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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

SONHOS E ESPERANÇA

 
Os sonhos, eles são, são sim, o alimento da alma! Eles nos abastecem com esperança.

A esperança nos levanta, mesmo diante daquilo que sentimos e chamamos de frustração ou do fracasso. Ela nos leva a querer levantar e ir em busca do sucesso, colhendo tudo o que passamos e deixamos caídos pelo caminho, plantando como sementes de aprendizado. Deles, novos frutos saem. E seguimos o caminho do aprendizado: aprendendo.

A vida é o caminhar. 

Viver é sonhar, planejar, chegar lá e continuar!

Aprendendo a começar a aceitar mais... sonhando, resgatando os sonhos de infância!

Pat Lins - sempre em nova fase.



sexta-feira, 1 de março de 2013

CAMINHOS DOS SONHOS


Refazer planos é sonhar todo dia. Algumas vezes, novos sonhos; outras, sonhos novos; outras, deixar alguns sonhos apenas como sonhos; outras, sonhos reais... 

Alterar metas, redefinir objetivos isso faz parte do processo, desde que o objetivo principal seja lembrado: ser feliz é amar e viver em paz! 

Construamos caminhos e os sonhos vêm, chegam, como as borboletas no jardim. Cultivemos nossa vida como quem cultiva um jardim, entendendo que para tudo tem um tempo e a natureza tem suas próprias Leis. Nós é que somos ignorantes. 

Pat Lins.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"A ORIGEM DOS GUARDIÕES" - FILME


Gente, que filme lindo! Que mensagem profunda levemente passada sobre a importância de se assumir responsabilidades na vida, sobre a importância dos sonhos e sobre a importância de encarar o medo como única maneira de vencê-lo.

Os personagens são representações perfeitas das qualidades que almejamos e, ainda assim, cometem seus erros.

Uma parte - dentre diversas - que me chamou atenção é quando Jack Frost percebe que os "guardiões" que fazem tanto pelas crianças, mal têm "tempo" para lidar e estar com elas, como nós adultos. O interessante é que todos eles já foram "humanos" e "crianças humanas". E, numa determinada cena, todos ficam sem saber o que fazer diante de uma criança, Jack fala: "É só uma criança. Ninguém aqui sabe como lidar com uma criança? O que vocês fazem diariamente?" e Papai Noel responde: "Eu passo o ano inteiro preparando presentes para elas...". E fica no ar o "e ninguém tem tempo para acompanhar uma criança ou ver o que fazem e gostam...". Isso me lembrou a nós, mães e pais. A gente cresce e esquece que foi criança e, pior, a gente esquece de entender que para a criança tudo é só diversão e brincadeira e, dentro desse mundo lúdico é que vamos estabelecendo o limite diário de viver e honrar com os compromissos. Pior, passamos nosso tempo a reclamar da falta de tempo e nos dedicamos ao trabalho e estresse como detentores da maior parte do nosso tempo. E comprometemos os tempo com nossos filhos...  O Jack Frost se mantém com a mente e as atitudes infantis, egocêntrico, brincalhão, irresponsável... só quer se divertir. Durante a aventura ele vai  crescendo. Nessa cena, ele mostra que equilíbrio é saber se divertir na vida sem deixar de honrar nossos compromissos de "guardiões" de alguma criança.

Eu tenho uma amiga que me diz que limite faz parte da vida. Nós não temos que impor a uma criança, nós temos é que saber o que fazer, fazer e isso, por si só já estabelece o limite. Depois aprofundo mais sobre esse pensamento super bacana de uma pessoa admirável, que é Morgana Gazel.

Voltando ao filme, cada personagem vem como uma mensagem forte. Sandman - o guardião dos sonhos -, junto com a Fada do Dente - guardiã das lembranças -, remetem à importância de se entender que as lembranças - contidas nos dentes de leite, marco da passagem da nossa primeira infância para as mudanças que ficarão enraizadas - nos ajudam a crescer e que os sonhos nos levam ao futuro. Papai Noel nos faz entender a importância da fé, de se ver o bem em tudo e acreditar, acreditar e acreditar no melhor, sem limitar a imaginação. O Coelhão é fabuloso! Com aquele jeitão rude, mostra o lado de que até os destemidos temem algo. Ele teme o ar, o voar. Para ele tem que ser pé no chão. Ele fala de esperança. 

Jack Frost passa o filme a se questionar e nos levar a questão da descoberta e do quanto é importante sabermos quem fomos e como agimos para entrarmos no caminho de descobrirmos QUEM SOMOS. Como ele não tem lembranças, vive impulsiva e irresponsavelmente o presente, sem noção do que vem a ser responsabilidade pelos atos e suas consequências. Ele me lembra a cada um de nós, no processo de busca e ignorância e que, em determinados momentos da vida, somos chamados à responsabilidade.  Assim é esse ser encantador que nem sabe o que está buscando e não entende porque se sente tão só e ninguém o enxerga. 

Todos temos um bom motivo para estarmos aqui, vivos e vivendo. A importância de entendermos e conhecermos o nosso cerne, a parte mais íntima do nosso ser. Papai Noel adverte isso, quando mostra suas diversas facetas/personas numa diálogo/questionamento com Jack, para entender o que ele tem de especial para ser um "guardião". É preciso olhar para trás, olhar para nossa origem. Eu chamo isso de olhar a nossa essência, escutar a voz da alma, a voz interior. 

Muita coisa eu "viajei" no filme. Vi que o medo só entra através das nossas sombras. Ele domina porque tememos, inclusive, o medo de aceitarmos quem somos. Nem posso abrir muito o que percebi, senão, conto o filme. Deixa ele sair de cartaz que conto minhas viagens legais como mãe e como pessoa, antes de tudo. Mas, o poder do sonho foi fabuloso! E lembrar que alimentar a fé, a esperança, as boas lembranças da infância pode salvar o mundo das sombras que tentam imperar. Se houver uma "luzinha" em meio ao breu, uma única pessoa que acredite, essa pessoa pode levar luz aos demais. Isso me remeteu a Jesus. O filme não faz apologia religiosa, e chamam o que chamamos de Deus de "Homem da Lua", pois ele brilha em meio à escuridão - isso eu que entendi assim. Muito bacana porque mostra Papai Noel como um ex-humano que aceitou a sua "condição" - oriunda em seu cerne - de seguir servindo ao próximo com aquilo que tem em si de mais nobre: a força de sempre acreditar; o poder da fé inabalável! - Ops! Se é FÉ, deve ser inabalável... o que abala não é fé. Legal que mostra a importância de aceitarmos nossas "condições", nossas "missões" de Vida para, enfim, sermos felizes, mesmo diante da morte - o que aconteceu com cada um deles, até se tornarem "guardiões imortais". 

O filme fala de escolhas, de liberdade, de enfrentamento do medo como única maneira de vencermos, da importância de uma infância bem vivida, de tempo, de esperança, de fé, de lembranças e, acima de tudo, de sonhos! Ah, acima de tudo isso está o verdadeiro poder do AMOR. Todos os guardiões amam o que fazem. É como se só quando entendemos nossas missões de vida poderemos ser felizes e livres e essa liberdade é o AMOR a quem somos e ao próximo! É a CONSCIÊNCIA. 

Por isso que Sandman é o meu favorito! Ele me lembra um sábio: inteligente; poucas palavras - aliás, ele não fala, mas, se comunica muito bem, mostrando que comunicação é saber o que dizer e expressar; é forte, mas não quer ser conhecido por força bruta e sim por força moral e doçura natural de quem já viveu muito e já não tem mais as amarras da vaidade; destemido, sem ser arrogante. Ele é "na dele". Como todo sábio, suas mensagens são claras para quem tem capacidade de entender, por isso o mundo dos sonhos, porque ele nos fala de e para uma dimensão nossa que não temos "domínio": o inconsciente. Este é que tem mais consciência de quem somos do que supomos sermos... Ele sabe lutar, mas, só usa dessa luta física quando estritamente necessária. É a questão do discernimento que os sábios têm, porque sua natureza é pacífica. Ele desmistifica esse estigma de que todo "bonzinho" é "bobo" ou ingênuo - no sentido pejorativo de quem se deixa enganar. Ele nos mostra que os sonhos nunca morrem, ainda que os pesadelos dominem, é o campo dos sonhos, basta transformar aquele sonho ruim em bom. 

Ah, fiquei encantada com o filme. Cada mensagem me parecia tão clara que quase escutava as falas não faladas. 

O medo tem medo, também. Isso eu comecei a perceber recentemente, após  maternidade. O medo teme ter que se encarar e ver que ele não existe e não precisa existir. O medo teme sumir. Se não tememos, ele não existe. 

Pedro aplaudia muito as cenas onde o medo perdia espaço. Parece que ele se identificou muito com o Jack Frost. Imagino que seja essa busca de toda criança em ser aceita como é. Com o caminhar, Frost entende que limite é importante e amadurece com a ajuda da Fadinha do Dente e do Papai Noel. Ele descobre que mais vale a pena lutar por um amigo do que poupar a própria vida. O filme, ao meu ver, fala da nossa luta diária, da nossa vida, dos nossos dilemas, das nossas dificuldades e desafios... fala de batalhas, de perdas e de ganhos. Fala do viver!

Ah, esse filme é recomendadíssimo e sem efeitos colaterais ou problemas com superdosagens. Vou ver de novo. E quando sair o DVD, adquirir. Esse é o tipo de filme lúdico que fala com a alma. 

Um filme infantil para adulto ver! 

Pat Lins

sábado, 8 de setembro de 2012

"A MORTE DO CISNE" - QUEBRANDO PARADIGMAS

Se tem uma coisa que todo mundo sabe é que o preconceito é algo nada bom! Assistindo ao vídeo abaixo, podemos ver o quanto nos deixamos levar pelas aparências, pela superficialidade e o quanto deixamos de acreditar no que vemos, por não aparentar que valha a pena. 

O potencial está acima de tudo isso. Está na relação de cada um consigo, com base na humildade de saber que está fazendo o seu melhor, naquele momento e na determinação de quem sabe que está fazendo aquilo que gosta, sabe e quer fazer!


Durante o vídeo a gente pode tirar várias lições. As que tirei para mim e registro aqui:

- Primeira observação: O corpo de júri já começa desdenhando do nome. Jurado é algo que por si só já impõe temor, desperta ansiedade de quem vai ser julgado e etc. Deveriam ser imparciais, mas já começam "detonando" o rapaz pelo nome: "John Lennon? Eu conheço alguém com esse nome - hahahaha..." ou "John, amigo do Paul, do Ringo...?". E o jovem rapaz, lá, parado - não estático de medo, mas, parado esperando a hora dele, com a maior calma e naturalidade. Reflexo da segurança de quem estava ali com uma VISÃO muito maior do que ser julgado pelos outros, que é o OBJETIVO de ser reconhecido pelo que sabe fazer e realizar o SONHO: "eu quero sim, ser artista e vim aqui propriamente por isso, para mostrar o que eu sei. A dança na minha vida significa muita coisa. Meu sonho dentro da dança é viajar pelo mundo... É ser conhecido!". Ele tem um sonho e se apresentar ali é apenas uma parte do caminho.

- Segunda observação: o preconceito. Muitas pessoas, quando estão num patamar de "juíz" não sabem lidar com o poder e a responsabilidade que ter o poder trás. Diante da condição de julgador, há de se ter extrema cautela, tato e maturidade para não interferir e nem emitir julgamento de valor - algo pessoal. Nesse caso, de pronto, quando perguntam o que ele vai apresentar, e ele fala, começam os dedos apontando e duvidando de que algo bom sairia dali: "Você veio aqui dançar?... Assim? Qual que é a idéia?". E ele se mantém: "Vim aqui dançar. Assim!". Simples assim, como é simples a postura de quem sabe de sua capacidade, acredita nela e  faz. E ele se mantém calmo, mesmo depois de ter que escutar: "espero que sua interpretação seja muito boa, porque o seu figurino, eu achei... nada a ver...". Um júri que tem como critério um julgamento de valor é imparcial? É justo? É neutro? Imagina o impacto na vida de quem é julgado por uma bomba detonando cada parte sua?

- Terceira observação: julgamento de valor. Avaliando pela aparência, duvidam do conhecimento que está na parte onde o julgamento prévio não vê e demonstram a incapacidade de poder ver além... toda a limitação, toda o engessamento de ficar preso a um paradigma. "Você conhece a versão original da 'morte do cisne'?", pergunta outro jurado. Ao que ele responde que sim e o jurado mantém a dúvida, desconsidera a resposta do jovem e meio que diz o que é "a morte do cisne" para ver se o rapaz "se enxerga". "Você sabe que é um cisne se debatendo até a morte e é feita por uma bailarina toda de branco, nas pontas dos pés... A versão original é essa!". A versão que ele se dispõe a apresentar é uma adaptação ao estilo de dança dele, ou seja, é saber como é o original e dizer: "isso eu não sei, mas, posso fazer assim, que terá a sua própria beleza". E isso me remete a pessoas que julgam o potencial do outro por si e "garantem" que não há nada a ser desenvolvido, porque aquela pessoa não "se encaixa" no perfil, sem, sequer, ter dado a OPORTUNIDADE  de permitir que a pessoa demonstre o que sabe e o que é CAPAZ de trazer, ainda que de uma maneira diferente. Recentemente passei por uma experiência desse tipo - relato no blog "Mães na Prática", depois relato aqui - onde a coordenação pedagógica da escola se limitou ao comportamento diferente e agitado do meu filho, mesmo diante de sugestões da psicóloga dele e da professora do nível mais avançado afirmarem que ele tem potencial para mais e ela dizia que "ele não tem potencial a ser desenvolvido...", portanto, nada fez. Quando a Diretora volta da licença maternidade, começa a colocar em prática atividades diferenciadas para trazê-lo ao grupo gradativamente e não impositivamente, lidando com a característica individual para chegar ao coletivo, em três dias ele rendeu o que não rendeu no primeiro semestre todo. Milagre? Não! Capacidade de não julgar e observar, ver, tentar e agir! Eu, do meu lado, também julguei essa coordenadora como incompetente, pelo que ela deixou aparecer dela, o pouco dela que ela deixou aparecer. Mas, ela deve ter lá seu potencial a ser desenvolvido. Julgar e condenar, sem tentar ou estar aberto para ver além é um perigo para quem está desprotegido. No caso do vídeo, o rapaz estava protegido por sua natureza calma, a segurança de saber o que queria fazer e a meta de alcançar seu sonho. No caso do meu filho, não... se não fosse a professora do grupo mais avançado "enxergar" Pedro, ele estaria repetindo o grupo atual e estaria estagnado, porque a pessoa responsável foi incapaz de se esforçar e escutar as opiniões da psicóloga dele e da professora do grupo avançado. Não era ter que ver qualquer coisa, mas, ver que algo mais precisava ser feito e que as diferenças exigem um olhar diferente! 

- Quarta observação: a verdade está aí para quem quiser olhar e ver. Ninguém precisa convencer ninguém da verdade, ela É! Como eles tinham que permitir - eu, julgando aqui... duvido que se tivessem opção eles permitissem ver... quanto agem assim, fechando as portas antes de abrir? - eles foram pegos de surpresa! Surpreenderam-se, assim como a professora do meu filho se surpreendeu com o desenvolvimento dele em poucos dias e como os colegas dele dão esse feedback em relação ao comportamento dele, também. Ainda assim, no vídeo, eles mantêm a chama da dúvida: "de quem é essa coreografia?". O rapaz, agora, elogiado, cultuado... por milagre, passou a ser um "ícone" de algo a ser admirado, responde, sem a menor afetação, com a maior humildade que só os sábios têm e responde: "é minha". Simples assim!

- Quinta observação: não importa quem está julgando. Nós precisamos ter consciência de quem somos e o que queremos fazer. Antes de tudo, o que queremos atingir: qual o nosso sonho? Esse é o ponto de partida, senão, para qualquer lugar que se vá, não fará diferença, porque nem se sabe onde quer chegar. Isso requer muito de auto-avaliação, de auto-busca, de quebra de paradigma constante. Não me refiro a revolta, nem a insistir em algo que não é para ser... Já vi casos de mães que precisavam deixar a criança repetir o ano e brigarem com a escola... muito mais por não saberem lidar do que por ter algo que via e ia lutar por aquilo. Não ajudaram as crianças, estimulando o desenvolvimento, apenas deram um jeito de a criança se amparar no superficial. Não houve vitória, houve um agravante. Como se desenvolve essa criança hoje? E amanhã, sozinha, quem a ajudará? Quem fará por ela aquilo que não pode fazer e ninguém ensina?  Uma coisa é lutar pelo desenvolvimento, outra, é ter orgulho ferido, vergonha e vaidade. Eu me refiro ao trabalho contínuo de entender, ver, aceitar, investigar, questionar e sempre, sempre, tentar algo novo e diferente, com um OBJETIVO. Senão, não terá o que alcançar. Foi como uma pessoa me disse: "não dá para ensinar uma pessoa a nadar numa pista de corrida.". É acreditar e se dedicar a algo, não apenas negar e reagir negativamente.

Sejamos mais! Façamos mais! Façamos sempre o melhor que há em nós, não melhor do que o outro. Ninguém veio a esse mundo competir para ver quem chega primeiro ao céu, veio? 

Portanto, plantemos boas sementes! Reguemos, porque elas não se regam só. Cuidemos do jardim, porque o mais belo jardim e a terra mais fértil, também tem erva daninha... A vitória não é um ato isolado, são momentos onde conseguimos ver sentido em nossa existência. Aí, sim, quebramos os paradigmas que nos impõem a viver numa sociedade normótica e doentia.

Pat Lins.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

4 ANOS DO BLOG!!!! QUAL É O SEU SONHO?


Gente, estou muito feliz! 4 AAAANNNNOOOSSSS! Este cantinho está completando 4 anos!

Cada ano ele teve um foco. Em geral, relacionado ao que passava e precisava me organizar. 

O primeiro ano foi cheio de dor. Muito sofrimento, angústia... medos intermináveis. Culpas e culpados. Daí, aquilo já estava me cansando... começava a não fazer mais sentido aquele lugar de vítima. Começava a querer reagir. O segundo e terceiro anos foram essa fase de sacudir geral. Do ano passado para cá, o quarto ano, comecei  a me libertar de muita coisa. E assim, mês a mês fui escrevendo e parando e refletindo e agindo e seguindo e vivendo. Hoje, contabilizando. Contabilizei que nossas vidas não são curtas ou longas, são nossas vidas e se não a aproveitarmos, se não a vivermos a cada dia, ela passa sem que a gente perceba, se veja, se sinta. E aí, vamos embora, junto com o Tempo. 

Aos poucos, fui me voltando para "QUEM SOU EU?" e fui me voltando para mim. E o ano passado foi de muito questionamento, levantamento de pensamentos/reflexões.

Este ano, após ter mexido em "QUEM EU SOU?", emerge "QUAL O MEU SONHO?". Quais as minhas metas? E, decido fazer um MBA em Psicologia Organizacional. Um desejo antigo e, hoje, vi, na prática, que a distância entre querer e conseguir é FAZER. Não teve jeito... só agindo. Só indo. Fui. Estou. Lá, me deparo com novas pessoas, novos mundos, novas histórias... tudo novidade. Gente muito bacana. Algumas aulas parecem falar comigo e de mim... É como se tudo que escrevo e questiono aqui, fosse parar em sala de aula. Sempre acreditei que tudo passa do pessoal para o profissional. Não existe profissional sem um ser humano por trás. O saber lidar com isso faz diferença. 

Foi numa dessas aulas que nos foi perguntado: "QUAL SEU SONHO?". E, lá estava eu, refletindo. Quebra de modelos mentais, atitudes e comunicação. Entendi que estou realizando um sonho que tracei na adolescência. Estou percebendo que quando a gente se abre para o processo natural da Vida, o Tempo toma as rédeas e organiza as coisas como têm que ser. É meio assim: se a gente permitir, de tudo a Natureza da conta. O processo natural da vida é VIVER os SONHOS. Alguns sonhos fazem parte da utopia, do nosso mundo de fantasia, mesmo. Outros, são metas que traçamos e esquecemos. Nossos sonhos de infância, pelo que posso perceber, estão muito ligados à nossa essência, portanto, nos direcionam à nossa vocação. Através de nossas características pessoais, quando crianças, sabemos o que "devemos ser quando crescer": SER HUMANO. Mesmo assim, sabemos onde esse ser humano deve trabalhar. Criança sabe e encara o trabalho como algo que dignifica o homem. Bonito, isso, né não?! Daí, hoje, vejo fazendo parte do caminho que sonhei. Preciso ainda (re)acreditar que esse sonho não se tratava de um sonho a ser sonhado e sim de uma meta a ser vivida. Aliás, falo "sonho" porque todos convergem em UM. Cada caminho que adentro faz parte do caminho que vai me levar ao caminho que quero e devo seguir. Por isso que perdi a pressa e a culpa. Hoje, sigo em paz. Me agito em alguns momentos e me apaziguo. Preciso fazer algumas coisas no caminho - o que também faz parte. E preciso, nesse tempo, ir me alimentando de FORÇA e CORAGEM, para desenvolver DISCIPLINA e DETERMINAÇÃO. Na adolescência, tracei um plano: vou estudar Comunicação, por dar mais "status" e, depois, estudo psicologia, que "era" meu maior sonho. Quando criança, sonhava em ser professora e escritora. 

Durante minha vida adulta, a única cosia que fazia era estudar e trabalhar com Comunicação. Nunca me "fez a cabeça". Sei que tenho um talento muito grande para essa área. Tenho um bom feeling e expertise. Viajo, mas, me centro num bom conceito que está onde ninguém vê: no sonho do cliente. Eu gosto da sensação de captar o que o cliente quer passar e não o que ele está dizendo que quer fazer. Alio as duas coisas. Mas, não passava disso: satisfação pessoal por fazer sempre um trabalho de muito bom para cima. Gosto de fazer o que é preciso. Se é para fazer, façamos. Infelizmente, nem todo mundo entende e muitos acabavam encarando como "concorrência", como se eu almejasse cargos mais altos, ou, os cargos dessas pessoas. Nada disso: era o meu trabalho. Eu entendo trabalho como isso: o que precisa e deve ser feito e fazer. Simples assim! 

Depois que meu filho nasceu, não conseguia nem me comunicar comigo mesma... Foi a hora de sacudir e fazer aquilo que faz sentido. Repetia diversas vezes - que os digam alguns amigos mais próximos que me ajudaram muito - "minha vida não tem sentido". E me olhavam estarrecidos: "você tem um filho lindo, um marido que é louco por você. Pai e mãe que estão sempre ao seu lado e te amam tanto. Amigos e família que nunca te deixam...". Mesmo assim, estava tudo muito bagunçado em mim. Ninguém entendia - muito menos eu... o que não me dava condições de me comunicar com clareza e eficácia - que em mim, tudo estava requerendo apenas uma reorganização vital. Eu estava numa fase de cruzamento de caminho. Tipo uma encruzilhada. Para onde ir agora? Entrei e saí de tantos caminhos. Fugi de tanta coisa. Hora de me encontrar! Foi esse o acordo que fiz com a Vida assim que nasci. Vida até que me deixou seguir, mas, quando quis realizar aquilo que estava lá no fundo dos meus sonhos - ser mãe - e que não admitia, chegou a hora de parir. Pari um filho e a mim mesma. Muitas vezes me sentia grávida de algo... de palavras que não saíam, de atitudes que não agia... de pensamentos que não pensava... de sentir o que não sentia. Desenvolvi um mega medo de ser eu mesma. Já havia me acomodado a ser quem eu havia me feito... Mudar de caminho me custaria muito esforço. Não tinha forças. Mas, a Vida e o Tempo chamaram Natureza como reforço e eis que aquilo que evitava que engravidasse - o anticoncepcional - começou a me trazer problemas... precisei parar de tomá-lo. Parei em dezembro e em janeiro engravidei. Detalhe: casei em novembro. Era uma mensagem: "acaba este ano a fuga, mocinha". Em janeiro, engravidei. Engraçado foi que eu estava achando que estava com problemas no estômago... depois de quase dois meses, a endócrino - fui até para a endócrino, acreditando que estava com disfunção hormonal - me pediu um BETA HCG. Coisa simples... Ela me disse: "faça, só por garantia". Porque eu dizia: "mas eu não estou grávida. Dizem que a gente sente uma coisa diferente...". Bom, e o que eu estava sentindo era "algo diferente": enjôos, mal estar... Tudo isso pode ser um sintoma muito geralzaão, mas, estava muito forte... Fiz o tal BETA. Chorava e ria mais do que outra coisa. Fui sozinha. Ninguém sabia. Mandei mensagem para o meu marido: "querido papai, não sei se sou menino ou menina, mas, já estou na barriga da mamãe...". Meu Deus, nem bem ele recebeu a mensagem, recebo a ligação e escuto os gritos: "uhu!uhu!uhu!". Isso tudo eu ainda estava no laboratório... não tinha pernas para andar. Tremia igual a... como é que o povo fala? Ai, meu Deus... tremia igual a... vara de bambu (é isso?). Mandei outra para minha mãe - que estava viajando - "vovó, não sei se sou menino ou menina, mas, já estou a caminho...". Pronto! Me liga minha mãe, segundos depois: "buábuábuá" e nem conseguia falar de tanta emoção! Ambiente ultra favorável! Pedro estava a caminho e em meio a muito amor! Me senti realizando um sonho que morria de medo de realizar. 

Pois é, quando Tempo e Vida chamaram Natureza, ela agiu. Eu precisava nascer de novo. Precisava parir e me parir. E foi o que aconteceu. Pari um sonho e abri meu caminho. Cheguei na tal encruzilhada. Teria que fazer escolhas sérias e reais. Teria que escolher: cair e voltar ou levantar, encarar, assumir, fortalecer, seguir e crescer fortalecendo. Bom... Bom... Bom... No início, como nada fazia sentido - imagine aquele prédio onde foi construído tudo certinho, mas, ninguém fazia a manutenção e os reparos necessários e, para piorar, ainda tiram uma coluna... Uma coluninha de nada... Pronto! Desaba! - assim, como estava sem sentido, em meio aos entulhos dos meus erros e fugas, a mim restava correr e enlouquecer - era o mais fácil e convidativo a fazer... - ou, parar, dar um tempo, deixar passar, diluir toda a amargura... se alimentar do que importa e seguir de onde parei. Voltei a ser criança, com um agravante: tinha uma criança que dependia de mim. Precisei lidar com o tempo de uma outra maneira... Em meio ao desespero e da falta de rumo, sentei e chorei.

Ali, em meio aos escombros, vi que abalou a vida de muita gente. Não vou entrar muito nesse detalhe porque foi/é muita coisa. E preciso chegar no "sonho". Aliás, já comecei, viu? Quando criança, eu sonhava em ter um filho lindo, inteligente e incomum... Não queria um filho igual a todo mundo! Pois é, veio Peu! Sonho sonhado. Sonho realizado! Como lidar com o incomum? Peu não é doente. O problema dele nem é problema, é ele: inteligência e cognição acima da média. Resultado: agitação em pessoa. Quem disse que realizar um sonho não tem trabalho? Tudo na vida é teste, prova... Pedro é meu maior sonho realizado. Um pedaço de mim fora de mim. Ele veio para me ensinar o que eu preciso entender: saber lidar com os outros como eles são. Tarefa pesadíssima para quem estava sem rumo. Tarefa pesadíssima por envolver as carências que afloraram das diversas pessoas ao redor e que faziam questão de me lembrar que "tinham muito cuidado comigo, porque eu estava doente" e tudo que fizeram foi me deixar mais doente e se adoentarem mais... Isso me fez ver que a maioria das pessoas é doente, é carente e requer cuidados simples de si para consigo mesmo. Mas, a doente era eu, porque estava com DPP e precisei de psiquiatra e psicólogo. Graças a Deus eu tive bons profissionais ao meu lado. Sem dinheiro, conseguimos tirar não foi leite de pedra, não, foi champagne do ar. Deus sabe o que passei e o que essas pessoas me fizeram passar. E o que essas pessoas passam em suas vidas até hoje. Enquanto eu optei - finalmente, chegou o dia em que tomei uma decisão! Fiz minha escolha! - por sair do buraco e entendi que estava na caverna escura - bem parecida, aliás, a mesma, que Platão descreve... - essas pessoas preferem acreditar que estão fazendo algo de bom... Eu fui em busca de consciência, de assumir que passava por uma fase difícil e queria entender, sem me fazer mais de vítima. Aprendo até hoje e tenho certeza de que vou aprender algo até o dia da minha morte. Depois daí, sabe Deus! Me questionava: "Deus, eu pedi que o Senhor me colocasse em meu caminho e é isso que o Senhor me dá?????". Era dureza! Era a realização de um sonho e o começo de uma nova era em minha vida. Mas, eu não encarava bem assim. Foi quando pus em prática, de novo, sem perceber, outro sonho. Chamava de escritoterapia. Comecei a escrever aqui. Pensei: se a leitura - bem como a repetição dessa leitura - de um conto de fadas pode nos ajudar a lidar com nossas emoções, imagina eu me lendo? Dei início a uma exposição que me assustava, mas, encarei e superei esse medo de "expor minhas idéias" a mim e aos diversos mundos que fossem ler. Não me paralisei. Comecei a escrever o "a dor só dói enquanto está doendo, depois passa!". Foi o primeiro nome deste blog. A escritoterapia é a realização - em parte - de outro sonho e a colocação em prática de uma vocação - há quem diga que é um talento... -, de um potencial que trago comigo desde criança, que é escrever. Eu me pari quando escrevi o primeiro texto neste cantinho. Por isso, aqui não é apenas um blog, é um cantinho virtual de e para reflexão. Hoje, entendo que é para quebra de certos modelos mentais que me aprisionaram durante alguns muitos anos.

Pois é, comecei a partir do que a minha criança sonhou: ser mãe e escritora - ainda não sou, mas, se um dia acreditar... quem sabe.

Hoje, pude ver uma linha, como se fosse um mapa - é um mapa! o mapa da minha trajetória - me mostrando que parei de onde queria tanto ter começado na fase adulta, mas, havia uma dívida minha com minha ordem "natural" de ser eu. Na fase final da adolescência foi que tracei a meta de estudar Comunicação, trabalhar, fazer nome no mercado... - oh, nem tudo sai como a gente pensa, se a gente não fizer, né? - e, depois, estudar psicologia e mudar o mundo! Bom, eu precisei foi mudar o meu mundo e entendi que só posso mudar ele mesmo! Fiz tanta coisa na área de Comunicação. Muito trabalho bacana. Trabalhos grandes, pequenos... chatos, legais... parcerias boas e péssimas. Entre mortos e feridos, salvei a minha pele. Não me sentia ali, mas, sabia que tudo que aprendi e vivi ainda me seria muito útil. E é! Uso em minha vida. Uso tudo que aprendi em cada nova função. Havia outro sonho de infância que fui "obrigada" pelos caminhos da vida a enfrentar: fui ser professora! A primeira experiência foi mais ou menos. Impossível agradar a todos e mais impossível ainda quando se quer despertar inteligência em vez de enxertar meus conhecimentos como verdade única. Os alunos não entenderam... falha de Comunicação minha ou falta de boa vontade deles? Uns gostaram, outros não. Estimular o hábito de leitura e de pesquisa é algo pesado para a massa. E massa, me parace, não gosta de usar a massa cinzenta... Deixei para lá. Voltei para Comunicação. Saí. Um grande amigo me trouxe outra oportunidade para lecionar. Tem uma professora dentro de mim que não quer ensinar o B - A = BÁSICO. Para mim, tem que ter brilho nos olhos, vontade de investigar se o que eu falo procede, se alguém pensa diferente... Poxa, dessa vez, tive sorte! Fui ensinar jovens. Antes, eram adultos. Cheios de "contaminação" do dia a dia. Como alguns me disseram: "professora, a senhora acha mesmo que a gente está aqui para aprender nada? A gente quer só o canudo...". Coisa boa para se escutar, né? Dessa vez, não. Eles não tinham ranço. Eles tinham o fogo da juventude e a inquietude de querer descobrir. Eles sabem que vivem em meu coração! Dei aula para aqueles jovens que não gostavam de Sociologia, porque achavam que era só teoria e coisa chata. Deixo que eles respondam sobre o que aprenderam.

Nesse "mapa da vida" que esse trio - Vida, Tempo e Natureza - me deram, estou vendo muito mais do que meus olhinhos conseguiram ver. Estou vendo que não houve essa de tempo perdido. Tem tempo a seguir. Tempo enquanto há tempo. Tempo para viver enquanto se está vivo. Uma pessoa me disse que queria acertar com os netos o que errou com os filhos. Eu apenas disse: "com os netos, os pais deles é que têm essa função, obrigação e compromisso. Com seus filhos é que você tem que se acertar. Se está aqui viva e eles, também, vai fundo.". Erro é a maneira de acertar que a gente tem quando tenta. O erro é quando a gente não consegue porque deixou de ver alguma coisa para acertar. O erro mostra esse ponto. A gente tem que parar de lamentar o que passou e fazer daqui para frente. Por isso, depois de 4 anos, o "a dor só dói enquanto está doendo" passou a se chamar "AQUI E AGORA". Porque só nesse tempo é tempo de melhorar ou corrigir algo.

Pois bem, com o mapa a minha frente, pedi ajuda ao trio e disse: Deus, que eu faça o que preciso e vim para fazer!

E foi numa aula de MBA - coisa totalmente voltada para o profissional - que vi que a pessoa realmente está a frente de tudo. Se o pessoal não aprender, o profissional será apenas uma capinha. Tem muito bom profissional que peca em relações sociais e pessoais. Trabalha bem, mas, a que custo para os outros, hein? Voltando, para não me desviar mais, nessa aula, a professora disse: "...devemos colocar os sonhos à nossa frente, onde podemos vê-lo e pudermos enxergar as oportunidades. Se ele ficar lá atrás, a gente nunca vai conseguir ver a oportunidade, porque não estamos vendo o que queremos...".

Me matricular nesse MBA foi entrar em mais um caminho para a realização do sonho. Talvez eu não queira ser psicóloga clínica, mas, eu tenho um sonho de trabalhar a eficácia de uma boa comunicação no ambiente de trabalho e de lembrar que todos os profissionais são seres humanos e como podemos lidar com isso de maneira equilibrada entre razão e emoção. Uma amiga me disse certa vez: "se há clareza, não há motivos para pedir desculpas". E isso me conduz em minhas relações. Na verdade, sempre conduziu. Sempre gostei de deixar minha postura bem clara. Uns gostavam, outros não. Eu não sabia lidar com os que não gostavam... Hoje, vejo que esse é meu maior sonho: dar ferramentas para que as pessoas entendam que sempre é tempo de acertar. "Se há vida, há esperança", né assim o ditado? Esse caminho que adentrei no dia que saí da encruzilhada tem seu peso, tem muita dificuldade, porque tenho que lidar com meus dilemas, com meus medos, com o sair da preguiça de ir além, com o fato de ter que encarar e acreditar que sou capaz... com o fato de que nem todo mundo me apóia e nem sabe como me apoiar... com a descrença que o mercado de trabalho nos joga... enfim, não é só um caminho de flores. É um caminho de construção. Caminho de (re)descoberta. Caminho de (auto)conhecimento. Parte do meu caminho. Parte do caminho que me conduz para o Caminho que quero e devo trilhar. Estou no caminho de fortalecer e limpar. Despertando minha vontade. Aprendendo novas lições. Quebrando com o gesso paralisante. Dando um passo de cada vez. Respirando. Seguindo. Indo.

Esse é meu maior dos maiores sonhos: sempre seguir! a Vida é dinâmica. Chegar lá é todo dia! É ver o que conseguimos mudar em situações pequenas e como isso acontece nas grandes.

O meu maior sonho é me realizar. É saber o que me realiza! Não quero ser escrava de que para me realizar eu tenha que lançar um livro. Mas, se descobri forças em mim e acreditar que sou capaz, por que não? É assim que estou vivendo. Sem a pressa e o medo do mundo acabar amanhã. Se estou fugindo da minha maior meta, paciência, nem tudo eu sou capaz de controlar em mim. Não me incomoda mais isso. Não quero fazer nada que não esteja preparada. E não acredito que cumprir a meta da alma possa ser possível sem preparo de vida, sem ego fortalecido. Se eu conseguir, maravilha! Senão, fica para a próxima. Pobre de mim? Quem sabe? O que eu sei, com relação à minha vida é que vou tentar. Uma coisa de cada vez. Será que nossos sonhos não merecem a chance de serem testados? Quem vai saber de mim mais do que eu? De fora, os outros têm a impressão, têm a sensação... veem em mim algo, um potencial, um algo que mostro e que não identifico... Quando recebo esse feedback do externo, o que faço, reflito, questiono. Deixo rolar em mim. Aos poucos, algo vai despertando. Existem coisas em nossos caminhos que não precisam comprovar tudo, apenas acontecem naturalmente. Mas, para Natureza agir e tudo acontecer naturalmente, deve-se haver uma semente lançada numa terra preparada. Depois, a determinação e a disciplina de regar á medida que se espera germinar e brotar. Os frutos só podem ser colhidos se plantados. Estou arando a terra para depois fazer a roça!

Pois é, nos últimos quase 6 anos, 4 estão aqui, mês a mês, traçando meu mapa. Me dando dados para monitoração. Alguns sonhos eu coloquei como meta. Só preciso me preparar para aceitar. E não exito em buscar ajuda. Graças a Deus, tenho tido muitas! Só eu entendo o que quero me dizer com cada pensamento. Cada um entende o que quiser, por relacionar com a própria vida. Isso que é bacana. As palavras, depois de escritas, deixam de ser minhas e passam a ser uma parte de mim, com vida própria, assim como meu filho. As palavras escritas e publicadas deixam de ser apenas minhas. Os pensamentos são nossos! Nossas trocas!

Não é só sonhar, é olhar o sonho e saber se ele vai ser uma meta ou uma fantasia.

Parabéns para nós, sonhadores de metas! E para os sonhadores de fantasias, também. Triste é quem nem sonha.

Pat Lins.

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