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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Apita o árbitro: fim de jogo!


Foto: https://goo.gl/mu2t6N 
A Tudo peço perdão e dou graças! Mas, nem em tudo acho graça... A Tudo perdoo, mas nem tudo esqueço e um dia me canso e quando canso, saio de cena, o espetáculo acaba, as cortinas se fecham. Desmonto cenário, reviro tudo, reorganizo meu armário com o que vai caber, daquilo que escolho levar.

Muita coisa guardo em gavetas, outras nos maleiros da vida - ainda não é tempo de descartar. Outras tantas jogo fora, não no lixo, porque lembranças de qualquer momento, devem ir para outro lugar, o tempo da página virada. Sabe aquele instante onde o árbitro apita o "fim de jogo", após tantos períodos de prorrogação? Eis que isso me representa.

Do mesmo jeito que quero ser compreendida, compreendo, mas... um dia, só compreender, compreender, compreender, perde o sentido e compreendo que o tempo é o tempo e o tempo de cada um segue, cada qual em seu ritmo, e, não sem dor, cada um segue seu caminho. Isso envolve TUDO em minha vida, com e sem drama e com ou sem vitimismo...

E assim, o filtro da seleção natural se faz. As confirmações se errei ou acertei vem com o tempo e com o mesmo tempo vem o que for ajustes, reajuste, só não quero mais em minha vida determinados desajustes. Enfim... me liberto e liberto.

"Digo que perdoo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO." (Martha Medeiros)

Pat Lins - perdoando, se perdoando, compreendendo e fechando ciclo - seletiva, selecionando, andando.

domingo, 28 de setembro de 2014

DISTÂNCIA SAUDÁVEL, SAUDÁVEL!

Imagem: Google Imagens

Como a gente sabe que mudou? Quando diante das mesmas situações, começamos a agir diferente. 

Feliz ou infelizmente, a DS - distância saudável - é o ou um melhor caminho para diversas relações - e, infelizmente, requer, dentro dessa escolha, abrir mão de estar ao lado de tantas outras pessoas especiais, por conta das pessoas "chave de problema". Sem raiva, sem peso... apenas por consciência e compreensão, sem querer mudar ou outro e dar lição, apesar de um pouquinho de desconforto e chateação.

Nem sempre o diálogo funciona, porque nem todo mundo sabe ouvir... Como dica da arte de se comunicar: entender que o receptor tem limitações no entendimento e que não depende do  quanto você/emissor se esforce para adequar a linguagem, já é uma comunicação estabelecida... você sabe que a pessoa não entende por questões que estão além do simples... requer acompanhamentos profissionais; mudanças comportamentais; definição de bons valores e etc... como isso requer tempo e esforço do outro, deixo o outro em seu tempo, respeito e compreendo...  DS - distância saudável. 

Sei lá, vejo que algumas pessoas  são muito pequenas e insistem em assim ser. Insistem em contaminar o ambiente com atitudes pequenas e sem virtudes e bons valores como base. Muitas dessas pessoas tiram proveito da compreensão alheia. Sempre questiono isso: se eu compreendo agora e daqui a pouco a pessoa faz de novo, a mesma coisa, compreendo de novo e a pessoa faz de novo a mesma coisa e percebo que criou-se um círculo vicioso de "ela faz e eu compreendo e ela não evolui, continua fazendo, e eu estou vendo e sabendo"... estabeleço a DS como medida, no mínimo respeitosa e paliativa. 

O que eu entendo é que compreender não é "submeter-se a algo e lá como vítima ficar". Viver compreendendo não quer dizer viver debaixo dos pés de alguém... É ver e saber que a pessoa é como é, nada a atinge ou nada faz com que pare e, assim, estabelecer um perímetro de segurança, mesmo que goste da pessoa. Muita gente não tem consciência da própria ação, também, não deixam de agir do mesmo jeito, num padrão, numa repetição frenética. Isso tudo aliado à má índole da pessoa... bom manter uma distância saudável. Será saudável para todos, menos para a pessoa que vai deixar de vampirizar e se alimentar de mim. Mas, eu não sou tábua de salvação de ninguém, sou apenas uma pessoa com as limitações próprias e recursos não renováveis de paciência ilimitada...

Por isso, estabeleço minha DS para o bem de todos e felicidade geral da nação e digo ao povo: "me pico!". Caio fora, por simples instinto de sobrevivência e pura intuição de que é melhor para mim.

Pensemos mais em nós como vampiros e como alimento de vampiro... em cada fase, reflitamos sobre
como, o que e porquê vivemos essa situação. Como a resposta demanda tempo... manter DS, sejamos nós vampiro ou vampirizado.

Compreendo que todo nós merecemos ser felizes e, para os chantagistas emocionais, sempre haverá um masoquista para se realizar ante sua presença. 

Que nossas DS´s sejam cada vez mais saudáveis, pois será por compreensão, não por reação e aflição.

Boa sorte a todos e cada um de nós,

Pat Lins.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O SER PERECE PARA IMORTALIZAR!



Só vejo as pessoas julgando; condenando; andando cheias de nós pelas costas; imaginando; fingindo; culpando; cobrando... pouco vejo se doando, mudando, se transformando, compreendendo, perdoando, se abrindo, evoluindo. 

Interessante é que, a maioria, só se vê como vítima e diz: "eu não!". 

Somos tão tolos e tão pequenos! Eu também, sim! Me acho melhor do que ninguém, não. Problema é que me veem como querem e me idealizam assim... infelizmente, isso não é comigo. Eu sou muito mais do que você pensa e muito menos do que você imagina - frase que falo e repito aqui.

Podemos ser tão maiores, tão melhores!

Amor não se cobra, não se mede, amor se vive. Se é para se doar, se doe. Esperar e cobrar do outro só vai aprisionar na dor. 

O movimento do amor é livre e libertador, não se preocupa se você faz festa em seu aniversário; se compra presente de natal; se dá presente a mãe no dia das mães; se presenteia o pai no dia dos pais... isso se chama comércio e consumo. É certo ou errado? Não é essa a questão. O que conta é a construção diária da relação. Esse glamour que se faz em cima de "quem dá mais", nunca foi movimento de amor. Eu amo e pronto. O amor não tem rótulo. É. Apenas: é! Doação de amor é mais do que falar e exigir do outro - cuidado com as máscaras dessas cobranças... você pode até se enganar, mas quem recebe entende e se sente cobrado. No amor não existe jogo, nem estratégias. Mentirinhas e joguetes são para as pessoas vazias. Me entristece ver esse vício em mais pessoas do que gostaria de ver e perceber. E, com nomes diversos, alegam que não fazem e se sentem injustiçadas quando passam pela mesma coisa. Tem trave no olho, não? Melhor tirar.

Vejo tanta gente azedando por não se amar. Vejo tanta gente azedando por julgar, cobrar, condenar, exigir mais do que tem para receber... isso só traz dor e sofrimento para si e para os outros. Daí, o outro vai embora e, diante da dor, ainda leva a culpa... A gente não perde o que não nos pertence e o que nos pertence, mesmo? Tudo é perecível, até nós mesmos. A gente perece para imortalizar.

Perde tempo, não. E não é terminar de ler e dizer: "me identifiquei! Penso assim, mesmo. Quanta gente por aí julgando. Fingindo que doa amor! Fingindo que ama!", depois, sair por aí julgando A, B ou C porque fez uma coisa que "se fosse eu, não faria!"... Chega de hipocrisia, chega não?

Ao escrever este post, pensei em mim mesma. Olhei para mim mesma. Li a mim mesma. Preciso mudar a mim mesma. Estou tentando retirar a trave do meu olho, irmão, para poder ver limpa e puramente. Enquanto todos querem se sujar e igualar, eu, comigo mesma, vou me limpando. No mínimo, respeito a mim mesma; no máximo, respeito a mim mesma!

Todos temos problemas e motivos para entrar em pânico. Mas, temos também outros tantos motivos para não surtar e manter o foco na alegria! 

Celebremos a vida, vivendo melhor, cada dia!

Ai, cansei. Se avaliar cansa, dói... mas, liberta, alivia, abre para o novo!

Um lindo novo ser para você! Sinta-se bem! Sinta-se! Bem! 

Pat Lins.

PS - Se concluir a leitura se sentindo melhor do que os outros e dizendo: "Nossa! Eu não sou assim!", sugiro que leia e releia novamente... até sentir, límpida e puramente: "Eu posso ser melhor!".


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

APRENDIZADO NO ONTEM: PRATICAR NO AGORA


Aquilo que ignorávamos ontem e acessamos o conhecimento hoje, só pode ser praticado no agora.
Pat Lins

Ninguém deve se envergonhar do que fez, falou ou agiu, ontem. Devemos sim, estar abertos para rever, inclusive, nossas piores palavras proferidas, vivendo o aqui e agora com amor.

Ao desabafar com um amigo/a, temos a sensação que assinamos um contrato e contraímos uma "dívida": "Se eu falei isso, agora, tenho que cumprir... Não dá mais para voltar atrás. E eu me arrependi. Deveria ter ficado calado/a.".

Tudo "blábláblá". Um amigo não é um juíz ou carcereiro das nossas ações. Muitos amigo desabafam comigo e, depois, fazem algo que continuavam fazendo. Concluo: "é a vida dele/a!". Não temos que interferir na vida de ninguém, apenas por termos o título honorário de "Sir" amigo, né verdade? Nossa interferência é de apoio, confiança e solidariedade. Se há uma AMIZADE deve haver confiança. E, se há confiança, há liberdade, compaixão e não há necessidade de esclarecimentos, porque, sem julgamentos, não temos do que pedir perdão, entende?

Muitas vezes, no afã da raiva - natural, diante do cenário "pura pressão" que vivemos - explodimos e falamos horrores. Falamos tudo o que nos incomoda. Colocamos para fora o bolo entalado na garganta e, se ele não desce, precisa sair. Um amigo, nessas horas, é um santo remédio, para que não seja necessário falar com as paredes. Nesses momentos, estamos acessando nossos monstrinhos residuais daquilo que vamos acumulando sem perceber - até mesmo quando acreditamos colocar tudo para fora com elaboração do pensamento, muitas vezes, mantemos tanto no âmbito racional, que não há o processo de transformação e, creiamos, transformação é emoção acolhida e bem alocada! - e, de repente, de tão cheio o receptáculo "EU", nada mais entra e é preciso fazer uma verdadeira faxina mental; LIMPEZA mesmo! Jogar todo o lixo para fora. Esvaziar o container. Zerar. Sempre há resíduos, até mesmo, após uma bela e gigantesca explosão. Resíduos podem ser internos e externos... Ambos pesam. Ambos devem ser cuidados. Nada é insignificante.

Por isso que sou uma amiga e tenho grande e importantes amigos! Porque, em meio a tudo, julgamos nada!

Os que nos julgam e nos cobram com: "lembra que você disse que ia fazer isso? Cadê?" ou "Considere que sua vida está assim porque você quer! Para sair, você vai ter que fazer isso, isso, isso e isso. Escute o que te digo! Depois, não venha chorar em meu ombro, porque minha parte eu já fiz: estou te dando a solução!", esses são pessoas altamente carentes de si e que acabam cobrando do outro o que não consegue cuidar em si. Também, não devem ser julgados e condenados à forca. Tudo tem seu tempo. Um breve DS - distância saudável - é boa para todo mundo e não significa descaso ou falta de afeto, é apenas o que é: um momento de pausa no tempo e espaço. Afinal, se precisamos nos recuperar "em" e "de" nós mesmos, por mais que gritemos, coloquemos para fora em forma de palavras, gemidos e grunhidos, ainda é dentro, no interior, no centro do meu ser que o cuidado precisa chegar. É lá que está a ferida aberta... É lá que a cura deve se fazer. E, quando fora de nós, sabemos e temos a certeza de que não somos julgados e sim, COMPREENDIDOS, reunimos força externa para uma bela mudança interna. Depois, ninguém vai dizer: "quem te viu e quem te vê, naninha!", porque o que é natural - como toda mudança - deve ser natural. Ficar preso ao que foi vivenciado no passado, lá, naquele tempo que já foi, é apego e não roda... se não roda, não gira e nada anda.

É de extrema importância que saibamos respeitar a nós mesmos, as nossas limitações, para entender que um amigo também tem as dele. Se eu estou uma bomba relógio em contagem regressiva, bem próximo do zero, como vou acolher um amigo na mesma condição? Ao ser sincero, tanto meu contador, quanto o dele/a pode diminuir e o impacto da explosão ser menor. Cada vez que nos (re)conhecemos, algo de bom acontece; milagres acontecem! Por isso, a gente nem pode ser cobrado, nem cobrar do outro o que ele não pode nos dar. E isso, insisto, não é falta de amor, afeto ou consideração! É HONESTIDADE. E a verdadeira amizade suporta Verdade, porque não é melindrosa. A carência é nossa...

Um amigo vai estar ao seu lado - e aí, falo como insisto em deixar claro, dos dois lados: sendo amiga e tendo amigos - segurando a sua mão, te apoiando, do lado onde você precisa! Um amigo vai seguir e crescer junto, porque vai entender que todos crescem quando se amparam, sem julgamento ou prisões em expectativas. Depois da explosão, há a necessidade da reclusão. É o período de restabelecimento. E, se aquele que te apoiou sabe que DS é saudável apenas sem arrogância, medo ou receio, vai entender naturalmente que isso se chama RESPEITO à fase. E não vai se afastar, apenas, deixar claro que está ali, só que sem fazer barulho ou invadir. É o "não estar só" que devemos lembrar quando somos e temos amigos!

Sou muito grata e agradecida, mesmo, pelos amigos que tenho! Me sinto honrada - sem o peso pejorativo que agregaram à palavra "honra" que vem com pacote vaidade e melindre - em ser amiga de tanta gente e ter Amigos que me amparam e acolhem, num processo mútuo e natural.

Desejo, do meu coração, numa energia de vontade, que um amigo de verdade surja em sua vida! Porque um amigo é um tesouro mais do que precioso. 

Pat Lins.


sábado, 4 de janeiro de 2014

TODO MUNDO QUER SER ZEN, MAS NINGUÉM QUER SER ZEN

Todo mundo só quer o artificial, porque o natural dá "trabalho": requer tempo.Nenhum artifício se aproxima do real, nem em cores vivas, nem em aromas, nem em insetos e outras coisas que vêm juntas... é a dualidade da vida. 

Fico impressionada como está na moda ser zen, descolado, espiritualizado, religioso...

Todo mundo quer fingir que se trabalha e se cuida, que respira... só que continuam os mesmo, apenas dão novos nomes aos mesmos "defeitinhos". As pessoas que têm problemas com cumprimento de horário, se chamam de desapegados ou flexíveis, e, agora, dizem: "para quê esse estresse?"... 

O não comprometimento não é ser flexível, é ser irresponsável. O não se assumir é o não querer mudar.

Pessoas que sofrem de transtornos emocionais - como depressão, pânico e afins - acabam se entregando ao afã de se divertir a qualquer custo, vivendo uma "euforia over mega super exagerada", ocupa cada segundo do seu dia com diversas atividades e nunca consegue parar, porque "não tem tempo, nem para respirar", nem se dão conta de que gastam energia a toa, em vez de poupar... Parar nos leva a pensar e no raso, no raso - porque lá no fundo todo mundo quer - ninguém quer se ajudar para valer. Ninguém quer espremer  o pus até sair o "carnegão". Depois, a infecção só se alastra e a queda é muito mais forte e a culpa é do mundo.

Pessoas com dificuldade de se assumirem solitários e desgostosos dessa solidão - porque tem muita gente que está bem consigo e vive sozinho, não sendo um solitário... o sentimento de solidão está além de morar só - acabam ocupando seu tempo vagando pela vida dos outros e se frustrando o tempo inteiro.

Ousar, pular de lugares altos, trabalhar superação pode ajudar a quebrar muitos paradigmas, mas se não têm consciência de quem são e do que querem, superar e quebrar o que e para quê? E os valores?

Tudo é válido, desde que haja CONSCIÊNCIA. É importante ESTAR na ação. É importante abrir os olhos, ainda que tenhamos a vontade de fechar e deixar seguir. Isso fica para o instante seguinte. Agora, assumamos mais e façamos mais.

Amorosidade é aceitar e deixar passar. Dizer: "deixa para lá, farei o jogo dele..." é fazer parte do jogo e a vida não é jogar, é viver. Vejo muitos aprendizes arrotando como mestres de sabedoria do nada, porque nada sabem na prática e vivem uma teoria ilusória do saber fazer e nada fazer.

As aparência "zen", religiosas, espiritualizadas... nunca foram tão fortes, como hoje em dia. Falar em fé e viver sem ela, porque, não consegue sequer parar para ser grato pelo dia que nasce, pois o sol está muito quente é algo a ser observado... Se considerar uma "outra pessoa" desde que começou a análise, a psicoterapia, a yoga, a natação, a hidroginástica, a dança de salão... o que for, apenas por ter acesso a ferramentas que ajudam a aliviar o peso não é transformação, é acesso para... o esforço é muito maior, é no comportamento, é em cada atitude, por menor que seja. É CONSCIÊNCIA.

O processo de busca é constante. O se afirmar, de uma hora para outra, livre das amarras e se precisa se afirmar assim, melhor se observar mais um tiquinho, pode ser negação. Pessoas realmente sábia são naturalmente HUMILDES e a consciência de quem são já são suficientes para não precisar falar para ninguém, já se sabem. Não se "metem" na vida do outro e nem acham que o outro deveria fazer isso ou aquilo... apenas diz para si e para o outro: "siga o seu caminho. As respostas, só você poderá encontrar. Só você poderá fazer. Só você saberá quando chegar!". Se há necessidade de julgar o outro e suas escolhas, melhor se observar... tenha a desculpa que tiver, o passo de cada um é o passo de cada um. Se eu ando duas vezes mais rápido e não me canso e o outro no primeiro passo já cansou, das duas, uma: ou paro e espero, perguntando se quer ajuda - respeitando o espaço do outro - daí, posso voltar; ou sigo em frente, se o outro assim desejar ou precisar. Isso de maneira leve. Se eu disser: "ah, deixa ele aí, com a lerdeza dele. Eu tenho é que seguir, porque se eu for parar a cada problema, eu não ando. Ele tem que aprender!", preciso me observar... não é leveza, é presunção, é arrogância, é orgulho, é pequenez, é necessário se dedicar mais à busca de si.

Se queremos ser leves, de verdade, seremos, mas à medida que crescermos, que caminharmos e que deixarmos DE VERDADE o peso. Enquanto nos achamos "retados" ou "melhores", ainda somos os mesmos e ainda temos a mesma lição para aprender, até apreender. 

A vida é aprendizado. Os mestres têm a sabedoria e a paciência para conseguirem esperar. Quem tem pressa é como eu, ainda tem muito o que aprender. É mestre apenas em fazer a mesma coisa com nomes novos... só muda o rótulo, o conteúdo é o mesmo.

A paz está no equilíbrio. Na ausência de euforia e de melancolia, no meio termo. A paz nunca está no extremo alegre, nem no triste, apenas no equilíbrio dos dois. Nem tanto o sol, nem tanto a lua...

Pois é... a arrogância é esperta e o ego é muito inteligente. Mas, SABEDORIA é algo muito maior, mais amplo e ampliável. Sabedoria é CONSCIÊNCIA COM AMOR e isso é plenitude!

Eu me assumo discípula da vida e mestre da fuga e sabotagem... ainda que me observe, sempre me engano comigo mesma. Sabe o que penso disso? Natural. Sabe o que faço com isso? Paro de me debater. À medida em que me aceito, fico cada dia mais estranha... para alguns, fria; para outros, distante; para mim: em processo... individual, em mim - EU.

TODO MUNDO QUER SER ZEN, MAS NINGUÉM QUER SER ZEN NA PRÁTICA.
Todo mundo quer a paz, mas ninguém quer se apaziguar.
Todo mundo quer respeito, só não quer ter que respeitar.
Todo mundo quer ser entendido, só não quer entender.
Todo mundo quer se entender, só não quer dialogar.
Todo mundo quer falar, só não quer se comunicar.
Todo mundo quer receber, mas ninguém quer trocar, imagina dar?!
Todo mundo quer tudo, só não quer pagar o preço.
Todo mundo quer moleza, mas ninguém quer amolecer.
Assim fica difícil...
Todo mundo só quer gritar e dificultar. Os berros é que resolvem ou atitudes grosseiras.
Então, o que todo mundo quer, afinal? Problema ou solução? Eis a questão!

Pat Lins - QUEM SOU EU.

O natural nasce, cresce e morre. Isso é algo que nos assusta demais. Só não sei quem criou esse medo, sinceramente... medo do NATURAL.
RIGIDEZ É MORTE. FLEXIBILIDADE É VIDA!



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

TODA LIBERDADE TERMINA ONDE COMEÇA A DO OUTRO. ONDE É MESMO?

Imagem: Google - DUBIELLA

Um dos melhores ditados que conheço é “a minha liberdade termina onde começa o espaço do outro”. Entretanto, raramente nos perguntamos: onde é esse lugar? Onde está a delimitação?

Pode ser uma delimitação pelo melindre, pelo medo, pelas características individuais. Tá, até aí, tudo bem... mas, será que o outro sabe onde é o seu espaço? Será que o outro se vê como um eu, que também é outro para alguém?

Essa questão de espaço requer, antes de tudo, de uma boa base emocional. Pessoas que têm mania de perseguição, têm um problema individual e alegam que todos e qualquer um o estão perseguindo, o atacando. Pessoas que não Têm limite, invadem o espaço alheio se sentindo cumpridores do dever de se fazer o que quer, independente se existe o outro...

Hoje em dia, após tanto se lutar pela liberdade de expressão, duas coisas não foram muito bem amarradas, delineadas, definidas: 1 – o que é LIBERDADE; 2 – O que é EXPRESSÃO. Não se sabendo o que vem a ser cada uma isoladamente, como saber o que são ambas coletivamente?

Num ambiente sem educação básica, com intelectos poucos estimulados e desenvolvidos – em minha concepção, todos têm potencial a ser desenvolvido, cada um aos seu tempo, não fosse essa cobrança social castradora e abusiva de imposição e massificação... – e sem uma base de bons valores e moral, ganha aquele que persuadir e manipular melhor: o convencimento.

O perigo reside justamente nessa falta de opinião própria, por uma auto estima comprometida pela falta de vontade de acreditar que é possível ter mais acesso à informação, desde que se entenda que, para isso, há de se mexer numa coisa muito simples: a zona de conforto. Já escutei uma mulher me dizer: “ah, isso é para você que é inteligente. Para a gente que não teve acesso à escola de qualidade, fica difícil aprender qualquer coisa...”. Um comentário, pura e simplesmente, porque eu disse: “tome cuidado ao misturar produtos de limpeza.”, pois ela queria misturar soda cáustica com outros produtos para desentupir um vaso sanitário. Daí, expliquei que eu não sou tão inteligente que não possa aprender coisas novas e isso é uma coisa simples: basta ler os rótulos nas embalagens... é uma questão de alfabetização. Não de ter concluído a alfabetização, mas ter sido ALFABETIZADO, que inclui, além de juntar as letrinhas, a capacidade de entender o que elas dizem juntas. Está no desenvolvimento da competência  interpretação. Sendo assim, a maioria das pessoas pensa que não pode pensar, porque aprendem nas escolas a desaprender.

A capacidade de investigar, de ir em busca, de indagar, de questionar... de racionalizar é do ser humano. A capacidade de expor suas próprias ideias é um direito natural de um ser pensante. E, quando me refiro ao direito natural, vai além do direito como forma jurídica, está no simples direito enquanto parte natural da característica de quem tem a racionalidade como diferencial – ou como nos ensinam que é um diferencial – entre os outros animais, que são tidos como selvagens, por não pensarem – se repararmos, eles têm uma sabedoria aplicada mais desenvolvida na prática do que a nossa... eles comem, matam e morrem por sobrevivência; a gente, para se satisfazer...

Tudo vira polêmica. Mas, ninguém olha de frente para o fato. Proíbe-se todo e qualquer ato de discriminação, com punição prevista em Lei, mas não vejo esforço em desenvolver um verdadeiro respeito às diferenças... Não pode falar, nem expor, mas pode discriminar disfarçadamente... Hipocrisia! O fato de existir uma Lei, já discrimina. Eu falo em democracia no sentido de haver uma prática que funcione, que eduque, não uma teoria que finge funcionar. Mas, algo precisa ser feito, porque ninguém vai conseguir educar e despertar nos que se “acham” acima de todos, tão rápido... assim, como somos de uma cultura punitiva, vamos punir para ver se coíbe. Evita a discriminação pública. Prende quem comete o delito. Mas, não transforma. Muitos grupos gritam e clamam por respeito e reconhecimento, numa tentativa de se fazerem serem entendidos. Essa parte da discriminação, da intolerância – seja de ordem religiosa, étnica, social, econômica, estética... – representa bem a inconsistência da liberdade de expressão que é propagada, mas casa direitinho com o título/tema deste post: “minha liberdade termina onde começa a do outro.”. Ou seja, o ato discriminatório tem a intenção clara, objetiva e direta de destruir a condição emocional do outro, cerceando a sua liberdade de se expressar. Sentimos onde está o lugar? Fica aberto para indagações. Afinal, meu ponto de vista é claro: não admito qualquer tipo de discriminação, mas discrimino quem discrimina. Em minha defesa, argumento: quem discrimina tem a intenção clara, direta e objetiva de desrespeitar o espaço do outro. E eu respeito muito os espaços. Para mim, existe o meu espaço, onde permito interseções com outros espaços-pessoas e um meu apenas, onde ninguém tem o “direito” – essa palavra é outra que dá margem para brechas jurídicas... coisas que moral e eticamente falando, nem sempre combinam - de se aproximar! É o tipo de coisa que quanto mais tenta entender, menos se faz sentido, porque está na condição respeitosa, enquanto VIRTUDE – de adentrar. Quem tenta adentrar no espaço alheio é um invasor. E, sendo invasor, perde o direito a direitos. Isso é complexo e paradoxo porque a maioria de nós – condição da qual me excluo com consciência - não concebe a ideia de se viver com RESPEITO. Machuca nessas pessoas entender e aceitar que o outro também tem lá o seu espaço individual.

Existe um espaço no qual é permitido apenas o contato social, onde assumimos o personagem eu social. A maioria de nós pensa – se é que pensa – que nesse espaço se é permitido todo o tipo de divagações... Nessa hora, voltamos a questionar: “onde está esse espaço?” e, o mais importante: “o que é invadir?”. Nesse momento é que as pessoas se perdem com intenções escabrosas e deturpadas pela falta de postura moral. MORAL! Agir com bons costumes!

O velho chavão “não é da sua conta” surge sempre quando se quer delimitar um espaço. O que acaba despertando outras dimensões de nós mesmos, orgulhosas e egóicas, que partem para o ataque ao espaço do outro, sem o menor sentido. É nessa roda que vivemos girando. No furdunço desgraçado de quem nem sabe porque está atacando e sendo atacado. Vivemos uma guerra de egos e conflitos de orgulho e vaidade. Ou seja, não temos a menor base para sustentar uma liberdade de expressão. Também, isso não dá o direito de nos tirarem.

Com o crescimento do poder da imprensa, muita coisa se perdeu e muita coisa se ganhou... Porém, como saber diferenciar o que é verdade do que é opinião pessoal, divulgada como verdade? Ou, do que é armação? Olha a necessidade de um ambiente saudável, como base moral e ética, e não cultural deturpada?! Discernimento é algo para sábios.

Com as redes sociais, essa questão ficou um tanto quanto mais delicada.  As pessoas não entendem o que vem a ser diálogo e as suas bases – como RESPEITO, COMPREENSÃO e CLAREZA – e que para haver um diálogo efetivo, é necessária uma COMUNICAÇÃO EFETIVA, ou seja, com transparência, objetividade e capacidade de se fazer entender, afinal de contas, o outro não está em minha mente – ai, como me dói saber que esse tipo de pensamento não passa nas mentes dos tapados, que só querem falar qualquer coisa, sem responsabilidade na ação e sem cuidado com a interpretação ou entendimento e eles sempre se acham claros... criando caos em vez de estabelecer conexão... isso me destrói – e, sendo assim, preciso me fazer ser entendida e representar com clareza o que tenho intenção de externalizar. Se as pessoas não têm a menor noção dessas e outras questões, o que pode acontecer? O caos imperante. Atos brutais e colocações do tipo: “não se meta!”, “não é da sua conta!”, “vê se cuida da sua vida!” e outras do tipo, como “falam do que não sabem”... E a falta de COMUNICAÇÃO continua e vira uma bola de neve que nunca derrete e só aumenta.

Ora, se temos as ferramentas nas mãos, como redes sociais – o que nos coloca com mais espaço para otimizar o tempo na ação de se comunicar – e a imprensa, como veículo de COMUNICAÇÃO SOCIAL – local onde se deve publicisar uma mensagem atingindo o mior número de pessoas possível ao mesmo tempo – onde está o erro?

Se avanço tecnológico promovesse o desenvolvimento de VIRTUDES, MORAL e ÉTICA, seria mais fácil. Entretanto, para tanto, exige-se um tanto de esforço pessoal. Os marombeiros, sarados, saradas... são capazes de malhar seus músculos e esculpi-los nas academias e quantos deles são capazes de esculpir o próprio caráter de maneira positiva? Não estou falando que quem malha é banal, apenas uma apropriação comparativa de esforço para se alcançar objetivos.

Nos deparamos com a orientação – plausível e necessária – de que devemos cuidar da saúde com boa alimentação e atividade física. E a mente? E o emocional? E a moral?

Pois é, somos capazes de aceitar que todos têm o dever de respeitar o espaço do outro, desde que o outro entenda que eu estou sempre com razão, por favor não me desacate. Concorda?

Se a gente não sabe dialogar pessoalmente, virtualmente, nos sentimos mais “fortes”, porque nos tornamos um personagem irreal, numa realidade virtual, mas com ataques reais.

ATAQUES são desnecessários. Se eu me expresso sobre uma figura pública, é uma forma de expressão diante do que ela comunicou. Eu tenho esse direito? Não poderia eu aceitar sem criticar? Mas, não, eu caio na tentação e critico. Daí, outro pensa diferente de mim e vem me atacar, me condenando com diversos termos e palavras que não estão no que escrevi, demonstrando algo represado que sai por ali... Ou seja, não estamos só: nossas emoções se revelam nesses embates. Nossa falta de saúde emocional se apresentam... E a guerra começa. O que seria uma troca de opiniões pautadas na liberdade de expressão, se tornam farpas desnecessárias, comprometendo as qualidades das relações.

Me pergunto: onde vamos parar? Quando vamos começar a usar a liberdade de expressão de maneira mais responsável? Nem, vou entrar no mérito das biografias e das piadas, porque vai render muito mais espaço. Só posso dizer que tudo parte da intenção. Para mim, a graça não pode ser ofensiva... Se eu sou uma pessoa virtuosa, não farei chacota com a miséria alheia, antes de qualquer coisa, dedicarei meu tempo a ajudar. Mas, vai de cada um. Porque até acontecer a evolução humana do estado animal que colocam como selvagem e como algo pejorativo, vamos vivendo como esses animais que tanto condenamos. Gostemos ou não, somos julgadores e condenadores. Somos frustrados e descarregamos essa “culpa” e raiva nos outros, alegando LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Não há limite para essa questão... não sabemos o que vem a ser limite, apenas castração. Limite requer respeito como base...

Seria bacana, em vez de reclamar do tamanho do post, refletir diante das nossas ações, tão desconhecidas por nós mesmos. Daí, já poderíamos começar a engatinhar no entendimento real da LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Afinal, saberemos como nos expressar e como não nos doer com a expressão do outro, pois, nesse caso utópico que aqui exponho, ambas as partes estarão apenas interagindo no mesmo espaço de encontro.

Pat Lins – usando da minha LIBERDADE DE EXPRESSÃO em meu espaço virtual... quanta possessividade, tudo meu, minha...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ESCOLHO A DISTÂNCIA SAUDÁVEL, SAUDÁVEL!



Posso escolher entre conviver ou não com pessoas com distúrbios sérios de comportamento e sociabilidade... isso não é falta de respeito. Pelo contrário: é respeito a mim e ao outro. A mim porque sei que posso escolher quem quero ao meu lado e me ajude a somar. Ao outro, porque ele tem o direito de ser quem ele é.

Mas, uma coisa é certa: não falto com educação e cordialidade. Se afastar conscientemente não é birra, ou disputa... é apenas filtrar quem deve ou não estrar ao nosso lado por afinidade e por motivos para se estar. Se não tem liga natural, não tem motivo para forçar, muito menos para sair detonando por aí. É uma distância saudável e deve ser saudável. Raiva, ódio, rancor e etc não são saudáveis.Portanto, se a motivação do afastamento for algo similar, não é DS - distância saudável - é orgulho, vaidade e julgamento.

Na DS não tem dor, tem dor trabalhada e acolhida. Existe a compreensão de que o outro e eu não nos afinamos e pronto. Ser grosseiro ou deselegante, mal educado ou algo parecido, não está dentro da DS. Educação à base da compreensão, essa sim é a base da DS. Senão, será hipocrisia e dois pesos e duas medidas: me aceitem como sou, mas não aceitem o outro... Na DS, todo mundo sabe como é, se auto busca... daí, não sou estranha de mim.

Pois é, só para esclarecer, mesmo. 

Porque do mesmo jeito que eu me sinto injustiçada ou julgada pelo outro, o outro pensa de mim e mesma coisa... e quem está do nosso lado, bem como os amigos do outro lado, vão dar o apoio e dizer que errado é o outro lado. Sorte minha - aliás, nem é sorte, foi escolha consciente e natural - que quem está ao meu lado também se esforça para não entrar nessa de julgar e condenar o outro, mas de compreender e escolher se quer ou não essa pessoa como companhia. 

É só isso.

Pat Lins.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE


Pois é... estava eu preocupada com os rumos de uma certa reunião que participaria - já teve, inclusive - e, em vez de ficar sofrendo, como de costume do meu temperamentozinho ruim da "gota" e elucubrando - afinal de contas, eu também elucubro, tu elucubras, ele elucubra o problema é quando todos nós elucubramos, eles elucubram de nós... ops, faltou  vós: vós elucubrais, também! Todo mundo elucubra o tempo inteiro! Êta lelê! - fui conversar comigo e me questionar: "o que quero eu de fato?" - sem elucubrar, num esforço tremendo, mas, vale a pena se esforçar... é isso que nos ajuda a transformar algo ruim em bom; negativo em positivo; vazio em cheio de sentido... - enfim, - parece que este parágrafo quer elucubrar comigo... - entendi que NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE, ainda que seja uma situação delicada e, de fato, muito ruim.

Pois bem, a reunião foi exatamente como previ - vidente, eu? "Magina...", apenas era óbvio. Já conheço os perfis e, como bem conheço o meu, vi uma oportunidade de me empenhar mais em mim e manter o foco da questão, tentando não elucubrar muito... Pois, foi boa a reunião. Toda reunião bem preparada é boa, só que eu era uma incógnita, inclusive para mim... tanto poderia sucumbir a mim mesma, como manter o foco na questão e me lembrar: "liberta-se do orgulho ferido, do ego inflamado... isso nunca resolveu nada." e foi o que fiz. Ah, se manter focado não impede de dizer o que precisa ser dito e escutar o que preciso escutar. Essa troca muito me enriquece e eu AMO me permitir ouvir e refletir. Como achei super legal me conter e falar pouco, porém o necessário e essa foi a surpresa boa de minha parte e deles, foi ter tido a diretora e a professora nessa troca e isso enriqueceu muito a reunião! O que previ estava lá, também, bem previsíveis, como de costume... - deixa de maldade, Patricia Lins! Vou deixar. É que têm coisas que mexem em algumas emoções mais baixas e fazem isso comigo... Bom saber, para transformar.

Lógico que cada um defende seu lado, cada um expõe suas idéias... eu expus minha vontade de entender e tive a companhia da diretoria em esclarecer. Mulher retada de equilibrada e ponderada essa Tais Costa, viu? Jovem, competente, capaz e com uma clareza na oralidade proveniente do seu - elucubro eu - estado de espírito equilibrado. Deve ser reflexo da alma. Tem gente que tem esse perfil nato. Uma pessoa linda, mesmo. Infelizmente, ela é apenas uma... Mais dela faria um bem enorme a muitas pessoas. Eu viajo nessas coisas, assim... se você me perguntar: "você se clonaria?" eu responderia: "eu não! Deus me livre e livre a humanidade..." - brincadeira. Mas, fico vendo algumas pessoas por aí e penso: em meio a tantos incompetentes, tem um que compensa tudo. Mas, sem ela, muita coisa para... ou seja, carrega muita coisa nas costas - faz jus ao nome. Conheço outras pessoas assim, mas, essas, já têm um ambiente mais bem construído, ela pode não estar que tudo anda do mesmo jeito, por ter uma equipe parceira e mais "chegada" mesmo. Uma equipe com senso de dever e de que fazer mais é poder!

Pois bem, após a reunião, saí um pouco diferente de como entrei, por ter esclarecido meu lado e compreendido o lado deles - isso era importantíssimo para mim, afinal, não queria "barraco", nem apontar dedos... queria entender o que estava acontecendo. Não muda a realidade que passou, mas, muda daqui para frente. Isso é importante, né, resolver e continuar no aqui e agora. Recebi um toque legal, de coisas que nem fazia idéia de como aconteciam... Isso fico grata, pelo ponto a refletir e que me caiu como "nossa, finalmente, entendi como reverbera mal ser controladora e dominadora inconsciente". Hoje, de posse desse conhecimento - até porque eu já vinha observando essa minha característica e me cansando dela, também... não me agrada ser assim - tenho mais um norte a me guiar rumo a mim mesma. Escutar ser dito com tamanha classe e cuidado com cada palavra me ajudou a cair uma ficha que estava na fila de demandas do meu processo de (re)construção. Algumas coisas na reunião foram decepcionantes... frustrantes, na verdade, mas, para mim, nesse ponto, foi produtiva. Realmente, eu não tenho que abraçar o mundo e querer resolver tudo por todos. 

Nem perdi mais o meu tempo mental elucubrando sobre as outras presentes que eu tanto queria que se vissem e, assim como eu, se permitissem ir além para melhorar e levar essa melhora para o ambiente em questão - que é a escola do meu filho. Ah, tudo isso foi numa reunião escolar, que desabafei à véspera, no "MÃES NA PRÁTICA" - e favorecer o ser em questão que é meu filho amado, lindo e que dá uma trabalheira da gota! Ele nos leva a pensar: "o que fazer mais?" e haja firmeza! Muito se foi esclarecido e isso é que importa, quando se resolve - espero eu que tenha sido produtivo para elas como foi para mim... que, desta vez, seja colocado em prática, como não foi no primeiro semestre. Mas, está tudo bem, caminhando. Nem tudo é tão ruim quanto parece. Existe um trabalho bacana sendo feito, o desafio é VER onde está o entrave - ou, onde estão... ops! Lá vou eu elucubrando e, pior, tendenciando pelo caminho que essa elucubração me leva e que me parece ser algo bem provável... - e por que trava bem aí? Hein? Olha, pior do que esperar as respostas certas é não poder expor as perguntas certas do tipo: "seria hora de mexer no time de estrelas?". Uma equipe só dá certo com tudo às claras, sem máscaras. Não sei, tem algo ali que não está bem... Não sei. Não sei. Não sei... Eu suponho. Pronto, só isso: suponho. Mas, não vou dizer minha suposição, porque eu apenas suponho... 

Mas, no final das contas, NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE. Pedro está crescendo e minha avaliação é puramente na vida cotidiana... a vida escolar eu sou co-participativa e tenho que acatar mais - não dizendo "sim" para tudo, mas, usando o caminho de ouvir e ver para entender, recebendo explicações e sugestões que ponho em prática. Passou. Vamos para frente! Só a continuação é capaz de nos mostrar o amanhã e o depois. E só uma reavaliação em conjunto é capaz de somar, mesmo. Mas, EM CONJUNTO,  COM CLAREZA E TRANSPARÊNCIA.

Pois sim, no fim dessa canção, eu não pulo fora. caio para dentro. Faz parte de mim. Como faz parte de mim crescer e romper com certas barreirinhas e barreirões - internas ou externas - que são prejudiciais - a mim e ao outro. 

Discurso pronto, na ponta da língua e na hora da prática, língua não sai andando nem agindo... Agora, me parece que será diferente. A idéia era somar. Que some e multiplique e que venham os frutos positivos. Não quero ouvir só coisinhas boas e bonitinhas não, quero uma escuta e uma postura diferenciada, aberta e "prafrentex". Pois é para isso que me disponho. Ainda que tenha que domar uma parte da leoa dentro de mim que precisa ceder mais à coruja e a águia voadora pelo céu da liberdade! Libertemos-nos, então, de nós mesmos, para o nosso próprio bem e façamos do bem a nossa morada, porque aí é onde a paz habita e onde o divino se manifesta!

Uma semana ímpar para você! Uma semana de resoluções para nós! Obrigada a Tais por essa oportunidade e a Lene pelas dicas preciosas que acolhi com imenso carinho e parto para a reflexão. Ademais, só posso dizer que essa parte da equipe muito me agrada e por isso a reunião foi tão produtiva... Gostei! Todos nós temos defeitos e não me incomodo quando me alertam sobre alguns dos meus defeitos que podem ser transformados em algo bom, positivo e produtivo! Escola é lugar de sempre termos algo a aprender, né verdade?! Aprendi eu, também. Ensinei eu, também. Tudo é troca quando há terreno fértil para isso.

Tenho ou não motivos para ver o lado bom das coisas? Com essa abertura eu pude falar e ouvir. Isso é troca. Isso é estar preparado. O previsível se fez previsível no mesmo jeito silencioso e comedido de se manter. O não falar é terreno para elucubrações pejorativas e deturpadas... 

Pois bem, deixe-me ir! Feliz. Não com tudo, mas com o que já começou!

E LEMBREMOS-NOS:

NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE. Isso não impede o ruim de aparecer, estar, existir... Por isso que sempre me repito: negar a realidade de nada ajuda. Encarar e ponderar, sim, cria condições para melhorias. Estabelecer estratégias e critérios de melhoria, sim, são molas propulsoras - nossa, como usava isso em minhas dissertações - para a verdadeira transformação!

Vamos que vamos! Ainda vem muito mais (r)evolução! "Para o alto e avante!". "Para o infinito e além!".

Pat Lins - de controladora para delegadora: eu chego lá!


domingo, 16 de setembro de 2012

RAIVA - TODO MUNDO SENTE! POUCA GENTE CUIDA...

"Quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel" 
William Shakespeare

Ah, a raiva! Oh sentimento pouco compreendido e, por assim ser, tão imperativo, intempestivo e ácido!

Quantos de nós finge não tê-la e tanto se faz uso dela... "A raiva é um sentimento ruim... a gente tem que falar um monte de coisas boas para ela nem se aproximar...". Quem dera fosse simples e fácil assim!

O que mais me espanta em nossa tensa relação com esse sentimento é o medo que temos dele e o quanto esse medo o alimenta. Uma pessoa, certa vez, me disse: "Você está com medo ou com raiva? É melhor sentir raiva do que medo...".  Alguém consegue ter noção do alcance dessa frase? Não que a gente escolha o que sentir... sentimento a gente sente. Administrar esse sentimento é que se trata de usar a razão e fomentar a base moral das virtudes para que se faça a harmonia, através da razão e da consciência. Assim eu penso. O medo nos afasta da capacidade de ver as saídas. A raiva é explosiva e não fica instigando para olhar para ela. Ela explode mesmo e não está nem aí... O medo não, ele é envolvente, silencioso e com voz mansa, para não nos afugentar. Em verdade, nenhum dos dois é coisa boa. Quem de nós não os trouxe em seu pacote de configuração humana?

"Não é bom sentir raiva!". E quem não sente? O auto-controle não necessariamente é lidar com a raiva, é contê-la, embarreirá-la. O auto-conhecimento, a auto-busca, sim, esses são capazes de diluí-la em meio à luz da consciência. Mesmo assim, nada a impede de emergir. Se conhecer, se buscar e se ajudar colabora no aspecto preventivo, onde, ainda que a situação externa detone o botão de acesso a raiva, se o ambiente pessoal estiver em boas condições de arejamento mental, de abertura pessoal para as soluções, de compreensão, respeito e paciência - ou seja, base de formação moral firmada em bons valores -, todos os assuntos interpessoais sem pendência e em dia... ela explodirá mas não causará efeito devastador ou corrosivo. O impacto será amortizado pelo ambiente do bem estar consigo. E o questionar "o que está por trás dessa raiva?", "como faço para deixá-la ir?" fortalecerá a base e diluirá, no tempo certo, essa emoção negativa e pesada. 

Todo mundo já percebeu que emoção densa invade e machuca pelo peso que trás. Emoções leves, boas, positivas - reais - reconhecem a existência do negativo - afinal, todos nós temos os dois lados e isso não nos torna monstros em admitir esse axioma, senão, essa verdade e o lidar conscientemente com esse lado sombrio é crescer -, a acolhem e fortalecem nossa imunidade contra esse ataques de maneira efetiva: transmutando-a. É praticamente um processo químico em meio ao processo abstrato emocional.

Todos têm predisposição à raiva! Não existe esse que não tenha... Nem que seja raiva por uma injustiça. Ainda assim, não se trara de um bom sentimento. Uma pessoa mais forte emocionalmente, moralmente  formada e virtuosa na prática diária - uma pessoa evoluída - se refaz do ataque com rapidez e honestidade , lidando com a existência real dessa emoção e deixando-a seguir seu caminho, liberando a tensão e diluindo através do processo racional. Existem pessoas com capacidade de explodir mais rápido e externalizar essa emoção dentro de si. Outras, represam tanto que os olhos explodem e os lábios correm o risco de deixar de existir depois de tanta mordiscada... A capacidade de "conter" a raiva não nos torna capaz de lidar com ela. 

Desde que assumi para mim que alimento muito a raiva com meus medos, entendi que entrei no caminho para ter acesso ao caminho que me conduzirá, um dia, ao caminho de conseguir lidar efetivamente com essas emoções mais baixas. Ah, detalhe, isso faz com que ela exploda cada vez mais. É uma catarse... uma prova de fogo atrás da outra. Então, hoje, quando me vejo com raiva - sim, existem momentos em que não nos damos conta, através de nossa capacidade de justificar tal sentimento - procuro entender o que me levou a sentí-la. Me pergunto "o que essa raiva quer me dizer?", "o que está por trás dessa emoção?", "como faço para permití-la ir". Papo de doido? Pode ser. Requer tempo e ambiente favorável. Isso é uma parte do lidar com essa emoção. O mais importante é se alimentar de pensamentos bons, sem deixar de reconhecer em si os ruins, mas, questioná-los à luz da sabedoria que existe em nossa essência, lá dentro de nós, bem em nosso âmago... lá, onde a gente insiste em sufocar a vozinha que nos guia para e pelo caminho do bem. É. Essa voz que ignoramos constantemente e que muitos afirmam escutá-la e se dizem preparados para lidar com a raiva porque sabe que ela não faz bem... na hora H, ou represam ou explodem através de outras ações, como se desviar o foco resolvesse a questão.

O antídoto natural para lidar com a raiva - porque impossível eliminá-la, a não ser que seja um Jesus Cristo, que veio nos mostrar que só através de uma vida virtuosa e pautada no Bem Maior podemos ser melhores e ninguém segue seus passos como Ele ensinou... me diga, quando Jesus se deparava com alguém "torto moralmente" o que Ele fazia? Virava a cara e dizia: "Este aqui, não, irmãos... Nem se aproximem para não se contaminar... ele é do mundo..." ou, veio Ele ao mundo para salvar todos nós dentro ou fora de religião? E pregou Jesus em nome de uma religião em específico?... - pois bem, para "curar-nos" após a explosão, em qualquer proporção, de raiva, só sendo uma pessoal do Bem, virtuosa. Uma pessoa que rega sua semente e sua horta de bons pensamentos todo dia, principalmente, depois de ter agido de maneira impulsiva e, em vez de se culpar e se martirizar, assume um papel redentor de si e recomeça. Somente o poder do Amor, da compreensão, do respeito a si e ao outro - principalmente, no entendimento de que cada um tem seu tempo, seu ritmo - e na paciência que essa sequência naturalmente conduz, são capazes de neutralizar o efeito radioativo da raiva. Isso a impede de explodir em algum momento? Segurá-la entre os dentes, num ato desesperado de não tornar aparente aos outros essa emoção a faz deixar de existir em si e de detonar a pessoa por dentro? A questão é LIDAR com a raiva. E a gente só é capaz de lidar com aquilo que identificamos. Para identificar: ver. 

Acho que nos ensinaram tanto a "não pode ter raiva... isso é ruim... isso é pecado" que esqueceram de dar a receita do bolo de bondade que a gente come e automaticamente mata tudo de ruim dentro de nós... Até - ou, principalmente - quem mais espalha essa informação tão "nova" de que raiva é ruim e faz mal precisa se desconstruir dessa armadura superficial e entender que raiva é real, densa e profunda. Ir lá no fundo, se buscar e se entender ajuda a ir cortando suas raízes e cada vez mais temos menos espaço para ela dentro de nosso jardim pessoal. Isso é arejar nosso lar interior: nós mesmos. Não adianta se colocar como superior e arrogante, o oposto da raiva são os sentimentos nobres e leves, e estes não comportam orgulho, vaidade e essa gama de coisas pequenas e ínfimas em nobreza e enormes, densas e profundas em poder de destruição. O amor, por si só, é humilde. Não se gaba por glórias, nem as deixa de realizar. Apenas cumpre seu dever humano de encontro consigo. À medida que nos aproximamos mais de nós mesmos, da nossa essência, mais distante ficamos de acessos de raiva. À medida que nos ajudamos, mais leves ficamos. 

A raiva é sinal de que algo em nós requer cuidado. Não nos culpemos: somos demandas demais para toda uma vida! É capaz de morrermos tentando ser alguém melhor. Isso já é uma boa maneira de morrer, consciente de que se esforçou e se colocou a caminho de si. Só assim encontraremos a Verdade sobre Deus. Eu penso que Ele fala com nossa essência. Com nosso Eu mais elevado: equilíbrio entre razão e emoção. Na paz do encontro da gente com nosso Eu de verdade: quem somos! Só com esse caminho aberto, nosso coração será nosso guia real, porque seremos luz divina em essência, em pureza, em verdade!

Só construindo esse caminho rumo a nós mesmos podemos nos ajudar e nos encontrar! Só assim, sentimentos inferiores - porém necessários em nossa escalada rumo a nós mesmos... eles são alertas de que algo está fora do lugar - serão transformados em seus opostos. Eu penso que essa nossa bipolaridade, dicotomia, lado sombra e lado luz... seja um alerta ao equilíbrio. Após equilíbrio instalado, após (re)encontro com nossa pureza d´alma eles deixam de existir. Tudo tem um motivo para existir. E nossas emoções querem seguir o sol, mesmo que, por vezes, precisem ser sombras das nuvens ou molhadas pela chuva. Nada existe em nós por acaso. Eu ainda não sei muito bem lidar com essas emoções mais densas, mas, já sei que estou em desarmonia comigo... e não precisa explodir uma delas para saber... eu já sei. Estou em fase - há muito tempo e pode levar ainda outro muito tempo - de desconstrução. Fase de refazer-me. Fase de plantar novas sementes, de colher furtos do que já fora plantado, fase de ir em busca de ajuda para semear novas sementes... é um processo dinâmico, como a vida, porém, sem agitação. O dinamismo deve ser separado da afobação, da ansiedade e da agitação como sinônimos, por favor! 

Preparemos nosso solo amado e pessoal. Plantemos. Reguemos. Colhamos. De cada raíz fincada, erguem-se troncos e polpas. Dure o tempo que durar, as raízes são nossa origem, nosso caminho rumo ao interior, caminho de retorno a si. Mas, nossos frutos alimentam. Nosso pólen nos levam a posteridade e a novos lugares. Somos humanos e temos a capacidade de ir e voltar, porque o reencontro é um retorno. Por mais longe que sigamos, o retorno, quando nos permitimos honestamente, cira um caminho próprio, que não tem explicação lógica, muito menos científica, é Vida! Tempo como seu aliado abre esse portal. Não pegamos atalhos, pegamos O caminho rumo a nós mesmos! Isso é cura: reencontrar-se! Sejamos mais felizes a partir de agora! A raiva precisa de compreensão! Acolhamos cada sentimento nosso. Vamos dar o devido carinho a nós mesmos!

PS - pensar assim ainda não me torna uma pessoa evoluída... eu, como qualquer ser humano, estou em processo e isso requer tempo e tempo e tempo.
"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

William Shakespeare


Pat Lins.

sábado, 1 de setembro de 2012

O TEMPO PASSOU... TUDO MUDOU!

Têm coisas que a gente não precisa pensar em mudar, porque o tempo já passou e já mudou. A gente precisa ver, entender, aceitar e saber lidar.

O caminho que seguimos, o rumo que tomamos, segue nos levando. O tempo vai passando. A mudança segue junto.

Não tem como recuperar o tempo que passou. Não tem como seguir de onde parou, porque não houve parada, houve caminhos que seguiram em direções diferentes. Não foi desencontro, foi cada um seguindo o seu ponto. Não houve erro, houve seguir. Há consequências e com isso, precisamos lidar de maneira equilibrada, franca e honesta.

O que andamos e o tempo que passou não devem nos fazer sofrer. O não sofrer não quer dizer não ver o que se viveu. Foi vivido. É preciso saber identificar o que foi "erro", para redimir. Ainda que cicatrizado, fica a marquinha do real, do que houve. O que muda é daqui para frente. Não como queremos, voltando no tempo para dar um novo rumo. Sim, como podemos e sim, como o outro pode. Seguimos e vamos indo. 

O importante é criar novas oportunidades e ver onde estamos para entender como chegamos até aqui e avaliarmos se é assim que queremos seguir. Nem sempre o caminho de um é o de dois. Mas, em alguns casos, os caminhos de dois pode ser um. Se cada um tomou seu rumo, fizeram as escolhas, o tempo legitimou e firmou. Foi o que foi construído - ou, destruído. Se há ruínas, é possível mudar o caminho, mas aquele mesmo, só com muita amor para reconstruir. Se não fizer sentido, não faz sentido refazer, é seguir e construir algo absolutamente novo, sem desmerecer a importância do que passou. Nossa felicidade está onde estivermos. Ela nos segue, ela nos quer! Ver que ela - a felicidade - está conosco é que faz a diferença real.

Não adianta se tornar racional demais ou emocional demais - nem o frio, nem o quente, o morno, o caminho do meio é o equilíbrio. 

O não julgar é não julgar. O respeitar é respeitar. O aceitar é aceitar. E viver é isso, saber o que fazemos, saber o que queremos e ponderar o que de fato queremos e fazer acontecer - sempre respeitando o que queremos, caso envolva o querer de outra pessoa. O que eu quero pode ter como barreira o querer do outro. Querer que o outro queira e seja o que queremos é ilusão e ilusão não é real. O não real é perigoso. Há perigo nas esquinas das nossas visões. Aquilo que não gostamos de ver precisa ser visto, precisa ser entendido e precisa ser aceito para ser mudado ou assimilado.

Não adianta falar em ser e fazer se não se é, nem se faz. Não adianta se magoar com a reação do outro se a ação foi nossa. Se eu falo e escuto de volta, eu pedi para ouvir. Fico "pirada" com pessoas que falam e esperam que você cale e dizem: "é o meu jeito de pensar..." e o meu, de pensar em cima do que você pensa e dialogar, não conta? Diálogo é isso: dois falarem, dois ouvirem, dois entenderem uma coisa só.

Numa relação, se dois falam de vez, ninguém se escuta e um grita para se fazer entender, tem algo não saudável aí. São dois falando duas coisas, ouvindo muitas coisas e entendendo nada de um para o outro. 

Eu convivo com algumas pessoas que são assim: falam que é importante escutar, mas, não escutam nada. Elas vivem um mundo particular e particularmente perigoso, por se tratar de distúrbio grave e nunca tratado, por nunca ter sido aceito. Esse mundo tem uma linguagem própria e quando você vai falar, vem de pronto uma resposta "nada a ver", como se a pessoa já estivesse numa cena dentro de seu mundo e, de repente, passa aqui no mundo real e emite o pensamento, como se fosse continuação da conversa... Um exemplo: estávamos falando dos buracos nas ruas da cidade e como o carro fica comprometido com esses impactos. O carro dessa pessoa está com a chapa de proteção de um treco embaixo que está chacoalhando, porque de tanto buraco na cidade, a peça vai folgando. Eu falo: "com tanta buraqueira, não tem como a chapa ficar quieta, coitada. Por isso que ela toda hora folga...". A pessoa reage aos gritos: "É por causa do buraco! É por isso que folga!". Eu, pensando estar eu surtando, falo: "e o que foi que eu disse?". A pessoa: "disse que..." e não disse mais nada. Na verdade, ele não estava escutando o que eu falava. Estava em seu "fantástico mundo particular" e, dando uma volta por aqui, voltou ao mundo real e falou qualquer coisa em sua defesa, como se houvesse um ataque. Isso não é fácil, mas, é o caminho de cada um, é o mundo de cada um... E cada um escolhe se quer interagir com aquele mundo ou não. Nisso se baseia a minha DS - distância saudável - onde, como não sabemos lidar, afinal, nós também somos falhos, com o mundo alheio, melhor não interagir. Melhor DS. É saudável para ambos os lados. A pessoa não vai entender... nem tente explicar mais... Agora, a DS não é vingança e nem para arrogância. Tem gente que é intolerante e não respeita o jeito dos outros, quer impor a vontade e quando não consegue, não tenta se fazer claro, e se afasta. DS não é se afastar, simplesmente, fingindo não ver a situação. DS requer humildade para reconhecer a própria limitação no não saber lidar com as diferenças e, para o bem das partes, manter essa distância. Isso é DS. Tem gente que diz: "usei a DS...". Discutir faz parte de qualquer relação pessoal. Não é isso. Não é fugir da discussão, não é evitar o diálogo. É ver de verdade que já se tentou - de verdade e com humildade - administrar a situação e não se saba mais como. Tem gente que coloca uma cosia na cabeça e coloca o outro como quem não entende - e é possível que não tenha entendido mesmo - e não vê que eu mesma não estou me fazendo ser entendida, "eu quero impor e que você aceite o que eu vejo de você e pronto". Isso é arrogância, orgulho... A DS não é orgulhosa, nem arrogante, nem presunçosa. Ela entra onde a gente entende que a gente não tem condições de estar ali e assume que não sabe como lidar, porque entende que a gente tem limitação, também. DS não é sabedoria... é por não se ter essa elevação pessoal e esse grau de elevação que a sabedoria exige, que uso a DS. A DS é um paleativo emergencial entre falhas, não é solução. Porque todos nós somos falho!

Assim, o tempo passa e mudanças passam, mudanças chegam, mudanças podem surgir... A gente faz o nosso caminho, colhe o que planta, mesmo assim, tem sempre um algo novo a plantar e outro a colher. Será a mesma colheita? Não. Isso é ruim? Não. Se um casamento termina, por incompatibilidade de gênios, a injustiça está em não reconhecer as qualidades do outro, mas, o que pesa mais: as qualidades ou os defeitos? Isso é a incompatibilidade de gênios - ambos com algo pessoal a ajustar. Ambos com caminhos a desvendar. Ambos com necessidade de se cuidar. Se isso não fortalece o elo, o vínculo enfraquece, sinal de que esse movimento deve ser separado. Se há um sentido juntos, continua. A incompatibilidade não é condição de separação mas de se saber lidar. Se sabe lidar, lide e daí mesmo, da vontade, surge a motivação e dentro de si o estímulo, porque aquilo não é uma obstrução, mas, um obstáculo a ser superado juntos e com o amor que une o casal - ou qualquer relação. Se não há sentido, força ou conhecimento para lidar com a situação, DS. Ou, separação, mesmo. O não saber lidar com as diferenças é sinal de que cada um precisa se tratar. Isso não quer dizer que tenha que empurrar com a barriga.

O tempo, assim, passa! O tempo, assim, passou e mudou muita coisa. O que fica a gente avalia: quer continuar ou quer parar? Ninguém precisa ser infeliz junto. Se a felicidade foi detectada com consciência e clareza é cada um seguir seu caminho, que não há mais um caminho a dois. que siga o caminho. 

Separação é solução quando é solução. Se a solução é separar para cada um ser feliz, que seja. Para mim, tenta-se tudo, porque vivemos tantas fases e tanta cosia interfere e confunde que é necessário limpar o ambiente para se saber. Uma dor que julgamos ter sido causada pelo outro, pode ser, perfeitamente, uma dor nossa de uma expectativa nossa e que jogamos no outro. Um dia se descobre que o problema estava ali e, por muito tempo, a raiva imperou, e raiva é sempre injusta. Por mais que tentemos justificar as nossas raivas, ela, por si só, é um sentimento inferior, está atrelada às nossas características mais fechadas e mais orgulhosas e vaidosas... portanto, nunca estará pautada na justiça. Justo é compreender, ainda que o outro tenha feito a maior merda, que estamos com raiva e entender essa raiva, deixá-la passar e saber como agir. A paz sim, a harmonia, o equilíbrio isso é justo. Não condena, apenas avalia, compreende e entende, decidindo como agir com ponderação - e ponderar é equilíbrio entre emocional e racional.

Assim, enquanto descubro isso, o tempo passa. Troco com pessoas que tomam as minhas dores e eu me sinto na obrigação de não reconsiderar porque os outros de fora vão me julgar... e vejam o quanto erramos por medo, receio e por puro ego ferido. O que de nobre temos para nos dar leveza? Sejamos, antes, para fazer! Sendo já se faz. Já se é.

Assim, outro tempo passa. E me pergunto: o que é tempo? E o que é Tempo? E me vem a resposta: Vida! E vida, passa. A gente nasce para passar, mesmo. Passar dessa para "melhor", né assim? E como passar dessa para melhor se nem aceitamos que Vida passa com o Tempo e que isso é um processo da Natureza? O que fica? O que fizemos de melhor, quem fomos e o que deixamos no ar? Como passar se tememos e não aceitamos essa passagem como algo natural? - e não me refiro aqui a passagem como reencarnação, ir para caixinha de Deus, ou, se tornar uma estrela no céu... não estou condicionando a qualquer crença religiosa, mas, considerando que toda religião sabe que a Morte de uma Vida é  a única certeza que se tem e o que vem depois dela... Ainda assim, todas concordam com um tempo infinito vinculado ao Divino Ser Criador, que cada um dá seu nome, eu chamo de Deus e Ele nunca se mostrou chateado comigo por chamá-lo assim... ou, por não entender o que Ele me diz... mas, vamos para a frente.

Se a gente não aceita o natural, como normal e quer que o normal seja o anormal e antinatural, vamos viver uma Vida mais difícil e ver a felicidade omo utopia, assim como a linha do horizonte onde cada passo que damos em sua direção, ele se distancia na mesma proporção. Assim, como a Natureza, o Tempo faz parte desse corpo Divino e Deus, para mim é Vida+Natureza+Tempo, Ele se manifesta em nossas vidas assim, passando, porque o Tempo, ainda que eterno é dinâmico sem fim, mas, para esse nosso tempo Ele é algo temeroso, finito e passageiro... A gente criou o tempo cronológico e teme a nossa própria criação, é mole? E corre, para fazer dessa cronologia algo próximo ao Tempo real... isso é loucura e se afasta de Deus e, com isso, se afasta da Vida e da Natureza. destruímos o caminho para nossa essência e, assim, do caminho para a nossa Felicidade. E Felicidade passa o tempo inteiro ao nosso lado, cutucando e pedindo atenção... só que a gente só olha o relógio no pulso ou no celular. Só acha que está atrasado quando alguém liga e diz: "cadê você?". E eu me pergunto: "cadê você, Patricia?". E eu me pergunto: "onde estou eu?". E eu me pergunto: "quem sou eu?". Com o Tempo vou saber responder, porque vou me encontrar. É nesse caminho que sigo, indo e voltando, mudando de lugar e de caminhar. Tem outro caminho? Deve ter... mas, é assim que eu faço o meu. Vida sempre coloca algo para aprendermos ainda que tomemos o rumo errado e, nesse aprendizado, a gente aprende a ter discernimento, entendimento e consciência. Assim, Tempo vem naturalmente ajudar e conseguimos entender que o caminho não é aquele e mostra aonde devemos ir. Quantos de nós abre mão das rusgas, do orgulho, da postura superior e arrogante para seguir o caminho da humildade - que não é a subserviência -, o da compreensão - que não é se fazer de capacho - e o do entendimento - que é a clareza e não o achismo vigorante, para se prontificar a seguir o caminho "certo"? 

Quantos de nós é relutante em aceitar que também é responsável por caminhar por onde não era para ir e diz que foi levado, jogando no outro a culpa pela própria fraqueza, do tipo: "é porque você não sabe como é difícil conviver com fulano... mas, é minha cruz, né? Meu carma..."? Tudo a gente negativa. Não penso que ninguém tenha que viver a maldição de se colocar aprisionado a alguém que não te faz bem... Isso existe? Existe! Mas, e aí, vamos viver assim? É algo em mim, que não sabe lidar com o outro? É algo no outro que não "bate" comigo? De qualquer maneira, tem algo em mim que precisa ser tratado, nem que seja a capacidade de compreender e respeitar que o outro é quem ele é... Ah, compreender não quer dizer se submeter! A compreensão não é "má" e um castigo... Ela é um sentimento nobre e uma capacidade elevada de saber que não há motivo para raivas, mas, para esclarecimentos, inclusive o esclarecimento pessoal de que não sabemos respeitar nem a nós, nem ao outro... ou, de entender que mesmo compreendendo, não dá!

E assim, o tempo continua passando... e a gente, o que vai fazendo? Construindo, edificando, identificando os sinais de Vida de que, mesmo no caminho errado, ela nos ensina algo e nos mostra o caminho de volta - isso é generosidade e a Vida é bastante generosa, mas, Tempo, passa...? Ou, destruindo, ruminando, regurgitando...? 

Sejamos árvores com raízes fortes e capazes de se multiplicar em cada pólen que voa livre vida a fora, cheio de vida dentro.E tudo isso com muita paz, não "ligando o fo**-se" que vamos resolver. Sem revolta. A revolta é sinal de raiva, ainda... de algo não dissolvido. Dissolver em si não vai mudar o outro, mas, faz com que a gente se preserve de deixa de se martirizar por algo que não nos cabe modificar...

Pat Lins.

sábado, 14 de abril de 2012

GENTE!

As coisa só são, sendo... senão, apenas parecem ser! Pat Lins.

Eu vivo e convivo com gente. Gente que tem nome e sobrenome, mas, a mim não faz diferença, sempre tenho um apelido especial e uma maneira carinhosa para chamar: AMIGOS. 

Não, Marcos Carvalho, não é como a cobra que quando encontra a outra fala: "amiga!" - risos. 

Eu vivo e convivo com pessoas mais do que especiais. Bom, algumas que pensam que convivem comigo e nem se dão conta de que não fazem parte do hall dos meus "amigos" é porque são cara de pau, mesmo e nem o fato de não convivermos, nem trocarmos nada as faz entender, mas, paciência, se alguém precisa de mim e eu posso ajudar, porque não? 

Eu sou imensamente grata por poder fazer minha travessia pelo mundo e por minhas mudanças em paralelo e junto com outras pessoas que me são caríssimas e mais do que especiais - se existem os especiais, imaginem os mais que especiais. Estes são meus anjos da guarda em forma de gente.

As pessoas que convivo, que interajo e que fazem parte de mim - assim como eu deles - são de carne e osso; de sangue vermelho; de cores de pele distintas; de religiões diversas; de filosofias de vida próprias e pessoais; alguns se acham e juram de pé juntos que são normais...; outros, se assumem anormais - tem coisa mais chata do que ser "normal"? Coisa mais "comum" e "igual"... Igual a quê? Se fosse igual ao que presta, ao que eleve, mas, igual ao vazio e ao raso? Essas pessoas têm profissões diferentes; salários diferentes; contas bancárias distintíssimas; idades variadas; peso, altura dos mais variados... Eu amo viver e conviver com GENTE! Gente, como que as pessoas não entendem o que isso quer dizer? Eu não me refiro a seres quase humanos que não têm uma almainha para lembrar-lhes da condição humana. Eu não me refiro às pessoas estranhas e doentias, cuja convivência e/ou proximidade é insalubre - a gente não é capaz de fazer ninguém melhor... se é o pior que têm a oferecer, melhor nem se aproximar... tem "gente" que só nascendo de novo!

Eu sou assim, GENTE que convive com gente. Gente que ama observar e ser observado - sempre gostei. Todo mundo achava que pelo fato d´eu ser falastrona, extrovertida e brincalhona, era pouco observadora. Creiam bonitos! Vejo com olhos da alma. Sinto com cada poro de minha pele. Escuto com cada "tumtumtum" do meu coração. Essas pessoas que assim me falam, não me seduzem, me ganham. Só me ganha quem é sincero e honesto, de resto, me aturam e eu, a eles. 

Quem tem coragem de se assumir como GENTE, que se siga! Em meio a todo tipo de GENTE  e de gente que tive o prazer e o desprazer - que, mesmo assim, me deu o prazer de aprender algo, nem que fosse exercitar a distância saudável - de conhecer, entendi que religião não salva, porque a religiosidade é algo muito maior, mas, que a fé é capaz de ultrapassar montanhas, caso não tenha o poder de removê-las... Que as cores das peles são apenas fenótipos, uma mensagem da Natureza para nos ensinar a ver além dos olhos. Ela própria criou várias espécies de tanta coisa, seria com os seres humanos diferente? Imagine: eu sou filha de pai mulato - filho de branca com negro - que casou com minha mãe que é branca. Eu saí, assim, um tom mais próximo do branco, mas, sou mais para morena clara - comédia isso -, minha irmã, saiu cor de canela - ela é negra, mas, a cor parece que tem um avermelhado por cima e é linda - e meu irmão, cor de formiga - já sei, Ric, estou sentindo daqui a patadinha delicada... Pois bem, eu sou tão negra quanto os meus irmãos são brancos. Nossas peles são diferentes, mas, somos frutos do mesmo pai com a mesma mãe. Explicação? Sobe lá no céu e pergunta a Papai do Céu diretamente. Aproveita, lembra de pedir uma capacidade de entendimento e aceitação melhor. Continuando: quando escuto as frases chamativas do tipo "trago homem em três dias", "a igreja da salvação", "para quem tem coragem, venha, pois aqui só os fortes permanecem" ou "se quer ser fiel a si, aqui é o lugar"... tanta frase de efeito que me vem a questão: quem são essas pessoas que guiarão essa gente toda pelo caminho da salvação, da "verdade" e do verdadeiro conhecimento? Qual o verdadeiro conhecimento mesmo? Eu vejo tanta gente conhecendo, reconhecendo, conhecendo algo novo e por aí vai que me pergunto: qual o conceito de fé que as pessoas buscam, exercem e matam por ela? A fé cega ou faz enxergar? Gente, tem muita gente por aí que chama fanatismo de fé e segue sem saber o que está seguindo. Tem gente que sabe que segue porque sente afinidade. Lógico! Ninguém vai seguir algo que  não acredita e não consegue acreditar... Daí, tantas "fés" espalhadas por aí. O que vejo de próximo ao que suponho ser verdade, por isso chamo de minhas verdades, é que existe uma média aí que vale a pena ser observada e é o que faço. Por isso, curto tanto observar natural e espontaneamente. Já fui em tantos lugares e tantos credos que posso falar de carteirinha: o segredo da vida não é segredo, é só viver fazendo o bem, sem olhar a quem, mas, amando-se primeiramente, para saber o que é amar e poder dar, então, aquilo que tem! Legal, né?!

Nossa, vi tanta gente querendo conduzir gente sabe Deus para onde que algumas dessas pessoas, um dia, deixam de ver sentido naquilo e saem. Olha a discriminação... Nessa hora é que se vê o brilhantismo da verdade maldita - ou, não dita - dos interesses escusos. Saia de um grupo - seja religioso, filosófico, sindicalista, etc - e se sinta compreendido e que aceitam sua escolha. Pregar uma mentira é tão fácil... sustentar uma verdade requer ser GENTE e isso, pouca gente o é!

Por isso que sigo minha prática de ter bons amigos de diversos tipos. Aprendo um pouco de tudo e nada de tudo - não existe a verdade universal em meio a nós, humanos. Colocamos nossas verdades e óticas em tudo. Por isso que sempre digo: "a realidade é a verdade de quem vê do ângulo que está olhando". Tem como ser diferente? Tem como acreditar em algo que foi tão manipulado? Manipulado, mexido com as mãos. Mãos de quem? Quais os interesses? Quem eram as bruxas, os bandidos e quem eram os puros? A história é muito maquiada e contada através da verdade de alguém com suas crenças. Só quem viveu sabe o que viveu e, ainda assim, tenho minhas dúvidas. Como ser justo dando tudo igual, sem considerar o que era necessário para cada um? Deixa para lá... isso cansa. E cansa mesmo. Mas, é isso que me faz ser incredulamente crédula na Vida. Desconfio de promessas perfeitas, conduzidas por pessoas menos qualificadas. Confio no dia, no sol que nasce... no que vejo, no que sei, no que busco, no que me aparece... em algumas coisas que me dizem... Como todo mundo: filtro o que me convém, não somos todos assim? Senão, haveria uma religião una - e unida -, uma filosofia única, um caminho só. E respeito? O que é respeito? Como pregar respeito e não respeitar? Hipocrisia! Ninguém se assume, mas, quem não o é? Quem não julga, ainda que tente mediar? 

Eu vivo com GENTE  e com todo tipo de gente. Quem não vive? 

Meus amados, amo todos. Meus desafetos? Raiva, indiferença, desavenças... falta de afinidade. Eu é que estou certa? Eles estão? Eu sou melhor? Eles que são? Sei de nada! Sei quem sou e que não nos "batemos", mas, e daí? Me "bato" com outros e eles com outros, também. Melhor ou pior é parte do julgamento subjetivo. vai mensurar? Eu que não. Cada dia mais tento entender que é assim que é... cada dia, menos me sinto melhor do que os outros e mais me sinto melhor do que eu mesma! 

Gente, a vida da gente é para superar, aprender e ser FELIZ! O resto, estamos aqui para aprender a lidar. Cada um com seu quinhão de coisas para aprender. Joga para os outros, não. Assume e se vira! Não precisa ir sozinho. Muita GENTE  diferente é capaz de ajudar, mesmo em caminhos e trajetórias distintas. Experiência é algo que diz alguma coisa... nem que seja: não vá por lá. Chapeuzinho Vermelho foi teimosa, mas, no final deu tudo certo. Quando a gente erra, ainda assim, merece consertar! 

Atravessiamo! No plural! O mundo é a união de todas as partes! NÓS SOMOS PARTES ÍNFIMAS, MAS, PARTES, DE UM TODO! Isso é muito importante lembrar! GENTE, é para ser FELIZ! E caminhar!

Beijos em todos!

Estou aprendendo! Ninguém precisa seguir e atravessar a Vida sozinho! É preciso se conhecer para saber com quem trilhar! Meu nome é Pat Lins e que diferença isso faz? Eu sou Pat Lins! Isso faz diferença: quem somos. Minha descrição de mim mesma? GENTE! Gente que quer fazer e, assim, um dia, Gente que Faz!

... e quem quiser, que conte outra!

"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver ... simplesmente, disse eu? Mas como é difícil!"  (Mário Quintana)

Apenas sendo verdadeiros com nós mesmos, podemos ver a verdade do outro e compreender tornar-se-á uma capacidade real! Pat Lins.

Pat Lins.

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