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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O SABER ATÉ DO NÃO SABER

Questão não é parar ou seguir.

É saber porque parou ou seguiu.

E se não sabe, vai ou fica assim mesmo, só que sabendo que tá indo ou ficando sem saber. Já é um saber, né não?

Tudo é consciência da ação. Nem que seja saber que não sabe, mas segue.

Pat Lins

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

AO SE ASSUMIR, DÓI MENOS

Imagem: Google - Lugarzinho
 À medida que assumo minha loucura, vejo que sou uma doidinha do bem. Dói muito menos quando a gente se assume. Nesse processo de se aceitar, as portas para a felicidade se escancaram e a gente passa a entender que não é isso que impede as coisas de acontecerem, apenas aprendemos a aprender deixar passar e focar no aqui e agora.

Tenho pena dos que não se assumem, nem se sabem, nem se veem... Esses fazem mal a si e aos outros e nunca enxergam o aqui e agora... vivem presos num loop do passado, sem conseguir saber que está preso à repetição e sem se dar conta de que não dá continuidade à vida. Vivem o mesmo inferno todo dia e nem se questionam: "acho que já passei por isso...", pois nunca passam, sempre ficam.

Imagem: Google - Blog das 30 pessoas
Podemos sair dessa roda. Podemos rodar livremente! Podemos romper o círculo vicioso e viver um círculo virtuoso - tudo depende de como estamos rodando, ou andando, ou correndo, ou parando, ou sentando, ou nadando, ou voando, ou navegando, ou indo, ou vindo... seguindo!

Podemos VIVER, afinal a Terra é uma roda gigante dentro de um Universo tão vasto e infinito... o que nos dá infinitas possibilidades de rotação, translação e "giração". Assim: AÇÃO!

Pat Lins - ainda tonta de tanto girar.

Imagem: Google - Divinas Ilusões

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

SENTIR, REAGIR, SENTIR, EXPURGAR, SENTIR, PROSSEGUIR, AGIR

É preciso quebrar os ovos para fazer omelete

Algumas vezes precisamos ser expostos à dor, para lembrar onde está a ferida aberta que esquecemos de cuidar.

Para curar, é preciso saber onde está.

Chorar - o choro da alma - pode ser uma maneira de sentir e acessar aquela emoção esquecida, aquela característica nossa que precisa ser acolhida, para ser transformada. Diante da dor, somos obrigados - no bom sentido - a SENTIR.

Algumas dores são tão fortes que nem a tocamos, não cuidamos e ela não deixa de doer. Como mecanismo de defesa, criamos as cascas, que fazem parecer que a dor está mais distante, enquanto ela só aumenta. Transferimos para o outro a carapuça de quem somos, do nosso lado mais denso e, assim, sentimos que a relação fica difícil, quando somos nós que dificultamos, em alguns casos.

A DS - distância saudável - é algo saudável, vem sem raiva e com consciência de se afastar para evitar embates e desgastes, pelas investidas constantes de quem não sabe se cuidar e se ajudar, mas não deixa de ser quem de fato é - e desconhece - e de atacar...

Vamos considerar nos considerar, ao menos. Considerar que, talvez, bem possível, a gente seja como afirmamos não ser. Só uma hipótese. Apenas uma suposição de uma possibilidade. Pode ser. Se dói muito considerar, quem sabe, outra hipótese, seja ali a origem da própria dor... Dá uma atenção justamente onde dizemos, com raiva e peso: "Eu não sou assim". Quando a gente não é, não tem peso na consideração. Como exemplo: "Eu não sou ciumenta!" - isso não me dói, nem me inquieta, porque eu, de fato, não sou - nem quando criança. Agora, quando digo: "eu não sou ansiosa!" - isso me inquieta... Fui futucar e me vi, exatamente, ANSIOSA. 

É assim, exercício diário. Sair do sedentarismos mental e emocional é necessário, bem como do sedentarismo físico. Exercitar o todo, para SENTIR, REAGIR, SENTIR, EXPURGAR, SENTIR, PROSSEGUIR, AGIR!

Pat Lins - inquieta, para me ajudar.

Imagem: Google


segunda-feira, 13 de maio de 2013

SIGA O MUNDO QUE EU QUERO VIVER!


AMAR É SABER ESPERAR PARA AGIR. É OBSERVAR E ENTENDER QUE NÃO TEREMOS RESPOSTA IMEDIATA PARA TUDO... MUITO MENOS TUDO AO MESMO TEMPO. 

LIDAR COM A DOR NÃO REQUER CULPA, REQUER CUIDADO, ZELO, CARINHO, ACOLHIMENTO E AÇÃO.

TER FÉ E ESPERANÇA NÃO É ESTAGNAR E "PARA TUDO!". É MAIS DO TIPO "PARE O MUNDO, QUE EU QUERO DESCER..." (Raul Seixas).

MAS, SIGO FELIZ! A VIDA SEGUE E AINDA HÁ TEMPO DE IRMOS AJUSTANDO, COM VERDADE. 

ENTÃO, SIGA O MUNDO, QUE EU QUERO SEGUIR E ME REFAZER!

SIGA O MUNDO QUE EU QUERO VIVER!

Pat Lins.




segunda-feira, 1 de abril de 2013

ESCOLHAS



Escutei uma coisa interessante, hoje: "quando a gente não escolhe, fazem escolhas pela gente... Quando a gente cala, a gente escolhe permitir que alguém nos comande!". 

Só para registrar: escolhas devem ser desvinculadas de sofrer pelas consequências e sim, entender que o processo de auto busca é capaz de nos fazer entender a verdadeira essência de se saber o que quer e escolher ir em busca!

Escolhamos a felicidade - um processo contínuo e não estanque de momentos! Construamos esse processo a cada segundo que pudermos refazer um pensamento ruim e revertê-lo em algo positivo e bom! Não é negação, é ação!

Afinal, a vida é feita de ESCOLHAS!

Pat Lins.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

CATARSE ALIVIA

Depois que todo mundo aprendeu a falar: "catarse", todo mundo acha que é capaz de fazer e, diante de um alívio imediato, considera-se curado... Será? Curado de quê?

Já reparei que diante de uma emoção forte, um rompante, algumas pessoas utilizam técnicas para "colocar para fora" a tensão, em vez de diluir ou, de administrá-la com primazia. Aspirina alivia a dor de cabeça...

Aliviar dá força para seguir. Nem sempre consegue tocar e atravessar profundamente a ponto de transformar... 

Tomemos cuidados com o nosso "como agimos" e o "que falamos", melhor ainda, avaliemos "o que pensamos". Pensar, sentir, falar e agir - sejamos coerentes! O equilíbrio é no desequilíbrio, mesmo, indo equilibrando.

Pat Lins.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

SONHO, REALIDADE e CAMINHOS NA VIDA

Foto: Blog Palavra Abera

A distância entre o SONHO e a REALIDADE REAL é ACREDITAR e AGIR.

Pode parecer fácil... e pode ser, mesmo. A única maneira de diminuir essa distância e alcançar a ação é COMEÇAR.

Tanto ainda para começar! Acreditar mais e agir mais! Tudo só começa do começo, mesmo que já tenhamos avançado em anos de vida, mas, cada começo é sempre começo e, enquanto há vida, há um caminho a ser seguido.

Não se trata de romantismo, é crença pessoal: "chegar lá" requer muito mais fé do que se pensa, porque, nem sempre precisamos chegar aonde queremos ir... 

Muitas vezes exigimos do tempo que cure nossas frustrações... Por que não diminuimos as expectativas? 

Engraçado e que nos referimos ao próximo passo e, muitas vezes, nem demos o primeiro... ainda juramos de pé junto que já trilhamos uma longa jornada. Dá pena é saber que todos nós somos assim. Pior são os que se deixam levar e juram de pés juntos que não têm mais tempo a perder. Impressionante como o "valor" capitalista é imperante. Todos os nossos passos são para conseguir uma colocação melhor no mercado de trabalho e "ganhar" mais. Sei lá, tenho visto que escutar a voz do coração é que nos leva a todo tipo de realização, inclusive a financeira. Sabendo para onde ir o caminho é próspero. 

Como querer subir cada degrau da vida se nem nos damos o trabalho de saber qual escada é a nossa? Vamos no embalo da onda, do que dá dinheiro... E quem há de nos condenar por sermos tão humanos e agimos assim porque assim vemos. Um dia, somente no dia em que sentirmos o coração bater diferente e decidirmos deixá-lo falar - não apenas imaginar que ele esteja falando - conseguiremos escutar a voz da alma e saber para onde ir, qual escada subir. Nesse dia começaremos do começo e daí em diante o tempo será nosso aliado, porque assim seremos dele.

Como chegar ao topo da vida e termos consciência de tal feito se nem sabemos que rumo tomar? Ontem, uma amiga/irmã me disse: "... estou falando de mim: não tenho mais tempo para essa visão romântica da vida, sacou? Tenho que mudar de área, para algo que goste e que vá me dar dinheiro... Não é para você, não, falo de mim..." Disse que entendia e que era algo para ser pensado.

Pois, pensei e saiu esse post. Muitas vezes não percebemos que está tudo em nossas mãos. Não precisamos nos arrepender por ter tentado e não ter dado certo - já sei, você vai dizer: "eu não estou arrependida, mas, sem tempo para perder..." risos - nem pensar: "deveria ter feito Direito há tempos atrás, bestei"... Para mim, fazer direito, seja Direito, Medicina... Museologia, Geografia... é fazer o que sente que está na hora. Esse é O momento. Esse é o começo do novo caminho que, pode ser ou não, O caminho. Esse é o momento onde a distância entre dois pontos diminui. 


Ser grato a Deus inclui reconhecer que se é a hora, que seja e amém. Qualquer um de nós está passível de se tornar vítma de si, das expectativas e do desejo de ter estabilidade financeira como solução dos problemas - em meu caso, resolveria muitos problemas de ordem financeira - mas, que fique clara a diferença entre pagar contas e ser feliz. Eu senti, pela voz e pelo desejo de não querer perder tempo como alguém que está começando a beirar o medo. Alguém pressionada pela mente dos desejos humanos - não me refiro a "certo" ou "errado", mas, a esquecer que, começar é um caminho. Acreditar e ir. Isso não é romantismo. O tempo não passa rápido, a gente que vive perdido e demora para se aliar a ele. Eu não falo isso porque seja mais fácil para mim... Cada vez que percebo uma cosia e acredito estar consciente e que "aprendi", vem uma lição para me testar e para que eu apreenda! Ainda assim, nem me torno romântica - no sentido de sonhadora... me vejo e me reconheço mais como idealista, sendo que, neste caso, o próximo passo é o passo bem dado da ação... um idealista se permite sonhar um sonho como meta a ser alcançada, por isso que falta a ação, senão, vira sonhador, romântico... -, nem me torno frustrada... Tudo na vida precisa ser dosado. Cumprir os papéis de casar, ter filhos e etc faz parte do que nos propormos de verdade a fazer e fazemos. Talvez seja algo para pensarmos: 

1 - O QUE ME PROPONHO A FAZER - independente de se escutei ou não a voz do coração, ainda - EU FAÇO? 

2 - O QUE ME PROPUS E FIZ, ERA PARA SER FEITO? 

3 - DE QUALQUER MANEIRA, HOJE QUERO FAZER ALGO DIFERENTE, NOVO, QUERO SEGUIR MINHA VONTADE, NÃO MEU DESEJO; QUERO SEGUIR MINHA VERDADEIRA VOCAÇÃO, POR ONDE COMEÇAR? A resposta é óbvia: PELO COMEÇO! Se eu não começar pelo começo, se eu não agir, quem fará por mim?

Eu ainda tenho muitos sonhos, muitos ideais, muitas metas... Vou seguindo uma de cada vez, passe o tempo, que eu quero seguir e que eu vá da melhor maneira. Já fiz muitas coisas: algumas deram certo, outras erradas... O que sei foi do que fiz e não do que deixei de fazer, esse caiu no futuro do pretérito.

Bom, enfim, cada um com sua linha de pensamento e postura de vida. A minha é assim: vou indo, um passo de cada vez. Acabei de descer mais uma escada. Agora, estou olhando para outras duas, para ver qual é a minha... É procurando que se acha, leve o tempo que levar. Como eu não tenho o mapa, entrego e me entrego a busca constante. Ah, e não quero dizer que: "melhor errar do que dizer que não tentei..." Existem coisas que estão na cara e erramos por teimosia... O aprendizado que isso traz é o arrependimento, na certa. Mesmo assim, ainda é tempo de resolver e começar de novo. Somos aprendizes da e na vida! Essa arte de viver! Que só se aprende vivendo!


Que cada um de nós componha sua história e que enxerguemos o dom de ser capaz e de ser feliz! - ops! Plágio, plágio, plágio! 

De qualquer maneira, a vida ensina, né Djvan, "que não se aprende a viver, senão vivendo entre o NÃO e o SIM". Então, "deixe-me ir preciso andar. Vou por aí a procurar rir para não chorar... Eu quero nascer, quero é viver", né, Marisa (Monte) - Composição de Candeia. É isso dá música:  A MÚSICA DA VIDA e cada um de nós tem a sua! 

E é por isso que me digo sempre: A DISTÂNCIA ENTRE O SONHO E A REALIDADE, E ENCONTRAR O CAMINHO CERTO DA VIDA É ESCUTAR - o coração - ACREDITAR - na voz da alma - E AGIR - a prática de seguir o que se houve do coração, que é dito pela alma. E só quem acredita ouve, mas, só quem ouve pode acreditar que é possível começar! Eu "vou indo, caminhando sem saber onde chegar..." (Herivelto Martins), mas, focada para chegar em um lugar, que apesar de não saber onde está, sei que está aqui: O MEU CAMINHO, A MINHA VERDADEIRA VOCAÇÃO.

PS - verdadeira vocação pode parecer redundância - e é, afinal, vocação é a nossa verdade -, porém, necessária, para ressaltar o que muitos de nós esquece.

Boa caminhada!

Só assim podemos DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, começando da base!

De volta ao começo!!! Onde tudo passa a fazer sentido. Onde o nada desaparece! Temos inúmeros caminhos na vida e várias maneira de caminhar, mas, um dia, encontramos, enfim, O ÚNICO caminho! A verdade! A vida!

Pat Lins.

terça-feira, 20 de julho de 2010

VIDA QUE ALIMENTA A VIDA - DO QUE, DE FATO, NECESSITAMOS PARA VIVER?

Acabei me rendendo e quebrei uma "regra" recente minha: comecei a assistir uma série antes dela ter acabado... Explico: como sou ansiosa, e, depois de toda mudança em meu ritmo e estilo de vida, deixei de "seguir" séries. Sim, sagas, sequências, trilogias e afins. Sou ansiosa e perder o "fio da meada" é terrível, para mim. Então, adotei a postura de esperar passar o tempo, o modismo ceder lugar e poder adquirir a sequência completa. Foi assim com Harry Potter - livros - e estava sendo assim com Crepúsculo. Mas, cedi  e fui assistir ao primeiro filme... corri à locadora e peguei o segundo - New Moon/Lua Nova. E, agora, estou em cólicas para ver o final... Como meu aniversário está chegando, penso em me dar de presente os quatro livros e saciar meu desejo de devorar cada um, porque já soube que se trata de uma obra muito bem escrita.

Mas, o que me fez escrever este post foi que, por trás do romance, que é a trama central da história, o enredo aborda temas profundos e nós nem nos damos conta, o que é muito bom. Como me diz Morgana Gazel - uma pessoa incrível e escritora talentosíssima - leia "ENSEADA DO SEGREDO" e veja porquê me curvo diante de seu jeito e ritmo de escrita, além da história instigante e surpreendente -: "o bom é falar sem precisar dizer..." E isso se dá quando conseguimos passar a mensagem sem o apelo "moral" direto. Através de atitudes coerentes e mensagens subliminares honestas. Pois bem, voltando a Crepúsculo e Lua Nova, me peguei refletindo sobre uma metáfora, chamada VAMPIRO. O que é um vampiro? O que é a vida eterna? O que é vida? Comer para viver ou viver para comer?

Na fala de Bella Swan - personagem principal da saga de Stephenie Meyer - numa cena onde ela está entre a "vida e a morte/'vida eterna'", ela pensa: "morrer é fácil, difícil é viver..."  e me peguei refletindo sobre isso. O quanto tememos a morte. Provavelmente, pelo fato de ser "mais" fácil do que a vida. Como gostamos de coisas complexas, viver é o caminho - risos. Mas, em Lua Nova, Edward Cullen - o vampiro do "bem" - em meio ao estudo de "Romeu e Julieta", diz "invejar" os "humanos", porque "eles" podem escolher viver ou morrer. Para Edward a "imortalidade" - que não é imortalidade...um vampiro pode "morrer"... e, perceba, não é novidade desta derivação de vampiros, mas, de todos que "conhecemos": eles precisam de "sangue vivo" para "viver', senão... O que acontece se um vampiro não beber um sanguinho? Boa pergunta. Drácula!!!! Me responde aê! - é uma prisão. Fica claro, ali, que o romance é só uma fachada. Por trás, uma maneira de falar sem dizer que nós, temos escolhas, assim como os Cullens - vampiros que só se alimentam de sangue animal/não humano - demonstram na saga, a opção! E, mesmo resistindo ao impulso, ao optar por um estilo de vida, temos a opção d viver algo melhor. Não quer dizer que tenham deixado desejar, mas, ao admitirem e reconhecerem-se como "assassinos" para sobreviver, controlam seus ímpetos através de envolvimento/círculo social favorável - um ambiente onde todos se entreguem ao mesmo propósito com honestidade. Eles não deixam de sofrer e sentir, mas, aprendem a determinar prioridades. E, prioridade, para eles, é deixar a espécie humana viva. Enfim, essa é uma grande lição. Um diálogo entre Bella e Carlisle, ele, médico/vampiro, fazendo uma sutura na humana/viva/viva, ela pergunta como ele aguenta. Ele demonstra muita calma, mesmo estando em contato com sangue humano quentinho e escorrendo pelos braços dela. Responde algo tipo: "quando a gente se conhece bastante, não cede tão fácil aos impulsos..." Não me recordo com clareza, mas, ele queria dizer, trazendo para nossa realidade, que não precisa ser um monstro para sobreviver. Ele deixa claro, mesmo sem dizer, que a escolha dele é seu estilo de vida e, depois de certo tempo de discplina e dedicação, os ímpetos se tornam insignificantes. Já não se precisa controlar, se é. CONSCIÊNCIA. AUTO-CONHECIMENTO.

Dentro desse contexto, vem outro aspecto: "a gente atrai aquilo que tanto teme ou é mero acaso?". A protagonista, sempre tímida e introspectiva, não parecia ser do tipo de que se machuca à toa. Pois, bem, como nosso inconsciente trabalha em outro nível, mesmo ela não temendo Edward, nem sua condição, ela sabe que ele é um vampiro e que ela está em meio a vampiros, algo lá dentro faz com que ela se machuce com cortes algumas vezes, a colocando sempre em "perigo" e testando as forças dos pobres sugadores de sangue, com certa frequência. Então, fica a reflexão: será que a gente atrai? O medo é algo tão poderoso que, mesmo racionalmente, não o sentindo, ele emerge? Ou, será que estamos sendo "testados" constantemente?

O que leva uma garota, simples, introspectiva, triste, solitária, relação familiar conturbada... se interessar pelo perigo. O amor é perigoso? Será porque exige que sejamos mais próximos de nós mesmos e tememos tanto isso que fugimos do amor - mesmo, volta e meia nos colocando em situações que nos levam a vivê-lo? O que levou um "homem" de mais de 100 anos - Edward - a se apaixonar por uma adolescente simples, pacata, quieta, tímida... a ponto de repetir que a "vida" dele só tem sentido porque ela existe? Isso me leva a crer que o amor tem seus desígnios e nós pouco sabemos sobre ele... Mas, Edward explica algo: "Tudo na gente (vampiros) atrai vocês. Nossa aparência. Nosso jeito de falar. Nosso cheiro... Vocês dão muito valor a aparência..." No caso deles, representam o amor acima de qualquer diferença. Mas, eles são sedutores de natureza, porque a sedução atrai a presa. É assim que os predadores se alimentam: atraindo a presa através de algo que desperte desejo. Somos perigosos para nós mesmos, porque nos entregamos pela previsibilidade. Característica humana. É importante sabermos a diferença da realização de um desejo e do caminho para a destruição. Não podemos ser escravos dos desejos. Bom ter uma meta, uma necessidade que guie.

E como lidar com a vida eterna, sabendo que ela não é eterna nem para os vampiros?

Para mim, além dessas e outras lições profundas que o filme aborda - por isso me remeti ao "ENSEADA DO SEGREDO", de Morgana Gazel, já que se trata de um romance com cunho psicológico, aparentemente leve - porque a história e a escrita têm esse ritmo - à frente e, através de atitudes e nuances dos personagens, percebemos, sem perceber, que aquela história diz mais do que está dizendo... toca fundo, num lugar que, muitas vezes, nem nos damos conta... nas emoções. Isso, de maneira honesta, pode desencadear uma série de mudanças e reflexões em cada um de nós. - voltando para a primeira frase, deste parágrafo: a mais importante foi a reflexão sobre a vida que alimenta a vida. Onde, os animais "selvagens" e carnívoros - me perdoem se eu estiver errada  e alguém me corrija, por favor - precisam devorar a presa viva.

Os vampiros, todos, bebem o sangue "vivo". E é a morte de um ser "vivo", em vida, que alimenta e mantém a vida - ou, sobrevida - de outro ser. Algumas vezes, de maneira brutal - sem comentários -, outras, por questão de sobreviência. E, aí, o filme/livro, dá outra dica: a gente pode escolher. Matar um "semelhante" - os vampiros são humanos que foram "mortos" para "viver" a "imortalidade". - é o mesmo que se tornar um assassino e, os Cullens nos ensinam que, mesmo parecendo que nossa vida dependa daquilo para "viver" ou "sobreviver", há uma outra maneira de sairmos ganhando sem detruir a vida de outro humano - mas, precisam de sangue e os pobres animaizinhos fazem esse papel legitimado por nós, seres "racionais", que nos alimentamos da vida de outro ser vivo... Ou seja, não precisamos sugar as forças vitais do outro para termos a nossa!
Uma vez, uma pessoa me disse que a necessidade do ser humano se alimentar era algo primitivo. Hoje, compreendo. As dificuldades são tão grandes, que, para nos mantermos vivos, precisamos de alimento. Para o alimento, necessário - quase obrigatório - verba/capital/dinheiro, direta ou indiretamente... Você pode dizer: podemos plantar. Mas, e os impostos sobre o imóvel e etc? E, para sairmos dessa condição de alimento como fonte de sobrevivência, precisamos de culturas mais voltadas para a divisão justa e, assim, podemos avançar. Quanto mais fome e sede, mais olharemos água para saciar necesidade física, em vez de o tanto mais que ela proporciona. Dentro dessa região onde ainda não saimos, somos como os animais "irracionais", que não vêm além de matar ou morrer. Ou, matar para sobreviver. Isso é sobrevida. Viver é ter todas as necessidades saciadas: horários e alimentos para as refeições; água para beber e consumir, como regar, gerar energia, tomar banho... Se não avançarmos, nunca evoluiremos e não sairemos da região mais baixa do cerébro. E, de racionais, só temos a generalização do termo, porque estamos, em nossa maioria, mais para reativos predadores, do que para seres RACIONAIS e inteligentes. Para alcançarmos a região da fronte, em nosso valioso cerébro, é preciso caminhar e comer muito feijão com arroz, tendo a garantia deles, em vez de ter a preocupação de como ter o feijão com arroz e o resto vem depois.
Até a imortalidade precisa de algo vivo que a alimente... O que isso quer me dizer? Vou refletir mais... Devo estar "surtando"? Bom, enfim, para viver, precisamos de VIDA! Para nossa inteligência: ambiente favorável. Creio que, na verdade, não estamos preparados para a imortalidade. Nossa mente não consegue sequer, imaginar o que isso venha  ser...

E, para nós, desejo muita vida que alimenta a vida! Não é só de alimento para o corpo que vive o homem, precisamos alimentar tudo que nos envolva: corpo, mente e espírito! Isso faz diferença. Ordem, zelo e cuidado. Isso contribui para nosso crescimento como gente, pessoa... seres VIVOS! Vamos nos alimentar de mais humanismo, para nos aproximarmos, um pouco que seja, do que se conceitua como SER HUMANO. SER VIVO! E vamos, proteger aquilo que veio muito antes de nós e que é nossa maior fonte de vida: a NATUREZA.

SÓ A VIDA ALIMENTA A VIDA! SÓ DA VIDA, A VIDA PODE BROTAR!!!

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! - amém!

Beijos,

Pat Lins.


quarta-feira, 7 de julho de 2010

NORMOSE - a doença de ser normal


Olha, esses dias estou tendo "sorte"... risos. Penso em escrever sobre determinado assunto e "puff" recebo um e-mail com um texto que diz o que quero dizer. Agora foi minha querida Brida quem colaborou. Obrigada aos amigos pelas sugestões. Aqui é espaço para reflexões e renovação de valores, portanto, sugestões e colaborações são bem vindas!

Segue o texto para nos deliciarmos:

NORMOSE
- a doença de ser normal -

"Todo mundo quer se encaixar num padrão.

Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.

O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento que 'exercem' tanto poder sobre nossas vidas?


Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

A normose não é brincadeira.

Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.

Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença?

Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude.

E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera.


Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.


Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.


E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.


Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes." (Michel Schimidt - Psicoterapeuta)

Apenas lembrar que cada um de nós pode DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

terça-feira, 6 de julho de 2010

"O insustentável preconceito do Ser"


O insustentável preconceito do Ser
                                                          Rosana Jatobá

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.



Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:


- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!


-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.


-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.


-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?


-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.


-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.


-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....


De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.


Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.

Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.

Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:

-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:


"O teu cabelo não nega, mulata


Porque és mulata na cor


Mas como a cor não pega, mulata


Mulata, quero o teu amor".

"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.


O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:

"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:


'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).


Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".

Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?

A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos", mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !

E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!


Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:


-Só podia ser loira!

Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:


- Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...


Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".


Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.

A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.


O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:

-Só podia ser mendigo!

No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:

-Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.


 PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos...

 
(Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo.)
Esse texto é parte da série de crônicas sobre Sustentabilidade publicada na CBN




...Difícil combater um inimigo disfarçado, né verdade?! É por isso que parecemos loucos, ao lutarmos, nem que seja através do mínimo esforço, por uma sociedade, por um mundo, por uma realidade JUSTA, baseada em respeito e igualdade. Mas, como sermos iguais, sendo tão diferentes? Só o respeito pode conseguir isso.

Engraçado que minha sogra me enviou o e-mail com o texto acima bem quando eu pensava em escrever algo sobre preconceito. Obrigada, Susana, por mais uma colaboração aqui! O que me despertou o desejo de falar sobre o preconceito tão aceito - sim, porque é fácil aceitar o preconceito e suas derivações, difícil é querer ser justo... aí, nós passamos a ser "chatos", "sem senso de humor" e/ou "intolerantes"... Só sendo um negro de pele negra para saber o que é o "repúdio" sem sentido a sua cor. Eu sou afro-descendente e, por mais revoltante que seja me deparar com o preconceito racial, eu não sinto na "minha" pele, porque ela, por uma questão de combinação genética, saiu mais clara... bom, mas, isso não vem ao caso. O preconceito e o ar de superioridade das "potências" econômicas, sim, é o poder econômico que dita as regras e "pinta" as cores a serem aceitas, de preferência, verdes como dólares... Em falando de Brasil, nós aqui do Nordeste somos constantemente discriminados, onde aceitar que existe "inteligência" além eixo sul-sudeste é questão de espanto... Ninguém para para ver a "origem" do "Brasil", este país que moramos e que foi "descoberto" através de práticas desumanas e aceitas, dizimando o povo que aqui existia como se fossem nada.

A cultura do preconceito é tão socialmente aceita que mês passado - junho - aqui no Nordeste tem um dia de feriado no dia 24, para comemorar o São João. Regados a festa, todo o Nordeste entra no clima de festejos, celebrações, reuniões, encontros e muita comida e bebida. É uma espécie de "Natal" ao som de forró, muito bolo de aipim, milho, "quentão", roupas descontraídas, fogueiras e fogos de artifício. O clima é mais alegrinho, mesmo ninguém sabendo muito a história da data e o que estão comemorando... Bom, questões bíblicas a parte, é muita festa por todo o Nordeste. O fato é que o dia 24 é feriado. A empresa que meu marido presta serviço é sediada em São Paulo e lá não é feriado. Logo no dia 02 de julho, comemora-se a "independência" da Bahia, portanto, feriado para os baianos. É sabido que feriados locais e regionais existem em cada Estado, município e cada um tem seu grande motivo: comemorar algum marco histórico ou data bíblica. Não entendo o porquê da piada que ele precisou escutar do colega da sede:

"- Eu queria morar aí na Bahia. É feriado todo dia!"

Quem dera. As pessoas acham que aqui é só carnaval. Mas, para conhecimento, a cidade para, sim, para receber toda essa galera que fala mal e depois vem se encher de "cachaça" e pular atrás dos trios, e, depois, durante o ano, seguem as micaretas e carnavais fora de época, Brasil a fora. Sim, no carnaval, muita gente aqui trabalha. Só é liberado quem está na região do circuito da folia, para a alegria de toda essa galera do mundo ser "bem recebida" e, depois, sair falando mal dos baianos... Quem está fora do circuito - que abrange todo o centro da cidade e adjacências, sendo a cidade enorme - só folga na terça-feira e metade da quarta-feira de cinzas. Fora os que trabalham na festa e durante a festa, fazendo a segurança e muito mais. Mas, baiano bom é aquele que só fala em "axé music", para propagar que a gente só vive de festa. e se fosse verdade? Que mal haveria? Eu já fui foliã, mas, faz mais de 10 anos que não vou a circuito da folia e, nem por isso, vou falar mal. Falo da falta de educação cultural de boa parte - e muito significativa - do meu povo, mas, tem muito mais de estereótipo. Pois sim, em outros Estados não há feriados em seus aniversários, ou datas históricas de lutas e vitórias? Isso precisa ir diminuindo. Cada vez que nos pegarmos propagando um preconceito, por mais banal que nos pareça, ele pode tomar proporções históricas e virar "padrão", bem como fogo em palha... só precisa de uma faísca para espalhar.

Vamos manter acesa a chama e vamos fazer nossa parte no movimento de DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, inlcuindo a nós mesmos!!!

Vamos refletir e agir, nem que seja aos poucos. Tomando consciência gradativa e dispostos a exercer o papel de "cada um fazendo sua parte".

Beijos,

Pat Lins.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"O TEMPO DE ESPERA" - BLOGAGEM COLETIVA


Olha, quando vi a proposta para blogagem coletiva no  "ENQUANTO ESPERAMOS", pensei em tanta coisa que não conseguia esperar, mas, não tive como parar para escrever... Minha mente desencadeou diversos pensamentos e maneiras de pensar. Fui para vários pontos em mim, tentando definir um foco. Foi quando tive mais certeza de que não sei esperar, já esperando...

Comecei pelo "MÃES NA PRÁTICA", falando da prática de toda mãe e nossa relação com o tempo de espera constante e eterno!

Mas, aqui, onde desabafo com frequência sobre minha busca no caminho do crescimento pessoal - em todos os âmbitos - , esperar tem sido minha máxima! Desde consolo bíblico onde "há tempo para todo o propósito debaixo dos céus..." (Eclesiastes), até o fato de, durante todo processo de espera a gente ficar mais focado no tempo de espera do que na espera em si, como oportunidade para planejar, aprimorar e, em alguns casos, curtir, enquanto não chega o desfecho da situação.


Então, decidi fazer o que estou fazendo: começar, começando... Sem esperar muito, porque, tenho pouco tempo e daqui a pouco, terei que parar... a rotina e os meus afazeres não param para me acompanhar e meu "esperar" fica num latejar na mente em forma de "vai acontecer, espere e verá/verei", em algum momento terei tempo com tempo.

Minha maior dificuldade em esperar - ou, saber organizar o tempo para espera -, falando de uma maneira abrangente, é lidar com a ansiedade crônica... Êta! Aí, o tempo de espera vira uma descarga de adrenalina e, quando se aproxima o momento de "concretizar", seja lá o que for, quando o tempo de espera está próximo ao fim, estou cansada e me arrastando, o que, muitas vezes, me faz "nadar, nadar e morrer na praia"... e o tempo de espera foi em vão... Então, me questino, qual a melhor hora para agir: durante o tempo de espera ou depois do tempo de espera? E como se calcula e/ou determina esse tempo?

Sempre estamos diante de acontecimentos, desde o nascer do sol, até o nascer do sol do dia seguinte... Portanto, sempre estamos no "start" de algum tempo de espera. Na verdade, a gente já nasce esperando: esperando completar nove meses, para sairmos da barriga da mãe; esperar a adaptação aqui fora; esperar cada fase de crescimento, mudança e transformação; esperar os dentes nascerem; esperar andar com firmeza, para "termos" alguma "independência - risos; esperar crescer e ficar adulto para fazer tudo "sozinho" - como se fôssemos capazes de realizarmos tudo sozinhos... até para virmos ao mundo dependemos que alguém nos gere e nos coloque aqui fora...; esperar concluir a faculdade; esperar receber o diploma; encontrar o primeiro emprego; esperar ansiosamente, pelo primeiro salário - quando é baixo, a gente já espera o segundo, o terceiro...; esperar encontrar "um (ou O, para alguns) grande amor"; esperar pela estabilidade finaceira/material para programar uma família - nesse quesito, nem sempre usamos o tempo de espera para programar... muitas vezes, esperamos juntos, mesmo e vamos esperando o ajuste durante a fase de reajuste desajustada...; depois, esperar as condições "apropriadas" - que nem sempre seguem a ordem que desejamos - para ter filho (s)... Estamos sempre no processo de tempo de esperar algo... inclusive a morte.

Vivemos o tempo de espera para nascer e para morrer e, nesse meio tempo, que chamamos de vida, vivemos vários tempos de espera para, depois que o tempo passa, percebermos que perdemos tanto tempo com tantas bobagens...

Determinar o tempo do "tempo de espera" nem sempre é tarefa fácil ou possível. Temos mania e apego ao relógio, para contabilizarmos e avaliarmos nosso sucesso em alguma ação. Na vida nem tudo é tão exato. Na verdade, no geral, a maioria dos acontecimentos nos pegam de surpresa, o que me leva a refletir que, após tanto esperar, quando concretizamos, muitas vezes, nem nos damos conta e somos pegos de surpresa. O tempo tem esses mistérios, aí, de nos pregar peças. Ele nos deixa acreditar que o estamos domindando, quando, na verdade, ele está seguindo seu rumo.

 Bom, esse tema me deu vontade de escrever mais e mais. Vivo, atualmente, mais um tempo de espera, onde espero retomar minha vida, conseguir me encontrar e descobrir uma maneira de superar meus desafios com mais leveza... meu tempo de espera se resume em viver a cada instante na expectativa do novo instante e preparando o terreno para a plantação. Já minha ansiedade está na preocupação com a época da colheita... Vários tempos de espera simultaneamente... Fora, deixar de me culpar pelo tempo de espera que já passou e nada fiz... Temos uma vida para aprender... O máximo que puder levar comigo, levarei... Sei lá o que vai acontecer depois que o meu coração parar de pulsar - ou, minha mente parar de funcionar... às vezes o coração bate, mas, a cabeça já foi (como a morte cerebral, por exemplo). Infelizemente, não será possível fazer com que as pessoas me vejam como sou, mas, aqui vai ficar um registro de meu processo de busca, para quem acha que me conhece, me conhecer um pouco...


Meu tempo de espera é diário. Algumas coisas que espero são concretas, outras subjetivas, outras tão abstratas que nem eu dou conta..., outras fantasiosas... Meu tempo de espera passa e gravita entre a realidade real e a realidade ideal. Eu estou, na verdade, à espera da harmonia entre todos os meus EU´s. Não. À espera, apenas, não, a caminho; trilhando... então, creio que essa fase sim, seja uma fase de tempo de espera e não de pura e vaga esperança.

Enfim, a cada dia alimento meu tempo de espera de DEIXARMOS UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! Amém! - risos.

E você, como calcula seu tempo de espera? Tem consciência de que vive, pelo menos, um a cada instante? Tempo de espera e esperança podem andar juntos? Tantas perguntas. Cada resposta pode despertar um novo tempo de espera, uma novidade a começar.

Bom, cá estou! Algumas coisas me dando conta de que já aconteceram... outras, por acontecer... outras, desejo que aconteçam... tempo e tempo para tudo... Agora, em muitos casos, só me resta esperar.

Agora, tempo de esperar a comida ficar pronta para almoçar com meu filhote! Meu tempo de espera o inclui numa realidade paralela a minha; uma vida que, por enquanto depende de mim, mas, que não é minha... ENQUANTO ESPERAMOS, vamos vivendo, refletindo, preparando e, um dia, agir!

Beijos,

Pat Lins.



domingo, 13 de junho de 2010

RAIVA E FORTES EMOÇÕES!!!

Para variar, em nossos padrões de educação hipócrita - e vai saber quando e porquê isso começou... - a gente é "ensinado" a "não sentir" raiva, porque é feio e as pessoas podem não gostar, fora que podem "achar" que você é louco e/ou uma pessoa má...

Sinceramente, não sei o porquê de tanto medo em assumirmos nossas emoções mais básicas - ainda que as fortes e desagradáveis, se elas existem mesmo?! Falar que não sente já sentindo é que é loucura.

Raiva é algo que explode, nos pega no susto, diante de um estímulo que toca naquilo que nos incomoda... talvez nunca saibamos o motivo que leva a despertar, mas, dá para gerenciar isso. Raiva é algo que quando você vê, ela já está. Só deixar passar, aí está nosso esforço saudável. Deixar ela ir. Negá-la só a alimenta e a mantém dentro de nós, nos corroendo: primeiro por nem sempre podermos extravasá-la, pelo medo, por tabu... por limitação e a "engolimos"; segundo, porque, se a gente não a deixa ir, ela vai se alimentando da gente.

Não me refiro a agressividade, exaltação, exagero... e sim ao simples fato de negarmos a raiva e sua explosão, bem como outras fortes emoções. Não levanto a bandeira para a arrogância, a falta de educação, estupidez... apenas me refiro a raiva, por exemplo, se alguém pisa em seu calo. Pois é, vai negar que o susto, a dor inesperada... vai despertar uma raiva? Mas, passados esses segundos iniciais de quem foi "pego de surpresa" - uma surpresa bem desagradável, mas, acidental - deixa ir e recobra o bom senso, a vida segue.

A gente precisa conhecer um pouco mais sobre nós mesmos e nos aceitarmos como somos - sem nos acomodarmos a essa verdade, do tipo: "eu sou assim mesmo. Pau que nasce torto, morre torto"... Isso é desculpa esfarrapada, até porque nós não somos "pau". Dói "pra cacete", viu?! Mas, é muito melhor se livrar desse peso e dor eternizada das permissividades destrutivas, como se negar, do que não ter a oportunidade de ser algo melhor. A grande questão é respeitar. Respeitar a si, ao outro, a todos e a cada um. Pedir desculpa. Não se aproveitar de querer mudar para descarregar nos outros, enquanto não se "ajeita internamente". Compreender que nem todo mundo pensa como eu, como você... cada um tem seu tempo, seu ritmo, sua história, suas referênciasm, suas verdades, seus desejos, seus anseios... cada um tem seu próprio mundo e coexistir é o mesmo que administrar as diferenças; equilibrar; é respeitar! É olhar daqui para frente e seguir. Fui uma pessoa estúpida até ontem, hoje, estou disposto a ser mais compreensivo, mais cauteloso com as palavras e expressões, sincero e honesto - completamente diferente de invasivo, inconveniente... Isso, também não quer dizer que vamos mudar como um estalar de dedos, nem que não vamos continuar errando e/ou cometendo outros erros. Somos eternos aprendizes. O diferencial é a disposição que temos para continuar o "aqui e agora" como lema e propósito de mudança.

Cada um de nós precisa aprender a lidar consigo, antes de tudo. Precisamos aprender a lidar com nossas emoções, não estrangulá-las dentro de nós, nem perpetuá-las em forma de agressividade alheia, machucando o outro com o "dom" da estupidez e arrogância. Ninguém pode se valer de ter uma vida mais sofisticada para pisar no outro e muito menos se achar melhor por conta de sua condição financeira. O respeito é condição primordial para a boa convivência em qualquer instância.

Sentir e viver a raiva é sentir e viver uma emoção ruim, mas, que faz parte da gente e não há uma controle rigoroso, ela existe em cada um de nós. Saber como lidar com ela é que faz a diferença positiva ou negativa. Tolerância, paciência, compreensão, respeito, são virtudes que estão dentro de cada um de nós, expostas de maneira variável - cada um tem seu grau - porém, todos temos o verdadeiro potencial de permití-las emergir. Engraçado, a gente aprende a fingir e/ou omitir a raiva por uma necessidade de "aceitação" de fachada; alegamos que as virtudes podem ser expostas e na verdade, na prática, colocamos toda raiva para fora, canalizada em diversos disfarces diários e dizemos estar exercendo as boas virtudes da paciência, cautela, calma e afins. Urge ou não, a necessidade de se fazer conhecer o que é cada emoção que EXISTE, quer a gente queira ou não, dentro de cada um? Precisamos ou não aprender mais sobre nós? É gritante ou não a necessidade de nos enxergarmos como HUMANOS, pessoas, gente, com um potencial infinito para o bem?!

A gente precisa aprender a ser gente. Eu estou cansada desse mundo de fingimento e aceitação às máscaras, às fachadas, ao superficial! Para mim, chega. Isso não é apelo para grosseiria. Isso é um apelo ao bom senso - o de verdade -, ao equilíbrio, à busca, à entrega e à disposição de querer ser e fazer mais por si e por esse mundão de meu Deus. Isso é querer dizer que sim, nós PODEMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - incluindo, cada um de nós, afinal, a melhor educação é a real, aquela que passa pela referência da coerência entre atitude, pensamentos e palavras!

Mania de temer o que é inevitável e que existe dentro da gente. Mania de temermos a nós mesmos. Mania de querer ser o que não é para agradar e gerar uma sequência de infelicidade em nossas ações. Mania de não perecebermos que mesmo negando, continuamos agindo e fazendo, justamente, aquilo que negamos, como se apenas falando que não é, a situação por si só se transformasse. Ingenuidade ou idiotisse? Essa é uma grande dúvida que carrego: sou ingênua ou idiota, por também agir assim?

Tudo é um processo. Mas, o esforço diário e o fato de estarmos dispostos, hoje, a fazer diferente e mudar é que conta. Cada dia de vitória - principalmente, as pequenas. Essas são poderosas. Incrivelmente, poderosas. - é uma soma positiva em nosso grau de mudança. É um ponto de fortalecimento para mudarmos o mundo. E, se no final o que vale é a soma de tudo, cada pontinho se transformará numa plenitude. A salvação de nossa espécie é descobrir o poder da união. Nossas imperfeições existem, mas, cada movimento de melhorar, somado a outro movimento - o meu, somado ao seu, somado ao dela, somado ao dele... - alcança a perfeição da busca e do processo de transformação para o bem.

Não precisamos negar nossa essência, precisamos conviver com ela e dela tirar o melhor que há em nós, sem fingir que não existem sombras - o "mal" - dentro e fora de cada um e de todos nós! Precisamos falar mais abertamente sobre as coisas boas, incluindo assuntos pesados, na intenção de transformar, porque isso é bom: transformar o "mal". Só tendo consciência, conhecendo, é que podemos mudar. Só se transforma o que se sabe, o que se vê, o que incomoda.

Vamos aprender a tirar mais proveito de nós mesmos!

Pat Lins.

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