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sábado, 13 de junho de 2015

O COMEÇO DO COMEÇO

Imagem: Google Imagens
Acho interessante um monte de coisa... Mas, ultimamente,  tenho observado que o grau elevado de estresse tem levado um número maior de pessoas a buscarem a espiritualidade  - em diversas religiões,  tá?  Vamos quebrar o tabu com as palavras e como as recebemos,  pode ser?  Só um convite a "menos estresse,  mais consciência e boa vontade". Por um lado, coisa boa ver que estamos percebendo que só isso aqui, essa realidade tida como lógica  - e ilógica... - ou cientificamente comprovada,  não é suficiente.

Abrindo parêntese: entendo que foi uma questão histórica de mudança. Vivemos ciclos e ciclos. Foi o iluminismo,  depois o positivismo... E por aí vai. Cada demanda por mudança, uma luta... Entretanto, um radicalismo e um exagero. É ou não é? Faz parte da dualidade que nos submetemos,  de uma necessidade de ter que ter forças para romper com algo já "arquetipizado"... De abrir frente para o novo. Enfim.

Pois, essa busca tem um outro lado... Um apego a soluções mágicas. Isso me ocupa os pensamentos. Em vez de buscar a "luz" , vejo muita gente ficando cego, por querer olhar direto para o sol, assim que sai da caverna... Lembram da "caverna" de Platão?  Pois é... Temos muitas demandas até conseguirmos alcançar a tal iluminação divina. Mesmo assim, ainda somos centelhas Dele, O Pai; O Criador; Deus. Só que nos sujamos com tanto preconceito e idiotices  - perdoem-me,  mas não achei adjetivo que melhor descrevesse o que e o como penso...

Criamos, cada um de nós,  um campo de destruição,  dor e discórdia. Somos assim... Depois, nos decepcionamos com "Deus" , pois Ele não vai entrar em nossos joguinhos egocêntricos e alienados,  fanatizados pela insanidade de agir, fazer e pensar do mesmo jeito e exigir mudança... Fazer igual e esperar algo novo... Repetir, criar padrão e esperar,  esperar e esperar novidade...

Sendo assim, me pergunto:  buscamos o que?  O que queremos encontrar? O que é fé? O que é crença? O que é ideia fixa? O que é mania de perseguição?  O que queremos,  mesmo?  Quem sou eu?

Pois é... A luz acende,  mas as sombras se revelam. Quem cuida de iluminar as próprias sombras,  se só está vendo a sombra do outro?

Tudo começa com a pergunta certa. E : big bang! Fiat lux!

Mas tudo que começa é um começo. Começar,  iniciar. Todo começo tem um começo. Todo novo precisa começar. Tudo faz parte de um todo, de um processo de construção:  uma parte de cada vez. Evoluindo, ainda que não pareça, pois assim como a terra já se reconstruiu algumas vezes, o que está fora e obstruindo a evolução,  simplesmente,  como num passe de mágica, é destruído. Ou por uma explosão ou por um dilúvio ou por algo que venha dizimando tudo. Será que já não estamos nesse processo? Hum... Será?

Só para eu refletir,  mesmo. Espero que ninguém tente acompanhar esse pensamento.

Pat Lins


domingo, 17 de março de 2013

GANHANDO O MUNDO OU FUGINDO DELE?


Conheço muuuuiiiittttaaaa gente! Já falei que sou colecionadora de pessoas livres. Meu maior prazer é estar diante de pessoas e suas histórias de vida e de sonhos. Cada doido com sua mania e essa, revelo, é uma das minhas!

Pois, nesse ambiente vasto, conheço pessoas que moram fora da sua terra natal - seja de lá para cá, seja daqui para lá - e algumas dessas pessoas são pessoas cosmopolitas, mesmo. Elas se encontram com as raízes bem firmes e asas que as levam para todos os lados. Essas são livres, de alma livres. Não deixam de voltar às suas origens para reabastecerem-se com o amor de família e amigos originais e voltam, em seguida, ao mundo! São pessoas que sabem para onde devem e querem ir, o porquê e sabem que e se devem voltar e para onde e porquê. Assumem que sentem falta de estar, não a ponto de ter que ficar mas, apenas a ponto de serem quem são e quem foram.

Nesse mesmo ambiente, algumas pessoas me intrigam... sentem uma necessidade estranha de ir; sofrem calados na distância e sempre afirmam aos outros, como se quisessem se auto-convencer: "a gente tem que desapegar...". O desapego não é a desistência de estar junto, é ter o distanciamento interno, pacífico e saudável de não ir além e nem deixar que venham além, ou seja, nem invadem o espaço do outro, nem se deixa invadir. Para essas pessoas - um padrão estranho de pessoas distintas se abriu, hoje, do nada em minha mente - o mundo é o lugar de fuga! O mundo ou qualquer lugar longe de quem ou do quê não sabe conviver é o lugar. Não se encontram em lugar algum e não entendem que saudade é parte do processo de afastamento. 

Se esse afastamento se dá de maneira saudável e consciente, a pessoa é livre para ir e vir, porque sabe que tem seu lugar e sente prazer nele, também. Se é fuga, a pessoa teme a volta e só volta em caso de saudade e carência e, quando volta, sente logo vontade de partir... não sente prazer ou se encontra em sua origem. 

Ainda existem as pessoas que se apegam tanto ao lugar onde nasceu que, mesmo em situações necessárias, elas não vão, ficam. E, se for, sofre. 

Nem apego exagerado, nem distanciamento exacerbado! Consciência, isso sim! 

Aquilo que pode ser a liberdade é a consciência de se saber o que deve ser feito e fazer. Aquilo que aprisiona é aquilo que só quer ir para "sair daqui", onde longe, qualquer lugar é melhor!

Isso tudo é só uma coisa que venho observando ultimamente e me veio essa vontade de escrever... 

Pat Lins.

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