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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

PRECE AO PAI



Prece ao Pai

Existem momentos que passamos por tanta dor, que a dor aumenta. Ter fé e vivê-la na prática, requer, de cada um de nós, mais do que simplesmente fé... Requer aceitação com fé ou fé na aceitação. Pois... Nem isso diminui a dor. Mas acalenta.

Me pergunto: ser acalentado para aceitar é ter fé?

Me respondo: como é! 

Suportar as mazelas humanas com pura aceitação, sentir e vivenciar o que aqui se vive... Tem maior prova de fé?


Peço ao Pai:

- Pai Eterno, Senhor e Criador de todo Universo, de todas as criaturas... Tende a verdadeira piedade de nós. Piedade, para a gente, tem como referência a nossa realidade. Então, nos capacita a Te compreender, a aceitar em verdade a Tua Verdade. Somos submetidos a essa Lei e nada sabemos dela. Independente do que penso e quero saber, dos meus questionamentos, peço a paz, a harmonia, o poder de viver em meio a dor, sem dor! Derrama sobre todos e cada um de nós, o Teu amor! Toca nossos corações com a Tua presença. Renova-nos em Tua Luz.

E assim, Pai, peço que olhe por nós. Olhe por cada um que ri, que chora, que sofre, que comemora. Olha, Pai! Olha por nós! Desperta em cada um de nós a sua centelha. Para que possamos aceitar em nós a fé. Para que possamos ser uma parte que seja a sua imagem e semelhança.

Desejo, Senhor, que derrame sobre cada um de nós, o Teu amor. Cuida de nós!

Gratidão por me escutar.

Gratidão por cuidar do meu coração.

Pat Lins
Imagem: Google Imagens - 200164952-001

sábado, 13 de junho de 2015

O COMEÇO DO COMEÇO

Imagem: Google Imagens
Acho interessante um monte de coisa... Mas, ultimamente,  tenho observado que o grau elevado de estresse tem levado um número maior de pessoas a buscarem a espiritualidade  - em diversas religiões,  tá?  Vamos quebrar o tabu com as palavras e como as recebemos,  pode ser?  Só um convite a "menos estresse,  mais consciência e boa vontade". Por um lado, coisa boa ver que estamos percebendo que só isso aqui, essa realidade tida como lógica  - e ilógica... - ou cientificamente comprovada,  não é suficiente.

Abrindo parêntese: entendo que foi uma questão histórica de mudança. Vivemos ciclos e ciclos. Foi o iluminismo,  depois o positivismo... E por aí vai. Cada demanda por mudança, uma luta... Entretanto, um radicalismo e um exagero. É ou não é? Faz parte da dualidade que nos submetemos,  de uma necessidade de ter que ter forças para romper com algo já "arquetipizado"... De abrir frente para o novo. Enfim.

Pois, essa busca tem um outro lado... Um apego a soluções mágicas. Isso me ocupa os pensamentos. Em vez de buscar a "luz" , vejo muita gente ficando cego, por querer olhar direto para o sol, assim que sai da caverna... Lembram da "caverna" de Platão?  Pois é... Temos muitas demandas até conseguirmos alcançar a tal iluminação divina. Mesmo assim, ainda somos centelhas Dele, O Pai; O Criador; Deus. Só que nos sujamos com tanto preconceito e idiotices  - perdoem-me,  mas não achei adjetivo que melhor descrevesse o que e o como penso...

Criamos, cada um de nós,  um campo de destruição,  dor e discórdia. Somos assim... Depois, nos decepcionamos com "Deus" , pois Ele não vai entrar em nossos joguinhos egocêntricos e alienados,  fanatizados pela insanidade de agir, fazer e pensar do mesmo jeito e exigir mudança... Fazer igual e esperar algo novo... Repetir, criar padrão e esperar,  esperar e esperar novidade...

Sendo assim, me pergunto:  buscamos o que?  O que queremos encontrar? O que é fé? O que é crença? O que é ideia fixa? O que é mania de perseguição?  O que queremos,  mesmo?  Quem sou eu?

Pois é... A luz acende,  mas as sombras se revelam. Quem cuida de iluminar as próprias sombras,  se só está vendo a sombra do outro?

Tudo começa com a pergunta certa. E : big bang! Fiat lux!

Mas tudo que começa é um começo. Começar,  iniciar. Todo começo tem um começo. Todo novo precisa começar. Tudo faz parte de um todo, de um processo de construção:  uma parte de cada vez. Evoluindo, ainda que não pareça, pois assim como a terra já se reconstruiu algumas vezes, o que está fora e obstruindo a evolução,  simplesmente,  como num passe de mágica, é destruído. Ou por uma explosão ou por um dilúvio ou por algo que venha dizimando tudo. Será que já não estamos nesse processo? Hum... Será?

Só para eu refletir,  mesmo. Espero que ninguém tente acompanhar esse pensamento.

Pat Lins


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

AJOELHA PARA REZAR E LEVANTA PARA ATACAR

Meu "caminho das pedras"
Conversando com mais uma nova amiga, constatamos o quanto algumas pessoas pensam que estar debaixo de um teto "sagrado" é a salvação em si... Ou, estar sob um teto religioso é o próprio religare.

Tem gente que nem sabe o que quer dizer "religare", nem o ato de se reconectar com a espiritualidade - seja através da religião que for -, onde o que conta é a ação, alinhada com a crença. É o reconectar com os bons e verdadeiros valores, com as virtudes. É estar em ligação e conexão com Deus, num alinhamento puro.

De nada adianta ir à igreja rezar/orar, se ajoelha, levanta, canta, se abraça e, assim que passa o culto, a missa, a reunião... já entra em estado de julgamento: "Nossa, você viu a roupa de fulaninha? A mesma da semana passada... será que não tem um dinheirinho para comprar roupa nova? Que deixe de comer...". Isso é fé? Isso é exercício de fé? Isso é prática de fé e devoção?

Pois bem... as pessoas não estão mais dispostas - aliás, deixe-me consertar a tempo: algumas muitas pessoas - ao ato de ser SOLIDÁRIO. Ninguém quer mais conversar, trocar... tudo deve caber em, no máximo, uma página de A4, com tudo corrido e muito "objetivo", como sinônimo de raso, superficial mesmo. Se houver interesse, aí, sim, se chama para uma "entrevista" mais "aprofundada", ainda que na beirinha, para não aprofundar muito. 

Ou, tudo deve caber em 144 caracteres ou 5 minutos de fala.

Onde vamos parar mesmo? Aonde queremos chegar?

As pessoas usam a força da união sem ponderação. Ninguém tenta fazer alerta, apenas se reune para expulsar e pronto, missão cumprida. Assim, para esses é Deus no céu e a justiça na terra.

A verdadeira imagem e semelhança com Deus, volto a falar, é com DEUS, com algo divino, algo acima de nós e da nossa capacidade limitada de entendimento. As pessoas abusam e colocam o contrário, colocam Deus à imagem e semelhança dos homens, e, pior, dos homens heteronormativos, preconceituosos e cruéis. Do mal, isso!

Assim, seguem essa deturpação. Assim, foi construído o mundo "civilizado" em que vivemos. Assim, sempre seremos os "mesmos", quase mesmos, porque a cada nova geração, um abalo se faz... E, pelo que vejo aqui em casa, esse abalo de agora veio para ficar e não vai aceitar ser enquadrado nesses rigores, não... 

Oremos, irmãos e irmãs, para o bem da nossa Terra. Oremos, para que o bem volte a ser o ar que respiramos! Rezemos pela paz! Meditemos nas sábias palavras de edificação de grandes guias espirituais, que, ainda que não sejam cristãos, pregam muito do que Cristo pregou. E, por falar em Cristo, como filho do Céu, que veio à Terra nos conduzir para e por um caminho e luz, quem deixou de pagar a conta de energia ou detonou esse blackout?! Quem nunca colaborou com o apagão que atire a primeira pedra. Nãoooo! Ninguém precisa atirar a primeira pedra. É só uma colocação retórica, afinal, quando Jesus fez essa colocação, Ele sabia que, por mais raivosas as pessoas naquele momento, havia uma base ética e moral para fazer a contrapartida. Hoje, o povo é tão cara de pau que atira a pedra, ri, insufla e, depois, vai para o bar beber e comentar: "Ha! Joguei duas pedras nuns mané, ali... O cara grita: 'quem não colaborou para a escuridão no mundo, atire a primeira pedra.', não contei até dois, 'rumei' uma no grandão de branco que queria ser Jesus e outra no otário que esqueceu de pagar a conta. Onde já se viu isso? Todo mundo tem problema. Ah! Vai encher a cara que é melhor. Coisa de querer acender luz de mundo! O mundo nem taí pra mim. Né, não?".

Pois é... essa "filosofia de boteco" e essas pregações falsas e desonestas que fazem por aí, faz isso: viva a estupidez humana! Viva o falar uma coisa e fazer outra. Viva a obra sem fé e a fé sem obra!

Fica o alerta - e isso, quero deixar claro, não está relacionado à religião alguma... até porque, eu não tenho religião. Tenho uma base religiosa "cristã aplicada", como prefiro chamar - de que A OBRA SEM FÉ É MORTA E A FÉ SEM OBRA É MORTA (Tiago 2). E aí, fazer só por fazer, sem um propósito maior, apenas ligado ao legado material? E o alegar acreditar, não confiar e nada fazer... do tipo: AJOELHA PARA REZAR E LEVANTA PARA ATACAR!

"Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e só assim poderás tirar o cisco do olho do teu irmão!", já nos disse Mateus 7:1-5.

Pois é, é isso! Reflitamos mais sobre nossas ações! Talvez doa, mas é melhor sentir a dor do expurgo do que morrer infectado pelo próprio veneno!

Que em 2014 a gente seja mais humano e menos "imagem e semelhança" de um Deus criado pelos homens para conter a "ira" de quem quer se conectar de maneira mais leve e edificante.

EM 2014 VAMOS FAZER MAIS O BEM! 
RECUPEREMOS A PUREZA DA CRIANÇA, QUE ACESSAREMOS O CAMINHO,  A VERDADE E A VIDA!

Pat Lins.

sábado, 19 de junho de 2010

REGISTRO FOTOGRÁFICO - REGISTRO PARA UM "PRESENTE PRÓXIMO"

Todo mundo já se deu conta do quanto somos superficiais e nos permitimos assim ser, baseados na premissa ou justificativa de que "é assim mesmo..."?

Pois é, a historinha de hoje começou há algum tempo, quando soubemos que meu irmão iria se formar no dia 18 de junho de 2010. Mesmo sem dinheiro e vivendo o dia-a-dia, sabiamos desse dia... Como todo bom brasileiro - principalmente, baiano - falávamos e aguardávamos esse dia, afinal, como qualquer ser humano, nada melhor do que uma festa, regada a muita comida e bebida, para confraternizar e come(bebe)morar nossas vitórias. E uma formatura é uma vitória sempre. Conseguir entrar é mais fácil do que chegar ao final e concluir. Isso, desconsiderando qualquer outro assunto correlato ao tema FORMATURA, onde, não se sabe o "futuro/presente" que nos aguarda. No caso de meu irmão, não, porque tem a garantia de um emprego, e, com ele e sua escolha, viver outras dificuldades - e muitas - que sua nova profissão exige... Mas, voltando ao meu ponto/drama da vez: neste exato momento, muitos estão ainda se recuperando da noite de ontem e se preparando para a de hoje - onde continua a festa - e eu e meu - até então - marido acordadíssimos, desde as 07:30h a.m., graças a nosso filhotinho e sua energia super, hiper, mega acelerada, e que não podia dormir um pouco mais... mesmo tendo ido dormir mais de 01 hora da madrugada e ter aprontado horrores - e, para muita gente: "que menino bonitinho e esperto" com suas tiradas e seu nunca parar quieto durante a solenidade... Pois sim, ele não só acordou como já acordou "agradando" ao aumento de estresse. Foi ao sanitário, fazer seu xixi da manhã, quando, eu não escutei o retorno no tempo hábil - normalmente, o deixo ir sozinho, por uma questão de respeito e estímulo a individualidade dele e iniciativa, eu "apareço" na porta do recinto segundos depois, só para conferir se está tudo em ordem... coisa que nunca está! Detalhe, quando cheguei, ele estava ensopado da cabeça aos pés, tomando banho no lavatório. Não, não sou o tipo de mãe lerda, sou do tipo agoniada e colada, para evitar que ele se machuque de verdade... infelizmente, não posso agradar aos críticos de plantão que dizem: "tem que deixar o menino, Pat..." e, depois, esses mesmos seres de outro mundo - ou, eu que sou - diante das "pintanças" exageradas e incansáveis de meu pequeno, sabem gritar logo: "vou chamar sua mãe, viu?! Vou chamar Pat para te pegar...PAAAAATTTT, pega Peu aqui e vem ver o que ele está fazendo..." - o lance mais triste, é que eu sei que a responsabilidade em educar meu filho é minha e não estendo para ninguém, mas, são todos "tão" "solícitos" que nem percebem como agem e "Pat" é sinônimo de "mãe chata/bicho que pega se você fizer coisa errada"... não, não espero que essas pessoas se dêem conta, são rasas demais para alcançar o mínimo grau de consciência em suas vidas, imagina se saberão lidar com o respeito ao espaço e maneira de agir dos outros? Somos todos assim, ou não?! Pois sim, eu não posso "dar mole" com Pedro, porque é melhor prevenir do que remediar e com crianças como ele não se vacila, porque eles aprontam e aprontam muito! "Toda criança saudável é assim, Pat. Você preferia que ele fosse doentinho, todo parado..." Outra frase impensada que me dizem achando que é "consolo"... Pedro é "hiper-ativo". Não - preciso ratificar sempre - não é daqueles que precisam tomar remédio, o que exige muito mais de mim... educar um filho "hiper inteligente" requer esforço acima das limitações... Seguro a onda, mas, não nego que é exaustivo, nem deixo de explodir. Vivo uma incoerência: Peu veio acelerado e eu, após seu nascimento, após tomar uma rasteira da DPP, perdi o rumo e desacelerei... não vou falar muito sobre isso, porque, apesar de ter a ver com a origem do meu desgaste hoje, me cansa descrever...

Vou começar logo um novo parágrafo, para me obrigar ir direto ao ponto: REGISTRO FOTOGRÁFICO - REGISTRO DE UM INSTANTE PARA SEMPRE. Para ir a tal festa - sim, estou muito feliz pela vitória de meu "mano", mas, uma coisa não anula a outra... parece que ao admitir todo meu desgaste, estou infeliz com o que ele, merecidamente, alcançou... quando, na verdade, não é... Tenho esse cuidado, porque sei como nós, seres humanos e imperfeitos, somos naturalmente cruéis e amamos levar tudo pelo lado "conveniente" e de acordo com nossos próprios conteúdos. Poucos de nós consegue olhar o outro e dizer: "ele está dizendo isso e é só isso, como ele está dizendo". Não, a gente vê e ouve o que o outro diz e interpreta de acordo com nossa história de vida, nivelando tudo por nós mesmos... Por isso, temos tanta dificuldade em crescer, porque amamos ser tacanhos e pequenos. Existe um grande prazer em ser cruel e "mau", mesmo debaixo de palavras que contradizem nossas ações - falamos que "estamos aí, para o que der e vier" e agimos como quem está fazendo um favor para alguém pior do que a gente... O fato é que, ao mencionar que, apesar de estar sem dinheiro - e toda minha família está... agora, todo mundo usou cartão de todo mundo, para "resolver" problemas imediatos e ninguém pensa no futuro... Ah, é verdade, vão jogar nas costas de meu pai e se ele reclamar por não aguentar tanto peso, ainda está errado, porque "ele pode pagar"... Ai, ai... minha família é como a sua e como a de todo mundo: a gente se ama, se entende, mas, se desentende - sem poder falar que se desentende, porque é feio desentendimento entre família... - e, no fim, tudo certo, porque estamos todos juntos - isso lá é verdade, estamos juntos, mesmo. Mesmo, cada um agindo por amor e entrega, a necessidade de falar por trás existe e se fala, sim... Claro, somos humanos. A dificuldade está em compreender que somos assim por natureza e, por opção, podemos mudar, crescer... mas, essa escolha é um caminho de dor, de incompreensão, de medo... "cruz credo" mexer nesse tendão de aquiles familiar de toda família que se preze. A gente propaga em atitudes que amar não sustenta verdades, porque verdades doem e machucam. Daí, a permissividade em ser solidário na frente - e eu acredito que de coração, sério... a questão é que a necessidade do ego, da vaidade também existem... dentro de nós, coexistem sentimentos nobres e pobres e sim, eles andam juntinhos... desvencilhá-los dói muito... fingir que eles - os sentimentos ruins - não existem, também dói, mas, como não se trata de uma dor consciente, ela não diz: "dói porque você é humano e a sombra e maldade intrínseca existe em você. Admita que é assim que depois melhora, mesmo o caminho sendo dolorido, mas, no futuro, vai ter supreado...". Para a festa do meu irmão, todos gastaram sem poder, mas, com o nobre sentimento - isso não é ironia, eu considero essa realidade acima de tudo, mas, apenas, não nego que existe o lado paralelo... - de querer confraternizar. Como no carnaval, a gente se joga na festa, vivendo apenas o lado de "curtir", como se, concomitantemente, as angústias, os medos, os temores, as limitações, as faltas... não existissem, elas, já, existindo. Já viu como nos apoiamos em argumentos fracos e frágeis de que esses momentos são importantes e são o "gás" para suportar o resto da vida... E assim está sendo com a formatura de meu irmão. Dois dias, um de solenidade e outro de festa a rigor... Isso quer dizer: mexer na vida e mudar o ritmo de todos - de novo, não estou culpando ninguém apenas constatando um fato. É o mesmo que dizer: "eu tenho que levar Peu, para tirar foto, porque, senão, no 'futuro' - que eu vejo como 'presente próximo', afinal, como o tempo passa, já, já, o futuro vira presente, já que futuro é tempo que não existe... - ele não diga: 'porque não estou aqui?" E, explicar que era porque ele era um menino ultra peralta não pode ser argumento aceitável, afinal, o melindre é uma característica humana e, por mais que seja negada e muitos torçam o nariz dizendo que eu estou sendo cruel, essa característica vaidosa não deixa de existir, ela ganha ainda mais força e, por "achar" que ele não gostaria de não se ver, eu vou, agunetar o trampo. Nossas sombras se alimentam da falta de luz/consciência que nós nos impomos, já percebeu?! Criamos um ambiente fétido de não se falar, admitir jamais, e acreditamos que somos como falamos. Quantos de nós oferecemos o ombro amigo e esperamos que quem se apóia, se utlize de nossas "proposta" de solução para resolver todos os seus problemas e, se a pessoa discordar, não quiser seguir... por trás - e, algumas vezes, declaradamente - esfregamos a nossa insatisfação pelo não cumpirmento de nosso comando de ação e ainda deixamos claro:"você vem, chora em meu ombro, eu te dou todo meu apoio, fico ao seu lado e te ajudo a resolver, para, depois, você não fazer o que te disse - leia-se: te mandei, mas, não temos 'peito' para isso - e continuar aí, sofrendo...". Onde está a solidariedade - já ia falar "solidariedade sincera", mas, para mim, a solidariedade real, aquela que poucos de nós sabe como e o que é, já é sincera... - e o ombro amigo? Onde está o respeito ao limite e às limitações do outro? Em meu caso, me refiro ao fato de que só ia à solenidade, afinal, um baile é para se dançar, curtir...e não é lugar para criança, mas, diante da "chantagem" da foto e diante de algum complexo, para mim, é melhor ir, do que não ir...


Voltando - vixe! Hoje quero falar tanto que os "parênteses" estão maiores do que a linha de pensamento... risos - para os instantes, que é o que quero falar. Viver o presente é valorizar os instantes - sempre falo isso aqui, porque é meu desafio e minha busca incansável - não é apenas posar para uma foto sorrindo e, anos depois, olhar e dizer: "que saudade do meu sorriso de outrora, onde fluía e eu era feliz..." - esquecendo que, muitas vezes, "naquele dia", naquele passado registrado por uma câmera fotográfica - eu amo fotos, regsitros de instantes... minha máquina sempre está a postos para registrar instantes de alegria - a gente estava um caco, mas, a alegria é uma sentimento tão forte, que transfigura a realidade e, já que estamos na chuva, vamos nos molhar... esse é o espírito do carnaval e é o espírito das festas que são fontes de energia para cada um de nós. Comemorar é sempre motivo de alegria, mesmo que oriundo de muita dor... Por que a gente não pode criar um clima favorável full time nos preparativos finais, em vez de alimentarmos o estresse e, na hora da festa, abrirmos aquele sorriso, através de aparências e cumprimentos necessários? Por exemplo, organização e antecedência. Deixamos TUDO para última hora e vivemos sem tempo - não nego essa realidade - e sem dinheiro para estabelecermos as reais prioridades. E, do que precisamos para O momento da festa, da solenidade, da confraternização..., só temos tempo na hora próxima da realização. E, se tratando de mulher, o caldo engrossa horrores e os homens - práticos de natureza histórica - não entendem porque a gente "gasta" tanto em salão de beleza, se somos "bonitas de natureza", mas, na hora da foto, no instante que fica, as olheiras não podem existir, afinal, no tal "futuro" - presente próximo - quando sentarmos para ver as fotos e relembrar os "bons" momentos da vida - no geral, desconsiderando os registros jornalísticos e sádicos, a gente só registra a "beleza" do instante fugaz... talvez, por carência de querer perpetuar a "imagem" de que sabemos ser felizes... - só queremos ver o "belo" e, uma maquiagem escorrendo, em consequência do suor, vira motivo de chacota - "ave maria, nem para uma foto você para de suar... toda borrada... ham, ham, ham, ham, ham (cara de nojo e nariz torcido)" - como se sudorese fosse questão de auto-controle... se assim o fosse, assim seria -; a ausência de alguém, que teve um motivo, naquele instante - afinal, a gente esquece que a vida não para e nem tudo acontece tão bonitinho só porque é dia de festa... ai, se fosse tão simples assim, o mundo se curvasse aos nossos momentos, aos nossos desejos, às nossas realidades... - se torna um agravante irreparável, já que o tempo não volta para tudo ser diferente e todos pudessem estar ali, naquela foto histórica. Somos radicais e cruéis porque somos infelizes, fingindo sermos felizes, em vez de buscarmos a real felicidade. Somos crítcos e ferozes porque queremos que nossas vontades e nossos problemas sejam maiores do que os dos outros, afinal  "a grama do vizinho é sempre mais verde" e os problemas deles são ínfimos, perto dos nossos... Não é assim que pensamos com muita frequência?! FALTA DE RESPEITO é o que impera em cada um de nós.

Pois é, eu quero muito estar ao lado de meu irmão nesse momento de comemoração e concretização de mais uma vitória, e estou. Só que de uma maneira que eu não queria: por obrigação. Sei, sei, poderia ser forte e assumir a consequência das línguas ferinas em cima de mim, por não estar na foto, naquele momento... mas, eu nunca escondi que não sou assim... esse álibi eu tenhooooo! risos. Mesmo assumindo que não sou forte, há uma expectativa gigante de que "eu" seja melhor do que todo mundo - no caso, quando me refiro a "eu", não me limito a Patricia, mas, "eu" como qualquer pessoa externa a quem julga, que pode ser mais forte do que o crítico/julgador, que tem os maiores problemas do mundo... - e seja tão forte, que, mesmo admitindo ser "fraca" ainda está errada, porque "o que é correr atrás de Peu por alguns instantes e aparecer nas fotos? Melhor do que, no 'futuro', ele olhar e perguntar: 'por que eu não estou aqui?'"  Talvez, porque ninguém veja a continuidade. Eu vivo todos os meus instantes para Peu, para protegê-lo dele mesmo e de sua aceleração. Me esforço para tentar impor um limite a ele, que, com toda a sua mega inteligência, questiona tudo. Entramos num ciclo: "criança só aprende com exemplos" - e isso só cabe para os outros - o qual acredito, sim, porém, não como fator único e isolado... - mas, eu estou em luta comigo, para mudar minha realidade, então, esses exemplos só serão os da luta... Pois é, os instantes com Peu são TODOS os meus instantes - e isso não é uma lamentação, é um fato. Porque, quando ele apronta, sou eu quem tenho que dar a punição, mas, na hora de interferir na educação e no meu processo, ninguém pensa assim... na verdade, ninguém pensa, só querem condenar. Meus instantes com Peu são constantes, onde, quando não paro para fazer xixi vem seguido de um conselho: "isso pode dar infecção urinária" e, quando sucumbo à necessidade fisiólogica e me dou o "luxo" de fazer o xixi, vem uma chamada de atenção: "cadê Pedro? Rapaz, você precisa ficar mais atenta... não pode vacilar com ele não. Peu é muito danado, todo cuidado é pouco..." Me pergunto: SOMOS TODOS LOUCOS OU NÃO?! Meus instantes são ter sangue frio e atitude de pegar Peu debruçado na janela da casa dos meus pais, num milésimo de segundo onde virei o rosto e ele correu - atestando uma incompetência minha, por virar o rosto sem adivinhar que ele iria para aquele lado... o dom da adivinhação que deve fazer parte da vida dos "condenadores de plantão" me falta... infelizemente eu sou dotada de uma condição humana que é não saber o que passa na cabeça do outro, neste caso, do meu filho, e poder antever o que ele vai fazer... - e subiu na janela. Tudo é tão rápido que respirar, pensar e agir se tornam um impulso de desespero e, naquele instante, uma súbita lerdeza me ajudou, quando tudo acontece ao mesmo tempo agora, andei calma e lentamente - não tinha reação para correr, diante do susto... outra incompetência humana - e, mesmo assim, fui rápida e ele não caiu do 14º andar, ao dar o impulso com seus pequenos pés e apoiado no para-peito da janela, com suas pequenas e ágeis mãozinhas, elevar-se do chão para ver se o pai estava chegando na rua... (oxe! vou ser condenada a forca, para o resto da vida, por ter perpetuado esse episódio). Naquele instante, apesar do mundo girar e o medo da consequência da ação dele ser fatal, o abracei, o desci da janela, o entreguei a minha mãe - que, também, vivenciou essa história com final feliz, graças ao meu socorro guiado por Deus, só pode -, me larguei no chão e chorei os meus dramas. Lógico, tudo o que está guardado vai junto... o choro lava tudo quando é assim, profundo e com muita dor! Me lamentei por ter nascido... Mesmo sabendo que não faz diferença... risos. Imagine, agora, passadas algumas semanas, o pior... Imagine a imprensa, os vizinhos, a justiça... a cobrança e culpa da mãe incompetente, que não soube cuidar do menor... sim, depois que o pior acontece, precisa haver um culpado... acidentes, incidentes são a falta de prevenção, de cuidado, de zelo... não é assim? O conceito se aplica na prática dessa maneira. Mas, na hora que eu grudo nele, para evitar acidentes, eu sou exagerada e não permito a liberdade da criança... criança essa que eu convivo e sei que é agitada. Criança essa que TODOS sabem que é agitada. Na hora que tudo dá certo, todo mundo foi colaborador e quer mérito. Na hora em que algo dá errado, todos dão o passo para trás e os pais ficam sozinhos, debaixo dos dedos apontados. Estou mentindo? Não estou culpando minha mãe, ela sempre está ao meu lado e o que seria de mim - literalmente - risos - se não fosse ela? Como citei sua presença no episódio/exemplo, pode ficar uma confusão... Para mim, é importante fazer essa ratificação.

Pois é, por conta de um registro fotográfico, a curtição do momento, que era a minha intenção, mesmo com as traquinagens de Peu e o desgaste natural e real meu e de Iuri, passa a ser uma "curtição" de protocolo. Porque, depois que os flashs se apagarem, todos vão cair na gandaia e a gente vai estar voltando para casa, por respeito à nossa realidade e após o cumprimento da missão REGISTRO DO INSTANTE da família feliz! Eu AMO minha família, mas, gente, amar não é nagar as mazelas, é saber que elas existem, admití-las e ainda assim continuar amando, resmungando porque fulando faz isso e aquilo, porque beltrano é assim e assado... A gente não sabe amar, nem, sequer, se permite tentar. Por conta de um instante de comemoração, desencadeia-se tanto estresse por má administração da realidade e má organização e respeito às limitações. Vários colegas dele devem ter endividado até a futura quarta geração da família, só para registrar aqueles instantes. Não, não condeno, nem julgo como erro, prezo aquilo que nos faz feliz... Isso dá gás e energia para se continuar vivendo e procurando sentido na vida. O que me entristece é a deturpação dos conceitos e da necessidade de agradar à rainha vaidade, que vem através do exagero nas cobranças e no querer ser o que não é, só para registrar um instante. Não, não é para tirar uma foto sério, com um "bico" enorme, nem lamentando as amarguras da vida... é para sorrir pela alegria de ver alguém ter vencido uma - ou várias - dificuldade (s). É por estarmos todos juntos, vivos e celebrando juntos... mas, as roupas, as maquiagens bem feitas e os cabelos arrumados são mais importantes para as fotos, porque vão registrar o belo - lógico que eu também sou escrava dessas exigências e até sinto prazer em me ver bonita, bem vestida... é uma alegria real... nada tem só um lado, dá para tirar proveito de tudo... Engraçado é que gastamos o que não temos e, o mais engraçado, é que vivo sem ter como ir a salão, porque, dentro das prioridades, é supérfluo, e, numa situação dessas, gastamos os tubos... o que dá para fazer em casa, eu faço... mas, não dá para fugir de tudo. A vida sempre nos chama a atenção, né?! O que é PRIORIDADE?

Estamos acabados de sono, mas, à noite, estaremos sorrindo para as câmeras, gritando e correndo atrás de Peu, estressando com o fato dele se aproveitar de ter muita gente por perto e isso "limitar" nossas "chamadas de atenção", por uma questão de "não fazer feio na frente dos outros"... Eu estarei lá, linda e bela, em cima de um salto altíssimo e finíssimo, com uma vestido longo emprestado - e isso, graças a Deus, não me incomoda... apesar de ficarem em meu ouvido para eu fazer roupa... consegui com San "Morris" - valeu Inas! - e é isso aí, a vida continua e amanhã tem jogo do Brasil, pela copa do mundo; semana que vem é São João e vamos curtir... Não, não suporto licor e odeio as bombas, mas, amo festa junina, os comes deliciosos e o clima de interior, a diversão. Apesar de minha busca profunda e dolorosa do auto-conhecimento, do crescimento pessoal, das quebras de padrões e paradigmas, ainda mantenho muito do meu lado raso, sucumbindo a arquétipos e alimentando meu inconsciente coletivo, reproduzindo os padrões de meus ancestrais - me refiro a família antes da atual que veio antes e antes e antes... de sempre... desde o início, onde tudo começou e a gente não faz idéia de onde e quando isso se deu... - e continuando sendo eu limitada pela balança de "o que dói menos, hoje" para poder mexer... E vamos, que vamos!

Agora, me diga se somos seres isolados; se nossas ações são de hoje ou "de hooojjjeeee"; se somos só nossas características pessoais, ou soma de um zilhão de influências e interferências, contribuições, atribuições e etc?! Responda sem pensar: QUEM É VOCÊ? Continue sem pensar... Dói se ver, se encontrar... porque, com certeza, primeiro, vai se culpar e só quando perceber que não precisa se culpar e olhar o daqui para frente, colocando em prática esse exercício diário e eterno, de viver e resolver toda e qualquer pendência - RE-SOL-VER, não é gerar polêmica e sair debaixo se fazendo de vítma... é RE-SOL-VER, vai além de só identificar o problema, inclui encontrar a solução e aplicá-la da melhor maneira possível - pelo simples fato de se permitir a leveza, em vez de carregar nas amarguras e prejuízos.

XIS! OLHA O PASSARINHO! SORRIA, PORQUE A VIDA É BELA!!! E, SE TUDO FOSSE UM INSTANTE FOTOGRÁFICO, O QUE VOCÊ GOSTARIA DE REGISTRAR? VAMOS VIVER AQUILO QUE QUEREMOS APENAS, REGISTRAR. ASSIM, REGISTRAREMOS INSTANTES CONSTANTES DE BONS MOMENTOS!!!

"VAMO" LÁ, JUNTA TODO MUNDO PARA FICAR BEM NA FOTO! "VAMO" "CUMÊ" "MIO", PAMONHA, BOLO DE FUBÁ, "BEBÊ" QUENTÃO, ESTALAR UNS "TRAQUE", "DANÇÁ" COM SEU PAR... "VAMO" "GRITÁ" GOLLLL E "EXTRAVASÁ" COM AQUELE PALAVRÃO, A BOLA NA TRAVE OU O GOL DO TIME ADVERSÁRIO - QUE TEM TANTO DIREITO DE FAZER GOL, QUANTO O NOSSO, MAS EU TORÇO PELO NOSSO..."VAMO" SER FELIZ EM CADA INSTANTE!

Vamos, porque esses bons momentos também passam. Vamos, porque até o cansaço passa. Vamos, porque não dá para ficar, nem para voltar. Vamos, porque é melhor ir do que ficar parado! - risos.

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

E, Senhor, livra-nos de todo o mal! Amém!

Divirtam-se! Registrem mmuuiiittooo esses bons momentos, eles fazem parte! Boas festas! E um "presente próximo" repleto de coisas boasss!!! - ops! Ficou parecendo Natal, né?! - mas, é sempre bom desejar coisas boas... desde que venham assim, do coração... não para PARECER bonitinho e bonzinho. Foto é para isso: registro de imagem, de instante. E imagem é isso: o que e como a gente quiser que ela seja! Talvez, quem sabe, a gente, um dia, alcance, na prática, ser como congelamos diante do "clique".








Pat Lins.

domingo, 18 de abril de 2010

O PODER DA FÉ E DA ORAÇÃO



Gente, mais do que nunca, vamos nos entregar ao movimento

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!

Vamos  nos entregar a oração pura, aquela que vem do nosso âmago, pedindo por paz, amor e orientação divina para todos e cada um de nós. Para toda a TERRA!

É só olhar e ver que o Planeta pede socorro. É muito evidente que é fase de mudança. Não sei de verdade o que isso quer dizer - e até sinto frio na barriga - mas, Deus sabe o que faz!

Hora de quebrar as barreiras do ceticismo e da incredulidade, causados pela exigência racional excessiva do mundo capitalista, e buscarmos o verdadeiro equilíbrio: precisamos do dinheiro para pagar e comprar bens materiais; precisamos de entrega e busca de paz verdadeira, amor, honestidade, sinceridade e fé em algo Superior, que eu conheço como Deus.

Hora de dedicarmos alguns instantes do nosso dia para uma prece, uma oração, um pedido aos céus.

Hora de verbalizarmos, ainda que sozinhos - ou, aparentemente sozinhos - em casa, no trabalho... que desejamos sim, receber a Luz vinda dos Céus e que Deus nos capacite a sentir sua presença, tocando nossos corações e mentes, para que saibamos vibrar com nossas emoções e discernir com nossa razão. Tudo equilibrado, porque Deus age aí, no equilíbrio, na harmonia.

Vamos implorar ao Pai e aos Anjos Celestes que venham em nosso favor, nos guiar e engrandecer.

Desejo e imploro ao Pai, neste instante, que a PAZ esteja em cada um de nós! Vamos nos dar as mãos e orarmos juntos!

Que o Pai nosso que está nos Céus nos conduza, abrindo e tocando nossos corações, nossas mentes, nossas vidas!

Paz, luz, amor - entregue-se a o que há de melhor em si!!! Oremos! Deixemos a fé brotar e crescer em nossos corações e mentes!

Deus abençoe a cada um e todos nós!!!

São os sinceros desejos de

Pat Lins.

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!


quarta-feira, 6 de agosto de 2008

DPP E FÉ


Como já falei em posts anteriores, desenvolver a Fé me ajudou muito! Em meu caso, fé em Deus, e sua força através do bem e do amor!

As orações me ajudaram muito. Fora o trabalho de humildade.


Foi em meio a orações e renovando diariamente a fé, esperança e gratidão que vi o quanto faz bem ser grato, principalmente pelas coisas mais simples.

Esse exercício (que faço até hoje e daqui para frente) foi que me deu ainda mais forças.

A gente deposita muita expectativa no tratamento e isso gera uma cobrança e ansiedade muito grande. O que gera ainda mais ansiedade...

Durante o passar dos anos, a gente vai aprendendo a viver a vida de maneira cada vez mais desgastante. Em vez de buscar ser feliz, a gente busca ter recursos materiais para poder ser feliz. Não sou contra o dinheiro, mas, não podemos depositar o conceito de felicidade numa conta bancária. É aquela história: viver bem, com conforto, acesso a “boa” educação, saúde e alimentação, nos tempos de hoje, requer certa quantidade de recursos financeiros, e, claro, que com certa comodidade, a gente terá mais tempo para se buscar e conhecer e, lógico, ser sempre feliz.
Mas, como explicar quem é feliz com tão pouco, financeiramente falando e como tem gente com tanto patrimônio e não consegue ser feliz? A felicidade é uma fórmula? É mais feliz quem sabe ganhar dinheiro? As pessoas mais inteligentes são aquelas que enriquessem financeiramente? Qual o valor real da felicidade? Será que para ser feliz é necessário ser rico? Por que tem gente que vive na mais profunda miséria sócio-econômica e ainda consegue sorrir e ter esperança em algo bom? Por que quem tem quer ter mais?

Aí a gente descobre que não aprendeu a viver, com o passar dos anos, mas, desaprendeu... A gente desaprendeu o caminho para a felicidade. E esse caminho só tem sentido se guiado por um conjunto de mente, corpo e espírito. O que nos fortalece de verdade, é a verdade. Viver para morrer ou viver para viver?

Levantei alguns pontos, durante minhas crises:

Primeiro ponto: a fé! Por que temê-la? Por que colocá-la em segundo plano na vida, se ela deveria ser nosso Norte? Quanto mais a gente estuda, se gradua, pós-gradua, menos busca desenvolver e exercitar a fé. Isso não é uma regra, nem verdade universal. Tem quem exercite a fé e os estudos acadêmicos... Me refiro ao geral. Falar em Deus, amor, felicidade, alegria... torna-se piegas, e quase ninguém quer ser piegas assumido... então, a fé atrofia...

Segundo ponto: a gente aprende a viver na correria, que a vida passa e a gente nem se dá conta. Só quer ver quanto vai ficar de saldo na conta corrente, para ter aquele “alívio”... Lógico que tem quem se dê conta antes e lembra de ir vivendo em paralelo: curtindo os filhos; a família; uma tarde de domingo em casa; os amigos; bate-papo...

Terceiro ponto: lembrar de respirar! A afobação nos impede de ter tempo para respirar. O lema “time is Money” toma todo o tempo. Você já telefonou para alguém querido e ouviu um: “hoje não tive tempo nem para respirar...”? – eu já cansei de falar isso...
Quarto ponto: viramos escravos dos e-mails, Orkut e mensagens para o celular (não sou contra, tenho todos.Só precisamos saber dosar...)

É são vários pontos para analisarmos. Mas, parar para orar, para refletir, não deve ser uma obrigação diária, deve ser parte do dia-a-dia, como respirar, andar, falar... algo espontâneo e natural.


Engraçado, é que eu me achava diferente de todo mundo, porque tinha o hábito de orar, sem ter religião; acreditava em Deus, sem ir a igreja alguma... e vivia a correria do dia-a-dia, que “não me dava tempo nem para respirar”... Estudei, me graduei, pós-graduei...trabalhei, me encontrei! Mas, nada de estabilidade financeira, então, ainda precisava “ralar” muito. Ué, mas, não havia me encontrado??? A gente vive buscando se encontrar e vive se desencontrando.

Pois é, durante as crises, pude ponderar isso tudo. Parece que a vida puxou o freio de mão e disse: “hora de corrigir. Volta para o caminho certo, Pat.”

Todo mundo sabe que a maioria das pessoas só procura Deus e pede ajuda na hora do sufoco. Alcançamos a “graça”, agradecemos e voltamos para a pista para “correr sem respirar”.


Em meio a minha queda, decidi não pedir ajuda a Deus. Achava que “meu filme estava queimado” com Ele. A filha que todos queriam ter; a menina alegre e inteligente, tão estudada... achava que Deus não a ouviria. Sempre fiz parte do time do bem, mas, falava mal daquela pessoa que não soube combinar a bolsa com a roupa...

Minha avozinha orava por mim; muita gente orava por mim e vi que Deus escutava. Ainda, assim, reclamava: “meu Deus, eu sempre fui uma pessoa boa. Respeitava os mais velhos; ajudava alguém a atravessar a rua; tirava notas boas; respeitava meus pais; não roubava; não era vingativa; não era ambiciosa... toda criança gostava de mim, porque o Senhor deixou que eu caísse?” Que graça, Ele me deixou cair ou eu caí? Não sei o que desencadeou minha DPP, mas, há suspeita de uma série de fatores: herança genética (minha tia); morte de um ente muuuiiittoo querido (meu avô paterno); medo de meu filho ser roubado na maternidade (a porta estava quebrada, e eu ficava na porta); medo da responsabilidade e mudança no estilo de vida; desemprego; instabilidade financeira; maus tratos na maternidade... tanta coisa! Mas, tinha muita coisa boa: meu filho lindo e saudável; família unida de fato; marido presente e companheiro; alegria geral por eu ter tido filho; lar.

Comecei a querer ser ajudada. Em princípio, queria que alguém me carregasse, abrisse minha mente e trocasse o chip... depois, gerava o conflito do orgulho que dizia que eu não precisava pedir ajuda a ninguém, que deveria dar a volta por cima sozinha e me “orgulhar” por ter subido sozinha... Nem a terapia, nem os remédios (estes, é bom esclarecer, apenas controlavam as oscilações bruscas de humor. Eles não curavam. Amenizavam o nervoso descontrolado e as alterações de humor.) conseguiam me fazer ver o que faltava. Tinha “tudo” que precisava, mas, o buraco continuava.

Sentei na cama e orei. Sozinha. Um momento meu. Deixei o coração chorar; deixei minha mente implorar; queria, realmente, mudar. “Deus, oh, Pai, me ajuda a sair dessa. Não sei nem o que pedir; nem como pedir...mas, me dá uma luz; conduz minha vida; invade minha alma, minha mente e meu coração. Tô sem forças para orar. Ouve minha prece. Me ajuda a saber como Te pedir ajuda.” Deitei e dormi.

Era uma fase em que queria viver deitada, mas me cansava; levantava, me cansava... virava, me cansava... cheguei a dormir mais de 12h seguidas e ainda estava cansada... dormia mal, tinha pesadelos horríveis...enfim, não tinha qualidade no sono.

Todos os dias repetia: “Deus, hoje, renovo meus votos de fé, confiança, esperança e gratidão. Guia-me, ó Pai!”

Ele me ouvia e me acalentava. Mas, precisava descobrir como ouvir. Tinha que me desarmar.

Fui orando e melhorando. Acreditava em algo que estava além da compreensão, acima de tudo e de todos. Comecei a acreditar no que não via,mas, sentia em cada célula.

A oração me ajudou a perdoar (a mim e a quem eu culpasse); me ajudou a desenvolver a fé esquecida. Começava a me encontrar.

Diminuía a culpa, o fardo; aumentava a esperança. Me permitia viver a esperança. Não de maneira alienada: “ah, vou esperar que vem. Tô aqui sentada, viu, meu Deus?!”. Não, fiz minha parte. Me cuidava, me descobria, me conhecia, me amava. Me enchi de Luz, que trouxe bálsamo, paz e energia para continuar a caminhada.


Às vezes, ficamos surdos diante de Deus, porque queremos que Ele fal aquilo que queremos ouvir...

Eis um texto/esquema do site Outono´s (tem o link ali ao lado, nas MINHAS INDICAÇÕES SOBRE DPP E ASSUNTOS AFINS) que ma ajuda a ilustrar:


"A FÉ
Ela produz:
- A consciência de que existe uma inteligência Superior que a tudo comanda e que nos protege, atuando em qualquer circunstância imaginável e acima de nossa compreensão...


- A aceitação dinâmica da realidade.


- A esperança de um futuro melhor.


- A paciência, nos ensinando, a saber, esperar o desfecho dos fatos.


- A auto confiança.


- A motivação.


- O pensamento positivo.



A ORAÇÃO


- Ela é a geradora da energia que precisamos para manter acesa a chama da fé.


- Dá-nos a força interior para suportar as adversidades e seguir caminhando.


- Aguça nossa intuição, capacitando-nos à percepção das energias sutis do Universo.


- É o maná que vem do céu quando atravessamos o deserto da solidão, da angústia e do medo.




O PERDÃO


É o início da libertação.


O ato de perdoar está intimamente ligado à nossa liberdade.


Romper as amarras que nos detêm a fatos negativos e pessoas vinculadas a eles.


Livra-nos dos condicionamentos, de escrúpulos e sentimentos de culpa.


Dissipando o passado, começamos a viver o aqui e o agora. "









SACO VAZIO NÃO FICA EM PÉ! ENCHA-SE DE FÉ!!!


Patricia Lins

quarta-feira, 30 de julho de 2008

RECUPERAR A SERENIDADE





Uma grande briga interna que travava, era descobrir como recuperar a minha serenidade.

Estava fazendo o tratamento médico e o psicológico.

E o espiritual?

Via que sempre que orava e/ou conversava com Deus, algo de bom acendia em meu peito.

Coemcei a orar com gosto e prazer. Como estava tão voltada para superar, estava aberta e os meus ouvidos puderam captar a força da palavra divina. Sentia o vento como um carinho; um sonho bom como um sinal de melhora; a luz do sol como brilho de vida; a água da chuva como banho de força!

Li uma pequena prece, que me agradou muito. Singela e sincera:



"Concede-me, ó Deus,


a serenidade para aceitar as coisas


que não posso mudar;


a coragem para modificar


o que devo modificar;


e a sabedoria para saber a diferença".


(Dr.Reinhold Niebuhr - teólogo)


Patricia Lins

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