Mostrando postagens com marcador bons valores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bons valores. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de setembro de 2012

RAIVA - TODO MUNDO SENTE! POUCA GENTE CUIDA...

"Quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel" 
William Shakespeare

Ah, a raiva! Oh sentimento pouco compreendido e, por assim ser, tão imperativo, intempestivo e ácido!

Quantos de nós finge não tê-la e tanto se faz uso dela... "A raiva é um sentimento ruim... a gente tem que falar um monte de coisas boas para ela nem se aproximar...". Quem dera fosse simples e fácil assim!

O que mais me espanta em nossa tensa relação com esse sentimento é o medo que temos dele e o quanto esse medo o alimenta. Uma pessoa, certa vez, me disse: "Você está com medo ou com raiva? É melhor sentir raiva do que medo...".  Alguém consegue ter noção do alcance dessa frase? Não que a gente escolha o que sentir... sentimento a gente sente. Administrar esse sentimento é que se trata de usar a razão e fomentar a base moral das virtudes para que se faça a harmonia, através da razão e da consciência. Assim eu penso. O medo nos afasta da capacidade de ver as saídas. A raiva é explosiva e não fica instigando para olhar para ela. Ela explode mesmo e não está nem aí... O medo não, ele é envolvente, silencioso e com voz mansa, para não nos afugentar. Em verdade, nenhum dos dois é coisa boa. Quem de nós não os trouxe em seu pacote de configuração humana?

"Não é bom sentir raiva!". E quem não sente? O auto-controle não necessariamente é lidar com a raiva, é contê-la, embarreirá-la. O auto-conhecimento, a auto-busca, sim, esses são capazes de diluí-la em meio à luz da consciência. Mesmo assim, nada a impede de emergir. Se conhecer, se buscar e se ajudar colabora no aspecto preventivo, onde, ainda que a situação externa detone o botão de acesso a raiva, se o ambiente pessoal estiver em boas condições de arejamento mental, de abertura pessoal para as soluções, de compreensão, respeito e paciência - ou seja, base de formação moral firmada em bons valores -, todos os assuntos interpessoais sem pendência e em dia... ela explodirá mas não causará efeito devastador ou corrosivo. O impacto será amortizado pelo ambiente do bem estar consigo. E o questionar "o que está por trás dessa raiva?", "como faço para deixá-la ir?" fortalecerá a base e diluirá, no tempo certo, essa emoção negativa e pesada. 

Todo mundo já percebeu que emoção densa invade e machuca pelo peso que trás. Emoções leves, boas, positivas - reais - reconhecem a existência do negativo - afinal, todos nós temos os dois lados e isso não nos torna monstros em admitir esse axioma, senão, essa verdade e o lidar conscientemente com esse lado sombrio é crescer -, a acolhem e fortalecem nossa imunidade contra esse ataques de maneira efetiva: transmutando-a. É praticamente um processo químico em meio ao processo abstrato emocional.

Todos têm predisposição à raiva! Não existe esse que não tenha... Nem que seja raiva por uma injustiça. Ainda assim, não se trara de um bom sentimento. Uma pessoa mais forte emocionalmente, moralmente  formada e virtuosa na prática diária - uma pessoa evoluída - se refaz do ataque com rapidez e honestidade , lidando com a existência real dessa emoção e deixando-a seguir seu caminho, liberando a tensão e diluindo através do processo racional. Existem pessoas com capacidade de explodir mais rápido e externalizar essa emoção dentro de si. Outras, represam tanto que os olhos explodem e os lábios correm o risco de deixar de existir depois de tanta mordiscada... A capacidade de "conter" a raiva não nos torna capaz de lidar com ela. 

Desde que assumi para mim que alimento muito a raiva com meus medos, entendi que entrei no caminho para ter acesso ao caminho que me conduzirá, um dia, ao caminho de conseguir lidar efetivamente com essas emoções mais baixas. Ah, detalhe, isso faz com que ela exploda cada vez mais. É uma catarse... uma prova de fogo atrás da outra. Então, hoje, quando me vejo com raiva - sim, existem momentos em que não nos damos conta, através de nossa capacidade de justificar tal sentimento - procuro entender o que me levou a sentí-la. Me pergunto "o que essa raiva quer me dizer?", "o que está por trás dessa emoção?", "como faço para permití-la ir". Papo de doido? Pode ser. Requer tempo e ambiente favorável. Isso é uma parte do lidar com essa emoção. O mais importante é se alimentar de pensamentos bons, sem deixar de reconhecer em si os ruins, mas, questioná-los à luz da sabedoria que existe em nossa essência, lá dentro de nós, bem em nosso âmago... lá, onde a gente insiste em sufocar a vozinha que nos guia para e pelo caminho do bem. É. Essa voz que ignoramos constantemente e que muitos afirmam escutá-la e se dizem preparados para lidar com a raiva porque sabe que ela não faz bem... na hora H, ou represam ou explodem através de outras ações, como se desviar o foco resolvesse a questão.

O antídoto natural para lidar com a raiva - porque impossível eliminá-la, a não ser que seja um Jesus Cristo, que veio nos mostrar que só através de uma vida virtuosa e pautada no Bem Maior podemos ser melhores e ninguém segue seus passos como Ele ensinou... me diga, quando Jesus se deparava com alguém "torto moralmente" o que Ele fazia? Virava a cara e dizia: "Este aqui, não, irmãos... Nem se aproximem para não se contaminar... ele é do mundo..." ou, veio Ele ao mundo para salvar todos nós dentro ou fora de religião? E pregou Jesus em nome de uma religião em específico?... - pois bem, para "curar-nos" após a explosão, em qualquer proporção, de raiva, só sendo uma pessoal do Bem, virtuosa. Uma pessoa que rega sua semente e sua horta de bons pensamentos todo dia, principalmente, depois de ter agido de maneira impulsiva e, em vez de se culpar e se martirizar, assume um papel redentor de si e recomeça. Somente o poder do Amor, da compreensão, do respeito a si e ao outro - principalmente, no entendimento de que cada um tem seu tempo, seu ritmo - e na paciência que essa sequência naturalmente conduz, são capazes de neutralizar o efeito radioativo da raiva. Isso a impede de explodir em algum momento? Segurá-la entre os dentes, num ato desesperado de não tornar aparente aos outros essa emoção a faz deixar de existir em si e de detonar a pessoa por dentro? A questão é LIDAR com a raiva. E a gente só é capaz de lidar com aquilo que identificamos. Para identificar: ver. 

Acho que nos ensinaram tanto a "não pode ter raiva... isso é ruim... isso é pecado" que esqueceram de dar a receita do bolo de bondade que a gente come e automaticamente mata tudo de ruim dentro de nós... Até - ou, principalmente - quem mais espalha essa informação tão "nova" de que raiva é ruim e faz mal precisa se desconstruir dessa armadura superficial e entender que raiva é real, densa e profunda. Ir lá no fundo, se buscar e se entender ajuda a ir cortando suas raízes e cada vez mais temos menos espaço para ela dentro de nosso jardim pessoal. Isso é arejar nosso lar interior: nós mesmos. Não adianta se colocar como superior e arrogante, o oposto da raiva são os sentimentos nobres e leves, e estes não comportam orgulho, vaidade e essa gama de coisas pequenas e ínfimas em nobreza e enormes, densas e profundas em poder de destruição. O amor, por si só, é humilde. Não se gaba por glórias, nem as deixa de realizar. Apenas cumpre seu dever humano de encontro consigo. À medida que nos aproximamos mais de nós mesmos, da nossa essência, mais distante ficamos de acessos de raiva. À medida que nos ajudamos, mais leves ficamos. 

A raiva é sinal de que algo em nós requer cuidado. Não nos culpemos: somos demandas demais para toda uma vida! É capaz de morrermos tentando ser alguém melhor. Isso já é uma boa maneira de morrer, consciente de que se esforçou e se colocou a caminho de si. Só assim encontraremos a Verdade sobre Deus. Eu penso que Ele fala com nossa essência. Com nosso Eu mais elevado: equilíbrio entre razão e emoção. Na paz do encontro da gente com nosso Eu de verdade: quem somos! Só com esse caminho aberto, nosso coração será nosso guia real, porque seremos luz divina em essência, em pureza, em verdade!

Só construindo esse caminho rumo a nós mesmos podemos nos ajudar e nos encontrar! Só assim, sentimentos inferiores - porém necessários em nossa escalada rumo a nós mesmos... eles são alertas de que algo está fora do lugar - serão transformados em seus opostos. Eu penso que essa nossa bipolaridade, dicotomia, lado sombra e lado luz... seja um alerta ao equilíbrio. Após equilíbrio instalado, após (re)encontro com nossa pureza d´alma eles deixam de existir. Tudo tem um motivo para existir. E nossas emoções querem seguir o sol, mesmo que, por vezes, precisem ser sombras das nuvens ou molhadas pela chuva. Nada existe em nós por acaso. Eu ainda não sei muito bem lidar com essas emoções mais densas, mas, já sei que estou em desarmonia comigo... e não precisa explodir uma delas para saber... eu já sei. Estou em fase - há muito tempo e pode levar ainda outro muito tempo - de desconstrução. Fase de refazer-me. Fase de plantar novas sementes, de colher furtos do que já fora plantado, fase de ir em busca de ajuda para semear novas sementes... é um processo dinâmico, como a vida, porém, sem agitação. O dinamismo deve ser separado da afobação, da ansiedade e da agitação como sinônimos, por favor! 

Preparemos nosso solo amado e pessoal. Plantemos. Reguemos. Colhamos. De cada raíz fincada, erguem-se troncos e polpas. Dure o tempo que durar, as raízes são nossa origem, nosso caminho rumo ao interior, caminho de retorno a si. Mas, nossos frutos alimentam. Nosso pólen nos levam a posteridade e a novos lugares. Somos humanos e temos a capacidade de ir e voltar, porque o reencontro é um retorno. Por mais longe que sigamos, o retorno, quando nos permitimos honestamente, cira um caminho próprio, que não tem explicação lógica, muito menos científica, é Vida! Tempo como seu aliado abre esse portal. Não pegamos atalhos, pegamos O caminho rumo a nós mesmos! Isso é cura: reencontrar-se! Sejamos mais felizes a partir de agora! A raiva precisa de compreensão! Acolhamos cada sentimento nosso. Vamos dar o devido carinho a nós mesmos!

PS - pensar assim ainda não me torna uma pessoa evoluída... eu, como qualquer ser humano, estou em processo e isso requer tempo e tempo e tempo.
"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

William Shakespeare


Pat Lins.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A SEGURANÇA PÚBLICA x EXIGÊNCIAS DA ATUALIDADE

Gente, faz tempo - não é novidade para ninguém... - que escuto: "não sei mais do que tenho medo, de quem deveria fazer a nossa segurança ou dos bandidos...". Isso me preocupa muito, como mãe, como filha, como irmã, como tia, como pessoa, como cidadã, como pessoa que conhece policial - penso eu que todo mundo conheça, pelo menos, um - e como ser humano, acima de tudo.

O que eu percebo é que nos tempos atuais, em plena era do marketing como "arte de guerra", a exigência superficial de excelência, de qualidade ISO sabe lá nove mil e quanto, em plena fase de "parecer que está sendo feito", vejo pouco se fazer de concreto e profundo. Os tempos mudaram. Aliás, os tempos mudam! Os valores estão deturpadíssimos e a violência vem aumentando em escala monstra e explosiva. Mas, alguns setores deveríam ser mais respeitados e isso, com certeza reverberaria na sociedade de maneira mais positiva.

O que me chamou a atenção, foi um policial falar: "Eu sei que tudo é uma questão de escolha e vocação. Eu gosto de ser policial. Tentei outra profissão, me graduei... Mas, servir na segurança pública me encantava.  Só que tem um ônus muito forte. Por exemplo, existem profissões, como médicos, policiais e professores que são a base de uma vida social: saúde, segurança e educação. Todos são motivados pela vocação, mesmo e dedicação à profissão por amor, mesmo, porque bem remunerados, em verdade, não são. Um médico é médico onde for e a qualquer hora, mas, se ele estiver de folga, ele é um médico de folga. Entenda, eu sei que se acontecer algo, se chamarem ele, ele deixa tudo e vai servir. Me refiro ao fato dele poder ser a pessoa separado do médico. Ele não vai ficar tenso, olhando se alguém está passando mal. Se estão limpando as mãos corretamente... etc. Um policial, ele é policial antes de tudo. A pessoa deixa de existir á frente. Até na vida pessoal existe o clima de tensão constante. O público que a gente lida não descansa... A um médico, todos são gratos, mesmo quando há a morte, mas, pelo esforço que teve. O público do policial vai ficar grato de quê? Eles são errados e, quando são pegos, eles acham que errados somos nós...".

Aquela conversa me fez refletir, juntamente com outras informações. Muitos crimes hediondos vêm sendo cometidos por policiais. É como se a farda pesasse... O poder não é algo que qualquer um sabe lidar com facilidade. Isso é meio óbvio. Aí, eu me pergunto: qual o apoio psicológico dispensado a essa categoria? A tensão é uma força controlável com facilidade e num ambiente cansativo e desgastante? Existe o descanso necessário? Todos sabemos que em determinadas funções, o emocional fica abalado e a repetição, a rotina de determinados acontecimentos mudam a relação com e das pessoas com os valores. Com o passar do tempo, a tendência é enraizar. O Governos deveria investir mais em contratação, qualificação e numa reformulação da estrutura organizacional, geral, desde a seleção até a manutenção desses profissionais. Escalas diferenciadas - se houver mais gente, mais fácil trabalhar com essas escalas mais humanas, afinal, esses profissionais precisam se refazer -; avaliações psicotécnicas mais sérias e sem direito a recorrer na Justiça. Interessante é que, em geral, esses crimes bárbaros - falo em geral, porque não tenho estudos, nem muitos dados sobre isso, - foram identificados como "fora de padrão" para servir à corporação. Aí, me vem a pergunta: se eles foram "barrados", por não terem sido aprovados no psicotécnico, quem os liberou? Existe uma brecha na Lei que permita isso? Então, qual a valia de um psicotécnico? Deveria haver mais relevância com relação a essa ferramenta psicológica. Ela faz com que aquilo que foi identificado como "potencial descontrole" não entre numa função que requer um certo bom senso e capacidade de agir sob pressão. Daí, escutei, há um tempo atrás, o Secretário de Segurança Pública da Bahia, desabafando em uma coletiva de imprensa, após um crime barbaríssimo na capital baiana e afirmou exatamente isso: a importância do psicotécnico. Não me recordo a frase exata, mas foi o que me chamou a atenção, quando ele falou: "esses casos são profissionais que o psicotécnico identificou...". Ou seja, quando eles recorrem na Justiça, mesmo vendo que não se enquadra naquele perfil, mas, quer entrar por outras razões - que não a vocação... é simples identificar e diferenciar um profissional vocacionado e outro "interessado". Gente, bandido não tem RG ou CPF diferenciado... não vem escrito: "sou bandido". E um desses, com distúrbios de personalidade, emocionais... inclusive, de caráter, mesmo... se inscreve no processo seletivo e é capaz de passar, desde que estude. O que vai "evitar" que essas pessoas entrem num ambiente que exige firmeza de caráter? os testes psicológicos. Enfim, eu vejo como "cúmplice" quem libera... Mas, isso é minha opinião e é questionável...

Fui conversar com uma professora de psicologia da corporação, se havia um cuidado humano com os profissionais e ela me respondeu: "tudo defasado...". Ou seja, investir em melhorar a a aparência da corporação não a melhora... 

Uma coisa é investir na aparência para venda de uma imagem positiva no comércio, já que existe a concorrência e etc. Mas, em saúde, educação e segurança além de não melhorar, piora! Imagine o público interno -os profissionais - desses setores, como se sentem? Todo mundo sabe que um profissional motivado rende mais...  O que motiva um profissional, dentro do seu ambiente de trabalho - ainda que seja um vocacionado, que vem com aquela característica em si, como uma parte de si? Um ambiente saudável, com clareza e transparência na condução das metas e das funções e uma boa administração. Agora, imagine incluir nesses setores, estratégias de guerra para venda de aparência. Você já não tem investimento em "cuidados" diversos com a pessoa que existe no profissional; já recebe relativamente pouco, porque você tem que investir... até a farda do policial ele tem que comprar e é cara...; vive num ambiente tenso e uma rotina de pressão. Fora a questão da rigidez e frieza que vem como forma de "preparação de caráter" dentro da corporação. Imagina, pressão nas ruas por conta da profissão e do "público" - não gosto de ficar repetindo: bandidos, marginais... - que lidam, tem a resistência  e cobrança de uma população que, na maioria das vezes, tem razão em exigir, mesmo, mas, o COMO exigir é que faz com que essa exigência seja feita e reconhecida como legal, senão, perde-se a razão. Nossa população tem uma característica peculiar... estou tendo cuidado para escolher as palavras, mas, aqui na Bahia, por mais que me doa reconhecer e admitir, as pessoas não têm acesso a uma boa educação acadêmica - por falta de investimento dos governos -, entretanto, educação acadêmica é apenas uma parte da educação de um povo - com muita importância, eu sei e luto por isso, pois, abre portas para novas descobertas - a educação doméstica é algo mais pessoal e cultural. Assim eu penso. Sendo assim, então, sejamos francos, nosso povo é muito mal educado. E muito, é mmmuuuiiitttoo, mesmo. Basta sair daqui, vai em Sergipe, que é do Nordeste, também, uma região muito pouco reconhecida e com muito pouco investimento financeiro... todo mundo sabe... e a gente vê a diferença. Aqui a gente só fala em "direito" e ninguém lembra-se que tudo é DEVER e DIREITO. Olha para as ruas em Sergipe e olha as da Bahia? Melhor, olha Salvador, que é mais gritante... as cidades do interior são mais limpas. Gente, "cidade limpa não é a que mais varre, é a que menos se suja". Então, voltando, imagina essa população tão "cheia de direito" como contribui para o bom funcionamento das ações dos policiais?

Não estou aqui defendendo a categoria, não. Estou tentando nos fazer ver que tudo faz parte de um contexto maior. Essas barbáries são obras de pessoas doentes. E essas pessoas doentes estão dentro de uma instituição onde essas doenças acabam sendo catalizadas pela pressão diária e o "poder" da farda. Muita gente não dá a devida relevância, mas, o que nos move não é apenas o nosso corpitcho, nossas pernocas... nossa mente, gente, comanda TUDO e muito mais! Isso deve ser levado em conta. Quando um desses seres são detectados num psicotécnico e, assim, impedidos de entrar na corporação, a família sai em defesa... a população compra a causa... depois, a culpa é de quem? Depois, quando acontece um crime hediondo cometido por um "fardado", alguém lembra de investigar se para essa pessoa havia uma advertência do tipo: "não apto para a função"? Para piorar, depois que cumprem a pena - quando cumprem - e são exonerados, quem os coloca de volta? 

Está tudo errado porque a gente está vendo tudo errado e aceitando tudo o que é errado. Na hora que o errado fica pior, nossa! 

As exigências da atualidade permitem que a imprensa acompanhe e divulgue as ações da polícia... O que, para mim, é estranho... Assim, divulgar, acompanhar, passar informações claras é uma coisa. Divulgar o que a polícia pretende fazer num determinado caso, para mim, é dizer: "bandido, é isso que eles estão fazendo. É disso que estão suspeitando...É por aqui o caminho...". Isso é o ônus. Eu penso que o sensacionalismo esteja confundindo o que seja a "liberdade de imprensa" com um excesso de liberdade e pouco cuidado com o trato da informação. Fora quando divulgam um hipótese como algo certo e a população é guiada... depois, muda, a população muda de opinião. E quem fica descredibilizada? A imagem da corporação policial.

As "exigências" da atual atualidade - me permitam a redundância - são efêmeras demais... são rasas demais... Onde estão as raízes?

Para mim os erros estão aí: nas exigências da atualidade. Como exigir algo sem a menor condição intelectual? Fora que bom senso é algo que se desenvolve no dia a dia, diante de uma postura mais aberta e menos expectativa. Nas exigências da atualidade, uma expectativa manifesta vale mais do que um Decreto. Uma expectativa dessa quando se transforma em frustração vira uma catástrofe geral. 

Até reconhecerem que deve-se mexer não só no maior número de contratação de policiais, mas, em capacitação, qualificação e avaliação de perfil, muitos inocentes ainda serão confundidos com os não inocentes - que estão cada vez mais em meio aos inocentes, mais "criativos", mais organizados e mais ousados - fora que muito mais bem preparados... Quer ver uma coisa? Quando você se depara com uma blitz, está dentro do seu carro com filme escuríssimo - para a nossa segurança... - como você age? Em geral, TODO mundo reclama: "Ah, que saco, uma blitz!". A gente vê o trânsito lento e se chateia... Nós não somos educados para entender que têm certos incômodos necessários. Daí, muitos mantêm suas luzes internas apagadas, vidros fechados. É parado e resmunga: "em vez de pararem os bandidos, me param...". Eu aprendi como dica de um policial: coloco o farol de estacionamento, acendo as luzes internas, abaixo os vidros, passo na velocidade mais lenta e sigo tranquilamente. O problema é a pressa. A maior exigência da atualidade é a PRESSA. Temos pressa para tudo. Com a imprensa no pé, criando um clima de que a resposta deve ser mais rápida, faz com que se veja no que não é o que é... Um inocente acaba pagando pela "pressa" em dar respostas a sociedade. Também, tudo errado, em quem vamos confiar? 

É urgente a necessidade de se quebrar com essa bola de neve, gente. Precisamos estar mais preparados como pessoas. Mais abertos. Resgatar valores. Aliás, Valores! Isso que vivemos é loucura e inatingível. O povo só clama: "tem que botar mais policiais nas ruas...". Depois, eles mesmos alegam temerem os policiais... Oh! E aí? Melhor cobrar do governo: como é a qualificação e a capacitação desses profissionais? O que é investido nesse setor? É muito fácil jogar um monte de homem e mulheres nas ruas, fardados e sem preparo... 

A Segurança Pública está pecando... nós, cidadãos, estamos pecando... e como resolver isso? Como eleger um político correto? Difícil saber. E como me disse uma amiga: "não tem como a gente saber eleger um bom representante se ainda mantivermos essas postura de 'valores' corrompíveis..." e é verdade. Quantos se vendem por uma dentadura, sorri durante aquela fase de eleição, consegue votos para aquele político safado e, depois, chora na fila do SUS...? Por falta de segurança...? Gente, o trabalho é árduo... até para exigirmos, devemos saber COMO e o QUÊ exigir! A gente reclama das saidinhas bancárias, espera milagre e não quer colaborar. Quer um exemplo? Quem consegue ficar sem atender o celular dentro do banco? Parece que o bandido terá uma marca em si e que a câmera de segurança vai detectá-lo e ninguém precisa colaborar... Eu penso que, se já se sabe que há uma maneira eficaz de comunicação entre esses marginais, através do celular, não usar já é uma ajuda para dificultar, né não? Uma ajuda para a nossa segurança. Mas, não, o povo não quer ter trabalho... Tenha paciência! Isso não me impede de ficar chocada e revoltada com a onda de crimes hediondos. Mas, me faz entender que não se trata apenas do Governo. Ao Governo cabe fazer o que não faz... recrutrar melhor, qualificar, capacitar e cuidar. Ao povo, colaborar.

Eu quero melhoria na Segurança Pública, sim e já! Mas, não quero só que joguem um monte de gente fardada na rua. Quero que contratem mais profissionais e qualifique, capacite e cuidem desses profissionais, com estudo, com acompanhamentos psicológicos e que sejam tratados com respeito na própria corporação. Chega desse sistema de humilhação como forma de elevação de caráter... 

Pat Lins.

sábado, 5 de novembro de 2011

PODER, RIQUEZA MATERIAL... ESSE É O NOSSO IDEAL?

Não é de hoje que tenho sede de entender o porquê de agirmos como escravos de nós mesmos... Pois é, aos poucos, minhas fichas vão caindo. Seja em meio a uma leitura, a um filme, a uma boa conversa... Tiro conlusões do que acredito, com o que sei, com o que aprendo, com o que sempre chega e o que sempre vai. Na vida, tudo é troca. Pena que transformamos boas trocas, trocas de aprendizado em mercadorias. Nós nos transformamos em mercadorias. Detalhe, bem baratas, porque temos um preço e, normalmente, é o que oferecerem e a gente se acha tão sem opção - e, diante da atual realidade, onde tudo chegou, parece mesmo que não temos... - que aceita e se submete.

Para variar, tive uma dessas súbitas quedas de ficha assistindo dois filmes que, apenas assistindo aos filmes, ninguém vai entender o que entendi e ver o que vi. Alguns outros não só entenderão como poderão me acrescentar informações relevantes. Os filmes foram "300" e "Alexandre - O Grande". É bom ter um mínimo conhecimento de história e da cultura daquele povo. Para a gente, eles eram bárbaros, mas, nós, seguindo o que os tiranos lobbystas que sempre existiram, preferimos nos curvar ao que o falso-poder prometia de escravidão em forma de liberdade: "entregue-me seus inimigos que pouparei sua vida, permitindo que seja meu escravo..." e a isso nos curvamos, como fez Efialtes, que, para não assumir que sua limitação física poderia comprometer a eficácia das falanges, e não aceitar que poderia ser útil ao seu povo de outra maneira - coisa que sempre fazemos... não damos importância ao que devemos fazer, mas, ao que queremos fazer, desde que a gente ache que é a única maneira de parecer ser algo que não é... - assim, Elfiates, que, não podia se levantar, preferiu, então, se curvar ao tiranos Rei Xerxes. Isso nós fazemos. Nós criticamos aqueles que têm um ideal e os taxamos de frios, insensíveis ou cruéis, por não fazerem o quê e como nós queremos. Nós agimos como eternas crianças que não aceitam ouvir "não" dos pais e só depois cai a ficha e entende que os pais podem ter errado em muitas coisas, mas, era o que acreditavam estar certos. Pois é, nós nem sabemos ao que servir e servimos aquilo que achamos que vá nos dar "poder", "dinheiro", "status". Para quê? 

A diferença dos gregos era que eles não viviam para lutar, mas, lutavam e morriam pela vida. Pela vida de todos, não de um. Eles viviam um ideal maior. Eles tinham um ideal. Eles não eram cegos, tolos ou inflexíveis. Eles seguiam uma única e simples razão: o uso da razão. a fraternidade os unia como um único corpo. Não uma massa vazia e oca como somos, mas, uma massa cinzenta de sabedoria e inteligência. Cada um dava o seu melhor e recebia o melhor do outro. Havia um companheirismo leal que a gente faz questão, nas tal da civilização - se é que já vivemos uma civilização nos tempos atuais - que vivemos de creditar às atitudes dos antigos gregos como violentas. Alguém já parou para ver que eles apenas defendiam seus territórios que eram inúmeras vezes alvo de invasão? Quando Alexandre ergueu suas tropas e foi para a Pérsia, ele foi em nome do seu pai, recuperar terras Macedônicas e, lógico, ele era humano e o poder também lhe subiu a cabeça. Para piorar, ele precisava fugir de sua mãe. Muitas detruições que ele fez foi por intolerância - pelo que pude perceber, resultado dos embates que ele travava em si por conta dos venenos que sua mãe lhe impunha, só vendo o mal nas pessoas - e, ele era tão grande em tudo que fazia que até o que destruía era grande. Mas, ele não invadia e criava impérios, ele libertava as terras que invadia e deixava que fossem regidas pelos próprios governantes daquele povo. Ele queria levar conhecimento a todos. No filme dão pouca atenção às Alexandrias. Alexandria era um centro cultural livre. Lá, pessoas de diversas partes do mundo, crenças, religiões, culturas eram iguais. Eram humanos em busca de investigar, conhecer. Lá a matemática, a física, a filosofia e etc se desenvolveram ainda mais. Lá, as ciências viviam junto com as atres, a política e as religiões, como pilares para se alcançar o que há de mais sublime em nossa missão aqui na Terra e pouco buscamos: SABEDORIA. A maioria de nós se acomoda a ser apenas esperto e tirar proveito de tudo em vez de cultivar a própria horta. A maioria das pessoas - e disso me excluo com propriedade - só quer o que pertence aos outros. Poucos de nós sente a honra e a nobreza de cuidar da própria vida como um verdadeiro tesouro.

Os gregos viviam e morriam não por um, mas, por todos. Cada um vivia e morria por si e pelos outros. Lógico que havia os invejosos e os urubus de plantão. Tanto é que aquela civilização foi extinta. Sempre existiu o mal. Ele está em cada um de nós, só que precisamos conhecer e admitir isso para que ele seja transformado, senão, ele nos escraviza e daí vem a inveja, os desejo de poder, a felicidade como algo que seja relacionado ao que tem um preço... Os gregos sim, eram uma nação. Apesar do rigor - nossa cultura nunca entenderia isso, porque nenhum de nós tem valor moral para entender - eles eram nobres, éticos - rigorosamente éticos e morais - e isso incomodava e incomoda as nossas fraquezas. Eles não alemjavam o poder, eles sabiam que o poder é para quem tem vida ética e moral, porque o poder é a força que leva um dirigente a dirigir seu povo de maneira ética e moral e guiar para um caminho de sabedoria. Isso que vivemos hoje em dia é tirania, não poder de um lider. Imagine um político deixando de roubar e cumprir com suas obrigações? Os gregos viviam isso. Ah! Mas, para nós, isso é loucura. Mas, já existiu. Já existiu civilização e justiça e foi esse fato de justiça - e justiça não é nivelar todos como iguais, mas, dar aquilo que cada um precisa para se desenvolver - que incomodou e incomoda. Por isso, melhor dizer que os gregos eram severos como algo pejorativo do que mostrar que eles eram íntegros. Isso sempe me incomodou. Eu tenho um fascínio pelo povo da Grécia antiga que nem eu sei explicar. Eu admiro a capacidade de construção, sabedoria e ideologia que eles tinham. Eu admiro como eles sabiam lidar com medo e coragem, não essa banalização de hoje em dia, que a gente acja que coragem é partir para a briga. Eles eram diplomáticos e só depois de não conseguir via negociação, se defendiam ou atacavam. Eles eram pessoas livres. Isso é um guerreiro: um ser livre que assume o dever e cumpre-o, como parte de um todo, parte de uma nação e disposto a tudo para proteger esse lar, essa cidadania. Essa liberdade fazia toda a diferença. Isso é coragem, força. Eles usavam a razão. Para mim, eles só precisavam equilibrar os sentimentos. Mas, também, não existe nada perfeito. O que a gente chama de amor é algo muito raso para termos a mínima compreensão do porquê eles agiam com rigor. A disciplina era tudo. Vá falar em disciplina hoje em dia... toma logo um teor de ditadura, de imposição. Completamente diferente do que era a disciplina para os gregos. Para a gente, honra é igual a orgulho; nobre é quem descende da monarquia... Nós somos tão ambiciosos que nem conseguimos sequer aceitar que o que digo aqui faz sentido. Nós aprisionamos em "nome do amor". os gregos sempre ensinaram que o verdadeiro amor liberta e só livres podemos saber o que devemos fazer. Quando a gente tem filho, a gente começa a abrir uma porta para aprender a amar, mas, acabamos caindo no mesmo viés: prisão. Não conseguimos nos libertar de nossos entraves, então, tapamos nossos buracos com nossos filhos. Isso a gente vê muito em novela, mães que queriam ser Miss e jogam as filhas para serem aquilo que não foram; pais que saem da miséria financeira e montam algum negócio e não admitem que os filhos queiram seguir outro caminho a não ser o de  dar continuidade ao "império" que conseguiu montar... Estamos preparados para nos libertar de nós mesmos? Estamos preparados para nos enfrentar?

Acabamos crescendo aprendendo a temermos tudo e paralisarmos pelo medo; vivemos sofrimento e dor como punição, em vez de superarmos e nos curarmos para viver a felicidade. No filme, eles se dizem vitoriosos por estarem em guerra e isso me remete ao Bhagavad Gita, da tradição milenar, se não me engano, do hindus, onde o Arjuna vive um conflito entre entrar em guerra pela cidade da sabedoria. Quando ele decide partir para a guerra, ele se torna vencedor. Isso nos remete ao fato de que nossa vida é luta e esforço diário. Não existe um dia de vitória e sim, situações que vencemos e precisamos manter. Cristo, por sua vez, nos ensinou a buscar a felicidade com outros termos, mas, com esforço e dedicação, para vivermos as virtudes na prática, pois, só assim, podemos entrar no reino dos céus. Qual de nós segue o que Ele ensinou? Assim que morreu por nós, nos ensinando algo de nobre - o ideal maior - nós nos viramos e fomos procurar culpados para continuar a matança. Cristo lutou, sem guerra de armas, mas, com batalhas de palavras e ações coerentes e práticas, enquanto nós só queremos teorias e acreditar naquilo que nos falam e pronto. Respeitamos mais a dor, o medo e o sofrimento do que a libertação deles.

Nós temos medo de ver, de nos vermos. Vivemos sem sentido, sem rumo e o rumo que nos dão é o da aparência. A isso nos contetamos e nos curvamos. Enquanto a vida só quer que fiquemos de pé e sigamos o sol. A vida só quer que a gente cresça e se liberte dessas banalidades que fazemos trivialmente. A vida quer que vivamos muito mais! Mas, como já mergulhamos nessa lama, só com guerra poderemos encontrar a paz. A guerra interna onde vencendo dentro se vence fora! Por isso que a morte do Cristo foi em vão... Não o que Ele fez, mas, como nós agimos depois do que Ele fez: nós continuamos a matá-lo, a cada dia, em cada ação fraca nossa. Nós só queremos a carniça da escravidão e não o banquete da liberdade. Por isso sofremos e alimentamos esse sofrimento. Por isso um espartano nos soa como louco e exagerado. Porque a nossa loucura nós não vemos, fingimos que não somos e fingimos que não estamos sofrendo. 

Nós somos seres capazes de desenvolver a razão. Mas, para isso, precisamos dominar uma coisinha muito simples, porém, muto complexa: nossa personalidade e nossos euzinhos. Mas, isso fica para outro post. Preciso estudar o mito de Pisquê. Como os mitos, nos toca de maneira que não entendemos nessa mínima consciência que temos, mas, como todos temos o caminho para a perfeição dentro de nós, eles falam com esse lugar na gente e, aos poucos, um dia, em meio a algo como um filme, uma conversa inteligente, uma boa obra literária... essa ficha caia em forma de consciência, como de fato tem que ser: vertical e desenvolvida, mesmo que, para isso, tenha que escutar que as pessoas inteligentes são doidas... Bom, toda coragem requer um pouco de loucura, uma dose para romper com essa normose instalada e que creditamos a algo benéfico. Depois de um tempo, vem o agradecimento aos "loucos", por nunca desistirem de acreditar em algo maior e melhor.

Nós somos o mundo melhor. Só entendendo que mudando a gente é que podemos mudar o mundo, mudaremos! Bom fortalecermos nossos pilares morais, éticos com disciplina e determinação.

Pat Lins.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

BOM, BELO E JUSTO

Pena que as pessoas confundam BOM com o que vende mais; BELO com beleza da moda...; e JUSTO com interesses pessoais.

É preciso desenvolver e fortalecer muito o bom caráter - perdoem-me a redundância, mas, usam a palavra caráter para designar tanta coisa... - e fazer um resgate urgente das virtudes e dos valores - não dessas virtudes deturpadas e crítcas. muito menos desses anti-valores em voga!

Sejamos, pois, BONS, BELOS e JUSTOS!

Pat Lins.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails