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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DE DAR IMPORTÂNCIA EM SE COMUNICAR (BEM)

Imagem: Google - http://lusophia.wordpress.com/2010/12/06/a-cosmogenese-criacao-do-universo-por-vitor-manuel-adriao/

"Nossa linguagem incorpora um sem-número de pressupostos. O receptor não tem necessariamente a mesma pressuposição do emissor" 
(Princípios da Comunicação pela PNL)

Tem muita gente precisando aprender isso... porque nem fala e quer que o outro entenda. Muitas pessoas pensam - se é que chegam a usar o raciocínio em algum momento e pensar... - que basta "pensar" na mente que do lado de fora todo mundo já sabe... Pretensão, arrogância, falta de respeito, egocentrismo e dificuldade de aceitar que existe "o outro", esses são alguns dos grandes empecilhos no estabelecimento do entendimento, do diálogo efetivo.

Ao falar, a gente precisa ter cuidado em objetivar. Imagina quando só se fala na própria cabeça - em meio ao emaranhado de informações que se processam ali, no âmbito mental e imaginário... - e quer que o outro adivinhe e acerte?! Daí, pessoas empáticas, aquelas que conseguem se colocar no lugar do outro, entendendo a sua dificuldade e, com isso, desenvolve o CUIDADO em falar de maneira que o outro entenda, conseguem impor - sem o peso da palavra - essa necessidade de entendimento/comunicação, onde eu falo e você entende o que eu quero falar, estabelecendo a troca/diálogo como única maneira de entendimento.

Para tanto, há de se ter cuidado, inclusive, em se esforçar, enquanto receptor - considero que somos emissores e receptores ao mesmo tempo, afinal, quando eu falo, eu emito, mas, num diálogo, após eu emitir, o outro há de emitir, também, e eu passo de emissor a receptor - para calar a boquinha do pensamento tagarela e escutar o que a pessoa que fala, está "falando" (no gerúndio - ação acontecendo), para entender o que ela fala. 

Gente, cada cabeça um mundo e alguns mundos precisam de informações precisas - ao menos os mundos que se importam em interagir. Os que não enxergam essa relevância na precisão dos dados carecem, também não sabem se expressar e não têm paciência - nem humildade - para assumir que precisa de tempo para entender e assimilar. 

Diante dessa arrogância de se limitar a apenas o que sabe e não desejar saber mais, aprender mais, sair da zona de conforto (lugar mais chato, para quem quer ir além dessa normose doentia), a ignorância é camuflada por um falso entendimento, demonstrado com um menear de cabeça, como quem diz: "tá! Tá! Já entendi... adiante...". Essas pessoas não querem escutar e dizem: "Fale rápido!". Porque o querer saber mais passa pelo fato de se assumir que não sabe sobre aquele assunto, como se todos tivéssemos que saber de tudo... E o querer aprender é estar aberto, é considerar que existe mais do que "sei" e sempre haverá esse "mais do que sei". É aceitar as diversas diferenças, as DIVERSIDADES. Ou seja, não quer entender. Ou seja, não vê importância em interagir. Ou seja, não sabem interagir. Ou seja, são grandes barreiras e bloqueios para o entendimento, proliferam o descaso e criam um ambiente inóspito, onde apenas essa pessoa fala e todos acatem, porque essa pessoa não sabe a importância de TROCAR. Ou seja, fica tudo mais difícil e truncado.

Pois é, para se expressar BEM - apesar da redundância enfática, senti a necessidade de colocar o "bem", afinal, tem gente que emite uns sons, algumas palavras emboladas e jura, que estão se comunicando... sem se ocupar com o como o receptor está recebendo a informação -, há de se entender a importância de FALAR, OUVIR, TROCAR: DIALOGAR/INTERAGIR.

Por isso me preocupo com essa era da informação tão sem informação. Todo mundo se atualiza em sites e veículos de comunicação que precisam CRIAR notícias para manter a audiência e CRIA o estilo de vida que pensa que está informado. Ninguém quer ler ou ver "notícia" velha, e "velha", basta ter sido expressada... alguns segundos depois, está "obsoleta". Isso é preocupante. Ninguém se preocupa com a FONTE, a origem da notícia: de onde veio, quem falou? A credibilidade não importa. A RESPONSABILIDADE com o que vai ser divulgado, não importa. O que importa é falar qualquer coisa, desde que  a boca se movimente. A "era da informação" mais parece a era da fofoca e das atrocidades, criando a imagem de um mundo sem esperanças... Sem esperança, sem vontade de ir além, sem vontade de querer fazer algo novo.

Pois é, cada cabeça um mundo e todos devem ser considerados, para serem entendidos. Onde está a importância em dar importância em se comunicar BEM.

Pat Lins.

terça-feira, 20 de março de 2012

AGORA, NÃO DÁ...

Sinceramente, eu não entendo uma coisa - dentre várias... - o porquê das pessoas - principalmente, as mais próximas, até, algumas mais amigas - reagirem tão mal, quando não temos o "tempo" que elas precisam/querem. Compreendo que num momento de dor, a gente quer ser acolhido, ouvido... mas, isso não pode nos tirar o bom senso e a capacidade de compreender que nem todos estão com disponibilidade - seja pela razão que for - e isso não é falta de carinho.

Eu costumo ouvir muito os outros e com certa frequência, meus amigos me procuram, porque sabem que sou sincera até demais... Estou me esforçando para saber lidar mais com isso, afinal, todo excesso é sobra. Têm momentos que a pessoa só precisa desabafar e quer alguém apenas para escutá-la. Outras vezes, pedem "conselho", opinião, etc. Eu parto do princípio que amizade é troca e toda troca requer abertura de ambas as partes. Abertura de coração, com entrega d´alma, com vontade de estar e resolver. Eu tenho muita sorte com os amigos mais próximos, principalmente por pensarmos muito parecidos nesse aspecto e não haver uma cobrança deliberada de "me dê atenção". Nos momentos de carência - coisa muito natural - nos abrimos e procuramos nos acolher. Entretanto, quando algum deles não tem o "tempo" que preciso, não tem estresse. Do mesmo jeito, quando eu não tenho esse tempo, eles compreendem, numa boa. Mas, têm coisas que acontecem e que esse "tempo" muda na escala de prioridade de cada um. Isso varia da abertura dessa relação.

O que eu fico chateada é quando acontece com algumas pessoas, d´eu estar envolta com "como" resolver meus problemas do momento e, de fato, estar desgastada com o processo e não tenho reserva suficiente de forças para dar o apoio que essa pessoa precisa. Me utilizo da clareza e falo, com jeito e carinho, que, naquele momento, infelizmente, não posso dar a atenção necessária e eu não sei apenas fingir estar, eu gosto de estar. Eu penso o seguinte, se fui procurada - como todo amigo procura um amigo que confia - eu gosto de estar, de fazer parte. Se eu fingir, esse círculo de entrega não acontece. Esse laço na amizade fica frouxo. Não haverá o calor humano para acolher esse amigo, muito menos a força que ele precisa. Porque, o que eu entendo é que essa troca é uma troca de forças, de energia, mesmo. Não falo que seja um mais forte do que o outro e sim de que, quando estamos nos sentindo esgotados, um apoio amigo é, além de reconfortante, revigorante. Sim, o que me incomoda quando acontece d´eu não ter esse tempo não é não ter o tempo, é não ser compreendida. Algumas pessoas que conheço são assim: quando estão bem, estão longe, vivendo e seguindo sem dar sinal de vida; quando estão com problema, surgem e querem que você se desdobre, porque ela precisa. Isso, para mim, é egocentrismo. Seja uma pessoa amiga ou, apenas uma pessoa próxima - sem necessariamente estar na categoria AMIGO - sabe que eu me doou com prazer e carinho sinceros. Mesmo assim, alguns, nesses momentos, se doem e jogam suas dores para cima de mim. Não creio que isso seja justo com nenhuma das partes. 

Uma amiga sempre me disse que "uma amizade deve suportar as verdades" e eu concordo plenamente. E isso não quer dizer que haja uma "verdade" que sobreponha a outra. Apenas que cada um tem sua concepção e suas próprias "verdades". E não tem como dizer que a há 100% de neutralidade em escutar um amigo, porque, eu duvido muito. Por mais que tentemos, sempre estamos em posição de julgar. O legal é quando detectamos que somos assim, como todo ser humano, e aprendemos a lidar, administrar essa emoção em nós. Mesmo assim, nunca ouvimos sem ter uma opinião formada ou em formação. Não tem jeito, é meio que resultado da interação. Eu penso assim: "se não quiser ouvir, melhor não falar". Ou, deixar claro: "só preciso botar para fora". E ter isso claro em si.

Eu não sou do tipo grude e não gosto de grude comigo. Mas grude é uma coisa, é um sentimento doentio. E as pessoas "grude" são craques em grudar na hora inapropriada e, como é uma característica do "grude", só andar com o "se tocômetro" desligado, nunca vê, ouve, sabe ou tem a menor noção de que invadiu o sinal vermelho. Putz! Eu tenho uma teoria prática que observei em minha vida e exercito a aplicação que é a "teoria da interseção", onde existe um perímetro ao meu redor que é o meu espaço individual; o perímetro do outro que é o espaço individual dele; e um perímetro que se trata do encontro desses, vamos chamar, mundos. Eu chamo de "zona de encontro social", que faz parte da nossa característica de sobrevivência, que são as relações sociais. Somos individuais, convivendo com outros seres individuais. Isso gera a convivência. Se viver é uma arte, conviver, nem se fala. Nesse espaço de interseção, lógico, há uma estremecida, afinal, dois ou mais mundo se encontram. Naquele espaço há troca, mas, há limite. O problema - bem como a solução - da convivência está aí: respeitar os limites. Muitas dores e sofrimentos são desencadeados por essa falta de respeito que, em minhas observações empíricas e muito pessoais, são oriundas da falta de respeito e conhecimento do próprio espaço individual. Ou seja, "como respeitar aquilo que não reconheço em mim?". E, aliado ao melindre da porcaria do orgulho e do egocentrismo "buuuummm" em vez de encontros, as interseções tornam-se colisões graves.

Para mim, a coisa é simples, porém, não é fácil: autoconhecimento; voltar-se a si; conhecer-se; amar-se; respeitar-se; respeitar. Isso diminuiria a zona de ação do gérmen da separatividade que o orgulho,  o egocentrismo e os sentimentos da estupidez alimentam. Não cobraríamos mais  de ninguém, nem criaríamos expectativas. Enxergaríamos o real e descolaríamos o nariz do umbigo. Viu, simples assim?! Somos capazes dessa proeza?

A arte da convivência requer muita cautela, muito carinho, muito zelo, muito cuidado, não melindre e mentes ignorantes que semeiam a estupidez de não saber compreender. Mais uma vez, eis a COMPREENSÃO. Volto a reafirmar um pensamento meu: compreender não envolve ver apenas o meu lado e alegar "me compreendam". Compreensão requer uma visão holística, requer que se vejam o todo e as partes - concentração e atenção. Isso é exercitado se admitirmos que existem outros EU´s andando por aí, além do nosso EU. Existem vários indivíduos.

Isso tudo só para eu desabafar que, do mesmo jeito que eu entendo sem dor, que meu amigo não teve tempo para mim, porque, naquele momento ele precisa do tempo dele para ele; eu preciso que algumas pessoas entendam que eu, também, tenho essa necessidade do meu tempo para mim. Têm dias que não tenho "tempo mental", mediante esgotamento natural de minhas forças vitais e preciso "recarregar". Isso me impede de agir, inclusive, resolver assuntos sérios. Eu, hoje, acredito que tem hora para tudo. Posso até "perder" ou "deixar passar" uma aparente oportunidade... Melhor do que virar um estorvo em minha vida. Eu? Eu mesma! Estou em busca é de abrir frentes. De me tornar cada dia menos densa. Até conseguir ser leve. E, sinceramente, não sei o porquê de algumas pessoas não entenderem meu lado... Não penso de pensarem como eu penso, mas, respeitarem a MINHA maneira de pensar. Por que eu posso compreender e o ser que exige compreensão, não se esforça para fazer o mesmo?

Olha, isso me faz exercitar a tal da paciência, também. Mas, até ela tem limite. Eu não sou a "dona da razão", mas, se tem uma coisa que voltei a fazer e cada dia com menos culpa é deixar bem claro até onde a pessoa pode chegar. E, minha ficha já caiu para uma coisa certa: se a pessoa se doer, é ela com ela mesma. Pode parecer frieza e indiferença, mas, se gente não entender que não pode mudar o outro, apenas a nós mesmos, sempre seremos vítimas de nós mesmos. E, se a gente não entender que estabelecer nosso espaço é algo saudável e não egoísmo, das duas, uma: ou nos tornaremos egoístas e nos fecharemos em ostras; ou, não teremos nossa individualidade preservada com equilíbrio e serenidade. E, reforço, se o outro não entende isso, ele precisa se encontrar, porque querer invadir o espaço alheio e não querer ser freado pelo limite da zona de encontrp social já é abusar da boa vontade. Como tem gente que é incapaz de entender isso, por diversas razões e todas provenientes do próprio egoísmo - afinal, adoram invadir, mas, detestam a sensação, fruto da própria fantasia doentia, de estarem sendo invadidos... - não nos resta outra alternativa a não ser estabelecer com firmeza e sem culpa o espaço limite.

Gente, têm horas que estamos cansados; repensando; mudando... planejando... vivenciando.. e precisamos de todas as nossas forças nesse processo. Quem não se permite viver a própria vida, se deliciando em conhecer-se, aventurando-se em desbravar-se e entendendo que ainda assim é humano e vai cansar, terá que repor as próprias forças, sentirá raiva, dor, desgaste e afins... essa pessoa nunca compreenderá que há quem se permita e viva assim: conhecendo-se. Fora que essa pessoa não entende que não dá para "comprar" o seu problema, que por mais que um amigo dê ombro, apoio, ouvidos e, até, palavras, só ela mesma pode resolver o próprio problema, tomando uma decisão e seguindo, agindo. Olha, esse é um grande problema para os que não entendem isso. Além de não assumirem a responsabilidade da própria vida e não quererem sair dos ciclos viciosos que se encontram, ainda querem que um amigo o faça. Essa falta de consciência é um entrave enorme em qualquer relação, principalmente, da pessoa com ela mesma. Tem uma dessas pessoas que, quando a pessoa eleita para ajudá-la, por qualquer razão não pode, ela fica enfurecida e brada: "não sei o que é que custa... é tão fácil...". Uma vez, num desses momentos, eu disse diretamente: "se é fácil e o problema é seu, resolva você!". Daí, vi um bicho acoado pela própria estupidez, falta de compromisso e responsabilidade com a própria vida e infantilidade, pular irracionalmente e bradar ainda mais: "Calma! Não tem porque ficar nervosa! Eu só te pedi um favor, não pode, fale...". Nesse dia, "paciência" me fez uma visita e chegou na hora do embate - porque acaba virando um embate do qual você não fazia parte e nem precisava viver... - e me segurou, onde respirei fundo - agradeci mentalmente a "paciência" pela ilustre e necessária presença - e disse: "Bom, não sei o quê sua cabecinha de menina mimada e infantil entendeu, mas, foi isso que disse, desde o início: eu não posso te ajudar...". Retrucou e, como fechei a zona de acesso a acesso da nossa interseção, só lhe restou cair fora. Bradou, falou, resmungou, pintou horrores com meu nome para os outros, mas, não invadiu o espaço, entendeu que ali era o meu espaço. Meu nome, "limpei" com o tempo - não fui tão madura, eu me irritei e muito, mas, deixei passar e me dizia: deixa o tempo resolver - e as pessoas que escutaram a criatura me disseram - algumas dessas pessoas - que não se aproximavam de mim para não ter proximidade com ela... depois que ela falou que eu não a ouvia, "que isso e que aquilo", viram que eu não era como ela... Ou seja, foi até bom para mim. Esse é apenas um exemplo. No caso dessa pessoa, a recorrência dessa maneira de agir é constante, frequente e intermitente... ela pula de pessoa em pessoa, nunca muda e só planta sementes de pessoas que se afastam dela. Mas, essa pessoa é o exemplo perfeito, porque nunca aceita um "agora não dá" de bom grado e sempre quer que resolvam tudo por ela, sem entender que as pessoas têm a própria vida e têm todo o direito de vivê-la como bem quer e fazer o que entende. E se chatear, difamar e pintar o diabo com o nome de alguém que não pôde nos ajudar é algo muito pequeno, é mesquinho demais. Precisamos aprender a respeitar o tempo de cada um e pronto. Tem mistério não.

Graças a Deus, com a maioria dos meus amigos isso não acontece. Quando acontece, me lembro: "é com essa pessoa, não comigo". Às vezes, os outros querem que a gente entre na aceleração mental deles e não querem papo. Nos lembrar que não temos que resolver o problema de todo mundo nos lembra que cada um precisa assumir a responsabilidade por seus atos e suas escolhas e, sendo assim, se "agora não dá para te ajudar" é porque, dentro do que eu escolho, agora, preciso estar inteira e seguir minha escolha. Quando coincide, ótimo, conte comigo. Mas, o povo gosta mesmo de abusar e, a isso, eu deixo um sonoro NÃO. Uma coisa é dar apoio, ajudar, estender a mão, o ombro amigo de maneira verdadeira, outra coisa é ver claramente que estão querendo abusar da boa vontade e explorar. A isso, também digo NÃO. Enquanto a pessoa continuar perdendo seu tempo tentando provar que eu fui "má" porque não pude - ou não quis, conforme meus NÃOs especificados acima - ela estará perdendo a grande oportunidade de SE ajudar.

Têm horas que não dá e isso não é falta de carinho, é vida que segue e cada uma tem a sua. Não é falta de vontade de ajudar, é impossibilidade. E tem tempo para tudo, nessa vida! Nem sempre dá tempo para resolver tudo, muito menos, ao mesmo tempo. Ter discernimento e colocar isso em prática requer uma dose de cuidado, porque não é fácil ser aceito ao agir assim. Talvez, não agrade a quem não sabe escutar um "não, agora não dá".

Infelizmente - para a pessoa -, "agora não dá"... Porque, felizmente, para mim, tenho que resolver umas coisinhas pessoais e preciso de mim, senão, nem ajudo e ainda me atrapalho. Daí, em alguns casos, nada mais adequado do que minha velha e boa DS - Distância Saudável. Quando dois mundos individuais não conseguem coorbitar na mesma faixa, melhor estabelecer a DS, para que nada seja destruído a ponto de abalar com estruturas frágeis e abaláveis...

Pat Lins.

terça-feira, 21 de junho de 2011

FESTEJOS JUNINOS E OS FOGOS - VAMOS ESTOURAR DE ALEGRIA, NÃO ESTOURAR A ALEGRIA!

As festas juninas são divertidas e deliciosas - as comidas típicas, então... huuummmm - para adultos e crianças.

Entretanto, precisamos tomar muito cuidado com os fogos. A gente sempre acha que não tem problema algum, que estamos "de olho", até acontecer e lamentarmos o "incidente" ou a imprudência...

Existe tempo e idade para tudo. Ontem, vi uma amiga chamar a criançada, em meio a uma festa de aniversário de criança, para "soltar" os traques - aqueles que parecem um palito de fóforo. Primeiro, tratava-se de um condomínio fechado e de apartamentos, ou seja, a área da festa era uma área de circulação - não só dos convidados, como dos moradores - e com muitas crianças de diversas idades. Todo cuidado é pouco. Não temos a menor capacidade de antever o que uma criança fará. E elas têm ações e reações muito rápidas, exceto para defesa dos fogos.

Vi crianças maiores aproveitando a presença de um adulto - essa amiga - para legitimarem suas ações de, também, soltarem os fogos inadequados. Uma situação delicada, porque se um adulto toma a iniciativa de fazer o "errado", as crianças começam a acreditar que podem fazer tudo, sim. É o que falo de limite: muitos adultos não têm. Muitos demoram a crescer - e não falo crescer no sentido de ser sisudo e sério... muita gente adulta séria são apenas pessoas sérias, mas, em muitos casos, imaturos, no sentido de que não têm consciência do que fazer com o que aprende e vive... 

Pois, por pouco, uma dessas brincadeiras "inocentes" de soltar fogos que explodem do tipo "o que é que tem demais?" quase atinge um menininho pequeno, com menos de dois anos, que passou correndo na hora que soltaram uma bombinha "inocente" dessas. Para ele, se a mãe não alcança, não seria nada inocente e sim, um acidente.

Existem maneiras de curtir sem abrir mão dos fogos: traques de massa, por exemplo. Faz barulho e anima a criançada do mesmo jeito. Criança se diverte com o que tem e o que não tem, eles inventam. Não podemos passar nossas falsas necessidades para eles. Diversão, - como ensino a Peu - brincadeira é algo que não machuque. O que machuca é cosia séria! Quando não chega a ser séria e complicada.

Portanto, papais, mamães, vovós, vovôs, titios, titias, amigos, primos... adultos em geral, criança é criança e, por mais espertas que sejam, são crianças. Observar os espaço ao redor, avaliar - com bom senso - o que pode e o que não deve ser feito. Criança quer fazer qualquer coisa e limitar a se fazer o cabe a idade de cada uma - respeitando a presença das menores - não é diminuir, nem desmerecer ninguém, é agir com responsabilidade. E, cá entre nós, falta responsabilidade em muitos adultos! Ou, falta uma capacidade de se saber o que vem a ser responsabilidade!

Dá para curtir sem exageros, afinal, todo exagero é sobra e, normalmente, sobra para os inocentes de verdade...

Bons festejos! Divirtam-se TODOS, com prudência - que não é chatice, é zelo e cuidado para evitar que se aconteça alguma besteira e a lamentação não faz o tempo voltar para se corrigir o problema causado!!! Responsabilidade é coisa séria, sim, mas, a falta dela é muito mais sério!!!

VAMOS ESTOURAR DE ALEGRIA, NÃO ESTOURAR A ALEGRIA!

Saudações maternais, "sô" e "êta São João, bão da gota!" "vamo se diverti nesse arraiá"!!!

Pat Lins.

domingo, 13 de junho de 2010

RAIVA E FORTES EMOÇÕES!!!

Para variar, em nossos padrões de educação hipócrita - e vai saber quando e porquê isso começou... - a gente é "ensinado" a "não sentir" raiva, porque é feio e as pessoas podem não gostar, fora que podem "achar" que você é louco e/ou uma pessoa má...

Sinceramente, não sei o porquê de tanto medo em assumirmos nossas emoções mais básicas - ainda que as fortes e desagradáveis, se elas existem mesmo?! Falar que não sente já sentindo é que é loucura.

Raiva é algo que explode, nos pega no susto, diante de um estímulo que toca naquilo que nos incomoda... talvez nunca saibamos o motivo que leva a despertar, mas, dá para gerenciar isso. Raiva é algo que quando você vê, ela já está. Só deixar passar, aí está nosso esforço saudável. Deixar ela ir. Negá-la só a alimenta e a mantém dentro de nós, nos corroendo: primeiro por nem sempre podermos extravasá-la, pelo medo, por tabu... por limitação e a "engolimos"; segundo, porque, se a gente não a deixa ir, ela vai se alimentando da gente.

Não me refiro a agressividade, exaltação, exagero... e sim ao simples fato de negarmos a raiva e sua explosão, bem como outras fortes emoções. Não levanto a bandeira para a arrogância, a falta de educação, estupidez... apenas me refiro a raiva, por exemplo, se alguém pisa em seu calo. Pois é, vai negar que o susto, a dor inesperada... vai despertar uma raiva? Mas, passados esses segundos iniciais de quem foi "pego de surpresa" - uma surpresa bem desagradável, mas, acidental - deixa ir e recobra o bom senso, a vida segue.

A gente precisa conhecer um pouco mais sobre nós mesmos e nos aceitarmos como somos - sem nos acomodarmos a essa verdade, do tipo: "eu sou assim mesmo. Pau que nasce torto, morre torto"... Isso é desculpa esfarrapada, até porque nós não somos "pau". Dói "pra cacete", viu?! Mas, é muito melhor se livrar desse peso e dor eternizada das permissividades destrutivas, como se negar, do que não ter a oportunidade de ser algo melhor. A grande questão é respeitar. Respeitar a si, ao outro, a todos e a cada um. Pedir desculpa. Não se aproveitar de querer mudar para descarregar nos outros, enquanto não se "ajeita internamente". Compreender que nem todo mundo pensa como eu, como você... cada um tem seu tempo, seu ritmo, sua história, suas referênciasm, suas verdades, seus desejos, seus anseios... cada um tem seu próprio mundo e coexistir é o mesmo que administrar as diferenças; equilibrar; é respeitar! É olhar daqui para frente e seguir. Fui uma pessoa estúpida até ontem, hoje, estou disposto a ser mais compreensivo, mais cauteloso com as palavras e expressões, sincero e honesto - completamente diferente de invasivo, inconveniente... Isso, também não quer dizer que vamos mudar como um estalar de dedos, nem que não vamos continuar errando e/ou cometendo outros erros. Somos eternos aprendizes. O diferencial é a disposição que temos para continuar o "aqui e agora" como lema e propósito de mudança.

Cada um de nós precisa aprender a lidar consigo, antes de tudo. Precisamos aprender a lidar com nossas emoções, não estrangulá-las dentro de nós, nem perpetuá-las em forma de agressividade alheia, machucando o outro com o "dom" da estupidez e arrogância. Ninguém pode se valer de ter uma vida mais sofisticada para pisar no outro e muito menos se achar melhor por conta de sua condição financeira. O respeito é condição primordial para a boa convivência em qualquer instância.

Sentir e viver a raiva é sentir e viver uma emoção ruim, mas, que faz parte da gente e não há uma controle rigoroso, ela existe em cada um de nós. Saber como lidar com ela é que faz a diferença positiva ou negativa. Tolerância, paciência, compreensão, respeito, são virtudes que estão dentro de cada um de nós, expostas de maneira variável - cada um tem seu grau - porém, todos temos o verdadeiro potencial de permití-las emergir. Engraçado, a gente aprende a fingir e/ou omitir a raiva por uma necessidade de "aceitação" de fachada; alegamos que as virtudes podem ser expostas e na verdade, na prática, colocamos toda raiva para fora, canalizada em diversos disfarces diários e dizemos estar exercendo as boas virtudes da paciência, cautela, calma e afins. Urge ou não, a necessidade de se fazer conhecer o que é cada emoção que EXISTE, quer a gente queira ou não, dentro de cada um? Precisamos ou não aprender mais sobre nós? É gritante ou não a necessidade de nos enxergarmos como HUMANOS, pessoas, gente, com um potencial infinito para o bem?!

A gente precisa aprender a ser gente. Eu estou cansada desse mundo de fingimento e aceitação às máscaras, às fachadas, ao superficial! Para mim, chega. Isso não é apelo para grosseiria. Isso é um apelo ao bom senso - o de verdade -, ao equilíbrio, à busca, à entrega e à disposição de querer ser e fazer mais por si e por esse mundão de meu Deus. Isso é querer dizer que sim, nós PODEMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - incluindo, cada um de nós, afinal, a melhor educação é a real, aquela que passa pela referência da coerência entre atitude, pensamentos e palavras!

Mania de temer o que é inevitável e que existe dentro da gente. Mania de temermos a nós mesmos. Mania de querer ser o que não é para agradar e gerar uma sequência de infelicidade em nossas ações. Mania de não perecebermos que mesmo negando, continuamos agindo e fazendo, justamente, aquilo que negamos, como se apenas falando que não é, a situação por si só se transformasse. Ingenuidade ou idiotisse? Essa é uma grande dúvida que carrego: sou ingênua ou idiota, por também agir assim?

Tudo é um processo. Mas, o esforço diário e o fato de estarmos dispostos, hoje, a fazer diferente e mudar é que conta. Cada dia de vitória - principalmente, as pequenas. Essas são poderosas. Incrivelmente, poderosas. - é uma soma positiva em nosso grau de mudança. É um ponto de fortalecimento para mudarmos o mundo. E, se no final o que vale é a soma de tudo, cada pontinho se transformará numa plenitude. A salvação de nossa espécie é descobrir o poder da união. Nossas imperfeições existem, mas, cada movimento de melhorar, somado a outro movimento - o meu, somado ao seu, somado ao dela, somado ao dele... - alcança a perfeição da busca e do processo de transformação para o bem.

Não precisamos negar nossa essência, precisamos conviver com ela e dela tirar o melhor que há em nós, sem fingir que não existem sombras - o "mal" - dentro e fora de cada um e de todos nós! Precisamos falar mais abertamente sobre as coisas boas, incluindo assuntos pesados, na intenção de transformar, porque isso é bom: transformar o "mal". Só tendo consciência, conhecendo, é que podemos mudar. Só se transforma o que se sabe, o que se vê, o que incomoda.

Vamos aprender a tirar mais proveito de nós mesmos!

Pat Lins.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

"DESSA VEZ NEM FOI POR DESCUIDO..."


Preciso desabafar, para não desabar!!!

Olha, se o dinheiro cega as pessoas, a falta dele destrói. Faz tempo que vivo numa pindaíba daquelas e já chorei pitangas horrores... até cansar e encarar a realidade... Descobri que preciso aprender a ser feliz e manter a chama da esperança acesa custe o que custar... e, detalhe, custa muito caro quando a gente é cabeça dura! Luto com cada entranha - um dia aprendo a lutar com cada átomo e, quem sabe assim, consiga mudar... quando entender que a menor partícula de mim é que vai me dar o "up". O fato é que mais uma vez o carro nos deixou na mão... aliás, na rua... quase 22 horas, eu, meu pequeno e o pai dele - que ainda é meu marido...

Cena: rua sem movimento, céu nublado - graças a Deus, só caiu o pé d´água quando já estávamos debaixo do nosso abençoado teto -, dois adultos, uma criança, sacolas de mercado, mochila... faz tempo que o carro nos deixa na mão em situações periclitantes - aliás, o carro não nos deixou na mão, meu marido é que não sabe cuidar de carro algum e, atualmente, na pior das pindaíbas, sem visitas ao mecânico, ou seja, sem manutenção... e ainda "culpamos" o carro... na verdade, a gente é que deixou o carro na mão... O lance é que essa criatura abençoada costuma colocar o que nós aqui conhecemos como o vulgo "cheirinho" - só abastece R$ 10,00... para quem já o conhecia mmmmuuuiiitttooo antes de mim, afirma que ele É assim desde sempre... tenha dó! - e quer que o carro fique feliz.

O pior foi ainda ter que escutar a frase celébre: "e olha que desta vez nem foi por descuído, eu havia colocado combustível no carro antes de ir te buscar..." Eu inflamei! "NÃO FOI DESCUÍDO???????" Como não foi descuído? A miopia ou conveniência em se enxergar apenas pelo ângulo apropriado permite essa brecha e essa maneira de pensar tão pequena. Para ele o "descuído" seria deixar o tanque vazio - kkkkkkkk - lógico que com pouco combustível o carro tende a se "acabar", literalmente! Se já faz mais de meses que episódios similares vêm ocorrendo, o "descuído", para mim, está no princípio básico e fundamental do NÃO CUIDAR!!! Depois, como o ocorrido já vem ocorrendo e sendo re-re-re-re-re-recorrente, o descuído está em contar com a sorte.

Já estamos com a grana curta, se não fizermos o mínimo esforço em estabelecer prioridades, acontece isso, conta-se com a sorte e uma dia ela diz: "CHEGA! TENHO MAIS GENTE PARA AJUDAR!" e a gente fica a própria "sorte" - ou falta dela... na verdade, sorte é só força de expressão, o que acontece é DESCUÍDO mesmo. E, diante da desorganização, falta de zelo mínino, de cuidado e de jeito, a tendência é a destruição imperar. E, se já estava difícil antes, agora, beira o impossível! Não, carro não é luxo. Temos um pé duro que nos servia até meses atrás, mesmo apanhando e sofrendo nas mãos do dono. Ele não tem ar e sofremos com o calor de nossa cidade, mas, "ar" seria artigo de luxo e a gente não tinha esse luxo para se dar...

Quem não quer um "pézinho-duro" desses, para nos levar aonde vamos e nos permitindo chegar no horário nos lugares, sem aperto dos coletivos impraticáveis desta cidade? Fora que com o valor da tarifa, andar de carro acaba sendo menos dispendioso. Pois é, agora, sabe-se Deus como ficaremos... lógico que andar de "buzu" não mata, mas, saber que enquanto tanta gente quer andar para frente e sair da dureza que é ter que levantar ainda mais cedo, encarar ônibus cheio e ainda ter que andar para chegar ao local desejado, a gente, por má administração e DESCUÍDO, vai andar para trás... E, tudo isso, por DESCUÍDO!

Pois é, CUIDAR é questão primordial para bom funcionamento de TUDO e QUALQUER coisa! Quando a gente deixa de cuidar, abre mão de ter e permite que as intempéries da inconveniência de do desgaste se encarreguem de destruir TUDO. O que sobra? TUDO QUEBRADO, DESTRUÍDO, DESCUIDADO!!! Agora, foi o carro. Mas, quantos descuídos permitimos nessa vida? Só depois que vivemos o problema é que buscamos a solução. Na verdade, a solução vem por si só, haja vista que não tem outra opção: ou resolve ou deixa acabado, mesmo... Nós temos mania de remediar, em vez de prevenir... esse é o grande problema. Só que, bom lembrar, nem tudo tem remédio!!! Muitas vezes, a perda é o próprio remédio: amargo, azedo, difícil de descer, mas, FATO. Real. Aí, "bota a mão na cabeça que vai começar..." ou, terminar, né?!

E, com cuidado com as palavras escrevi este desabafo, para que aprenda a cuidar mais dos meus objetivos e manter sempre abastecido o que me cabe: o tanque da minha vida! E continuar andando. Alinhando, balanceando, abastecendo, limpando... para tudo na vida MANUTENÇÃO. E não existe segredo, nem fórmula de sucesso que resista a um, "simples", DESCUIDO!!!

PS - sem combustível, até o amor para, meu bem! E, se a gente não fica ligado nos alertas da falta de manutenção, acaba destruído... DESCUIDO é falta de atenção e de cuidado adequado!!!

Pat Lins.

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