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sábado, 23 de novembro de 2013

CERTAS COISAS...


Ah, entendi... coisas acontecem para que outras coisas possam acontecer. 

Não foi à toa que fiquei sem voz por uma semana - e ainda estou meio rouca. 

Calada, vivo com ainda mais intensidade... escrevo com muito mais alma. Só me resta ouvir a voz que vem de dentro, fantástica, sensível, reflexiva, ponderada... e escrever simbolicamente, figurativamente, ludicamente... para tocar meu coração e minha razão e, assim, me transformar. Adoro viver inspirada. 

Estou aprendendo... Estou aprendendo. Estou aprendendo!

Uhu! Até dormindo, os sonhos me dizem o que devo fazer. Coisa linda é viver!

Tenho escrito pouco nos blogs, mas não é descaso... estou me disciplinando - escrever requer determinação, dedicação, além do talento, e disciplina, ainda mais em meio a tanto afazeres diários, à rotina - e adentrando ao mundo literário. Assumi esse compromisso no dia em que comecei a escrever aqui: me escrever, me ler, me ajudar, me resgatar... me transformar! Tanto que o blog já mudou de nome 3 vezes e, por fim, encontrei a real identidade, vivendo aqui e agora, plantando e colhendo aprendizado na prática, no dia a dia, no "a cada segundo". Construindo pontes entre as paredes e muros que construí.

Pois é, já, já, novidades...

Pat Lins.

sábado, 16 de março de 2013

TEMPO DO AQUI E AGORA: AGORA É O QUE É


Mais um desabrochar,
ainda que com a dor como mestre... ela nem é tão ruim quanto parece,
apenas necessária pela nossa condição humana e
limitada de ver e entender e aceitar e continuar e deixar passar...
de encarar o que é!

Pat Lins.

Juntando nossas partes, montamos um todo de pequenas partes fragilizadas. Um apoiando o outro e estabelecendo um equilíbrio improvisado, até a dor do desmame ir, pois ainda está em seu tempo de ser. 

Em paralelo, ela - essa dor - vai-se indo e a dor que fica - pelo irreversível - é chamada pela razão do fato e do lógico para ocupar um lugar próprio, que caminha junto, calada e compreensiva e dá-se, aos poucos, lugar para o aqui e agora, para o novo tempo que se instala, que se ergue, que É!

E assim caminhamos. Ainda não encaramos porque a rotina ainda não fora retomada. Todos precisavam de um refresco... todos vivenciamos e a acompanhamos a saga de dor de minha tia... todos nós sofremos com ela. O alívio dela foi nosso alívio em não vê-la ter que passar por aquilo. Uma morte, um descanso para sofrimentos que poderia ter se arrastado por anos e anos... mas Deus teve compaixão e não permitiu que essa filha passasse por isso. Triste doença - câncer - que aplaca não apenas o doente, mas todos no perímetro ao redor. O conforto de saber que ela não está presa a uma cama, vegetando nos foi dado. Isso nos fez entender o quão importante é a medicina e seus avanços, mas o quão acima disso estão os desígnios de um destino que não nos cabe conhecer previamente. Coisas da vida e da vida-morte-vida que eu prefiro acreditar e que, apesar de questionar muito, começo a aceitar o que em mim já pedia para ser aceito, sem tanto lutar.

Hoje, tive o primeiro sonho com ela, e estávamos todos querendo comprar um celular para o filho dela. Ela estava entre nós e não estava... O telefone deveria ser um desejo meu de estabelecer contato... Talvez desnecessário... Só peço a Deus que esteja em paz e tenha sido bem recebida pelos Seus anjos!

A família e os amigos ainda sentem/sentimos o baque, a ruptura rápida, prevista - sem hora marcada, mas sabia-se que era a evolução de uma doença sem cura e destrutiva - do que vimos com os nossos olhos, ali, lado a lado e como é dualisticamente dolorido e reconfortante ver o deixar de ser. Ali, diante de nós, nos despediamos e sentiamos que chegava o momento... e quando chegou, não estávamos nem um tiquinho preparados, mesmo sabendo... onde prova que por mais racional que sejamos, somos muito mais emocionais e o equilíbrio desses pólos é que nos permite encontrar forças sem negar a dor, sendo fortes mesmo fragilizados.

Como será segunda? Quem sabe é Deus! Uma partida no meio da semana, um enterro na quinta... uma sexta de descanso, um sábado de primeiro momento sem ela... e amanhã, e a segunda, quando teremos que retomar a rotina? E o filho dela - meu primo - quando dormir e acordar em casa sem ela... e minha tia caçula, que vivia com ela, que era a irmã, amiga, parceira, companheira de todas as horas? Juntamos nossos caquinhos e nos erguemos num novo EU de cada um, e num novo NÓS como família, para dar conta de tudo que ainda está por vir... Meu primo é especial, vai precisar de tratamento... Deus nos dê a capacidade de dar conta daquilo que só uma mãe consegue fazer, que é fazer tudo por ele - com erros e acertos como qualquer mãe que se preze... 

Deus, te pedimos que amenizasse o sofrimento dela, que não a arrastasse naquele quadro... - não tem prisão pior para um inocente do que ficar preso em um corpo morto e vivo, agonizando e sofrendo por  dias, semanas, meses, anos e anos... - e o Senhor nos escutou, a olhou e a levou. Agora, Pai, pedimos que nos capacite a dar continuidade ao nosso caminho. Que nosso presente seja de força, sem as boas lembranças de um passado que se impõe e segue o seu fluxo de ser e existir e que em mais um contato com dor extrema, consigamos superar o desafio de julgar, de culpar, de encontrar onde foi a falha para aceitar o que aconteceu. Que consigamos romper com emoções densas e estabeleçamos, a cada dia mais, um contato com o que há de melhor em cada um de nós para escutarmos melhor o que tens a nos dizer com Sua infinita sabedoria, através daquela Natureza criada para nos prover e nos ensinar... nos alimentar, inclusive de entendimento pela aceitação do que é e pronto!

Obrigada a todos que seguem este blog, que, nos últimos meses ficou um pouco triste, mas com reflexões que nos deixam mais próximos do que vem a ser felicidade, que é ir se desapegando de pesos que não devemos carregar e arrastar vida a fora e vida a dentro, que é o sofrimento. Que aprendamos a deixar passar com consciência e entendimento de que a dor fica, para sempre, amenizada porque será através de boas lembranças boas!

Luto no luto para lutar pela continuidade sem luto, lutando diariamente contra o breu de mim mesma, humana que sou!

Pat Lins - mesmo aqui e agora de dor e luto, aqui e agora plantando e construindo felicidade, através do amor que liberta e refrigera a alma! A gente tem mania de pensar que perdeu algo que ainda nem achou... A gente não perde quando se ganha, a gente só precisa entender que ganhou a alegria de ver um sofrimento acabar para uma pessoa que amamos... um dia isso estará mais firme em nós - e um dia eu internalizo, isso, também...



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CULTURA (A ARTE DE CULTIVAR) DO "NADA"



Observando a agricultura - uma das formas de cultivo, relacionada a plantação de alimentos na terra - a gente entende muita coisa.

E conversando com um amigo/irmão, ele me fala que acabou de sair de uma fase "agitada", de tanta coisa para fazer em pouco tempo, que, hoje, está com vontade de fazer "nada". Me recordei, na hora, de duas coisas: 1- na época em que tive DPP, tive um insight de "pensar em nada", como forma de compensação para a mente, após estar vivendo tanta loucura densa de expurgo - coisa que vi na época e senti, mas, estava tão "possuída" pelo desânimo que não dei muita importância -; 2 - na agricultura, tem o sistema de rodízio - peguei uma definição na wikipédia para ilustrar meu pensamento: "é uma técnica agrícola de conservação que visa diminuir a exaustão do solo. Isto é feito trocando as culturas a cada novo plantio de forma que as necessidades de adubação sejam diferentes a cada ciclo." - e, em determinado momento, uma parte fica em descanso; depois, me veio uma terceira: 3 - o Nada. Para quem leu as "Crônicas de Nárnia",   em "O sobrinho do Mago", Aslan começa a criar Nárnia: 

"E, de fato, parecia mesmo Nada. Não havia uma única estrela. Era tão escuro que não se enxergavam; tanto fazia ficar de olhos abertos ou fechados. Sob seus pés havia uma coisa fria e plana, que podia ser chão, mas que não era relva nem madeira. O ar era seco e frio e não havia vento. (...) No escuro, finalmente, alguma coisa começava a acontecer. Uma voz cantava. Muito longe. Nem mesmo era possível precisar a direção de onde vinha. Parecia vir de todas as direções, e Digory chegou a pensar que vinha do fundo da terra. Certas notas pareciam a voz da própria terra. O canto não tinha palavras. Nem chegava a ser um canto. De qualquer forma, era o mais belo som que ele já ouvira. Tão bonito que chegava a ser quase insuportável. " 

Outra lembrança que me veio o Nada de "A Voz do Silêncio", de Helena Blavatsky, onde ela nos traduz trechos do "Livro Tibetano dos Preceitos de Ouro" e cita: 

"Aquele que quiser ouvir a voz de Nada, o "Som Insonoro", e compreendê-la, terá de aprender a natureza do Dharana (Dharana é a concentração intensa e perfeita do espírito sobre qualquer objeto interior, acompanhada da abstração completa de tudo quanto pertença ao universo exterior, ou mundo dos sentidos.)."

E enquanto conversávamos, essas coisas povoaram, pululando - adoro essa palavra! - em minha mente. Me veio a lembraça de que devemos respeitar o Tempo de cada coisa. Isso é a  minha Cultura do Nada. De entender, como Platão já dizia, que existe o tempo de ócio, também. Desde que produtivo. Não me refiro à preguiça, mas, ao Tempo do descanso da terra mental, física, de vida, etc. Ou seja: precisamos saber administrar o nosso tempo, principalmente, reconhecendo os nossos limites - até mesmo para, exercitando e desenvolvendo, podermos ultrapassá-lo. Ninguém supera um limite exaurindo-se até a morte, isso é sandice. Uma pessoa inteligente cresce gradativamente. Isso é real. Isso é possível na transformação. Assim eu penso e assim eu vivo com minha "Cultura do Nada". Como exemplo, quem entra na academia, para malhar, não começa correndo numa esteira. Começa com caminhada e aumenta-se a velocidade gradativamente. Assim devemos ir fazendo: (re)conhecendo nossos limites, lidando com eles, questionando-os e, se for para ser, superando-os. 


Vamos desenvolver a CULTURA DO NADA, de auto-construção, de boas plantações. Só assim poderemos DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - começando por cada um de nós. Começando do Nada, desenvolvendo o silêncio em nossas mentes  ainda inquietas e agoniadas.

Sem a afobação de se debater, debater, debater... Um momento para nós é VITAL. E vital é VIDA e vida é o que devemos lembrar... Melhor, devemos VIVER. E Vida é dinâmica - não ansiosa ou afobada, agitada, acelerada... ela é ritmada, como os sons da Natureza e dentro do Tempo de cada coisa.

Vou parar por aqui porque essa viagem me faz aprofundar muito em mim. Coisa minha. E não dá para transcrever em palavras... sensação é para se sentir com corpo e alma, bem lá naquele lugar dentro de nós que só cabem coisas boas, muita luz... o contato com o Pai do céu, como numa bela oração de corpo e alma! Entregues ao momento de, apenas, sentir, respirar.

E, dentre muuuiiitttaaa coisa que conversamos, finalizamos com uma frase bem bacana que Marcos me disse e não lembro de quem foi:

"Tudo na vida está entre o 'inspirar' e 'expirar'."

E é verdade. Indo mais para o lado drástico e real: um dia a gente inspira e, de repente, chega o dia do último expirar!

Façamos nosso melhor entre cada inspiração, para que em cada expiração, estejamos literalmente mais leves e livres de todo mal!

Pat Lins - inspirando.


terça-feira, 20 de novembro de 2012

20 DE NOVEMBRO - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA (?) NEGRA.



Me pergunto: 

ONDE ESTÁ ESSA TAL CONSCIÊNCIA? 

QUEM TEM? 

CONSCIÊNCIA DE QUÊ?

Vejo a discriminação racial aumentar, velada, mas aumenta. Conheço e convivo com famílias brancas - miscigenadas, mas, com epiderme clara e que se acham raça "ariana", como símbolo de "pureza" e de "superioridade" e só carregam orgulho da origem "Portuguesa", como se eles tivessem feito coisas lindas e como se os que aqui estavam fossem coisas boas... Para quem não sabe ao certo, a grande maioria dos brancos portugueses faziam parte da escória: ladrões, bandidos diversos e essas coisinhas belíssimas, que, como castigo, vieram povoar o Brasil. Né bonita essa parte? - e essas famílias se "chocam" ao saberem que sou miscigenada assumida: filha de mulato (meu pai é filho de uma mulher branca do cabelo liso e escorrido com um homem negro do narigão - voinha e voinho, que Deus os tenha) com uma banca. 

Não faço alarde, nem escondo. Sou eu. Independente da cor do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos, das minhas tias, de qualquer pessoa, eu sou HUMANA. Minha família é composta de GENTE, outros SERES HUMANOS. E sempre nos foi ensinado assim. Mas, fora de nosso círculo familiar, sabemos existir e MUITO a discriminação. Muitos fingem que não, mas, TODOS sabemos que existe e está cada vez pior, porque está velada, mascarada. Escutei, certa vez, de uma senhora muito distinta e uma dessas pessoas com um poder aquisitivo médio-alto, esclarecida, viajada, e que não sabia a "cor" do meu pai - isso para mim não faz diferença - e ela, assistindo a TV, na época em que Celso Pitta estava sendo investigado, na Prefeitura de São Paulo, e ela comenta, sorrindo e sem se conter de satisfação: "Não tá vendo... Onde já se viu um pretinho desses, né Pat, querer ser prefeito de São Paulo. Deveria estar varrendo rua!". Alguém sussurrou algo em seu ouvido e ela volta para mim: "nada contra os negros, mas, é porque lugar de ladrão é na cadeia..." e eu apenas fecho: "Tenha a cor que tiver, bandido tem que pagar pelos crimes. Não é a cor que traz o caráter. Tem muita gente branca que apronta e, por ser branco, acha que pode!". As pessoas pensam que eu penso assim - não vejo diferença entre brancos, negros, índios, amarelos... - apenas por conta da minha família. Não é. Isso está em mim. Quer dizer, só negro ou descendentes podem defender a igualdade racial? Pessoas de boa índole, de valores nobres, virtuosas, não diferenciam as pessoas pela cor da pele. Na verdade, pessoas boas nem diferem as pessoas, apenas, respeitam e se fazem respeitar.

O dia 20 de NOVEMBRO pode ser apenas UM DIA,mas, trata-se de um dia, como sempre fazemos com outros pontos para reflexão, para refletirmos. Temos TODOS OS DIAS para fazer a diferença. 

O DIA 20 DE NOVEMBRO é para lembrar que a luta pela igualdade existe e existe gente que sofre diariamente por conta de ter a pele negra. Essas pessoas, sim, sentem, literalmente, na pele, as chicotadas do racismo, dos olhares tortos de canto de olho onde estão, de falta de acesso a estudo com qualidade - ou alguém vai negar que a "libertação dos escravos" foi boa para alguém? Aliás, deixe-me deixar claro (redundância necessária) uma coisa: o erro foi a barbaridade da própria escravidão, prática comum da época e, infelizmente, com respaldo dos próprios africanos que davam seus conterrâneos pelo poder... deixemos isso para um outro momento, porém, não perde a importância, pois foram grandes aliados dos brancos ladrões portugueses, da época - haja visto que a população mais pobre é em sua maioria composta por negros, oriundos dos quilombos, dos "negros livres" e sem espaço para trabalho honesto e digno e ficaram "marginalizados", jogados à margem da sociedade branca e imperante. Onde houve a liberdade? E a condição para se viver essa liberdade, onde está?

Se os antigos barões e baronesas ainda se orgulham das famílias ricas e tradicionais acham que só a riqueza e a "pureza" de suas peles alvas é que conta, que pena... vocês não são HUMANOS, são um tipinho de gente que, por acaso, nasceram com a pele branca, e que nada de melhor têm a oferecer ao mundo, nem aos seus, senão o que têm. Toda ambição e arrogância gerou uma segregação e isso é tão forte que boa parte dos negros - ainda perseguidos, da maneira atual, pelos brancos com poder - acaba se segregando, também, como forma de proteção. Ou, alguém se vê, bem como aos seus, perseguidos, humilhados, e vão dizer: "que lindo!"? A reação é como antigamente, se refugiam nos quilombos, nos grupos iguais. Ou vão querer dizer que por essa ótica essa maneira de pensar e agir não lhes é legítima - não na figura da Lei, mas, na figura da lei do cotidiano? Escuto alguns brancos dizendo: "mas, também, eles acabam discriminando quando se colocam como os escravos de antigamente, em vez de viverem o dia atual. Hoje, eles são livres. E eles é que fazem tumulto em vez de irem trabalhar!". Vai dizer que  nunca escutou esse discurso? 

Não penso que os negros sejam todos bons e os brancos todos maus. Existem gente ruim de toda cor e até sem cor. A bondade e a maldade são características HUMANAS. Independente da cor. 

O problema é que hoje em dia tudo é tão superficial, tudo é tão raso que pensar em pensamentos e atitudes nobres são relacionados á coroa Britânica. Nobreza é muito mais do que isso. Igualdade é resultado de evolução e nosso povo é tacanho demais. Quem só enxergar as pessoas pela cor da pele é porque não tem nada de bom dentro de si para ver e acaba querendo destruir tudo ao redor e além do ao redor...

E, para responder as perguntas inciais deste post:



PRECISAMOS TER CONSCIÊNCIA DE QUE A RAÇA HUMANA É UMA SÓ COM DIVERSAS CORES, TEXTURAS, ALTURAS, PESOS, CREDOS, CULTURAS, CONDIÇÕES (?) DE VIDA,  ORIENTAÇÕES SEXUAIS, SONHOS, METAS... MAS, TODOS, TODOS DEVEMOS PRATICAR O RESPEITO! E ISSO É QUE DEVE FAZER SENTIDO! ESSE DEVE SER O NOSSO SENTIDO!

O dia 20 DE NOVEMBRO quer isso: PEDIR E LEMBRAR: RESPEITO SÓ EXIGE RESPEITANDO! Isso é DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, COMEÇANDO POR CADA UM DE NÓS! ISSO É PLANTAR E CONSTRUIR UM MUNDO MELHOR! A BASE É O RESPEITO!!!!

IGUALDADE SÓ É POSSÍVEL SE A GENTE ENTENDER E ALCANÇAR ESSE GRAU EVOLUÍDO: CONSCIÊNCIA - independente da cor, do credo, da orientação sexual, da cultura. 

Só num mundo onda houver RESPEITO, haverá IGUALDADE. E só com esses dois componentes, se permite espaço para conhecer a tal LIBERDADE! E, assim, poderemos ser FELIZES - coisas que as pessoas mais temem e, talvez por isso, destruam tanto e cultivem tanta infelicidade por aí!

Ensinemos essa tríade a nós mesmos, que, naturalmente, nosso filhos aprenderão e darão continuidade. Que as gerações que começam hoje, tenham a base pela qual tanto lutamos: a base da JUSTIÇA, com RESPEITO A IGUALDADE E A LIBERDADE! Aprendamos a ser FELIZES e essa lição não só ficará como continuará para todo o sempre!

Pat Lins.








segunda-feira, 29 de outubro de 2012

SOFRER OU (RE)VER - SE? EIS A QUESTÃO!


Sofrer é muito fácil! Por isso que todo mundo sofre! Melhor, por isso que todos nós sofremos!

Para escrever esse texto, comecei com a idéia de desabafar sobre as atitudes de duas pessoas que conheço e não mais convivo por opção, por DS - distância saudável - extremamente necessária. Depois, me veio um pensamento e sentimento diferente... de entender que, ainda que parta delas o ataque sem consciência das próprias afastadoras ações, o manter a DS não quer dizer "intuito de ofender". Lógico que elas sentem esse afastamento... eu, da minha parte, evito mesmo os encontros. Eu, da minha parte, reconheço minhas limitações e, assim, entendo que sou humanamente imperfeita, mas, convivo e mantenho um vínculo de amizades - inclusive com minha família - duradoras, honestas, abertas, francas e pautadas em realidade. Com histórico de desavenças, de brigas homéricas e tudo mais. Mas, existe uma coisa: honestidade de cada parte envolvida. O vínculo que nos une é mais forte do que as situações esporádicas e contextuais que acontecem. É importante ver que o outro está em seu limite também e respeitar o espaço dele. Foi o que aprendi com minha mãe e até hoje temos uma relação muito mais do que mãe e filha, temos uma relação de amigas íntimas. Isso não impede minha mãe de se chatear comigo, diante de algumas atitudes minhas e vice-versa. O que nos é impedido é romper o lacre - lacre é feio... o elo fica melhor... - que nos une por conta de algo pontual. Ou se conversa até o final ou se compreende antes e deixa passar. Deixa de existir mágoa, raiva ou algo similar? Não. O como lidar e o deixar passar, sem rancor e sem ressentimento é que conta.

Pois, continuando sobre minha idéia inicial, fica a questão: numa relação, ambos se magoam, porque são mundos e mentes distintas e interpretações diversas - ah, isso mata! Interpretar é emitir julgamento de valor... é altamente subjetivo... Não se interpreta o que o outro diz, se escuta e se sente, afinal, muitas vezes, pessoas não sabem o que e como dizer e acabam falando qualquer coisa e usando uma postura corporal, uma expressão facial... que diz o que quer dizer, como um olho arregalado. Isso me inquieta. Isso me intriga. Mas, não posso mudar o mundo dos outros. Não é meu papel. Muito menos o do meu filho que saiu de mim. Com relação a filho, a gente faz o que julga o melhor, sem deixar de ver que podemos estar errando. Eu mudo constantemente o jeito que lido com meu filho e nem eu, nem ele, somos perfeitos ou mudamos rapidamente. Isso é dinâmico demais para tentar explicar e requer tempo de maturação... é um complexo de coisas micro e macro ambientais que nos circundam, que nos compõem e etc. 

O que me deixa ainda mais inquieta é a falta de neutralidade e o estágio rápido que as loucuras insalubres - aquelas onde as pessoas atacam sem consciência dos atos, mas, também, não deixam de fazer... e não reconhecem as consequências do que fizeram porque nem fazem idéia do que fizeram e de que fizeram - fazem com que as mágoas aumentem e ceguem de vez algumas pessoas. Por mais que doa ter dois filhos, por exemplo, que não se dão bem, dói muito mais tomar partido de um e jogar no outro o peso. Assim: um dos filhos é extrema e comprovadamente - por todos aos ser redor e por histórico pessoal, profissional, familiar... - de difícil convivência: egoísta; invejoso; grosseiro e agressivo, diante de uma negativa às suas investidas e desejos não satisfeitos pelos outros; infantil; egocêntrico;... só aparece quando tem interesse em pedir algo; fora que é incapaz de agradecer ou sentir-se grato à vida por tudo que tem, teve ou recebeu... pelo contrário, reclama e se faz de vítima o tempo inteiro: estou sem dinheiro, estou sem trabalho... nem adianta sugerir bolsa família porque a pessoa em questão, pobre coitado, tem dois imóveis próprios e quitados, em locais de classe média alta, dois carros e um monte de reclamações pelo que não tem e não se esforça para conquistar... para piorar, ainda inferniza quem está em busca. O outro, trata-se de uma pessoa honesta; boa; imaturo, mas do bem; sempre esteve ao lado da mãe, do pai, da família... e do "irmão" problemático, apagando incêndio, sem nunca ser reconhecido por este... pelo contrário, o irmão problema só queria sugar. Parece novela, mas, não é. É vida real nua a crua. São duas pessoas de minha convivência - hoje, apenas um deles, porque o outro, como falei no início, tomei a decisão de manter a DS mesmo... - é preciso ter muita força, ter um preparo psicológico forte e bem desenvolvido para lidar com essa pessoa sem entrar no jogo frenético de loucura insalubre... essa pessoa conseguiu sugar as forças dos pais e, o que é pior, os pais ficam contra o "do bem". Compreendo que o problemático demanda mais atenção, mas, o que é feito para ajudá-lo? Deve doer para uma mãe não saber o que fazer, mas, sempre fazer a mesma coisa que é ceder aos caprichos e não dar um limite. Para quem está de fora, vê-se que é muito pior, porque alimenta essa loucura e permite que ela cresça e cada dia menos, menos gente aguenta essa pessoa.

Me incomoda a cobrança dessa pessoa e a posição de vítima que se coloca por essa distância estabelecida. Não entendo o motivo de querer tanto ao lado uma pessoa que ele só suga. É isso, perdeu a fonte de alimento. E se dói, como se o outro fosse cruel e insensível a ponto de abandonar. Me questiono: isso é normal? Como lidar com essa situação? Como seguir a própria vida com esse peso extra? Sim, porque todo mundo tem seus pesinhos para ir aprendendo a deixar e ir buscando a leveza à medida que consegue se libertar dos pesos... imagina com outro querendo jogar os pesos que lhe cabem nas costas alheia?!

Não sei e, mesmo que soubesse, não caberia a mim, dar algum conselho a essa mãe. A não ser: "sofrer ou (re)ver-se?". Veja como age? Veja como julga? Isso não é conselho, é levantar de questões para quebrar o que já fora criado pela dor. A cegueira a faz represar um sentimento de raiva pelo filho "do bem" - que ela mascarava e, hoje, sem forças e sem perceber que quem suga suas forças é o "filho com sérios problemas" ela descarrega em cima do outro filho, como se fosse mais fácil. O "filho do bem" acabou se afastando, naturalmente, da mãe e do irmão, por não saber como lidar com ambos e se ver constantemente atacado e sendo depositado nele o peso de que ele é quem tem que ter paciência. Ou seja: suporte as loucuras e as irresponsabilidades do seu irmão, senão a culpa é sua! Isso é justo? Se dói para essa mãe ver-se impotente diante do "filho problema", resolve ela criar essa imagem de monstro do filho que não é problema? Resolve ela ficar com essa raiva por ele ter se afastado dela? Em algum momento ela sentiu a dor do filho "do bem" e a sensação de ser rejeitado e usado que ele ele teve? O "filho do bem" também comete seus erros... nunca se abriu para a mãe. Ele desabafa comigo e eu, naturalmente, acabo tomando partido, até porque eu sei bem como age o irmão e já fui vítima de diversos "ataques" de suas sandices. Mas, para quê falar se dói? Magoa escutar a verdade. Dói menos tapar o sol com a peneira e jogar o peso e uma crescente raiva em quem não tem nada a ver, do que se voltar para ajudar o "filho problema". Essa é a minha maior inquietação: é possível ajudar essa pessoa recusando-se a ver quem essa pessoa é e descarregando no que não tem nada a ver e escolheu se afastar para não mais receber as rebordosas? É justo receber esse peso? Como fazer essa mãe ver suas ações, sem magoá-la? Afinal, ela também tem os seus limites... só não se permite reconhecê-los para se ajudar de verdade. E assim, a bola gira, o círculo se quebra, a reta se faz e cada um segue seus caminhos. Vida que segue. Vidas que seguem. E se cruzam. 

É muito mais fácil sofrer do que ver-se! É muito mais fácil cobrar do outro que, aparentemente, não tem problema, porque tem apoio de terapeuta, de esposa, de amigos novos... porque se trata de uma pessoa que planta coisas boas e colhe coisas boas, do que entender que o outro filho colhe o que plantou. Não falo com dureza, mas, é ver a consequência das ações dele... Este, briga com todo mundo, faz intriga, não assume o que fala e faz... inventa e joga o crédito nos outros - eu que diga... tanto que tirei meu time de campo e deixei ele mesmo se entregar... as máscaras caem até para quem não tem consciência de que as usa, mas usa. Esse é o grande problema de quem não "vê" o que faz: não deixa de fazer por não ver.

Me incomodou e muito ver essa mãe não estar à vontade com o filho mais velho - o que eu chamo de do bem. Não que o outro seja do mal, eu o chamo de "problemático", porque ele tem sérios problemas psicológicos, psíquicos e mentais, comportamentais, éticos, de caráter, de valores... de ações. Aos olhos dessa mãe, como ela já afirmou, espera que ele tenha paciência com o irmão. Certa vez ele explodiu - e, aí, nessa explosão após tanto ter sido pressionado, ela suspira um "viu como você faz?" - e disse: "pede para ele ter paciência comigo e com todo mundo, também!". Pronto, perdeu a razão... para ela, aquela explosão era tudo que queria: um momento de fúria para justificar sua raiva dele e ter pena, ainda mais pena, do outro. Isso me abala. Ver que as pessoas criam situações para justificar suas ilusões e fantasias e, pior, tanto fazem que, numa reação natural elas conseguem comprovar a própria fantasia, ainda que a realidade seja outra. A explosão dele foi injustificada? Ver-se sendo condenado por algo que não lhe compete é algo agradável? Nem todo mundo tem esse preparo e a força que me refiro é essa, a força do ego para entender que esses ataques não lhe dizem respeito e entender que nada mais é do que reflexo da dor do outro... entender isso é que requer essa força e essa inteligência emocional. Mas, convenhamos, nem todos nós temos. A diferença é que, ao se afastar, tem-se tempo para elaborar e seguir com as próprias escolhas e ele escolheu se afastar para ficar forte e não condenar essas pessoas que tanto o atacam gratuitamente. Isso é nobreza. Isso é bom caráter! Ele se trata com terapia, vida social, vida profissional... ou seja, ocupando seu tempo de maneira produtiva - ao contrário do outro que não faz nada da vida e ainda se queixa da falta de tempo... é aquela história, quem mais tem tempo livre é quem menos tem tempo útil... - e se ajuda como pessoa. Um dia, leve o tempo que levar, talvez, ele tenha essa força emocional para dar conta de conviver com o irmão, ou não... Infelizmente, só quem pode resolver nossos problemas somos nós mesmos. Por mais ajuda que recebamos, se não houver vontade de se ajudar, se não houver capacidade de se ver e se assumir, não tem santo que dê jeito, aí, só Jesus salva!

E fica o apelo para essa mãe: pode ser duro, mas, tente ver o lado do seu outro filho também, o mais velho, porque ele já precisou muito de você e não a teve como ele precisava. Ajudar ao outro é fazer pelo outro o que ele precisa, não o que ele queira ou você queira, esse é o ponto de divergência entre eles: a aparente capacidade de refletir da mãe é uma inflexibilidade que a manipulação sustenta, ou ele faz como ela quer ou, nada feito... mas, o que é preciso ser feito? É complicado? É! Muito! Complicar ainda mais, resolve, ajuda? Se não começar o ajuste, o afastamento será maior e cada dia maior. E condenar quem se afasta por escolher viver em paz, sem essa agonia desenfreada não merece a condenação que vem tendo. Infelizmente, reconhecer que o filho problema pede ajuda urgente e profissional não é motivo de mágoa, de lamentar... lamentável é não ver ação, não se fazer nada e esperar um milagre de portas fechadas. 

Por isso que eu sempre me pergunto, antes de estabelecer uma DS ou estabelecer um contato direto: "sofrer ou rever?". 

O ciúme entre irmãos é um perigo e se os pais não souberem conduzir de maneira equilibrada - até com ajuda profissional - isso aumenta na fase adulta e segue, se espalhando. O ser ciumento é possessivo, agoniado e medroso... vive em estado de tensão e vive implodindo e explodindo em quem estiver ao redor. Tem ciúme de todos e quer ser o centro das atenções de qualquer maneira. É pesado... mas, deixar correr solto e, volto a lembrar, cobrar de quem não deve, nada se resolve! 

Plantar coisa boas não impede de que ervas-daninhas invadam o campo... o plantar requer o cuidado na limpeza do solo, também, para cortar esses invasores - que têm a função de lembrar "cuida, zela o teu campo". Isso é "ariar" o tal karma, é recolocar-se no caminho rumo a essência, não criar um caminho paralelo que só te faz andar, andar, andar e se mexer. É preciso se mover no e para o caminho certo. Andar a ermo, para qualquer lugar é qualquer coisa, só para não ficar parado. 

Pat Lins.

sábado, 20 de outubro de 2012

QUERO VIVER A LOUCURA SAUDÁVEL DE MELHORAR A CADA DIA.



Às vezes eu tenho a sensação de que todo mundo resolveu surtar de maneira insalubre... 

Uma loucura saudável, faz até bem... mexe, inquieta, alavanca. 

Uma loucura insalubre limita, engessa, atrapalha e impede o progresso, o evoluir natural.

É isso: a loucura saudável é natural; vem da necessidade de transgredir, de sair da zona de conforto, da curva normótica do todo dia o mesmo dia e criar novos caminhos em rumo ao caminho de nossa alma. 

O problema é que o povo leva ao pé da letra e mantém a atitude tacanha de sempre, julgando, condenando e manipulando e querendo um mundo melhor...

Façamos um mundo melhor melhorando nosso mundo individual. Quando o individual se integra ao coletivo como algo natural, não há colisão. 

Plantemos algo de bom hoje. Reguemos esse algo de bom. Colhamos bons frutos que gerarão outras boas sementes. Assim, mudança será sinal de melhoria constante: sucesso!

Falta de amor - a si e ao outro - para mim é doença! E doença grave! 

QUERO VIVER A LOUCURA SAUDÁVEL DE MELHORAR A CADA DIA.

Pat Lins.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

4 ANOS DO BLOG!!!! QUAL É O SEU SONHO?


Gente, estou muito feliz! 4 AAAANNNNOOOSSSS! Este cantinho está completando 4 anos!

Cada ano ele teve um foco. Em geral, relacionado ao que passava e precisava me organizar. 

O primeiro ano foi cheio de dor. Muito sofrimento, angústia... medos intermináveis. Culpas e culpados. Daí, aquilo já estava me cansando... começava a não fazer mais sentido aquele lugar de vítima. Começava a querer reagir. O segundo e terceiro anos foram essa fase de sacudir geral. Do ano passado para cá, o quarto ano, comecei  a me libertar de muita coisa. E assim, mês a mês fui escrevendo e parando e refletindo e agindo e seguindo e vivendo. Hoje, contabilizando. Contabilizei que nossas vidas não são curtas ou longas, são nossas vidas e se não a aproveitarmos, se não a vivermos a cada dia, ela passa sem que a gente perceba, se veja, se sinta. E aí, vamos embora, junto com o Tempo. 

Aos poucos, fui me voltando para "QUEM SOU EU?" e fui me voltando para mim. E o ano passado foi de muito questionamento, levantamento de pensamentos/reflexões.

Este ano, após ter mexido em "QUEM EU SOU?", emerge "QUAL O MEU SONHO?". Quais as minhas metas? E, decido fazer um MBA em Psicologia Organizacional. Um desejo antigo e, hoje, vi, na prática, que a distância entre querer e conseguir é FAZER. Não teve jeito... só agindo. Só indo. Fui. Estou. Lá, me deparo com novas pessoas, novos mundos, novas histórias... tudo novidade. Gente muito bacana. Algumas aulas parecem falar comigo e de mim... É como se tudo que escrevo e questiono aqui, fosse parar em sala de aula. Sempre acreditei que tudo passa do pessoal para o profissional. Não existe profissional sem um ser humano por trás. O saber lidar com isso faz diferença. 

Foi numa dessas aulas que nos foi perguntado: "QUAL SEU SONHO?". E, lá estava eu, refletindo. Quebra de modelos mentais, atitudes e comunicação. Entendi que estou realizando um sonho que tracei na adolescência. Estou percebendo que quando a gente se abre para o processo natural da Vida, o Tempo toma as rédeas e organiza as coisas como têm que ser. É meio assim: se a gente permitir, de tudo a Natureza da conta. O processo natural da vida é VIVER os SONHOS. Alguns sonhos fazem parte da utopia, do nosso mundo de fantasia, mesmo. Outros, são metas que traçamos e esquecemos. Nossos sonhos de infância, pelo que posso perceber, estão muito ligados à nossa essência, portanto, nos direcionam à nossa vocação. Através de nossas características pessoais, quando crianças, sabemos o que "devemos ser quando crescer": SER HUMANO. Mesmo assim, sabemos onde esse ser humano deve trabalhar. Criança sabe e encara o trabalho como algo que dignifica o homem. Bonito, isso, né não?! Daí, hoje, vejo fazendo parte do caminho que sonhei. Preciso ainda (re)acreditar que esse sonho não se tratava de um sonho a ser sonhado e sim de uma meta a ser vivida. Aliás, falo "sonho" porque todos convergem em UM. Cada caminho que adentro faz parte do caminho que vai me levar ao caminho que quero e devo seguir. Por isso que perdi a pressa e a culpa. Hoje, sigo em paz. Me agito em alguns momentos e me apaziguo. Preciso fazer algumas coisas no caminho - o que também faz parte. E preciso, nesse tempo, ir me alimentando de FORÇA e CORAGEM, para desenvolver DISCIPLINA e DETERMINAÇÃO. Na adolescência, tracei um plano: vou estudar Comunicação, por dar mais "status" e, depois, estudo psicologia, que "era" meu maior sonho. Quando criança, sonhava em ser professora e escritora. 

Durante minha vida adulta, a única cosia que fazia era estudar e trabalhar com Comunicação. Nunca me "fez a cabeça". Sei que tenho um talento muito grande para essa área. Tenho um bom feeling e expertise. Viajo, mas, me centro num bom conceito que está onde ninguém vê: no sonho do cliente. Eu gosto da sensação de captar o que o cliente quer passar e não o que ele está dizendo que quer fazer. Alio as duas coisas. Mas, não passava disso: satisfação pessoal por fazer sempre um trabalho de muito bom para cima. Gosto de fazer o que é preciso. Se é para fazer, façamos. Infelizmente, nem todo mundo entende e muitos acabavam encarando como "concorrência", como se eu almejasse cargos mais altos, ou, os cargos dessas pessoas. Nada disso: era o meu trabalho. Eu entendo trabalho como isso: o que precisa e deve ser feito e fazer. Simples assim! 

Depois que meu filho nasceu, não conseguia nem me comunicar comigo mesma... Foi a hora de sacudir e fazer aquilo que faz sentido. Repetia diversas vezes - que os digam alguns amigos mais próximos que me ajudaram muito - "minha vida não tem sentido". E me olhavam estarrecidos: "você tem um filho lindo, um marido que é louco por você. Pai e mãe que estão sempre ao seu lado e te amam tanto. Amigos e família que nunca te deixam...". Mesmo assim, estava tudo muito bagunçado em mim. Ninguém entendia - muito menos eu... o que não me dava condições de me comunicar com clareza e eficácia - que em mim, tudo estava requerendo apenas uma reorganização vital. Eu estava numa fase de cruzamento de caminho. Tipo uma encruzilhada. Para onde ir agora? Entrei e saí de tantos caminhos. Fugi de tanta coisa. Hora de me encontrar! Foi esse o acordo que fiz com a Vida assim que nasci. Vida até que me deixou seguir, mas, quando quis realizar aquilo que estava lá no fundo dos meus sonhos - ser mãe - e que não admitia, chegou a hora de parir. Pari um filho e a mim mesma. Muitas vezes me sentia grávida de algo... de palavras que não saíam, de atitudes que não agia... de pensamentos que não pensava... de sentir o que não sentia. Desenvolvi um mega medo de ser eu mesma. Já havia me acomodado a ser quem eu havia me feito... Mudar de caminho me custaria muito esforço. Não tinha forças. Mas, a Vida e o Tempo chamaram Natureza como reforço e eis que aquilo que evitava que engravidasse - o anticoncepcional - começou a me trazer problemas... precisei parar de tomá-lo. Parei em dezembro e em janeiro engravidei. Detalhe: casei em novembro. Era uma mensagem: "acaba este ano a fuga, mocinha". Em janeiro, engravidei. Engraçado foi que eu estava achando que estava com problemas no estômago... depois de quase dois meses, a endócrino - fui até para a endócrino, acreditando que estava com disfunção hormonal - me pediu um BETA HCG. Coisa simples... Ela me disse: "faça, só por garantia". Porque eu dizia: "mas eu não estou grávida. Dizem que a gente sente uma coisa diferente...". Bom, e o que eu estava sentindo era "algo diferente": enjôos, mal estar... Tudo isso pode ser um sintoma muito geralzaão, mas, estava muito forte... Fiz o tal BETA. Chorava e ria mais do que outra coisa. Fui sozinha. Ninguém sabia. Mandei mensagem para o meu marido: "querido papai, não sei se sou menino ou menina, mas, já estou na barriga da mamãe...". Meu Deus, nem bem ele recebeu a mensagem, recebo a ligação e escuto os gritos: "uhu!uhu!uhu!". Isso tudo eu ainda estava no laboratório... não tinha pernas para andar. Tremia igual a... como é que o povo fala? Ai, meu Deus... tremia igual a... vara de bambu (é isso?). Mandei outra para minha mãe - que estava viajando - "vovó, não sei se sou menino ou menina, mas, já estou a caminho...". Pronto! Me liga minha mãe, segundos depois: "buábuábuá" e nem conseguia falar de tanta emoção! Ambiente ultra favorável! Pedro estava a caminho e em meio a muito amor! Me senti realizando um sonho que morria de medo de realizar. 

Pois é, quando Tempo e Vida chamaram Natureza, ela agiu. Eu precisava nascer de novo. Precisava parir e me parir. E foi o que aconteceu. Pari um sonho e abri meu caminho. Cheguei na tal encruzilhada. Teria que fazer escolhas sérias e reais. Teria que escolher: cair e voltar ou levantar, encarar, assumir, fortalecer, seguir e crescer fortalecendo. Bom... Bom... Bom... No início, como nada fazia sentido - imagine aquele prédio onde foi construído tudo certinho, mas, ninguém fazia a manutenção e os reparos necessários e, para piorar, ainda tiram uma coluna... Uma coluninha de nada... Pronto! Desaba! - assim, como estava sem sentido, em meio aos entulhos dos meus erros e fugas, a mim restava correr e enlouquecer - era o mais fácil e convidativo a fazer... - ou, parar, dar um tempo, deixar passar, diluir toda a amargura... se alimentar do que importa e seguir de onde parei. Voltei a ser criança, com um agravante: tinha uma criança que dependia de mim. Precisei lidar com o tempo de uma outra maneira... Em meio ao desespero e da falta de rumo, sentei e chorei.

Ali, em meio aos escombros, vi que abalou a vida de muita gente. Não vou entrar muito nesse detalhe porque foi/é muita coisa. E preciso chegar no "sonho". Aliás, já comecei, viu? Quando criança, eu sonhava em ter um filho lindo, inteligente e incomum... Não queria um filho igual a todo mundo! Pois é, veio Peu! Sonho sonhado. Sonho realizado! Como lidar com o incomum? Peu não é doente. O problema dele nem é problema, é ele: inteligência e cognição acima da média. Resultado: agitação em pessoa. Quem disse que realizar um sonho não tem trabalho? Tudo na vida é teste, prova... Pedro é meu maior sonho realizado. Um pedaço de mim fora de mim. Ele veio para me ensinar o que eu preciso entender: saber lidar com os outros como eles são. Tarefa pesadíssima para quem estava sem rumo. Tarefa pesadíssima por envolver as carências que afloraram das diversas pessoas ao redor e que faziam questão de me lembrar que "tinham muito cuidado comigo, porque eu estava doente" e tudo que fizeram foi me deixar mais doente e se adoentarem mais... Isso me fez ver que a maioria das pessoas é doente, é carente e requer cuidados simples de si para consigo mesmo. Mas, a doente era eu, porque estava com DPP e precisei de psiquiatra e psicólogo. Graças a Deus eu tive bons profissionais ao meu lado. Sem dinheiro, conseguimos tirar não foi leite de pedra, não, foi champagne do ar. Deus sabe o que passei e o que essas pessoas me fizeram passar. E o que essas pessoas passam em suas vidas até hoje. Enquanto eu optei - finalmente, chegou o dia em que tomei uma decisão! Fiz minha escolha! - por sair do buraco e entendi que estava na caverna escura - bem parecida, aliás, a mesma, que Platão descreve... - essas pessoas preferem acreditar que estão fazendo algo de bom... Eu fui em busca de consciência, de assumir que passava por uma fase difícil e queria entender, sem me fazer mais de vítima. Aprendo até hoje e tenho certeza de que vou aprender algo até o dia da minha morte. Depois daí, sabe Deus! Me questionava: "Deus, eu pedi que o Senhor me colocasse em meu caminho e é isso que o Senhor me dá?????". Era dureza! Era a realização de um sonho e o começo de uma nova era em minha vida. Mas, eu não encarava bem assim. Foi quando pus em prática, de novo, sem perceber, outro sonho. Chamava de escritoterapia. Comecei a escrever aqui. Pensei: se a leitura - bem como a repetição dessa leitura - de um conto de fadas pode nos ajudar a lidar com nossas emoções, imagina eu me lendo? Dei início a uma exposição que me assustava, mas, encarei e superei esse medo de "expor minhas idéias" a mim e aos diversos mundos que fossem ler. Não me paralisei. Comecei a escrever o "a dor só dói enquanto está doendo, depois passa!". Foi o primeiro nome deste blog. A escritoterapia é a realização - em parte - de outro sonho e a colocação em prática de uma vocação - há quem diga que é um talento... -, de um potencial que trago comigo desde criança, que é escrever. Eu me pari quando escrevi o primeiro texto neste cantinho. Por isso, aqui não é apenas um blog, é um cantinho virtual de e para reflexão. Hoje, entendo que é para quebra de certos modelos mentais que me aprisionaram durante alguns muitos anos.

Pois é, comecei a partir do que a minha criança sonhou: ser mãe e escritora - ainda não sou, mas, se um dia acreditar... quem sabe.

Hoje, pude ver uma linha, como se fosse um mapa - é um mapa! o mapa da minha trajetória - me mostrando que parei de onde queria tanto ter começado na fase adulta, mas, havia uma dívida minha com minha ordem "natural" de ser eu. Na fase final da adolescência foi que tracei a meta de estudar Comunicação, trabalhar, fazer nome no mercado... - oh, nem tudo sai como a gente pensa, se a gente não fizer, né? - e, depois, estudar psicologia e mudar o mundo! Bom, eu precisei foi mudar o meu mundo e entendi que só posso mudar ele mesmo! Fiz tanta coisa na área de Comunicação. Muito trabalho bacana. Trabalhos grandes, pequenos... chatos, legais... parcerias boas e péssimas. Entre mortos e feridos, salvei a minha pele. Não me sentia ali, mas, sabia que tudo que aprendi e vivi ainda me seria muito útil. E é! Uso em minha vida. Uso tudo que aprendi em cada nova função. Havia outro sonho de infância que fui "obrigada" pelos caminhos da vida a enfrentar: fui ser professora! A primeira experiência foi mais ou menos. Impossível agradar a todos e mais impossível ainda quando se quer despertar inteligência em vez de enxertar meus conhecimentos como verdade única. Os alunos não entenderam... falha de Comunicação minha ou falta de boa vontade deles? Uns gostaram, outros não. Estimular o hábito de leitura e de pesquisa é algo pesado para a massa. E massa, me parace, não gosta de usar a massa cinzenta... Deixei para lá. Voltei para Comunicação. Saí. Um grande amigo me trouxe outra oportunidade para lecionar. Tem uma professora dentro de mim que não quer ensinar o B - A = BÁSICO. Para mim, tem que ter brilho nos olhos, vontade de investigar se o que eu falo procede, se alguém pensa diferente... Poxa, dessa vez, tive sorte! Fui ensinar jovens. Antes, eram adultos. Cheios de "contaminação" do dia a dia. Como alguns me disseram: "professora, a senhora acha mesmo que a gente está aqui para aprender nada? A gente quer só o canudo...". Coisa boa para se escutar, né? Dessa vez, não. Eles não tinham ranço. Eles tinham o fogo da juventude e a inquietude de querer descobrir. Eles sabem que vivem em meu coração! Dei aula para aqueles jovens que não gostavam de Sociologia, porque achavam que era só teoria e coisa chata. Deixo que eles respondam sobre o que aprenderam.

Nesse "mapa da vida" que esse trio - Vida, Tempo e Natureza - me deram, estou vendo muito mais do que meus olhinhos conseguiram ver. Estou vendo que não houve essa de tempo perdido. Tem tempo a seguir. Tempo enquanto há tempo. Tempo para viver enquanto se está vivo. Uma pessoa me disse que queria acertar com os netos o que errou com os filhos. Eu apenas disse: "com os netos, os pais deles é que têm essa função, obrigação e compromisso. Com seus filhos é que você tem que se acertar. Se está aqui viva e eles, também, vai fundo.". Erro é a maneira de acertar que a gente tem quando tenta. O erro é quando a gente não consegue porque deixou de ver alguma coisa para acertar. O erro mostra esse ponto. A gente tem que parar de lamentar o que passou e fazer daqui para frente. Por isso, depois de 4 anos, o "a dor só dói enquanto está doendo" passou a se chamar "AQUI E AGORA". Porque só nesse tempo é tempo de melhorar ou corrigir algo.

Pois bem, com o mapa a minha frente, pedi ajuda ao trio e disse: Deus, que eu faça o que preciso e vim para fazer!

E foi numa aula de MBA - coisa totalmente voltada para o profissional - que vi que a pessoa realmente está a frente de tudo. Se o pessoal não aprender, o profissional será apenas uma capinha. Tem muito bom profissional que peca em relações sociais e pessoais. Trabalha bem, mas, a que custo para os outros, hein? Voltando, para não me desviar mais, nessa aula, a professora disse: "...devemos colocar os sonhos à nossa frente, onde podemos vê-lo e pudermos enxergar as oportunidades. Se ele ficar lá atrás, a gente nunca vai conseguir ver a oportunidade, porque não estamos vendo o que queremos...".

Me matricular nesse MBA foi entrar em mais um caminho para a realização do sonho. Talvez eu não queira ser psicóloga clínica, mas, eu tenho um sonho de trabalhar a eficácia de uma boa comunicação no ambiente de trabalho e de lembrar que todos os profissionais são seres humanos e como podemos lidar com isso de maneira equilibrada entre razão e emoção. Uma amiga me disse certa vez: "se há clareza, não há motivos para pedir desculpas". E isso me conduz em minhas relações. Na verdade, sempre conduziu. Sempre gostei de deixar minha postura bem clara. Uns gostavam, outros não. Eu não sabia lidar com os que não gostavam... Hoje, vejo que esse é meu maior sonho: dar ferramentas para que as pessoas entendam que sempre é tempo de acertar. "Se há vida, há esperança", né assim o ditado? Esse caminho que adentrei no dia que saí da encruzilhada tem seu peso, tem muita dificuldade, porque tenho que lidar com meus dilemas, com meus medos, com o sair da preguiça de ir além, com o fato de ter que encarar e acreditar que sou capaz... com o fato de que nem todo mundo me apóia e nem sabe como me apoiar... com a descrença que o mercado de trabalho nos joga... enfim, não é só um caminho de flores. É um caminho de construção. Caminho de (re)descoberta. Caminho de (auto)conhecimento. Parte do meu caminho. Parte do caminho que me conduz para o Caminho que quero e devo trilhar. Estou no caminho de fortalecer e limpar. Despertando minha vontade. Aprendendo novas lições. Quebrando com o gesso paralisante. Dando um passo de cada vez. Respirando. Seguindo. Indo.

Esse é meu maior dos maiores sonhos: sempre seguir! a Vida é dinâmica. Chegar lá é todo dia! É ver o que conseguimos mudar em situações pequenas e como isso acontece nas grandes.

O meu maior sonho é me realizar. É saber o que me realiza! Não quero ser escrava de que para me realizar eu tenha que lançar um livro. Mas, se descobri forças em mim e acreditar que sou capaz, por que não? É assim que estou vivendo. Sem a pressa e o medo do mundo acabar amanhã. Se estou fugindo da minha maior meta, paciência, nem tudo eu sou capaz de controlar em mim. Não me incomoda mais isso. Não quero fazer nada que não esteja preparada. E não acredito que cumprir a meta da alma possa ser possível sem preparo de vida, sem ego fortalecido. Se eu conseguir, maravilha! Senão, fica para a próxima. Pobre de mim? Quem sabe? O que eu sei, com relação à minha vida é que vou tentar. Uma coisa de cada vez. Será que nossos sonhos não merecem a chance de serem testados? Quem vai saber de mim mais do que eu? De fora, os outros têm a impressão, têm a sensação... veem em mim algo, um potencial, um algo que mostro e que não identifico... Quando recebo esse feedback do externo, o que faço, reflito, questiono. Deixo rolar em mim. Aos poucos, algo vai despertando. Existem coisas em nossos caminhos que não precisam comprovar tudo, apenas acontecem naturalmente. Mas, para Natureza agir e tudo acontecer naturalmente, deve-se haver uma semente lançada numa terra preparada. Depois, a determinação e a disciplina de regar á medida que se espera germinar e brotar. Os frutos só podem ser colhidos se plantados. Estou arando a terra para depois fazer a roça!

Pois é, nos últimos quase 6 anos, 4 estão aqui, mês a mês, traçando meu mapa. Me dando dados para monitoração. Alguns sonhos eu coloquei como meta. Só preciso me preparar para aceitar. E não exito em buscar ajuda. Graças a Deus, tenho tido muitas! Só eu entendo o que quero me dizer com cada pensamento. Cada um entende o que quiser, por relacionar com a própria vida. Isso que é bacana. As palavras, depois de escritas, deixam de ser minhas e passam a ser uma parte de mim, com vida própria, assim como meu filho. As palavras escritas e publicadas deixam de ser apenas minhas. Os pensamentos são nossos! Nossas trocas!

Não é só sonhar, é olhar o sonho e saber se ele vai ser uma meta ou uma fantasia.

Parabéns para nós, sonhadores de metas! E para os sonhadores de fantasias, também. Triste é quem nem sonha.

Pat Lins.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

AQUI E AGORA - NOVA FASE DO BLOG

Mais um (re)começo!

Desta vez, estamos mudando de nome. Não por acaso. O “A DOR SÓ DÓI ENQUANTO ESTÁ DOENDO, DEPOIS PASSA”, passa a se chamar “AQUI E AGORA”. Por quê? Porque tudo se resolve AQUI E AGORA. Até para as dores passarem, precisamos entender, respeitar e agir no momento presente, pois, só assim, o futuro pode ser melhor. AQUI E AGORA engloba tudo o que venho aprendendo nestes últimos anos. Deixar para depois é acumular pendência. Para quem quer abrir espaço na vida para as soluções, precisamos resolver nossas pendências AQUI E AGORA.

Os textos antigos continuam. Só mudamos o nome. O conteúdo continua o mesmo: a busca, a construção do caminho para a felicidade.

Aliado ao AQUI E AGORA, começamos um novo movimento – que envolve o: “VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO” – chamado de “CONSTRUINDO E PLANTANDO FELICIDADE”!

O “CONSTRUINDO E PLANTANDO FELICIDADE” é um movimento em prol do momento presente. Vamos nos dar, a cada dia, um presente: a felicidade. Vamos plantar coisas boas e, consequentemente, colher coisas boas. Bom, o porquê de não ser “plantando e colhendo” é que pretendo reforçar a nossa responsabilidade de construirmos nosso futuro, no AQUI E AGORA, no hoje.

Não. Não vamos construir muros, nem levantar paredes. Vamos construir juntos, um caminho. Um caminho onde plantaremos e colheremos a cada dia e, assim, construiremos um amanhã melhor.

Para quem pensa que a construção é como a de uma obra imobiliária, melhor desfazer essa idéia. A construção nunca termina. Somos demandas intermináveis em nós mesmos. Fim? Sabe Deus, quando teremos um. O importante é o AQUI E AGORA. Independente de se há – ou não - vida após a morte, vida eterna... tudo depende de como fazemos cada hoje que vivemos. Portanto, hoje é o melhor dia para começarmos a construir e plantar a mudança.

AQUI E AGORA é o momento ideal para darmos início. Assim, dá tempo de nos tornarmos pessoas melhores. Não melhor do que o outro, melhor do que nós mesmos: o melhor que há dentro de cada um de nós.

Para fortalecer nosso movimento, nada melhor do que a ação, a prática. Afinal, se queremos mudar, precisamos AGIR. Como ação de fortalecimento de idéias, me inspirei numa amiga, Angela Márcia, que presenteou pessoas queridas com sementes de girassol, desejando que essas pessoas alcançassem a prosperidade em suas vidas. O girassol é uma flor simbólica que representa dignidade, glória e paixão, sugerindo uma altivez com alegria, respeito e integridade. Seu estilo e cor trazem vida e muita energia aos ambientes. Para alguns, o girassol significa fama, sucesso e felicidade. Daí, as sementes nos levam a necessidade de se entender que nada nasce ao acaso, é preciso plantar. Então, vamos plantar e colher a nossa própria felicidade! Caso encontre um saquinho com sementes de girassol, por aí, em qualquer lugar, receberá meus desejos mais sinceros de que você, também, entre nesse movimento e nos abramos para a felicidade como resultado de nossa colheita. Junto ao saquinho, haverá uma mensagem e o endereço aqui do blog. Em momento algum é feita apologia religiosa, política ou afim. O único objetivo é lembrar que ainda existe muita coisa boa no mundo e se não lembrarmos e fizermos o bem, todo mal triunfará.  A mensagem que segue com os saquinhos de semente de girassol é simples:


Se você encontrar um desses saquinhos - em princípio, apenas em Salvador/Ba/Brasil – peço que coloque seu comentário - em "COMENTÁRIOS", logo ao final deste texto - sobre como se sentiu ao receber esse presente simbólico.

SEMENTES DE GIRASSOL COM NOSSOS DESEJOS DE ALEGRIA E PROSPERIDADE.


Outra inspiração que tive – e que vou explicar na semana que vem – veio do blog WORD ROCKS. Que consiste em desejar coisas boas com belas palavras, em pedras. Aha! Semana que vem, as pedras preciosíssimas, da Carolina Âreas, estarão aqui, fortalecendo o movimento CONSTRUINDO E PLANTANDO. Imagine se um monte de gente decidir fazer uma coisa boa AGORA    ? E aí, podemos ou não fazer algo de bom? O bem não requer nada mirabolante, apenas atitudes simples e sinceras.

Caso não se sinta à vontade para dividir isso publicamente, pode enviar e-mail para linspat@gmail.com e/ou simplesmente, receber e doar coisas boas. É simples, basta ter como princípio que tudo na vida – só olhar a natureza – é BOM, BELO E JUSTO.

AQUI E AGORA estamos começando o AQUI E AGORA.

Pat Lins.

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