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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Simplesmente: Vida!

Imagem: Felipe Rocha (Tipo Bilhete)


Ultimamente, a Vida tem me feito parar (sem parar... bem verdade isso e "é verdade esse bilete") para refletir, rindo e sentindo, através de situações e circunstâncias nada (e olha que minha vida não é lá muito convencional, mas enfim...) lógicas. Já entendi que algum sentido há, porque, assim que aceito em mim (por enquanto, ainda sendo vencida pelo cansaço diante das quedas e coices) que é o que é e tem que ser assim, goste eu ou não, acabo vendo e positivando e isso me renova de um jeito, que a ressignificação é instantânea (até tentei escrever imediata, mas não veio... é instantânea, "mermo").

Nã, nã, nã, nã, nã, não! Não é milagre, é realidade. Tudo permanece absolutamente igual, mas, parece que faz um recorte e eu sou puxada para dentro desse lugar em mim que é "magavilhoso" e, mesmo com meu corpo ainda reclamando ou minha mente relutando em aceitar a realidade e resmungando horrores, sai esse bendito sorriso que me ilumina por dentro, me aquece a alma e me faz ficar feliz! Sim: F E L I Z! E, quem me acompanha de perto, sabe que meus desafios diários não são nada gatinhos, são vários leões por dia que essa leonina doida precisa enfrentar e lidar! Mas, é o que é - reclamo, sim, viu e muito! Agradeço, mas requisito, também! Ora, essa!

Acho que quando a gente mergulha na gente, de fato, não muda nosso externo, não param as intempéries, não deixamos de ser oscilação - quem não?... - e não acontece um milagre imediato, mas com a continuidade do processo, a gente aprende a respirar - ainda que após ter ficado ofegante por cinco minutos - e liberar! Ainda somos rompantes repetentes! Ahh, quem nunca? Até perdoo, mas em alguns casos, perco a confiança... e deixo de conviver... julgando menos, mas ainda julgando, só que entendendo que manter distância é saudável (lembram da minha DS? Pois é... me salva tanto!). Esse é o pequeno grau de consciência que consigo ter, naquilo que, mesmo compreendendo, ainda não sei ou não consigo ou até não quero, lidar. Nem sempre direciono minha força/energia para solucionar algo que não identifique como prioridade no momento.

Mesmo assim, existe um sol interno que me diz: "todo mundo pode sentir isso! Todos nós somos brilho por dentro! Aceite-se e brilhe-se! Por você, para você, em você, com você! Seja: V O C Ê!". E, depois desses alertas, isso tem acontecido! Me sinto solar - ainda que seja naquele dia que quero derrubar o mundo, de TPM ou estressada mesmo - vem esse bendito brilho e esse negocinho no meio do peito que diz: "hello! Pode fazer e ser diferente? Pode fazer melhor? Faça! Seja-se!". E me deixo envolver e me sinto preenchida e envolta e dá uma vontade de dizer para todos: "gente, o negócio tá ruim, mesmo, mas, dentro, vamos ficar bem!", dá vontade de falar coisas boas, elogiar, levantar a moral de todo mundo!!! Dá vontade de ser o BEM, fazendo o BEM!

Olha, não vou dizer que isso é um processo fácil e bonitinho não, hein! É pesado, porque vem cada situação problema que misericórdia! Coisas se abrem e fecham na mesma hora... um teste de maturidade e paciência. Derrapo em tantos e me refaço! Mas, é esse o ponto: o "refazimento"!

Refazer-se! Essa é a questão! Se eu me predisponho a sair da zona de conforto - ainda ensaio sair daquela, bbeemmm lá no centro, no miolo, no cerne da questão... chego lá, tô no caminho retirando as casquinhas, camada por camada, sem pressa, no Tempo e em meu ritmo... pode mandar correr, falar que tô atrasada, nem me toca, quem sabe de mim sou eu!

Aos poucos, com muito pouco, minha energia muda e se firma onde vislumbro e me determinei: em meu centro, sem ter que me achar egocentricamente "o" centro... sacou?! Existe um trabalho paralelo, aí! Estamos dualidade, não posso negar! Lógico que se centrar e se sentir o centro andam juntinhos, ali, um no extremo do outro. Mas, o reconhecimento faz com que a harmonia se faça - um dia, unicidade, por enquanto, equilibrando-se na dualidade!

Apois, é isso! Não tinha nada específico para dizer não, mas quando abri meu insta e vi @tipobilhete com a mensagem lá no alto, abri um sorriso e lembrei da importância de proliferar coisas boas! Sorri, fotografei o dia e registrei em minha tela mental: o que eu quero para todo meus "hoje"? SORRIR: ter e ser motivo para sorrir! Afinal, todos os dias, diante de um empecilho externo, internamente, já está ativo meu sistema de autodefesa em forma de reflexo solar e vem de fora, também, um monte de coisa que reforça positivamente, diluindo todo "mal" que foi instituído ou me atingido.

O lance é se permitir recuperar e sair de onde está! Ficar alimentando medo e raiva leva alguém a algum bom lugar? Não muda o outro, muda a mim! E, quando a gente entender que é isso que importa e que isso é o começo, não o fim, cada um se cuidando e importando consigo, serão muitos em busca da cura pelo amor próprio e assim: attraversiamo!

Saudações com muito sorriso,

Pat Lins

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A CORTINA DO POUCOS SABERES E MUITOS DIZERES

Imagem: http://naftalina.newsevoce.com.br/2015/04/os-misterios-do-universo-materia-escura/ 

Desde que nascemos, somos ensinados a aprender. Aprender o que? Espero conseguir explicar o que me ocorreu. Ao menos, uma parte, creio conseguir... Pois, aprendi que não podemos falar sobre tudo, até porque, tudo é algo muito maior do que supomos... é uma simbologia de infinitude dentro da nossa finitude. Entende?! Pois é... 

Nos ensinaram o que aprenderam, como aprenderam, e o que aprenderam do que lhes fora ensinado, como lhes fora ensinado e com uma pitada de "era assim que eu queria, pois é assim, que quero... e vou passar para você, te passando a responsabilidade de ser o que não fui, sem ser você mesmo, pois isso assusta aos demais e eu também não sustentaria te ensinar a ser você, porque eu, também, não sei ser eu... então, seja um quase eu, do que quase fui, através de um outro quase eu que me ensinou a quase ser quem deveria, mas me tornei quem sou... não Sendo quem Eu Sou.". Sempre - leia-se esse sempre como 100% do tempo que identificamos como o tempo até aqui e agora... facilitou?! Espero que sim!

Pois, nesse sempre - que já entendemos o que representa, por tanto, estabelecemos um símbolo de entendimento nosso, aqui, no Aqui e Agora - já existia alguém passando os símbolos para os "novatos" - me pergunto: quem ensina, deixa de ser "novato", na vida? Hummm... Vamos lá. - do que aprenderam, através dos que os ensinara - não vou repetir essa roda - que, dentro daquele núcleo, era assim que todos devem se portar e COMportar, para que ninguém pense nada errado de você - leia-se que o medo real, imagino eu... minha opinião, seria: "para ninguém pensar errado de mim" ou "para que saibam que fiz o certo, te passando o certo e fazendo você dar continuidade a ESSE certo, que é o que aprendi, dos que me ensinaram e que continua, então, está certo!". 

Portanto, já nascemos com um símbolo estampado - ou que nos estampam - de que "TUDO É PROIBIDO!", e "tudo é permitido, desde que esse tudo seja o tudo que nos ensinaram, daqueles que foram ensinados, por outros que foram ensinados... Nossa! Quantos "ensinadores" e quantos "ensinados". Estes, por sua vez - que são todos, inclusive os que ensinaram... - anseiam por se tornarem "ensinadores", para sair debaixo dos que ensinam... Oh, liberdade de ser quem não se é... fingindo-se ser um ser que não é, mas poderia ser. Isso que é futuro do pretérito, viu?! Por falar nisso, nos ensinam tantos códigos, símbolos... mas ninguém pratica corretamente. Se fosse fácil aprender e ensinar a aprender, ao menos, falaríamos corretamente dentro dos símbolos verbais que nos ensinam aqui... Mas, pouco entendemos, porque pouco desenvolvemos além do que nos ensinam e falamos, escrevemos, pensamos, agimos... TUDO errando, sem querer aprender, porque não identificamos como problema o problema da burrice que nos assola e envolve. Assim, aprendemos o gerúndio, para viver indo, indo, indo, porém, vindo, nada! - escutei isso há uns anos, num espetáculo teatral, chamado "A Bofetada" e nunca esqueci - e aprendemos o futuro do pretérito, sem saber bem o que ele quer dizer. Quando falei, certa vez, a um aluno: "futuro do pretérito é aquele tempo que seria, mas não foi, antes de ser" - Não. Não sou professora de português... Mas, de Comunicação e comunicação é interação entre o dentro de mim ao externo, para que entre no outro e ele externalize o que lhe passa por dentro ao externo e eu possa compreender... Por aí. - Pois, voltando ao aluno: ele me diz: "era só isso, pró?! Nunca me ensinaram tão simples assim!" e eu, simplesmente emite meu modo de pensar: "simples assim!". Pois, voltemos mais, voltemos ao tempo que seríamos, mas não somos, porque deixamos de ser antes de ser...

Retomando os símbolos, tenho que encurtar. Resumindo: todo símbolo só faz sentido se houver uma correlação a algo compreendível. Se eu te ensino que A é a, a letra que conhecemos como primeira do alfabeto, vogal ou artigo... é porque nos ensinaram o som, a imagem e nos ensinaram onde e como deve ser utilizada. Correto? Pois é... só é possível DECODIFICAR - e a ideia é essa, precisamos estar como decodificadores - trazer esse símbolo para o entendimento, ou aprendizagem, se ele fizer algum SENTIDO dentro de nós - lugar onde o "ensinador", aquele que parece nos ensinar com dor... creio que dor pelo que sabe que deixou de ser e se enfraqueceu diante do tempo, e esqueceu, por não aceitar ou lembrar... do Tempo, que é do eterno... PS - adoro reticências... nos deixam subentendido, tipo um símbolo, um código de que não se encerra aqui... 

Pois sim, para aprofundar sobre o entendimento de símbolos, signos, significados e significantes, Saussure - um link bem didático que achei, porém, bem básico, também: http://www.infoescola.com/portugues/linguistica/ . Ou pesquise sobre linguística, semiologia, semiótica. Vamos adiante, pois, aqui, chego no cerne deste post - aliás, todo o post é um cerne dele mesmo...

Minha maneira de compreender - sim, pois mesmo pensando assim, a e em mim não faz sentido... - as brigas religiosas:

As religiões brigam porque querem mostrar que a sua decodificação - e criação de novos símbolos... - dos símbolos naturais é mais próxima da realidade do TODO que os outros. Lembra do "tudo" que combinamos lá em cima? Vale aqui, também... Só que, cada um de nós é capaz de compreender um pouco desse TODO UNIVERSAL, um ínfimo pouco. No máximo, compreendemos essa parte do TODO, dentro do todo que nos ensinam e nos fechamos como 100% do tempo e espaço que nos condicionamos e nos condicionam estar - não viver!

Imagem: http://www.psicologiamsn.com/2014/03/o-conceito-religiao-pensamento-de-carl-gustav-jung.html  
A questão das discórdias religiosas, ao meu ver, está no ego inflado daqueles que captam, percebem, são mais sensíveis, se conectam, vibram... numa capacidade de consciência e entendimento de algo além do "aqui e agora". A esse "algo", chamamos de sobrenatural, em geral. E, em geral, esse sobrenatural tem um Criador, ao qual denominamos Deus, como um título, um símbolo de que nesse "algo além do aqui e agora" existe um "algo eterno", que já existia antes d´eu existir, antes dos meus pais existirem, antes dos meus avós... antes do antes que conhecemos antes de nascermos.

Pois é, as brigas, as religiões que se desmembram - nada aqui é crítica pejorativa... apenas constatações do meu EU diante do cenário que estou vivendo e convivendo - as religiões que surgem... Bem fez Jesus, que NUNCA teve religião. Ele, Ele mesmo aceitou-se como templo vivo. E a gente NUNCA entendeu os símbolos de libertação pela clareza das Suas ações, onde não havia mistério algum. Tudo era. Ele era, fazia e falava. Nós, povo burro, ouvimos, através dos ensinadores - sim, aqueles mesmo, que ensinam com dor, com a dor de viver com medo de ser feliz, de SER LIVRE - que foram ensinados por outro ensinador como ele - é! Somos todos iguais em nossa burrice! Aprendemos e ensinamos: burrice! - que Jesus pregava isso e aquilo. Porém, muito porém, não aprendemos a REAL e VERDADEIRA LIÇÃO do VERDADEIRO MESTRE - ao menos, foi o símbolo que nos passaram sobre aquele tempo... - Onde Ele não era um ensinador. Ele é um mestre. Todo mestre reconhece a maestria em seus seguidores. Pois, cada um de nós, É também, parte do TODO DIVINO.

Vivemos por trás de uma cortina - que já endureceu e se transformou em outra matéria forte, dura e densa, tipo um concreto que não suporta viver a realidade concreta... E, dentro dessa muralha firmada, vive-se na dureza, na sordidez, numa falsa moral e na falta de bons valores. Vivemos numa dimensão criada e induzida. Vivemos de ilusão e falsidade. E a isso, chamamos "verdade!". 

Dentro dessa "verdade" criada e estabelecida como código da nossa realidade, alegamos saber de tudo, pois, lembra do tudo? Pois é... Tudo o que sabemos até aqui compõe o nosso todo. Todinho, tadinho de nós! E quantos dizem saber mais do que nós? E quantos de nós dizemos saber mais do que os que vêm depois de nós? Tudo - o 100% do tudo que vivemos até aqui e agora - faz parte de crenças e valores que compõem nosso âmbito social; são características da nossa cultura social, ou seja, dos hábitos que representam um povo, um grupo. Um! Não O TODO. Apenas o todo do um que fazemos parte até aqui e agora.

EXISTEM DIVERSAS MANEIRAS PARA DESPONTARMOS A CONSCIÊNCIA E ALCANÇARMOS O CONHECIMENTO! 

Somos tão experientes! 

Pergunto: experiente em quê?

Pergunto: QUEM EU SOU?

Percebe? É por isso que as brigas se instalam, que a discórdia se prolifera: ninguém quer ter o trabalho, o esforço de ir além do aqui e agora. Medo! O medo nos torna mais agressivos. Então, vamos criar um clima de tensão. Povo tenso não pensa. Não pensar... é um perigo! Pior, pensar que pensa... E quando pega fogo? Explode toda a estupidez que o saber que nada saber nos fora ensinado. Saber que nada sabemos é a maior sabedoria! TUDO podemos aprender, porque TUDO podemos ser, porque do TODO viemos, do TODO somos, o TODO compomos!

Vou parar por aqui. Não falei tudo... Mas, esse pouco, é apenas um pouco do pouco que compreendo, como compreendo. Só mesmo para fazer um alerta: SEJAMOS!

Simples assim: EU SOU!

Pat Lins.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A SABEDORIA É HUMILDE, NÃO POBRE!


Pois é... para quem acha que tudo está escrito na ciência, ainda temos muitas páginas em branco a escrever...

Saber muito é uma coisa, sabedoria... é outra!

Pat Lins.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O SER PERECE PARA IMORTALIZAR!



Só vejo as pessoas julgando; condenando; andando cheias de nós pelas costas; imaginando; fingindo; culpando; cobrando... pouco vejo se doando, mudando, se transformando, compreendendo, perdoando, se abrindo, evoluindo. 

Interessante é que, a maioria, só se vê como vítima e diz: "eu não!". 

Somos tão tolos e tão pequenos! Eu também, sim! Me acho melhor do que ninguém, não. Problema é que me veem como querem e me idealizam assim... infelizmente, isso não é comigo. Eu sou muito mais do que você pensa e muito menos do que você imagina - frase que falo e repito aqui.

Podemos ser tão maiores, tão melhores!

Amor não se cobra, não se mede, amor se vive. Se é para se doar, se doe. Esperar e cobrar do outro só vai aprisionar na dor. 

O movimento do amor é livre e libertador, não se preocupa se você faz festa em seu aniversário; se compra presente de natal; se dá presente a mãe no dia das mães; se presenteia o pai no dia dos pais... isso se chama comércio e consumo. É certo ou errado? Não é essa a questão. O que conta é a construção diária da relação. Esse glamour que se faz em cima de "quem dá mais", nunca foi movimento de amor. Eu amo e pronto. O amor não tem rótulo. É. Apenas: é! Doação de amor é mais do que falar e exigir do outro - cuidado com as máscaras dessas cobranças... você pode até se enganar, mas quem recebe entende e se sente cobrado. No amor não existe jogo, nem estratégias. Mentirinhas e joguetes são para as pessoas vazias. Me entristece ver esse vício em mais pessoas do que gostaria de ver e perceber. E, com nomes diversos, alegam que não fazem e se sentem injustiçadas quando passam pela mesma coisa. Tem trave no olho, não? Melhor tirar.

Vejo tanta gente azedando por não se amar. Vejo tanta gente azedando por julgar, cobrar, condenar, exigir mais do que tem para receber... isso só traz dor e sofrimento para si e para os outros. Daí, o outro vai embora e, diante da dor, ainda leva a culpa... A gente não perde o que não nos pertence e o que nos pertence, mesmo? Tudo é perecível, até nós mesmos. A gente perece para imortalizar.

Perde tempo, não. E não é terminar de ler e dizer: "me identifiquei! Penso assim, mesmo. Quanta gente por aí julgando. Fingindo que doa amor! Fingindo que ama!", depois, sair por aí julgando A, B ou C porque fez uma coisa que "se fosse eu, não faria!"... Chega de hipocrisia, chega não?

Ao escrever este post, pensei em mim mesma. Olhei para mim mesma. Li a mim mesma. Preciso mudar a mim mesma. Estou tentando retirar a trave do meu olho, irmão, para poder ver limpa e puramente. Enquanto todos querem se sujar e igualar, eu, comigo mesma, vou me limpando. No mínimo, respeito a mim mesma; no máximo, respeito a mim mesma!

Todos temos problemas e motivos para entrar em pânico. Mas, temos também outros tantos motivos para não surtar e manter o foco na alegria! 

Celebremos a vida, vivendo melhor, cada dia!

Ai, cansei. Se avaliar cansa, dói... mas, liberta, alivia, abre para o novo!

Um lindo novo ser para você! Sinta-se bem! Sinta-se! Bem! 

Pat Lins.

PS - Se concluir a leitura se sentindo melhor do que os outros e dizendo: "Nossa! Eu não sou assim!", sugiro que leia e releia novamente... até sentir, límpida e puramente: "Eu posso ser melhor!".


terça-feira, 2 de setembro de 2014

A VIDA É VERBO - TEMPO DE SER E ESTAR AQUI E AGORA!


Pessoas especiais, quando, por conta desses motivos da vida, de cada um ir para um canto, não deixam de ser especiais em nossas vidas. Um dia, a gente entende que a necessidade da presença física é coisa da nossa mente limitada. Consequentemente, nos apegamos, nos sentimos presos e aprisionamos. 

Daí, a vida chega e diz: "êpa, né assim não, meu bem! Né assim que a banda toca não" e dá a nota e dá o tom e a gente, que "sabe de nada", resiste em apenas escutar a música e deixar o corpo embalar no ritmo, no fluxo, no caminho! Pessoas especiais, sempre são especiais em nossas vidas, estejam onde estiverem!

Aos poucos, esvaziando, vamos nos tornar - não como passe de mágica e extremamente - diferentes, no sentido de melhores, à medida que aceitamos o tempo presente, o AQUI E AGORA! 

Perdeu a paciência ontem - bom, lembrando que ninguém perde aquilo que não tem... né? -, vai ficar preso à crítica e ao medo de seguir em frente, se aprisionando e se punindo pelo que fez? LIBERTE-SE, JÁ! Reconheço que fiz. Reconheço que me incomodou. Reconheço que não me contive, porque não é para se conter, é para fluir e fluir é verdade; verdade é consciência! Seguir a consciência é fluir, é dançar a dança da Vida, na cadência do Tempo de ser e estar, conforme a Natureza do Ser! Ninguém tem o direito, nem o dever, de condenar ou ser condenado sem ter a liberdade de, hoje, agora, escolher fazer o novo, fazer melhor ou melhorando.

A vida é gerúndio, vai acontecendo, enquanto estamos aprendendo e vivendo. O Tempo é gerúndio, vai guiando e passando, permanecendo e renovando. A Natureza é gerúndio, está sempre plantando, germinando, nascendo, transformando!

A Vida é Tempo infinito! No infinito contínuo que é o AGORA!

EU SOU VIDA! EU SOU LIBERDADE! EU SOU LIVRE DOS PENSAMENTOS, CRENÇAS E VALORES RESTRITIVOS E PARALISANTES! EU SOU!

Eu Sou Pat Lins!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

SONHOS E ESPERANÇA

 
Os sonhos, eles são, são sim, o alimento da alma! Eles nos abastecem com esperança.

A esperança nos levanta, mesmo diante daquilo que sentimos e chamamos de frustração ou do fracasso. Ela nos leva a querer levantar e ir em busca do sucesso, colhendo tudo o que passamos e deixamos caídos pelo caminho, plantando como sementes de aprendizado. Deles, novos frutos saem. E seguimos o caminho do aprendizado: aprendendo.

A vida é o caminhar. 

Viver é sonhar, planejar, chegar lá e continuar!

Aprendendo a começar a aceitar mais... sonhando, resgatando os sonhos de infância!

Pat Lins - sempre em nova fase.



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

SABER LIDAR - LIBERTE-SE DE MIM!



Fico intrigada com uma coisa: a gente só vê o nosso lado, como sempre falo e esquece que a gente é "o outro" para outro "eu" próximo.

Assim, pensei:

Se a gente levanta a bandeira para ter o espaço respeitado e o direito de se afastar de quem a gente não tem afinidade e/ou não sabe como lidar com a pessoa, o outro também pode se afastar da gente, com a mesma justificativa em si. Ou seja, todos têm o direito de ter ao seu redor quem some com o seu crescimento. E isso não nos torna vilões, apenas pessoas e pessoas são diferentes, pensam diferentes, agem de maneira diferente e sentem de maneiras diferentes.

O se afastar, em si, não quer dizer: "você é mau". Apenas: "não sei lidar com você." e pronto. Mas, precisamos aceitar, também, quando nós somos o outro para alguém...

Todo mundo tem o seu tempo, espaço e ritmo. Alegar que "Ah, mas eu tenho mais consciência" já denota que não tem tanta assim... o aceitar não julga, apenas aceita - o aceitar vem no respeito e no entendimento.

Bom, se dói ou faz sofrer, aí, é com a gente, quando a gente é o ser a ser afastado e com o outro, quando o outro é o ser a ser afastado.

Ninguém se iluda... enquanto não soubermos lidar conosco, o outro sempre será o alvo mais fácil! Sempre estamos apontando para alguém e sempre estamos sendo apontados. Tudo depende da referência... sou legal para uns, e uma chata para outros. A DS é isso, também... eu vivo dizendo para os que não sabem lidar comigo: "Nem eu sei direito... liberte-se de mim! Siga seu caminho na paz!". O que não vale é viver de embate. É isso que faz da vida um combate. É isso que pesa: o não se aceitar.

Né simples?!

Pat Lins.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DE DAR IMPORTÂNCIA EM SE COMUNICAR (BEM)

Imagem: Google - http://lusophia.wordpress.com/2010/12/06/a-cosmogenese-criacao-do-universo-por-vitor-manuel-adriao/

"Nossa linguagem incorpora um sem-número de pressupostos. O receptor não tem necessariamente a mesma pressuposição do emissor" 
(Princípios da Comunicação pela PNL)

Tem muita gente precisando aprender isso... porque nem fala e quer que o outro entenda. Muitas pessoas pensam - se é que chegam a usar o raciocínio em algum momento e pensar... - que basta "pensar" na mente que do lado de fora todo mundo já sabe... Pretensão, arrogância, falta de respeito, egocentrismo e dificuldade de aceitar que existe "o outro", esses são alguns dos grandes empecilhos no estabelecimento do entendimento, do diálogo efetivo.

Ao falar, a gente precisa ter cuidado em objetivar. Imagina quando só se fala na própria cabeça - em meio ao emaranhado de informações que se processam ali, no âmbito mental e imaginário... - e quer que o outro adivinhe e acerte?! Daí, pessoas empáticas, aquelas que conseguem se colocar no lugar do outro, entendendo a sua dificuldade e, com isso, desenvolve o CUIDADO em falar de maneira que o outro entenda, conseguem impor - sem o peso da palavra - essa necessidade de entendimento/comunicação, onde eu falo e você entende o que eu quero falar, estabelecendo a troca/diálogo como única maneira de entendimento.

Para tanto, há de se ter cuidado, inclusive, em se esforçar, enquanto receptor - considero que somos emissores e receptores ao mesmo tempo, afinal, quando eu falo, eu emito, mas, num diálogo, após eu emitir, o outro há de emitir, também, e eu passo de emissor a receptor - para calar a boquinha do pensamento tagarela e escutar o que a pessoa que fala, está "falando" (no gerúndio - ação acontecendo), para entender o que ela fala. 

Gente, cada cabeça um mundo e alguns mundos precisam de informações precisas - ao menos os mundos que se importam em interagir. Os que não enxergam essa relevância na precisão dos dados carecem, também não sabem se expressar e não têm paciência - nem humildade - para assumir que precisa de tempo para entender e assimilar. 

Diante dessa arrogância de se limitar a apenas o que sabe e não desejar saber mais, aprender mais, sair da zona de conforto (lugar mais chato, para quem quer ir além dessa normose doentia), a ignorância é camuflada por um falso entendimento, demonstrado com um menear de cabeça, como quem diz: "tá! Tá! Já entendi... adiante...". Essas pessoas não querem escutar e dizem: "Fale rápido!". Porque o querer saber mais passa pelo fato de se assumir que não sabe sobre aquele assunto, como se todos tivéssemos que saber de tudo... E o querer aprender é estar aberto, é considerar que existe mais do que "sei" e sempre haverá esse "mais do que sei". É aceitar as diversas diferenças, as DIVERSIDADES. Ou seja, não quer entender. Ou seja, não vê importância em interagir. Ou seja, não sabem interagir. Ou seja, são grandes barreiras e bloqueios para o entendimento, proliferam o descaso e criam um ambiente inóspito, onde apenas essa pessoa fala e todos acatem, porque essa pessoa não sabe a importância de TROCAR. Ou seja, fica tudo mais difícil e truncado.

Pois é, para se expressar BEM - apesar da redundância enfática, senti a necessidade de colocar o "bem", afinal, tem gente que emite uns sons, algumas palavras emboladas e jura, que estão se comunicando... sem se ocupar com o como o receptor está recebendo a informação -, há de se entender a importância de FALAR, OUVIR, TROCAR: DIALOGAR/INTERAGIR.

Por isso me preocupo com essa era da informação tão sem informação. Todo mundo se atualiza em sites e veículos de comunicação que precisam CRIAR notícias para manter a audiência e CRIA o estilo de vida que pensa que está informado. Ninguém quer ler ou ver "notícia" velha, e "velha", basta ter sido expressada... alguns segundos depois, está "obsoleta". Isso é preocupante. Ninguém se preocupa com a FONTE, a origem da notícia: de onde veio, quem falou? A credibilidade não importa. A RESPONSABILIDADE com o que vai ser divulgado, não importa. O que importa é falar qualquer coisa, desde que  a boca se movimente. A "era da informação" mais parece a era da fofoca e das atrocidades, criando a imagem de um mundo sem esperanças... Sem esperança, sem vontade de ir além, sem vontade de querer fazer algo novo.

Pois é, cada cabeça um mundo e todos devem ser considerados, para serem entendidos. Onde está a importância em dar importância em se comunicar BEM.

Pat Lins.

sábado, 23 de novembro de 2013

CERTAS COISAS...


Ah, entendi... coisas acontecem para que outras coisas possam acontecer. 

Não foi à toa que fiquei sem voz por uma semana - e ainda estou meio rouca. 

Calada, vivo com ainda mais intensidade... escrevo com muito mais alma. Só me resta ouvir a voz que vem de dentro, fantástica, sensível, reflexiva, ponderada... e escrever simbolicamente, figurativamente, ludicamente... para tocar meu coração e minha razão e, assim, me transformar. Adoro viver inspirada. 

Estou aprendendo... Estou aprendendo. Estou aprendendo!

Uhu! Até dormindo, os sonhos me dizem o que devo fazer. Coisa linda é viver!

Tenho escrito pouco nos blogs, mas não é descaso... estou me disciplinando - escrever requer determinação, dedicação, além do talento, e disciplina, ainda mais em meio a tanto afazeres diários, à rotina - e adentrando ao mundo literário. Assumi esse compromisso no dia em que comecei a escrever aqui: me escrever, me ler, me ajudar, me resgatar... me transformar! Tanto que o blog já mudou de nome 3 vezes e, por fim, encontrei a real identidade, vivendo aqui e agora, plantando e colhendo aprendizado na prática, no dia a dia, no "a cada segundo". Construindo pontes entre as paredes e muros que construí.

Pois é, já, já, novidades...

Pat Lins.

sábado, 21 de setembro de 2013

COBRADORES E COBRADOS


Temos tanto, mas tanto a prender vida a fora e vida a dentro, que nos angustiamos por nada, pela crença ilusória de que seremos mestres de nós mesmos em 1 segundo.

Aprendemos algo hoje, pronto, estamos prontos e preparados para o que der e vier, porque já somos experientes e calejados...

Eu penso assim: na vida, a gente faz nossas escolhas e isso quer dizer assumir que vai abrir mão de algo/alguém. Esse algo ou alguém, pode se sentir, até, desamparado, abandonado... a depender de como fazemos, de como conduzimos e do quanto ele está preparado para encarar e aceitar suas próprias escolhas, bem como ter maturidade e força - ainda que sinta a dor - para respeitar as escolhas do outro.

Ou seja, em vez de nos sentirmos cobrados e cobradores - devemos olhar e nos olhar em várias direções, porque sou EU para mim, mas sou OUTRO para outro EU, além de mim e por aí segue para todos e cada um de nós - devemos nos ver e ver o outro com olhos mais compreensivos. O que não impede de humanamente passarmos pelas fases de questionar, de culpar... ainda estamos aprendendo a engatinhar nesse processo de libertação pelo amor, minha gente, até hoje, só aprendemos e reproduzimos o padrão de aprisionamento... A diferença é libertar-se e libertar. Sentiu, sinta. Deixa a dor passar.

Já me coloquei - e ainda em coloco - muto como "vítima". Depois que coloquei minha DS - distância saudável - na prática diária, fazendo escolhas e escalonando o quem/o quê dou conta e o que não dou, apelo ao respeito a mim, ao meu limite e isso me faz me afastar, temporariamente, do que não creio ser prioridade para o meu momento. Na prática é bem mais simples, quando a gente entende que a ideia não é magoar, ferir ou se afastar do outro, muito menos, fugir do problema... é encarar e assumir-se tão humano que, naquele momento, não dou conta e é melhor não estar do que alimentar uma bomba. O que não me permito e não admito, é ter que me submeter a determinadas presenças apenas para compor cena. Eu vivo, não enceno. E isso, em mim, quer dizer que compreendo as características do outro e, se não combina com a minha, se não vibramos na mesma frequência, para que ficar batendo de frente? Isso, para mim é compreender: ver, entender e aceitar, sem brigas. Essa praticidade soa como frieza, e a diferença é que, ao me permitir isso, o efeito denso das presenças opostas - afinal, se essas pessoas nos incomodam, provavelmente, nós também as incomodamos... não existe um "foi ele(a) quem começou", é recíproco: indo e vindo - eu saio do raio de ação nefasto criado pelo mal estar de ambos e isso me permite diluir a emoção no início e não a corrosão posterior.

A DS - distância saudável - que falo há alguns anos e criei para minha vida, não é fuga no sentido amplo, é fuga no sentido momentâneo de reconhecimento dos próprio momento e das próprias limitações nesse momento. É saber identificar o limite da sua bateria para não gastar energia em algo destrutivo para si e para o outro.

No dia a dia, é simples. Porém, no início, foi doloroso: o medo, a culpa... É o tipo de coisa que não se senta e conversa: "olha, estou estabelecendo uma DS com você, por nós...". É o tipo de escolhas através da consciência: não é o momento. Nem todo mundo está predisposto em se ajudar a esse extremo... creio que nem eu esteja 100%. 

É a vida. A gente vai vivendo. Vai criando mal estar ali e acolá. Vai lidando com mal estar criado pelo outro ali e acolá... e por aí vai. Todos somos EU, no individual, no subjetivo... mas, todos somos OUTRO, para os outros que não somos EU´s em nós, mas os EU´s de cada outro ser individual e subjetivo. Isso é social: vários EU´s pensando e agindo por aí e por aqui!

Com isso, a gente constrói um novo mundo: o EU que há em mim e, consequentemente, mais tolerante, compreensivo e paciente, melhoramos, aos pouquinhos, o NÓS que o nosso EU consegue dar conta...

Simples: 

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, a começar por cada um de nós, de cada EU disposto a mudar e se melhorar, AQUI E AGORA, a todo instante, sem parar! Sem parar de aprender e sem parar de ensinar.

Pat Lins - pensando, agindo, refletindo... aprendendo... ensinando... indo!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O PRINCÍPIO DA VOCAÇÃO DO MEU/NOSSO "EU"

Imagem: Internet - http://www.rosangelaterapeuta.com.br/tag/luz/

Gente, Pe Fabio de Melo é um fofo! Gosto muito de escutá-lo em entrevistas. Ele fala português e não latim. Ele é sereno e fala com inteligência; fala com clareza e não com arrogância. Ele assume que é humano: um homem que optou ser padre, sabendo as condições inerentes. Isso é consciência. Isso é entender que todo bônus tem ônus e que toda escolha acarreta numa consequência. Eu, minha opinião particular e com base nos conhecimentos obscuros da história, penso que o celibato na Igreja Católica poderia ser revisto. Por outro lado, compreendo que é a tradição da religião e, se alguém adentra, sabendo que é assim, sabe-se onde está entrando. Enfim... Acabei de assisti-lo no "Mais Você", com Ana Maria Braga, e me veio essa reflexão:

Penso que para se seguir qualquer rumo na vida, deve-se seguir o que está mais próximo da nossa vocação e nem todo mundo pensa assim... Desta maneira, a gente percebe quando a pessoa tem real sentido do dever de se seguir o caminho que escolhe e/ou adentra. O fanatismo só pega quem vai apenas no afã da emoção, no desejo/ilusão de que religião, excesso de trabalho, excesso de atividades para "ocupar" o tempo... vai resolver - ou afugentar - todos os problemas e imediatamente. É assim, não, gente. Se fosse assim, os padres, pastores, rabinos, mestres, gurus... os workaholics, etc não teriam problemas, nem dilemas, nem desavenças, nem nada de mal. 

O problema, o desgaste, o cansaço, a raiva... tudo isso é humano. O que vai nos ajudar a lidar e transformar isso é o padrão de pensamento que temos e as ações conscientes que praticamos. E isso é de uma hora para outra? "Ah, pronto, mudei o padrão de pensamento!". De jeito algum, o Tempo é outro forte aliado ou vilão nesse trajeto, depende de como o conduzimos ou o deixamos nos conduzir. O tempo não está preso ao bem e ao mal, como nossa condição humana e dual. Ele, assim como O Criador, apenas É. Um verbo. Um constante Ser: É. É o tempo todo o É e pronto. Todo tempo É AGORA. 

A gente adora complicar tudo e depois culpa Deus, o tempo, o espaço, a religião - principalmente, a religião do outro... - a vida... o outro. A gente só não entende uma coisa que, por mais óbvia que seja, não deixa de fazer parte de uma processo, que é o fato da vida ser causa e consequência. E, mesmo a gente fazendo o bem, isso não nos impede de fazer ou desejar o mal e, quando volta, a gente diz: "mas eu só faço coisas boas, porque isso?"... Bom, minha opinião sobre essa parte é meio complexa... depois me explico por aqui. A questão é que não atinamos para quem somos de verdade e, nos perdendo, dificilmente sentimos vontade de nos reencontrar. E isso nos afasta de nós mesmos e da nossa real vocação.

Para sabermos o por onde ir, precisamos saber quem somos e o que temos para fazer. Senão, por aí ficamos, vagando, passeando, fingindo viver e, em geral, importunando os outros na esperança de que o outro fique pior do que a gente. E nesse instinto competitivo de destruir o outro para me enaltecer, esquecemos o quanto todos estamos ligados e nivelados numa realidade: somos todos imperfeitos e com mmuuuiiiittttooo a aprender.

Quando entenderemos que perfeição, só no céu? 

Pat Lins.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

FÊNIX - SÓ RENASCE QUEM VIVE AQUI E AGORA, NO TEMPO PRESENTE!


Um dos nossos maiores males é subestimar o outro e nos "acharmos" os únicos detentores da verdadeira razão, mesmo que nem se tenha a real consciência do que quer dizer RAZÃO. 

É jurar de pé junto que o meu caminho é O caminho que todos devem seguir porque eu só acredito nisso e nisso você também deve acreditar, afinal fico aqui, parado em meu cantinho, faço o bem na medida das minhas limitações, só não faço bem a mim, porque me ensinaram que isso é egoísmo e ser altruísta é ceder tanto a ponto de me faltar e eu não ter mais nada o que dar, porque já não me sustento mais.

Na verdadeira fé, que requer ação - teoria e prática; razão e emoção, em equilíbrio e harmonia -, a verdadeira compreensão existe e a revigoração vem, logo após aceitar e entender-se ser humano e dotado de fraquezas como outro qualquer. 

Apenas nos vendo, nos enxergando, nos acolhendo - e isso não nos impede de cair, de sentir dor, de sofrer, de penar... - é que somos capazes de nos ajudar, nos abrir para a cura verdadeira e, assim, teremos forças para nos sustentar e poder, assim, altruisticamente, exercer a ajuda ao próximo - que nada tem a ver com ser o próximo e resolver o problema do próximo... Isso, que a nós nos fora ensinado como algo a temer, liberta e permite que o respeito se instale e que o AMOR reine, soberano, porque, para amar há de se ter respeito e compreensão.

Expectativa é outra venda que nos impede de ver o dentro e o fora e a ponte que interliga cada parte. Frustração é a consequência da esperança por conveniência e fechamento mental de aceitar a diversidade e as diversas possibilidades, que não a que ilusoriamente queremos.

Precisamos ter mais cuidado com o que queremos, para saber o que buscamos, como e onde buscar.

Em todo caminho há testes - que visam nos fortalecer, mesmo que eu não goste deles... mas, já encaro a realidade e goste eu ou não, eles me ajudam a crescer, desde que os veja de frente e os supere... - e a gente só chega na próxima fase, se pararmos para cumprir a tarefa; senão, ou paramos e ali ficamos, ou retrocedemos, regressamos e lá atrás, no ponto de partida nos mantemos e nos acomodamos.

É verdade... pouco sabemos o que vem a ser amor e que amar ao outro, começa no exercício do amor a mim mesmo, senão, não poderei dar aquilo que eu não tenho!

Crescer requer pensar e assumir responsabilidades... E isso assusta. Mas, depois do susto, recupere o fôlego e não gaste de vez. Ir com muita sede ao pote pode derrubar a água toda... 

Pois é, pois é, pois é... viver é movimento, ir e vir. Não condenar, mas reposicionar-se e permitir que cada um siga o que tem para seguir.

Aprendi a ir com calma. Ninguém se cura como a VERDADEIRA Fênix, de pronto e imediato... Isso é pura ilusão. Até ela precisa de um tempo para se recompor, mas se recompõe completa, não em pedaços e presa ao passado. A Fênix representa o recomeçar mesmo e isso quer dizer: deixar para trás o que já não é tempo presente! Se ainda arrastamos as correntes, somos pássaros presos na gaiola do tempo do aprisionamento mental, onde a porta sempre está aberta e a gente nunca consegue sair. A liberdade está em, apenas, retirar a venda, acreditar que pode e ir. Daí, sim, renascer!

Reflitamos se renascemos ou somos os mesmos e vivemos do mesmo jeito, reclamando das mesmas coisas, dando peso aos mesmos problemas... Isso é ciclo vicioso e não recomeço... O recomeço é o início de um novo ciclo. Para isso, libertação mental. Romper barreiras do condicionamento, senão, "ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...", como disse Belchior.

E só fechando o passado - resolvendo as pendências e andando o próximo passo - nos libertamos e construimos, hoje, o futuro melhor e renovado! Assim, a Fênix se transforma! Senão, o tempo passará, os outros passarão e nós, passarinhos aprisionados com a gaiola aberta...

Como renascer se nem se deixou morrer o que não é mais para ser? 

'EU AGRADEÇO, REVERENCIO E SOLTO TUDO O QUE PASSOU!" Sônia Café.

Pat Lins.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

SIGA O MUNDO QUE EU QUERO VIVER!


AMAR É SABER ESPERAR PARA AGIR. É OBSERVAR E ENTENDER QUE NÃO TEREMOS RESPOSTA IMEDIATA PARA TUDO... MUITO MENOS TUDO AO MESMO TEMPO. 

LIDAR COM A DOR NÃO REQUER CULPA, REQUER CUIDADO, ZELO, CARINHO, ACOLHIMENTO E AÇÃO.

TER FÉ E ESPERANÇA NÃO É ESTAGNAR E "PARA TUDO!". É MAIS DO TIPO "PARE O MUNDO, QUE EU QUERO DESCER..." (Raul Seixas).

MAS, SIGO FELIZ! A VIDA SEGUE E AINDA HÁ TEMPO DE IRMOS AJUSTANDO, COM VERDADE. 

ENTÃO, SIGA O MUNDO, QUE EU QUERO SEGUIR E ME REFAZER!

SIGA O MUNDO QUE EU QUERO VIVER!

Pat Lins.




quarta-feira, 6 de março de 2013

IGNORÂNCIA É NÃO SABER QUE SEMPRE SE TEM ALGO A APRENDER!



Edna Simões, você me inspirou com um pensamento que estava doido para sair, mas estava sem forma. 


"Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em doutrina." 
Provérbios 9:9

E, adorei o desdobramento, que recebi via facebook:

"Corrija um sábio e ele se fará mais sábio. Corrija um tolo e fará um inimigo!".
Anônimo

Pois é, aquilo que mais ignoramos é que nos faz mais arrogantes. E essa arrogância é o que mais nos afasta do simples, do verdadeiro e da essência divina que há em cada um de nós!

Sempre temos algo novo - e velho, também - a aprender, porque quem pensa que sabe tudo, começa errando por aí...

E finalizo com o alerta humilde de quem soube sua verdadeira missão e a cumpriu com louvor, Sócrates:


"CONHEÇO APENAS A MINHA IGNORÂNCIA."


"SÓ SEI É QUE NADA SEI".

E eu, só sei que tenho muito a aprender e isso só me enriquece - sem enriquecer meu bolso...

Pat Lins - refletindo.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

EUREKA! x "OH DIA. OH CÉUS. OH VIDA. OH AZAR."

"Dancing Woman With Hat" - by imagerymajestic


Este post é continuação da saga cotidiana - não da minha EU Anita, mas, da minha EU todas EU´s juntas - do NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE. 

Eu era do tipo pseudo-otimista. Pensava que ser otimista era só fingir que estava tudo bem que ficava. Depois, diante dos rumos da vida, tive minhas lições e minhas provinhas de vários pesos e intensidades eu, em meu ritmo lento - natural... a cabeça faz um looping e leva um tempo para se enxergar entre o que era e o como está passando a ser, a cabeça gira, sacode e ficamos tontos - comecei a entender.

Hoje, em vez de ficar lamentando - isso não me impede de me chatear ou irritar... apenas acolho essas emoções baixas e deixo-as ir, cedendo espaço para a razão - "oh dia. Oh céus. Oh vida. Oh azar", em mim, um EUREKA começa a surgir. E admito: gosto muito mais! Eureka me dá gás para prosseguir e encontrar - apesar do termo se referir ao "encontrei" eu me vejo rumo ao encontro, em vias de chegar lá! Não deixa de ser um encontro, porque eu encontrei um novo caminho para o meu caminho... O difícil cede espaço para o desafio e desafio traz a possibilidade de se ultrapassar.

Pois é! Faz bem entender e ver que eu não preciso fazer tudo e que as coisas acontecem sem mim. Nossa, como esses acontecimentos têm me ajudado como pessoa! Olha, quando disserem que a palavra tem força e tome cuidado com o que pede porque vai receber, acredite. Pedi para crescer e encontrar o meu caminho; pedi entrar em contato com a minha essência; pedi e recebi em forma de: só na prática você pode saber se algo mudou mesmo. Tem essa ressalva: não é só pedir e receber, tem que se submeter, praticar, se avaliar e seguir. É como escola mesmo, mas uma escola maior, da Vida e do Tempo. 

Existem conversas que podem ser tensas e temos que ouvir coisas que um lado nosso recebe com dor e outro diz: "aleluia! Alguém rompeu a barreira e me enfrentou! Eu precisava escutar isso!". Interessante é que sempre vem de onde não imaginamos e na presença de quem não queremos... por isso que o outro lado se dói todo.. Mas, isso remete a humildade, além de ter que ouvir, não se incomodar com quem ouve e/ou sugere. Enfim, muito profundo e confuso... não dá para explicar muito bem. O fato é que está caindo mais uma ficha. Deve ser por isso que associam 2012 ao final do mundo... deve ser o final do mundo de ilusões, melindres, orgulhos, vaidades... essas baboseiras todas que nos compõem, também.

Me recordo que reclamava comigo por minha mãe tomar a frente e resolver tudo e, desde muito nova, eu tomava a frente das minhas atividades e fazia, com um senso de dever impressionante para minha idade e raramente pedia ajuda. O que era "bom" não era tão bom assim... não entendia que era "orgulho". O não saber pedir ajuda é orgulho puro. Enfrentava as "dificuldades" - que hoje aprendo a chamar de desafio - com tensão, raiva, angústia, agitação interna, abatimento, desagaste... até conseguir sozinha e me vangloriar disso. Nossa quando entrei no Jazz, aos 12 anos, e fui convidada pelo professor a entrar no grupo de apresentação dele - que já estava fechado há meses - por dançar bem, ter uma boa postura, uma presença marcante - como ele mesmo fez questão de me dizer e, hoje, alguma carência minha faz questão de ver escrito... - e pegava rápido as coreografias, esbarrei nesse  limite que não dependia de mim, onde precisava da autorização e liberação de minha mãe para estar nas apresentações, as quais NUNCA fui... minha mãe não me deixava, porque ela não poderia ir comigo e eu teria que ir nos ônibus... Na época, meu Deus, eu tinha uma raiva dela e dizia: "Você tem que entender que está na hora de cortar o cordão umbilical...". E hoje, eu tenho essa missão de romper com essa repetição que eu estou fazendo. Jurava de pé junto que dava "autonomia" a Pedro por deixá-lo tomar banho sozinho, vestir-se sozinho, escovar os dentes sozinho, arrumar suas bagunças sozinho... mas, era eu quem arrumava a mochila dele, era eu quem escolhia as roupas dele - até aí, tudo muito normal, eu sei -, era eu quem determinava o brinquedo que ele iria levar para rua, etc, etc, etc. e, na verdade, repito as mesmas dificuldades que julguei minha mãe e hoje, me proponho, depois de ter escutado da e na escola de Peu essa dica, a aceitar o desafio - e imagino que elas não tenham a menor noção da proporção que esse toque está tomando e revolucionando-me - a: entender minha mãe, daquela época; entender que era o que ela sabia fazer; entender que a gente reclama, quer contradizer e acaba repetindo - daí, cito mais uma vez Morgana Gazel: "fazer diferente exige mais que contradizer" - e, ir para as vias de fato: cortar esse cordão, sem estresse e sem ansiedade, com consciência.

Ver e poder confiar que marido pode resolver e conversar as coisas relacionadas a Peu e, mesmo que eu diga: "eu faria diferente", estou exercitando o "respeitar" e entender que nem tudo tem que ser como eu quero. Eu estou entendendo que não sou dona da verdade, de verdade! Isso é ótimo! Fora que libero um peso que insistia em carregar. Nossa, Deus deve ser muito poderoso para ser onipresente, onisciente, onipotente e deve ter um equilíbrio daqueles para nos deixar seguir com Tempo, seu enviado para ser nossa mestre com Vida e Natureza. Poxa, ser mãe é ser um ser humano brincando de Deus e, quando o bicho pega... adeus gente e fica o bicho cansado e em alerta, na defensiva. Isso custa muito caro! Bom para mim, bom para marido aprender a ser mais firme e mais capaz de acreditar nele, mesmo. Bom para filho que terá esse exemplo em casa. Tudo bom! Tudo good! Oh, God, que good!

Maaaasssss, me refiro a mim e ao que EU estou aprendendo. Deixo a ressalva de que acho que lá, ainda na escola dele, as partes envolvidas não estão tendo o mesmo desprendimento e discernimento - e, em alguns casos, boa vontade - nas ações... Não vou mais falar sobre isso hoje, foi apenas um ponto a não ser esquecido... Melhor, para ser lembrado e refletido.

Pois bem, estou bem em estar me tornando mais "EUREKA!". Só não vou sair correndo nua, pelas ruas, como Arquimedes - foi ele, não foi? Depois, pesquiso sobre isso que já me esqueci...

Oh dia, oh céus, oh vida... EUREKA! Oh dia bom para se viver! Oh céu para lembrar que o infinito existe! Oh vida para me lembrar que sempre é tempo de começar e começar e começar! Ah, e sem demagogia, viu? Sem essa de mascarar a realidade e fingindo que estou aprendendo sem dor, sem raivinha e sem impulsos negativos... existe esforço em lidar e liberar essa parte também. Nossa, como combato o pseudo-otimismo e a mania das pessoas acharem que para se superar algo só se pode vendo apenas o lado bom... eu penso que ver o lado ruim faz parte e nos leva ao lado bom quando escolhemos "tá, tô te vendo lado ruim, mas, quero sair dessa, resolver e superar, mesmo". Ver a realidade como é, para mim, é lidar com o real e transformar esse real em um real mais digno como a realidade de fato e acima de tudo é.

Sendo assim, EUREKA! E não é a Vida uma bela dança ao som da Natureza e com Tempo para cadenciar o ritmo?

Pat Lins - despertando outra demanda.

"Silhouette Of Girl Against Sunset" by Sujin Jetkasettakorn


terça-feira, 6 de novembro de 2012

NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE II: SABER FALAR - SABER CALAR


Continuando... aha, pensaram que fiquei zen e evoluída assim, de uma hora para outra? Existe a continuação da ponderação que tive que fazer em tão pouco tempo - menos de 2 horas, numa reunião com 6 pessoas onde apenas 3 interagiam. 

Vamos lá:

Feedback da reunião: falha de comunicação. 

Tá, isso eu já suspeitava e, previamente, divulguei no MÃES NA PRÁTICA. Mas, nem tudo foram flores. A postura da escola foi: "mãe, seu jeito é muito imponente, dominante e a gente entende que é porque você é mãe, e isso é compreensível, mas, a gente precisa que você fique mais à sombra...". Mas, porque, isso eu ainda não entendi e, para evitar situações de conflito, já que eles estavam na postura de "a culpa é do perfil da mãe" e ninguém reconhece o perfil do filho e suas próprias características, o perfil insosso da coordenação que sugeriu: "diante de dúvida, nós estamos aqui...". Houve dúvida durante o início do semestre em como alinhar o discurso de uma das propostas sugeridas e meu marido foi à procura da psi da escola e pergunta: "Sim, fulana, como podemos alinhar a maneira de falar com Pedro sobre essa medida? Nós pensamos em falar..." e citou. Ela, pega de surpresa - ela sabe falar muito bem, após ter se preparado previamente, mas, diante de uma situação repentina, ela trava e só concorda com um "sim, é isso mesmo" - concordou com o que meu marido falou e reafirmou: "inclusive, estou indo conversar com a professora e passo para ela". Fechou. Ontem, durante a reunião, essa falha de comunicação onde "pergunte que a gente responde, porque estamos aqui o tempo todo" ficou em nós não termos tirado a dúvida. Pois, marido começou a falar: "mas, eu perguntei a fulana o que falar e disse o que haviamos pensado e ela concordou". Ela, de imediato, desconversou e morreu. Como me fora feita a proposta de ficar mais à sombra, deixei ver até onde ia e ninguém escutou marido falar, "EU PERGUNTEI A FULANA E ELA CONCORDOU". E eu "bestei" e calei. Pensei na hora: "se falo, estou armada; se calo, eu sou tapada...". Tapei. E vi a armadura da escola em não se assumir como falha. A falha é sempre dos pais e, pior, com um pai submisso e uma mão autoritária e um filho com problemas de comportamento que não reconhece as autoridades. Eu conheço gente - um tio meu - que toda criança pela de medo. Pedro, nem aí. Meu tio reclama e ele peita. Peita mesmo. Meu sogro, por exemplo, é um homem e voz imponente, é uma figura autoritária e Pedro enfrenta ele. Esteja eu ou não. Serei eu uma mãe rainha onipresente que o filho vai sempre dizer: "ah, minha mãe vai me defender de onde estiver"? Foi mais ou menos isso que soou ontem. Ou, na escola, a equipe de coordenação não tem esse pulso todo? Por que, durante a licença maternidade da diretora, no primeiro semestre, nos ligavam constante e frequentemente, para buscarmos ele na escola por "terem feito de um tudo entre as 8h e as 8:30h e nada resulta e temos que chamar os pais para levar para ele entender que está destoando do grupo..." e eu, certa vez, questiono: "podem me chamar quantas vezes forem precisas - porque elas argumentaram que sabiam que isso era desgastante para os pais e eu afirmei que isso não me incomodava que com o desgaste eu lidava comigo mesma - desde que a gente veja se ele não está manipulando vocês...". Lógico que não fui bem entendida, ou, fui bem entendida e não fui foi bem aceita... Passou. A diretora volta e o tempo anda. Em vez de um ano letivo, tivemos um segundo semestre, porque, no primeiro, houve uma estiticidade impressionante. Pois bem. Aconteceu, depois de meses, de novo. Deixo às 8h e às 8:30h me ligam. Fui buscar e a psi da escola me relata: "mãe, Pedro está descontrolado. Está muito agitado. Fizemos de tudo e ele só repetia: 'ligou para minha mãe vir me buscar?' e eu tive que ligar" e eu, estupefata, solto: "manipulação. Ele manipulou você. Como você já informou que eu o levaria, deixe-me levar para que ele reconheça a sua autoridade.". E trouxe. Liguei para a psi dele, que foi indicação da mesma escola. Pergunto: "Suely, estou observando a certo tempo que isso vem acontecendo. Parou com a volta da diretora e, hoje, como a professora, a diretora e a pedagoga estavam num simpósio, a psi da escola me chamou e falou... - citei o diálogo acima - Eu não sou psicóloga, mas, isso me soou como certeza de manipulação... de 8 a 8:30 é tanto tempo para se investir em uma reversão de quadro?". Ela concordou com a possibilidade de Pedro saber a quem manipular. Me pergunto: será a minha luz tão forte assim? Ou, reconheço essa minha característica pessoa de ser leoa - depois de mãe, mãe leoa - e sei o quanto sou persuasiva, imponente e etc. Sei tudo isso em mim e sei que tenho que me esforçar e muuuiiitttooo para dar espaço a Pedro para se virar sozinho. E conto com a ajuda dos meus grandes amigos e vou melhorando, só que IMPOSSÍVEL do dia para a noite. Seria, talvez, o outro lado, sem luz? Ficariam muito à sombra essa parte da equipe? Enfim, essa parte, ninguém vê. Se eu falo, como já disse, sou resistente em me assumir e como reação do orgulho, vou fazer com que todo mundo se veja. Ponderei isso tudo em um milésimo de segundo. Como? Eu tinha um foco e estava na posição de observação, mesmo falando e interagindo. Quem ME CONHECE sabe dessa minha capacidade natural. Pois bem, aceitei a sugestão de me manter mais à sombra, de acordo coma sugestão deles de eu evitar pegar e levar meu filho à escola. Quando me sugeriram eu avisei que dependeria da disponibilidade de marido, porque isso estava em outra esfera. Questionei outro ponto: "por que só me falaram isso agora, no final do mês?". Olha o espanto: "hoje é dia 5, estamos no início do mês". E eu: "ah, é! Estamos é no final do ano, me perdoem!". E se calaram. Eu não estava armada eu estava consciente e alerta, totalmente diferente. Bom, proposta feita, proposta aceita no que se referia a mim e em tempo de experiência. Ah, tempo... Vamos a ele:

TEMPO

- Início deste semestre:

"É preciso respeitar o tempo de cada um e Pedro tem o dele..."

- Ontem:

"Mãe, acontece que nós temos pressa. Nós queremos resultado imediato. E Pedro não deu conta de acompanhar esse tempo...".

 Eu:
"Mas, por que deixam para fazer essa reunião hoje, de novo, no final do ano? Se tivesse dito isso lá atrás, até o meio do ano, não teria sido mais produtivo? O que vocês sugerem, a gente coloca em prática...".

Novo semi-silêncio interrompido pela diretora. 

Me questiono o tempo inteiro: em vez de voltarem o foco para eles estabelecerem o limite deles lá dentro, já que desconfiam de tudo que falamos, porque essa invocação comigo? Não entendi! 

Surge, então, assuntos do início do ano e a diretora assume e fala com tanta propriedade como se estivesse lá... e eu, solto das minhas: "Mas, entenda, você não estava aqui. Você estava de licença maternidade, quem resolveu e nos disse foi a coordenação...". E ela, nada. Seria minha luz capaz de apagar uma dupla de coordenação tão bem gabaritada que não fazem nada com medo de mim? Poxa, será isso? Estou confusa e venenosa... Essa parte toda eu tive que calar. Como ainda sou muito imperfeita e posso cometer meus erros, ainda sou tacanha e sinto a necessidade de me ler para me organizar. 

Houve um momento onde me colocaram de onde tiramos que Pedro melhorou o comportamento, já que a psi dele afirma isso, a ponto de não ver necessidade de procurar apoio médico, já que percebeu que está dentro de um distúrbio de ansiedade com inteligência elevada e com outras coisinhas emocionais que serão trabalhadas a longo prazo. Senti como se estivéssemos num inquérito: "prove a inocência de Pedro!". Não entrei muito nesse jogo, mas, levei algumas defesas em prol dele, sim. E seria eu tão ansiosa em dar conta de tudo que manipularia tanta gente em ver Pedro como eu quero? Aliás, eu vejo e conheço o Pedro que elas retratam, nunca neguei isso. Só que eu vejo o Pedro além daquele Pedro. E aí, é por aí? Não entendi porque se apegaram a encontrar algum culpado. Muito estranho. Alguém ali está com tanto medo de ser descoberto que está criando situações confusas para disfarçar algo não feito no TEMPO deles mesmo... Assim é fácil. Pega e se apegam ao estereótipo de mãe devoradora e pronto, joga tudo nela. E me questionam: "fico preocupada com essa fala de Pedro 'eu estou melhorando meu comportamento'. Baseado em quê ele fala isso?..." e sorri, deixando no ar o: "será que você não estão criando esse ambiente na mente da criança?". Será? Será que quando a avó do meu marido ao falar na frente dele: "que remédio vocês estão dando para ele que está tão mais calmo? Vou ligar para seu primo para você dizer a ele para ele dar a filha dele também.". E ligou, mesmo. E eu disse: "nenhum. Eu corto um dobrado. Iuri começou a se impor mais. Ele tem acompanhamento com uma psi maravilhosa. Está fazendo equoterapia... e deve ter algo no fato deles estar crescendo.". Fora o fato de se ver, mesmo. Ou, não tenho eu essa capacidade de ver que estou mais aliviada quando saio com ele, que meu estado de tensão diminuiu...

O meu TEMPO tem sido muito tolerante. Até que vai dar o tempo deles se identificarem. E quem fala aqui não é a mãe doída em primeiro plano, quem fala é uma profissional capaz de identificar falhas na organização.

O ano está no final. E o tempo deles fica onde?

Volto a dizer: concordo com as sugestões que me deram. Adorei. Acolhi com carinho. Mas, o que se refere a mim. Não estou satisfeita com o resultado com relação a Pedro, até porque eu tive a sensação de que: 1 - Prove a inocência de Pedro e de onde tiraram que e ele melhorou? 2 - "Mãe, a gente entende sua ansiedade..." e aí?

Ainda tem pano para a manga... E aí, eu me sinto: como estou? BEM. De verdade! Essa prova de fogo não está tirando o meu sono. Sim, estou chateada e incomodada. Sim, estou atenta. Sim, estou ponderando: "Saber a hora de falar. Saber a hora de não falar". 

Ainda assim, eu que não sou fofa e otimista, vejo que NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE, é só uma questão de tempo. E esse tempo vai derrubar muita gente... seria minha luz capaz de iluminar esse lugar? Não... ali, não é só a sombra que me pedem que vai aparecer... o problema é que meu lado sombrio está querendo se manifestar... e meu lado luz quer ponderar. O lado luz está ficando mais forte, graças a Deus! Mas, o lado sombrio da coordenação está se manifestando e eu estou vendo que o buraco está ali... Bom, como cada um tem seu tempo, direção, vocês terão o de vocês. Como falei, plagiando Quintana: "Elas passarão... Eu, passarinho". Eu não mantenho meu filho lá por medo... elas temem o desemprego e isso pesa... mas, eu não vou aceitar ser alvo. Me mirem e me errem. 

Pois é... ainda pondero. Mas, e aí? Estou eu com orgulho ferido e sem razão? Ou, estou com ego inflamado, mesmo e com toda a razão? A escola se questiona, também? Ou só estão querendo provar que Pedro é um monstrinho mesmo? Pois é... E aí, quem poderá me responder? O tempo. Não o cronológico deste ano e diante da ansiedade da escola em ver os resultados que esperam... mas, o tempo do ano que vem, que terá uma nova fase... O tempo da vida, porque Pedro pode mudar de escola, continuar com os mesmos comportamentos e ter um ambiente mais neutro para mudar, porque esse está muito carregado de estigma... e isso está com cara de uma bola de neve gigantesca... Um ciclo vicioso está implantado e não sou eu quem vai alertar... aí, cabe ao Tempo dos tempos da ficha da direção começar a cair. É o que falo: onde há fumaça há fogo, né assim? Se Pedro melhorou em diversos lugares - não 1, nem dois, mas, em diversos, inclusive, na sala de aula, a ponto dos colegas comentarem entre eles e em casa - apenas não na sala, ou tem algo lá ou é questão de tempo... Jogo a bola para você direção... abre os olhos. O problema não está em um lugar só. Não se doa, mas, você é uma e que não viu com seus próprios olhos o que aconteceu - ou não aconteceu no início do ano... Eu, hoje em dia, depois de tudo que já passei, deixo a ira passar, assumo minha irritação e inconformação - até porque eu não vejo isso sozinha... olha, ponto a ser refletido... não se trata de minha opinião e/ou observação comprometida- e deixo seguir. O que fica? Fico de boa? Aprendizado é isso: não saber o que fazer; deixar o tempo agir; reflito; passo a saber o que fazer; faço! Por isso que digo que eu sou mais livre do que quem está criando a situação. Eu posso seguir adiante. Mas, lá, o problema continua. Aquilo que não é resolvido lá fica... Para tudo existe um tempo de espera. Até tem aqui no blog uma participação na blogagem coletiva sobre isso: TEMPO DE ESPERA. Eu espero agindo. Eu espero andando, ponderando, elucubrando... seguindo. Eu espero sendo. Eu espero aberta e observando TUDO. Mas, não consigo ver tudo ou estar em todos os lugares. Graças a Deus!

O tempo que vejo eles não estão sabendo lidar... e Pedro, em meio a isso tudo?

Tempo, tempo, tempo... fala Maria, sou mais escutar você:


Pat Lins.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SOFRER OU (RE)VER - SE? EIS A QUESTÃO!


Sofrer é muito fácil! Por isso que todo mundo sofre! Melhor, por isso que todos nós sofremos!

Para escrever esse texto, comecei com a idéia de desabafar sobre as atitudes de duas pessoas que conheço e não mais convivo por opção, por DS - distância saudável - extremamente necessária. Depois, me veio um pensamento e sentimento diferente... de entender que, ainda que parta delas o ataque sem consciência das próprias afastadoras ações, o manter a DS não quer dizer "intuito de ofender". Lógico que elas sentem esse afastamento... eu, da minha parte, evito mesmo os encontros. Eu, da minha parte, reconheço minhas limitações e, assim, entendo que sou humanamente imperfeita, mas, convivo e mantenho um vínculo de amizades - inclusive com minha família - duradoras, honestas, abertas, francas e pautadas em realidade. Com histórico de desavenças, de brigas homéricas e tudo mais. Mas, existe uma coisa: honestidade de cada parte envolvida. O vínculo que nos une é mais forte do que as situações esporádicas e contextuais que acontecem. É importante ver que o outro está em seu limite também e respeitar o espaço dele. Foi o que aprendi com minha mãe e até hoje temos uma relação muito mais do que mãe e filha, temos uma relação de amigas íntimas. Isso não impede minha mãe de se chatear comigo, diante de algumas atitudes minhas e vice-versa. O que nos é impedido é romper o lacre - lacre é feio... o elo fica melhor... - que nos une por conta de algo pontual. Ou se conversa até o final ou se compreende antes e deixa passar. Deixa de existir mágoa, raiva ou algo similar? Não. O como lidar e o deixar passar, sem rancor e sem ressentimento é que conta.

Pois, continuando sobre minha idéia inicial, fica a questão: numa relação, ambos se magoam, porque são mundos e mentes distintas e interpretações diversas - ah, isso mata! Interpretar é emitir julgamento de valor... é altamente subjetivo... Não se interpreta o que o outro diz, se escuta e se sente, afinal, muitas vezes, pessoas não sabem o que e como dizer e acabam falando qualquer coisa e usando uma postura corporal, uma expressão facial... que diz o que quer dizer, como um olho arregalado. Isso me inquieta. Isso me intriga. Mas, não posso mudar o mundo dos outros. Não é meu papel. Muito menos o do meu filho que saiu de mim. Com relação a filho, a gente faz o que julga o melhor, sem deixar de ver que podemos estar errando. Eu mudo constantemente o jeito que lido com meu filho e nem eu, nem ele, somos perfeitos ou mudamos rapidamente. Isso é dinâmico demais para tentar explicar e requer tempo de maturação... é um complexo de coisas micro e macro ambientais que nos circundam, que nos compõem e etc. 

O que me deixa ainda mais inquieta é a falta de neutralidade e o estágio rápido que as loucuras insalubres - aquelas onde as pessoas atacam sem consciência dos atos, mas, também, não deixam de fazer... e não reconhecem as consequências do que fizeram porque nem fazem idéia do que fizeram e de que fizeram - fazem com que as mágoas aumentem e ceguem de vez algumas pessoas. Por mais que doa ter dois filhos, por exemplo, que não se dão bem, dói muito mais tomar partido de um e jogar no outro o peso. Assim: um dos filhos é extrema e comprovadamente - por todos aos ser redor e por histórico pessoal, profissional, familiar... - de difícil convivência: egoísta; invejoso; grosseiro e agressivo, diante de uma negativa às suas investidas e desejos não satisfeitos pelos outros; infantil; egocêntrico;... só aparece quando tem interesse em pedir algo; fora que é incapaz de agradecer ou sentir-se grato à vida por tudo que tem, teve ou recebeu... pelo contrário, reclama e se faz de vítima o tempo inteiro: estou sem dinheiro, estou sem trabalho... nem adianta sugerir bolsa família porque a pessoa em questão, pobre coitado, tem dois imóveis próprios e quitados, em locais de classe média alta, dois carros e um monte de reclamações pelo que não tem e não se esforça para conquistar... para piorar, ainda inferniza quem está em busca. O outro, trata-se de uma pessoa honesta; boa; imaturo, mas do bem; sempre esteve ao lado da mãe, do pai, da família... e do "irmão" problemático, apagando incêndio, sem nunca ser reconhecido por este... pelo contrário, o irmão problema só queria sugar. Parece novela, mas, não é. É vida real nua a crua. São duas pessoas de minha convivência - hoje, apenas um deles, porque o outro, como falei no início, tomei a decisão de manter a DS mesmo... - é preciso ter muita força, ter um preparo psicológico forte e bem desenvolvido para lidar com essa pessoa sem entrar no jogo frenético de loucura insalubre... essa pessoa conseguiu sugar as forças dos pais e, o que é pior, os pais ficam contra o "do bem". Compreendo que o problemático demanda mais atenção, mas, o que é feito para ajudá-lo? Deve doer para uma mãe não saber o que fazer, mas, sempre fazer a mesma coisa que é ceder aos caprichos e não dar um limite. Para quem está de fora, vê-se que é muito pior, porque alimenta essa loucura e permite que ela cresça e cada dia menos, menos gente aguenta essa pessoa.

Me incomoda a cobrança dessa pessoa e a posição de vítima que se coloca por essa distância estabelecida. Não entendo o motivo de querer tanto ao lado uma pessoa que ele só suga. É isso, perdeu a fonte de alimento. E se dói, como se o outro fosse cruel e insensível a ponto de abandonar. Me questiono: isso é normal? Como lidar com essa situação? Como seguir a própria vida com esse peso extra? Sim, porque todo mundo tem seus pesinhos para ir aprendendo a deixar e ir buscando a leveza à medida que consegue se libertar dos pesos... imagina com outro querendo jogar os pesos que lhe cabem nas costas alheia?!

Não sei e, mesmo que soubesse, não caberia a mim, dar algum conselho a essa mãe. A não ser: "sofrer ou (re)ver-se?". Veja como age? Veja como julga? Isso não é conselho, é levantar de questões para quebrar o que já fora criado pela dor. A cegueira a faz represar um sentimento de raiva pelo filho "do bem" - que ela mascarava e, hoje, sem forças e sem perceber que quem suga suas forças é o "filho com sérios problemas" ela descarrega em cima do outro filho, como se fosse mais fácil. O "filho do bem" acabou se afastando, naturalmente, da mãe e do irmão, por não saber como lidar com ambos e se ver constantemente atacado e sendo depositado nele o peso de que ele é quem tem que ter paciência. Ou seja: suporte as loucuras e as irresponsabilidades do seu irmão, senão a culpa é sua! Isso é justo? Se dói para essa mãe ver-se impotente diante do "filho problema", resolve ela criar essa imagem de monstro do filho que não é problema? Resolve ela ficar com essa raiva por ele ter se afastado dela? Em algum momento ela sentiu a dor do filho "do bem" e a sensação de ser rejeitado e usado que ele ele teve? O "filho do bem" também comete seus erros... nunca se abriu para a mãe. Ele desabafa comigo e eu, naturalmente, acabo tomando partido, até porque eu sei bem como age o irmão e já fui vítima de diversos "ataques" de suas sandices. Mas, para quê falar se dói? Magoa escutar a verdade. Dói menos tapar o sol com a peneira e jogar o peso e uma crescente raiva em quem não tem nada a ver, do que se voltar para ajudar o "filho problema". Essa é a minha maior inquietação: é possível ajudar essa pessoa recusando-se a ver quem essa pessoa é e descarregando no que não tem nada a ver e escolheu se afastar para não mais receber as rebordosas? É justo receber esse peso? Como fazer essa mãe ver suas ações, sem magoá-la? Afinal, ela também tem os seus limites... só não se permite reconhecê-los para se ajudar de verdade. E assim, a bola gira, o círculo se quebra, a reta se faz e cada um segue seus caminhos. Vida que segue. Vidas que seguem. E se cruzam. 

É muito mais fácil sofrer do que ver-se! É muito mais fácil cobrar do outro que, aparentemente, não tem problema, porque tem apoio de terapeuta, de esposa, de amigos novos... porque se trata de uma pessoa que planta coisas boas e colhe coisas boas, do que entender que o outro filho colhe o que plantou. Não falo com dureza, mas, é ver a consequência das ações dele... Este, briga com todo mundo, faz intriga, não assume o que fala e faz... inventa e joga o crédito nos outros - eu que diga... tanto que tirei meu time de campo e deixei ele mesmo se entregar... as máscaras caem até para quem não tem consciência de que as usa, mas usa. Esse é o grande problema de quem não "vê" o que faz: não deixa de fazer por não ver.

Me incomodou e muito ver essa mãe não estar à vontade com o filho mais velho - o que eu chamo de do bem. Não que o outro seja do mal, eu o chamo de "problemático", porque ele tem sérios problemas psicológicos, psíquicos e mentais, comportamentais, éticos, de caráter, de valores... de ações. Aos olhos dessa mãe, como ela já afirmou, espera que ele tenha paciência com o irmão. Certa vez ele explodiu - e, aí, nessa explosão após tanto ter sido pressionado, ela suspira um "viu como você faz?" - e disse: "pede para ele ter paciência comigo e com todo mundo, também!". Pronto, perdeu a razão... para ela, aquela explosão era tudo que queria: um momento de fúria para justificar sua raiva dele e ter pena, ainda mais pena, do outro. Isso me abala. Ver que as pessoas criam situações para justificar suas ilusões e fantasias e, pior, tanto fazem que, numa reação natural elas conseguem comprovar a própria fantasia, ainda que a realidade seja outra. A explosão dele foi injustificada? Ver-se sendo condenado por algo que não lhe compete é algo agradável? Nem todo mundo tem esse preparo e a força que me refiro é essa, a força do ego para entender que esses ataques não lhe dizem respeito e entender que nada mais é do que reflexo da dor do outro... entender isso é que requer essa força e essa inteligência emocional. Mas, convenhamos, nem todos nós temos. A diferença é que, ao se afastar, tem-se tempo para elaborar e seguir com as próprias escolhas e ele escolheu se afastar para ficar forte e não condenar essas pessoas que tanto o atacam gratuitamente. Isso é nobreza. Isso é bom caráter! Ele se trata com terapia, vida social, vida profissional... ou seja, ocupando seu tempo de maneira produtiva - ao contrário do outro que não faz nada da vida e ainda se queixa da falta de tempo... é aquela história, quem mais tem tempo livre é quem menos tem tempo útil... - e se ajuda como pessoa. Um dia, leve o tempo que levar, talvez, ele tenha essa força emocional para dar conta de conviver com o irmão, ou não... Infelizmente, só quem pode resolver nossos problemas somos nós mesmos. Por mais ajuda que recebamos, se não houver vontade de se ajudar, se não houver capacidade de se ver e se assumir, não tem santo que dê jeito, aí, só Jesus salva!

E fica o apelo para essa mãe: pode ser duro, mas, tente ver o lado do seu outro filho também, o mais velho, porque ele já precisou muito de você e não a teve como ele precisava. Ajudar ao outro é fazer pelo outro o que ele precisa, não o que ele queira ou você queira, esse é o ponto de divergência entre eles: a aparente capacidade de refletir da mãe é uma inflexibilidade que a manipulação sustenta, ou ele faz como ela quer ou, nada feito... mas, o que é preciso ser feito? É complicado? É! Muito! Complicar ainda mais, resolve, ajuda? Se não começar o ajuste, o afastamento será maior e cada dia maior. E condenar quem se afasta por escolher viver em paz, sem essa agonia desenfreada não merece a condenação que vem tendo. Infelizmente, reconhecer que o filho problema pede ajuda urgente e profissional não é motivo de mágoa, de lamentar... lamentável é não ver ação, não se fazer nada e esperar um milagre de portas fechadas. 

Por isso que eu sempre me pergunto, antes de estabelecer uma DS ou estabelecer um contato direto: "sofrer ou rever?". 

O ciúme entre irmãos é um perigo e se os pais não souberem conduzir de maneira equilibrada - até com ajuda profissional - isso aumenta na fase adulta e segue, se espalhando. O ser ciumento é possessivo, agoniado e medroso... vive em estado de tensão e vive implodindo e explodindo em quem estiver ao redor. Tem ciúme de todos e quer ser o centro das atenções de qualquer maneira. É pesado... mas, deixar correr solto e, volto a lembrar, cobrar de quem não deve, nada se resolve! 

Plantar coisa boas não impede de que ervas-daninhas invadam o campo... o plantar requer o cuidado na limpeza do solo, também, para cortar esses invasores - que têm a função de lembrar "cuida, zela o teu campo". Isso é "ariar" o tal karma, é recolocar-se no caminho rumo a essência, não criar um caminho paralelo que só te faz andar, andar, andar e se mexer. É preciso se mover no e para o caminho certo. Andar a ermo, para qualquer lugar é qualquer coisa, só para não ficar parado. 

Pat Lins.

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