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sábado, 21 de julho de 2012

DOENÇAS DO COTIDIANO


Existem doenças do cotidiano que são muuuiiitttoo piores do que uma doença infectocontagiosa...

Temos:

- a doença do DEDO APONTANDO E APONTADO;
- a doença de NÃO ASSUMIR QUE É HUMANO;
- a doença da FOFOCA;
- a doença de ACHAR QUE A GRAMA DO VIZINHO É MAIS VERDE E TER RAIVA DO VIZINHO, em vez de cuidar da própria vida;
- a doença do MEDO DA VERDADE;
- a doença da INFELICIDADE CRÔNICA AGUDA E DESVAIRADA;
- a doença do QUERER SE DAR BEM, A QUALQUER CUSTO, em vez de conquistar seu lugar no espaço;
-  a SÍNDROME DA CEGUEIRA DIURNA E NOTURNA, onde nada se vê, tudo se cobra e nada se enxerga;
- O DISTÚRBIO DA FUGA FREQUENTE;
- o distúrbio gravíssimo da ESPERTEZA AGUDA;
- DESEQUILÍBRIO RELACIONAL CULMINANDO NA TRAIÇÃO - todo tipo de traição... desde que sempre tenha que acreditar que está sacaniando alguém... sem entender que o maior prejudicado, é ele mesmo;
- DISTÚRBIO DO DESRESPEITO ÀS DIFERENÇAS;
- doença do PRECONCEITO ACIRRADO;
- COMPLEXO DE DÉSPOTA;
- DOENÇA GRAVE DA MANIA DE PERSEGUIÇÃO, está todo mundo contra você; conspirando contra, falando mal... isso é cria de outra doença gravíssima:
- EGOCENTRISMO INSTALADO;
- EGOÍSMO AMBULANTE E ATORMENTANTE;
- doença das faltas: FALTA DE AMOR PRÓPRIO; FALTA DE RESPEITO AO OUTRO; FALTA DE PACIÊNCIA; FALTA DE COMPREENSÃO; FALTA DE BONS PENSAMENTOS; FALTA DE BOAS AÇÕES; FALTA DA FELICIDADE...;
- doença DO MEDO DE SER FELIZ;
- doença da SURDEZ CONVENIENTE;
- doença do MENOR ESFORÇO;
- SÍNDROME DO MEDO DA PERDA, que culmina em prender as pessoas via chantagem emocional séria... A origem dessa patologia é a falta de amor próprio e consciência do EU;
- SÍNDROME DO MEDO DA SOLIDÃO E DA CARÊNCIA EXCESSIVA E ABUSIVA
- SÍNDROME DA MENTE VAZIA ...

Enfim, uma série de doenças que não têm CID e não são identificadas em tumografias, ressonâncias... apenas uma boa avaliação pessoal pode ajudar a detectar esses sintomas - em geral, essas doenças já estão generalizadas e entraram em metástase, mas, tem cura; as chances de ressucitar são grandes, se e quando há VONTADE.


A cura para todos esses males é simples, mas, nada fácil... requer que o enfermo, primeiro, reconheça-se como "PESSOA EM ESTADO GRAVE DE DECOMPOSIÇÃO BIOPSICOSSOCIAL". Depois, busque ajuda com pessoas mais esclarecidas, como bons profissionais de psicologia e, em alguns casos, a patologia pode estar avançada e um bom psiquiatra ajuda.

Bom, esse texto não se esgota aqui. Diversas outras doenças não nominadas, não autodescobertas e não aceitada existem por aí. Cada um de nós precisa se ajudar. Só avaliando-se de verdade e em verdade é possível estabalecer um levantamento dos sintomas e, com isso, fica mais fácil identificar cada sintoma e levantar o diagnóstico, a caminho da cura.

Façamos o melhor que há em nós e vejamos se é, ou não, melhor ser alguém melhor? Melhor alimentar o bem e fazê-lo presente em nossos pensamentos e ações, ou, alimentar o mal, bem como a omissão do bem que há em nós? Isso tudo porque sempre há um caminho para a cura, basta assumirmos que estamos doentes e contaminados pelas DOENÇAS DO COTIDIANO.

Alguns pequenos gestos podem ajudar, desde que dosados, com uma dose equilibrada de sinceridade e honestidade, através de expressões de carinho e sorrisos. Entender que não precisa pesar o ambiente, já ajuda. Aliviar e deixar fluir e imperar o bem, o ar puro de boas intenções... isso limpa qualquer ambiente!

Pat Lins.

domingo, 22 de agosto de 2010

TUDO É UMA QUESTÃO DE TEMPO E ORGANIZAÇÃO

Bom, é isso aí... até aceitar que a vida é feita de dualidades, ainda carregrei um pouco na dor, mas, depois passa...

Agora é estabelecer prioridades e estratégias/soluções para alguns pequenos desajustes e organização para colocar em prática com eficiência, para, enfim, alcançar a eficácia e encerrar o problema.

Mais uma etapa de conturbação séria, porém, resolvível. A diferença é essa: hoje, conheço um pouco mais meus limites e escolho o "quê" e "como" fazer. Pronto, definidas as prioridades, só cumprir cronograma - risos. Adia alguns planos; limita outros; dá um stop em algumas coisas... e, assim, vou me organizando. Legal é ser feliz e lutar pela felicidade, mesmo quando parece que estão querendo roubá-la de você... é só impressão. Ninguém pode roubar nossa felicidade. Algumas pessoas e/ou situações, podem atrapalhar, dificultar, adiar, conturbar... mas, roubar, nunca. Felicidade é algo que não se rouba, porque ela é para ser partilhada. A gente é que se furta a oportunidade de ser feliz, pior ainda quando tudo parece estar em ruínas. Ah, mais, um obstáculo; mais desafios, que acreditava estar acima das minhas forças... e eu na luta. A vida toda é assim: a gente vive trabalhando nossas fragilidades. Transformada em força, cuida de outra e segue.

Tô subindo, no meu ritmo e dentro do que eu acredito ser minhas possibilidades. Só a gente pode fazer pela gente, mesmo recebendo ajuda e apoio. O resultado positivo depende de cada um.

Obrigada a quem sempre está ao meu lado - do jeito que consegue estar. Vamos todos pensar e cultivar coisas boas. Sei lá, já tem muito sensacionalismo e propagação do que é desastre. A realidade é dura, mas, piorar é aind pior, né não?! - kkkkk, redundância linda!

Pois bem, vamos todos enveredar no movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

NORMOSE - a doença de ser normal


Olha, esses dias estou tendo "sorte"... risos. Penso em escrever sobre determinado assunto e "puff" recebo um e-mail com um texto que diz o que quero dizer. Agora foi minha querida Brida quem colaborou. Obrigada aos amigos pelas sugestões. Aqui é espaço para reflexões e renovação de valores, portanto, sugestões e colaborações são bem vindas!

Segue o texto para nos deliciarmos:

NORMOSE
- a doença de ser normal -

"Todo mundo quer se encaixar num padrão.

Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.

O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento que 'exercem' tanto poder sobre nossas vidas?


Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

A normose não é brincadeira.

Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.

Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença?

Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude.

E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera.


Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.


Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.


E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.


Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes." (Michel Schimidt - Psicoterapeuta)

Apenas lembrar que cada um de nós pode DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

sábado, 3 de julho de 2010

A VIDA CONTINUA...

Vi essa mensagem lindíssima, no orkut de minha prima Leti - minha alma gêmea - e colquei aqui, porque diz muito do que minh´alma grita. Não sei de quem é... joguei no "pai dos burros" da web - Google - e só encontrava o texto, sem crédito... então, segue o que queria dizer, sem ter saído de minha "boca"/dedos/mente:


"Chorar não resolve..



falar pouco é uma virtude..


aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo


e o que não mata com certeza fortalece.


Às vezes mudar é preciso


e nem tudo vai ser como você quer..


a vida continua.


Pra qualquer escolha se segue alguma conseqüência


vontades efêmeras não valem à pena...


quem faz uma vez não faz duas necessariamente


mas quem faz dez, com certeza faz onze!!


Essa história de que é melhor acordar arrependido


do que dormir com vontade é mentira!


Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível...quase.


Nem todo mundo é tão legal assim, e de perto ninguém é normal.


Quem te merece não te faz chorar..


quem gosta cuida..


o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente!!


Não é preciso perder para aprender a dar valor


e os amigos ainda se contam nos dedos.


Aos poucos você percebe o que vale a pena


o que se deve guardar pro resto da vida..


e o que nunca deveria ter entrado nela.


Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado.


O tempo, ah o tempo, esse sim sempre vai ser o melhor remédio,


mesmo quando seus resultados não são imediatos


ele é quem faz com que tudo se encaixe do jeito que deve ser".
                                                                       (desconhecido)

...e a vida continua...

Pat Lins.



domingo, 13 de junho de 2010

RAIVA E FORTES EMOÇÕES!!!

Para variar, em nossos padrões de educação hipócrita - e vai saber quando e porquê isso começou... - a gente é "ensinado" a "não sentir" raiva, porque é feio e as pessoas podem não gostar, fora que podem "achar" que você é louco e/ou uma pessoa má...

Sinceramente, não sei o porquê de tanto medo em assumirmos nossas emoções mais básicas - ainda que as fortes e desagradáveis, se elas existem mesmo?! Falar que não sente já sentindo é que é loucura.

Raiva é algo que explode, nos pega no susto, diante de um estímulo que toca naquilo que nos incomoda... talvez nunca saibamos o motivo que leva a despertar, mas, dá para gerenciar isso. Raiva é algo que quando você vê, ela já está. Só deixar passar, aí está nosso esforço saudável. Deixar ela ir. Negá-la só a alimenta e a mantém dentro de nós, nos corroendo: primeiro por nem sempre podermos extravasá-la, pelo medo, por tabu... por limitação e a "engolimos"; segundo, porque, se a gente não a deixa ir, ela vai se alimentando da gente.

Não me refiro a agressividade, exaltação, exagero... e sim ao simples fato de negarmos a raiva e sua explosão, bem como outras fortes emoções. Não levanto a bandeira para a arrogância, a falta de educação, estupidez... apenas me refiro a raiva, por exemplo, se alguém pisa em seu calo. Pois é, vai negar que o susto, a dor inesperada... vai despertar uma raiva? Mas, passados esses segundos iniciais de quem foi "pego de surpresa" - uma surpresa bem desagradável, mas, acidental - deixa ir e recobra o bom senso, a vida segue.

A gente precisa conhecer um pouco mais sobre nós mesmos e nos aceitarmos como somos - sem nos acomodarmos a essa verdade, do tipo: "eu sou assim mesmo. Pau que nasce torto, morre torto"... Isso é desculpa esfarrapada, até porque nós não somos "pau". Dói "pra cacete", viu?! Mas, é muito melhor se livrar desse peso e dor eternizada das permissividades destrutivas, como se negar, do que não ter a oportunidade de ser algo melhor. A grande questão é respeitar. Respeitar a si, ao outro, a todos e a cada um. Pedir desculpa. Não se aproveitar de querer mudar para descarregar nos outros, enquanto não se "ajeita internamente". Compreender que nem todo mundo pensa como eu, como você... cada um tem seu tempo, seu ritmo, sua história, suas referênciasm, suas verdades, seus desejos, seus anseios... cada um tem seu próprio mundo e coexistir é o mesmo que administrar as diferenças; equilibrar; é respeitar! É olhar daqui para frente e seguir. Fui uma pessoa estúpida até ontem, hoje, estou disposto a ser mais compreensivo, mais cauteloso com as palavras e expressões, sincero e honesto - completamente diferente de invasivo, inconveniente... Isso, também não quer dizer que vamos mudar como um estalar de dedos, nem que não vamos continuar errando e/ou cometendo outros erros. Somos eternos aprendizes. O diferencial é a disposição que temos para continuar o "aqui e agora" como lema e propósito de mudança.

Cada um de nós precisa aprender a lidar consigo, antes de tudo. Precisamos aprender a lidar com nossas emoções, não estrangulá-las dentro de nós, nem perpetuá-las em forma de agressividade alheia, machucando o outro com o "dom" da estupidez e arrogância. Ninguém pode se valer de ter uma vida mais sofisticada para pisar no outro e muito menos se achar melhor por conta de sua condição financeira. O respeito é condição primordial para a boa convivência em qualquer instância.

Sentir e viver a raiva é sentir e viver uma emoção ruim, mas, que faz parte da gente e não há uma controle rigoroso, ela existe em cada um de nós. Saber como lidar com ela é que faz a diferença positiva ou negativa. Tolerância, paciência, compreensão, respeito, são virtudes que estão dentro de cada um de nós, expostas de maneira variável - cada um tem seu grau - porém, todos temos o verdadeiro potencial de permití-las emergir. Engraçado, a gente aprende a fingir e/ou omitir a raiva por uma necessidade de "aceitação" de fachada; alegamos que as virtudes podem ser expostas e na verdade, na prática, colocamos toda raiva para fora, canalizada em diversos disfarces diários e dizemos estar exercendo as boas virtudes da paciência, cautela, calma e afins. Urge ou não, a necessidade de se fazer conhecer o que é cada emoção que EXISTE, quer a gente queira ou não, dentro de cada um? Precisamos ou não aprender mais sobre nós? É gritante ou não a necessidade de nos enxergarmos como HUMANOS, pessoas, gente, com um potencial infinito para o bem?!

A gente precisa aprender a ser gente. Eu estou cansada desse mundo de fingimento e aceitação às máscaras, às fachadas, ao superficial! Para mim, chega. Isso não é apelo para grosseiria. Isso é um apelo ao bom senso - o de verdade -, ao equilíbrio, à busca, à entrega e à disposição de querer ser e fazer mais por si e por esse mundão de meu Deus. Isso é querer dizer que sim, nós PODEMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - incluindo, cada um de nós, afinal, a melhor educação é a real, aquela que passa pela referência da coerência entre atitude, pensamentos e palavras!

Mania de temer o que é inevitável e que existe dentro da gente. Mania de temermos a nós mesmos. Mania de querer ser o que não é para agradar e gerar uma sequência de infelicidade em nossas ações. Mania de não perecebermos que mesmo negando, continuamos agindo e fazendo, justamente, aquilo que negamos, como se apenas falando que não é, a situação por si só se transformasse. Ingenuidade ou idiotisse? Essa é uma grande dúvida que carrego: sou ingênua ou idiota, por também agir assim?

Tudo é um processo. Mas, o esforço diário e o fato de estarmos dispostos, hoje, a fazer diferente e mudar é que conta. Cada dia de vitória - principalmente, as pequenas. Essas são poderosas. Incrivelmente, poderosas. - é uma soma positiva em nosso grau de mudança. É um ponto de fortalecimento para mudarmos o mundo. E, se no final o que vale é a soma de tudo, cada pontinho se transformará numa plenitude. A salvação de nossa espécie é descobrir o poder da união. Nossas imperfeições existem, mas, cada movimento de melhorar, somado a outro movimento - o meu, somado ao seu, somado ao dela, somado ao dele... - alcança a perfeição da busca e do processo de transformação para o bem.

Não precisamos negar nossa essência, precisamos conviver com ela e dela tirar o melhor que há em nós, sem fingir que não existem sombras - o "mal" - dentro e fora de cada um e de todos nós! Precisamos falar mais abertamente sobre as coisas boas, incluindo assuntos pesados, na intenção de transformar, porque isso é bom: transformar o "mal". Só tendo consciência, conhecendo, é que podemos mudar. Só se transforma o que se sabe, o que se vê, o que incomoda.

Vamos aprender a tirar mais proveito de nós mesmos!

Pat Lins.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

CICATRIZES: LEMBRANÇAS E NADA MAIS!

CICATRIZES SÃO MARCAS QUE JÁ NÃO DOEM MAIS!
DOERAM EM SEU TEMPO, AGORA, NÃO MAIS.
CICATRIZES SÃO LEMBRANÇAS DO QUE PASSOU,
E NADA MAIS!
LEMBRANÇAS NÃO DOEM,
ELAS REMODELAM, RECONSTROEM
CICATRIZES NÃO SÃO MAIS FERIDAS ABERTAS
SÃO APENAS MARCAS, NADA MAIS!
CICATRIZES DEVEM SER APENAS LEMBRANÇAS REAIS,
E NADA MAIS!

(Me veio hoje na cabeça e resolvi postar!)

Patricia Lins

quinta-feira, 17 de julho de 2008

ALEITAMENTO MATERNO


Uma das decisões mais difíceis que tive que tomar, foi: fazer o tratamento da DPP ou amamentar. Com o início do tratamento, não poderia amamentar, já que tomaria anti-depressivos e passaria pelo leite e para ele...

O ato de amamentar é lindo. Tive o prazer de sentir a magia de dar meu peito para meu filho por 11 dias. E me cobrava e culpava por não ter condições de continuar sem o tratamento. As crises começavam a piorar...

O aleitamento, não é só dar o peito! É você se cuidar para passar o que há de melhor dentro de si! Em meu caso, todo aquele leite, teve que secar; mas a vontade de dar o meu melhor, estava acima de tudo! Dar o meu melhor, naquela ocasião, era cuidar daquela doença e recuperar a serenidade. Ter um filho traz responsabilidade. Traz a necessidade de trabalharmos nossas frustrações pessoais, nossas falhas e nos melhorarmos, para passar um exemplo verdadeiro para nossos filhos; não querendo fazê-los viver aquilo que não vivemos. Sabendo permitir que eles cresçam, estando ao lado deles, mas sabendo que eles são criados para a vida, não para a gente! Serão, eternamente, parte da gente, independente de onde estejam. Isso é alimentar um filho também: construindo um cidadão; construindo uma pessoa. Dar o peito, dar a vida, criar, educar! Isso é ser mãe. Mas, antes de tudo, mãe é mulher, é uma pessoa com suas falhas... conhecê-las e administrá-las também é uma demonstração de amor a você e, conseqüentemente, aos seus filhos, maridos, pais, amigos, parentes... Querer ser melhor e crescer como pessoa é para todo mundo em todos os momentos da vida! A gente está aqui para aprender a valorizar aquilo que Deus nos deu: a vida!

Havia a preocupação de como meu filho cresceria saudável, sem meu leite. Cresceu em mim uma sensação de fracasso; será que meu filho me amaria? nosso vínculo, como seria?... mas, pensei, tanta mãe que amamenta e o filho tem problemas de saúde... tanta mãe que amamenta e não dá carinho... Meu marido não fora amamentado, e raríssimamente fica gripado. Eu mamei muito, e tenho rinite alérgica... Mas, sei da importância do leite materno, em todos os sentidos. Mas, precisei ponderar essas questões (e levou muito tempo) para que eu não me cobrasse tanto, nem me sentisse tão pequena.

Lutava para ficar bem e dar bastante amor para Pedro. Precisava me trabalhar, também, para não exagerar nas doses de amor e transformar em excesso de proteção ou fanatismo... não poderia privar Pedro da sua liberdade e das suas descobertas. Tinha que ter cuidado para não ser aquela mãe obsecada em "repor o tempo perdido"... precisava ter muito tato. Mas, só pensava nisso, nos momentos de "lucidez" (como me refiro as fases sem crise), para programar minha mente. Como já citei em outro texto, nesses momentoS, "pré-programava" minha mente. Racionalizava para não cair de vez! Pensar na questão do leite me doía (e doeu por muito tempo). Me rasgava por dentro. Não sentia inveja de nenhuma mãe que amamentava. Esse tipo de comparação nunca passou pela minha cabeça. Na verdade, não sou de viver fazendo comparações, só quando de extrema necessidade, como fiz para lembrar que existem crianças que tomam leite materno e ainda assim, têm problemas de saúde, precisava me consolar. Porque não é só amamentar, é cuidar da alimentação da mãe, também...

Minha alegria veio com o tempo, quando via Pedro crescendo sem problemas de saúde. Nunca perdi noite com Pedro doente. Ficou febril (como muitas crianças, na época em que os dentinhos começaram a sair...mas só nos primeiros. E nunca virava a noite com febre...). Rinite, talvez ele tenha, porque eu tenho...então, é "herança" genética, não por problema com aleitamento. Pedro sempre foi muito esperto para sua idade, muito alegre. Alguns médicos afirmara que ele apresentava características de quem vai ter QI alto...isso para mim foi um presente! Ouvir que ele é 100% normal. O que fez a diferença, não foi o leite, foi o amor e o cuidado que tive, apesar de viver a contradição da tristeza...

Pedro é tão sadio, que a pediatra fala: "é Pedrinho, não tenho nada para passar para você." Isso é ótimo. Mas, apesar de estranho, agimos com naturalidade na criação dele. Hoje, está com 1 ano e 9 meses e desde o mês passado, dorme em cama (queria fugir do berço...e cheguei a pegá-lo no ar, caindo de ponta cabeça...); dorme sozinho; quando quer, vai par a cama e deita (já fazia isso no berço...agora, ele mesmo sobe e desce); pede desde 1 ano e meio para fazer cocô (mas, lógico, ainda não tem controle e isso é natural. Não o forço, o deixo à vontade) e corre para a porta do sanitário.Pedro é criado com muito amor, com muito cuidado, mas, sem frescura, sem excesso de zelo... Erro em algumas coisas, como deixar ele me vencer pelo cansaço quando quer o “bubu” para dormir... , não existe mãe perfeita, mas existem fatores que interferem: cansaço do dia-a-dia; nossa mente não tem barreiras, divisórias (para dizer: agora estou cansada. Agora não estou...), mas me esforço muito para cuidar bem dele. Claro, que não existe ninguém perfeito. Erro agora, acerto depois... Acertando mais do que errando já é ponto para mim, né, uma proporção mais favorável do que destruidora... Muita gente vem cheia de teoria... “deve fazer isso”; “deve fazer aquilo”... todas erram com seus filhos também... mas apontar o dedo para o outro, é mais fácil. Quando me identifico com o que me é apontado, “me toco”; quando não, deixo passar. Afinal, quem tem boca, quer falar, né?! Quem conhece Peu, se encanta. Ele é muito carismático, e sociável, mas muito enérgico também. Não gosta muito que o fiquem segurando para beijar e apertar, quer correr (mas, quando as pessoas que ele gosta o seguram, ele fica todo derretido...). Ele é muito safadinho!!!

Viver as realidades paralelas não interferiu no desenvolvimento de meu filho. Quando falo que o amor está acima de tudo, não é uma frase piegas, é um fato constatado! O amor que me rondava, e que também existia dentro de mim, apesar das crises, era muito grande e muito forte. Houve um momento em que queria ficar bem, pelas pessoas que acreditavam em mim. Porque, se elas viam algo em mim que valesse a pena lutar, eu deveria valer, né verdade?! Me apeguei a isso! A lista de pessoas a me ajudar aumentava. Minha tia Telma, minha prima Rafa... pessoas que não conhecia, de diversas religiões e crenças, que pediam coisas boas para mim! O poder do bem é muito mais forte! O poder de viver a verdade também!

Pois é, minha vida mudou de foco. O que antes era, apenas querer trabalhar para ganhar dinheiro, se tornou viver cada dia e saber que existe algo mais importante que o materialismo pelo materialismo (acho que todo mundo merece conforto, viver bem, em lugar limpo, boa alimentação, educação, saúde...).

Ainda questiono muita coisa, mas repito que não importa o "por que?" mas o "para quê?" e peço forças a Deus para saber passar por aquela situação. Não virei nenhuma santa. Sou normal (voltei a ser), como qualquer um. Reclamo da vida, da rotina atual; depois agradeço; grito; choro; xingo; rio muito; converso bastante, tudo normal (apesar de existir gente que “normalmente” é chato, mesquinho, resmungão, “sabe tudo”)...enfim, deixo a DOR PASSAR.

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