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domingo, 6 de novembro de 2011

AS MÚSICAS DA MINHA VIDA - blogagem coletiva

Ingrid, você sempre mexendo e remexendo com idéias brilhantes!

A sugestão da BLOGAGEM COLETIVA é falar das músicas de minha vida. Nossa, vieram tantas que nem deu para identificar. Me senti como aquela brincadeira da TV, onde é preciso identificar a música em meio a tantas músicas que tocam simultaneamente.

Então, esbocei, mentalmente, minha biografia musical - risos - tentando trilhar cronologica e linearmente - o que para mim é difícil e eis que esse me foi o desafio - as fases e mudanças em minha vida.

Vamos lá, ver no que vai dar:

QUANDO NASCI E BOA PARTE DA MINHA INFÂNCIA, ESSA ERA A MÚSICA DE MINHA VIDA:
"Oh, coisinha tão bonitinha do pai. Oh, coisinha, tão bonitinha do pai! Você vale ouro, todo meu tesouro. Tão formosa da cabeça aos pés... Agradeço a Deus porque lhe fez. Oh, coisinha, tão bonitinha do pai..."

AH, UMA QUE É MINHA CARA ATÉ HOJE - porque, é sério, eu sou FOGO, viu? - risos.

"(Uuuu...)
Você é tão acostumada
A sempre ter razão
(Huuum...)
Você é tão articulada
Quando fala não pede atenção"

UMA MÚSICA QUE SEMPRE ME MARCOU, EM DIVERSAS ÉPOCAS E ATÉ HOJE - "eu caçador de mim":

"Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim

Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim

Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim"

MAS, VOLTA  E MEIA, SIMONE GRITAVA EM MEU OUVIDO E EU, COMO SE ESTIVESSE COM UMA BANDEIRA ERGUIDA, SEGUIA EM FRENTE:

"Que venha essa nova mulher de dentro de mim,
Com olhos felinos felizes e mãos de cetim
E venha sem medo das sombras, que rondam o meu coração,
E ponha nos sonhos dos homens
A sede voraz, da paixão
Que venha de dentro de mim, ou de onde vier,
Com toda malícia e segredos que eu não souber
Que tenha o cio das onças e lute com todas as forças,
Conquiste o direito de ser uma nova mulher
Livre, livre, livre para o amor....quero ser assim, quero ser assim
Senhora das minhas vontades
E dona de mim livre, livre, livre para o amor, quero ser assim,
Quero ser assim, senhora das
Minha vontades e dona de mim....
Que venha de dentro de mim, ou de onde vier,
Com toda malícia e segredos que eu não souber
Que tenha o cio das corças e lute com todas as forças,
Conquiste o direito de ser uma nova mulher
Livre, livre, livre para o amor quero ser assim, quero ser assim,
Senhora das minhas vontades
E dona de mim livre, livre, livre para o amor, quero ser assim,
Quero ser assim, senhora das
Minhas vontades e dona de mim....
Que venha essa nova mulher de dentro de mim
Que venha de dentro de mim ou de onde vier
Que venha essa nova mulher de dentro de mim"

AH, ROUPA NOVA TAMBÉM FEZ MINHA CABEÇA:

"Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros
Oh! Dona desses animais
Dona dos seus ideais
Pelas ruas onde andas
Onde mandas todos nós
Somos sempre mensageiros
Esperando tua voz
Teus desejos, uma ordem
Nada é nunca, nunca é não
Porque tens essa certeza
Dentro do teu coração
Tan, tan, tan, batem na porta
Não precisa ver quem é
Pra sentir a impaciência
Do teu pulso de mulher
Um olhar me atira à cama
Um beijo me faz amar
Não levanto, não me escondo
Porque sei que és minha
Dona!!!
Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros
Oh! Dona desses animais
Dona dos seus ideais
Não há pedra em teu caminho
Não há ondas no teu mar
Não há vento ou tempestade
Que te impeçam de voar
Entre a cobra e o passarinho
Entre a pomba e o gavião
Ou teu ódio ou teu carinho
Nos carregam pela mão
É a moça da Cantiga
A mulher da Criação
Umas vezes nossa amiga
Outras nossa perdição
O poder que nos levanta
A força, que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe
Que isso tudo te faz
Dona! Dona!
Dona! Dona! Dona!"

GONZAGUINHA FAZ PARTE DE MINHA VIDA, SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE!

"Quando eu soltar a minha voz
Por favor entenda
Que palavra por palavra
Eis aqui uma pessoa se entregando
Coração na boca
Peito aberto
Vou sangrando
São as lutas dessa nossa vida
Que eu estou cantando
Quando eu abrir minha garganta
Essa força tanta
Tudo que você ouvir
Esteja certa
Que estarei vivendo
Veja o brilho dos meus olhos
E o tremor nas minhas mãos
E o meu corpo tão suado
Transbordando toda a raça e emoção
E se eu chorar
E o sal molhar o meu sorriso
Não se espante, cante
Que o teu canto é a minha força
Pra cantar
Quando eu soltar a minha voz
Por favor, entenda
É apenas o meu jeito de viver
O que é amar"
AH, ANA CAROLINAAAA! ESSA TAMBÉM FAZ PARTE DA MINHA TRILHA SONORA - meu Deus, será que vou conseguir terminar esse post? - cada novo disco dela, sempre tinha uma música que era a "minha" cara. Com ela, já subi "ELEVADOR", já atravessei o "RIO"... Essa eu terei que só citar os nomes, porque ela, realmente, canta minha vida, sem brincadeira - rsrsrsrs.

AH, ZECA BALEIRO, É OUTRO QUE CANTA MINHA VIDA... QUANDO ESTOU A "FLOR DA PELE", ENTÃO...

"Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final...(2x)
Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicido!
Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de nem ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final...(2x)
Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicido!
Oh, sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que não acredito
Mais em você
Eu não preciso
De muito dinheiro
Graças a Deus!
Mas vou tomar
Aquele velho navio
Aquele velho navio!
Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicído!"
TEM MAIS DELE, QUANDO ME PASSOU UM "TELEGRAMA" E TCHAU BAIXO-ASTRAL!
"Eu tava triste
Tristinho!
Mais sem graça
Que a top-model magrela
Na passarela
Eu tava só
Sozinho!
Mais solitário
Que um paulistano
Que um canastrão
Na hora que cai o pano
Tava mais bôbo
Que banda de rock
Que um palhaço
Do circo Vostok...
Mas ontem
Eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju
Ou do Alabama
Dizendo:
Nêgo sinta-se feliz
Porque no mundo
Tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito muito te ama,
que tanto te ama!...
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu papa!...(2x)
Eu tava triste
Tristinho!
Mais sem graça
Que a top-model magrela
Na passarela
Eu tava só
Sozinho!
Mais solitário
Que um paulistano
Que um vilão
De filme mexicano
Tava mais bôbo
Que banda de rock
E um palhaço
Do circo Vostok...
Mas ontem
Eu recebi um Telegrama
Era você de Aracaju
Ou do Alabama
Dizendo:
Nego sinta-se feliz
Porque no mundo
Tem alguém que diz:
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito te ama!
Que tanto, tanto te ama!...
Por isso hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...
Me dê a mão vamos sair
Prá ver o sol!
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu papa!...(2x)
Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria...(2x)
Mama! Oh Mama! Oh Mama!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu!
Quero ser seu papa!...(4x)
Me dê a mão vamos sair
Prá ver o sol!"

TIMMMM! TIM MAIA ME CANTA, TAMBÉ, QUANDO EU QUERO QUE SAIBAM QUE APENAS SOU ALGUÉM EM BUSCA DE UM MUNDO MELHOR, PARTINDO DE MIM.

"Ah!
Se o mundo inteiro
Me pudesse ouvir
Tenho muito prá contar
Dizer que aprendi...
E na vida a gente
Tem que entender
Que um nasce prá sofrer
Enquanto o outro ri..
Mas quem sofre
Sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver...
Ver na vida algum motivo
Prá sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar...
Mas quem sofre
Sempre tem que procurar
Pelo menos vir achar
Razão para viver...
Ver na vida algum motivo
Prá sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar..."
E QUANTAS VEZES ME SENTI COMO "O BÊBADO E O EQUILIBRISTA", NA VOZ DE ELIS. OU "COMO NOSSOS PAIS"?
"Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...
Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...
Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...
Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...
Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...
Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais..."

NOSSA, MUITA MÚSICA! A GENTE PARECE NOVELA, SEMPRE UM TEMA PARA CADA SITUAÇÃO, PARA CADA ÉPOCA! POR ISSO, TEREI QUE SAIR "A FRANCESA", SENÃO, ESSE POST NÃO VAI TER FIM... E NÃO, TEM, PORQUE ELE NÃO SE ESGOTA NELE MESMO. NEM EM MINHA VIDA. QUANTOS TEMAS PARA CANTAR E OUVIR! NOSSA, QUANTA COISA BOA BATE "NA MEMÓRIA DA PELE".

SÓ PARA DAR UMA CONCLUSÃO - SEM SER FIM - FECHO COM A MÚSICA DA VIRADA DE MINHA VIDA, QUE FOI QUANDO MEU PEQUENO NASCEU E ESSA MÚSICA ME INUNDAVA, E EU, CANTAVA PARA ELE:

"De repente a dor
De esperar terminou
E o amor veio enfim
Eu que sempre sonhei
Mas não acreditei
Muito em mim
Vi o tempo passar
O inverno chegar
Outra vez mas desta vez
Todo pranto sumiu
Um encanto surgiu
Meu amor
Você
É mais do que sei
É mais que pensei
É mais que esperava, baby
Você
É algo assim
É tudo pra mim
É como eu sonhava, baby
Sou feliz agora..."
MELHOR PARAR, PORQUE NÃO DÁ MAIS PARA SEGURAR "EXPLODE CORAÇÃO"!
Bem provável que haja uma nova discografia de mi vida, mas, por enquanto, essa já dá o tom. Tudo isso, porque "I´LL SURVIVE".

Até a próxima, Ingrid! Se conseguir organizar meu tempo, faço a parte II, III, IV... XXXV...

Beijos, Pat Lins.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

QUEM SOU EU? - BLOGAGEM COLETIVA PERMANENTE


QUEM SOU EU?

Pergunta que nunca cala, nem se responde com exatidão. E, para comemorar os 2 ANOS DO "A DOR SÓ DÓI ENQUNATO ESTÁ DOENDO", levanto a questão: QUEM SOU EU?

Engraçado é que a gente acha que sabe responder essa perguntinha tão...tão, óbvia: "Eu? Sou eu, oras!".

Mas, foi lendo um texto lindíssimo, de um amigo, Will, que também é blogueiro - TV DE CACHORRO - que me vi... e, quem puder ler, vale a pena, inclusive o comentário brilhante de Marcos Carvalho.

Para completar, abri a CAIXA DE DIÁLOGOS, de meu amado amigo/irmão, Marcos e lá me deparo com Alberto Caeiro, lembrando que "NEM SEMPRE SOU IGUAL". Criamos, uma blogagem coletiva sobre "QUEM SOU EU?". Sendo que para cada um, um Eu. O seu Eu, você, não eu... Eu em mim. Eu em você. Eu eu. Eu você - risos.

Algo mais próximo a me descrever e responder essa pergunta foi o texto de apresentação aqui, em meu perfil. Porque de nada adianta responder "quem sou eu" apenas com nome e sobrenome, graduação e experiência profissional... isso é curriculum vitae, ou seja, um resumo de nossa educação acadêmica e experiência profissional. Responde parte da pergunta. Sou pessoa, mulher, mãe, esposa, filha, irmã, amiga... Falastrona. Calada. Alegre. Algumas vezes, triste.

Afinal, QUEM SOU EU? Posso ser quem sou e nunca apresentei a alguém; quem você lê; quem algumas pessoas acham que conhecem...; quem "sou" sendo; quem posso ser... Há quem diga que nós somos aquilo que mostramos, como nos vêem, como queremos que nos vejam, como só os outros vêem, como só nós sabemos, como nunca mostramos, nem sabemos que somos. Isso me lembra meu texto poético - que não é um poema - SÓ SE É SENDO.

Será que eu sou eu com cabelos naturais, tingidos, descoloridos... lisos, cacheados; longos, curtos... Maquiada, de "cara" limpa... Com óculos,  sem óculos... Dormindo, acordada... Cansada, descançada, exausta, estressada, relaxada...? Para muitos, sou um poço de estresse. Para mim, altos e baixos... Não, não sou como a lua. Ela só tem quatro fas(c)es... Eu, como você e qualquer pesso, tenho várias outras. Somos uma soma de personas. Somos luz e sombra. Sou eu em cada fas(c)e e, muitas vezes, não me vejo nessas variações... Loucura? Normal? Tem quem me veja como serena e sensata. Tem que me veja e me ache agoniada. Outros, só conhecem meu lado em paz. Falsidade? Não. Ambientes. Somos os ambientes em que estamos/vivemos. Sou eu em conflito ou em harmonia com esses ambientes. Para alguns demais. Para outros e para mim DEMAIS!!! Eu, sei de uma coisa: EU SOU HUMANA, IMPERFEITA E CAPAZ.

Há também um choque entre quem você é de verdade e aquilo que a sociedade exige que você seja... E aí?! Dizem que quanto mais nos conhecemos, mais fácil sermos quem gostaríamos de ser. Um amiga me diz  - baseada em Jung - que, quanto mais conhecermos nossas sombras e nos permitimos vê-las, menos elas nos tomam de "assalto".

E Marcos - CAIXA DE DIÁLOGOS, brilhantemente diz que: 


"É nas contradições, paradoxos e dicotomias, em todos os traços antagônicos, que o homem se faz VIVO. A cada instante somos vários e culminamos no "um". As emoções são a força motriz, a música de fundo, a graça de fazer tudo valer a pena e sentir que nas coisas há movimento. E questionar? Perguntar a si mesmo, o que seria? A dúvida e a vontade de ser diferente? Talvez, o ponto de partida da inércia, da libertação da zona de conforto rumo a uma nova dinâmica para viver ou para resignar-se com desígnio da estagnação. Perguntar-se, portanto, é pressionar o "start" da inquietação e permitir-se a novos acertos ou novos erros. Sendo o mesmo e agora, mais um pouco..."
Pois é: sou alguém que nunca se encontra, porque vive a busca. E, a cada busca, vejo que sou diferente, mas, igual... - parafraseando Caeiro/Pessoa.

"Nem sempre sou igual no que digo e escrevo. Mudo, mas não mudo muito." (Fernando Pessoa).

E você, já se perguntou hoje: QUEM SOU EU?

Para quem tem blog, convido-o(a) para participar dessa BLOGAGEM COLETIVA - que será permanente. Participe! Escreva um (ou mais) post (s) sobre o tema "QUEM SOU EU" - blogagem coletiva - e, depois, registre aqui, nos comentários o link para o post. Não se trata de promoção. Trata-se de uma troca de idéias e uma "corrente de bem".

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS  E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - a partir de cada um de nós. A partir de cada EU.

Beijos e participe,

Pat Lins.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

"O TEMPO DE ESPERA" - BLOGAGEM COLETIVA


Olha, quando vi a proposta para blogagem coletiva no  "ENQUANTO ESPERAMOS", pensei em tanta coisa que não conseguia esperar, mas, não tive como parar para escrever... Minha mente desencadeou diversos pensamentos e maneiras de pensar. Fui para vários pontos em mim, tentando definir um foco. Foi quando tive mais certeza de que não sei esperar, já esperando...

Comecei pelo "MÃES NA PRÁTICA", falando da prática de toda mãe e nossa relação com o tempo de espera constante e eterno!

Mas, aqui, onde desabafo com frequência sobre minha busca no caminho do crescimento pessoal - em todos os âmbitos - , esperar tem sido minha máxima! Desde consolo bíblico onde "há tempo para todo o propósito debaixo dos céus..." (Eclesiastes), até o fato de, durante todo processo de espera a gente ficar mais focado no tempo de espera do que na espera em si, como oportunidade para planejar, aprimorar e, em alguns casos, curtir, enquanto não chega o desfecho da situação.


Então, decidi fazer o que estou fazendo: começar, começando... Sem esperar muito, porque, tenho pouco tempo e daqui a pouco, terei que parar... a rotina e os meus afazeres não param para me acompanhar e meu "esperar" fica num latejar na mente em forma de "vai acontecer, espere e verá/verei", em algum momento terei tempo com tempo.

Minha maior dificuldade em esperar - ou, saber organizar o tempo para espera -, falando de uma maneira abrangente, é lidar com a ansiedade crônica... Êta! Aí, o tempo de espera vira uma descarga de adrenalina e, quando se aproxima o momento de "concretizar", seja lá o que for, quando o tempo de espera está próximo ao fim, estou cansada e me arrastando, o que, muitas vezes, me faz "nadar, nadar e morrer na praia"... e o tempo de espera foi em vão... Então, me questino, qual a melhor hora para agir: durante o tempo de espera ou depois do tempo de espera? E como se calcula e/ou determina esse tempo?

Sempre estamos diante de acontecimentos, desde o nascer do sol, até o nascer do sol do dia seguinte... Portanto, sempre estamos no "start" de algum tempo de espera. Na verdade, a gente já nasce esperando: esperando completar nove meses, para sairmos da barriga da mãe; esperar a adaptação aqui fora; esperar cada fase de crescimento, mudança e transformação; esperar os dentes nascerem; esperar andar com firmeza, para "termos" alguma "independência - risos; esperar crescer e ficar adulto para fazer tudo "sozinho" - como se fôssemos capazes de realizarmos tudo sozinhos... até para virmos ao mundo dependemos que alguém nos gere e nos coloque aqui fora...; esperar concluir a faculdade; esperar receber o diploma; encontrar o primeiro emprego; esperar ansiosamente, pelo primeiro salário - quando é baixo, a gente já espera o segundo, o terceiro...; esperar encontrar "um (ou O, para alguns) grande amor"; esperar pela estabilidade finaceira/material para programar uma família - nesse quesito, nem sempre usamos o tempo de espera para programar... muitas vezes, esperamos juntos, mesmo e vamos esperando o ajuste durante a fase de reajuste desajustada...; depois, esperar as condições "apropriadas" - que nem sempre seguem a ordem que desejamos - para ter filho (s)... Estamos sempre no processo de tempo de esperar algo... inclusive a morte.

Vivemos o tempo de espera para nascer e para morrer e, nesse meio tempo, que chamamos de vida, vivemos vários tempos de espera para, depois que o tempo passa, percebermos que perdemos tanto tempo com tantas bobagens...

Determinar o tempo do "tempo de espera" nem sempre é tarefa fácil ou possível. Temos mania e apego ao relógio, para contabilizarmos e avaliarmos nosso sucesso em alguma ação. Na vida nem tudo é tão exato. Na verdade, no geral, a maioria dos acontecimentos nos pegam de surpresa, o que me leva a refletir que, após tanto esperar, quando concretizamos, muitas vezes, nem nos damos conta e somos pegos de surpresa. O tempo tem esses mistérios, aí, de nos pregar peças. Ele nos deixa acreditar que o estamos domindando, quando, na verdade, ele está seguindo seu rumo.

 Bom, esse tema me deu vontade de escrever mais e mais. Vivo, atualmente, mais um tempo de espera, onde espero retomar minha vida, conseguir me encontrar e descobrir uma maneira de superar meus desafios com mais leveza... meu tempo de espera se resume em viver a cada instante na expectativa do novo instante e preparando o terreno para a plantação. Já minha ansiedade está na preocupação com a época da colheita... Vários tempos de espera simultaneamente... Fora, deixar de me culpar pelo tempo de espera que já passou e nada fiz... Temos uma vida para aprender... O máximo que puder levar comigo, levarei... Sei lá o que vai acontecer depois que o meu coração parar de pulsar - ou, minha mente parar de funcionar... às vezes o coração bate, mas, a cabeça já foi (como a morte cerebral, por exemplo). Infelizemente, não será possível fazer com que as pessoas me vejam como sou, mas, aqui vai ficar um registro de meu processo de busca, para quem acha que me conhece, me conhecer um pouco...


Meu tempo de espera é diário. Algumas coisas que espero são concretas, outras subjetivas, outras tão abstratas que nem eu dou conta..., outras fantasiosas... Meu tempo de espera passa e gravita entre a realidade real e a realidade ideal. Eu estou, na verdade, à espera da harmonia entre todos os meus EU´s. Não. À espera, apenas, não, a caminho; trilhando... então, creio que essa fase sim, seja uma fase de tempo de espera e não de pura e vaga esperança.

Enfim, a cada dia alimento meu tempo de espera de DEIXARMOS UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! Amém! - risos.

E você, como calcula seu tempo de espera? Tem consciência de que vive, pelo menos, um a cada instante? Tempo de espera e esperança podem andar juntos? Tantas perguntas. Cada resposta pode despertar um novo tempo de espera, uma novidade a começar.

Bom, cá estou! Algumas coisas me dando conta de que já aconteceram... outras, por acontecer... outras, desejo que aconteçam... tempo e tempo para tudo... Agora, em muitos casos, só me resta esperar.

Agora, tempo de esperar a comida ficar pronta para almoçar com meu filhote! Meu tempo de espera o inclui numa realidade paralela a minha; uma vida que, por enquanto depende de mim, mas, que não é minha... ENQUANTO ESPERAMOS, vamos vivendo, refletindo, preparando e, um dia, agir!

Beijos,

Pat Lins.



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