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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Tempo e Consciência: a Experiência do Ser pelo Sentir!

Imagem: Brad Harrison - https://www.freeimages.com

A experiência cronológica, em decorrência do tempo vivido em anos, em nada supera ou substitui a Verdadeira Experiência da Vida: adaptabilidade pelo entendimento (Consciência), o poder de ver, enxergando beleza em tudo (Visão da Alma), a capacidade de sentir (Identificação dos Sinais) e seguir o fluxo (Entrega - Respeito ao Tempo) e a determinação para fazer acontecer diariamente essa magia com muito Amor (Ser Integrado).

Pat Lins

quinta-feira, 14 de maio de 2015

SOMOS TODOS PLATEIA DE NÓS MESMOS E ARTISTAS POR NATUREZA DE VIVER

Imagem: sxc.hu 

Se todos tocassem, quem iria cantar?

E se todos cantassem,  quem iria tocar?

Se todos tocassem e cantassem,  quem iria dançar?

E se todos dançassem, quem iria tocar e cantar?

Se todos tocassem, cantassem e dançassem, quem iria prestigiar?

E se todos prestigiassem, quem iria tocar,  cantar e dançar?

Se todos tocassem, cantassem,  dançassem e prestigiassem, quem iria compor?

E se todos compusessem, quem iria tocar,  cantar, dançar e prestigiar?

Se todos nós nos aceitássemos,  poderíamos,  cada um que toca,  tocar; cada um que canta, cantar; cada um que dança, dançar; cada um que prestigia,  prestigiar; cada um que compõe,  compor; cada um que escreve,  escrever; cada um que lesse, ler...

Se todos pudéssemos ser quem somos,  teríamos muito mais gente para aplaudir, sempre!

Eu saúdo a cada ser, pelo simples e pleno fato de Ser!

Somos plateia de nós mesmos e artistas do viver. Somos artistas divinos. Somos o que ainda nem sabemos ser!

Pat Lins - só se É,  Sendo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O SABER ATÉ DO NÃO SABER

Questão não é parar ou seguir.

É saber porque parou ou seguiu.

E se não sabe, vai ou fica assim mesmo, só que sabendo que tá indo ou ficando sem saber. Já é um saber, né não?

Tudo é consciência da ação. Nem que seja saber que não sabe, mas segue.

Pat Lins

domingo, 28 de setembro de 2014

DISTÂNCIA SAUDÁVEL, SAUDÁVEL!

Imagem: Google Imagens

Como a gente sabe que mudou? Quando diante das mesmas situações, começamos a agir diferente. 

Feliz ou infelizmente, a DS - distância saudável - é o ou um melhor caminho para diversas relações - e, infelizmente, requer, dentro dessa escolha, abrir mão de estar ao lado de tantas outras pessoas especiais, por conta das pessoas "chave de problema". Sem raiva, sem peso... apenas por consciência e compreensão, sem querer mudar ou outro e dar lição, apesar de um pouquinho de desconforto e chateação.

Nem sempre o diálogo funciona, porque nem todo mundo sabe ouvir... Como dica da arte de se comunicar: entender que o receptor tem limitações no entendimento e que não depende do  quanto você/emissor se esforce para adequar a linguagem, já é uma comunicação estabelecida... você sabe que a pessoa não entende por questões que estão além do simples... requer acompanhamentos profissionais; mudanças comportamentais; definição de bons valores e etc... como isso requer tempo e esforço do outro, deixo o outro em seu tempo, respeito e compreendo...  DS - distância saudável. 

Sei lá, vejo que algumas pessoas  são muito pequenas e insistem em assim ser. Insistem em contaminar o ambiente com atitudes pequenas e sem virtudes e bons valores como base. Muitas dessas pessoas tiram proveito da compreensão alheia. Sempre questiono isso: se eu compreendo agora e daqui a pouco a pessoa faz de novo, a mesma coisa, compreendo de novo e a pessoa faz de novo a mesma coisa e percebo que criou-se um círculo vicioso de "ela faz e eu compreendo e ela não evolui, continua fazendo, e eu estou vendo e sabendo"... estabeleço a DS como medida, no mínimo respeitosa e paliativa. 

O que eu entendo é que compreender não é "submeter-se a algo e lá como vítima ficar". Viver compreendendo não quer dizer viver debaixo dos pés de alguém... É ver e saber que a pessoa é como é, nada a atinge ou nada faz com que pare e, assim, estabelecer um perímetro de segurança, mesmo que goste da pessoa. Muita gente não tem consciência da própria ação, também, não deixam de agir do mesmo jeito, num padrão, numa repetição frenética. Isso tudo aliado à má índole da pessoa... bom manter uma distância saudável. Será saudável para todos, menos para a pessoa que vai deixar de vampirizar e se alimentar de mim. Mas, eu não sou tábua de salvação de ninguém, sou apenas uma pessoa com as limitações próprias e recursos não renováveis de paciência ilimitada...

Por isso, estabeleço minha DS para o bem de todos e felicidade geral da nação e digo ao povo: "me pico!". Caio fora, por simples instinto de sobrevivência e pura intuição de que é melhor para mim.

Pensemos mais em nós como vampiros e como alimento de vampiro... em cada fase, reflitamos sobre
como, o que e porquê vivemos essa situação. Como a resposta demanda tempo... manter DS, sejamos nós vampiro ou vampirizado.

Compreendo que todo nós merecemos ser felizes e, para os chantagistas emocionais, sempre haverá um masoquista para se realizar ante sua presença. 

Que nossas DS´s sejam cada vez mais saudáveis, pois será por compreensão, não por reação e aflição.

Boa sorte a todos e cada um de nós,

Pat Lins.

domingo, 4 de maio de 2014

COINCIDÊNCIA OU INCONSCIENTE SE COMUNICANDO?


Gente, venho refletindo sobre como nos deixamos levar pelo que vemos, como vemos e do ângulo que vemos, como verdade absoluta... Costumo dizer: melhor esclarecer do que julgar. 

A grande maioria de nós tem dificuldade de entender que o que está dentro da cabeça só sai expressando. E só assim, quem está de fora da nossa cabeça pode saber o que se passa por dentro.

Aconteceram alguns episódios bem interessantes comigo, esses dias. Me fizeram refletir sobre a expressão "quem anda com porcos, farelos come" - não no tom pejorativo, mas pela ótica de que julgamos o tempo inteiro, inclusive através de com quem a pessoa anda.. E quantas pessoas andam com outras por anos, depois descobrem quem realmente são?

Muitas vezes, nem sei do assunto individual que a pessoa traz em si e comento INOCENTEMENTE - uso o art. 1 da Lei Cumpadre Washington: "aquele que não sabe nada é INOCENTE!"... - sobre um tema. Daí, me dizem: "Que fora! Você tinha que falar isso para ela?...". E pergunto: "Falar o quê?". "Você é lerda! Não sabe que...". E eu digo: "Não, não sabia. Ninguém me contou e não sou adivinha.". Vejo uma resistência nossa, uma dureza, em aceitar que o outro não tem como saber se eu não falar. E vice versa. Falta humildade e capacidade de aceitação.

Semana passada, estávamos, eu e alguns colegas, almoçando e inocentemente, comentava sobre uma coisa. Uma das pessoas do grupo - que gosto de graça e ela de mim, mas não somos íntimas - estava pensando e havia comentado com outra sobre algo similar e pensou: "Pô, fulana falou para todo mundo...". Sorte que essas pessoas gostam de esclarecer. Num momento mais intimista, me disseram - na frente da pessoa, mesmo: "Pô, você tem uma boca... Mesmo sem saber você tocou no assunto que fulana e eu estávamos brincando...". E eu brinquei: "Os inconscientes se comunicam... Tomem mais cuidado com o que emanam". E rimos, porque foi um COINCIDÊNCIA, levando-se em conta o saber consciente da informação. Ou seja, eu não tinha como "dar fora"... eu nem sabia. Muitas pessoas já me julgaram por isso...

Eu, volta e meia, acabo em meio a essas coincidências... 

Participei de uma palestra há umas 3 semanas, mais ou menos. Lá, cheguei. Sentei num canto. Fiquei. Ao meu redor, outras pessoas que nem conhecia. Enfim. Semana passada, estava no mesmo lugar, em outra palestra. Cheguei. Logo após, um rapaz - que não conheço, mas que estava na primeira palestra - chegou. Nunca trocamos um "oi". Subi. Sentei. O rapaz subiu. Sentou ao meu lado - único lugar vago. Saí. Um amigo pediu para eu dar carona a duas mulheres - um senhora e outra mais ou menos da minha idade: jovem... No caminho, disse para a que estava atrás - a mais jovem: "Já te vi em algum lugar. Esqueço nomes, mas rostos eu memorizo". Ela me disse: "Já, sim. Eu estava na palestra de Isabel, que vocês estavam.". Eu estranhei: "Nós? D. Lucia não estava na palestra...". Ela: "Não. Você e seu amigo, aquele careca.". Interessante - olhando de fora: Primeira palestra eu estava sentada ao lado dele e acabei ficando num espaço vago entre ele e os amigos dele... Na segunda palestra, chegamos na sequência - subi, logo em seguida, ele. Sentamos juntos. Não trocamos uma palavra nos dois eventos. Saimos juntos. Na saída, perguntei se ele queria carona - nessse ambiente só entram pessoas conhecidas; ele é conhecido de um amigo. Ele disse que não e pegou o carro dele, atrás do meu. Rapidamente, processei essa informação e disse para ela: "Minha filha, se eu te disser que eu não sei nem o nome dele, você acredita? Segunda vez que o vejo... Mas, para quem está de fora, dois encontros e nós dois um ao lado do outro, chegando e saindo na mesma hora... Interessante como somos vulneráveis à visão, né?" e viajamos nesse assunto.

Ou seja, muitas vezes estamos de fora e aquilo que "achamos que seja" passa a ser. Do mesmo jeito que expressamos pensamentos, comentários e os outros se doem, em vez de esclarecer, porque se fecha na determinação; "é assim! E nada mais!".

As coisas estão aí. Nem sempre sabemos que precisamos esclarecer, porque têm coisas que PARECEM tão claras. Me mantenho em estado aberto. Brinco, me estresso, me chateio, compreendo... Sou capaz de, após esclarecido, mudar o canal. Me esforço para não julgar, já julgando. Gosto e me assumo imperfeita total. Eu posso. Eu sou! Mas, ao menos, não me prendo aos MEUS julgamentos. Não me coloco acima de ninguém. Nem abaixo. Mas, me coloco em meu caminho. Troco. Vivo. Escuto. Leio. Quantos de nós já não magoou sem saber, sem intenção? Sabe amigo oculto, quando a gente tenta adivinhar quem a pessoa tirou, pelas descrições que ela fornece? Acabo acertando... E saio como "quem entregou". Todo mundo dá palpite... só porque o meu é certeiro devo ser condenada? É isso que me intriga e sobre isso venho refletindo; ângulos e verdades.

Daí, entra o facebook. As pessoas leem o que os outros escrevem. Eu sei de algumas pessoas mais próximas, que leem, por conta da manifestação de comentários e "curtições". Quantas vezes preciso informar ou lembrar que os posts não são indiretas para alguém, que se tratava de um pensamento que me veio à mente, sem pretensão alguma? Quantas pessoas se "doem" por algo assim? Quantos se dispõem a ESCLARECER? A entender que houve um mal entendido - ou apenas uma coincidência, mesmo? Existem expressões que tocam determinadas pessoas e elas se doem. Cabe a cada uma se preguntar: POR QUE ME INCOMODOU? O QUE ISSO QUER ME DIZER? E traz para si. Em vez de ficar desconfiado de tudo e de todos e "achando" que foi para si. A gente precisa se desligar um pouco da mania de perseguição. Quer discordar, fique à vontade. Isso é liberdade de expressão. Mas, não tome para si.

Já passou da hora de sairmos da posição de vítima, gente. Tem gente que cria dor por falta de humildade de aceitar que existe falha na comunicação e que, em vez de julgar e condenar, vamos COMPREENDER. Isso não vai impedir a "chateação" de chegar; nem da raiva subir... Apenas vai nos ensinar que tem algo mais, além do que "achamos" que seja. Existe o É. O que É é o que É! E isso só se revela na clareza. 

Quantas pessoas fazem planos, não revelam o que pensam e cobram do outro o cumprimento? Esses planos têm início, meio e fim no âmbito mental e essas pessoas criam a expectativa infundada de que o outro já está sabendo o que deve ser feito sem, sequer, expressar, externar.

Estamos nos permitindo viver numa superficialidade e afundamos nela, jurando aprofundar em nós mesmos!

Isso cansa, porque suga energia que deveria ser empreendida no caminho da produtividade. Assim, gasta até a reserva e não faz o que precisa fazer.

Aquilo que está oculto, precisa ser identificado como tal, senão, morre sendo ignorado; mas, age, mesmo sem ser conhecido.

Somente a clareza liberta!

Para finalizar, reflito:

EXISTEM COINCIDÊNCIAS?

Pat Lins - vítima do acaso? Não. Apenas constatando que talvez o acaso não exista, mas a falta de esclarecimento, sim!


domingo, 30 de março de 2014

RECARREGAR: A GENTE LIBERTA O QUE PASSOU.

Imagem: Google

De tempo em tempo, temos que recarregar. Praia, campo, boas risadas com amigos... enfim, precisamos de lazer e prazer para viver.

Mas, sempre ficam aqueles resíduos que sugam mais do que imaginamos e quando percebemos, estamos caídos na lona! 

É natural. Vivemos movimentos cíclicos e nos acostumamos com esse sobe e desce. Acontece que subir e descer - o pulsar do coração - deve ser e ter um ritmo. O subir de vez e cair de vez é onde mora o perigo.

O desgaste é resultado natural de quem vive e está exposto aos embates diários, ao processo de crescimento - independente de religião, cor, credo, educação ou conta bancária. 

Para repor, recarregar: frequência, rotina - bem como carro, celular, notebook e etc. Não somos máquinas. Por isso, o recarregar não basta ligar na tomada... Tem que desligar do que trazemos arrastando até aqui. CRIAR O BOM HÁBITO DE RENOVAR!

Beleza! Consciente de quem somos e de que estamos arrastando um monte de peso desnecessário, somos capazes de libertar o passado pesado. Tá, e depois? Pulamos para o futuro inexistente. E o presente?

O presente se encontra na responsabilidade que assumimos e o comprometimento com o viver. Ao recarregar, a gente liberta e se liberta do que passou. Temos força e energia para o aqui e agora. Novos passos. Vigor. Determinação. CONSCIÊNCIA. Daí, se não desenvolvemos a consciência do aqui e agora, o passado vai e o vácuo fica. Larga o peso e cai num buraco...

Pois é! Pois é! Pois é! É viver mesmo. Inovando, renovando, recriando. O tempo é eterno. Nós somos eternos. Mas, tudo tem um tempo de ser e estar. O depois, vem sempre depois. O agora é aqui e agora, sempre!

Pat Lins - aqui e agora!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

DEIXANDO O PASSADO NO PASSADO, E EVITAR O REPETIR TODO DIA...


É muito bonito a gente dizer: "tem que deixar o passado no passado!". E é importantíssimo fazer isso, desde que de maneira saudável e na prática!

Deixar o passado no passado é curar as feridas. É se esforçar, todo dia, para entender que o hoje não precisa dessa repetição.

É entender que o que foi feito, foi feito. Fingir que não foi nunca é deixar o passado no passado, é disfarçá-lo no presente.

O ENTENDIMENTO requer CONSCIÊNCIA e esta requer ruptura com padrão de pensamento pesado e restritivo.

Uma das coisas do entendimento é o fator "escolha". E escolher requer CONSCIÊNCIA... Ou seja, precisamos "estar na" e "ser a" ação. É fazer o novo. É fazer diferente. Continuar fazendo igual é se manter na repetição do passado, no presente, todo dia!

Algumas vezes, nesse processo de escolhas, no que diz respeito às nossas relações, deixar o passado no passado exige entender e aceitar as pessoas como são e entender que o que fizeram - quando o outro faz algo... acontece de nós sermos o outro, também e de nós termos feito algo... mas, isso esbarra num complexo entendimento de cada um assumir suas ações - já foi feito e pronto, está lá atrás. No dia a dia é que podemos mudar e agir de maneira melhor e saudável. Porém, se a outra pessoa não adentra ao processo de mudança e libertação do tempo que se foi, é importante que eu deixe para trás e bem resolvido esse passado, mas não posso continuar a conviver com esse "outro", já que continua a agir e fazer as mesmas coisas, do mesmo jeito. Se escolho um ambiente saudável, preciso eu fazer meu ambiente saudável. 

Existem situações que para deixar o passado no passado, é preciso que as duas partes o façam. Por isso que uso minha DS - distância saudável, porque eu posso e devo me esforçar e sim, é um esforço, um exercício... somos muito ego e vaidade, ainda, e podemos pensar que deixamos o passado lá atrás e disfarçamos nos afastando e fingindo que ele não existe, apenas por não tocar nele. Isso nem é deixar o passado no passado, nem o afastamento sem consciência é DS... Não houve CONSCIÊNCIA, apenas fuga.

Mas, em casos de optarmos pela DS, é, inclusive, pela dificuldade de ter que estar sempre se desgastando e usando energia diária para tentar fazer com que a outra parte entenda. Se há disposição da outra parte, vale a pena lutar junto, porque há VONTADE de mudar. Se não há, se existe a cegueira das próprias ações, eu penso que seja melhor, a depender da rotina pessoal, fazer reservas de força e energia para o dia a dia e manter uma bela distância saudável para todas as partes. Já vivemos sob tanta pressão... que precisamos limpar o ambiente e deixá-lo arejado, para podermos respirar.

É preciso deixar o que se foi; olhar o que foi feito e como foi feito; ponderar se poderia ter sido feito diferente e se abrir: "eu posso fazer diferente! Eu posso fazer um diferente MELHOR! Eu posso ser melhor! Eu quero ser melhor!". E, simplesmente, calar a voz da perseguição que fica latejando e repetindo pensamentos repetitivos e restritivos, cerceando a liberdade!

Para me libertar, liberto-me! 

Para sarar, só cuidando da ferida aberta. Ninguém cura a ferida machucando todo dia, cura?

Pat Lins

sábado, 4 de janeiro de 2014

TODO MUNDO QUER SER ZEN, MAS NINGUÉM QUER SER ZEN

Todo mundo só quer o artificial, porque o natural dá "trabalho": requer tempo.Nenhum artifício se aproxima do real, nem em cores vivas, nem em aromas, nem em insetos e outras coisas que vêm juntas... é a dualidade da vida. 

Fico impressionada como está na moda ser zen, descolado, espiritualizado, religioso...

Todo mundo quer fingir que se trabalha e se cuida, que respira... só que continuam os mesmo, apenas dão novos nomes aos mesmos "defeitinhos". As pessoas que têm problemas com cumprimento de horário, se chamam de desapegados ou flexíveis, e, agora, dizem: "para quê esse estresse?"... 

O não comprometimento não é ser flexível, é ser irresponsável. O não se assumir é o não querer mudar.

Pessoas que sofrem de transtornos emocionais - como depressão, pânico e afins - acabam se entregando ao afã de se divertir a qualquer custo, vivendo uma "euforia over mega super exagerada", ocupa cada segundo do seu dia com diversas atividades e nunca consegue parar, porque "não tem tempo, nem para respirar", nem se dão conta de que gastam energia a toa, em vez de poupar... Parar nos leva a pensar e no raso, no raso - porque lá no fundo todo mundo quer - ninguém quer se ajudar para valer. Ninguém quer espremer  o pus até sair o "carnegão". Depois, a infecção só se alastra e a queda é muito mais forte e a culpa é do mundo.

Pessoas com dificuldade de se assumirem solitários e desgostosos dessa solidão - porque tem muita gente que está bem consigo e vive sozinho, não sendo um solitário... o sentimento de solidão está além de morar só - acabam ocupando seu tempo vagando pela vida dos outros e se frustrando o tempo inteiro.

Ousar, pular de lugares altos, trabalhar superação pode ajudar a quebrar muitos paradigmas, mas se não têm consciência de quem são e do que querem, superar e quebrar o que e para quê? E os valores?

Tudo é válido, desde que haja CONSCIÊNCIA. É importante ESTAR na ação. É importante abrir os olhos, ainda que tenhamos a vontade de fechar e deixar seguir. Isso fica para o instante seguinte. Agora, assumamos mais e façamos mais.

Amorosidade é aceitar e deixar passar. Dizer: "deixa para lá, farei o jogo dele..." é fazer parte do jogo e a vida não é jogar, é viver. Vejo muitos aprendizes arrotando como mestres de sabedoria do nada, porque nada sabem na prática e vivem uma teoria ilusória do saber fazer e nada fazer.

As aparência "zen", religiosas, espiritualizadas... nunca foram tão fortes, como hoje em dia. Falar em fé e viver sem ela, porque, não consegue sequer parar para ser grato pelo dia que nasce, pois o sol está muito quente é algo a ser observado... Se considerar uma "outra pessoa" desde que começou a análise, a psicoterapia, a yoga, a natação, a hidroginástica, a dança de salão... o que for, apenas por ter acesso a ferramentas que ajudam a aliviar o peso não é transformação, é acesso para... o esforço é muito maior, é no comportamento, é em cada atitude, por menor que seja. É CONSCIÊNCIA.

O processo de busca é constante. O se afirmar, de uma hora para outra, livre das amarras e se precisa se afirmar assim, melhor se observar mais um tiquinho, pode ser negação. Pessoas realmente sábia são naturalmente HUMILDES e a consciência de quem são já são suficientes para não precisar falar para ninguém, já se sabem. Não se "metem" na vida do outro e nem acham que o outro deveria fazer isso ou aquilo... apenas diz para si e para o outro: "siga o seu caminho. As respostas, só você poderá encontrar. Só você poderá fazer. Só você saberá quando chegar!". Se há necessidade de julgar o outro e suas escolhas, melhor se observar... tenha a desculpa que tiver, o passo de cada um é o passo de cada um. Se eu ando duas vezes mais rápido e não me canso e o outro no primeiro passo já cansou, das duas, uma: ou paro e espero, perguntando se quer ajuda - respeitando o espaço do outro - daí, posso voltar; ou sigo em frente, se o outro assim desejar ou precisar. Isso de maneira leve. Se eu disser: "ah, deixa ele aí, com a lerdeza dele. Eu tenho é que seguir, porque se eu for parar a cada problema, eu não ando. Ele tem que aprender!", preciso me observar... não é leveza, é presunção, é arrogância, é orgulho, é pequenez, é necessário se dedicar mais à busca de si.

Se queremos ser leves, de verdade, seremos, mas à medida que crescermos, que caminharmos e que deixarmos DE VERDADE o peso. Enquanto nos achamos "retados" ou "melhores", ainda somos os mesmos e ainda temos a mesma lição para aprender, até apreender. 

A vida é aprendizado. Os mestres têm a sabedoria e a paciência para conseguirem esperar. Quem tem pressa é como eu, ainda tem muito o que aprender. É mestre apenas em fazer a mesma coisa com nomes novos... só muda o rótulo, o conteúdo é o mesmo.

A paz está no equilíbrio. Na ausência de euforia e de melancolia, no meio termo. A paz nunca está no extremo alegre, nem no triste, apenas no equilíbrio dos dois. Nem tanto o sol, nem tanto a lua...

Pois é... a arrogância é esperta e o ego é muito inteligente. Mas, SABEDORIA é algo muito maior, mais amplo e ampliável. Sabedoria é CONSCIÊNCIA COM AMOR e isso é plenitude!

Eu me assumo discípula da vida e mestre da fuga e sabotagem... ainda que me observe, sempre me engano comigo mesma. Sabe o que penso disso? Natural. Sabe o que faço com isso? Paro de me debater. À medida em que me aceito, fico cada dia mais estranha... para alguns, fria; para outros, distante; para mim: em processo... individual, em mim - EU.

TODO MUNDO QUER SER ZEN, MAS NINGUÉM QUER SER ZEN NA PRÁTICA.
Todo mundo quer a paz, mas ninguém quer se apaziguar.
Todo mundo quer respeito, só não quer ter que respeitar.
Todo mundo quer ser entendido, só não quer entender.
Todo mundo quer se entender, só não quer dialogar.
Todo mundo quer falar, só não quer se comunicar.
Todo mundo quer receber, mas ninguém quer trocar, imagina dar?!
Todo mundo quer tudo, só não quer pagar o preço.
Todo mundo quer moleza, mas ninguém quer amolecer.
Assim fica difícil...
Todo mundo só quer gritar e dificultar. Os berros é que resolvem ou atitudes grosseiras.
Então, o que todo mundo quer, afinal? Problema ou solução? Eis a questão!

Pat Lins - QUEM SOU EU.

O natural nasce, cresce e morre. Isso é algo que nos assusta demais. Só não sei quem criou esse medo, sinceramente... medo do NATURAL.
RIGIDEZ É MORTE. FLEXIBILIDADE É VIDA!



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

UM RAIO SEMPRE CAI MAIS DE UMA VEZ, NO MESMO LUGAR



Sinceramente, não sei quando, nem como e muito menos quem começou com essa história de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar... faz um tempo, assisti a um programa na TV, o "Encontros, com Fátima Bernardes" - MITOS E VERDADES SOBRE RAIOS - e o Dr. Osmar Junior - que é especialista em raios - alertou para uma coisa que serve para a gente entender sobre raios, sim, mas, serve para a vida e para que a gente desconstrua esse engessamento de pensar: "ah, já aconteceu uma vez, não vai acontecer de novo, afinal, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar...". 

Pois sim, meu bem, cai! Justamente por um simples fator, óbvio, inclusive: as condições ambientais - e algumas facilidades que a dificuldade de acesso à consciência, seja pela ignorância ou não, favorece que, além de cair naquela região, atinja, em cheio, as mesmas pessoas. É isso que favorece que o raio caia em determinadas regiões... e, principalmente, se repita algumas vezes na mesma vida.

Ou seja, se a gente continua agindo da mesma maneira, o raio da consequência cai em nossas cabeças, sim! 

Se está chovendo, trovejando e com raios, o que é bom evitar? Sair e se molhar, descalço e etc...? Não é que não se possa tomar banho de chuva, são as condições climáticas... aquilo que vem da natureza e a gente prefere não dar importância, porque a nossa arrogância do positivismo - e isso não é crítica... muitas coisas boas vieram depois desse movimento do século XIX, também, mas temos uma tendência ao exagero e isso causa o excesso que nos leva às sobras - em pensar que sabemos de tudo e dominamos tudo, causando cegueira. 

Enfim, não é para falar de chuva, mas de quem está na chuva é para se molhar, porque está molhando mesmo, mas quem pode adentra num local seguro e dar o tempo necessário, até passar, é consciência.

Na vida, assim como na natureza e, consequentemente, na agricultura - a verdadeira cultura do cultivar, do plantar e colher - existe tempo para cada coisa... e o tempo de acontecer, mesmo que não estejamos lá. Entendeu? É isso!

Se não está dando e a gente força, precisamos ter em mente, através do velho e bom questionamento à voz interna: insistir, persistir ou desistir? (INSISTIR x PERSISTIR x DESISTIR) - ah, ainda existe o resistir, quando sabe-se que é para persistir e a tentação é grande... Pois é, se o raio continua caindo, é óbvio que estamos favorecendo. Sendo um ambiente perfeito, ele vem em nós, ou não? Lembram da CNTP - condições normais de temperatura e pressão - que aprendemos na escola? É mais ou menos isso... 

O que fazer? O que fazer? O que fazer?

Não sei! Não sei! Não sei! Só sei que foi assim! Isso, isso, isso!

Para mim, que sou uma jovem aprendiz da vida e nova nesse assunto de colocar em prática o que se sabe - antes, muuuiittoo antes d´eu começar a escrever aqui... muito, muito, muito antes mesmo, eu só falava e nada fazia, num discurso belo e forte e, na prática, continuava empurrando a vida com a barriga, que, pelo menos era bem menor do que hoje - entendi isso há alguns anos. Se não tem tempo para parar e respirar, desista, você vai resistir na insistência... e perder a chance de reunir forças para resistir na persistência. Daí, vai desistir de tudo o que é necessário.

Vou escrever mais nada, não... já está tão óbvio e claro que parece o clarão de um trovão. Agora, é só usar o que a ciência já identificou da natureza - porque quem observou pode entender que a natureza é precisa, assim como o navegar é preciso... PRECISÃO! E é mais do que levar o barco até outro lugar, é estar no processo, vivo e interativo! - que após o barulho do trovão, basta ficar atento: em dias de chuva com raio, tipo aqueles períodos de turbulência na vida, primeiro vem o clarão, depois o barulho, daí, é certo que já, já, o raio caia em nossa cabeça, para nos fazer ver aquilo que resistimos em acertar, insistindo no mesmo erro, condicionando nossa vida ao eterno ato de errar!

Gente, a exatidão na vida é precisa, sim, mas com uma razão suprema, muto acima da razão que temos e chamamos de racionalidade e nem sabemos usar...

Fica a dica,

Pat Lins.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O PRINCÍPIO DA VOCAÇÃO DO MEU/NOSSO "EU"

Imagem: Internet - http://www.rosangelaterapeuta.com.br/tag/luz/

Gente, Pe Fabio de Melo é um fofo! Gosto muito de escutá-lo em entrevistas. Ele fala português e não latim. Ele é sereno e fala com inteligência; fala com clareza e não com arrogância. Ele assume que é humano: um homem que optou ser padre, sabendo as condições inerentes. Isso é consciência. Isso é entender que todo bônus tem ônus e que toda escolha acarreta numa consequência. Eu, minha opinião particular e com base nos conhecimentos obscuros da história, penso que o celibato na Igreja Católica poderia ser revisto. Por outro lado, compreendo que é a tradição da religião e, se alguém adentra, sabendo que é assim, sabe-se onde está entrando. Enfim... Acabei de assisti-lo no "Mais Você", com Ana Maria Braga, e me veio essa reflexão:

Penso que para se seguir qualquer rumo na vida, deve-se seguir o que está mais próximo da nossa vocação e nem todo mundo pensa assim... Desta maneira, a gente percebe quando a pessoa tem real sentido do dever de se seguir o caminho que escolhe e/ou adentra. O fanatismo só pega quem vai apenas no afã da emoção, no desejo/ilusão de que religião, excesso de trabalho, excesso de atividades para "ocupar" o tempo... vai resolver - ou afugentar - todos os problemas e imediatamente. É assim, não, gente. Se fosse assim, os padres, pastores, rabinos, mestres, gurus... os workaholics, etc não teriam problemas, nem dilemas, nem desavenças, nem nada de mal. 

O problema, o desgaste, o cansaço, a raiva... tudo isso é humano. O que vai nos ajudar a lidar e transformar isso é o padrão de pensamento que temos e as ações conscientes que praticamos. E isso é de uma hora para outra? "Ah, pronto, mudei o padrão de pensamento!". De jeito algum, o Tempo é outro forte aliado ou vilão nesse trajeto, depende de como o conduzimos ou o deixamos nos conduzir. O tempo não está preso ao bem e ao mal, como nossa condição humana e dual. Ele, assim como O Criador, apenas É. Um verbo. Um constante Ser: É. É o tempo todo o É e pronto. Todo tempo É AGORA. 

A gente adora complicar tudo e depois culpa Deus, o tempo, o espaço, a religião - principalmente, a religião do outro... - a vida... o outro. A gente só não entende uma coisa que, por mais óbvia que seja, não deixa de fazer parte de uma processo, que é o fato da vida ser causa e consequência. E, mesmo a gente fazendo o bem, isso não nos impede de fazer ou desejar o mal e, quando volta, a gente diz: "mas eu só faço coisas boas, porque isso?"... Bom, minha opinião sobre essa parte é meio complexa... depois me explico por aqui. A questão é que não atinamos para quem somos de verdade e, nos perdendo, dificilmente sentimos vontade de nos reencontrar. E isso nos afasta de nós mesmos e da nossa real vocação.

Para sabermos o por onde ir, precisamos saber quem somos e o que temos para fazer. Senão, por aí ficamos, vagando, passeando, fingindo viver e, em geral, importunando os outros na esperança de que o outro fique pior do que a gente. E nesse instinto competitivo de destruir o outro para me enaltecer, esquecemos o quanto todos estamos ligados e nivelados numa realidade: somos todos imperfeitos e com mmuuuiiiittttooo a aprender.

Quando entenderemos que perfeição, só no céu? 

Pat Lins.

domingo, 16 de dezembro de 2012

O MEDO DO MEDO


O maior do medo do medo é deixar de existir. Se entendermos que nada temos a perder e enfrentarmos ele some! Aliás, pode até não sumir, mas, assumir que o temos e que, mesmo assim, não o queremos, também o afasta.

O maior medo do medo que temos é entendermos que, de fato, nada temos a temer...

Cada um tem o seu. É olhar e dar tchau! O medo fareja o medo a distância... 

O legal é que depois de enfrentarmos, ainda que ele esteja em nós, ele vai ficando pequenininho... até sumir, quando atingirmos o grau de maturidade e consciência de nós mesmos e do que precisamos cuidar em nós. 

Bom, eu penso que seja impossível conseguirmos identificar e superar TODOS os nossos medos, mas, um medo a menos é uma força a mais. Uma força a mais é um degrau acima! Cada degrau que subimos nos eleva a nós mesmos! Mais fortes, conseguimos ver melhor e viver melhor! Mais livres!

Pat Lins.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"EDUCAR É, ANTES DE TUDO, CONSCIENTIZAR" - Por Morgana Gazel



Isto significa que conscientizar se insere em todo o processo educativo. Vejamos. Proponho que educar é envidar ações que levem o educando a tomar conhecimento e fazer uso das condutas necessárias a seu desenvolvimento físico; a reconhecer seus padrões construtivos e destrutivos e a lidar com eles de modo adequado; a distinguir seu papel nas relações interpessoais; a se tornar ciente de seus direitos e deveres no âmbito social; a perceber que o aprendizado intelectual é um instrumento imprescindível à aquisição da liberdade de pensar e da capacidade de fazer escolhas adequadas; por último, a se dedicar a este aprendizado.
Esta concepção de educar é apenas um detalhamento baseado numa definição do Aurélio, que diz: Educação é o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social.
Se atentarmos cuidadosamente no que proponho como objetivos das ações educativas, veremos que a família tem um papel preponderante na consecução deles. Somente os dois últimos exigem a participação da escola, embora ela deva contribuir para que os demais sejam igualmente alcançados.
Ora, os pais, em sua maioria, não têm condições de cumprir todos os requisitos referentes a seu papel de educadores, pois não foram suficientemente educados. Se o filho bate em outra criança, eles se mostram compreensivos, caso contrário ficam furiosos. À noite, horário em que geralmente os membros da família têm oportunidade de interagir, uns se ocupam assistindo à TV, outros no computador. E assim segue a vida.
Se a criança chega à escola com pouca ou nenhuma educação doméstica, terá grande dificuldade de se adaptar ao novo ambiente, principalmente porque grande parte dos professores não está preparada para lidar com aluno difícil. É bom lembrar que os docentes podem também ter tido uma família incapaz de exercer satisfatoriamente o dever de educar. A coisa toda se complica ainda mais, quando um deles toma uma medida, às vezes correta, com a finalidade de corrigir uma conduta deseducada, e os pais do aluno em questão revoltam-se e o agridem. O prejuízo do professor será apenas o mal-estar, o do aluno será provavelmente jamais se tornar um verdadeiro cidadão.
Os efeitos das falhas no processo educativo alastram-se em toda a sociedade, vai até nossos governantes; muitos deles certamente vieram de lares e escolas que falharam neste aspecto. Como consequência, chafurdam no exercício da não cidadania e, portanto, não têm nenhum interesse em mudar tal situação.
Que fazer então diante desta realidade? Você deve estar perguntando-se, caso tenha tido a sorte de ser educado adequadamente. Difícil responder. Mas tenho sido assaltada por um sonho louco, no qual todos os verdadeiros cidadãos contribuem de alguma forma para educar pelo menos uma pessoa fora de sua família. No futuro deste sonho, nossos bisnetos são os pais, e o mundo é um lugar bem melhor de se viver.


NOTA: Artigo publicado no jornal A Tarde. Salvador – Quinta-feira, 19/7/2012. Imobiliário, página 6.


sábado, 28 de julho de 2012

CARÊNCIAS DANOSAS


A maioria de - para não afirmar categoricamente que TODOS - nós tem algum tipo de carência. Alguns de nós consegue identificar e administrar... outros, nunca sequer se deram conta e, possivelmente nunca se darão... outros sabem, preferem esquivar... outros, fingem tratar e fingem que sabem lidar... enfim, ser carente é algo natural e inerente ao ser humano. Temos carências a serem supridas, temos sempre algo em nós a trabalhar, a melhorar, a desvendar.

Para mim, o grande problema não está na carência em si, mas, nos danos que a falta de consciência do carente pode causar. As necessidades de auto afirmação parecem pragas. A pessoa não se contenta em querer "mudar" a sua realidade - que, para mim, se ela quer se auto afirmar é porque ainda não se encontrou ou está num caminho que não deveria estar e está perdida... - e necessita que os outros também mudem na mesma direção. Vou dar um exemplo bem chulo: conheço uma pessoa que tem prisão de ventre. Ela quer que todo mundo tenha... Assim, ela chega e diz "você tem que comer ameixa, porque solta mesmo..." ou "descobri que se eu não comer mamão todo dia, minhas fezes saem duras e ressecadas... quando como, saem macias, macias...". Veja, que papo... E isso ocorre em qualquer lugar. Eu não me incomodo em falar "merda", "cocô", e etc. Mas, eu sei que tem gente que se remexe todo só em escutar essas palavras como se não as fizesse... Mas, enfim, em respeito aos outros, devemos saber onde e quando podemos abordar esse assunto. A não ser que parta de uma pessoa carente e que queira te convencer a ter prisão de ventre, também. Essa pessoa falará em qualquer lugar. O mais interessante é que o papo não começa com: "você tem prisão de ventre?", pelo menos, para justificar as receitas. Não adianta dizer: "Ah, tá! Mas, eu não tenho prisão de ventre, não...". A pessoa passa por cima e continua: "Mas, olhe, coma...". Como tenho me esforçado para desenvolver a bendita e dificílima paciência e uma boa base para ela é a compreensão, compreendi que a pessoa precisa se aceitar. Entretanto, para isso, eu não preciso ter prisão de ventre... concorda? Assim, a deixo falar e vou me esquivando. Não adianta falar que eu não sofro do mesmo mal, ela quer receitar para si e me usa - bem como a outras vítimas - para ver se entra na própria cabecinha.

Compreender não quer dizer se submeter. São coisas distintas. Com respeito a pessoa que é mais velha do que eu, estabeleço minha DS - distância saudável. E não me criem uma imagem de boazinha, não... isso é um esforço enorme, que faço. O oposto da prisão de ventre - a diarréia, mesmo - me vem em forma de pensamentos para serem colocados para fora e ver se a pessoa se toca. Uma vez, dei vazão a abri o verbo... Adiantou? Nada... Ela ainda achou que eu estava saber lidar com a minha prisão de ventre e não estava admitindo... Ou seja, entender que a DS se faz necessária é porque bater de frente - ou de lado, ou de fundo... - não surte efeito. Tem gente que a mente é mais fechada do que fechado hermeticamente. Não entra nada. Infelizmente, só é fechado de fora para dentro, porque de dentro para fora jorra...

Isso me fez ver - não a prisão de ventre, mas, a pessoa e outras pessoas - que existem carências altamente danosas. Esses seres dotados dessa enfermidade de carência que depende de infernizar a vida do outro para se sentir alimentado - vulgo "vampiro", manipulador... dissimulado... - podem nos causar grandes danos. Tipo "água mole em pedra dura...". Por isso que caio fora. A DS - Distância Saudável - salva as duas partes, porque se essa pessoa ficar batendo numa represa, nossa, vai morrer afogada.

Como minha carência de entender as coisas não é saciada, afinal, essas pessoas carentes danosas em específico, nada dão de informação coerente - elas, sinceramente, não fazem muito sentido... - e, assim, impossível entender o que as norteia, porque nem Norte elas têm... vivem reagindo e por instinto, como animais selvagens. Mas, elas não também não me compreendem, o que me tranquiliza: estamos quites!

Como eu não sei o remédio para esse tipo de carência altamente perigosa - e, pior, a medida que o tempo passa, a doença mais se instala e mais crônica e aguda e profunda e pior, muito pior, fica... a loucura se estabelece e, aí, minha flor, sai debaixo, porque só vem bomba... e merda... - eu estabeleço uma distância saudável para ambas as partes. O detalhe é a gente saber se a gente faz parte das vítimas ou dos causadores... É! Isso é sério: o diagnóstico. Para lidar de uma maneira menos tensa para mim, durante os encontros inevitáveis - sim, eles acontecem - eu desenvolvi duas técnicas, que são determinadas pelo meu estado de espírito e minhas carências, no momento, que são a TÉCNICA DO FICAR CALADA E NADA SEI, NADA FALO, NADA ESCUTO (quem dera minha audição me obedecesse... minha carência de tentar entender me força a escutar tudinho...) e emitir apenas pareceres do tipo "não tem idéia formada sobre o assunto... talvez seja..." ou, simplesmente, uso a TÉCNICA DO ESPELHO  e repito o que fazem: "você já viu que..." e enfio informações até cansarem - o que é rápido... essas pessoas não gostam de escutar, aliás, nem sabem; não desenvolveram essa competência, não - ou, nasceram sem, o que é minha forte suspeita e me ajuda a ter um mínimo de compaixão. Quando ajo como agem, meu Deus, caem fora de mim. Mas, para isso eu tenho que estar iluminada e com muito bom humor, para não ser irônica. Sinceramente, essa não é minha intenção. Nesse aspecto eu assumo meu lado boazinha. Sim, ele existe em mim, também. 

Enfim, hoje eu tive mais uma prova de que essas pessoas são cegas, surda... só não são mudas... E têm a pior das cegueiras que é a de NÃO QUERER se ver.

Esse é o preço que pagamos e fazemos os outros pagarem, quando não nos conhecemos. Nós perdemos a noção do limite de acesso e saímos invadindo os espaços alheios... Ou, tentamos invadir insistentemente esses espaços, principalmente, quando há resistência. Parece que melhora o sabor...

Vamos nos fazer melhores de verdade. Não é só falar bonitinho que faz e acontece, que frequenta isso, pratica aquilo... tem que ser, mesmo. Só se é sendo, não tem jeito. Por mais que doa, vamos usar o "remove-dor" - como no livro "O Colecionador de Segredos" - e permitir que suas pequenas doses nos fortaleçam. O "remove-dor" remove nossos medos e nossas preocupações e nos permite beber boas doses de VIDA. Os carentes danosos esquecem de viver de verdade e vivem de fantasia... Vivem no mundo da própria fantasia e têm imensa dificuldade de aceitar a realidade, por isso não ouvem nem a própria voz. Eu penso que se se escutassem, no mínimo, se questionariam...


Olha, gente, a gente tem jeito, sim. Vamos nos permitir! Para encontrar a harmonia, cada um de nós precisa se harmonizar consigo e com o que há de melhor em si.

Pat Lins.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

TODO O MUNDO ESTÁ ERRADO, SÓ EU ESTOU CERTA - SERÁ?


Existe um grande problema quando eu penso que todo o mundo está errado e só eu estou certa.

Existe um grande problema quando todo mundo pensa que está certo e só eu errada.

Existe um grande problema quando eu estou certa e o mundo todo errado.

Às vezes, eu estou certa e ninguém aceita.
Às vezes, ninguém aceita que eu estou certa.

Tem vezes que todo mundo está certo e eu, errada.

Tem vezes que eu estou certa e muita gente errada.

Tudo depende do que é de fato, do que está por trás.
Às vezes, as pessoas se acham certas, caem na normose e o errado passa a ser o certo - acomodação.

Às vezes fazer a coisa certa dá trabalho... o errado já está feito, mesmo... - preguiça.

Às vezes, eu sou cabeça dura e quero porque quero ter razão e não ouço ninguém, porque, para mim eu tô certa e pronto - intransigência, inflexibilidade, arrogância, orgulho, infantilidade, egocentrismo, egoísmo, ignorância, estupidez, burrice...

Muitas vezes, eu sei o que quero para mim e muita gente teme e quer que eu tema seus temores - medo de ser feliz, medo de assumir riscos...

Têm vezes que eu quero estar certa e invado o espaço do outro - falta de limite, falta de educação, falta de respeito ao outro...

Muitas vezes, algumas pessoas querem fazer o que querem sem medir as consequências -  irresponsabilidade, imprudência, arrogância, falta de limite...

Isso sem contar eu querer estar certa só porque todo mundo pensa assim - alienação.

Ou, seguir todo mundo que está certo, porque eles têm mais conhecimento... - fanatismo

Muitas vezes, a gente limita e restringe tudo a CERTO ou ERRADO, quando, muitas vezes, tudo é uma questão de tempo, de ajuste com Tempo e com a Vida. 

Um pouco de esforço e exercício diário sobre o EU e o OUTRO seria bom. Muita coisa, às vezes, está "errada" por pura má vontade em se ser alguém melhor, mais aberto, menos apegado aos valores deturpados - como o orgulho, a cobiça, a inveja, a avareza, a arrogância, a burrice. Como saber, já que eu sempre vou achar que estou com toda a razão, afinal, a vida é minha e "certo" ou "errado" quem define sou eu? Eu me questiono muita coisa para não ser influenciada, nem manipuladora, nem manipulada, nem míope, nem cega, nem lenta, nem medrosa, nem perdida, nem confusa, nem rápida demais, nem ansiosa, nem desritmada... e sou tudo isso, também. Fazendo o exercício do EU e o OUTRO, a gente é obrigado a se ver e a ver que existe algo além da gente. Somos lindamente obrigados a nos confrontar com a realidade. Olhar de frente e ver, sem frescura, sem melindre, sem vergonha de ser feliz!

Romper com o egocentrismo é mais difícil do que pensamos, afinal, muito mais fácil jogar a culpa no outro; se achar o melhor; criar um clima de competição para alimentar nossos complexos bizarros. É muito difícil querer ser o melhor que há em si. Competir para ver quem é melhor, eu ou você é bobagem. Na minha vida eu tenho que ser o melhor que há em mim, porque na vida a gente precisa se conhecer e se conhecer é se explorar. Se explorar é reconhecer-se. Reconhecer-se é conhecer-se. Conhecer-se é um esforço para a vida toda! Cada vez que vasculharmos, descobrimos algo. Cada vez que descobrimos algo, outro algo aparece.  A gente precisa mesmo é saber lidar com a gente. O outro precisa saber ligar com ele mesmo. E juntos todo o mundo pode estar certo, sabendo-se que o errado pode ser uma maneira de aprender ou uma demonstração de estupidez pessoal, ou uma cobrança desmedida, ou tanta coisa. Certo mesmo é que se estamos todos abertos, e fácil tentar acertar, porque o erro será apenas algo a ser corrigido e seguir em frente com aprendizado e sem cometer os mesmos erros.

A gente cria muita expectativa e isso gera frustração, raiva e cobrança. Não devemos criar expectativas nem na gente mesmo. Devemos, sim, saber o que devemos fazer e fazer, pronto. O reconhecimento é a própria vida. Reconhecimento é  sensação de dever cumprido. Muitas vezes a gente chama plano, projeto, sonho de expectativa. Esperar é um ato de se saber o que quer, fazer e avaliar ou receber de volta. É aquele lance de plantar e colher. Isso, não tem erro! É batata! Plantou, colheu. O problema é quando plantamos qualquer coisa só para cumprir tabela, aí **deu! A liberdade de escolha, de opinião e de ações também tem um limite: meu espaço termina onde começa o do outro. O do outro termina onde começa o do outro outro - que pode ser eu. Assim, todo mundo entende que EU é algo individual e todo mundo é um EU.

Uma inovação começa com uma série de erros e necessidade de ajustes. Nem sempre uma coisa certa está totalmente certa, nem uma errada totalmente errada. Devemos avaliar com cuidado, abertos e imparcialidade - com justiça e caráter! Bom lembrar que muitas vezes, as aparências enganam...

Será, então, que está todo mundo errado e só eu certa?

Pat Lins.

domingo, 13 de novembro de 2011

A VIDA COM SENTIDO, ALIADA AO TEMPO E O VENTO

Existem pessoas que levam a vida inteira dedicadas a grandes construções. Assim fazem com plenitude, porque sabem e escutam a voz d´alma. Diante de um vento forte que derrube tudo, não lamentam o que foi destruído; não sofrem. Se sacodem, tiram a poeira dos escombros e começam tudo de novo, com o mesmo afinco - ou, até maior - e com dedicação. Depois de passada ventania eles agem, recalculando o que precisa ser feito e contabilizando o que farão. Sabem que para tudo há uma possibilidade de começar. Ao redor, cada um dando o melhor de si e recebendo o melhor do outro. Nem precisam pedir apoio, já sabem que têm e que dão.

Existem pessoas que começam a construir por mirarem-se no exemplo daqueles construtores plenos e conscientes do que fazem; pedem informação, orientação e buscam encontrar o sentido da sua construção para saber o que construir, como construir e com a ajuda de quem. Essas pessoas, quando começam, sentem dificuldades; sentem o peso; olham o céu, porque, se chover, terão que parar, e sofrem por antecipação por medo da chuva que nem caiu, porque, se pararem, ainda perdem o que já tiveram um trabalho imenso para levantar e isso não é justo... - assim pensam, assim reagem. Quando começam e a ventania chega, caem junto com o que construíram. Sofrem, choram, se punem e culpam os céus por tamanha injustiça. Em algum momento, voltam a olhar os construtores plenos. Não entendem a razão de estarem naturalmente a postos e dispostos, começando, enquanto eles nem conseguiram se recuperar. Alguns sentem-se ofendidos e vão embora, deixando o canteiro da própria obra e unindo-se aos que nada constroem. Outros, levam um tempo letárgicos, sem saber o que pensar, o que fazer... Outros, aceitam a realidade, pedem um gole de água da fonte dos contrutores plenos e aproveita para pedir mais orientação. Esses, mesmo com tanto a construir, sempre têm tempo para ajudar a quem precisa e quer ser ajudado. Para eles, o tempo é uma ilusão que, para nós, lamentadores de plantão parece um afronte, uma piada... a gente acha que eles são superiores. Eles, sabem que estão num patamar mais alto, mas, sabem que sempre têm algo a aprender e ensinar. Assim, os lamentadores pela perda começam a mudar seu foco e com a ajuda certa, reajustam e focam no (re)começo e arregaçam as mangas. Construindo e buscando forças para não desistir. Guiados e conduzidos pelo ideal de que constroem a própria vida. Isso não os impede de sentir a força cruel do tempo desconhecido. Ao caírem, perderem parte das forças, pedem ajuda, bebem a água da fonte, se deitam um pouco e voltam a construir. Não sabem quando terminarão, mas, continuam a construir, com a meta de concluir ao menos um cômodo de cada vez, uma pedra de cada vez. Eles aprenderam a seguir algo por algo e sabem que não estão sozinhos, porque aqueles que já se dispuseram a começar e passaram por isso dão provas vivas de que é possível e de que fraquejar não é falta de força, mas, a força querendo se manifestar. Quem não entende isso, não suporta a própria força e a responsabilidade que ela traz e cai. O peso de sua dor foi maior e aí, a fraqueza se instala e se mantém. Para essas pessoas, a responsabilidade é um peso muito grande que não querem viver. Para os que entedem que essa força é vital e que o esforço é necessário, se apoiam, porque sabem que levantar de vez pode derrubar, afinal, a força está emergindo, a mudança está começando. Essa fase inicial requer cautela, tempo para maturar. Quando olham para o lado, sabem que não estão sós. Basta pedir que uma mão se ergue. Sabem que não podem e nem precisam fazer nada sozinhos. Estes são os aprendizes de construção, que têm como mestres os construtores plenos.


Existem pessoas que nada constroem, a não ser uma casa de palha. Esses, nem conseguem ver os construtores plenos, porque, para eles, aqueles são o inatingível; eles são as lendas, os mitos... ilusões. Essas pessoas só vêm os construtores que se esforçam e se miram nas lendas e estes são os seus alvos. Nada constroem, nada querem, por não saberem sequer o que querem, quem são ou para onde vão. Acreditam que vão onde a primeira onda levar. Pois, ali, sim, é o lugar. Onde todo mundo está. Se intitualm autênticos por terem a "força" de irem para lá, quando na verdade, são levados, sem o menor esforço. Essas pessoas que nada constroem ainda, por vezes - algumas muitas, outras poucas - se incomodam com os construtores e do nada decidem atrapalhar, roubando parte do material; ocupando o tempo deles com presença e perguntas sem sentido e se sentem ofendidos diante de um: "se você quiser fazer parte, é só pegar aquela pedra ali e começar a empilhar". Reclamam e bradam: "vai querer me fazer de escravo? Eu tenho minha vida livre, vou ficar perdendo meu tempo aqui, construindo, construindo, construindo? Eu posso ficar onde quiser.". Ainda insatisfeitos, quando a ventania derruba a construção daqueles aprendizes de construção, se regozijam e disponibilizam uma boa parte do seu tão "precioso" tempo para tentar dissuadir os aprendizes daquela construção "sem sentido" e "idiota" que volta e meia cai uma parte e eles precisam começar tudo de novo. Eles não vêm que a construção só começa de onde parou, porque, onde já tinha base sólida e paredes bem erguidas, as colunas nem se abalam. Os aprendizes, então, entendem o que os mestres falam sobre a ilusão do tempo e cedem parte do seu para ter uma conversa com os que nada constroem e dizem, com a pureza de quem entendeu uma lição valiosa: "vejam o quanto já construí. Nada fiz sozinho. O vento sempre vem, sempre passa. Ele é amigo do Mestre Tempo que, de tempo em tempo, nos lembra do que precisamos saber. Acontece que nós não temos a menor capacidade de entendê-lo e ele, então, precisa nos mostrar. Daí, manda Vento passar. O que ficar em pé, é resultado de nossa construção bem feita e bem solidificada. O que cai, foi mal feito, precisa ser fortalecido. E assim, se faz o sentido da minha obra. No dia que uma parte cai, me acomodo em outra, recupero minhas forças e retomo meu rumo. Veja lá, os grandes construtores, felizes, plenos e côncios de seus papéis.". Insatisfeito, o que nada constrói lança: "Ha! Aqueles lá vivem constriundo e nunca terminam! É nesse exemplo que se mira? Chegar a lugar algum?". Em resposta, não tão singela, mas num esforço íngreme de compreender a ignorância dessas pessoas, respirou fundo, ordenou seus pensamentos e disse: "eles constroem para nós. Veja lá, bem longe, onde nossas vistas nem alcançam, aquele vasto infinito. Ali é a morada deles. Eles, aqui só estão para ajudar aqueles que querem seguir o próprio rumo. Nada nos pede, a não, ser dedicação, esforço  e vontade. Eles são livres. Nos ensinam o caminho da liberdade pelas Leis naturais da vida. Eles são tão amigos do Tempo que acabam fazendo parte dele. Vento só vem para que eles ajudem quem precisa no tempo e no lugar certo.". "Utopia!" Gritam os que nada constroem, porque, à medida que um para, tantos outros vêm sem saber o porquê e se aglomeram em grande multidões, unidos por estrondos e urros quase animalescos, de palavras pesadas e atitudes insanas de desordem e violência, sem a menor razão, sem o menor sentido. Aliás, para eles sentido é "a liberdade de não ter que se preocupar com nada". Isso é escravidão, e eles nem sabem, ainda. Agridem os aprendizes e ainda se unem para derrubar o que fora levantado, como quem quer provar e privar o outro de sua própria galgada. Conseguem derrubar algumas pequenas partes, porque eles só alcançam as partes expostas e abertas que Vento acabou de derrubar. Eles só pegam o que já está no chão, não têm poder, força ou autorização da Vida para mexer no que já está erguido. Pois, nesse instante, eis que os grandes construtores escutam um pedido de socorro e seguem em direção a horda. Quase ninguém precebe suas presenças, apenas os que de coração puro pediram ajuda e assumiram sua falta de força para sair dali. Saem de mãos dadas e andando pela multidão que nada vê, porque já nem sabem com quem se desentender. Brigam com quem está ao lado, sem saber porquê, mas brigam, afinal, todos estão brigando e, para eles, ser "autêntico" é fazer o que todo mundo faz, senão, é diferente. E a bagunça prossegue vida a dentro. Tempo passa e eles nem se dão conta. Daí, Vento vem e Vida fala: "hora de tudo isso terminar. Por que tanta algazarra? Por que tanta violência?" e ninguém ouve. Alguns, cansados, escutam uma voz bem longe, uma voz agradável de Vida, mas, estão tão cansados de onde vivem e não querem mudar para não ser diferente, já que ali é o centro normal urbano de autenticidade e futuro - detalhe é que ali não se sabe nem conjugar um verbo, quem dirá, entender em que tempo está... - e adormecem em meio a balbúrdia. Vida fala suavemente, mas, ninguém a escuta. Pede apoio ao irmão Tempo para passar de novo e quantas vezes precisar, até que Vento derrube tudo que não preste. E assim vivem os que nada constroem, a mercê da boa vontade do Tempo e do Vento, como única maneira de um dia escutarem Vida, que espera pacientemente, o dia em que cada um se tornar aprendiz de construção e, um dia, construtores plenos e, nesse dia, ela se fará mais deslumbrante porque estará unida a Sentido, que é o que falta na vida de toda essa massa, chamada "gente".

E assim, há quem construa e um novo lar firme e sólido a nos esperar, construído por grandes construtores, para nos acomodar enquanto construimos o nosso próprio lar.

Pat Lins.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

BAHIA E VITÓRIA - a diferença que une e os faz iguais...


Eu não sou muito fã de futebol... malmente, assisto aos jogos da copa mundial. Também, não critico quem gosta, mas, discordo do fanatismo que culmina em falta de respeito e bom senso. Não estou aqui para levantar polêmica ou "puxar brasa para a sardinha" de time algum, apenas escutei uma coisa e achei tamanha babaquice que me fez refletir sobre a falta de bom senso das pessoas, até no esporte, uma coisa que era para ser competição saudável.

A preocupação com títulos cega os dois lados - tomando os times Bahia e Vitória como referência ou exemplo..., mas, que talvez possa abranger outros times também... a questão não é o time, mas, o sentido das coisas, como na vida. Um, o "tricolor de aço baiano" - Bahia - já ganhou dois títulos nacionais - detalhe, no futebol o que importa são os títulos nacionais... aqui na Bahia, pelo menos, é o que aparenta... - pois bem, o outro, o Vitória, já foi vice inúmeras e recentemente. Então, vamos listar os argumentos mais usados pelos torcedores (que fique claro, não estou questionando as razões de ninguém torcer por determinado time, respeito e defendo o direito de cada um torcer pelo que quiser!):

- O Bahia tem duas estrelas...
- O Vitória vence em mais campeonatos.
- O Vitória vence mas não leva.
- Quantos títulos o Vitória tem?
- Fora os dois títulos do Bahia, quantas vezes se manteve na primeira divisão?
- Quantas vezes os Bahia chegou próximo de ter outro título?
- É melhor ter dois do que nenhum...

São inúmeras as comparações. Até aí, tudo bem, brincadeiras e troca de argumentos. Beleza! Só que não para por aí... Um quer convencer o outro de que seu time é "o" melhor - bom, preciso destilar meu veneno..., mas, os dois estão deixando a desejar faz muito tempo...

Parei para ver como eram os jogos antes e como agiam os torcedores com mais respeito e cordialidade. Não via meu pai, nem meus amigos, brigando por causa de futebol ou por conta de torcerem por times diferentes. E o espetáculo era o bom jogo, com dignidade, com futebol arte. Hoje, vejo uma preocupação não com o entretenimento, mas, com o comercial e com a necessidade de aparecer mais do que os outros, desarmonizando o time. Aqui, começo a fazer o paralelo que queria, onde, num momento de descontração, de curtição, fica evidente a falta de valores humanos. As pessoas brigam dentro fora de campo. A falta de Ética e descência dita a lei e quem não se enquadra nesses anti-valores são taxados de diversos termos pejorativos. E a importância da união do time para que o jogo flua e dê certo? Se um quer brilhar mais do que o outro, cadê o espírito esportivo? Cadê o ideal maior que é fazer o time jogar bem e, jogando bem é que se pode vencer - ou perder para alguém que conseguiu jogar ainda melhor?

Essa busca pelo título como sinal de vitória, de triunfo é que cega os jogadores e fazem a torcida vibrar - só importa vencer, para dizer que é bom. Nem sempre quem ganha o título jogou melhor... títulos são o congelamento de uma vez que se foi vencedor por levar o primeiro lugar... o campeonato em si é o espetáculo. Muitos times podem ser bons, mas, apenas um será o campeão... tanto que o nome é "primeiro lugar". 

Os estádios viraram campo de guerra. E essa guerra é causada pelo futebol? Não. Essa violência é o sinal, aliás, o retrato claro e fiel dos valores questionáveis das pessoas, dos seres humanos. Muitos adultos incitam esse despertar de agressividade sem causa, gratuita e infundada, nas crianças. Ensinei ao meu filhos, depois dele me perguntar: "Mãe, ser Vitória é ruim?" Eu disse: "Não, meu filho! Torcer para time algum é ruim. Ruim é não respeitar o fato do outro torcer por outro time. Já pensou se todo mundo torcesse pelo mesmo time? Só existiria um..." Ele me perguntou: "Posso 'ser' Bahia e Vitória?" Eu disse que sim, que ele poderia torcer para o time que quisesse e se não gostasse de futebol, tudo bem, também. O que aconteceu: boa parte da minha família torce pelo Bahia; meu marido, pelo Vitória... Bom, a gente tem uma visão muito tranquila e com relação ao tema "futebol", onde respeitamos as diversas opções de cada um, porém, nem todo mundo pensa assim e ainda se voltam para a gente com expressões típicas de seres acéfalos e pequenos, como: "isso é dor de cotovelo, porque o Vitória nunca ganhou um título...". Pode? É tão difícil para essas pessoas aceitarem as diferenças que precisam ter um argumento infundado e afirmam com tamanha certeza que até parece que condiz com a realidade... Daí, trocam as palavras "torcer" por "ser" o time... E, quando Peu me perguntou se ele poderia "ser" determinado time, eu frisei que ele poderia "torcer" para o qual ele quisesse. Para quem tiver curiosidade do desenrolar da história, Pedrinho simplesmente diz, para quem quiser ouvir - exceto quando coagido a dizer que torce apenas por um time, para ganhar algo que ele deseje... -  "Minha mãe disse que eu posso torcer para quem eu quiser! Então, eu sou uma mistura do Bahia com o Vitória e pronto!". Alguém consegue ver a sabedoria da criança? Ele não quer confusão, ele quer fusão, unidade... risos. Até nesses assuntos aparentemente banais, existe o reflexo de como educamos nossos filhos e como passamos a coerência de quem somos. Ele não só confia em mim, como sente segurança e entende a ocupação que tenho em ensiná-lo, através da minha busca incessante, de ser uma pessoa melhor - não melhor do que ninguém, mas, o melhor que ele tem em si -, uma pessoa justa, uma pessoa boa, uma pessoa bela! Então, qual o real significado do esporte na vida das pessoas? Qual o significado de torcer por algo, por diversão? O que vem a ser diversão? Como as pessoas se permitem apenas se divertir, isentando-se de julgar, condenar, persseguir, provocar...?

Qual o sentido dos campeonatos? Qual o sentido de vencer? Qual a importância de competir? Qual a importância e o significado de time, equipe, união? O problema, inclusive dentro de campo, é o desejo ser "a" estrela, sozinho, único a brilhar..., diferente da vontade de ver o time vencer, da equipe trabalhar em harmonia por um objetivo: jogar bem e, como consequência, vencer. Com o apelo comercial, esse desejo prevalece. E desejo, para quem não sabe, é um perigo... O desejo exacerbado acende a ilusão exacerbada e culmina em fantasia em realidade, ou como realidade... Ou seja, altera a relação da pessoa com a realidade. Tudo passa a ser fugaz, temporário, sem sentido profundo... ou seja, sem sentido em essência. A gente parece que esquece de que a vida leva o tempo que tem para levar e colocamos a pressa como "tempo guia". O que mais acontece são consequências que levam a ver e crer que na vida, o tempo regente é o tempo e pronto. Que essa pressa não é saudável, que o transitório é vazio, oco. Será que é tão difícil fazer essa conta e chegar ao resultado exato? A vida exige da gente viver, não correr e enlouquecer afirmando-se emocionalmente são... Louco acaba sendo quem questiona esse sentido sem sentido que se vive, um nada por cima de nada; ecos de barulhos sem sentido... balbúrdia.

Eu nunca fui craque em matemática, mas, houve uma época que era fera, porque fazia sentido como me era ensinado. Meu professoa dizia: "para saber matemática, antes, é preciso saber português para interpretar o problema e poder resolvê-lo..." Estamos prontos para entender que para tudo há um sentido? Quando cheguei no segundo grau, apenas estudava para passar... Eu não via muito sentido naqueles cálculos, então, seguia apenas a sequência e aplicava as fórmulas decoradas, sem ver um porquê naquilo... Quando em somava 1+1 para dar dois, fazia sentido. Mas, quando me vinha com f(x)= a quê mesmo? Nossa, as funções eram sem funções para minha vida... Os professores eram ótimos, mas, focados em vstibular... No ginásio - e, antes, no primário, havia uma preocupação com ensinar algo com sentido... No segundo grau o sentido é estudar para passar... Ou seja, a vitória é passar no vestibular, estar entre os aprovados é ser campeão... Tudo bem, já que tem prova, e essa prova era a única maneira de entrar na faculdade e eu alimentava esse desejo, como desejo de "ser" alguém - e "ser alguém", para mim, era me tornar uma profissional renomada e estabilidade financeira... - então, me adequei ao time de estrelas, ao ser aprovada... Hoje, depois de graduada há mais de uma década, especialista e eterna estudante, aprendi a ser aprendiz de ser humano para recuperar os bons valores... esse resgate me tem sido muito grato, o que não diminue meus embates internos, afinal, me tornei quem precisava ser, para me adequar ao meu desejo e, em um determinado momento da vida, meu EU verdadeiro começou a pedir passagem e esbarrava no eu que me tornei...

Desde então, venho aprendendo a diferenciar meu desejo vago e superficial, pautado no material e financeiro como sinal de triunfo, do que vem a ser vontade, que me levará a meu reencontro com minha essência, meu eu original, que tem um porquê de existir e que tem um sentido na vida que independe do tudo mais que o mundo comercial nos impõe, isso não quer dizer que não queira ter conforto e facilidade em pagar as contas, a diferença, como sempre coloco aqui, é que vejo e separo o quê e para quê serve o dinheiro, sua finalidade, seu sentido é pagar as contas financeiras, mas, que tesouro somos nós! Êxito e sucesso, para mim, são os verdadeiros triunfos, porque resultam de saber o que deve ser feito e fazer, no dia a dia, na construção de uma vida decente, digna, justa, bela e boa! Com ética e moral. Com virtudes. Com valores. Não com esses anti-valores que regem a vida das pessoas "normais". Nem por isso me acho anormal... Minha vontade, hoje, é ser. Minha vontade hoje é ser aliada do tempo. E não é como um clique num interruptor que liga e desliga, é jornada, é caminhada diária. É cair e levantar. É se redimir a cada erro e assim seguir e prosseguir. É ser reto e correto. Essa tem sido a grande diferença de como estava/ainda estou para quem estou em processo de migração ou destruição, reconstrução, construção... Estou voltando a ser quem sou e deixei conjugado como quem era... esquecida. Aos poucos vou me fortalecendo nesse viés e me reafirmando como pessoa íntegra, justa, correta, ética. Não me refiro às novas acepções e conotações das palavras, mas, dos semtimentos atemporais e eternos de viver as virtudes na prática. De nada adianta saber e não fazer. Aos poucos a ficha vai caindo... Por enquanto, muitas coisas ainda estão em ligação, quando a ficha cair, aí sim, a ligação se completará e a assimilação se fará real, se fará ser. 

Pois é, independente do time que se opte torcer - veja que é opção, escolha, como qualquer coisa na vida - é importante respeitar a opção do outro. Brigas são para pessoas vazias. Discutir, para mim, só por algo produtivo. Aos poucos venho sentido menos vontade de perder tempo em conversas vagas, onde as pessoas não querem trocar, querem impor. Alguns estranhamentos estão sendo causados, mas, aos poucos, vão passando, também, afinal, crescer é a partir de quando se começa e se sente a vontade de ser mais do que um desejo, mais do que um simples sonho... quando trata-se de uma meta de vida, de uma filosofia de vida, de um estilo de vida moral e decente. E isso, com certeza, não se consegue sozinho, não se atinge de uma hora para outra, nem sem batalha. A guerra não é essa atrocidade que vemos por aí... a guerra pela paz é interna, é a luta que travamos para sermos melhores como pessoa, a superar as limitações da matária... Isso que acontece aí fora, essa guerra por terras, por falsos ideais, por nada é uma guerra vazia, não uma guerra pela paz, mas, uma guerra pela guerra, que perde o sentido - se é que teve algum... Me refiro a verdadeira paz guerreira: "se queres a paz, prepara-te para a guerra. (Se vis pacem, para bellum)" A PAZ, não a guerra para se "conquistar" algo do outro, mas uma ou várias batalhas para se alcançar a própria paz. Não sei bem porque isso incomoda tanto aos outros e sempre tem alguém para dizer que sabe o caminho mais certo. Para mim, quando se há verdade e consciência do que se faz, você pode estar onde estiver, vai encontrar o caminho, não o dogma que alguém criou para manipular... Veja, por exemplo, o que Cristo trouxe e o que nós fazemos em nome dEle...

Bom, de volta ao BA-VI, se olhar de pertinho, como tudo na vida, as diferenças que alegam existir entre eles os torna iguais: times em busca da vitória! Como se dá essa busca é que questiono. Como os torcedores seguem seus times é que é questionável. Nossas posturas ante o que vem a ser respeito é que é a questão. O que queremos da vida, então? A quê custo? Por quanto tempo? Sabemos qual tempo queremos seguir? Sabemos para onde queremos ir? Sabemos a diferença entre desejo/ilusão e vontade/verdade? Sabemos, antes de tudo: quem somos?

Pois é, por isso que amo, a cada dia mais, ser acropolitana! Lá eu tenho espaço para pensar e aprender a agir. Porque de nada adianta saber se não se coloca em prática... De nada adianta correr, se não sabe para onde, nem por quanto tempo. Por isso, vamos caminhar e seguir o tempo que nos guia.

Torça pelo time que torcer, vibre pelo time que vibrar, saiba que alguém pensa diferente e vibra diferente. Seja feliz com seu caminho e se não está contente com ele, mude e vá em busca da felicidade no caminho, no caminhar. Curta os acontecimentos, não apenas uma vitória isolada. Viva cada vitória por merecimento, mesmo que não leve título algum. Saber persistir e não ser teimoso; ser humilde e não ser soberbo, arrogante... cheio de vazio, cheio de nada; ser calmamente ativo e ativamente calmo; sejamos, pois, íntegros. A liberdade está em se encontrar e saber o que precisa ser feito e fazê-lo! Se alguma coisa dá errado, é preciso identificar esse erro e consertá-lo. Senão, ele aparece mais a frente e vivemos um ciclo vicioso... Hora de refletir e agir!

Beijos,

Pat Lins.


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