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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

SEGREDO DA BOA RELAÇÃO: COMUNICAÇÃO EFETIVA E BOA VONTADE


Muitas vezes, as pessoas esperam da gente aquilo que a gente não tem para dar e nem sabe que é isso que a pessoa esperava... Nesse mesmo movimento, nós esperamos do outro aquilo que ele não tem para dar e nem sabe que é isso que esperamos dele. 

Todo problema de relacionamento - ou mal relacionamento - está direta ou indiretamente ligado a dois pontinhos básicos: falta de comunicação EFETIVA e falta de boa vontade VERDADEIRA - para quem ainda não entendeu o ditado "o inferno está cheio de boa vontade", vai uma dica: é que a gente alega boa vontade para justificar e comover o que fazemos, principalmente em se tratando de manipulação, que é uma tática que age na surdina, com voz mansa e mundo de ilusão. Melindre, orgulho, vaidade... isso independe do tom de voz que usemos ou do quanto deixamos sair tudo o que e como pensamos. Muitas vezes, seguramos algo ruim que está na ponta da língua para ferir o outro, mas mesmo tendo segurado o sentimento ainda nos corrói... questionar esse sentimento é o caminho; diluí-lo, logo em seguida é o próximo e consequente passo. Ou seja, não é o não falar, é o entender o que sente e lidar com ele. Negar um sentimento é o mesmo que alimentá-lo. Um dia ele explode e a pessoa nem percebe, diz que "não". 

Fugimos muito de nós mesmos e nos escondemos atrás das falhas do outro, assim, ficamos protegidos de nós mesmos e criando um clima insuportável e chato na relação, seja ela do tipo que for... Assim, a falha de comunicação e a má vontade se expandem sem dó. Somente um ambiente honesto, claro e aberto de VERDADE é capaz de acolher as diferenças. No mais, vira campo de batalha, uma arena de egos gladiadores... vence aquele que destruir mais o outro. 

Falar em AMOR é muito mais do que falar, é fazer e fazer bem feito, é entender que AMOR está longe de ser uma manobra manipulatória e nada tem a ver com capricho, orgulho, frustrações... AMOR é amor, um sentimento nobre e apenas para quem conseguiu evoluir, porque para nós, seres inferiores, acredite, só conseguimos viver pequenas e minúsculas facetas de desdobramentos desse sentimento tão gigantesco e libertador. Nós vivemos o amor ao orgulho, à vaidade, ao ego inflamado e doente. Vivemos uma sombra do amor. Vivemos a prisão do desejo, que é fruto das paixões.

Estamos aquém do aquém do aquém de quem podemos ser e nem fazemos idéia! 

Pat Lins.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O TOM DA VERDADE INTERIOR

Recentemente, venho tendo várias provas de fogo... nossa, parece que essa do calendário Maia sobre o fim do mundo tem sentido... Será que tenho que me purificar para subir aos céus e descansar nos braços do Pai, depois de 20/12/2012?

Uma coisa eu aprendi na relação de honestidade X sincericídio. Sou do tipo que não gosta de brigas, que prefere de coração resolver com diplomacia - todos os meus amigos sabem disso, que adoro mediar e evitar um estrago desgastante... tanto que às vezes me dizem: "eu não sou bonzinho como você não..." - mas, tenho o outro lado - o lado escuro, sombrio da força - que é ligado diretamente ao meu tempo de tolerância. Minha paciência é curtíssima, explodo fácil, mas, minha tolerância é mais elástica. Se ela estourar, saia debaixo que quem pode destruir o mundo sou eu. Enfim, tenho tido que por a prova durante meu processo de vida, que sou capaz de ser flexível e que não é só "tiração de onda de madura". É, a Vida decidiu me ensinar custe o que custar e eu, tenho que aprender se ainda quiser ter meu terreno lá no céu. Sabe meu dilema com relação à escola do meu filho? Prova de fogo: não basta ser legal, tem que ser legal e saber ser a diferença da franqueza e do sincericídio. Qual o objetivo? FOCO. 

Tive uma conversa com a Diretora e pude me deliciar em conversar francamente com uma pessoa jovem e tão bem preparada. Muito se pôde esclarecer e muito pude constatar - ainda que "tarde", mas, antes tarde do que nunca - o poder positivo de uma boa e franca conversa. Por Deus que fiquei ultra emocionada. Não rasgamos seda, mas, estar em contato com pessoas desse nível me encanta tanto que me toca fundo. Olhar nos olhos de uma pessoa/profissional e escutar o que ela me disse e ver que ela escutava o que eu dizia, sabe, vi o processo de comunicação efetiva ali: falar e ouvir. Interação. Diálogo, sem máscaras, sem dificuldade de pesar o que será dito. Apenas guiadas pela sinceridade e educação. Há uma mão invisível de conduta social que gera em cada um de nós - me refiro aos educados de alma - uma capacidade de dizer sem precisar ofender. Nenhuma de nós falava sobre assuntos fáceis, muito menos prazerosos, era uma troca de opiniões divergentes, porém, com pontos em comum. Mesmo assim, foi conduzida de maneira rica e produtiva. Isso me encantou, me emocionou fundo. Fiquei sensibilizada com o fato de estar em contato com alguém que não tem medo de assumir sua postura. Eu gosto de lidar com gente assim. Tenho uma dificuldade imensa em lidar com mascarados, fico doidinha para arrancar as máscaras com minhas unhas e ferir, mesmo, para ver se entendem que as máscaras machucam.

Pois é, saber escutar com abertura e de alma lavada o nosso tom da verdade interior ajuda. Antes de conversar, me desarmei. Me questionei: qual o meu objetivo real? Me escutei em diversos tons e todos eram acusatórios e inflexíveis, arrogantes, presunçosos e orgulhosos. Até sentir em meu coração o tom da verdade, do que eu queria dizer, porque era o que eu pensava e o que conduzia minhas ações. Essa troca foi riquíssima. 

Em todos os momentos podemos escutar essa voz interior, e qualquer ser humano pode. Isso não é fraqueza, isso é força, força de caráter!

Obrigada a Deus por ter essa oportunidade de, em meio a tanta gente sem caráter, cada dia mais estar em contato com pessoa de caráter firme, forte e holístico - ainda que humano e com defeitos e qualidades como qualquer outro.

Ouvir o tom da verdade interior nos leva a estabelecer contato com o que precisa ser resolvido e encontrar a solução. Não como magia, nas, com consciência de que esforço é algo constante, e lidar com pessoas diferentes será necessário, mas, se permitr aos "ajustes" também. Tempo, esse é rei e nos guiará, como tem guiacisdo. Decisões, escolhas, essas nos permitem voltar atrás e andar para frente com mais segurança. Melhor fazer do que não ter tentado. E acreditar. Eu acredito, mas, isso não me faz ingênua. Existe a continuidade das mesmas causas, vejamos as novas consequências...

Tudo na Vida depende de uma comunicação efetiva! Mas, para isso, é preciso saber o que se quer comunicar...

Pat Lins.

sábado, 15 de setembro de 2012

ESTAMOS PREPARADOS PARA A VERDADE?


Eu, finalmente, aprendi que "verdade" não precisa ser dita. No dia em que estivermos prontos, ela mesma se manifesta.

Se eu digo o que vejo da verdade para alguém, é minha maneira de ver aquela verdade. Julgamento de valor. A "verdade verdadeira" não tem intenção de magoar, ofender, humilhar, diminuir... ninguém. Ela enaltece e nos diz onde estamos errando e o que devemos fazer para consertar.

Aprendi que não cabe a mim dizer nada a ninguém. Aceitar como as pessoas são inclui, ao meu ver, o direito de manter a DS - distância saudável - de quem não sei como lidar com essas diferenças. Isso evita brigas, discussões e climas de tensão. Não é desgostar da pessoa, é entender e aceitar que relação interpessoal é uma arte, mesmo. Só há beleza para quem sabe lidar. Não vejo motivo para dor e sofrimento, isso, para mim é prático. Tem gente que não consegue conviver comigo e mantém DS e acho ótimo! Admiro muito a honestidade. Para mim, onde está a verdade está uma ponta de abertura para sentimentos maiores no momento adequado. Se eu reconheço em mim a limitação de não saber agir e/ou lidar com determinados comportamentos - independente se estou certa ou não - assumir que é melhor estabelecer a DS é uma demonstração de respeito e afeto. Se insistir em manter esse contato, tudo isso pode ruir. 

Isso, hoje em dia, está tomando cada vez mais parte de mim. Esse papo de "transmitir" a verdade não é responsabilidade minha. Entre amigos mais íntimos trocamos nossas impressões sem melindres, nem amarguras ou mágoas. Isso porque nossa relação tem esse grau de maturidade. E é não é atitude da boca para fora. É uma característica comum entre alguns amigos mais próximos e íntimos. Não se trata de "o que eu acho", mas, "o que eu vejo é assim". E vamos trocando. Essas "verdades" não me doem. Nem neles. O choque é choque. O lidar com a questão no levantar de questões é que impera.

Se em uma amizade não houver espaço para as verdades, essa amizade ainda não está madura. É de suma importância que saibamos em que grau está nossa amizade e os nossos amigos. Amigos de verdade não precisam ofender, mas, em alguns momentos, umas coisinhas ou outras saem do controle, afinal, somos humanos e disparamos uma opinião - muitas vezes pedida - e a outra parte se machuca. Entre nós, nessa hora, esclarecemos, porque só uma comunicação clara não é capaz de magoar. Onda há clareza não há motivos de desculpas, ninguém culpa ninguém. Se houve mágoa, ambas as partes não estabeleceram a comunicação efetiva. Se não houve espaço para cada um se auto-avaliar, ponderar e "perdoar", não havia processo de maturação na relação e caiu verde, ainda. 

Precisamos ter cautela, não medo ou algo similar, para sabermos a hora de ouvir e de falar. 

Amigos são eternos se houver esse compromisso e envolvimento das partes. Senão, ainda não é Amizade de Verdade!

Resumindo: só uma amizade de verdade suporta verdades e é capaz de por si só ver a Verdade. E cada parte deve estar aberto a desenvolver o seu próprio papel de auto-crítica, auto-conhecimento. Há de se ter boa vontade consigo, antes de tudo. Melindre é atitude de quem não se valoriza... nem ao outro.

Sejamos mais amigos de nós mesmos para sabermos lidar com os nossos amigos.

PS - se colocar no lugar do outro não é simplesmente imaginar como eu (re)agiria diante de determinada situação, e sim, entender como aquela pessoa reage. É ver como a pessoa é e se colocar no papel dessa pessoa como ela demonstra ser. É se colocar no lugar do outro, no lugar do outro, entendendo que o outro é outro e não eu.

Isso eu estou aprendendo e apreendendo. Nem todo mundo entende e sabe se colocar em meu lugar... e aí?  Mais um motivo para eu me colocar no lugar do outro e, se eu não souber lidar com essas diferenças, estabeleço eu a minha DS. O Tempo é quem determina a Hora da Verdade aparecer e transformas a Vida de cada um de nós. Naturalmente! O meu tempo curto de impulso não ajuda em nada... portanto, minha verdade vai poluída com as emoções que confundem o que quero dizer. É bom refletirmos um pouco sobre como cobramos tanto uma franqueza dos nossos amigos e o quanto estamos preparados para essas verdades. Não sabemos lidar com a verdade na ponta do nariz, imagina quando vem pela ponta do nariz do outro? E se o nariz for empinado, a arrogância fala primeiro e compromete o caminho da troca de opiniões. Fiquemos atentos!

O amor está tão pouco desenvolvido em nós... foquemos mais nele e deixemos o que tiver de chegar, que chegue e se estabeleça!

Pat Lins.

domingo, 11 de dezembro de 2011

MUITA GENTE NÃO ENTENDE, MAS, EU É QUE TENHO QUE ENTENDER!

Muita gente não entende nossas escolhas. E muita gente boa, viu? Na verdade, quando falo nossas escolhas, falo diretamente das minhas, mas, me vejo como parte de um time - o time dos seres humanos em evolução... (risos) - e falo pelos que pensam como eu, mas, sou eu pensando por mim e a partir de mim.

Bom, escrevendo para meu outro blog MÃES NA PRÁTICA, me veio uma linha de raciocínio paralela e que não cabia lá, sim, aqui. 

Tem gente que não entende nossas escolhas e sempre vão achar que não deveríamos ir por determinado caminho porque pode ser por carência e podemos nos ferrar. Porque o melhor caminho é aquele onde devemos ficar parados, esperando que caia do céu uma gota de algo que nos carregará imediatamente para onde devemos ir, sem esforço pessoal algum. Para outros, o melhor caminho é aquele que só serve se for cheio de espinho e dureza porque a moleza enfraquece o homem. Para outros existe o caminho do meio, mas, este requer muito mais força do que pensamos, e, muitos preferem para onde deu para chegar e criam um lugar para criar ou até ter forças para prosseguir ou por falta de forças, se manter ali. O fato é que vivemos em busca, mesmo sem nos darmos conta.

Eu me abro para muitas coisas, mas, me fecho nessas aberturas, também. Daí, vejo que não estamos isentos, invulnerávies, nem cônscios constantemente. Tudo se trata de um esforço. Bom, isso eu não li num livro, nem aprendi na escola, nem foi porque alguém me disse, isso, é o que penso e vivo.

Voltando, Patricia! Lá ia eu entrar por outro assunto que não vou abordar agora, porque faz parte de minha "guarda erguida" para algumas pessoas e que preciso me fazer entender que elas não podem me atingir, porque essa não é a intensão e nem podem ter a capacidade para tanto: de minha vida, cuido eu. Mas, como pessoa, faz parte das minhas fraquezas. Voltando...

Sim, tem muita gente que não entende nossas escolhas. Se pautam nas próprias, se colocam - eu me vejo nos dois lados, nos que cobram e nos que são cobrados... quem disse que também não sou hipócrita...? - acima e discursam o discurso dos tolos que se acham sábios e cheios de moral. Todos nós somos assim. Nenhum escapa. Temos essas sombrinhas - ou kuravinhas, ou defeitos, falhinhas... - do lado sombrio de nós mesmos. Se optamos ter filhos, sabemos - ao menos, algumas mulheres se esforçam para saber, o que não as impede de viver os dilemas e as próprias situações de ajustes, desajustes e reajustes constantes - que nossa vida mudará. Muito diferente de quando optamos por um caminho profissional, se casamos ou vivemos solteiros... essa opção é a mais séria e mais linda, também, quando a fazemos e vivemos assim. Mas, trata-se de uma escolha e uma escolha que envolve uma entrega e dedicação que me fará chegar, agora, onde quero.  Cada mãe-mulher agirá dentro de sua complexidade - não leia isso como algo pejorativo ou negativo, mas como algo factual: todo ser humano é complexo porque vive interferências diversas e conlfitantes que o molda e remolda. Bom, temos várias escolhas e caminhos, mas, também não vou adentrar nesse outro campo. Ao menos, não agora. - e se não admitir que vive imersa numa complexidade continuará imersa nela, mesmo que sem saber. É como a radioatividade - não comparando com os efeitos danosos, apesar de considerá-los, também, mas, no aspecto do que não pe visto - que mesmo que não vejamos, está agindo. Aliás, muitas coisas agem sobre nós e nem sabemos, porque insistimos em ver apenas as ilusões de óticas que criamos...

Ops! Voltando: a partir de nossas escolhas, seguimos novos caminhos, rumos e metas. Eu estabeleci as minhas e só eu sei quais são, daí, não falo delas para ninguém, porque exitem coisas pessoais que devem permanecer nesse âmbito. Porém, existe um fator que me guia: minha busca pelo aprendizado na escola da vida de maneira prática. Ao contrário daqueles que na teoria sabem de tudo e na prática são ótimos teóricos, que mudam argumentos como quem nunca pronunciou o anterior, eu experimento o que penso que vale a pena e tomo novas decisões, tudo isso em paralelo ao ser mãe. Não tenha dúvida, a responsabilidade de ser mãe vem na frente, mas, logo em seguida da necessidade de se saber quem se é, senão, a mãe afunda no vazio. Tudo parte de quem sou. Meu filho não em dirá isso nem deve ter a penosa missão de me fazer ver. Porém, a relação com ele me lembra a todo instante minha escolha e tenho que administrar nossas vidas. Afinal, ele é uma criança e precisa de minha presença e dos meus "nãos", dos limites. Isso não me faz perfeita e nem me impede de errar. Não me culpo mais. Há dois anos atrás tenha certeza, tudo me culpava, hoje, meu discurso tem mais consciência e verdade prática. Ontem, pensava e temia meus pensamentos, porque ninguém entendia. Guardeio-os para mim e vou vivendo, dentro de meu espaço de complexidade, interseção, individualidade, coletividade...e, da maneira como consigo administrar, elaboro e sigo minha escala de prioridades. Meu filho não é o responsável pela minhas escolhas, eu as fiz. Que isso fique bem claro para mim! E para quem quiser. Se meu tempo não dá para fazer farra, não é por ele, é porque não faz mais parte da minha rotina escolhida e pronto. Muitas mulheres mesmo após ser mãe, mantém esse ritmo. Eu é que não vejo mais graça em boteco e shows cheios de gente. Coisa minha. Movimento meu. Antes de meu filho nascer já estava low profile. E daí? Tenho minhas fugas, algumass estou encarando nessa nova fase. Não dá para vivermos tudo de vez e ainda temos tanto mais para descobrir, além do que já sabemos - incluindo o que fazemos questão de nos esconder.

E daí? Se eu não quiser vadiar, nem tomar todas num bar, o que é que tem? E daí se não quero fazer deste espaço algo comercial? E daí se tenho talento para a primeira profissão que escolhi e hoje não quero mais? E daí se fiz novas escolhas, com outra cabeça, outra visão, outras experiências? E daí se não quero falar de certas coisa e só ouvir, porque acho muito pitoresco escutar a vida dos outros como os outros as descrevem? E daí se falo mal de algumas pessoas? E daí se falo pelos cotovelos por defesa - ou ataque, para me defender - quando estou diante de algumas pessoas que não quero dar espaço para tentar invadir meu espaço e falo e contradigo tudo que me dizem só para afugentar a pessoa? E daí se na maioria das coisas que acabei de escrever eu sei que estou errada, porque sei que estou e quero fazer diferente, pois meu lado luz assim me ensina e revela - todo mundo tem esse lado - e meu lado sombra quer a treva, o orgulho, a vaidade de manter a posição de quem "sabe de tudo"? E daí que se eu sei o quê devo fazer, a melhor opção é fazer. Dá um trabalho da zorra, mesmo assim, com todo esforço, ainda derrapo. E daí? Ora, levanto e sigo. A mudança no caminho da "luz", vamos assim colocar, é melhor do que ficar caída e afundando na sombra do passado e do pensamento: "ah, mas, fulano não vai saber que eu mudei isso em mim...". Primeiro, se mudou, não só fulano vai saber como eu em primeiro lugar e todos ao meu redor; segundo, fulano pode ter sua importência, mas, a maior importância é se redimir das próprias falhas. Como? Ao identificá-la, agir para mudar. Essa de falar e não fazer não cola.

Eu gosto muito de fazer cursos, mas, os encaro como uma maneira de troca de experiência. Uma pessoa que conheço vive falando em intuição, sem saber distinguir o que vem a ser intuição e desejo. Perdia um tempo danado atacando-a através de contra-argumentos e exemplos que conheço de que o que ela falava era contraditório. Esta semana, me vi fazendo isso de novo e me achei uma chata. Vi que eu estava agindo com ela como ela age comigo: cheia de razão do vazio. Puxa! Parei e pensei: "não precisa ser assim, mas, assim eu fiz..." Me veio aquela idéia de querer mostrar para ela que ela pode pensar e agir como quiser, porque o problema é dela. Puxa! Parei e pensei de novo: "sim, e daí?". Comecei a mudar em mim e explorei os pensamentos que me vinham. Esgoteio-os arduamente. Me esgotei, também e caí no sono. Custou e está custando, mas, as fichas estão caindo. Quando a ficha cai é muito legal! É massa! Sai da teoria e vai para a prática, sem peso ou rancor, sem qualquer reserva de força para manter a "guarda em alta". Não tem do que se defender, é entender que a pessoa é assim, que ela vai calar e fingir que escuta o que eu falo, não pode nobreza, mas, por natureza de fuga e de não gostar muito de esgotar idéias conflitantes. Esse tipo de mergulho nas idéias e caminho para esclarecimento só levo até o fim com quem confio e vejo que está na mesma vibe de elucidar, de esclarecer... não de impor. Com essa pessoa a relação é tensa, porque ela é tensa e teme a si; vive na teoria e quando uso do mesmo tipo de argumento que ela se faz, apenas para estabelecer uma ponte através da linguagem, vejo que ela não aceita e me alfineta com frases feitas e de impacto. Daí, vi que o buraco é muito mais embaixo: ela não sabe o que está fazendo. Pronto, naquele momento minha ficha caiu e 'baixei minha guarda". Não para ser atacada, mas, porque consegui ver de que não se tratava de uma luta, mas, de uma pessoa que não se dá o esforço da batalha interior. Se limita a superficialidade da aparência de quem busca e se isola para não interagir e anda, anda, anda para não ter o trabalho de parar para pensar. Sua agonia e ansiedade são tão dominantes em sua vida que afirma ser uma pessoa calma e equilibrada e que prega tanto o bem que nem percebe que não o faz... nem a si. Aí ela se torna um perigo. Acredita ser quem não é e não vê que invade o espaço alheio. Diante de uma negativa através de freio-limite ou como posso ilustrar, uma barreira delimitadora de espaço com placa "não passe daqui", se desespera e perde o rumo. Começa a acelerar e quer anadar e fala, fala, fala, sem deixar ninguém falar e empurra para onde nem sabe que quer ir, nem sabe onde chegar, mas, mexe e quer levar consigo a todos, argumentando ser o melhor caminho. Como não vou e digo que escolho ficar, sou taxada de difícil e inflexível. Daí, volta e meia me vem com a parábola do bambu, sendo que nem ela sabe na prática seguir o que fala. Foi assim que comecei a ver que ela é perdidinha da silva, e que não devo entrar na zona de aceleração, para isso, mantenho minha querida "distância saudável", mas, com uma diferença: já não fujo mais. Me afasto com consciência de que é impossível ter uma boa convivência com alguém que não sabe conviver nem consgigo e que se vê sozinha e sofre por isso, mesmo assim, prefere procurar fora e alimentar o externo em vez de parar um pouco. Tem gente que é assim: anda, anda, anda e não chega a lugar algum. Gosta da natureza e se fecha numa selva de pedra. 

Pois bem, aos poucos, vou vendo que também eu faço isso: fujo de mim, vendo apenas os outros. Vejo nessa pessoa, ao menos, o que não quero fazer: ser infeliz fingindo ser feliz. Agora, de todas as fichas que estão no processo para cair, uma caiu: eu tenho que entender o meu caminho. Já vivemos muita complexidade para enfiar mais outras. Olha, vou falar uma coisa, no caminho para a simplicidade, facilidade não há, mas, é possível, sim! Desde que comecemos a aparar as arestas. Se a idéia é diminuir nossos próprios pesos, para quê carregar mais? Ainda carrego um monte que não deveria, mas, isso se dá aos poucos e sempre, com esforço e consciência.

Por isso que não posso mais dar trela para o que pensam de mim ou das minhas escolhas. Quem tem que saber sou eu. Se não sou mais a amiga solteira e sem filho que estava sempre a disposição, posso ser a amiga casada, com problemas como todo mundo tem, com filho e com seu próprio caminho a refazer - já que escolhi seguir minha vida rompendo com a normose, mas, fazendo parte dela... portanto, o processo deve ser gradativo e aos poucos, mantendo um ritmo e este, só quem sabe se está cadenciado ou não, sou eu... - mas, ainda sou legal, de outra maneira, num caminho novo que pode cruzar por essas estradas da vida e que a magia da vida permite que sejam possíveis e normais os encontros. Como ia falando antes, outras mulheres são mães e todo mundo conhece várias mães que agem de diversas maneiras. Cada uma com a sua. Eu tenho a minha. Muitas vezes berro que preciso de tempo para mim e, depois de tanto berrar, silenciei e me escutei: faça seu tempo. Aos poucos, vou fazendo. Só que não dá tempo para tudo, então, reprogramo. Qual minha escala de prioridade? Meus esforços estão tendo retorno? Isso é que conta para mim: minha auto-avaliação. Quando me dizem que observam que não estou tendo tempo para mim, antes, precisam saber o que é tempo para mim, concorda? Já me vi ser julgada por uma pessoa muito querida porque acreditava que estava deixando meu potencial morrer... Detalhe, eu havia deixado bem claro que não queria mais desenvolver aquele potencial, que o que precisava dele já usei e passar dali me era incomodo. Só porque eu tenho talento para uma coisa não quer dizer que precise ser só aquela coisa. Quero ser outras coisas, também e no meu ritmo, dentro das minhas complexidades, vou desembaraçando o que está antes para continuar. Precisei resgatar muito de mim e me permitir ser muito do que sou para chegar onde quero chegar e isso, só eu posso avaliar. Sei quando erro, mas, nem me puno mais, me pergunto: "por onde começar?" e vou. 

Aos poucos, vou entendendo que nem todo mundo consegue ser bambu... e tem gente que é cana, tem gente que só é oco... tem gente que é pedra - sem ofender as pedras -, tem gente que é mato e nasce e cresce em qualquer lugar... vacile para você ver se um matinho não cresce em seu pé? Tem gente que deixa a erva daninha dominar... Tem de tudo, como na Natureza. Tem o que é belo e o que é aparentemente belo... A natureza humana é rude. De nada adianta correr para ver a lua se apenas admirar não é suficiente, tem que impor alguém a ver, também. Tem gente que não tá afim e nem por isso deixa de gostar... só não quer naquela hora, nem daquele jeito... Tem gente que nem sabe o que quer, só apurrinhar. Tem gente que nem sabe respeitar. Tem gente que é gente e se assume assim. Eu? Sou gente que quer aprender com o bambu como ele faz para seguir o vento sem quebrar.

Pois é, se cada um tentar entender as próprias ações, seria melhor. Assim, entenderíam a grande diferença entre falar e fazer. Ah, ser feliz é ser. Nem adianta fingir... Um dia a ficha cai e a gente vê o que é e o que não é. Não tem jeito, a vida faz isso. E tem gente que insiste em não ver e a vida persiste em ensinar... Fazer o quê? Eu só posso falar de mim. E daí, para mim, eu já sou coisa demais!Uma ficha já caiu para mim - mesmo que eu não goste, mas, é assim: NÃO HÁ BÔNUS, SEM ÔNUS!

Pat Lins.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

MEUS AMIGOS

Tenho amigos de rezam, oram, meditam, falam...

Tenho amigos brancos, negros, pardos, mulatos...

Tenho amigos homens, mulheres, meninos, meninas, gays, lésbicas...

Tenho amigos com vários gostos - não, nunca os lambi para provar... risos - e estilos de vida variados.

Tenho amigos que riem, que choram, que resmungam, que se calam, que imploram, que ignoram...

Meus amigos são como são. Para mim, não fingem, somos cúmplices da verdade. Meus amigos são Amigos. Não, não sei como eles poderíam ser, eles são: pessoas como eu. Não os julgo, nem os condeno... Respeito.

Existe coisa melhor do que AMIZADE? De verdade? Onde você é você e eles são eles?!

Tenho AMIGOS para todas a horas! E eles, me têm a qualquer momento! Somos amigos de amanhã e de outrora.

Pat Lins.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SENDO AQUILO QUE TANTO CRITICAMOS...


Precisamos tomar cuidado para não nos tornarmos aquilo que tanto criticamos...

Melhor, mesmo, é cuidar mais de si e deixar de julgar o outro. Aceitar o outro é muito mais do que apenas respeitar, é saber que o outro é assim e que eu não sou melhor - nem pior - que ninguém e que a mim, só cabe mudar A MIM MESMO!

Aceitar a si é encarar a realidade e saber que com esforço ela pode ser refeita, mudada, melhorada: eu posso melhorar e mudar de verdade, se assim eu quiser e se de fato me propuser. Questão de compromisso com a honestidade e com a auto-honestidade. A distorção da realidade é fruto de nossa mente, de nossa imaginação e muito bem alimentada pelo preconceito, pela mania de se achar melhor do que o outro, por acharmos que estamos acima do bem e do mal... enfim, por fugirmos da realidade!

Cada um de nós pode fazer parte do movimento VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!

Pat Lins.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"AGRADEÇO POR NÃO TER ACONTECIDO O PIOR..."

Você já percebeu o quanto agradecemos pelo "pior" não ter acontecido? Não podemos simplesmente agradecer por algo ter dado certo?

Por exemplo: fui assaltada no ônibus, voltando do trabalho - eu e todos os passageiros. Todos nós pedíamos a Deus proteção, para que algo PIOR não acontecesse. Pior que existe coisa pior, sim. Alguém poderia sair fisicamente machucado. Mas, os "profissionais" do crime, hoje, são mais "competentes", eles não têm a intensão de matar, em princípio, como um dele falou calma e mansamente: é só fazer o que eles mandam e não esconder nada que ninguém se machuca. E, dentro dessa organização criminal, coeficiente de eficiência é um "roubo" na paz. Também, a exemplo do que vem de cima, de quem nos governa, que nos roubam sorrindo... Pois sim, finalizada a parte do terror - o ápice da cena - hora de agradecer por estar vivo. Hora de agradecer pelo que não aconteceu. Hora de pedir forças, para aguentar escutar toda espécie de consolo. Engraçado, é ter que escutar: "ao menos, não aconteceu nada". Defina "nada". Como não aconteceu nada? Fomos assaltados! Isso, por si só, já é uma coisa. Mais ou menos "certo" está quem diz: "nada de pior". Porque escutar que "nada grave" aconteceu é ofensa. O terror que vivemos; a angústia; a descarga de medo; a raiva... tanta emoção ruim explodindo - na verdade, implodindo, porque não nos era permitido extravasar - de uma só vez. Como ser equilibrado e superior, apenas sentindo coisas boas? Eu fui buscar, à base de muito esforço, pensar em coisas boas e manter a fé de que aquilo tudo iria passar, mas, até então, tudo aquilo era o presente - inacreditável, mas, presente. ESFORÇO. Para sermos felizes, muito ESFORÇO.

Ah, nessas horas, também, ouve-se de um tudo. me disseram assim: "mas, também, o que é que você queria? Andando com celular num ônibus?"... Onde está o "erro"? Em estar com celular, ou, no bandido? Certo, é real: bandidos existem. Me diga, quem não tinha um celular ali? A origem do assalto não foi o meu celular. Foi a "necessidade" de um grupo de marginais - ou, "profissionais", como eles se intitulam - de levar aquilo que não lhes pertence e, sabendo-se da realidade atual, todo mundo tem um celular. Eles fizeram minha colega abrir a bolsa e pediram o dela. Enfiaram a mão na calça de outra mulher, que estava em pé, e pegaram o celular que ela "escondia", dentro da calça... Eles queriam roubar. Não fui eu, nem os outros passageiros que estávamos com uma seta sinalizando: "me assalte". Eles queriam assaltar e pronto. Eles roubaram dinheiro, celular e alianças. E aí, estava errada, também, por estar usando a minha? Nessas horas, que precisamos de apoio, ainda encontramos "juízes", viu?! Mas, apesar de me irritar profundamente com esses ataques, já entendi, da pior maneira, que o ser humano é cruel! Nós somos cruéis. Nas piores crises de minha vida, me deparei com apoios e julgamentos. O que aprendi a fazer? Me apoiar nos apoios, porque, no limite das forças, ainda ter que lidar com os comentários infelizes dessa galera que "sempre tem razão", provavelmente, porque nunca erram... é demais, viu?! E aí, a gente que é vítma, passa a ser agressor, porque não é tpda hora que minha língua consegue se segurar e rebater esses ataques dos "amigos". Para piorar, eu saio como "estressada" ou "sem humor", por não aceitar seus "apoios". Será que cada um de nós não pode se esforçar para ser um pouquinho melhor e parar de dar "pitacos" nas horas impróprias? Depois de ter vivido o inferno que vivi, escutar dizer: "também, você estava com celular queria o quê?"... Queria, com o sem celular, ter seguido meus planos, como todos ali, de entrar num ônibus e ir para casa. Seria demais? Tem algo de extraordinário aí? E quando uma pessoa é "abordada" dentro dos seu carro, ou, dentro de sua casa, era por quê? "Também, dentro de um carro, queria o quê?" ou "Também, dentro de sua própria casa, queria o quê?". Gente, falta bom senso, hein?! Comentários e comentários. Imagino o após ter escutado isso o quanto não rendeu o "também, você estava com celular queria o quê?". Uma necessidade de se culpar alguém. A culpa é de tanta coisa... da falta de emprego, de qualidade de vida, da fome, da miséria... Sem considerar da essência humana... Enfim, é tão difícil tecermos comentários - até a maneira de pensar - menos grotescas e cruéis? Será que podemos ser mais solidários e com bom senso? Ninguém pede para ser assaltado. Eu não estava com um celular caro; muito menos, vacilando... Eu estava num ônibus, voltando para casa, com meus pertences básicos, onde, o celular estava incluso. Levo apenas o RG e dinheiro da passagem e almoço. O que mais precisamos deixar de levar concosco? Eu agradeço de verdade aos que me deram apoio, porque os que vieram com esses comentários, só posso agradecer por não ter acontecido coisa pior... Sei lá, seguindo a linha da falta de raciocínio, poderiam me dizer: "também, você saiu de casa...". Às vezes, quem quer nos dar apoio, precisa de mais apoio de que nós.


Precisamos agradecer, cada vez que após um ESFORÇO, alcançamos o êxito de ter nos permitido deixar passar. Eu deixei passar. Só que algo fica latejando e aquilo de pior que não aconteceu, não era a única coisa rium, na história. O que aconteceu, também foi ruim. O medo se instala. Mas, preciso lutar e me ESFORÇAR para superar mais uma dificuldade. Depois, agradecer, por ter superado. E se eu optasse por sucumbir ao desânimo? Estaria errada? Nos é furtado, até o direito de dizer: estou cansada com tanta dificuldade?! Bom, como sempre me falo: é uma questão de escolha. Eu continuo LUTANDO e me ESFORÇANDO para superar e encarar o medo. Preciso continuar trabalhando. Como não ficar desconfiada de tudo e de todos, na rua? Alguém me diz? Não me refiro ao esforço para superar isso. Enfrentando o medo e continuando a vida, já está incluso no pacote. Creio que seja absolutamente natural se sentir ameaçado. Eu, agora, não falo que escutei falar que as estradas estão perigosas, agora, eu sei! E não tem nada de bonitinho nisso. Não me levaram apenas o material, tiraram um pouco de minha paz de espírito, algo que já vem me custando esforço acima de minhas forças manter. O que eles levaram de material, se recupera, sem dor, alguma. Mas, o que eles levaram/deixaram no psicológico requer carinho e atenção. Não subestime a imagem e toda simbologia que vem junto de uma arma em sua direção. Essa parte do que não é visto ser retirado, parece que não existe, mas, é justamente o que vai fazer diferença. Assumir que saí machucada psicologicamente pode parecer meio óbvio, mas, ninguém aceita o que vem junto. De uma hora para outra, sinto tremores no corpo e preciso parar o que estiver fazendo, respirar fundo e elaborar: "o que está por trás desse nervoso?" , "já passou, Pat. Calma, já passou." ou "agora estou segura e protegida.". Alguém tem noção do que é isso? ESFORÇO. Dois amigos - dentre todos que ligaram preocupados e agradeço, de coração, o carinho - estavam "preocupados", porque imaginavam, que eu fosse deixar isso me dominar. E SE EU DEIXASSE? A gente precisa ser mais solidário de verdade! Onde que eu vou ligar para alguém e dizer um absurdo desses? Lógico que sei de pessoas que foram assaltadas e "superaram". Lógico! Tem gente que diz que superou, sabendo o desconforto que fica lá dentro. Atropela esse desconforto e diz ter "superado". Para mim, não é assim. A gente precisa ser mais honesto e permitir que passe, admitindo que existe algo fora do lugar. Provavelmente, para esses dois amigos, eu tenha "surpreendido", porque, mesmo com toda dor e todo desconforto, estou de pé. Claro, é minha vida e preciso lutar por ela! Só eu sei o quanto me custa e o quanto me incomoda escutar um "agradeça por algo pior não ter acontecido". Eu agradeço, porque algo pior não aconteceu, claro e lógico. Mas, queria agradecer mesmo, por nunca ter vivido aquilo. Bom, encarar a realidade é encarar que já aconteceu e pronto. Agora, pedir forças para continuar superando as lembranças, que volta e meia aparecem, mesmo que eu não tenha consciência de chamar essas imagens.

Ser equilibrado não é falar que é, é ser! Muita gente que me "consolou", cada um de acordo com seus conteúdos e/ou limitações, já vem com um julgamento e uma expectativa de como Patricia vai encarar. Eu vejo a fragilidade explícita de cada uma dessas pessoas. Suas dores e sonhos não vividos. Suas "superações" e suas "supostas" "superações" - que não passam de máscaras para si próprios, pois, por fora, "eu não me deixo mais abater por isso" e, por dentro, estão em busca de "tapa buracos" para suportar a dor do vazio de não ter aquilo que queriam e como queriam... Vai do esforço de cada um e do grau de honestidade consigo. É engraçado ver quem e como são as pessoas. Nos momentos de crise é que de fato conhecemos, né?! Como sei que eles são assim e que têm mais a oferecer do que o que expressam, dá para continuar convivendo. Penso que tanta gente está perdendo a dose e nem se dá conta. Nem por isso, deixam de ser legais. Essa é a diferença de como eu vejo e interajo com os outros: eu os vejo como são e me esforço para aceitá-los, como são. Isso não quer dizer que concorde ou discorde com suas atitudes, mas, que, mesmo sabendo que são como são, sei que são mais do que aquilo. Lógico que também julgo e crio expectativas. Mas, chega um momento, onde preciso me perguntar: "isso sou eu que quero ver assim, ou, é assim mesmo?"; "não está legal porque não está como eu quero?"... E, poir aí vai. É dureza, sim, ter que racionalizar o tempo inteiro. Mas, é assim que estabeleço meus critérios de quem eu quero ou não ao meu lado, convivendo comigo.

Tudo é ESFORÇO, desde que se seja admitido, antes, que não tem forças e não acredita naquilo, mas, há uma ponta de incômodo que pede que se faça algo para melhorar... Então: ESFORÇO.

Não quero mérito pelo meu ESFORÇO. Quero é ter momentos de paz por mais tempo. Nos últimos quatro anos, luto como quem está em guerra para não me tornar uma pessoa comum, como essas que a gente idolatra, sem perceber que são "zero" de coerência e pessoas vazias, sem objetivos maiores, além de ganhar dinheiro. Se bem que... Ai, como eu quero agradecer pelo dia que não precisar mais fazer contas para pagar as contas e, ainda assim, sobrar dinheiro para: colocar numa poupança, viajar, curtir...

Será que só existe coisa boa, depois de uma coisa ruim? Pelos consolos que venho escutando, o que fica é a "conformidade". Eu não quero ser conformada! Eu quero viver coisas melhores. Eu quero admitir que não estou gostando e me ESFORÇAR para encontrar, dentro de mim, sentido na situação e, diante disso, sim, despertar o desejo de ser melhor, mesmo, se o caminho for uma intempérie. É assim, vou tomar o assalto como exemplo de novo, por ser um fato forte e significativo, mais recente: durante a "abordagem", fiquei tensa, lógico. Já citei todas as emoções confusas e conturbadas que explodiram, implodindo, ao mesmo tempo. Pois, bem, mesmo me meio àquele "inferno" - que parecia não ter fim -, eu sabia que eu não tinha opção, a não ser, ficar quieta - externamente. Mas, e por dentro? Só quem poderia saber como estava por dentro, era eu, certo? Só eu sabia o quanto aquela descarga densa, pesada e condensada poderia me prejudicar, certo? Eu tive essa consciência, assim mesmo, naquele momento. A mim, cabia cuidar de mim. A mim cabia escolher como reagir, internamente. Mesmo me esforçando para pensar e acreditar que tudo aquilo iria terminar. Mesmo respirando fundo, para manter um minimo de calma interna - porque, externamente, estávamos todos "calmos", em nossa inércia... Prova do quanto definimos tudo errado. Pior, eu tento definir as emoções, mesmo sabendo que são indefiníveis, elas são para serem sentidas - havia uma descarga forte de negatividade - oriunda de um fato real e "negativo", vamos chamar assim. Pois, meu esforço sincero e honesto comigo era aceitar a realidade - por mais surreal que aparentasse - e acreditar que o desfecho poderia ser sem acidentes físicos. Sim, eu já considerava que aquilo, por si só, era algo ruim. Ao descer do ônibus, só queria deixar passar. e me esforço até hoje, para me lembrar que passou. Essa foi a diferença, eu estive ali. Eu estava ali o tempo inteiro. As reações precisavam ser "controladas". Eu tentava administrar a expectativa e a ansiedade. Era muita demanda para eu elaborar de vez e com tanta pressão e tensão. Meu esforço é em não negar a realidade, mas, mesmo discordando dela e como ela se apresenta, encontrar um caminho que me permita acreditar em ver algo "positivo". Meu maior esforço está em equilibrar as forças opostas, pelo meu próprio bem. Isso não quer dizer que alcance êxito assim, logo de cara. Isso quer dizer que me esforço em ter consciência, para, assim, buscar um meio de transformar. Essa sou eu, como me conheço. Se, externamente, não aparento, é porque ainda falta muito a ser transformado.

Agora, receber os "apoios" que recebi como "cuidado para não entrar numa nóia", de fato... Eu ainda preciso ter forças, além das forças, para entrar no esforço de compreender essas investidas... Mas, como tudo na vida é um ESFORÇO, né?! Compreender, não compreendo, não... Mas, estou me esforçando.

Agradeço a Deus por cada dia, mesmo com todos os obstáculos - eu não finjo que eles existem... meu esforço em lidar com mais naturalidade com eles - optar por como passar pelas intempéries da melhor e mais honesta maneira! Uma situação pesada, por si só já é ruim, se eu me entregar e aumentar o que já não é bom, pioro! Eu opto, a cada dia, me tornar alguém melhor. Mas, para isso, é preciso trer tempo a sós... coisa que não tenho. Minha realidade é, mesmo em meio às dificuldades, desejar e me empenhar em "crescer", custe o que custar. A vida segue. Mas, não quero seguir conformada. Quero seguir acreditando que eu posso fazer diferença, em minha vida! Faço alguns esforços pequenos que me ajudam, e muito: não assisto esses programas sensacionalistas - só existem porque têm audiência e, só têm audiência, porque há quem acredite que aquilo é a "pura verdade"...; não temo em desejar mais da vida, nem o seu melhor; agradeço por estar viva e poder mudar a maneira como sinto e interajo com a realidade. Eu só posso mudar a mim! Isso me ajuda a assumir minha responsabilidade pelo que acontece no âmbito social. O social é reflexo de vários individuais ou é o social que determina o individual? Então, se cada um de nós, se entregar ao melhor que há em si, aceitando o que há de pior e se esforçando para levar luz, através da consciência, de que todos nós temos um lado sombrio, podemos mudar o externo. E, se o externo for mudado, através de pequenas atitudes internas e individuais, naturalmente, o externo que volta para dentro será algo mais positivo e, sendo assim, criamos um círculo virtuoso. A gente não é forte, de verdade, pelo que aparenta... é muito fácil aparentar... A gente é forte por aquilo que temos firmes dentro de nós; pelos bons valores que colocamos em prática; por atitudes coerentes... Nada de dizer que é bom, amigo e compreensivo se já ergue a mão para levantar quem está caído com palavras e pensamentos de condenação e julgamento. A gente pode ser melhor e agaradecer por dar o que há de melhor dentro de cada um de nós. Ser forte é reconhecer-se pequeno e frágil, mas, disposto a se esforçar para ser melhor. Para tudo, respeito ao tempo. Ao seu tempo. Cada um tem um tempo, um ritmo... Como diz Einstein, "o tempo é relativo". Vamos romper com essa visão única e cartesiana de que tempo é algo mensurável, apenas por anos, dias, mês, semana, horas, minutos, segundos e suas frações... Tempo é algo que a gente não sabe explicar, muito menos, controlar. Podemos, sim, administrar nossa realidade nesse espaço de tempo.

Beijos, revoltados, porém, num esforço tremendo para ser melhor e fazer minha parte em

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,

Pat Lins.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SIMPLES, MAS, NÃO É TÃO FÁCIL...

Tem coisas que a gente sabe como resolver e que é uma questão "simples, assim"... Só que, para ser simples assim, não é tão fácil, assim.

Se desapegar do complexo é muito mais complexo do que se pensa. Aceitar a simplicidade da solução requer muita auto-confiança. E, auto-confiança é segurança de que se sabe quem é e o que quer, mesmo sendo diferente do que o corpo invisível, intangível e incalculável, chamado de "sociedade" - minimaximizado nos grupos sociais em que estamos inseridos - espere que você seja. Fazer o que se gosta e ser quem é provém de uma habilidade leve e sutil do desapego, de equilíbrio e serenidade - não, muita gente diz que é, mas, não é simples assim... Nesta caso, é mais fácil acreditar que se é, do que encarar a simples realidade de que ainda falta muito...

Eu, por exemplo, tenho caído na real de que o esforço para não julgar, nem criticar o outro é muito mais difícil do que supunha. Quando vejo, já estou julgando e isso é falta de respeito às diferenças. Se eu acredito que as pessoas são como são e que eu não posso mudá-las, como me pego questionando suas atitudes e repleta de "soluções" para a vida alheia, precisando a minha de soluções? Quantos de nós age assim? Recentemente, convresando com um grande amigo-irmão, pude ver que todos nós somos assim e cada um tem uma explicação bem debaixo do nariz e nem se dá conta. No caso dele, ele criticava severamente um amigo em comum e afirmava: "Eu já cansei! Dou oportunidade para ele e ele nunca leva adiante. Tá pensando que é brincadeira. Acha que não vai crescer..." (não posso entrrar em muitos detalhes, mas, como foi essa frase que me deu o start, já está bom...). Foi quando me toquei de algumas coisas e fiquei pensativa. Ele, creio que percebeu meu "devaneio" - foi tão forte que eu saí de órbita temporariamente e os pensamentos me dominaram - risos - e me disse: "Hoje eu tô falando os podres de todo mundo, né?!..." - falou caindo em si, porque o legal dele é isso, ele não tem melindres - agora, depois de ter se trabalhado muito. Eu meio lá, meio cá - kkkkkkkk - não enveredei, nem revelei o teor e a gama dos pensamentos que pululavam em meu território fértil: minha mente e, apenas, perguntei: "'Fulano' deve ter algum distúrbio, não tem não?" - perguntei a considerar, não a ironizar. E ele me respondeu: "Tem, déficit de atenção. Se isso for justificativa eu vou atribuir o que aos meus problemas...? Uma pessoa tão inteligente, escreve divinamente bem... de repente, a cabeça fica lá, cheia de coisa ao mesmo tempo e ele trava. Eu digo logo: comigo não, organize aí seus pensamentos..." Pois, foi quando me segurei para não criticá-lo pela cegueira e severidade desmedida e dei exemplos de como uma criança com essas caracterícas age e cresce assim, que se trata de um distúrbio patológico, não emocional. Um desequilíbrio emocional já é um transtorno, quem dirá algo que nacse com você... E o respeito ao outro? Para "defender" um, teria que julgar o outro. E foi o que acabei fazendo, ao tomar partido. Vi que meu amigo ainda é extremamente carente. Porém, de um novo ângulo que nem ele se deu conta: ele precisa fazer pelos outros, para se sentir completo. Ou seja, tenta tapar os buracos do outro e não vê que o seu se alarga, através da impaciência e da falta de compreensão. Quando a gente não compreende o outro lado, sinal de que tem algo em desequilíbrio na gente. A gente julga o tempo inteiro.

Tudo ao seu tempo. Tudo é possível.
Um exemplo legal é ajudar um amigo a arrumar emprego. Passei muito tempo desempregada e, hoje, voltei a trabalhar. Esse amigo me arrumou. Eu não gosto de dar aula, não sou professora e não acho fácil ser. O fato d´eu ser comunicativa não me torna professora. É uma questão de gosto e de falta de didática. Definitivamente, não tenho. Mas, aceitei o desafio e estou encarando. Conheço a disciplina muito bem e os alunos merecem meu melhor. Aceitei o desafio por motivos pessoais. Interpretei, nessa mesma conversa citada acima, que ele estava "me impondo", como se fosse "mais uma chance" que ele me dava... Ao dizer que "eu procuro dar oportunidade às pessoas, se não quiser, eu não posso fazer nada. Não tenho paciência para essas coisas. Sou muito prático." . Hoje, ele aprendeu, no ritmo dele e no caminho dele, ser assim e despertou um pouco mais de segurança. Mas, pessoas "práticas" demais, perdem um pouco do senso prático do real e é um cuidado que precisamos ter - "precisamos" = todos nós. Senão, vamos de um pólo a outro e vivemos a praticidade "ideal", que emerge dos nossos próprios conteúdos. Tornamos-nos egóicos. E isso é um sinal de que algo está em desordem, aí. Toda essa avaliação me veio prontinha, no start, por conta da sequência de suas falas. A aceleração, a angústia, a falta de paciência... tudo isso remete a descontrole - não que ele seja descontrolado, pelo contrário, mas descontrole emocional, natural, de quem perde naturalmente a paciência após esforço e entrega. Por isso que dei esse exemplo, para que saibamos o que é ser, de fato, auto-confiante, sensato e sereno e que, mesmo assim, ainda caimos em algumas derrapadas. A gente precisa perceber que se auto-intitular "seguro", não quer dizer que seja, como, também, não quer dizer que não seja... Mas, ao se auto-observar e se auto-analisar, enxergar e se "cuidar", pode-se chegar lá. Ajudar ao outro requer muito mais verdade e honestidade do que se pensa. Estender a mão é um ato solidário e solidariedade é uma virtude riquíssima. Não cabe nela o exibicionionismo, muito menos a característica de se "achar" humilde, sem, de fato ser. Se sentir o "capaz" de resolver o problema alheio, em vez de descobrir um oportunidade e socializar, é muito perigoso. É como pisar fundo no acelerador e não perceber o velocímetro subindo, se extasiando com a adrenalina em alta, que, por sua vez, é ilusionista. É dar cobrando... esperando que a reação seja a que a gente espera que o outro tenha. Observação: como aproveitei de um exemplo para desenrolar meus pensamentos, pode parecer que tudo está relacionado com meu amigo, mas, não é... apenas onde o cito. Fora isso, o resto é desenrolar de meus questionamentos. Penso ser importante essa ressalva, porque, na escrita, assim como na fala, acabamos suprimirndo algumas informações, esquecendo de estabelecer espaço e sinal de "começa aqui" ou "termina aqui" e tudo parece uma coisa só, né verdade?!

A gente se auto-transformar e se permitir ser O melhor que HÁ dentro de cada um é mais do que achar que é... É SER. E, como volto e meia falo, só se é sendo!

Como sempre me falo e escrevo aqui, mesmo assim, ainda preciso internalizar, as coisas simples, são as mais difíceis de serem feitas, por isso são simples assim. Porque se fosse difícil, a gente viveria na desculpa de que "não conseguiu", "não fez"... porque era difícil. Penso que foi a partir daí que nos condicionamos a valorizar o complexo, porque passa por um outro caminho e o simples fica lá, para ser "ridicularizado". Quem por ali envereda é taxado de inúmeras coisas... Mesmo de fora desse caminho que, hoje, quero entrar, vejo que quem está lá dentro, não é atingido por quem está de fora, porque no caminho da simplicidade, não há espaço para sofrimento, angústia, agonia, julgamento, condenação, orgulho, vaidade e essa linhagem aí. Nesse caminho, só há espaço para ser feliz em plenitude, através do respeito, compreensão, humildade e amor!


É, amigos, a vida É SIMPLES, MAS, NÃO É TÃO FÁCIL ASSIM... tido é uma questão de equilíbrio, ou, pelo menos, busca.

Se a gente se entregar e se esforçar, sim, podemos nos tornar pessoas melhores e alimentar o movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a começar por cada um de nós!!!

Mas, é isso mesmo, a gente está aqui para aprender a cada dia; para expandir; para andar para frente - mesmo quando nos permitimos ficar parados... um dia, a necessidade de andar grita e a gente corre, para, com tempo, começar a caminhar. Tudo ao seu tempo, ao seu ritmo. De acordo com sua vontade, sua história... A gente sempre vai ter uma opinião perfeita para o outro. Um dia, saimos dessa posição e começamos a nos ver, em primiro plano. Aqui no blog, mesmo, tanta gente me dá sugestões o tempo todo. E é ótimo, desde que entendam que escrevo para mim e partilho com quem quiser ler... Se concordar, achar interessante, me utilizo da sugestão. De qualquer maneira, fico grata, pelas demonstrações de interesse, mas, não tenho como fazer o que cada um quer... Já recebi sugestões contraditórias... e aí, como fazer para agradar a todos? A gente precisa ser menos crítico e exigente. Para tudo, moderação. Levar tudo a ferro e fogo, como falam, é exagero. Ah, ser menos exigente não quer dizer ser passivo, viu?! Equilíbrio e exigência comedida.

Beijos,

Pat Lins.

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