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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pão e circo - sem pão e sem circo

Crédito: Henning Dalhoff / SPL

Não precisa ser muito inteligente, nem entender de muita coisa para perceber que os políticos - de TODOS os partidos - estão dando em nossa cara, né?! Basta olhar e ver, coisa que até cego enxerga, porque fede tanto que o órgão que mais sente é nosso bolso, além da nossa mente que fica perdida e confusa.

Pane na mente - fico abismada com as brigas em família, entre amigos... defendendo político A, político B... defendendo partido tal e tal. E eles, lá, fazendo o carnaval, sim a deturpação do carnaval como alegria de fachada, com verdadeira "folia" apenas para alguns, seletos.

E fico observando: antes os argumentos para indiciar grupos que interessavam, tudo valia. Hoje, que a gente quer acreditar nessa Lavagem, vem uma micareta daquelas beeemmm pesadas, que a gente tem medo de ir, mas já tá no meio. Agora, cadê o fôlego? Ai, ai. Piada de mau gosto. Eu não tenho provas, mas tenho pela convicção de que as cartas estão rolando e vão parar essa zorra. Jogam a culpa em uma legenda e as outras saem como puras e ilibadas... Oi?

Assim sendo, declaro, mais uma vez, como já avisei antes aqui, diante de percepções do óbvio, por ser uma pessoa neutra, sem esse fanatismo e miopia política como muitos se deixam levar e envolver, revelando uma pobreza de caráter e personalidade, brigando "publicamente" em redes sociais por politicagem, abrindo mão de amigos reais para defender essa falta de respeito ao povo, sem se lembrar que também é povo, tenha afinidade com o partido que tiver, pois bem, digo e repito: continuem a nadar, igual a Dolly de "Procurando Nemo", porque ela sofre de uma amnésia constante... então, observem o jogo. Propaganda é um perigo, uma arma, marketing político é expert em manipular mentes, inclusive e principalmente, as "mais" inteligentes, sim, sim... essa arrogância toda, essa agressividade toda torna refém aquele que pensa estar sendo "inteligente, entendido e politizado". Vão às ruas defender partido tal e partido tal, mas não vejo ninguém se unir para derrubar isso que tá aí e que envolve TODOS os partidos em prol do partido do povo brasileiro, que existe independente das legendas partidárias. Somos um povo que carrega uma herança maldita, uma carga desgraçada por conta de todos os erros e destruições sobre as quais nascemos. E, hoje, uma mega operação promete lavar tudo a jato e parece mais com aqueles lava a jato que deixam nosso carro com areia no porta malas, não limpam os tapetes, nem o que está debaixo deles.
 
Com fome e sem graça - Pois bem: lava a jato bom é aquele que faz o serviço completo, lava tudo, rápido e no grau, pae. Isso que tá aí vem se mostrando mais uma brincadeira de mau gosto que nos deixa aflitos por vermos que eles estão ali só para brincarem de democracia, dando apenas pão e circo ao povo e "nois"? Rindo de se acabar. Quando tem o pão e o circo, beleza, ao menos, estamos "passando bem" e quando nos tiram o pão, porque tá caro e não dá para comprar e o circo, porque a lona rasgou e estamos todos expostos? Com fome e sem graça.
 
Para piorar, vem a proposta de reforma previdenciária... desde que me entendo por gente, a previdência social é a mamadeira farta e grossinha para muita gente graúda hoje, aí. Quem já entrou numa agência da Previdência Social ou no INSS, como muitos ainda chamam, podem ver que só tem pobre mendigando para receber o que juntou anos para ter "sossego", implorando para ter direito ao que tem direito adquirido - ironia danada - e ainda sendo chamado de preguiçoso, porque o país não anda porque o povo só quer deitar na rede e dormir. Esse discurso de intimidação para provocar o pobre orgulhoso e ele trabalhar excessivamente e provar que não é preguiçoso, deixando o chefe mais rico a cada dia é coisa de doido. Só uma pessoa muito idiota para cair e propagar isso. Mas, ainda existe quem queira tirar proveito e grite: "vocês são preguiçosos. Quem quer ganhar dinheiro tem que..." eu completo: tem que fazer um otário acordar cedo, pegar ônibus cheio, ser pisoteado o dia todo, oprimido para não ter tempo de pensar, intimidado com a ameaça de perder o salário final do mês, pois não é o único e tem uma fila de desempregado lá fora..., sair mais tarde, porque comprometimento é tudo. Chega em casa um caco, sem lazer, sem gás, no "bagaço" para dormir, sem descansar e acordar cedo para viver tudo de novo. É isso. É esse ciclo inteligente que os grande ganham e ainda são ingratos. Vamos que vamos, porque é isso mesmo que vai para fila do SUS quando adoece e para a fila do INSS para ter uma sobrevida na velhice que se aproxime de uma realização de sonho de ficar em casa, em seu cantinho, com seu salário mínimo ao final do mês... pois, até isso querem tirar. Então, isso nos lembra o que? Escravidão. Pau no lombo, minha gente, como fizeram com índios e negros em 1500. Olha, quando a operação faxinaço acontecer, aí sim, a lava a jato vai ser fichinha. Aliás, ficha limpa é mais do que não ter ficha corrida, é ser digno do voto popular e honrar o compromisso de fazer algo para o bem maior - referindo-se ao bem maior enquanto todo um povo, tá, não uma conta bancária bem maior. O rombo na previdência sempre foi algo que era citado timidamente nos telejornais... desde sempre. Já vi médico tendo que botar gente para voltar ao mercado de trabalho sem ter a menor condição. Importante que morra, porque é um a menos para usufruir do dinheiro "deles". Esse bando de miserável que assume o poder se apropria do benefício do povo e quer mais que quanto menos gente, melhor.

Pois é. E ainda ficam aí, amigos, familiares, brigando pelo que foi "noticiado" no telejornal como verdade. Quer ver a verdade? Venha para a vida real. Saia da frente da TV. Ande por aqueles lugares que você não vai porque tem gente suja, pobre e faminta, com os "dente" tudo "pôdi", barriga de verme, joelho grande e perna seca. E, minha gente, isso não é por conta de apenas um maldito partido. Isso é por conta de TODOS os malditos partidos, desse bando de politiqueiro que temos e que vivem de uma aparência bem montada, trabalhados na voz que fala "bunito" o que se quer ouvir, na roupa que a gente quer ver, com o cabelo beeemmm arrumadinho, tudo engomado, te engomando.

Tenho medo e estou desesperançosa. O Brasil caiu, ninguém sabe, ninguém viu, porque é barril. Onde estão seus amores e amados, pátria amada? O gigante que se ergue é o monstro da roubalheira. O gigante adormecido tá deitado depressivo, porque tudo perdeu o sentido, está faminto, sem pão e sem circo. Sem alegria, sem motivo para levantar. Nesse desânimo, o gigante vai hibernar por muito tempo. Não há como lutar com pés e mãos atados. Fim da cultura, do lazer, do entretenimento, da saúde, da vontade de se fazer acontecer, porque parece que é impossível uma solução. Só a fé nos diz: mantenha a chama da esperança acesa, porque ela é a última que morre. A minha esperança está padecendo... com fome de arte, com sede de investimento em cultura, com falta de saúde e condições para ela, sem segurança, porque os bandidos hoje são as estrelas do crime que "compensam" - e não me refiro ao MC Beijinho, esse, graça a Deus, teve uma "chance" através da "arte", questionável ou não, mas, vamos crer que ele vai poder ser alguém melhor - me refiro aos grandes bandidos dos colarinhos alvíssimos. Eu quero ser feliz agora! E quero que a Justiça seja feita a jato, como prometido, mas com efetividade, lavando e limpando tudo! Até aqueles cantinhos citados e que ninguém quer tocar, porque vai mostrar que muita sujeira vem dele...

Pat Lins - consternada e desabafando para esvaziar.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

ACORDA, BRASILEIRO!


Para quem ainda não entendeu... para quem ainda se acha mais esperto, digo que sou grata pela minha "burrice". Ao menos, sendo "burrinha", posso ver o que os espertos de plantão não estão vendo e me acabo de rir com as bizarrices ingênuas desse nosso povo - que sou eu e é você, goste ou não.

Lembremos que somos a "opinião pública" e isso oscila como a onda e a "media" surfa em cima de nós. É, bebé.

Quando manifestei aqui minha preocupação com a volta da ditadura, muita gente negligente com a própria inteligência, doidos por brigar por quem ganhou ou perdeu, apenas alimentou o que a manipulação quer: mostrar que aqui, do lado de cá da telinha, somos todos seguidores e servidores.

Houve uma jogada para ver se e o que colava... tipo: "vamos tirar quem não nos agrada e tacar o pau". Creiam, taca-se o pau em qualquer um que desvie 0,01 mm do jogo de interesse da mão invisível que nos guia - já falava Adam Smith, em outros tempos...

Em tudo que se é lançado, se é medido. Feedback é tudo. E viva minha formação e experiência profissional que me permitem ver, sem julgar os que não estão vendo, mas entender que, ainda assim, sou "burrinha". #prefiro

Pois é... não é interessante a ditadura militar voltar. Fato. Mas, sabe quem disse isso? O povo! O mesmo povo inteligente que foi às ruas pedir a volta da ditadura e a saída da "presidenta" - e, reafirmo, sou apartidária, por isso, me sinto neutra para falar o que observo de fora, sem rompantes emocionais como muita gente teve, mas, fazer o que? Gente é gente. - por se sentir empoderado pelos veículos de? "MASSA". O nome dos veículos de comunicação como Tv, Rádio... são VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA. E, sabe o motivo? Nós somos a massa. A massa é a opinião pública. Opinião pública é a representação de uma média de interesses de determinado grupo ou público que se tem interesse em atingir. Então, advogados, publicitários, jornalistas, RPs, contadores, médicos, enfermeiros, garis, desempregados e etc, você, eu e qualquer um faz parte de algum grupo e nossa opinião conta, só que não. Pois é, nós mesmos somos brucutus. Gritamos, em hora de raiva o que pode nos destruir... Interessante, estamos sendo muito bem mensurados e muito bem manipulados. Meu medo "passou" - sim, entre aspas... Não é de interesse dos veículos de comunicação, bem como não deveria ser da população tão inteligente, que a ditadura militar voltasse. Mas, houve divulgação e imagens subliminares em fotos e vídeos, para testar quem estava atento e se era uma tendência. Perigo!

O que realmente conta e interessa é invisível aos nosso olhos. O que é essencial para uns é pura jogada ou descarte para outros.

Eu? Fico aqui sossegada, vendo no que vai dar. Gritar, bradar... isso só faz alimentar o monstro que nem sabemos onde está. Relaxem! Com relação a política, está tudo certo... para e entre eles - leia-se políticos e grupo de interesse. E só! Nossa opinião? Banquete!

Então, meus povo e minha pova, digam ao povo que digo! Vejam. Percebam as mudanças de discurso. Mudam o discurso e mantêm o comportamento... Percebam as jogadas. Rombo na Petrobrás, rombo na Previdência... só "vaza" o que é "vazável". E isso, posso falar com meu senso crítico pouco aguçado, pois devo ser muito burrinha - e como já disse #prefiro - fica de lição para as próximas eleições: não importa para quem vai o seu voto, o Brasil tem dono e esse dono deve ser uma caipora ou algo assim, muito bem firmado no parlamento, nas câmaras - que nem são frigoríficas para armazenar as carnes boas e de qualidade friboi... ou não... quem sabe...? -, no senado, no gabinete do presidente - ou presidenta... - o título não importa, o que importa é o pecado da carne! Não importa quem entre ou saia, vai receber a galinha pulando, sim e vai sair com fama, se não comer direitinho. Tem um negócio lá dentro onde está tudo pronto e ponto. E a gente aqui, "é Dilma! Corrupta!" ou, como há anos: "Xô, FHC!" ou "Fora, Collor!" ou "Sarney, ladrão!" ou "Itamar topetudo"... E ninguém aprende. Ninguém quer ver que se trata de algo muito maior. O gigante que tanto clamamos ainda adormece, porque o gigante vivo está lá. Lá dentro de Brasília acima de qualquer um que ali entrar. O que acontece não para. os rombos e roubos são de agora? Vai surgir algum herói para frear isso tudo? Sim! Agora a Suíça repensa seu HÁBITO conhecido mundialmente de ser "neutra". Hum... Bacana. Só que não... Desconfio de boas ações desse porte. E não sou incrédula... sou apenas burrinha. #prefiro

Pois é, irmãos e irmãs, companheiros, brasileiros... a nós cabe continuar o diálogo - conversa, troca... aquilo que se faz quando há respeito às diversas formas de pensar, chamadas de opiniões, dentro de um mesmo grupo. Olha que legal: há divergência, inclusive, nos mesmo grupo, ou seja, a opinião pública é unânime? Hum... Sei. Aliás, sei não.

A cada um de nós cabe a saúde de brindar as trocas. A cada um de nós cabe debater, expressar. Todos temos esse direito. TODOS temos o mesmo direito. Todos temos deveres, também. Ah! Esqueci... ninguém quer exercer os deveres, né isso?

Pois, meu alerta vai para o PAREM COM AS GUERRAS, estão atirando num igual. Aqui ninguém sabe mais do que o outro. Você aí só sabe o que vê nos canais que tem mais afinidade. Simmmm! Cada um de nós só acompanha pelos canais e grupos afins. Por isso que clamo a troca, saber que cada grupo afim tem um canal que te procura e te quer e te chama e te seduz e te induz. Sacou? "Do lado que estiver, ali estarei!", dizem os seres invisíveis que já tomaram corpo e forma e avolumam mais e mais a cada dia. Enquanto você briga por quem rouba mais que quem, os roubos não param e a gente nem vê quem está roubando, mesmo... A gente sabe e tem certeza que está sendo roubado. E a polícia já nos orienta: não reajam!

No caso do nosso país, reação a que? Precisamos agir. Mas como? Pensando. Respeitando. Debatendo - sem bater. Trocando informações. Crescendo como pessoas. Firmando bons valores - não os procure na mídia... emoção de propaganda de Natal e comercial de margarina, gente... e olha que amo a minha área, mas reconheço que há uma crise de identidade. Pois é, brasileiros! Para mudar o Brasil e acordar o gigante salvador da Pátria, só em união! União não quer dizer todo mundo pensando igual, mas todo mundo pensando e respeitando os que pensam diferente. O meio é sempre o melhor caminho: nem a minha opinião, nem a sua... a NOSSA!

O Brasil só muda quando eu e você mudarmos para melhor. Até lá, tudo igual como dantes, no quartel de Abrantes.

O gigante adormecido é o povo brasileiro UNIDO!

É a união que faz a força e concretiza a vitória. Fica a dica: é preciso ordem para se alcançar o progresso!

Pat Lins 


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

BRASIL, O PAÍS DOS “SABE DE NADA, INOCENTE...” UM POVO SEM MEMÓRIA. ISSO VAI ALÉM DE POLÍTICA E DE POLÍTICOS.

Imagem: Google Imagens

Povos e povas do meu Brasil! Pequenos acordados ou gigantes adormecidos? Burros e inteligentes! Ignorantes, sábios e estúpidos! Irmãos brasileiros! Cidadãos!

Volto a me manifestar! Como sempre, NÃO POR POLÍTICA OU POLÍTICOS, mas por nós! Não venho defender ou atacar PT, PSDB ou PQP... Venho falar daquilo que ninguém quer ver, porque dói um pouco saber que somos todos manipulados e isso não se restringe à massa da população – ou seja, aqueles que vivem numa classe social e econômica baixa e com, na verdade SEM, grau de instrução limitado ao nível médio... quando chega a tanto. Assim, podemos ver que os “inteligentes” também podem ser manipulados. A manipulação nos pega naquela brechinha mínima que nem sabemos estar aberta, pois, pouco nos conhecemos e muito somos arrogantes para admitir. Enfim, aquilo que exibimos como orgulho, nossos canudos, não fazem nossa verdadeira base, muito menos nossa moral, só demonstram que frequentamos uma faculdade e tiramos o nível superior... Teorica e academicamente, intelectualizados... Somos todos tolos diante dos que são mais inteligentes, porém, maldosa e cruelmente inteligentes: os manipuladores profissionais. Sim, irmãos, eles são reais e agem o tempo todo. Hoje, com muito mais recursos, eles agem e agem se realizando com muito mais frequência em cima de nós, tolos consumidores de tudo e de nada. Imagens e superficialidades são vendidas e nós compramos. “Compramos? Não paguei por nada disso...”. Quem disse que não? Pagamos por cada tendência que seguimos e alimentamos. Pagamos por cada programa que assistimos. Pagamos por tudo. Acreditem, a conta é nossa!

DEMOCRACIA

Mas, deixe-me falar o que vim dizer. Primeiro: não sou dona da verdade. Assim, tudo o que expresso aqui trata-se, apenas, do uso da minha liberdade de expressão para expressar o que euzinha penso. Gostaram da redundância enfática que me permite expressar a expressão da minha liberdade de expressão? Pois é... isso é resultado única e exclusivamente da DEMOCRACIA que vivemos. Fruto não só do fim da ditadura, mas do fim da monarquia e da colônia que já fomos submetidos mas que não saem de nós... Oh, ranço ruim de uma figa! Vamos lá, continuando: o que falo pode e deve ser questionado, de maneira SAUDÁVEL. O que não admito: gritos, brigas, palavrões, preconceitos e desrespeitos de qualquer espécie. O que admito: a opinião do outro, expressa de maneira clara e saudável, isso é a base de uma diálogo, ou seja, TROCA. É dureza ver que nós não somos democráticos; não respeitamos as diversas opiniões, muito menos a diversidade. Viu, vai além de POLÍTICA E POLÍTICOS, vem na gente.

REPÚBLICA PRESIDENCIALISTA

A mim não interessa em quem você votou – tipo “eu sei em quem você votou na eleição passada...” ou “a culpa é de quem votou em A” ou “a culpa é de quem votou em D”... culpa de ninguém. Responsabilidade deles que estão no comando em bem comandar e nossa, comandados em exigir, sim, que se cumpra o que foi prometido. Só mais uma pequena informação, em tese, o presidente manda, mas, na prática, podemos observar – sem comprovar ou provar – que as coligações é que mandam. O poder está no centro de um emaranhado que a gente nem faz ideia. Entretanto, um substantivo se tornou adjetivo desde que o Brasil é Brasil: CORRUPÇÃO. A nossa origem é fruto de um desvirtuamento de hábitos, de uma invasão e destruição... Esses somos nós. Não vou me alongar nesse quesito pois já o fiz em diversos outros posts. Vejamos bem:

CORRUPÇÃO

Significado de Corrupção – de acordo com o Dicionário (http://www.dicio.com.br/corrupcao)
s.f. Ação ou efeito de corromper. 

Ação ou resultado de subornar (dar dinheiro) uma ou várias pessoas em benefício próprio ou em nome de uma outra pessoa; suborno.

Utilização de recursos que, para ter acesso a informações confidenciais, pode ser utilizado em benefício próprio.

Alteração das propriedades originais de alguma coisa: corrupção de um livro.

Ação de decompor ou deteriorar; putrefação: corrupção das frutas.

Desvirtuamento de hábitos; devassidão de costumes; devassidão. 

(Etm. do latim: corruptio.onis)

Sinônimos de Corrupção

Sinônimo de corrupção: depravação, devassidão e prevaricação

Antônimos de Corrupção

Antônimo de corrupção: conservação, decência, decoro, manutenção emoralidade

Definição de Corrupção

Classe gramatical: substantivo feminino
Separação das sílabas: cor-rup-ção
Plural: corrupções

Pois, sim, desta maneira, somos capazes de compreender melhor o que vem a ser a bendita – ou, maldita – CORRUPÇÃO e que qualquer um de nós é corrompível... Até e principalmente, em nossas ideias e ideais. E, falando, agora, em política brasileira e políticos brasileiros... Quem de nós põe a mão no fogo, até cair – prova de confiança e julgamento da Idade Média muito tendenciosa e manipuladora, por sinal... pois, pegaram uma tradição muito mais antiga e adaptaram, de maneira a corromper a real intenção da ação de prova e confiança e, alguém me diga, como sair “inocente” depois de três dias com uma estopa encharcada de produto inflamável nas mãos, presa a uma barra de ferro em brasa? Era assim que os inquisitores comprovavam a culpa ou inocência do suposto meliante... só para refletirmos sobre a responsabilidade que assumimos em “por a mão no fogo” pelos nossos políticos. Sim, retomando a pergunta: quem põe a mão no fogo pelo seu candidato? Volto a dizer: só estou instigando... Não sou verdade absoluta e não defendo partido ou candidato algum. Só quero tentar colaborar com a diminuição desses rachas e ataques para lá, para cá e em toda direção. 

Fiquemos de olho, bem aberto!

Assim, pergunto: brigar para quê? No caso específico das alternativas A e D, era um ou outro – lógico, alternativa é isso: ou um ou outro, sem mais! Isso faz ou não parte do processo democrático?
Bom, e considerando os históricos das duas opções, francamente, corrupção é adjetivo apenas para um? Ora, gente, faça-me uma garapa! Todo político faz uma coisa ali, faz outra corrompida acolá... E vão vivendo a vidinha deles, se unindo aqui, fingindo desunião somente da eleição... e por aí vai, aliás, vamos, porque eles se unem por interesses próprios e nós... nós ficamos aqui brigando e discutindo sobre o sexo dos anjos, porque, os dois lados usam o mesmo argumento: CORRUPÇÃO. “Não votei nela, porque é corrupta!” ou “Não votei nele porque é corrupto!”. Deu empate! Quem desempatou? O próprio Brasil. E a isso devemos respeitar. Com isso, independente de quem subir, devemos acompanhar e exigir de maneira INTELIGENTE nossos direitos, através dos nossos DEVERES. Mas, dá um trabalho danado, né? Melhor acreditar que Aécio era o príncipe com o sapato de cristal da Cinderella ou o que acordou a Bela Adormecida. Ou, que Dilma é a própria Cinderella e o povo, o príncipe. Adormecido, até agora, só esse tal de gigante que escuto falar... só vi o gigante cego e truculento, altamente manipulável por conta de força bruta e sem inteligência para nos salvar. Nossa, nos faltou o Clark – o Kent – para levar a mulherada a loucura! Não, o Aécio não ocupa esse cargo... o Collor, na época dele, sim, vestiu a capa vermelha de superman, mas quando tirou a roupa na cabine... Nossa, revelou-se o Lex – Luthor. E o povo acredita até hoje que foi ele quem o tirou com nossas carinhas pintadas... Basta olhar e ver que a gente poderia marchar até sangrar e pintar a cara até não mais conseguir tirar a tinta que, se não houvesse interesse por trás, a gente não teria o êxito que acreditamos ter tido.

Hum... Isso me levou a outro ponto:

DEMOCRACIA, RESPEITO, OPINIÃO PÚBLICA, LIBERDADE DE EXPRESSÃO, LIBERDADE DE IMPRENSA E MANIPULAÇÃO

Não vou definir longamente cada um... teremos que pesquisar mais profundamente, caso haja interesse, sobre cada palavrinha acima, Ok? Vou apenas usar da minha liberdade de expressão para demonstrar como vejo o cruzamento entre elas e entre nós.

Vejamos:

Numa Estado democrático, o candidato é eleito pelo povo e deve governar pelo povo e para o povo, né isso? Aprendi isso na escola, quando criança... do mesmo jeito que folclore... Só não entendi porque minha mente os correlacionou, em se tratando de democracia no Brasil... Por que será? Deixa aí a pergunta que não quer calar.

Como base da democracia, escolha é o critério. Escolha da maioria e, desde criança, gostemos ou não, birrentos de plantão, a maioria vence. Isso é base democrática. Isso é RESPEITO às escolhas. Porém, em se tratando de mundo adulto e eleição de Chefe de Estado, as escolhas da maioria podem ser questionadas... haja vista que, hoje, depois dessa novidade revelada nas urnas das eleições 2014, aqui no Brasil, não é só a massa que é manipulada. Todos nós somos. Nenhum de nós vota com total e plena consciência. Aí, entro onde queria: difícil ser consciente cobertos por tanta arrogância. Somos, gente, todos, compradores de imagens, sim. Me recordo de muita gente pedindo a cabeça de Sarney; o “impeachament”de Collor; a saída de Itamar Franco; o “xô” FHC; o Lula lá; depois, o Lula ladrão...; a Dilma como mártir por ser mulher e ex-torturada e vitima da Ditadura Militar...; o Dilma ladra e corrupta...; o “Aécio” nosso herói! ... É isso mesmo, população? Então, me digam: falo de política e políticos ou falo de nós, povo e pessoas – pois, os políticos, os candidatos são parte do nosso povo, também, somos nós. Não me refiro a classe social, nem a região do país... foco na motivação de cada um e que essa motivação é desejo e desejo é emoção e emoção pode ser manipulada pela imagem que trazemos de “salvação” ou “salvador da pátria”. Nós somos os salvadores, esteja quem esteja no poder. Mas, nós somos como eles... quem não quer tirar proveito de algo, em algum momento da vida, em algum instante? Até em fila de mercado a gente é corrupto, quando inocentemente se divide em duas filas, para ver qual anda mais rápido, em vez de ficar em uma e aceitar as consequências das nossas escolhas individuais. Dá para entender o que falo e a mensagem, tipo ALERTA, que quero deixar?


Pois sim, vamos retomar um ponto muito bacana e que causou espanto nas redes sociais do “eu não fui entrevistado pelo IBOPE”. E isso nos leva a opinião pública e manipulação. Vou e volto nas eleições, para ilustrar. É assim, mesmo. Faz parte da minha maneira de pensar e expressar, entro na linha do tempo e percorro ela, subindo, descendo, indo e vindo. Isso é parte da minha maneira de compreender os acontecimentos. Por isso que eu compreendo e não condeno nenhum de nós pelas escolhas e escolhidos. Observo nosso comportamento e como somos bobinhos. Sim, mesmo inteligentes, somos bobos, porque somos fracos emocionalmente e não temos base de bons valores. Somos corruptos e “corrompíveis”.   Vamos lá, para a pesquisa de opinião pública – que fique claro, trata-se, hoje, de uma massa de manobra, pois a opinião pública só se refere a opinião da maioria dos integrantes daquele determinado público e não quer dizer opinião de todos, muito menos de todos os grupos... deu para entender? Ah, e essa “maioria” levantada nas pesquisas são uma amostragem, ou seja, um grupo pequeno que representa todo o todo... melhorou a compreensão? Vai piorar. Segundo o próprio IBOPE, sobre opinião pública, em seu site (http://www.ibope.com.br/pt-br/solucoes/opinaopublicaepolitica/opiniaopublica/paginas/opiniao-publica.aspx) explica muito claramente – ao menos, para quem aprende a língua portuguesa, bem como compreensão e INTERPRETAÇÃO de textos... aprimorado por um bom conhecimento de análise e composição de discurso... não basta ler, tem que VER, e, não estou ironizando, TODO trabalho de pesquisa de opinião pública requer um demandante, ou seja, alguém que tenha algo ou alguma hipótese para ser confirmada ou não e, com isso, direcionar uma linha de campanha ou ação... enfim, nortear o que devemos fazer enquanto empresário, candidato, mercado... serve para quem quer saber sobre o público alvo da sua empresa, do seu negócio, de determinado produto ou serviço. Mas, vamos ao IBOPE, para que as pessoas parem de colocá-lo como manipulador. Ele pesquisa e diz o resultado da pesquisa. O que quem recebe o resultado vai fazer com ela é que decide o que fazer e como divulgar: “Os estudos de opinião pública são uma tradição no IBOPE e ajudam a compreender as expectativas e a percepção da população brasileira sobre diversos assuntos de interesse nacional. Na sua grande maioria, são estudos customizados, de acordo com demandas específicas. 
Não raro, estas pesquisas obtêm grande visibilidade na imprensa, quando contratadas com essa finalidade. É o caso, por exemplo, das pesquisas sobre aborto da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, além do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor e das pesquisas de avaliação do Governo Federal, ambas divulgadas regularmente pela Confederação Nacional da Indústria.”. Deu para entender? Os pesquisadores vão desenvolver estratégias – roteiro, tipo de pesquisa, público e etc – de acordo com a exigência e a demanda do cliente. Ou seja, vai trabalhar em cima do que quem contrata quer saber! Assim, quem recebeu telefonema e ao ser perguntado sobre o nível de escolaridade e escutou: “Não, senhora, infelizmente, só temos interesse em até nível médio”, entenda: a maioria do país tem menos que isso, assim, o público alvo de TODOS os candidatos era...? Dois segundo para resposta. E isso é tendência do IBOPE? Não. Isso quer dizer que quem o contratou quer ouvir o que o povo diz para usar contra o próprio povo, a seu favor! O IBOPE é o mais conhecido e com mais credibilidade no mercado de pesquisa. Mas, ele não é capaz de manipular a opinião pública, ele apenas coleta as informações ditas de opinião pública para nortear as ações de quem precisa saber o que o público específico – ou público alvo – pensa. Ao explicar isso, estou defendendo alguma bandeira partidária? Apenas dou mais informações para fomentar nossa mente inteligente, de gente. Expandindo a capacidade de entender, entendemos o que acontece a nossa volta. E, creia, isso arrepia...


Assim, me recordo das aulas sobre ditadura – como nasci em 1976, só sei a teoria, escutando todos os lados sobre o assunto – que dou e que tive, onde escuto e convivo com pessoas a favor do golpe de 64 e outras contra. O que eu penso: a intenção foi “boa”, ao tentar proteger o Brasil das entradas de investimentos externos... mas, na prática, perdeu-se o controle e abusaram do poder, escondendo outros interesses por trás e construindo, bem como destruindo, muito em nome do país... nós, povo, sempre sofremos as consequências, até do que dizemos não termos escolhido. Nossa cultura de incapacidade política é que nos prende e nos faz reféns. Pois bem... muita gente sofreu horrores – em todos os lados. Mas, muita gente nem fazia ideia do que acontecia. Sofriam aqueles que compreendiam e sabiam que estavam presos a mais uma censura – esta já existiu na época da monarquia... a imprensa régia que mandava e desmandava nas notícias do nosso país... a gente nunca sabe a verdadeira verdade, gente, a verdade é essa: tudo é manipulado. A massa, a grande população pobre e sem estudos, esses quase nem sabiam do que acontecia no Brasil e muitos se sentiam seguros. O “não saber” era a garantia que tinham e a própria liberdade – liberdade sem liberdade de expressão e de ação. Mas, para essa população que precisa sobreviver e só tem tempo para trabalhar, vamos julgar e condenar a ignorância? Ignorar quer dizer desconhecer, não saber! Eles não tinham entendimento do que acontecia ao seu redor. Os que descobriam, sumiam. Assim, um novo aliado surgia: o medo. O medo do desconhecido. E a proteção? A ignorância: melhor nem saber... Percebemos? A imprensa da resistência, que era um grupo de pessoas e profissionais de diversas áreas, se formaram na prática, em jornalistas e lutaram, com a própria vida, para que todos tivessem respeitados seus direitos de ir e vir. A democracia foi clamada por uma parte da população que sabia o que exigia. O direito aos nosso direitos. O sonho utópico se tornou real, depois de 21 anos de luta... esquecidos por conta da nossa memória curta. O brasileiro é um povo sem memória. Até hoje, não sei se isso é bom u ruim...  Não é porque os lados estavam opostos que um era santo e outro algoz. Havia gente idealista nos dois lados e cada um com sua convicção e motivação. Mas, longe de serem santos, anjos ou demônios – aliás, demônios tinham... creio eu que foi terreno fértil para os psicopatas, sociopatas e sádicos em geral se realizarem com atos de tortura, dos dois lados! Problema foi a proporção da luta, da guerra que virou. E que, com muita força e resistência, conseguiu mudar. Diferente da história da proclamação da República – “independência ou morte” – e do fim da abolição, onde, na verdade, foi a resistência criada pelos filhos dos grandes escravocratas – coisa interessante essa... – que estudavam na Europa e traziam os modelos avançados e funcionais de democracia, através da República presidencialista, que foi o nosso caso, ou parlamentar. Foi o conhecimento do além mar que ajudou no processo de mudança no regime político e, consequentemente, os interesses comerciais que não cabiam mais a escravidão como ponto de interesse... Existe uma história com documentos e datas que mostram isso, mas... É só ver a data da proclamação da República e ver se quem “libertou” os escravos foi Belinha, mesmo. Ela poderia até ser uma boa pessoa, mas a ação foi maior do que ela. Os interesses é que determinam o rumo da história, quando acontecem no presente da ação e se propagam como arquétipo. Assim, só uma viagem no tempo para ilustrar como somos envolvidos pela imagem de heróis e heroínas.
Hoje, 2014, um movimento começa a gritar pela saída da presidenta pelo fato dela ser tida como “corrupta”. Ora, francamente! Mais um político que não agrada toda uma população. Já vi esse filme antes. Todo mundo “inventando a cópia”, como bem diz o grande artista baiano, Gibran Sousa. A gente não quer ler, quem dirá escrever nossa história, entendendo que ela começa agora...

Minha preocupação: a imprensa que foi cerceada pela censura – no Brasil, desde o Brasil colônia, que é de onde data o “nascimento” do Brasil... a existência prévia não é considerada por nós, porque, para nós, tem que ter um documento... né verdade? – e lutou por voz e vez, hoje, usa uma manipulação perigosa e, ao meu ver, irresponsável Explico o que penso: houve uma facção da imprensa, antes do golpe militar de 64, que acreditava nos ideais de “não democracia”. Essa imprensa passou a ser a imprensa oficial do governo militar. Onde há interesse, há interessado, penso eu. Enfim, o mesmo poder de informar foi usado para prender por informações “liberadas”. Hoje, 50 anos depois, insatisfeitos por uma postura política e econômica do atual governo, há alguns anos percebo essa criação subliminar em nossas mentes, como se fosse novidade a corrupção no Brasil. A velocidade das informações e os diversos meios para propagar as liberdades de expressões, deixaram de lado a ética, a responsabilidade e o comprometimento dos profissionais com a liberdade de imprensa, onde, como bem expressa a Lei, deve informar e divulgar fatos e notícias, ou seja, aquilo que é comprovado e o povo precisa saber. Sim, o povo precisa saber do mensalão e etc. o povo soube das mais de 700 CPI´s na época FHC que não foram concluídas e foram arquivadas sem solução e sem punição e, nas urnas elegeram Lula. Entretanto, ninguém elegeu Lula por conta de conhecimento em sua capacidade política. Votaram na imagem de Sassá Mutema – com todo respeito, porque admiro o político Lula, mas também vi que ele se perdeu e se corrompeu num ambiente perigoso, hostil e corrompido... foi ou não isso que vimos?

Voltando, de novo...: o movimento contra o governo Dilma – nós somos contra ou a favor às ações governamentais, não contra ou a favor da pessoa, que fique claro -, a meu ver, está dentro do direito à Liberdade de Expressão que assiste a qualquer um de nós, desde que limitados pelo dever de – sim, liberdade requer limite – respeitar o direito de quem pensa diferente ou divergente. Esse direito deixa de ser direito, regulamentado por Lei, conforme art 5º da nossa Constituição, onde todos somos iguais diante da Lei e isso quer dizer que os ataques aos que pensam contra, infringem a Lei. Mas, cabe à imprensa agir de maneira mais cautelosa e assertiva. Isso requer responsabilidade e tempo de investigação. Afinal, ela se tornou nosso quarto poder e representa a voz do povo. Mas, o que estou vendo e me preocupa: insinuações e fotos – por enquanto, aos poucos e muito discretas – de apelo à intervenção militar. Foi assim que começou no final de 50... culminando no golpe de 64. Foi resultado de um processo. Muita gente vai às ruas usar seu direito de expressar – claro que a decisão não depende disso, porque nossos gritos não são provas contundentes e só demonstram a insatisfação de um grupo, portanto, opinião pública, daquele público e que será usada pelo interesse de alguém. A depender de quem se interesse, o movimento avança, senão, morre ou adormece, como o gigante tão clamado e esperado para evitar a Copa e outras coisinhas mais. A gente não sai de cima do muro. Eu sei, porque eu também sou assim, como todos. Existe algo muito maior que nos “prende” e a gente nem percebe, porque a gente só acredita no que vê. Mas, tem quem veja além e use isso de maneira manipuladora, mesmo.

Não basta ler a Veja, Época e Isto é... é preciso não ver TV e nem propagandas. É preciso ficar dentro de casa, fechado numa bolha... É preciso não ir ao mercado, não assistir filmes, não comprar roupas de grife, nem ir ao shopping. É preciso não comercializar. Nem comprar, nem vender. Cuidado ao trocar! É preciso, gente, na verdade, olhar e ver. Em vez de se frear o “desenvolvimento” industrial, limitar as ações, pois as consequências são danosas para o planeta e nossa existência, mas a gente vai dizer: “vamos retroceder? Isso é avanço!”. O avanço, para mim, precisa ser sustentável, crescer sem destruir a natureza e o planeta. Agora, lamentemos a seca em São Paulo e o degelo no ártico. E continuemos a cobrar políticas de livre comércio e mais indústrias no Brasil. Vamos permitir que desmatem ainda mais a Amazônia. É isso? Nem precisaria de Lei de preservação, precisamos de consciência das consequências, mas, isso, quando sai em algum veículo de comunicação de massa é ignorado por nós, porque a gente diz assim: “cadê o Governo que não vê isso?”. E eu digo: onde está a consciência de quem faz isso e vive disse e enriquece com isso, se preocupando com o que vai deixar para seus herdeiros diretos, sem pensar em todo um planeta? O erro de uns compromete o futuro de todos. Não vejo Aecistas, Dilmstas e afins – apenas os Lucianistas, os Marinistas e alguns poucos... – lutarem por isso. Eles temem pela própria vida. E vida que com que qualidade viveremos? Todo mundo quer um salvador porque a crise no mundo – consequência de que mesmo? – atinge nosso bolso e isso nos prende ao medo do futuro financeiro dos nossos filhos. A gente é incapaz de ver que a crise é mundial e que a corrupção é mundial. Estamos em algo muito maior do que em que votamos. Com essas briguinhas, a gente se acomoda, cansa e não vê mais nada. Só gritamos “fora corruptos” para colocar outro no lugar.

A mim, não importa em quem você votou, apenas quem você é!

A união faz a força e concretiza a vitória, né isso? Com ordem, bem diziam os positivistas, se alcança o progresso. Vivemos de repetições teóricas. Mudemos nós, nossas ações individuais que, assim, o planeta terá uma chance e, sim, o Brasil poderá mudar – no dia em que os brasileiros mudarem.

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS, DEIXANDO FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! A começar por cada um de nós!



O povo brasileiro está envelhecendo, mas não amadurecendo... Temo os grandes corajosos das redes sociais e só e somente nelas...






Pat Lins.



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A DOR DA PERDA - CLASSE MÉDIA BRASILEIRA, OS QUASE RICOS, SÓ QUE NÃO!


Uma questão é que ninguém percebe isso e dói perceber... era muito comum as pessoas "trazerem uma menina do interior" para ajudar nos afazeres da casa e dizer que traziam para ajudar a estudar e que no interior "não seriam ninguém". 

Quantos filhos de classe média se tornaram grandes doutores e aquelas "meninas" não passaram de "a tia que cuidou da gente quando eramos pequenos" e, com isso, se tornam um "adendo" da família que nunca pode sentar à mesa para fazer uma refeição porque a está servindo até hoje? Isso é ajudar no progresso social? 

Isso, para mim, sempre foi uma repetição de padrão, de maneira que esse arquétipo - inconsciente coletivo - fez com que se tornasse "normal" ter escravos com nome de "menina que ajuda lá em casa, em troca de condições de estudo melhores" - leia-se: ir à escola pública, à noite, depois de um dia de trabalho braçal duro e pesado. 

Gente, acordemos... como bem fala a reportagem "Porque a classe média brasileira está dividida nessas eleição", de acordo com pesquisa do Datafolha, a classe média do Brasil queria ser rica e se chateou quando teve que entender que além de direitos, temos deveres, que essas pessoas também são gente! Pelo amor de Deus! Me lembro de muita gente dizendo: "agora essas empregadas vão ficar tudo preguiçosa" ou "esse povo diarista agora, só quer ganhar dinheiro, mas não quer lavar uma geladeira, porque não está incluido...". Tanta luta, mundo a fora, para se conseguir condições de vida melhores, vide as revoluções trabalhistas, onde se clamou a vida inteira pelo reconhecimento de direitos, regulamentação e qualificação de mão de obra e, hoje, achamos isso um absurdo? É muito fácil falar. O discurso repetitivo sem consciência traz isso: uma classe média "burra" que se acha pensante! Escutei, certa vez, de uma jovem, muito bonita e que gosta de viver uma vida de baladas, academia e tudo mais, às custas de uma dessas meninas que vêm do interior, que morava numa região isolada da cidade, com serviço de transporte de péssima qualidade, cuidando dos seus filhos. Para ela, a regulamentação da classe operária doméstica - conhecida mais como "escravas do lar" - foi um absurdo! Com todas as letras ela disse: "e agora? Eu tenho que estar às 9h em meu trabalho e terei que sair às 17h para não ter que pagar hora extra". Tá, é difícil ter que se desfazer de um conforto, até porque, brasileiro que se prese, quer fingir ser rico, sem ser... Mas, se nós não temos condições de trabalho justas, obviamente, alguém tem que pagar por isso, então, nosso descarrego vai para a classe mais baixa que nós. O fato de nós sairmos de carro, pegarmos um trânsito horrível até o trabalho nos deixa insensíveis ao ponto de querer que uma "menina" dessas saia de lá das "zurubas", pegue um ônibus lotado à 5:30h da manhã, para chegar em nossa casa sem atraso, para que nós possamos cumprir o nosso horário. E essa menina deve estar às 7:30h em nossos lares, preparar nosso café da manhã, para que possamos sair sem fome, pois ainda vamos ter um dia cheio - e o dessas meninas, era vazio, porque não têm nada para fazer, além de falar da vida do patrão e ver TV... Né assim? Pois, essas "meninas" só voltavam para casa, sabe que horas? Na hora que o trânsito ou nosso chefe nos liberasse, porque não estamos brincando, estamos trabalhando para pagar o salário delas! Né isso? O impacto do "cair na real e sair do Brasil colônia" incomoda aos que ainda acreditam que Princesa Isabel libertou os escravos e que eles foram libertados pela bondade da coroa... Percebem como somos estranhos? Percebem que não temos culpa de sermos assim, ainda hoje? Percebe que dói ter que encarar uma doméstica como PROFISSIONAL? Percebem que isso pesou no orçamento e muita gente que teve que pegar na vassoura, lavar seus pratos e, entre tudo isso, aprender a viver a dura realidade, sem a aparência de que "eu sou rico", só que não! Percebemos que os planos de saúde são caros e que pobre já pode ter um plano de saúde baratinho, para não precisar ir ao SUS... E o que mais importa não percebemos: o Brasil precisa de um brasileiro - ou não - que suba lá, como presidente, como senador, como deputado... e faça do Brasil um Brasil. Que nos dê saúde, segurança e EDUCAÇÃO. É assim na Europa. 

E isso não é papo de Petista ou Tucano, é papo de "o Brasil precisa ser O Brasil". Precisamos deixar de ter orgulho de ser "descendente" de português, daqueles que chegaram no Brasil - uns destruindo tudo e outros vindo porque eram presos e ou morriam ou vinham para o Brasil. Tem muita coisa podre em nosso passado. Vamos deixar ele lá atrás e ser diferente, hoje. Mesmo que doa. Independente do partido que assuma, ele não vai só... Ninguém pense que Aécio vai conseguir tirar esses direitos da classe pobre, ele perderá o voto da massa, porque a massa é "semi burra" - pois a julgam burra, enquanto eu julgo a massa, apenas, IGNORANTE, eles ignoram o que acontece, por um simples fator: falta de formação escolar, falta de massa crítica.

Gente, sejamos de onde formos, o Brasil precisa acordar. Votar em um sonho de que vamos pagar menos impostos... onde? A dívida só cresce. Eu sonho em ter condições de poder pagar tudo e ver voltando para mim, como na Europa, que se pagam impostos ainda mais altos que no Brasil, mas ninguém tem que pagar escola particular, plano de previdência privada, plano de saúde e etc. Agora vamos exercitar a mente - vulgo: pensar - e me digam: seria interessante, do ponto de vista de negócio, para os grandes empresários dos planos de saúde, das escolas particulares e de segurança privada? Com o furo do Governo, esses mercados ganharam corpo, força e poder. E nós criamos o hábito de depender deles porque podiamos pagar, já que havia alguém em casa que segurava as pontas enquanto eu estava na rua - aliás, no trabalho - para pagar toda essa conta. Percebemos a bola de neve que somos?

É burrice de uma massa querer manter e ser grato por um padrão que ninguém nunca os permitiu ter? Isso, francamente, é burrice? E esse papo de blá, blá, blá não passam de armações do nosso próprio inconsciente coletivo que sente dor ao ver que a realidade precisa mudar e o Brasil precisa andar! O Brasil precisa desenvolver.

Sassá Mutema, gente, também foi usado como manobra poítica de "O Salvador da Pátria"... Precisamos sair da inércia que a ingenuidade - nem tão ingênua assim... - causa. Essa mania de golpista e malandro nos é um legado muito pesado. Isso dói para romper.

Eu vivo, na prática e na realidade, passeando por todas as classes e, creiam, o que fazem com a classe baixa é desumano, mesmo. Uma babá ter que chegar em sua casa às 07:30h e só sair às 19:30h é pesado. A gente luta pelo final de semana remunerado; sonha com os feriados; exige que nosso horário de almoço seja mantido. Elas, não podem nem almoçar direito, não têm descanso. O que precisa é de uma política como na Europa, onde a classe média se vira em casa e tem seus horários de trabalho melhores do que aqui. É se BASEAR - tomar como base, adequando a toda nossa realidade, principalmente, cultural da anticultura... - o modelo e praticar. Mas, querer ser rico sem ser às custas de uma classe pobre, tirando proveito dessa pobreza e jurando de pé junto que está ajudando... 

Sim, pagamos impostos altos e não vemos retorno. Sim, o Governante deve nos dar esse retorno. Mas, não, não é apenas o presidente quem determina... a pressão vem de uma bancada de governo aliada - sério, não existe mais oposição... isso desequilibra a política e suas ações ficam mais livres e descaradas, perdoem-me as palavra. Se é que já houve algum equilíbrio, mas ao menos, havia uma resistência. Prova de que a atual situação só sabe "se fazer", não fazer por nós. E que nossa antiga oposição aprendeu rapidinho com quem estão lidando e, como é bom ser rico e com poder, dançam a mesma dança.

E aí, pergunto: é no candidato que votamos? Ou votamos nos personagens que mais nos agradam? Ainda acreditamos que "ele prometeu..." quer dizer "ele cumpre!"?

Pois é, debatedores de direita, esquerda, centro e ao redor... de todas as direções, de todas as camadas, de todas as regiões... "isso aqui, ô, ô" é só um pouquinho do pouquinho do Brasil, porque o muito muitão, está ao nosso alcance, não! Temos que entender todos os lados, para não julgar a burrice alheia como melhor que a nossa.

O que o Brasil precisa de ORDEM, PARA SE ALCANÇAR O PROGRESSO - e leiamos ORDEM como organização necessária, não manipulação ou abuso de poder sobre nós.

Saudações apartidárias, mas pró Brasil e compreendendo o que cada lado separadamente deseja - se os lados se unissem sem interesses escusos... seria tão bom viver essa utopia na real... - de uma brasileira,

Patricia Lins.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O BRASIL SÓ MUDA QUANDO OS BRASILEIROS MUDAREM - NORDESTINA EU SOU!


Essa discriminação com nordestino, negros, índios, homossexuais e etc, só demonstram quão pequenas são as grandes mentes "pensantes" do nosso país... 

Existe muito a ser transformado, enquanto cultura e valores em todos os cantos do mundo. 

O fato de se haver um maior desenvolvimento industrial e profissional na região sudeste do país, não quer dizer que venham a ser supremacia, muito menos donos da verdade. O que falta ao povo brasileiro é uma identidade. Se cada um se olhar como parte de uma gigantesca família com distribuição de renda injusta e o quanto isso compromete o tudo mais - já que é através desses índices econômicos -, talvez, pudéssemos nos ajudar mais, em união! Esse espírito segregatório não ajuda em nada!

Como nessa região há ambiente favorável para desenvolvimento científico, profissional e afins, com destaque para o econômico, brasileiros de todas as regiões tendem a migrar para esses grandes centros e, com isso, há como desenvolver e expandir, não sendo mérito unica e exclusivamente para os brasileiros da referida região.

Com isso, gente, abram suas mentes! Vão a merda os que insistem em pensar assim e manter essa onda de miséria e destruição que é a discriminação - de qualquer espécie - pois, isso, sim, é o maior entrave ao progresso. 

Os brasileiros que querem fazer diferença de maneira positiva e saudável não limitam os brasileiros pela região da qual nasceram, mas pela capacidade de comprometimento e, com certeza, não têm tempo a perder alimentando essa onda limitante de exclusão.

Sou nordestina com muito orgulho; venho de uma família multietnica e tudo isso com muito orgulho, por ter tido base familiar de e com amor. Tenho orgulho de ser gente, de ser humana! Tenho orgulho de respeitar as escolhas da maioria, porque sei que não existe político perfeito e que um presidente sozinho não faz nada. Falta a esse povo a consciência de que o que conta, mesmo, é a bancada que vai compor essa equipe. Que o povo também é parte dessa equipe. Que em vez de julgar que são melhores porque votaram em algum político que julgam melhor, não quer dizer que ele seja. Todos sabemos que todos os políticos trabalham duro em campanhas publicitárias e, tire tudo isso, conheça o político sem toda essa pompa que eles mesmos pagam para dizer que eles são bons em tudo... verão: TODOS são iguais.

Gente, francamente, a diferença entre Dilma, Aécio e etc nada mais é do que assessores de marketing diferentes, pois, no frigir dos ovos, todos farão as mesmas coisas. Essa ilusão de um Salvador da Pátria é muito utópica e infantil. Para mudar o Brasil, mudar TODOS os brasileiros e isso é demanda para todos os âmbitos da vida - individual, social, emocional, mental, educacional, cultural, econômico, financeiro, religioso, filosófico, etc. Querer condenar os Nordestinos por terem votado em Dilma demonstra que os pobres, aqueles que os lindos e supremos que não sabem o que vem a ser isso, se sentiram acolhidos de alguma maneira. Caiamos todos na real, nenhum de nós vota num político porque é capaz de colocar a mão no fogo por ele... e sim, porque compramos o personagem que é vendido, onde cada um tem um público a atingir, adequam sua linguagem e todo apelo para envolver esse público e, entre todos, a grande massa ignorante - por falta de acesso a educação, condições saudáveis de vida e cidadania... - é o alvo mais fácil para atingir, basta dar uns trocados. Isso, por acaso é motivo de crítica? Isso é motivo de se pensar em solução, cuidado e atenção para essa maior pare da população.

Se para "esseszinhos" que se acham acima do bem e do mal, acima de tudo e de todos, que se acham melhores são os mais desprezíveis, incompreensíveis e, assim, ao meu ver, vocês, sim, são dignos de pena, pela estupidez tamanha.

No que se refere à diversidade cultural do país, se pararmos para observar, a cultura do sertão, do povo supra nordestino; do povo do centro oeste; do povo do norte; do povo do sul, essas são firmes, fortes, profundas e tradicionais! Trazem beleza, por terem cuidado respeitoso com seu conteúdo, com a superação das dores, com a união como base! 

Essa cultura industrializada, superficial, sem raíz que vira a cada tendência imposta por algum grupo de interesse, essa, sinceramente, é a cultura brasileira? Essa falta de identidade, esse povo vazio e sem cultura, que só lê os livros industrializados do comércio norte americano, carregando a cultura vazia e oca que os EUA pregam, vestindo roupas"descoladas" e todas iguais, por acaso, é isso que representa a identidade do nosso povo?

Caiam na real, pois você - e leiam "vocês" como essa mente social discriminatória que me dá náusea, de tão podre e vazia de bons valores e não sou contra o povo do sudeste, conheço muita gente bacana desse região, mas convenhamos, o maior polo discriminatório do país vem de lá... - que pensam, quando pensam, que desenvolvem suas inteligências, pois a cada dia, pensando e agindo se sentindo supremos, sem serem, vocês se afastam cada vez mais do que vale a pena. 

Brasileiro, acorde! O que representa o Brasil para você? O voto da população representa o que chega até ela. É muito fácil julgar - e isso não quer dizer que votei ou não na Dilma, apenas que não condeno quem votou em Dilma, em Aécio, em Marina, em Luciana Genro e etc, pois eu, nordestina e filha de negro, penso e muito, e além. E sei que o poder dos meus colegas publicitários e marketeiros são mais fortes do que pensam os poucos muitos que se acham pensantes - sim, amigos, somos todos "burros". E, cá entre nós, defender os políticos e argumentar que A é melhor do que B, volto a dizer, é muito simplório e infantil. Somos todos conduzidos por veículos de comunicação de MASSA. Somos todos meros seguidores de tendência. Somos todos, limitados, ainda que inteligentes.

Para mudar o Brasil, brasileiro, mude você: cresça! Discriminar, apontar, julgar e condenar é apenas uma reação pequena de mentes pequenas... Para ser grande, seja grande, pense grande, PENSE!

Fica meu repúdio aos discriminadores dos Nordestinos! Fica meu repúdio a pessoas hipócritas que acham que só eles podem errar e acertar, porque só eles podem tudo... sabem de nada, inocentes. Vocês são como cada um de nós a quem criticam... talvez, por ignorarem-se, sejam até mais vítimas do que nós, do canto de cá e, por serem tão pequenos, precisam diminuir os outros... Hummmm, fica a dica!

Falou do meu povo, falou de mim e rodo a baiana! Lembrem-se: aqui nascem grandes artistas, grandes nomes relevantes para o Brasil! Aqui, nós plantamos e cultivamos a vida... observem onde estão os grandes pólos de destruição... esse avanço todo é saudável para a própria população? Acordem, minha gente, porque não é de segregação que precisamos!

Pat Lins - nordestina, multi-étnica, brasileira, gente, pessoa, SER HUMANO.



domingo, 15 de dezembro de 2013

BRASIL - PAÍS DO CARNAVAL E DO FUTEBOL E DA VIOLÊNCIA EM MEIO AO QUE ERA PARA SER ALEGRIA E ENTRETENIMENTO.

Imagem: Google
Pois é, somos conhecidos como o país do carnaval e do futebol e não sabemos como nos divertir sem violência e agressão. 

Diante de tanta violência, fica a pergunta: até onde? Por quê? Por que As pessoas saem para eventos de entretenimento, onde o clima de diversão deveria ter relação com alegria e sorrisos... mas, ao contrário, aproveitam esses instantes e lugares para colocar em prática toda a violência que trazem em si, numa demonstração de total descontrole? 

Culpam a falta de policiamento... eu culpo a falta de educação, falta de controle, falta de respeito, intolerância... falta de "setocômetro" das pessoas. 

De norte a sul, de leste a oeste, seja o time que for, a violência está em quem vai assistir, em quem deveria ir curtir! 

Imagem: Google
No carnaval, gente, fico chocada! Tão chocada que sou ex-foliã e desde 200 não pulo mais. Mantenho distância. E, de novo, não penso que seja por falta de policiamento. A polícia deveria nos proteger dos bandidos. Mas com tanta briga e violência de pessoas que não cometem delitos no dia a dia, pessoas que, provavelmente, não roubam, não matam, não sequestram, acabam se nivelando com os bandidos "profissionais" e exigindo que a polícia deixe de exercer seu papel e tenham que puni-los. 

Ou seja, a culpa é da própria população! 

A culpa é do folião que briga; a culpa é do torcedor que briga. A culpa é cultural - ou "acultural" - do brasileiro. Aqui é legal, demonstra força ser agressivo. Aqui as pessoas não sabem e não querem usar de bom senso, porque nem sabem o que é senso...imagina, bom?! As pessoas aqui têm prazer em exercer a falta de educação e alegam que é coisa de gente fresca... antes fosse. 

Podem colocar um policial para cada torcedor, para cada folião que, ainda assim, eles vão querer brigar. Podem punir as torcidas organizadas, os times... que isso não vai evitar que esse bando de vândalos volte a agir da mesma maneira, dentro ou fora de campo.

Além da violência, furto!

Acabei de ver o "Fantástico" e vi o menino do Paraná, que foi agredido e teve traumatismo craniano, afirmando e se fazendo de vítima de que ele não bateu em ninguém... as imagens mostraram que ele não foi apenas vítima, mas também algoz. Ele bateu, chutou e caiu. Todos os lados estavam errados. Mania de minimizar para quem apanha. Triste! Simplesmente, lamentável!

Somos o país da violência, da falta de educação, da falta de cultura. O país da destruição, do tudo errado e da aparência e ilusão de que carnaval e futebol são espaços de lazer e entretenimento... deveria ser, mas são espaços de agressão, violência e falta de querer deixar de ser assim.

Se proibir esses eventos, mais pancadaria... Então, sinceramente, o que fazer? Como fazer? Quem pode fazer algo? Quem deve começar dando BONS exemplos? Talvez, se os próprios jogadores, cantores e afins incentivassem a paz, agindo em paz, ajudaria. Via cantores pararem de cantar por conta da violência e mesmo assim, os bárbaros continuavam... E aí?

O tacape que representa o espírito esportivo... 

Pois é... os sorrisos cedem espaço para as lágrimas e o suor para o sangue.

E esse é o Brasil que queremos? 

Acorda, Brasil! Acordem, brasileiros! Acorde o BEM!

E aí? Que venha a COPA 2014, é isso mesmo?

Pat Lins - chocada com nosso povo!


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BRASIL, QUAL É A SUA CARA? QUEM SOU EU?



Já começaram... as campanhas, lógico, já começam a mostrar o que não existe, criar um clima "copa feliz! Brasil, país do futebol recebendo o mundo do futebol do mundo!". Praticamente, um país de primeiro mundo. Até eu já estou me vendo saindo nas ruas com tranquilidade, num país paraíso, com ruas asfaltadas e com asfalto de qualidade sempre, segura, sem medo de ser feliz, afinal, estou no Brasil - país sede da Copa do Mundo de 2014! Isso é inteligência pura! Não sei porque só usam para criar ilusão... essas inteligências seriam fortes aliadas se fossem sábias. Oh, que pena!

Essa Copa aqui no Brasil vai nos fazer colocar em prática a máxima deste blog: viver o aqui e agora. No caso específico do grande evento, é mais como disse Vinícius: "... que seja infinito enquanto dure...". 

Do mesmo jeito que a Coca Cola trabalha as mensagem de relacionar a bebida com um estado de felicidade... ou seja, ela faz a diferença e a gente acredita nisso. "Abra a felicidade!". Somos felizes por bebermos Coca Cola, uau! Nossa, quão profundo somos. Me emociona... 

Pois é... as coisas começam aos poucos e vão entrando em nossa mente que a gente nem sente. Sem violência. Sem brutalidade. Se é possível fazer isso, a gente pode fazer o contrário, começar a desconstruir. E dizer: tá, já que a copa vem, tudo bem. Mas, eu não estou satisfeita com os gastos desnecessários e tudo mais. Ou: tenho consciência de que isso tudo não é real, bem que poderia ser, mas é não. 

E fica uma reflexão: o Brasil "nasceu" de maneira desestruturada, praticamente, vítima de um estupro. Mataram os índios que aqui viviam e tomaram o lugar a força - pouca força, diga-se de passagem, porque os índios "selvagens" não representavam a violência como nos fazem achar... eles não são os bandidos - e passaram a mensagem de que "civilizaram" esse país selvagem, para o qual Deus nunca olharia, porque não eram catequizados pela igreja Católica de Portugal. Só não entendo como Deus é brasileiro... O brasil cresceu de qualquer jeito, tal qual menino de rua, sem educação, saúde, ambiente saudável e estruturado e etc. Mas, hoje, é o Brasil e não temos como mudar o passado, nem como foi feito. Como diz Elisa Lucinda: "Não dá para mudar o começo, mas pode dar para mudar o final", ou o atual, né?! 

E o que é o Brasil, hoje? Com uma Copa que nos fora empurrada goela abaixo, que nos fará curtir o presente, assim que ela se fizer presente, e gritaremos juntos o nosso patriotismo forte e racional através do futebol. Acho massa torcer pelo time. É muito saudável praticar e incentivar o esporte. O que abro aqui é o questionar do que está além e se fará presente já, já...: nós não temos estrutura alguma para sediar um evento desse porte. Nem me refiro ao que vai acontecer com os estádios elefantes brancos no período pós Copa. Me refiro ao todo: saúde, segurança, profissionalismo, etc e a nossa integridade. 

Não me preocupo com a imagem que será vendida lá fora... essa é inventada - e já foi discutida há muito tempo, para se elaborar um belo e eficiente plano de ação estratégico e tático - e manipulada com belas propagandas onde pessoas de todas as cores, classes - que, nas campanhas nem se faz necessários o plural, é apenas uma classe: a da felicidade e união, sem discriminação... coisa mais linda de se ver - e credos estão lindas e sorridentes, juntas, parecendo que o racismo não existe aqui, num país tão tropical e negro, além da África; a pobreza é só uma coisa falada, mas não se sabe o que é por conta do apoio solidário de diversas empresas que aparecem "ajudando" e criando alternativas para "mudar essa pequena realidade", nos fazem acreditar que o que vemos nas ruas, diariamente, isso, sim, é ilusão. A vida é ilusão, gente! O que vemos não é real. O real é aquilo que assistimos produzidos em estúdios - uma pequena parte - e em computadores de alta performance que criam uma realidade virtual tão fantástica que dá vontade de viver aquilo, de viver lá! Me lembrei do "Show de Truman", o filme e nem sei porquê... Ah, se cada designer conseguisse criar um mundo real tal qual o virtual e digital. 

Me preocupo com a imagem que no deparamos diariamente... a real, mesmo que a neguemos. Me preocupo com o tratamento que receberemos. Estão agindo tal qual a etiqueta manda: receba bem as visitas. Sabe, quando tiramos o aparelho de porcelana do armário e fazemos aquele jantar especial, com talheres especiais? - em meu caso, já uso no dia a dia... aprendi a celebrar a cada dia e com as pessoas que amo no presente, porque nós somos especiais, em qualquer dia. Pois é... aparência não celebra a vida! Aparência celebra uma superficialidade fingida por interesses escusos...

Isso é que me preocupa... quem cuidará de nós? O apartheid se fará aqui, conosco. A segregação vai ser nítida: todo brasileiro é suspeito e perigoso.

Ninguém se iluda... os países de primeiro mundo já enviaram gente para observar o Brasil nos últimos anos. Ou todo mundo acha que eles são estrategicamente limitados como nós, que deixamos tudo para resolver na hora - e isso não é uma questão de otimismo, de deixar as coisas acontecerem... somos relapsos, sim, e não sabemos nos programar. Com certeza, sabem que terão que trazer suas próprias forças armadas, para reforçar a nossa que ganha pouco e que é subvalorizada... portanto, descredibilizada. Isso é o que temo, e não é angústia ou sofrimento por antecipação, é sofrimento consciente de quem vive o dia a dia vendo e sabendo que não é ilusão: é real. Uma realidade preocupante desde já e que uma bela maquiagem não mudará a verdade. Esse é o meu temor: temo por nós no hoje. E quando esse hoje for em junho de 2014, não haverá tempo de fazer mais nada. Desde que o Brasil foi "sorteado", quanto tempo houve para se fazer algo real? Mudar de verdade o Brasil e, consequentemente, ter base para sediar um evento desse porte? Nós seremos apresentados ao mundo em fragmentos e recortes mínimos, apenas a Copa aparecerá. Alguém viu algo de ruim na África? Pessoas com fome, miséria ou algo assim durante a copa lá? E isso fez com que o estado de miséria deixasse de existir? Foi um pause, dando play logo após o encerramento lindo, com shows belíssimos para quem é de fora?

É esse tipo de controle remoto que temo... uma realidade surgirá em meio à nossa realidade e a gente nem vai saber em qual das suas está a realidade real... essa confusão vai nos deixar tontos e ainda mais vulneráveis para o que virá em seguida.

Alerta, meu povo! As eleições etão chegando... Onde está a ordem, para se existir o tal progresso?

Brasil, mostra a tua cara! Mas a cara de ordem e progresso, não a dos black blocs, por favor! Ah, esqueci: como vamos mostrar a nossa cara se nem sabemos quem somos nós? QUEM SOU EU?

Pat Lins.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

MANIFESTAÇÕES - QUEM ESTÁ CERTO?


O que é certo ou errado, atualmente e sempre?

Na verdade, penso eu, que TUDO começou a desandar com a continuidade de padrões defasados e comprovadamente ineficazes. 

Vou falar de Brasil: colonizado por Portugal - nada contra o país atual... me refiro ao fato do que ocorreu e do como ocorreu. Invadido, desrespeitado, destruído, denegrido, desmerecido. Para "civilizar" nossas Terras, olha que maneira bacana: mataram os índios, povo que morava aqui, com a cultura deles, com suas rotinas de vida... com suas Vidas! Tomaram posse de algo que não lhes pertencia. Voltando no tempo, isso era considerado NORMAL, afinal, invadir e dominar era demonstração de força, de PODER. Os índios eram tidos como animais selvagens e, por assim serem, deveriam ser mortos e destruídos... E os animais, estes também não merecem respeito? 

Em seguida, para demonstrar ainda mais FORÇA e PODER, tipo superpoder, invadem e arrancam de suas terras os africanos. Ou seja, onde havia cultura rudimentar, vida tranquila, que não fosse a necessidade de se TER mais e mais e nunca estar satisfeito, contaminou terras limpas, puras, com ódio, ganância e outros sentimentos que são nossos guias/condutores. A ambição de se ter mais a qualquer custo, desde que não seja a vida de quem quer mais, está tudo certo. Na África, contaram com o apoio, após mostrar sua "supremacia" bélica a algumas tribos e imposto o medo, estas, acreditando serem inteligentes e, na verdade, foram cúmplices da própria estupidez, caçaram e destroçaram seus irmãos africanos e deram de bandeja aos invasores, em troca de posse da terra... Tiveram? Foram tão escravizados quanto os outros. Os povos arrematados - ou arrebatados - pela força brutal da estupidez humana dos humanos com valores desprezíveis, foram jogados aqui, em nossa terra, trazendo dor e sofrimento, angústia e desespero... Toda uma gama de densidade. Foram tratados como animais e sem alma. Como se não fossem gente. Foram trancados em condições de completa falta de acolhimento, conforto... dormiam em chãos de terra batido, com frio, fome e tudo mais de pior. Descanso era para os donos das fazendas, porque tinham muito trabalho em mandar e ordenar. 

Para completar nossa composição: os portugueses, tidos como donos, que aqui viviam, eram outra espécie diferente... Eram contraventores que, sem opção, tinham que escolher entre ficarem presos no país de origem ou, ajudarem a povoar o Brasil - uma punição, um castigo, uma nova prisão. Ou seja, a corja que veio nos dar origem, em sua grande maioria, eram, nada mais e nada menos, do que prisioneiros... bandidos...

Entendida esta parte, encarados os fatos, olhemos o presente: poderia ser diferente?

O que é certo ou errado em terras brasileiras? 

Manifestar era algo proibido, em nossa colonização. O manifestar era proibido em época de censura e ditadura. Manifestar era algo proibido, principalmente, pela enrolação com a gente, onde jurávamos de pés juntos, que éramos um povo livre. Livre de quê? Ou de quem? Sempre fomos um povo aprisionado. Prisão por limitação financeira, por roubos políticos, por impostos inesgotáveis, e sempre sem retorno. Somos prisioneiros como os africanos, onde não temos o direito de ir e vir, por conta de pistas e estradas inapropriadas - para não dizer, inexistente... esburacadas. Somos cobrados e obrigados a pagar, pagar e pagar, por receio de ir preso, como bandidos ou se tornar "devedor" e procurado por sonegação. E quem não presta contas e não utiliza a verba recolhida para fins públicos, para o "bem" de todos, para que se volte para nós o que nós investimos? Essas pessoas, os "políticos", são o quê, mesmo? Santos, anjos, seres iluminados que só aumentam e criam impostos para fazer o bem para os cidadãos ou pessoas sem caráter que criam e inventam e aumentam esses impostos para desviarem para os próprios bolsos em formas de contas bancárias. 

Pois é, somos criações de uma cultura muito rica e enriquecedora. Somos um povo ou vítimas de uma má educação? Dizem que os filhos são reflexo dos pais... Será??????

E aí, de repente, vem a sensação de que somos tão livres que está na hora de acordar um gigante adormecido desde a colonização da nossa terrinha amada, nossa pátria amada da seleção brasileira de futebol. Pois é, dentre os gigantes adormecidos pelo tempo posto e pela acomodação natural das relações afetivas, o que estão acordando é um que não penas, mas grita e destrói... é o gigantes da estupidez dos colonizadores, que usavam desses mesmos artifícios para "dominar" e destruir, impondo de novo, a cultura dos gritos e brutalidade. 

Por quê? Por que, meu Deus, ainda somos tão burros? Por que, depois de ver que falta de ordem não nos leva ao progresso, repetimos os mesmos padrões? Será que PENSAR é tão difícil, assim?

O gigante que acorda é o gigante que dominou e imperou o Brasil. O gigante que precisamos não é o do passado mal vivido, é o gigante do novo, para um futuro de verdade. Vivemos um loop com novas épocas velhas e ultrapassadas. Nada agregamos. Nada inovamos. Nada rompemos. O que queremos de fato?

Manifestar é levantar e dizer: "EU ESTOU ACORDADO E NÃO ACEITO ESSA CONDUTA!", sabendo-se o que não quer. Saber nossos direitos é fácil, mas sabemos e conhecemos nossos DEVERES? Sm, o querer mudar nos dá o poder de começar algo, construir algo novo e isso traz, como em tudo na vida, as consequências. O que queremos de verdade? Queremos mudar e progredir? Queremos nos manter no atraso, na repetição dos erros e nessa perpetuação de erros incalculáveis e, aparentemente, indestrutíveis?

Levanta Brasil, para onde? Levantar para destruir, para depredar... é piorar o que já é ruim! Se não temos transporte público eficiente, quebrando facilita a evolução?

É isso que queremos construir, então, não temos o verdadeiro desejo de construir... apenas repetir. 

O que está errado nas manifestações? Ao meu ver, TUDO. Para o progresso é importante ordem, antes de tudo. Ou, continuaremos filhos da P... pátria amada Brasil da colonização.

Ser livre requer um tipo de postura que exige usar a inteligência. Exige refletir. Exige ponderar. 

Bater e quebrar é destruir e atrasar.

E de atrasos, o Brasil deveria estar farto... mas, pelo visto, essa fartura deixa o povo com a barriga tão cheia que não dá para pensar. Manifestar é legal, é bacana, mas depredar, fechar estradas, comprometer a população é enfraquecer o movimento e dividir o próprio povo, dividir irmãos que poderíam estar lutando juntos, no mesmo propósito, com os mesmos OBJETIVOS. 

Pois é, acorda Brasil! Levanta, Brasil! Quem é o Brasil? O que quer o Brasil? Quem somos nós? Quem é esse povo que tem tanta energia e tão pouca capacidade de canalizar essa força para algo produtivo, algo libertador, algo que nos leve a um patamar novo e que seja um novo como algo de bom.

Constrói, Brasil! 

Pat Lins.

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