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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O que realmente importa: ser feliz ou viver atrás da porta?

Imagem: https://goo.gl/1AR8Td 

O que realmente importa: ser feliz ou viver atrás da porta?
O que de fato importa?
O que importa de fato?
Sentir, para ser; sentir e fingir não saber;
não saber sentir; não sentir e saber;
nem saber, nem sentir; não fingir;
sentir, apenas sentir;
sentir e não querer;
sentir e negar, pode ser?
sei lá, não saber como chegar, nem para onde ir...

Por que o medo aporta?
Por que ele nos empurra para trás da porta?
Por que a gente se esconde tanto?
Por que rompemos em soluços e prantos,
enquanto tudo é tão simples, dificultado por de nós, tantos?
O que fazer para rompermos o que paralisa?
Avançarmos aos trancos!
Soltarmos as rédeas e deixar o cavalo do Tempo conduzir,
sentindo a brisa nas madeixas soltas
Ou
Ou
Ou
Ooouuuuu
Sentir a rédea, apenas como ponto de equilíbrio
Ou conduzir para onde conseguimos ver, enxergar, saber?

O que é certo, afinal?
O que realmente importa, afinal?
O que a gente suporta, afinal?
O que nosso coração comporta?
O que é o abrir a porta?
O que é amar, de porta aberta e casa vazia?
O que é casa cheia e sem amor,
sem uma gota de alegria?
O que é o amar, que quebra paredes, une mundos e dimensões?
O que é, o que é, o que é, afinal?
O que é o final, afinal?
O que é o começo?
O que é levantar, cair, balançar, flutuar?
O que nos amedronta, afinal?
O início, o meio ou o final?

Como desligar do modo automático?
Como sair desse lugar chato, quadrado e pragmático?
Como romper, irromper, transcender, transgredir?
Assumindo?
Quem assume o que sente?
Quem acessa, quem vê ou quem consente?
Quem de nós é dono da certeza absoluta de que tudo tem que ser assim?
Ou assado? Ou cru? Ou mal passado?
E o presente,
quem sente?
E o futuro,
quem quer?
O que te espera, ou te aguarda?
O que você tanto espera, em guarda?
E quem você espera... te aguarda(?)(.)(!)

Para que a espera?
Porque tudo tem uma hora,
um momento,
um Tempo certo e exato,
sem ser um estereótipo do quadrado, como algo chato.
É preciso, sem precisar controlar.
É exato, simétrico e lógico,
Dentro de uma referência que entre nós, não há!
É um sentir puro e profundo,
que se nutre apenas por existir
Nada mais, nada menos, nada espera,
Isso tudo por um simples motivo: já É e pronto.
Já é pronto, ponto!
Já é ponto, pronto!
Apenas É, porque existe.
Não se explica, não insiste,
Também não desiste...
De quê?
De tudo, no nada.

Oh, quem deveras me entende?
Quem deveras me sente?
Quem sente cada palavra,
cada som ecoado?
Quem entende o que não foi dito,
sequer acessado?
E quem viu, não viu, ouviu ou apenas sorriu
porque sentiu?
A dor do vazio imaculado,
Nem deveria doer.
Está repleto de tudo o que precisa!
Nem deveria doer.
O sofrimento do nada deposto
entreposto, imposto,
apenas para ser e sendo é e se é...
É real, realmente?
E as bocas que falam, o que sentem?
E o coração que grita,
o que fala, minha gente?
E o brilho que resplandece e exala o cheiro mais gostoso
Do sentimento mais saboroso
Como aquele prato posto à mesa,
bem quente!

Ahhh, o amor!
Ele que tanto a nós fala
Tantos de nós nele fala.
Quantos de nós, ele exala?
Quantos de nós, a ele se entrega?
Quantos de nós, ele, sente?
Ele sente? A ele ou a nós?
O amor, gente, é inteligente,
completo, pleno e inocente!
Puro, íntimo, sábio, paciente.
A gente sente dor, mas ele, ele não sente
O amor só sente o amor que é
que a gente que não sabe,
nem sabe que sente.
O amor não é cura, minha gente...
É ausência da doença, do vazio, do entrementes
É a união, junção, mesmo sem estar junto.
É aquele todo incalculado, incalculável
Inexplicável!

O Amor apenas é
o Tempo todo,
tempo presente!
Um futuro projetado
Com muito amor, extasiado!
O amor é para toda a gente.
E para mim, para ti, pra gente!
O amor, quanto mais se dá, mais se sente!
O amor afasta o medo,
esquenta do terrível frio do pânico do terror de sentir
O amor ele aquece, alimenta e enriquece!
O amor assumido, alegra mais do que do prazer, o gemido.
O gemido, com amor, muito mais comprido!
Amar é libertador!
Ser amado, confortável e confortador.
Assumir que ama, a quem ama: multiplicador!

Ei, e então, o que importa: ser feliz
ou viver atrás da porta
com medo, com frio, cansado e vazio?

Pat Lins - poetizando a Vida - generosa e farta!


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

SENTIR, REAGIR, SENTIR, EXPURGAR, SENTIR, PROSSEGUIR, AGIR

É preciso quebrar os ovos para fazer omelete

Algumas vezes precisamos ser expostos à dor, para lembrar onde está a ferida aberta que esquecemos de cuidar.

Para curar, é preciso saber onde está.

Chorar - o choro da alma - pode ser uma maneira de sentir e acessar aquela emoção esquecida, aquela característica nossa que precisa ser acolhida, para ser transformada. Diante da dor, somos obrigados - no bom sentido - a SENTIR.

Algumas dores são tão fortes que nem a tocamos, não cuidamos e ela não deixa de doer. Como mecanismo de defesa, criamos as cascas, que fazem parecer que a dor está mais distante, enquanto ela só aumenta. Transferimos para o outro a carapuça de quem somos, do nosso lado mais denso e, assim, sentimos que a relação fica difícil, quando somos nós que dificultamos, em alguns casos.

A DS - distância saudável - é algo saudável, vem sem raiva e com consciência de se afastar para evitar embates e desgastes, pelas investidas constantes de quem não sabe se cuidar e se ajudar, mas não deixa de ser quem de fato é - e desconhece - e de atacar...

Vamos considerar nos considerar, ao menos. Considerar que, talvez, bem possível, a gente seja como afirmamos não ser. Só uma hipótese. Apenas uma suposição de uma possibilidade. Pode ser. Se dói muito considerar, quem sabe, outra hipótese, seja ali a origem da própria dor... Dá uma atenção justamente onde dizemos, com raiva e peso: "Eu não sou assim". Quando a gente não é, não tem peso na consideração. Como exemplo: "Eu não sou ciumenta!" - isso não me dói, nem me inquieta, porque eu, de fato, não sou - nem quando criança. Agora, quando digo: "eu não sou ansiosa!" - isso me inquieta... Fui futucar e me vi, exatamente, ANSIOSA. 

É assim, exercício diário. Sair do sedentarismos mental e emocional é necessário, bem como do sedentarismo físico. Exercitar o todo, para SENTIR, REAGIR, SENTIR, EXPURGAR, SENTIR, PROSSEGUIR, AGIR!

Pat Lins - inquieta, para me ajudar.

Imagem: Google


domingo, 30 de setembro de 2012

SABER

“Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear internamente as coisas”.

Santo Inácio de Loyola



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

CATARSE ALIVIA

Depois que todo mundo aprendeu a falar: "catarse", todo mundo acha que é capaz de fazer e, diante de um alívio imediato, considera-se curado... Será? Curado de quê?

Já reparei que diante de uma emoção forte, um rompante, algumas pessoas utilizam técnicas para "colocar para fora" a tensão, em vez de diluir ou, de administrá-la com primazia. Aspirina alivia a dor de cabeça...

Aliviar dá força para seguir. Nem sempre consegue tocar e atravessar profundamente a ponto de transformar... 

Tomemos cuidados com o nosso "como agimos" e o "que falamos", melhor ainda, avaliemos "o que pensamos". Pensar, sentir, falar e agir - sejamos coerentes! O equilíbrio é no desequilíbrio, mesmo, indo equilibrando.

Pat Lins.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

PACIÊNCIA, UM BOCADINHO MAIS

Você já recebeu uma mensagem - via e-mail - cujo teor era uma mensagem bonitinha, onde se fala: "pedi a Deus... ele me deu..."? Não me lembro direito como era, só me lembro que era tipo: "pedi a Deus dinheiro, ele me deu um trabalho..." Pois bem, eu, Pat Lins, pedi a Deus paciência e ele me deu situações para exercitá-la... Não sei se rio ou se choro - kkkkkkkkkk.

 Custei a começar a compreender - um dia internalizo - o processo e vi que não adianta brigar, aceitando é o melhor caminho: 

PACIÊNCIA A GENTE SÓ SABE SE TEM QUANDO PRECISA EXERCITÁ-LA.

Piegas? Totalmente real!

Agora, nem peço: "me dá mais paciência, Senhor". Como já saquei o lance, agora eu falo: "tira minha paciência, oh Pai" - kkkkkkkkkkkkkk.

O lance é que paciência nunca é demais, sempre é um esforço grande demais! Falo de PACIÊNCIA, não de suportar ou tolerar. Não de fingir que tem e se remoer por dentro. Falo de sentimento sincero. A verdadeira paciência flui com a prática dos bons hábitos. Bom, isso eu ainda sei apenas na teoria, a caminho da prática. E olha, tenho passado por um intensivão. Agora, é vai ou racha - se eu não rachar a cara de um, é porque vai - kkkkkkkkkkkkkkk. Miséria! Misericórdia!

Deus, tá bom, dentro de tudo isso que já estou passando, sem precisar  aumentar as provas - rs,  dá um bocadinho mais de paciência - bom aprender a formular o pedido de maneira correta, limitando as interpretações, objetivando o desejo, porque o lance não é obter as respostas, mas, saber fazer os pedidos, ou seja, saber a pergunta certa - para mim e juízo para os que me testam se tenho tão nobre sentimento. 

É verdade, bem que dizem: "a prática é o caminho da perfeição". E eu, tô tão longe disso, mas, não desanimo, estou caminhando e fazendo meu melhor a cada dia.

Beijos,

Pat Lins.

domingo, 13 de junho de 2010

RAIVA E FORTES EMOÇÕES!!!

Para variar, em nossos padrões de educação hipócrita - e vai saber quando e porquê isso começou... - a gente é "ensinado" a "não sentir" raiva, porque é feio e as pessoas podem não gostar, fora que podem "achar" que você é louco e/ou uma pessoa má...

Sinceramente, não sei o porquê de tanto medo em assumirmos nossas emoções mais básicas - ainda que as fortes e desagradáveis, se elas existem mesmo?! Falar que não sente já sentindo é que é loucura.

Raiva é algo que explode, nos pega no susto, diante de um estímulo que toca naquilo que nos incomoda... talvez nunca saibamos o motivo que leva a despertar, mas, dá para gerenciar isso. Raiva é algo que quando você vê, ela já está. Só deixar passar, aí está nosso esforço saudável. Deixar ela ir. Negá-la só a alimenta e a mantém dentro de nós, nos corroendo: primeiro por nem sempre podermos extravasá-la, pelo medo, por tabu... por limitação e a "engolimos"; segundo, porque, se a gente não a deixa ir, ela vai se alimentando da gente.

Não me refiro a agressividade, exaltação, exagero... e sim ao simples fato de negarmos a raiva e sua explosão, bem como outras fortes emoções. Não levanto a bandeira para a arrogância, a falta de educação, estupidez... apenas me refiro a raiva, por exemplo, se alguém pisa em seu calo. Pois é, vai negar que o susto, a dor inesperada... vai despertar uma raiva? Mas, passados esses segundos iniciais de quem foi "pego de surpresa" - uma surpresa bem desagradável, mas, acidental - deixa ir e recobra o bom senso, a vida segue.

A gente precisa conhecer um pouco mais sobre nós mesmos e nos aceitarmos como somos - sem nos acomodarmos a essa verdade, do tipo: "eu sou assim mesmo. Pau que nasce torto, morre torto"... Isso é desculpa esfarrapada, até porque nós não somos "pau". Dói "pra cacete", viu?! Mas, é muito melhor se livrar desse peso e dor eternizada das permissividades destrutivas, como se negar, do que não ter a oportunidade de ser algo melhor. A grande questão é respeitar. Respeitar a si, ao outro, a todos e a cada um. Pedir desculpa. Não se aproveitar de querer mudar para descarregar nos outros, enquanto não se "ajeita internamente". Compreender que nem todo mundo pensa como eu, como você... cada um tem seu tempo, seu ritmo, sua história, suas referênciasm, suas verdades, seus desejos, seus anseios... cada um tem seu próprio mundo e coexistir é o mesmo que administrar as diferenças; equilibrar; é respeitar! É olhar daqui para frente e seguir. Fui uma pessoa estúpida até ontem, hoje, estou disposto a ser mais compreensivo, mais cauteloso com as palavras e expressões, sincero e honesto - completamente diferente de invasivo, inconveniente... Isso, também não quer dizer que vamos mudar como um estalar de dedos, nem que não vamos continuar errando e/ou cometendo outros erros. Somos eternos aprendizes. O diferencial é a disposição que temos para continuar o "aqui e agora" como lema e propósito de mudança.

Cada um de nós precisa aprender a lidar consigo, antes de tudo. Precisamos aprender a lidar com nossas emoções, não estrangulá-las dentro de nós, nem perpetuá-las em forma de agressividade alheia, machucando o outro com o "dom" da estupidez e arrogância. Ninguém pode se valer de ter uma vida mais sofisticada para pisar no outro e muito menos se achar melhor por conta de sua condição financeira. O respeito é condição primordial para a boa convivência em qualquer instância.

Sentir e viver a raiva é sentir e viver uma emoção ruim, mas, que faz parte da gente e não há uma controle rigoroso, ela existe em cada um de nós. Saber como lidar com ela é que faz a diferença positiva ou negativa. Tolerância, paciência, compreensão, respeito, são virtudes que estão dentro de cada um de nós, expostas de maneira variável - cada um tem seu grau - porém, todos temos o verdadeiro potencial de permití-las emergir. Engraçado, a gente aprende a fingir e/ou omitir a raiva por uma necessidade de "aceitação" de fachada; alegamos que as virtudes podem ser expostas e na verdade, na prática, colocamos toda raiva para fora, canalizada em diversos disfarces diários e dizemos estar exercendo as boas virtudes da paciência, cautela, calma e afins. Urge ou não, a necessidade de se fazer conhecer o que é cada emoção que EXISTE, quer a gente queira ou não, dentro de cada um? Precisamos ou não aprender mais sobre nós? É gritante ou não a necessidade de nos enxergarmos como HUMANOS, pessoas, gente, com um potencial infinito para o bem?!

A gente precisa aprender a ser gente. Eu estou cansada desse mundo de fingimento e aceitação às máscaras, às fachadas, ao superficial! Para mim, chega. Isso não é apelo para grosseiria. Isso é um apelo ao bom senso - o de verdade -, ao equilíbrio, à busca, à entrega e à disposição de querer ser e fazer mais por si e por esse mundão de meu Deus. Isso é querer dizer que sim, nós PODEMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - incluindo, cada um de nós, afinal, a melhor educação é a real, aquela que passa pela referência da coerência entre atitude, pensamentos e palavras!

Mania de temer o que é inevitável e que existe dentro da gente. Mania de temermos a nós mesmos. Mania de querer ser o que não é para agradar e gerar uma sequência de infelicidade em nossas ações. Mania de não perecebermos que mesmo negando, continuamos agindo e fazendo, justamente, aquilo que negamos, como se apenas falando que não é, a situação por si só se transformasse. Ingenuidade ou idiotisse? Essa é uma grande dúvida que carrego: sou ingênua ou idiota, por também agir assim?

Tudo é um processo. Mas, o esforço diário e o fato de estarmos dispostos, hoje, a fazer diferente e mudar é que conta. Cada dia de vitória - principalmente, as pequenas. Essas são poderosas. Incrivelmente, poderosas. - é uma soma positiva em nosso grau de mudança. É um ponto de fortalecimento para mudarmos o mundo. E, se no final o que vale é a soma de tudo, cada pontinho se transformará numa plenitude. A salvação de nossa espécie é descobrir o poder da união. Nossas imperfeições existem, mas, cada movimento de melhorar, somado a outro movimento - o meu, somado ao seu, somado ao dela, somado ao dele... - alcança a perfeição da busca e do processo de transformação para o bem.

Não precisamos negar nossa essência, precisamos conviver com ela e dela tirar o melhor que há em nós, sem fingir que não existem sombras - o "mal" - dentro e fora de cada um e de todos nós! Precisamos falar mais abertamente sobre as coisas boas, incluindo assuntos pesados, na intenção de transformar, porque isso é bom: transformar o "mal". Só tendo consciência, conhecendo, é que podemos mudar. Só se transforma o que se sabe, o que se vê, o que incomoda.

Vamos aprender a tirar mais proveito de nós mesmos!

Pat Lins.

terça-feira, 4 de maio de 2010

"(...) Mas, não é a tristeza que mata." - Fernanda Young


"É preciso ter tristeza. Tristeza não é ruim. Quase todo mundo só quer escutar musiquinhas alegres, ir dançar em lugares barulhentos, ficar falando o tempo inteiro. Porque eles tem medo da tristeza. Mas não é a tristeza que mata."

(Fernanda Young)

Quando se fala em "preciso ter tristeza" as pessoas confundem tristeza - um sentimento real e necessário, que faz parte da gente - com culto à tristeza, à dor e ao sofrimento... isso é que mata... além da miséria entristecedora que pouco conseguimos ou estamos dispostos a desfazer!

Para mim, a falta de alegria ou consciência do que é felicidade é muito pior que tristeza. Tristeza é um sentimento, como todo sentimento, que surge em reação a algum estímulo. Não é para ser temido. É para ser compreendido, acolhido e deixar passar.

Toda tristeza já chega querendo ir embora. É um alerta. Uma reação. Um sentimento. Uma emoção passageira.

Perpetuar a tristeza, ainda que em forma de "pseudo alegria" é que dispara e mantém o sofrimento e des(re)caracteriza tristeza.

Não precisamos temer nossas tristezas. Precisamos temer o que nos faz desejar ocultá-las de nós mesmos, em vez de cuidá-la - ou, cuidar o que ocasionou - para deixá-la partir em paz e nos aproximarmos de nossa verdadeira paz interior.

Vamos conhecer mais nossas emoções e nos temer menos!

Abaixo a "cultura" ou culto a tristeza sem fim! Abaixo o tabu em falar de assuntos que doem, como se doesse mais ao falar. Abaixo a vergonha em sermos que somos.

Que se erga o novo tempo de busca e encontro do real significado de FELICIDADE, onde não se exclui nada e se inclui saber viver e lidar com TUDO.

Ser feliz é saber deixar ficar o que for para ficar e deixar passar o que tiver que ir e, ainda, se encontrar pleno e capaz de superar, em busca da manutenção de uma vida leve, saudável e sem rancores, raivas, dores intermináveis e incalculáveis. Ser feliz é um estado de espírito vivo. Ser feliz é uma questão de buscar e encontrar em toda e qualquer situação - conflituosa ou não.

Para mim, o tédio de não saber quem se é de como posso melhorar é muito mais "triste". O tédio de não acreditar em algo melhor... isso mata... mata qualquer identidade. E o que somos,afinal, além de nossa identidade real? De nossa essência?

"Se é para tentar ser alguém bem melhor, deixa eu tentar ser quem eu sou..." (Banda Hori)

Mas, quem eu sou? A gente sofre demais por não se assumir sendo quem é. A gente sofre demais, porque é mais aceito quem sofre - ainda que taxado por inúmeros adjetivos - do que quem supera. Quem supera - ou deseja superar - é tido como louco e/ou como pessoa fria e sem sentimento. Isso porque o sentimento aceito é a tristeza mascarada de dor necessária, mas, não falada, acomodada, engessada e alegremente sentida. Não se admite a tristeza em sua real profundidade e origem. Se admite a "tristeza por..." e esse por é que legitima ou não - de acordo com os critérios do julgo alheio - se se pode ou não assumir a tristeza ou mascará-la com outra tristeza e, na sequência, fingir alegria, para ninguém continuar a te julgar... Triste! Triste ser como somos e tão pouco fazermos ou nos dispor a fazer. Triste não poder "curtir" sua tristeza, para que ela passe e tenha que se entregar a curas superficiais, parciais e insuficientes, como "encher a cara", "tomar um bom porre" ou "fazer compras" - ai, esta eu adoro... pois é, sou humana, sou real e, quando dá, também afogo as mágoas em compras... risos. Triste! - risos.

Sejamos felizes sendo, a cada dia, cada vez mais, nós mesmos, no melhor significado que venha a ter!

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Sem morrer de tristeza, nem matar de falsa-alegria... para fazer parar de sangrar, é preciso limpar e cuidar.

Pat Lins - mais um grito desabafo!


terça-feira, 29 de julho de 2008

MINHA SALADA SÓ É GOSTOSA PORQUE EU FAÇO E IURI TEMPERA!!!



Fazer uma salada é tão simples, né?! Mas, por que tem umas que são tão sem gosto? Faço uma salada que é uma delícia, simples e fácil. Mas, Iuri faz o tempero. Trabalho de equipe, amor e carinho!

Nossa vida é bem assim: um conjunto de acontecimentos, sentimentos, emoções, história de vida... ingredientes que temperam, dão o ponto ou fazem passar... enfim, somos uma salada de Deus, temos em nós e nos que estão ao nosso lado os ingredientes certos, na medida certa. Mas, a gente sempre quer mais...

Para alimentar a vida de maneira saudável e prazerosa, basta se permitir e viver aquilo que Deus nos dá. Desejar uma pitadinha de sal, beleza, porém, saber que sal DEMAIS faz mal nos leva a tomar cuidado com essa “pitadinha”... querer mais não é o problema. Querer DEMAIS é que é!

A vida em sociedade requer sempre medir os termos, os comportamentos, cada gesto, cada palavra, cada atitude, cada emoção.

Viver a dois, requer ponderar tudo isso e muito mais. Mas, lembrar que “viver é uma arte!”, como sempre diz minha amiga Suzi. E o Diretor está em todos os lados, em todos os lugares, em todos os momentos...

Passar por toda fase difícil que passei, todo mundo já ta cansado de saber, que foi DIFÍCIL, mas, com os ingredientes certos, a salada ficou gostosa! A ajuda de meu marido foi fundamental!

Mas, me pergunto, por que o dia-a-dia é tão difícil? Tem dia que ele pega no sal, e eu nos ingredientes errados... cada um tem suas dores, suas mazela... e superar uma doença, não faz parar o tempo. Existem produtos que são perecíveis, outros que não combinam... para quê insistir em colocar? Joga fora!

Se a gente superou um turbilhão de coisas de uma vez só, precisamos saber viver e superar as dificuldades diárias. Lembra que falei que eu não virei santa, e que os problemas não deixaram de existir? É verdade.

O peso que você dá é que vai fazer a diferença.

Incrível que situações tão bobas, conseguem nos sufocar, de tanta repetição... desemprego, contas, frustrações pessoais, carências, desejos, cansaço físico e emocional, cuidar de filho (por maior que seja o prazer, também cansa)... e você vivendo enfurnado nisso, sem sair e respirar, só afundando... o problema pode te dominar se você quiser e deixar! Tudo pode conturbar e tirar a paz.

Um pequeno problema pode virar um problemão se você vivê-lo dia após dia, reclamando e nada fazendo, só se queixando.

Às vezes, sair sozinho e dar uma respirada a beira mar pode evitar muitos desgastes numa relação. Todos devemos, e precisamos, lembrar que somos indivíduos antes de tudo! Um casal consiste na união de dois seres individuais, pensantes e “viventes”. Carências são trazidas e vividas por dois, se um não se trabalhar.... os dois sofrem!

Ter o cuidado de perceber isso e admitir é que vai fazer a diferença. Mas, querer que sua mulher seja mãe, amiga e irmã, não dá certo. Exercemos vários “papéis” na vida, e cada um tem o seu lugar e espaço. Digo sempre para Iuri: "Nunca espere que eu vá fazer a sua comida favorita como sua mãe faz. O prato da mamãe, só ela!” E isso serve para tudo! Trabalhar suas carências ou, ao menos, ter consciência que as tem é um bom começo.

Todos nós precisamos de família e amigos. Graças a Deus, sou rica desses tesouros!

Só temos duas opções: VIVER COM AS SOLUÇÕES OU SOBREVIVER COM OS PROBLEMAS!

Problema sempre vai existir! SOLUÇÕES também!!! Eu costumo dizer que “todo problema carrega em si a solução”.

Cabe a um decidir dar um basta no problema, que já ajuda! Mas, todo casal deveria respeitar isso, e pensar sempre na solução, não permitir se afundar nos problemas e transformar a convivência diária num castigo, numa tortura! Isso pode enlouquecer.

Percebi que já estava tendo recaídas esses dias, por conta de situações totalmente ridículas... Iuri tem ficado mais tempo em casa, a procura de trabalho, e a gente vinha se fechando nesse pequeno caos diário! Sentimentos e emoções se exaltavam... estava aturando ele. Repetia inúmeras vezes: “ele tem muitas qualidades, não se prenda aos defeitos...”; “já passamos por uma situação muito mais difícil e delicada e superamos, não vai ser essa rotina cansativa e desgastante que vai vencer!” Isso é o dia-a-dia! Superar uma doença como a DPP não pára o surgimento de outros problemas...

Estava me entregando àquele clima de tristeza e a desesperança e esss sentimentos estavam querendo tomar espaço... se a gente permitir, elas tomam todo o “jardim”, como ervas - daninhas. Apesar do cansaço, tirá-las da nossa grama, aparar, limpar e regar faz parte. Toda relação é assim!

Como já identifiquei os sintomas, pedi forças a Deus e apoio a quem me ama! Agradeço ao Pai pela existência de pessoas tão especiais em minha vida. Minha mãe e Sani são duas delas (viu?!) - risos. O socorro veio e o ar voltou a circular em meus pulmões. Eu, agora, me empenho em viver a vida sendo realista. Hoje, por coincidência, li um provérbio chinês que reforçou meus jeito de viver e pensar: “O pessimista reclama do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas” é isso aí! A vida sempre continua! Ainda tenho muita guinada para dar, mas, em alguns casos, estou na fase otimista: esperando. Na hora certa, ajustarei as velas!!! Saber dar um tempinho e se permitir construir bases sólidas é muito melhor do que viver guardando tudo em caixinhas...depois, haja espaço para guardá-las e haja paciência para localizar o que é o quê!

A gente precisa respirar; o coração precisa bater; temos que nos alimentar; nos mexer e pensar para viver. A gente precisa viver! Precisa se amar! “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." (MATEUS,22:34 - 40.)

Como um carro, também precisamos de combustível na vida! Não precisamos transformar tudo em fardo. Tomar decisões simples podem dar um gás para se viver os problemas e superá-los. Mas, nunca, nunca mesmo, finja que não os está vivendo, isso pode aumentar a situação. Colocar tudo num canto e fingir que não está ali não resolve! Eles continuam ali, e você, os está vendo...

Dar a volta por cima é missão diária. Todo dia começa, nossa vida também, começa a cada dia!

E é por isso que venho lutando. Como todo casal, também temos problemas e soluções. Vivê-los é superá – los com amor, dia após dia! É se respeitar antes de tudo, para saber o que vem a ser “nos respeitar”.

Por isso, que minha salada é tão gostosa!!! (risos)

TODO DIA DEVE SER O PRIMEIRO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS!
Patricia Lins

domingo, 13 de julho de 2008

VIVER, SENTIR, PENSAR E AGIR




Só para registrar, eu acredito e estou tentando chegar lá, que nós só seremos nós mesmos e mais felizes conosco e com os outros, quando desejarmos e nos dedicarmos à busca do equilíbrio entre VIVER,SENTIR, PENSAR E AGIR.


Buscar a coerência entre esses 4 pilares é o caminho!



A gente cansa de falar sem sentir; viver sem agir; falar sem pensar; pensar e calar; agir sem pensar... Tanta incoerência.



Um passo importante para quem está em Depressão ( e quem não está também) é buscar essa coerência e se dedicar a ela! Mergulhe fundo!



Então, vamos dar sentido à nossa essência: VIVER, SENTIR, PENSAR E AGIR coerentemente.

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