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sábado, 8 de setembro de 2012

"A MORTE DO CISNE" - QUEBRANDO PARADIGMAS

Se tem uma coisa que todo mundo sabe é que o preconceito é algo nada bom! Assistindo ao vídeo abaixo, podemos ver o quanto nos deixamos levar pelas aparências, pela superficialidade e o quanto deixamos de acreditar no que vemos, por não aparentar que valha a pena. 

O potencial está acima de tudo isso. Está na relação de cada um consigo, com base na humildade de saber que está fazendo o seu melhor, naquele momento e na determinação de quem sabe que está fazendo aquilo que gosta, sabe e quer fazer!


Durante o vídeo a gente pode tirar várias lições. As que tirei para mim e registro aqui:

- Primeira observação: O corpo de júri já começa desdenhando do nome. Jurado é algo que por si só já impõe temor, desperta ansiedade de quem vai ser julgado e etc. Deveriam ser imparciais, mas já começam "detonando" o rapaz pelo nome: "John Lennon? Eu conheço alguém com esse nome - hahahaha..." ou "John, amigo do Paul, do Ringo...?". E o jovem rapaz, lá, parado - não estático de medo, mas, parado esperando a hora dele, com a maior calma e naturalidade. Reflexo da segurança de quem estava ali com uma VISÃO muito maior do que ser julgado pelos outros, que é o OBJETIVO de ser reconhecido pelo que sabe fazer e realizar o SONHO: "eu quero sim, ser artista e vim aqui propriamente por isso, para mostrar o que eu sei. A dança na minha vida significa muita coisa. Meu sonho dentro da dança é viajar pelo mundo... É ser conhecido!". Ele tem um sonho e se apresentar ali é apenas uma parte do caminho.

- Segunda observação: o preconceito. Muitas pessoas, quando estão num patamar de "juíz" não sabem lidar com o poder e a responsabilidade que ter o poder trás. Diante da condição de julgador, há de se ter extrema cautela, tato e maturidade para não interferir e nem emitir julgamento de valor - algo pessoal. Nesse caso, de pronto, quando perguntam o que ele vai apresentar, e ele fala, começam os dedos apontando e duvidando de que algo bom sairia dali: "Você veio aqui dançar?... Assim? Qual que é a idéia?". E ele se mantém: "Vim aqui dançar. Assim!". Simples assim, como é simples a postura de quem sabe de sua capacidade, acredita nela e  faz. E ele se mantém calmo, mesmo depois de ter que escutar: "espero que sua interpretação seja muito boa, porque o seu figurino, eu achei... nada a ver...". Um júri que tem como critério um julgamento de valor é imparcial? É justo? É neutro? Imagina o impacto na vida de quem é julgado por uma bomba detonando cada parte sua?

- Terceira observação: julgamento de valor. Avaliando pela aparência, duvidam do conhecimento que está na parte onde o julgamento prévio não vê e demonstram a incapacidade de poder ver além... toda a limitação, toda o engessamento de ficar preso a um paradigma. "Você conhece a versão original da 'morte do cisne'?", pergunta outro jurado. Ao que ele responde que sim e o jurado mantém a dúvida, desconsidera a resposta do jovem e meio que diz o que é "a morte do cisne" para ver se o rapaz "se enxerga". "Você sabe que é um cisne se debatendo até a morte e é feita por uma bailarina toda de branco, nas pontas dos pés... A versão original é essa!". A versão que ele se dispõe a apresentar é uma adaptação ao estilo de dança dele, ou seja, é saber como é o original e dizer: "isso eu não sei, mas, posso fazer assim, que terá a sua própria beleza". E isso me remete a pessoas que julgam o potencial do outro por si e "garantem" que não há nada a ser desenvolvido, porque aquela pessoa não "se encaixa" no perfil, sem, sequer, ter dado a OPORTUNIDADE  de permitir que a pessoa demonstre o que sabe e o que é CAPAZ de trazer, ainda que de uma maneira diferente. Recentemente passei por uma experiência desse tipo - relato no blog "Mães na Prática", depois relato aqui - onde a coordenação pedagógica da escola se limitou ao comportamento diferente e agitado do meu filho, mesmo diante de sugestões da psicóloga dele e da professora do nível mais avançado afirmarem que ele tem potencial para mais e ela dizia que "ele não tem potencial a ser desenvolvido...", portanto, nada fez. Quando a Diretora volta da licença maternidade, começa a colocar em prática atividades diferenciadas para trazê-lo ao grupo gradativamente e não impositivamente, lidando com a característica individual para chegar ao coletivo, em três dias ele rendeu o que não rendeu no primeiro semestre todo. Milagre? Não! Capacidade de não julgar e observar, ver, tentar e agir! Eu, do meu lado, também julguei essa coordenadora como incompetente, pelo que ela deixou aparecer dela, o pouco dela que ela deixou aparecer. Mas, ela deve ter lá seu potencial a ser desenvolvido. Julgar e condenar, sem tentar ou estar aberto para ver além é um perigo para quem está desprotegido. No caso do vídeo, o rapaz estava protegido por sua natureza calma, a segurança de saber o que queria fazer e a meta de alcançar seu sonho. No caso do meu filho, não... se não fosse a professora do grupo mais avançado "enxergar" Pedro, ele estaria repetindo o grupo atual e estaria estagnado, porque a pessoa responsável foi incapaz de se esforçar e escutar as opiniões da psicóloga dele e da professora do grupo avançado. Não era ter que ver qualquer coisa, mas, ver que algo mais precisava ser feito e que as diferenças exigem um olhar diferente! 

- Quarta observação: a verdade está aí para quem quiser olhar e ver. Ninguém precisa convencer ninguém da verdade, ela É! Como eles tinham que permitir - eu, julgando aqui... duvido que se tivessem opção eles permitissem ver... quanto agem assim, fechando as portas antes de abrir? - eles foram pegos de surpresa! Surpreenderam-se, assim como a professora do meu filho se surpreendeu com o desenvolvimento dele em poucos dias e como os colegas dele dão esse feedback em relação ao comportamento dele, também. Ainda assim, no vídeo, eles mantêm a chama da dúvida: "de quem é essa coreografia?". O rapaz, agora, elogiado, cultuado... por milagre, passou a ser um "ícone" de algo a ser admirado, responde, sem a menor afetação, com a maior humildade que só os sábios têm e responde: "é minha". Simples assim!

- Quinta observação: não importa quem está julgando. Nós precisamos ter consciência de quem somos e o que queremos fazer. Antes de tudo, o que queremos atingir: qual o nosso sonho? Esse é o ponto de partida, senão, para qualquer lugar que se vá, não fará diferença, porque nem se sabe onde quer chegar. Isso requer muito de auto-avaliação, de auto-busca, de quebra de paradigma constante. Não me refiro a revolta, nem a insistir em algo que não é para ser... Já vi casos de mães que precisavam deixar a criança repetir o ano e brigarem com a escola... muito mais por não saberem lidar do que por ter algo que via e ia lutar por aquilo. Não ajudaram as crianças, estimulando o desenvolvimento, apenas deram um jeito de a criança se amparar no superficial. Não houve vitória, houve um agravante. Como se desenvolve essa criança hoje? E amanhã, sozinha, quem a ajudará? Quem fará por ela aquilo que não pode fazer e ninguém ensina?  Uma coisa é lutar pelo desenvolvimento, outra, é ter orgulho ferido, vergonha e vaidade. Eu me refiro ao trabalho contínuo de entender, ver, aceitar, investigar, questionar e sempre, sempre, tentar algo novo e diferente, com um OBJETIVO. Senão, não terá o que alcançar. Foi como uma pessoa me disse: "não dá para ensinar uma pessoa a nadar numa pista de corrida.". É acreditar e se dedicar a algo, não apenas negar e reagir negativamente.

Sejamos mais! Façamos mais! Façamos sempre o melhor que há em nós, não melhor do que o outro. Ninguém veio a esse mundo competir para ver quem chega primeiro ao céu, veio? 

Portanto, plantemos boas sementes! Reguemos, porque elas não se regam só. Cuidemos do jardim, porque o mais belo jardim e a terra mais fértil, também tem erva daninha... A vitória não é um ato isolado, são momentos onde conseguimos ver sentido em nossa existência. Aí, sim, quebramos os paradigmas que nos impõem a viver numa sociedade normótica e doentia.

Pat Lins.

terça-feira, 27 de julho de 2010

...EU DESEJO... HUMMM: UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!

Hoje é meu aniversário!!! E eu desejo um

MUNDO MELHOR PARA MIM, PARA VOCÊ, PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORS NESTE MUNDÃO DE MEU DEUS!

Que o Pai do céu me conceda o desejo de renovação, pela paz, com paz e muita paz! Que Ele toque e transforme todo e cada coração humano, em humano!

Muito TUDO DE BOMMM e de MELHOR, para cada um de nós!!!

Beijos,

Pat Lins.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS


Se você tema solução para os problemas de todo mundo, comece resolvendo os seus.

Já percebeu que a maioria de nós, mal conseguimos dar conta da demanda de problemas de nossas vidas e, ainda, "perdemos" tempo "dando pitaco" na vida dos outros? Quantas vezes nos pegamos sugerindo "soluções" - na verdade, a gente mais gera polêmica e reforça o problema do que elucida - para os outros e nos descabelamos por não conseguir focar nos nossos? Pior, quantas vezes nem percebemos que temos um problema? Fora os que têm e deixam, alegando que "as coisas se resolvem" ou "tudo tem solução", nem que seja alguém resolver por você.

Por que a gente cria tantos problemas? Parece que isso nos alimenta. Parece que dá "status" estar cheio de problemas e estressado... Por que é tão complexo desejarmos, de fato, e nos empenharmos em SOLUÇÃO? Repetir o problema milhões de vezes não traz solução, só aumenta e vira uma bola de neve... sai debaixo!

O que é "normal", "certo", "errado", "culpado", "vítma", "algoz"...? Cada um de nós é tudo isso o tempo todo. Somos dualidades, contraditórios, inexatos... A ciência responde muito, mas, segue uma escala, um formato, um rigor... A abstração libera demais... O que vem a ser o meio termo, o ponto de equilíbrio, a serenidade? Quanto mais aceitarmos e assumirmos que não temos resposta para tudo, nem solução "certa" para todos os problemas, talvez, quem sabe, a gente se aproxime mais da gente mesmo e a humildade - a de verdade, não essa de fachada que a gente se acostumou a "conceituar" como humildade... - seja a solução para tudo. Sabe, tipo uma chave-mestra?! Pois é, quanto menos permitirmos que orgulho, estresse, vaidade, "desejos" - aquilo que a gente quer, porque quer, que aconteça/seja, forçando a barra, só para satisfazer um capricho... -, ambição, arrogância, cretinice, idiotisse, "cabeça-durisse" dominem nossas escolhas, mais propensos a solução acertada estaremos.
  
Muitas vezes, a gente é tão cruel, que permite que nossas mazelas e auto-desconhecimento beirem a inconveniência e a gente acaba, em vez de ajudar o outro, acabamos aumentando o problema e, muitas vezes, criando um que nem existia... Me recordo quando estava grávida e, durante a escovação dos meus "cabelitchos" - risos - o cabeleireiro - uma criatura de outro mundo, viu?! Uma figuraça! - me perguntou: "você só vai ter esse?" Eu respondi que até ali, sim... que já imaginava a dificuldade de dar uma boa estrutura material para um, imagine para dois - é importante definirmos nossos pensamentos... a gente tem mania de falar: "dar uma qualidade de vida boa para meu filho" sem saber o que isso quer dizer... - e ele me saiu com um conselho "brilhante" - risos: "ah, um filho só?!" Eu pensei que ele ia dar aquele conselho chavão que a maioria das pessoas a-do-ram dar - inclusive eu... risos - de que precisa de um irmão e etc, quando ele continuou - kkkkkk, eu não aguento sequer lembrar, porque foi cômico de tão inusitado e, creio eu, impensado - risos: "minha filha, e se seu filho morrer? Você só vai ter um. Com fulana (falou o nome de uma mulher e não me recordo...risos) foi assim, o filho dela morreu de uma hora para outra e ela ficou sem nenhum. Já não tinha idade para ter mais... taí..." Gente, isso é real? É! Nesse caso deu para dar risada. Mas, em muitos outros, o que seria cômico, pode ser trágico. A gente precisa se policiar na hora de "porpor" soluções e saber se estamos na linha limítrofe entre um bom conselho, uma idéia pensada e refletida considerando a realidade da pessoa e uma catástrofe.

Fora as "soluções" que não passam de crítica dos "cheios de razão": "ah, você deveria ter feito..."; "eu mesma(o)... humpf! Comigo eu queria ver se seria assim..."; "você é muito besta... deveria ter..."; entre outros tantos clichês que amamos propagar. E piora quando a gente sabe que a pessoa vive o contrário do que propõe... na verdade, fica patético. Quantas vezes somos OS patéticos, sem saber e nos achamos os "bam-bam-bans"?! Olha, quantas vezes a gente arrota saber de tudo, dar solução para tudo, critica a tudo e a todos... e tudo que falamos volta contra cada palavra dita?! Outro exemplo bem prático é quando nos deparamos com uma criança - até adulto, mesmo - doente... "baixa" o médico experiente na gente e todos os aparelhos de raio X, ressonância... estão em nossos olhos, em nosso tato, já reparou? Ou, pajé, curandeiro... Sempre sabemos de um caso - falo isso me incluindo em cada situação... eu também hajo assim... - de alguém que passou por algo parecido e "curou" tomando... Receitamos remédios, chás, misturas... Um creme para hemorróida cura até queda de cabelo... Fora que se você vai - ou leva - a determinado médico/especialista, você sempre leva no lugar errado, porque a pessoa conhece um que é muito melhor, que é mais capacitado... A gente já gosta de se sentir o máximo, já percebeu?! Amamos menosprezar o outro. Tripudiar em cima da dor alheia... Depois, nos achamos "superiores" ou perfeitos e que terapia é só para dondoca ou doente mental, afinal, "não temos problemas"...

Por que agimos como "sabe tudo" o tempo todo? Acho que nossa carência em ter resposta e solução para tudo é tão grande, que nos acomodamos a água até os tornozelos, em vez de mergulharmos fundo... é menos perigoso. Por que somos tão radicais para resolver um problema imediato, propondo soluções que não passamo de um problema maior? Por que é tão difícil sermos solidários, em vez de cheios de razão? Por que, para dar um conselho, nos colocamos como "mestres" e não como parceiros, amigos...? O fato de alguém próximo nos pedir um conselho, uma opinião - e vice-versa - não nos dá o direito de exercermos a crueldade intrínseca de "se achar o rei da cocada preta". É apenas o fato de, às vezes, a pessoa - ou a gente - se perder em meio ao turbilhão de tanta coisa para resolver, que precisa dividir com alguém... alguém como ele(a) que também é limitado, tem seus problemas... mas, que, como cada cabeça é um mundo e cada um de nós tem sua história, seu caminho e, consequentemente, experiência em alguma coisa - nem que seja "coçar o saco" - quem sabe, consegue ajudar a pensar. Por que é tão dicíli a gente seguir essa linha de raciocínio?


A verdadeira solução de probemas é aquela que não causa dor - dor mesmo... aquela que poderia ser evitada e não foi... entretanto, existem algumas dores que são consequência de ingerência da própria vida e nossas escolhas e romper com suas sequelas para curar vai, inevitavelmente, causar dor... mas, a dor para curar uma ferida JÁ  aberta... Não adianta forçar uma solução que não é viável... não é solução, é vácuo! Afinal, não existe um único caminho certo... E NINGUÉM é detentor DA verdade ÚNICA e UNIVERSAL! Portanto, saiba que VOCÊ É HUMANO! Ah, outra coisa interessante: ARMENGUE NÃO É SOLUÇÃO.

COMPREENSÃO, RESPEITO, SOLIDARIEDADE, HUMILDADE, CORAÇÃO ABERTO... isso sim é caminho para a solução ou para ajudarmos a alguém na busca por uma. O que para a gente parece tão óbvio, tão simples - "Isso lá é problema? Problema tenho eu..." -, exagero - que seja - ... pode ser um grande entrave para alguém ou, para aquela pessoa. Ninguém tem a obrigação de escutar os problemas dos outros - principalmente, se está tão atolado com os próprios - e, nessas horas, dizer "não" é dizer "sim" - "sim" para o bom senso e para a sinceridade onde: "Olha, eu não estou a melhor das pessoas para te ajudar..." e, a pessoa, também, não tem o direito de ficar aborrecido (a). Às vezes é assim mesmo, a gente se nega a "abrir o jogo" e acaba criando uma situação naufrágio duplo... Nosso problemas não podem, nem devem, ser maiores do que o RESPEITO a si e ao outro. A verdade não é para magoar, nem para diminuir ninguém, é para explicar que nós, também, somos humanos e temos nossos limites. Isso eu digo por experiência. Daí, preciso voltar à época das crises da DPP, onde algumas pessoas queriam ser "solidárias", sem estar, propriamente ditas, "solidárias", por conta de seus próprios cansaços e problemas, mas, o medo de parecer "não ser solidária (o)" - até acredito que com sincera vontade de ajudar - acaba atrapalhando. Por isso que a frase/lema "MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA" deveria ser um grito de guerra a todo instante, antes de nos lançarmos ao papel de bravo guerreiro... Dar apoio não tem nada a ver com coragem para guerra... só se for em meio a uma... Dar apoio é estar, no mínimo, com o emocional em ordem ou consciente da desordem... Nunca seremos 100% equilibrados emocionalmente... quem alegar que é já demonstra desequilíbrio: cegueira. Mas, quando estamos com o emocional claramente abalado, cansados com seja lá o que for..., significa que não estamos preparados para apoiar e sim, precisando de apoio e se fazer valer da honestidade é capaz de evitar o afundamento coletivo. Mas, sim, durante as crises, algumas pessoas se "achavam" capazes de me ajudar, mesmo diante de meu argumento que não dava certo e estava me machucando mais... Por que temos essa necessidade de "não darmos o braço a torcer" e admitirmos, para nós mesmos, que é verdade, nem sempre podemos ser o ombro amigo, porque, também estamos passando por uma fase difícil e precisamos de um... Não, não é comparando "meu problema é maior e pior do que o seu", trata-se, apenas, de assumir que TAMBÉM tem problemas e que eles explodiram e não estamos sabendo como lidar... Para isso, precisamos ser justos e honestos conosco, antes de tudo. Ignorar ou não admitir que é como é ou está como está além de não ajudar, atrapalha... Não é fácil lidarmos conosco, imagina com o outro? Mas, dar um abraço amigo, mesmo que não possa fazer mais do que isso, já é de grande apoio e de uma força magnífica. A gente só pode se doar até onde e como pode. Ninguém, nem nós mesmos, podemos exigir de nós mesmo ou do outro, mais do que pode ser dado. Nenhum de nós está na cabeça do outro para saber o grau de seu sofrimento. Isso é individual. Para mim pode se tatar de uma bobagem o seu problema, porque já passei por coisas piores... mas, essas coisas piores podem ser bobagem para você. Não existe só um lado. Nem só o meu. Nem só o seu.



Não podemos negar que JUNTOS, PODEMOS MAIS! Mas, JUNTOS = entregues e guiados pela abertura, pelo senso de companheirismo, pela verdade que elucida e explica, pela sinceridade - a de fato, oposta ao sincericídio -, pela honestidade nas ações e pensamentos, pela compreensão, pela solidariedade, pelo RESPEITO e pelo AMOR - não, não apenas o amor romântico, o amor como sentimento pleno e que justifica a essência da bondade e seus bons frutos. Um apoiando o outro, igual a dois bêbados que vi há alguns anos - apoiados, ombro a ombro, um mais bêbado que o outro, mas, se escoravam neles mesmo e ali, se equilibravam no diálogo repetitivo de: "Eu te levo para casa" e o outro "não, eu que te levo"... e, lá eles iam, pela rua, dobraram a esquina, abraçados, amigos, SOLIDÁRIOS e, mesmo dentro da falta de "lucidez" e total embriaguez, UNIDOS e SINCEROS, entregues ao objetivo de chegarem em casa - risos. Foi uma cena "podre", mas, de uma lição incrível! Eles não caíram, porque se amparavam e se equilibravam em seus desequilíbrios...

Se a gente aprender a se conhecer mais, mais aceitamos e aprendemos o que quer dizer: "ama ao próximo como a ti mesmo" e, com certeza, muitos problemas encontrarão a solução certa! Falta muito da gente em nós mesmos, já percebeu?!

E, assim, quem sabe, a gente se entregue ao propósito de DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Pat Lins.



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

DPP E FÉ


Como já falei em posts anteriores, desenvolver a Fé me ajudou muito! Em meu caso, fé em Deus, e sua força através do bem e do amor!

As orações me ajudaram muito. Fora o trabalho de humildade.


Foi em meio a orações e renovando diariamente a fé, esperança e gratidão que vi o quanto faz bem ser grato, principalmente pelas coisas mais simples.

Esse exercício (que faço até hoje e daqui para frente) foi que me deu ainda mais forças.

A gente deposita muita expectativa no tratamento e isso gera uma cobrança e ansiedade muito grande. O que gera ainda mais ansiedade...

Durante o passar dos anos, a gente vai aprendendo a viver a vida de maneira cada vez mais desgastante. Em vez de buscar ser feliz, a gente busca ter recursos materiais para poder ser feliz. Não sou contra o dinheiro, mas, não podemos depositar o conceito de felicidade numa conta bancária. É aquela história: viver bem, com conforto, acesso a “boa” educação, saúde e alimentação, nos tempos de hoje, requer certa quantidade de recursos financeiros, e, claro, que com certa comodidade, a gente terá mais tempo para se buscar e conhecer e, lógico, ser sempre feliz.
Mas, como explicar quem é feliz com tão pouco, financeiramente falando e como tem gente com tanto patrimônio e não consegue ser feliz? A felicidade é uma fórmula? É mais feliz quem sabe ganhar dinheiro? As pessoas mais inteligentes são aquelas que enriquessem financeiramente? Qual o valor real da felicidade? Será que para ser feliz é necessário ser rico? Por que tem gente que vive na mais profunda miséria sócio-econômica e ainda consegue sorrir e ter esperança em algo bom? Por que quem tem quer ter mais?

Aí a gente descobre que não aprendeu a viver, com o passar dos anos, mas, desaprendeu... A gente desaprendeu o caminho para a felicidade. E esse caminho só tem sentido se guiado por um conjunto de mente, corpo e espírito. O que nos fortalece de verdade, é a verdade. Viver para morrer ou viver para viver?

Levantei alguns pontos, durante minhas crises:

Primeiro ponto: a fé! Por que temê-la? Por que colocá-la em segundo plano na vida, se ela deveria ser nosso Norte? Quanto mais a gente estuda, se gradua, pós-gradua, menos busca desenvolver e exercitar a fé. Isso não é uma regra, nem verdade universal. Tem quem exercite a fé e os estudos acadêmicos... Me refiro ao geral. Falar em Deus, amor, felicidade, alegria... torna-se piegas, e quase ninguém quer ser piegas assumido... então, a fé atrofia...

Segundo ponto: a gente aprende a viver na correria, que a vida passa e a gente nem se dá conta. Só quer ver quanto vai ficar de saldo na conta corrente, para ter aquele “alívio”... Lógico que tem quem se dê conta antes e lembra de ir vivendo em paralelo: curtindo os filhos; a família; uma tarde de domingo em casa; os amigos; bate-papo...

Terceiro ponto: lembrar de respirar! A afobação nos impede de ter tempo para respirar. O lema “time is Money” toma todo o tempo. Você já telefonou para alguém querido e ouviu um: “hoje não tive tempo nem para respirar...”? – eu já cansei de falar isso...
Quarto ponto: viramos escravos dos e-mails, Orkut e mensagens para o celular (não sou contra, tenho todos.Só precisamos saber dosar...)

É são vários pontos para analisarmos. Mas, parar para orar, para refletir, não deve ser uma obrigação diária, deve ser parte do dia-a-dia, como respirar, andar, falar... algo espontâneo e natural.


Engraçado, é que eu me achava diferente de todo mundo, porque tinha o hábito de orar, sem ter religião; acreditava em Deus, sem ir a igreja alguma... e vivia a correria do dia-a-dia, que “não me dava tempo nem para respirar”... Estudei, me graduei, pós-graduei...trabalhei, me encontrei! Mas, nada de estabilidade financeira, então, ainda precisava “ralar” muito. Ué, mas, não havia me encontrado??? A gente vive buscando se encontrar e vive se desencontrando.

Pois é, durante as crises, pude ponderar isso tudo. Parece que a vida puxou o freio de mão e disse: “hora de corrigir. Volta para o caminho certo, Pat.”

Todo mundo sabe que a maioria das pessoas só procura Deus e pede ajuda na hora do sufoco. Alcançamos a “graça”, agradecemos e voltamos para a pista para “correr sem respirar”.


Em meio a minha queda, decidi não pedir ajuda a Deus. Achava que “meu filme estava queimado” com Ele. A filha que todos queriam ter; a menina alegre e inteligente, tão estudada... achava que Deus não a ouviria. Sempre fiz parte do time do bem, mas, falava mal daquela pessoa que não soube combinar a bolsa com a roupa...

Minha avozinha orava por mim; muita gente orava por mim e vi que Deus escutava. Ainda, assim, reclamava: “meu Deus, eu sempre fui uma pessoa boa. Respeitava os mais velhos; ajudava alguém a atravessar a rua; tirava notas boas; respeitava meus pais; não roubava; não era vingativa; não era ambiciosa... toda criança gostava de mim, porque o Senhor deixou que eu caísse?” Que graça, Ele me deixou cair ou eu caí? Não sei o que desencadeou minha DPP, mas, há suspeita de uma série de fatores: herança genética (minha tia); morte de um ente muuuiiittoo querido (meu avô paterno); medo de meu filho ser roubado na maternidade (a porta estava quebrada, e eu ficava na porta); medo da responsabilidade e mudança no estilo de vida; desemprego; instabilidade financeira; maus tratos na maternidade... tanta coisa! Mas, tinha muita coisa boa: meu filho lindo e saudável; família unida de fato; marido presente e companheiro; alegria geral por eu ter tido filho; lar.

Comecei a querer ser ajudada. Em princípio, queria que alguém me carregasse, abrisse minha mente e trocasse o chip... depois, gerava o conflito do orgulho que dizia que eu não precisava pedir ajuda a ninguém, que deveria dar a volta por cima sozinha e me “orgulhar” por ter subido sozinha... Nem a terapia, nem os remédios (estes, é bom esclarecer, apenas controlavam as oscilações bruscas de humor. Eles não curavam. Amenizavam o nervoso descontrolado e as alterações de humor.) conseguiam me fazer ver o que faltava. Tinha “tudo” que precisava, mas, o buraco continuava.

Sentei na cama e orei. Sozinha. Um momento meu. Deixei o coração chorar; deixei minha mente implorar; queria, realmente, mudar. “Deus, oh, Pai, me ajuda a sair dessa. Não sei nem o que pedir; nem como pedir...mas, me dá uma luz; conduz minha vida; invade minha alma, minha mente e meu coração. Tô sem forças para orar. Ouve minha prece. Me ajuda a saber como Te pedir ajuda.” Deitei e dormi.

Era uma fase em que queria viver deitada, mas me cansava; levantava, me cansava... virava, me cansava... cheguei a dormir mais de 12h seguidas e ainda estava cansada... dormia mal, tinha pesadelos horríveis...enfim, não tinha qualidade no sono.

Todos os dias repetia: “Deus, hoje, renovo meus votos de fé, confiança, esperança e gratidão. Guia-me, ó Pai!”

Ele me ouvia e me acalentava. Mas, precisava descobrir como ouvir. Tinha que me desarmar.

Fui orando e melhorando. Acreditava em algo que estava além da compreensão, acima de tudo e de todos. Comecei a acreditar no que não via,mas, sentia em cada célula.

A oração me ajudou a perdoar (a mim e a quem eu culpasse); me ajudou a desenvolver a fé esquecida. Começava a me encontrar.

Diminuía a culpa, o fardo; aumentava a esperança. Me permitia viver a esperança. Não de maneira alienada: “ah, vou esperar que vem. Tô aqui sentada, viu, meu Deus?!”. Não, fiz minha parte. Me cuidava, me descobria, me conhecia, me amava. Me enchi de Luz, que trouxe bálsamo, paz e energia para continuar a caminhada.


Às vezes, ficamos surdos diante de Deus, porque queremos que Ele fal aquilo que queremos ouvir...

Eis um texto/esquema do site Outono´s (tem o link ali ao lado, nas MINHAS INDICAÇÕES SOBRE DPP E ASSUNTOS AFINS) que ma ajuda a ilustrar:


"A FÉ
Ela produz:
- A consciência de que existe uma inteligência Superior que a tudo comanda e que nos protege, atuando em qualquer circunstância imaginável e acima de nossa compreensão...


- A aceitação dinâmica da realidade.


- A esperança de um futuro melhor.


- A paciência, nos ensinando, a saber, esperar o desfecho dos fatos.


- A auto confiança.


- A motivação.


- O pensamento positivo.



A ORAÇÃO


- Ela é a geradora da energia que precisamos para manter acesa a chama da fé.


- Dá-nos a força interior para suportar as adversidades e seguir caminhando.


- Aguça nossa intuição, capacitando-nos à percepção das energias sutis do Universo.


- É o maná que vem do céu quando atravessamos o deserto da solidão, da angústia e do medo.




O PERDÃO


É o início da libertação.


O ato de perdoar está intimamente ligado à nossa liberdade.


Romper as amarras que nos detêm a fatos negativos e pessoas vinculadas a eles.


Livra-nos dos condicionamentos, de escrúpulos e sentimentos de culpa.


Dissipando o passado, começamos a viver o aqui e o agora. "









SACO VAZIO NÃO FICA EM PÉ! ENCHA-SE DE FÉ!!!


Patricia Lins

terça-feira, 5 de agosto de 2008

EQUILIBRANDO AS EMOÇÕES

Sempre me achei "humilde", por ter tido uma criação humanista. Não faço diferença entre um Presidente da República e um gari. Para mim, todos são GENTE, seres humanos e mortais como eu e você. As funções (e salário, claro - rs) que recebem que são mmmuuuiiittooo diferentes! Suas responsabilidades profissionais também. Mas, enquanto gente, ambo estão no mesmo patamar. O respeito é o mesmo.


Não é esse o tipo de humildade que a DPP me fez ver que eu não tinha. Era a minha auto-humildade. Era controlar a minha vaidade. Não aquela de querer se vestir bem, se perfumar, passar batom, calçar sapatos altos, cabelos escovados... não, a vaidade de ter um orgulho enorme!!! De querer ter sempre razão. De saber pedir perdão, se arrepender, mas, lá no fundo, se culpar e cobrar porque fez algo "errado". Admitir que errei não me constrange. Cobrar-me por que não acertei é que pega...

Me deparar frente-a-frente comigo mesma, doeu. Dói a gente ter que se olhar e se ver de verdade. Dói o ego inflamado. Dói porque eu deixei doer. Isso, foi um dos pontos positivos que a DPP me fez ver. Me cuidar de emoções que nem sabia que tinha, mas, que estavam lá, o tempo todo!

Falando assim parece que sou má, né?! Que sou chata, pedante... Sou uma pessoa super do bem e até simples. Porém, também sou humana e tenho meus defeitos. Sei sorrir, e também sei xingar... Todos nós somos defeitos e qualidades, mas nossa mente é tão perfeita, que tem nossos aliados em prol de nós mesmos. Mecanismos mentais que no ajudam muito. Equilibrar sempre nosso Id, Ego e Superego é tarefa para uma vida!

O jogo de equilíbrio da emoções durante a instabilidade emocional é coisa de louco! Daí a necessidade real de se fazer terapia. Não é vergonha alguma se entregar aos cuidados profissionais de um psicólogo, psicoterapeuta... Romper com essa berreira é o caminho para o crescimento. A gente não precisa se tratar só quando está doente, a gente precisa se tratar sempre! Isso é se amar! É se conhecer! É crescer!

Procurar o tratamento adequado; como já citei algumas vezes, ver a linha que está de acordo; respeitar o tempo e a situação.

Durante o tratamento com remédios, tive que trocá-los, até encontrar um que me ajudou. Você não precisa se frustrar. Não existe uma fórmula certa de sucesso. É um conjunto de fatores, principalmente, o respeito e a confiança no profissional.

Nem todo tratamento vai ser necessária a intervenção medicamentosa. Em algums casos, a terapia resolve. O importante é buscar ajuda profissional. Nessas horas, muitos amigos, na intenção de ajudar, pode querer dar conselhos; levar para uma farrinha; levar para uma praia... e você, se inflamando de ódio... seja franco com você e com quem quer te ajudar e diga que você precisa de ajuda profissional. Isso não irá diminuir seu mérito enquanto pessoa. Isso vai te ajudar a encontrar força onde não está encontrando!!!

Equilibrar as emoções é se libertar. Ser livre é saber que você tem o poder de ser o que você quiser! A responsabilidade de nossa felicidade é inteiramente nossa e parcialmente ajuda externa - ninguém precisa viver só! Deus nos criou livres para sermos felizes!!!

Todos os dias, temos que amanhecer e dizer: HOJE É O PRIMEIRO DIA DO RESTO DE MINHA VIDA!!!
Patricia Lins

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