quarta-feira, 24 de abril de 2019

Laboratório da Vida - Ciclos e Silêncio

Imagem: A Sabedoria dos Ciclos

Minha vida é meu laboratório e, a partir de cada experiência, algo em mim muda. Ainda tenho imensa dificuldade com muitas e inúmeras questões, mas o aprender a silenciar foi algo de muito interessante. Ainda tenho meus ímpetos, só que, olha, muito menos, viu!?

Entendi que a ideia não é engolir a seco, muito menos, rebater de pronto, mas respirar. Impossível não se chatear com determinadas situações. Não é um processo indolor, mas a gente precisa seguir, fazendo o melhor que pode, com o melhor que tem.

Aprendi a não negar que me enfureço e começa a subir aquele calor, que queima tudo por dentro e, antes, virava uma explosão nuclear. Hoje, identifico essa presença, esse sentimento - em geral reativo, mas, a reação é autorreferenciada em mim e em meus valores e crenças (natural em todos e qualquer um de nós), a gente sempre vai achar que está sendo atacado e, mesmo que estejamos, o outro também acha que está e é por isso que existe tanta guerra, porque ninguém quer esclarecer, quer é "estar certo".

O não negar o sentir permite que eu possa respirar e me dizer rapidamente: "depois a gente conversa, só eu comigo mesma" e ouço o outro, respirando, não só para deixar o outro fazer sua catarse, mas para que eu consiga não entrar na frequência dele/a e saiba deixar passar - nem sempre é linear assim, muito menos "facinho" e com cara de santa, muitas vez vem em meio da fúria mesmo e tenho esse diálogo interno já na porta mental daquela linha tênue do sair da razão, diante de uma investida recebida que ativou o mecanismos de defesa com o "atacar!". O bom desse meu exercício tosco, que faço do meu jeito e nem sei explicar, é que a porta emperra, exatamente quando a linha parece estar por um fio e o pensamento me toma: "deixe passar". Linha, você é um gênio! Ela fica elástica, quem "guenta?!".

Quantas vezes dá aquela vontade de "enfiar o pé na porta" e ser a Patricia de antes... e todas essas vezes, algo em mim me impede de regredir. Discordo do engolir a seco, mas também não acredito mais no bate e rebate desgastante de um embate e penso assim: respirando, tenho tempo para pensar, sem prejudicar minha saúde. Não se trata de implodir... é expandir a um ponto que, ao respirar e olhar para algo bom, nem que seja uma lembrança alegre e boa, que te preencha de alegria ou algo bom, sabe? É por aí. Então, me questiono: "qual meu verdadeiro foco - entrar num embate, para provar que estou certa ou deixar a fúria encegueirante do outro passar para conversar num momento mais saudável?". Uma pausa interna. Algo com significância para mim.

Ah, se o outro tivesse essa mesma capacidade de se auto ajudar seria tão melhor... lidar com temperamentos e temperamentos não é fácil e nem tenho sucesso em todos os casos, mas, naqueles que me determinei em terapia, ah, esses eu foco mesmo e chamo por Deus: "olha, o Senhor se revele e se manifeste como amor, pelo Amor ao Senhor mesmo, porque, sei não...".

E assim vou superando os picos de crises. Um amiga super mega, do tipo hiper especial, que por acaso é psicóloga (pena que nunca pude ser paciente dela... nas, a amizade em si era terapêutica e curativa), Noemia Nocera, pessoa que amo muuiittoo, me ensinou isso há alguns anos e, na época, achava que só pessoas evoluídas seriam capazes desse feito... mas, eu, mesmo esse pequeno ser que sou, doida para crescer e me livrar desse fardo de ser medíocre, venho conseguindo exercitar, literalmente: "na crise, não tome nenhuma atitude. Deixe passar. O tempo ajusta tudo e, com essa pausa, não há arrependimento e todo foco passa a ser na solução, não no ego briguento". Achei tão lindo e poético na época. Hoje, tão necessário!

Qual o benefício? Durmo tranquila; acordo feliz; sempre tenho "um sorriso sincero e um abraço, para aliviar meu cansaço...". Desafios? Tenho muitos! Senso de "justiceira"? Diminuindo cada vez mais, porque, a verdadeira Justiça, o Tempo revela e, se em cada ação, uma lição, algo tenho a aprender e, se o outro não aprende e fica insistindo em querer aprender às custas do meu bom humor, eu, como ainda não sou evoluída, apenas sei deixar passar, tá, sem briga, mas ainda não sei aceitar, muito menos entender.

E vou seguindo. Caminhando pela vida, sem pressa, porque não existe um onde chegar, eu acredito no: onde você está, o que faz de melhor para que, qualquer coisa, fique mais leve, mais alegre? Qual a sua cota de contribuição com você mesmo? O que de bom você gera e a que custo? É possível fazer o que é preciso, necessário, de uma maneira mais saudável?

Só pensando mesmo... e seguindo, um passo de cada vez e só! Não tenho que agradar as expectativas dos outros, porque se a gente se encarar legal, a gente não satisfaz nem as nossas próprias, e a gente vive transferindo para o outro. Esse é outro grande exercício que tenho feito, mas não cabe nesse post.

Aqui, a ideia foi falar do silêncio como mecanismo de "sobrevivência" dentro dos ciclos tensos na vida. Afinal, silenciar é muito mais um estado de atenção, empatia e compreensão, para não pirar na tensão que aperta em alguns momentos, do que engolir a ira por preferir não revidar. Meu lema é vivência nessa selva louca, sobrevivendo no dia a dia, como qualquer um, só que, minha bandeira ergue três pilares: Amor, Tempo e Verdade e assim, meus ciclos vêm se fechando, após picos de dor, incômodo e desconforto, com uma dose muito grande de esperança, fé e certeza de que tudo passa e tende a melhorar - ao menos, dentro de mim, fora está além do que posso fazer!

Saudações,

Pat Lins.

Imagem: não foi identificada a autoria... em pesquisa no Google com tema "ciclos", ela representa tanto a esteira da vida que vivemos que optei usar.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Deixa decantar!

Imagem: Pesquisa no Google sobre Água Cristalina

Hoje, estava a fim de receber uma mensagem, sabe, um recado de coração e alma para acalmar um coração (o meu) à beira da aflição...

Daí, um amigo me passou algo "muito amor no coração, mas firmeza nas atitudes" e eu senti como se aquela simples frase me tomasse e me vieram tantas imagens, tantas informações (acho que ele nem sabe que ele era apenas uma ferramenta e como temos uma conexão forte... abriu uma tilha submersa em mim de coisas que se organizaram e apaziguou-me), que me deu uma imensa vontade de (d)escrever sobre TUDO e sobre NADA. Já falei sobre esse tema outras vezes, mas, desta vez, vêm apenas imagens e palavras como gritos de guerra "mudar!" "mudança" "chegar lá" "creia" "siga" "mantenha-se firme" (aqui, abro um parêntese - estou firme, e digo: não sem dor, vou seguindo... e me libertando e me permitindo).

Muita água para limpar e muita calma para deixar decantar (outro amigo me trouxe essa alegoria e achei incrível: "é só a fase final de limpeza, não é para agitar, senão, volta a fazer barro. Deixa decantar, deixa a terra assentar em seu devido lugar.").

E, então, me veio tanta vontade de, apenas aceitar a fase e deixar decantar! Mas, o mais legal foi a vontade de compartilhar uma mensagem, sem me preocupar com a simetria dos parágrafos, a repetição de palavras... um texto apenas sentido por mim, pegando ponga nessas mensagens de outros andarilhos como eu:

EXISTEM MUDANÇAS QUE APENAS CHEGAM E VÃO... E A GENTE NEM SENTE DIREITO, SÓ UMA LEVE TONTURA POR ALGO QUE SAIU DO LUGAR. 
EXISTEM MUDANÇAS QUE SE INSTALAM E A GENTE SE ACOSTUMA  E ESQUECE DE MUDAR. 
EXISTEM MUDANÇAS QUE CHEGAM E PARECEM NUNCA TER FIM... 
EXISTEM MUDANÇAS QUE CHEGAM E DOEM, MAS PASSAM! TUDO PASSA! 
EXISTEM MUDANÇAS, SEMPRE QUE PRECISAMOS ALGO MUDAR. 
EXISTEM MUDANÇAS.

A Vida é movimento, com isso, sempre teremos algo a mudar. O mais importante de tudo é identificar que energia, que emoção, que sensação, que pensamento está em mim? Como lidar com tudo isso? Como, simplesmente, deixar passar, quando a mudança é liberar e como, no desejo de que algo novo chegue logo e a mudança se mude para cá, como saber apenas esperar a fase de mudar?

Existem mudanças que custam a chegar e nos acostumamos a não mudar. Será que ela chega, mesmo? Será que é para mudar? Como saber? Tantas vezes estamos no fundo do poço e mexer parece tão pior. Como decantar? Como "cristalinizar-me" em meio a algo que já não quero mais em minha vida e, não apensa se repete, se instalou e ... sei lá... parece ser mais do que eu? Tá, hoje, já assumo e reconheço que NÃO QUERO MAIS! Que horas será essa bendita hora de fazer acontecer? De chegar lá? Não no fim, porque o "chegar lá da Vida" não é estanque, mas, o "chegar lá" de um determinado objetivo... Que venha a boa mudança do "está na hora de mudar!".

Acima de tudo a fé! Não como consolo, mas como certeza de que tudo que é para chegar, chega a mim com abundância, leveza e glória! Acima de tudo a presença! O estar consciente de que é o que é, enquanto não melhorar, mudo em mim o desânimo para fé e a aflição em esperança. Afinal de contas, é hora de decantar! A mim só cabe, simplesmente, esperar! E, enquanto espero, vou vivendo, andando e fazendo o melhor que posso com o melhor que tenho!

Vamos lá, porque sempre haverá um caminho a seguir, outro a conduzir, outro a se abrir e outro a guiar! Apenas sinta-se e reflita, vendo as imagens, lendo as palavras soltas, sem muito racionalizar! Sinta-se seguro em si e confie que mudar é seguro!

Saudações,

Pat Lins.


Imagem: Trilha submersa

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

A Vida é feita de caminhos, não de celas

Imagem: https://goo.gl/quRDtp

Porque a Vida é feita de caminhos e escolhas, não de celas ou gaiolas que nos impedem de ir, voltar, recomeçar...

E são tantos os caminhos e direções que, frente, lado, atrás, acima, abaixo... São apenas referências de localização geográfica.

Eu posso tomar uma direção, seguir, viver o que preciso viver, ficar o tempo que precisar e escolher ficar ou seguir. Quem disse que seguir em frente é só andar para onde nosso nariz aponta?

Tudo depende do quanto eu sei o porquê estou aqui. Em geral, por mais dolorosa que seja a resposta, me pergunto: "devo ou preciso realmente ir por aqui?". E é certo,o coração responde e confio e sigo.

Enquanto muitos limitam o "Caminho a Deus", em determinada direção religiosa, Ele se revela para todos, em todos os lugares, tempos e direções.

Outro dia ouvi uma frase interessante: "minha filha, pra Deus, até o diabo é importante, senão, não o teria criado. Tudo, mas tudo mesmo, tem um porquê e só a Lei Divina sabe!".

Super concordei com a sensibilidade daquele homem. E ainda me atrevi a complementar: "...tudo o que Ele espera é que sejamos, cada um, o nosso melhor! Inclusive, os que se entitulam conhecedores das palavras do Cristo, deveriam se empenhar em mergulhar mais profundamente no que Ele ensinou, principalmente sobre perdão, julgamento e respeito. Se cada um despertasse para o 'próprio amor próprio', saberia colocar esses ensinamentos na ordem do dia".

A gente precisa saber se amar e se valorizar, para conseguir conceber, no mínimo, respeitar o outro, desde que não haja invasão de espaço.

Desejo, de verdade, que cada um de nós consiga ser o Amor, a Paz e o Respeito que tanto espera do outro, pois acredito ser esse O Caminho, A Verdade e a Vida: o caminho da liberdade e da evolução do ser, em sintonia com o Ser Divino que nos habita e conecta com o sagrado.

Deus está em todos os lugares! Ainda que tentemos aprisioná-lo em nossas crenças, Ele é infinitamente maior do que conseguimos imaginar. A gente imagina, supõe e cria... Ele apenas É.

Saudações commm muuiitttooo amor,

Pat Lins.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Ser feliz é apenas ser!


Ser feliz, mesmo enquanto o outro não se permite, não é afronte, nem descaso, é seguir em frente. Cada um é responsável pelo próprio caminho, como o segue, como o faz, como se pernite ser!

Querer que o outro se mantenha infeliz ao meu lado ou vice versa é sadismo, é leviandade, é infelicidade.

Não sou feliz sobre a infelicidade do outro! Sou feliz porque batalho todos os dias para superar meus desafios!

A cada um cabe, em si, se permitir e acreditar que merece e é plenamente capaz de ser feliz!

Eu acredito que todos e cada um de nós consegue, mais do que querer, simplesmente querer, é se esforçar para, simplesmente, ser ou se fazer, enquanto caminha.

Ser feliz não é só sorrir ou gargalhar e ter boas piadas para contar. É um estado de espírito capaz de, mesmo em momentos de tristeza ou desânimo, te reanimar e trazer a esperança pela fé, pela certeza de que tudo passa e pode melhorar.

Ser feliz é um estado de paz e integração com o amor próprio. Ser feliz é consciência de que você existe e dentro de ti existe uma força muito maior do que aparenta e, sim, você, eu, ele, ela, el@, elx, todos nós merecemos!

Ser feliz é simplesmente ser e ponto, ainda que no externo as condições não sejam favoráveis, eu esteja aflita e cansada, existe uma força maior que me motiva e me inspira a, simplesmente, continuar e acreditar! Eu Sou Feliz!

#sejavoceafelicidadequetantobusca

Pat Lins.

domingo, 20 de janeiro de 2019

A Vida é um dia após o outro, todo dia!



Arcano XI: Força*

A Vida tem me ensinado muitas coisas, inclusive, como administrar bem meu orgulho para fazer o que preciso de maneira mais consciente e saudável - bem verdade que às vezes nem tão saudável assim, né...

Retomadas são importantes; recomeços, necessários; valorizar quem está ao nosso lado, botando pra cima, sem desmerecer ou desqualificar a turma do jogo oposto...

Ter que ser, ou me esforçar mmuuiitttooo, para ser compreensível, compassiva, algumas vezes, até contrariando minha natureza e ser passiva, para evitar um estrago maior - simmm, é importante ser estrategista e fria, e esse tem sido meu maior e melhor desafio.

Ao menos, tem dado certo, vou me organizando e priorizando o que deve ser prioridade. O dia a dia se incumbe de apresentar problema e revelar soluções, nem que seja um "fazer nada" e dar tempo ao Tempo.

Tenho aprendido a ser inteligente, com o cuidado de me manter focada em meus valores e isso é bom, prova que eu os tenho.

E sigo, lembrando a cada um, a cada "eu" além de mim, que vale a pena ser limpo. Nem todos vão te valorizar, mas, e daí, essas pessoas não são minhas referências, então, o problema delas está com elas.

A mim cabe me fortalecer em mim e aceitar que, tudo o que passamos, passa! Passei por muita coisa e, eu que me achava pronta, me vi ter que recomeçar de novo!

Sabe o que é o mais legal? Ssiimmm, eu topo recomeçar e tenho certeza que isso é importante para mim! E, sim, um passo de cada vez, um dia após o outro. Um orgulho ferido aqui, não vou matar ninguém, mas reúno forças para mudar o que me incomoda.

E, sim, consigo fazer e materializar essa mudança, de cabeça erguida, com marcas e cicatrizes que fazem de mim alguém melhor do que eu mesma.

Como já falei e repito: se cada um for o melhor de si, o Mundo todo melhora. Quer fazer desse mundo um lugar melhor? Seja, primeiro, esse melhor.

Paciência não é apenas uma virtude, é uma necessidade e prova prática de inteligência emocional. Como não a tenho, pratico o esforço...

#ficaadica

Pat Lins

*Palavras que definem a Força: coragem, domínio emocional, força visceral, superação, ímpeto, ação, domínio, segurança e realização.

No Tarot, a Força é representada por uma mulher que usa as mãos para abrir a boca de um leão. A ideia da força física está associada a carta quando olhamos para ela mas, na verdade a este Arcano expressa os aspectos de superação e da utilização outros tipos de potências, inclusive aquelas conectadas ao amor-próprio que supera o amor por outros.

Aparentemente, antes de abrir a boca do leão com as mãos, percebe-se que essa mulher está imobilizando e dominando o impulso do animal.

domingo, 16 de dezembro de 2018

Escolhas: como escolher a melhor?


Daqui do meu ângulo, vejo o que dá para ver. Não ignoro que existe algo no outro, mas por mais que considere a possibilidade, também vivo os desafios e, sim, dificuldades, dessa convivência.

Não me acho melhor do que ninguém, mas algumas pessoas se sentem inferiores e transferem para a relação suas dores com um intuito, ainda que inconsciente, nocivo de atacar, alfinetar e atingir...

Eu costumo dizer: ela - me refiro à pessoa, ou o outro - não sabe o que faz, não tem consciência, mas não deixa de fazer. Chega uma hora que preciso fazer uma escolha: dou conta de conviver?

Precisamos ser mais honestos com a gente mesmo. Sustento a bandeira de que todo mundo deveria fazer terapia, inclusive os psicoterapeutas e teraputas em geral... 

Nem sempre, saberei lidar da melhor maneira, pois o cotidiano não para, a fim de resolvermos uma demanda, pendência ou situação de cada vez... Acontece de vir no tumulto, num sobressalto, numa reação tipo mola que a gente empurra e de repente, ela solta e pula com uma intensidade inesperada - talvez nem tão inesperada assim... Se eu vejo que estou engolindo e comprimindo essa mola emocional, subentende--se que ela vai ter uma reação contrária, na mesma intensidade. Enfim...

O que me escrevo aqui é reflexo de três experiências que vivi este ano - de 2017, pra cá. Onde, numa delas, soltei a mola, porque reagi a um ataque - mesmo sabendo todo turbilhão que ela estava passando, mas já não dava mais conta com todo meu turbilhão e os constantes "ataques" dela. Não era raiva, era uma simples necessidade de cortar aquilo, porque precisava da minha mente livre para outras prioridades. 

Chega uma hora que romper se faz preciso, o "como" é que fará a diferença... Nesse caso, foi no "como" estilo bruta, bem "já não tenho de onde tirar mais paciência". Me incomodou, porque procuro ser complacente. Mas, a sensação egóica que eu precisava de liberar, não nego, pode não ter sido da melhor maneira, mas foi muito consciente: não dou mais conta, estou sem reserva de energia para paciência e soltei a mola. Para mim: corte, diante de investidas notórias e claras. Para ela: "não entendi nada".

O que me levou a agir fora do meu padrão: chega! Estava no meu limite. As inúmeras conversas sinalizando, durante meses, não eram registradas... Se a clareza não funcionava, o corte seco será estabelecido, ainda que ela siga sem "entender", eu me preservo, haja vista que, realmente, não havia empenho da outra parte em se ver no processo, processo este que já vinha sendo pontuado, para ser avaliado, e ela, não dava valor, porque o seu valor era o de incomodar para ser notada. Mesmo atenta ao processo do outro, precisava estar atenta até onde isso impactava em meu dia a dia.

Minha escolha egóica foi consciente: preciso de distância, estou sendo sufocada. Não foi da melhor maneira, mas foi uma. Apesar de saber que ela propagou como conveniente, nem me preocupei, ela não tem muita credibilidade, o que me dava dó, mas entre eu e ela, em minha vida... Não a ataquei, não a difamei, apenas a cortei do meu convivio. Meu único objetivo era: manter foco no que realmente quero, sem ter que dividir tempo e energia numa relação desgastante. Sim, isso existe e acontece muuiitttooo. 

Tudo o que quero me dizer é: nem sempre teremos condições adequadas para resolver tudo de maneira saudável, mas preciso resolver. A única coisa que a atingiu foi achar que eu estava com muita coisa na cabeça. Ao menos, fiquei com meu tempo e espaço livres da presença que já avançava num nível de desgaste insuportável. 

Escolhas são necessárias. A única coisa que me preocupo é em não destruir o outro, mas, diante dessas experiências, entender que nem sempre seremos saudáveis na vida do outro. Em meu caso, meu ângulo de visão, no dela, o dela. Não haverá consenso. Assim, meu dilema era: o que causa menos dor no outro e me libera?

Escolhas são sempre um desafio, afinal, estamos dualidade, nada será como Sessão da Tarde, com finais bonitinhos. E nem tudo é estático, nem final do mundo, o Tempo renova tudo e cura aquilo que nossa vã humanidade não soube conduzir.

Continuo a me perguntar: escolhas, como escolher a melhor?

Attraversiamo! 

Paz e luz para todos nós e me lembro, bem como a todos aos meu redor: não sou santa, estou humana e ajo como tal. Nem sempre acertando, nem sempre ganhando, nunca jogando, sempre tentando e sempre aprendendo.

Pat Lins

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Simplesmente: Vida!

Imagem: Felipe Rocha (Tipo Bilhete)


Ultimamente, a Vida tem me feito parar (sem parar... bem verdade isso e "é verdade esse bilete") para refletir, rindo e sentindo, através de situações e circunstâncias nada (e olha que minha vida não é lá muito convencional, mas enfim...) lógicas. Já entendi que algum sentido há, porque, assim que aceito em mim (por enquanto, ainda sendo vencida pelo cansaço diante das quedas e coices) que é o que é e tem que ser assim, goste eu ou não, acabo vendo e positivando e isso me renova de um jeito, que a ressignificação é instantânea (até tentei escrever imediata, mas não veio... é instantânea, "mermo").

Nã, nã, nã, nã, nã, não! Não é milagre, é realidade. Tudo permanece absolutamente igual, mas, parece que faz um recorte e eu sou puxada para dentro desse lugar em mim que é "magavilhoso" e, mesmo com meu corpo ainda reclamando ou minha mente relutando em aceitar a realidade e resmungando horrores, sai esse bendito sorriso que me ilumina por dentro, me aquece a alma e me faz ficar feliz! Sim: F E L I Z! E, quem me acompanha de perto, sabe que meus desafios diários não são nada gatinhos, são vários leões por dia que essa leonina doida precisa enfrentar e lidar! Mas, é o que é - reclamo, sim, viu e muito! Agradeço, mas requisito, também! Ora, essa!

Acho que quando a gente mergulha na gente, de fato, não muda nosso externo, não param as intempéries, não deixamos de ser oscilação - quem não?... - e não acontece um milagre imediato, mas com a continuidade do processo, a gente aprende a respirar - ainda que após ter ficado ofegante por cinco minutos - e liberar! Ainda somos rompantes repetentes! Ahh, quem nunca? Até perdoo, mas em alguns casos, perco a confiança... e deixo de conviver... julgando menos, mas ainda julgando, só que entendendo que manter distância é saudável (lembram da minha DS? Pois é... me salva tanto!). Esse é o pequeno grau de consciência que consigo ter, naquilo que, mesmo compreendendo, ainda não sei ou não consigo ou até não quero, lidar. Nem sempre direciono minha força/energia para solucionar algo que não identifique como prioridade no momento.

Mesmo assim, existe um sol interno que me diz: "todo mundo pode sentir isso! Todos nós somos brilho por dentro! Aceite-se e brilhe-se! Por você, para você, em você, com você! Seja: V O C Ê!". E, depois desses alertas, isso tem acontecido! Me sinto solar - ainda que seja naquele dia que quero derrubar o mundo, de TPM ou estressada mesmo - vem esse bendito brilho e esse negocinho no meio do peito que diz: "hello! Pode fazer e ser diferente? Pode fazer melhor? Faça! Seja-se!". E me deixo envolver e me sinto preenchida e envolta e dá uma vontade de dizer para todos: "gente, o negócio tá ruim, mesmo, mas, dentro, vamos ficar bem!", dá vontade de falar coisas boas, elogiar, levantar a moral de todo mundo!!! Dá vontade de ser o BEM, fazendo o BEM!

Olha, não vou dizer que isso é um processo fácil e bonitinho não, hein! É pesado, porque vem cada situação problema que misericórdia! Coisas se abrem e fecham na mesma hora... um teste de maturidade e paciência. Derrapo em tantos e me refaço! Mas, é esse o ponto: o "refazimento"!

Refazer-se! Essa é a questão! Se eu me predisponho a sair da zona de conforto - ainda ensaio sair daquela, bbeemmm lá no centro, no miolo, no cerne da questão... chego lá, tô no caminho retirando as casquinhas, camada por camada, sem pressa, no Tempo e em meu ritmo... pode mandar correr, falar que tô atrasada, nem me toca, quem sabe de mim sou eu!

Aos poucos, com muito pouco, minha energia muda e se firma onde vislumbro e me determinei: em meu centro, sem ter que me achar egocentricamente "o" centro... sacou?! Existe um trabalho paralelo, aí! Estamos dualidade, não posso negar! Lógico que se centrar e se sentir o centro andam juntinhos, ali, um no extremo do outro. Mas, o reconhecimento faz com que a harmonia se faça - um dia, unicidade, por enquanto, equilibrando-se na dualidade!

Apois, é isso! Não tinha nada específico para dizer não, mas quando abri meu insta e vi @tipobilhete com a mensagem lá no alto, abri um sorriso e lembrei da importância de proliferar coisas boas! Sorri, fotografei o dia e registrei em minha tela mental: o que eu quero para todo meus "hoje"? SORRIR: ter e ser motivo para sorrir! Afinal, todos os dias, diante de um empecilho externo, internamente, já está ativo meu sistema de autodefesa em forma de reflexo solar e vem de fora, também, um monte de coisa que reforça positivamente, diluindo todo "mal" que foi instituído ou me atingido.

O lance é se permitir recuperar e sair de onde está! Ficar alimentando medo e raiva leva alguém a algum bom lugar? Não muda o outro, muda a mim! E, quando a gente entender que é isso que importa e que isso é o começo, não o fim, cada um se cuidando e importando consigo, serão muitos em busca da cura pelo amor próprio e assim: attraversiamo!

Saudações com muito sorriso,

Pat Lins

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