domingo, 30 de setembro de 2012

SABER

“Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear internamente as coisas”.

Santo Inácio de Loyola



sábado, 29 de setembro de 2012

NÃO BASTA SE MEXER... TEM QUE SE AJUDAR COM FOCO


De nada adianta a gente ficar se debatendo e se mexendo para qualquer lado, só para não parar... O importante é saber o que quer e ir fazendo como der.

Não basta se mexer. Para se transformar tem que fazer sentido. Quando algo faz sentido, o objetivo se faz claro e as diretrizes mais diretas. O caminho se abre. O caminho se mostra. Só nos cabe seguir e ir caminhando, construindo a continuidade do caminho, com o caminhar!

Estejamos abertos. Despojados das fórmulas prontas. Nem elas são tão exatas, assim. Nem a ciência é capaz de nos mostrar 100% de um caminho... eles lidam com uma amostragem determinada e, nessa amostragem, determinam os seus 100%, seu próprio universo. O Universo é infinitamente maior do que os que estamos acostumados ver - ou, que nos apresentaram como... 

Sejamos mais capazes de compreender, aceitar e entender que nem tudo somos capazes de entender e nem assim a realidade divina muda, por nossa causa...

Pat Lins.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

REALIDADE NO MUNDO DE FANTASIA X REALIDADE REAL


Pelo que venho vendo, a maioria de nós acaba se acomodando em alimentar e desenvolver o setting do mundo fantasioso e sofrer a angústia de ter o trabalho de sempre "criar" e enrolar, do que viver e ver a realidade.

É como se doesse menos sustentar um mentira - ou fantasia - do que encarar a própria verdade!

Para mim, a verdade dói. O choque de realidade dói. Mas, passa. Depois, fica a Vida.

Dói mais e desenvolve sofrimento acreditar em ilusão, não se ver e, um dia, se deparar com a verdade do que se permitir ver a verdade, sentir a dor e deixá-la passar, usufruindo do benefício da libertação!

Ser feliz é de graça, mas, não custa pouco... o custo é abrir mão de certos valores deturpados e cultura de vida improdutiva. Em compensação, na relação custo-benefício, vale muito!

A vida é uma arte! Uma arte viva. 

Pat Lins.

sábado, 22 de setembro de 2012

MORGANA GAZEL E O PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO - RELEMBRANDO QUE EXISTE UM SER HUMANO EM CADA UM DE NÓS


Arte: Miguel Martins de Menezes

Morgana Gazel é uma escritora de livros que falam sobre "humanização". Seus escritos - sejam romances, contos ou poesias - abordam essa temática de resgate do ser humano, através do respeito a si e ao outro. Suas mensagens são ricas, edificantes e positivas, com honestidade ímpar e peculiar - característica pessoal da autora - onde conseguimos nos ver como um todo. Seus personagens trazem diversas nuances e não apenas um lado bom e outro ruim. Eles são praticamente reais. Somos capazes de vê-los e sentí-los, porque eles, somos nós. Assim como nós temos nossas diversas características, assim eles o são. Para mim, esse é o principal diferencial em seus personagens, em sua escrita, bem como em suas abordagens ao tema "humanização".

Morgana Gazel é dessas pessoas reais que parecem ter saído de alguma novela. Sua história de vida nos remete a entender o que é superação sem sofrimento, apenas sabendo-se e acreditando ser capaz de fazer. Sua principal característica é: se é para ser feito, eu faço. Ela faz. Ela constrói. Ela planta, rega e colhe. Por isso belas lições de vida/amor, em forma de histórias criadas, trazem um toque sutil capaz de ajudar em nosso processo de transformação, evolução, crescimento pessoal. 

Arte: Miguel Martins de Menezes

Psicóloga renomada, Noemia Nocera, a pessoa por trás da Morgana Gazel, traz em si seus aprendizados da vida, desde sua saída de Alagados - bairro popular de Salvador - até sua "abertura" de caminho através dos 3 D´s: dedicação, determinação e disciplina - três de suas principais qualidades, dentre diversas outras. Química Industrial, Matemática - onde atuou como professora em escolas públicas de Salvador -, Analista de Sistemas, Psicóloga, Escritora e sempre: mulher, mãe, amiga, ser humano notável. Em suas histórias, a mensagem de que é possível nos melhorarmos, sim, têm esse fundo real, sustentado pela pessoa por trás da narradora Morgana Gazel e sua trajetória de vida, bem como um cunho psicológico, trazido por sua experiência profissional em psicologia clínica. A vejo muito mais como uma "educadora de vidas", onde nos mostra com seu próprio exemplo, sem peso, sem dramas, sem rodeios, sem carregar nas tintas, apenas de maneira como foi, como é e como ela trabalha para que seja. 

Ler Morgana Gazel, essa "educadora de vidas", é permitir-nos eduzir a luz que existe em cada um de nós com honestidade, bons valores e virtudes que descobrimos sermos capazes de reconhecer em nós à medida que nos deparamos com cada personagem seu, seus dilemas, reflexões e caminhos na vida. No momento em que vamos começar a julgar, não conseguimos... Me senti incapaz de ter raiva deles, mesmo vendo, de fora, e emitindo julgamento de valor, sobre suas escolhas "equivocadas". De fora, torna-se fácil julgar, condenar, estabelecer os caminhos que deveríam ter tomado. E de dentro? Em nossas vidas? 

Seu enredo é como um fio condutor que nos conduz palavra por palavra, como verdadeiras emoções vivas. E não as são? Há vida em cada linha que traça. Os escritos dessa autora são obras primas lapidadas pela sabedoria e experiência de quem sabe o que diz, assim como através do zelo em construir cada período, cada expressão de pensamento, com o uso dessas palavras. O ritmo cadenciado de seus textos nos levam àquele mundo de fantasia real e nem nos damos conta de ver o tempo cronológico passar. Cada passagem nos remete a sensação de saciedade. Começamos a leitura calmamente e vamos aumentando nosso ritmo, como é na vida. Vamos bebendo dessa fonte de conhecimento abundante em vida, em profissão, em si para consigo, em si para com os outros... 

Arte: Miguel Martins de Menezes

Sugiro a quem tem sede de aprender com prazer, através de boas leituras que nos conduzem a nós mesmos, ler os livros dessa notável escritora. Assim é Noemia, Morgana e os escritos que surgem de ambas: uma, a pessoa, com toda bagagem pessoal e profissional; a outra, a narradora, capaz de trazer da pessoa e transformar em histórias inventadas com cunho psicológico e real, romances tocantes de "despertadores de alma". Uma de suas mensagens que me tocou, após leitura do primeiro livro publicado "Enseada do Segredo":


"Fazer diferente exige mais que contradizer"



Morgana Gazel


Essa é Morgana Gazel.

Quem quiser conhecer um pouco mais dessa escritora e seus escritos:

Livro publicado pela Paco Editorial à venda, em TODO O BRASIL,pela Livraria Saraiva
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À venda, em SALVADOR, também, na
JHANA LIVRARIA
- Shopping Itaigara -
MORGANA GAZEL - BLOG
O "Aqui e Agora" é um espaço para reflexão. Morgana Gazel é uma dessas pessoas que planta boas sementes e ajuda a construir estradas a nós mesmos. 

Para quem tem essa vontade de se reaproximar de si, Morgana Gazel é mais uma dessas pessoas que colabora com o processo de humanização - como resgate do ser humano!

Pat Lins.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"EDUCAR É, ANTES DE TUDO, CONSCIENTIZAR" - Por Morgana Gazel



Isto significa que conscientizar se insere em todo o processo educativo. Vejamos. Proponho que educar é envidar ações que levem o educando a tomar conhecimento e fazer uso das condutas necessárias a seu desenvolvimento físico; a reconhecer seus padrões construtivos e destrutivos e a lidar com eles de modo adequado; a distinguir seu papel nas relações interpessoais; a se tornar ciente de seus direitos e deveres no âmbito social; a perceber que o aprendizado intelectual é um instrumento imprescindível à aquisição da liberdade de pensar e da capacidade de fazer escolhas adequadas; por último, a se dedicar a este aprendizado.
Esta concepção de educar é apenas um detalhamento baseado numa definição do Aurélio, que diz: Educação é o processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social.
Se atentarmos cuidadosamente no que proponho como objetivos das ações educativas, veremos que a família tem um papel preponderante na consecução deles. Somente os dois últimos exigem a participação da escola, embora ela deva contribuir para que os demais sejam igualmente alcançados.
Ora, os pais, em sua maioria, não têm condições de cumprir todos os requisitos referentes a seu papel de educadores, pois não foram suficientemente educados. Se o filho bate em outra criança, eles se mostram compreensivos, caso contrário ficam furiosos. À noite, horário em que geralmente os membros da família têm oportunidade de interagir, uns se ocupam assistindo à TV, outros no computador. E assim segue a vida.
Se a criança chega à escola com pouca ou nenhuma educação doméstica, terá grande dificuldade de se adaptar ao novo ambiente, principalmente porque grande parte dos professores não está preparada para lidar com aluno difícil. É bom lembrar que os docentes podem também ter tido uma família incapaz de exercer satisfatoriamente o dever de educar. A coisa toda se complica ainda mais, quando um deles toma uma medida, às vezes correta, com a finalidade de corrigir uma conduta deseducada, e os pais do aluno em questão revoltam-se e o agridem. O prejuízo do professor será apenas o mal-estar, o do aluno será provavelmente jamais se tornar um verdadeiro cidadão.
Os efeitos das falhas no processo educativo alastram-se em toda a sociedade, vai até nossos governantes; muitos deles certamente vieram de lares e escolas que falharam neste aspecto. Como consequência, chafurdam no exercício da não cidadania e, portanto, não têm nenhum interesse em mudar tal situação.
Que fazer então diante desta realidade? Você deve estar perguntando-se, caso tenha tido a sorte de ser educado adequadamente. Difícil responder. Mas tenho sido assaltada por um sonho louco, no qual todos os verdadeiros cidadãos contribuem de alguma forma para educar pelo menos uma pessoa fora de sua família. No futuro deste sonho, nossos bisnetos são os pais, e o mundo é um lugar bem melhor de se viver.


NOTA: Artigo publicado no jornal A Tarde. Salvador – Quinta-feira, 19/7/2012. Imobiliário, página 6.


D. VIRGÍNIA - "VIVER COM FÉ".


"Viver a Vida"

Gente, coisa boa é ter oportunidade de "conhecer" histórias reais de uma vida diferente e, por isso mesmo, de pura superação! Sempre me encantei com essas histórias reais. Sempre me senti tocada por cada pessoa magnífica que passou e passa em minha vida. Todo mundo tem um algo a superar.

Mas, "conhecer", ainda que pela TV, D Virgínia, que nasceu numa época onde ter deficiência é pena de morte, provou a si e a todos que existe algo muito MAIOR do que cada um de nós em isolado. Melhor do que escrever, e tentar descrever o que senti, é assistir, ouvir e sentir Dona Virgínia. Ela fala, pura e simplesmente, de uma coisa que me seduz, envolve, me guia, me "tudo de bom"... que é a Vida no dia a dia.

Independente da fé religiosa - para mim, existe uma definição improvisada de FÉ RELIGIOSA, aquela que orienta para alguma religião em específico e FÉ, para mim, é algo que não se explica, mas, se tem e independe de em quê ou quem se acredite, sabe-se e sente-se que existe algo MAIOR, uma força de amor e bondade muito maior e sem explicação científica, acadêmica ou matemática - interessantíssima a maneira como essa senhora vê Deus:

"Minha mãe dizia que DEUS estava dentro de mim. Então, um dia eu li a palavra DEUS e vi que EU estava bem no meio Dele. Depois, olhei o D e o S e entendi: D de dentro e S de si = dentro de si. DEUS está dentro de cada um de nós!" 
D. Virgínia.

O programa foi o "Viver com fé", apresentado pela Cissa Guimarães, uma pessoa ímpar e que mostrou a força da sua fé na vida, mesmo com muita dor, após a perda de um filho de maneira cruel. Para quem quiser assistir ao vídeo e ter essa oportunidade de "conhecer" mais uma pessoa especial, clique no link abaixo, para assistir a participação dela no programa da Cissa Guimarães - "Viver com Fé":



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

QUEM FUI - QUEM SOU - QUEM SEREI


Quem fomos nós, ajuda-nos a sermos quem somos ou quem seremos?

Quem nós somos é quem já fomos?

Quem seremos é quem somos?

Quem eu fui é quem eu sou?

Quem eu fui pode me dizer quem serei?

Quem sou é quem eu fui?

Quem eu sou é quem serei?

Quem serei é quem sou?

Quem serei é quem fui?

TODAS SOU EU. TODAS QUE FUI, TODAS QUE SOU E TODAS QUE SEREI E SEREI E SEREI. CADA VEZ QUE EU FOR, SOU, FUI, SEREI. SABEREI. SOU EU. EU SOU. EU FUI. EU VOU... PARAR POR AQUI...

EU SOU:
 QUEM EU FUI + QUEM EU SOU (QUE É QUEM EU FUI COM QUEM SEREI NO PRESENTE ATUAL) + QUEM SEREI (QUE SERÁ QUEM EU SOU NO PRESENTE FUTURAMENTE TRAZENDO QUEM EU FUI NO PASSADO E NUM PRESENTE QUE SERÁ PASSADO, TAMBÉM...) + QUEM SOU O TEMPO INTEIRO, SEJA EM QUE TEMPO FOR, EU ESTAREI LÁ, AQUI OU ACOLÁ.

A gente É o Tempo todo, até quando o tempo já deixou de ser...

Pat Lins - passado, presente e futuro, tudo ao mesmo tempo, criando novo tempo, baseada em todo tempo que passa, que passou, que é... que virá!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

COISAS DA VIDA...



Descobri algo relevante:

QUEM SE OCUPA DA VIDA DO OUTRO É QUEM TEM UMA VIDA "IMPRODUTIVA" E MENTE VAZIA... AO MENOS, SE ESSAS PESSOAS ENTENDESSEM QUE NA VIDA DELAS PODE HAVER VIDA... BASTA ELAS SEMEAREM A SI PRÓPRIOS QUE NASCE, A VIDA NASCE!

Todo mundo tem uma boa utilidade na Vida, basta se olhar, se perguntar e se ajudar a entrar no caminho. O grande mal consiste em acreditar e se imbuir da crença de que só serve para atazanar a vida alheia... o que não deixa de ser um papel importante... para quem consegue lidar com essas intempéries em forma de gente. 

Vamos nos encher de pensamentos melhores. A cada pensamento ruim, temos 30 segundos para reverter esses pensamentos de uma maneira onde visualizemos "luz", em vez de "sombra". E, cada vez que estivermos emitindo um comentário ruim sobre outrem, calemos a boca do pensamento. Isso não me impede de ver quem e como as pessoas são e agem, mas, me ajuda a lembrar que todo mundo tem algo de bom em si, bem como me ajuda a não sentir o peso de sentimentos densos em mim... Infelizmente, sou como qualquer um e volta e meia me pego falando algo ruim de alguém... assim que me pego no ato, me dou os 30 segundos e refaço o caminho mental. Todo aprendizado e toda transformação requerem esforço... constante.

Ah, esse processo é sem alienação... sem a negação da realidade. O foco é que deve mudar. Um ferida, ainda que cicatrizada é real. A dor passa. O seguir é que conta. E o saber viver com essa novidade na gente de maneira melhor é que nos faz ser alguém melhor!

Pat Lins.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

TEMPO, COMUNICAÇÃO E RELAÇÕES PESSOAIS



Tenho a sensação de que as pessoas, em geral, andam muito tensas... Sentem-se solitárias e abandonadas... Querem atenção e mais atenção. Cobram essa atenção e é um desafio mensurar onde está a necessidade de socialização e a necessidade de individualização.

Certos casos, as pessoas deveriam se voltar mais para si e se entenderem como seres únicos. Olha, vi uma cena no filme "Happy Feet 2" - o filme todo é lindo e com uma mensagem delicada e bem feita do poder da união e sobre as interligações, na vida, que a gente até desconhece, mas, elas existem - que vale a pena ser vista, onde um krill, chamado Will questiona o cardume e o amigo, Bill, afirma que eles são todos iguais e são um cardume. Will diz: "eu sou único!". Daí, ele decide nadar até o "fim do mundo", que, segundo ele, deve ser no final do cardume. E vai, rumo ao desconhecido. 


Isso falta na gente. Em Will, falta algo além do querer ir... ele vai motivado pela raiva de ter que seguir o grupo. Uma revolta. Porém, vai. Decide que vai se permitir e experimentar tudo. Ele, em um momento afirma: "se eu terei que morrer, mesmo...". No final, ele sente falta do grupo. Após tanto buscar, conhecer novos mundos, lutar pela sobrevivência, ele se depara com a solidão. Ele se vê querendo partilhar aquilo com os outros. De repente, se encontra com o grupo e com Bill, seu amigo que seguiu até um momento, até ser expulso por terem desenvolvido uma amizade mais íntima e ele, Will, sugeriu que aquilo fosse um desejo amoroso... Não soube entender que o amigo estava se sentindo só e com medo e ele era seu ponto de força para continuarem. Assim, ele pede a Bill que se separem. Para Will, Bill o atrapalhava. Nesse reencontro ele descobre o benefício de uma amizade verdadeira e pergunta a Bill: "como você encontrou o cardume?" e Bill responde: "Eles é que me encontraram". Sempre seremos encontrados por nosso grupo se o buscarmos e se entendermos seu sentido em nossa vida. Will aprende isso em sua jornada solitária, onde, sozinho, nada faz sentido... Não existe um depois para planejar. Foi importante ele ir, se auto-afirmar, depois, soube "voltar" no reencontro. Mais humilde e sábio, ele afirma que não tem nada a passar aos outros, que cada um deve seguir sua vida e não ele dizer o que cada um deve fazer. Bill o lembra: "Agora, você é nosso ídolo! Você nos ensinou que é preciso evoluir e mudar a espécie, para sairmos da base da cadeia alimentar...". Nossa evolução não se trata de um ato isolado. Tudo que fazemos repercute em mais alguém. Isso nos leva a entender que podemos e devemos fazer mais e ir além, sem menosprezar ninguém.

As relações estão cada vez mais pautadas em cobrança ao outro e menos em dedicação. Algumas pessoas - sejam casadas, namorando, solteiras... - carregam uma solidão de alma e nunca se contentam com nada, porque não carregam a si próprios. Daí, vivem em busca de algo que preencha seus buracos. Só que cada ser preenchedor também tem lá os seus afazeres e, na vida, de tempo em tempo, os tempos mudam, as pessoas mudam e necessitam de tempo novo para o novo tempo. 

Vejo, cada vez mais, revoltas e falta de paciência. "Eu mando mensagem, ela não me responde". Conversava com uma amiga sobre isso, hoje. Ela me contou do episódio de duas amigas que estão brigadas por conta da falta de comunicação. Isso acarretou no afastamento. Uma delas, adora mandar mensagem de texto. A outra, não é hightech, é mais "olho no olho", "me ligue", no máximo. A primeira não aceita a segunda e não tem paciência e "tempo" para falar ao telefone, prefere mensagem. A segunda, quase não dá atenção ao celular. Como estabelecer uma boa comunicação? Existem pessoas que têm essa característica de não apego tecnológico, limitação, dificuldade em manusear... isso existe. Mas, a que ponto estamos dispostos a nos colocar no lugar do outro, como o outro? Se colocar no lugar do outro pensando com a própria maneira de ser é julgamento de valor. Essa amizade vai acabar por isolamento das partes, por falta de comunicação efetiva e má vontade das partes. Reconhecer as próprias limitações e que, como nós, os outros também têm as suas, pode ser um bom começo. Elas poderiam descobrir uma maneira onde ambas se encontrem. Se necessário fazerem a viagem cada uma para o seu lado, como Will, Bill e o cardume. Só seria interessante um diálogo mais aberto, franco e desarmado. Sem peso. Sem drama!

Muitas separações, rupturas são abruptas, sem exercício de consciência, sem tentativa em se estabelecer um contato claro. Em geral, acontece na hora errada, pelas exigências erradas e pelas posturas inflexíveis. Se o clima está tenso, melhor dar um passo par trás...

Tempo é receita certa para tudo. Respeitá-lo é questão de cordialidade consigo e com o outro.

Engraçado é que não são apenas os outros que nos cobram. Nós também cobramos. Nós também requeremos atenção. Fico intrigada com as posturas unilaterais de colocações sobre o outro, que exercemos, e pouco nos permitimos enxergar - sem justificativas - que também nós estamos cobrando. "Ah, estou com saudade. Você não me liga...". Sim, e aí? O que pode ser feito: ligo eu. "Pode falar?" Beleza. "Agora não...". "Então, ligo depois.". Um dia encontra. Há uma certa crueldade nossa em exigir que o tempo do outro seja como o nosso e no nosso, exigimos que respeitem. Já me vi fazer isso. Já me vi ser cobrada. Já cobrei. Hoje, compreendo mais. Isso me afasta temporariamente de alguns amigos. Não uma DS - distância saudável -, mas, uma questão temporal, mesmo. Em alguns momentos estou com a mente tão cansada que preciso de tempo sozinha para me recuperar. Sou eu, em mim. Já aconteceu de não estar disponível e ser tachada de "se afastou de mim"... Gente, nos melindremos menos. Respeitemos mais o nosso tempo e o tempo do outro, leve o tempo que levar. Aí, fica aquele clima: "Só eu que te ligo... não vou ligar mais. Você que me ligue...". Tá! Tudo bem. O tempo do outro segue e o seu, também. Vai deixar morrer uma amizade por isso? Onde está a comunicação - sem a cobrança? Existem fases de ajuste ou reajuste de vida que levam uma eternidade. Vai condenar o ritmo da pessoa? Francamente! Isso, para mim, é falta de amor próprio, de se sentir acolhido de verdade... Certas escolhas alteram as proximidades, como casamentos, filhos, doenças, trabalho, estudo, viagem... Reencontrei uma amiga de infância após 15 anos. Nos falávamos virtualmente. No reencontro, parecia que havíamos nos despedido ontem. Têm coisas que são reais e acontecem. A gente vai se ajustando. Não se trata do tempo de amizade, do tempo de convivência, mas, da junção dos nossos tempos em todo o tempo. Existe o global, mas, existem as partes. A construção do caminho. Encontros, desencontros.

Me preocupa esse rumo da humanidade... Pessoas solitárias em busca de atenção excessiva. Falha de comunicação para se manter esses elos unidos. Quando um vínculo existe, não quer dizer "vamos viver grudados". Todo mundo tem sua necessidade e tempo individual e necessidade e tempo social. Orbitamos aí o tempo inteiro. 

Sei lá... não sei lidar muito bem com essa questão, ainda. Não sei como entender o porquê das pessoas terem essa dificuldade. Hoje, aprendi a substituir dificuldade por DESAFIO. E desafio é a vida diária. Nada deverá ser difícil, mas, desafiador. Lidar com o tempo é um desafio. Lidar com o respeito ao tempo do outro, ainda que desejemos muitos estar com essa pessoa é desafio. 

Comunicar não é só falar... é agir. É estar claro. É haver entendimento daquilo que está dentro de um para que o outro possa compreender o que não está visível. Sou eu dizer: "Poxa, estou sem saber como lidar com tanta coisa que vem acontecendo em minha vida... Não estou te ignorando, mas, estou vivendo meus limites.  Nisso incluem ligações... só de pensar em pegar o telefone me dá um coisa...". Quem nunca passou por uma fase onde falar ao telefone se tratava de um esforço enorme? Uma coisa tão simples... é só atender e dizer "alô". Nem sempre. Em determinados momentos outras demandas requerem nossa atenção e maior dedicação.

Eu fiz minhas escolhas e lido com elas. Interajo com meus amigos. Pecamos, também, pela ausência vez ou outra. Às vezes bate aquela solidão que só um ombro amigo consola. Mesmo assim, sei que o meu tempo não é o dele. Isso não me chateia, de forma alguma. O sentimento passa, também. 

Me preocupo como as pessoas vêm conduzindo suas vidas... como algumas pessoas temem quando outras entram numa relação amorosa, por medo de perder um amigo... Perde-se o tempo disponível. Um dia chega o tempo dessa pessoa se envolver... E aí? É natural que nossas escolhas nos levem a novos caminhos. Novos caminhos exigem tempo de adaptação. Esse tempo é "acronológico", que fique claro. 

Temo por essa tensão atual das relações. Em plena era da informação e do tal "conhecimento" e tão pouco se sabe em profundidade... Tanta tecnologia e tanta barreira... A dificuldade está em cada um. O desafio é mais responsável em si. O desafio nos lembra que estamos inseridos no processo... portanto, nós é que dizemos se é difícil ou possível.

Um dia, mesmo após nosso momento de ida rumo ao desconhecido, conhecer, explorar... ampliar o horizonte é adquirir experiência;  crescer, depois, regressar. O reencontro com seu grupo é que dá sentido. Ver-se parte de um todo é magnífico! Saber que se é único e ímpar é saber-se, conhecer-se. Idas e vindas fazem parte. Expandir horizontes é isso: a cada dois passos que damos em sua direção, ele afasta dois passos. O que precisamos entender é que a vida é movimento e ir além, sem saber onde chegar definitivamente. Chegamos em vários lugares e nem nos damos conta; nem olhamos de um panorama geral. 

Respeitar o meu tempo e o do outro é a melhor maneira de comunicar: ESTAMOS JUNTOS, LEVE O TEMPO QUE LEVAR, AINDA QUE ESTEJAMOS SEM TANTO CONTATO. Quem não aguenta esse afastamento e não respeita são a carência, o orgulho, o melindre e a ignorância. 

Pat Lins.

domingo, 16 de setembro de 2012

RAIVA - TODO MUNDO SENTE! POUCA GENTE CUIDA...

"Quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel" 
William Shakespeare

Ah, a raiva! Oh sentimento pouco compreendido e, por assim ser, tão imperativo, intempestivo e ácido!

Quantos de nós finge não tê-la e tanto se faz uso dela... "A raiva é um sentimento ruim... a gente tem que falar um monte de coisas boas para ela nem se aproximar...". Quem dera fosse simples e fácil assim!

O que mais me espanta em nossa tensa relação com esse sentimento é o medo que temos dele e o quanto esse medo o alimenta. Uma pessoa, certa vez, me disse: "Você está com medo ou com raiva? É melhor sentir raiva do que medo...".  Alguém consegue ter noção do alcance dessa frase? Não que a gente escolha o que sentir... sentimento a gente sente. Administrar esse sentimento é que se trata de usar a razão e fomentar a base moral das virtudes para que se faça a harmonia, através da razão e da consciência. Assim eu penso. O medo nos afasta da capacidade de ver as saídas. A raiva é explosiva e não fica instigando para olhar para ela. Ela explode mesmo e não está nem aí... O medo não, ele é envolvente, silencioso e com voz mansa, para não nos afugentar. Em verdade, nenhum dos dois é coisa boa. Quem de nós não os trouxe em seu pacote de configuração humana?

"Não é bom sentir raiva!". E quem não sente? O auto-controle não necessariamente é lidar com a raiva, é contê-la, embarreirá-la. O auto-conhecimento, a auto-busca, sim, esses são capazes de diluí-la em meio à luz da consciência. Mesmo assim, nada a impede de emergir. Se conhecer, se buscar e se ajudar colabora no aspecto preventivo, onde, ainda que a situação externa detone o botão de acesso a raiva, se o ambiente pessoal estiver em boas condições de arejamento mental, de abertura pessoal para as soluções, de compreensão, respeito e paciência - ou seja, base de formação moral firmada em bons valores -, todos os assuntos interpessoais sem pendência e em dia... ela explodirá mas não causará efeito devastador ou corrosivo. O impacto será amortizado pelo ambiente do bem estar consigo. E o questionar "o que está por trás dessa raiva?", "como faço para deixá-la ir?" fortalecerá a base e diluirá, no tempo certo, essa emoção negativa e pesada. 

Todo mundo já percebeu que emoção densa invade e machuca pelo peso que trás. Emoções leves, boas, positivas - reais - reconhecem a existência do negativo - afinal, todos nós temos os dois lados e isso não nos torna monstros em admitir esse axioma, senão, essa verdade e o lidar conscientemente com esse lado sombrio é crescer -, a acolhem e fortalecem nossa imunidade contra esse ataques de maneira efetiva: transmutando-a. É praticamente um processo químico em meio ao processo abstrato emocional.

Todos têm predisposição à raiva! Não existe esse que não tenha... Nem que seja raiva por uma injustiça. Ainda assim, não se trara de um bom sentimento. Uma pessoa mais forte emocionalmente, moralmente  formada e virtuosa na prática diária - uma pessoa evoluída - se refaz do ataque com rapidez e honestidade , lidando com a existência real dessa emoção e deixando-a seguir seu caminho, liberando a tensão e diluindo através do processo racional. Existem pessoas com capacidade de explodir mais rápido e externalizar essa emoção dentro de si. Outras, represam tanto que os olhos explodem e os lábios correm o risco de deixar de existir depois de tanta mordiscada... A capacidade de "conter" a raiva não nos torna capaz de lidar com ela. 

Desde que assumi para mim que alimento muito a raiva com meus medos, entendi que entrei no caminho para ter acesso ao caminho que me conduzirá, um dia, ao caminho de conseguir lidar efetivamente com essas emoções mais baixas. Ah, detalhe, isso faz com que ela exploda cada vez mais. É uma catarse... uma prova de fogo atrás da outra. Então, hoje, quando me vejo com raiva - sim, existem momentos em que não nos damos conta, através de nossa capacidade de justificar tal sentimento - procuro entender o que me levou a sentí-la. Me pergunto "o que essa raiva quer me dizer?", "o que está por trás dessa emoção?", "como faço para permití-la ir". Papo de doido? Pode ser. Requer tempo e ambiente favorável. Isso é uma parte do lidar com essa emoção. O mais importante é se alimentar de pensamentos bons, sem deixar de reconhecer em si os ruins, mas, questioná-los à luz da sabedoria que existe em nossa essência, lá dentro de nós, bem em nosso âmago... lá, onde a gente insiste em sufocar a vozinha que nos guia para e pelo caminho do bem. É. Essa voz que ignoramos constantemente e que muitos afirmam escutá-la e se dizem preparados para lidar com a raiva porque sabe que ela não faz bem... na hora H, ou represam ou explodem através de outras ações, como se desviar o foco resolvesse a questão.

O antídoto natural para lidar com a raiva - porque impossível eliminá-la, a não ser que seja um Jesus Cristo, que veio nos mostrar que só através de uma vida virtuosa e pautada no Bem Maior podemos ser melhores e ninguém segue seus passos como Ele ensinou... me diga, quando Jesus se deparava com alguém "torto moralmente" o que Ele fazia? Virava a cara e dizia: "Este aqui, não, irmãos... Nem se aproximem para não se contaminar... ele é do mundo..." ou, veio Ele ao mundo para salvar todos nós dentro ou fora de religião? E pregou Jesus em nome de uma religião em específico?... - pois bem, para "curar-nos" após a explosão, em qualquer proporção, de raiva, só sendo uma pessoal do Bem, virtuosa. Uma pessoa que rega sua semente e sua horta de bons pensamentos todo dia, principalmente, depois de ter agido de maneira impulsiva e, em vez de se culpar e se martirizar, assume um papel redentor de si e recomeça. Somente o poder do Amor, da compreensão, do respeito a si e ao outro - principalmente, no entendimento de que cada um tem seu tempo, seu ritmo - e na paciência que essa sequência naturalmente conduz, são capazes de neutralizar o efeito radioativo da raiva. Isso a impede de explodir em algum momento? Segurá-la entre os dentes, num ato desesperado de não tornar aparente aos outros essa emoção a faz deixar de existir em si e de detonar a pessoa por dentro? A questão é LIDAR com a raiva. E a gente só é capaz de lidar com aquilo que identificamos. Para identificar: ver. 

Acho que nos ensinaram tanto a "não pode ter raiva... isso é ruim... isso é pecado" que esqueceram de dar a receita do bolo de bondade que a gente come e automaticamente mata tudo de ruim dentro de nós... Até - ou, principalmente - quem mais espalha essa informação tão "nova" de que raiva é ruim e faz mal precisa se desconstruir dessa armadura superficial e entender que raiva é real, densa e profunda. Ir lá no fundo, se buscar e se entender ajuda a ir cortando suas raízes e cada vez mais temos menos espaço para ela dentro de nosso jardim pessoal. Isso é arejar nosso lar interior: nós mesmos. Não adianta se colocar como superior e arrogante, o oposto da raiva são os sentimentos nobres e leves, e estes não comportam orgulho, vaidade e essa gama de coisas pequenas e ínfimas em nobreza e enormes, densas e profundas em poder de destruição. O amor, por si só, é humilde. Não se gaba por glórias, nem as deixa de realizar. Apenas cumpre seu dever humano de encontro consigo. À medida que nos aproximamos mais de nós mesmos, da nossa essência, mais distante ficamos de acessos de raiva. À medida que nos ajudamos, mais leves ficamos. 

A raiva é sinal de que algo em nós requer cuidado. Não nos culpemos: somos demandas demais para toda uma vida! É capaz de morrermos tentando ser alguém melhor. Isso já é uma boa maneira de morrer, consciente de que se esforçou e se colocou a caminho de si. Só assim encontraremos a Verdade sobre Deus. Eu penso que Ele fala com nossa essência. Com nosso Eu mais elevado: equilíbrio entre razão e emoção. Na paz do encontro da gente com nosso Eu de verdade: quem somos! Só com esse caminho aberto, nosso coração será nosso guia real, porque seremos luz divina em essência, em pureza, em verdade!

Só construindo esse caminho rumo a nós mesmos podemos nos ajudar e nos encontrar! Só assim, sentimentos inferiores - porém necessários em nossa escalada rumo a nós mesmos... eles são alertas de que algo está fora do lugar - serão transformados em seus opostos. Eu penso que essa nossa bipolaridade, dicotomia, lado sombra e lado luz... seja um alerta ao equilíbrio. Após equilíbrio instalado, após (re)encontro com nossa pureza d´alma eles deixam de existir. Tudo tem um motivo para existir. E nossas emoções querem seguir o sol, mesmo que, por vezes, precisem ser sombras das nuvens ou molhadas pela chuva. Nada existe em nós por acaso. Eu ainda não sei muito bem lidar com essas emoções mais densas, mas, já sei que estou em desarmonia comigo... e não precisa explodir uma delas para saber... eu já sei. Estou em fase - há muito tempo e pode levar ainda outro muito tempo - de desconstrução. Fase de refazer-me. Fase de plantar novas sementes, de colher furtos do que já fora plantado, fase de ir em busca de ajuda para semear novas sementes... é um processo dinâmico, como a vida, porém, sem agitação. O dinamismo deve ser separado da afobação, da ansiedade e da agitação como sinônimos, por favor! 

Preparemos nosso solo amado e pessoal. Plantemos. Reguemos. Colhamos. De cada raíz fincada, erguem-se troncos e polpas. Dure o tempo que durar, as raízes são nossa origem, nosso caminho rumo ao interior, caminho de retorno a si. Mas, nossos frutos alimentam. Nosso pólen nos levam a posteridade e a novos lugares. Somos humanos e temos a capacidade de ir e voltar, porque o reencontro é um retorno. Por mais longe que sigamos, o retorno, quando nos permitimos honestamente, cira um caminho próprio, que não tem explicação lógica, muito menos científica, é Vida! Tempo como seu aliado abre esse portal. Não pegamos atalhos, pegamos O caminho rumo a nós mesmos! Isso é cura: reencontrar-se! Sejamos mais felizes a partir de agora! A raiva precisa de compreensão! Acolhamos cada sentimento nosso. Vamos dar o devido carinho a nós mesmos!

PS - pensar assim ainda não me torna uma pessoa evoluída... eu, como qualquer ser humano, estou em processo e isso requer tempo e tempo e tempo.
"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

William Shakespeare


Pat Lins.

sábado, 15 de setembro de 2012

ESTAMOS PREPARADOS PARA A VERDADE?


Eu, finalmente, aprendi que "verdade" não precisa ser dita. No dia em que estivermos prontos, ela mesma se manifesta.

Se eu digo o que vejo da verdade para alguém, é minha maneira de ver aquela verdade. Julgamento de valor. A "verdade verdadeira" não tem intenção de magoar, ofender, humilhar, diminuir... ninguém. Ela enaltece e nos diz onde estamos errando e o que devemos fazer para consertar.

Aprendi que não cabe a mim dizer nada a ninguém. Aceitar como as pessoas são inclui, ao meu ver, o direito de manter a DS - distância saudável - de quem não sei como lidar com essas diferenças. Isso evita brigas, discussões e climas de tensão. Não é desgostar da pessoa, é entender e aceitar que relação interpessoal é uma arte, mesmo. Só há beleza para quem sabe lidar. Não vejo motivo para dor e sofrimento, isso, para mim é prático. Tem gente que não consegue conviver comigo e mantém DS e acho ótimo! Admiro muito a honestidade. Para mim, onde está a verdade está uma ponta de abertura para sentimentos maiores no momento adequado. Se eu reconheço em mim a limitação de não saber agir e/ou lidar com determinados comportamentos - independente se estou certa ou não - assumir que é melhor estabelecer a DS é uma demonstração de respeito e afeto. Se insistir em manter esse contato, tudo isso pode ruir. 

Isso, hoje em dia, está tomando cada vez mais parte de mim. Esse papo de "transmitir" a verdade não é responsabilidade minha. Entre amigos mais íntimos trocamos nossas impressões sem melindres, nem amarguras ou mágoas. Isso porque nossa relação tem esse grau de maturidade. E é não é atitude da boca para fora. É uma característica comum entre alguns amigos mais próximos e íntimos. Não se trata de "o que eu acho", mas, "o que eu vejo é assim". E vamos trocando. Essas "verdades" não me doem. Nem neles. O choque é choque. O lidar com a questão no levantar de questões é que impera.

Se em uma amizade não houver espaço para as verdades, essa amizade ainda não está madura. É de suma importância que saibamos em que grau está nossa amizade e os nossos amigos. Amigos de verdade não precisam ofender, mas, em alguns momentos, umas coisinhas ou outras saem do controle, afinal, somos humanos e disparamos uma opinião - muitas vezes pedida - e a outra parte se machuca. Entre nós, nessa hora, esclarecemos, porque só uma comunicação clara não é capaz de magoar. Onda há clareza não há motivos de desculpas, ninguém culpa ninguém. Se houve mágoa, ambas as partes não estabeleceram a comunicação efetiva. Se não houve espaço para cada um se auto-avaliar, ponderar e "perdoar", não havia processo de maturação na relação e caiu verde, ainda. 

Precisamos ter cautela, não medo ou algo similar, para sabermos a hora de ouvir e de falar. 

Amigos são eternos se houver esse compromisso e envolvimento das partes. Senão, ainda não é Amizade de Verdade!

Resumindo: só uma amizade de verdade suporta verdades e é capaz de por si só ver a Verdade. E cada parte deve estar aberto a desenvolver o seu próprio papel de auto-crítica, auto-conhecimento. Há de se ter boa vontade consigo, antes de tudo. Melindre é atitude de quem não se valoriza... nem ao outro.

Sejamos mais amigos de nós mesmos para sabermos lidar com os nossos amigos.

PS - se colocar no lugar do outro não é simplesmente imaginar como eu (re)agiria diante de determinada situação, e sim, entender como aquela pessoa reage. É ver como a pessoa é e se colocar no papel dessa pessoa como ela demonstra ser. É se colocar no lugar do outro, no lugar do outro, entendendo que o outro é outro e não eu.

Isso eu estou aprendendo e apreendendo. Nem todo mundo entende e sabe se colocar em meu lugar... e aí?  Mais um motivo para eu me colocar no lugar do outro e, se eu não souber lidar com essas diferenças, estabeleço eu a minha DS. O Tempo é quem determina a Hora da Verdade aparecer e transformas a Vida de cada um de nós. Naturalmente! O meu tempo curto de impulso não ajuda em nada... portanto, minha verdade vai poluída com as emoções que confundem o que quero dizer. É bom refletirmos um pouco sobre como cobramos tanto uma franqueza dos nossos amigos e o quanto estamos preparados para essas verdades. Não sabemos lidar com a verdade na ponta do nariz, imagina quando vem pela ponta do nariz do outro? E se o nariz for empinado, a arrogância fala primeiro e compromete o caminho da troca de opiniões. Fiquemos atentos!

O amor está tão pouco desenvolvido em nós... foquemos mais nele e deixemos o que tiver de chegar, que chegue e se estabeleça!

Pat Lins.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

DESBRAVAR CAMINHOS


Desbravar caminhos não é simplesmente cortar o mato e abrir passagem para qualquer lugar. É conhecer o lugar, olhar e ver se o caminho vale a pena e se vai destruir aquilo que já existe para o nosso bel-prazer.

Desbravar caminhos é abrir passagem para chegarmos ao nosso objetivo. Para isso, explorar devidamente, elaborar metas, mesurar os resultados e, depois, capinar!

E nem adianta mandar alguém fazer... tem que estar lá. Tem que usar cada sentido junto e isoladamente. Tem que usar a emoção. Tem que usar a razão. Tem que ser inteiro. Só desbrava quem está e vai! Com a verdadeira vontade de construir e nunca de destruir! 

PS - para construirmos, teremos que destruir e desconstruir muito em nós... mas, trata-se daquilo que não tem sentido e significado de relevância para o crescimento pessoal!

Pat Lins.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

PALAVRAS... O QUE DIZER SEM ELAS...



"Não tenhas medo das palavras grandes, pois se referem a pequenas coisas.

Para o que é grande os nomes são pequenos: assim a vida e a morte, a paz e a guerra, a noite, o dia, a fé, o amor e o lar. Aprende a usar, com grandeza, as palavras pequenas.

Verás como é difícil fazê-lo, mas conseguirás dizer o que queres dizer.

Entretanto, quando não souberes o que queres dizer, usa palavras grandes, que geralmente servem para enganar os pequenos. "

                                            Arthur Kudner

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

"MUNDO", DE MORGANA GAZEL


Morgana Gazel - escritora e poeta
Para quem não sabe, nossa escritora baiana, Morgana Gazel, receberá o prêmio "Literarte - literatura 2012", em Petrópolis!

Deixo aqui, mais uma vez, meu registro de admiração a essa mulher, essa pessoa batalhadora e competente. Consciente de sua missão de nos trazer a nós mesmos, através de suas palavras bem colocadas, como quem lapida uma obra de arte bela, rica e profunda, com muita delicadeza, simplicidade, habilidade e competência.Seus personagens são vivos, como vivos somos. Eles, cada um e todos, falam um pouco de cada parte de nós e, no todo, nos vemos, nos sentimos, nos tocamos diante de tanta magnitude!

Morgana Gazel merece esse e muitos outros prêmios!

Parabéns, por mais essa vitória! Por mais esse avanço na literatura. Por nos deixar esses passos com sabedoria e humildade que apenas uma pessoa que já viveu  e vive o que se dispôs e dispõe é capaz!

Para Morgana Gazel é assim: se é para fazer, que seja feito! E faz! E faz bem feito. Ela planta, rega e colhe. Ela lança novas sementes e planta gente, na gente!

Obrigada Morgana Gazel, pela facilidade de nos passar, em cada palavra, a emoção das nossas emoções, que nem nós conseguimos identificar!

Sou sua fã, assumida e declarada! Quem sabe, um dia, sua discípula, nesse caminho encantador e de extrema responsabilidade da literatura honesta e profunda com muita delicadeza.

Pat Lins.

Clique no link abaixo e conheça mais sobre essa artista, sobre o prêmio e leia o poema "Mundo":





Cabo Frio, 30 de julho de 2012.  Ref.: Ofício de aprovação para recebimento do  Prêmio de Literatura – Literarte 2012 – Petrópolis.  ...

domingo, 9 de setembro de 2012

SER IGUAL + SER DIFERENTE = DIFERENÇA É A APLICABILIDADE

Tanto faz se somos iguais ou diferentes. O que importa é se o que somos faz sentido e colabora para o bem maior, a Vida!

Isso faz diferença e nos iguala enquanto seres humanos, dotados de limitações e de potencialidades!

Cresçamos! Mudemos nossos pensamentos para melhor! Ajamos! Façamos algo construtivamente diferente para melhor.

Falemos mais da boca para dentro aquilo que repetimos com tanta veemência. Olhemos se fazemos o que falamos. 

Ler um monte de livros, desenvolver inúmeras teses e teorizar o óbvio é não sair do lugar e jurar que se desenvolveu. Tudo só faz sentido quando tem um sentido aplicado, uma razão de e para ser. Só faz sentido quando é. Coloquemos em prática, só assim para saber!

Sejamos diferentes nas propostas e iguais na busca! Só assim podemos construir um mundo melhor!

Pat Lins.

"O QUE FAZEMOS NA VIDA, ECOA NA ETERNIDADE" - O Gladiador

APENAS PARA VER, OUVIR E REFLETIR!


Meu silêncio na ausência de palavras é por conta da profundidade desse vídeo e da mensagem verdadeira que me tocou!

Pat Lins.

sábado, 8 de setembro de 2012

"A MORTE DO CISNE" - QUEBRANDO PARADIGMAS

Se tem uma coisa que todo mundo sabe é que o preconceito é algo nada bom! Assistindo ao vídeo abaixo, podemos ver o quanto nos deixamos levar pelas aparências, pela superficialidade e o quanto deixamos de acreditar no que vemos, por não aparentar que valha a pena. 

O potencial está acima de tudo isso. Está na relação de cada um consigo, com base na humildade de saber que está fazendo o seu melhor, naquele momento e na determinação de quem sabe que está fazendo aquilo que gosta, sabe e quer fazer!


Durante o vídeo a gente pode tirar várias lições. As que tirei para mim e registro aqui:

- Primeira observação: O corpo de júri já começa desdenhando do nome. Jurado é algo que por si só já impõe temor, desperta ansiedade de quem vai ser julgado e etc. Deveriam ser imparciais, mas já começam "detonando" o rapaz pelo nome: "John Lennon? Eu conheço alguém com esse nome - hahahaha..." ou "John, amigo do Paul, do Ringo...?". E o jovem rapaz, lá, parado - não estático de medo, mas, parado esperando a hora dele, com a maior calma e naturalidade. Reflexo da segurança de quem estava ali com uma VISÃO muito maior do que ser julgado pelos outros, que é o OBJETIVO de ser reconhecido pelo que sabe fazer e realizar o SONHO: "eu quero sim, ser artista e vim aqui propriamente por isso, para mostrar o que eu sei. A dança na minha vida significa muita coisa. Meu sonho dentro da dança é viajar pelo mundo... É ser conhecido!". Ele tem um sonho e se apresentar ali é apenas uma parte do caminho.

- Segunda observação: o preconceito. Muitas pessoas, quando estão num patamar de "juíz" não sabem lidar com o poder e a responsabilidade que ter o poder trás. Diante da condição de julgador, há de se ter extrema cautela, tato e maturidade para não interferir e nem emitir julgamento de valor - algo pessoal. Nesse caso, de pronto, quando perguntam o que ele vai apresentar, e ele fala, começam os dedos apontando e duvidando de que algo bom sairia dali: "Você veio aqui dançar?... Assim? Qual que é a idéia?". E ele se mantém: "Vim aqui dançar. Assim!". Simples assim, como é simples a postura de quem sabe de sua capacidade, acredita nela e  faz. E ele se mantém calmo, mesmo depois de ter que escutar: "espero que sua interpretação seja muito boa, porque o seu figurino, eu achei... nada a ver...". Um júri que tem como critério um julgamento de valor é imparcial? É justo? É neutro? Imagina o impacto na vida de quem é julgado por uma bomba detonando cada parte sua?

- Terceira observação: julgamento de valor. Avaliando pela aparência, duvidam do conhecimento que está na parte onde o julgamento prévio não vê e demonstram a incapacidade de poder ver além... toda a limitação, toda o engessamento de ficar preso a um paradigma. "Você conhece a versão original da 'morte do cisne'?", pergunta outro jurado. Ao que ele responde que sim e o jurado mantém a dúvida, desconsidera a resposta do jovem e meio que diz o que é "a morte do cisne" para ver se o rapaz "se enxerga". "Você sabe que é um cisne se debatendo até a morte e é feita por uma bailarina toda de branco, nas pontas dos pés... A versão original é essa!". A versão que ele se dispõe a apresentar é uma adaptação ao estilo de dança dele, ou seja, é saber como é o original e dizer: "isso eu não sei, mas, posso fazer assim, que terá a sua própria beleza". E isso me remete a pessoas que julgam o potencial do outro por si e "garantem" que não há nada a ser desenvolvido, porque aquela pessoa não "se encaixa" no perfil, sem, sequer, ter dado a OPORTUNIDADE  de permitir que a pessoa demonstre o que sabe e o que é CAPAZ de trazer, ainda que de uma maneira diferente. Recentemente passei por uma experiência desse tipo - relato no blog "Mães na Prática", depois relato aqui - onde a coordenação pedagógica da escola se limitou ao comportamento diferente e agitado do meu filho, mesmo diante de sugestões da psicóloga dele e da professora do nível mais avançado afirmarem que ele tem potencial para mais e ela dizia que "ele não tem potencial a ser desenvolvido...", portanto, nada fez. Quando a Diretora volta da licença maternidade, começa a colocar em prática atividades diferenciadas para trazê-lo ao grupo gradativamente e não impositivamente, lidando com a característica individual para chegar ao coletivo, em três dias ele rendeu o que não rendeu no primeiro semestre todo. Milagre? Não! Capacidade de não julgar e observar, ver, tentar e agir! Eu, do meu lado, também julguei essa coordenadora como incompetente, pelo que ela deixou aparecer dela, o pouco dela que ela deixou aparecer. Mas, ela deve ter lá seu potencial a ser desenvolvido. Julgar e condenar, sem tentar ou estar aberto para ver além é um perigo para quem está desprotegido. No caso do vídeo, o rapaz estava protegido por sua natureza calma, a segurança de saber o que queria fazer e a meta de alcançar seu sonho. No caso do meu filho, não... se não fosse a professora do grupo mais avançado "enxergar" Pedro, ele estaria repetindo o grupo atual e estaria estagnado, porque a pessoa responsável foi incapaz de se esforçar e escutar as opiniões da psicóloga dele e da professora do grupo avançado. Não era ter que ver qualquer coisa, mas, ver que algo mais precisava ser feito e que as diferenças exigem um olhar diferente! 

- Quarta observação: a verdade está aí para quem quiser olhar e ver. Ninguém precisa convencer ninguém da verdade, ela É! Como eles tinham que permitir - eu, julgando aqui... duvido que se tivessem opção eles permitissem ver... quanto agem assim, fechando as portas antes de abrir? - eles foram pegos de surpresa! Surpreenderam-se, assim como a professora do meu filho se surpreendeu com o desenvolvimento dele em poucos dias e como os colegas dele dão esse feedback em relação ao comportamento dele, também. Ainda assim, no vídeo, eles mantêm a chama da dúvida: "de quem é essa coreografia?". O rapaz, agora, elogiado, cultuado... por milagre, passou a ser um "ícone" de algo a ser admirado, responde, sem a menor afetação, com a maior humildade que só os sábios têm e responde: "é minha". Simples assim!

- Quinta observação: não importa quem está julgando. Nós precisamos ter consciência de quem somos e o que queremos fazer. Antes de tudo, o que queremos atingir: qual o nosso sonho? Esse é o ponto de partida, senão, para qualquer lugar que se vá, não fará diferença, porque nem se sabe onde quer chegar. Isso requer muito de auto-avaliação, de auto-busca, de quebra de paradigma constante. Não me refiro a revolta, nem a insistir em algo que não é para ser... Já vi casos de mães que precisavam deixar a criança repetir o ano e brigarem com a escola... muito mais por não saberem lidar do que por ter algo que via e ia lutar por aquilo. Não ajudaram as crianças, estimulando o desenvolvimento, apenas deram um jeito de a criança se amparar no superficial. Não houve vitória, houve um agravante. Como se desenvolve essa criança hoje? E amanhã, sozinha, quem a ajudará? Quem fará por ela aquilo que não pode fazer e ninguém ensina?  Uma coisa é lutar pelo desenvolvimento, outra, é ter orgulho ferido, vergonha e vaidade. Eu me refiro ao trabalho contínuo de entender, ver, aceitar, investigar, questionar e sempre, sempre, tentar algo novo e diferente, com um OBJETIVO. Senão, não terá o que alcançar. Foi como uma pessoa me disse: "não dá para ensinar uma pessoa a nadar numa pista de corrida.". É acreditar e se dedicar a algo, não apenas negar e reagir negativamente.

Sejamos mais! Façamos mais! Façamos sempre o melhor que há em nós, não melhor do que o outro. Ninguém veio a esse mundo competir para ver quem chega primeiro ao céu, veio? 

Portanto, plantemos boas sementes! Reguemos, porque elas não se regam só. Cuidemos do jardim, porque o mais belo jardim e a terra mais fértil, também tem erva daninha... A vitória não é um ato isolado, são momentos onde conseguimos ver sentido em nossa existência. Aí, sim, quebramos os paradigmas que nos impõem a viver numa sociedade normótica e doentia.

Pat Lins.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

JUSTIÇA

O que entendi, até agora, em minha vida é que

JUSTIÇA É RECONHECER A MIM, AO OUTRO E A TODOS COMO DIFERENTES, MAS, IGUAIS NA CERTEZA DE QUE ESSAS DIFERENÇAS NOS IGUALA, SEM SERMOS IGUAIS.

A igualdade é do direito de todo ser humano poder ser quem é, desde que não interfira, invada ou tente destruir o espaço alheio.

Sem revolta. Sem desejo de vingança. Essas emoções exaltadas demais, quando aliadas ao racional frio em demasia é um perigo gigante e um passo largo para a injustiça.

Sejamos justos conosco, com nossas limitações e com nossas possibilidades. A Justiça requer uma base firme e real de respeito e compreensão!

A Justiça é neutra. A neutralidade é imparcial. A imparcialidade humano só com muita humildade de alma e mente e coração!

Pat Lins.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

DECEPÇÕES



O problema das grandes decepções que temos, na vida, são o simples fato de que são coisas tão pequenas diante da grandeza do infinito que, quando a gente deixa "ficha cair" e entende isso - lá dentro de nós, como o sangue que corre nas veias - a gente vê que tudo não passou de um golpe de estado do estado desequilibrado do orgulho, da vaidade e do melindre.

Todo mundo tem algo de bom a nos mostrar... pena que alguns não conseguem mostrar isso nem a si. Mesmo assim, são capazes de mexer tanto com essas nossas emoções baixas que a gente até entende: todo mundo tem algo de bom, nem que seja o lado ruim da pessoa nos fazendo ver o nosso lado ruim, também!

Decepção é apenas isso: a gente ver que a pessoa não é o que a gente "achou" que ela fosse. Agora, quem mandou  a gente "achar", nada? Agora, temos que devolver. Devolva para o mundo de ilusão a verdade e diga: essa é a pessoa. Se tiver forças em si para lidar com essa diferença, lide. Senão, caia fora e mantenha um DS - distância saudável - até se trabalhar o suficiente e ser capaz de entender que nós também somos as decepções de outros que também nos idealizam e se desapontam quando se deparam com a realidade.

Vamos fazer uma campanha em prol da "auto franqueza". Reconhecendo na gente primeiro, que somos falhos e passíveis de erros "sem querer". Dói quando o erro é consciente e intencional. No geral, erramos por pura imaturidade humana. Ninguém se iluda e se "ache" muito maduro, perfeito e superior... tem sempre algo em nós que requer muito de nossa atenção para transformação verdadeira... se a gente não enxerga, um dia teremos que devolver ao mundo da fantasia a imagem do real e, aos poucos, o mundo da fantasia vai sendo apenas um espaço livre para idéias, criatividade e fantasia, com consciência da existência dos dois mundos: o da fantasia e o real. 

Para evitar as decepções? Simples: quebrarmos os paradigmas dia a dia. Questionar as emoções desencadeadas. Olha, isso não quer dizer que sejamos obrigados a conviver com todo tipo de gente para se testar ou resignar... Para mim o processo é outro. A gente vai se abrindo e se construindo a cada vez que conseguimos quebrar um pensamento engessante. Não é de vez. Não é para ontem. Até para essa quebra, antes de tudo, entender que será um esforço constante. Paciência será desenvolvida. Compreensão assume o comando. Vida, Tempo e Natureza vêm para guiar. Fazendo tudo certinho, ainda assim, sempre teremos algo novo para errar, imagina nunca tentar? Ninguém alimente a ambição audaciosas e presunçosa de se "achar" capaz de se tornar um ser elevado em três dias. O trabalho quando começa, não termina e sempre vem algo maior e maior. Assumir a responsabilidade pela vida é se abrir e se tornar cada dia menos denso para, um dia, alcançar ser um ser mais leve. E sem essa de ser chato e viver dando sermão em nome da "verdade deve ser dita". Verdade não ofende. O que ofende é a conotação que damos ao que dizemos, ou seja, "o que queremos dizer?". E se a pessoa não sabe receber a gente ainda se ofende: "eu só falei para ela ver as próprias falhas...". Todo mundo vai se doer. Nem todo mundo está aberto para refletir após uma observação "verdadeira". Fora que, para mim, estou entendendo que a verdade nem precisa ser dita, porque ela, por si só, revelar-se-á. Tá na cara de todo mundo. Olha que eu só aprendi isso há mais ou menos um mês, quando disse um monte de "verdades bem intencionadas" a uma pessoa e ela me disse: "têm coisas que você me disse que não saem mais... magoou fundo". Vou me chatear com ela? Eu caí em mim ali. Me toquei de que fui leviana, ainda que falando a verdade. Quer outro exemplo? Estou gorda. É fato. Eu conheço umas pessoas que se limitam a ver apenas a fachada dos outros. Toda vez que me encontram, me falam: "Nossa, como você está gorda! Tem que fazer uma dieta". No início eu ficava P da vida. Um dia, me questionei: "é mentira?". Não. É verdade. Me questionei mais: "o que elas têm com isso?". É mentira? Não. É verdade. Daí, me questionei mais: "Então é assim...? Certas verdades são tão óbvias que, mesmo estando na cara - ou no corpo - a gente se esquiva e finge não ver. Como a gente não se aceita, a gente rejeita o que vem de fora com agressividade... Mas, se eu estou gorda, e não faço nada para emagrecer, então, preciso me aceitar e me enxergar assim, sem demérito. Depois, assumindo, aí sim, terei algo a mudar...". É verdade, ou não é? Não me dói mais escutar a mesma coisa da mesma pessoa. De quebra, entendi que para essa pessoa, mais importante que "ser" é "parecer ser". Iria me voltar e dizer para ela: "É, ao menos não sou superficial..."? Que mal há nisso? Ela é assim. Aos poucos, no cotidiano, vou aprendendo. Nessas simples e corriqueiras ações etá muito dos nossos pensamentos mais profundos - ou rasos. É daí que vem o desenrolar. Eu não me decepcionei com a pessoa, nem comigo. Vi nós duas, ali e tive opção de escolher o que pensar e como agir. Como EU não estou bem resolvida com meu excesso de peso - mesmo sabendo que tenho uma saúde de menina: pressão baixa, glicemia, triglicérides, colestrol... tudo OK, a gordura é apenas uma questão estética, mesmo - eu vou me "doer". Então, se mesmo eu, do jeito que me questiono e sei que é bobagem minha, mesmo assim, sinto - e continuo a me questionar como resolver essa questão - por que eu vou "achar" que os outros devem "re"agir bem à exposição da verdade? 


Cada um cria a sua maneira de ver a verdade, mesmo ela sendo uma, mas, trata-se de como lidar com a realidade, muito mais do que ver a verdade. A realidade de cada um, sim, envolve um conjunto de outras tantas coisas que pode misturar fantasia e real, sem deixar de ser realidade. Isso varia de ângulo para ângulo, penso eu. Mesmo assim, a verdadeira realidade sempre estará ali, no lugar dela. Um dia a gente vê e se espanta: "você está aí?" e ela vai responder com serenidade - porque a verdade é clara, serena... é como é, portanto, não há mais nada além de ser o que é e pronto -: "Sempre estive, meu bem! Que bom que me viu!". Isso que é paciência. Esperar a vida inteira para ser vista, sem pressionar, ofender, gritar, brigar, se magoar ou se decepcionar. A verdade não decepciona porque ela não se impõe, ela É. 

Sejamos VERDADEIROS. Isso só é possível quando começamos a sermos verdadeiros conosco. Não tem como ser diferente. Quando não nos escondemos mais de nós. Nem que seja admitindo: "não tenho forças para me ver, agora!". Nada de sincericídio. Isso não ajuda, não une, não estimula, não é verdade. 

PS - agora, se eu pergunto a um amigo a opinião dele, eu escuto a opinião dele - o que chamamos de "verdade subjetiva"... - não uma verdade universal. E a opinião de um amigo trás um pouco da sua própria relação com a vida, com o outro e com seus pensamentos. Revela um pouco do mundo desse amigo, ou seja, envolve a emissão de um "juízo de valor" e isso é muito mais do que pessoal, é pessoalíssimo. Passa por lugares, pensamentos e sentimentos que só aquela pessoa sabe e/ou nem sabe...-. Uma opinião deve ser considerada como algo a refletir, porque, apesar de sair de outro mundo e do ângulo que esse mundo vê o seu, o "como" a gente se mostra chega no lugar com determinada informação. Quem emite essa informação somos nós. Agora, claro, não descarto a hipótese de que há pessoas que criam muito e em demasia e se perdem nesse mundo de ilusão, fantasia e solidão - não estou falando de quem se encontra vivendo só, mas,d e solidão por ser o único naquele mundo próprio e pessoal e não concatenar mais com a realidade externa, do real - e, diante de uma realidade comum, ou social, emite juízos alienados e sem sentido... Bom, o que quero me dizer é que "tudo pode ser refletido" e isso evita uma decepção. 

A decepção é uma emissão de juízo de valor... É muito mais subjetiva do que real!

Pat Lins.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

sábado, 1 de setembro de 2012

O TEMPO PASSOU... TUDO MUDOU!

Têm coisas que a gente não precisa pensar em mudar, porque o tempo já passou e já mudou. A gente precisa ver, entender, aceitar e saber lidar.

O caminho que seguimos, o rumo que tomamos, segue nos levando. O tempo vai passando. A mudança segue junto.

Não tem como recuperar o tempo que passou. Não tem como seguir de onde parou, porque não houve parada, houve caminhos que seguiram em direções diferentes. Não foi desencontro, foi cada um seguindo o seu ponto. Não houve erro, houve seguir. Há consequências e com isso, precisamos lidar de maneira equilibrada, franca e honesta.

O que andamos e o tempo que passou não devem nos fazer sofrer. O não sofrer não quer dizer não ver o que se viveu. Foi vivido. É preciso saber identificar o que foi "erro", para redimir. Ainda que cicatrizado, fica a marquinha do real, do que houve. O que muda é daqui para frente. Não como queremos, voltando no tempo para dar um novo rumo. Sim, como podemos e sim, como o outro pode. Seguimos e vamos indo. 

O importante é criar novas oportunidades e ver onde estamos para entender como chegamos até aqui e avaliarmos se é assim que queremos seguir. Nem sempre o caminho de um é o de dois. Mas, em alguns casos, os caminhos de dois pode ser um. Se cada um tomou seu rumo, fizeram as escolhas, o tempo legitimou e firmou. Foi o que foi construído - ou, destruído. Se há ruínas, é possível mudar o caminho, mas aquele mesmo, só com muita amor para reconstruir. Se não fizer sentido, não faz sentido refazer, é seguir e construir algo absolutamente novo, sem desmerecer a importância do que passou. Nossa felicidade está onde estivermos. Ela nos segue, ela nos quer! Ver que ela - a felicidade - está conosco é que faz a diferença real.

Não adianta se tornar racional demais ou emocional demais - nem o frio, nem o quente, o morno, o caminho do meio é o equilíbrio. 

O não julgar é não julgar. O respeitar é respeitar. O aceitar é aceitar. E viver é isso, saber o que fazemos, saber o que queremos e ponderar o que de fato queremos e fazer acontecer - sempre respeitando o que queremos, caso envolva o querer de outra pessoa. O que eu quero pode ter como barreira o querer do outro. Querer que o outro queira e seja o que queremos é ilusão e ilusão não é real. O não real é perigoso. Há perigo nas esquinas das nossas visões. Aquilo que não gostamos de ver precisa ser visto, precisa ser entendido e precisa ser aceito para ser mudado ou assimilado.

Não adianta falar em ser e fazer se não se é, nem se faz. Não adianta se magoar com a reação do outro se a ação foi nossa. Se eu falo e escuto de volta, eu pedi para ouvir. Fico "pirada" com pessoas que falam e esperam que você cale e dizem: "é o meu jeito de pensar..." e o meu, de pensar em cima do que você pensa e dialogar, não conta? Diálogo é isso: dois falarem, dois ouvirem, dois entenderem uma coisa só.

Numa relação, se dois falam de vez, ninguém se escuta e um grita para se fazer entender, tem algo não saudável aí. São dois falando duas coisas, ouvindo muitas coisas e entendendo nada de um para o outro. 

Eu convivo com algumas pessoas que são assim: falam que é importante escutar, mas, não escutam nada. Elas vivem um mundo particular e particularmente perigoso, por se tratar de distúrbio grave e nunca tratado, por nunca ter sido aceito. Esse mundo tem uma linguagem própria e quando você vai falar, vem de pronto uma resposta "nada a ver", como se a pessoa já estivesse numa cena dentro de seu mundo e, de repente, passa aqui no mundo real e emite o pensamento, como se fosse continuação da conversa... Um exemplo: estávamos falando dos buracos nas ruas da cidade e como o carro fica comprometido com esses impactos. O carro dessa pessoa está com a chapa de proteção de um treco embaixo que está chacoalhando, porque de tanto buraco na cidade, a peça vai folgando. Eu falo: "com tanta buraqueira, não tem como a chapa ficar quieta, coitada. Por isso que ela toda hora folga...". A pessoa reage aos gritos: "É por causa do buraco! É por isso que folga!". Eu, pensando estar eu surtando, falo: "e o que foi que eu disse?". A pessoa: "disse que..." e não disse mais nada. Na verdade, ele não estava escutando o que eu falava. Estava em seu "fantástico mundo particular" e, dando uma volta por aqui, voltou ao mundo real e falou qualquer coisa em sua defesa, como se houvesse um ataque. Isso não é fácil, mas, é o caminho de cada um, é o mundo de cada um... E cada um escolhe se quer interagir com aquele mundo ou não. Nisso se baseia a minha DS - distância saudável - onde, como não sabemos lidar, afinal, nós também somos falhos, com o mundo alheio, melhor não interagir. Melhor DS. É saudável para ambos os lados. A pessoa não vai entender... nem tente explicar mais... Agora, a DS não é vingança e nem para arrogância. Tem gente que é intolerante e não respeita o jeito dos outros, quer impor a vontade e quando não consegue, não tenta se fazer claro, e se afasta. DS não é se afastar, simplesmente, fingindo não ver a situação. DS requer humildade para reconhecer a própria limitação no não saber lidar com as diferenças e, para o bem das partes, manter essa distância. Isso é DS. Tem gente que diz: "usei a DS...". Discutir faz parte de qualquer relação pessoal. Não é isso. Não é fugir da discussão, não é evitar o diálogo. É ver de verdade que já se tentou - de verdade e com humildade - administrar a situação e não se saba mais como. Tem gente que coloca uma cosia na cabeça e coloca o outro como quem não entende - e é possível que não tenha entendido mesmo - e não vê que eu mesma não estou me fazendo ser entendida, "eu quero impor e que você aceite o que eu vejo de você e pronto". Isso é arrogância, orgulho... A DS não é orgulhosa, nem arrogante, nem presunçosa. Ela entra onde a gente entende que a gente não tem condições de estar ali e assume que não sabe como lidar, porque entende que a gente tem limitação, também. DS não é sabedoria... é por não se ter essa elevação pessoal e esse grau de elevação que a sabedoria exige, que uso a DS. A DS é um paleativo emergencial entre falhas, não é solução. Porque todos nós somos falho!

Assim, o tempo passa e mudanças passam, mudanças chegam, mudanças podem surgir... A gente faz o nosso caminho, colhe o que planta, mesmo assim, tem sempre um algo novo a plantar e outro a colher. Será a mesma colheita? Não. Isso é ruim? Não. Se um casamento termina, por incompatibilidade de gênios, a injustiça está em não reconhecer as qualidades do outro, mas, o que pesa mais: as qualidades ou os defeitos? Isso é a incompatibilidade de gênios - ambos com algo pessoal a ajustar. Ambos com caminhos a desvendar. Ambos com necessidade de se cuidar. Se isso não fortalece o elo, o vínculo enfraquece, sinal de que esse movimento deve ser separado. Se há um sentido juntos, continua. A incompatibilidade não é condição de separação mas de se saber lidar. Se sabe lidar, lide e daí mesmo, da vontade, surge a motivação e dentro de si o estímulo, porque aquilo não é uma obstrução, mas, um obstáculo a ser superado juntos e com o amor que une o casal - ou qualquer relação. Se não há sentido, força ou conhecimento para lidar com a situação, DS. Ou, separação, mesmo. O não saber lidar com as diferenças é sinal de que cada um precisa se tratar. Isso não quer dizer que tenha que empurrar com a barriga.

O tempo, assim, passa! O tempo, assim, passou e mudou muita coisa. O que fica a gente avalia: quer continuar ou quer parar? Ninguém precisa ser infeliz junto. Se a felicidade foi detectada com consciência e clareza é cada um seguir seu caminho, que não há mais um caminho a dois. que siga o caminho. 

Separação é solução quando é solução. Se a solução é separar para cada um ser feliz, que seja. Para mim, tenta-se tudo, porque vivemos tantas fases e tanta cosia interfere e confunde que é necessário limpar o ambiente para se saber. Uma dor que julgamos ter sido causada pelo outro, pode ser, perfeitamente, uma dor nossa de uma expectativa nossa e que jogamos no outro. Um dia se descobre que o problema estava ali e, por muito tempo, a raiva imperou, e raiva é sempre injusta. Por mais que tentemos justificar as nossas raivas, ela, por si só, é um sentimento inferior, está atrelada às nossas características mais fechadas e mais orgulhosas e vaidosas... portanto, nunca estará pautada na justiça. Justo é compreender, ainda que o outro tenha feito a maior merda, que estamos com raiva e entender essa raiva, deixá-la passar e saber como agir. A paz sim, a harmonia, o equilíbrio isso é justo. Não condena, apenas avalia, compreende e entende, decidindo como agir com ponderação - e ponderar é equilíbrio entre emocional e racional.

Assim, enquanto descubro isso, o tempo passa. Troco com pessoas que tomam as minhas dores e eu me sinto na obrigação de não reconsiderar porque os outros de fora vão me julgar... e vejam o quanto erramos por medo, receio e por puro ego ferido. O que de nobre temos para nos dar leveza? Sejamos, antes, para fazer! Sendo já se faz. Já se é.

Assim, outro tempo passa. E me pergunto: o que é tempo? E o que é Tempo? E me vem a resposta: Vida! E vida, passa. A gente nasce para passar, mesmo. Passar dessa para "melhor", né assim? E como passar dessa para melhor se nem aceitamos que Vida passa com o Tempo e que isso é um processo da Natureza? O que fica? O que fizemos de melhor, quem fomos e o que deixamos no ar? Como passar se tememos e não aceitamos essa passagem como algo natural? - e não me refiro aqui a passagem como reencarnação, ir para caixinha de Deus, ou, se tornar uma estrela no céu... não estou condicionando a qualquer crença religiosa, mas, considerando que toda religião sabe que a Morte de uma Vida é  a única certeza que se tem e o que vem depois dela... Ainda assim, todas concordam com um tempo infinito vinculado ao Divino Ser Criador, que cada um dá seu nome, eu chamo de Deus e Ele nunca se mostrou chateado comigo por chamá-lo assim... ou, por não entender o que Ele me diz... mas, vamos para a frente.

Se a gente não aceita o natural, como normal e quer que o normal seja o anormal e antinatural, vamos viver uma Vida mais difícil e ver a felicidade omo utopia, assim como a linha do horizonte onde cada passo que damos em sua direção, ele se distancia na mesma proporção. Assim, como a Natureza, o Tempo faz parte desse corpo Divino e Deus, para mim é Vida+Natureza+Tempo, Ele se manifesta em nossas vidas assim, passando, porque o Tempo, ainda que eterno é dinâmico sem fim, mas, para esse nosso tempo Ele é algo temeroso, finito e passageiro... A gente criou o tempo cronológico e teme a nossa própria criação, é mole? E corre, para fazer dessa cronologia algo próximo ao Tempo real... isso é loucura e se afasta de Deus e, com isso, se afasta da Vida e da Natureza. destruímos o caminho para nossa essência e, assim, do caminho para a nossa Felicidade. E Felicidade passa o tempo inteiro ao nosso lado, cutucando e pedindo atenção... só que a gente só olha o relógio no pulso ou no celular. Só acha que está atrasado quando alguém liga e diz: "cadê você?". E eu me pergunto: "cadê você, Patricia?". E eu me pergunto: "onde estou eu?". E eu me pergunto: "quem sou eu?". Com o Tempo vou saber responder, porque vou me encontrar. É nesse caminho que sigo, indo e voltando, mudando de lugar e de caminhar. Tem outro caminho? Deve ter... mas, é assim que eu faço o meu. Vida sempre coloca algo para aprendermos ainda que tomemos o rumo errado e, nesse aprendizado, a gente aprende a ter discernimento, entendimento e consciência. Assim, Tempo vem naturalmente ajudar e conseguimos entender que o caminho não é aquele e mostra aonde devemos ir. Quantos de nós abre mão das rusgas, do orgulho, da postura superior e arrogante para seguir o caminho da humildade - que não é a subserviência -, o da compreensão - que não é se fazer de capacho - e o do entendimento - que é a clareza e não o achismo vigorante, para se prontificar a seguir o caminho "certo"? 

Quantos de nós é relutante em aceitar que também é responsável por caminhar por onde não era para ir e diz que foi levado, jogando no outro a culpa pela própria fraqueza, do tipo: "é porque você não sabe como é difícil conviver com fulano... mas, é minha cruz, né? Meu carma..."? Tudo a gente negativa. Não penso que ninguém tenha que viver a maldição de se colocar aprisionado a alguém que não te faz bem... Isso existe? Existe! Mas, e aí, vamos viver assim? É algo em mim, que não sabe lidar com o outro? É algo no outro que não "bate" comigo? De qualquer maneira, tem algo em mim que precisa ser tratado, nem que seja a capacidade de compreender e respeitar que o outro é quem ele é... Ah, compreender não quer dizer se submeter! A compreensão não é "má" e um castigo... Ela é um sentimento nobre e uma capacidade elevada de saber que não há motivo para raivas, mas, para esclarecimentos, inclusive o esclarecimento pessoal de que não sabemos respeitar nem a nós, nem ao outro... ou, de entender que mesmo compreendendo, não dá!

E assim, o tempo continua passando... e a gente, o que vai fazendo? Construindo, edificando, identificando os sinais de Vida de que, mesmo no caminho errado, ela nos ensina algo e nos mostra o caminho de volta - isso é generosidade e a Vida é bastante generosa, mas, Tempo, passa...? Ou, destruindo, ruminando, regurgitando...? 

Sejamos árvores com raízes fortes e capazes de se multiplicar em cada pólen que voa livre vida a fora, cheio de vida dentro.E tudo isso com muita paz, não "ligando o fo**-se" que vamos resolver. Sem revolta. A revolta é sinal de raiva, ainda... de algo não dissolvido. Dissolver em si não vai mudar o outro, mas, faz com que a gente se preserve de deixa de se martirizar por algo que não nos cabe modificar...

Pat Lins.

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