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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O TOM DA VERDADE INTERIOR

Recentemente, venho tendo várias provas de fogo... nossa, parece que essa do calendário Maia sobre o fim do mundo tem sentido... Será que tenho que me purificar para subir aos céus e descansar nos braços do Pai, depois de 20/12/2012?

Uma coisa eu aprendi na relação de honestidade X sincericídio. Sou do tipo que não gosta de brigas, que prefere de coração resolver com diplomacia - todos os meus amigos sabem disso, que adoro mediar e evitar um estrago desgastante... tanto que às vezes me dizem: "eu não sou bonzinho como você não..." - mas, tenho o outro lado - o lado escuro, sombrio da força - que é ligado diretamente ao meu tempo de tolerância. Minha paciência é curtíssima, explodo fácil, mas, minha tolerância é mais elástica. Se ela estourar, saia debaixo que quem pode destruir o mundo sou eu. Enfim, tenho tido que por a prova durante meu processo de vida, que sou capaz de ser flexível e que não é só "tiração de onda de madura". É, a Vida decidiu me ensinar custe o que custar e eu, tenho que aprender se ainda quiser ter meu terreno lá no céu. Sabe meu dilema com relação à escola do meu filho? Prova de fogo: não basta ser legal, tem que ser legal e saber ser a diferença da franqueza e do sincericídio. Qual o objetivo? FOCO. 

Tive uma conversa com a Diretora e pude me deliciar em conversar francamente com uma pessoa jovem e tão bem preparada. Muito se pôde esclarecer e muito pude constatar - ainda que "tarde", mas, antes tarde do que nunca - o poder positivo de uma boa e franca conversa. Por Deus que fiquei ultra emocionada. Não rasgamos seda, mas, estar em contato com pessoas desse nível me encanta tanto que me toca fundo. Olhar nos olhos de uma pessoa/profissional e escutar o que ela me disse e ver que ela escutava o que eu dizia, sabe, vi o processo de comunicação efetiva ali: falar e ouvir. Interação. Diálogo, sem máscaras, sem dificuldade de pesar o que será dito. Apenas guiadas pela sinceridade e educação. Há uma mão invisível de conduta social que gera em cada um de nós - me refiro aos educados de alma - uma capacidade de dizer sem precisar ofender. Nenhuma de nós falava sobre assuntos fáceis, muito menos prazerosos, era uma troca de opiniões divergentes, porém, com pontos em comum. Mesmo assim, foi conduzida de maneira rica e produtiva. Isso me encantou, me emocionou fundo. Fiquei sensibilizada com o fato de estar em contato com alguém que não tem medo de assumir sua postura. Eu gosto de lidar com gente assim. Tenho uma dificuldade imensa em lidar com mascarados, fico doidinha para arrancar as máscaras com minhas unhas e ferir, mesmo, para ver se entendem que as máscaras machucam.

Pois é, saber escutar com abertura e de alma lavada o nosso tom da verdade interior ajuda. Antes de conversar, me desarmei. Me questionei: qual o meu objetivo real? Me escutei em diversos tons e todos eram acusatórios e inflexíveis, arrogantes, presunçosos e orgulhosos. Até sentir em meu coração o tom da verdade, do que eu queria dizer, porque era o que eu pensava e o que conduzia minhas ações. Essa troca foi riquíssima. 

Em todos os momentos podemos escutar essa voz interior, e qualquer ser humano pode. Isso não é fraqueza, isso é força, força de caráter!

Obrigada a Deus por ter essa oportunidade de, em meio a tanta gente sem caráter, cada dia mais estar em contato com pessoa de caráter firme, forte e holístico - ainda que humano e com defeitos e qualidades como qualquer outro.

Ouvir o tom da verdade interior nos leva a estabelecer contato com o que precisa ser resolvido e encontrar a solução. Não como magia, nas, com consciência de que esforço é algo constante, e lidar com pessoas diferentes será necessário, mas, se permitr aos "ajustes" também. Tempo, esse é rei e nos guiará, como tem guiacisdo. Decisões, escolhas, essas nos permitem voltar atrás e andar para frente com mais segurança. Melhor fazer do que não ter tentado. E acreditar. Eu acredito, mas, isso não me faz ingênua. Existe a continuidade das mesmas causas, vejamos as novas consequências...

Tudo na Vida depende de uma comunicação efetiva! Mas, para isso, é preciso saber o que se quer comunicar...

Pat Lins.

sábado, 21 de julho de 2012

DOENÇAS DO COTIDIANO


Existem doenças do cotidiano que são muuuiiitttoo piores do que uma doença infectocontagiosa...

Temos:

- a doença do DEDO APONTANDO E APONTADO;
- a doença de NÃO ASSUMIR QUE É HUMANO;
- a doença da FOFOCA;
- a doença de ACHAR QUE A GRAMA DO VIZINHO É MAIS VERDE E TER RAIVA DO VIZINHO, em vez de cuidar da própria vida;
- a doença do MEDO DA VERDADE;
- a doença da INFELICIDADE CRÔNICA AGUDA E DESVAIRADA;
- a doença do QUERER SE DAR BEM, A QUALQUER CUSTO, em vez de conquistar seu lugar no espaço;
-  a SÍNDROME DA CEGUEIRA DIURNA E NOTURNA, onde nada se vê, tudo se cobra e nada se enxerga;
- O DISTÚRBIO DA FUGA FREQUENTE;
- o distúrbio gravíssimo da ESPERTEZA AGUDA;
- DESEQUILÍBRIO RELACIONAL CULMINANDO NA TRAIÇÃO - todo tipo de traição... desde que sempre tenha que acreditar que está sacaniando alguém... sem entender que o maior prejudicado, é ele mesmo;
- DISTÚRBIO DO DESRESPEITO ÀS DIFERENÇAS;
- doença do PRECONCEITO ACIRRADO;
- COMPLEXO DE DÉSPOTA;
- DOENÇA GRAVE DA MANIA DE PERSEGUIÇÃO, está todo mundo contra você; conspirando contra, falando mal... isso é cria de outra doença gravíssima:
- EGOCENTRISMO INSTALADO;
- EGOÍSMO AMBULANTE E ATORMENTANTE;
- doença das faltas: FALTA DE AMOR PRÓPRIO; FALTA DE RESPEITO AO OUTRO; FALTA DE PACIÊNCIA; FALTA DE COMPREENSÃO; FALTA DE BONS PENSAMENTOS; FALTA DE BOAS AÇÕES; FALTA DA FELICIDADE...;
- doença DO MEDO DE SER FELIZ;
- doença da SURDEZ CONVENIENTE;
- doença do MENOR ESFORÇO;
- SÍNDROME DO MEDO DA PERDA, que culmina em prender as pessoas via chantagem emocional séria... A origem dessa patologia é a falta de amor próprio e consciência do EU;
- SÍNDROME DO MEDO DA SOLIDÃO E DA CARÊNCIA EXCESSIVA E ABUSIVA
- SÍNDROME DA MENTE VAZIA ...

Enfim, uma série de doenças que não têm CID e não são identificadas em tumografias, ressonâncias... apenas uma boa avaliação pessoal pode ajudar a detectar esses sintomas - em geral, essas doenças já estão generalizadas e entraram em metástase, mas, tem cura; as chances de ressucitar são grandes, se e quando há VONTADE.


A cura para todos esses males é simples, mas, nada fácil... requer que o enfermo, primeiro, reconheça-se como "PESSOA EM ESTADO GRAVE DE DECOMPOSIÇÃO BIOPSICOSSOCIAL". Depois, busque ajuda com pessoas mais esclarecidas, como bons profissionais de psicologia e, em alguns casos, a patologia pode estar avançada e um bom psiquiatra ajuda.

Bom, esse texto não se esgota aqui. Diversas outras doenças não nominadas, não autodescobertas e não aceitada existem por aí. Cada um de nós precisa se ajudar. Só avaliando-se de verdade e em verdade é possível estabalecer um levantamento dos sintomas e, com isso, fica mais fácil identificar cada sintoma e levantar o diagnóstico, a caminho da cura.

Façamos o melhor que há em nós e vejamos se é, ou não, melhor ser alguém melhor? Melhor alimentar o bem e fazê-lo presente em nossos pensamentos e ações, ou, alimentar o mal, bem como a omissão do bem que há em nós? Isso tudo porque sempre há um caminho para a cura, basta assumirmos que estamos doentes e contaminados pelas DOENÇAS DO COTIDIANO.

Alguns pequenos gestos podem ajudar, desde que dosados, com uma dose equilibrada de sinceridade e honestidade, através de expressões de carinho e sorrisos. Entender que não precisa pesar o ambiente, já ajuda. Aliviar e deixar fluir e imperar o bem, o ar puro de boas intenções... isso limpa qualquer ambiente!

Pat Lins.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

MEUS AMIGOS

Tenho amigos de rezam, oram, meditam, falam...

Tenho amigos brancos, negros, pardos, mulatos...

Tenho amigos homens, mulheres, meninos, meninas, gays, lésbicas...

Tenho amigos com vários gostos - não, nunca os lambi para provar... risos - e estilos de vida variados.

Tenho amigos que riem, que choram, que resmungam, que se calam, que imploram, que ignoram...

Meus amigos são como são. Para mim, não fingem, somos cúmplices da verdade. Meus amigos são Amigos. Não, não sei como eles poderíam ser, eles são: pessoas como eu. Não os julgo, nem os condeno... Respeito.

Existe coisa melhor do que AMIZADE? De verdade? Onde você é você e eles são eles?!

Tenho AMIGOS para todas a horas! E eles, me têm a qualquer momento! Somos amigos de amanhã e de outrora.

Pat Lins.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

PACIÊNCIA, UM BOCADINHO MAIS

Você já recebeu uma mensagem - via e-mail - cujo teor era uma mensagem bonitinha, onde se fala: "pedi a Deus... ele me deu..."? Não me lembro direito como era, só me lembro que era tipo: "pedi a Deus dinheiro, ele me deu um trabalho..." Pois bem, eu, Pat Lins, pedi a Deus paciência e ele me deu situações para exercitá-la... Não sei se rio ou se choro - kkkkkkkkkk.

 Custei a começar a compreender - um dia internalizo - o processo e vi que não adianta brigar, aceitando é o melhor caminho: 

PACIÊNCIA A GENTE SÓ SABE SE TEM QUANDO PRECISA EXERCITÁ-LA.

Piegas? Totalmente real!

Agora, nem peço: "me dá mais paciência, Senhor". Como já saquei o lance, agora eu falo: "tira minha paciência, oh Pai" - kkkkkkkkkkkkkk.

O lance é que paciência nunca é demais, sempre é um esforço grande demais! Falo de PACIÊNCIA, não de suportar ou tolerar. Não de fingir que tem e se remoer por dentro. Falo de sentimento sincero. A verdadeira paciência flui com a prática dos bons hábitos. Bom, isso eu ainda sei apenas na teoria, a caminho da prática. E olha, tenho passado por um intensivão. Agora, é vai ou racha - se eu não rachar a cara de um, é porque vai - kkkkkkkkkkkkkkk. Miséria! Misericórdia!

Deus, tá bom, dentro de tudo isso que já estou passando, sem precisar  aumentar as provas - rs,  dá um bocadinho mais de paciência - bom aprender a formular o pedido de maneira correta, limitando as interpretações, objetivando o desejo, porque o lance não é obter as respostas, mas, saber fazer os pedidos, ou seja, saber a pergunta certa - para mim e juízo para os que me testam se tenho tão nobre sentimento. 

É verdade, bem que dizem: "a prática é o caminho da perfeição". E eu, tô tão longe disso, mas, não desanimo, estou caminhando e fazendo meu melhor a cada dia.

Beijos,

Pat Lins.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"AGRADEÇO POR NÃO TER ACONTECIDO O PIOR..."

Você já percebeu o quanto agradecemos pelo "pior" não ter acontecido? Não podemos simplesmente agradecer por algo ter dado certo?

Por exemplo: fui assaltada no ônibus, voltando do trabalho - eu e todos os passageiros. Todos nós pedíamos a Deus proteção, para que algo PIOR não acontecesse. Pior que existe coisa pior, sim. Alguém poderia sair fisicamente machucado. Mas, os "profissionais" do crime, hoje, são mais "competentes", eles não têm a intensão de matar, em princípio, como um dele falou calma e mansamente: é só fazer o que eles mandam e não esconder nada que ninguém se machuca. E, dentro dessa organização criminal, coeficiente de eficiência é um "roubo" na paz. Também, a exemplo do que vem de cima, de quem nos governa, que nos roubam sorrindo... Pois sim, finalizada a parte do terror - o ápice da cena - hora de agradecer por estar vivo. Hora de agradecer pelo que não aconteceu. Hora de pedir forças, para aguentar escutar toda espécie de consolo. Engraçado, é ter que escutar: "ao menos, não aconteceu nada". Defina "nada". Como não aconteceu nada? Fomos assaltados! Isso, por si só, já é uma coisa. Mais ou menos "certo" está quem diz: "nada de pior". Porque escutar que "nada grave" aconteceu é ofensa. O terror que vivemos; a angústia; a descarga de medo; a raiva... tanta emoção ruim explodindo - na verdade, implodindo, porque não nos era permitido extravasar - de uma só vez. Como ser equilibrado e superior, apenas sentindo coisas boas? Eu fui buscar, à base de muito esforço, pensar em coisas boas e manter a fé de que aquilo tudo iria passar, mas, até então, tudo aquilo era o presente - inacreditável, mas, presente. ESFORÇO. Para sermos felizes, muito ESFORÇO.

Ah, nessas horas, também, ouve-se de um tudo. me disseram assim: "mas, também, o que é que você queria? Andando com celular num ônibus?"... Onde está o "erro"? Em estar com celular, ou, no bandido? Certo, é real: bandidos existem. Me diga, quem não tinha um celular ali? A origem do assalto não foi o meu celular. Foi a "necessidade" de um grupo de marginais - ou, "profissionais", como eles se intitulam - de levar aquilo que não lhes pertence e, sabendo-se da realidade atual, todo mundo tem um celular. Eles fizeram minha colega abrir a bolsa e pediram o dela. Enfiaram a mão na calça de outra mulher, que estava em pé, e pegaram o celular que ela "escondia", dentro da calça... Eles queriam roubar. Não fui eu, nem os outros passageiros que estávamos com uma seta sinalizando: "me assalte". Eles queriam assaltar e pronto. Eles roubaram dinheiro, celular e alianças. E aí, estava errada, também, por estar usando a minha? Nessas horas, que precisamos de apoio, ainda encontramos "juízes", viu?! Mas, apesar de me irritar profundamente com esses ataques, já entendi, da pior maneira, que o ser humano é cruel! Nós somos cruéis. Nas piores crises de minha vida, me deparei com apoios e julgamentos. O que aprendi a fazer? Me apoiar nos apoios, porque, no limite das forças, ainda ter que lidar com os comentários infelizes dessa galera que "sempre tem razão", provavelmente, porque nunca erram... é demais, viu?! E aí, a gente que é vítma, passa a ser agressor, porque não é tpda hora que minha língua consegue se segurar e rebater esses ataques dos "amigos". Para piorar, eu saio como "estressada" ou "sem humor", por não aceitar seus "apoios". Será que cada um de nós não pode se esforçar para ser um pouquinho melhor e parar de dar "pitacos" nas horas impróprias? Depois de ter vivido o inferno que vivi, escutar dizer: "também, você estava com celular queria o quê?"... Queria, com o sem celular, ter seguido meus planos, como todos ali, de entrar num ônibus e ir para casa. Seria demais? Tem algo de extraordinário aí? E quando uma pessoa é "abordada" dentro dos seu carro, ou, dentro de sua casa, era por quê? "Também, dentro de um carro, queria o quê?" ou "Também, dentro de sua própria casa, queria o quê?". Gente, falta bom senso, hein?! Comentários e comentários. Imagino o após ter escutado isso o quanto não rendeu o "também, você estava com celular queria o quê?". Uma necessidade de se culpar alguém. A culpa é de tanta coisa... da falta de emprego, de qualidade de vida, da fome, da miséria... Sem considerar da essência humana... Enfim, é tão difícil tecermos comentários - até a maneira de pensar - menos grotescas e cruéis? Será que podemos ser mais solidários e com bom senso? Ninguém pede para ser assaltado. Eu não estava com um celular caro; muito menos, vacilando... Eu estava num ônibus, voltando para casa, com meus pertences básicos, onde, o celular estava incluso. Levo apenas o RG e dinheiro da passagem e almoço. O que mais precisamos deixar de levar concosco? Eu agradeço de verdade aos que me deram apoio, porque os que vieram com esses comentários, só posso agradecer por não ter acontecido coisa pior... Sei lá, seguindo a linha da falta de raciocínio, poderiam me dizer: "também, você saiu de casa...". Às vezes, quem quer nos dar apoio, precisa de mais apoio de que nós.


Precisamos agradecer, cada vez que após um ESFORÇO, alcançamos o êxito de ter nos permitido deixar passar. Eu deixei passar. Só que algo fica latejando e aquilo de pior que não aconteceu, não era a única coisa rium, na história. O que aconteceu, também foi ruim. O medo se instala. Mas, preciso lutar e me ESFORÇAR para superar mais uma dificuldade. Depois, agradecer, por ter superado. E se eu optasse por sucumbir ao desânimo? Estaria errada? Nos é furtado, até o direito de dizer: estou cansada com tanta dificuldade?! Bom, como sempre me falo: é uma questão de escolha. Eu continuo LUTANDO e me ESFORÇANDO para superar e encarar o medo. Preciso continuar trabalhando. Como não ficar desconfiada de tudo e de todos, na rua? Alguém me diz? Não me refiro ao esforço para superar isso. Enfrentando o medo e continuando a vida, já está incluso no pacote. Creio que seja absolutamente natural se sentir ameaçado. Eu, agora, não falo que escutei falar que as estradas estão perigosas, agora, eu sei! E não tem nada de bonitinho nisso. Não me levaram apenas o material, tiraram um pouco de minha paz de espírito, algo que já vem me custando esforço acima de minhas forças manter. O que eles levaram de material, se recupera, sem dor, alguma. Mas, o que eles levaram/deixaram no psicológico requer carinho e atenção. Não subestime a imagem e toda simbologia que vem junto de uma arma em sua direção. Essa parte do que não é visto ser retirado, parece que não existe, mas, é justamente o que vai fazer diferença. Assumir que saí machucada psicologicamente pode parecer meio óbvio, mas, ninguém aceita o que vem junto. De uma hora para outra, sinto tremores no corpo e preciso parar o que estiver fazendo, respirar fundo e elaborar: "o que está por trás desse nervoso?" , "já passou, Pat. Calma, já passou." ou "agora estou segura e protegida.". Alguém tem noção do que é isso? ESFORÇO. Dois amigos - dentre todos que ligaram preocupados e agradeço, de coração, o carinho - estavam "preocupados", porque imaginavam, que eu fosse deixar isso me dominar. E SE EU DEIXASSE? A gente precisa ser mais solidário de verdade! Onde que eu vou ligar para alguém e dizer um absurdo desses? Lógico que sei de pessoas que foram assaltadas e "superaram". Lógico! Tem gente que diz que superou, sabendo o desconforto que fica lá dentro. Atropela esse desconforto e diz ter "superado". Para mim, não é assim. A gente precisa ser mais honesto e permitir que passe, admitindo que existe algo fora do lugar. Provavelmente, para esses dois amigos, eu tenha "surpreendido", porque, mesmo com toda dor e todo desconforto, estou de pé. Claro, é minha vida e preciso lutar por ela! Só eu sei o quanto me custa e o quanto me incomoda escutar um "agradeça por algo pior não ter acontecido". Eu agradeço, porque algo pior não aconteceu, claro e lógico. Mas, queria agradecer mesmo, por nunca ter vivido aquilo. Bom, encarar a realidade é encarar que já aconteceu e pronto. Agora, pedir forças para continuar superando as lembranças, que volta e meia aparecem, mesmo que eu não tenha consciência de chamar essas imagens.

Ser equilibrado não é falar que é, é ser! Muita gente que me "consolou", cada um de acordo com seus conteúdos e/ou limitações, já vem com um julgamento e uma expectativa de como Patricia vai encarar. Eu vejo a fragilidade explícita de cada uma dessas pessoas. Suas dores e sonhos não vividos. Suas "superações" e suas "supostas" "superações" - que não passam de máscaras para si próprios, pois, por fora, "eu não me deixo mais abater por isso" e, por dentro, estão em busca de "tapa buracos" para suportar a dor do vazio de não ter aquilo que queriam e como queriam... Vai do esforço de cada um e do grau de honestidade consigo. É engraçado ver quem e como são as pessoas. Nos momentos de crise é que de fato conhecemos, né?! Como sei que eles são assim e que têm mais a oferecer do que o que expressam, dá para continuar convivendo. Penso que tanta gente está perdendo a dose e nem se dá conta. Nem por isso, deixam de ser legais. Essa é a diferença de como eu vejo e interajo com os outros: eu os vejo como são e me esforço para aceitá-los, como são. Isso não quer dizer que concorde ou discorde com suas atitudes, mas, que, mesmo sabendo que são como são, sei que são mais do que aquilo. Lógico que também julgo e crio expectativas. Mas, chega um momento, onde preciso me perguntar: "isso sou eu que quero ver assim, ou, é assim mesmo?"; "não está legal porque não está como eu quero?"... E, poir aí vai. É dureza, sim, ter que racionalizar o tempo inteiro. Mas, é assim que estabeleço meus critérios de quem eu quero ou não ao meu lado, convivendo comigo.

Tudo é ESFORÇO, desde que se seja admitido, antes, que não tem forças e não acredita naquilo, mas, há uma ponta de incômodo que pede que se faça algo para melhorar... Então: ESFORÇO.

Não quero mérito pelo meu ESFORÇO. Quero é ter momentos de paz por mais tempo. Nos últimos quatro anos, luto como quem está em guerra para não me tornar uma pessoa comum, como essas que a gente idolatra, sem perceber que são "zero" de coerência e pessoas vazias, sem objetivos maiores, além de ganhar dinheiro. Se bem que... Ai, como eu quero agradecer pelo dia que não precisar mais fazer contas para pagar as contas e, ainda assim, sobrar dinheiro para: colocar numa poupança, viajar, curtir...

Será que só existe coisa boa, depois de uma coisa ruim? Pelos consolos que venho escutando, o que fica é a "conformidade". Eu não quero ser conformada! Eu quero viver coisas melhores. Eu quero admitir que não estou gostando e me ESFORÇAR para encontrar, dentro de mim, sentido na situação e, diante disso, sim, despertar o desejo de ser melhor, mesmo, se o caminho for uma intempérie. É assim, vou tomar o assalto como exemplo de novo, por ser um fato forte e significativo, mais recente: durante a "abordagem", fiquei tensa, lógico. Já citei todas as emoções confusas e conturbadas que explodiram, implodindo, ao mesmo tempo. Pois, bem, mesmo me meio àquele "inferno" - que parecia não ter fim -, eu sabia que eu não tinha opção, a não ser, ficar quieta - externamente. Mas, e por dentro? Só quem poderia saber como estava por dentro, era eu, certo? Só eu sabia o quanto aquela descarga densa, pesada e condensada poderia me prejudicar, certo? Eu tive essa consciência, assim mesmo, naquele momento. A mim, cabia cuidar de mim. A mim cabia escolher como reagir, internamente. Mesmo me esforçando para pensar e acreditar que tudo aquilo iria terminar. Mesmo respirando fundo, para manter um minimo de calma interna - porque, externamente, estávamos todos "calmos", em nossa inércia... Prova do quanto definimos tudo errado. Pior, eu tento definir as emoções, mesmo sabendo que são indefiníveis, elas são para serem sentidas - havia uma descarga forte de negatividade - oriunda de um fato real e "negativo", vamos chamar assim. Pois, meu esforço sincero e honesto comigo era aceitar a realidade - por mais surreal que aparentasse - e acreditar que o desfecho poderia ser sem acidentes físicos. Sim, eu já considerava que aquilo, por si só, era algo ruim. Ao descer do ônibus, só queria deixar passar. e me esforço até hoje, para me lembrar que passou. Essa foi a diferença, eu estive ali. Eu estava ali o tempo inteiro. As reações precisavam ser "controladas". Eu tentava administrar a expectativa e a ansiedade. Era muita demanda para eu elaborar de vez e com tanta pressão e tensão. Meu esforço é em não negar a realidade, mas, mesmo discordando dela e como ela se apresenta, encontrar um caminho que me permita acreditar em ver algo "positivo". Meu maior esforço está em equilibrar as forças opostas, pelo meu próprio bem. Isso não quer dizer que alcance êxito assim, logo de cara. Isso quer dizer que me esforço em ter consciência, para, assim, buscar um meio de transformar. Essa sou eu, como me conheço. Se, externamente, não aparento, é porque ainda falta muito a ser transformado.

Agora, receber os "apoios" que recebi como "cuidado para não entrar numa nóia", de fato... Eu ainda preciso ter forças, além das forças, para entrar no esforço de compreender essas investidas... Mas, como tudo na vida é um ESFORÇO, né?! Compreender, não compreendo, não... Mas, estou me esforçando.

Agradeço a Deus por cada dia, mesmo com todos os obstáculos - eu não finjo que eles existem... meu esforço em lidar com mais naturalidade com eles - optar por como passar pelas intempéries da melhor e mais honesta maneira! Uma situação pesada, por si só já é ruim, se eu me entregar e aumentar o que já não é bom, pioro! Eu opto, a cada dia, me tornar alguém melhor. Mas, para isso, é preciso trer tempo a sós... coisa que não tenho. Minha realidade é, mesmo em meio às dificuldades, desejar e me empenhar em "crescer", custe o que custar. A vida segue. Mas, não quero seguir conformada. Quero seguir acreditando que eu posso fazer diferença, em minha vida! Faço alguns esforços pequenos que me ajudam, e muito: não assisto esses programas sensacionalistas - só existem porque têm audiência e, só têm audiência, porque há quem acredite que aquilo é a "pura verdade"...; não temo em desejar mais da vida, nem o seu melhor; agradeço por estar viva e poder mudar a maneira como sinto e interajo com a realidade. Eu só posso mudar a mim! Isso me ajuda a assumir minha responsabilidade pelo que acontece no âmbito social. O social é reflexo de vários individuais ou é o social que determina o individual? Então, se cada um de nós, se entregar ao melhor que há em si, aceitando o que há de pior e se esforçando para levar luz, através da consciência, de que todos nós temos um lado sombrio, podemos mudar o externo. E, se o externo for mudado, através de pequenas atitudes internas e individuais, naturalmente, o externo que volta para dentro será algo mais positivo e, sendo assim, criamos um círculo virtuoso. A gente não é forte, de verdade, pelo que aparenta... é muito fácil aparentar... A gente é forte por aquilo que temos firmes dentro de nós; pelos bons valores que colocamos em prática; por atitudes coerentes... Nada de dizer que é bom, amigo e compreensivo se já ergue a mão para levantar quem está caído com palavras e pensamentos de condenação e julgamento. A gente pode ser melhor e agaradecer por dar o que há de melhor dentro de cada um de nós. Ser forte é reconhecer-se pequeno e frágil, mas, disposto a se esforçar para ser melhor. Para tudo, respeito ao tempo. Ao seu tempo. Cada um tem um tempo, um ritmo... Como diz Einstein, "o tempo é relativo". Vamos romper com essa visão única e cartesiana de que tempo é algo mensurável, apenas por anos, dias, mês, semana, horas, minutos, segundos e suas frações... Tempo é algo que a gente não sabe explicar, muito menos, controlar. Podemos, sim, administrar nossa realidade nesse espaço de tempo.

Beijos, revoltados, porém, num esforço tremendo para ser melhor e fazer minha parte em

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,

Pat Lins.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SIMPLES, MAS, NÃO É TÃO FÁCIL...

Tem coisas que a gente sabe como resolver e que é uma questão "simples, assim"... Só que, para ser simples assim, não é tão fácil, assim.

Se desapegar do complexo é muito mais complexo do que se pensa. Aceitar a simplicidade da solução requer muita auto-confiança. E, auto-confiança é segurança de que se sabe quem é e o que quer, mesmo sendo diferente do que o corpo invisível, intangível e incalculável, chamado de "sociedade" - minimaximizado nos grupos sociais em que estamos inseridos - espere que você seja. Fazer o que se gosta e ser quem é provém de uma habilidade leve e sutil do desapego, de equilíbrio e serenidade - não, muita gente diz que é, mas, não é simples assim... Nesta caso, é mais fácil acreditar que se é, do que encarar a simples realidade de que ainda falta muito...

Eu, por exemplo, tenho caído na real de que o esforço para não julgar, nem criticar o outro é muito mais difícil do que supunha. Quando vejo, já estou julgando e isso é falta de respeito às diferenças. Se eu acredito que as pessoas são como são e que eu não posso mudá-las, como me pego questionando suas atitudes e repleta de "soluções" para a vida alheia, precisando a minha de soluções? Quantos de nós age assim? Recentemente, convresando com um grande amigo-irmão, pude ver que todos nós somos assim e cada um tem uma explicação bem debaixo do nariz e nem se dá conta. No caso dele, ele criticava severamente um amigo em comum e afirmava: "Eu já cansei! Dou oportunidade para ele e ele nunca leva adiante. Tá pensando que é brincadeira. Acha que não vai crescer..." (não posso entrrar em muitos detalhes, mas, como foi essa frase que me deu o start, já está bom...). Foi quando me toquei de algumas coisas e fiquei pensativa. Ele, creio que percebeu meu "devaneio" - foi tão forte que eu saí de órbita temporariamente e os pensamentos me dominaram - risos - e me disse: "Hoje eu tô falando os podres de todo mundo, né?!..." - falou caindo em si, porque o legal dele é isso, ele não tem melindres - agora, depois de ter se trabalhado muito. Eu meio lá, meio cá - kkkkkkkk - não enveredei, nem revelei o teor e a gama dos pensamentos que pululavam em meu território fértil: minha mente e, apenas, perguntei: "'Fulano' deve ter algum distúrbio, não tem não?" - perguntei a considerar, não a ironizar. E ele me respondeu: "Tem, déficit de atenção. Se isso for justificativa eu vou atribuir o que aos meus problemas...? Uma pessoa tão inteligente, escreve divinamente bem... de repente, a cabeça fica lá, cheia de coisa ao mesmo tempo e ele trava. Eu digo logo: comigo não, organize aí seus pensamentos..." Pois, foi quando me segurei para não criticá-lo pela cegueira e severidade desmedida e dei exemplos de como uma criança com essas caracterícas age e cresce assim, que se trata de um distúrbio patológico, não emocional. Um desequilíbrio emocional já é um transtorno, quem dirá algo que nacse com você... E o respeito ao outro? Para "defender" um, teria que julgar o outro. E foi o que acabei fazendo, ao tomar partido. Vi que meu amigo ainda é extremamente carente. Porém, de um novo ângulo que nem ele se deu conta: ele precisa fazer pelos outros, para se sentir completo. Ou seja, tenta tapar os buracos do outro e não vê que o seu se alarga, através da impaciência e da falta de compreensão. Quando a gente não compreende o outro lado, sinal de que tem algo em desequilíbrio na gente. A gente julga o tempo inteiro.

Tudo ao seu tempo. Tudo é possível.
Um exemplo legal é ajudar um amigo a arrumar emprego. Passei muito tempo desempregada e, hoje, voltei a trabalhar. Esse amigo me arrumou. Eu não gosto de dar aula, não sou professora e não acho fácil ser. O fato d´eu ser comunicativa não me torna professora. É uma questão de gosto e de falta de didática. Definitivamente, não tenho. Mas, aceitei o desafio e estou encarando. Conheço a disciplina muito bem e os alunos merecem meu melhor. Aceitei o desafio por motivos pessoais. Interpretei, nessa mesma conversa citada acima, que ele estava "me impondo", como se fosse "mais uma chance" que ele me dava... Ao dizer que "eu procuro dar oportunidade às pessoas, se não quiser, eu não posso fazer nada. Não tenho paciência para essas coisas. Sou muito prático." . Hoje, ele aprendeu, no ritmo dele e no caminho dele, ser assim e despertou um pouco mais de segurança. Mas, pessoas "práticas" demais, perdem um pouco do senso prático do real e é um cuidado que precisamos ter - "precisamos" = todos nós. Senão, vamos de um pólo a outro e vivemos a praticidade "ideal", que emerge dos nossos próprios conteúdos. Tornamos-nos egóicos. E isso é um sinal de que algo está em desordem, aí. Toda essa avaliação me veio prontinha, no start, por conta da sequência de suas falas. A aceleração, a angústia, a falta de paciência... tudo isso remete a descontrole - não que ele seja descontrolado, pelo contrário, mas descontrole emocional, natural, de quem perde naturalmente a paciência após esforço e entrega. Por isso que dei esse exemplo, para que saibamos o que é ser, de fato, auto-confiante, sensato e sereno e que, mesmo assim, ainda caimos em algumas derrapadas. A gente precisa perceber que se auto-intitular "seguro", não quer dizer que seja, como, também, não quer dizer que não seja... Mas, ao se auto-observar e se auto-analisar, enxergar e se "cuidar", pode-se chegar lá. Ajudar ao outro requer muito mais verdade e honestidade do que se pensa. Estender a mão é um ato solidário e solidariedade é uma virtude riquíssima. Não cabe nela o exibicionionismo, muito menos a característica de se "achar" humilde, sem, de fato ser. Se sentir o "capaz" de resolver o problema alheio, em vez de descobrir um oportunidade e socializar, é muito perigoso. É como pisar fundo no acelerador e não perceber o velocímetro subindo, se extasiando com a adrenalina em alta, que, por sua vez, é ilusionista. É dar cobrando... esperando que a reação seja a que a gente espera que o outro tenha. Observação: como aproveitei de um exemplo para desenrolar meus pensamentos, pode parecer que tudo está relacionado com meu amigo, mas, não é... apenas onde o cito. Fora isso, o resto é desenrolar de meus questionamentos. Penso ser importante essa ressalva, porque, na escrita, assim como na fala, acabamos suprimirndo algumas informações, esquecendo de estabelecer espaço e sinal de "começa aqui" ou "termina aqui" e tudo parece uma coisa só, né verdade?!

A gente se auto-transformar e se permitir ser O melhor que HÁ dentro de cada um é mais do que achar que é... É SER. E, como volto e meia falo, só se é sendo!

Como sempre me falo e escrevo aqui, mesmo assim, ainda preciso internalizar, as coisas simples, são as mais difíceis de serem feitas, por isso são simples assim. Porque se fosse difícil, a gente viveria na desculpa de que "não conseguiu", "não fez"... porque era difícil. Penso que foi a partir daí que nos condicionamos a valorizar o complexo, porque passa por um outro caminho e o simples fica lá, para ser "ridicularizado". Quem por ali envereda é taxado de inúmeras coisas... Mesmo de fora desse caminho que, hoje, quero entrar, vejo que quem está lá dentro, não é atingido por quem está de fora, porque no caminho da simplicidade, não há espaço para sofrimento, angústia, agonia, julgamento, condenação, orgulho, vaidade e essa linhagem aí. Nesse caminho, só há espaço para ser feliz em plenitude, através do respeito, compreensão, humildade e amor!


É, amigos, a vida É SIMPLES, MAS, NÃO É TÃO FÁCIL ASSIM... tido é uma questão de equilíbrio, ou, pelo menos, busca.

Se a gente se entregar e se esforçar, sim, podemos nos tornar pessoas melhores e alimentar o movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a começar por cada um de nós!!!

Mas, é isso mesmo, a gente está aqui para aprender a cada dia; para expandir; para andar para frente - mesmo quando nos permitimos ficar parados... um dia, a necessidade de andar grita e a gente corre, para, com tempo, começar a caminhar. Tudo ao seu tempo, ao seu ritmo. De acordo com sua vontade, sua história... A gente sempre vai ter uma opinião perfeita para o outro. Um dia, saimos dessa posição e começamos a nos ver, em primiro plano. Aqui no blog, mesmo, tanta gente me dá sugestões o tempo todo. E é ótimo, desde que entendam que escrevo para mim e partilho com quem quiser ler... Se concordar, achar interessante, me utilizo da sugestão. De qualquer maneira, fico grata, pelas demonstrações de interesse, mas, não tenho como fazer o que cada um quer... Já recebi sugestões contraditórias... e aí, como fazer para agradar a todos? A gente precisa ser menos crítico e exigente. Para tudo, moderação. Levar tudo a ferro e fogo, como falam, é exagero. Ah, ser menos exigente não quer dizer ser passivo, viu?! Equilíbrio e exigência comedida.

Beijos,

Pat Lins.

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