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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

ACORDA, BRASILEIRO!


Para quem ainda não entendeu... para quem ainda se acha mais esperto, digo que sou grata pela minha "burrice". Ao menos, sendo "burrinha", posso ver o que os espertos de plantão não estão vendo e me acabo de rir com as bizarrices ingênuas desse nosso povo - que sou eu e é você, goste ou não.

Lembremos que somos a "opinião pública" e isso oscila como a onda e a "media" surfa em cima de nós. É, bebé.

Quando manifestei aqui minha preocupação com a volta da ditadura, muita gente negligente com a própria inteligência, doidos por brigar por quem ganhou ou perdeu, apenas alimentou o que a manipulação quer: mostrar que aqui, do lado de cá da telinha, somos todos seguidores e servidores.

Houve uma jogada para ver se e o que colava... tipo: "vamos tirar quem não nos agrada e tacar o pau". Creiam, taca-se o pau em qualquer um que desvie 0,01 mm do jogo de interesse da mão invisível que nos guia - já falava Adam Smith, em outros tempos...

Em tudo que se é lançado, se é medido. Feedback é tudo. E viva minha formação e experiência profissional que me permitem ver, sem julgar os que não estão vendo, mas entender que, ainda assim, sou "burrinha". #prefiro

Pois é... não é interessante a ditadura militar voltar. Fato. Mas, sabe quem disse isso? O povo! O mesmo povo inteligente que foi às ruas pedir a volta da ditadura e a saída da "presidenta" - e, reafirmo, sou apartidária, por isso, me sinto neutra para falar o que observo de fora, sem rompantes emocionais como muita gente teve, mas, fazer o que? Gente é gente. - por se sentir empoderado pelos veículos de? "MASSA". O nome dos veículos de comunicação como Tv, Rádio... são VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA. E, sabe o motivo? Nós somos a massa. A massa é a opinião pública. Opinião pública é a representação de uma média de interesses de determinado grupo ou público que se tem interesse em atingir. Então, advogados, publicitários, jornalistas, RPs, contadores, médicos, enfermeiros, garis, desempregados e etc, você, eu e qualquer um faz parte de algum grupo e nossa opinião conta, só que não. Pois é, nós mesmos somos brucutus. Gritamos, em hora de raiva o que pode nos destruir... Interessante, estamos sendo muito bem mensurados e muito bem manipulados. Meu medo "passou" - sim, entre aspas... Não é de interesse dos veículos de comunicação, bem como não deveria ser da população tão inteligente, que a ditadura militar voltasse. Mas, houve divulgação e imagens subliminares em fotos e vídeos, para testar quem estava atento e se era uma tendência. Perigo!

O que realmente conta e interessa é invisível aos nosso olhos. O que é essencial para uns é pura jogada ou descarte para outros.

Eu? Fico aqui sossegada, vendo no que vai dar. Gritar, bradar... isso só faz alimentar o monstro que nem sabemos onde está. Relaxem! Com relação a política, está tudo certo... para e entre eles - leia-se políticos e grupo de interesse. E só! Nossa opinião? Banquete!

Então, meus povo e minha pova, digam ao povo que digo! Vejam. Percebam as mudanças de discurso. Mudam o discurso e mantêm o comportamento... Percebam as jogadas. Rombo na Petrobrás, rombo na Previdência... só "vaza" o que é "vazável". E isso, posso falar com meu senso crítico pouco aguçado, pois devo ser muito burrinha - e como já disse #prefiro - fica de lição para as próximas eleições: não importa para quem vai o seu voto, o Brasil tem dono e esse dono deve ser uma caipora ou algo assim, muito bem firmado no parlamento, nas câmaras - que nem são frigoríficas para armazenar as carnes boas e de qualidade friboi... ou não... quem sabe...? -, no senado, no gabinete do presidente - ou presidenta... - o título não importa, o que importa é o pecado da carne! Não importa quem entre ou saia, vai receber a galinha pulando, sim e vai sair com fama, se não comer direitinho. Tem um negócio lá dentro onde está tudo pronto e ponto. E a gente aqui, "é Dilma! Corrupta!" ou, como há anos: "Xô, FHC!" ou "Fora, Collor!" ou "Sarney, ladrão!" ou "Itamar topetudo"... E ninguém aprende. Ninguém quer ver que se trata de algo muito maior. O gigante que tanto clamamos ainda adormece, porque o gigante vivo está lá. Lá dentro de Brasília acima de qualquer um que ali entrar. O que acontece não para. os rombos e roubos são de agora? Vai surgir algum herói para frear isso tudo? Sim! Agora a Suíça repensa seu HÁBITO conhecido mundialmente de ser "neutra". Hum... Bacana. Só que não... Desconfio de boas ações desse porte. E não sou incrédula... sou apenas burrinha. #prefiro

Pois é, irmãos e irmãs, companheiros, brasileiros... a nós cabe continuar o diálogo - conversa, troca... aquilo que se faz quando há respeito às diversas formas de pensar, chamadas de opiniões, dentro de um mesmo grupo. Olha que legal: há divergência, inclusive, nos mesmo grupo, ou seja, a opinião pública é unânime? Hum... Sei. Aliás, sei não.

A cada um de nós cabe a saúde de brindar as trocas. A cada um de nós cabe debater, expressar. Todos temos esse direito. TODOS temos o mesmo direito. Todos temos deveres, também. Ah! Esqueci... ninguém quer exercer os deveres, né isso?

Pois, meu alerta vai para o PAREM COM AS GUERRAS, estão atirando num igual. Aqui ninguém sabe mais do que o outro. Você aí só sabe o que vê nos canais que tem mais afinidade. Simmmm! Cada um de nós só acompanha pelos canais e grupos afins. Por isso que clamo a troca, saber que cada grupo afim tem um canal que te procura e te quer e te chama e te seduz e te induz. Sacou? "Do lado que estiver, ali estarei!", dizem os seres invisíveis que já tomaram corpo e forma e avolumam mais e mais a cada dia. Enquanto você briga por quem rouba mais que quem, os roubos não param e a gente nem vê quem está roubando, mesmo... A gente sabe e tem certeza que está sendo roubado. E a polícia já nos orienta: não reajam!

No caso do nosso país, reação a que? Precisamos agir. Mas como? Pensando. Respeitando. Debatendo - sem bater. Trocando informações. Crescendo como pessoas. Firmando bons valores - não os procure na mídia... emoção de propaganda de Natal e comercial de margarina, gente... e olha que amo a minha área, mas reconheço que há uma crise de identidade. Pois é, brasileiros! Para mudar o Brasil e acordar o gigante salvador da Pátria, só em união! União não quer dizer todo mundo pensando igual, mas todo mundo pensando e respeitando os que pensam diferente. O meio é sempre o melhor caminho: nem a minha opinião, nem a sua... a NOSSA!

O Brasil só muda quando eu e você mudarmos para melhor. Até lá, tudo igual como dantes, no quartel de Abrantes.

O gigante adormecido é o povo brasileiro UNIDO!

É a união que faz a força e concretiza a vitória. Fica a dica: é preciso ordem para se alcançar o progresso!

Pat Lins 


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O SEGREDO DO AMOR

Imagem: Facebook: Melhore com a saúde
Que o amor não tem segredo, muitos de nós até já sabe. 

Que o mistério que envolve o que vem a ser o amor está em nossa dificuldade de amar, a gente também já sabe. 

Mas, quem aprisionou o amor na deturpação do que é o amor?

Quem começou eu não sei... mas que o egoísmo, a carência, a dificuldade em se aceitar, a falta de respeito pelo outro, as cobranças, o julgamento, os rótulos, o orgulho, a vaidade, a arrogância e outras emoções negativas e destrutivas o mantêm preso e esquecido, ah, sim, isso eu sei!

Num trabalho muito bacana com minha querida Graça Soares, falávamos e vivenciávamos exercícios sobre o equilíbrio entre o dar e o receber, algumas pessoas colocavam o amor como exemplo teórico, onde quanto mais damos, mais temos. Isso despertou uma conversa mais profunda, onde entendemos que não sabemos amar, pois, quanto mais damos, mais enviamos a fatura, cobrando, junto... Resumindo, Graça, brilhantemente nos disse:

"Amar não é gostar; o amor é energia de atração, 

é energia que une e mantém."

E foi o suficiente para nos fazer calar as vozes mentais e orais, com calma e tranquilidade e nos abrimos para a reflexão... Ainda estou no processo racional, muito mental... é minha mente lógica que adora fazer isso. Mas, estou me deixando envolver por esse pensamento que me tocou. Me inquietou. Em algum momento alcançarei o êxtase da epifania. Não estou com pressa... o processo de mudarmos a maneira de pensar requer tempo.

Tudo na vida requer o tempo de agir, de descansar, de plantar, de pensar... é o rodízio, como na agricultura, em respeito à terra e as limitações nutritivas. É o tempo de ser de cada coisa. E toda mudança - principalmente, em casos de quebra de paradigmas; de desconstruções desses arquétipos vulgares que nos condicionamos com tanto prazer e dedicação; de elevação de padrão de pensamento e ação - requer seu tempo, também. Aqui e agora a gente pode começar a ver, depois, se coloca em estado de vigilância - "orai e vigiai", já dizia Jesus - e vai andando, caminhando e seguindo o rumo de volta à vida, a cada dia, um passo.

Então, não poupemos amor! Amemos-nos! Assim, com certeza, saberemos doar o amor. Nesse caso, se dando, se recebe e é capaz de dar, sem esperar receber!

Leiamos a frase muitas e muitas vezes! Para vermos que é simples, sem mistério e sem segredo. O amor é livre e libertador... se a gente tem a "necessidade" de ter o ser amado grudado em nós, é carência e cobrança... Vigiemos mais! Cuidemos mais da saúde das nossas emoções. Sem medo de ser feliz!

Pat Lins.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

INDO

A gente espera tanto "chegar lá" que nem percebe quando está indo ou está parado.

Cada dia que passa, mais vejo que coisas acontecem o tempo inteiro. Que uma fase é sempre passageira, mesmo assim, isso não quer dizer que tenha que passar rápido. Tudo tem seu tempo. E a gente o nosso: ainda que seja o tempo da ansiedade. Equilibrá-los é o desafio.

Queremos demais e muita coisa em momentos que não são para ser. Simplesmente, não são.

A vida é troca e vínculo é algo naturalmente estabelecido, não requer "hora marcada", vem e é parte de um tempo próprio: É. Simplesmente, é. As coisas são. Pode ser que não devessem ser, mas, a fizemos serem assim, então, assumamos as consequências e mudemos. Se já não é mais como era, das duas uma: ou não era ou é um sinal de alerta, do tipo "vamos corrigir?".

Temos muito a aprender. Mas, indo. Indo num ritmo legal, sem pressa. O problema é que nosso tempo de ansiedade e carência ficam se misturando com o que tem que ser e nos confunde. E a gente nem vê. E a gente se dói, porque quer acreditar que faz o melhor e o outro não reconhece. Se esperamos reconhecimento do outro, ainda não é, ainda não somos o que acreditamos ser... Se somos, somos, já é. Só um ponto para reflexão, mesmo.

Eu estou indo em meu tempo. Cada um no seu. Não cobro de ninguém que se acelere, mas, aviso: NO MEU, NÃO TENTE INTERFERIR. AQUI, SÓ OS ESCOLHIDOS PELO VÍNCULO NATURAL. NO MAIS, DAÍ PARA TRÁS! 

Estar indo é ir. Ser, é. É tudo muito simples. A gente é que trata de confundir e depois não sabe mais voltar, daí, vai indo em uma direção qualquer, afirmando estar fazendo seu melhor, quando está fazendo qualquer coisa, só para não fazer o que tem para fazer... 

É isso... eu estou indo. Libertando aqueles que condeno, porque, estou aprendendo que ninguém é culpado de nada. Ratificando em mim a importância dos vínculos - os elos naturais - porque isso é natural, apenas vem. E quando a gente está indo, a gente se encontra no caminho de quem está indo no seu. Quem quer atravessar a linha e criar um movimento antinatural, restaure-se, em primeiro lugar, e siga, indo em seu caminho. O tempo vai passar, mas, e daí? O Tempo certo é que importa. Se a gente não soube usar devidamente o tempo que tivemos, que a experiência nos guie e nos leve para um tempo onde se possa resolver com calma e sem medo de morrer antes de resolver. O tempo passa, passou, mas, sigamos em frente. Tempos novos surgem. Se o laço é real, ainda que tenha afrouxado, ele existe e o vínculo natural restaura. Agora, tudo ao seu tempo. Se já perdeu um tempo que passou, deixa o tempo que chega trazer a inovação. Repetir o erro é que é burrice, não o errar. 

Seguir e ir indo requer leveza. Falar em leveza e carregar densidade não transforma nada... apenas carrega no peso e dói.

Se quer, permita que seja. Se não for, não soframos, nem forcemos, sigamos. Se tiver que ser, será. O medo de não ter mais tempo é fruto da nossa imaginação. O sofrimento é, muitas vezes, decorrente dessa nossa mania de dificultar e aceitar o "como é", "como está", e ainda, o "por quê está?". Daí, brigamos com o tempo e com as pessoas que ou nos ou se afastaram. O tempo se incumbe de muita coisa. Ele leva, ele trás. O que é fica, mesmo que a distância física leve para longe e o tempo cotidiano não dê tempo de ver com a mesma frequência. Mesmo assim, o que é, fica. Só vai o que não era para ser. Então, se o Tempo é sábio, para quê sofrer? Aprendamos. Isso é aprender a viver. Vivamos, só assim é possível ser.

Sejamos. Estou indo... seguindo o meu caminho, não o de ninguém. Vá, vá indo, seguindo o seu caminho, não o de ninguém. A gente pode ou não se encontrar. É a vida. A vida de cada um. A minha. A sua, A de todos nós. A deles. 

Pat Lins.

sábado, 11 de agosto de 2012

CONSTRUÇÃO DE VÍNCULOS

"TODO VÍNCULO NATURAL É UM ELO VIVO E INFINITO!" Pat Lins
Muita gente, hoje em dia e desde que me entendo por gente, "força a barra" para estreitar os laços com alguém, como se isso fosse "construção de vínculo".

Para mim, a construção dos vínculos é algo natural e espontâneo, com base em afinidades naturais e espontâneas. Não vejo o menor sentido em se unir - ou, manter-se unido - a alguém com quem não temos a menor afinidade e vivemos em clima de tensão, "pisando em ovos" e etc. Não falo isso de uma maneira fria, mas, para mim, isso é uma questão de ser "óbvio". E não limito aqui a afinidades do tipo: "eu gosto de verde e ele(a) de azul... então, a gente não combina..." ou "eu gosto de verde e ele(a) também, então, combinamos em tudo!". Não se trata de gostos pontuais e circunstanciais. Todas as cores combinam, de alguma maneira. Unidas, formam um ambiente colorido e vivo. Só que têm cores que chocam com outras... Enfim, não é essa a questão, me refiro a afinidade num sentido mais amplo, onde envolva uma compreensão natural do outro, que gera uma boa base para paciência e tolerância, pois, por mais "afinidade - como gostos iguais" que se tenha com alguém, as diferenças existem - e muitas. A afinidade que me refiro é algo tipo um "elo natural". Aquele laço que você pode ficar sem ver a pessoa por bastante tempo, sente saudade, mas, não há cobrança, nem aquele tom: "Quando é que vamos nos ver? Faz tempo que não nos vemos, nem nos falamos...". Tem gente que não tenho esse vínculo construído, e que me fazem esse tipo de cobrança... Pessoas com quem não tenho afinidade alguma, apenas gosto um pouco e, de certa maneira, fazem parte do meu grupo social - ah, grupo social envolve ambientes sociais, que estão ligados a  família, amigos, escola, bairro, religião, trabalho... etc. Por mais que escolhamos viver e expandir horizontes, já fazemos parte desses grupos. - onde não temos esse elo de ligação forte - ao menos, eu não tenho - e, natural e espontaneamente, não há um motivo que nos conduza a um estreitamento de laços, por não haver laços... Nesse sentido, falo de construção de vínculos mais profundos, que unem almas. Isso não é deixar de gostar e/ou conviver eventualmente com essas pessoas, mas, um laço - vamos reforçar com "forte" - não existe.

Tenho muitas pessoas especiais na vida. Muitas com as quais tenho vínculos estreitos, profundos e fortíssimos, entretanto, temos dificuldade em nos encontrarmos, por uma simples questão: rotina. Mas, os vínculos não afrouxam com essa distância, eu tenho a sensação de que ficam ainda mais fortes. Um vínculo precisa de algum tipo de manutenção, o que requer esforço: não dá para nos vermos com frequência, mas, com frequência nos falamos, seja por telefone, e-mail ou sinal de fumaça. Ou, simplesmente, pela força do pensamento, pelo carinho sincero que emana do coração. CORAÇÃO - eis o a origem, o meio e o sentido de cada vínculo: empatias, simpatias, afinidades... Ele faz parte. É muito mais uma questão de sentir do que de criar. Um vínculo forçado não é um vínculo profundo é uma relação de convivência.

Os vínculos são respeitosos de natureza. Não sei explicar bem sobre isso... é algo do tipo sem explicação e que existe, mesmo que não saibamos como lidar. Um vínculo é sincero, é, como já falei, natural e espontâneo, apenas É. Não se força; não se cobra; não se inventa. Ou é ou não é.

Os vínculos, mesmo sendo, requerem manutenção. Não basta ter, tem que regar, porque eles podem se desfazer. Um carinho pode ficar, porque todo vínculo verdadeiro tem base em uma união de sentimento forte e nobre, assim, o sentimento fica, ainda que a relação seja abalada - somos humanos, não somos?! E nem sempre sabemos agir da melhor maneira e isso pode ser confundido com um abalo no vínculo... mas, não quer dizer que quebre. Um afastamento temporário pode se fazer necessário, dando-se um tempo para que as coisas sejam revistas e avaliadas, ponderadas, etc.

Um elo forte, ainda que abalado por diversas situações e/ou circunstâncias pontuais - vamos nos lembrar que as diferenças também são reais e o saber lidar com elas é que mantém esse vínculo mais firme ou mais frouxo, por isso que separo os sentimentos dos vínculos, nesses casos, porque o vínculo pode ser abalado por algo, mas, mesmo com algum tipo de sentimento de afastamento, o sentimento que une fica martelando e dizendo: "ainda gosto de fulano, só não quero mais o vínculo..." - pode enfraquecer. Só o bom senso e a nobreza e firmeza de caráter é que podem dar o "veredicto", que, em se tratando da dinâmica da vida, não necessariamente pode ser final, tudo é fluído, tudo é possível de se transformar e se manter...

Para uma melhor construção dos nossos vínculos, construamos vínculos mais fortes conosco mesmo. No dia em que entendermos que tudo parte do nosso mundo interior para o mundos dos mundos no exterior, aí sim, assumiremos as responsabilidades por nós mesmos e nossas ações e teremos mais capacidade de entrar no mundo da sabedoria - mundo esse que nos afastamos tanto... Muitos de nós confunde inteligência com acúmulo de informação ou com desenvolvimento de intelecto. A inteligência, para mim, é saber o que sabe e saber o fazer com o que sabe, na prática. E sabedoria é saber que nada precisa ser levado a ferro e fogo e que perdão não precisa existir se houver clareza e não houver julgamentos, condenações, orgulho, vaidade e melindres. Estes sim, são os algozes gerados por nós mesmos e que abalam qualquer tipo de vínculo, de união, de relação. De nada adianta reunir aquilo onde não há abertura das partes envolvidas. Quando razão e emoção se enfrentam, não há meio... há extremos opostos. Quando se tenta equilibrar razão e emoção, aí sim, há meio, há uma intersecção que una os opostos, há um ponto de encontro. É desse ponto que todos fugimos. Nesse ponto, muito de nós é necessário estar presente... e poucos de nós se permite ser quem se é e não teme o julgamento alheio.

Eu gosto de estar aberta e receptiva, mas, não confundam isso com permissividade... é necessário um elo natural e espontâneo. O que não vem com esses requisitos, apenas gravitam na mesma galáxia, mas, não faz parte do meu mundo de vínculos, faz parte do meu ambiente social e, assim, das minhas relações sociais.

Enfim, estreitemos mais os nossos vínculos com amor e sem medo de ser feliz! Desde que haja um movimento natural e espontâneo, sem "forçar a barra". Não adianta manipular encontros, assim, se não sabemos como manter os vínculos e manipulamos os encontros, alimentamos o distanciamento íntimo. Pode até se ver e estar junto com frequência, mas, sem o elo de ligação, apenas, estar, não É.

Pat Lins.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"EU NÃO QUIS ME APRISIONAR, POR ISSO NÃO CASEI..."

No salão de beleza a gente ouve é coisa, viu? Mas, não vou render muito... Nesse caso, uma senhora, aparentava ter seus 50 e poucos anos, bem conservada, porém, meio sem graça... - eu sei, sou cruel... risos - falava - melhor, gritava... risos: "Eu que nunca quis me aprisionar, por isso não casei! Não tem coisa melhor do que minha liberdade.". Normalmente, eu injeto um levantar de questão, né - diferente de polêmica... esta não têm um propósito bem definido a não ser o de atrapalhar, dificultar a compreensão de novas idéias, fora a falta de respeito que carrega, por não aceitar opinião contrária... - mas, nesse dia me calei e disse a mim mesma: vou colocar essa questão lá no blog:

CASAMENTO É PRISÃO?

Por que tanta referência ruim com relação ao casamento? Por que tanta expectativa em se casar? Por que tanta coisa em cima de algo que é opcional? 

Não entendo porquê as pessoas precisam criar caso com tudo... Uma relação interpessoal é difícil porque, simplesmente, a maioria de nós não está preparado para entrar numa relação a dois de maneira madura e saudável! Respeitando o papel de cada um na relação - não falo de machismo ou feminismo, mas, de diferenças factuais e semelhanças necessárias. Onde as diferenças precisam ser complementares. - e sabendo que papel é esse!

O pior de tudo é que na verdade, ao meu ver, nós não estamos preparados para assumirmos algo além de nós mesmos. Isso cabe para relação amorosa, de trabalho, entre pais/mães e filhos... Saber lidar com o outro perpassa por nós.

Aha! O segredo de qualquer relação é: EU. Não eu, Patricia, apenas. O EU de cada um. O indivíduo enquanto ser individual. Se eu não sei lidar comigo, nem sem quem sou ou a que vim... o que posso viver em relação ao outro?

A prisão é interna. Travamos brigas e embates internos a vida inteira. Até o que negamos dentro de nós é através de uma briga - uma batalha para não assumirmos-nos a nós mesmos! 

A senhora do salão, deu um pequeno fora e demonstrou sua frustração pessoal e que interesse maior: "eu, vou querer homem pobre? Se for para casar, só com homem rico e velho, perto de 'bater as botas', porque, aí, fico com o dinheiro deles e vou ser feliz!..." Primeiro - ainda que a ordem não seja importante: ELA QUERIA - OU QUIS - SE CASAR... Só não coneguiu e, para piorar, a segunda observação: ELA QUER A LIBERDADE DO DINHEIRO "FÁCIL"... E falava como se ela valesse ouro... risos. Todo mundo veio ao mundo como diamante - a maioria de nós é diamante bruto... precisamos ser lapidados pela vida e pelos bons constumes. Então, no caso dela, e de muitos, o problema não é o casamento ou a vida de solteiro... estado civil nunca pode, nem deve sser estado de felicidade! A questão é ser feliz ou não. Sozinho ou acompanhado! Prisão é aquilo que a gente se impõe como meta de vida... Pensemos mais antes de falar por aí... A aliança mais importante - casados ou não - é a nossa conosco, antes de tudo!

Com relação ao casamento, mesmo, se estiver para casar - ou, já casado - se pergunte: EU CASARIA COMIGO? E continue: EU CASARIA COMIGO PORQUE EU... E veja o que tem a acrescentar a você mesmo sobre si e ao outro... Ah, expectativa é caminho certo para frustração, viu? Não vai ser uma aliança de ouro e um contrato que garantirão  a felicidade a dois, sem começar a felicidade individual... A liberdade está nas escolhas bem feitas na vida!

Pat Lins.

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