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sábado, 5 de dezembro de 2015

TODA PRÁTICA É ALGO REAL (?)

Imagem: https://asiandreamboys.wordpress.com
Só sei que a boa prática é algo mais ou além de palavras... E olha, eu gosto de palavras. Porém,  têm horas que nenhuma, em idioma algum, é capaz de me fazer viver e sentir tudo o que preciso para entender: "EU SOU.".

A vida é uma arte real, com sons, cores, formas e caminhos em harmonia.

A paz na prática é algo muito diferente da simples palavra. Não tem sindo fácil para cada um de nós,  cada eu, compreender que a paz é muito diferente de guerra. Se a gente insufla a guerra,  alimenta as mentes com palavras de guerra,  guerra continuamos a ser e paz continuará sendo apenas uma palavra pequena e simples de ler.

A paz começa em mim, quando eu me vejo, me aceito e me transformo quando me digo:"EU SOU ALGO MELHOR do que estou".

Pat Lins.

sábado, 21 de julho de 2012

DOENÇAS DO COTIDIANO


Existem doenças do cotidiano que são muuuiiitttoo piores do que uma doença infectocontagiosa...

Temos:

- a doença do DEDO APONTANDO E APONTADO;
- a doença de NÃO ASSUMIR QUE É HUMANO;
- a doença da FOFOCA;
- a doença de ACHAR QUE A GRAMA DO VIZINHO É MAIS VERDE E TER RAIVA DO VIZINHO, em vez de cuidar da própria vida;
- a doença do MEDO DA VERDADE;
- a doença da INFELICIDADE CRÔNICA AGUDA E DESVAIRADA;
- a doença do QUERER SE DAR BEM, A QUALQUER CUSTO, em vez de conquistar seu lugar no espaço;
-  a SÍNDROME DA CEGUEIRA DIURNA E NOTURNA, onde nada se vê, tudo se cobra e nada se enxerga;
- O DISTÚRBIO DA FUGA FREQUENTE;
- o distúrbio gravíssimo da ESPERTEZA AGUDA;
- DESEQUILÍBRIO RELACIONAL CULMINANDO NA TRAIÇÃO - todo tipo de traição... desde que sempre tenha que acreditar que está sacaniando alguém... sem entender que o maior prejudicado, é ele mesmo;
- DISTÚRBIO DO DESRESPEITO ÀS DIFERENÇAS;
- doença do PRECONCEITO ACIRRADO;
- COMPLEXO DE DÉSPOTA;
- DOENÇA GRAVE DA MANIA DE PERSEGUIÇÃO, está todo mundo contra você; conspirando contra, falando mal... isso é cria de outra doença gravíssima:
- EGOCENTRISMO INSTALADO;
- EGOÍSMO AMBULANTE E ATORMENTANTE;
- doença das faltas: FALTA DE AMOR PRÓPRIO; FALTA DE RESPEITO AO OUTRO; FALTA DE PACIÊNCIA; FALTA DE COMPREENSÃO; FALTA DE BONS PENSAMENTOS; FALTA DE BOAS AÇÕES; FALTA DA FELICIDADE...;
- doença DO MEDO DE SER FELIZ;
- doença da SURDEZ CONVENIENTE;
- doença do MENOR ESFORÇO;
- SÍNDROME DO MEDO DA PERDA, que culmina em prender as pessoas via chantagem emocional séria... A origem dessa patologia é a falta de amor próprio e consciência do EU;
- SÍNDROME DO MEDO DA SOLIDÃO E DA CARÊNCIA EXCESSIVA E ABUSIVA
- SÍNDROME DA MENTE VAZIA ...

Enfim, uma série de doenças que não têm CID e não são identificadas em tumografias, ressonâncias... apenas uma boa avaliação pessoal pode ajudar a detectar esses sintomas - em geral, essas doenças já estão generalizadas e entraram em metástase, mas, tem cura; as chances de ressucitar são grandes, se e quando há VONTADE.


A cura para todos esses males é simples, mas, nada fácil... requer que o enfermo, primeiro, reconheça-se como "PESSOA EM ESTADO GRAVE DE DECOMPOSIÇÃO BIOPSICOSSOCIAL". Depois, busque ajuda com pessoas mais esclarecidas, como bons profissionais de psicologia e, em alguns casos, a patologia pode estar avançada e um bom psiquiatra ajuda.

Bom, esse texto não se esgota aqui. Diversas outras doenças não nominadas, não autodescobertas e não aceitada existem por aí. Cada um de nós precisa se ajudar. Só avaliando-se de verdade e em verdade é possível estabalecer um levantamento dos sintomas e, com isso, fica mais fácil identificar cada sintoma e levantar o diagnóstico, a caminho da cura.

Façamos o melhor que há em nós e vejamos se é, ou não, melhor ser alguém melhor? Melhor alimentar o bem e fazê-lo presente em nossos pensamentos e ações, ou, alimentar o mal, bem como a omissão do bem que há em nós? Isso tudo porque sempre há um caminho para a cura, basta assumirmos que estamos doentes e contaminados pelas DOENÇAS DO COTIDIANO.

Alguns pequenos gestos podem ajudar, desde que dosados, com uma dose equilibrada de sinceridade e honestidade, através de expressões de carinho e sorrisos. Entender que não precisa pesar o ambiente, já ajuda. Aliviar e deixar fluir e imperar o bem, o ar puro de boas intenções... isso limpa qualquer ambiente!

Pat Lins.

terça-feira, 17 de maio de 2011

CONSCIÊNCIA


QUANDO SE TEM CONSCIÊNCIA DO SEU PAPEL, NÃO PRECISA DE FISCALIZAÇÃO. 

CADA UM FAZ SUA PARTE, PORQUE SABE QUE TUDO ESTÁ INTERLIGADO E A AÇÃO DE UM INTERFERE NA VIDA DO OUTRO E A AÇÃO DO OUTRO, INTERFERE NA VIDA DE UM, DE OUTRO E DE MUITOS.

TUDO SERIA MAIS FÁCIL SE TODOS TIVÉSSEMOS CONSCIÊNCIA DE NOSSAS RESPONSABILIDADES E NOSSAS ATITUDES.

SABE O QUE FALTA AO SER HUMANO? 
CONSCIÊNCIA MORAL.
CONSCIÊNCIA DO QUE É CONSCIÊNCIA.
MAIS SABEDORIA.
MAIS RESPEITO - A SI E AO OUTRO.
CONSCIÊNCIA DO QUE VEM A SER, VERDADEIRAMENTE: ÉTICA.
HUMANISMO.

NO DIA EM QUE ESCUTARMOS A VOZ QUE CADA UM DE NÓS TEM, DAS VIRTUDES, AÍ SIM, NOS APROXIMAREMOS UM POUCO DO QUE ERA PARA SER UM SER HUMANO!

ATÉ LÁ, SOMOS APENAS ANIMAIS HUMANOS, COM RAZÃO EM POTENCIAL, MAS, EMOCIONALMENTE PATOLÓGICOS.

QUANDO UNIRMOS NOSSAS CONSCIÊNCIAS, AÍ SIM, ILUMINAREMOS A NÓS, AOS OUTROS E AO MUNDO!

Pat Lins.

terça-feira, 20 de julho de 2010

VIDA QUE ALIMENTA A VIDA - DO QUE, DE FATO, NECESSITAMOS PARA VIVER?

Acabei me rendendo e quebrei uma "regra" recente minha: comecei a assistir uma série antes dela ter acabado... Explico: como sou ansiosa, e, depois de toda mudança em meu ritmo e estilo de vida, deixei de "seguir" séries. Sim, sagas, sequências, trilogias e afins. Sou ansiosa e perder o "fio da meada" é terrível, para mim. Então, adotei a postura de esperar passar o tempo, o modismo ceder lugar e poder adquirir a sequência completa. Foi assim com Harry Potter - livros - e estava sendo assim com Crepúsculo. Mas, cedi  e fui assistir ao primeiro filme... corri à locadora e peguei o segundo - New Moon/Lua Nova. E, agora, estou em cólicas para ver o final... Como meu aniversário está chegando, penso em me dar de presente os quatro livros e saciar meu desejo de devorar cada um, porque já soube que se trata de uma obra muito bem escrita.

Mas, o que me fez escrever este post foi que, por trás do romance, que é a trama central da história, o enredo aborda temas profundos e nós nem nos damos conta, o que é muito bom. Como me diz Morgana Gazel - uma pessoa incrível e escritora talentosíssima - leia "ENSEADA DO SEGREDO" e veja porquê me curvo diante de seu jeito e ritmo de escrita, além da história instigante e surpreendente -: "o bom é falar sem precisar dizer..." E isso se dá quando conseguimos passar a mensagem sem o apelo "moral" direto. Através de atitudes coerentes e mensagens subliminares honestas. Pois bem, voltando a Crepúsculo e Lua Nova, me peguei refletindo sobre uma metáfora, chamada VAMPIRO. O que é um vampiro? O que é a vida eterna? O que é vida? Comer para viver ou viver para comer?

Na fala de Bella Swan - personagem principal da saga de Stephenie Meyer - numa cena onde ela está entre a "vida e a morte/'vida eterna'", ela pensa: "morrer é fácil, difícil é viver..."  e me peguei refletindo sobre isso. O quanto tememos a morte. Provavelmente, pelo fato de ser "mais" fácil do que a vida. Como gostamos de coisas complexas, viver é o caminho - risos. Mas, em Lua Nova, Edward Cullen - o vampiro do "bem" - em meio ao estudo de "Romeu e Julieta", diz "invejar" os "humanos", porque "eles" podem escolher viver ou morrer. Para Edward a "imortalidade" - que não é imortalidade...um vampiro pode "morrer"... e, perceba, não é novidade desta derivação de vampiros, mas, de todos que "conhecemos": eles precisam de "sangue vivo" para "viver', senão... O que acontece se um vampiro não beber um sanguinho? Boa pergunta. Drácula!!!! Me responde aê! - é uma prisão. Fica claro, ali, que o romance é só uma fachada. Por trás, uma maneira de falar sem dizer que nós, temos escolhas, assim como os Cullens - vampiros que só se alimentam de sangue animal/não humano - demonstram na saga, a opção! E, mesmo resistindo ao impulso, ao optar por um estilo de vida, temos a opção d viver algo melhor. Não quer dizer que tenham deixado desejar, mas, ao admitirem e reconhecerem-se como "assassinos" para sobreviver, controlam seus ímpetos através de envolvimento/círculo social favorável - um ambiente onde todos se entreguem ao mesmo propósito com honestidade. Eles não deixam de sofrer e sentir, mas, aprendem a determinar prioridades. E, prioridade, para eles, é deixar a espécie humana viva. Enfim, essa é uma grande lição. Um diálogo entre Bella e Carlisle, ele, médico/vampiro, fazendo uma sutura na humana/viva/viva, ela pergunta como ele aguenta. Ele demonstra muita calma, mesmo estando em contato com sangue humano quentinho e escorrendo pelos braços dela. Responde algo tipo: "quando a gente se conhece bastante, não cede tão fácil aos impulsos..." Não me recordo com clareza, mas, ele queria dizer, trazendo para nossa realidade, que não precisa ser um monstro para sobreviver. Ele deixa claro, mesmo sem dizer, que a escolha dele é seu estilo de vida e, depois de certo tempo de discplina e dedicação, os ímpetos se tornam insignificantes. Já não se precisa controlar, se é. CONSCIÊNCIA. AUTO-CONHECIMENTO.

Dentro desse contexto, vem outro aspecto: "a gente atrai aquilo que tanto teme ou é mero acaso?". A protagonista, sempre tímida e introspectiva, não parecia ser do tipo de que se machuca à toa. Pois, bem, como nosso inconsciente trabalha em outro nível, mesmo ela não temendo Edward, nem sua condição, ela sabe que ele é um vampiro e que ela está em meio a vampiros, algo lá dentro faz com que ela se machuce com cortes algumas vezes, a colocando sempre em "perigo" e testando as forças dos pobres sugadores de sangue, com certa frequência. Então, fica a reflexão: será que a gente atrai? O medo é algo tão poderoso que, mesmo racionalmente, não o sentindo, ele emerge? Ou, será que estamos sendo "testados" constantemente?

O que leva uma garota, simples, introspectiva, triste, solitária, relação familiar conturbada... se interessar pelo perigo. O amor é perigoso? Será porque exige que sejamos mais próximos de nós mesmos e tememos tanto isso que fugimos do amor - mesmo, volta e meia nos colocando em situações que nos levam a vivê-lo? O que levou um "homem" de mais de 100 anos - Edward - a se apaixonar por uma adolescente simples, pacata, quieta, tímida... a ponto de repetir que a "vida" dele só tem sentido porque ela existe? Isso me leva a crer que o amor tem seus desígnios e nós pouco sabemos sobre ele... Mas, Edward explica algo: "Tudo na gente (vampiros) atrai vocês. Nossa aparência. Nosso jeito de falar. Nosso cheiro... Vocês dão muito valor a aparência..." No caso deles, representam o amor acima de qualquer diferença. Mas, eles são sedutores de natureza, porque a sedução atrai a presa. É assim que os predadores se alimentam: atraindo a presa através de algo que desperte desejo. Somos perigosos para nós mesmos, porque nos entregamos pela previsibilidade. Característica humana. É importante sabermos a diferença da realização de um desejo e do caminho para a destruição. Não podemos ser escravos dos desejos. Bom ter uma meta, uma necessidade que guie.

E como lidar com a vida eterna, sabendo que ela não é eterna nem para os vampiros?

Para mim, além dessas e outras lições profundas que o filme aborda - por isso me remeti ao "ENSEADA DO SEGREDO", de Morgana Gazel, já que se trata de um romance com cunho psicológico, aparentemente leve - porque a história e a escrita têm esse ritmo - à frente e, através de atitudes e nuances dos personagens, percebemos, sem perceber, que aquela história diz mais do que está dizendo... toca fundo, num lugar que, muitas vezes, nem nos damos conta... nas emoções. Isso, de maneira honesta, pode desencadear uma série de mudanças e reflexões em cada um de nós. - voltando para a primeira frase, deste parágrafo: a mais importante foi a reflexão sobre a vida que alimenta a vida. Onde, os animais "selvagens" e carnívoros - me perdoem se eu estiver errada  e alguém me corrija, por favor - precisam devorar a presa viva.

Os vampiros, todos, bebem o sangue "vivo". E é a morte de um ser "vivo", em vida, que alimenta e mantém a vida - ou, sobrevida - de outro ser. Algumas vezes, de maneira brutal - sem comentários -, outras, por questão de sobreviência. E, aí, o filme/livro, dá outra dica: a gente pode escolher. Matar um "semelhante" - os vampiros são humanos que foram "mortos" para "viver" a "imortalidade". - é o mesmo que se tornar um assassino e, os Cullens nos ensinam que, mesmo parecendo que nossa vida dependa daquilo para "viver" ou "sobreviver", há uma outra maneira de sairmos ganhando sem detruir a vida de outro humano - mas, precisam de sangue e os pobres animaizinhos fazem esse papel legitimado por nós, seres "racionais", que nos alimentamos da vida de outro ser vivo... Ou seja, não precisamos sugar as forças vitais do outro para termos a nossa!
Uma vez, uma pessoa me disse que a necessidade do ser humano se alimentar era algo primitivo. Hoje, compreendo. As dificuldades são tão grandes, que, para nos mantermos vivos, precisamos de alimento. Para o alimento, necessário - quase obrigatório - verba/capital/dinheiro, direta ou indiretamente... Você pode dizer: podemos plantar. Mas, e os impostos sobre o imóvel e etc? E, para sairmos dessa condição de alimento como fonte de sobrevivência, precisamos de culturas mais voltadas para a divisão justa e, assim, podemos avançar. Quanto mais fome e sede, mais olharemos água para saciar necesidade física, em vez de o tanto mais que ela proporciona. Dentro dessa região onde ainda não saimos, somos como os animais "irracionais", que não vêm além de matar ou morrer. Ou, matar para sobreviver. Isso é sobrevida. Viver é ter todas as necessidades saciadas: horários e alimentos para as refeições; água para beber e consumir, como regar, gerar energia, tomar banho... Se não avançarmos, nunca evoluiremos e não sairemos da região mais baixa do cerébro. E, de racionais, só temos a generalização do termo, porque estamos, em nossa maioria, mais para reativos predadores, do que para seres RACIONAIS e inteligentes. Para alcançarmos a região da fronte, em nosso valioso cerébro, é preciso caminhar e comer muito feijão com arroz, tendo a garantia deles, em vez de ter a preocupação de como ter o feijão com arroz e o resto vem depois.
Até a imortalidade precisa de algo vivo que a alimente... O que isso quer me dizer? Vou refletir mais... Devo estar "surtando"? Bom, enfim, para viver, precisamos de VIDA! Para nossa inteligência: ambiente favorável. Creio que, na verdade, não estamos preparados para a imortalidade. Nossa mente não consegue sequer, imaginar o que isso venha  ser...

E, para nós, desejo muita vida que alimenta a vida! Não é só de alimento para o corpo que vive o homem, precisamos alimentar tudo que nos envolva: corpo, mente e espírito! Isso faz diferença. Ordem, zelo e cuidado. Isso contribui para nosso crescimento como gente, pessoa... seres VIVOS! Vamos nos alimentar de mais humanismo, para nos aproximarmos, um pouco que seja, do que se conceitua como SER HUMANO. SER VIVO! E vamos, proteger aquilo que veio muito antes de nós e que é nossa maior fonte de vida: a NATUREZA.

SÓ A VIDA ALIMENTA A VIDA! SÓ DA VIDA, A VIDA PODE BROTAR!!!

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! - amém!

Beijos,

Pat Lins.


terça-feira, 13 de julho de 2010

PIADA REFLEXIVA - RISOS - A DIFERENÇA ENTRE A SOGRA DO GENRO E SOGRA DA NORA

ATENÇÃO

Este post nada tem a ver com a minha sogra. Apenas recebi a piada por e-mail e achei interessante. Fora que me fez ver diversas pessoas ali: mães, pais, amigos...etc. Como toda piada que se preze, ela trás uma ironia e a hipocrisia foi o destaque. Portanto, a "sogra" é apenas um personagem que nos leva a rir de nós mesmos, porque somos assim, quando conveniente a nós mesmos, dois pesos e duas medidas, duas verdades dentro da mesma situação, são o critério que estabelecemos. O que  a maioria de nós gosta mesmo é de falar... - risos.


"Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo. Uma delas pergunta à outra:

- Como vão seus dois filhos, a Rosa e o Francisco?

- Ah! querida... a Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso! É ele quem levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar. Um amor de genro! Benza-o, ó Deus!

- Que bom, hein, amiga! E o seu filho, o Francisco? Casou também?

- Casou sim, querida. Mas tadinho dele, deu azar demais. Casou-se muito mal... Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, lavar a louça e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora - aquela porca nojenta!"

 
É, somos hipócritas até a unha encravada do dedinho do pé... - risos.
 
Beijos aos risos, afinal, piada também é cultura... e reflete, muito do que a gente é...
 
Pat Lins.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

NORMOSE - a doença de ser normal


Olha, esses dias estou tendo "sorte"... risos. Penso em escrever sobre determinado assunto e "puff" recebo um e-mail com um texto que diz o que quero dizer. Agora foi minha querida Brida quem colaborou. Obrigada aos amigos pelas sugestões. Aqui é espaço para reflexões e renovação de valores, portanto, sugestões e colaborações são bem vindas!

Segue o texto para nos deliciarmos:

NORMOSE
- a doença de ser normal -

"Todo mundo quer se encaixar num padrão.

Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.

O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento que 'exercem' tanto poder sobre nossas vidas?


Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

A normose não é brincadeira.

Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.

Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença?

Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude.

E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera.


Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.


Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.


E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.


Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes." (Michel Schimidt - Psicoterapeuta)

Apenas lembrar que cada um de nós pode DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

terça-feira, 6 de julho de 2010

"O insustentável preconceito do Ser"


O insustentável preconceito do Ser
                                                          Rosana Jatobá

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.



Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:


- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!


-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.


-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.


-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?


-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.


-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.


-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....


De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.


Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.

Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.

Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:

-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:


"O teu cabelo não nega, mulata


Porque és mulata na cor


Mas como a cor não pega, mulata


Mulata, quero o teu amor".

"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.


O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:

"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:


'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).


Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".

Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?

A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos", mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !

E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!


Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:


-Só podia ser loira!

Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:


- Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...


Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".


Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.

A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.


O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:

-Só podia ser mendigo!

No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:

-Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.


 PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos...

 
(Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo.)
Esse texto é parte da série de crônicas sobre Sustentabilidade publicada na CBN




...Difícil combater um inimigo disfarçado, né verdade?! É por isso que parecemos loucos, ao lutarmos, nem que seja através do mínimo esforço, por uma sociedade, por um mundo, por uma realidade JUSTA, baseada em respeito e igualdade. Mas, como sermos iguais, sendo tão diferentes? Só o respeito pode conseguir isso.

Engraçado que minha sogra me enviou o e-mail com o texto acima bem quando eu pensava em escrever algo sobre preconceito. Obrigada, Susana, por mais uma colaboração aqui! O que me despertou o desejo de falar sobre o preconceito tão aceito - sim, porque é fácil aceitar o preconceito e suas derivações, difícil é querer ser justo... aí, nós passamos a ser "chatos", "sem senso de humor" e/ou "intolerantes"... Só sendo um negro de pele negra para saber o que é o "repúdio" sem sentido a sua cor. Eu sou afro-descendente e, por mais revoltante que seja me deparar com o preconceito racial, eu não sinto na "minha" pele, porque ela, por uma questão de combinação genética, saiu mais clara... bom, mas, isso não vem ao caso. O preconceito e o ar de superioridade das "potências" econômicas, sim, é o poder econômico que dita as regras e "pinta" as cores a serem aceitas, de preferência, verdes como dólares... Em falando de Brasil, nós aqui do Nordeste somos constantemente discriminados, onde aceitar que existe "inteligência" além eixo sul-sudeste é questão de espanto... Ninguém para para ver a "origem" do "Brasil", este país que moramos e que foi "descoberto" através de práticas desumanas e aceitas, dizimando o povo que aqui existia como se fossem nada.

A cultura do preconceito é tão socialmente aceita que mês passado - junho - aqui no Nordeste tem um dia de feriado no dia 24, para comemorar o São João. Regados a festa, todo o Nordeste entra no clima de festejos, celebrações, reuniões, encontros e muita comida e bebida. É uma espécie de "Natal" ao som de forró, muito bolo de aipim, milho, "quentão", roupas descontraídas, fogueiras e fogos de artifício. O clima é mais alegrinho, mesmo ninguém sabendo muito a história da data e o que estão comemorando... Bom, questões bíblicas a parte, é muita festa por todo o Nordeste. O fato é que o dia 24 é feriado. A empresa que meu marido presta serviço é sediada em São Paulo e lá não é feriado. Logo no dia 02 de julho, comemora-se a "independência" da Bahia, portanto, feriado para os baianos. É sabido que feriados locais e regionais existem em cada Estado, município e cada um tem seu grande motivo: comemorar algum marco histórico ou data bíblica. Não entendo o porquê da piada que ele precisou escutar do colega da sede:

"- Eu queria morar aí na Bahia. É feriado todo dia!"

Quem dera. As pessoas acham que aqui é só carnaval. Mas, para conhecimento, a cidade para, sim, para receber toda essa galera que fala mal e depois vem se encher de "cachaça" e pular atrás dos trios, e, depois, durante o ano, seguem as micaretas e carnavais fora de época, Brasil a fora. Sim, no carnaval, muita gente aqui trabalha. Só é liberado quem está na região do circuito da folia, para a alegria de toda essa galera do mundo ser "bem recebida" e, depois, sair falando mal dos baianos... Quem está fora do circuito - que abrange todo o centro da cidade e adjacências, sendo a cidade enorme - só folga na terça-feira e metade da quarta-feira de cinzas. Fora os que trabalham na festa e durante a festa, fazendo a segurança e muito mais. Mas, baiano bom é aquele que só fala em "axé music", para propagar que a gente só vive de festa. e se fosse verdade? Que mal haveria? Eu já fui foliã, mas, faz mais de 10 anos que não vou a circuito da folia e, nem por isso, vou falar mal. Falo da falta de educação cultural de boa parte - e muito significativa - do meu povo, mas, tem muito mais de estereótipo. Pois sim, em outros Estados não há feriados em seus aniversários, ou datas históricas de lutas e vitórias? Isso precisa ir diminuindo. Cada vez que nos pegarmos propagando um preconceito, por mais banal que nos pareça, ele pode tomar proporções históricas e virar "padrão", bem como fogo em palha... só precisa de uma faísca para espalhar.

Vamos manter acesa a chama e vamos fazer nossa parte no movimento de DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, inlcuindo a nós mesmos!!!

Vamos refletir e agir, nem que seja aos poucos. Tomando consciência gradativa e dispostos a exercer o papel de "cada um fazendo sua parte".

Beijos,

Pat Lins.

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