quarta-feira, 12 de abril de 2017

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pão e circo - sem pão e sem circo

Crédito: Henning Dalhoff / SPL

Não precisa ser muito inteligente, nem entender de muita coisa para perceber que os políticos - de TODOS os partidos - estão dando em nossa cara, né?! Basta olhar e ver, coisa que até cego enxerga, porque fede tanto que o órgão que mais sente é nosso bolso, além da nossa mente que fica perdida e confusa.

Pane na mente - fico abismada com as brigas em família, entre amigos... defendendo político A, político B... defendendo partido tal e tal. E eles, lá, fazendo o carnaval, sim a deturpação do carnaval como alegria de fachada, com verdadeira "folia" apenas para alguns, seletos.

E fico observando: antes os argumentos para indiciar grupos que interessavam, tudo valia. Hoje, que a gente quer acreditar nessa Lavagem, vem uma micareta daquelas beeemmm pesadas, que a gente tem medo de ir, mas já tá no meio. Agora, cadê o fôlego? Ai, ai. Piada de mau gosto. Eu não tenho provas, mas tenho pela convicção de que as cartas estão rolando e vão parar essa zorra. Jogam a culpa em uma legenda e as outras saem como puras e ilibadas... Oi?

Assim sendo, declaro, mais uma vez, como já avisei antes aqui, diante de percepções do óbvio, por ser uma pessoa neutra, sem esse fanatismo e miopia política como muitos se deixam levar e envolver, revelando uma pobreza de caráter e personalidade, brigando "publicamente" em redes sociais por politicagem, abrindo mão de amigos reais para defender essa falta de respeito ao povo, sem se lembrar que também é povo, tenha afinidade com o partido que tiver, pois bem, digo e repito: continuem a nadar, igual a Dolly de "Procurando Nemo", porque ela sofre de uma amnésia constante... então, observem o jogo. Propaganda é um perigo, uma arma, marketing político é expert em manipular mentes, inclusive e principalmente, as "mais" inteligentes, sim, sim... essa arrogância toda, essa agressividade toda torna refém aquele que pensa estar sendo "inteligente, entendido e politizado". Vão às ruas defender partido tal e partido tal, mas não vejo ninguém se unir para derrubar isso que tá aí e que envolve TODOS os partidos em prol do partido do povo brasileiro, que existe independente das legendas partidárias. Somos um povo que carrega uma herança maldita, uma carga desgraçada por conta de todos os erros e destruições sobre as quais nascemos. E, hoje, uma mega operação promete lavar tudo a jato e parece mais com aqueles lava a jato que deixam nosso carro com areia no porta malas, não limpam os tapetes, nem o que está debaixo deles.
 
Com fome e sem graça - Pois bem: lava a jato bom é aquele que faz o serviço completo, lava tudo, rápido e no grau, pae. Isso que tá aí vem se mostrando mais uma brincadeira de mau gosto que nos deixa aflitos por vermos que eles estão ali só para brincarem de democracia, dando apenas pão e circo ao povo e "nois"? Rindo de se acabar. Quando tem o pão e o circo, beleza, ao menos, estamos "passando bem" e quando nos tiram o pão, porque tá caro e não dá para comprar e o circo, porque a lona rasgou e estamos todos expostos? Com fome e sem graça.
 
Para piorar, vem a proposta de reforma previdenciária... desde que me entendo por gente, a previdência social é a mamadeira farta e grossinha para muita gente graúda hoje, aí. Quem já entrou numa agência da Previdência Social ou no INSS, como muitos ainda chamam, podem ver que só tem pobre mendigando para receber o que juntou anos para ter "sossego", implorando para ter direito ao que tem direito adquirido - ironia danada - e ainda sendo chamado de preguiçoso, porque o país não anda porque o povo só quer deitar na rede e dormir. Esse discurso de intimidação para provocar o pobre orgulhoso e ele trabalhar excessivamente e provar que não é preguiçoso, deixando o chefe mais rico a cada dia é coisa de doido. Só uma pessoa muito idiota para cair e propagar isso. Mas, ainda existe quem queira tirar proveito e grite: "vocês são preguiçosos. Quem quer ganhar dinheiro tem que..." eu completo: tem que fazer um otário acordar cedo, pegar ônibus cheio, ser pisoteado o dia todo, oprimido para não ter tempo de pensar, intimidado com a ameaça de perder o salário final do mês, pois não é o único e tem uma fila de desempregado lá fora..., sair mais tarde, porque comprometimento é tudo. Chega em casa um caco, sem lazer, sem gás, no "bagaço" para dormir, sem descansar e acordar cedo para viver tudo de novo. É isso. É esse ciclo inteligente que os grande ganham e ainda são ingratos. Vamos que vamos, porque é isso mesmo que vai para fila do SUS quando adoece e para a fila do INSS para ter uma sobrevida na velhice que se aproxime de uma realização de sonho de ficar em casa, em seu cantinho, com seu salário mínimo ao final do mês... pois, até isso querem tirar. Então, isso nos lembra o que? Escravidão. Pau no lombo, minha gente, como fizeram com índios e negros em 1500. Olha, quando a operação faxinaço acontecer, aí sim, a lava a jato vai ser fichinha. Aliás, ficha limpa é mais do que não ter ficha corrida, é ser digno do voto popular e honrar o compromisso de fazer algo para o bem maior - referindo-se ao bem maior enquanto todo um povo, tá, não uma conta bancária bem maior. O rombo na previdência sempre foi algo que era citado timidamente nos telejornais... desde sempre. Já vi médico tendo que botar gente para voltar ao mercado de trabalho sem ter a menor condição. Importante que morra, porque é um a menos para usufruir do dinheiro "deles". Esse bando de miserável que assume o poder se apropria do benefício do povo e quer mais que quanto menos gente, melhor.

Pois é. E ainda ficam aí, amigos, familiares, brigando pelo que foi "noticiado" no telejornal como verdade. Quer ver a verdade? Venha para a vida real. Saia da frente da TV. Ande por aqueles lugares que você não vai porque tem gente suja, pobre e faminta, com os "dente" tudo "pôdi", barriga de verme, joelho grande e perna seca. E, minha gente, isso não é por conta de apenas um maldito partido. Isso é por conta de TODOS os malditos partidos, desse bando de politiqueiro que temos e que vivem de uma aparência bem montada, trabalhados na voz que fala "bunito" o que se quer ouvir, na roupa que a gente quer ver, com o cabelo beeemmm arrumadinho, tudo engomado, te engomando.

Tenho medo e estou desesperançosa. O Brasil caiu, ninguém sabe, ninguém viu, porque é barril. Onde estão seus amores e amados, pátria amada? O gigante que se ergue é o monstro da roubalheira. O gigante adormecido tá deitado depressivo, porque tudo perdeu o sentido, está faminto, sem pão e sem circo. Sem alegria, sem motivo para levantar. Nesse desânimo, o gigante vai hibernar por muito tempo. Não há como lutar com pés e mãos atados. Fim da cultura, do lazer, do entretenimento, da saúde, da vontade de se fazer acontecer, porque parece que é impossível uma solução. Só a fé nos diz: mantenha a chama da esperança acesa, porque ela é a última que morre. A minha esperança está padecendo... com fome de arte, com sede de investimento em cultura, com falta de saúde e condições para ela, sem segurança, porque os bandidos hoje são as estrelas do crime que "compensam" - e não me refiro ao MC Beijinho, esse, graça a Deus, teve uma "chance" através da "arte", questionável ou não, mas, vamos crer que ele vai poder ser alguém melhor - me refiro aos grandes bandidos dos colarinhos alvíssimos. Eu quero ser feliz agora! E quero que a Justiça seja feita a jato, como prometido, mas com efetividade, lavando e limpando tudo! Até aqueles cantinhos citados e que ninguém quer tocar, porque vai mostrar que muita sujeira vem dele...

Pat Lins - consternada e desabafando para esvaziar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

SOBRE O TEMPO...

Imagem: Blue Time por Carien van Hest

Há algum tempo, o tempo era algo tido como "terrível", pois nos lembrava a condição de mortais. Mesmo assim, dentro dele, se era possível viver. Havia tempo para viver e sentir, sentir e ser. Mesmo com pouco tempo, se aproveitava o tempo, a família, o amigo, o vizinho... os pequenos prazeres que eram tão grandes e importantes, magníficos instantes restauradores de força, fé e alegria.

E o tempo foi passando, seguindo sua própria lei de seguir e nos lembrar que ele não vai, nem volta, que esse tipo de tempo é apenas uma condição para nos lembrar da perecibilidade da matéria, de tudo que é duro, denso, material, carnal, físico. E isso causou medo para as frágeis mentes que somos... esse medo se tornou pânico. Esse pânico se tornou um surto psicótico. O desespero criou um tempo acelerado, acelerando o ritmo dos afazeres, o trabalho como fuga da realidade, o dinheiro ganhou ainda mais corpo como "propulsor" ou "facilitador" de poder, ou até como "Lei Maior", criando a tal proteção e segurança para quem o tem em extrema abundância.

Medo, pânico, terror, ambição, angústia, doenças, crises, desgraça, destruição...

As aranhas continuam a tecer seus fios, no tempo de sempre, natural e cadenciado, sem pressa... sem atraso... sem euforia... sem desânimo... apenas tecem. Apenas seguem o fluxo natural.Os animais das florestas correm, procurando sobrevivência, fora do fluxo natural e da lei da selva, vivem agora uma balbúrdia agressiva, descompensada, extremamente acelerada e sem sentido real e concreto. 

Pare um pouco e se pergunte: essa loucura que criamos e culpamos o senhor Tempo, faz algum sentido? Não assumimos nem a responsabilidade de que perdemos o controle sobre nossa criatura temporal fugaz e veloz, tão efêmera que evapora mais rápido que o éter e nos deixa cada dia mais cansados e necessitando de mais combustível que o normal. Alguns de nós, ao nos reconhecermos co-responsáveis, ainda que dando sequência a um arquétipo insano e insalubre, praticamente zumbis e sem liberdade ou vontade, buscamos em nós e na cooperação mútua entre amigos e familiares afins, esse reabastecimento sadio, com amor, compreensão, não falo de uma realidade fantasiosa, falo da concreta, que inclui alguns desentendimentos, brigas, discussões, raivinhas, mas, tempo para se reajustar através de algo que muitos não têm mais: tempo para entendimento...com isso, nos permitimos reconhecer a falha e imprecisão em nós e no outro, diminuindo o impacto nocivo do peso e dos genocídios que causamos diante de tanta intolerância onde, muitos que lutam para ter seu espaço respeitado, saindo do seu núcleo de interesse, revelam-se cruéis e intolerantes com outro núcleo e assim, fortalecem uma teia perigosa de sucessão de destruição, ou seja, não há tempo também para aquilo que não me interessa, percebe? 

E por aí vamos... mas, quando nos abrimos para dentro, nos permitimos estar nesse tempo louco, criado por nós mesmos, onde as 24h de um dia criado por nós, humanidade, diminui a cada dia, mesmo ainda contabilizados como 24h... com sensação temporal e rítmica de 12h... criamos um dia de 12h, no máximo, 16, 18h. Cortamos o tempo que criamos para termos menos tempo livre, mais tempo ocupado e mais tempo para não ter tempo de entender, apenas passar. Não seguimos mais fluxo, porque não dá tempo, exige muito de nós... melhor apenas passar...

Qual o melhor nome para isso tudo? Loucura? Que nada, os loucos são mais livres... negam essa realidade destrutiva e, nós, os certos, os chamamos de loucos. Certos são eles, isso sim.

Nosso tempo é de soberania: eu sei o que está em minha cabeça, não tenho tempo para te dizer, atropelo a tudo e todos, porque não tenho tempo a perder e se você não me segue, louco é você, além de incompetente e burro. Daí, do auge da minha tirania ensandecida quando associada a algum tipo de poder, me elejo poderoso/a símbolo da perfeição, portanto, você, outro, você é culpado por existir, poupe-me da sua presença... Minha nobreza me permite te julgar e condenar nesse meu tempo e pronto, não tenho tempo a perder!

Isso vem nos tornando tão insensíveis que pensar cansa, apenas os meus pensamentos soltos e desconectados com um tempo necessário podem pulular e gravitar em minha brilhante mente. Quantos nobres soberanos, verdadeiras divindades vêm agindo assim... mas, porém, entretanto, contudo e todavia, a realidade que não é menina - e, por essas forças ou desastres da natureza, que renegam e "injeitam" o que é natural, pois para isso precisa-se de um tempo que não têm para esperar passar cada etapa... enfim - a realidade, no tempo certo, se revela mais poderosa e dá um choque: VEJA! Podemos até querer negar, mas é tão claro, tão direto que, mesmo negando e criando a realidade paralela e fantasiosa e migrando para lá, ela é assertiva e perdemos força, enquanto energia... nessa hora, para não cair e como não temos tempo hábil e natural para esperar a recarga energética, criamos uma condição além de zumbis... nos tornamos o que? Vampiros, pae! Sugando de quem ainda tem, deixando a pessoa seca e, seca, já não me serve mais, hora do  juízo final: morra, peste imprestável que não serve mais para me servir. A gente tá tão surtado que, quando não se acha Deus - para não parecer que não temos humildade.., se auto define como uma simples entidade... 

Ai, ai... quantos de nós está assim? Nos tornamos algo indescritível, irreconhecível, porém, assustador. Atiramos primeiro para depois perguntar, para não perder tempo. Tempo precioso, raro e... e... sem palavras. Esgotou meu léxico. Só sei que não temos mais tempo para ser, para parar e permitir sentir... parar toma muito tempo, exige parar, pensar, sentir e sentir dói, porque cansa, porque lembra que somos matéria bruta, dura e apodrecendo a cada dia. Melhor é passar por cima, fingir que esse tempo "implacável" não me atinge e acreditar que estou acima dele, intimidando a todos para que não tenham tempo de me perceberem tão pequenos quanto eles... Meddoo! Têm medo de se aceitar como falho e tão banal como os que banaliza. Aqui caberia aquele emoji com olhinhos para cima de "Ops! Falei!". Ahh, pode ser um #sqn 

Bom, eu? Eu prefiro me ajustar ao Tempo, no tempo que tenho. Tenho tido pouco tempo para dar conta dos blogs, mas, sentindo cada experiência, vivências surreais e seguindo, sem comprometer minha essência genuína... desenvolvendo comportamentos adaptando a essa realidade tosca e sonhando com a mega acumulada do final de ano para me libertar do tempo da pressão de quem tem que pagar as contas na data certa. 

Vamos vivendo como dá, como pode... mas, descobrindo a cada dia, a cada instante, que ser feliz depende de mim, não desse tempo louco, dessa guerra mundo a fora. Poderia escrever muito mais, mas ninguém teria tempo para ler e eu digo que não tenho para escrever... aqui já dá uma ideia do alerta que precisamos nos fazer e impor vez ou outra de que podemos ser "obrigados" a desenvolver comportamentos, tipo personas mesmo, para cada situação e isso mina nossas forças, mas que podemos ser ainda gente, pessoa, ser vivo e sentir, acolher e ser acolhido, compreender e entender que para tudo há uma explicação e com o tempo, o entendimento se faz e feito, a verdade se estabelece. Mesmo que os outros pirem e me matem em noma da falta de tempo, morro com dignidade e isso, ninguém me tira, para melhorar, isso fica! É o que fica num outro tempo que surge após os ataques ofensivos e destruidores de energia vital - sim, ninguém está imune... nem os próprios agressores - que é o tempo que se estabelece com a Verdade atemporal. Quando ela se revela, ou quando nós a desvelamos ou paramos de fingir que não a estamos vendo, aí sim, ela linda, altiva e sábia cura tudo e todo o tempo, de todos os tempos, se ajustam. Sonho com esse dia, muito mais do que com a mega acumulada do final de ano...

Pat Lins - atemporizando-me

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