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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A fruta só dá no Tempo certo!

A fruta só dá no Tempo certo! 
Imagem: Google


...e isso não é só um dito popular, isso é Natureza falando: todo despertar de consciência só vem na Hora certa. Ninguém tem como saber mais do que você quando o estalo acontece.


Muitos ficarão ansiosos ao seu redor, por estarem vendo em você um potencial a ser desenvolvido, mas, só tu saberás o momento certo. Paciência e Respeito são virtudes a serem trabalhadas e paciência com quem insiste em tentar te acelerar.


Não corra! Não ande! Não pare! Não siga! Não volte! Não faça nada que não esteja pronto para fazer, senão, vai se tornar mais um tolo cobrador que não entende e não respeita a hora certa das coisas. E sim, existe essa hora, não existe atraso... se fosse assim, o mundo já teria acabado, porque tá todo mundo errado o tempo todo.


Às vezes, muitos receberão mensagens e decodificarão como bem quiserem, mas confie naquela Voz que te guia desde sempre, e nas vozes que te dizem: "espere a hora certa, porque ela vem até você e nesse momento você terá uma coisa: certeza, condição e capacidade!". É nisso que creio e aprendi, em minha curta caminhada, que não adianta tentar apressar as coisas: ninguém tá atrasado. É o tempo das Verdades e, agora, sim, cada um saberá o seu Tempo com mais rapidez, não por pressa, mas por sincronicidade. Os afoitos tendem a surtar e se sentem cobrados. Os que sabem aguardar, até os que ignoram, se sentem mais preparados, porque tiveram tempo de vivenciar e saborear cada situação que viveu.


Um grande amigo de 88 anos me disse que ele atribue a esse momento o nome de "Estalo de Vieira". É certo, você sabe a hora, porque ela vem naturalmente e sem dúvida! Se ainda está na aceleração ou na letargia, aquiete-se, ainda não é o seu tempo.


O "estalo do Padre Vieira”, é uma expressão muito antiga, que reza a lenda, enredado em dificuldades para aprender as lições do seminário, O Pe Vieira teria invocado auxílio divino e, numa fração de segundo, sua cabeça teria se aberto num clarão. É o equivalente à expressão contemporânea “cair a ficha”.


Fé! Confiança! Esperança! Gratidão! 


Aguarde, do jeito que você conseguir, mas respeite o seu tempo e o tempo do outro. Cada um ao seu tempo.

Saudações, amigos, amigas, amig@s, amigxs - pessoas,

Pat Lins.

#patlins

domingo, 6 de dezembro de 2015

A GENTE PODE! EU POSSO! TODO MUNDO PODE!

Imagem: http://www.osmais.com
Acho estranho como a gente acha estranho quando os grupos oprimidos, no desespero para serem respeitados,  apelam mesmo para uma resistência.

Eu escuto muito, algumas pessoas me dizerem:"ah, que agonia desse povo negro que fala em militância,  em África o tempo todo, em eu sou negro...". E eu digo:"Ah! Só você sentindo o que eles sentem na pele para precisar lutar, ocupando o tempo deles com essa luta, por algo que tiraram deles...".

E é isso,  mesmo. Existe um movimento invisível que se firmou com sangue,  com mortes e destruições onde somente o homem branco tem espaço livre para ir e vir, dominar e determinar tudo o que bem quiser.

Aí, ouvimos muitos gritos pedindo socorro pela igualdade,  liberdade e fraternidade. O machismo oprimiu,  impossível negar essa realidade. Os diversos movimentos que surgem, são  taxados de "radicais", como o feminismo, movimento negro, LGBTT, dos gordinhos... De tudo que não é branco,  rico e bonito.

Escutar uma criança negra chorar e sofrer porque na escola querem fazer com que ela se sinta culpada por ter NATURALMENTE mais melanina. Ver que esse sofrimento gruda nessa criança e a segue até a fase adulta gritando pelo pedido: "respeite a minha cor!". Ao escutarmos os gritos pedindo respeito a esse espaço e tendo que brigar, sim, pelo próprio espaço. Mas todo mundo, que não é todo o mundo, escuta esse grito,  se depara com esse limiar, se sente ofendido e devolve denegrindo os movimentos de resistência.

Claro que nada disso seria - SERIA - necessário,  se RESPEITO fosse algo REAL, na prática.

Se ainda escutamos e repetimos e falamos: "isso é coisa de mulher", "foi aquele neguinho ", "coisa de gordo" e etc, nos colocamos acima como melhor. Percebe? Cada um de nós se coloca acima e melhor que o outro. Vai mudar se eu só vejo o que o outro faz ou resiste?

Começo eu, hoje, agora, aqui,  a observar o que falo,  porque reflete o que penso e como nossa sociedade, que é composta de tantas individualidades,  nos impõe e manipula a pensar. Dizer NÃO a esse padrão cruel é comprar briga, é se colocar em posição de resistência, é levantar guarda,  para conseguir defender o próprio espaço e direito de ser quem é.

Por que incomoda tanto ser quem é,  sem roubar,  matar, manipular,  impor... Sem desejar poder sobre alguém?

Eu penso muito nisso,  porque sou uma pessoa que olha e vê pessoas. E escutei,  recentemente,  de uma pessoa que me conheceu,  que eu tinha "uma mente aberta demais" e que eu "deveria ter ao meu redor apenas pessoas do meu nível", então sorri e o tempo da justiça nos afastou,  de maneira que eu soubesse que estávamos em níveis distintos,  mas não me vi melhor do que ela,  apenas continuei com meus amigos de verdade: gordos ou magros; negros,  brancos, índios,  orientais...; pobres e ricos; de santo, evangélico,  católico, judeu, espírita, esotéricos... E por esses,  eu luto sim! Luto sonhando em não ter mais que lutar. Sonho e vivo essa realidade de viver o próprio espaço.

Se exigem que me enquadre num formato único,  sem me dar opção se escolha e respeitar quem sou, caio fora e fecho o ciclo. Acaba sendo o que? Barreiras sendo criadas. E como isso termina? Começando, aqui e agora que respeito é o não julgar. E aceitar que ser feliz está além das convenções sociais.

Eu estou gordinha,  graças a Deus eu sou muito saudável e aprendi que ser feliz é algo que não tá aí fora, tá aqui dentro. E torna-se uma luta, apenas por defesa de espaço, porque o externo tenta,  incansavelmente tirar isso. Mas, não consegue. Sou eu! Fico triste. Fico alegre. Como qualquer um. Mas SOU FELIZ. EU SOU.

Gente,  tá na hora de ouvir mais os pensamentos que saem através das nossas bocas e ações. Vamos crescer. Ser quem somos e pronto! Vamos parar de falar da roupa da amiga; do cabelo da vizinha; do prato de fulano... Ver, todo mundo que enxerga pode ver. Ver e respeitar é coragem! É digno. É nobre. É chique. Isso é elegante. Isso é liberdade de Ser.

Poder saudável é aquele que a gente tem quando descobre que a gente PODE! Que eu posso ser, simplesmente,  FELIZ.

Pat Lins.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

BRASIL, O PAÍS DOS “SABE DE NADA, INOCENTE...” UM POVO SEM MEMÓRIA. ISSO VAI ALÉM DE POLÍTICA E DE POLÍTICOS.

Imagem: Google Imagens

Povos e povas do meu Brasil! Pequenos acordados ou gigantes adormecidos? Burros e inteligentes! Ignorantes, sábios e estúpidos! Irmãos brasileiros! Cidadãos!

Volto a me manifestar! Como sempre, NÃO POR POLÍTICA OU POLÍTICOS, mas por nós! Não venho defender ou atacar PT, PSDB ou PQP... Venho falar daquilo que ninguém quer ver, porque dói um pouco saber que somos todos manipulados e isso não se restringe à massa da população – ou seja, aqueles que vivem numa classe social e econômica baixa e com, na verdade SEM, grau de instrução limitado ao nível médio... quando chega a tanto. Assim, podemos ver que os “inteligentes” também podem ser manipulados. A manipulação nos pega naquela brechinha mínima que nem sabemos estar aberta, pois, pouco nos conhecemos e muito somos arrogantes para admitir. Enfim, aquilo que exibimos como orgulho, nossos canudos, não fazem nossa verdadeira base, muito menos nossa moral, só demonstram que frequentamos uma faculdade e tiramos o nível superior... Teorica e academicamente, intelectualizados... Somos todos tolos diante dos que são mais inteligentes, porém, maldosa e cruelmente inteligentes: os manipuladores profissionais. Sim, irmãos, eles são reais e agem o tempo todo. Hoje, com muito mais recursos, eles agem e agem se realizando com muito mais frequência em cima de nós, tolos consumidores de tudo e de nada. Imagens e superficialidades são vendidas e nós compramos. “Compramos? Não paguei por nada disso...”. Quem disse que não? Pagamos por cada tendência que seguimos e alimentamos. Pagamos por cada programa que assistimos. Pagamos por tudo. Acreditem, a conta é nossa!

DEMOCRACIA

Mas, deixe-me falar o que vim dizer. Primeiro: não sou dona da verdade. Assim, tudo o que expresso aqui trata-se, apenas, do uso da minha liberdade de expressão para expressar o que euzinha penso. Gostaram da redundância enfática que me permite expressar a expressão da minha liberdade de expressão? Pois é... isso é resultado única e exclusivamente da DEMOCRACIA que vivemos. Fruto não só do fim da ditadura, mas do fim da monarquia e da colônia que já fomos submetidos mas que não saem de nós... Oh, ranço ruim de uma figa! Vamos lá, continuando: o que falo pode e deve ser questionado, de maneira SAUDÁVEL. O que não admito: gritos, brigas, palavrões, preconceitos e desrespeitos de qualquer espécie. O que admito: a opinião do outro, expressa de maneira clara e saudável, isso é a base de uma diálogo, ou seja, TROCA. É dureza ver que nós não somos democráticos; não respeitamos as diversas opiniões, muito menos a diversidade. Viu, vai além de POLÍTICA E POLÍTICOS, vem na gente.

REPÚBLICA PRESIDENCIALISTA

A mim não interessa em quem você votou – tipo “eu sei em quem você votou na eleição passada...” ou “a culpa é de quem votou em A” ou “a culpa é de quem votou em D”... culpa de ninguém. Responsabilidade deles que estão no comando em bem comandar e nossa, comandados em exigir, sim, que se cumpra o que foi prometido. Só mais uma pequena informação, em tese, o presidente manda, mas, na prática, podemos observar – sem comprovar ou provar – que as coligações é que mandam. O poder está no centro de um emaranhado que a gente nem faz ideia. Entretanto, um substantivo se tornou adjetivo desde que o Brasil é Brasil: CORRUPÇÃO. A nossa origem é fruto de um desvirtuamento de hábitos, de uma invasão e destruição... Esses somos nós. Não vou me alongar nesse quesito pois já o fiz em diversos outros posts. Vejamos bem:

CORRUPÇÃO

Significado de Corrupção – de acordo com o Dicionário (http://www.dicio.com.br/corrupcao)
s.f. Ação ou efeito de corromper. 

Ação ou resultado de subornar (dar dinheiro) uma ou várias pessoas em benefício próprio ou em nome de uma outra pessoa; suborno.

Utilização de recursos que, para ter acesso a informações confidenciais, pode ser utilizado em benefício próprio.

Alteração das propriedades originais de alguma coisa: corrupção de um livro.

Ação de decompor ou deteriorar; putrefação: corrupção das frutas.

Desvirtuamento de hábitos; devassidão de costumes; devassidão. 

(Etm. do latim: corruptio.onis)

Sinônimos de Corrupção

Sinônimo de corrupção: depravação, devassidão e prevaricação

Antônimos de Corrupção

Antônimo de corrupção: conservação, decência, decoro, manutenção emoralidade

Definição de Corrupção

Classe gramatical: substantivo feminino
Separação das sílabas: cor-rup-ção
Plural: corrupções

Pois, sim, desta maneira, somos capazes de compreender melhor o que vem a ser a bendita – ou, maldita – CORRUPÇÃO e que qualquer um de nós é corrompível... Até e principalmente, em nossas ideias e ideais. E, falando, agora, em política brasileira e políticos brasileiros... Quem de nós põe a mão no fogo, até cair – prova de confiança e julgamento da Idade Média muito tendenciosa e manipuladora, por sinal... pois, pegaram uma tradição muito mais antiga e adaptaram, de maneira a corromper a real intenção da ação de prova e confiança e, alguém me diga, como sair “inocente” depois de três dias com uma estopa encharcada de produto inflamável nas mãos, presa a uma barra de ferro em brasa? Era assim que os inquisitores comprovavam a culpa ou inocência do suposto meliante... só para refletirmos sobre a responsabilidade que assumimos em “por a mão no fogo” pelos nossos políticos. Sim, retomando a pergunta: quem põe a mão no fogo pelo seu candidato? Volto a dizer: só estou instigando... Não sou verdade absoluta e não defendo partido ou candidato algum. Só quero tentar colaborar com a diminuição desses rachas e ataques para lá, para cá e em toda direção. 

Fiquemos de olho, bem aberto!

Assim, pergunto: brigar para quê? No caso específico das alternativas A e D, era um ou outro – lógico, alternativa é isso: ou um ou outro, sem mais! Isso faz ou não parte do processo democrático?
Bom, e considerando os históricos das duas opções, francamente, corrupção é adjetivo apenas para um? Ora, gente, faça-me uma garapa! Todo político faz uma coisa ali, faz outra corrompida acolá... E vão vivendo a vidinha deles, se unindo aqui, fingindo desunião somente da eleição... e por aí vai, aliás, vamos, porque eles se unem por interesses próprios e nós... nós ficamos aqui brigando e discutindo sobre o sexo dos anjos, porque, os dois lados usam o mesmo argumento: CORRUPÇÃO. “Não votei nela, porque é corrupta!” ou “Não votei nele porque é corrupto!”. Deu empate! Quem desempatou? O próprio Brasil. E a isso devemos respeitar. Com isso, independente de quem subir, devemos acompanhar e exigir de maneira INTELIGENTE nossos direitos, através dos nossos DEVERES. Mas, dá um trabalho danado, né? Melhor acreditar que Aécio era o príncipe com o sapato de cristal da Cinderella ou o que acordou a Bela Adormecida. Ou, que Dilma é a própria Cinderella e o povo, o príncipe. Adormecido, até agora, só esse tal de gigante que escuto falar... só vi o gigante cego e truculento, altamente manipulável por conta de força bruta e sem inteligência para nos salvar. Nossa, nos faltou o Clark – o Kent – para levar a mulherada a loucura! Não, o Aécio não ocupa esse cargo... o Collor, na época dele, sim, vestiu a capa vermelha de superman, mas quando tirou a roupa na cabine... Nossa, revelou-se o Lex – Luthor. E o povo acredita até hoje que foi ele quem o tirou com nossas carinhas pintadas... Basta olhar e ver que a gente poderia marchar até sangrar e pintar a cara até não mais conseguir tirar a tinta que, se não houvesse interesse por trás, a gente não teria o êxito que acreditamos ter tido.

Hum... Isso me levou a outro ponto:

DEMOCRACIA, RESPEITO, OPINIÃO PÚBLICA, LIBERDADE DE EXPRESSÃO, LIBERDADE DE IMPRENSA E MANIPULAÇÃO

Não vou definir longamente cada um... teremos que pesquisar mais profundamente, caso haja interesse, sobre cada palavrinha acima, Ok? Vou apenas usar da minha liberdade de expressão para demonstrar como vejo o cruzamento entre elas e entre nós.

Vejamos:

Numa Estado democrático, o candidato é eleito pelo povo e deve governar pelo povo e para o povo, né isso? Aprendi isso na escola, quando criança... do mesmo jeito que folclore... Só não entendi porque minha mente os correlacionou, em se tratando de democracia no Brasil... Por que será? Deixa aí a pergunta que não quer calar.

Como base da democracia, escolha é o critério. Escolha da maioria e, desde criança, gostemos ou não, birrentos de plantão, a maioria vence. Isso é base democrática. Isso é RESPEITO às escolhas. Porém, em se tratando de mundo adulto e eleição de Chefe de Estado, as escolhas da maioria podem ser questionadas... haja vista que, hoje, depois dessa novidade revelada nas urnas das eleições 2014, aqui no Brasil, não é só a massa que é manipulada. Todos nós somos. Nenhum de nós vota com total e plena consciência. Aí, entro onde queria: difícil ser consciente cobertos por tanta arrogância. Somos, gente, todos, compradores de imagens, sim. Me recordo de muita gente pedindo a cabeça de Sarney; o “impeachament”de Collor; a saída de Itamar Franco; o “xô” FHC; o Lula lá; depois, o Lula ladrão...; a Dilma como mártir por ser mulher e ex-torturada e vitima da Ditadura Militar...; o Dilma ladra e corrupta...; o “Aécio” nosso herói! ... É isso mesmo, população? Então, me digam: falo de política e políticos ou falo de nós, povo e pessoas – pois, os políticos, os candidatos são parte do nosso povo, também, somos nós. Não me refiro a classe social, nem a região do país... foco na motivação de cada um e que essa motivação é desejo e desejo é emoção e emoção pode ser manipulada pela imagem que trazemos de “salvação” ou “salvador da pátria”. Nós somos os salvadores, esteja quem esteja no poder. Mas, nós somos como eles... quem não quer tirar proveito de algo, em algum momento da vida, em algum instante? Até em fila de mercado a gente é corrupto, quando inocentemente se divide em duas filas, para ver qual anda mais rápido, em vez de ficar em uma e aceitar as consequências das nossas escolhas individuais. Dá para entender o que falo e a mensagem, tipo ALERTA, que quero deixar?


Pois sim, vamos retomar um ponto muito bacana e que causou espanto nas redes sociais do “eu não fui entrevistado pelo IBOPE”. E isso nos leva a opinião pública e manipulação. Vou e volto nas eleições, para ilustrar. É assim, mesmo. Faz parte da minha maneira de pensar e expressar, entro na linha do tempo e percorro ela, subindo, descendo, indo e vindo. Isso é parte da minha maneira de compreender os acontecimentos. Por isso que eu compreendo e não condeno nenhum de nós pelas escolhas e escolhidos. Observo nosso comportamento e como somos bobinhos. Sim, mesmo inteligentes, somos bobos, porque somos fracos emocionalmente e não temos base de bons valores. Somos corruptos e “corrompíveis”.   Vamos lá, para a pesquisa de opinião pública – que fique claro, trata-se, hoje, de uma massa de manobra, pois a opinião pública só se refere a opinião da maioria dos integrantes daquele determinado público e não quer dizer opinião de todos, muito menos de todos os grupos... deu para entender? Ah, e essa “maioria” levantada nas pesquisas são uma amostragem, ou seja, um grupo pequeno que representa todo o todo... melhorou a compreensão? Vai piorar. Segundo o próprio IBOPE, sobre opinião pública, em seu site (http://www.ibope.com.br/pt-br/solucoes/opinaopublicaepolitica/opiniaopublica/paginas/opiniao-publica.aspx) explica muito claramente – ao menos, para quem aprende a língua portuguesa, bem como compreensão e INTERPRETAÇÃO de textos... aprimorado por um bom conhecimento de análise e composição de discurso... não basta ler, tem que VER, e, não estou ironizando, TODO trabalho de pesquisa de opinião pública requer um demandante, ou seja, alguém que tenha algo ou alguma hipótese para ser confirmada ou não e, com isso, direcionar uma linha de campanha ou ação... enfim, nortear o que devemos fazer enquanto empresário, candidato, mercado... serve para quem quer saber sobre o público alvo da sua empresa, do seu negócio, de determinado produto ou serviço. Mas, vamos ao IBOPE, para que as pessoas parem de colocá-lo como manipulador. Ele pesquisa e diz o resultado da pesquisa. O que quem recebe o resultado vai fazer com ela é que decide o que fazer e como divulgar: “Os estudos de opinião pública são uma tradição no IBOPE e ajudam a compreender as expectativas e a percepção da população brasileira sobre diversos assuntos de interesse nacional. Na sua grande maioria, são estudos customizados, de acordo com demandas específicas. 
Não raro, estas pesquisas obtêm grande visibilidade na imprensa, quando contratadas com essa finalidade. É o caso, por exemplo, das pesquisas sobre aborto da ONG Católicas pelo Direito de Decidir, além do Índice Nacional de Expectativa do Consumidor e das pesquisas de avaliação do Governo Federal, ambas divulgadas regularmente pela Confederação Nacional da Indústria.”. Deu para entender? Os pesquisadores vão desenvolver estratégias – roteiro, tipo de pesquisa, público e etc – de acordo com a exigência e a demanda do cliente. Ou seja, vai trabalhar em cima do que quem contrata quer saber! Assim, quem recebeu telefonema e ao ser perguntado sobre o nível de escolaridade e escutou: “Não, senhora, infelizmente, só temos interesse em até nível médio”, entenda: a maioria do país tem menos que isso, assim, o público alvo de TODOS os candidatos era...? Dois segundo para resposta. E isso é tendência do IBOPE? Não. Isso quer dizer que quem o contratou quer ouvir o que o povo diz para usar contra o próprio povo, a seu favor! O IBOPE é o mais conhecido e com mais credibilidade no mercado de pesquisa. Mas, ele não é capaz de manipular a opinião pública, ele apenas coleta as informações ditas de opinião pública para nortear as ações de quem precisa saber o que o público específico – ou público alvo – pensa. Ao explicar isso, estou defendendo alguma bandeira partidária? Apenas dou mais informações para fomentar nossa mente inteligente, de gente. Expandindo a capacidade de entender, entendemos o que acontece a nossa volta. E, creia, isso arrepia...


Assim, me recordo das aulas sobre ditadura – como nasci em 1976, só sei a teoria, escutando todos os lados sobre o assunto – que dou e que tive, onde escuto e convivo com pessoas a favor do golpe de 64 e outras contra. O que eu penso: a intenção foi “boa”, ao tentar proteger o Brasil das entradas de investimentos externos... mas, na prática, perdeu-se o controle e abusaram do poder, escondendo outros interesses por trás e construindo, bem como destruindo, muito em nome do país... nós, povo, sempre sofremos as consequências, até do que dizemos não termos escolhido. Nossa cultura de incapacidade política é que nos prende e nos faz reféns. Pois bem... muita gente sofreu horrores – em todos os lados. Mas, muita gente nem fazia ideia do que acontecia. Sofriam aqueles que compreendiam e sabiam que estavam presos a mais uma censura – esta já existiu na época da monarquia... a imprensa régia que mandava e desmandava nas notícias do nosso país... a gente nunca sabe a verdadeira verdade, gente, a verdade é essa: tudo é manipulado. A massa, a grande população pobre e sem estudos, esses quase nem sabiam do que acontecia no Brasil e muitos se sentiam seguros. O “não saber” era a garantia que tinham e a própria liberdade – liberdade sem liberdade de expressão e de ação. Mas, para essa população que precisa sobreviver e só tem tempo para trabalhar, vamos julgar e condenar a ignorância? Ignorar quer dizer desconhecer, não saber! Eles não tinham entendimento do que acontecia ao seu redor. Os que descobriam, sumiam. Assim, um novo aliado surgia: o medo. O medo do desconhecido. E a proteção? A ignorância: melhor nem saber... Percebemos? A imprensa da resistência, que era um grupo de pessoas e profissionais de diversas áreas, se formaram na prática, em jornalistas e lutaram, com a própria vida, para que todos tivessem respeitados seus direitos de ir e vir. A democracia foi clamada por uma parte da população que sabia o que exigia. O direito aos nosso direitos. O sonho utópico se tornou real, depois de 21 anos de luta... esquecidos por conta da nossa memória curta. O brasileiro é um povo sem memória. Até hoje, não sei se isso é bom u ruim...  Não é porque os lados estavam opostos que um era santo e outro algoz. Havia gente idealista nos dois lados e cada um com sua convicção e motivação. Mas, longe de serem santos, anjos ou demônios – aliás, demônios tinham... creio eu que foi terreno fértil para os psicopatas, sociopatas e sádicos em geral se realizarem com atos de tortura, dos dois lados! Problema foi a proporção da luta, da guerra que virou. E que, com muita força e resistência, conseguiu mudar. Diferente da história da proclamação da República – “independência ou morte” – e do fim da abolição, onde, na verdade, foi a resistência criada pelos filhos dos grandes escravocratas – coisa interessante essa... – que estudavam na Europa e traziam os modelos avançados e funcionais de democracia, através da República presidencialista, que foi o nosso caso, ou parlamentar. Foi o conhecimento do além mar que ajudou no processo de mudança no regime político e, consequentemente, os interesses comerciais que não cabiam mais a escravidão como ponto de interesse... Existe uma história com documentos e datas que mostram isso, mas... É só ver a data da proclamação da República e ver se quem “libertou” os escravos foi Belinha, mesmo. Ela poderia até ser uma boa pessoa, mas a ação foi maior do que ela. Os interesses é que determinam o rumo da história, quando acontecem no presente da ação e se propagam como arquétipo. Assim, só uma viagem no tempo para ilustrar como somos envolvidos pela imagem de heróis e heroínas.
Hoje, 2014, um movimento começa a gritar pela saída da presidenta pelo fato dela ser tida como “corrupta”. Ora, francamente! Mais um político que não agrada toda uma população. Já vi esse filme antes. Todo mundo “inventando a cópia”, como bem diz o grande artista baiano, Gibran Sousa. A gente não quer ler, quem dirá escrever nossa história, entendendo que ela começa agora...

Minha preocupação: a imprensa que foi cerceada pela censura – no Brasil, desde o Brasil colônia, que é de onde data o “nascimento” do Brasil... a existência prévia não é considerada por nós, porque, para nós, tem que ter um documento... né verdade? – e lutou por voz e vez, hoje, usa uma manipulação perigosa e, ao meu ver, irresponsável Explico o que penso: houve uma facção da imprensa, antes do golpe militar de 64, que acreditava nos ideais de “não democracia”. Essa imprensa passou a ser a imprensa oficial do governo militar. Onde há interesse, há interessado, penso eu. Enfim, o mesmo poder de informar foi usado para prender por informações “liberadas”. Hoje, 50 anos depois, insatisfeitos por uma postura política e econômica do atual governo, há alguns anos percebo essa criação subliminar em nossas mentes, como se fosse novidade a corrupção no Brasil. A velocidade das informações e os diversos meios para propagar as liberdades de expressões, deixaram de lado a ética, a responsabilidade e o comprometimento dos profissionais com a liberdade de imprensa, onde, como bem expressa a Lei, deve informar e divulgar fatos e notícias, ou seja, aquilo que é comprovado e o povo precisa saber. Sim, o povo precisa saber do mensalão e etc. o povo soube das mais de 700 CPI´s na época FHC que não foram concluídas e foram arquivadas sem solução e sem punição e, nas urnas elegeram Lula. Entretanto, ninguém elegeu Lula por conta de conhecimento em sua capacidade política. Votaram na imagem de Sassá Mutema – com todo respeito, porque admiro o político Lula, mas também vi que ele se perdeu e se corrompeu num ambiente perigoso, hostil e corrompido... foi ou não isso que vimos?

Voltando, de novo...: o movimento contra o governo Dilma – nós somos contra ou a favor às ações governamentais, não contra ou a favor da pessoa, que fique claro -, a meu ver, está dentro do direito à Liberdade de Expressão que assiste a qualquer um de nós, desde que limitados pelo dever de – sim, liberdade requer limite – respeitar o direito de quem pensa diferente ou divergente. Esse direito deixa de ser direito, regulamentado por Lei, conforme art 5º da nossa Constituição, onde todos somos iguais diante da Lei e isso quer dizer que os ataques aos que pensam contra, infringem a Lei. Mas, cabe à imprensa agir de maneira mais cautelosa e assertiva. Isso requer responsabilidade e tempo de investigação. Afinal, ela se tornou nosso quarto poder e representa a voz do povo. Mas, o que estou vendo e me preocupa: insinuações e fotos – por enquanto, aos poucos e muito discretas – de apelo à intervenção militar. Foi assim que começou no final de 50... culminando no golpe de 64. Foi resultado de um processo. Muita gente vai às ruas usar seu direito de expressar – claro que a decisão não depende disso, porque nossos gritos não são provas contundentes e só demonstram a insatisfação de um grupo, portanto, opinião pública, daquele público e que será usada pelo interesse de alguém. A depender de quem se interesse, o movimento avança, senão, morre ou adormece, como o gigante tão clamado e esperado para evitar a Copa e outras coisinhas mais. A gente não sai de cima do muro. Eu sei, porque eu também sou assim, como todos. Existe algo muito maior que nos “prende” e a gente nem percebe, porque a gente só acredita no que vê. Mas, tem quem veja além e use isso de maneira manipuladora, mesmo.

Não basta ler a Veja, Época e Isto é... é preciso não ver TV e nem propagandas. É preciso ficar dentro de casa, fechado numa bolha... É preciso não ir ao mercado, não assistir filmes, não comprar roupas de grife, nem ir ao shopping. É preciso não comercializar. Nem comprar, nem vender. Cuidado ao trocar! É preciso, gente, na verdade, olhar e ver. Em vez de se frear o “desenvolvimento” industrial, limitar as ações, pois as consequências são danosas para o planeta e nossa existência, mas a gente vai dizer: “vamos retroceder? Isso é avanço!”. O avanço, para mim, precisa ser sustentável, crescer sem destruir a natureza e o planeta. Agora, lamentemos a seca em São Paulo e o degelo no ártico. E continuemos a cobrar políticas de livre comércio e mais indústrias no Brasil. Vamos permitir que desmatem ainda mais a Amazônia. É isso? Nem precisaria de Lei de preservação, precisamos de consciência das consequências, mas, isso, quando sai em algum veículo de comunicação de massa é ignorado por nós, porque a gente diz assim: “cadê o Governo que não vê isso?”. E eu digo: onde está a consciência de quem faz isso e vive disse e enriquece com isso, se preocupando com o que vai deixar para seus herdeiros diretos, sem pensar em todo um planeta? O erro de uns compromete o futuro de todos. Não vejo Aecistas, Dilmstas e afins – apenas os Lucianistas, os Marinistas e alguns poucos... – lutarem por isso. Eles temem pela própria vida. E vida que com que qualidade viveremos? Todo mundo quer um salvador porque a crise no mundo – consequência de que mesmo? – atinge nosso bolso e isso nos prende ao medo do futuro financeiro dos nossos filhos. A gente é incapaz de ver que a crise é mundial e que a corrupção é mundial. Estamos em algo muito maior do que em que votamos. Com essas briguinhas, a gente se acomoda, cansa e não vê mais nada. Só gritamos “fora corruptos” para colocar outro no lugar.

A mim, não importa em quem você votou, apenas quem você é!

A união faz a força e concretiza a vitória, né isso? Com ordem, bem diziam os positivistas, se alcança o progresso. Vivemos de repetições teóricas. Mudemos nós, nossas ações individuais que, assim, o planeta terá uma chance e, sim, o Brasil poderá mudar – no dia em que os brasileiros mudarem.

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS, DEIXANDO FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! A começar por cada um de nós!



O povo brasileiro está envelhecendo, mas não amadurecendo... Temo os grandes corajosos das redes sociais e só e somente nelas...






Pat Lins.



sábado, 30 de agosto de 2014

RACISMO - A BOMBA EXPLODIU!


Fico vendo as pessoas "impressionadas" com o racismo no esporte, como se fosse algo inesperado. 

Ora, ora, ora! Tratava-se da última bomba a explodir!

Quantos artistas alegam racismo na moda, na TV, nas novelas, no cinema e etc? E a grande maioria das pessoas míopes repetem, como quem quer tanto se convencer, que esquecem de ver de verdade, o real: "Isso já é exagero!".

Não! Não é.

Exagero é a gente não ver essa realidade que está e sempre esteve aí, aqui e acolá.

O fato de explodir no esporte - um dos únicos lugares, além da música, onde negro tinha espaço para "crescer" ou ascender e prosperar, tendo acesso ao mundo do glamour que o dinheiro, o muito dinheiro pode "bancar": o mundo dos brancos, o mundo onde é possível "ser feliz, com conta bancária gorda" - apenas grita, mais um grito de "olha ele aí! Ele sempre esteve aqui!". Isso incomoda! 

Os brancos não querem ver negros crescendo. Para eles, lugar de negro é em subemprego - não desmerecendo as diversas profissões, até porque, esse tom pejorativo, é consequência do veneno que o poder exacerbado do capitalismo exerce na mente dos fracos. Podem observar: quem está destruindo o mundo? As grande indústrias são dos negros? Foram eles que começaram a destruição irreversível do NOSSO planeta? Sim, o planeta é nosso, apesar deles acharem que é só deles!

Ultimamente, como tem dado audiência, os grandes veículos de comunicação tentam "ajudar" na diminuição desses episódios, divulgando, mostrando o que vem acontecendo. Mas, no esporte, ganha uma proporção onde as pessoas param para falar, afinal, o esporte tem uma maneira diferente de tocar o coração e a mente dos torcedores, pois se trata de uma amenidade, de entretenimento, de neutralidade, onde não caberia - e nem cabe - qualquer tipo de segregação. No esporte, principalmente no futebol, não há inimigos. A rivalidade é em campo, é no ringue, é na quadra... é apenas entre os times.

Mas, o que me preocupa é o outro lado da dualidade... em se tratando de era digital ou informacional, da sociedade de massa em massa, do capitalismo como mestre dos mestres - coitado, apenas um efeito... a causa é humana! - é a ação ou as ações de marketing de oportunidade. Bom, por um lado, as campanhas que começam, como se fossem ações de responsabilidade social, aproveitam para se promover, abordando o assunto e dando o ar de maior naturalidade possível na criação de um "mundo" igualitário e justo. Que seja correto - apenas questiono o que vem a ser justo nessa vida... - "marketingmente" falando, fazer as duas coisas: promove o cliente, ao mesmo tempo que colabora com as ações sociais e na tentativa de minimizar os impactos altamente negativos e destrutivos que o preconceito é capaz de gerar. Entretanto, caso se torne de uma ação pontual, apenas agora, o tiro sai pela culatra... Se não houver interesse real em colaborar com a causa, pode acirrar. Se for apenas ação de oportunidade, a empresa ganha audiência, público e etc. E a causa? Volta a virar moeda de troca, novamente. Muito complicado expor como penso sobre esse assunto... assim, vou parar por aqui sobre minha teoria.

Voltando ao racismo no esporte, digo que é apenas uma ponta mínima de algo muito maior, só para não cair no chavão: é a ponta do iceberg. Mas, é exatamente isso! O medo de perder o controle do "negro legal que pode circular em altas rodas, porque é bonitinho dar chance a uns poucos, apenas para que eles alimentem a esperança de viver um mundo que não é deles" acabou explodindo. E apareceu a verdade que ninguém queria ver: O RACISMO EXISTE, FORTE E DESTRUIDOR COMO SEMPRE EXISTIU! Ele nunca se foi. O medo de processo que freava algumas ações. O medo de ser flagrado pelas câmeras, por testemunhas... isso segurava a onda de alguns racistas extremistas. Mas, à medida que a população e a sociedade está em crise, porque os valores aí presentes mostram e comprovam de que tudo é vulnerável e que pagando qualquer um sai da prisão, promove um levante de segurança e auto confiança onde o medo deixa e ser um fator paralisante e vai cedendo espaço ao outro lado: "eu vou mostrar quem manda nessa zorra!" e aí, meu amigo e minha amiga, que é desanda. Sem medo de ser punido - já que consciência e respeito essas pessoas não têm - eles se sentem donos da situação e anseiam em revelar isso aos demais. Aos poucos, vão sentindo o terreno e percebem que outros como eles estão dispostos a sair do condicionamento e colocar a cara para fora, afirmando de quem é o território! E por aí vai!

Falta ao povo ser gente! Falta humanidade nos seres humanos. Falta humanismo! Faltam valores reais e firmes. Essa onda de ostentação ao superficial, essa ode ao poder faz com que as pessoas não se vejam mais como gente, apenas como máquinas comandadas por uma mão invisível chamada descontrole! Do mesmo jeito que as pessoas ignoram que são emoção, acreditam numa razão crua e fria como demonstração de equilíbrio e poder, elas acreditam que Papai Noel existe, bem como o coelhinho da páscoa e todos os símbolos capitalistas de consumo, porque ao pensarem que estão no comando, no controle, estão, na verdade, presos a padrões repetitivos, alegando mudança e transformação... De controladores, não passam de controlados pelos próprios desejos infantis.

Pois sim, racismo não é só crime, é falta de respeito e falta de humanidade!

Racismo é demonstração de fraqueza! Respeito ao próximo, sim, é para os fortes!

O mundo precisa de cores! A natureza é diversa! Nós somos apenas uma parte dela, não o todo, muto menos os melhores...

Pat Lins.




sábado, 16 de agosto de 2014

TIPO ASSIM, A JUVENTUDE AINDA ESTÁ EM MIM, TÁ?

Imagem: Green - by Zarak
Interessante... quando éramos mais jovens - em idade, especificamente falando - a gente sofria um sofrimento juvenil onde aquela nossa realidade era maior do que tudo! Tudo o que conheciamos em experiência de vida até ali, né? Tipo assim, cara, uma dor no peito por um "amor" não correspondido; uma tristeza profunda por uma briga com o/a namoradinho/a; uma raiva sem fim dos pais quando nos diziam "não vai"; um ódio dos professores porque não entendiam que, naquele dia, a gente, simplesmente, queria descansar, porque já estava cansada/o de tanto estudar...; uma ansiedade em fazer tudo e provar a todos que éramos "maduros" e tinhamos "cabeça".

Quem de nós nunca passou por isso? Tipo assim, quando a gíria nos dava a sensação de que nosso gueto era O MUNDO. Uma sensação de que eramos o futuro da nação... E, com isso, tinhamos uma grande missão pela frente, afinal, eramos jovens!

E, quando vejo um jovem - em idade, tá? - tipo assim, com um ar de desespero, sabe, do tipo "ai, tia, vou morrer se..." eu acho lindo! Me irrita escutar os adultos dizerem, aquilo mesmo que eu escutava quando era eu no lugar..., do tipo: "ai, menina/o, vai lavar uma roupa que a tristeza passa! Isso é falta de ocupação! Nem sabe o que é a vida!". Pois é... me pergunto, bem como aos meus contemporâneos e os mais velhos: VOCÊ AÍ, NO AUGE DA SUA "MATURIDADE", SABE O QUE É A VIDA?

Digo aos jovens: sofram e deixem passar, porque tudo passa! Fiquem abertos ao novo e façam o novo, porque, depois, velhos, dá muito mais trabalho, mas sempre dá! Explico que sempre há o eu e o outro e que eu sou o outro do outro - simples, né?

Ah, jovem, velho, criança, idoso, adulto... isso tudo é invenção nossa, um bando de ser humano desocupado... se a gente bem soubesse ocupar o tempo, faria um hoje melhor, para que o futuro da nação fosse decidido agora, com novas posturas e atitudes - com valores e virtudes!

Adoro sentir o cheiro e o gosto da juventude! Adoro quando enxergam que eu mudei, porque vivi cada fase que precisei e reconheci a importância de cada uma, para, hoje, saber onde estou e que ainda estou aqui. Fico triste em me deparar com aqueles que se mantém os mesmos..., que me olham como se eu não pudesse ser o que deixei de ser... Como se "melhorar" fosse uma máscara. Enquanto alguns expressam um: "Nossa, como você mudou! Nem parece mais aquela menininha mimada!", eu agradeço! Graças a Deus fui muito mimada e penso: "inveja mata!". E, graças a Deus, deixei de ser! Viu? Tudo é fase. Tudo passa!

Aos amigos "muito maduros" de plantão, digo: estão apodrecendo - processo natural pós amadurecimento e que todos passaremos! Eu? Estou apenas vivendo, até o dia do "tchau, até mais, pois agora é reta final". Se a Terra tem a idade que tem e não para de desejar: "inovem! Mas, não me destruam!", vejo que eu, terráquea que sou, tenho isso em mim, né não? Vou vivendo por aí! Aprendendo que sempre se tem mais a aprender. Vivendo por aí! Entendendo que as diferenças são apenas características individuais! E vejo os "grandes" conquistadores de fama e fortuna definhando em si, por falta de, uma coisa simples, que os jovens nos lembram e a gente que "envelhece" esquece: de si! Vai crescer! Tem gente que envelhece e não amadurece, cai podre do pé, peco e oco.

Que venha fortuna, que venha tudo o que tiver de vir, mas que EU sempre esteja! O vazio derruba qualquer um que se faz de maduro e feliz, sem, em si, ser!

Tipo assim, cara, não é julgando que vamos amadurecer! A sabedoria está em aceitar e respeitar. O resto, pura mediocridade de quem não sabe o que fazer da própria vida!

Tipo assim, cara,

eu sou mais eu!

eu sou, apenas EU,

Pat Lins - EU!



segunda-feira, 11 de agosto de 2014

APRENDIZADO NO ONTEM: PRATICAR NO AGORA


Aquilo que ignorávamos ontem e acessamos o conhecimento hoje, só pode ser praticado no agora.
Pat Lins

Ninguém deve se envergonhar do que fez, falou ou agiu, ontem. Devemos sim, estar abertos para rever, inclusive, nossas piores palavras proferidas, vivendo o aqui e agora com amor.

Ao desabafar com um amigo/a, temos a sensação que assinamos um contrato e contraímos uma "dívida": "Se eu falei isso, agora, tenho que cumprir... Não dá mais para voltar atrás. E eu me arrependi. Deveria ter ficado calado/a.".

Tudo "blábláblá". Um amigo não é um juíz ou carcereiro das nossas ações. Muitos amigo desabafam comigo e, depois, fazem algo que continuavam fazendo. Concluo: "é a vida dele/a!". Não temos que interferir na vida de ninguém, apenas por termos o título honorário de "Sir" amigo, né verdade? Nossa interferência é de apoio, confiança e solidariedade. Se há uma AMIZADE deve haver confiança. E, se há confiança, há liberdade, compaixão e não há necessidade de esclarecimentos, porque, sem julgamentos, não temos do que pedir perdão, entende?

Muitas vezes, no afã da raiva - natural, diante do cenário "pura pressão" que vivemos - explodimos e falamos horrores. Falamos tudo o que nos incomoda. Colocamos para fora o bolo entalado na garganta e, se ele não desce, precisa sair. Um amigo, nessas horas, é um santo remédio, para que não seja necessário falar com as paredes. Nesses momentos, estamos acessando nossos monstrinhos residuais daquilo que vamos acumulando sem perceber - até mesmo quando acreditamos colocar tudo para fora com elaboração do pensamento, muitas vezes, mantemos tanto no âmbito racional, que não há o processo de transformação e, creiamos, transformação é emoção acolhida e bem alocada! - e, de repente, de tão cheio o receptáculo "EU", nada mais entra e é preciso fazer uma verdadeira faxina mental; LIMPEZA mesmo! Jogar todo o lixo para fora. Esvaziar o container. Zerar. Sempre há resíduos, até mesmo, após uma bela e gigantesca explosão. Resíduos podem ser internos e externos... Ambos pesam. Ambos devem ser cuidados. Nada é insignificante.

Por isso que sou uma amiga e tenho grande e importantes amigos! Porque, em meio a tudo, julgamos nada!

Os que nos julgam e nos cobram com: "lembra que você disse que ia fazer isso? Cadê?" ou "Considere que sua vida está assim porque você quer! Para sair, você vai ter que fazer isso, isso, isso e isso. Escute o que te digo! Depois, não venha chorar em meu ombro, porque minha parte eu já fiz: estou te dando a solução!", esses são pessoas altamente carentes de si e que acabam cobrando do outro o que não consegue cuidar em si. Também, não devem ser julgados e condenados à forca. Tudo tem seu tempo. Um breve DS - distância saudável - é boa para todo mundo e não significa descaso ou falta de afeto, é apenas o que é: um momento de pausa no tempo e espaço. Afinal, se precisamos nos recuperar "em" e "de" nós mesmos, por mais que gritemos, coloquemos para fora em forma de palavras, gemidos e grunhidos, ainda é dentro, no interior, no centro do meu ser que o cuidado precisa chegar. É lá que está a ferida aberta... É lá que a cura deve se fazer. E, quando fora de nós, sabemos e temos a certeza de que não somos julgados e sim, COMPREENDIDOS, reunimos força externa para uma bela mudança interna. Depois, ninguém vai dizer: "quem te viu e quem te vê, naninha!", porque o que é natural - como toda mudança - deve ser natural. Ficar preso ao que foi vivenciado no passado, lá, naquele tempo que já foi, é apego e não roda... se não roda, não gira e nada anda.

É de extrema importância que saibamos respeitar a nós mesmos, as nossas limitações, para entender que um amigo também tem as dele. Se eu estou uma bomba relógio em contagem regressiva, bem próximo do zero, como vou acolher um amigo na mesma condição? Ao ser sincero, tanto meu contador, quanto o dele/a pode diminuir e o impacto da explosão ser menor. Cada vez que nos (re)conhecemos, algo de bom acontece; milagres acontecem! Por isso, a gente nem pode ser cobrado, nem cobrar do outro o que ele não pode nos dar. E isso, insisto, não é falta de amor, afeto ou consideração! É HONESTIDADE. E a verdadeira amizade suporta Verdade, porque não é melindrosa. A carência é nossa...

Um amigo vai estar ao seu lado - e aí, falo como insisto em deixar claro, dos dois lados: sendo amiga e tendo amigos - segurando a sua mão, te apoiando, do lado onde você precisa! Um amigo vai seguir e crescer junto, porque vai entender que todos crescem quando se amparam, sem julgamento ou prisões em expectativas. Depois da explosão, há a necessidade da reclusão. É o período de restabelecimento. E, se aquele que te apoiou sabe que DS é saudável apenas sem arrogância, medo ou receio, vai entender naturalmente que isso se chama RESPEITO à fase. E não vai se afastar, apenas, deixar claro que está ali, só que sem fazer barulho ou invadir. É o "não estar só" que devemos lembrar quando somos e temos amigos!

Sou muito grata e agradecida, mesmo, pelos amigos que tenho! Me sinto honrada - sem o peso pejorativo que agregaram à palavra "honra" que vem com pacote vaidade e melindre - em ser amiga de tanta gente e ter Amigos que me amparam e acolhem, num processo mútuo e natural.

Desejo, do meu coração, numa energia de vontade, que um amigo de verdade surja em sua vida! Porque um amigo é um tesouro mais do que precioso. 

Pat Lins.


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

TODA LIBERDADE TERMINA ONDE COMEÇA A DO OUTRO. ONDE É MESMO?

Imagem: Google - DUBIELLA

Um dos melhores ditados que conheço é “a minha liberdade termina onde começa o espaço do outro”. Entretanto, raramente nos perguntamos: onde é esse lugar? Onde está a delimitação?

Pode ser uma delimitação pelo melindre, pelo medo, pelas características individuais. Tá, até aí, tudo bem... mas, será que o outro sabe onde é o seu espaço? Será que o outro se vê como um eu, que também é outro para alguém?

Essa questão de espaço requer, antes de tudo, de uma boa base emocional. Pessoas que têm mania de perseguição, têm um problema individual e alegam que todos e qualquer um o estão perseguindo, o atacando. Pessoas que não Têm limite, invadem o espaço alheio se sentindo cumpridores do dever de se fazer o que quer, independente se existe o outro...

Hoje em dia, após tanto se lutar pela liberdade de expressão, duas coisas não foram muito bem amarradas, delineadas, definidas: 1 – o que é LIBERDADE; 2 – O que é EXPRESSÃO. Não se sabendo o que vem a ser cada uma isoladamente, como saber o que são ambas coletivamente?

Num ambiente sem educação básica, com intelectos poucos estimulados e desenvolvidos – em minha concepção, todos têm potencial a ser desenvolvido, cada um aos seu tempo, não fosse essa cobrança social castradora e abusiva de imposição e massificação... – e sem uma base de bons valores e moral, ganha aquele que persuadir e manipular melhor: o convencimento.

O perigo reside justamente nessa falta de opinião própria, por uma auto estima comprometida pela falta de vontade de acreditar que é possível ter mais acesso à informação, desde que se entenda que, para isso, há de se mexer numa coisa muito simples: a zona de conforto. Já escutei uma mulher me dizer: “ah, isso é para você que é inteligente. Para a gente que não teve acesso à escola de qualidade, fica difícil aprender qualquer coisa...”. Um comentário, pura e simplesmente, porque eu disse: “tome cuidado ao misturar produtos de limpeza.”, pois ela queria misturar soda cáustica com outros produtos para desentupir um vaso sanitário. Daí, expliquei que eu não sou tão inteligente que não possa aprender coisas novas e isso é uma coisa simples: basta ler os rótulos nas embalagens... é uma questão de alfabetização. Não de ter concluído a alfabetização, mas ter sido ALFABETIZADO, que inclui, além de juntar as letrinhas, a capacidade de entender o que elas dizem juntas. Está no desenvolvimento da competência  interpretação. Sendo assim, a maioria das pessoas pensa que não pode pensar, porque aprendem nas escolas a desaprender.

A capacidade de investigar, de ir em busca, de indagar, de questionar... de racionalizar é do ser humano. A capacidade de expor suas próprias ideias é um direito natural de um ser pensante. E, quando me refiro ao direito natural, vai além do direito como forma jurídica, está no simples direito enquanto parte natural da característica de quem tem a racionalidade como diferencial – ou como nos ensinam que é um diferencial – entre os outros animais, que são tidos como selvagens, por não pensarem – se repararmos, eles têm uma sabedoria aplicada mais desenvolvida na prática do que a nossa... eles comem, matam e morrem por sobrevivência; a gente, para se satisfazer...

Tudo vira polêmica. Mas, ninguém olha de frente para o fato. Proíbe-se todo e qualquer ato de discriminação, com punição prevista em Lei, mas não vejo esforço em desenvolver um verdadeiro respeito às diferenças... Não pode falar, nem expor, mas pode discriminar disfarçadamente... Hipocrisia! O fato de existir uma Lei, já discrimina. Eu falo em democracia no sentido de haver uma prática que funcione, que eduque, não uma teoria que finge funcionar. Mas, algo precisa ser feito, porque ninguém vai conseguir educar e despertar nos que se “acham” acima de todos, tão rápido... assim, como somos de uma cultura punitiva, vamos punir para ver se coíbe. Evita a discriminação pública. Prende quem comete o delito. Mas, não transforma. Muitos grupos gritam e clamam por respeito e reconhecimento, numa tentativa de se fazerem serem entendidos. Essa parte da discriminação, da intolerância – seja de ordem religiosa, étnica, social, econômica, estética... – representa bem a inconsistência da liberdade de expressão que é propagada, mas casa direitinho com o título/tema deste post: “minha liberdade termina onde começa a do outro.”. Ou seja, o ato discriminatório tem a intenção clara, objetiva e direta de destruir a condição emocional do outro, cerceando a sua liberdade de se expressar. Sentimos onde está o lugar? Fica aberto para indagações. Afinal, meu ponto de vista é claro: não admito qualquer tipo de discriminação, mas discrimino quem discrimina. Em minha defesa, argumento: quem discrimina tem a intenção clara, direta e objetiva de desrespeitar o espaço do outro. E eu respeito muito os espaços. Para mim, existe o meu espaço, onde permito interseções com outros espaços-pessoas e um meu apenas, onde ninguém tem o “direito” – essa palavra é outra que dá margem para brechas jurídicas... coisas que moral e eticamente falando, nem sempre combinam - de se aproximar! É o tipo de coisa que quanto mais tenta entender, menos se faz sentido, porque está na condição respeitosa, enquanto VIRTUDE – de adentrar. Quem tenta adentrar no espaço alheio é um invasor. E, sendo invasor, perde o direito a direitos. Isso é complexo e paradoxo porque a maioria de nós – condição da qual me excluo com consciência - não concebe a ideia de se viver com RESPEITO. Machuca nessas pessoas entender e aceitar que o outro também tem lá o seu espaço individual.

Existe um espaço no qual é permitido apenas o contato social, onde assumimos o personagem eu social. A maioria de nós pensa – se é que pensa – que nesse espaço se é permitido todo o tipo de divagações... Nessa hora, voltamos a questionar: “onde está esse espaço?” e, o mais importante: “o que é invadir?”. Nesse momento é que as pessoas se perdem com intenções escabrosas e deturpadas pela falta de postura moral. MORAL! Agir com bons costumes!

O velho chavão “não é da sua conta” surge sempre quando se quer delimitar um espaço. O que acaba despertando outras dimensões de nós mesmos, orgulhosas e egóicas, que partem para o ataque ao espaço do outro, sem o menor sentido. É nessa roda que vivemos girando. No furdunço desgraçado de quem nem sabe porque está atacando e sendo atacado. Vivemos uma guerra de egos e conflitos de orgulho e vaidade. Ou seja, não temos a menor base para sustentar uma liberdade de expressão. Também, isso não dá o direito de nos tirarem.

Com o crescimento do poder da imprensa, muita coisa se perdeu e muita coisa se ganhou... Porém, como saber diferenciar o que é verdade do que é opinião pessoal, divulgada como verdade? Ou, do que é armação? Olha a necessidade de um ambiente saudável, como base moral e ética, e não cultural deturpada?! Discernimento é algo para sábios.

Com as redes sociais, essa questão ficou um tanto quanto mais delicada.  As pessoas não entendem o que vem a ser diálogo e as suas bases – como RESPEITO, COMPREENSÃO e CLAREZA – e que para haver um diálogo efetivo, é necessária uma COMUNICAÇÃO EFETIVA, ou seja, com transparência, objetividade e capacidade de se fazer entender, afinal de contas, o outro não está em minha mente – ai, como me dói saber que esse tipo de pensamento não passa nas mentes dos tapados, que só querem falar qualquer coisa, sem responsabilidade na ação e sem cuidado com a interpretação ou entendimento e eles sempre se acham claros... criando caos em vez de estabelecer conexão... isso me destrói – e, sendo assim, preciso me fazer ser entendida e representar com clareza o que tenho intenção de externalizar. Se as pessoas não têm a menor noção dessas e outras questões, o que pode acontecer? O caos imperante. Atos brutais e colocações do tipo: “não se meta!”, “não é da sua conta!”, “vê se cuida da sua vida!” e outras do tipo, como “falam do que não sabem”... E a falta de COMUNICAÇÃO continua e vira uma bola de neve que nunca derrete e só aumenta.

Ora, se temos as ferramentas nas mãos, como redes sociais – o que nos coloca com mais espaço para otimizar o tempo na ação de se comunicar – e a imprensa, como veículo de COMUNICAÇÃO SOCIAL – local onde se deve publicisar uma mensagem atingindo o mior número de pessoas possível ao mesmo tempo – onde está o erro?

Se avanço tecnológico promovesse o desenvolvimento de VIRTUDES, MORAL e ÉTICA, seria mais fácil. Entretanto, para tanto, exige-se um tanto de esforço pessoal. Os marombeiros, sarados, saradas... são capazes de malhar seus músculos e esculpi-los nas academias e quantos deles são capazes de esculpir o próprio caráter de maneira positiva? Não estou falando que quem malha é banal, apenas uma apropriação comparativa de esforço para se alcançar objetivos.

Nos deparamos com a orientação – plausível e necessária – de que devemos cuidar da saúde com boa alimentação e atividade física. E a mente? E o emocional? E a moral?

Pois é, somos capazes de aceitar que todos têm o dever de respeitar o espaço do outro, desde que o outro entenda que eu estou sempre com razão, por favor não me desacate. Concorda?

Se a gente não sabe dialogar pessoalmente, virtualmente, nos sentimos mais “fortes”, porque nos tornamos um personagem irreal, numa realidade virtual, mas com ataques reais.

ATAQUES são desnecessários. Se eu me expresso sobre uma figura pública, é uma forma de expressão diante do que ela comunicou. Eu tenho esse direito? Não poderia eu aceitar sem criticar? Mas, não, eu caio na tentação e critico. Daí, outro pensa diferente de mim e vem me atacar, me condenando com diversos termos e palavras que não estão no que escrevi, demonstrando algo represado que sai por ali... Ou seja, não estamos só: nossas emoções se revelam nesses embates. Nossa falta de saúde emocional se apresentam... E a guerra começa. O que seria uma troca de opiniões pautadas na liberdade de expressão, se tornam farpas desnecessárias, comprometendo as qualidades das relações.

Me pergunto: onde vamos parar? Quando vamos começar a usar a liberdade de expressão de maneira mais responsável? Nem, vou entrar no mérito das biografias e das piadas, porque vai render muito mais espaço. Só posso dizer que tudo parte da intenção. Para mim, a graça não pode ser ofensiva... Se eu sou uma pessoa virtuosa, não farei chacota com a miséria alheia, antes de qualquer coisa, dedicarei meu tempo a ajudar. Mas, vai de cada um. Porque até acontecer a evolução humana do estado animal que colocam como selvagem e como algo pejorativo, vamos vivendo como esses animais que tanto condenamos. Gostemos ou não, somos julgadores e condenadores. Somos frustrados e descarregamos essa “culpa” e raiva nos outros, alegando LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Não há limite para essa questão... não sabemos o que vem a ser limite, apenas castração. Limite requer respeito como base...

Seria bacana, em vez de reclamar do tamanho do post, refletir diante das nossas ações, tão desconhecidas por nós mesmos. Daí, já poderíamos começar a engatinhar no entendimento real da LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Afinal, saberemos como nos expressar e como não nos doer com a expressão do outro, pois, nesse caso utópico que aqui exponho, ambas as partes estarão apenas interagindo no mesmo espaço de encontro.

Pat Lins – usando da minha LIBERDADE DE EXPRESSÃO em meu espaço virtual... quanta possessividade, tudo meu, minha...

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A VIDA NÃO É UM JOGO, MUTO MENOS UM CAMPO DE GUERRA!


Prezo pela minha liberdade, bem como pela dos outros. Isso quer dizer, inclusive, que eu respeito as escolhas de cada um, de verdade. Quando esbarra em alguma expectativa minha, me repito: 

"É a escolha de cada um e isso não diminui minha importância na vida da pessoa!".

Eu penso e ajo assim, e é assim que espero ser entendida... pena que isso raramente acontece. 

A cada dia, julgo menos o outro, justamente por conta desse lema: compreensão acima de tudo. Isso não me impede de escolher, muitas vezes, manter distância de algumas pessoas e lugares. E isso não diminui a importância dessas pessoas em minha vida, apenas mantém o espaço e tempo necessários para que dê tempo das emoções se ajustarem... afinal, existem pessoas muito intensas e que agem como se fossem de uma leveza zen e harmoniosa, atacando e tentando manipular a muitos com voz mansa e fugas de diálogos, preferindo uma bela saída nos deixando a falar com o vento. Assim, se não há espaço para troca, não há espaço para convivência. Daí, escolho estar em meio a pessoas que, mesmo diferentes, tenham a sincera abertura e movimento de busca real, na prática diária, pois somamos mais do que dividimos.

Uma coisa é certa: a vida não é um jogo, onde podemos recomeçar num clique e ganhamos vidas e vidas em cada nova fase... com o tempo, vamos ficando naturalmente mais seletivos, quando entendemos a importância de respeitar-se e respeitar ao outro. Isso inclui ver como as pessoas são e ver/saber quem eu sou e se essa união é saudável. Não sendo, compreendamos, sem julgar, mas encaremos o fato de ser como é e DS - DISTÂNCIA SAUDÁVEL.

Eu respeito as escolhas dos outros, sem cobrança, por isso, já precisei tomar algumas decisões radicais, no que diz respeito à minha auto preservação, bem como escolhas mais amenas, relacionadas a simples afastamentos por escolhas profissionais, filosóficas e afins. Tudo na vida nos leva a algum lugar e, para quem anda e não joga, esses lugares seguem e seguem e seguem. E a gente vai e vai e vai. Nessas idas e idas e idas, a gente pensa que volta, mas, na verdade, o que acreditamos ser uma retomada é, em verdade, uma continuada para onde precisamos ir com a certeza pela experiência de como devemos ir. O resgatar é seguir mais para frente, entendendo que ainda não fez o que deveria. E nesse ínterim, os caminhos se cruzam com quem devemos cruzar e se afastam, de quem devemos nos afastar - não por raiva, rancor ou algo semelhante, apenas por uma questão simples que é tão deturpada: incompatibilidade. Se não tem liga que segure e dê base, não tem porque insistir. E isso não quer dizer que a pessoa - nem EU, nem o outro - seja ruim ou boa, ou que não nos gostemos, apenas estamos em tempos e espaços tão diferentes que não encaixa. O que não admito é ser cobrada por minhas escolhas, como se eu tivesse que agradar a todos... Também, não aceito cobrança de quem levanta a bandeira para o mesmo lema - mas age de maneira incoerente -, exige ser aceito e não aceita as escolhas alheias, assumindo uma postura de vítima. Não existe vítima ou algoz, existem escolhas e consequências. Não precisa ser radical, nem dolorida, sofrida ou coisa e tal, apenas precisamos tirar o melindre do julgamento e pronto: abrem-se as portas para a liberdade!

Não entendo como uma coisa tão simples causa tanta dor e tantos danos. Não é ser inflexível, é ser tão flexível que podemos gostar mas entendermos, por respeito às diferenças que não se complementam, que é melhor cada um seguir seu rumo, senão, ambos saem do caminho.

Sigamos em paz, minha gente! A vida não é um jogo, muito menos uma guerra! Não existem inimigos - até existem, devido ao fato de gente pequena insistir em criar esses personagens e atacarem com artilharia pesada, e, francamente, como não sou santa, nem evoluída, em minha condição humana e imperfeita, eu não considero essas pessoas inimigas, apenas pessoas que precisam de amor e ajuda que eu não posso dar, daí DS. O que quero dizer é que se a gente alimenta essas coisas, elas vão existir. E, mesmo que a gente opte, escolha viver de outra maneira, não vai deixar de receber essas investidas, mas o que eu não vou fazer é me tornar igual, me nivelar a esse ponto. Devo compreender que a pessoa tem um nível de consciência não desenvolvido e, sendo eu uma pessoa que se busca, o melhor é entender e aceitar que estamos em caminhos diferentes, em tempo e espaço diferentes... portanto, não somos do mesmo grupo - e isso não tem relação com ser melhor ou pior, apenas, cada um na sua onda!

É isso... o que mais tem nesse mundo é espaço para as diferenças...

Pat Lins.



sábado, 6 de abril de 2013

GUERRA SANTA OU INTERESSE POLÍTICO?


Para mim, respeitar  liberdade é, mesmo entendendo que o outro é como é, e que eu seja como sou e não sou como o outro é - desde que não invadam roube, mate, machuque, "desmoralize" (e aqui cabe outra ressalva: desmoralizar não é tocar no melindre do outro... isso é reação individual) - para mim isso é respeitar. 

A polêmica em torno de Marco Feliciano e a comunidade LGBTT não é religiosa... é pela discriminação que ele faz. Onde se há discriminação, há tendência... e opção religiosa é de cada um. 

Não creio poder haver vínculo entre opção religiosa e política. Outro pastor, mais sereno, sensato e, mesmo que discorde dessa realidade, teria mais bom senso para lidar... 

A grande questão é que ele assume um lugar que deve lutar para que os direito naturais do ser humano prevaleça e, aí, cabe-se respeitar a orientação sexual de cada um, sim, e a opção religiosa de cada um, sim. 

Eu não sou gay, não sigo religião, mas faço minha parte... me senti incomodada com ele como presidente da comissão de Direitos Humanos porque o vi como qualquer outro político - dessa maneira deturpada que se chamam os políticos, em vez de dirigentes da polis, um verdadeiro guia e condutor da comunidade - com interesses próprios, justamente numa comissão onde se luta para que as pessoas sejam respeitadas pela sua condição humana, não por suas orientações sexuais, opções religiosas. Do mesmo jeito que não aceitaria um padre, um espírita, um pai de santo, um budista, um ancião, um rabino... radical e ortodoxo. O País laico concede essa "liberdade" entre o que UMA religião pensa, prega e segue e a vida de TODOS os outros que não vêem sentido naquela determinada religião. Acredito em Deus, não estou discutindo religião, muito menos denegrindo os evangélicos. Conheço várias pessoas e de diversos tipos e me encanto com cada uma delas pelo coração que têm. Conheço, convivo e amo amigos que tenho e se fosse brecá-los por tabu ou por opção religiosa, não teria a liberdade de amar livremente e sem julgar suas escolhas. Dentre esses amigos mais próximos, alguns seguem algumas religiões, doutrinas como Batista, Católica, Judaismo, Candomblé, Espiritismo, Budismo, Testemunha de Jeová, Adventista. Eu amo cada, pela pessoa que é, pelas pessoas que são. Já fui conhecer as suas religiões, não para praticá-las - como alguns tinham a intenção no convite - mas para estar junto, em alguma cerimônia importante para eles e, sendo importante para eles, é para mim e, se der para eu ir, eu vou - como já fui em algumas. O interessante é que todas se dizem as certas - nenhuma escapa disso - e cada uma tem lá suas verdades compatíveis com A Verdade Universal - aquela que Jesus nos deixou e que religião alguma prega com o desprendimento que Ele teve, como não julgar, nem condenar e amar ao outro como a si - e isso inclui respeito, pois se eu quero ser respeitado pela minha escolha religiosa, preciso respeitar a do outro. 

Conheci padres chatos de dar dó e humanamente problemáticos, como outros que são seres humanos iluminados e cheios de amor! Conheci pastores iluminados e cheios de amor, como outros chatos e humanamente necessitando de terapia para se buscar e se melhorarem. Conheci filhos de santo muito mais cristãos em suas atitudes e respeito ao outro do que muitos pregadores sem fé, por aí, bem como uns radicais e cegos. Espíritas, então, que agora está na moda, já perdi as contas. Cheguei a conhecer - como já falei em outros posts, se a gente quer saber como é, tem que ir e ver - alguns centros espíritas e vi a diferença entre os que fazem pela afinidade com a doutrina de Kardec e os que fazem por modismo ou para ocupar o tempo - este tipo de "religioso", vi em TODAS  as religiões: "fiéis" que não dão conta da solidão de suas almas e adentram numa religião para tapar os buracos em si. 

Gente, toda religião está certa e toda religião está errada... somos todos humanos e quem as conduz, também o é. Jesus, sim, era um homem santo, era um humano não humano, enviado por Deus para nos mostrar em corpo humano e falar a nossa linguagem. Nem assim entendemos e hoje, olha a guerra que está. Aliás, desde o Seu nascimento é assim... Ele foi quem mais conviveu com essa prática do egoísmo, sendo vítima da pequenez humana. O mais interessante é que Ele sabia disso e veio para cumprir o Seu destino de dar o sangue por nós, num movimento simbólico e profundo de nos libertar de nós mesmos e do desapego à carne, porque somos todos seres divinos e a vida eterna é o nosso verdadeiro Tempo.

Essa é a questão do incômodo em ver o Marco Feliciano, não pela sua escolha religiosa, mas pela sua conduta pessoal e seus próprios preconceitos. Por isso temo o cerceio aos direitos naturais de cada um ser quem se é e ser responsável pelas suas escolhas. Se estamos sendo "julgados" pelo Pai, Ele é o juíz, não nós, humanos e imperfeitos que julgamos uma falha do outro ali e cometemos as nossas aqui...

Não o vejo como esse homem de fogo, nem iluminado, nem diferente dos outros políticos que seguem sem imparcialidade seus órgãos. Um político deveria ser, pela concepção da sua palavra, um ser mais evoluído, mais sábio e com isso, menos duro, menos tenso e menos preconceituoso. É o preconceito radical em forma desrespeito que repudia, não o fato dele, simplesmente, não gostar. 

Não se trata de gostos pessoais ou propagação de determinada crença religiosa, se trata de mais um político com caráter comprometido pelas próprias crenças pessoais.

Nada tenho contra as religiões, desde que fiquemos na base do respeito às diferenças. Por não seguí-las, me sinto mais livre para ver todas de fora e ver que são muito mais parecidas - quando radicais e fechadas - entre si do que imaginam. Nada tenho contra o Marco Feliciano ser pastor ou não... O que me incomoda nele são suas posturas assumidas e seu desejo de IMPOR essa visão...

Portanto, não se trata de guerra religiosa, nem de homens que se levantam para salvar a humanidade... Quem já leu a Bíblia TODA e se deixou tocar pelo livro muito bem escrito por homens que é, não vê, em passagem alguma, Jesus dar esse exemplo de atitude. Fora a consideração à cultura e costumes de cada época. Todo mundo é capaz de reconhecer a luz no outro, quando há... e é a essa visão crítica que me refiro, a capacidade de ver além daquilo que limita: esse homem, ele tem o equilíbrio necessário, sejam em suas colocações, sejam em seu comportamento, de presidir uma comissão que luta pelo RESPEITO a IGUALDADE de DIREITOS E DEVERES de CADA CIDADÃO, com suas escolhas e suas orientações sexuais? 

Reflitamos de maneira mais séria, não levados pela própria condição, mas pelo que seria bom para todos. Como é impossível um bom para todos, que seja bom para todos terem seus espaços permitidos - exceto o mundo do crime.

Em alguns momentos, o envolvimento emocional puro radicaliza a alma e nos tornamos cegos por não permitirmos nada mais além do que nos conforta... O respeito, na prática, tira do lugar comum e nos obriga a mexer, a quebrar paradigmas engessados. É preciso ter uma base moral firme, e saber muito de si para poder respeitar o outro como o outro é - desde que não se tarte de um bandido... até esses, merecem um pouco de compreensão e nosso sistema não colabora em nada para recuperação dessas pessoas doentes e que seguem um mundo de terror e aterrorizando, mas isso fica para um outro post mais voltado para esse asssunto.

E aí fica a minha pergunta: trata-se de uma Guerra Santa ou puro interesse político?

Pat Lins.

terça-feira, 26 de março de 2013

RESPEITAR: UM ATO DE VERDADE


Quantos de nós acha que sabe mais do outro do que ele próprio? 

Quantos de nós já "condenou" um amigo por ver nele um potencial que ele não usa e que, muitas vezes, desconhece? 

Quantos de nós já quis fazer algo de bom pelo outro, achando que era bom para o outro e, quando o outro deixa claro que não gostou do que fez, a gente acha que é ingratidão?

Quantos de nós consegue entender e respeitar de verdade que cada um é como é e que isso não é válido apenas dos outros para nós, que nós também causamos essa "raiva" nos outros, por invadirmos um espaço que não é nosso, mas nossa arrogância insiste em achar que somos capazes de fazer o outro se tornar quem realmente é, porque somos mais "conscientes"? 

A gente só precisa entender que cada um tem seu tempo, seu espaço e seu processo e que respeitar, só se for de verdade! Respeitar é deixar cada um ser quem é. Se lutamos pelo respeito ao outro, pela tolerância disso e daquilo, devemos, antes de tudo, respeitar o outro mais próximo, também e o aceitarmos como é ou mantermos a DS - distância saudável - em casos de incomodo profundo. A essa questão, incluo as loucuras reais e insalubres e atos insanos, ignorados - de verdade - por quem os pratica, por se tratarem de pessoas em desequilíbrio mental desconhecido e que, mesmo ignorando suas próprias loucuras, não deixam de cometer seu atos insanos... Assim, manter essa DS faz bem a todos, ainda que para eles nós estejamos nos afastando por sermos nós os loucos e difíceis... que seja.

Pois é, em geral, devemos entender que de boas intenções o inferno está cheio. De respeito ao outro genuinamente, o céu está vazio, vazio... 

Muitas vezes, fazer algo pelo outro não é o que o outro quer ou precisa. O outro é que tem que fazer sua parte em sua própria vida. Cabe a nós aceitar as pessoas como são e isso implica aceitar a condição da pessoa ser como é e se a gente aceita essa pessoa ou não em nossa vida, essa é a parte que todo mundo foge... 

Temos imensa dificuldade em fazermos escolhas. Por quê? Nos furtaram esse direito? Não. Simplesmente, não sabemos como usá-lo adequadamente, sem culpar alguém pelo nosso fracasso, quando é o caso, em vez de aprimorarmos a técnica e nos permitirmos consertar e alcançar o sucesso! Daí, não aceitamos as escolhas dos outros, porque nos sentimos no dever de escolhermos por ele, já que não escolho por mim, e sim um outro alguém...

Ainda temos uma longa estrada a trilhar em nós mesmos, até chegarmos em nós!

Pat Lins.


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