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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PESSOAIS PROFISSIONAIS

Foto:TUDO MUDOU

Eu não consigo entender porque é tão temido um ser humano nas organizações... 

De repente, todo mundo quer ser máquina. Esquecem-se que máquina não pensa, ela reage ao que lhe fora programado... 

Tenho uma imensa dificuldade de entender porquê o ser humano é tão temido. 

Qual a razão de evitar o equilíbrio emocional e racional?

Razão e emoção são parceiras que unidas são sucesso garantido!

Para ser uma pessoa realizada, trabalha-se feito um louco num emprego; acumula capital; depois, passa o resto do que sobra da vida - na contagem regressiva para "o" último dia, do último suspiro - repetindo aos outros: "aproveita que ainda é jovem e tem todo o tempo pela frente e vê se concilia vida profissional como parte da vida pessoal e não o contrário..."

É a velha história: 

"... Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
E por pensarem ansiosamente no futuro esquecem do presente de forma que acabam por não viver nem no presente nem no futuro. E vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido.
"    (Dalai Lama)
A realização pessoal deveria ser pautada no conjunto, não apenas na área profissinal. Eu penso que tudo seja uma questão de "sentido de vida". Qual o sentido da vida para você? Onde quer chegar? O quanto investe de você em você mesmo para chegar onde se quer? Onde quer chegar exige que se abra mão de seu tempo de vida? Deveríamos nos fazer mais esses questionamentos.

Eu, hein? Povo estranho esse que somos... Fingir ser para não ser, sabendo-se que se é...

Pat Lins.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

AS VIDAS "CHEIAS DE CHARME"


Assistindo à novela das 19h - Cheias de Charme - a gente vê é coisa que acontece na vida real.

Olha Chayenne: famosa, conquistou seu espaço profissional e está destruindo tudo porque a pessoa é desequilibrada. O pior é que ela, em vez de enxergar que ela se detona, mantém o foco em destruir a carreira das "Empreguetes". Ela atrela seu fracasso ao sucesso do outro. Ou seja, nem vê que o fracasso é fruto do seu temperamento e da falta de respeito que dissemina pelos outros. Fazer o que quer é exercer o livre arbítrio, sim, mas termina onde começa o espaço do outro.

Sandro: todo folgado e interesseiro... sempre quer o caminho mais fácil e errado é quem não compactua com os erros dele. Só quer tirar vantagem. Sempre se dá mal e, como Chayenne, não reconhece que colhe o que planta, melhor, nem colhe porque nada planta.

Os Sarmento: família arrogante e com valores altamente superficiais. O dinheiro era o único elo de ligação e era o "amor" da família. Motivado pela ambição desmedida, o advogado passa a aplicar golpes, valendo-se da impunidade famosa do nosso país. Descobertas e comprovadas as fraudes, culpa o estagiário que o delatou, como sendo o "responsável" pela sua falência. Novamente, o fracasso como consequência do caminho errado...

O que mais achei legal é que tem muita gente de bom caráter. E, como diz a frase de Einstein "o mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.". Não basta ter bom caráter, não devemos deixar o erro permanecer. Assim, Penha alimentou o "erro" de Sandro, nunca o punia devidamente e sempre acabava passando a mão pela cabeça dele, por conta do sentimento nobre que nutre pelo cafajeste. Ela estava "errada"? Creio que não. Fazia o que o coração mandava. Até que um dia percebeu a diferença entre ser "boa" e ser feita de idiota. Cansada e encarando a realidade, tomou uma inciativa e uma postura firme. Mesmo com toda dor, ela entendeu que não dependia dela mudar o ex-marido. Dependia dela mudar a realidade dela. Situação delicada, por envolver uma criança. Mas, Penha é o exemplo de que ceder a chantagem emocional não resolve. Se nem pelo filho o pai foi capaz de mudar, ele precisava de uma atitude mais dura da vida para entender que tudo tem limite. É a questão de escolher o caminho da dor. Mais cedo ou mais tarde... aliás, na hora certa, todos nós devermos prestar contas sobre nossas ações e suas consequências. E Penha ainda encarna mais um fardo: a missão de nos fazer ver que quando deixamos a bola de neve aumentar, um dia ela derruba. e ela acaba vivendo um dilema que se arrasta há muitos anos e nunca fora resolvido. Bate com uma coisa que penso: aquilo que a gente não resolve, um dia, tem que ser resolvido. E esse conflito acaba abalando toda a sua vida profissional, de onde ela tem que tirar o sustento da família...

Rosário ensinou o quanto vale a pena colocar um sonho como meta. A fé. Entretanto, vislumbra-se com a fama e, mesmo ainda sendo uma pessoa bacana e de nom caráter, nunca entende o lado sentimental das amigas. Claro que compromisso deve ser respeitado e cumprido, mas, num ambiente de amigas, onde o sucesso é fruto do trabalho em equipe dessa amizade, ela demonstra o quanto o sonho é mais importante do que o equilíbrio. Não creio que ela esteja "errada" em querer usufruir do sucesso que alcançou, mas, sempre que tem um conflito, ela não tem se mostrado muito solidária. 

A novela gira em torno do levantar de um monte de questões que a gente não se dá conta no dia a dia e é abordado de uma maneira tão leve que nem nos damos conta do quanto essa simples novela nos faz tantos alertas importantes. Uma questão que engloba tudo é essa relação com o dinheiro, mesmo. Uns rebeldes que pensam que ter dinheiro é mercenarismos ou ser soldado do capitalismo... Outros, ambicionando tanto que não importa de onde venha, desde que chegue.

Seu Messias falou uma coisa bacana: "Não há nada errado em ter grana, se souber como usar...", durante uma conversa com Rodinei -que ao ver o chefe, uma pessoa boa e batalhadora, ter que cogitar fechar o negócio por já não ter mais pique e tocar o empreendimento e não tem dado conta das contas a pagar - ele fala: "Pela primeira vez na vida eu queria ter dinheiro. Muito dinheiro, para poder ajudar ao senhor...". 

A maneira como lidamos com nossas relações também são abordadas. Ligia, nunca falou sobre o pai para o filho, por medo... um medo de ser julgada... logo ela que é uma mulher segura e profissional e financeiramente independente - imagem que criamos de que não teria problemas... - também vive com seus conflitos. Por conta dessa omissão, alimentava a rebeldia do filho - que, de acordo com os nossos julgamentos, não teria porquê ter problemas, já que "tem tudo"... tudo exceto saber quem é o pai biológico... - que aprontava muito. Não penso que isso seja uma justificativa ou motivo legítimo para o menino agir como age... há uma dose de mau caratismo, aí, mas, há a possibilidade de regenerção. Como sempre agiu de um jeito torto, em vez de se abrir para a mãe, lá vai ele em busca do pai desconhecido sem avisar a ninguém. 

Outra que nos leva a refletir sobre relação, perdão e etc é Cida. O que a motivou? Nobreza de sentimento ou sentimento de vingança, como Nina perdida e destruída para destruir, na novela das 21horas - Avenida Brasil? Família, amigos, colegas, vizinhos... tudo isso faz parte do nosso dia a dia, sejamos sociáveis ou antissociais, somos seres sociais, também. Deveríamos fortalecer mais a base indivudal com bons valores para conseguirmos viver no social sem grandes abalos... Nossos pensamentos e atitudes devem ser mais bem conhecidas de nós mesmos.

O que nos leva a agir? O que nos motiva? O que nos alimenta? Vejo tanta polêmica sobre alimentação saudável que ninguém percebe que muita gente vive do mesmo jeito, ainda que mal alimentado, e não vejo ninguém se atentar para o alimento da mente. Como alimentamos nossos pensamentos? Do que adianta comer uma fruta e arrotar manipulação e falta de respeito? Cuida da "saúde" do próprio corpo e derrama tensão e desnidade nas pessoas ao redor... Aqui eu não vou aprofundar, para não perder o enfoque incial.

Bom, atualmente é a única novela que assisto. Nossa, os atores estão dando um show especial. Todos trabalham muito bem. A mensagem é muito bacana, apesar de bastante caricata. Creio que seja a maneira lúdica de nos tocar, sem ter que pesar. E é isso que precisamos começar a fazer em nossas vidas: mudar, sem ter que pesar. Somente o peso necessário que, em geral, é o peso da consequência de alguma ação. Fazer nosso caminho é o melhor caminho!

Fico por aqui, a refletir.

Pat Lins.

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