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domingo, 16 de março de 2014

MULHERES: ENCONTROS DE GERAÇÃO E MUITA "TRICOTAÇÃO"

 

Olha, realmente, eu vim despida de todo e qualquer tipo de preconceito - aliás, como tudo na vida é dual e somos naturalmente hipócritas, eu discrimino quem discrimina... Não deveria, mas cabe em meu pacotinho: "sou humana e imperfeita, sim, mas me coloco em movimento de melhora a cada dia, aqui e agora!".

Venho de uma família mestiça em TODOS os sentidos! TODOS! Inclusive de cor, credo, instrução, educação e situação financeira. Vivo e convivo com TODOS os tipo de pessoas. E, sinceramente, eu AMO MUITO TUDO ISSO! Tenho o privilégio de saber que tenho acesso aos mundos que gravitam em paralelo ao meu. Tenho consciência de que todos somos peculiares e respeito os espaços de cada um. Lógico que me pego cobrando e criticando um ou outro, mas, como já falei antes: tudo na vida é dual e somos naturalmente hipócritas, eu discrimino quem discrimina... Não deveria, mas cabe em meu pacotinho: "sou humana e imperfeita, sim, mas me coloco em movimento de melhora a cada dia, aqui e agora!".

Bom, me deixa entrar logo no assunto que vim postar...

Estava numa cidade próxima, visitando alguns parentes paternos - que são minha FAMÍLIA - e, em meio a tanta coisa, sentamos eu e irmã para conversarmos com "tatia Joana" - tia avó nossa. "Tatia", como chamamos desde criança, porque era como papai a chamava quando criança, tem 91 anos. Um dia ainda escrevo sobre a vida dela - mulheres "comuns", com vidas "comuns" não têm nada de comum... Pois bem, conversa vai e conversa vem, como de costume, ela puxava o assunto comigo e com irmã, sobre "quando vão ter outro?" - "outro", leia-se "outro filho"... Pois eu tenho um e irmã tem uma. Daí, irmã disse:
- Tatia, não é barato ter e manter filho, não. 

E "tatia" concorda, dizendo que "é verdade, minha filha!". Eu, seguindo a linha de raciocínio que escuto com frequência e pude comprovar em minha infância, digo:

- É, tatia, eu sei que na antigamente era mais fácil. As pessoas se ajudavam mais. Hoje em dia é tanta cobrança, tudo tem que ser pago que ter filho acaba envolvendo condições de manter...

Depois de muitos anos, escutando esse discurso, eu "jurava de pé junto" que ela também pensava assim. Mas, como disse, mulheres comuns, com vidas comuns não têm nada de comum. Ela tem uma vida cheia de emoções - entenda "emoções" como de tudo: boas e ruins. Rompendo esse ciclo vicioso de "as gerações anteriores eram mais felizes" ela revela:

- Eu queria ser é dessa geração agora! Essas meninas têm filho por aí é porque querem! Em minha época, não tinha nada. Ninguém tocava no assunto e a gente era "obrigada" a ter um filho por ano. Era cansativo demais! Marido exigia isso! Me lembro que fui ao médico, naquela época e já nem me lembro quantos filhos eu já tinha - pausa para contar...

- Quantos a senhora teve, tatia? - pergunta irmã

- Vivos nasceram 9 e 2 que nasceram mortos.

- Poxa! - exclamamos juntas, eu e irmã!

- É, minha filha, mas cê pensa que era fácil? Não era não. Quando pedi ao médico: "Dr., dá para o senhor me ver um remédio para eu parar de engravidar?", ele me expulsou da sala, gritando que eu era louca... Hoje, os médicos estão chamando e essas meninas parindo por aí e deixando para a vida cuidar, dizendo que é descuido. Descuido era em minha época, que ninguém sabia de nada. Hoje, com tanta informação, descuido é desculpa!

Veja, quando a gente vai a fundo, a gente descobre que nem tudo era tão bonitinho! Ela, no auge dos seus 91 anos revelou isso, como um desabafo de ANOS! E não foram 20 ou 30 anos... desabafo de 70, 80 anos! Ou dos 91!

A cobrança; o estabelecimento de "metas culturais" enquanto tradição; o sexismo, em forma de "poder machista e heteronormativo", onde o homem,  enquanto ser do gênero masculino "pode tudo!"; o cotidiano com a responsabilidade de já ter que cuidar de filho e casa, ser "esposa" e, com isso, ter todo o tempo ocupado, para não se ter tempo de pensar e refletir, daí, questionar e lutar pela liberdade, emudeceu muitas mulheres, pela falta de "tempo", mesmo. Para se romper com isso - e continua essa luta por tanta ruptura - foi preciso muito "peito" e sutiã queimado. Ainda escuto muitas mulheres de gerações anteriores me dizerem: "era melhor como antes!". Hoje, entendo o que elas querem dizer, só que não sabem expressar bem... O que elas dizem não é querer ser uma mulher tapada pela opressão machista, mas hoje, nós somos, ainda, "cobradas" para atingir um padrão de excelência desumano e sobre humano, onde trabalhamos "fora" e dividimos as contas, mas a casa ainda é nossa responsabilidade. Graças a Deus, algo já começa a mudar com relação aos filhos, justiça seja feita, muitos homens se esforçam para romper com essa ditadura silenciosa e mascarada de séculos, e já assumem-se corresponsáveis pela educação ATIVA e com AMOR dos filhos! 

Ou seja, quando algumas mulheres me dizem isso, vem um adendo: "Pô, meu marido já se aposentou e fica em casa, de pernas para o ar. Eu me aposentei e continuo dona de casa...". Claro que me refiro ao geral, porque as exceções existem, ainda como exceções... 

Eu curto muito conversar com as pessoas. E, se todo mundo der atenção ao idoso ao seu lado, verá um mundo muito maior se abrir. Hoje, minha querida e amada "tatia", pode falar comigo, com irmã sobre isso. HOJE. Mas, por quantos anos e tudo o que ela já viveu - e falo de dor, muita dor e vida sofrida, mas ela sempre forte e com um humor contagiante - ela precisou calar, por sabedoria e por medo?

Hoje, ainda lutamos por igualdade! Só que as pessoas lutam pelo fim da desigualdade, acirrando a desigualdade. Essa contradição e falta - ausência, mesmo - de base, de valores, faz com que essa juventude de hoje tenha ausência de referencial e luta, grita e brada sem mensurar resultados. As gerações anteriores, tinham a base, os valores, mas não tinham a garra, a combustão necessária e em quantidade suficiente para reagir mais, porém, conseguiram, com poucos e com muita vontade dar um ponta pé inicial, um start... adormecido pela nossa atual falta de tempo por ter o tempo integral ocupado!

O importante é estar em movimento. Um dia, as coisas apaziguam e tomam UM rumo, não vários caminhos aleatórios! Hoje, temos abertura para diálogos, para trocas, para se diluir qualquer assunto, esgotar, para não remoer... mas, raramente fazemos... Os encontros de gerações podem ser saudáveis, se assim fizermos!

Hoje, podemos falar, aparentemente protegidos pela Lei, para tanto, precisamos nos salvaguardar para não atingir alguém que se doa por se sentir atingindo, sem ser... A fragilidade da atualidade está na APARÊNCIA DE SER, em vez de ser. Antigamente, as mulheres sofriam caladas, mas tinham uma força maior, uma força que passava para as filhas e filhos, aos poucos, como quem planta sementinhas. Era um movimento muito pequeno, mas para longo prazo. Para, hoje, esbarrar no estágio de mulheres objetos, que querem tudo tão fácil, se vendem como troféu barato e pouco fortalecem o intelecto, a razão e as boas emoções... Aí, enfraquece o movimento... Né, não?

Vamos para frente! Porque a luta é pela igualdade e respeito às DIFERENÇAS. Ou seja, devemos considerar que existem diferentes, mas todos têm o direito de serem quem são - desde que não matem, roubem ou destruam, passando por cima para atingir o que quer... toda liberdade tem limites!

O princípio da liberdade está em aceitar o limite de acesso. 

Que fique claro para cada um de nós: cada geração traz a sua beleza, traz o seu ensinamento... traz lições que nem os contemporâneos se dão conta... de que a dualidade existe por algum motivo. Tudo vem com a "dor e a delícia de ser o que é", como diz Caetano Veloso. O "é" é o que deve ser visto! 

Vivendo e aprendendo com os mais velhos e os mais velhos com os mais novos!

Pat Lins - costurando a minha colcha de retalhos, sem retaliação!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

TINGA - A REPRESENTAÇÃO CLARA E ÀS CLARAS DE QUE O RACISMO EXISTE, SIM!

Para escutar seu desabafo: Globo Esporte
Lastimável não é o racismo no futebol... Lastimável é O RACISMO em si! 

Precisou explodir num esporte para que se torne um tema a ser debatido com mais seriedade. Não bastam punições... isso apenas vai mascarar e impor uma nova pseudo ordem. 

É necessário e de suma importância falar abertamente. Assumir, reconhecendo claramente que o racismo existe, sim! Velado, escondido... disfarçado com nomes e situações protegidos pela Lei. Não penso que punição a atitudes preconceituosas, de um modo geral, ou qualquer forma de discriminação devesse constar em Lei... deveria ser uma postura pessoal não ter esse comportamento. 

As pessoas deveriam ter uma conduta ética e moral mais respeitosa. Essa cultura antiga de um povo querer se sobrepor ao outro dá nisso: a manipulação do poder, do desejo entorpecente de querer ter o que não te pertence, do não construir o seu, no seu espaço... e dá nisso: a subjugação do outro em detrimento de um interesse próprio. Ou seja, vou queimar seu filme para todos te odiarem e te verem como algo asqueroso, para que, assim, eu consiga te desestabilizar em sua dignidade, cerceando a sua liberdade e, com isso, destruindo você! Tem coisa pior do que isso? Imagina numa dimensão descomunal como, nada mais ou nada menos do que o mundo inteiro contra você?

Ah, mas falar em racismo é perda de tempo, deixa a Justiça cuidar disso! Para mim, antes de se chegar à Justiça, justiça seja feita, cada um de nós precisa rever seus conceitos. Não é impedindo piadinhas ou deixar de chamar o outro de "negão" que vai fazer essa desconstrução do mal feito e implantado, enraizado até a alma. 

É muito cômodo, para nós que não temos a pele negra, "vermelha", "amarela", os olhos puxados, os cabelos crespos, que somos heterossexuais, classe média, "estudados" - como diz o povo - nos doermos com os alertas contra o racismo. Mas, para quem vive o peso da sensação de diferença como algo pejorativo, por conta desses características, esses sim, sabem o que é essa dor! Para a gente, apenas um discurso de algo distante e aparentemente inexistente, afinal, ali onde não estou, nada deve existir...

Eu não sou branca 100%. Venho de família mestiça em todos os aspectos, inclusive as várias tonalidades e colorações das peles, cabelos, olhos, dentes e etc. 

Questiono muito como alguns religiosos fazem as colocações Bíblicas de maneira preconceituosa sobre as cores de pele, que já induzem - através, não do que está escrito, mas como vem sendo interpretada e usada até os dias atuais - de que quem já existia antes do povo "de Deus" não era de Deus... Como os negros, os índios e, sim, os orientais. Em alguns casos, afirmam que viviam na "ignorância" de Deus, mas, a partir do momento que lhes é apresentada a "palavra", deixem TODA  a sua vida e crenças para trás; rompa com a sua cultura, porque ela é do mal. Aqueles de "cor" que aceitarem a palavra de Deus, nos moldes como lhes fora colocado, serão aceitos como humanos... Antes, eram seres sem alma. De fato, não conhecem os psicopatas, esses, sim, são seres sem alma, coração ou boa emoção - e podem ter qualquer cor de pele e cargo, de preferência os mais elevados hierarquicamente.

Meu questionamento: se Deus é o Criador de todo o Universo, quem não é filho dele? Até o próprio Lúcifer foi criação divina. A sua revolta, essa sim, é própria e pessoal, ou "angelical" do portador da luz que perdeu a sua luz.

Pois é, como lidar com esse tabu GIGANTE, chamado de preconceito, discriminação e, neste caso específico: RACISMO, se ele vem de maneira arquetípica desde a gênese Bíblica? Aliás, na gênese não, porque no livro Gênesis eram apenas terra, água e escuridão, até se fazer a luz... depois, vieram as primeiras criaturas, depois Adão, Eva e o cão - ops! a serpente... Até chegar a Abraão, nosso primeiro patriarca reconhecido como tal. Considerando que quando a Bíblia fora escrita, muito e muito tempo já havia transcorrido desde a criação da Terra - porque, é bom situar e contextualizar, nem a todos era permitido acesso à leitura, muito menos conhecer outros dialetos... era tudo, numa visão própria da época, como maneira de se manter a "ordem" e o "equilíbrio", guardado e assegurado, apenas, entre os que se intitulavam competentes para tal... e, assim, mantinham o???? PODER! Olha a palavrinha mágica de novo! Sem contar a trajetória do desenvolvimento da escrita, onde e como se arquivavam os conhecimentos... - pois sim, voltando ao início da frase, ao se considerar esse ponto, quando e quem começou a escrever a Bíblia antes do período Mosaico? Quem era o organizador das ideias e do que seria, de acordo com relevância, constar ali? Bom, melhor parar, porque não é esse o ponto em si. O ponto é o arquétipo tendencioso de subjugação dos povos em detrimento do interesse em seu terreno.

Tá, e Tinga nisso? Hoje, 2014 anos após o nascimento de Cristo, que DEU sua vida, em Vida, como exemplo de vida e virtude, através da sua divina sabedoria e CONSCIÊNCIA, e nos deu a sua morte, como prova do seu amor por esse povo ingrato, que somos e nada aprendemos com isso... Pois é, ainda hoje, nada, nem um tiquinho apreendemos dos Seus REAIS ensinamentos, além de retóricas belíssimas e discursos inflamados e aclamados de que devemos seguir a vida que Cristo nos ensinou... Somos um bando de hipócritas! A Bíblia, por exemplo, não prega o racismo ou qualquer tipo de preconceito, apenas fala e retrata o povo de Abraão e sua descendência, afinal, ele existia em meio a outras pessoas, ou não?! Isso é que ninguém se dá conta! E é isso que me instiga e inquieta de uma maneira positiva - entender! Se retrata a partir da visão do povo de Abraão, naturalmente, a sua realidade é o recorte e o ângulo por onde tudo é visto. Beleza! Era natural que, através de um controle e o poder da época, os casamentos fossem entre pessoas da mesma nação. Ou seja, naturalmente, as características físicas se mantinham. Deu para entender, um pouquinho, que não se trata de discriminação, apenas de organização cultural de um povo? Daí, com isso, ao se permitir explorar terras mais afastadas, se dão conta da existência do "diferente". Depois, com o intuito de dominar e possuir mais terras, nada mais "nobre" do que impor a força e permitir escolhas: "ou nos dá ou guerra!". Com isso, nações tiveram que perder seus espaços e a mistura começou... porém, os escravizados, desde aquela época, eram considerados povo fraco. Essa marcada se instalava e era propagada, não com ferro quente, e sim através das características fenotípicas visíveis daquele povo. Isso, por acaso, não se torna um arquétipo, em seus tempos e nos seguintes e seguintes e seguintes? Hitler não desejou tanto manter sua raça pura e ariana, dizimando tantos judeus? Os desejos pelo poder são tão insanos que concordo com Alvo Dumbledore - em Harry Potter - onde prefere não assumir aquilo que ele não tem controle... e o poder, muitas vezes, sobe à cabeça e dispara um ego que infla e infla, sucumbindo à loucura, cedendo aos caprichos vaidosos da necessidade de subjugar o outro para se afirmar como melhor! Assim, quem tem o poder, é o maior. Então, vamos colocar Deus ao nosso lado e usar Seu santo nome para manipular o povo. Quem não estiver comigo, estará contra mim! E começa a mania de perseguição. Consequentemente, a discriminação, através da segregação. E assim, em diversos espaços e tempos, quem dominava impunha a sua característica como supremacia.

Ainda assim, não entendo a origem do preconceito puro e genuíno. Não entendo de onde veio? Com quem? Por quê? Para quê? Qual a sua função colaborativa na construção e edificação dos bons valores? Não vi em lugar algum escrito que a serpente disse a Eva: "Vai, come que vai ficar branquinha para sempre! Tu, Adão e teus filhos!". Nem escutamos Deus dizer a Moisés que apenas os brancos, ricos, bonitos, magros e que frequentem bons restaurante e hotéis de luxo seriam salvos... Ah, por acaso se salvaram do dilúvio?

E Tinga, minha gente? E Tinga? Tinga é apenas - não um "apenas" pejorativo, mas um alerta de que tem mais... - mais um grão de areia nesse mundo de loucura e profusão do "mal". Tinga é a atual representação de que esse mal está mais ativo do que nunca e que as medidas de contenção e disfarces do preconceito cederam! Ruíram as barreiras do fingimento e abriu-se a clareira - que não ilumina nada... - onde podemos VER e OUVIR que SIMMM, O PRECONCEITO EXISTE! E cada dia mais forte! Aquilo que cresce sem a gente ver não deixa de crescer e se fortalecer!

O vexame teve destaque porque foi um jogo importante e transmitido por onde? PELA TELEVISÃO! Alastrou-se como fogo em palha seca. Incendiou e nos fez ver o que se escondia em palavras bem colocadas e pensamentos bem mal intencionados.

Tinga é mais um que sofre esse mal, por nada! 

É mais um SER HUMANO que paga uma pena alta, apenas por seu fenótipo marcado como povo fraco e que merece o desprezo, por ser uma PESSOA COM A PELE ESCURA!

E não entro na seara: caráter! A falta de bom caráter está em todas as cores! Só que associam aos negros, simplesmente, por uma má formação histórica, onde destruíram as tribos africanas - independente da ajuda de tribos rivais... - e trouxeram-nos para cá, levaram-nos para lá, distribuiram por onde havia necessidade de mão de obra forte, robusta ao custo de maus tratos. Para onde? Para Brasil, Estados Unidos... Aqui, para uma região que já existia, onde índios viviam em LIBERDADE, que ainda não era nome de bairro, mas uma forma de vida. Exterminaram tudo em nome dos seus próprios interesses e os denominaram, também, seres sem alma. Os jogaram aqui e, depois de perceberem que perderiam o poder, como último golpe estratégico, alforriaram a todos! Que lindo! Quanta emoção! Carta de alforria! Um documento que provava que eles eram NEGROS LIVRES. Ironicamente - dentre tantas e tantas ironias... - essa liberdade nada mais era do que uma nova prisão! E esta resiste até os dias atuais! Como é difícil empregar um negro em função hierarquicamente elevada! Acontece, mas a cobrança é triplicada. Coitado de Obama! Mártir de uma fachada que já estava em crise mundial e que recebeu a "galinha pulando"... Criaram a imagem de um "salvador" que hoje é condenado por ser, apenas, um homem mortal!


Pois é! Tudo isso vale a pena ser falado. Debatido! Discutido! Cuidado! Assumido! Esgotado! Até deixar de ser um tabu. Até deixar de ser um entrave ao progresso humano! Até deixar de ser algo prejudicial! E não é apenas evitando piadinhas... Nem chamando de afrodescendente que o preconceito vai deixar de existir. Isso se dará no dia em que as pessoas se olharem como PESSOAS. Nesse dia, Tinga não será vaiado, nem escutará sons de macaco, por ser negro. Nesse dia, não será preciso ter um artigo em algum código penal que puna quem cometer atitude discriminatória, porque isso não será mais parte da conduta de ninguém. Nesse dia, as seleções para entrevista de emprego serão mais limpas e neutras, baseadas em competências. 

Mas, antes desse dia, muito deve ser feito! Educação deve chegar a TODOS, principalmente aos mais pobres - onde, por consequência de uma história que ninguém quer contar, estão a grande maioria dos herdeiros das "cartas de alforria". Educação não para ser funcionário de cargo elevado numa multinacional, mas educação como construção de base moral, ética e compreensiva, com conhecimento escolar e acadêmico. Até esse dia, muito ainda precisamos desconstruir. Muito ainda temos para construir!

Temos um longo caminho. Se começarmos AQUI E AGORA, ele poderá ser possível! Ele começa aqui e agora! No já! Não no depois ou amanhã... 

Racismo não é apenas um crime, é atentado ao pudor! É atentado à ética, à moral, às virtudes, aos bons costumes!

IGUALDADE SE FAZ COM AS DIFERENÇAS EM EQUILÍBRIO E HARMONIA!
COM RESPEITO!

Pat Lins - perplexa por Tinga e por tantos "Tingos e Tingas" mundo a fora e vida a dentro!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ESCOLHO A DISTÂNCIA SAUDÁVEL, SAUDÁVEL!



Posso escolher entre conviver ou não com pessoas com distúrbios sérios de comportamento e sociabilidade... isso não é falta de respeito. Pelo contrário: é respeito a mim e ao outro. A mim porque sei que posso escolher quem quero ao meu lado e me ajude a somar. Ao outro, porque ele tem o direito de ser quem ele é.

Mas, uma coisa é certa: não falto com educação e cordialidade. Se afastar conscientemente não é birra, ou disputa... é apenas filtrar quem deve ou não estrar ao nosso lado por afinidade e por motivos para se estar. Se não tem liga natural, não tem motivo para forçar, muito menos para sair detonando por aí. É uma distância saudável e deve ser saudável. Raiva, ódio, rancor e etc não são saudáveis.Portanto, se a motivação do afastamento for algo similar, não é DS - distância saudável - é orgulho, vaidade e julgamento.

Na DS não tem dor, tem dor trabalhada e acolhida. Existe a compreensão de que o outro e eu não nos afinamos e pronto. Ser grosseiro ou deselegante, mal educado ou algo parecido, não está dentro da DS. Educação à base da compreensão, essa sim é a base da DS. Senão, será hipocrisia e dois pesos e duas medidas: me aceitem como sou, mas não aceitem o outro... Na DS, todo mundo sabe como é, se auto busca... daí, não sou estranha de mim.

Pois é, só para esclarecer, mesmo. 

Porque do mesmo jeito que eu me sinto injustiçada ou julgada pelo outro, o outro pensa de mim e mesma coisa... e quem está do nosso lado, bem como os amigos do outro lado, vão dar o apoio e dizer que errado é o outro lado. Sorte minha - aliás, nem é sorte, foi escolha consciente e natural - que quem está ao meu lado também se esforça para não entrar nessa de julgar e condenar o outro, mas de compreender e escolher se quer ou não essa pessoa como companhia. 

É só isso.

Pat Lins.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

BRASIL, QUAL É A SUA CARA? QUEM SOU EU?



Já começaram... as campanhas, lógico, já começam a mostrar o que não existe, criar um clima "copa feliz! Brasil, país do futebol recebendo o mundo do futebol do mundo!". Praticamente, um país de primeiro mundo. Até eu já estou me vendo saindo nas ruas com tranquilidade, num país paraíso, com ruas asfaltadas e com asfalto de qualidade sempre, segura, sem medo de ser feliz, afinal, estou no Brasil - país sede da Copa do Mundo de 2014! Isso é inteligência pura! Não sei porque só usam para criar ilusão... essas inteligências seriam fortes aliadas se fossem sábias. Oh, que pena!

Essa Copa aqui no Brasil vai nos fazer colocar em prática a máxima deste blog: viver o aqui e agora. No caso específico do grande evento, é mais como disse Vinícius: "... que seja infinito enquanto dure...". 

Do mesmo jeito que a Coca Cola trabalha as mensagem de relacionar a bebida com um estado de felicidade... ou seja, ela faz a diferença e a gente acredita nisso. "Abra a felicidade!". Somos felizes por bebermos Coca Cola, uau! Nossa, quão profundo somos. Me emociona... 

Pois é... as coisas começam aos poucos e vão entrando em nossa mente que a gente nem sente. Sem violência. Sem brutalidade. Se é possível fazer isso, a gente pode fazer o contrário, começar a desconstruir. E dizer: tá, já que a copa vem, tudo bem. Mas, eu não estou satisfeita com os gastos desnecessários e tudo mais. Ou: tenho consciência de que isso tudo não é real, bem que poderia ser, mas é não. 

E fica uma reflexão: o Brasil "nasceu" de maneira desestruturada, praticamente, vítima de um estupro. Mataram os índios que aqui viviam e tomaram o lugar a força - pouca força, diga-se de passagem, porque os índios "selvagens" não representavam a violência como nos fazem achar... eles não são os bandidos - e passaram a mensagem de que "civilizaram" esse país selvagem, para o qual Deus nunca olharia, porque não eram catequizados pela igreja Católica de Portugal. Só não entendo como Deus é brasileiro... O brasil cresceu de qualquer jeito, tal qual menino de rua, sem educação, saúde, ambiente saudável e estruturado e etc. Mas, hoje, é o Brasil e não temos como mudar o passado, nem como foi feito. Como diz Elisa Lucinda: "Não dá para mudar o começo, mas pode dar para mudar o final", ou o atual, né?! 

E o que é o Brasil, hoje? Com uma Copa que nos fora empurrada goela abaixo, que nos fará curtir o presente, assim que ela se fizer presente, e gritaremos juntos o nosso patriotismo forte e racional através do futebol. Acho massa torcer pelo time. É muito saudável praticar e incentivar o esporte. O que abro aqui é o questionar do que está além e se fará presente já, já...: nós não temos estrutura alguma para sediar um evento desse porte. Nem me refiro ao que vai acontecer com os estádios elefantes brancos no período pós Copa. Me refiro ao todo: saúde, segurança, profissionalismo, etc e a nossa integridade. 

Não me preocupo com a imagem que será vendida lá fora... essa é inventada - e já foi discutida há muito tempo, para se elaborar um belo e eficiente plano de ação estratégico e tático - e manipulada com belas propagandas onde pessoas de todas as cores, classes - que, nas campanhas nem se faz necessários o plural, é apenas uma classe: a da felicidade e união, sem discriminação... coisa mais linda de se ver - e credos estão lindas e sorridentes, juntas, parecendo que o racismo não existe aqui, num país tão tropical e negro, além da África; a pobreza é só uma coisa falada, mas não se sabe o que é por conta do apoio solidário de diversas empresas que aparecem "ajudando" e criando alternativas para "mudar essa pequena realidade", nos fazem acreditar que o que vemos nas ruas, diariamente, isso, sim, é ilusão. A vida é ilusão, gente! O que vemos não é real. O real é aquilo que assistimos produzidos em estúdios - uma pequena parte - e em computadores de alta performance que criam uma realidade virtual tão fantástica que dá vontade de viver aquilo, de viver lá! Me lembrei do "Show de Truman", o filme e nem sei porquê... Ah, se cada designer conseguisse criar um mundo real tal qual o virtual e digital. 

Me preocupo com a imagem que no deparamos diariamente... a real, mesmo que a neguemos. Me preocupo com o tratamento que receberemos. Estão agindo tal qual a etiqueta manda: receba bem as visitas. Sabe, quando tiramos o aparelho de porcelana do armário e fazemos aquele jantar especial, com talheres especiais? - em meu caso, já uso no dia a dia... aprendi a celebrar a cada dia e com as pessoas que amo no presente, porque nós somos especiais, em qualquer dia. Pois é... aparência não celebra a vida! Aparência celebra uma superficialidade fingida por interesses escusos...

Isso é que me preocupa... quem cuidará de nós? O apartheid se fará aqui, conosco. A segregação vai ser nítida: todo brasileiro é suspeito e perigoso.

Ninguém se iluda... os países de primeiro mundo já enviaram gente para observar o Brasil nos últimos anos. Ou todo mundo acha que eles são estrategicamente limitados como nós, que deixamos tudo para resolver na hora - e isso não é uma questão de otimismo, de deixar as coisas acontecerem... somos relapsos, sim, e não sabemos nos programar. Com certeza, sabem que terão que trazer suas próprias forças armadas, para reforçar a nossa que ganha pouco e que é subvalorizada... portanto, descredibilizada. Isso é o que temo, e não é angústia ou sofrimento por antecipação, é sofrimento consciente de quem vive o dia a dia vendo e sabendo que não é ilusão: é real. Uma realidade preocupante desde já e que uma bela maquiagem não mudará a verdade. Esse é o meu temor: temo por nós no hoje. E quando esse hoje for em junho de 2014, não haverá tempo de fazer mais nada. Desde que o Brasil foi "sorteado", quanto tempo houve para se fazer algo real? Mudar de verdade o Brasil e, consequentemente, ter base para sediar um evento desse porte? Nós seremos apresentados ao mundo em fragmentos e recortes mínimos, apenas a Copa aparecerá. Alguém viu algo de ruim na África? Pessoas com fome, miséria ou algo assim durante a copa lá? E isso fez com que o estado de miséria deixasse de existir? Foi um pause, dando play logo após o encerramento lindo, com shows belíssimos para quem é de fora?

É esse tipo de controle remoto que temo... uma realidade surgirá em meio à nossa realidade e a gente nem vai saber em qual das suas está a realidade real... essa confusão vai nos deixar tontos e ainda mais vulneráveis para o que virá em seguida.

Alerta, meu povo! As eleições etão chegando... Onde está a ordem, para se existir o tal progresso?

Brasil, mostra a tua cara! Mas a cara de ordem e progresso, não a dos black blocs, por favor! Ah, esqueci: como vamos mostrar a nossa cara se nem sabemos quem somos nós? QUEM SOU EU?

Pat Lins.

domingo, 3 de março de 2013

AVANÇO TECNOLÓGICO - CADA ÉPOCA COM A SUA (R)EVOLUÇÃO

Imagem: Adoção da tecnologia no ensino alcança resultados  cada vez melhores -  Informationweek

Assistindo ao Fantástico, deste domingo - 03 de março de 2013 - sobre: "Investir em tecnologia melhora o ensino?", me vi pensando: toda época tem seu avanço tecnológico, desde sempre! Foi na necessidade de se cobrir o corpo, para proteção contra o frio que a roupa foi inventada; seja na invenção da roda, para facilitar o levar algo... enfim, cada época, grupos de precursores - de uns tempos para cá, chamados pela ciência de "gênios" ou, em casos de máquinas e afins: protótipos - acaba nadando contra a correnteza da acomodação e vai além, vendo além do óbvio instalado pela rotina - nada contra a rotina, ela é tão importante quanto rompê-la diante da necessidade da evolução, sendo esta "evolução" mesmo ou não...

Pois é, hoje, usar ou não tecnologia na escola; substituir ou não provas e questionamentos que teorizam o óbvio e gravitam muito mais na limitação dos pensamentos do que na órbita do "vamos saber o que temos hoje e ir além" por jogos que estimulem o raciocínio... o que ensinar? O que é importante aprender? Houve época em que registrar, apenas oralmente e de geração para geração. Quantas culturas se perderam por não haver um registro? O medo, com a revolução da descoberta do papiro, de se perder o controle, o medo de perder o poder. Lógico que nem tudo é para todo mundo, que nem todos têm a capacidade de lidar com a responsabilidade de certos conhecimentos... mas, será que os que detêm esse conhecimento e alimentam esse sigilo também têm essa consciência da responsabilidade ou não passa do medo comprometedor do poder que detêm? 

Bom, vou me ater à matéria super bacana do Fantástico. E volto a lembrar: o que hoje é polêmica, amanhã será a realidade... já não em papiro, mas num ambiente virtual e quase infinito.

Cada época com a sua (r)evolução tecnológica. Um dia, quem sabe, superaremos essa limitação e até o físico transcenderá? Eu acredito que um dia, breve, nos comunicaremos por telepatia... Até lá, abaixo o orgulho, a vaidade, e outros sentimentozinhos impeditivos...

Façamos nosso melhor hoje! Aqui e agora tudo pode mudar! O amanhã é o hoje que inevitavelmente chega! Medo de quê? Vamos tentar o que é válido. Vai me dizer que toda linha de educação, quando fora criada, não teve lá suas especulações e negativismos como barreira? Vygotsky, Piaget e tantos outros, foram aceitos com facilidade? Até hoje ainda encontram resistência. E quem resiste está errado? Quem os segue, está certo? Vai saber! O importante é tentar. Há público para tudo. Para essa geração atual, de crianças que nascem intuitivamente tecnológicas, essa educação formal vai dar conta? Tudo é questionável. Tudo é questionamento. Tem como frear o avanço? Como resistir ao que não depende de atos individuais? E aí, é parar ou seguir? No mínimo experimentar.

E aí, investir em tecnologia melhora o ensino? Melhora o aprendizado? Isoladamente, eu penso que não, mas num contexto preparado, creio que sim. É identificar a necessidade do público alvo... qual a linguagem dessa turminha que está aí?

Ah, educação para mim vai além da escolar e acadêmica... 

Pat Lins.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"EDUCAR É, ANTES DE TUDO, CONSCIENTIZAR" - Por Morgana Gazel



Isto significa que conscientizar se insere em todo o processo educativo. Vejamos. Proponho que educar é envidar ações que levem o educando a tomar conhecimento e fazer uso das condutas necessárias a seu desenvolvimento físico; a reconhecer seus padrões construtivos e destrutivos e a lidar com eles de modo adequado; a distinguir seu papel nas relações interpessoais; a se tornar ciente de seus direitos e deveres no âmbito social; a perceber que o aprendizado intelectual é um instrumento imprescindível à aquisição da liberdade de pensar e da capacidade de fazer escolhas adequadas; por último, a se dedicar a este aprendizado.
Esta concepção de educar é apenas um detalhamento baseado numa definição do Aurélio, que diz: Educação é o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social.
Se atentarmos cuidadosamente no que proponho como objetivos das ações educativas, veremos que a família tem um papel preponderante na consecução deles. Somente os dois últimos exigem a participação da escola, embora ela deva contribuir para que os demais sejam igualmente alcançados.
Ora, os pais, em sua maioria, não têm condições de cumprir todos os requisitos referentes a seu papel de educadores, pois não foram suficientemente educados. Se o filho bate em outra criança, eles se mostram compreensivos, caso contrário ficam furiosos. À noite, horário em que geralmente os membros da família têm oportunidade de interagir, uns se ocupam assistindo à TV, outros no computador. E assim segue a vida.
Se a criança chega à escola com pouca ou nenhuma educação doméstica, terá grande dificuldade de se adaptar ao novo ambiente, principalmente porque grande parte dos professores não está preparada para lidar com aluno difícil. É bom lembrar que os docentes podem também ter tido uma família incapaz de exercer satisfatoriamente o dever de educar. A coisa toda se complica ainda mais, quando um deles toma uma medida, às vezes correta, com a finalidade de corrigir uma conduta deseducada, e os pais do aluno em questão revoltam-se e o agridem. O prejuízo do professor será apenas o mal-estar, o do aluno será provavelmente jamais se tornar um verdadeiro cidadão.
Os efeitos das falhas no processo educativo alastram-se em toda a sociedade, vai até nossos governantes; muitos deles certamente vieram de lares e escolas que falharam neste aspecto. Como consequência, chafurdam no exercício da não cidadania e, portanto, não têm nenhum interesse em mudar tal situação.
Que fazer então diante desta realidade? Você deve estar perguntando-se, caso tenha tido a sorte de ser educado adequadamente. Difícil responder. Mas tenho sido assaltada por um sonho louco, no qual todos os verdadeiros cidadãos contribuem de alguma forma para educar pelo menos uma pessoa fora de sua família. No futuro deste sonho, nossos bisnetos são os pais, e o mundo é um lugar bem melhor de se viver.


NOTA: Artigo publicado no jornal A Tarde. Salvador – Quinta-feira, 19/7/2012. Imobiliário, página 6.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

AGRADANDO AO OUTRO

Eu penso que não haja maneira melhor de agradar ao outro sendo você mesmo e, dentro de "ser você mesmo" existir a consciência do que seja RESPEITO às diferenças. 

É muito mais uma questão de convivência e intersecção, ou seja, de nada adianta eu ser quem não sou no momento - afinal, nós somos pessoas que resultamos de um conjunto de fatores pessoais, sociais, educacionais, ambientais, climáticos, alimentícios, físico, emocional, espiritual, genético... e, por sermos todos assim, em alguns momentos os encontros da convivência podem ser estremecidos... - do "nós", se meu "eu" não assume uma posição e se submete ao "eu" do outro. Isso gera cobrança de ambas as partes. De quem recebe a submissão, vem a cobrança de, no dia que a pessoa se apresentar como é, querer ver aquele que sempre estava presente: a criação. Já quem se "submete" - submissão não é humildade, é bom deixar clara essa questão - a cobrança vem em forma de: "eu te dei o meu 'melhor' e é assim que você retribui? Eu fiz 'tudo' o que você queria...". 

Como saber TUDO o que o outro quer? Na verdade, muitos submissos usam esse recurso mais como chantagem emocional para manipular o ser/objeto de interesse do que para agradar, mesmo. Um agrado, um mimo, é uma coisa. Você passa em frente àquela loja que vende o perfume que ele(a) tanto gosta e compra, para fazer um "agrado". Passar o dia na praia que o outro tanto gosta... Agora, viver em cima do muro, e balançando a cabeça igual a figurante da Globo não dá. Impossível ver alguém que se faz invisível... Porque, no início e no fim das contas, é isso que uma pessoa submissa é: invisível. Como ver, enxergar alguém que não se mostra? E no dia que essa pessoa for contrariada? Me lembrei de um filme "Como enlouquecer ser chefe" - um filme que a gente ri muito e se vê, muito, também - onde um personagem, Milton Waddams, vive resmungando para a esposa, ao telefone, teme ser demitido e sempre acada sendo humilhado pelo chefe. Seu maior apego é com um grampeador que o chefe toma. Milton foi demitido há 5 anos e nunca soube... por um erro da contabilidade, ele entra na folha todo mês e assim segue. O chefe vive mudando a mesa dele de posição para colocar alguma coisa no lugar. Um dia, não tendo mais espaço físico para mudá-lo, o chefe, já sabendo que ele estava demitido e que não receberia mais o salário, o humilha ainda mais, enviando-o para o subsolo, mandando-o matar as baratas do porão. Para piorar, toma de volta o tal grampeador que o funcionário havia pego escondido. Em seguida, apaga as luzes do porão. Milton vivia ameaçando que se fosse mudado de lugar de novo, colocaria fogo no prédio. Como nunca se posicionava, nunca lutava pelo seu espaço. Apenas, ameaçava aos resmungos. No dia em que o chefe o empurra lá para baixo e apaga as luzes, a luz interior de Milton inflama... na verdade, luz interior, não, a revolta do submisso... se fosse a "luz interior" ele teria sabedoria e se posicionaria. O que ele faz? Assista ao filme... Ele cumpre com a promessa louca dos seus resmungos: toca fogo no prédio. É isso que acontece quando a gente não se posiciona, faz tudo para agradar - mesmo que nem perceba que não está agradando... - e, quando vê que nunca houve correspondência com essa "pseudo entrega", toca fogo em tudo. A raiva de não ter sido correspondido é muito mais perigosa e danosa. O submisso se revolta por algo que ele mesmo criou.

Impossível agradar alguém... você nem sabe o que o outro quer. Me recordo de uma vez,uma pessoa queria me "ajudar", enquanto eu estava na DPP, sugerindo que parasse de tomar os remédios, me sufocando horrores com suas loucuras ansiosas... enfim, conversei com ela e pedi: "muito ajuda quem não atrapalha. Se quer me ajudar, você precisa saber o que eu preciso e, se puder, me ajuda... Mas, só fazer o que e como você quer você está apenas manipulando...". Muitos de nós, em diversos momentos, deixamos nossas carências gritarem e acabamos sufocando o outro para "agradar" e ter aquela pessoa ao nosso lado. Eu vejo isso como "vampirismo". Uma relação saudável tem isso? Alguém me diga francamente: tem espaço numa relação saudável para essa loucura? Você suga do outro aquilo que você deseja e, em contrapartida, você nunca se manifesta... Quem é você, então? Quem é esse ser que não se assume para si e se esconde para os outros? 

Eu, particularmente, tenho medo de um submisso, omisso. Prefiro mil vezes quem peita e fala na lata - ainda que ofensivamente... o ideal é ser equilibrado, mas, no extremo do extremo - porque, ao menos, sei o que está falando e se mostra. Na verdade, eu prezo é pela honestidade. Mas, já deixei de frequentar um lugar pela falta de tato e educação de uma pessoa. É porque ele foi grosseiro, apenas? Não. Mas, pelo fato dele se colocar como uma pessoa "sábia" e que se trabalha tanto... que, ao ver ali um "pedaço batizado de cavalo", vi a estupidez da hipocrisia. Hipocrisia, para mim, é o oposto da honestidade. Assim, aquilo me fez cair fora. O oposto do submisso, o déspota, é tão manipulador quanto, mas, pouco se preocupa em fingir agradar.

Um casamento, por exemplo, para ser saudável - porque perfeito não existe... parta do princípio que nem nós somos perfeitos... imagina nossas relações interpessoais? - requer que abramos mãos de certas coisas - natural... toda escolha requer que a gente abra mão de algo. Quem não quer se submeter a alguns "requisitos" da vida a dois, mantenha-se solteiro. Ninguém é obrigado a se casar. Trata-se de uma escolha. Toda escolha requer mudança de hábito, de rotina e etc - e isso não quer dizer "agradar" o outro, mas, conviver-se em harmonia. Por isso que comecei o post falando sobre RESPEITO. Respeito é a base de tudo. E RESPEITO requer uma condição básica: EDUCAÇÃO. Não vou aprofundar nesse aspecto do casamento porque dá muito "pano para a manga". Para haver uma relação saudável, a submissão é incompatível. Como haver saúde num ambiente doente? A submissão é um ambiente doente. A submissão é ausência, desconhecimento do amor próprio. Amor próprio não é egoísmo, que fique claro. Egoísmo é egoísmo, é querer tudo para si e nunca respeitar a existência do outro como outro e sim, como um "algo", que você e seu desejo é o que importa e nunca quer escutar um "não", apenas dizer "não". Amor próprio é saber quem se é, amar-se e, por amar-se, ser e sempre querer ser o melhor que há em si - não para ser melhor do que outro, mas, para sempre se abrir para o que há de melhor em si - e, justamente por isso, por saber quem é, reconhecer seus limites e seus momentos de recolher para recarregar, sabe-se que todo mundo é igual e, por isso, tem a plataforma RESPEITO como base. O que eu penso é que os submissos são egoístas medrosos. Um marido, ou esposa, que só sirva para servir o cônjuge, nada faz por si, nunca se melhora, é um ser perigosíssimo. É um "Milton Waddams" tocando fogo no dia em que explode. Pior que a "culpa" é do outro que nunca correspondeu... Impossível corresponder a algo vazio e desconhecido. Um submisso é um terreno instável e infértil. Não sabe o que faz, nem porquê faz. Só faz. Não têm muito sentido na vida e precisam sugar do outro... Isso é perigoso. 

O que o submisso não entende é que ele se faz de submisso ao outro - querendo que o outro adivinhe o que ele quer... quem ele é - mas, ele, na verdade, ele é submisso a si, ao seu vazio. Ninguém o está submetendo a nada. Todos temos a opção de escolher. Todos podemos nos posicionar. Posicionar-se, entenda, não é agredir, polemizar, é saber quem se é, o que se quer e o que é capaz de fazer. Assim, você É. Posicionar-se é assumir-se e deixar claro o seu ponto de vista, defendendo-os com argumentos consistentes e coerentes. Quem nos submete é o desejo. A vontade nos liberta. O egoísmo aprisiona. O amor liberta.

Toda relação é de interesse. Nem que seja o interesse de deixar o outro livre para ser quem é e ser feliz. Como interesse, tem-se o "bom interesse" de ver o outro feliz. Cada um de nós precisa ter consciência do papel que desempenha. Servir, por exemplo, é um papel importante em todos nós e uma característica nobre, não a subserviência!

Pat Lins.

terça-feira, 7 de junho de 2011

COISAS COMPLICADAS EXISTEM, MAS, EXISTEM AS SOLUÇÕES TAMBÉM

É muito fácil a gente só enxergar o lado complicado das dificuldades... e, como fazer para querer sair e encarar que há solução, ainda que penosa, cansativa, desgastante e difícil?

Ano passado, eu quase me separei do meu marido. Depois de um conselho neutro de uma amiga, repensei e considerei: "evite tomar decisões em meio a uma crise..." E isso me fez repensar: qual a verdadeira razão do desejo de separar? Será que o caminho mais fácil é o ideal? O problema seria resolvido com o divórcio? Ainda existem situações pendentes e que preciam ser resolvidas? Enfim, precisei entender que quando surge um problema a gente precisa resolver e entender que toda ação tem uma reação que não atinge apenas ao autor, mas, a todos ao redor. Isso não quer dizer que não me separei por conta do meu filho... Mas, por conta de ter um filho e do problema ser a relação do pai e da mãe dessa criança - eu e meu marido - e essa relação desgastada como estava estar atingindo e interferindo no comportamento desse filho e na vida dele, sim, isso precisa ser visto e considerado. Não, meu casamento não é perfeito, mas, precisei ser adulta e, mais ainda, aberta - não dar ouvidos a todo e qualquer comentário oco - para compreender que se há uma situação complicada, vamos resolvê-la. Primeiro: só posso mudar a mim; segundo: eu não sou a dona da verdade, mas, sou a dona da verdade de minha vida; terceiro: faz parte do mundo adulto maduro resolver as situações, não fingir que elas não existem e dar um basta, como se não acarreta-se em consequências e/ou criações de novos problemas. Enfim, decidi manter a relação com algumas condições: cada um fazer sua parte no processo de crescimento pessoal. Já não dava mais para mim educar um filho e um marido... Se educar uma criança já é difícil  e engloba uma série de fatores a serem administrados de acordo com a idade, imagine educar um adultocriança que paga as contas da casa? Uma vida é complexa por si só, imagine três vidas em esferas e patamares diferentes coabitando o mesmo ambiente e coexistindo, por ser uma família?

Pois é, procurar a solução requer querer de verdade, ter vontade de resolver, não de fingir que revolveu, para dar satisfação aos outros. Isso não quer dizer que seja fácil e rápido de resolver. O cotidiano segue e suas exigências continuam. Existe uma caminhada e não se para para pedir tempo ao tempo, é preciso aceitar que existe o tempo certo de cada coisa, além do tempo corrente. Há que se ter vontade de superar a mente dos desejos... ou, há de se superar a mente dos desejos para se ter vontade? - risos. Preciso me manter firme no propósito de descoberta e observação, para, com o passar do tempo corrente e caminhando com o tempo de solução, saber o que fazer - se não já estiver feito.

Precisamos ter cuidado e responsabilidade com nossas ações, proque, quando se tem um filho, observemos se o que fazemos não reverbera nele e, mesmo que ele tenha sua própria personalidade, ele é um ser social e o meio interfere na maneira como ele pode reagir e agir... Como criança não tem domínio da própria consciência - inclusive, muitos de nós, adultos, também não - ele não saberá como canalizar isso. Assim, muita ramificações decorrem daí e o comportamento dessa criança fica comprometido.

Enfim, está mais do que na hora de entendermos que somos quem somos, mais fruto do meio e mais consequência da educação e exemplo dos nossos pais. Hora de assumirmos a responsabilidade por cada ação nossa. Só assim, a base de muita honestidade consigo e empenho diário se consegue chegar perto do próximo degrau.

Pat Lins.

quinta-feira, 10 de março de 2011

FILME DE MINHA VIDA - APENAS ALGUMAS CENAS: DESABAFO! AFO! (COM ECOOOO)

Pois é, a saga do filme continua, mas, melhorou.  (OPS! NO EPISÓDIO ANTERIOR REFLETIA SOBRE A INFLUENCIA DE UM FILME SOBRE MEU FILHO. VIDE http://maesnapratica.blogspot.com/2011/03/filmes-influenciam-mas-nao-sao.html) A estratégia da negociação foi surpreendente: ele não só concordou, como entendeu e, o melhor: aceitou. Melhor que isso, só dois disso! E, sendo assim, ele voltou a pedir os filmes que antes gostava tanto, como "A Era do Gelo", "Toy Story 1, 2 e 3", "Shrek", 'Lucas, um invasor no formigueiro" e etc - se eu for listar a dvdoteca dele, não termino hoje. 

Com relação ao comportamento, normalizou. Ou seja, diminuiu o excesso do que já é excessivo. Graças a Deus, porque eu já estava esgotada e, confesso, sabe Deus de onde tirei forças, porque, minha gente, careca era só o começo dos meus problemas. 

Visitando, como de costume, os blogs amigos - tenho uma lista aqui ao lado - li um texto emocionante da Sueli, - BLOG DO DESABAFO DE MÃE - e me vi ali. Só quem tem um filho de personalidade forte e dono de si pode imaginar o que passo. Por mais que eu escute e saiba que ele não é um menino ruim, afinal, não é malvado, "só" agitado, isso não diminui em nada meu desgaste. Todo dia eu vivo tensa e pressionada. Estou sempre alerta e tenho que ser flexível e legal; e ainda rigorosa e firme; carinhosa e amorosa; mãelimite no limite. Só por um tempo, queria refresco - risos. Sabe o que é pior - ou melhor ? Eu não resisto aquele safadinho lindo. Ele é elétrico, me mata de cansaço, mas, se não fossem as críticas que dou ouvido e reverberam em minha mente, talvez, quem sabe, eu me cansasse menos. Também, quem manda ser humana e dar ouvidos ao que não deveria ser escutado, já que se sabe que quem fala apenas extravasa sua própria dor, infelicidade, fraqueza e pequenez através da tentativa de diminuir o outro para se sentir maior?! E isso me incomoda muito: mania de me ocupar com a língua dos outros. Acho que sou assim por conta de minha mama querida. Ela é do tipo de pessoa que prefere se machucar a ter que dizer a verdade a alguém. Eu vivo uma contradição: quero falar - e, quando não dá para segurar, eu falo - e me sinto péssima por magoar alguém, ainda que esse alguém tenha me magoado. Aquela história da pessoa sacana que sacaneia, provoca e ainda sai como vítma, porque soube fazer seu lobby. Meu lobby é queimado, porque eu explodo mais do que me contenho e quem provoca fala baixo, com voz mansa e incubado. Odeio falsidade. Pois sim, o que isso tem a ver com Peu? Essas pessoas e lidar com isso me desgasta tanto, nesse embate que minha resistência diminui. E eu? Preciso estar sempre em alta, para conseguir lidar com Peuzinho. 

É muito cansativo ter um filho ultra elétrico, que parece saber o que quer e só descansa quando consegue - leve o tempo que levar, ele consegue alguém que ceda... principalmente quando não está em minha frente - e tentar lidar com algo que já é desgastante por si só e ainda ter que lidar com gente desocupada e sem "setocômetro". Gente que, se estivesse em meu lugar, o que faria? Sim, porque essas pessoas são cheias de dicas, receitas, fórmulas de sucesso, "jeito", "ciência", técnica - diga-se de passagem, teoria da técnica -, de experiência - nos casos que me refiro, malsucedidas experiências, mas, como os filhos cresceram e não matam, nem roubam, acham que fizeram um bom trabalho... ainda que sejam pessoas problemáticas e difíceis, imaturas, infantis, egoístas... isso me incomoda mesmo e de verdade. Cuidar de Peu não é facil, mas, se ele é assim, eu tenho que encarar os fatos e lidar com isso. Quando consigo manter uma distância saudável - como me refiro a me afastar daquilo que me compadece, para o meu próprio bem e que não é tão bem visto pelos outros, mas, paciência para eles - eu mantenho minha taxa de resistência equilibrada e minha rotina cansativa é puxada, mas, "vivível" - risos. Infelizmente, algumas vezes essa distância saudável é quebrada e levo dias para me recuperar, até estabilizar. Bom é que cada vez que faço o esforço, assim que passa a fase crítica do estresse instalado, me sinto infinitamente melhor e mais forte e, detalhe, mais convicta de que estou certa em manter minha distancinha, viu? Sorte a minha que ainda posso e consigo fazer isso com, pelo menos, 90% dessas pessoas inconvenientes, mas, que fazem parte do ciclo social e familiar. 

Essa questão do filme, mesmo, nem todo mundo acredita e acha que é proque ele é assim mesmo. Será? Não sei, acho que sou observadora demais, minha veia crítica e exploradora da alma humana me faz ser assim, de natureza. Isso faz com que eu me abra para as possibilidades, em vez de fechá-las e visualizar tudo de um panorama mais holístico - não como as pessoas dizem que fazem, sem fazer... eu sinto a dor de quem se esforça para colocar em prática o movimento de mudança, de observação, de planejamento e de desenvolvimento de estratégias e ações. Sou, praticamente, um plano de marketing - risos. Ou, uma monografia - risos. Nem por isso, obtenho sempre êxito... O empirismo me guia e entre tentativas e erros, vou chegando lá. Como sempre me falo: quem vai saber o que é certo ou errado no que tange a educação de um filho? O que deu certo para A - quando deu certo mesmo, ou seja, a criança cresceu e se tornou um adulto equilibrado, sensato, sereno... o que não quer dizer que seja apenas mérito dos pais, mas, do ambiente, da característica pessoal, do empenho individual, das oportunidades bem aproveitadas... Complexos é o que somos - não quer dizer que vá dar certo para B, C... Z. Cada um é um. Tem uma pessoa que vive pregando essa premissa e, na hora do "vamo ver" é a primeira a já estar comparando e, cá entre nós, sem critério algum... Comparar é necessário, para que tenhamos parâmetro, mas, o que é - ou quem é - o parâmetro para comparação, mesmo? Só Jesus, mesmo. Ou Gandhy, Madre Tereza... Pessoas que abriram mão de si, por já serem tão evoluídos que não tinham mais o que crescer, apenas orientar e facilitar crescimentos.

Ai, quero vomitar minha irritação, para que essas reverberações me deixem em paz. Eu já vivo uma vida desgastante - não, eu graças a Deus não passo fome, nem sede... mas, a educação de Peu requer um ritmo em mim que não é o meu e exige um estado mental sempre alerta que, de vez em quando, pede descanso e não encontra. Tudo seria menos pesado se as pessoas se tocassem e, se querem ajudar, ajudem. Porque, muito ajuda quem não atrapalha, já dizia minha avó. Ajudar colocando mais pedra para a pessoa carregar a sadismo, né ajuda não, viu?

Meu filho é agitado, sim, mas a "culpa" não é minha. Ele é como é. Não é por falta de diálogo, nem de limite - ou tentativa de dar alguns. A educação de Peu é a longo prazo. Já percebi isso. Essa natureza geniosa dele insiste e testa meus limites, mas, eu quase sempre estou lá, segura e firme. Caio, por diversos motivos, porque, apesar de ser mãe - e todo mundo exige perfeição  sem o ser - eu sou gente e vivo outras coisas além da maternidade. Caio, por diversos fatores pessoais e íntimos. Caio como qualquer pessoa. Mas, o que mais me derruba, com relação a lidar com Peu são essas intromissões descabidas, desorientadas e sem sentido, que invadem como uma chuva ácida - não comparao com acidentes naturais, porque acidentes naturais são reações da natureza gritando socorro. A mãe natureza pede socorro para que nós, filhos, vivamos melhor e nós, filhos, somos extremamente desobedientes e impetuosos, como Peu é comigo... - e terminam por alterarem o rumo de meus afazeres, do meu ritmo... Tanta cobrança. Todo mundo devia fazer terapia. Tantas ações infantis, de adultos que não se desenvolveram e cresceram em idade, mas, não em identificar sua identidade... Tanta gente que briga por tão pouco. Tanta gente que se diminui em vez de crescer. Tanta gente que cria situações sem necessidades. Tanto malentendidos, por falta de uma coisa simples, chamada "comunicação" - falar, ouvir e entender. As pessoas têm má vontade em compreender. Em aceitar. Em respeitar. 

Difícil! Mas, vou indo, porque, como disse a própria Sueli, mãe nunca desiste. E, acabo sendo mãe de mim, porque não desisto de mim, nunca! Nem quando penso que assim o fiz.

Vou terminar aqui, senão, uma coisa puxa a outra e este post era só para dizer que educar um filho é zelar por tudo que o envolve, sabendo que não temos controle total do que eles captam, mas, temos co controle total de fazê-los entender que por mais legal que uma mãe seja, ela precisa ser respeitada e reconhecida como tal. Só para dizer que eu luto todos os dias para que meu filho cresça um homem virtuoso, de bem, mesmo que hoje ele brade com os limites, que teste os meus limites, amanhã, seja ele o que for, eu fiz o que pude, com a melhor intenção. Só para dizer a mim mesma que eu preciso recarregar e triplicar minhas forças. Só para me dizer que educar um filho é identificar os sinais - quando problemas - e se abrir para as soluções, porque não existe um única solução, mas, sim, uma que dê jeito.

Depois, talvez, volte a extravasar de novo. Afinal, na prática, somos isso: gente querendo ser melhor, mesmo sem se dar conta e sem se dar conta dos caminhos que seguimos para tal. E, no filme de nossas vidas, tudo deve ser dirigido por nós mesmos e com ajuda, sim, porque ninguém vive sozinho, mas, ajuda é uma coisa, manipulação, controle e intromissão é outra...

Saudações maternais,

Pat Lins - uma mãe na prática diária de se construir e desconstruir; num desabafo de mãe e que só coisa de mãe pode entender. E, fica a pargunta: "what mommy´s need?" Afinal, somos mãe e  muito mais, não é não?! E sempre em mãetamorfose. E haja inventando com a mamãe para alegrar a filharada. Principalmente os kids indoors da vida moderna, de crianças que não dormem e vivem acesas, como se não tivessem tempo a perder. Que um dia vão virar adolescentes - e, alguns saíram dessa fase... Afinal, todas vivemos um sonho de ser mãe e, no final, toda mãe é igual! A cada mãe, mãeblogeira, bipolar ou não, aqui, meus parabéns! Fui tecendo o fio de ariadne para agradecer com este último parágrafo, a maioria dos blogs que sigo, por conta desse meu pequeno, nessa pequenópolis - crianças a solta na soteróplois. Para quem não entendeu, vide a lista de blogs que sigo no MÃES NA PRÁTICA, porque este blog é para mães de ninas e ninos do meu coração. Minha homenagem a cada blog que me ajuda nesse processo de maternidadeconsciente.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

BIOTECNOLOGIA - A JORNADA DA SUSTENTABILIDADE: "CIBERATIVISMO PARA LEIGOS"

O texto abaixo foi escrito por mim, para o blog  JORNADA DA SUSTENTABILIDADE.

E, coloco aqui também, como mais uma maneira de alimentarmos o movimento

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO.

Agora, eis o texto:

CIBERATIVISMO PARA LEIGOS

Quantos de nós já se perguntou o que fazer para deixar “um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores neste mundo”? E, quantos de nós levou isso para a prática?

Foi pensando nesse aspecto que “caí na real”: como ajudar nosso planeta através do mundo virtual? Apenas com palavras e clamando a comunidade “cibernética” de que a natureza é vasta, mas, limitada? Não e sim... Podemos mudar, aos poucos, através de uma abertura de consciência. Podemos ajudar através da World Wide Web (WWW) com ações que farão diferença no universo real: CIBERATIVISMO.

Existem vários grupos e movimentos que nos ajudam, divulgando informações do quê e como é possível reverter, ou, ao menos, frear, a destruição do nosso planeta, e, um deles, se dá através da BIOTECNOLOGIA, onde é possível lembrar que o avanço tecnológico precisa funcionar a favor da humanidade e não contra, como vem acontecendo e a gente, assistindo sentados em nossas cadeiras. Como estamos na “Era da Informação”, está mais do que na hora de clicarmos nesse ponto e nos inteiramos do que podemos fazer, até para aqueles que não querem sair da cadeira... Qualquer um de nós pode fazer algo, afinal, se inteirar e navegar em busca de informações no dá um conhecimento e, todo conhecimento aplicado é igual a uma prática saudável, concorda?!

O CIBERATIVISMO

Agora, chegou o momento das definições: O QUE VEM A SER CIBERATIVISMO?

Consultando o Google, coloquei lá: CIBERATIVISMO e eis que a Wikipedia responde, de maneira bastante didática e direta, para leigos, como nós, que queremos fazer algo:

“Ciberativismo é uma forma de ativismo realizado através de meios eletrônicos, como a informática e a internet. Na visão dos que o praticam, o ciberativismo é uma alternativa aos meios de comunicação de massa tradicionais, permitindo-lhes "driblar" o monopólio da opinião publica por estes meios, ter mais liberdade e causar mais impacto, ou é apenas uma forma de expressar suas opiniões.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciberativismo)
E dando continuidade a minha jornada, fui em busca de mais e mais informações sobre esse movimento prático, eficiente e funcional, e, através dos meus alunos, conheci, não só o movimento ciberativista do GreenPeace, como assuntos correlatos, como o Black pixel – “o projeto baseia-se num programa que pode ser capturado através da Internet e instala um quadrado preto na tela. É possível desligá-lo a qualquer hora. Mas enquanto está funcionando, o quadrado reduz o consumo de energia e as emissões de CO2. O desafio é chegar a 1 milhão de Black Pixels instalados, que equivaleriam à uma economia de 57 mil watts/ hora ou a manter apagadas 1.425 lâmpadas de 40W por uma hora. Uma usina à carvão, para produzir a mesma quantidade de energia, emitiria 70 kg de CO2.”, afirma a matéria no site do GreenPeace, sobre o “Black Pixel contra o aquecimento global”

Mergulhei fundo e, vi que existe muita gente engajada na causa. Pois é, professor também aprende com aluno, afinal, conhecimento é um mundo sem fronteiras e a sua utilização na vida prática é a melhor lição que podemos tirar. E foi quando vi a chamada “Prosteste nas 'ruas' da internet”, que soube como poderia começar ajudando com ações que, em princípio, parecem simples, mas, que têm uma força impressionante, se colaborarmos.


O QUÊ UM CIBERTAVISTA PODE FAZER? 


O próprio site do Greenpeace dá a dica:

- assinar as petições on-line;

- encaminhar os e-mails do Greenpeace a seus amigos;

- seguir o Greenpeace nas redes sociais;

- publicar notícias/vídeos/petições em blogs, sites e redes sociais;

- comentar nossas notícias;

- iniciar debates e fóruns sobre as campanhas do Greenpeace, incentivando a troca de conhecimento;


Pois bem, leigos amigos, agora, podemos nos tornar experts em como ajudar nosso planeta e levar adiante esse movimento CIBERATIVISTA, afinal de contas, o mundo virtual já faz parte da nossa realidade, tornando-se um universo cada vez mais vasto e repleto de possibilidades.

Abaixo, alguns links com textos e matérias relacionadas ao assunto, só passar o mouse, clicar, ler, divulgar e praticar:




Colaborar com a sustentabilidade não é uma questão para especialistas, é uma atitude individual, somada no coletivo em prol da sobrevivência de todos e cada um de nós e, nesse aspecto, no que tange e se refere à propagação da vida sustentável, cada um de nós, sim, é um especialista nato! Agora a pergunta inicial deste post já tem resposta: atitude.

Saudações ciberativistas,

Pat Lins

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ENSINAR, SÓ SABE, AQUELE QUE CONSEGUE APRENDER!

Hoje, homenageio aquela categoria profissional que precede qualquer outra e está em todas as áreas: O PROFESSOR!

Sim, fui conquistada! Ser professora tem sido uma experiência muito gratificante, pela primeira vez, para mim. Nas experiências anteriores não foi lá, o que se pode dizer, legal... Mas, agora, meus alunos - apesar de toda resistência à disciplina - têm me ensinado que não há como agradar a todos e que aluno é igual sempre - kkkkkkkkkkkkk.

Pois é, Pat Lins não apenas está professora, agora, eu sou. Já me sinto "pró". Cada dia aprendo um pouquinho mais do que já sei e o que não sabia que não sabia. Ensinando a gente tem a oportunidade de aprender mais e mais.

Dedico este post aos meus alunos queridos, cuja troca em sala de aula tem sido enriquecedora. Conhecimento é conhecimento e estar aberto para recebê-lo é sempre bom!

Comecei a aprender que para ensinar é preciso aprender mais a cada dia, quando nasci mãe. Não há lição mais forte e verdadeira do que entender que educar é um ato além dos moldes formais e acadêmicos, está em perceber que cada um fora da gente é tão um quanto a gente e isso nos direciona a saber como lidar e facilitar o aprendizado - mas, para isso, precisei aprender e aprendo a cada dia.

Ser professor, para muitos, é uma maneira de descontar no aluno o que recebeu dos seus professores... Ou, uma maneira de exercer o "poder"... Ou, amam tanto o ato de troca que mediar conhecimento, através de uma aula acadêmica, é um caminho. Ou apenas têm talento nato, vocação. Cada um tem seu jeito, seu estilo, sua metodologia, seus critérios, suas razões, suas paixões, seus caminhos, seus encontros - ou desencontros. Mas, de todos, o melhor é aquele que não se permite engessar e "parar" de aprender. Todo professor já foi aluno e todo professor sempre será aluno em algum âmbito da vida.

Para exercermos qualquer profissão, alguém com conhecimento necessário nos passou a orientação. Um médico, para exercer seu trabalho, precisou dedicar muito do seu tempo aos estudos teóricos e práticos, norteados por alguém com bagagem e experiência, além de conhecimento agregado e atualizações constantes, que, outro professor se dedicou a pesquisar e inovar, para que possam continuar aprendendo. Todo avanço tecnológico se propaga através de alguém com conhecimento para passar. Tudo que está ao nosso redor, foi embasado pelo ensinamento que algum professor, em algum lugar, ensinou a alguém que transformou algo e isso tudo vai passando e ganhando novas proporções e a vida gira e se transforma.

Um professor pode ser um mediador, quando compreende que todo aluno é um ser humano com potencial inteligente e gama de informações que precisam ser ordenadas, com o passar do tempo. Pode ser um catalisador quando se entrega a essa capacidade de fazer emergir aquilo que está escondido dentro da gente. É um inovador, quando traz aquela informação que desconhecíamos e, através dele, nos preenche, nos explica, nos transforma.

Um professor é um ser capaz de não permitir que o mundo pare, porque ele sempre estará no processo de estudar e transmitir tudo em todo lugar, sobre todo e qualquer assunto, para quem está disoposto a perceber que ele, também, já foi aluno; para quem está disposto a receber informações; para quem está disposto a aprender.

PARABÉNS A CADA PROFESSOR!

E, um bom professor ajuda no movimento

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO.

Cada um de nós é professor de sua própria história, dentro da geografia da vida, pelas leis físicas da constante mudança biológica ou não... mas, que, em se tratando de vida, bios é se manter vivo; pelas ebulições químicas que catalisam nosso crescimento pessoal e pela matemática de que é dando que se recebe, sempre mais. Porque, na linguagem do dia-a-dia, a gramática de que a palavra tem força, nos faz querer mudar nossa força-pensamento, para que possamos ser mais felizes, numa conclusão de que tudo está sempre no começo de um novo verbo, que é sempre o mesmo: SER. Sejamos, pois, o melhor a cada dia! Ensinar e aprender é um eterna via de mão dupla! Um professor planta e rega a semente do amanhã, hoje.

15 de outubro - DIA DO PROFESSOR.

Felicitações aos colegas, aos alunos, aos que se entregam ao aprendizado em forma de ensinamento prático,

Pat Lins.

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