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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Imagem: SB COACHING

Um dia, uma pessoa me perguntou, numa conversa amena:

- O que você acha que veio fazer aqui?

Respondo:

- Viver,  além de existir. Sei lá... Apenas ser eu.

- Quanta pretensão!

- Oi?!

- Você se acha melhor que todo mundo, então? Não tem nada para aprender; nada a pagar... Veio perfeita?

- Ahhhh! Agora entendi. Sua pergunta foi ampla, respondi amplamente. Sinto muito... Se você quer saber como eu vivo minha existência,  posso te dizer que tenho muito a aprender, por isso vivo a cada dia como ele sendo um dia. Sofro, choro, alegro, dou risada ... Como qualquer um. Devo ter muitos débitos,  porque conta não para de chegar. Reclamo. Resmungo. Mas, aprendi mesmo a agradecer. Aí,  vivo muito melhor. Por isso que te agradeço. Você me fez ver que antes de responder perguntas abertas,  preciso me certificar o que mesmo meu interlocutor quer saber? .... - fui interrompida

- Lá vem você com esse papo cabeça de a importância de se comunicar. Só te fiz uma simples pergunta. Custa responder com objetividade?

- O que é objetividade para você?

- Affff! Não consigo conversar com você...

- Ohhh! Pena. Tudo bem para mim. Mudemos de assunto.

- Olha para lá! Você viu a roupa de fulana?

- Tô vendo.

- Só isso: "Tô vendo?". Tá horrível.

- Vixe!

- O que foi? Reparou agora,  foi?

- Sim. Reparei que preciso ir. Até mais ver.

Pat Lins

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O SER PERECE PARA IMORTALIZAR!



Só vejo as pessoas julgando; condenando; andando cheias de nós pelas costas; imaginando; fingindo; culpando; cobrando... pouco vejo se doando, mudando, se transformando, compreendendo, perdoando, se abrindo, evoluindo. 

Interessante é que, a maioria, só se vê como vítima e diz: "eu não!". 

Somos tão tolos e tão pequenos! Eu também, sim! Me acho melhor do que ninguém, não. Problema é que me veem como querem e me idealizam assim... infelizmente, isso não é comigo. Eu sou muito mais do que você pensa e muito menos do que você imagina - frase que falo e repito aqui.

Podemos ser tão maiores, tão melhores!

Amor não se cobra, não se mede, amor se vive. Se é para se doar, se doe. Esperar e cobrar do outro só vai aprisionar na dor. 

O movimento do amor é livre e libertador, não se preocupa se você faz festa em seu aniversário; se compra presente de natal; se dá presente a mãe no dia das mães; se presenteia o pai no dia dos pais... isso se chama comércio e consumo. É certo ou errado? Não é essa a questão. O que conta é a construção diária da relação. Esse glamour que se faz em cima de "quem dá mais", nunca foi movimento de amor. Eu amo e pronto. O amor não tem rótulo. É. Apenas: é! Doação de amor é mais do que falar e exigir do outro - cuidado com as máscaras dessas cobranças... você pode até se enganar, mas quem recebe entende e se sente cobrado. No amor não existe jogo, nem estratégias. Mentirinhas e joguetes são para as pessoas vazias. Me entristece ver esse vício em mais pessoas do que gostaria de ver e perceber. E, com nomes diversos, alegam que não fazem e se sentem injustiçadas quando passam pela mesma coisa. Tem trave no olho, não? Melhor tirar.

Vejo tanta gente azedando por não se amar. Vejo tanta gente azedando por julgar, cobrar, condenar, exigir mais do que tem para receber... isso só traz dor e sofrimento para si e para os outros. Daí, o outro vai embora e, diante da dor, ainda leva a culpa... A gente não perde o que não nos pertence e o que nos pertence, mesmo? Tudo é perecível, até nós mesmos. A gente perece para imortalizar.

Perde tempo, não. E não é terminar de ler e dizer: "me identifiquei! Penso assim, mesmo. Quanta gente por aí julgando. Fingindo que doa amor! Fingindo que ama!", depois, sair por aí julgando A, B ou C porque fez uma coisa que "se fosse eu, não faria!"... Chega de hipocrisia, chega não?

Ao escrever este post, pensei em mim mesma. Olhei para mim mesma. Li a mim mesma. Preciso mudar a mim mesma. Estou tentando retirar a trave do meu olho, irmão, para poder ver limpa e puramente. Enquanto todos querem se sujar e igualar, eu, comigo mesma, vou me limpando. No mínimo, respeito a mim mesma; no máximo, respeito a mim mesma!

Todos temos problemas e motivos para entrar em pânico. Mas, temos também outros tantos motivos para não surtar e manter o foco na alegria! 

Celebremos a vida, vivendo melhor, cada dia!

Ai, cansei. Se avaliar cansa, dói... mas, liberta, alivia, abre para o novo!

Um lindo novo ser para você! Sinta-se bem! Sinta-se! Bem! 

Pat Lins.

PS - Se concluir a leitura se sentindo melhor do que os outros e dizendo: "Nossa! Eu não sou assim!", sugiro que leia e releia novamente... até sentir, límpida e puramente: "Eu posso ser melhor!".


domingo, 4 de maio de 2014

COINCIDÊNCIA OU INCONSCIENTE SE COMUNICANDO?


Gente, venho refletindo sobre como nos deixamos levar pelo que vemos, como vemos e do ângulo que vemos, como verdade absoluta... Costumo dizer: melhor esclarecer do que julgar. 

A grande maioria de nós tem dificuldade de entender que o que está dentro da cabeça só sai expressando. E só assim, quem está de fora da nossa cabeça pode saber o que se passa por dentro.

Aconteceram alguns episódios bem interessantes comigo, esses dias. Me fizeram refletir sobre a expressão "quem anda com porcos, farelos come" - não no tom pejorativo, mas pela ótica de que julgamos o tempo inteiro, inclusive através de com quem a pessoa anda.. E quantas pessoas andam com outras por anos, depois descobrem quem realmente são?

Muitas vezes, nem sei do assunto individual que a pessoa traz em si e comento INOCENTEMENTE - uso o art. 1 da Lei Cumpadre Washington: "aquele que não sabe nada é INOCENTE!"... - sobre um tema. Daí, me dizem: "Que fora! Você tinha que falar isso para ela?...". E pergunto: "Falar o quê?". "Você é lerda! Não sabe que...". E eu digo: "Não, não sabia. Ninguém me contou e não sou adivinha.". Vejo uma resistência nossa, uma dureza, em aceitar que o outro não tem como saber se eu não falar. E vice versa. Falta humildade e capacidade de aceitação.

Semana passada, estávamos, eu e alguns colegas, almoçando e inocentemente, comentava sobre uma coisa. Uma das pessoas do grupo - que gosto de graça e ela de mim, mas não somos íntimas - estava pensando e havia comentado com outra sobre algo similar e pensou: "Pô, fulana falou para todo mundo...". Sorte que essas pessoas gostam de esclarecer. Num momento mais intimista, me disseram - na frente da pessoa, mesmo: "Pô, você tem uma boca... Mesmo sem saber você tocou no assunto que fulana e eu estávamos brincando...". E eu brinquei: "Os inconscientes se comunicam... Tomem mais cuidado com o que emanam". E rimos, porque foi um COINCIDÊNCIA, levando-se em conta o saber consciente da informação. Ou seja, eu não tinha como "dar fora"... eu nem sabia. Muitas pessoas já me julgaram por isso...

Eu, volta e meia, acabo em meio a essas coincidências... 

Participei de uma palestra há umas 3 semanas, mais ou menos. Lá, cheguei. Sentei num canto. Fiquei. Ao meu redor, outras pessoas que nem conhecia. Enfim. Semana passada, estava no mesmo lugar, em outra palestra. Cheguei. Logo após, um rapaz - que não conheço, mas que estava na primeira palestra - chegou. Nunca trocamos um "oi". Subi. Sentei. O rapaz subiu. Sentou ao meu lado - único lugar vago. Saí. Um amigo pediu para eu dar carona a duas mulheres - um senhora e outra mais ou menos da minha idade: jovem... No caminho, disse para a que estava atrás - a mais jovem: "Já te vi em algum lugar. Esqueço nomes, mas rostos eu memorizo". Ela me disse: "Já, sim. Eu estava na palestra de Isabel, que vocês estavam.". Eu estranhei: "Nós? D. Lucia não estava na palestra...". Ela: "Não. Você e seu amigo, aquele careca.". Interessante - olhando de fora: Primeira palestra eu estava sentada ao lado dele e acabei ficando num espaço vago entre ele e os amigos dele... Na segunda palestra, chegamos na sequência - subi, logo em seguida, ele. Sentamos juntos. Não trocamos uma palavra nos dois eventos. Saimos juntos. Na saída, perguntei se ele queria carona - nessse ambiente só entram pessoas conhecidas; ele é conhecido de um amigo. Ele disse que não e pegou o carro dele, atrás do meu. Rapidamente, processei essa informação e disse para ela: "Minha filha, se eu te disser que eu não sei nem o nome dele, você acredita? Segunda vez que o vejo... Mas, para quem está de fora, dois encontros e nós dois um ao lado do outro, chegando e saindo na mesma hora... Interessante como somos vulneráveis à visão, né?" e viajamos nesse assunto.

Ou seja, muitas vezes estamos de fora e aquilo que "achamos que seja" passa a ser. Do mesmo jeito que expressamos pensamentos, comentários e os outros se doem, em vez de esclarecer, porque se fecha na determinação; "é assim! E nada mais!".

As coisas estão aí. Nem sempre sabemos que precisamos esclarecer, porque têm coisas que PARECEM tão claras. Me mantenho em estado aberto. Brinco, me estresso, me chateio, compreendo... Sou capaz de, após esclarecido, mudar o canal. Me esforço para não julgar, já julgando. Gosto e me assumo imperfeita total. Eu posso. Eu sou! Mas, ao menos, não me prendo aos MEUS julgamentos. Não me coloco acima de ninguém. Nem abaixo. Mas, me coloco em meu caminho. Troco. Vivo. Escuto. Leio. Quantos de nós já não magoou sem saber, sem intenção? Sabe amigo oculto, quando a gente tenta adivinhar quem a pessoa tirou, pelas descrições que ela fornece? Acabo acertando... E saio como "quem entregou". Todo mundo dá palpite... só porque o meu é certeiro devo ser condenada? É isso que me intriga e sobre isso venho refletindo; ângulos e verdades.

Daí, entra o facebook. As pessoas leem o que os outros escrevem. Eu sei de algumas pessoas mais próximas, que leem, por conta da manifestação de comentários e "curtições". Quantas vezes preciso informar ou lembrar que os posts não são indiretas para alguém, que se tratava de um pensamento que me veio à mente, sem pretensão alguma? Quantas pessoas se "doem" por algo assim? Quantos se dispõem a ESCLARECER? A entender que houve um mal entendido - ou apenas uma coincidência, mesmo? Existem expressões que tocam determinadas pessoas e elas se doem. Cabe a cada uma se preguntar: POR QUE ME INCOMODOU? O QUE ISSO QUER ME DIZER? E traz para si. Em vez de ficar desconfiado de tudo e de todos e "achando" que foi para si. A gente precisa se desligar um pouco da mania de perseguição. Quer discordar, fique à vontade. Isso é liberdade de expressão. Mas, não tome para si.

Já passou da hora de sairmos da posição de vítima, gente. Tem gente que cria dor por falta de humildade de aceitar que existe falha na comunicação e que, em vez de julgar e condenar, vamos COMPREENDER. Isso não vai impedir a "chateação" de chegar; nem da raiva subir... Apenas vai nos ensinar que tem algo mais, além do que "achamos" que seja. Existe o É. O que É é o que É! E isso só se revela na clareza. 

Quantas pessoas fazem planos, não revelam o que pensam e cobram do outro o cumprimento? Esses planos têm início, meio e fim no âmbito mental e essas pessoas criam a expectativa infundada de que o outro já está sabendo o que deve ser feito sem, sequer, expressar, externar.

Estamos nos permitindo viver numa superficialidade e afundamos nela, jurando aprofundar em nós mesmos!

Isso cansa, porque suga energia que deveria ser empreendida no caminho da produtividade. Assim, gasta até a reserva e não faz o que precisa fazer.

Aquilo que está oculto, precisa ser identificado como tal, senão, morre sendo ignorado; mas, age, mesmo sem ser conhecido.

Somente a clareza liberta!

Para finalizar, reflito:

EXISTEM COINCIDÊNCIAS?

Pat Lins - vítima do acaso? Não. Apenas constatando que talvez o acaso não exista, mas a falta de esclarecimento, sim!


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ESCOLHO A DISTÂNCIA SAUDÁVEL, SAUDÁVEL!



Posso escolher entre conviver ou não com pessoas com distúrbios sérios de comportamento e sociabilidade... isso não é falta de respeito. Pelo contrário: é respeito a mim e ao outro. A mim porque sei que posso escolher quem quero ao meu lado e me ajude a somar. Ao outro, porque ele tem o direito de ser quem ele é.

Mas, uma coisa é certa: não falto com educação e cordialidade. Se afastar conscientemente não é birra, ou disputa... é apenas filtrar quem deve ou não estrar ao nosso lado por afinidade e por motivos para se estar. Se não tem liga natural, não tem motivo para forçar, muito menos para sair detonando por aí. É uma distância saudável e deve ser saudável. Raiva, ódio, rancor e etc não são saudáveis.Portanto, se a motivação do afastamento for algo similar, não é DS - distância saudável - é orgulho, vaidade e julgamento.

Na DS não tem dor, tem dor trabalhada e acolhida. Existe a compreensão de que o outro e eu não nos afinamos e pronto. Ser grosseiro ou deselegante, mal educado ou algo parecido, não está dentro da DS. Educação à base da compreensão, essa sim é a base da DS. Senão, será hipocrisia e dois pesos e duas medidas: me aceitem como sou, mas não aceitem o outro... Na DS, todo mundo sabe como é, se auto busca... daí, não sou estranha de mim.

Pois é, só para esclarecer, mesmo. 

Porque do mesmo jeito que eu me sinto injustiçada ou julgada pelo outro, o outro pensa de mim e mesma coisa... e quem está do nosso lado, bem como os amigos do outro lado, vão dar o apoio e dizer que errado é o outro lado. Sorte minha - aliás, nem é sorte, foi escolha consciente e natural - que quem está ao meu lado também se esforça para não entrar nessa de julgar e condenar o outro, mas de compreender e escolher se quer ou não essa pessoa como companhia. 

É só isso.

Pat Lins.

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