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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"PAZ GUERREIRA" - TRECHOS PARA LEMBRAR E REFLETIR II

Faz tempo que tento organizar meu tempo para continuar com as passagens do livro "Paz Guerreira", que me chamaram mais atenção - aliás, se fosse deixar, acabaria copiando o livro inteiro, porque ele todo, do início ao fim é ótimo!

Agora, mais algumas reflexões para eu me lembrar:

"Um filhote de leão, mesmo sendo criado com gatos domésticos e entre as ovelhas, nunca perderá sua natureza de leão..."

"(...)A dúvida assolou Mulil, qual a vaga atinge o rochedo. Aparentemente não lhe faz estragos, mas cria frinchas na pedra, enfraquece paulatinamente a estrutura do sólido para em algum momento derrubá-lo..."

"(...) Sempre que estiver em dúvida sobre que caminho seguir, escolha o mais dificil."

"(...) não devemos colocar problemas onde eles ainda não existem."

"(...)
- Força? Não. O que Adaran tem não é força. Ele é vaidoso, e o vaidoso não tem força porque está sempre sozinho, ainda que compre apoios e companhia.
- Mas, se isso não é força, o que é força?
-  A força é virtude que compartilham todos os guerreiros de um clã, não é uma questão pessoal, mas sim um poder coletivo. Os antigos diziam que um homem sem cidade não é nada, pois carece de força para lutar como guerreiro. A força e o espírito que emanam da companhia vêm da união dos cavalheiros diante de um ideal superior. 
Dizendo isso, Ravi apanhou no chão um graveto e o entregou a Kadriel, mandando-o quebrá-lo. Kadriel o fez com facilidade. Então, Ravi juntou vários gravetos num feixe e mandou que Kadriel os quebrasse. Ele não conseguia, por mais força que empregasse.
- Por trás de cada graveto existe uma linha de força que os une e justifica, é como uma linha luminosa que se manifesta quando as partes descobrem que na realidade são unas em essência. Tudo no univreso está interligado e interconectado, o ser humano, quando desliza pelo aroma do mistério da união, encontra  a força que vem do ideal, e através da técnica o guerreiro é capaz de explorar com eficácia tudo o que a força do ideal lhe oferece. Espírito, força e técnica compõem as três armas do verdadeiro guerreiro."

"Da solidão do guerreiro nasce o silêncio, e do silêncio, qual véus que se abrem aos mistérios, surge o poder. O poder é a ponte entre o Ser e a existência. É o que abre as portas para a magia e para a vida. Por ser uno com o Ser, é puro. Por isso, o poder nunca pode corromper. Os homens, por perderem o canal do poder, é que se corrompem. Para um homem de poder, não existe o impossível, pois tem consciência  de sua unidade interior de sua própria imortalidade."

"Um líder é um canal do poder. (...) Um líder sempre toma a inciativa certa e sabe que rumo seguir. Sempre utiliza o elemento surpresa e com carisma garante êxito. O líder é como o Sol: quando surge, o caos e as sombras abrem espaço para a sua passagem."

"(...) Só quem tem o poder de vencer dentro poderá vencer fora."

"Discernimento é a arte de separar o que é do que não é!"

"(...) a paz só surge na terra quando há sabedoria. Mas no mundo em que vivia não reinavam os sábios. Então, seria necessário lutar pela sabedoria, lutar para alcançar a paz. E a maior luta deveria ser travada dentro de cada um, para vencer a ignorância, permitindo o surgimento da sabedoria. Não havia como se inspirar pela paz sem antes passar por essa guerra interior."

"...não há impossível!"

"O medo não pode nos paralisar! Senão não passaremos de presas nas garras do predador. A morte é a maior certeza de quem está vivo..."

"Caminhando derramamos nossas lágrimas, e caminhando as enxugamos."

"(...) Serás justo e injusto. Muitas vezes, a justiça soará como injustiça para os ouvidos ignorantes. Amarás e odiarás. Só um Rei, ou um Príncipe, pode abarcar os extremos do sentimento dentro de uma só alma. Compreenderás e não serás compreendido. Tal como um bom médico que para salvar a vida do doente não deverá ouvir seus queixumes, deverás cruzar a linha da sensatez por um bem maior. A solidão será tua maior companheira e só será suportada se encontrares em ti fibra do silêncio. No pináculo da solidão e do silêncio se encontra o poder, ponto de comunhão de todos os reis de todos os tempos. (...) Abre mão de sua própria vida para encontrar a vida própria do conjunto..."

"(...) Nada, para o cavalheiro, é comum. O homem comum pensa antes em si do que nos outros, enquanto o cavalheiro pensa antes nos outros e nada em si. O homem comum perde-se nas culpas e arrependimentos do passado e desespera-se ante as incertezas do futuro, esquecendo-se de estar presente naquilo que está fazendo. O cavalheiro só vive o momento presente, pois sabe que tudo mais é ilusão. (...)"

"(...) há momento para lutar e momento para não lutar!"

"(...) Para a mente, a dor é não ser compreendido. (...)"

"(...) Um filósofo, geralmente, não teme a morte, pois sabe que ela não é o fim de nada. Mas pode temer o que faz da sua vida. O que você chama coragem não passa de temeridade! (...) Muitas vezes aqueles que dizem não temer a morte e por isso se lançam em sua direção, o fazem por medo da vida. É fácil deixar a vida alegando que o faz por uma bandeira, mas isso tem pouco ou nenhum valor..."

"(...) coragem não é se lançar contra tudo e contra todos, nada temendo. Coragem é aprender a saber o que temer e o que não temer. Coragem é agir pode dever, não se deixando levar por baixos instintos, por tendências, por hábitos, por coisas que o impeçam de agir por dever. (...) Como saber a diferença entre agir com coragem, por dever, e agir por instinto? Simples: através da razão. A coragem não é ditada pelo ímpeto, pela loucura, mas sim pela razão, pelo discernimento do que temer e do que não temer. O homem corajoso não permite que sua razão seja obnubilada, que perca o discernimento, quando a situação é adversa. Dor, medo, desejo, prazer e outras sensações do corpo são instintivas e podem obscurecer o julgamento do homem. A coragem é colocar a razão acima desses elementos, não permitindo que tomem conta da sua mente e ditem seu comportamento. (...)"

"O instinto leva a uma reação e não a uma ação inteligente."

"A determinação é uma questão tática que canaliza a energia e a iniciativa para a mesma direção, gerando movimentos positivos que permitem ver soluções de forma inteligente. (...)"

O livro ainda tem muitas lições preciosas...



terça-feira, 16 de agosto de 2011

NEM TODA LOUCURA É BURRA, MAS, TODA BURRICE É INSANA! - Pat Lins.

Não consigo entender porquê as pessoas creditam a outra que quer mudar e se tornar algo melhor como alguém que é frustrado e quer desafiar o mundo para se sentir melhor...

Não desconsidero que muitas pessoas ajam assim, dizendo-se de uma praticidade fugaz e rasa, a ponto de perder o auto-controle por qualquer bobagem; com agressividade, em nome de uma paz que não tem dentro; intolerante... etc. Entretanto, existem pessoas que querem sair, sim, desse estado e se entragm a busca. Pessoas que erram, como qualquer outra, porém, veem um sentido além da queda... veem uma razão em se reerguer porque a queda se deu por um passo em falso e consegue ver que se há erro há o que ser consertado.

Estava assistindo ao filme "Poder Além da Vida" e o personagem principal - o jovem, Dan - diante de questionamentos simples, daqueles que nos sacodem, do tipo: "você é feliz?" ou "quem é você?", se revolta e grita isso para o senhor que ele chama de "Sócrates", por argumentar qu ele usava de filosofia, como se isso fosse coisa para doido... Engraçado que ele nunca se deu ao trabalho de perguntar o nome do cara, nem nada mais... nada além de como dar o salto para o telhado que o "velho" deu. Essa era sua curiosidade. Lógico que ao final do filme ele saciou, mesmo sems aber fazer ou explicar em poucas palavras como o "Sócrates" conseguiu chegar ao telhado em alguns segundos, sem subir escadas ou algo parecido... "Não existe impossível!" - essa foi a mensagem que li. Pois, sim, ele falava para o "velho" que ele deveria ser uma dessas pessoas frustradas... Na verdade, só porque o homem era sábio, calmo, seguro e feliz apenas por ter um posto de gasolina que nunca fechava e estava sempre disposto a servir e bem servir. Isso incomoda muito.

Eu sempre almejei ser alguém diferente e levei/levo a vida alemajndo algo que não é para se almejar, é apenas para se ser. Diferente do quê? De quem? Quem sou? Culpei meus pais a vida inteira por terem "me feito" alguém sem iniciativa, por terem me "mimado" muito, até entender que eles me deram o que sabiam me dar e essa era a maneira deles demonstrarem seu amor... Hoje, vivo os embates para me reconstruir, construir, relembrar quem sou, de fato. E isso incomoda. O pior é que me incomoda incomodar os outros e me freio... Sinal que ainda falta muito ainda para eu aprender, apreender, sentir e fazer. "A sabedoria está em agir!". Por que é preciso esperar que algo de ruim aconteça para acordarmos? Meu caminho foi pela dor, por opção. Não uma opção consciente e programada do tipo: "vou, um dia, ter que cair para me levantar!". Mas, foi assim. Conheço pessoas que não precisaram cair, se frustrar ou algo assim para serem pessoas virtuosas de verdade. Cada um opta a maneira como ver as coisas, por isso a vida se torna um mistério para nós, porque queremos ver além do que ela simplesmente mostra. Portanto, "a vida é um mistério, não tente entendê-la..." - risos. É preciso vivê-la! Eu penso que ela não nos esconda nada, a gente é que quer ver mais, como no filme, eles fazem uma linda jornada, e, ao chegar num determinado ponto, "Soc" diz: "chegamos" e Dan, diz: "Onde?" e começa a bradar porque estava tão empolgado no caminho apenas por esperar ver algo diferente... O "velho Sócrates" apenas disse: "você estava tão feliz no caminho, o que mudou?". E é assim que fazemos, perdemos a chance de sermos felizes no caminho porque estamos almejando algo que se afasta à medida que nos aproximamos: o nada. Como a utopia de se alcançar o horizonte e a cada dez passos dados a frente, dez passos o horizonte se afasta. "É a jornada que conta, não o destino". Todos temos um caminho a seguir e um lugar a chegar, afinal, imagino que todos já saibamos que não estamos aqui por acaso, nem soltos e relegados ao tempo que criamos e nos iludimos! Mas, só se transforma aquilo que vive p processo da transformação, daí, a necessidade das três regras:

"Paradoxo, humor e mudança.
PARADOXO - A vida é um mistério. Não perca tempo tentando entendê-la.
HUMOR - Tenha senso de humor. Especialmente sobre si mesmo. É a força por trás de toda atitude.
MUDANÇA - Nada permanece o mesmo."

O duro é que, por não estarmos preparados para o óbvio e para o simples, condemaos que esteja, no mínimo, no processo de agir em direção ao seu interior e sua paz verdadeira, mesmo o mundo todo se destruindo nesse caminho ridículo de guerra em nome da paz... Tudo isso porque tememos o que só está dentro de nós, mas, só lá encontramos as perguntas certas e as respostas.

O que importa é o aqui e agora, só esse tempo pode nos mudar. Diante da pergunta: "Onde está?" respondamos: AQUI. "Que horas são?" - AGORA! "Quem é você?" - ESTE MOMENTO!

Daí, para evitarmos os rompantes da ignorância e da estupidez, comos e fosse coragem, tenhamos cuidado, porque é preciso que tenhamos consciência das nossas escolhas e isso, sim, evita a tragédia: "DECISÕES IMPENSADAS LEVAM A CONSEQUÊNCIAS TRÁGICAS!".

E sobre o medo da morte, "não existe tristeza na morte. Há tristeza em quem não aproveita a vida!".

Não é preciso ser louco para começar a viver, mas, se a palavra que os "normóticos" - doentes da normosidade - assim chamam, que seja, tenho a vida inteira para trienar essa "loucura" da sanidade! A gente não precisa condenar quem não segue o caminho de fazer algo pelo bem, a gente precisa é fazer o bem e pronto! A ignorância está em saber que se sabe tudo e não vê a beleza de cada momento, porque sempre está contecendo algo incomum a todo instante: todo momento é único! Bom, nem toda loucra é burra, mas, toda burrice é insana! - essa é minha!Ainda não cheguei lá, mas, estou a caminho! Caminhando, caminhando, caminhando!

Pat Lins.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

BAHIA E VITÓRIA - a diferença que une e os faz iguais...


Eu não sou muito fã de futebol... malmente, assisto aos jogos da copa mundial. Também, não critico quem gosta, mas, discordo do fanatismo que culmina em falta de respeito e bom senso. Não estou aqui para levantar polêmica ou "puxar brasa para a sardinha" de time algum, apenas escutei uma coisa e achei tamanha babaquice que me fez refletir sobre a falta de bom senso das pessoas, até no esporte, uma coisa que era para ser competição saudável.

A preocupação com títulos cega os dois lados - tomando os times Bahia e Vitória como referência ou exemplo..., mas, que talvez possa abranger outros times também... a questão não é o time, mas, o sentido das coisas, como na vida. Um, o "tricolor de aço baiano" - Bahia - já ganhou dois títulos nacionais - detalhe, no futebol o que importa são os títulos nacionais... aqui na Bahia, pelo menos, é o que aparenta... - pois bem, o outro, o Vitória, já foi vice inúmeras e recentemente. Então, vamos listar os argumentos mais usados pelos torcedores (que fique claro, não estou questionando as razões de ninguém torcer por determinado time, respeito e defendo o direito de cada um torcer pelo que quiser!):

- O Bahia tem duas estrelas...
- O Vitória vence em mais campeonatos.
- O Vitória vence mas não leva.
- Quantos títulos o Vitória tem?
- Fora os dois títulos do Bahia, quantas vezes se manteve na primeira divisão?
- Quantas vezes os Bahia chegou próximo de ter outro título?
- É melhor ter dois do que nenhum...

São inúmeras as comparações. Até aí, tudo bem, brincadeiras e troca de argumentos. Beleza! Só que não para por aí... Um quer convencer o outro de que seu time é "o" melhor - bom, preciso destilar meu veneno..., mas, os dois estão deixando a desejar faz muito tempo...

Parei para ver como eram os jogos antes e como agiam os torcedores com mais respeito e cordialidade. Não via meu pai, nem meus amigos, brigando por causa de futebol ou por conta de torcerem por times diferentes. E o espetáculo era o bom jogo, com dignidade, com futebol arte. Hoje, vejo uma preocupação não com o entretenimento, mas, com o comercial e com a necessidade de aparecer mais do que os outros, desarmonizando o time. Aqui, começo a fazer o paralelo que queria, onde, num momento de descontração, de curtição, fica evidente a falta de valores humanos. As pessoas brigam dentro fora de campo. A falta de Ética e descência dita a lei e quem não se enquadra nesses anti-valores são taxados de diversos termos pejorativos. E a importância da união do time para que o jogo flua e dê certo? Se um quer brilhar mais do que o outro, cadê o espírito esportivo? Cadê o ideal maior que é fazer o time jogar bem e, jogando bem é que se pode vencer - ou perder para alguém que conseguiu jogar ainda melhor?

Essa busca pelo título como sinal de vitória, de triunfo é que cega os jogadores e fazem a torcida vibrar - só importa vencer, para dizer que é bom. Nem sempre quem ganha o título jogou melhor... títulos são o congelamento de uma vez que se foi vencedor por levar o primeiro lugar... o campeonato em si é o espetáculo. Muitos times podem ser bons, mas, apenas um será o campeão... tanto que o nome é "primeiro lugar". 

Os estádios viraram campo de guerra. E essa guerra é causada pelo futebol? Não. Essa violência é o sinal, aliás, o retrato claro e fiel dos valores questionáveis das pessoas, dos seres humanos. Muitos adultos incitam esse despertar de agressividade sem causa, gratuita e infundada, nas crianças. Ensinei ao meu filhos, depois dele me perguntar: "Mãe, ser Vitória é ruim?" Eu disse: "Não, meu filho! Torcer para time algum é ruim. Ruim é não respeitar o fato do outro torcer por outro time. Já pensou se todo mundo torcesse pelo mesmo time? Só existiria um..." Ele me perguntou: "Posso 'ser' Bahia e Vitória?" Eu disse que sim, que ele poderia torcer para o time que quisesse e se não gostasse de futebol, tudo bem, também. O que aconteceu: boa parte da minha família torce pelo Bahia; meu marido, pelo Vitória... Bom, a gente tem uma visão muito tranquila e com relação ao tema "futebol", onde respeitamos as diversas opções de cada um, porém, nem todo mundo pensa assim e ainda se voltam para a gente com expressões típicas de seres acéfalos e pequenos, como: "isso é dor de cotovelo, porque o Vitória nunca ganhou um título...". Pode? É tão difícil para essas pessoas aceitarem as diferenças que precisam ter um argumento infundado e afirmam com tamanha certeza que até parece que condiz com a realidade... Daí, trocam as palavras "torcer" por "ser" o time... E, quando Peu me perguntou se ele poderia "ser" determinado time, eu frisei que ele poderia "torcer" para o qual ele quisesse. Para quem tiver curiosidade do desenrolar da história, Pedrinho simplesmente diz, para quem quiser ouvir - exceto quando coagido a dizer que torce apenas por um time, para ganhar algo que ele deseje... -  "Minha mãe disse que eu posso torcer para quem eu quiser! Então, eu sou uma mistura do Bahia com o Vitória e pronto!". Alguém consegue ver a sabedoria da criança? Ele não quer confusão, ele quer fusão, unidade... risos. Até nesses assuntos aparentemente banais, existe o reflexo de como educamos nossos filhos e como passamos a coerência de quem somos. Ele não só confia em mim, como sente segurança e entende a ocupação que tenho em ensiná-lo, através da minha busca incessante, de ser uma pessoa melhor - não melhor do que ninguém, mas, o melhor que ele tem em si -, uma pessoa justa, uma pessoa boa, uma pessoa bela! Então, qual o real significado do esporte na vida das pessoas? Qual o significado de torcer por algo, por diversão? O que vem a ser diversão? Como as pessoas se permitem apenas se divertir, isentando-se de julgar, condenar, persseguir, provocar...?

Qual o sentido dos campeonatos? Qual o sentido de vencer? Qual a importância de competir? Qual a importância e o significado de time, equipe, união? O problema, inclusive dentro de campo, é o desejo ser "a" estrela, sozinho, único a brilhar..., diferente da vontade de ver o time vencer, da equipe trabalhar em harmonia por um objetivo: jogar bem e, como consequência, vencer. Com o apelo comercial, esse desejo prevalece. E desejo, para quem não sabe, é um perigo... O desejo exacerbado acende a ilusão exacerbada e culmina em fantasia em realidade, ou como realidade... Ou seja, altera a relação da pessoa com a realidade. Tudo passa a ser fugaz, temporário, sem sentido profundo... ou seja, sem sentido em essência. A gente parece que esquece de que a vida leva o tempo que tem para levar e colocamos a pressa como "tempo guia". O que mais acontece são consequências que levam a ver e crer que na vida, o tempo regente é o tempo e pronto. Que essa pressa não é saudável, que o transitório é vazio, oco. Será que é tão difícil fazer essa conta e chegar ao resultado exato? A vida exige da gente viver, não correr e enlouquecer afirmando-se emocionalmente são... Louco acaba sendo quem questiona esse sentido sem sentido que se vive, um nada por cima de nada; ecos de barulhos sem sentido... balbúrdia.

Eu nunca fui craque em matemática, mas, houve uma época que era fera, porque fazia sentido como me era ensinado. Meu professoa dizia: "para saber matemática, antes, é preciso saber português para interpretar o problema e poder resolvê-lo..." Estamos prontos para entender que para tudo há um sentido? Quando cheguei no segundo grau, apenas estudava para passar... Eu não via muito sentido naqueles cálculos, então, seguia apenas a sequência e aplicava as fórmulas decoradas, sem ver um porquê naquilo... Quando em somava 1+1 para dar dois, fazia sentido. Mas, quando me vinha com f(x)= a quê mesmo? Nossa, as funções eram sem funções para minha vida... Os professores eram ótimos, mas, focados em vstibular... No ginásio - e, antes, no primário, havia uma preocupação com ensinar algo com sentido... No segundo grau o sentido é estudar para passar... Ou seja, a vitória é passar no vestibular, estar entre os aprovados é ser campeão... Tudo bem, já que tem prova, e essa prova era a única maneira de entrar na faculdade e eu alimentava esse desejo, como desejo de "ser" alguém - e "ser alguém", para mim, era me tornar uma profissional renomada e estabilidade financeira... - então, me adequei ao time de estrelas, ao ser aprovada... Hoje, depois de graduada há mais de uma década, especialista e eterna estudante, aprendi a ser aprendiz de ser humano para recuperar os bons valores... esse resgate me tem sido muito grato, o que não diminue meus embates internos, afinal, me tornei quem precisava ser, para me adequar ao meu desejo e, em um determinado momento da vida, meu EU verdadeiro começou a pedir passagem e esbarrava no eu que me tornei...

Desde então, venho aprendendo a diferenciar meu desejo vago e superficial, pautado no material e financeiro como sinal de triunfo, do que vem a ser vontade, que me levará a meu reencontro com minha essência, meu eu original, que tem um porquê de existir e que tem um sentido na vida que independe do tudo mais que o mundo comercial nos impõe, isso não quer dizer que não queira ter conforto e facilidade em pagar as contas, a diferença, como sempre coloco aqui, é que vejo e separo o quê e para quê serve o dinheiro, sua finalidade, seu sentido é pagar as contas financeiras, mas, que tesouro somos nós! Êxito e sucesso, para mim, são os verdadeiros triunfos, porque resultam de saber o que deve ser feito e fazer, no dia a dia, na construção de uma vida decente, digna, justa, bela e boa! Com ética e moral. Com virtudes. Com valores. Não com esses anti-valores que regem a vida das pessoas "normais". Nem por isso me acho anormal... Minha vontade, hoje, é ser. Minha vontade hoje é ser aliada do tempo. E não é como um clique num interruptor que liga e desliga, é jornada, é caminhada diária. É cair e levantar. É se redimir a cada erro e assim seguir e prosseguir. É ser reto e correto. Essa tem sido a grande diferença de como estava/ainda estou para quem estou em processo de migração ou destruição, reconstrução, construção... Estou voltando a ser quem sou e deixei conjugado como quem era... esquecida. Aos poucos vou me fortalecendo nesse viés e me reafirmando como pessoa íntegra, justa, correta, ética. Não me refiro às novas acepções e conotações das palavras, mas, dos semtimentos atemporais e eternos de viver as virtudes na prática. De nada adianta saber e não fazer. Aos poucos a ficha vai caindo... Por enquanto, muitas coisas ainda estão em ligação, quando a ficha cair, aí sim, a ligação se completará e a assimilação se fará real, se fará ser. 

Pois é, independente do time que se opte torcer - veja que é opção, escolha, como qualquer coisa na vida - é importante respeitar a opção do outro. Brigas são para pessoas vazias. Discutir, para mim, só por algo produtivo. Aos poucos venho sentido menos vontade de perder tempo em conversas vagas, onde as pessoas não querem trocar, querem impor. Alguns estranhamentos estão sendo causados, mas, aos poucos, vão passando, também, afinal, crescer é a partir de quando se começa e se sente a vontade de ser mais do que um desejo, mais do que um simples sonho... quando trata-se de uma meta de vida, de uma filosofia de vida, de um estilo de vida moral e decente. E isso, com certeza, não se consegue sozinho, não se atinge de uma hora para outra, nem sem batalha. A guerra não é essa atrocidade que vemos por aí... a guerra pela paz é interna, é a luta que travamos para sermos melhores como pessoa, a superar as limitações da matária... Isso que acontece aí fora, essa guerra por terras, por falsos ideais, por nada é uma guerra vazia, não uma guerra pela paz, mas, uma guerra pela guerra, que perde o sentido - se é que teve algum... Me refiro a verdadeira paz guerreira: "se queres a paz, prepara-te para a guerra. (Se vis pacem, para bellum)" A PAZ, não a guerra para se "conquistar" algo do outro, mas uma ou várias batalhas para se alcançar a própria paz. Não sei bem porque isso incomoda tanto aos outros e sempre tem alguém para dizer que sabe o caminho mais certo. Para mim, quando se há verdade e consciência do que se faz, você pode estar onde estiver, vai encontrar o caminho, não o dogma que alguém criou para manipular... Veja, por exemplo, o que Cristo trouxe e o que nós fazemos em nome dEle...

Bom, de volta ao BA-VI, se olhar de pertinho, como tudo na vida, as diferenças que alegam existir entre eles os torna iguais: times em busca da vitória! Como se dá essa busca é que questiono. Como os torcedores seguem seus times é que é questionável. Nossas posturas ante o que vem a ser respeito é que é a questão. O que queremos da vida, então? A quê custo? Por quanto tempo? Sabemos qual tempo queremos seguir? Sabemos para onde queremos ir? Sabemos a diferença entre desejo/ilusão e vontade/verdade? Sabemos, antes de tudo: quem somos?

Pois é, por isso que amo, a cada dia mais, ser acropolitana! Lá eu tenho espaço para pensar e aprender a agir. Porque de nada adianta saber se não se coloca em prática... De nada adianta correr, se não sabe para onde, nem por quanto tempo. Por isso, vamos caminhar e seguir o tempo que nos guia.

Torça pelo time que torcer, vibre pelo time que vibrar, saiba que alguém pensa diferente e vibra diferente. Seja feliz com seu caminho e se não está contente com ele, mude e vá em busca da felicidade no caminho, no caminhar. Curta os acontecimentos, não apenas uma vitória isolada. Viva cada vitória por merecimento, mesmo que não leve título algum. Saber persistir e não ser teimoso; ser humilde e não ser soberbo, arrogante... cheio de vazio, cheio de nada; ser calmamente ativo e ativamente calmo; sejamos, pois, íntegros. A liberdade está em se encontrar e saber o que precisa ser feito e fazê-lo! Se alguma coisa dá errado, é preciso identificar esse erro e consertá-lo. Senão, ele aparece mais a frente e vivemos um ciclo vicioso... Hora de refletir e agir!

Beijos,

Pat Lins.


domingo, 3 de julho de 2011

"PAZ GUERREIRA" - TRECHOS PARA LEMBRAR E REFLETIR I


Eu amo ler! Leio de tudo, inclusive, bula de remédio. Por isso, amo ler a vida e tirar lições de tudo - mesmo que sabendo o que deveria ter aprendido e não aprendi, ainda... risos.

Atualmente, estou lendo "Paz Guerreira", de Talal Husseini, e por se tratar de um livro riquíssimo em ensinamentos e levantamentos de questões para reflexões, eis que vou colocar alguns trechos para me lembrar:

"A verdadeira guerra se trava no interior. A verdadeira paz é uma Paz Guerreira!"

"(...) E, como todo grande guerreiro, conquistou a paz... (...) Não é o poder que corrompe, o poder liberta, ilumina. Quando o homem se corrompe é porque perde o canal do poder e da sabedoria. Um guerreiro sabe disso e luta todos os dias para sacar o véu da ignorância que corrompe o homem. Portanto, onde homens comuns se corrompem, o guerreiro resiste (...)"

"As pessoas comuns veem tudo de forma comum e não sabem como conquistar algo diferente porque estão sempre com a mente no passado ou no futuro. O guerreiro vê tudo de forma especial porque vive o presente. Para um guerreiro, sentar-se, caminhar, tomar banho, ver o Sol e as estrelas são sempre atos especiais, porque vive cada momento como se fosse o último. A consciência posicionada no momento presente abre as portas da realidade. Só quem conhece essa realidade tem o verdadeiro poder para governar."

"PARA O FALCÃO POUSAR É PRECISO QUE O NINHO ESTEJA PREPARADO."


"(...) Ausência de medo: morte. Excesso de medo: morte. A vida residia no estreito caminho do controle do medo."

"(...) o fogo é perigoso porque queima, que a água é perigosa porque afoga, que os animais são perigosos porque mordem e que tudo deve ser temido porque é perigoso de alguma maneira, ainda que não saibamos de momento qual seja. A educação pautada do medo (...) é a incapacidade humana em se fazer entender de forma construtiva, mesmo pelas crianças. A humanidade havia desaprendido como ter obediência por respeito e admiração. O medo era a ferramenta mais fácil, começava a ser utilizada na infância e continuava até a morte, o maior de todos os medos. As pessoas viviam com medo e morriam com medo, quando não morriam , muitas vezes, do próprio medo. O instrumento natural de proteção e sobrevivência era transformado em aparelho de letargia e inconsciência."

"Certas aves, como os falcões e as águias, têm características muito especiais (...) Ao contrário de outras aves, quando veem uma tormenta, vão diretamente de encontro a ela, não se escondem, nem ficam agitadas, abrem suas asas poderosas e velozes e enfrentam a tormenta, superam as nuvens negras, a tempestade, os choques elétricos provenientes dos raios. Sabe por quê? Porque sabem que acima, para além da tormenta, está o brilho do Sol!"

"(...) - Diz-me aonde devo chegar, e irei.
- Chegar não é tão importante quanto é caminhar. É a trilha que conta, é a jornada que modifica.
- Mas, não se descobre o mistério se chega a ele? Não devemos chegar a algum lugar para para chegar a esse mistério?
- O mistério que se encontra no final é o mesmo mistério que se encontra no início e no meio..."

Logo mais, mais trechos para lembrança e reflexão!
Os techos acima são do livro "Paz Guerreira", de Talal Husseini e vale a pena ser lido e saboreado em cada uma das suas 710 páginas!

Pat Lins.

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