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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Ser feliz é apenas ser!


Ser feliz, mesmo enquanto o outro não se permite, não é afronte, nem descaso, é seguir em frente. Cada um é responsável pelo próprio caminho, como o segue, como o faz, como se pernite ser!

Querer que o outro se mantenha infeliz ao meu lado ou vice versa é sadismo, é leviandade, é infelicidade.

Não sou feliz sobre a infelicidade do outro! Sou feliz porque batalho todos os dias para superar meus desafios!

A cada um cabe, em si, se permitir e acreditar que merece e é plenamente capaz de ser feliz!

Eu acredito que todos e cada um de nós consegue, mais do que querer, simplesmente querer, é se esforçar para, simplesmente, ser ou se fazer, enquanto caminha.

Ser feliz não é só sorrir ou gargalhar e ter boas piadas para contar. É um estado de espírito capaz de, mesmo em momentos de tristeza ou desânimo, te reanimar e trazer a esperança pela fé, pela certeza de que tudo passa e pode melhorar.

Ser feliz é um estado de paz e integração com o amor próprio. Ser feliz é consciência de que você existe e dentro de ti existe uma força muito maior do que aparenta e, sim, você, eu, ele, ela, el@, elx, todos nós merecemos!

Ser feliz é simplesmente ser e ponto, ainda que no externo as condições não sejam favoráveis, eu esteja aflita e cansada, existe uma força maior que me motiva e me inspira a, simplesmente, continuar e acreditar! Eu Sou Feliz!

#sejavoceafelicidadequetantobusca

Pat Lins.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Simplesmente: Vida!

Imagem: Felipe Rocha (Tipo Bilhete)


Ultimamente, a Vida tem me feito parar (sem parar... bem verdade isso e "é verdade esse bilete") para refletir, rindo e sentindo, através de situações e circunstâncias nada (e olha que minha vida não é lá muito convencional, mas enfim...) lógicas. Já entendi que algum sentido há, porque, assim que aceito em mim (por enquanto, ainda sendo vencida pelo cansaço diante das quedas e coices) que é o que é e tem que ser assim, goste eu ou não, acabo vendo e positivando e isso me renova de um jeito, que a ressignificação é instantânea (até tentei escrever imediata, mas não veio... é instantânea, "mermo").

Nã, nã, nã, nã, nã, não! Não é milagre, é realidade. Tudo permanece absolutamente igual, mas, parece que faz um recorte e eu sou puxada para dentro desse lugar em mim que é "magavilhoso" e, mesmo com meu corpo ainda reclamando ou minha mente relutando em aceitar a realidade e resmungando horrores, sai esse bendito sorriso que me ilumina por dentro, me aquece a alma e me faz ficar feliz! Sim: F E L I Z! E, quem me acompanha de perto, sabe que meus desafios diários não são nada gatinhos, são vários leões por dia que essa leonina doida precisa enfrentar e lidar! Mas, é o que é - reclamo, sim, viu e muito! Agradeço, mas requisito, também! Ora, essa!

Acho que quando a gente mergulha na gente, de fato, não muda nosso externo, não param as intempéries, não deixamos de ser oscilação - quem não?... - e não acontece um milagre imediato, mas com a continuidade do processo, a gente aprende a respirar - ainda que após ter ficado ofegante por cinco minutos - e liberar! Ainda somos rompantes repetentes! Ahh, quem nunca? Até perdoo, mas em alguns casos, perco a confiança... e deixo de conviver... julgando menos, mas ainda julgando, só que entendendo que manter distância é saudável (lembram da minha DS? Pois é... me salva tanto!). Esse é o pequeno grau de consciência que consigo ter, naquilo que, mesmo compreendendo, ainda não sei ou não consigo ou até não quero, lidar. Nem sempre direciono minha força/energia para solucionar algo que não identifique como prioridade no momento.

Mesmo assim, existe um sol interno que me diz: "todo mundo pode sentir isso! Todos nós somos brilho por dentro! Aceite-se e brilhe-se! Por você, para você, em você, com você! Seja: V O C Ê!". E, depois desses alertas, isso tem acontecido! Me sinto solar - ainda que seja naquele dia que quero derrubar o mundo, de TPM ou estressada mesmo - vem esse bendito brilho e esse negocinho no meio do peito que diz: "hello! Pode fazer e ser diferente? Pode fazer melhor? Faça! Seja-se!". E me deixo envolver e me sinto preenchida e envolta e dá uma vontade de dizer para todos: "gente, o negócio tá ruim, mesmo, mas, dentro, vamos ficar bem!", dá vontade de falar coisas boas, elogiar, levantar a moral de todo mundo!!! Dá vontade de ser o BEM, fazendo o BEM!

Olha, não vou dizer que isso é um processo fácil e bonitinho não, hein! É pesado, porque vem cada situação problema que misericórdia! Coisas se abrem e fecham na mesma hora... um teste de maturidade e paciência. Derrapo em tantos e me refaço! Mas, é esse o ponto: o "refazimento"!

Refazer-se! Essa é a questão! Se eu me predisponho a sair da zona de conforto - ainda ensaio sair daquela, bbeemmm lá no centro, no miolo, no cerne da questão... chego lá, tô no caminho retirando as casquinhas, camada por camada, sem pressa, no Tempo e em meu ritmo... pode mandar correr, falar que tô atrasada, nem me toca, quem sabe de mim sou eu!

Aos poucos, com muito pouco, minha energia muda e se firma onde vislumbro e me determinei: em meu centro, sem ter que me achar egocentricamente "o" centro... sacou?! Existe um trabalho paralelo, aí! Estamos dualidade, não posso negar! Lógico que se centrar e se sentir o centro andam juntinhos, ali, um no extremo do outro. Mas, o reconhecimento faz com que a harmonia se faça - um dia, unicidade, por enquanto, equilibrando-se na dualidade!

Apois, é isso! Não tinha nada específico para dizer não, mas quando abri meu insta e vi @tipobilhete com a mensagem lá no alto, abri um sorriso e lembrei da importância de proliferar coisas boas! Sorri, fotografei o dia e registrei em minha tela mental: o que eu quero para todo meus "hoje"? SORRIR: ter e ser motivo para sorrir! Afinal, todos os dias, diante de um empecilho externo, internamente, já está ativo meu sistema de autodefesa em forma de reflexo solar e vem de fora, também, um monte de coisa que reforça positivamente, diluindo todo "mal" que foi instituído ou me atingido.

O lance é se permitir recuperar e sair de onde está! Ficar alimentando medo e raiva leva alguém a algum bom lugar? Não muda o outro, muda a mim! E, quando a gente entender que é isso que importa e que isso é o começo, não o fim, cada um se cuidando e importando consigo, serão muitos em busca da cura pelo amor próprio e assim: attraversiamo!

Saudações com muito sorriso,

Pat Lins

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pão e circo - sem pão e sem circo

Crédito: Henning Dalhoff / SPL

Não precisa ser muito inteligente, nem entender de muita coisa para perceber que os políticos - de TODOS os partidos - estão dando em nossa cara, né?! Basta olhar e ver, coisa que até cego enxerga, porque fede tanto que o órgão que mais sente é nosso bolso, além da nossa mente que fica perdida e confusa.

Pane na mente - fico abismada com as brigas em família, entre amigos... defendendo político A, político B... defendendo partido tal e tal. E eles, lá, fazendo o carnaval, sim a deturpação do carnaval como alegria de fachada, com verdadeira "folia" apenas para alguns, seletos.

E fico observando: antes os argumentos para indiciar grupos que interessavam, tudo valia. Hoje, que a gente quer acreditar nessa Lavagem, vem uma micareta daquelas beeemmm pesadas, que a gente tem medo de ir, mas já tá no meio. Agora, cadê o fôlego? Ai, ai. Piada de mau gosto. Eu não tenho provas, mas tenho pela convicção de que as cartas estão rolando e vão parar essa zorra. Jogam a culpa em uma legenda e as outras saem como puras e ilibadas... Oi?

Assim sendo, declaro, mais uma vez, como já avisei antes aqui, diante de percepções do óbvio, por ser uma pessoa neutra, sem esse fanatismo e miopia política como muitos se deixam levar e envolver, revelando uma pobreza de caráter e personalidade, brigando "publicamente" em redes sociais por politicagem, abrindo mão de amigos reais para defender essa falta de respeito ao povo, sem se lembrar que também é povo, tenha afinidade com o partido que tiver, pois bem, digo e repito: continuem a nadar, igual a Dolly de "Procurando Nemo", porque ela sofre de uma amnésia constante... então, observem o jogo. Propaganda é um perigo, uma arma, marketing político é expert em manipular mentes, inclusive e principalmente, as "mais" inteligentes, sim, sim... essa arrogância toda, essa agressividade toda torna refém aquele que pensa estar sendo "inteligente, entendido e politizado". Vão às ruas defender partido tal e partido tal, mas não vejo ninguém se unir para derrubar isso que tá aí e que envolve TODOS os partidos em prol do partido do povo brasileiro, que existe independente das legendas partidárias. Somos um povo que carrega uma herança maldita, uma carga desgraçada por conta de todos os erros e destruições sobre as quais nascemos. E, hoje, uma mega operação promete lavar tudo a jato e parece mais com aqueles lava a jato que deixam nosso carro com areia no porta malas, não limpam os tapetes, nem o que está debaixo deles.
 
Com fome e sem graça - Pois bem: lava a jato bom é aquele que faz o serviço completo, lava tudo, rápido e no grau, pae. Isso que tá aí vem se mostrando mais uma brincadeira de mau gosto que nos deixa aflitos por vermos que eles estão ali só para brincarem de democracia, dando apenas pão e circo ao povo e "nois"? Rindo de se acabar. Quando tem o pão e o circo, beleza, ao menos, estamos "passando bem" e quando nos tiram o pão, porque tá caro e não dá para comprar e o circo, porque a lona rasgou e estamos todos expostos? Com fome e sem graça.
 
Para piorar, vem a proposta de reforma previdenciária... desde que me entendo por gente, a previdência social é a mamadeira farta e grossinha para muita gente graúda hoje, aí. Quem já entrou numa agência da Previdência Social ou no INSS, como muitos ainda chamam, podem ver que só tem pobre mendigando para receber o que juntou anos para ter "sossego", implorando para ter direito ao que tem direito adquirido - ironia danada - e ainda sendo chamado de preguiçoso, porque o país não anda porque o povo só quer deitar na rede e dormir. Esse discurso de intimidação para provocar o pobre orgulhoso e ele trabalhar excessivamente e provar que não é preguiçoso, deixando o chefe mais rico a cada dia é coisa de doido. Só uma pessoa muito idiota para cair e propagar isso. Mas, ainda existe quem queira tirar proveito e grite: "vocês são preguiçosos. Quem quer ganhar dinheiro tem que..." eu completo: tem que fazer um otário acordar cedo, pegar ônibus cheio, ser pisoteado o dia todo, oprimido para não ter tempo de pensar, intimidado com a ameaça de perder o salário final do mês, pois não é o único e tem uma fila de desempregado lá fora..., sair mais tarde, porque comprometimento é tudo. Chega em casa um caco, sem lazer, sem gás, no "bagaço" para dormir, sem descansar e acordar cedo para viver tudo de novo. É isso. É esse ciclo inteligente que os grande ganham e ainda são ingratos. Vamos que vamos, porque é isso mesmo que vai para fila do SUS quando adoece e para a fila do INSS para ter uma sobrevida na velhice que se aproxime de uma realização de sonho de ficar em casa, em seu cantinho, com seu salário mínimo ao final do mês... pois, até isso querem tirar. Então, isso nos lembra o que? Escravidão. Pau no lombo, minha gente, como fizeram com índios e negros em 1500. Olha, quando a operação faxinaço acontecer, aí sim, a lava a jato vai ser fichinha. Aliás, ficha limpa é mais do que não ter ficha corrida, é ser digno do voto popular e honrar o compromisso de fazer algo para o bem maior - referindo-se ao bem maior enquanto todo um povo, tá, não uma conta bancária bem maior. O rombo na previdência sempre foi algo que era citado timidamente nos telejornais... desde sempre. Já vi médico tendo que botar gente para voltar ao mercado de trabalho sem ter a menor condição. Importante que morra, porque é um a menos para usufruir do dinheiro "deles". Esse bando de miserável que assume o poder se apropria do benefício do povo e quer mais que quanto menos gente, melhor.

Pois é. E ainda ficam aí, amigos, familiares, brigando pelo que foi "noticiado" no telejornal como verdade. Quer ver a verdade? Venha para a vida real. Saia da frente da TV. Ande por aqueles lugares que você não vai porque tem gente suja, pobre e faminta, com os "dente" tudo "pôdi", barriga de verme, joelho grande e perna seca. E, minha gente, isso não é por conta de apenas um maldito partido. Isso é por conta de TODOS os malditos partidos, desse bando de politiqueiro que temos e que vivem de uma aparência bem montada, trabalhados na voz que fala "bunito" o que se quer ouvir, na roupa que a gente quer ver, com o cabelo beeemmm arrumadinho, tudo engomado, te engomando.

Tenho medo e estou desesperançosa. O Brasil caiu, ninguém sabe, ninguém viu, porque é barril. Onde estão seus amores e amados, pátria amada? O gigante que se ergue é o monstro da roubalheira. O gigante adormecido tá deitado depressivo, porque tudo perdeu o sentido, está faminto, sem pão e sem circo. Sem alegria, sem motivo para levantar. Nesse desânimo, o gigante vai hibernar por muito tempo. Não há como lutar com pés e mãos atados. Fim da cultura, do lazer, do entretenimento, da saúde, da vontade de se fazer acontecer, porque parece que é impossível uma solução. Só a fé nos diz: mantenha a chama da esperança acesa, porque ela é a última que morre. A minha esperança está padecendo... com fome de arte, com sede de investimento em cultura, com falta de saúde e condições para ela, sem segurança, porque os bandidos hoje são as estrelas do crime que "compensam" - e não me refiro ao MC Beijinho, esse, graça a Deus, teve uma "chance" através da "arte", questionável ou não, mas, vamos crer que ele vai poder ser alguém melhor - me refiro aos grandes bandidos dos colarinhos alvíssimos. Eu quero ser feliz agora! E quero que a Justiça seja feita a jato, como prometido, mas com efetividade, lavando e limpando tudo! Até aqueles cantinhos citados e que ninguém quer tocar, porque vai mostrar que muita sujeira vem dele...

Pat Lins - consternada e desabafando para esvaziar.

sábado, 25 de outubro de 2014

MENSAGEM DE DEUS

Clique na imagem para ler a mensagem! 

Deus sempre fala através dos nossos corações! Vamos nos sentir mais; vamos nos escutar mais, porque Ele está em nós!

É preciso sentir mais! Sentindo melhor, a gente sabe e age melhor, a gente pensa melhor! 

Pat Lins - apenas uma caminhante!

Foto: www.sxc.hu / Mensagem: Patricia Lins.

segunda-feira, 17 de março de 2014

"JÁ MORREU" - ALERTA PARA QUE SEJAMOS LOUCOS "SAUDÁVEIS"

"Já morreu" - maluco beleza e lendário do Conj Nossa Senhora do Resgate
Na semana passada, dia 13 de março, perdemos Paulo Goulart, uma referência de grande ator, pessoa íntegra, gentil e pai de família exemplar. Todo o Brasil sofreu a sua perda; mesmo não sendo ele um parente, amigo ou próximo.

Nessa mesma semana, no mesmo dia, celebrei, com tristeza e consolo, o aniversário de 1 ano do falecimento da minha tia amada e que descansou em paz, ao redor da família, depois de tanta luta contra um câncer de mama agressivo e da luta com e contra a justiça, por conta do medicamento que a União liberou e a SESAB Estado embarreirou, sabe Deus porquê - não vou reprisar esses eventos.

Nesse mesmo dia, da mesma semana, soube que "Já morreu" havia de fato, morrido. Senti muito a perda de um senhor - que já era senhor, quando fui morar, ainda criança, com meus 7 anos, no Resgate, um condomínio/bairro popular; onde vivi por cerca de 20 anos. Esse senhor era chamado por cada um de nós de "já morreu". "Nada mais" era do que um mendigo. Um mendigo que só ficava para lá e para cá. Para cima e para baixo. Na verdade, acredito que eles fugiam do hospício Juliano Moreira e tentavam se resgatar no Resgate, haja vista, a quantidade de "malucos" pelo local. Ele era uma figura pitoresca. Todo mundo tinha contato com ele, bem como com Barão, Bega e outros.

Sei lá, nessas horas vejo como somos frágeis e, ao mesmo tempo, fortes diante do tempo. Um simples pedinte, alheio à nossa realidade - aparentemente, ao menos - com uma significância tão grande para nós. Vejo pais por aí que morrem e os filhos nem se abalam... E quantos de nós sentiu a morte de "já morreu". Como disse bem minha querida "tia Marleide", complementando muito bem esse post: "Muito estranho, sentir a falta de alguém que você conviveu sem dar muita importância.". Porque, nessas horas, a gente se dá conta de tanta coisa... - ou não... Quantos de nós acaba não dando a devida importância para as pessoas ao nosso redor?

Me veio essa inquietação saudável, essa vontade de fazer esse alerta - sobre as nossas relações: CUIDEMOS MAIS, COM AMOR SINCERO E PURO DE QUEM AMAMOS!

Isso não é para ninguém virar santo/a, não. Apenas para ficarmos atentos para com a simplicidade das relações humanas.

"Já morreu", que agora, de fato morreu e que Deus o tenha, era "amigão" da galera. Tinham os dias em que ele se enfurecia, mas, no geral, estava lá, solitário, perambulando. Interessante que os "malucos" não se sentavam juntos para bater papo... Raramente os via juntos - se alguém viu, me relate... - e nunca CRIAVAM confusão. "Já, já", como também o chamávamos, veio fazer um alerta: ninguém precisa estar colado e grudado para provar do amor. Bom, não vou dizer aqui que o amava, porque não era assim. Mas, o amor enquanto respeito a outro ser humano, sim, esse eu tinha por ele. Quantas vezes ele foi minha companhia - mesmo sem me acompanhar... - nas ruas vazias, nas noites que voltava de trabalho ou afins, descendo do buzu que ficava na rua principal do Cabula e até percorrer meus 1 km até minha casa, ele estava por lá, perambulando e aquilo me era um "alívio", por não estar só. É meio louco isso, mas, como eu e marido conversávamos, quem não é louco de perto? E muitos são de perto e de longe...

Enfim, a loucura saudável é essa que nos faz sentir falta; relembrar coisas boas; reviver bons tempos! A loucura saudável é um alerta a todos nós!

Sejamos mais nobremente loucos! Há loucura que cura! Há loucura que enlouquece. Há loucura que mata e destrói coisas simples. A vida é simples. O amor é simples. Amar tem sido tão complexo... Por quê?

Pois é, fica a pergunta que nunca cala, leve o tempo que levar e para tudo e qualquer coisa: POR QUÊ?

Porque sim! Oras! Porque não! Oras. Porque... talvez, dependa muito. Mesmo assim: POR QUÊ? Por que temos tanta dificuldade em sermos OFICIALMENTE felizes?

Por que tanta guerra e confusão? Por que individualismo foi confundido com egoismo? Por que bandido quer se vingar de polícia? Por que políticos são corruptos? Por que o céu é azul? Por que o sol não brilha a noite? Pois é... tantos porquês e "já, já", nem aí, porque ele, simplesmente estava por aí, se eternizando em nossas lembranças.

"Já morreu", vai em paz! Que Deus o tenha!

Esse alerta é para a gente que fica e continua. Para a gente que segue. Para a gente que já seguia. Para a gente!

Pat Lins.

sábado, 28 de dezembro de 2013

ACEITAR NÃO QUER DIZER SE SUBMETER A


Ter que aceitar as pessoas como elas são não quer dizer se submeter a todo e qualquer tipo de brutalidade ou demonstração de infelicidade por não saber ser grato/a pela vida.

Algumas vezes, aceitar quer dizer reconhecer que algumas pessoas são incapazes de se reconhecerem como nocivas. Em geral, essas pessoas se colocam como vítima, por não estarem conectados consigo e, nesses casos, não estão na ação, já agindo. Entendeu?! FALTA DE CONSCIÊNCIA!

Esse é o maior perigo. Não sei se existe um dispositivo mental - ou se falta um - onde a pessoa se desconecta do real e se fecha num mundo próprio, mas o corpo, a boca e palavras ferinas continuam a atacar.

Isso muito me preocupa. Enquanto muitos de nós está - ainda que maneira tosca, errando e acertando - se esforçando para aprender a lidar com seus defeitos e qualidades, essas pessoas - sejam amigos, família, conhecidos, conexões indiretas... - insistem em proliferar um azedume do cão.

Para 2014, ainda mais do que até 2013, a DS - Distância Saudável - se faz mais presente em minha vida. Um tipo de filtragem a respeito de quem vale a pena - em geral, por afinidade - estar ao meu lado.

Venho aprendendo que respeitar o outro é respeitar a si, antes de tudo. Viver em embate gera tensão e não faz bem a ninguém. 

E o que mais venho aprendendo é que, como imperfeita, muitas vezes, não sei lidar com pessoas que exprimem mais os seus defeitos do que as suas qualidades... pessoas que insistem em serem grosseiras, chatas, impulsivas, agitadas ao extremos negativo, sem limite, que não sabem demonstrar amor, carinho ou afeto, etc. Isso faz com que use a DS de maneira auto preservativa... Quando são pessoas próximas, da família ou afins, é um pouco mais delicado... me resumo a encontros causais e esporádicos, a fim de manter a boa convivência, pacífica e harmoniosa... com o objetivo de manter a PAZ.

Pois é... ter que lidar com a gente já é demanda para uma vida inteira - e toda uma eternidade -, imagina ainda ter que ter que desenvolver a capacidade de ter que entender o tempo inteiro aquele outro que não se ajuda, nem se esforça e nem aceita que é humano e imperfeito e ainda vive atacando... 

Em 2014, conviverei em estado de soma e multiplicação: somando com quem soma, multiplicando o que o resultado dessas somas é capaz de gerar de bom! Infelizmente, nesses casos, se faz necessária uma subtração e divisão: diminuo o contato com quem não traz a alegria e a vontade de ser leve e feliz e divido um pouco do que absorvo em companhias valiosas nesses momentos, na esperança de despertar, nessas pessoas, algo de bom, quem sabe.

Que em 2014 o bem prevaleça! Que em 2014, o amor impere! Que em 2014, a alegria assuma o seu posto! 

Obrigada, meu Deus, por me dar a oportunidade de conhecer tanta gente preciosa! Tanta gente generosa! Tanta gente em processo de busca e reconhecimento das suas limitações. Pois é... o problema não é o defeito, mas o não revelar as qualidades, muito menos ter a humildade de se assumir humano e imperfeito. Essas pessoas não fazem parte do perfil: vamos somar juntos! Essas pessoas se isolam em suas próprias ações. Nada que com amor acumulado, não possamos tentar estabelecer - ainda que tosca e indiretamente - contatos com gotinhas de afeto. Bom, sempre que eu tiver um saldo de paciência, tolerância e maré mansa, porque quando a maré enche, e fica tudo uma correria temporária, lidar com determinados ataques é entrar em zona de fogo cerrado... assim, "tô fora!".

Que a paz impere em nossos corações e mentes! Amém! Que assim seja! Deus queira! Oxalá! etc etc etc

Pat Lins.


domingo, 15 de dezembro de 2013

BRASIL - PAÍS DO CARNAVAL E DO FUTEBOL E DA VIOLÊNCIA EM MEIO AO QUE ERA PARA SER ALEGRIA E ENTRETENIMENTO.

Imagem: Google
Pois é, somos conhecidos como o país do carnaval e do futebol e não sabemos como nos divertir sem violência e agressão. 

Diante de tanta violência, fica a pergunta: até onde? Por quê? Por que As pessoas saem para eventos de entretenimento, onde o clima de diversão deveria ter relação com alegria e sorrisos... mas, ao contrário, aproveitam esses instantes e lugares para colocar em prática toda a violência que trazem em si, numa demonstração de total descontrole? 

Culpam a falta de policiamento... eu culpo a falta de educação, falta de controle, falta de respeito, intolerância... falta de "setocômetro" das pessoas. 

De norte a sul, de leste a oeste, seja o time que for, a violência está em quem vai assistir, em quem deveria ir curtir! 

Imagem: Google
No carnaval, gente, fico chocada! Tão chocada que sou ex-foliã e desde 200 não pulo mais. Mantenho distância. E, de novo, não penso que seja por falta de policiamento. A polícia deveria nos proteger dos bandidos. Mas com tanta briga e violência de pessoas que não cometem delitos no dia a dia, pessoas que, provavelmente, não roubam, não matam, não sequestram, acabam se nivelando com os bandidos "profissionais" e exigindo que a polícia deixe de exercer seu papel e tenham que puni-los. 

Ou seja, a culpa é da própria população! 

A culpa é do folião que briga; a culpa é do torcedor que briga. A culpa é cultural - ou "acultural" - do brasileiro. Aqui é legal, demonstra força ser agressivo. Aqui as pessoas não sabem e não querem usar de bom senso, porque nem sabem o que é senso...imagina, bom?! As pessoas aqui têm prazer em exercer a falta de educação e alegam que é coisa de gente fresca... antes fosse. 

Podem colocar um policial para cada torcedor, para cada folião que, ainda assim, eles vão querer brigar. Podem punir as torcidas organizadas, os times... que isso não vai evitar que esse bando de vândalos volte a agir da mesma maneira, dentro ou fora de campo.

Além da violência, furto!

Acabei de ver o "Fantástico" e vi o menino do Paraná, que foi agredido e teve traumatismo craniano, afirmando e se fazendo de vítima de que ele não bateu em ninguém... as imagens mostraram que ele não foi apenas vítima, mas também algoz. Ele bateu, chutou e caiu. Todos os lados estavam errados. Mania de minimizar para quem apanha. Triste! Simplesmente, lamentável!

Somos o país da violência, da falta de educação, da falta de cultura. O país da destruição, do tudo errado e da aparência e ilusão de que carnaval e futebol são espaços de lazer e entretenimento... deveria ser, mas são espaços de agressão, violência e falta de querer deixar de ser assim.

Se proibir esses eventos, mais pancadaria... Então, sinceramente, o que fazer? Como fazer? Quem pode fazer algo? Quem deve começar dando BONS exemplos? Talvez, se os próprios jogadores, cantores e afins incentivassem a paz, agindo em paz, ajudaria. Via cantores pararem de cantar por conta da violência e mesmo assim, os bárbaros continuavam... E aí?

O tacape que representa o espírito esportivo... 

Pois é... os sorrisos cedem espaço para as lágrimas e o suor para o sangue.

E esse é o Brasil que queremos? 

Acorda, Brasil! Acordem, brasileiros! Acorde o BEM!

E aí? Que venha a COPA 2014, é isso mesmo?

Pat Lins - chocada com nosso povo!


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SAI PRÁ LÁ, COISA RUIM!

Foto: Electric Conection - by Idea Go
Hoje, acordei com uma coisa forte na cabeça: "o problema é que a gente acha que energia negativa só vem dos outros..." e é mesmo!

Quantos de nós "se protege" do que vem de fora? Me peguei pedindo a Deus, várias vezes, que me protegesse de toda negatividade, só que, essa "negatividade", para mim, em meu pedido, não me incluía... me vinham algumas pessoas na cabeça e era pedindo proteção contra os ataques dessas pessoas que eu me referia. Daí, me encontrei com uma dessas pessoas e fui de peito aberto. Na iminência de encontrar, me vi travada, na defensiva, esperando um ataque. "Meu Deus!" Exclamei comigo, quando vi uma coisa que me soou inacreditável:Conversando com essa pessoa, vi que ela também acredita que as energias ruins vêm dos outros e não dela... Oxe! Pois é! Logo ela que é um poço de loucura - isso, infelizmente, não se trata de minha opinião -, de inveja, de cobiça, de arrogância... Ela, que todo mundo evita, que ninguém gosta muito e que tem dificuldade de relacionamento com todos ao seu redor, também é vítma. Pois é, todos nós agimos como ela, a diferença é que alguns enxergam e se esfoçam para sair, ela, se mantém firme no propósito de que o problema são as pessoas, pois, "ninguém sabe lidar com ela...". Que viagem, vi que eu sou refém mesmo é de mim. Ela é quem e como ela é. Posso e devo proteger-me dos seus "ataques", mas, não me colocando acima dela, apenas, fortalecendo a mim mesma, o que há de bom em mim e compreendendo que ela é como é e, nessa caso, a distância saudável é uma maneira de não gastar tanto minhas forças com isso. É bom entender que querer ser melhor não quer dizer que nos tornemos tão fortes de caráter, muito menos seres evoluídos de uma hora para outra, a ponto de termos uma força inesgotável. Ficar em contato com essas pessoas pode ser danoso. Eu penso que preciso fortalecer em mim aquilo que deixa que ela abale, afinal, ela é como ela é, se eu me abalo com algo, algo em mim está receptivo e provavelmente, emitindo. Não dá para gastar enrgia a toa se pondo na "linha de fogo" para se testar ou se provar. A prova vem quando nos auto-trabalharmos a ponto de nem, sequer, pensar que se trata de uma prova, apenas, uma circunstância da vida. No dia em que eu chegar a esse ponto, aquilo em mim que se incomoda com o que vem de fora, estará sarado. Nossas feridas doem em contato com o que "futuca". Se a gente não para e cuida, vai ser assim a vida toda: uma ferida eterna.

Hoje, com essa frase martelando em minha cabeça, essa pessoa me veio à mente e vi que somos muito mais parecidas do que eu gostaria de admitir. Entendi - antes eu compreendia -, hoje, que todos nós, de fato, temos os dois lados. A "negatividade" que devemos "combater" - ou transmutar, trabalhar, canalizar, inverter - é a que há em nós. Não adianta apenas fazer - cada um o seu - kit proteção, pedir a Deus, aos anjos, aos espíritos de Luz, a água com sal... seja lá a quem mais, sendo que em nós mesmos há sombras - também, não descarto que seja feito algo para reforçar, sabendo que a solução não é aquela, apenas, uma força extra. Isso é que quer dizer "a única maneira de vencer o mal é fazendo e vivendo o bem" o bem que há na gente. Ninguém sai por aí dizendo que vai "captar" ou "colher" o bem de fulano, beltrano ou cicrano... Dos outros, só recebemos o "mal", né isso? Somos tão presunçosos. Só podemos melhorar - ou piorar... - a nós mesmos. O que recebemos, o que emitimos é de nossa responsabilidade saber o que fazer.

Não deixo de reconhecer que quem está mais desequilibrado energeticamente - corpo (toda parte física), mente (emocional, psicológico, inteligência...), espírito (aquilo que somos além da carne e nos conecta com o divino e cada religião dá um nome) - nem percebe que acaba alimentando muito mais a sombra, negando-a ou, simplesmente, ignorando-a, acaba se tornando mais negativo do que positivo - falo de polaridades, para que fique claro, que existem em nós, como em tudo na natureza... alguém prestou atenção nas aulas de Física? Eu não lembro de muita coisa, não, mas a idéia geral ficou.

Assim como os átomos, células e o que mais há dentro e fora de nós, assim somos: energia, vida, combinações... complexos - não por ser difícil, mas, por ser uma gama de partes opostas se unindo, através de um equilíbrio, para montar, manter e ser um todo. 

Assim, quando nos pegarmos "batendo na madeira", ou nos sentindo desanimados, alegando "olho gordo", talvez até seja, mas a maneira de superar é procurando o responsável, para que ele tire - muitas vezes a pessoa negativa nem percebe que emite essas coisas... e, quando recebemos, é porque estamos positivos? Sempre haverá uma pequena brecha em nossa imprefeição humana - ou nos questionarmos: "o que em mim está tão frágil que está me permitindo ficar assim?" e continua: "como devo agir, o quê devo melhorar em mim?"? Não acredito que metade das pessoas que emitem toda negatividade faça consciente. Inveja, usura, cobiça... isso existe em muita gente e muita gente "do bem" - que, mesmo assim, também tem seu lado Darth Vader - é alvo fácil desses sugadores da felicidade alheia de plantão porque também tem algum, ainda que ínfimo, ponto de desequilíbrio. 

Infelizmente, nem todo mundo entende que ser feliz é um estado de espírito e disponível para quem quiser. Não precisa pegar senha e esperar horas, dias, meses ou eternidade numa fila de um órgão público para adiquirí-la... Basta perguntar-se o que deve ser feito para acessá-la. É muito mais uma questão de conexão consigo, de valores do que de pedido. Não vem de graça mas, também, não cobra para ser. Não é fácil, mas, dizem que é simples, basta entendermos que a vida não pede um carrão do ano para que estejamos plenos e vivos... a vida pede que vivamos. Não vou enveredar muito por aí, porque quando começo a me questionar, escrevo demais... afinal, a leitora número 1 desse espaço sou eu mesma.

Resumindo: a gente recebe aquilo que precisa para subsitência. Um dia, aprendemos que na verdade, recebemos o que plantamos. Só que, nesse dia, já é o dia da colheita e pode ser meio tarde para começar a plantar... Daí, aqui e agora eu começo, cada dia, fazer uma pequena coisa nova, nem que seja ficar parada e me deixar sentir o sol na pele, fortalecendo meus ossos... a gente nem se dá conta de que ele nos alimenta, ali, com vitamina D e só ele pode nos dar essa vitamina para os nossos ossinhos, que nos carregarão vida a dentro - ou vida a fora como muitos gostam de falar... inclusive eu...

Resumindo II: todos nós somos positivos e negativos, o que prevalece é questão de auto-conhecimento, de busca, de vontade ou de acomodação, medo, orgulho, presunção... Está tudo aqui, dentro de cada um. O equilíbrio é que deve imperar. Defesa, ataque... Podemos e devemos refazer nossos pensamentos, por aí começamos a nos mudar um pouco, até culminar na prática, no agir, no fazer o que pensamos e falamos. 

E como diz Pepeu Gomes: "Ser um homem feminino, não fere o meu lado masculino. Se Deus é menina e menino, sou Masculino e Feminino... Olhei tudo que aprendi e um belo dia eu vi...Que ser um homem feminino, não fere o meu lado masculino. Se Deus é menina e menino, sou Masculino e Feminino... Olhei tudo que aprendi e um belo dia eu vi. E vem de lá! O meu sentimento de ser. E vem de lá! O meu sentimento de ser Meu coração! Mensageiro vem me dizer! Meu coração! Mensageiro vem me dizer...Salve, salve a alegria, a pureza e a fantasia(... )Vou assim todo o tempo, vivendo e aprendendo (...)"

Salve, salve a alegria, a pureza e a fantasia!

E Lulu Santos manda seu recado, também: "Não existiria som, se não houvesse o silêncio. Não haveria luz, se não fosse a escuridão. A vida é mesmo assim, dia e noite, não e sim...". Iluminar o quê? Nossas sombras, nossa vida, EU.


Quando batermos na madeira, cuidado para não machucarmos nossa mão, pois, ao pedirmos para bloquear o ataque negativo - "sai prá lá, coisa ruim" - a parte que nos toca entra no jogo. Então, "sai prá lá coisa ruim que há em mim e fora de mim!" fica mais justo. 

Minhas orações agora incluem isso: "me protege do mal que há dentro e fora de mim!". Francamente, quanto tempo passamos culpando os outros... Difícil assumirmos a nossa responsabilidade por nós mesmos, viu?

Pat Lins.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

QUE BOM QUE MUITA GENTE QUER SER MELHOR DO QUE É

...a grande questão está no que realmente temos de valor! O grande problema é que a maioria das pessoas cultuam os valores deturpados e cobram, culpam, julgam e tentam destruir o que o outro tanto luta para ser. O pior dos problemas é a crítica, sempre como destrutiva. Engraçado que ainda escuto e falo: "a felicidade de fulano(a) é fazer os outros infelizes". Primeiro, nossa felicidade é nossa, algumas pessoas podem dificultar o processo - e haja gente com essa capacidade infame - então, redobremos a força e vamos em frente; segundo, uma pessoa que quer fazer outra infeliz não é feliz e nem sabe que felicidade é algo para todo mundo, não privilégio de uns poucos. Porém, apenas alguns poucos conseguem realmente ser feliz. 

Que pena! Que pena que nem todo mundo está disposto a ser melhor do que si mesmo. Que pena que nem todo mundo se dá a alegria de entrar no caminho para a felicidade, construindo-a a cada dia. Que pena que quase ninguém tem vontade de ser afortunado como pessoa. Uma pena, mesmo, porque todos nós, independente das circunstâncias, temos isso dentro da gente. Que pena.

Que bom, que muita gente já está atenta a isso e se dá a oportunidade de uma vida de esforço para ser melhor a cada dia, a cada novo instante. Que maravilha que essas pessoas existem! Que ótimo! Porque elas serão exemplo para uma gama de gente que nem faz idéia de que todo mundo é capaz de tomar a mesma decisão de ser feliz! De ser humano! De ser pessoa! 

Pat Lins.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

QUANDO O CORAÇÃO CHAMA, A ALMA GRITA

Quando o coração chama, a alma grita e pula de alegria: "estão me ouvindo!"

Eu quero muito seguir o que minh´alma pede, porque ela, sou eu, em essência, em verdade plena. Como acessá-la, sem ser pelas portas do coração e pela ação?

Estou com dificuldades em agir, conforme pede meu coração, mas, chego lá! EU POSSO, EU MEREÇO e EU CONSIGO! Sempre tentar, sempre tentar, sempre tentar! Conseguir, conseguir, conseguir!

Ora de calar um pouco a boca e escutar a voz do silêncio que pulsa em meu coração!

Pat Lins.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

SER AMADO APENAS POR SER QUEM SE É

Eu sou assim: uma pessoa com muita facilidade em me comunicar. Mas, facilidade não quer dizer tudo... tudo, quer dizer muito mais. E, hoje, eu digo, aos meus amigos, família e pessoas próximas: mais uma vez, obrigada pelo apoio e carinho! Se já estava encarando tudo com naturalidade, hoje, encaro com mais um momento especial. 

Coisas boas e ruins acontecem o tempo inteiro, na vida de todos e cada um de nós. O que fica? O que é construído em bases sólidas e verdadeiras. E, em minha vida, de muitas vitórias - ainda tenho muitas tantas para alcançae... infelizmente, muita gente acredita que sucesso é só ganhar dinheiro... - fica a da construção de boas e verdadeiras amizades; de relações fortes; de sentimentos sinceros e honestos; de amor. Amor que muita gente banaliza... eu transbordo. Nestes últimos anos, só transbordo amor. Recebo, dou e me doou. Amar é muito mais do que definições, citações e frases bonitas: amor é viver o amor; é amar, todas as formas de amor que puder. Amar o amor é maravilhoso. Amar e ser amado pelo que se é, não pelo que se tem - se é que isso é amor... pode até ser: amor ao dinheiro... - é coisa boa demais! Isso acaba incomodando os que não sabem amar. 

Eu não angario amor, eu doou meu amor e recebo amor de volta. Eu sou como e quem sou e por isso dou e recebo a liberdade de me amarem na plenitude e amo, amo, amo. O que recebo, de graça, sem pedir, mendingar ou exigir é o amor puro e sincero de quem tenho a honra de ter como família, amigos, marido, filho e coligados. E, a essa graça diária de dar e receber aquilo que capital algum compra, eu agradeço, agradeço, agradeço! Por isso me sinto rica. Rica de tesouros que irão comigo para onde quer que eu vá, esteja na condição que estiver. Que Deus me permita dar e receber muito mais e continuar trocando. Não me refiro apenas às palavras bonitas e tocantes, mas aos sentimentos doados e que me tocam n´alma, como brisa fresca em dia de calor ou como cobertores em noites de frio. Esses sentimentos francos e gratuitos, têm uma força tão grande que só recebendo para saber como é bom e poderoso!

Obrigada a todos que estão me dando essa força! Se estava bem, agora, fico melhor a cada dia!

É bom demais saber que se é amada, apenas, por ser! Eu sou. Eu sou apenas e totalmente EU.

Beijos em cada coração!

Pat.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

sábado, 19 de junho de 2010

REGISTRO FOTOGRÁFICO - REGISTRO PARA UM "PRESENTE PRÓXIMO"

Todo mundo já se deu conta do quanto somos superficiais e nos permitimos assim ser, baseados na premissa ou justificativa de que "é assim mesmo..."?

Pois é, a historinha de hoje começou há algum tempo, quando soubemos que meu irmão iria se formar no dia 18 de junho de 2010. Mesmo sem dinheiro e vivendo o dia-a-dia, sabiamos desse dia... Como todo bom brasileiro - principalmente, baiano - falávamos e aguardávamos esse dia, afinal, como qualquer ser humano, nada melhor do que uma festa, regada a muita comida e bebida, para confraternizar e come(bebe)morar nossas vitórias. E uma formatura é uma vitória sempre. Conseguir entrar é mais fácil do que chegar ao final e concluir. Isso, desconsiderando qualquer outro assunto correlato ao tema FORMATURA, onde, não se sabe o "futuro/presente" que nos aguarda. No caso de meu irmão, não, porque tem a garantia de um emprego, e, com ele e sua escolha, viver outras dificuldades - e muitas - que sua nova profissão exige... Mas, voltando ao meu ponto/drama da vez: neste exato momento, muitos estão ainda se recuperando da noite de ontem e se preparando para a de hoje - onde continua a festa - e eu e meu - até então - marido acordadíssimos, desde as 07:30h a.m., graças a nosso filhotinho e sua energia super, hiper, mega acelerada, e que não podia dormir um pouco mais... mesmo tendo ido dormir mais de 01 hora da madrugada e ter aprontado horrores - e, para muita gente: "que menino bonitinho e esperto" com suas tiradas e seu nunca parar quieto durante a solenidade... Pois sim, ele não só acordou como já acordou "agradando" ao aumento de estresse. Foi ao sanitário, fazer seu xixi da manhã, quando, eu não escutei o retorno no tempo hábil - normalmente, o deixo ir sozinho, por uma questão de respeito e estímulo a individualidade dele e iniciativa, eu "apareço" na porta do recinto segundos depois, só para conferir se está tudo em ordem... coisa que nunca está! Detalhe, quando cheguei, ele estava ensopado da cabeça aos pés, tomando banho no lavatório. Não, não sou o tipo de mãe lerda, sou do tipo agoniada e colada, para evitar que ele se machuque de verdade... infelizmente, não posso agradar aos críticos de plantão que dizem: "tem que deixar o menino, Pat..." e, depois, esses mesmos seres de outro mundo - ou, eu que sou - diante das "pintanças" exageradas e incansáveis de meu pequeno, sabem gritar logo: "vou chamar sua mãe, viu?! Vou chamar Pat para te pegar...PAAAAATTTT, pega Peu aqui e vem ver o que ele está fazendo..." - o lance mais triste, é que eu sei que a responsabilidade em educar meu filho é minha e não estendo para ninguém, mas, são todos "tão" "solícitos" que nem percebem como agem e "Pat" é sinônimo de "mãe chata/bicho que pega se você fizer coisa errada"... não, não espero que essas pessoas se dêem conta, são rasas demais para alcançar o mínimo grau de consciência em suas vidas, imagina se saberão lidar com o respeito ao espaço e maneira de agir dos outros? Somos todos assim, ou não?! Pois sim, eu não posso "dar mole" com Pedro, porque é melhor prevenir do que remediar e com crianças como ele não se vacila, porque eles aprontam e aprontam muito! "Toda criança saudável é assim, Pat. Você preferia que ele fosse doentinho, todo parado..." Outra frase impensada que me dizem achando que é "consolo"... Pedro é "hiper-ativo". Não - preciso ratificar sempre - não é daqueles que precisam tomar remédio, o que exige muito mais de mim... educar um filho "hiper inteligente" requer esforço acima das limitações... Seguro a onda, mas, não nego que é exaustivo, nem deixo de explodir. Vivo uma incoerência: Peu veio acelerado e eu, após seu nascimento, após tomar uma rasteira da DPP, perdi o rumo e desacelerei... não vou falar muito sobre isso, porque, apesar de ter a ver com a origem do meu desgaste hoje, me cansa descrever...

Vou começar logo um novo parágrafo, para me obrigar ir direto ao ponto: REGISTRO FOTOGRÁFICO - REGISTRO DE UM INSTANTE PARA SEMPRE. Para ir a tal festa - sim, estou muito feliz pela vitória de meu "mano", mas, uma coisa não anula a outra... parece que ao admitir todo meu desgaste, estou infeliz com o que ele, merecidamente, alcançou... quando, na verdade, não é... Tenho esse cuidado, porque sei como nós, seres humanos e imperfeitos, somos naturalmente cruéis e amamos levar tudo pelo lado "conveniente" e de acordo com nossos próprios conteúdos. Poucos de nós consegue olhar o outro e dizer: "ele está dizendo isso e é só isso, como ele está dizendo". Não, a gente vê e ouve o que o outro diz e interpreta de acordo com nossa história de vida, nivelando tudo por nós mesmos... Por isso, temos tanta dificuldade em crescer, porque amamos ser tacanhos e pequenos. Existe um grande prazer em ser cruel e "mau", mesmo debaixo de palavras que contradizem nossas ações - falamos que "estamos aí, para o que der e vier" e agimos como quem está fazendo um favor para alguém pior do que a gente... O fato é que, ao mencionar que, apesar de estar sem dinheiro - e toda minha família está... agora, todo mundo usou cartão de todo mundo, para "resolver" problemas imediatos e ninguém pensa no futuro... Ah, é verdade, vão jogar nas costas de meu pai e se ele reclamar por não aguentar tanto peso, ainda está errado, porque "ele pode pagar"... Ai, ai... minha família é como a sua e como a de todo mundo: a gente se ama, se entende, mas, se desentende - sem poder falar que se desentende, porque é feio desentendimento entre família... - e, no fim, tudo certo, porque estamos todos juntos - isso lá é verdade, estamos juntos, mesmo. Mesmo, cada um agindo por amor e entrega, a necessidade de falar por trás existe e se fala, sim... Claro, somos humanos. A dificuldade está em compreender que somos assim por natureza e, por opção, podemos mudar, crescer... mas, essa escolha é um caminho de dor, de incompreensão, de medo... "cruz credo" mexer nesse tendão de aquiles familiar de toda família que se preze. A gente propaga em atitudes que amar não sustenta verdades, porque verdades doem e machucam. Daí, a permissividade em ser solidário na frente - e eu acredito que de coração, sério... a questão é que a necessidade do ego, da vaidade também existem... dentro de nós, coexistem sentimentos nobres e pobres e sim, eles andam juntinhos... desvencilhá-los dói muito... fingir que eles - os sentimentos ruins - não existem, também dói, mas, como não se trata de uma dor consciente, ela não diz: "dói porque você é humano e a sombra e maldade intrínseca existe em você. Admita que é assim que depois melhora, mesmo o caminho sendo dolorido, mas, no futuro, vai ter supreado...". Para a festa do meu irmão, todos gastaram sem poder, mas, com o nobre sentimento - isso não é ironia, eu considero essa realidade acima de tudo, mas, apenas, não nego que existe o lado paralelo... - de querer confraternizar. Como no carnaval, a gente se joga na festa, vivendo apenas o lado de "curtir", como se, concomitantemente, as angústias, os medos, os temores, as limitações, as faltas... não existissem, elas, já, existindo. Já viu como nos apoiamos em argumentos fracos e frágeis de que esses momentos são importantes e são o "gás" para suportar o resto da vida... E assim está sendo com a formatura de meu irmão. Dois dias, um de solenidade e outro de festa a rigor... Isso quer dizer: mexer na vida e mudar o ritmo de todos - de novo, não estou culpando ninguém apenas constatando um fato. É o mesmo que dizer: "eu tenho que levar Peu, para tirar foto, porque, senão, no 'futuro' - que eu vejo como 'presente próximo', afinal, como o tempo passa, já, já, o futuro vira presente, já que futuro é tempo que não existe... - ele não diga: 'porque não estou aqui?" E, explicar que era porque ele era um menino ultra peralta não pode ser argumento aceitável, afinal, o melindre é uma característica humana e, por mais que seja negada e muitos torçam o nariz dizendo que eu estou sendo cruel, essa característica vaidosa não deixa de existir, ela ganha ainda mais força e, por "achar" que ele não gostaria de não se ver, eu vou, agunetar o trampo. Nossas sombras se alimentam da falta de luz/consciência que nós nos impomos, já percebeu?! Criamos um ambiente fétido de não se falar, admitir jamais, e acreditamos que somos como falamos. Quantos de nós oferecemos o ombro amigo e esperamos que quem se apóia, se utlize de nossas "proposta" de solução para resolver todos os seus problemas e, se a pessoa discordar, não quiser seguir... por trás - e, algumas vezes, declaradamente - esfregamos a nossa insatisfação pelo não cumpirmento de nosso comando de ação e ainda deixamos claro:"você vem, chora em meu ombro, eu te dou todo meu apoio, fico ao seu lado e te ajudo a resolver, para, depois, você não fazer o que te disse - leia-se: te mandei, mas, não temos 'peito' para isso - e continuar aí, sofrendo...". Onde está a solidariedade - já ia falar "solidariedade sincera", mas, para mim, a solidariedade real, aquela que poucos de nós sabe como e o que é, já é sincera... - e o ombro amigo? Onde está o respeito ao limite e às limitações do outro? Em meu caso, me refiro ao fato de que só ia à solenidade, afinal, um baile é para se dançar, curtir...e não é lugar para criança, mas, diante da "chantagem" da foto e diante de algum complexo, para mim, é melhor ir, do que não ir...


Voltando - vixe! Hoje quero falar tanto que os "parênteses" estão maiores do que a linha de pensamento... risos - para os instantes, que é o que quero falar. Viver o presente é valorizar os instantes - sempre falo isso aqui, porque é meu desafio e minha busca incansável - não é apenas posar para uma foto sorrindo e, anos depois, olhar e dizer: "que saudade do meu sorriso de outrora, onde fluía e eu era feliz..." - esquecendo que, muitas vezes, "naquele dia", naquele passado registrado por uma câmera fotográfica - eu amo fotos, regsitros de instantes... minha máquina sempre está a postos para registrar instantes de alegria - a gente estava um caco, mas, a alegria é uma sentimento tão forte, que transfigura a realidade e, já que estamos na chuva, vamos nos molhar... esse é o espírito do carnaval e é o espírito das festas que são fontes de energia para cada um de nós. Comemorar é sempre motivo de alegria, mesmo que oriundo de muita dor... Por que a gente não pode criar um clima favorável full time nos preparativos finais, em vez de alimentarmos o estresse e, na hora da festa, abrirmos aquele sorriso, através de aparências e cumprimentos necessários? Por exemplo, organização e antecedência. Deixamos TUDO para última hora e vivemos sem tempo - não nego essa realidade - e sem dinheiro para estabelecermos as reais prioridades. E, do que precisamos para O momento da festa, da solenidade, da confraternização..., só temos tempo na hora próxima da realização. E, se tratando de mulher, o caldo engrossa horrores e os homens - práticos de natureza histórica - não entendem porque a gente "gasta" tanto em salão de beleza, se somos "bonitas de natureza", mas, na hora da foto, no instante que fica, as olheiras não podem existir, afinal, no tal "futuro" - presente próximo - quando sentarmos para ver as fotos e relembrar os "bons" momentos da vida - no geral, desconsiderando os registros jornalísticos e sádicos, a gente só registra a "beleza" do instante fugaz... talvez, por carência de querer perpetuar a "imagem" de que sabemos ser felizes... - só queremos ver o "belo" e, uma maquiagem escorrendo, em consequência do suor, vira motivo de chacota - "ave maria, nem para uma foto você para de suar... toda borrada... ham, ham, ham, ham, ham (cara de nojo e nariz torcido)" - como se sudorese fosse questão de auto-controle... se assim o fosse, assim seria -; a ausência de alguém, que teve um motivo, naquele instante - afinal, a gente esquece que a vida não para e nem tudo acontece tão bonitinho só porque é dia de festa... ai, se fosse tão simples assim, o mundo se curvasse aos nossos momentos, aos nossos desejos, às nossas realidades... - se torna um agravante irreparável, já que o tempo não volta para tudo ser diferente e todos pudessem estar ali, naquela foto histórica. Somos radicais e cruéis porque somos infelizes, fingindo sermos felizes, em vez de buscarmos a real felicidade. Somos crítcos e ferozes porque queremos que nossas vontades e nossos problemas sejam maiores do que os dos outros, afinal  "a grama do vizinho é sempre mais verde" e os problemas deles são ínfimos, perto dos nossos... Não é assim que pensamos com muita frequência?! FALTA DE RESPEITO é o que impera em cada um de nós.

Pois é, eu quero muito estar ao lado de meu irmão nesse momento de comemoração e concretização de mais uma vitória, e estou. Só que de uma maneira que eu não queria: por obrigação. Sei, sei, poderia ser forte e assumir a consequência das línguas ferinas em cima de mim, por não estar na foto, naquele momento... mas, eu nunca escondi que não sou assim... esse álibi eu tenhooooo! risos. Mesmo assumindo que não sou forte, há uma expectativa gigante de que "eu" seja melhor do que todo mundo - no caso, quando me refiro a "eu", não me limito a Patricia, mas, "eu" como qualquer pessoa externa a quem julga, que pode ser mais forte do que o crítico/julgador, que tem os maiores problemas do mundo... - e seja tão forte, que, mesmo admitindo ser "fraca" ainda está errada, porque "o que é correr atrás de Peu por alguns instantes e aparecer nas fotos? Melhor do que, no 'futuro', ele olhar e perguntar: 'por que eu não estou aqui?'"  Talvez, porque ninguém veja a continuidade. Eu vivo todos os meus instantes para Peu, para protegê-lo dele mesmo e de sua aceleração. Me esforço para tentar impor um limite a ele, que, com toda a sua mega inteligência, questiona tudo. Entramos num ciclo: "criança só aprende com exemplos" - e isso só cabe para os outros - o qual acredito, sim, porém, não como fator único e isolado... - mas, eu estou em luta comigo, para mudar minha realidade, então, esses exemplos só serão os da luta... Pois é, os instantes com Peu são TODOS os meus instantes - e isso não é uma lamentação, é um fato. Porque, quando ele apronta, sou eu quem tenho que dar a punição, mas, na hora de interferir na educação e no meu processo, ninguém pensa assim... na verdade, ninguém pensa, só querem condenar. Meus instantes com Peu são constantes, onde, quando não paro para fazer xixi vem seguido de um conselho: "isso pode dar infecção urinária" e, quando sucumbo à necessidade fisiólogica e me dou o "luxo" de fazer o xixi, vem uma chamada de atenção: "cadê Pedro? Rapaz, você precisa ficar mais atenta... não pode vacilar com ele não. Peu é muito danado, todo cuidado é pouco..." Me pergunto: SOMOS TODOS LOUCOS OU NÃO?! Meus instantes são ter sangue frio e atitude de pegar Peu debruçado na janela da casa dos meus pais, num milésimo de segundo onde virei o rosto e ele correu - atestando uma incompetência minha, por virar o rosto sem adivinhar que ele iria para aquele lado... o dom da adivinhação que deve fazer parte da vida dos "condenadores de plantão" me falta... infelizemente eu sou dotada de uma condição humana que é não saber o que passa na cabeça do outro, neste caso, do meu filho, e poder antever o que ele vai fazer... - e subiu na janela. Tudo é tão rápido que respirar, pensar e agir se tornam um impulso de desespero e, naquele instante, uma súbita lerdeza me ajudou, quando tudo acontece ao mesmo tempo agora, andei calma e lentamente - não tinha reação para correr, diante do susto... outra incompetência humana - e, mesmo assim, fui rápida e ele não caiu do 14º andar, ao dar o impulso com seus pequenos pés e apoiado no para-peito da janela, com suas pequenas e ágeis mãozinhas, elevar-se do chão para ver se o pai estava chegando na rua... (oxe! vou ser condenada a forca, para o resto da vida, por ter perpetuado esse episódio). Naquele instante, apesar do mundo girar e o medo da consequência da ação dele ser fatal, o abracei, o desci da janela, o entreguei a minha mãe - que, também, vivenciou essa história com final feliz, graças ao meu socorro guiado por Deus, só pode -, me larguei no chão e chorei os meus dramas. Lógico, tudo o que está guardado vai junto... o choro lava tudo quando é assim, profundo e com muita dor! Me lamentei por ter nascido... Mesmo sabendo que não faz diferença... risos. Imagine, agora, passadas algumas semanas, o pior... Imagine a imprensa, os vizinhos, a justiça... a cobrança e culpa da mãe incompetente, que não soube cuidar do menor... sim, depois que o pior acontece, precisa haver um culpado... acidentes, incidentes são a falta de prevenção, de cuidado, de zelo... não é assim? O conceito se aplica na prática dessa maneira. Mas, na hora que eu grudo nele, para evitar acidentes, eu sou exagerada e não permito a liberdade da criança... criança essa que eu convivo e sei que é agitada. Criança essa que TODOS sabem que é agitada. Na hora que tudo dá certo, todo mundo foi colaborador e quer mérito. Na hora em que algo dá errado, todos dão o passo para trás e os pais ficam sozinhos, debaixo dos dedos apontados. Estou mentindo? Não estou culpando minha mãe, ela sempre está ao meu lado e o que seria de mim - literalmente - risos - se não fosse ela? Como citei sua presença no episódio/exemplo, pode ficar uma confusão... Para mim, é importante fazer essa ratificação.

Pois é, por conta de um registro fotográfico, a curtição do momento, que era a minha intenção, mesmo com as traquinagens de Peu e o desgaste natural e real meu e de Iuri, passa a ser uma "curtição" de protocolo. Porque, depois que os flashs se apagarem, todos vão cair na gandaia e a gente vai estar voltando para casa, por respeito à nossa realidade e após o cumprimento da missão REGISTRO DO INSTANTE da família feliz! Eu AMO minha família, mas, gente, amar não é nagar as mazelas, é saber que elas existem, admití-las e ainda assim continuar amando, resmungando porque fulando faz isso e aquilo, porque beltrano é assim e assado... A gente não sabe amar, nem, sequer, se permite tentar. Por conta de um instante de comemoração, desencadeia-se tanto estresse por má administração da realidade e má organização e respeito às limitações. Vários colegas dele devem ter endividado até a futura quarta geração da família, só para registrar aqueles instantes. Não, não condeno, nem julgo como erro, prezo aquilo que nos faz feliz... Isso dá gás e energia para se continuar vivendo e procurando sentido na vida. O que me entristece é a deturpação dos conceitos e da necessidade de agradar à rainha vaidade, que vem através do exagero nas cobranças e no querer ser o que não é, só para registrar um instante. Não, não é para tirar uma foto sério, com um "bico" enorme, nem lamentando as amarguras da vida... é para sorrir pela alegria de ver alguém ter vencido uma - ou várias - dificuldade (s). É por estarmos todos juntos, vivos e celebrando juntos... mas, as roupas, as maquiagens bem feitas e os cabelos arrumados são mais importantes para as fotos, porque vão registrar o belo - lógico que eu também sou escrava dessas exigências e até sinto prazer em me ver bonita, bem vestida... é uma alegria real... nada tem só um lado, dá para tirar proveito de tudo... Engraçado é que gastamos o que não temos e, o mais engraçado, é que vivo sem ter como ir a salão, porque, dentro das prioridades, é supérfluo, e, numa situação dessas, gastamos os tubos... o que dá para fazer em casa, eu faço... mas, não dá para fugir de tudo. A vida sempre nos chama a atenção, né?! O que é PRIORIDADE?

Estamos acabados de sono, mas, à noite, estaremos sorrindo para as câmeras, gritando e correndo atrás de Peu, estressando com o fato dele se aproveitar de ter muita gente por perto e isso "limitar" nossas "chamadas de atenção", por uma questão de "não fazer feio na frente dos outros"... Eu estarei lá, linda e bela, em cima de um salto altíssimo e finíssimo, com uma vestido longo emprestado - e isso, graças a Deus, não me incomoda... apesar de ficarem em meu ouvido para eu fazer roupa... consegui com San "Morris" - valeu Inas! - e é isso aí, a vida continua e amanhã tem jogo do Brasil, pela copa do mundo; semana que vem é São João e vamos curtir... Não, não suporto licor e odeio as bombas, mas, amo festa junina, os comes deliciosos e o clima de interior, a diversão. Apesar de minha busca profunda e dolorosa do auto-conhecimento, do crescimento pessoal, das quebras de padrões e paradigmas, ainda mantenho muito do meu lado raso, sucumbindo a arquétipos e alimentando meu inconsciente coletivo, reproduzindo os padrões de meus ancestrais - me refiro a família antes da atual que veio antes e antes e antes... de sempre... desde o início, onde tudo começou e a gente não faz idéia de onde e quando isso se deu... - e continuando sendo eu limitada pela balança de "o que dói menos, hoje" para poder mexer... E vamos, que vamos!

Agora, me diga se somos seres isolados; se nossas ações são de hoje ou "de hooojjjeeee"; se somos só nossas características pessoais, ou soma de um zilhão de influências e interferências, contribuições, atribuições e etc?! Responda sem pensar: QUEM É VOCÊ? Continue sem pensar... Dói se ver, se encontrar... porque, com certeza, primeiro, vai se culpar e só quando perceber que não precisa se culpar e olhar o daqui para frente, colocando em prática esse exercício diário e eterno, de viver e resolver toda e qualquer pendência - RE-SOL-VER, não é gerar polêmica e sair debaixo se fazendo de vítma... é RE-SOL-VER, vai além de só identificar o problema, inclui encontrar a solução e aplicá-la da melhor maneira possível - pelo simples fato de se permitir a leveza, em vez de carregar nas amarguras e prejuízos.

XIS! OLHA O PASSARINHO! SORRIA, PORQUE A VIDA É BELA!!! E, SE TUDO FOSSE UM INSTANTE FOTOGRÁFICO, O QUE VOCÊ GOSTARIA DE REGISTRAR? VAMOS VIVER AQUILO QUE QUEREMOS APENAS, REGISTRAR. ASSIM, REGISTRAREMOS INSTANTES CONSTANTES DE BONS MOMENTOS!!!

"VAMO" LÁ, JUNTA TODO MUNDO PARA FICAR BEM NA FOTO! "VAMO" "CUMÊ" "MIO", PAMONHA, BOLO DE FUBÁ, "BEBÊ" QUENTÃO, ESTALAR UNS "TRAQUE", "DANÇÁ" COM SEU PAR... "VAMO" "GRITÁ" GOLLLL E "EXTRAVASÁ" COM AQUELE PALAVRÃO, A BOLA NA TRAVE OU O GOL DO TIME ADVERSÁRIO - QUE TEM TANTO DIREITO DE FAZER GOL, QUANTO O NOSSO, MAS EU TORÇO PELO NOSSO..."VAMO" SER FELIZ EM CADA INSTANTE!

Vamos, porque esses bons momentos também passam. Vamos, porque até o cansaço passa. Vamos, porque não dá para ficar, nem para voltar. Vamos, porque é melhor ir do que ficar parado! - risos.

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

E, Senhor, livra-nos de todo o mal! Amém!

Divirtam-se! Registrem mmuuiiittooo esses bons momentos, eles fazem parte! Boas festas! E um "presente próximo" repleto de coisas boasss!!! - ops! Ficou parecendo Natal, né?! - mas, é sempre bom desejar coisas boas... desde que venham assim, do coração... não para PARECER bonitinho e bonzinho. Foto é para isso: registro de imagem, de instante. E imagem é isso: o que e como a gente quiser que ela seja! Talvez, quem sabe, a gente, um dia, alcance, na prática, ser como congelamos diante do "clique".








Pat Lins.

terça-feira, 4 de maio de 2010

"(...) Mas, não é a tristeza que mata." - Fernanda Young


"É preciso ter tristeza. Tristeza não é ruim. Quase todo mundo só quer escutar musiquinhas alegres, ir dançar em lugares barulhentos, ficar falando o tempo inteiro. Porque eles tem medo da tristeza. Mas não é a tristeza que mata."

(Fernanda Young)

Quando se fala em "preciso ter tristeza" as pessoas confundem tristeza - um sentimento real e necessário, que faz parte da gente - com culto à tristeza, à dor e ao sofrimento... isso é que mata... além da miséria entristecedora que pouco conseguimos ou estamos dispostos a desfazer!

Para mim, a falta de alegria ou consciência do que é felicidade é muito pior que tristeza. Tristeza é um sentimento, como todo sentimento, que surge em reação a algum estímulo. Não é para ser temido. É para ser compreendido, acolhido e deixar passar.

Toda tristeza já chega querendo ir embora. É um alerta. Uma reação. Um sentimento. Uma emoção passageira.

Perpetuar a tristeza, ainda que em forma de "pseudo alegria" é que dispara e mantém o sofrimento e des(re)caracteriza tristeza.

Não precisamos temer nossas tristezas. Precisamos temer o que nos faz desejar ocultá-las de nós mesmos, em vez de cuidá-la - ou, cuidar o que ocasionou - para deixá-la partir em paz e nos aproximarmos de nossa verdadeira paz interior.

Vamos conhecer mais nossas emoções e nos temer menos!

Abaixo a "cultura" ou culto a tristeza sem fim! Abaixo o tabu em falar de assuntos que doem, como se doesse mais ao falar. Abaixo a vergonha em sermos que somos.

Que se erga o novo tempo de busca e encontro do real significado de FELICIDADE, onde não se exclui nada e se inclui saber viver e lidar com TUDO.

Ser feliz é saber deixar ficar o que for para ficar e deixar passar o que tiver que ir e, ainda, se encontrar pleno e capaz de superar, em busca da manutenção de uma vida leve, saudável e sem rancores, raivas, dores intermináveis e incalculáveis. Ser feliz é um estado de espírito vivo. Ser feliz é uma questão de buscar e encontrar em toda e qualquer situação - conflituosa ou não.

Para mim, o tédio de não saber quem se é de como posso melhorar é muito mais "triste". O tédio de não acreditar em algo melhor... isso mata... mata qualquer identidade. E o que somos,afinal, além de nossa identidade real? De nossa essência?

"Se é para tentar ser alguém bem melhor, deixa eu tentar ser quem eu sou..." (Banda Hori)

Mas, quem eu sou? A gente sofre demais por não se assumir sendo quem é. A gente sofre demais, porque é mais aceito quem sofre - ainda que taxado por inúmeros adjetivos - do que quem supera. Quem supera - ou deseja superar - é tido como louco e/ou como pessoa fria e sem sentimento. Isso porque o sentimento aceito é a tristeza mascarada de dor necessária, mas, não falada, acomodada, engessada e alegremente sentida. Não se admite a tristeza em sua real profundidade e origem. Se admite a "tristeza por..." e esse por é que legitima ou não - de acordo com os critérios do julgo alheio - se se pode ou não assumir a tristeza ou mascará-la com outra tristeza e, na sequência, fingir alegria, para ninguém continuar a te julgar... Triste! Triste ser como somos e tão pouco fazermos ou nos dispor a fazer. Triste não poder "curtir" sua tristeza, para que ela passe e tenha que se entregar a curas superficiais, parciais e insuficientes, como "encher a cara", "tomar um bom porre" ou "fazer compras" - ai, esta eu adoro... pois é, sou humana, sou real e, quando dá, também afogo as mágoas em compras... risos. Triste! - risos.

Sejamos felizes sendo, a cada dia, cada vez mais, nós mesmos, no melhor significado que venha a ter!

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Sem morrer de tristeza, nem matar de falsa-alegria... para fazer parar de sangrar, é preciso limpar e cuidar.

Pat Lins - mais um grito desabafo!


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