daquilo que não tem sentido e significado de relevância para o crescimento pessoal!

Pat Lins.

sábado, 1 de setembro de 2012

O TEMPO PASSOU... TUDO MUDOU!

Têm coisas que a gente não precisa pensar em mudar, porque o tempo já passou e já mudou. A gente precisa ver, entender, aceitar e saber lidar.

O caminho que seguimos, o rumo que tomamos, segue nos levando. O tempo vai passando. A mudança segue junto.

Não tem como recuperar o tempo que passou. Não tem como seguir de onde parou, porque não houve parada, houve caminhos que seguiram em direções diferentes. Não foi desencontro, foi cada um seguindo o seu ponto. Não houve erro, houve seguir. Há consequências e com isso, precisamos lidar de maneira equilibrada, franca e honesta.

O que andamos e o tempo que passou não devem nos fazer sofrer. O não sofrer não quer dizer não ver o que se viveu. Foi vivido. É preciso saber identificar o que foi "erro", para redimir. Ainda que cicatrizado, fica a marquinha do real, do que houve. O que muda é daqui para frente. Não como queremos, voltando no tempo para dar um novo rumo. Sim, como podemos e sim, como o outro pode. Seguimos e vamos indo. 

O importante é criar novas oportunidades e ver onde estamos para entender como chegamos até aqui e avaliarmos se é assim que queremos seguir. Nem sempre o caminho de um é o de dois. Mas, em alguns casos, os caminhos de dois pode ser um. Se cada um tomou seu rumo, fizeram as escolhas, o tempo legitimou e firmou. Foi o que foi construído - ou, destruído. Se há ruínas, é possível mudar o caminho, mas aquele mesmo, só com muita amor para reconstruir. Se não fizer sentido, não faz sentido refazer, é seguir e construir algo absolutamente novo, sem desmerecer a importância do que passou. Nossa felicidade está onde estivermos. Ela nos segue, ela nos quer! Ver que ela - a felicidade - está conosco é que faz a diferença real.

Não adianta se tornar racional demais ou emocional demais - nem o frio, nem o quente, o morno, o caminho do meio é o equilíbrio. 

O não julgar é não julgar. O respeitar é respeitar. O aceitar é aceitar. E viver é isso, saber o que fazemos, saber o que queremos e ponderar o que de fato queremos e fazer acontecer - sempre respeitando o que queremos, caso envolva o querer de outra pessoa. O que eu quero pode ter como barreira o querer do outro. Querer que o outro queira e seja o que queremos é ilusão e ilusão não é real. O não real é perigoso. Há perigo nas esquinas das nossas visões. Aquilo que não gostamos de ver precisa ser visto, precisa ser entendido e precisa ser aceito para ser mudado ou assimilado.

Não adianta falar em ser e fazer se não se é, nem se faz. Não adianta se magoar com a reação do outro se a ação foi nossa. Se eu falo e escuto de volta, eu pedi para ouvir. Fico "pirada" com pessoas que falam e esperam que você cale e dizem: "é o meu jeito de pensar..." e o meu, de pensar em cima do que você pensa e dialogar, não conta? Diálogo é isso: dois falarem, dois ouvirem, dois entenderem uma coisa só.

Numa relação, se dois falam de vez, ninguém se escuta e um grita para se fazer entender, tem algo não saudável aí. São dois falando duas coisas, ouvindo muitas coisas e entendendo nada de um para o outro. 

Eu convivo com algumas pessoas que são assim: falam que é importante escutar, mas, não escutam nada. Elas vivem um mundo particular e particularmente perigoso, por se tratar de distúrbio grave e nunca tratado, por nunca ter sido aceito. Esse mundo tem uma linguagem própria e quando você vai falar, vem de pronto uma resposta "nada a ver", como se a pessoa já estivesse numa cena dentro de seu mundo e, de repente, passa aqui no mundo real e emite o pensamento, como se fosse continuação da conversa... Um exemplo: estávamos falando dos buracos nas ruas da cidade e como o carro fica comprometido com esses impactos. O carro dessa pessoa está com a chapa de proteção de um treco embaixo que está chacoalhando, porque de tanto buraco na cidade, a peça vai folgando. Eu falo: "com tanta buraqueira, não tem como a chapa ficar quieta, coitada. Por isso que ela toda hora folga...". A pessoa reage aos gritos: "É por causa do buraco! É por isso que folga!". Eu, pensando estar eu surtando, falo: "e o que foi que eu disse?". A pessoa: "disse que..." e não disse mais nada. Na verdade, ele não estava escutando o que eu falava. Estava em seu "fantástico mundo particular" e, dando uma volta por aqui, voltou ao mundo real e falou qualquer coisa em sua defesa, como se houvesse um ataque. Isso não é fácil, mas, é o caminho de cada um, é o mundo de cada um... E cada um escolhe se quer interagir com aquele mundo ou não. Nisso se baseia a minha DS - distância saudável - onde, como não sabemos lidar, afinal, nós também somos falhos, com o mundo alheio, melhor não interagir. Melhor DS. É saudável para ambos os lados. A pessoa não vai entender... nem tente explicar mais... Agora, a DS não é vingança e nem para arrogância. Tem gente que é intolerante e não respeita o jeito dos outros, quer impor a vontade e quando não consegue, não tenta se fazer claro, e se afasta. DS não é se afastar, simplesmente, fingindo não ver a situação. DS requer humildade para reconhecer a própria limitação no não saber lidar com as diferenças e, para o bem das partes, manter essa distância. Isso é DS. Tem gente que diz: "usei a DS...". Discutir faz parte de qualquer relação pessoal. Não é isso. Não é fugir da discussão, não é evitar o diálogo. É ver de verdade que já se tentou - de verdade e com humildade - administrar a situação e não se saba mais como. Tem gente que coloca uma cosia na cabeça e coloca o outro como quem não entende - e é possível que não tenha entendido mesmo - e não vê que eu mesma não estou me fazendo ser entendida, "eu quero impor e que você aceite o que eu vejo de você e pronto". Isso é arrogância, orgulho... A DS não é orgulhosa, nem arrogante, nem presunçosa. Ela entra onde a gente entende que a gente não tem condições de estar ali e assume que não sabe como lidar, porque entende que a gente tem limitação, também. DS não é sabedoria... é por não se ter essa elevação pessoal e esse grau de elevação que a sabedoria exige, que uso a DS. A DS é um paleativo emergencial entre falhas, não é solução. Porque todos nós somos falho!

Assim, o tempo passa e mudanças passam, mudanças chegam, mudanças podem surgir... A gente faz o nosso caminho, colhe o que planta, mesmo assim, tem sempre um algo novo a plantar e outro a colher. Será a mesma colheita? Não. Isso é ruim? Não. Se um casamento termina, por incompatibilidade de gênios, a injustiça está em não reconhecer as qualidades do outro, mas, o que pesa mais: as qualidades ou os defeitos? Isso é a incompatibilidade de gênios - ambos com algo pessoal a ajustar. Ambos com caminhos a desvendar. Ambos com necessidade de se cuidar. Se isso não fortalece o elo, o vínculo enfraquece, sinal de que esse movimento deve ser separado. Se há um sentido juntos, continua. A incompatibilidade não é condição de separação mas de se saber lidar. Se sabe lidar, lide e daí mesmo, da vontade, surge a motivação e dentro de si o estímulo, porque aquilo não é uma obstrução, mas, um obstáculo a ser superado juntos e com o amor que une o casal - ou qualquer relação. Se não há sentido, força ou conhecimento para lidar com a situação, DS. Ou, separação, mesmo. O não saber lidar com as diferenças é sinal de que cada um precisa se tratar. Isso não quer dizer que tenha que empurrar com a barriga.

O tempo, assim, passa! O tempo, assim, passou e mudou muita coisa. O que fica a gente avalia: quer continuar ou quer parar? Ninguém precisa ser infeliz junto. Se a felicidade foi detectada com consciência e clareza é cada um seguir seu caminho, que não há mais um caminho a dois. que siga o caminho. 

Separação é solução quando é solução. Se a solução é separar para cada um ser feliz, que seja. Para mim, tenta-se tudo, porque vivemos tantas fases e tanta cosia interfere e confunde que é necessário limpar o ambiente para se saber. Uma dor que julgamos ter sido causada pelo outro, pode ser, perfeitamente, uma dor nossa de uma expectativa nossa e que jogamos no outro. Um dia se descobre que o problema estava ali e, por muito tempo, a raiva imperou, e raiva é sempre injusta. Por mais que tentemos justificar as nossas raivas, ela, por si só, é um sentimento inferior, está atrelada às nossas características mais fechadas e mais orgulhosas e vaidosas... portanto, nunca estará pautada na justiça. Justo é compreender, ainda que o outro tenha feito a maior merda, que estamos com raiva e entender essa raiva, deixá-la passar e saber como agir. A paz sim, a harmonia, o equilíbrio isso é justo. Não condena, apenas avalia, compreende e entende, decidindo como agir com ponderação - e ponderar é equilíbrio entre emocional e racional.

Assim, enquanto descubro isso, o tempo passa. Troco com pessoas que tomam as minhas dores e eu me sinto na obrigação de não reconsiderar porque os outros de fora vão me julgar... e vejam o quanto erramos por medo, receio e por puro ego ferido. O que de nobre temos para nos dar leveza? Sejamos, antes, para fazer! Sendo já se faz. Já se é.

Assim, outro tempo passa. E me pergunto: o que é tempo? E o que é Tempo? E me vem a resposta: Vida! E vida, passa. A gente nasce para passar, mesmo. Passar dessa para "melhor", né assim? E como passar dessa para melhor se nem aceitamos que Vida passa com o Tempo e que isso é um processo da Natureza? O que fica? O que fizemos de melhor, quem fomos e o que deixamos no ar? Como passar se tememos e não aceitamos essa passagem como algo natural? - e não me refiro aqui a passagem como reencarnação, ir para caixinha de Deus, ou, se tornar uma estrela no céu... não estou condicionando a qualquer crença religiosa, mas, considerando que toda religião sabe que a Morte de uma Vida é  a única certeza que se tem e o que vem depois dela... Ainda assim, todas concordam com um tempo infinito vinculado ao Divino Ser Criador, que cada um dá seu nome, eu chamo de Deus e Ele nunca se mostrou chateado comigo por chamá-lo assim... ou, por não entender o que Ele me diz... mas, vamos para a frente.

Se a gente não aceita o natural, como normal e quer que o normal seja o anormal e antinatural, vamos viver uma Vida mais difícil e ver a felicidade omo utopia, assim como a linha do horizonte onde cada passo que damos em sua direção, ele se distancia na mesma proporção. Assim, como a Natureza, o Tempo faz parte desse corpo Divino e Deus, para mim é Vida+Natureza+Tempo, Ele se manifesta em nossas vidas assim, passando, porque o Tempo, ainda que eterno é dinâmico sem fim, mas, para esse nosso tempo Ele é algo temeroso, finito e passageiro... A gente criou o tempo cronológico e teme a nossa própria criação, é mole? E corre, para fazer dessa cronologia algo próximo ao Tempo real... isso é loucura e se afasta de Deus e, com isso, se afasta da Vida e da Natureza. destruímos o caminho para nossa essência e, assim, do caminho para a nossa Felicidade. E Felicidade passa o tempo inteiro ao nosso lado, cutucando e pedindo atenção... só que a gente só olha o relógio no pulso ou no celular. Só acha que está atrasado quando alguém liga e diz: "cadê você?". E eu me pergunto: "cadê você, Patricia?". E eu me pergunto: "onde estou eu?". E eu me pergunto: "quem sou eu?". Com o Tempo vou saber responder, porque vou me encontrar. É nesse caminho que sigo, indo e voltando, mudando de lugar e de caminhar. Tem outro caminho? Deve ter... mas, é assim que eu faço o meu. Vida sempre coloca algo para aprendermos ainda que tomemos o rumo errado e, nesse aprendizado, a gente aprende a ter discernimento, entendimento e consciência. Assim, Tempo vem naturalmente ajudar e conseguimos entender que o caminho não é aquele e mostra aonde devemos ir. Quantos de nós abre mão das rusgas, do orgulho, da postura superior e arrogante para seguir o caminho da humildade - que não é a subserviência -, o da compreensão - que não é se fazer de capacho - e o do entendimento - que é a clareza e não o achismo vigorante, para se prontificar a seguir o caminho "certo"? 

Quantos de nós é relutante em aceitar que também é responsável por caminhar por onde não era para ir e diz que foi levado, jogando no outro a culpa pela própria fraqueza, do tipo: "é porque você não sabe como é difícil conviver com fulano... mas, é minha cruz, né? Meu carma..."? Tudo a gente negativa. Não penso que ninguém tenha que viver a maldição de se colocar aprisionado a alguém que não te faz bem... Isso existe? Existe! Mas, e aí, vamos viver assim? É algo em mim, que não sabe lidar com o outro? É algo no outro que não "bate" comigo? De qualquer maneira, tem algo em mim que precisa ser tratado, nem que seja a capacidade de compreender e respeitar que o outro é quem ele é... Ah, compreender não quer dizer se submeter! A compreensão não é "má" e um castigo... Ela é um sentimento nobre e uma capacidade elevada de saber que não há motivo para raivas, mas, para esclarecimentos, inclusive o esclarecimento pessoal de que não sabemos respeitar nem a nós, nem ao outro... ou, de entender que mesmo compreendendo, não dá!

E assim, o tempo continua passando... e a gente, o que vai fazendo? Construindo, edificando, identificando os sinais de Vida de que, mesmo no caminho errado, ela nos ensina algo e nos mostra o caminho de volta - isso é generosidade e a Vida é bastante generosa, mas, Tempo, passa...? Ou, destruindo, ruminando, regurgitando...? 

Sejamos árvores com raízes fortes e capazes de se multiplicar em cada pólen que voa livre vida a fora, cheio de vida dentro.E tudo isso com muita paz, não "ligando o fo**-se" que vamos resolver. Sem revolta. A revolta é sinal de raiva, ainda... de algo não dissolvido. Dissolver em si não vai mudar o outro, mas, faz com que a gente se preserve de deixa de se martirizar por algo que não nos cabe modificar...

Pat Lins.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

INDO

A gente espera tanto "chegar lá" que nem percebe quando está indo ou está parado.

Cada dia que passa, mais vejo que coisas acontecem o tempo inteiro. Que uma fase é sempre passageira, mesmo assim, isso não quer dizer que tenha que passar rápido. Tudo tem seu tempo. E a gente o nosso: ainda que seja o tempo da ansiedade. Equilibrá-los é o desafio.

Queremos demais e muita coisa em momentos que não são para ser. Simplesmente, não são.

A vida é troca e vínculo é algo naturalmente estabelecido, não requer "hora marcada", vem e é parte de um tempo próprio: É. Simplesmente, é. As coisas são. Pode ser que não devessem ser, mas, a fizemos serem assim, então, assumamos as consequências e mudemos. Se já não é mais como era, das duas uma: ou não era ou é um sinal de alerta, do tipo "vamos corrigir?".

Temos muito a aprender. Mas, indo. Indo num ritmo legal, sem pressa. O problema é que nosso tempo de ansiedade e carência ficam se misturando com o que tem que ser e nos confunde. E a gente nem vê. E a gente se dói, porque quer acreditar que faz o melhor e o outro não reconhece. Se esperamos reconhecimento do outro, ainda não é, ainda não somos o que acreditamos ser... Se somos, somos, já é. Só um ponto para reflexão, mesmo.

Eu estou indo em meu tempo. Cada um no seu. Não cobro de ninguém que se acelere, mas, aviso: NO MEU, NÃO TENTE INTERFERIR. AQUI, SÓ OS ESCOLHIDOS PELO VÍNCULO NATURAL. NO MAIS, DAÍ PARA TRÁS! 

Estar indo é ir. Ser, é. É tudo muito simples. A gente é que trata de confundir e depois não sabe mais voltar, daí, vai indo em uma direção qualquer, afirmando estar fazendo seu melhor, quando está fazendo qualquer coisa, só para não fazer o que tem para fazer... 

É isso... eu estou indo. Libertando aqueles que condeno, porque, estou aprendendo que ninguém é culpado de nada. Ratificando em mim a importância dos vínculos - os elos naturais - porque isso é natural, apenas vem. E quando a gente está indo, a gente se encontra no caminho de quem está indo no seu. Quem quer atravessar a linha e criar um movimento antinatural, restaure-se, em primeiro lugar, e siga, indo em seu caminho. O tempo vai passar, mas, e daí? O Tempo certo é que importa. Se a gente não soube usar devidamente o tempo que tivemos, que a experiência nos guie e nos leve para um tempo onde se possa resolver com calma e sem medo de morrer antes de resolver. O tempo passa, passou, mas, sigamos em frente. Tempos novos surgem. Se o laço é real, ainda que tenha afrouxado, ele existe e o vínculo natural restaura. Agora, tudo ao seu tempo. Se já perdeu um tempo que passou, deixa o tempo que chega trazer a inovação. Repetir o erro é que é burrice, não o errar. 

Seguir e ir indo requer leveza. Falar em leveza e carregar densidade não transforma nada... apenas carrega no peso e dói.

Se quer, permita que seja. Se não for, não soframos, nem forcemos, sigamos. Se tiver que ser, será. O medo de não ter mais tempo é fruto da nossa imaginação. O sofrimento é, muitas vezes, decorrente dessa nossa mania de dificultar e aceitar o "como é", "como está", e ainda, o "por quê está?". Daí, brigamos com o tempo e com as pessoas que ou nos ou se afastaram. O tempo se incumbe de muita coisa. Ele leva, ele trás. O que é fica, mesmo que a distância física leve para longe e o tempo cotidiano não dê tempo de ver com a mesma frequência. Mesmo assim, o que é, fica. Só vai o que não era para ser. Então, se o Tempo é sábio, para quê sofrer? Aprendamos. Isso é aprender a viver. Vivamos, só assim é possível ser.

Sejamos. Estou indo... seguindo o meu caminho, não o de ninguém. Vá, vá indo, seguindo o seu caminho, não o de ninguém. A gente pode ou não se encontrar. É a vida. A vida de cada um. A minha. A sua, A de todos nós. A deles. 

Pat Lins.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

MUDANÇA - PROVA DE ESFORÇO E DE ANDAR


Toda nossa mudança é uma prova de esforço gigantesca!

Muitas provas, para nos testar. Muito esforço, para nos mantermos e ultrapassarmos em seguida!

Um caminho. Vários caminhos até chegar. Caminhar, para poder chegar. Já viu alguém que corre chegar na hora certa e no devido lugar? Calma e paciência fazem parte dessa estrada. 

Como me disse uma grande amiga: "ATIVAMENTE CALMA E CALMAMENTE ATIVA".

Aqui e agora é sempre hora de começar, sem impulso... nada de agonia. Aqui, na mudança real, não cabe acelerar e procurar qualquer coisa para fazer e nunca parar... é preciso bastante tempo para se olhar, se ver, se enxergar. Depois, muito mais tempo para se aceitar. Logo em seguida - o que é tempos depois... - tempo de não se culpar. Tempo de seguir. Tempo de chorar. Tempo de seguir. Tempo de ir. Tempo de parar. Tempo de avaliar. Tempo de levantar. Tempo de solucionar. Tempo de ir, em vez de ficar. Tempo de ficar, para saber para onde ir. Tempo de andar. Sempre é tempo de andar! Pegou caminho errado? Está certo. Então, vamos mudar. Todo caminho novo é uma nova chance de acertar.

Tempo de ouvir e de falar. Tem tempo para tudo. Só não te tempo para acelerar e passar direto. Aí, perde-se tempo... tempo de errar. Melhor tempo para consertar. A pressa nunca foi pontual... por querer acelerar, fez deixar de encontrar... chegou a hora errada, no lugar errado, no passo errado!

Toda mudança requer muito esforço. Toda mudança requer atenção. Toda mudança requer muito de nós, porque só nos voltando a nós mesmos, poderemos andar na direção certa: rumo ao crescimento que nunca para de crescer. Desenvolver. É sempre preciso o tempo. É sempre preciso se olhar! Do mesmo jeito que é preciso navegar! Precisão é hora exata. Tempo certo de acontecer. Consequência de. É isso aí!

Vamos andando!

Pat Lins.

Todo cuidado é pouco para não cair no lugar errado, na hora errada... Pat Lins.

segunda-feira, 12 de março de 2012

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Mania de querermos respostas, respostas, resposta... E as perguntas certas? Elas trazem as respostas certas. Perguntar induzindo a resposta não é querer resposta, é querer se afirmar, mesmo sabendo qual caminho deve trilhar.

Para quê tanta pergunta se não queremos as verdadeiras respostas?

Daí, recebo de uma amiga a imagem abaixo e fecho meu pensamento, me abrindo para as perguntas e respostas da Vida!

 

Pat Lins.

segunda-feira, 5 de março de 2012

CONSTRUINDO E PLANTANDO FELICIDADE - WORD ROCKS

Nessa nova fase do blog – ou minha – pensei em praticarmos coisas simples e legais, que nos lembre quanta coisa boa ainda existe e pode existir, só cabe a nós fazer. Os desabafos e trocas de idéias continuam. Com uma diferença: AQUI E AGORA. O tempo para fazermos é o presente.

Quando recebi as sementes de girassol de uma amiga – Angela Márcia -, no final do ano passado, pensei: é a cara da cara nova do blog – e minha. Como sou apaixonada por girassóis, decidi colocar minhas borboletas para voarem e pousaram nessas flores lindas e tão ricas de boa simbologia. Sua exuberância nos remete a uma postura majestosa, solar, bela e alegre. Sempre fui encantada por essas flores. Na verdade, com a beleza da natureza. Não tenho muito jeito para plantar, nem tenho esse hábito. Sou uma admiradora. Um dia, quem sabe, desenvolvo essa prática.

Para incrementar, fui fazer uma simples pesquisa no “Google” e acabei, em meio a caminhos diversos, encontrando algo que procurava, sem saber. Sentia que precisava encontrar algo bacana. Simples, fácil e profundo. Como essa fase é “CONSTRUINDO E PLANTANDO FELICIDADE”, e, com isso, podemos deixar um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores neste mundo, “conheci” um “lugar” encantador: WORD ROCKS.  Sei lá, essa idéia me caiu de maneira meio simbólica, tipo: para uma boa construção, a base é de pedra; na Bíblia, existem metáforas com a força das pedras; pedra é solidez e palavras boas nas pedras podem ficar sólidas em quem as escreve e em quem as recebe; pedras no caminho, por um caminho do bem... as palavras nas pedras! Para que elas fiquem fincadas. Não como sepulturas, mas, como marca de resistência e solidez. Em vez de construirmos muros de pedras, podemos construir um CAMINHO DE PEDRAS. Algumas culturas, algumas crenças religiosas, filosóficas usam esse termo “caminho das pedras”, como sendo o caminho que nos levará à evolução; O caminho certo... Não o “onde” chegar, mas, o caminhar. O caminho que nos leva à verdade, à nossa essência, ao divino. O caminho das pedras trata-se de entender que o milagre é resultado de um caminhar, de uma entrega, de uma ação. Até em “O Mágico de Oz”, nos deparamos com essa simbologia, onde através do caminho das pedras amarelas, Dorothy pode chegar até o Mágico de Oz e voltará para casa, ou seja, encontrará seu verdadeiro caminho, de volta ao lar. De volta à essência. Ao encontrar o Mágico de Oz, ela descobre que ele era uma fraude, uma ilusão, mas, o que ela e seus amigos viveram, descobriram e superaram no caminho, foi verdade, foi legítimo, foi através da força que há dentro de cada um de nós. O que cada um buscava, estava dentro de cada um deles. Cada personagem traz uma característica nossa. O que eu percebo é que a história nos leva à nossa busca pela inteligência/sabedoria, emoções/humanismo e coragem/bravura. O caminho das pedras amarelas não os levou a um mágico milagreiro, diante do caminho eles fizeram o “milagre”. Eles despertaram, em si, aquilo que buscavam. Resumindo, senão vou mergulhar na simbologia da história e perco o foco do que quero dizer aqui... Pois é, o caminho das pedras nos leva a nós mesmos. Que tal seguirmos juntos, construindo um caminho de pedras com belas palavras, boas emoções, bons sentimentos? Foi o que senti quando me deparei com esse espaço tão especial, esse movimento da Carolina Âreas, registrado em seu blgo WORD ROCKS.

Pedrinhas feitas por Pat Lins e Peu em Salvador/Ba/Br
  PEDRA: Significa conhecimento e sabedoria. É um símbolo do SER, da coesão e da conformidade consigo mesmo, por isso serve de sinal para qualquer caminho. Simboliza clareza, irradiação, glória, fio ou gume da iluminação, o vazio, o indeterminado, a imortalidade. E as PALAVRAS têm força! Não é assim que escutamos, quando falamos algo ruim? Vamos usar essa força para coisas boas. Mensagens positivas gravadas em pedras, que são sólidas. É isso que é o WORD ROCKS, um movimento, um projeto posto em prática pela Carolina Âreas. Quem encontrar uma de suas pedras, basta tirar uma foto e mandar para ela, para que a corrente do bem do caminho das pedras seja mantida e cada vez com mais pedras. Atrás das pedras tem o link para o blog, para que a pessoa possa entrar e saber o que fazer. O AQUI E AGORA viu, nesse caminho, uma pedra a mais para o nosso caminho CONSTRUINDO E PLANTANDO FELICIDADE. É só fazer parte. Não precisa de inscrição, apenas, fazer – no caso do WORD ROCKS, é bacana visitar o blog e dar os devidos créditos, para manter a corrente forte.

Também fiz minhas pedrinhas para fazer parte do movimento. Coloquei em vários lugares da cidade – com o link http://www.wordrocks.net . Assim como as sementes de girassol, as pedras estão levando o desejo de que coisas boas aconteçam. Milagre? Utopia? Não. Essas ações não trazem o milagre em si, mas, o efeito positivo é capaz de mudanças incríveis e impressionantes! Começar é o caminho. Não existe fórmula mágica para o caminho das pedras, basta colocar uma pedra após a outra. Dar um passo de cada vez. Seguir. Não basta chegar, tem que continuar!

Vamos construir e plantar nossa felicidade, AQUI E AGORA.

Pat Lins.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

TALVEZ SIM... TALVEZ NÃO...

Quantas pessoas buscam fora o que só dentro se encontra?

Quantos fogem sem saber do quê e vão, para qualquer lugar, sem saber para onde...? Depois, em meio a distância e à tristeza, se perguntam: "Por quê?" "Por que não me encontro, nem aqui?"

Quantas fingem felicidade internacional e choram lágrimas em outro idioma apenas por não saberem do que fogem e o que buscam?

Quantas não vão a lugar algum e sofrem, a dor de querer ir aonde não pode, porque pensa que é lá que está a tal felicidade?

Quantas pessoas, lá, cá, em qualquer lugar sente que falta algo e não sabe o que é? 

Quantos de nós se coloca a busca verdadeira, sem medo de abrir mão das aparências, dos bares da solidão e dos companheiros de farra que, sóbrios, também vivem esse vazio que nem um balde de cerveja gelada preenche..?

Quem está disposto a seguir um ideal maior? Um ideal que não é imposto por palavras ao vento ou frases de efeito? Um ideal que está dentro de nossa alma e seja da religião que for ou de nenhuma ele existe do mesmo jeito. E só com muita labuta podemos acessar um "nãoseioquêquevemnãoseideonde" e nos leva a busca do além, dos mistérios da vida, do eterno, do essencial. 

Quantos de nós não teme seguir aquilo para que veio e sem aceleração? E quantos afirmam terem chegado lá e vivem ansiosos para ver o que ainda não viram...? Talvez, porque não se tenha nada para ver e sim para ver com os olhos da alma, através do coração. Quantos não enxergam cada passo, o caminho e afirmam estar a caminho ou ter chegado lá?

Quantos se dizem tão bem preparados e inatingíveis e se perdem em pequenos detalhes? E quantos entendem que nada é tão controlável, assim? Mas, que, também, nada está tão fora do nosso controle? Quantos compreendem que existe algo acima de nós e mesmo que diga "não", esse "algo mais" sempre prevalece e fica a pergunta vaga no ar?

Até quando ainda perderemos tempo, em vez de nos aliarmos a ele? 

Quantas palavras precisam ser gastas para se sentir livre de algo que te enche e é preciso esvaziar?

Há tanta coisa para aprendermos! E tudo está tão ao nosso alcance... só olhar e ver. Não, não olhe com os olhos da face... olhe com os olhos de dentro, só assim poderemos ver o lado de fora. Mas, ainda há quem pergunte: "dentro de onde?" E começa tudo de novo! Não termina nunca! Temos demanda para uma vida inteira e ainda partimos com as sobras... Fazer o quê? Começar, começar e começar. Tem gente que tem muita pressa em se firmar financeiramente e nem percebe que isso não é tudo. E quem não se firmou, não é a hora. Quem disse que a missão da alma de alguém, aquilo para o que viemos, para que Deus nos enviou, tem relação com vida profissional? Eu preciso entender isso. Preciso entender que nem tudo que parece é. E, quem disse que preciso me sentir cheia de vazio e viver sozinha para provar que sou forte e muito mais? Quem disse que o que vêem em mim é o que quero para minha vida? Quem garante a quem me vê e vê parte dos meus talentos que estes precisam ser rentáveis? Estamos tão cegos pelo dinheiro que o que importa é tê-lo, mesmo sabendo que ele não é responsável pela nossa felicidade. 

Bom, e quem disse que eu estou acima de tudo isso? Quero encontrar meu verdadeiro EU, sim, mas isso não quer dizer que precise forçar uma barra e ser aquilo que me formei na faculdade... Com relação a isso, tenho certeza: pode até haver algum talento, mas, não é minha vocação...Sim, eu admito! Vivo cada dia. Aprendendo com o que me permito - é o que consigo. Aquele que me olha e me vê e jura que sabe para que eu vim, talvez esteja enganado. Talvez, não... Tudo em nossas vidas passa de algum "talvez"? Mas, sim, eu quero encontrar um caminho que me leve a estabilidade e o conforto financeiro, sim. Com certeza essa não é a missão de ninguém, mas, acaba sendo missão para sobrevivência nesse mundo perdido e desiludido. E quem vai resgatar o ser humano que há dentro de nós? Só cada um pode fazer isso! E a busca de tanta coisa, os encontros não são válidos? Quem disse que me acomodei? Estou seguindo como posso. Ninguém precisa sofrer por mim, porque eu mesma não o faço. Eu vou vivendo a cada dia, como dá e como consigo. Com certeza se eu pudesse ir além, agora, alguém estaria me cobrando além do além. Por isso, diga ao povo que fico! Fico comigo! Quando eu tiver condições de ir além, tiver essa capacidade, aí, sim, será o meu tempo. É isso que tento me fazer compreender. Até que, hoje, entendi, lendo um amigo que, como ele disse certa vez: "vive em busca sem saber de quê... um dia ele encontra, em algum lugar do mundo..." - e sei que encontrará, em algum lugar do mundo, o caminho para o mundo dele - que não importa quantos idomas a gente consiga falar - todo mundo tem essa capacidade -, o que importa, mesmo, e isso eu me digo, é quantas palavras eu me faço me entender? Com quantas frases descubro, desvelo ou concluo: quem sou eu? Quantos verbos preciso conjugar para conjugar e entender que EU SOU? 

Pois é... eu tenho facilidade para aprender diversos idiomas, mas, não falo quase nenhum. Minha língua mãe e um pouco de inglês - que compreendo mais do que falo. E aí? Quem fala mais vai mais longe? Quem mora em vários lugares tem mais experiência de vida? Uma diarista veio aqui em casa e me disse que não entende "essa coisa das letras..." e por isso deixou de ser contratada num determinado trabalho. Ela perdeu pai e mãe no mesmo ano; saiu de sua cidade do interior para trabalhar como doméstica aqui na capital; cuidou dos irmãos - maiores e menores; mulher, negra e semi-analfabeta... Ela me disse: "Dona Patricia, as pessoas me perguntam se eu tenho essa fé na vida, onde está meu carro do ano, minha mansão...? E sabe o que eu digo? Se um dia eu tiver que ter, terei, mas, hoje, eu vivo com dignidade. Qualquer R$50,00 para mim é resultado de minha vitória! Só eu sei o que precisei passar e abrir mão de estudo em escola para dar oportunidade para meus irmãos. E eles me botaram para fora de casa... Agora, vivo num quartinho que é menor que sua cozinha, que a senhora diz que é pequena. Lá eu tenho: tv, geladeira, uma cama, uma pia e meu cachorro. A senhora acha que quero parar aqui? Não. Eu vou fazendo meu trabalho..." Ela fala e se expressa muito bem. Já trabalhou para "pessoas de posse", como ela mesma fala, e nenhum deles lhe incentivou estudar... Uma condicionou para ela: "ou estuda ou trabalha para mim...". Quem é mais humano? Quem se aproxima ou distancia da realização pessoal? E, o que, de fato, vem a ser essa realização? A ex-patroa era médica e esposa de médico - neurologista, ambos - e sofria de uma enfermidade grave: medo de tudo. A água da pia era tão quente, que a diarista me disse que queimava suas mãos, porque a patroa tinha medo de germes... 

Se eu aceitar minha realidade atual por ainda não saber como mudá-la e não sofrer por isso, sem perder a esperança ou, sei lá, o objetivo de me encontrar em outras realidade até encontrar a minha realidade real, eu estou sendo acomodada ou dando tempo ao tempo? O que me propus e estou fazendo é dar um passo de cada vez. Aí, me pregunte: e se você morrer antes de encontrar sua missão? Sei lá! Talvez eu deva deixar que ela me encontre... Sei não. Cada dia que passa, menos sei das coisas... E, nem por isso, deixo de ir vivendo. Vou me completando com as coisinhas que consigo e para mim são muitas coisas. Não quero ser como ninguém, não. Sou como estou conseguindo ser e mudarei quando a mudança ocorrer. Falta tanto e falta tão pouco. Se tomei um rumo errado, talvez não fosse a hora do rumo certo, né não? E quem sabe exatamemte qual é o rumo certo? Sempre precisaremos abrir mão de algo, por algo. A dúvida sempre haverá. Mesmo dentro da certeza, muitas dúvidas. De tempos em tempos somos levados a novos rumos. Só reparar. Um dia, preenchidos de sabedoria, consciêcia e conhecimento verdadeiro poderemos nos desvelar e nos encontrarmos com nossa essência. Até lá, muitos ciclos; altos e baixos... muitos rumos a seguir. Tanta coisa para conhecermos que só a vida é capaz de nos conduzir. Então, aprecie o passeio e faça o seu melhor a cada dia, em cada lugar, a cada momento. Ah, não digo ficar parado e esperando a toa... Movimentando-se! Talvez eu não faça o movimento certo, mas, algum eu faço, achando que é o meu certo e dentro do que consigo fazer. Se eu pudesse fazer mais, já estaria feito! (risos).

Talvez sim... talvez não... a vida é cheia de surpresas - para a gente, porque, para a vida, tudo está muito bem organizado.

Pat Lins.

sábado, 12 de março de 2011

A PERFEIÇÃO DA IMPERFEIÇÃO

Nas coisas perfeitas, procuramos aquele defeito.

Nas coisas imperfeitas, achamos tudo lindo, PERFEITO!

O que falta é que dá o sabor e motiva o seguir, ir em frente: chegar lá.

O caminho e o caminhar nos fazem crescer. Um é como queremos ser. O outro, como podemos ser o queremos ser.

Sejamos, pois: melhores!

Pat Lins.

quinta-feira, 10 de março de 2011

FILME DE MINHA VIDA - APENAS ALGUMAS CENAS: DESABAFO! AFO! (COM ECOOOO)

Pois é, a saga do filme continua, mas, melhorou.  (OPS! NO EPISÓDIO ANTERIOR REFLETIA SOBRE A INFLUENCIA DE UM FILME SOBRE MEU FILHO. VIDE http://maesnapratica.blogspot.com/2011/03/filmes-influenciam-mas-nao-sao.html) A estratégia da negociação foi surpreendente: ele não só concordou, como entendeu e, o melhor: aceitou. Melhor que isso, só dois disso! E, sendo assim, ele voltou a pedir os filmes que antes gostava tanto, como "A Era do Gelo", "Toy Story 1, 2 e 3", "Shrek", 'Lucas, um invasor no formigueiro" e etc - se eu for listar a dvdoteca dele, não termino hoje. 

Com relação ao comportamento, normalizou. Ou seja, diminuiu o excesso do que já é excessivo. Graças a Deus, porque eu já estava esgotada e, confesso, sabe Deus de onde tirei forças, porque, minha gente, careca era só o começo dos meus problemas. 

Visitando, como de costume, os blogs amigos - tenho uma lista aqui ao lado - li um texto emocionante da Sueli, - BLOG DO DESABAFO DE MÃE - e me vi ali. Só quem tem um filho de personalidade forte e dono de si pode imaginar o que passo. Por mais que eu escute e saiba que ele não é um menino ruim, afinal, não é malvado, "só" agitado, isso não diminui em nada meu desgaste. Todo dia eu vivo tensa e pressionada. Estou sempre alerta e tenho que ser flexível e legal; e ainda rigorosa e firme; carinhosa e amorosa; mãelimite no limite. Só por um tempo, queria refresco - risos. Sabe o que é pior - ou melhor ? Eu não resisto aquele safadinho lindo. Ele é elétrico, me mata de cansaço, mas, se não fossem as críticas que dou ouvido e reverberam em minha mente, talvez, quem sabe, eu me cansasse menos. Também, quem manda ser humana e dar ouvidos ao que não deveria ser escutado, já que se sabe que quem fala apenas extravasa sua própria dor, infelicidade, fraqueza e pequenez através da tentativa de diminuir o outro para se sentir maior?! E isso me incomoda muito: mania de me ocupar com a língua dos outros. Acho que sou assim por conta de minha mama querida. Ela é do tipo de pessoa que prefere se machucar a ter que dizer a verdade a alguém. Eu vivo uma contradição: quero falar - e, quando não dá para segurar, eu falo - e me sinto péssima por magoar alguém, ainda que esse alguém tenha me magoado. Aquela história da pessoa sacana que sacaneia, provoca e ainda sai como vítma, porque soube fazer seu lobby. Meu lobby é queimado, porque eu explodo mais do que me contenho e quem provoca fala baixo, com voz mansa e incubado. Odeio falsidade. Pois sim, o que isso tem a ver com Peu? Essas pessoas e lidar com isso me desgasta tanto, nesse embate que minha resistência diminui. E eu? Preciso estar sempre em alta, para conseguir lidar com Peuzinho. 

É muito cansativo ter um filho ultra elétrico, que parece saber o que quer e só descansa quando consegue - leve o tempo que levar, ele consegue alguém que ceda... principalmente quando não está em minha frente - e tentar lidar com algo que já é desgastante por si só e ainda ter que lidar com gente desocupada e sem "setocômetro". Gente que, se estivesse em meu lugar, o que faria? Sim, porque essas pessoas são cheias de dicas, receitas, fórmulas de sucesso, "jeito", "ciência", técnica - diga-se de passagem, teoria da técnica -, de experiência - nos casos que me refiro, malsucedidas experiências, mas, como os filhos cresceram e não matam, nem roubam, acham que fizeram um bom trabalho... ainda que sejam pessoas problemáticas e difíceis, imaturas, infantis, egoístas... isso me incomoda mesmo e de verdade. Cuidar de Peu não é facil, mas, se ele é assim, eu tenho que encarar os fatos e lidar com isso. Quando consigo manter uma distância saudável - como me refiro a me afastar daquilo que me compadece, para o meu próprio bem e que não é tão bem visto pelos outros, mas, paciência para eles - eu mantenho minha taxa de resistência equilibrada e minha rotina cansativa é puxada, mas, "vivível" - risos. Infelizmente, algumas vezes essa distância saudável é quebrada e levo dias para me recuperar, até estabilizar. Bom é que cada vez que faço o esforço, assim que passa a fase crítica do estresse instalado, me sinto infinitamente melhor e mais forte e, detalhe, mais convicta de que estou certa em manter minha distancinha, viu? Sorte a minha que ainda posso e consigo fazer isso com, pelo menos, 90% dessas pessoas inconvenientes, mas, que fazem parte do ciclo social e familiar. 

Essa questão do filme, mesmo, nem todo mundo acredita e acha que é proque ele é assim mesmo. Será? Não sei, acho que sou observadora demais, minha veia crítica e exploradora da alma humana me faz ser assim, de natureza. Isso faz com que eu me abra para as possibilidades, em vez de fechá-las e visualizar tudo de um panorama mais holístico - não como as pessoas dizem que fazem, sem fazer... eu sinto a dor de quem se esforça para colocar em prática o movimento de mudança, de observação, de planejamento e de desenvolvimento de estratégias e ações. Sou, praticamente, um plano de marketing - risos. Ou, uma monografia - risos. Nem por isso, obtenho sempre êxito... O empirismo me guia e entre tentativas e erros, vou chegando lá. Como sempre me falo: quem vai saber o que é certo ou errado no que tange a educação de um filho? O que deu certo para A - quando deu certo mesmo, ou seja, a criança cresceu e se tornou um adulto equilibrado, sensato, sereno... o que não quer dizer que seja apenas mérito dos pais, mas, do ambiente, da característica pessoal, do empenho individual, das oportunidades bem aproveitadas... Complexos é o que somos - não quer dizer que vá dar certo para B, C... Z. Cada um é um. Tem uma pessoa que vive pregando essa premissa e, na hora do "vamo ver" é a primeira a já estar comparando e, cá entre nós, sem critério algum... Comparar é necessário, para que tenhamos parâmetro, mas, o que é - ou quem é - o parâmetro para comparação, mesmo? Só Jesus, mesmo. Ou Gandhy, Madre Tereza... Pessoas que abriram mão de si, por já serem tão evoluídos que não tinham mais o que crescer, apenas orientar e facilitar crescimentos.

Ai, quero vomitar minha irritação, para que essas reverberações me deixem em paz. Eu já vivo uma vida desgastante - não, eu graças a Deus não passo fome, nem sede... mas, a educação de Peu requer um ritmo em mim que não é o meu e exige um estado mental sempre alerta que, de vez em quando, pede descanso e não encontra. Tudo seria menos pesado se as pessoas se tocassem e, se querem ajudar, ajudem. Porque, muito ajuda quem não atrapalha, já dizia minha avó. Ajudar colocando mais pedra para a pessoa carregar a sadismo, né ajuda não, viu?

Meu filho é agitado, sim, mas a "culpa" não é minha. Ele é como é. Não é por falta de diálogo, nem de limite - ou tentativa de dar alguns. A educação de Peu é a longo prazo. Já percebi isso. Essa natureza geniosa dele insiste e testa meus limites, mas, eu quase sempre estou lá, segura e firme. Caio, por diversos motivos, porque, apesar de ser mãe - e todo mundo exige perfeição  sem o ser - eu sou gente e vivo outras coisas além da maternidade. Caio, por diversos fatores pessoais e íntimos. Caio como qualquer pessoa. Mas, o que mais me derruba, com relação a lidar com Peu são essas intromissões descabidas, desorientadas e sem sentido, que invadem como uma chuva ácida - não comparao com acidentes naturais, porque acidentes naturais são reações da natureza gritando socorro. A mãe natureza pede socorro para que nós, filhos, vivamos melhor e nós, filhos, somos extremamente desobedientes e impetuosos, como Peu é comigo... - e terminam por alterarem o rumo de meus afazeres, do meu ritmo... Tanta cobrança. Todo mundo devia fazer terapia. Tantas ações infantis, de adultos que não se desenvolveram e cresceram em idade, mas, não em identificar sua identidade... Tanta gente que briga por tão pouco. Tanta gente que se diminui em vez de crescer. Tanta gente que cria situações sem necessidades. Tanto malentendidos, por falta de uma coisa simples, chamada "comunicação" - falar, ouvir e entender. As pessoas têm má vontade em compreender. Em aceitar. Em respeitar. 

Difícil! Mas, vou indo, porque, como disse a própria Sueli, mãe nunca desiste. E, acabo sendo mãe de mim, porque não desisto de mim, nunca! Nem quando penso que assim o fiz.

Vou terminar aqui, senão, uma coisa puxa a outra e este post era só para dizer que educar um filho é zelar por tudo que o envolve, sabendo que não temos controle total do que eles captam, mas, temos co controle total de fazê-los entender que por mais legal que uma mãe seja, ela precisa ser respeitada e reconhecida como tal. Só para dizer que eu luto todos os dias para que meu filho cresça um homem virtuoso, de bem, mesmo que hoje ele brade com os limites, que teste os meus limites, amanhã, seja ele o que for, eu fiz o que pude, com a melhor intenção. Só para dizer a mim mesma que eu preciso recarregar e triplicar minhas forças. Só para me dizer que educar um filho é identificar os sinais - quando problemas - e se abrir para as soluções, porque não existe um única solução, mas, sim, uma que dê jeito.

Depois, talvez, volte a extravasar de novo. Afinal, na prática, somos isso: gente querendo ser melhor, mesmo sem se dar conta e sem se dar conta dos caminhos que seguimos para tal. E, no filme de nossas vidas, tudo deve ser dirigido por nós mesmos e com ajuda, sim, porque ninguém vive sozinho, mas, ajuda é uma coisa, manipulação, controle e intromissão é outra...

Saudações maternais,

Pat Lins - uma mãe na prática diária de se construir e desconstruir; num desabafo de mãe e que só coisa de mãe pode entender. E, fica a pargunta: "what mommy´s need?" Afinal, somos mãe e  muito mais, não é não?! E sempre em mãetamorfose. E haja inventando com a mamãe para alegrar a filharada. Principalmente os kids indoors da vida moderna, de crianças que não dormem e vivem acesas, como se não tivessem tempo a perder. Que um dia vão virar adolescentes - e, alguns saíram dessa fase... Afinal, todas vivemos um sonho de ser mãe e, no final, toda mãe é igual! A cada mãe, mãeblogeira, bipolar ou não, aqui, meus parabéns! Fui tecendo o fio de ariadne para agradecer com este último parágrafo, a maioria dos blogs que sigo, por conta desse meu pequeno, nessa pequenópolis - crianças a solta na soteróplois. Para quem não entendeu, vide a lista de blogs que sigo no MÃES NA PRÁTICA, porque este blog é para mães de ninas e ninos do meu coração. Minha homenagem a cada blog que me ajuda nesse processo de maternidadeconsciente.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

NO OLHO DO FURACÃO

No calor das emoções, o melhor é não tomar sérias ou irreversíveis decisões. O ideal é deixar "a poeira baixar".

Olha, aprender a lidar com o impulso é muito complicado. "Ele" - o impulso - ou "ela" - a impulsividade - aliado ao orgulho, que ama insuflar o ímpeto, através de ações impensadas e não refletidas, desencadeiam uma verdadeira tempestade... num copo d´água. Tudo passa a ter a cara e as cores do "pior", do "sem solução" - através da solução radical -, do "acabou! Chegou ao fim!"... do fatalismo. Nos privamos do benefício da dúvida e da possibilidade de parar, ver, pensar e agir.

Em alguns casos assim - onde a impulsividade ganha espaço -, passada a crise, "baixada a poeira", a sabedoria deseja se manifestar e, com a "cabeça fria", conseguimos enxergar o que a venda da afobação nos impediu. Recuperados da cegueira momentânea, avaliamos os prejuzos e, em muitos desses casos, não há mais volta. A impulsividade é mãe, irmã, coligada, colada e conjugada com a imaturidade - e isso independe de idade cronológica...

Entretanto, lógico que, se algo está incomodando, agoniando, estressando, sugando as nossas energias vitais, nossas forças diárias, sinal de que tem alguma coisa aí gritando por "socorro, preciso de reparos". Algo está fora do lugar, requerendo ajuste, reajuste... SOLUÇÃO.

Sendo assim, PRIMEIRO passo: identificar O problema REAL - não o aparente...

Em meio a uma crise conjugal, estava disposta a ceder ao impulso, jogando toda a "culpa", no outro... Muito fácil e caminho mais comum a ser tomado pelas pessoas comuns... Foi quando, diante de vários entraves, não conseguia concluir meu "objetivo" e, acabei desabafando com uma grande amiga - ao contrário de outros, que, sem experiência de vida, sem saber o que dizer, se colocavam ao meu favor (algo natural) ou, me davam "lições de moral" do alto da inexperiência de vida e/ou de vida conjugal, o que me soou como engraçado... até fazer confronto, uma outra amiga me sugeriu, com ela a frente, para que eu visse e entendesse que "a mulher sábia edifica o lar"... ou seja, se a relação estava ruim, a culpa era minha, porque mulher precisa saber que sua indidualidade não pode ser mais importante do que as imaturidades e desequilíbrios do marido... Enfim, coisas de amigos que, apesar de sentimentos sinceros, são pessoas, né?! São humanos... - mas, ela, uma amiga humana, cheia de defeitos, como qualquer outra pessoa, porém, que sabe respeitar o espaço do outro, sabendo que o outro é que sabe de si e onde o calo aperta, e, apesar de ter sido casada três vezes, defende a felicidade como forma de vida, mas, de maneira plena, ou seja, "tente todas as soluções antes de tomar uma decisão", apenas me disse:

"Minha querida, se é o que você quer, vá em frente e siga seu coração. Mas, se você puder esperar um pouco, não tome decisões sérias e definitivas em meio a uma crise. Daí, depois que tiver certeza e segurança do que quer, vá em frente! Se o que incomodava continuar incomodando, se ele - a situação incômoda - for 'O' problema, resolva da melhor maneira..."
Isso, para mim, é sabedoria - . Por isso que amo meus amigos, porque cumprem o papel de nos completar, de nos fazer pensar, de nos fazer nos ver. Cada um com sua opinião, alguns tão radicais e imaturos quanto eu; outros querendo estar acima de mim, através de uma "sabedoria" criada, de que "me" conhece... Enfim, essas diferenças é que me fizeram ver que identifcar o problema real é o primeiro passo. Em meu caso, que não vem ao caso entrar em detalhes, existe um problema real, que já veio comigo e que acaba sendo alimentado por outro problema real que é a outra parte... Uma nova amiga - risos - pessoa fantástica (olha, apesar de tudo em minha vida que reclamo, só posso agradecer a Deus pelos amigos que me dá, viu?! Nooooosssssa, cada pessoa espetacular!), que já é divorciada, me deu seu exemplo, que não foi impulsivo, mas, que,quando se tem filho pequeno, precisamos pensar muito mais... Só em caso muito grave separar, mesmo. Não. Ela não me disse para "comer o pão que o diabo amassou" pelo filho, afinal, isso é reproduzir o padrão comum de que ninguém nasceu para ser feliz...Ela apenas afirmou a importância de assumirmos a responsabilidade pelo novo ser que emerge diante de nós, e que, se trabalhar é de extrema importância. Nada de usar a criança como escudo, mas, nada de passar por cima de que ela existe e precisa ser levada em consideração. Equilíbrio.

Isso me fez ver que não é fácil assim, apesar de simples, dar o PRIMEIRO passo... por isso que ele é tão importante. Se permitir ver "onde" e "qual" é que vai nos fazer ver se a crise está em nós, fora de nós ou ambos - risos. Ainda, se existe crise, mesmo. Identificar o problema quer dizer: CAUTELA, para não tomar decisões preciptadas e possíveis arrependimentos tadios. Fora a maneira menos dolorosa de se resolver, como feridas abertas, mágoas, ressentimentos... tudo que fecha portas para uma boa relação pacífica.

O SEGUNDO passo, que pode preceder o primeiro, ou, vir em paralelo, é procurar TIRAR O PESO EXTRA, é pesar e ver o PESO REAL - no mínimo, tentar não aumentar. Aquela história de não carregar nas tintas... Se conseguirmos, pelo menos, não dar mais peso do que já tem, o caminho pode ser menos árduo, menos conturbado - a depender do caso - e, abre-se para mais chances de elucidação. Afinal, eu, o que quero, é resolver O problema, não criar outro... Muita gente se permite, com extrema facilidade, apenas se apegar à polêmica, ao lado negativo da situação e "joga lenha na fogueira", em vez de se dar o esforço e o trabalho de apagar o fogo, para evitar um incêndio, evitar uma catástrofe. Mania de querer destruir tudo, em vez de ver a melhor maneira de se resolver!

TERCEIRO, que também vem juntinho com o primeiro e com o segundo, é RESPIRAR. Se permitir respirar, oxigenar o cérebro, organizar as idéias, apaziguar o coração velho de luta e a mente, através da mensagem SINCERA e HONESTA de tudo está bem, de que tudo passa e de que tudo tem solução - ou, vai se resolver.

Nesse caminho, ou esforço, para a tranquilidade, através da racionalidade - lembrar que é ser pensante faz bem - podemos chegar ao QUARTO passo, que, na verdade, pode ser o primeiro - imagino que esteja confuso... risos - RESOLVER. Na verdade, na verdade, tudo isso, cada passo, é só para lembrar que um problema precisa de solução, não criar outro e dar-lhe o nome como sinônimo de solução... Pois bem, sem afobação, sem pressa, sem raiva, sem orgulho inflamado, sem ego, sem pressão do "mal", com a cabeça arejada, calma e serena, sim, é mais viável se tomar uma decisão mais próxima do que insistimos em definir como CERTA - ai, como adoramos rótulos e julgamentos... tudo tem que ser CERTO ou ERRADO... e o que não é nem um, nem outro? O que apenas é bom para mim? Para nós?

Em verdade, em verdade, nunca saberemos, com 100% de "acerto" e sem margem de erros, se nossa decisão foi "A" certa, apenas podemos saber e nos conscientizar de que, seguindo os passos sugeridos, aqui neste post, que tomamo "A" melhor decisão que pudemos tomar. Tanto que o nome já diz DECISÃO, ou seja, escolher que caminho seguir... Escolher UMA e APENAS UMA solução. E aí, seja qual for a escolha, tudo muda e nada é garantia de suesso pleno e alegria para todos os lados. Importante é lembrar de que cada lado é responsável por si e, minhas escolhas, baseadas nos quatro passos que estou seguindo à risca, só querem ter uma mínima segurança de que tentei muitos caminhos, antes de bater o martelo de FICO ou SIGO. Não me baseio, nem devo, em como o outro deve agir. Mas, dentro de uma relação conjugal, que é o meu caso, o NÓS precisa ser muito bem harmonizado com os EUs, ou, melhor, com CADA EU. Existe uma teia que nos deixamos enredar e, aí, tudo nas relações humanas acabam sendo complexas, porque CADA EU neste mundão de meu Deus é um ser complexo... é da condição humana. Não adianta minimizar, mas, também, não precisamos perder o foco e partir para a "ignorância". Sejamos racionais. Deixar de ser complexo é muito simples, cada um de nós sabe o que é preciso, mas, não é nem um pouquinho fácil, é tarefa dolorosa e sangrenta.

O importante e o que quero, primeiro me dizer e, depois, compartilhar aqui, é que: HÁ TEMPO PARA TUDO. Decisões preciptadas são decisões fora do tempo real da solução. Para tudo a busca pela paz, pela verdade real, aquela que não tem a intensão de magoar, machucar ou pisar em alguém, mas, apenas de defender o direito de cada um ser feliz! Decisões precisam ser tomadas, principalmente, diante de tensões e crises. A diferença significativa é a base para tomada dessas decisões. Um impulso positivo é necessário, para dar o start. Mas, é aquela história, saber escutar o coração só é possível quando calamos a boca do pensamento e deixamos a neutralidade agir, para isso, só teoria e frases feitas não são suficientes, é preciso agir com prudência e sabedoria e, para tanto, só com CONSCIÊNCIA REAL. É muito comum a gente estabelecer uma "consciência ideal", onde acreditamos piamente que somos como pensamos e falamos incessantemente que somos assim para que acreditemos e para que nos vejam daquela maneira... Uma consciência real não exige grandes manifestações, é mais comedida e centrada, porque não é a manifestação de nossa carência, nem uma criação ilusória do ego... Em qual nível me encontro? No mais comum: o da "consciência" ideal... Ainda tento manipular minha imagem, assim como a maioria das pessoas. Você acha o quê? É por isso que escrevo tanto, para me ver de frente e ver o quanto ainda tenho para colocar em prática. Engraçado é que conheço uma gama de gente que me "ensina" tanta coisa, de suas lições de vida, que não passam de teroia de de apenas: eu li num livro... Para tudo o equilíbrio: ler, conversar, interagir, ouvir, pensar... agir. Mas, este último ponto é pauta para um próximo post, que, agora, está sob forte tendência de falar para uma pessoa, que ela não é como diz ser e que suas atitudes contraditórias são cansativas... por isso, evito contato frequente e me mantenho na distância saudável. Isso tudo porque eu estou no mesmo nível humano dela, e, preciso descobrir em mim, o que tanto me incomoda nela...

Bom, depois de todo tempo de esforço, o incômodo continuar, chega uma hora que a melhor decisão é qualquer uma, desde que saia da inércia, depois, entra no enfrentamento e guarde forças para o trabalho de reconstrução posterior. Paciência é uma virtude trabalhosa. Não é como a tolerância que não passa de desculpa para estourar... A tolerância, como a usamos, é muito parecida com uma mola sendo pressionada para fechar... Uma hora ela vai querer voltar ao estado natural, e aí?!

O ideal é se dedicar ao presente e ir resolvendo o máximo de coisa aqui e agora. Fecha as portas para o que passou e deixa a do futuro aberta, sempre. Segue seu rumo em paz e, se a(s) outra(s) parte(s) envolvida(s) que se encarregue de si e de se resolver consigo. Eu não posso mudar o outrooooo!!!

É muito melhor tomar uma decisão em condições de calmaria do que em clima de turbulência. Se tem um conselho que me dou é: manter-me no centro do furacão, até saber como agir e para onde ir. Ao mesmo tempo, o tempo vai passando e os fatores externos vão perdendo força e intensidade. Mas, não é deixando o tempo correr solto, é crescendo dentro da dificuldade. Porque, assim como tudo passa, o que não foi bem resolvido, volta, de um jeito ou de outro... Há que se trabalhar.

Se o que gera o problema foi uma decisão preciptada, ao menos, para a solução, permita-se acertar com calma e cuidado. Às vezes, para resolver um problema, precisamos sair dele... Para isso, precisamos identificar se ele é o problema real... Ou, afastar-se para ter o ambiente saudável para refletir. Mas, precisamos, estar com os corações mais abertos.

E aí, estamos afim de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO?

Sim ou não? Só temos duas escolhas! - risos.

Agora, tenho que tomar a decisão de parar por aqui...

Beijos,

Pat Lins.

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