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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Ser feliz é apenas ser!


Ser feliz, mesmo enquanto o outro não se permite, não é afronte, nem descaso, é seguir em frente. Cada um é responsável pelo próprio caminho, como o segue, como o faz, como se pernite ser!

Querer que o outro se mantenha infeliz ao meu lado ou vice versa é sadismo, é leviandade, é infelicidade.

Não sou feliz sobre a infelicidade do outro! Sou feliz porque batalho todos os dias para superar meus desafios!

A cada um cabe, em si, se permitir e acreditar que merece e é plenamente capaz de ser feliz!

Eu acredito que todos e cada um de nós consegue, mais do que querer, simplesmente querer, é se esforçar para, simplesmente, ser ou se fazer, enquanto caminha.

Ser feliz não é só sorrir ou gargalhar e ter boas piadas para contar. É um estado de espírito capaz de, mesmo em momentos de tristeza ou desânimo, te reanimar e trazer a esperança pela fé, pela certeza de que tudo passa e pode melhorar.

Ser feliz é um estado de paz e integração com o amor próprio. Ser feliz é consciência de que você existe e dentro de ti existe uma força muito maior do que aparenta e, sim, você, eu, ele, ela, el@, elx, todos nós merecemos!

Ser feliz é simplesmente ser e ponto, ainda que no externo as condições não sejam favoráveis, eu esteja aflita e cansada, existe uma força maior que me motiva e me inspira a, simplesmente, continuar e acreditar! Eu Sou Feliz!

#sejavoceafelicidadequetantobusca

Pat Lins.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Simplesmente: Vida!

Imagem: Felipe Rocha (Tipo Bilhete)


Ultimamente, a Vida tem me feito parar (sem parar... bem verdade isso e "é verdade esse bilete") para refletir, rindo e sentindo, através de situações e circunstâncias nada (e olha que minha vida não é lá muito convencional, mas enfim...) lógicas. Já entendi que algum sentido há, porque, assim que aceito em mim (por enquanto, ainda sendo vencida pelo cansaço diante das quedas e coices) que é o que é e tem que ser assim, goste eu ou não, acabo vendo e positivando e isso me renova de um jeito, que a ressignificação é instantânea (até tentei escrever imediata, mas não veio... é instantânea, "mermo").

Nã, nã, nã, nã, nã, não! Não é milagre, é realidade. Tudo permanece absolutamente igual, mas, parece que faz um recorte e eu sou puxada para dentro desse lugar em mim que é "magavilhoso" e, mesmo com meu corpo ainda reclamando ou minha mente relutando em aceitar a realidade e resmungando horrores, sai esse bendito sorriso que me ilumina por dentro, me aquece a alma e me faz ficar feliz! Sim: F E L I Z! E, quem me acompanha de perto, sabe que meus desafios diários não são nada gatinhos, são vários leões por dia que essa leonina doida precisa enfrentar e lidar! Mas, é o que é - reclamo, sim, viu e muito! Agradeço, mas requisito, também! Ora, essa!

Acho que quando a gente mergulha na gente, de fato, não muda nosso externo, não param as intempéries, não deixamos de ser oscilação - quem não?... - e não acontece um milagre imediato, mas com a continuidade do processo, a gente aprende a respirar - ainda que após ter ficado ofegante por cinco minutos - e liberar! Ainda somos rompantes repetentes! Ahh, quem nunca? Até perdoo, mas em alguns casos, perco a confiança... e deixo de conviver... julgando menos, mas ainda julgando, só que entendendo que manter distância é saudável (lembram da minha DS? Pois é... me salva tanto!). Esse é o pequeno grau de consciência que consigo ter, naquilo que, mesmo compreendendo, ainda não sei ou não consigo ou até não quero, lidar. Nem sempre direciono minha força/energia para solucionar algo que não identifique como prioridade no momento.

Mesmo assim, existe um sol interno que me diz: "todo mundo pode sentir isso! Todos nós somos brilho por dentro! Aceite-se e brilhe-se! Por você, para você, em você, com você! Seja: V O C Ê!". E, depois desses alertas, isso tem acontecido! Me sinto solar - ainda que seja naquele dia que quero derrubar o mundo, de TPM ou estressada mesmo - vem esse bendito brilho e esse negocinho no meio do peito que diz: "hello! Pode fazer e ser diferente? Pode fazer melhor? Faça! Seja-se!". E me deixo envolver e me sinto preenchida e envolta e dá uma vontade de dizer para todos: "gente, o negócio tá ruim, mesmo, mas, dentro, vamos ficar bem!", dá vontade de falar coisas boas, elogiar, levantar a moral de todo mundo!!! Dá vontade de ser o BEM, fazendo o BEM!

Olha, não vou dizer que isso é um processo fácil e bonitinho não, hein! É pesado, porque vem cada situação problema que misericórdia! Coisas se abrem e fecham na mesma hora... um teste de maturidade e paciência. Derrapo em tantos e me refaço! Mas, é esse o ponto: o "refazimento"!

Refazer-se! Essa é a questão! Se eu me predisponho a sair da zona de conforto - ainda ensaio sair daquela, bbeemmm lá no centro, no miolo, no cerne da questão... chego lá, tô no caminho retirando as casquinhas, camada por camada, sem pressa, no Tempo e em meu ritmo... pode mandar correr, falar que tô atrasada, nem me toca, quem sabe de mim sou eu!

Aos poucos, com muito pouco, minha energia muda e se firma onde vislumbro e me determinei: em meu centro, sem ter que me achar egocentricamente "o" centro... sacou?! Existe um trabalho paralelo, aí! Estamos dualidade, não posso negar! Lógico que se centrar e se sentir o centro andam juntinhos, ali, um no extremo do outro. Mas, o reconhecimento faz com que a harmonia se faça - um dia, unicidade, por enquanto, equilibrando-se na dualidade!

Apois, é isso! Não tinha nada específico para dizer não, mas quando abri meu insta e vi @tipobilhete com a mensagem lá no alto, abri um sorriso e lembrei da importância de proliferar coisas boas! Sorri, fotografei o dia e registrei em minha tela mental: o que eu quero para todo meus "hoje"? SORRIR: ter e ser motivo para sorrir! Afinal, todos os dias, diante de um empecilho externo, internamente, já está ativo meu sistema de autodefesa em forma de reflexo solar e vem de fora, também, um monte de coisa que reforça positivamente, diluindo todo "mal" que foi instituído ou me atingido.

O lance é se permitir recuperar e sair de onde está! Ficar alimentando medo e raiva leva alguém a algum bom lugar? Não muda o outro, muda a mim! E, quando a gente entender que é isso que importa e que isso é o começo, não o fim, cada um se cuidando e importando consigo, serão muitos em busca da cura pelo amor próprio e assim: attraversiamo!

Saudações com muito sorriso,

Pat Lins

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Com Amor, assumo minha responsabilidade sobre mim e digo "não" ou "sim"

Imagem: https://bit.ly/2oBTylI 



Com Amor no coração, é possível dar limites, quando a gente reconhece os nossos. E, aí, estou eu a pensar quando me lembro de um vídeo que meu amigo irmão Marcos F. Auerbach me enviou (ao final da postagem) e finalmente fui ver... e né que ela "fala comigo"?

"...porque a gente tem que perceber os nossos limites e dar limites aos outros..." Monja Coen

Eu creio e concebo em mim minha vida, diversas "formas" de amar ou viver o que chamamos de amor, dentro da condição humana que, crenças ou não crenças, estamos/somos humanos. Pelo amor romanceado, é tudo um conto de fadas onde a gente é ensinado a viver de maneira dura e opressiva para, no final e somente no final, poder ser feliz com o beijo do amor verdadeiro... bommm, tenho que reconhecer que é um tipo de crença (não comungo com ela, mas, emissão de julgamento de valor à parte, é uma crença). Raramente nos ensinam que é Amor quando a gente sabe dizer "sim" para nossas falhas, debilidades, fragilidades, carências e reconhece essas faces como nossas: nos assumimos responsáveis por quem e como somos no todo. Raramente exercitamos o "não" como algo saudável e positivo... nos fora ensinado, dentro de uma formatação de amor, que era egoísmo dizer "não".

Hoje, somos capazes de exercitar um amor mais amplo, né, capaz de nos reconhecer sombra e luz - para quem não gosta dessa alegoria, serve yin yang; sol e lua; noite e dia; positivo e negativo... dualidade é a que mais gosto, enfim... voltemos, nós - e, com isso, reconhecer no outro essa mesma condição de polaridade.

Com Amor, somos capazes de compreender que o outro é tão falho quanto nós, não nas mesmas falhas ou forças, mas, todos temos algo de "bom" e "ruim" para oferecer, porque somos assim. Lidar com meu "eu trevoso" não é tão fofo como lidar com meu "eu lírico, poético, suave, sorridente", mas é necessário que eu reconheça que sou, até mesmo para dominar-me na arte de Ser Eu, oxente, já pensou, eu sempre repetir: "eu nasci assim, me deixe ser um poço de estupidez que é meu jeito.". Não é isso... é saber que sou, que, em geral não tenho controle, imagina domínio, mas que estou disposta a... me saber "Pat sombria" e "Pat legal" (quem sou a maior parte do tempo uuuiiii, sou uma fofa). Quando percebo a sombra crescendo, evito algumas coisas: situações de conflito, atritos, lugares com tumulto, gente que não sei lidar - e isso não é falta de amor, é dando o "sim" para "eu me conheço" e dando o "não" para o "agora é o momento da ursa entrar na gruta até a lua passar ou TPM ir embora".

Eu evoco uma DS - Distância Saudável, há tempos, desde que me reconheci e me assumi humana, pequena e falha e isso tem me feito muito bem - bem como aos outros... pense!? Pois é, isso é Amor a mim mesma, como sou, me acolhendo e me respeitando. Saber que o outro tem sua maneira de se expressar e que é diferente da minha, sou capaz de evocar com muita tranquilidade - nem sempre com doçura ou proximidade - a compreensão. Quando entendo que reconheço que a sombra do outro é dele e eu não sei lidar com isso, reconheço natural e automaticamente em mim que as minhas debilidades também estão afloradas e nesse momento, melhor estabelecer a bendita DS...

Bom, adorei ver o vídeo abaixo, porque eu sou daquelas que não come buchada, nem rabada, nem joelho de porco, mas, sou daquelas que vai até onde for preciso com quem tá comendo e pego um arroz, uma farofa... o acompanhamento, mas, se é "pra tá junto, tamo, mas não preciso comer tudo o que você come, nem você ser como eu".

Sejamos, pois e então, responsáveis com Amorosidade e isso não quer dizer falar coisinhas bonitinhas e fofinhas, nem disparar uma bomba nuclear... existe um caminho do meio que é fantástico e ajuda muito nesses extremos.

Saudações terrenas, terráqueos irmãos,

Pat Lins



domingo, 25 de novembro de 2012

SÓ QUEM "É" AMOR, "É" AMOR PARA DAR!

A gente "tem" - olha o verbo TER entre nós. Tadinho, ele é inofensivo, como todas as palavras. Tem o propósito de designar algo de maneira descritiva, já que não sabemos e nem temo como usar ou entender as sensações além dos 5 sentidos. A questão é que ele foi deturpado, como a grande maioria das nossas palavras e expressões - mania de  afirmar que é preciso "TER AMOR, PARA PODER DAR AMOR". Como o "TER" tem sido usado de maneira pejorativa, hoje, acordei com essa "onda" na mente: "SÓ QUEM É AMOR, É AMOR PARA DAR".

Não sei os outros, mas, eu tenho algumas pessoas que fazem parte do meu círculo - eu vejo esse círculo como uma galáxia, diante de tamanha diversidade de mundos e é isso que enriquece o meu mundo - de relacionamento, que vinculam relação a "ter", não "ser" parte da relação. Toda a base de formação dessas pessoas está relacionada a "ter" algo e comparar. Acabam sendo relações cansativas e, em meu caso, fazem parte das pessoas que gosto muito, porém, vivem nos limites da minha DS - distância saudável. Pessoas que têm dificuldade em "ser" quem são; que vivem vendo o que "tenho" e o que "não tenho"; que nos encontros não sabem tirar proveito dos momentos juntos e ficam listando o que "tem" que ser feito, porque essa pessoa faz assim; que não se sentem parte do grupo, parte da relação - existem alguns que são assim, se sentem tão solitário em si, como se seus mundos não tivessem coisas boas, ou, acham que "têm" tanta coisa boa que se vêem na "obrigação" de dar as diretrizes baseadas em suas próprias vidas... sem entender que cada um tem seu caminho e que, se o mundo deles está tão bacana assim, porque fogem tanto, a ponto de querer invadir o do outro? Para mim, quem alcança esse patamar elevado não sente a necessidade de ensinar ou comandar a vida de ninguém, os ensinamentos vêm como consequência da própria evolução e passam a ser exemplos por conta disso. Não sei bem como explicar, mas, me inquieta - e isso terei que ver em mim... - o fato dessas pessoas nunca terem uma palavra BOA a dar, pois estão sempre vendo o que falta. Quando estou com algumas dessas pessoas, a sensação que tenho é que elas estão se debatendo com tamanha agressividade dentro de si há tanto tempo que já não conseguem vislumbrar a paz, mesmo afirmando serem da paz e do bem. E, talvez, até sejam, mas não acessaram em si o que falam. E isso cria uma barreira natural na relação, porque não há a outra parte, já que essas pessoas estão ausentes de si. Existe ali uma parte da pessoa que sobrevive e que quer impor suas complexidades e dificuldade em agir consigo, como se suas amarguras, ainda que soterradas e escondidas em si tivessem deixado de existir, mas,  em verdade, são essas amarguras, esses temores, essas frustrações que mais aparecem e que chicoteiam o lombo dessas pessoas, transformando não só os seus dia a dia infelizes, mas, torna infeliz toda relação que tenta construir destruindo. Pronto! É assim: pense numa construção de uma casa. Primeiro a base, depois sobem-se as paredes. Certo? Agora, imagine que, cada vez que na primeira fileira da base, em vez de trazer novas pedras para completá-la, tira a que colocou antes e coloca depois. Depois, pega a mesma pedra e coloca a frente e vai andando. Daí, não olha que só tem uma pedra na base e nada mais e decide erguer as paredes. Ergue uma. Cai. Ergue outra. Cai. E se lamenta: não consigo deixar uma parede em pé! Se alguém me ajudasse... Aí, passa alguém e diz: "Olha, só tem uma pedra na base, tem que fazer a construção da base primeiro". E vem como resposta: "Já não tenho mais tempo para isso!" e fica lá, levantando nada e vendo cair tudo, todo dia. Assim são as relações dessas pessoas: nunca tem uma base sólida, porque, dentro delas, elas estão ausentes, estão com sua única pedra, sem dar importância a todas as outras que o caminhão da Vida entregou para a construção de si. Não que devamos levantar muros ou paredes, trata-se apenas de uma metáfora simples, sem grande pretensões. A construção de cada mundo é feita pela composição de cada aprendizado e de cada não aprendizado; de cada lição e de cada lição que desconhecemos, ignoramos por estarmos muito ausentes em nós, por estarmos sugando do outro que começou seu caminho e, pensa-se ser mais fácil pongar e invadir o mundo alheio. A sensação que tenho é que essas pessoas "têm" a necessidade de enaltecer o lado ruim do mundo do outro para ver se o outro sai e ele ocupa o lugar, sem o trabalho de construir o seu próprio. Acho que é isso... Ainda que essas pessoas nem percebam o que fazem, não deixam de fazer. Não deixam de "atacar" o mundo alheio. E isso causa desgaste natural, como água na pedra; como vento na areia. Como tudo na vida que não se mexe como deve, é mexido pelo tempo do desgaste natural.

Tem gente que desenvolve muito o hábito de teorizar e nada vivenciam. Vivem em dor e sofrimento e em movimentos de alívio físico dessas dores. É como falo, não basta fazer Yoga, boxe, dança..., tem que se permitir adentrar em si em todos os momentos - tudo parte de mim para mim mesmo, depois, alcança os mundo vizinhos. Apenas os movimentos, sem adentrar no íntimo, sem permitir o alinhar entre corpo, mente, emoções e espírito de nada adiantará nesse processo de construção e evolução pessoal. Apenas cuidar do espiritual, esquecendo-se da mente, das emoções... também descompensa. Para mim equilíbrio é viver se equilibrando no desequilíbrio, não tem outro caminho. Não existe um "equilibrei! Pronto. Fico parada nessa posição para sempre!". É dinâmico, é vivo, é Vida. É ir em busca, se permitir descobrir coisas no caminho e, um dia, essas coisas compõem um todo muito bacana.

Nós falamos tanto do AMOR, mas, SER AMOR requer que abramos mão desse medo de perder a infelicidade nossa de cada dia. O AMOR é PLENITUDE e plenitude é LIBERDADE, e ser LIVRE é SER AMOR. 

Mandar; controlar; afirmar que sabe tudo; impor a presença na vida do outro não fortalece o elo, desfaz! Uma relação sincera ela é natural e espontânea. Requer, apenas, que sejam respeitados os espaços, tempos, e ritmos de cada um/outro. Só uma pessoa desconectada de si exige do outro aquilo que o outro não é. Eu não posso exigir que fulano deixe de comer carne porque ser vegetariano é melhor. Quem disse e garante isso? Conheço excelentes pessoas vegetarianas, "carnívoras", naturalistas... isso é escolha do estilo de vida, tipo de alimentação e não expressão de caráter. Da mesma forma, conheço pessoas inescrupulosas, ambiciosas, arrogantes, falsas, materialistas até no ar que respiram... - que têm um lado bom, em meio a toda essa perturbação - e que são adeptas de um tipo de alimentação natural. 

NÃO É O EXTERNO QUE NOS FAZ. NÓS SOMOS QUEM SOMOS SE ESCUTARMOS O QUE VEM DO CORAÇÃO. AQUELA VOZ QUE VEM DE DENTRO E QUE DIZ: EU SOU! Senão, seremos apenas uma parte de nós, até atingirmos a consciência do REAL. Nós não somos nossa imaginação... Nós somos o que apresentamos de nós em nossas ações. Não falar: "eu sou legal" e ser um poço de chatice, mas, acreditar ser legal porque quer ser legal. Imaginar-se não é "ser-se". Somos luz e sombra.

Como volta e meia me digo: SÓ SE É SENDO. O resto é fachada e ilusão. E o que somos: seres humanos imperfeitos. Essa imperfeição nos conduz a uma dinâmica de vida. O nosso caminhar é que nos conduzirá ou  não à Vida. Sempre teremos Tempo para guiar e Natureza para nos conduzir. Mesmo que saiamos tanto do caminho, um dia, esse trio abre um caminho de reencontro e, nesse momento, entenderemos o que é SER FELIZ. E que isso está em cada um de nós, em nossa Vida, não na do outro que perdemos tempo tentando entrar. Quando encontrar esse caminho haverá uma sensação forte e a certeza de que ESTAMOS DE VOLTA AO LAR! Tal qual Dorothy e seus sapatinhos vermelhos simbólicos! Porque, de fato, "não há lugar melhor do que o nosso lar!"!!!

Pat Lins.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

AGRADANDO AO OUTRO

Eu penso que não haja maneira melhor de agradar ao outro sendo você mesmo e, dentro de "ser você mesmo" existir a consciência do que seja RESPEITO às diferenças. 

É muito mais uma questão de convivência e intersecção, ou seja, de nada adianta eu ser quem não sou no momento - afinal, nós somos pessoas que resultamos de um conjunto de fatores pessoais, sociais, educacionais, ambientais, climáticos, alimentícios, físico, emocional, espiritual, genético... e, por sermos todos assim, em alguns momentos os encontros da convivência podem ser estremecidos... - do "nós", se meu "eu" não assume uma posição e se submete ao "eu" do outro. Isso gera cobrança de ambas as partes. De quem recebe a submissão, vem a cobrança de, no dia que a pessoa se apresentar como é, querer ver aquele que sempre estava presente: a criação. Já quem se "submete" - submissão não é humildade, é bom deixar clara essa questão - a cobrança vem em forma de: "eu te dei o meu 'melhor' e é assim que você retribui? Eu fiz 'tudo' o que você queria...". 

Como saber TUDO o que o outro quer? Na verdade, muitos submissos usam esse recurso mais como chantagem emocional para manipular o ser/objeto de interesse do que para agradar, mesmo. Um agrado, um mimo, é uma coisa. Você passa em frente àquela loja que vende o perfume que ele(a) tanto gosta e compra, para fazer um "agrado". Passar o dia na praia que o outro tanto gosta... Agora, viver em cima do muro, e balançando a cabeça igual a figurante da Globo não dá. Impossível ver alguém que se faz invisível... Porque, no início e no fim das contas, é isso que uma pessoa submissa é: invisível. Como ver, enxergar alguém que não se mostra? E no dia que essa pessoa for contrariada? Me lembrei de um filme "Como enlouquecer ser chefe" - um filme que a gente ri muito e se vê, muito, também - onde um personagem, Milton Waddams, vive resmungando para a esposa, ao telefone, teme ser demitido e sempre acada sendo humilhado pelo chefe. Seu maior apego é com um grampeador que o chefe toma. Milton foi demitido há 5 anos e nunca soube... por um erro da contabilidade, ele entra na folha todo mês e assim segue. O chefe vive mudando a mesa dele de posição para colocar alguma coisa no lugar. Um dia, não tendo mais espaço físico para mudá-lo, o chefe, já sabendo que ele estava demitido e que não receberia mais o salário, o humilha ainda mais, enviando-o para o subsolo, mandando-o matar as baratas do porão. Para piorar, toma de volta o tal grampeador que o funcionário havia pego escondido. Em seguida, apaga as luzes do porão. Milton vivia ameaçando que se fosse mudado de lugar de novo, colocaria fogo no prédio. Como nunca se posicionava, nunca lutava pelo seu espaço. Apenas, ameaçava aos resmungos. No dia em que o chefe o empurra lá para baixo e apaga as luzes, a luz interior de Milton inflama... na verdade, luz interior, não, a revolta do submisso... se fosse a "luz interior" ele teria sabedoria e se posicionaria. O que ele faz? Assista ao filme... Ele cumpre com a promessa louca dos seus resmungos: toca fogo no prédio. É isso que acontece quando a gente não se posiciona, faz tudo para agradar - mesmo que nem perceba que não está agradando... - e, quando vê que nunca houve correspondência com essa "pseudo entrega", toca fogo em tudo. A raiva de não ter sido correspondido é muito mais perigosa e danosa. O submisso se revolta por algo que ele mesmo criou.

Impossível agradar alguém... você nem sabe o que o outro quer. Me recordo de uma vez,uma pessoa queria me "ajudar", enquanto eu estava na DPP, sugerindo que parasse de tomar os remédios, me sufocando horrores com suas loucuras ansiosas... enfim, conversei com ela e pedi: "muito ajuda quem não atrapalha. Se quer me ajudar, você precisa saber o que eu preciso e, se puder, me ajuda... Mas, só fazer o que e como você quer você está apenas manipulando...". Muitos de nós, em diversos momentos, deixamos nossas carências gritarem e acabamos sufocando o outro para "agradar" e ter aquela pessoa ao nosso lado. Eu vejo isso como "vampirismo". Uma relação saudável tem isso? Alguém me diga francamente: tem espaço numa relação saudável para essa loucura? Você suga do outro aquilo que você deseja e, em contrapartida, você nunca se manifesta... Quem é você, então? Quem é esse ser que não se assume para si e se esconde para os outros? 

Eu, particularmente, tenho medo de um submisso, omisso. Prefiro mil vezes quem peita e fala na lata - ainda que ofensivamente... o ideal é ser equilibrado, mas, no extremo do extremo - porque, ao menos, sei o que está falando e se mostra. Na verdade, eu prezo é pela honestidade. Mas, já deixei de frequentar um lugar pela falta de tato e educação de uma pessoa. É porque ele foi grosseiro, apenas? Não. Mas, pelo fato dele se colocar como uma pessoa "sábia" e que se trabalha tanto... que, ao ver ali um "pedaço batizado de cavalo", vi a estupidez da hipocrisia. Hipocrisia, para mim, é o oposto da honestidade. Assim, aquilo me fez cair fora. O oposto do submisso, o déspota, é tão manipulador quanto, mas, pouco se preocupa em fingir agradar.

Um casamento, por exemplo, para ser saudável - porque perfeito não existe... parta do princípio que nem nós somos perfeitos... imagina nossas relações interpessoais? - requer que abramos mãos de certas coisas - natural... toda escolha requer que a gente abra mão de algo. Quem não quer se submeter a alguns "requisitos" da vida a dois, mantenha-se solteiro. Ninguém é obrigado a se casar. Trata-se de uma escolha. Toda escolha requer mudança de hábito, de rotina e etc - e isso não quer dizer "agradar" o outro, mas, conviver-se em harmonia. Por isso que comecei o post falando sobre RESPEITO. Respeito é a base de tudo. E RESPEITO requer uma condição básica: EDUCAÇÃO. Não vou aprofundar nesse aspecto do casamento porque dá muito "pano para a manga". Para haver uma relação saudável, a submissão é incompatível. Como haver saúde num ambiente doente? A submissão é um ambiente doente. A submissão é ausência, desconhecimento do amor próprio. Amor próprio não é egoísmo, que fique claro. Egoísmo é egoísmo, é querer tudo para si e nunca respeitar a existência do outro como outro e sim, como um "algo", que você e seu desejo é o que importa e nunca quer escutar um "não", apenas dizer "não". Amor próprio é saber quem se é, amar-se e, por amar-se, ser e sempre querer ser o melhor que há em si - não para ser melhor do que outro, mas, para sempre se abrir para o que há de melhor em si - e, justamente por isso, por saber quem é, reconhecer seus limites e seus momentos de recolher para recarregar, sabe-se que todo mundo é igual e, por isso, tem a plataforma RESPEITO como base. O que eu penso é que os submissos são egoístas medrosos. Um marido, ou esposa, que só sirva para servir o cônjuge, nada faz por si, nunca se melhora, é um ser perigosíssimo. É um "Milton Waddams" tocando fogo no dia em que explode. Pior que a "culpa" é do outro que nunca correspondeu... Impossível corresponder a algo vazio e desconhecido. Um submisso é um terreno instável e infértil. Não sabe o que faz, nem porquê faz. Só faz. Não têm muito sentido na vida e precisam sugar do outro... Isso é perigoso. 

O que o submisso não entende é que ele se faz de submisso ao outro - querendo que o outro adivinhe o que ele quer... quem ele é - mas, ele, na verdade, ele é submisso a si, ao seu vazio. Ninguém o está submetendo a nada. Todos temos a opção de escolher. Todos podemos nos posicionar. Posicionar-se, entenda, não é agredir, polemizar, é saber quem se é, o que se quer e o que é capaz de fazer. Assim, você É. Posicionar-se é assumir-se e deixar claro o seu ponto de vista, defendendo-os com argumentos consistentes e coerentes. Quem nos submete é o desejo. A vontade nos liberta. O egoísmo aprisiona. O amor liberta.

Toda relação é de interesse. Nem que seja o interesse de deixar o outro livre para ser quem é e ser feliz. Como interesse, tem-se o "bom interesse" de ver o outro feliz. Cada um de nós precisa ter consciência do papel que desempenha. Servir, por exemplo, é um papel importante em todos nós e uma característica nobre, não a subserviência!

Pat Lins.

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