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segunda-feira, 13 de julho de 2015

A CORTINA DO POUCOS SABERES E MUITOS DIZERES

Imagem: http://naftalina.newsevoce.com.br/2015/04/os-misterios-do-universo-materia-escura/ 

Desde que nascemos, somos ensinados a aprender. Aprender o que? Espero conseguir explicar o que me ocorreu. Ao menos, uma parte, creio conseguir... Pois, aprendi que não podemos falar sobre tudo, até porque, tudo é algo muito maior do que supomos... é uma simbologia de infinitude dentro da nossa finitude. Entende?! Pois é... 

Nos ensinaram o que aprenderam, como aprenderam, e o que aprenderam do que lhes fora ensinado, como lhes fora ensinado e com uma pitada de "era assim que eu queria, pois é assim, que quero... e vou passar para você, te passando a responsabilidade de ser o que não fui, sem ser você mesmo, pois isso assusta aos demais e eu também não sustentaria te ensinar a ser você, porque eu, também, não sei ser eu... então, seja um quase eu, do que quase fui, através de um outro quase eu que me ensinou a quase ser quem deveria, mas me tornei quem sou... não Sendo quem Eu Sou.". Sempre - leia-se esse sempre como 100% do tempo que identificamos como o tempo até aqui e agora... facilitou?! Espero que sim!

Pois, nesse sempre - que já entendemos o que representa, por tanto, estabelecemos um símbolo de entendimento nosso, aqui, no Aqui e Agora - já existia alguém passando os símbolos para os "novatos" - me pergunto: quem ensina, deixa de ser "novato", na vida? Hummm... Vamos lá. - do que aprenderam, através dos que os ensinara - não vou repetir essa roda - que, dentro daquele núcleo, era assim que todos devem se portar e COMportar, para que ninguém pense nada errado de você - leia-se que o medo real, imagino eu... minha opinião, seria: "para ninguém pensar errado de mim" ou "para que saibam que fiz o certo, te passando o certo e fazendo você dar continuidade a ESSE certo, que é o que aprendi, dos que me ensinaram e que continua, então, está certo!". 

Portanto, já nascemos com um símbolo estampado - ou que nos estampam - de que "TUDO É PROIBIDO!", e "tudo é permitido, desde que esse tudo seja o tudo que nos ensinaram, daqueles que foram ensinados, por outros que foram ensinados... Nossa! Quantos "ensinadores" e quantos "ensinados". Estes, por sua vez - que são todos, inclusive os que ensinaram... - anseiam por se tornarem "ensinadores", para sair debaixo dos que ensinam... Oh, liberdade de ser quem não se é... fingindo-se ser um ser que não é, mas poderia ser. Isso que é futuro do pretérito, viu?! Por falar nisso, nos ensinam tantos códigos, símbolos... mas ninguém pratica corretamente. Se fosse fácil aprender e ensinar a aprender, ao menos, falaríamos corretamente dentro dos símbolos verbais que nos ensinam aqui... Mas, pouco entendemos, porque pouco desenvolvemos além do que nos ensinam e falamos, escrevemos, pensamos, agimos... TUDO errando, sem querer aprender, porque não identificamos como problema o problema da burrice que nos assola e envolve. Assim, aprendemos o gerúndio, para viver indo, indo, indo, porém, vindo, nada! - escutei isso há uns anos, num espetáculo teatral, chamado "A Bofetada" e nunca esqueci - e aprendemos o futuro do pretérito, sem saber bem o que ele quer dizer. Quando falei, certa vez, a um aluno: "futuro do pretérito é aquele tempo que seria, mas não foi, antes de ser" - Não. Não sou professora de português... Mas, de Comunicação e comunicação é interação entre o dentro de mim ao externo, para que entre no outro e ele externalize o que lhe passa por dentro ao externo e eu possa compreender... Por aí. - Pois, voltando ao aluno: ele me diz: "era só isso, pró?! Nunca me ensinaram tão simples assim!" e eu, simplesmente emite meu modo de pensar: "simples assim!". Pois, voltemos mais, voltemos ao tempo que seríamos, mas não somos, porque deixamos de ser antes de ser...

Retomando os símbolos, tenho que encurtar. Resumindo: todo símbolo só faz sentido se houver uma correlação a algo compreendível. Se eu te ensino que A é a, a letra que conhecemos como primeira do alfabeto, vogal ou artigo... é porque nos ensinaram o som, a imagem e nos ensinaram onde e como deve ser utilizada. Correto? Pois é... só é possível DECODIFICAR - e a ideia é essa, precisamos estar como decodificadores - trazer esse símbolo para o entendimento, ou aprendizagem, se ele fizer algum SENTIDO dentro de nós - lugar onde o "ensinador", aquele que parece nos ensinar com dor... creio que dor pelo que sabe que deixou de ser e se enfraqueceu diante do tempo, e esqueceu, por não aceitar ou lembrar... do Tempo, que é do eterno... PS - adoro reticências... nos deixam subentendido, tipo um símbolo, um código de que não se encerra aqui... 

Pois sim, para aprofundar sobre o entendimento de símbolos, signos, significados e significantes, Saussure - um link bem didático que achei, porém, bem básico, também: http://www.infoescola.com/portugues/linguistica/ . Ou pesquise sobre linguística, semiologia, semiótica. Vamos adiante, pois, aqui, chego no cerne deste post - aliás, todo o post é um cerne dele mesmo...

Minha maneira de compreender - sim, pois mesmo pensando assim, a e em mim não faz sentido... - as brigas religiosas:

As religiões brigam porque querem mostrar que a sua decodificação - e criação de novos símbolos... - dos símbolos naturais é mais próxima da realidade do TODO que os outros. Lembra do "tudo" que combinamos lá em cima? Vale aqui, também... Só que, cada um de nós é capaz de compreender um pouco desse TODO UNIVERSAL, um ínfimo pouco. No máximo, compreendemos essa parte do TODO, dentro do todo que nos ensinam e nos fechamos como 100% do tempo e espaço que nos condicionamos e nos condicionam estar - não viver!

Imagem: http://www.psicologiamsn.com/2014/03/o-conceito-religiao-pensamento-de-carl-gustav-jung.html  
A questão das discórdias religiosas, ao meu ver, está no ego inflado daqueles que captam, percebem, são mais sensíveis, se conectam, vibram... numa capacidade de consciência e entendimento de algo além do "aqui e agora". A esse "algo", chamamos de sobrenatural, em geral. E, em geral, esse sobrenatural tem um Criador, ao qual denominamos Deus, como um título, um símbolo de que nesse "algo além do aqui e agora" existe um "algo eterno", que já existia antes d´eu existir, antes dos meus pais existirem, antes dos meus avós... antes do antes que conhecemos antes de nascermos.

Pois é, as brigas, as religiões que se desmembram - nada aqui é crítica pejorativa... apenas constatações do meu EU diante do cenário que estou vivendo e convivendo - as religiões que surgem... Bem fez Jesus, que NUNCA teve religião. Ele, Ele mesmo aceitou-se como templo vivo. E a gente NUNCA entendeu os símbolos de libertação pela clareza das Suas ações, onde não havia mistério algum. Tudo era. Ele era, fazia e falava. Nós, povo burro, ouvimos, através dos ensinadores - sim, aqueles mesmo, que ensinam com dor, com a dor de viver com medo de ser feliz, de SER LIVRE - que foram ensinados por outro ensinador como ele - é! Somos todos iguais em nossa burrice! Aprendemos e ensinamos: burrice! - que Jesus pregava isso e aquilo. Porém, muito porém, não aprendemos a REAL e VERDADEIRA LIÇÃO do VERDADEIRO MESTRE - ao menos, foi o símbolo que nos passaram sobre aquele tempo... - Onde Ele não era um ensinador. Ele é um mestre. Todo mestre reconhece a maestria em seus seguidores. Pois, cada um de nós, É também, parte do TODO DIVINO.

Vivemos por trás de uma cortina - que já endureceu e se transformou em outra matéria forte, dura e densa, tipo um concreto que não suporta viver a realidade concreta... E, dentro dessa muralha firmada, vive-se na dureza, na sordidez, numa falsa moral e na falta de bons valores. Vivemos numa dimensão criada e induzida. Vivemos de ilusão e falsidade. E a isso, chamamos "verdade!". 

Dentro dessa "verdade" criada e estabelecida como código da nossa realidade, alegamos saber de tudo, pois, lembra do tudo? Pois é... Tudo o que sabemos até aqui compõe o nosso todo. Todinho, tadinho de nós! E quantos dizem saber mais do que nós? E quantos de nós dizemos saber mais do que os que vêm depois de nós? Tudo - o 100% do tudo que vivemos até aqui e agora - faz parte de crenças e valores que compõem nosso âmbito social; são características da nossa cultura social, ou seja, dos hábitos que representam um povo, um grupo. Um! Não O TODO. Apenas o todo do um que fazemos parte até aqui e agora.

EXISTEM DIVERSAS MANEIRAS PARA DESPONTARMOS A CONSCIÊNCIA E ALCANÇARMOS O CONHECIMENTO! 

Somos tão experientes! 

Pergunto: experiente em quê?

Pergunto: QUEM EU SOU?

Percebe? É por isso que as brigas se instalam, que a discórdia se prolifera: ninguém quer ter o trabalho, o esforço de ir além do aqui e agora. Medo! O medo nos torna mais agressivos. Então, vamos criar um clima de tensão. Povo tenso não pensa. Não pensar... é um perigo! Pior, pensar que pensa... E quando pega fogo? Explode toda a estupidez que o saber que nada saber nos fora ensinado. Saber que nada sabemos é a maior sabedoria! TUDO podemos aprender, porque TUDO podemos ser, porque do TODO viemos, do TODO somos, o TODO compomos!

Vou parar por aqui. Não falei tudo... Mas, esse pouco, é apenas um pouco do pouco que compreendo, como compreendo. Só mesmo para fazer um alerta: SEJAMOS!

Simples assim: EU SOU!

Pat Lins.

domingo, 16 de novembro de 2014

QUEM SOU EU - por Pat Lins


É isso: eu sou muito mais que você pensa e muito, muito menos do que você imagina! Eu sou, simples e naturalmente, REAL!

Pat Lins.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

PARTES DE MIM - EU EM MIM MESMA, SIM!


Sou quem eu sou, sempre!

Partes de mim se espalham, se recolhem, crescem e encolhem, expandem, buscam, alternam, se constroem!

Partes de mim vão, voltam, se soltam, escapolem!

Partes de mim gritam, silenciam, bagunçam, arrumam, fazem e desfazem!

Partes de mim se refazem, sempre que eu preciso de mim!

Partes de mim apenas são partes de mim, pequenos fragmentos do meu EU.

E quanto a mim? EU SOU!

EU SOU QUEM EU SOU!

EU SOU TODAS AS PARTES DE MIM!

EU SÓ SEI SER ASSIM.

EU SOU EU EM MIM!

Pat Lins.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

SENTIR, REAGIR, SENTIR, EXPURGAR, SENTIR, PROSSEGUIR, AGIR

É preciso quebrar os ovos para fazer omelete

Algumas vezes precisamos ser expostos à dor, para lembrar onde está a ferida aberta que esquecemos de cuidar.

Para curar, é preciso saber onde está.

Chorar - o choro da alma - pode ser uma maneira de sentir e acessar aquela emoção esquecida, aquela característica nossa que precisa ser acolhida, para ser transformada. Diante da dor, somos obrigados - no bom sentido - a SENTIR.

Algumas dores são tão fortes que nem a tocamos, não cuidamos e ela não deixa de doer. Como mecanismo de defesa, criamos as cascas, que fazem parecer que a dor está mais distante, enquanto ela só aumenta. Transferimos para o outro a carapuça de quem somos, do nosso lado mais denso e, assim, sentimos que a relação fica difícil, quando somos nós que dificultamos, em alguns casos.

A DS - distância saudável - é algo saudável, vem sem raiva e com consciência de se afastar para evitar embates e desgastes, pelas investidas constantes de quem não sabe se cuidar e se ajudar, mas não deixa de ser quem de fato é - e desconhece - e de atacar...

Vamos considerar nos considerar, ao menos. Considerar que, talvez, bem possível, a gente seja como afirmamos não ser. Só uma hipótese. Apenas uma suposição de uma possibilidade. Pode ser. Se dói muito considerar, quem sabe, outra hipótese, seja ali a origem da própria dor... Dá uma atenção justamente onde dizemos, com raiva e peso: "Eu não sou assim". Quando a gente não é, não tem peso na consideração. Como exemplo: "Eu não sou ciumenta!" - isso não me dói, nem me inquieta, porque eu, de fato, não sou - nem quando criança. Agora, quando digo: "eu não sou ansiosa!" - isso me inquieta... Fui futucar e me vi, exatamente, ANSIOSA. 

É assim, exercício diário. Sair do sedentarismos mental e emocional é necessário, bem como do sedentarismo físico. Exercitar o todo, para SENTIR, REAGIR, SENTIR, EXPURGAR, SENTIR, PROSSEGUIR, AGIR!

Pat Lins - inquieta, para me ajudar.

Imagem: Google


sábado, 16 de fevereiro de 2013

DORES IRREAIS DE PUDORES SURREAIS


Fico impressionada como as pessoas tomam para si o que não lhes cabe... Pior que se doem por algo que nem as tocou realmente... Isso complica, porque o mundo está cheinho de gente assim.

Gente, deixemos para lá... se eu sei quem sou e que não fui eu, a não ser que haja inquérito judicial, não tenho que provar nada para ninguém!

Pat Lins.

domingo, 2 de dezembro de 2012

COLECIONADORA DE PESSOAS


Tem gente e lugares que pregam e afirmam querer fazer diferente e fazem igualzinho - ou, diferente, da pior maneira. Sempre me recordo de Morgana Gazel - escritora -, em seu livro "Enseada do Segredo", nessas horas. Ela tem uma frase/pensamento/reflexão que faço uso frequente e constante: "FAZER DIFERENTE EXIGE MAIS QUE CONTRADIZER".

Eu coleciono - desde que me entendo por gente e, penso que antes, também... - pessoas. Pessoas diferentes. A-mo! Se tem uma coisa na vida que ganhei de presente foi oportunidade de conhecer DIVERSOS tipos de pessoas - temperamentos, emoções, razões, de diversas religiões, seitas, doutrinas... enfim, pessoas! Algumas legais - de acordo com meu julgamento de valor - e outras não tão legais, outras insuportáveis, mas, que me atraíam de alguma maneira. Não catalogo. Não investigo. Eu convivo com cada uma dessas pessoas desde que as conheço e, daí para frente, não para. Podemos nos afastar, mas, fica lá, aquele elo que nos levou a trocar o primeiro "oi", fosse num olhar, num sorriso, numa apresentação... 

Sabe aquela frase do Chaplin:

"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha,
é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra.
Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só,
porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós.
Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova
de que as pessoas não se encontram por acaso."
Charles Chaplin

Eu me sinto esse mosaico. Deve ser alguma parte doida de mim que quer se sentir globalizada... uma coisa em mim que me diz: "somos todos iguais em nossa imperfeição. Todos temos medos gigantescos; medos medianos; medos pequenos... Não se iluda, apenas se permita sentir cada pessoa que cruzar seu caminho, elas sempre têm algo a ensinar sobre a grandeza humana, ainda que estejam num patamar rude ou medíocre, elas têm muito a nos ensinar como ser melhor apenas aceitando-as". Bom, eu me faço uma ressalva: "ainda que aceitemos, isso não quer dizer se puna convivendo... Se essa pessoa não se permite se ver e não para de fazer o que sempre faz e machuca, mantenha uma bela DS - distância saudável. Não sou partes dessas pessoas, eu vejo um quadro com diversas características interessantes e me encanto com a natureza humana do bem. Ainda não aceito e nem sei lidar com as do "mal", mas,chego lá. Meu vício de conhecer e conhecer pessoas me leva a isso naturalmente.

Tive, nessa caminhada, a oportunidade de conhecer pessoas muito legais - isso não quer dizer sem defeitos - num ambiente que fala muito em "escolhas". Falam muito em "respeitarmos a escolha de cada um" e, nunca respeitaram a minha escolha. Eu escolhi o mundo aqui fora, a vida sem esconderijos e com toda essa trabalheira que é lidar com as diferenças. Não é fácil, mas, escolhi. Interessante, quem pregava tanto o respeito às escolhas, não respeitaram a minha! E fico chocada por "aprisionarem" as pessoas pelo mesmo medo que condenam. Não Adianta. Não Ajudam. Não Amam! Não sabem amar. Se escondem em si. Não Aceitam quem não quer seguir e não vê sentido em seu lema. Mas, pude conhecer pessoas interessantíssimas e assustadoramente interessantes ali. Deveríam ser menos arrogantes e menos impositivos. Quem segue é quem deve estar lá. Não entendo o motivo de quererem ter um monte de gente. O idealismo não se esgota e nem se encerra em um único lugar. Deveríam respeitar as afinidades e não forçar que outros sigam. O que faz bem a mim pode não fazer a você. Existe muita gente que prega isso e na hora de viver isso condena a escolha. 

Enfim, penso que lutamos tanto pela liberdade de expressão e religiosa que nem sabemos o que vem a ser liberdade sem invadir o espaço alheio. É como se para ser livre, tivéssemos que possuir o maior número de terras e invasões. Como se manter um império fosse a chave para a liberdade. Não sabemos como agir, essa é a verdade.

Lulu Santos já diz:

Eu vejo a vida melhor no futuro.
Eu vejo isto por cima do muro de hipocrisia
que insiste em nos rodear.

Eu vejo a vida mais clara e farta,
repleta de toda satisfação
que se tem direito
do firmamento ao chão.

Eu quero crer no amor numa boa,
que isto valha pra qualquer pessoa
que realizar
a força que tem uma paixão.

Eu vejo um novo começo de era,
de gente fina, elegante e sincera.
com habilidade pra dizer mais sim do que não.

Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Que não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir."
Lulu Santos

Gente, o tempo voa, o tempo passa, mas, ele é O TEMPO e existe é para passar, mesmo. Impressionante a mania que temos de querer controlar a tudo. Diante daquilo que é mais do que a gente, paramos embasbacados, desviamos e tentamos nos convencer de que tudo aquilo não passou de um sonho. Como se o real fosse apenas o mal, o que dá errado.

É por isso que amo colecionar pessoas em meu coração. Apesar de conhecer mais de meio mundo de gente - TODO TIPO DE GENTE - apenas os que me são interessantes moram em meu coração. Alguns, em lembranças distantes. Outros eu nem sei dizer onde foram parar.

Colecionar pessoas não é fácil. Nem difícil. Todos nós temos nossos pontos de carência e, em meio a tanta gente, proporcionalmente, a cobrança é grande. Mas, tempo humano é algo limitado e varia muito de acordo com nossa vida profissional, acadêmica, religiosa... Os grupos sociais dizem muito para nós e nos ampara, nos fortalece - ou enfraquece... -, nos une a nós mesmos pelos outros. Enfim, somos seres individuais, mas, o ser social que se desenvolve em nós tem um peso gigantesco. Não nos relacionamos apenas com pessoas. Nos relacionamos com o social, também. Precisamos é nos encontrar em meio a tantos encontros e desencontros com tanta gente.

Se me preguntam QUEM EU SOU? Respondo: "Um ser em constante construção".

Pat Lins.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

QUEM SOU EU?


Quando perguntar "QUEM SOU EU?", escute a voz que vem da alma, não da mente de outro (s) alguém...

Não há fórmulas certa. Não há, no mundo, uma pessoa perfeita e capaz de ser um mestre de sabedoria plena, sem cometer seus erros. A conversão em aprendizagem é que deve ser o foco. 

Não sei seguir pressuposições e imposições de separação de mundos... isso não me faz sentido.

Respeitar a opinião do outro é comunhão. Afirmar que faz isso e não fazer é pura segregação, ergue-se o paredão entre os mundos, no mesmo mundo.

Sou voluntária da vida e do viver. Acredito nas boas emoções, vivo e cedo às "más" emoções... me sento e dialogo com a razão. Não acredito em fechar-se para SER. Não me faz sentido Ser o Não-Ser afirmando-se ser, sem ser quem se é. 

O caminho do bem, para mim, começa em cada um, individual, e segue para o social, o coletivo. Se a saída do individual é bloqueada, vejo quedas e derrubadas. Vejo um coletivo desfalcado, capenga e mal alicerçado. Apenas o lado obscuro a imperar. Vejo o vazio em nome de algo que não se pronuncia: o entre e não saia, para não viver lá fora. Portas e janelas fechadas em nome de quê? Prisão em nome de tanta coisa que é impossível se ver o bem aplicado, porque não se vê o bem planejado e praticado. Para mim isso tem outro nome, que  não ouso pronunciar (manipulação). 

Quem teme a luz evita se iluminar... fala-se em buscar uma nova civilização sem nada de bom projetar. Insultos, arrogância. Prega-se o "pensar", mas, nem ouse, porque pensar liberta, apenas pense o que está escrito, nem questione... alguém escreveu, creia eu, creiamos nós, creiamos todos que ali estamos - já não estou mais... cabe a mim os meus pensamentos pensar, os meus erros errar, o meu caminho livremente trilhar. 

Acredito na liberdade da evolução e do tempo de cada um. Acredito nisso, que um dia todos nós entenderemos aquilo que hoje é mistério. Não acredito nessa base de construção que condena outras práticas similares... hipocrisia feia e pesada!

Vejo pai obrigando filha a ali estar... isso é liberdade? Onde liberdade não há? Isso é respeito a escolha, onde escolher não se pode? 

Que lugar é esse, que prega uma coisa e age de outra forma? QUEM SOU EU? pode se responder? Não, desde que seja uma ave solta no ar de papel, num desenho presa... Uma águia voa no céu, não num pedaço de papel. Principalmente uma águia solar! O sol é símbolo de liberdade e vida, ele brilha em todo lugar... não escolhe onde brilhar. Ele toca a todos que o procurarem... a TODOS! O astro-rei não exclui, nem segrega, nem obriga que fiquemos dentro de salas fechadas e fachadas expostas com nome escola, como quem tem algo de novo e bom a ensinar. 

Pessoas legais também ali estão. Cada um escolhe o seu lugar. Digo não a imposição de quem entra, não sai e quem está fora, tem que querer entrar...

O mundo é para todos, façam bem ou mal. Isso é conceito humano... na natureza, existe o equilíbrio. E esse equilíbrio, em nós, onde está? No "QUEM SOU EU?" em essência, na alma. E a alma é livre! Não se pode aprisionar. Ninguém é responsável pela minha, a não ser eu! Ninguém pode ser responsabilizado e/ou condenado pelas minhas escolhas, senão: eu. 

Pat Lins.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

QUEM FUI - QUEM SOU - QUEM SEREI


Quem fomos nós, ajuda-nos a sermos quem somos ou quem seremos?

Quem nós somos é quem já fomos?

Quem seremos é quem somos?

Quem eu fui é quem eu sou?

Quem eu fui pode me dizer quem serei?

Quem sou é quem eu fui?

Quem eu sou é quem serei?

Quem serei é quem sou?

Quem serei é quem fui?

TODAS SOU EU. TODAS QUE FUI, TODAS QUE SOU E TODAS QUE SEREI E SEREI E SEREI. CADA VEZ QUE EU FOR, SOU, FUI, SEREI. SABEREI. SOU EU. EU SOU. EU FUI. EU VOU... PARAR POR AQUI...

EU SOU:
 QUEM EU FUI + QUEM EU SOU (QUE É QUEM EU FUI COM QUEM SEREI NO PRESENTE ATUAL) + QUEM SEREI (QUE SERÁ QUEM EU SOU NO PRESENTE FUTURAMENTE TRAZENDO QUEM EU FUI NO PASSADO E NUM PRESENTE QUE SERÁ PASSADO, TAMBÉM...) + QUEM SOU O TEMPO INTEIRO, SEJA EM QUE TEMPO FOR, EU ESTAREI LÁ, AQUI OU ACOLÁ.

A gente É o Tempo todo, até quando o tempo já deixou de ser...

Pat Lins - passado, presente e futuro, tudo ao mesmo tempo, criando novo tempo, baseada em todo tempo que passa, que passou, que é... que virá!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

NA IMAGINAÇÃO ALHEIA...

Eu posso ser melhor do que você pensa e pior do que você me imagina...Dentro da cabeça dos outros a gente é qualquer coisa que eles quiserem, menos, a gente mesmo!

Pat Lins.

domingo, 16 de outubro de 2011

A BELA ADORMECIDA

Esses dias, me veio a mente esse pensamento:

"Minha alma é como A Bela Adormecida, deitada linda, serena e calmamente, a espera do momento de despertar."

Daí, pude perceber que nas histórias dos contos de fadas, tem muito mais do que simples estórias que foram pegas pela Disney e transformadas em desenhos animados; tem um chamado de resgate de nossa essência. Tem um levantamento de questões internas de nosso Eu, de nossa individualidade e de nossos entraves, desafios e da possibilidade do nosso crescimento.

Comecei a trabalhar alguns fatores meus, que vivo fugindo, para não crescer. Comecei a ver um porquê de em quase todas as histórias, os pais das princesas morrerem: dizem que a gente só cresce quando entende e aceita que nossos pais e mães são gente como a gente, pessoas com dificuldade e facilidades; forças e fraquezas; defeitos e qualidades... Pois é, a morte nas estórias, ao meu ver, tratam-se de uma metáfora para a morte dessa imagem perfeita que fazemos de tudo como se a perfeição fosse algo dado de graça e que só os nossos pais têm. E, eu vejo uma mensagem aliada a isso tudo, de que todos somos filhos do mesmo lugar, do Pai e que, sendo todos filhos do Pai Celeste e da Mãe Natureza - já que em nossas mentes, a referência da nossa realidade terrena, para ser filho tem que ter pai e mãe - somos, então, todos, pois, irmãos, numa condição mais elevada e aos olhos do Criador.

Comecei a viajar nessa idéia-pensamento. Vi que são todas jovens, belas e com um senso de justiça que só uma alma nobre pode ter - isso foi baseado na aula de uma grande professora, Hermínia. E me ocorreu que não se trata da beleza superficial, mas, sim, da beleza estética do equilíbrio, da harmonia. As princesas não morrem, elas dormem - como nós nessa vida, apenas passando um tempo, afinal, a alma, o espírito, é imortal, até serem despertas pelo beijo encantado do príncipe encantado. Esse príncipe somos nós, nossa força guerreira de lutar e ir em busca de algo que nem sabemos o que é, mas, precisamos ir: nosso chamado interno. Já reparou que o príncipe se sente no dever de ir a algum lugar e, nesse lugar, se depara com a beleza irresistível e a beija, consolidando o ato material do amor através do beijo, de encontro. Tudo o mais que acontece são as coisas que acontecem em nossas vidas. A maldade que precisamos superar na gente e que, se o outro não se esforçar para transformar em si, precisamos estar muito fortes e cheios de amor em nós para não permitirmos que essa maldade nos mate. Quantos de nós se matam em si? Quantos de nós acaba sucumbindo a gama de dor e tristeza que nos remetemos e de lá não saimos, até aceitarmos que só entendendo que só lutando conseguimos vencer? 


Ontem, uma pessoa que já é muito especial em minha vida, como professor, como exemplo de pessoa, de dirigente, falou, em meio a muitos conselhos riquíssimos, que "precisamos entender que nossa vida é esforço..." e é mesmo. A natureza vive esforços diários, regidos por uma Lei Natural que nos é desconhecida por ser divina e nós, pessoas que esquecemos que somos humanos e parte dessa mesma natureza, onde somos incapazes de aceitar que nossa razão tem uma boa razão para existir. 

É por essas e outras que nossa personalidade mais densa, mais apegada a vida material nos prende e nossa alma adormece, tal qual as princesas dos contos de fada, tal qual a Bela Adormecida. 

Em todas as religiões se fala de vida eterna, seja como reencarnação, seja como ressurreição, seja como renascimento no Reino dos Céus... Ou seja, nós não nascemos para vivermos aqui, nessa Terra, nessa matéria. Nossa liberdade está em aceitarmos que nossa luta maior é conosco, num entrave interno que só vencendo internamente estaremos livres de nós mesmos e mais próximos de nosso Eu verdadeiro e essencial. No momento do nosso encontro conosco, com nossa alma, no alinhamento entre quem somos de verdade - ou, melhor, quem somos em essência - com quem estamos, ali, sim, não haverá o mal, porque já o teremos transformado em bem. Por isso que vivo me dizendo que fazer o bem é muito mais do que não fazer o mal, é viver o bem e, agora, complemento: é aceitar o bem como parte de nós e o mal, como parte de nós que precisa ser conhecida e transformada. Não é brincadeira, nem metáfora, quando alguém nos diz que só nós somos responsáveis por nós mesmos. É bem direto. Só que, por assim ser, não gostamos de ouvir. Nosso dia a dia nos remete e nos enclausura a uma condição muito superficial, muito pautada num aqui e agora de mentira e que não nos levará a lugar algum, a não ser o que já estamos. Precisamos fazer do nosso aqui e agora algo produtivo, só assim amanhã será um hoje mais virtuoso. Afinal, fazendo de cada aqui e agora algo melhor e mais rico - no sentido de ações e pensamentos virtuosos - só se pode chegar a amanhãs mais virtuosos. Isso é matemática. Isso é exato, como a Natureza o é. A exatidão, a fórmula mágica que tanto desejamos, os milagres que tantp pedimos é resultado disso: desse alinhamento, dessa harmonia, desse equilíbrio, desse encontro com nosso Eu essencial, aquele que foi criado pelo Pai e nós desfazemos e passamos a vida inteira como se ele não existisse. Temos uma mania miserável de fingirmos que não nos conhecemos e fugimos a vida inteira da gente mesmo, por medo, sabe Deus do quê. 

Em meio a esses pensamentos, vi uma cena de novela - esses dias estou noveleira, que só... mas, engraçado é que, quando paro para ver, me deparo com cenas que levam a reflexão - onde algumas pessoas ao meu redor colocavam a cena tão bela, com uma mensagem tão rica de força e união, de transformação e de missão cumprida com integridade e nobreza, em uma cena de tristeza. Foi na novela "Morde e Assopra", que acabou semana passada, onde a personagem Dulce - brilhantemente interpretada pela Kássia Kiss e que de feia só tinha as marcas de uma vida sofrida, porque sua beleza vinha de dentro tão mais forte que o externo era apenas um reflexo de uma vida material desprovida de luxo, conforto ou facilidade - sim, voltando a cena: Dulce estava morrendo e ao seu redor, pessoas que ela ajudou a crescer com seu exemplo e caráter firme e ético. Era uma mulher digna. Todas as pessoas ao seu redor precisavam aprender algo e conseguiram. Naquele momento de dor, afinal, se tratava de uma pessoa que estava deixando essa vida, e, sim, pessoas queridas nos fazem falta, mas, dor é uma coisa, sofrimento eternizado é outra... Naquele momento, surgia uma união. Havia personagens que carregavam mágoas, que foram curadas ali, naquele instante. Daí, vi que Deus tem planos para todos nós e lição a todo instante, para que, quebrando os paradigmas impostos e engessantes dessa nossa realidade infeliz de busca pelo nada, possamos encontrar um novo caminho. Assim como Jesus precisou ser crucificado, vivendo e sentindo o ápice da dor física, moral e imoral, pudesse tocar os corações e mentes de toda humanidade para o bem, para a elevação, e, mesmo assim, só vimos o lado negativo, justamente o que ele queria que entendêssemos e crescêssemos ao transmutá-lo, só vimos e nos apegamos ao mal. Só lembramos da dor que Cristo sentiu e, hipocritamente, nos fazemos solidários ao ponto de não nos elevarmos, mas, nos apegamos, cada dia mais a dor, ao sofrimento, como algo purificador. E, quando chega uma "doida" - para os normóticos - como eu e outros e diz que entende tudo diferente, somos taxados disso e daquilo. Alguém que se dispõe estudar a Bíblia, vê, em alguma passagem, Jesus dizer: "vão e vivam a dor"? Ou, em meio a sua própria dor ele pede ao Pai que nos perdoe? E nós, nos perdoamos de nossos erros e nos voltamos para o caminho da redenção? E nós, perdoamos - melhor, nem deveríamos culpar - os outros? Que patamar é esse que nos colocamos, que não está nos lugares que tanto pregamos? Mas, voltando a cena da novela, vi que as pessoas se incomodaram e criticaram. Muita gente dizia: "nada a ver Dulce morrer". Todos nós morreremos um dia e viveremos, um dia, para sempre. E Dulce, por melhor que fosse, era uma pessoa, também acumulava dor, também acumulava amargura... por melhor que ela fosse, também tinha defeitos: orgulho, amargura... Não digo se ela estava certa ou errada, mas, que era ela. Assim como nós, por melhor que nos tornemos, sempre teremos algo mais a melhorar. NÃO SOMOS PERFEITOS! No caso da personagem fictícia, a pobreza material lhe era também de cuidado consigo. Ela mostra que por mais que amemos a um filho, só nos amando primeiro, saberemos a dose de amar os outros, sem cobrança. Ela deixou de se cuidar, de se alimentar, por "amor" ao filho. Na verdade, pode uma parte desse amor, porque, ao não se cuidar, ao não se alimentar, ela abriu portas para problemas físicos. Por mais que busquemos a nobreza do resgate de nosso Eu, nós temos a condição física que requer cuidado, sim. O certo seria tudo dividido. No dia em que ela disse para ele que bebeu o leite, porque estava fraca, ele tomou uma providência e foi comer em outro lugar. Um sinal de que na vida, tudo tem um jeito. Não o jeitinho brasileiro e malandro, mas, o jeito da lei do retorno, da lei de que toda ação tem uma reação. Você pode não se deparar com um banquete exagerado, como nós colocamos como imagem do banquete ideal, mas, o necessário. Só quando ela aprendeu que por amor ela precisava ser ela, antes de tudo, sem negligenciar ele, conseguiu tocar um coração endurecido, como o daquele filho ingrato e sem bom caráter. Veja, mesmo tendo sido criado por uma mãe de exceçente caráter, ele não desenvolveu o seu, pelo contrário, tirava proveito, não do bom caratismo da mãe, mas, da ingenuidade e do sentimento doentio daquela mulher que se culpava e atormentava com as amarguras da dureza da vida e cobria o filho com o que não tinha. Ou seja, não foi construída uma base sólida. Isso não é um crítica, mas, uma constatação, afinal, era o que o autor queria que refletíssemos. E, mesmo com idade avançada e pouca formação educacional, essa mulher mostrou que sempre temos algo a aprender e aprendeu com os próprios erros, mostrando que a maioria das coisas para a boa formação de caráter não está nos livros acadêmicos e sim, no livro da vida.

A gente esquece que o que precisamos é o necessário. Para quê? Para cumprirmos nossa missão. O justo. Se a gente não sabe o que quer, não sabe o que buscar e vive em busca dessas imagens ideais e surreais que nunca serão encontradas e que não estão nelas a plenitude do nosso ser, nunca iremos nos encontrar. Não é para vender tudo que tem, ou dar... é saber como usar o que se tem para não faltar, nem exceder. O equilíbrio. Daí, vi porque essas pessoas se doeram tanto com a cena da morte da Dulce e eu só via uma bela lição. Porque, ali, vi do que estou embebida: de busca, de querer abrir meus caminhos, de seguir esse caminho que me levará a esse reencontro comigo e com o ideal maior de fraternidade, para o qual o Pai nos enviou. Para que nos encontremos e nos unamos aos nossos irmãos, uns ajudando aos outros. Onde um desequilibrar, que o outro ajude e por aí vai. Não um melhor do que o outro, mas, todos iguais, com problemas e fraquezas diferentes, bem como forças e soluções.


 Pois é, que meu indivíduo seja mais forte, a cada dia que minha personalidade e que assuma o domínio desses meus pequenos eus para que meu Eu essencial seja dominante, afinal, todo Eu é bom, é belo e é justo. Para isso, esforço diário, ritmo, determinação, consciência, disciplina, dever, respeito as leis, a ordem. Nossa vida é um ensaio. Tudo para nos preparamos para o grande espetáculo eterno que está por vir. Sejamos pois, façamos, pois, o melhor, sempre e a cada instante. Sem dor, sem culpa, porque só começou agora, mas, feliz, por ter começado!

Pat Lins.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O QUE PENSAM DE MIM, NÃO SOU EU...

"Os outros podem pensar o que quiserem da gente; a gente é que não pode se identificar com isso!"

Escutei isso, hoje, de Hermínia, uma pessoa mais que especial em minha vida.

Refletindo.

Pat Lins.

sexta-feira, 18 de março de 2011

MINH´ALMA - SOU EU

Olho para minha sombra, nada me diz. Nada além do que já não soubesse. Me diz para me buscar, porque nela, não me vejo, apenas me perco. Perdida, ponho-me a minha procura. Olho no espelho e me vejo. Eu! Finalmente, me vejo: meus olhos, por onde vejo o concreto do mundo tangível, suas cores e paisagens... toco-o com meu olhar; meu nariz, através do qual sinto os cheiros: o cheiro da vida; o odor insípido da superficialidade; o cheiro envolvente da esperança. Vejo minha boca, abertura capaz de proferir o que penso e o que penso pensar. Vejo e não vejo, vendo além, além de onde se pode olhar, onde o olho não vê, só quem vê é o olhar. Vejo minha cabeça, cheia de cabelos a voar, soltos ao vento, livres e felizes; minha mente, que não vejo, mas, me guia e diz: "eu existo. Sou muito mais você do que você é capaz de imaginar". Minhas mãos, que tudo pode tocar, menos aquilo que vejo, só através do meu olhar. Me materializo diante de mim, sem poder  me tocar... Espelho me reflete mas não sou eu. Sendo e não sendo a alternar. A luz entra pela janela: sombra e luz, reflexos de mim. Eu, a me mirar. Onde estou? Ainda parada, sem me mexer e a me transformar. Continuo, deixo de ser, volto a ser, me volto e muda a luz, mudo eu, ainda sendo e não sendo. Eu a me alternar. Concluo: sou mais do que me vejo, do que me toco, do que me cheiro... Sou mais, um mais tão maior que sou incapaz de conceber e me certificar de quem sou eu extamente, porque sou infinito, como o ar; sou infinito como o tempo; sou uma poeira levada pelo vento, uma poeira cósmica com poder especial de ser única. Sou eu e sou muito mais: EU MESMA a me movimentar. Me encontro com minh´alma: SOU EU.

Pat Lins.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

ESTRANHO É VOCÊ!

Engraçado! Como temos a mania de só ver os defeitos dos outros. Nós, em nossa individualidade perfeita, somos: PERFEITOS!

A cada dia que passa, menos me vejo no outro e, quanto mais olho com calma, mais me vejo em cada um... 

QUANDO A GENTE "ACHA" QUE SÓ O OUTRO É ESTRANHO É PORQUE, NO MÍNIMO, A GENTE "ACHA" QUE A GENTE NÃO É.

Bom, até quando vamos manter essa chama da falta de respeito acesa? Me peguei, ontem a noite, exaurida, por estar em companhia de uma pessoa extremamente densa e de difícil convivência, mas, sabe essas pessoas "necessárias", porque fazem parte daquela parte de nossas vidas que vem no pacote? Pois é, é isso. Foi aí que vi, claramente, que ele me angustiava, com seu ar sempre crítico e austero. Como se nada o tocasse... Quando olhei bem de frente, enxerguei a armadura que ele usa, para se proteger de si mesmo e, provavelmente, de alguém... que, provavelmente, é criação da cabeça dele, como cada um de nós, elege alguém que nos persegue, mesmo essa pessoa nem sabendo que a gente existe, né verdade?! Fiquei feliz comigo em uma coisa: eu não sou rica, mas, posso ser feliz apenas sendo eu, mesmo em meio a todos os problemas que venho vivendo nos últimos anos. Pois é, o "estranho" era ele, para mim e, para ele, a estranha... - risos - era eu. Tive uma leve crise de riso interna, mas, diante do meus desgaste - a presença dele é incômoda, ainda... não muda de uma hora para outra... ainda preciso descobrir em mim o porquê de toda essa permissividade, se é que esta é a palavra adequada, para me "curar" e me "libertar" desse "mal" - nem pude curtir a sensação de "alívio" por conseguir ver e enxergar isso: o quanto ele "vazio" e inseguro; o quanto eu ainda critico e julgo muito; e que há algo nele que me incomoda, porque, algo em mim não está no lugar... e, naquele momento, diante de um catalisador de emoções, preciso perceber que eu não tenho que me incomodar com a presença dele, afinal, ele é assim e não vai mudar por causa da minha pessoa... EU é que preciso me desarmar, descobrir o que em mim se deixa incomodar e transformar essa realidade EM MIM.

Ui! Como é cansativo e doloroso querer ser uma pessoa melhor, nesse mundo onde todo mundo faz questão de querer ser o pior, alegando que a tal "sociedade" - quando não, dizem que é a "Vida" - é tão injusta. Mas, eu consigo! Eu chego lá. Já passei por coisas piores, quando não me permitia ver e não me abria para o "perdão" - que, nada mais é do que nem culpar e/ou condenar. Cansa ver e perceber, com clareza e nitidez, que estamos sempre julgando; estamos sempre criticando; estamos sempre condenando... onde isso começou e onde vai parar? Como posso fazer para recomeçar? Como posso fazer para seguir outro caminho, sem me sentir "estranha"? Como fazer com que você veja que estranho, é você... e eu... somos nós?! Como fazer para cada um desejar melhorar um pouco a si e respeitar mais o outro? Como faço para respeitar mais o outro? Como faço para respeitar mais a mim?... São nossas sombras que nos impedem de enxergar e andar para a frente. Somos nós mesmos que dificultamos o processo... Maaaassss, somos nós mesmos a luz que pode elucidar tudinho!

É! Isso é o movimento que faço, por enquanto, sozinha, mas, que, um dia, espero ter, ao menos, meu filho fazendo parte, de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, partindo de cada um de nós!

E, para você que não se acha estranho, melhor se olhar através do espelho do outro, porque, sim, você é estranho para alguém. Mas, sim, e daí?! Espelho, espelho meu, quem sou eu?

Melhor para por aqui... para não ficar tão "estranha"... Ainda temos muito que aprender sobre nós mesmos, para desperdiçar o tempo tentando corrigir o outro... isso, é fuga de si... THE OTHER, EVER AND EVER... THE OTHER... Do que é, afinal que tanto temos medo????

Por isso que gosto tanto de repetir a frase do querido Zeca - o pagodinho - "Cada um com seu cada um. Deixa o cada um dos 'outro'". E vamos que vamos!

Beijos,

Pat Lins.











 





sexta-feira, 16 de julho de 2010

QUEM SOU EU? - BLOGAGEM COLETIVA PERMANENTE


QUEM SOU EU?

Pergunta que nunca cala, nem se responde com exatidão. E, para comemorar os 2 ANOS DO "A DOR SÓ DÓI ENQUNATO ESTÁ DOENDO", levanto a questão: QUEM SOU EU?

Engraçado é que a gente acha que sabe responder essa perguntinha tão...tão, óbvia: "Eu? Sou eu, oras!".

Mas, foi lendo um texto lindíssimo, de um amigo, Will, que também é blogueiro - TV DE CACHORRO - que me vi... e, quem puder ler, vale a pena, inclusive o comentário brilhante de Marcos Carvalho.

Para completar, abri a CAIXA DE DIÁLOGOS, de meu amado amigo/irmão, Marcos e lá me deparo com Alberto Caeiro, lembrando que "NEM SEMPRE SOU IGUAL". Criamos, uma blogagem coletiva sobre "QUEM SOU EU?". Sendo que para cada um, um Eu. O seu Eu, você, não eu... Eu em mim. Eu em você. Eu eu. Eu você - risos.

Algo mais próximo a me descrever e responder essa pergunta foi o texto de apresentação aqui, em meu perfil. Porque de nada adianta responder "quem sou eu" apenas com nome e sobrenome, graduação e experiência profissional... isso é curriculum vitae, ou seja, um resumo de nossa educação acadêmica e experiência profissional. Responde parte da pergunta. Sou pessoa, mulher, mãe, esposa, filha, irmã, amiga... Falastrona. Calada. Alegre. Algumas vezes, triste.

Afinal, QUEM SOU EU? Posso ser quem sou e nunca apresentei a alguém; quem você lê; quem algumas pessoas acham que conhecem...; quem "sou" sendo; quem posso ser... Há quem diga que nós somos aquilo que mostramos, como nos vêem, como queremos que nos vejam, como só os outros vêem, como só nós sabemos, como nunca mostramos, nem sabemos que somos. Isso me lembra meu texto poético - que não é um poema - SÓ SE É SENDO.

Será que eu sou eu com cabelos naturais, tingidos, descoloridos... lisos, cacheados; longos, curtos... Maquiada, de "cara" limpa... Com óculos,  sem óculos... Dormindo, acordada... Cansada, descançada, exausta, estressada, relaxada...? Para muitos, sou um poço de estresse. Para mim, altos e baixos... Não, não sou como a lua. Ela só tem quatro fas(c)es... Eu, como você e qualquer pesso, tenho várias outras. Somos uma soma de personas. Somos luz e sombra. Sou eu em cada fas(c)e e, muitas vezes, não me vejo nessas variações... Loucura? Normal? Tem quem me veja como serena e sensata. Tem que me veja e me ache agoniada. Outros, só conhecem meu lado em paz. Falsidade? Não. Ambientes. Somos os ambientes em que estamos/vivemos. Sou eu em conflito ou em harmonia com esses ambientes. Para alguns demais. Para outros e para mim DEMAIS!!! Eu, sei de uma coisa: EU SOU HUMANA, IMPERFEITA E CAPAZ.

Há também um choque entre quem você é de verdade e aquilo que a sociedade exige que você seja... E aí?! Dizem que quanto mais nos conhecemos, mais fácil sermos quem gostaríamos de ser. Um amiga me diz  - baseada em Jung - que, quanto mais conhecermos nossas sombras e nos permitimos vê-las, menos elas nos tomam de "assalto".

E Marcos - CAIXA DE DIÁLOGOS, brilhantemente diz que: 


"É nas contradições, paradoxos e dicotomias, em todos os traços antagônicos, que o homem se faz VIVO. A cada instante somos vários e culminamos no "um". As emoções são a força motriz, a música de fundo, a graça de fazer tudo valer a pena e sentir que nas coisas há movimento. E questionar? Perguntar a si mesmo, o que seria? A dúvida e a vontade de ser diferente? Talvez, o ponto de partida da inércia, da libertação da zona de conforto rumo a uma nova dinâmica para viver ou para resignar-se com desígnio da estagnação. Perguntar-se, portanto, é pressionar o "start" da inquietação e permitir-se a novos acertos ou novos erros. Sendo o mesmo e agora, mais um pouco..."
Pois é: sou alguém que nunca se encontra, porque vive a busca. E, a cada busca, vejo que sou diferente, mas, igual... - parafraseando Caeiro/Pessoa.

"Nem sempre sou igual no que digo e escrevo. Mudo, mas não mudo muito." (Fernando Pessoa).

E você, já se perguntou hoje: QUEM SOU EU?

Para quem tem blog, convido-o(a) para participar dessa BLOGAGEM COLETIVA - que será permanente. Participe! Escreva um (ou mais) post (s) sobre o tema "QUEM SOU EU" - blogagem coletiva - e, depois, registre aqui, nos comentários o link para o post. Não se trata de promoção. Trata-se de uma troca de idéias e uma "corrente de bem".

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS  E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - a partir de cada um de nós. A partir de cada EU.

Beijos e participe,

Pat Lins.

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