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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A fruta só dá no Tempo certo!

A fruta só dá no Tempo certo! 
Imagem: Google


...e isso não é só um dito popular, isso é Natureza falando: todo despertar de consciência só vem na Hora certa. Ninguém tem como saber mais do que você quando o estalo acontece.


Muitos ficarão ansiosos ao seu redor, por estarem vendo em você um potencial a ser desenvolvido, mas, só tu saberás o momento certo. Paciência e Respeito são virtudes a serem trabalhadas e paciência com quem insiste em tentar te acelerar.


Não corra! Não ande! Não pare! Não siga! Não volte! Não faça nada que não esteja pronto para fazer, senão, vai se tornar mais um tolo cobrador que não entende e não respeita a hora certa das coisas. E sim, existe essa hora, não existe atraso... se fosse assim, o mundo já teria acabado, porque tá todo mundo errado o tempo todo.


Às vezes, muitos receberão mensagens e decodificarão como bem quiserem, mas confie naquela Voz que te guia desde sempre, e nas vozes que te dizem: "espere a hora certa, porque ela vem até você e nesse momento você terá uma coisa: certeza, condição e capacidade!". É nisso que creio e aprendi, em minha curta caminhada, que não adianta tentar apressar as coisas: ninguém tá atrasado. É o tempo das Verdades e, agora, sim, cada um saberá o seu Tempo com mais rapidez, não por pressa, mas por sincronicidade. Os afoitos tendem a surtar e se sentem cobrados. Os que sabem aguardar, até os que ignoram, se sentem mais preparados, porque tiveram tempo de vivenciar e saborear cada situação que viveu.


Um grande amigo de 88 anos me disse que ele atribue a esse momento o nome de "Estalo de Vieira". É certo, você sabe a hora, porque ela vem naturalmente e sem dúvida! Se ainda está na aceleração ou na letargia, aquiete-se, ainda não é o seu tempo.


O "estalo do Padre Vieira”, é uma expressão muito antiga, que reza a lenda, enredado em dificuldades para aprender as lições do seminário, O Pe Vieira teria invocado auxílio divino e, numa fração de segundo, sua cabeça teria se aberto num clarão. É o equivalente à expressão contemporânea “cair a ficha”.


Fé! Confiança! Esperança! Gratidão! 


Aguarde, do jeito que você conseguir, mas respeite o seu tempo e o tempo do outro. Cada um ao seu tempo.

Saudações, amigos, amigas, amig@s, amigxs - pessoas,

Pat Lins.

#patlins

sábado, 2 de fevereiro de 2013

MOMENTOS BONS SÃO OS QUE SÃO BONS

Existem momentos na vida que puxam mais pela reflexão profunda. Em outros, apenas fazer bobagens... Em outros, amenidades. Ninguém aguenta ser reflexão profunda o tempo inteiro... para tudo o equilíbrio. Mesmo assim, é possível refletir constantemente e tentar ser consciente em cada situação, em cada acontecimento.

Recentemente, venho vivendo momentos que exigem demais dessa parte reflexiva mais profunda, alguns pontos mais duros, outros, apenas acontecendo. Em todos, aprendizado. Não é brincadeira, nem para tirar onda de evoluída - coisa que estoun longe - mas, evoluindo. É vivenciando que temos a capacidade de sentir dentro, bem dentro de nós, como agíamos e como agimos. Assim, entendemos o que vem a ser deixar o passado no passado sem amnésia! Também não afirmo que reflito e aprendo da melhor maneira ou como querem que eu aja, apenas ajo como consigo e como dou conta, me esforçando para compreender mais e absorver - sem peso, sem culpa - o máximo do qe vem de bom, sem deixar de viver e sentir que tem o lado "ruim". 

Tenho acompanhado e vivido momentos de angústia, dor e injustiça humana. Tenho questionado os desígnios de Deus, principalmente o que Ele espera de nós, humanos e falhos desde a criação. Não me furto o direito de questionar, porque está na capacidade humana da reflexão e questionamento honesto é a base inicial para alguma transformação significativa. E nesses últmos momentos, dos últimos quase 7 anos, nesse processo contínuo, tenho entendido na pele e no sangue, que tudo tem um motivo, uma razão, que acontece e que tudo tem seu lado positivo sim! Nem que seja avaliar como estamos lidando com o novo ou com o mesmo fato - afinal, muita gente nem se dá conta, falam em fechar as portas ao passado sem resolver as pendências e esse passado torna-se um presente assustador e a pessao nem entende que continua agindo do mesmo jeito e querendo solução... Todos nós fazemos isso ou sempre ou de vez em quando... poucos somos capazes de querer enxergar o REAL -  nas atuais circunstâncias. 

Escuto pessoas que se julgam maduras e equilibradas desmoronarem e cairem em contradição com a posição "evoluída" quando exige-se uma prática daquela teoria toda. Eu me vejo nos dois lados: dos que falam e dos que são escutados. Admito: não sou evoluída, mas me esforço para crescer em pequenas proporções iniciais, aos poucos e um passo de cada vez. Entendo que erro, que acerto. Entendo que teremos que abrir mão de umas coisas, de não estar com algumas pessoas - uma DS = distância saudável -, por um tempo, e que isso não é maldade é limitação.

Comecei a levar mais a sério o "não julgar", nem condenar. Mesmo ainda fazendo. Só que cada vez que consigo identificar que estou julgando, condenando sinto algo estranho em mim... não faz mais sentido. Também, não sou zen e tranquila, ainda sobrecarrego meu estômago - agindo do mesmo jeito e esperando solução... - e, agora, ele - meu estômago - começou a reclamar e dizer: "hora de enxergar, se libertar e me libertar dessa maneira de agir, concorda?". A gente fala tanto nos mistérios da vida e quando eles começam a se desvelar, a gente se nega a enxergar, escutar e ver os sinais, que sim, é a maneira da vida falar... Também, nem tudo é sinal... Mas, alguns são claros e diretos. Meu estômago está sendo claro e direto.

Diante de  momentos de dores e perdas, somos capazes de nos deparar com nosso apego, nosso materialismo, com nosso aprisionamento ao TER e de como somos frágeis, ainda que não derramemos uma lágrima. Isso vem porque vem... não quero ficar racionalizando tudo a todo tempo. Aceitar a realidade é ver e entender que veio e pronto. Só que temos que fazer algo. Aí vem a prova de fogo: como lidamos, como nos abrimos para resolver - no caso de um problema; como entendemos que não precisa ser encarado como um problema...? Como lidamos com nós mesmos diante de determinadas situações? Como não cobrar do outro sua presença em nossas vidas? Como estar presente, mesmo à distância? Como estar presente sem impor esse presença, como castigo? Como entender que vínculo é algo legal e prazeroso, não imposto ou cobrado?

Tanta coisa para nos olharmos e nos abrirmos um pouquinho mais, além dos recursos teóricos que nos compomos. Eu penso assim: o que vem de fora, nos "ajuda a", não é a solução pronta. Uma palavra amiga, uma sessão de terapia, uma boa palestra motivacional, um bom livro, um colo, uma aula de yoga, um momento de meditação... tudo isso e muito mais só faz sentido no real se entendermos que são combustíveis extra, capazes de nos dar aquele gás novo. A questão está em: nos damos conta disso ou apenas alimentamos o lado superficial e teórico? Como nos permitimos tirar proveito real no real dessas ajudas? Como avaliamos nossa transformação? Começa, para mim, de uma maneira simples: se ainda cobro, ainda ajo igual querendo diferente. 

Nos momentos de dores extremas, que envolvem doenças, mortes ou afins, somos postos à prova, mesmo. Não para alguém nos avaliar, apenas nós somos capazes de nos avaliar. 

Um exemplo que me desencadeou todo esse pensamento - que não se esgota aqui - foi o fato da minha tia paterna e dinda estar com câncer. Existe doença mais temida do que essa? E quando vem numa pessoa que deicidiu criar forças para recomeçar? Mais de 20 anos sem trabalhar; o marido havia "arranjado outra"; filho com problemas especiais; "perdeu" mãe, pai...; não consegue emagrecer por conta própria... Seu sonho era reduzir o tamanho das mamas, por conta de fortes dores na coluna. Acabou perdendo a mama numa mastectomia. Imagine isso tudo logo depois de ter voltado a trabalhar - ela conseguiu ser atendende de call center à noite, das 18h até 0h, de domingo a domingo, com folgas em regime de escala - e começar a recomeçar, dando o primeiro passo? Fez todo o tratamento. Não vou adentrar muito nessa questão, já expus em outros posts, que recebeu verba do Governo Federal para comprar o medicamento de alto custo que a ajudaria nessa batalha com mais eficácia e menos dor; esbarrou na burocracia e despreparo do mundo real dos órgãos públicos. Hoje, após quase 6 meses que deveria ter começado com a medicação, conseguiu apenas uma dose - deveria estar tomando uma a cada 21 dias, por um ano - em dezembro e nada mais além de desculpas... Hoje, tumores no fígado e no cérebro... Não sei dentro dela, mas com isso, comecei a entender que cada um luta como consegue. A gente vê de fora e diz: "Ah, se fosse eu, já teria feito isso, isso e isso...". A acomodação e a vontade de ficar dentro de casa é um alerta de que ela não está bem emocionalmente. Mesmo assim, ela dá os jeitos dela, vai à secretaria de saúde e à DPU - Defensoria Pública da União - toda semana. Não tem forças para se apegar e seguir uma fé religiosa, mas faz orações... De fora, todos nós ainda mais juntos. O que vem de bom: ver o quanto nossos amigos estão conosco; ver quantas pessoas boas existem nesse mundo e dispostas a ajudar... ver que não deixamos chegar a esse ponto para estarmos juntos. Mesmo assim, ainda escutamos: "Quantos anos ela tem?" e respondemos: "52". Muitas vezes, as pessoas se espantam - natural, porque sempre vamos tentar aceitar que na velhice a doença é mais esperada...: "Nova, ainda!". E outros julgam: "Tão nova e com essa doença?". E as crianças que já nascem assim? Temos essa mania tacanha de ser assim: temporizar tudo. O tempo dela é esse e temos algo a aprender com isso. E aí? Por isso que começo dizendo: precisamos aprender a refletir nos momentos de reflexão. Refletir é um processo de libertação. Se a gente para para pensar, pode criar idéia fixa e isso não é reflexão...

Pois é, nos últimos momentos, nos últimos acontecimentos, tenho vivido de maneira prática e real muita coisa que demanda reflexão e atitude. Não me culpo pelas provas que não sei lidar com isenção de raiva, como o fato de a SESAB não saber o que fazer e ter prejudicado o tratamento da minha tia, mesmo com verba liberada pela União e comprovada pela emissão de um impresso entregue por funcionários de lá que está tudo certinho e regularizado na verba enviada, inclusive a cidade. Pirei de raiva. Meu estomago reagiu. Ponderei,após aceitar o aviso/reclamação, e entendi que está além de mim, que existem coisas que podemos fazer e que dependem de nós e outras que não dependem. Lutamos ainda com o que está ao nosso alcance e contamos com a fé e o tempo... 

Momentos bons são os que vivemos e aceitamos a realidade. Nós estamos juntos, não apenas por conta da doença, mas pelo vínculo. Não estamos sós! Nossos amigos estão conosco sempre! Se alguém reaparece agora, que seja bem vindo, pois hoje é sempre o tempo de começar. Só não há necessidade de culpa ou peso, afinal, damos a nossa vida o rumo que conseguimos e, num hoje - no tempo certo - acordamos e vivemos o hoje de maneira nova. Cada hoje que vivemos é um presente! Se vem com sentimento de pressa ou de resgatar o tempo perdido, há sintomas de culpa e prisão de idéias tacanhas... Se é para viver o hoje, o passado precisa estar bem resolvido dentro de cada um de nós, só assim o hoje é presente!

Vivamos hoje, como hoje é. Sejamos melhores a cada hoje, a cada momento. Aqui e agora é possível se fazer muito. O principal é começar - sem cobrança, aceleração ou tortura...! Resolvamos em nós aquilo que sempre volta - ou nunca vai - e, aí sim, abrimos a porta para um dia após o outro.

A gente tem a vida inteira para aprender, leve o tempo que levar. E ainda vamos partir com muitas lições não resolvidas, nem conhecidas...

Pat Lins.

sábado, 1 de setembro de 2012

O TEMPO PASSOU... TUDO MUDOU!

Têm coisas que a gente não precisa pensar em mudar, porque o tempo já passou e já mudou. A gente precisa ver, entender, aceitar e saber lidar.

O caminho que seguimos, o rumo que tomamos, segue nos levando. O tempo vai passando. A mudança segue junto.

Não tem como recuperar o tempo que passou. Não tem como seguir de onde parou, porque não houve parada, houve caminhos que seguiram em direções diferentes. Não foi desencontro, foi cada um seguindo o seu ponto. Não houve erro, houve seguir. Há consequências e com isso, precisamos lidar de maneira equilibrada, franca e honesta.

O que andamos e o tempo que passou não devem nos fazer sofrer. O não sofrer não quer dizer não ver o que se viveu. Foi vivido. É preciso saber identificar o que foi "erro", para redimir. Ainda que cicatrizado, fica a marquinha do real, do que houve. O que muda é daqui para frente. Não como queremos, voltando no tempo para dar um novo rumo. Sim, como podemos e sim, como o outro pode. Seguimos e vamos indo. 

O importante é criar novas oportunidades e ver onde estamos para entender como chegamos até aqui e avaliarmos se é assim que queremos seguir. Nem sempre o caminho de um é o de dois. Mas, em alguns casos, os caminhos de dois pode ser um. Se cada um tomou seu rumo, fizeram as escolhas, o tempo legitimou e firmou. Foi o que foi construído - ou, destruído. Se há ruínas, é possível mudar o caminho, mas aquele mesmo, só com muita amor para reconstruir. Se não fizer sentido, não faz sentido refazer, é seguir e construir algo absolutamente novo, sem desmerecer a importância do que passou. Nossa felicidade está onde estivermos. Ela nos segue, ela nos quer! Ver que ela - a felicidade - está conosco é que faz a diferença real.

Não adianta se tornar racional demais ou emocional demais - nem o frio, nem o quente, o morno, o caminho do meio é o equilíbrio. 

O não julgar é não julgar. O respeitar é respeitar. O aceitar é aceitar. E viver é isso, saber o que fazemos, saber o que queremos e ponderar o que de fato queremos e fazer acontecer - sempre respeitando o que queremos, caso envolva o querer de outra pessoa. O que eu quero pode ter como barreira o querer do outro. Querer que o outro queira e seja o que queremos é ilusão e ilusão não é real. O não real é perigoso. Há perigo nas esquinas das nossas visões. Aquilo que não gostamos de ver precisa ser visto, precisa ser entendido e precisa ser aceito para ser mudado ou assimilado.

Não adianta falar em ser e fazer se não se é, nem se faz. Não adianta se magoar com a reação do outro se a ação foi nossa. Se eu falo e escuto de volta, eu pedi para ouvir. Fico "pirada" com pessoas que falam e esperam que você cale e dizem: "é o meu jeito de pensar..." e o meu, de pensar em cima do que você pensa e dialogar, não conta? Diálogo é isso: dois falarem, dois ouvirem, dois entenderem uma coisa só.

Numa relação, se dois falam de vez, ninguém se escuta e um grita para se fazer entender, tem algo não saudável aí. São dois falando duas coisas, ouvindo muitas coisas e entendendo nada de um para o outro. 

Eu convivo com algumas pessoas que são assim: falam que é importante escutar, mas, não escutam nada. Elas vivem um mundo particular e particularmente perigoso, por se tratar de distúrbio grave e nunca tratado, por nunca ter sido aceito. Esse mundo tem uma linguagem própria e quando você vai falar, vem de pronto uma resposta "nada a ver", como se a pessoa já estivesse numa cena dentro de seu mundo e, de repente, passa aqui no mundo real e emite o pensamento, como se fosse continuação da conversa... Um exemplo: estávamos falando dos buracos nas ruas da cidade e como o carro fica comprometido com esses impactos. O carro dessa pessoa está com a chapa de proteção de um treco embaixo que está chacoalhando, porque de tanto buraco na cidade, a peça vai folgando. Eu falo: "com tanta buraqueira, não tem como a chapa ficar quieta, coitada. Por isso que ela toda hora folga...". A pessoa reage aos gritos: "É por causa do buraco! É por isso que folga!". Eu, pensando estar eu surtando, falo: "e o que foi que eu disse?". A pessoa: "disse que..." e não disse mais nada. Na verdade, ele não estava escutando o que eu falava. Estava em seu "fantástico mundo particular" e, dando uma volta por aqui, voltou ao mundo real e falou qualquer coisa em sua defesa, como se houvesse um ataque. Isso não é fácil, mas, é o caminho de cada um, é o mundo de cada um... E cada um escolhe se quer interagir com aquele mundo ou não. Nisso se baseia a minha DS - distância saudável - onde, como não sabemos lidar, afinal, nós também somos falhos, com o mundo alheio, melhor não interagir. Melhor DS. É saudável para ambos os lados. A pessoa não vai entender... nem tente explicar mais... Agora, a DS não é vingança e nem para arrogância. Tem gente que é intolerante e não respeita o jeito dos outros, quer impor a vontade e quando não consegue, não tenta se fazer claro, e se afasta. DS não é se afastar, simplesmente, fingindo não ver a situação. DS requer humildade para reconhecer a própria limitação no não saber lidar com as diferenças e, para o bem das partes, manter essa distância. Isso é DS. Tem gente que diz: "usei a DS...". Discutir faz parte de qualquer relação pessoal. Não é isso. Não é fugir da discussão, não é evitar o diálogo. É ver de verdade que já se tentou - de verdade e com humildade - administrar a situação e não se saba mais como. Tem gente que coloca uma cosia na cabeça e coloca o outro como quem não entende - e é possível que não tenha entendido mesmo - e não vê que eu mesma não estou me fazendo ser entendida, "eu quero impor e que você aceite o que eu vejo de você e pronto". Isso é arrogância, orgulho... A DS não é orgulhosa, nem arrogante, nem presunçosa. Ela entra onde a gente entende que a gente não tem condições de estar ali e assume que não sabe como lidar, porque entende que a gente tem limitação, também. DS não é sabedoria... é por não se ter essa elevação pessoal e esse grau de elevação que a sabedoria exige, que uso a DS. A DS é um paleativo emergencial entre falhas, não é solução. Porque todos nós somos falho!

Assim, o tempo passa e mudanças passam, mudanças chegam, mudanças podem surgir... A gente faz o nosso caminho, colhe o que planta, mesmo assim, tem sempre um algo novo a plantar e outro a colher. Será a mesma colheita? Não. Isso é ruim? Não. Se um casamento termina, por incompatibilidade de gênios, a injustiça está em não reconhecer as qualidades do outro, mas, o que pesa mais: as qualidades ou os defeitos? Isso é a incompatibilidade de gênios - ambos com algo pessoal a ajustar. Ambos com caminhos a desvendar. Ambos com necessidade de se cuidar. Se isso não fortalece o elo, o vínculo enfraquece, sinal de que esse movimento deve ser separado. Se há um sentido juntos, continua. A incompatibilidade não é condição de separação mas de se saber lidar. Se sabe lidar, lide e daí mesmo, da vontade, surge a motivação e dentro de si o estímulo, porque aquilo não é uma obstrução, mas, um obstáculo a ser superado juntos e com o amor que une o casal - ou qualquer relação. Se não há sentido, força ou conhecimento para lidar com a situação, DS. Ou, separação, mesmo. O não saber lidar com as diferenças é sinal de que cada um precisa se tratar. Isso não quer dizer que tenha que empurrar com a barriga.

O tempo, assim, passa! O tempo, assim, passou e mudou muita coisa. O que fica a gente avalia: quer continuar ou quer parar? Ninguém precisa ser infeliz junto. Se a felicidade foi detectada com consciência e clareza é cada um seguir seu caminho, que não há mais um caminho a dois. que siga o caminho. 

Separação é solução quando é solução. Se a solução é separar para cada um ser feliz, que seja. Para mim, tenta-se tudo, porque vivemos tantas fases e tanta cosia interfere e confunde que é necessário limpar o ambiente para se saber. Uma dor que julgamos ter sido causada pelo outro, pode ser, perfeitamente, uma dor nossa de uma expectativa nossa e que jogamos no outro. Um dia se descobre que o problema estava ali e, por muito tempo, a raiva imperou, e raiva é sempre injusta. Por mais que tentemos justificar as nossas raivas, ela, por si só, é um sentimento inferior, está atrelada às nossas características mais fechadas e mais orgulhosas e vaidosas... portanto, nunca estará pautada na justiça. Justo é compreender, ainda que o outro tenha feito a maior merda, que estamos com raiva e entender essa raiva, deixá-la passar e saber como agir. A paz sim, a harmonia, o equilíbrio isso é justo. Não condena, apenas avalia, compreende e entende, decidindo como agir com ponderação - e ponderar é equilíbrio entre emocional e racional.

Assim, enquanto descubro isso, o tempo passa. Troco com pessoas que tomam as minhas dores e eu me sinto na obrigação de não reconsiderar porque os outros de fora vão me julgar... e vejam o quanto erramos por medo, receio e por puro ego ferido. O que de nobre temos para nos dar leveza? Sejamos, antes, para fazer! Sendo já se faz. Já se é.

Assim, outro tempo passa. E me pergunto: o que é tempo? E o que é Tempo? E me vem a resposta: Vida! E vida, passa. A gente nasce para passar, mesmo. Passar dessa para "melhor", né assim? E como passar dessa para melhor se nem aceitamos que Vida passa com o Tempo e que isso é um processo da Natureza? O que fica? O que fizemos de melhor, quem fomos e o que deixamos no ar? Como passar se tememos e não aceitamos essa passagem como algo natural? - e não me refiro aqui a passagem como reencarnação, ir para caixinha de Deus, ou, se tornar uma estrela no céu... não estou condicionando a qualquer crença religiosa, mas, considerando que toda religião sabe que a Morte de uma Vida é  a única certeza que se tem e o que vem depois dela... Ainda assim, todas concordam com um tempo infinito vinculado ao Divino Ser Criador, que cada um dá seu nome, eu chamo de Deus e Ele nunca se mostrou chateado comigo por chamá-lo assim... ou, por não entender o que Ele me diz... mas, vamos para a frente.

Se a gente não aceita o natural, como normal e quer que o normal seja o anormal e antinatural, vamos viver uma Vida mais difícil e ver a felicidade omo utopia, assim como a linha do horizonte onde cada passo que damos em sua direção, ele se distancia na mesma proporção. Assim, como a Natureza, o Tempo faz parte desse corpo Divino e Deus, para mim é Vida+Natureza+Tempo, Ele se manifesta em nossas vidas assim, passando, porque o Tempo, ainda que eterno é dinâmico sem fim, mas, para esse nosso tempo Ele é algo temeroso, finito e passageiro... A gente criou o tempo cronológico e teme a nossa própria criação, é mole? E corre, para fazer dessa cronologia algo próximo ao Tempo real... isso é loucura e se afasta de Deus e, com isso, se afasta da Vida e da Natureza. destruímos o caminho para nossa essência e, assim, do caminho para a nossa Felicidade. E Felicidade passa o tempo inteiro ao nosso lado, cutucando e pedindo atenção... só que a gente só olha o relógio no pulso ou no celular. Só acha que está atrasado quando alguém liga e diz: "cadê você?". E eu me pergunto: "cadê você, Patricia?". E eu me pergunto: "onde estou eu?". E eu me pergunto: "quem sou eu?". Com o Tempo vou saber responder, porque vou me encontrar. É nesse caminho que sigo, indo e voltando, mudando de lugar e de caminhar. Tem outro caminho? Deve ter... mas, é assim que eu faço o meu. Vida sempre coloca algo para aprendermos ainda que tomemos o rumo errado e, nesse aprendizado, a gente aprende a ter discernimento, entendimento e consciência. Assim, Tempo vem naturalmente ajudar e conseguimos entender que o caminho não é aquele e mostra aonde devemos ir. Quantos de nós abre mão das rusgas, do orgulho, da postura superior e arrogante para seguir o caminho da humildade - que não é a subserviência -, o da compreensão - que não é se fazer de capacho - e o do entendimento - que é a clareza e não o achismo vigorante, para se prontificar a seguir o caminho "certo"? 

Quantos de nós é relutante em aceitar que também é responsável por caminhar por onde não era para ir e diz que foi levado, jogando no outro a culpa pela própria fraqueza, do tipo: "é porque você não sabe como é difícil conviver com fulano... mas, é minha cruz, né? Meu carma..."? Tudo a gente negativa. Não penso que ninguém tenha que viver a maldição de se colocar aprisionado a alguém que não te faz bem... Isso existe? Existe! Mas, e aí, vamos viver assim? É algo em mim, que não sabe lidar com o outro? É algo no outro que não "bate" comigo? De qualquer maneira, tem algo em mim que precisa ser tratado, nem que seja a capacidade de compreender e respeitar que o outro é quem ele é... Ah, compreender não quer dizer se submeter! A compreensão não é "má" e um castigo... Ela é um sentimento nobre e uma capacidade elevada de saber que não há motivo para raivas, mas, para esclarecimentos, inclusive o esclarecimento pessoal de que não sabemos respeitar nem a nós, nem ao outro... ou, de entender que mesmo compreendendo, não dá!

E assim, o tempo continua passando... e a gente, o que vai fazendo? Construindo, edificando, identificando os sinais de Vida de que, mesmo no caminho errado, ela nos ensina algo e nos mostra o caminho de volta - isso é generosidade e a Vida é bastante generosa, mas, Tempo, passa...? Ou, destruindo, ruminando, regurgitando...? 

Sejamos árvores com raízes fortes e capazes de se multiplicar em cada pólen que voa livre vida a fora, cheio de vida dentro.E tudo isso com muita paz, não "ligando o fo**-se" que vamos resolver. Sem revolta. A revolta é sinal de raiva, ainda... de algo não dissolvido. Dissolver em si não vai mudar o outro, mas, faz com que a gente se preserve de deixa de se martirizar por algo que não nos cabe modificar...

Pat Lins.

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