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quinta-feira, 2 de junho de 2011

CERTO OU ERRADO?

Podemos não saber ao certo o que é verdadeiramente CERTO. Entretanto, sabemos muito bem o que fazemos de ERRADO... Não façamos mais!

Pat Lins.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SIMPLES, MAS, NÃO É TÃO FÁCIL...

Tem coisas que a gente sabe como resolver e que é uma questão "simples, assim"... Só que, para ser simples assim, não é tão fácil, assim.

Se desapegar do complexo é muito mais complexo do que se pensa. Aceitar a simplicidade da solução requer muita auto-confiança. E, auto-confiança é segurança de que se sabe quem é e o que quer, mesmo sendo diferente do que o corpo invisível, intangível e incalculável, chamado de "sociedade" - minimaximizado nos grupos sociais em que estamos inseridos - espere que você seja. Fazer o que se gosta e ser quem é provém de uma habilidade leve e sutil do desapego, de equilíbrio e serenidade - não, muita gente diz que é, mas, não é simples assim... Nesta caso, é mais fácil acreditar que se é, do que encarar a simples realidade de que ainda falta muito...

Eu, por exemplo, tenho caído na real de que o esforço para não julgar, nem criticar o outro é muito mais difícil do que supunha. Quando vejo, já estou julgando e isso é falta de respeito às diferenças. Se eu acredito que as pessoas são como são e que eu não posso mudá-las, como me pego questionando suas atitudes e repleta de "soluções" para a vida alheia, precisando a minha de soluções? Quantos de nós age assim? Recentemente, convresando com um grande amigo-irmão, pude ver que todos nós somos assim e cada um tem uma explicação bem debaixo do nariz e nem se dá conta. No caso dele, ele criticava severamente um amigo em comum e afirmava: "Eu já cansei! Dou oportunidade para ele e ele nunca leva adiante. Tá pensando que é brincadeira. Acha que não vai crescer..." (não posso entrrar em muitos detalhes, mas, como foi essa frase que me deu o start, já está bom...). Foi quando me toquei de algumas coisas e fiquei pensativa. Ele, creio que percebeu meu "devaneio" - foi tão forte que eu saí de órbita temporariamente e os pensamentos me dominaram - risos - e me disse: "Hoje eu tô falando os podres de todo mundo, né?!..." - falou caindo em si, porque o legal dele é isso, ele não tem melindres - agora, depois de ter se trabalhado muito. Eu meio lá, meio cá - kkkkkkkk - não enveredei, nem revelei o teor e a gama dos pensamentos que pululavam em meu território fértil: minha mente e, apenas, perguntei: "'Fulano' deve ter algum distúrbio, não tem não?" - perguntei a considerar, não a ironizar. E ele me respondeu: "Tem, déficit de atenção. Se isso for justificativa eu vou atribuir o que aos meus problemas...? Uma pessoa tão inteligente, escreve divinamente bem... de repente, a cabeça fica lá, cheia de coisa ao mesmo tempo e ele trava. Eu digo logo: comigo não, organize aí seus pensamentos..." Pois, foi quando me segurei para não criticá-lo pela cegueira e severidade desmedida e dei exemplos de como uma criança com essas caracterícas age e cresce assim, que se trata de um distúrbio patológico, não emocional. Um desequilíbrio emocional já é um transtorno, quem dirá algo que nacse com você... E o respeito ao outro? Para "defender" um, teria que julgar o outro. E foi o que acabei fazendo, ao tomar partido. Vi que meu amigo ainda é extremamente carente. Porém, de um novo ângulo que nem ele se deu conta: ele precisa fazer pelos outros, para se sentir completo. Ou seja, tenta tapar os buracos do outro e não vê que o seu se alarga, através da impaciência e da falta de compreensão. Quando a gente não compreende o outro lado, sinal de que tem algo em desequilíbrio na gente. A gente julga o tempo inteiro.

Tudo ao seu tempo. Tudo é possível.
Um exemplo legal é ajudar um amigo a arrumar emprego. Passei muito tempo desempregada e, hoje, voltei a trabalhar. Esse amigo me arrumou. Eu não gosto de dar aula, não sou professora e não acho fácil ser. O fato d´eu ser comunicativa não me torna professora. É uma questão de gosto e de falta de didática. Definitivamente, não tenho. Mas, aceitei o desafio e estou encarando. Conheço a disciplina muito bem e os alunos merecem meu melhor. Aceitei o desafio por motivos pessoais. Interpretei, nessa mesma conversa citada acima, que ele estava "me impondo", como se fosse "mais uma chance" que ele me dava... Ao dizer que "eu procuro dar oportunidade às pessoas, se não quiser, eu não posso fazer nada. Não tenho paciência para essas coisas. Sou muito prático." . Hoje, ele aprendeu, no ritmo dele e no caminho dele, ser assim e despertou um pouco mais de segurança. Mas, pessoas "práticas" demais, perdem um pouco do senso prático do real e é um cuidado que precisamos ter - "precisamos" = todos nós. Senão, vamos de um pólo a outro e vivemos a praticidade "ideal", que emerge dos nossos próprios conteúdos. Tornamos-nos egóicos. E isso é um sinal de que algo está em desordem, aí. Toda essa avaliação me veio prontinha, no start, por conta da sequência de suas falas. A aceleração, a angústia, a falta de paciência... tudo isso remete a descontrole - não que ele seja descontrolado, pelo contrário, mas descontrole emocional, natural, de quem perde naturalmente a paciência após esforço e entrega. Por isso que dei esse exemplo, para que saibamos o que é ser, de fato, auto-confiante, sensato e sereno e que, mesmo assim, ainda caimos em algumas derrapadas. A gente precisa perceber que se auto-intitular "seguro", não quer dizer que seja, como, também, não quer dizer que não seja... Mas, ao se auto-observar e se auto-analisar, enxergar e se "cuidar", pode-se chegar lá. Ajudar ao outro requer muito mais verdade e honestidade do que se pensa. Estender a mão é um ato solidário e solidariedade é uma virtude riquíssima. Não cabe nela o exibicionionismo, muito menos a característica de se "achar" humilde, sem, de fato ser. Se sentir o "capaz" de resolver o problema alheio, em vez de descobrir um oportunidade e socializar, é muito perigoso. É como pisar fundo no acelerador e não perceber o velocímetro subindo, se extasiando com a adrenalina em alta, que, por sua vez, é ilusionista. É dar cobrando... esperando que a reação seja a que a gente espera que o outro tenha. Observação: como aproveitei de um exemplo para desenrolar meus pensamentos, pode parecer que tudo está relacionado com meu amigo, mas, não é... apenas onde o cito. Fora isso, o resto é desenrolar de meus questionamentos. Penso ser importante essa ressalva, porque, na escrita, assim como na fala, acabamos suprimirndo algumas informações, esquecendo de estabelecer espaço e sinal de "começa aqui" ou "termina aqui" e tudo parece uma coisa só, né verdade?!

A gente se auto-transformar e se permitir ser O melhor que HÁ dentro de cada um é mais do que achar que é... É SER. E, como volto e meia falo, só se é sendo!

Como sempre me falo e escrevo aqui, mesmo assim, ainda preciso internalizar, as coisas simples, são as mais difíceis de serem feitas, por isso são simples assim. Porque se fosse difícil, a gente viveria na desculpa de que "não conseguiu", "não fez"... porque era difícil. Penso que foi a partir daí que nos condicionamos a valorizar o complexo, porque passa por um outro caminho e o simples fica lá, para ser "ridicularizado". Quem por ali envereda é taxado de inúmeras coisas... Mesmo de fora desse caminho que, hoje, quero entrar, vejo que quem está lá dentro, não é atingido por quem está de fora, porque no caminho da simplicidade, não há espaço para sofrimento, angústia, agonia, julgamento, condenação, orgulho, vaidade e essa linhagem aí. Nesse caminho, só há espaço para ser feliz em plenitude, através do respeito, compreensão, humildade e amor!


É, amigos, a vida É SIMPLES, MAS, NÃO É TÃO FÁCIL ASSIM... tido é uma questão de equilíbrio, ou, pelo menos, busca.

Se a gente se entregar e se esforçar, sim, podemos nos tornar pessoas melhores e alimentar o movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a começar por cada um de nós!!!

Mas, é isso mesmo, a gente está aqui para aprender a cada dia; para expandir; para andar para frente - mesmo quando nos permitimos ficar parados... um dia, a necessidade de andar grita e a gente corre, para, com tempo, começar a caminhar. Tudo ao seu tempo, ao seu ritmo. De acordo com sua vontade, sua história... A gente sempre vai ter uma opinião perfeita para o outro. Um dia, saimos dessa posição e começamos a nos ver, em primiro plano. Aqui no blog, mesmo, tanta gente me dá sugestões o tempo todo. E é ótimo, desde que entendam que escrevo para mim e partilho com quem quiser ler... Se concordar, achar interessante, me utilizo da sugestão. De qualquer maneira, fico grata, pelas demonstrações de interesse, mas, não tenho como fazer o que cada um quer... Já recebi sugestões contraditórias... e aí, como fazer para agradar a todos? A gente precisa ser menos crítico e exigente. Para tudo, moderação. Levar tudo a ferro e fogo, como falam, é exagero. Ah, ser menos exigente não quer dizer ser passivo, viu?! Equilíbrio e exigência comedida.

Beijos,

Pat Lins.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PAZ NA VIDA

Para alcançar a verdadeira paz em nossos lares, precisamos encarar o desafio, sofrer - quando precisar sofrer -, superar e continuar.

Me exponho, grito e continuo. Meu dia-a-dia desafia minha inteligência e minha razão. As emoções tentam se apaziguar, mas, me falta qualidade de tempo. Me falta respeito ao meu espaço. Mantenho distância, mas, há quem invada e saia como vítma... difícil encarar o direto, quando se fala franca e abertamente: "não passe... daqui para frente é meu espaço, se invadir, suporte as consequências, porque eu vou me defender". Será que é errado estar certo?

Estou no desgaste... total falta de paz externa provocando minha busca pela paz interna... Por quê? Sabe Deus! Só Ele mesmo, porque eu, humana, imperfeita e cheia com os MEUS problemas - lembrando: meus problemas não são maiores do que os de ninguém, são os MEUS... essa de medir tamanho e força de problema é para aqueles que não respeitam ou compreendem que cada um tem seu ritmo, sua trajetória e suas expectativas... muitos que comparam fogem dos seus cutucando a dor do outro, numa tentativa mórbida de sentir prazer em destruir.... - estou no limite de minhas forças, mais uma vez. Mas, lutando como quem sobrevive a uma catástrofe.

Eu sei o que passo e, verdade, não é tão ruim assim, só preciso encontrar o ponto, o caminho certo e seguir em paz. Até lá, vou tentando aqui, tentando ali... errando, acertando... sempre buscando, até quando penso em desistir... O que é "deixar a vida me levar"? Quando tudo parece ter virado de cabeça para baixo de novo, a gente deixa o tormento guiar ou se dá um "tempo de espera" e aguarda, alimentando-se da mais pura esperança, para que um milagre aconteça e aquela "luz" se faça ou, no mínimo, que consiga encontrar condições para respirar lenta e profundamente e deixar o oxigênio agir na mente... como espeirecer num mundo capitalista, onde até o lazer requer investimento financeiro? Como espairecer quando o furacão se instala em sua vida, justo quando se voltava a andar...? Normalmente, a compaixão vem para quem perde tudo após uma catástrofe da natureza - o que me dói, muito, e procuro fazer minha parte com doações e orações... nem quero imaginar a dor e o transtorno que se instala na vida dessas pessoas... - e, não tiro a razão, é inquestionável e necessário, mas, para quem perde "seu" "tudo" dentro de si, só vem preconceito, questionamentos, comparações - todo mundo acha que sua vida é tão pior que o outro não tem direito de se queixar, mesmo não se quixando... se reservando o direito de tentar seguir, no limite de suas forças... -, menosprezo... você passa a ser visto como um incapaz sem força de vontade. E se for? Por que falta tanto respeito ao outro? Por que essa crueldade? Nessas horas solidariedade é só da boca para fora... Os corações se endurecem, porque estão tão amargos com suas realidades e suas fugas delas, que transferem para o outro em forma de "eu não passo meus problemas para você", já passando, através de atitudes expressivamente desequilibradas, mas, desequilibrado é você, que não conseguiu sair debaixo em tempo hábil...

No limite das forças, a gente só reage... raciocínio vem depois. No limite das forças, me atenho a uma estratégia que desenvolvi na época da DPP, que chamei de "distância saudável". Refere-se a manter distância de tudo que te faz mal, ao menos, temporariamente, até você poder recobrar um pouco cas forças. Me diga como recuperar as forças com bombardeios constantes e, em muitos caso, inconscientes... de uma cegueira tão profunda que os alertas - nem são sinais, são placas de advertências claras e diretas - são desrespeitados e tudo cai?

No limite das forças a gente precisa se poupar, um pouco, para evitar maiores destruições... mas, essa capacidade só tem quem alcança um grau mínimo, que seja, de consciência. Eu estou no limite de minhas forças e, depois de tanto ter sido bombardeada - isso quem sabe sou eu, porque quem sabe o limite de minhas forças, SOU EU - eu cansei... nada mais natural e humano do que cansar. Não. Não caí. Sequer pretendo. Dei um pause para ME recuperar. Mas, o dia-a-dia é guiado pelo tempo e este a gente não segura a nosso favor... a gente TENTA fazer o melhor com ele e nem sempre tem êxito...

Não. Não devemos descontar nossos problemas em ninguém, mas, se alguém provoca e insiste, você avisa e a pessoas continua... de quem é a culpa? De quem provoca ou de quem cede? Para piorar, essa não tem sido minha única preocupação, mas, a dureza que já estava e continua e a sensação de incapacidade e impotência diante dos acontecimentos.

É deixar passar! Deixar TUDO passar. É sentar e assistir ao jogo da copa - que merda... O Brasil perdeu!!! - e fingir que tudo na vida é futebol... Olha, se o preidente da FIFA fosse o da ONU, nossa, o mundo seria mais alegre - kkkkkkkkkkkkkkk - cheio de vuvuzelas, gritos de gols e comemoração, até na hora do jogo perdido. Interessante como na copa os torcedores superam as perdas com tanto fervor e alegria... bem como deveríamos fazer na vida!

No limite das forças, o menor dos problemas se torna over e tudo que se quer é deixar passar, porque não existe a consciência da força. Seria tão bom ser uma guerreira jedi... e sentir a força dentro da mim... Qualquer gota d´água transbordará meu cálice... melhor, ficar na minha - à distância, porque é difícil ficar na sua com cutucadas desvairadas. Isso é sabadoria ou desgaste? Será que essa é a base dos sábios: ter se cansado e desiludido tanto que aprende que tudo passa, bem ou mal? É sabedoria deixar passar ou seguir de outra maneira? Essa outra maneira pode ser parar e depois seguir? Não existe fórmula certa... Porque não é fácil estabalecer, em cada um de nós, o equilíbrio e a harmonia entre o individual e o coletivo... a gente nunca sabe se é característica pessoal, arquétipo, estereótipo, tabu, cultura, medo social... a gente só é gente e, talvez, nunca encontremos respostas para todas as perguntas. Um dia, a gente aprende a fazer a pergunta certa, para encontrar a resposta necessária!

Tudo que mais desejo é PAZ NA VIDA para mim, para você e para todo o mundo... mas, como já se foi propagado, muitas vezes, para se alcançar a paz a gente precisa viver tempos de guerra... discordo, mas, infelizemente, isso existe independente de mim... E eu? Acabo fazendo guerra, também... No limiar das forças, o que nos resta é a natureza animal... nos aproximamos da zona primitiva de nossos ser que, por mais que neguemos, estamos sempre na divisa do se manter e seguir...


Mesmo ainda não tendo encontrado um caminho calmo e que me ajude a seguir - depende de algumas tomadas de decisões... as velhas escolhas que nos guiam e precisamos ponderar e reponderar tudo a todo instante... ver o que dói mais: seguir ou ficar... e se vale a pena se esquivar da dor necessária... muitas vezes se manter na "comodidade" e descobrir uma zona temporária de conforto, como dar um passo atrás, se faz necessário... nem todos temos força e coragem para seguir e ultrapassar a maior barreira, aquela que te fará mudar TUDO em sua vida... mas, o apego ao passado e sua perpetuação são um obstáculo ainda maior... nós somos nossos maiores entraves - ainda estou no caminho. Fale quem quiser falar... no limite de minhas forças, o máximo que posso dizer é "fale, porque é o que te resta e tudo que você tem" e nem forças para reagir eu tenho... tudo por uma boa causa: pela minha paz, hora de parar - tempo de espera - para a hora de mudar!

Minha busca é que alimenta meu esforço e entrega em DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

PAZ NA VIDA!!!







Pat Lins.

terça-feira, 29 de julho de 2008

MINHA SALADA SÓ É GOSTOSA PORQUE EU FAÇO E IURI TEMPERA!!!



Fazer uma salada é tão simples, né?! Mas, por que tem umas que são tão sem gosto? Faço uma salada que é uma delícia, simples e fácil. Mas, Iuri faz o tempero. Trabalho de equipe, amor e carinho!

Nossa vida é bem assim: um conjunto de acontecimentos, sentimentos, emoções, história de vida... ingredientes que temperam, dão o ponto ou fazem passar... enfim, somos uma salada de Deus, temos em nós e nos que estão ao nosso lado os ingredientes certos, na medida certa. Mas, a gente sempre quer mais...

Para alimentar a vida de maneira saudável e prazerosa, basta se permitir e viver aquilo que Deus nos dá. Desejar uma pitadinha de sal, beleza, porém, saber que sal DEMAIS faz mal nos leva a tomar cuidado com essa “pitadinha”... querer mais não é o problema. Querer DEMAIS é que é!

A vida em sociedade requer sempre medir os termos, os comportamentos, cada gesto, cada palavra, cada atitude, cada emoção.

Viver a dois, requer ponderar tudo isso e muito mais. Mas, lembrar que “viver é uma arte!”, como sempre diz minha amiga Suzi. E o Diretor está em todos os lados, em todos os lugares, em todos os momentos...

Passar por toda fase difícil que passei, todo mundo já ta cansado de saber, que foi DIFÍCIL, mas, com os ingredientes certos, a salada ficou gostosa! A ajuda de meu marido foi fundamental!

Mas, me pergunto, por que o dia-a-dia é tão difícil? Tem dia que ele pega no sal, e eu nos ingredientes errados... cada um tem suas dores, suas mazela... e superar uma doença, não faz parar o tempo. Existem produtos que são perecíveis, outros que não combinam... para quê insistir em colocar? Joga fora!

Se a gente superou um turbilhão de coisas de uma vez só, precisamos saber viver e superar as dificuldades diárias. Lembra que falei que eu não virei santa, e que os problemas não deixaram de existir? É verdade.

O peso que você dá é que vai fazer a diferença.

Incrível que situações tão bobas, conseguem nos sufocar, de tanta repetição... desemprego, contas, frustrações pessoais, carências, desejos, cansaço físico e emocional, cuidar de filho (por maior que seja o prazer, também cansa)... e você vivendo enfurnado nisso, sem sair e respirar, só afundando... o problema pode te dominar se você quiser e deixar! Tudo pode conturbar e tirar a paz.

Um pequeno problema pode virar um problemão se você vivê-lo dia após dia, reclamando e nada fazendo, só se queixando.

Às vezes, sair sozinho e dar uma respirada a beira mar pode evitar muitos desgastes numa relação. Todos devemos, e precisamos, lembrar que somos indivíduos antes de tudo! Um casal consiste na união de dois seres individuais, pensantes e “viventes”. Carências são trazidas e vividas por dois, se um não se trabalhar.... os dois sofrem!

Ter o cuidado de perceber isso e admitir é que vai fazer a diferença. Mas, querer que sua mulher seja mãe, amiga e irmã, não dá certo. Exercemos vários “papéis” na vida, e cada um tem o seu lugar e espaço. Digo sempre para Iuri: "Nunca espere que eu vá fazer a sua comida favorita como sua mãe faz. O prato da mamãe, só ela!” E isso serve para tudo! Trabalhar suas carências ou, ao menos, ter consciência que as tem é um bom começo.

Todos nós precisamos de família e amigos. Graças a Deus, sou rica desses tesouros!

Só temos duas opções: VIVER COM AS SOLUÇÕES OU SOBREVIVER COM OS PROBLEMAS!

Problema sempre vai existir! SOLUÇÕES também!!! Eu costumo dizer que “todo problema carrega em si a solução”.

Cabe a um decidir dar um basta no problema, que já ajuda! Mas, todo casal deveria respeitar isso, e pensar sempre na solução, não permitir se afundar nos problemas e transformar a convivência diária num castigo, numa tortura! Isso pode enlouquecer.

Percebi que já estava tendo recaídas esses dias, por conta de situações totalmente ridículas... Iuri tem ficado mais tempo em casa, a procura de trabalho, e a gente vinha se fechando nesse pequeno caos diário! Sentimentos e emoções se exaltavam... estava aturando ele. Repetia inúmeras vezes: “ele tem muitas qualidades, não se prenda aos defeitos...”; “já passamos por uma situação muito mais difícil e delicada e superamos, não vai ser essa rotina cansativa e desgastante que vai vencer!” Isso é o dia-a-dia! Superar uma doença como a DPP não pára o surgimento de outros problemas...

Estava me entregando àquele clima de tristeza e a desesperança e esss sentimentos estavam querendo tomar espaço... se a gente permitir, elas tomam todo o “jardim”, como ervas - daninhas. Apesar do cansaço, tirá-las da nossa grama, aparar, limpar e regar faz parte. Toda relação é assim!

Como já identifiquei os sintomas, pedi forças a Deus e apoio a quem me ama! Agradeço ao Pai pela existência de pessoas tão especiais em minha vida. Minha mãe e Sani são duas delas (viu?!) - risos. O socorro veio e o ar voltou a circular em meus pulmões. Eu, agora, me empenho em viver a vida sendo realista. Hoje, por coincidência, li um provérbio chinês que reforçou meus jeito de viver e pensar: “O pessimista reclama do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas” é isso aí! A vida sempre continua! Ainda tenho muita guinada para dar, mas, em alguns casos, estou na fase otimista: esperando. Na hora certa, ajustarei as velas!!! Saber dar um tempinho e se permitir construir bases sólidas é muito melhor do que viver guardando tudo em caixinhas...depois, haja espaço para guardá-las e haja paciência para localizar o que é o quê!

A gente precisa respirar; o coração precisa bater; temos que nos alimentar; nos mexer e pensar para viver. A gente precisa viver! Precisa se amar! “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." (MATEUS,22:34 - 40.)

Como um carro, também precisamos de combustível na vida! Não precisamos transformar tudo em fardo. Tomar decisões simples podem dar um gás para se viver os problemas e superá-los. Mas, nunca, nunca mesmo, finja que não os está vivendo, isso pode aumentar a situação. Colocar tudo num canto e fingir que não está ali não resolve! Eles continuam ali, e você, os está vendo...

Dar a volta por cima é missão diária. Todo dia começa, nossa vida também, começa a cada dia!

E é por isso que venho lutando. Como todo casal, também temos problemas e soluções. Vivê-los é superá – los com amor, dia após dia! É se respeitar antes de tudo, para saber o que vem a ser “nos respeitar”.

Por isso, que minha salada é tão gostosa!!! (risos)

TODO DIA DEVE SER O PRIMEIRO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS!
Patricia Lins

segunda-feira, 28 de julho de 2008

VIVENDO O DIA SEGUINTE




“Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Mateus, 6:34)


Quando o dia acabava, eu olhava para o céu, olhava aquela escuridão e dizia: “ufa! Menos um dia de vida...” E assim, repeti essa frase inúmeros dias consecutivos. Temia como seria o dia seguinte; o que faria?; como suportar mais um dia? Como agüentar mais um nascer do sol? Fazia uma espécie de contagem regressiva, na expectativa do dia que não mais acordaria...


Meus dias duravam, literalmente, 24h. As outras 24 eram imprevisíveis. Era uma vida com início, meio e fim em 24h. Doía muito o medo do amanhã.


Sentia dores que não sabia precisar onde eram... doía algo por trás do coração. Dores que me abatiam, que me faziam ficar sem respirar direito. Meu coração batia num compasso diferente. Eu era outra pessoa.


Lembrava dessa passagem em Mateus (apesar de sempre dizer que não acreditava 100% na Bíblia, porque teve o dedo do homem por trás, mas, ela me trazia um conforto real e Divino. Elas atingiam as dores no lugar certo e estas passavam), e tentava diminuir a angústia de viver o sofrimento de imaginar como seria o dia seguinte. Como falei, não tenho religião, creio em Deus. Mas, descobri, nessas horas, dentro de casa, muitas vezes deitada na cama e olhando para o teto, que temos um espírito e ele também sofre, também sente dores. Percebi então, que as dores que sentia por trás do coração eram dores na alma.


Implorava perdão a Deus, por estar sendo tão fraca, tendo Ele nos feito para a felicidade, mas, não tinha forças de encarar o “dia seguinte”. Sofria muito com esses temores.


Comecei a perceber, que esses medos, tinham a ver com o medo do futuro; um medo de viver daquele jeito para sempre... daí, o desejo de encurtar o que não tinha mais jeito... Tinha medo, porque não tinha mais sonhos; nem planos; nem ideais... nem passado, nem futuro. Pior, que nem presente...


Essa foi difícil de superar. Pensava como poderia me ajudar nesse assunto, mas nada me vinha, até que me veio: “basta um mal para cada dia”. Corri e fui perguntar a minha avó, qual a passagem bíblica que continha esse trecho. “Mateus, 6:34”, me respondeu minha linda e amada vovó Maria e já veio com sua Bíblia aberta e leu para mim. Me tocou fundo! Tocou naquele fundo, que estava doendo por trás do coração... era tudo o que precisava ouvir.


Quando vinha aquela sensação de medo, ao findar do dia, zerava meus pensamentos: PENSAVA EM NADA, para liberar a mente dos pensamentos ruins sem forçar. Comecei a deixar passar, porque já havia “pré-programado” minha mente no que pensar quando estivesse livre... O exercício de PENSAR EM NADA (criado por mim) me ajudava bastante. Não é simples, mas é neutralizar um pensamento ruim com uma respiração bem funda (vai doer, porque é um esforço respirar em meio àquela fadiga físico-mental... até respirar cansa...); sacudir a cabeça como quem diz “não” (literalmente.), mexer o corpo todo (sacudindo, andando em círculos, soltando os braços... mexendo o corpo) – ah, só fazia isso sozinha, para não me constranger (não é hora de constrangimento e nem se tem forças para assumir sua atitude...) – sentava na cama, deixava o olhar solto, vagando pelas paredes, pelo teto, pela janela... olhava sem ver, e isso fazia com que os pensamentos ruins fossem perdendo a força.

Quando eles perdiam a força, relaxava a mente (sabe quando estamos malhando e no final vem o relaxamento?... era mais ou menos assim). Deixava livre, sem pensar. Dava voz ativa a NADA. Me permitia ser uma “louca”, livre, leve e louca – risos. E funcionava. Era cansativo, mas tinha resultado.

Fui perceber que, o que fazia, era simplesmente, uma atividade física, um movimento do corpo, e isso, me OCUPAVA e eu não tinha tempo para me “PRÉ – OCUPAR” com o desnecessário. Se eu dissesse: preciso me mexer, não me mexeria, mas quando permitia meu corpo fazer algo para se proteger, ele mesmo se defendia. Nós somos um conjunto de corpo, mente e espírito, e isso quer dizer que um ajuda o outro e todos se ajudam. Todo médico fala que a atividade física ajuda nossa saúde, e é verdade! Ainda estou sedentária, mas, vou dar um jeito de me organizar. Isso vai fazer bem a mim mesma!

Após esse processo (que com o tempo vai fluindo naturalmente em seu dia-a-dia), lembrava do texto bíblico e permitia que ele me enchesse como uma luz me invadindo: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Mt 6:34) e eu sorria. O ato de sorrir que me gerava tanto incômodo, voltava a sair espontaneamente.


Esse é um exercício que você deve fazer quando seu corpo pedir e sua mente colaborar. Não vai obter resultado de uma hora para outra, mas, vai sentir um alívio emergindo do âmago do seu Ser. Eu chamo isso de Deus falando claramente comigo, desde que eu me permita escutar!


É um exercício mesmo. Exige disciplina. Uma das grandes consequencias de qualquer Depressão. é que você volta a agir como uma criança aprendendo a andar: cair e levantar. Tudo passa a ser um passo após o outro. Enxergando tudo com pureza nos olhos. A mente esvazia tanto, de tão cheia de pensamentos pesados, que depois só se quer viver coisas boas. Chega uma hora que o grito de liberdade chega e diz: CHEGA, QUERO SAIR DAQUI!!! E sai. Nessa hora, você vê que venceu!


E assim, foi dia após dia. “Recuperando o futuro perdido”. VIVENDO O DIA SEGUINTE.

Patricia Lins

sábado, 26 de julho de 2008

AS FERIDAS DA MENTE: ANSIEDADE. DEPRESSÃO. E AFINS. SAIBA COMO DIFERENCIAR




Só para começar, a ansiedade e a depressão não são a mesma coisa!



Ansiedade, Ansia ou Nervosismo, é uma característica BIOLÓGICA do ser humano, que, normalmente, antecede momentos de medo, perigo, tensão... , muitas vezes caracterizada por sensações corporais desagradáveis, como um vazio, um aperto no estômago, coração batendo rápido, nervosismo, aperto no tórax, transpiração...



Todos nós podemos sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. Ela acaba se tornando constante na vida de muita gente. Dependendo do grau ou freqūência pode se tornar patológica e acarretar em muitos problemas posteriores, como o
transtorno da ansiedade. Essa é a descrição mais encontrada em Dicionários e afins para a palavra: ansiedade.



Mas, para quem não sabe, ansiedade, pode vir a ser uma doença. É bem verdade que temos uma real dificuldade em aceitar “feridas” que não sejam do corpo. “Feridas” na mente e/ou no espírito também existem. Normalmente, estas são tidas como “alienação”, “devaneio”, “fraqueza”, “loucura”, “delírio”, “insanidade”...



De acordo com o Psicosite: ”O transtorno de ansiedade generalizada é basicamente uma preocupação ou ansiedade excessivas, ou com motivos injustificáveis ou desproporcionais ao nível de ansiedade observado. Para que se faça o diagnóstico de ansiedade generalizada é preciso que outros transtornos de ansiedade como o pânico e a fobia social- por exemplo tenham sido descartadas. É preciso que essa ansiedade excessiva dure por mais de seis meses continuamente e precisa ser diferenciada da ansiedade normal.”



Claro, e nem precisa falar muito, que as mulheres são mais propensas para esse problema do que os homens. E me refiro à questão dos Grupos de Risco, onde, hoje em dia, qualquer um faz parte.



Há quem confunda seus sintomas com a Depressão, mas, nada impede de levar a essa outra doença por conseqüência.



No início elas são diferentes: a ansiedade acelera seu ritmo e suas atividades; enquanto a depressão diminui bruscamente. Mas, se vacilar, a primeira puxa o freio de mão e a depressão assume o volante.



Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.



No caso da DPP, existem duas formas, uma mais leve e mais comum chamada pelos americanos de "Blues Postpartum", ainda sem tradução para o português e a outra chamada de depressão pós-parto. O "blues" é uma condição benigna que se inicia nos primeiros dias após o parto (dois a cinco dias), dura de alguns dias a poucas semanas, é de intensidade leve não requerendo em geral uso de medicações, pois é auto-limitada e cede espontaneamente. Caracteriza-se basicamente pelo sentimento de tristeza e o choro fácil que não impedem a realização das tarefas de mãe. Aproximadamente metade das mulheres são acometidas pelo "blues" no pós-parto. Provavelmente devido a seu caráter benigno não tem sido uma condição estudada.A depressão pós-parto é uma
depressão propriamente dita; recebe essa classificação sempre que iniciada nos primeiros seis meses após parto. Sua manifestação clínica é igual a das depressões, ou seja, é prolongada e incapacitante requerendo o uso de antidepressivos. O principal problema desta depressão está no uso das medicações. Enquanto os psiquiatras julgam que os antidepressivos tricíclicos apesar de passarem para o leite materno não causam maiores problemas para a criança, os pediatras recomendam a suspensão da amamentação caso seja introduzida alguma medicação antidepressiva. Não há relatos de problemas causados nas crianças em aleitamento materno cujas mães tomavam antidepressivos tricíclicos.



Hoje em dia, as feridas da mente podem destruir até a pessoa mais importante do mundo. Vale ressaltar, que essas não são as únicas “feridas mentais” que existem. Há ainda: fobia, síndrome do pânico; estafa; stress; e outros “piripaques” que não são simples faniquitos. E mais, quem já tem histórico na família, vale a pena buscar tratamentos preventivos (o melhor é procurar um profissional). Mas, também, não se desesperar a toa... existem maneiras muito simples de se evitar essas “tensões” que podem vir a ser “ enormes lesões emocionais”, ou até, doenças no corpo.



Muitas vezes, tenho a impressão que as "feridas do corpo" cicatrizam com mais rapidez do que as da mente.



Fazer uma avaliação da vida, constantemente; desenvolver a fé espiritual; tentar adquirir hábitos saudáveis, como: não criticar; não julgar, nem condenar a vida alheia... ; sorrir constantemente; desabafar; escutar sempre o seu coração e sua razão... Viver a verdade é muito melhor do que viver fingindo.



Nos casos mais crônicos, o melhor é procurar ajuda médica. As pessoas temem ir a um psiquiatra, por julgá-lo, apenas, “médico de maluco”... , como se alguém nesse mundo fosse totalmente normal... Eu sempre tenho um dúvida com relação a terminologia: NORMAL. O que realmente as pessoas querem dizer quando se referem aos outros, ou a si próprios, como NORMAIS? Será que é porque está dentro do padrão de normalidade aceito e imposto pelos padrões sociais? Se referem a quem tem casa, comida, roupa, escola, lazer...Então, a culpa de quem é “anormal”, muitas vezes não é do ser “fora dos padrões”, é quase algo imposto a esse ser, né verdade? Julgamos a partir da “norma” de ser “normal”. E você, é normal, também? Você não chora, não grita, não xinga? Ah, isso é normal para você? E você aí, se cala e guarda? E você que reclama da vida? E você que só sabe falar mal dos outros? E você que está carente? E quem está “se achando” por acreditar que está acima dos outros, só porque tem um carro melhor e paga as contas com folga no final do mês? Todos somos normais! Todos somos normais, até, em nossas loucuras! Todos somos fortes e fracos; covardes e corajosos; alegres e tristes. Carregamos essa dicotomia humana, contraditória, porém, totalmente humama!



Avaliar a vida, muitas vezes exige encarar a verdade de frente (ainda que seja descobrir que tem Depressão...). No início, pode ser doloroso, mas, com o passar do tempo e seus resultados positivos, você vai ver que antes uma verdade dura, do que uma doce mentira!



A verdade é divina, então, se entregar a essa realidade só vai doer, se você assim preferir... Deus é amor e o amor dá força para curar todos os males. A gente não precisa ofender para ser sincero.



A verdade deve ser dita e vista com leveza. Porque “tudo que é leve, tende a subir, e o que é pesado, tende a descer”, como disse meu grande amigo e mestre, professor, humano, compositor, cantor...um artista completo: Juraci Tavares.



PS - hoje é meu aniversário!!! Hoje em dia cada dia para mim é precioso, imagine o MEU dia?! Quero dividir esse momento de alegria e de fechamento de ciclo e início de outro. Todo dia é dia de viver, né?! Então, parabéns para todos nós!!! Que Deus nos dê muita saúde e paz!!!
Patricia Lins

sexta-feira, 25 de julho de 2008

ESPERANÇA: UM NOVO MUNDO SE ABRE!!!



A maioria das vezes, durante as crises, sentia uma vontade de retomar a minha vida ecoando, bem longe.



Cansava até de estar em crise. A vontade de viver (apesar de pedir para morrer a todo instante) era tão forte, que, mesmo sem perceber, eu desejava estar VIVA!



Comecei a ler o que conseguisse, sobre Depressão Pós Parto; Depressão; Ansiedade... Precisava saber, em termos técnicos e comprovados, que eu não era a única. Tinha uma necessidade de me sentir “normal” de alguma maneira.



Comecei a buscar explicações para cada sintoma que apresentava e, isso, me ajudava a correr atrás da esperança perdida.



Você já percebeu que, todo mundo, inclusive quem nem percebe, vive de esperança? Esperança de que amanhã o dia vai amanhecer; de que vai fazer sol; de que vai chover no Sertão; de que vai ver todos que ama no dia seguinte... a gente vive com tanta esperança, que nem sente. Ter esperança é tão natural quanto respirar. É vital!



O dia-a-dia pode cansar, mas, sempre há a esperança do dia de folga. Muitas vezes, a chamamos de expectativa, de planos... mas a vida é feita de sonhos e esperanças. Afinal, quem é que trabalha por trabalhar? Vai ao médico só por ir...? Para tudo tem que ter um bom motivo: a esperança de viver melhor; ter mais condições de investir no futuro; trabalhar para poder se aposentar e “curtir a vida”... cada um tem seus planos e ideais na vida, e todos, baseados na esperança de viver melhor.



Imagine um dia você acordar e não sentir mais essa esperança?



Tudo perde o sentido; o rumo; o brilho!



Viver para quê?



É assim que o “depressivo” vive (ou se arrasta). Sem esperança. Uma completa e total ausência de perspectiva.



Nesse momento, lembrava de quem eu era; de como vivia... do que gostava... mas, com muita calma, para não viver de passado e/ou despertar mais um complexo de culpa. Lembrava de como sempre fui bem tratada pelas pessoas que conviviam comigo; de como sempre havia alguém querendo me ter como “filha”... Percebi que sempre e em todos os ambientes que vivia, era querida. Eu não me via como era, mas, sabia que era. E, quem estava de fora, me via como eu sempre fui. Meu ângulo de visão era outro, era, literalmente, coisa da minha cabeça.





Nossa cabeça tem um poder incrível sobre nossas vidas. Costumo dizer que tudo “parte do pessoal”. Tudo parte de quem somos; como somos. Até um profissional é, antes de tudo, uma pessoa.



Me resgatar mentalmente me ajudou bastante. Mas, me trazia um certa carga de culpa: “Por que não sou mais assim? Vivo uma realidade tão distante daquela.” A real sensação, era de que eu não tinha passado. Era como se eu tivesse sido criada naquele instante e meu passado era uma história que me haviam contado e parecia familiar... Sabe esses filmes que apagam a memória das pessoas e reprogramam? Elas acabam lembrando de quem eram; do que gostavam de comer; de como andavam... Ou, como aqueles filmes que alguém vem do futuro para salvar um passado que nunca viveu, mas que estudou sobre a época e sentia como se tivesse vivido... Mais ou menos assim.



Mas, acordar e ver que a esperança voltou é muito melhor! Apesar de toda dor, há algo positivo: um novo mundo se abre! Uma nova vida te espera. Novinha e zerada. Hora de ser quem realmente se é. Hora de viver as coisas boas, de sorrir para o sol.







Meu dilema era (e ainda tem sido, às vezes) me organizar com o tempo. Apesar de quase 12 meses ser considerado pouco tempo cronológico, a intensidade que se vive te faz ter a impressão de que viveu a vida toda daquele jeito “cinza”. Mas, permitir o amarelo te inundar é melhor que qualquer coisa!



É sentir que está vivo. VIVA!!! Dá vontade de viver fazendo festa e comemorando cada dia.





Como já falei, nos outros textos, os problemas continuam; muitas vezes “pipoco” de nervoso, grito, xingo... isso é natural. Eu não virei um monge budista ou zen (bem que eu queria, mas minha natureza é mais explosiva... teria que nascer de novo... risos). Mas, na hora da raiva, das dívidas chegando, das contas do dia-a-dia e do desemprego temporário, quem vai sorrir de cara e dizer “obrigada”? Talvez, alguém diga, porque de tanto se trabalhar e vigiar, podemos, e devemos, nos burilar e melhorar, mas ainda não cheguei a esse estado de espírito. Me entristeço, mas penso: “é só mais uma fase.”. Comecei a acreditar na esperança de que “dias melhores retornarão”. Respiro fundo e deixo os sentimentos de angústia passarem. Quando vem muito forte, converso, escrevo, mas deixo passar. Essa atitude não é só para quem já teve Depressão, é para todo e qualquer Ser Humano. Buscar a paz e harmonia e afastar amargura, angústia e dor é exercício diário! A simplicidade e a beleza pura da vida precisam ganhar mais destaque em nosso cotidiano. Dar valor à simplicidade é um grande exercício de humildade e sabedoria. O mundo sempre existiu com essa natureza exuberante e nós estamos destruindo aquilo que é para nos dar sobrevivência. Em nome de quê, mesmo? Devemos encontra um equilíbrio entre viver o desenvolvimento e preservar a Natureza. A vida foi feita para a gente costruir, edificar! Deus nos criou para viver, não para nos destruirmo.



Viver é cada dia. Li num livro de bolso de auto-ajuda, a seguinte introdução (ao final, citarei a fonte) e, dessa introdução, faço o encerramento da minha dica de hoje: A VIDA É FEITA ESPERANÇA. É ELA QUE NOS DÁ AS CORES VIBRANTES E OS SONS ESTIMULANTES PARA VIVER!!! É um texto rico em sua simplicidade e por falar aquele “óbvio” que a gente insiste em passar por cima, por achar que é “lição aprendida”, só que não é exercitada!



Eis o texto:



“Desde a manhã até a noite, nós nos deparamos com dificuldades, contratempos, sofrimentos, agitação e situações de inveja, ciúme, revolta, que podem provocar em nós depressão, ansiedade, medo, implicâncias de toda ordem. Passamos o dia resolvendo esses problemas, sem saber como dar uma guinada em nossa vida. Nós somos os sujeitos de nossa felicidade. A vida é linda! É preciso despertar a nossa sensibilidade, desenvolvendo hábitos positivos, otimistas, transparentes. Se olharmos a vida com menos dureza, menos exigência, ela poderá não ser tão perfeita, mas será mais leve, mais agradável, mais poderosa.” (Carmem Seib – Como lidar com a Depressão).
Patricia Lins

quinta-feira, 24 de julho de 2008

NOSSA CABEÇA, NOSSO MUNDO!!!



Durante o período da DPP - Depressão Pós Parto, a minha auto-estima estava debaixo da sola do pé.

Nunca fui extremanente vaidosa, mas sempre gostei de comprar roupas, sapatos, bolsas e assessórios como qualquer mulher! Gostava de usar batom tom de terra; perfumes que me inspirassem atitude e força, como alguns masculinos; gostava de ler, cantar e dançar. Uma pista de dança não ficava sozinha se eu estivesse por perto.

Sempre fui muito conversadeira. Tímida? Nem um pouco. Sempre fui alto-astral, mas, também chorava, xingava e gritava quando estava estressada ou de TPM...

O que estou tentando descrever, é que eu já fui uma pessoa para frente. Sofria, temia, fingia... tudo muito normal, como a maioria das pessoas. Nada demais. Sempre fui muito emotiva, sensível até a alma; em contrapartida, também sabia empurrar quem pisasse em meu calo (isso poderia ser uma missão muito fácil, ou muito difícil - não sou de meio termo...).

Sempre gostei muito de falar e escrever e sempre escrevi com meu coração, aliada a língua portuguesa, claro!

Pintava os cabelos e os cortava com frequência, sempre mudando o visual. Unha feita. Sobrancelha "limpa", como falo. Sempre bem apresentável. Meu mundo era O MUNDO!!! Não precisava ser rica e famosa, me bastavam a família,os grandes amigos, os estudos, as farras... o prazer de viver! Ir à praia, tomar um banho de sol! Levantar o rosto e deixar a chuva molhar... Meu Mundo, minha Vida!!!

Com a DPP, não falava, não sorria, só chorava e sofria!

Minha auto-estima sumiu... me achava feia e gorda (havia engordado 23 Kg com a gravidez). Não penteava os cabelos; não escovava os dentes (e sempre fui dona de um sorriso aberto e dentes muito brancos). Não usava perfume, nem passava batom.

Roupa? Vestia camisolão. Calçado? Dos saltos que sempre me aumentavam uns 10cm, caí para o chão: pés descalços.

Quando alguém me dizia: “sorria, você tem um filho lindo. Um marido que te ama. Uma família que te apóia...” só faltava pular no pescoço. Eu sabia de tudo isso, e quanto mais me falavam, mais me sentia vazia, por não estar valorizando tanta coisa boa. Esse tipo de “apoio moral” tinha um efeito totalmente contrário. Me culpava por tanto ter...

"Recuperar a vaidade não era prioridade para mim", repeti por várias vezes. Minha prioridade era recuperar o brilho nos olhos. Recuperar a esperança (bem que dizem que a "esperança é a última que morre", porque quando ela morre, a gente vai junto...) era minha prioridade!

Sentia-me tão oca, tão vazia, que é verdade quando dizem que “a beleza é um estado de espírito”. Quando o espírito está vazio, você fica vazia! Eu estava vazia. Ou melhor, eu me sentia vazia! Meu mundo, o nada!



Mal sabia eu que estava cheia: de Deus; de amor; de Luz!!!



Eu estava cheia de tudo que precisava para me reencontrar: o espelho da verdade.



Esse espelho me refletia uma vida inteira pela frente, para viver problemas e soluções.



E esse é o conselho que dou agora: se permita, porque a beleza da vida está em viver cada dia; com sofrimento, com alegria, com tudo que ela traz.



Se permita ser salva pelo amor de quem te ama mesmo!!! Creia, só está do lado de quem ESTÁ (porque é uma fase péssima, mas uma fase!!!) em DPP quem ama de fato!

Ainda estou recuperando a vaidade. Foi muita bagunça mental. Agora, estou arrumando a casa. A reforma já foi feita, agora, é arrumar as "gavetas" - risos! Mas, estou muito bem. Novos valores, novas virtudes, novidades. Novos sorrisos...



NOSSA CABEÇA, NOSSO MUNDO!!!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

CONFIE EM SEU TRATAMENTO

VONTADE + DEDICAÇÃO + CARINHO + ATENÇÃO + COMPREENSÃO + TRATAMENTO CERTO = CURA DE TODOS OS MALES!!!

Ainda pretendo falar sobre dados técnicos/científicos. Por enquanto, ainda falo da minha experiência. São toques que dou de quem viveu e sabe do que está falando.


Quando decidi iniciar o tratamento, procurei aliar a indicações de amigos e meu plano de saúde... até, que consegui!

Minha primeira psiquiatra era bem legal. Comecei o tratamento com ela, muito bem. Mas, foi detectada a necessidade de começar de começar um tratamento psicológico, também (era necessário trabalhar o emocional). Me indicou uma psicóloga da clínica, mas eu não estava em condições de pagar.

Até que soube que a Uneb (Universidade do Estado da Bahia) oferecia serviço psicológico para alunos (eu fiz pós-graduação lá). Tive a indicação de uma fantástica.

Quando informei à minha psiquiatra, me pareceu que ela não havia gostado, mas não me falou nada, nem me orientou a não fazer... simplesmente, mal entrava na sala em minhas consultas, aumentava as doses do remédio e tchau! Achei aquilo muito chato e parei.

Com a psicóloga, não conseguia ter uma seqüência, ela era muito procurada e era por ordem de chegada; acontecia dela não ir...; vieram alguns feriados... Fora que a linha era junguiana, para mim, naquela fase, não era bom. Muita abstração para quem não conseguia nem racionalizar para fazer xixi...

Achei que eu não era merecedora, daí, tudo dando errado. Fiquei triste. Alguns fatores externos me incentivavam a piorar... (como o início das mudanças...)

Foi, então, que, um dia, fui para a casa dos meus pais e uma grande amiga, que ainda não tinha tido coragem de ir me ver, foi lá e constatou com seus olhos o meu estado... era um ser sem descrição: olheiras enormes e fundas; nariz enorme de tanto chorar; cabelo sem pentear...; houve um dia que saí de casa de camisola, e fui para a casa dos meus pais, a pulso! Daí, ela resolveu me indicar uma psicóloga (Lilian Rezende), que me cobrou um precinho camarada. Voltei a procurar um psiquiatra. E tudo melhorou.

A linha Cognitiva estava mais adequada com minha realidade e necessidade.

Atrapalhava um pouco o fato d´eu “tirar onda” de entendida de Psicologia. Já havia pensado em ser, mas a veia de Comunicação falou mais alto. Na faculdade, tive 1 ano de aula de psicologia (Introdução a Psicologia e Psicologia Social), daí, sempre querer avaliar a técnica por trás das palavras... até que vi, que estava atrapalhando a mim mesma. Oras, estava sendo tratada ou o quê? Decidi descer do meu pedestalzinho e me entreguei! Decidi me cuidar, não era momento d´eu estar querendo julgar um trabalho que nem conheço a fundo... mal superficialmente...

Meu psiquiatra, também trabalhava com hipnose, mas o plano não cobria e era um tratamento bom, porém, salgado para meu bolso...

O que mais gostei nessa mudança, foi que Lilian soube fazer o que era necessário: ela conversou com meu marido e com minha mãe, sobre o problema e deu algumas orientações básicas. Tempos depois, isso me fez ver (já que só depois fui saber) o quanto é importante essa interação. O tratamento não é só com o depressivo (vamos chamar assim), mas com quem está de fora também. Lilian pegou o contato do psiquiatra; falou com quem estava mais envolvido comigo; e se tivesse alguém querendo tirar dúvida, ela ouviria. Foi um tratamento profissional mesmo. O fato dela ter me cobrado um valor mais baixo, não interferiu na qualidade do trabalho, nem em sua dedicação no caso. O profissional também precisa se envolver e, de certa forma, adotar o paciente. Ela me fez voltar a sorrir em muito pouco tempo e me falando as verdades. Ela não era dura e seca; ela era direta. Foi ótimo o tratamento. Se, hoje, eu tivesse condições, continuaria a fazer terapia, porque é bom demais! A gente se conhece melhor; tem prazer em crescer como pessoa; fortalece a auto-estima; descobre que somos mais fortes a cada dia... enfim, eu me identifiquei.

Dr. Fernando também era bem legal. Mas as consultas com o psiquiatra foram diminuindo, à medida que se vai melhorando e os remédios vão sendo retirados aos poucos. Ele também me ouvia muito, antes de passar a receita. Não era só chegar e “tome, pode ir!”. Havia um cuidado em ser profissional e honrar com seu estudo e sua carreira. Ele trabalhava bem. O que se espera de um Profissional, né?!

Sei que a confiança no tratamento me ajudou ainda mais. E dr. Fernando repetia sempre que: “confiar no tratamento já é meio caminho para a cura”. E é verdade.

Ele me dizia que uma depressão mal curada é pior do que uma recaída... E olhe, é mesmo! Como interrompi o primeiro tratamento, a “coisa” veio com uma força, parecia um vendaval; um tufão; um furacão... Sorte que eu tinha uma base sólida e muita gente a me ajudar de verdade. Esse era o apoio fundamental!

O tratamento consiste em:

1 - VOCÊ QUERER;
2 - VOCÊ SE IDENTIFICAR COM O PROFISSIONAL E SUA LINHA DE TRABALHO;
3 - TER QUEM TE AME E TE APÓIE AO SEU LADO, SEMPRE!!!
4 - (e não por último) VOCÊ CONFIAR NO TRATAMENTO!

Fora o item 1, os outros não precisam seguir uma ordem; todos são relevantes e têm seus pesos e seu papéis. É um trabalho de equipe, mesmo!!!

CONFIE EM SEU TRATAMENTO E SE DEDIQUE, O RESULTADO É BOM PARA VOCÊ!

“Confiar no tratamento, já é meio caminho andado para a cura”
(Dr. Fernando Vasconcelos, psicoterapeuta)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

HOJE ESTOU BEM!!!


Hoje já estou bem.

Algumas pessoas têm se assustado, outras se emocionam com o que aqui tenho escrito, mas queria dizer que já passou, graças a Deus!!!

Já estou de pé! O mundo para mim, é diferente agora. Tudo tem mais sentido. É mais real.

Uma conhecida, que leu, me disse uma coisa certa: "agora tu és ainda mais forte, né?! Conseguiu ultrapassar a barreira de suas limitações e conhecer a si mesma, sabendo que sempre é possível ir além!!!". E é verdade!

Os problemas do dia-a-dia não deixam de existir, mas saber que eles passam ajuda a encontrar a solução com mais certeza.

No final, tudo sempre dá certo, né?!

Deus tem planos para cada um de nós! Provavelmente, eu estava precisando passar por isso, ou para ajudar alguém... Ver que houve muita coisas boa é melhor do que ver apenas que sofri!

Pedro é uma criança super alegre, inteligentíssimo, exibido e agitado! Tem o pique que sua idade exige. Ele é extremamente saudável. Nunca perdi noite com ele doente. Ele é um verdadeiro presente! Além de tudo, ainda é lindo! E sorridente. Genioso, também, assim como eu. Ele sabe o que quer e não é de bater no outros, nem morder...acho ele incrível! Super brincalhão.

Ficar triste, vez ou outra, é natural, a gente precisa se auto-avaliar sempre!

O fato d´eu ter tido essa doença, não me faz ser menor do que ninguém; nem pior; nem melhor. Foi uma situação que eu (e os meus) passei, fez parte de minha jornada de vida!

As pessoas que me julgaram (e ainda julgam), problema! Eu dou valor àqueles que estiveram comigo, sentiram a minha dor e minhas angústias e acreditaram em minha cura.

E o certo é isso mesmo, valorizar o que for "valorizável"!

A luz no final do túnel existe. Se ainda tá escuro, continue andando! Quando avistar, não corra, continue no seu ritmo que você vai chegar lá!

A DOR SÓ DÓI, ENQUANTO ESTÁ DOENDO, DEPOIS, PASSA!!!

terça-feira, 15 de julho de 2008

ACERTOS E ERROS


Texto tirado de uma das fases críticas. Como não coloquei a data, não sei precisar quando escrevi...mas encontrei e quis dividir:

QUERIA TER A OPORTUNIDADE DE VOLTAR NO TEMPO E ACERTAR. MAS, ACERTAR O QUE, SE NÃO ACHO QUE ERREI, AINDA SABENDO NÃO ESTAR SEMPRE CERTA?

QUERIA SER AQUILO QUE NUNCA FUI...MAS COMO SER O QUE NUNCA FUI, SENDO O QUE SOU, FAZENDO O QUE FAÇO? DEVERIA SER O QUE SEMPRE QUIS SER, E TENTAR SER, AINDA QUE NÃO SENDO, MAS BUSCANDO SER.

QUERIA TANTO, QUE JÁ NEM QUERO NADA. APRENDO, ACERTO E ERRO. QUEM NUNCA ERROU? PRINCIPALMENTE EM NÃO FAZER NADA PARA ACERTAR, NEM ERRAR. ERRANDO SÓ POR ACEITAR E ACOMODAR!!!

MEUS PROBLEMAS NÃO SÃO MAIORES, NEM PIORES QUE OS SEUS, MAS SÃO OS MEUS E ME INCOMODO COM TODOS. POR ISSO, OS CONSIDERO MEUS, SEUS, NOSSOS E TODOS!

DEUS SABE O QUE É MELHOR PARA A GENTE, NÉ?! POR QUE A GENTE NÃO CONSEGUE ACEITAR E FACILITAR AS COISAS?

ME SINTO AFUNDANDO. MESMO COM TANTA GENTE A QUERER ME VER SUBIR.

HOJE, PEDRINHO ME VIU JOGADA NO CHÃO E CHORANDO MUITO, MUITO TRISTE EU ESTAVA/ESTOU...E ELE E IURI VIERAM ME DAR APOIO. NOSSA, PEDRINHO SE JOGAVA POR CIMA DE MIM, ME BEIJAVA TANTO. DEPOIS ELE SAIA CORRENDO E PEGAVA QUALQUER BRINQUEDO E ME DAVA. ME ABRAÇAVA E ME ACARINHAVA, COMO SE ENTENDESSE TUDO E DISSESSE: "MAMÃE, DEIXA DISSO!". ELE É LINDO! ACHO QUE PEDRO É O MEU MAIOR ACERTO, DAÍ, ME SINTO COMPLETA...MAS DEPOIS, ME COBRO TANTO.AI, AI!

ACERTOS, ERROS, COBRANÇAS. QUERIA ABRIR MINHA CABEÇA E DEIXAR TUDO ABERTO; LIVRE. POR ISSO QUERIA SER QUEM NÃO SOU: CALMA, ESPERANÇOSA, RESIGNADA E FELIZ SEMPRE!

AI, ACERTOS E ERROS...

MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA

“...E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão". (Mateus, 7:3-5)

Com certeza, “muito ajuda quem não atrapalha”.


Estar disposto a ajudar, não é só dizer: “conte comigo!” é estar disposto mesmo! É fazer o que for preciso para o outro sair daquele buraco...


Existe muita gente, nessas horas, que se preocupa mesmo, que tem, até, a boa intenção de ajudar, mas está tão envolta com seus problemas (e não admite) que pode provocar uma situação muito pior para quem está precisando de ajuda e para si próprio.


Não há problema algum em respeitar as próprias limitações e dar um apoio à distância, vez ou outra. Ou, vai, dá um abraço sincero. Procura se informar, de fato, sobre a doença... Não vá de peito aberto, não porque é “chumbo grosso”.


Como já falei anteriormente, a mente humana não tem barreiras físicas, não tem gavetas, nem divisórias...é importante viver cada emoção e saber administrá-las. Fingir que não as vive; empurrar com a barriga; não tocar no assunto, afim de acreditar que não falando, a sensação deixa de existir...isso não dá certo. Se você quer ajudar mesmo, se cuide primeiro, para depois não “enfiar os pés pelas mãos”.

Vou contar como uma pessoa que amo muito, e me ama também, quis ajudar, mas causou as minhas piores crises e atrapalhou meu tratamento por duas vezes (vou falar por alto, porque foi muita coisa...):
Minha sogra é uma pessoa super legal. Tanto que a conheci primeiro e foi ela quem me apresentou ao seu filho... me escolheu como nora. A gente se dá super bem, mas não soube respeitar que eu estava doente e...

Ela mora no exterior e vem para o Brasil a cada 6 meses, ficando por 2 meses aqui. Ela sabe que é uma opção dela e que é muito desgastante essa realidade, mas me confessou, certa vez, que quando vai para lá, guarda a lembrança de cada um de nós em uma caixinha (força de expressão, claro). Ela sempre insiste, quando passamos por um problema, para repetir: ”isso é passado”, mas eu acredito que isso aliene mais do que ajude. A técnica das “Afirmações” é uma maneira de você repetir palavras e frases positivas para dar forças na caminhada da vida. É uma técnica importantíssima, mas usada de maneira correta. Repetir que uma situação é passada, antes de ter terminado, cria uma confusão de tempo e espaço e não resolve nada. Acredito que repetir “isso vai passar!” é mais correto. A gente precisa ter forças para viver as emoções, fingir que elas não existem; “guardar numa caixinha”...isso pode ser bonito quando se quer manter a aparência de que tudo está bem...mas, na realidade não dá certo. Ela é uma pessoa que se exercita em busca da paz, mas vive um turbilhão de vai-vem-vai de novo-vem de novo...avião, horas de vôo; mudança de fuso horário; mudança de clima; mudança... isso gera, naturalmente, uma instabilidade psicoemocional. Por mais legal que a pessoa seja, ela é humana, e isso quer dizer virtudes e defeitos...

Voltando, morávamos no apartamento de minha sogra (mas o lar é nosso), que ela nos cedeu com muito carinho. Com a DPP, apesar de minha família viver lá, pedi para ir para casa de minha mãe. Era um porto seguro para mim. A corda estava puxada para todos: eu com DPP, meu avô internado, Iuri trabalhando muito e ainda me ajudava com Pedro... concentrar tudo em lugar era mais prático. Além do quê, eu precisava culpar algo ou alguém pela minha doença, então, a culpa era do apartamento...

Quando minha sogra veio para o Brasil, Pedrinho já havia nascido e tinha quase 1 mês. Ela estava muito ansiosa para conhecer o neto. Mas, eu só não sabia que tudo seria tão ruim... Não sei se fora ciúme de Pedro com meus pais... não sei, só sei que ela ignorou minha doença, dizia que aquilo era “muita raiva acumulada”... e que ela poderia me ajudar... Hoje, entendo que era boa intenção dela, mas poderia respeitar minha situação e isso me ajudaria mais... Ligou e pediu a Iuri que passássemos um final de semana com ela, para que pudesse curtir Pedro. Eu pedi que reconsiderassem e ela fosse para lá, porque para mim era muito difícil sair de casa. Mas ela insistia, e Iuri, até, me chamou de egoísta, afinal a mãe dele fica tão pouco no Brasil... não queria ser injusta, mas o fato é de que essa opção é dela. Eu não proibi, em momento algum, o contato dela com Pedro. A situação tomou uma proporção diferente. Parecia, como tudo foi colocado, que eu estava “embarrerando” esse vínculo... ficou um ar de “coitadinha, ela vem e nem pode curtir o neto”... e eu, o algoz. Eu, havia começado o tratamento, ainda estava me ajustando aos remédios... egoísta. Totalmente fora de órbita, e ainda tinha que racionalizar pelos “normais”... Fomos, para o maldito final-de-semana... Em resumo: minha sogra pediu que nos mudássemos para lá, que conversaria com minha cunhada (já que era ela quem estava morando na casa, e fazendo esta de ponto de apoio para ela, que morava no interior e a casa também é de Iuri). Iuri amou a idéia...e eu, pedia que não, que eu precisava ficar na casa de minha mãe, por enquanto, porque me sentia mais segura e à vontade... daí, ela decidiu, então que alugaria o apartamento, para nos gerar renda...sem opção, teríamos que ficar nessa casa... Iuri feliz, eu agoniada, mas sem reação... Minha cunhada passou uns dias lá e ficou certo de que voltaria para fazer a mudança. Mas senti que ela não estava satisfeita... Nem eu. Ficamos lá, e o apartamento fora alugado. Nossos móveis, foram, uma parte para casa de minha tia (já que essa casa era muito menor e ainda estavam os móveis de minha cunha). Minha sogra voltou para o seu lar e nós ficamos. Minha família precisav me socorrer o tempo todo. Estava sozinha e me trancava dentro de casa. Me recusava a fazer o tratamento...piorei muito!!! Parei de acreditar na cura; interrompi o tratamento e passei a viver um pesadelo ainda maior. Antes dela viajar, minha cunhada voltou com uma surpresa: estava grávida de 1 mês! Para quem nem namorado tinha...foi uma surpresa mesmo. Minha sogra viajou tensa. Os olhos pareciam que iam saltar do rosto, mas afirmava que estava tudo bem. Sempre com um discurso “otimista”. Se fosse sentido, o que se falava, seria real... mas, o que sentia era muita angústia e uma provável sensação de culpa (afinal, pai e mãe, quando o filho faz algo impensado, se culpa logo... impressionante, mas é.), fora a saudade de Peu, do filho e de todos nós aqui. Para ela é difícil esse vai-e-vem, mas, ela um dia se acostuma de verdade e se encontra.

Minha cunhada decidiu que teria o filho aqui na Capital e alugaria um canto.Daí, levaria, finalmente os móveis... a casa ficou uma bagunça por muito tempo e eu, me afundava em minha bagunça mental e a casa daquele jeito me deixava louca! Decidi voltar para a casa de meus pais, até Ju concluir sua mudança... estava tudo programado. Havia mergulhado no “inferno” durante aquele período. Perdi a fé que recuperava aos poucos. Fora as inúmeras vezes que tia Meire, tia Lita, Jildélia, mami, Sani, Marquinhos e Andrea “mendoim” tinham que me socorrer... Demorou até realmente, voltar para a casa de meus pais. Mas fui. Retomei até o tratamento. Estava amparada e Iuri não precisava mais se atrasar para o trabalho. Tudo havia recomeçado a andar.

Coincidiu com retorno de minha sogra e minha cunhada já com 7 meses. A casa, uma bagunça. E a mudança nunca que acontecia. Minha sogra, muito nervosa, se queixava da bagunça (mas, na verdade, ela estava preocupada com a filha grávida e como seria...), de que Ju não tinha paciência com ela, tudo que falava a filha rebatia...Do outro lado, Julie se queixava que a mãe em vez de tranqüilizá-la, a deixava mais nervosa... e eu, que estava em estava me erguendo e progredindo no tratamento em meio a essa confusão. Como sou do lema: MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA, e tinha o “argueiro em meu olho”, tratei de me reservar o direito de cuidar de mim e me afastei. Ligava, procurava saber como estava a gravidez...não era hora de ficar preso ao julgamento de ela ter engravidado por ciúme, sei lá...o fato é de era o sonho dela e ela aproveitou a ponga.

Novamente, outro final-de-semana fora solicitado, e recusei de novo. Outra insistência e fui vencida pelo cansaço... mas, fui determinada a não sucumbir. Voltei para a casa dos meus pais, na certeza de que a mudança seria concluída e eu voltaria para casa. Minha sogra pediu que fossemos lá, que ela precisava ter uma conversa conosco. Perguntou se a gente não poderia deixar Julie morar lá, já que não estávamos lá mesmo... ficamos sem ação! Iuri se chateou e “fechou a cara”. Eu fiquei sem saber como reagir. Ela falou que era hora de ajudar Ju, que ela não tinha emprego (mas tem um negócio próprio...), que precisaria de um lugar para ficar até ter o nenê. Disso eu já sabia, e falei que como Ju voltaria para o interior, e estava alugando um canto para ficar só 4 meses, seria mexer muito com a gente por tão pouco tempo. Mas, não fui ouvida. As audições estavam condicionadas a escutar um “tudo bem”. Falei que pensaria numa solução, porque fomos pegos de surpresa e pensaria em Julie, já que o fato é que uma criança estava para nascer, e uma mãe precisa de tranqüilidade. Ela falou que Iuri estava sendo materialista, apegado àquela casa (ora, quem foi que nos pediu para morar lá?). Afirmei que não, que ele estava muito cansado, e que estávamos esperando a mudança de Ju para voltarmos ao lar.Enfim, ela me perguntou se eu sabia quando terminaria o tratamento... foi aí que vi que ela não levava a sério a DPP como doença. Sim como raiva acumulada. Mas não vou entrar nesses detalhes... Sem saber o que fazer, decidimos ir para a casa de minha tia (onde já estavam parte dos móveis). A casa precisava de reforma, mas não tínhamos condições de fazer, nem minha tia, mas as teria por perto e poderia continuar meu tratamento. Aquele baque me desestruturou e comecei a achar que era um fardo a ser carregado... Levei outro tempo para me recuperar e permitir que o sentimento que sempre nutri por minha sogra voltasse. Porque, naquele período, por mais, que tentasse racionalizar, não aceitava o que minha sogra havia feito e o fato dela nem perceber o que fez... Pior foi Iuri, que ficou muito triste com a mãe e se arrependeu de ter sucumbido aos seus pedidos, para, no final, ainda ser taxado de “materialista”... logo ele. Percebi que minha sogra era tão humana quanto eu. Vi que ela vivia uma grande incoerência entre VIVER, PENSAR, SENTIR E AGIR. Mas, o fato é de que me atrapalhou muito, pensando que ajudava.

Na casa de minha tia, pagávamos o aluguel com muito carinho, já que ainda tinha a companhia e o apoio delas. E foi importante encontrar um pouco de paz. Mas, ainda não era definitivo. Lá, tínhamos a intenção de só ficar até eu melhorar, e depois, procuraríamos um canto para a gente, mas a realidade é que não tínhamos dinheiro. A inquilina do apartamento sempre deu trabalho e atrasava muito o aluguel. O apartamento fora pedido de volta e Susana permitiu que voltássemos para lá. E disse que oraria pela gente, para que equilibrássemos essa energia de “casa”, porque a gente estava se mudando demais... Como o diálogo com ela é meio complicado, usei a ferramenta da carta, porque ela internaliza o que lê, mas não o que ouvia... Falei o que escrevi aqui, e que como poderíamos ter problema de energia com “casa”, nós tivemos um período em que ela não respeitou nosso momento e manipulou nossas vidas de acordo com suas crenças. Que a culpei por muito tempo pela minha piora e pelas minhas recaídas, num período em que estava melhorando consideravelmente. Ela não me respondeu, mas abri meu coração. Era a única maneira de recuperar a verdade em nossa relação, com a verdade!

Estamos bem de novo. A relação estava meio ferida, mas o processo de cicatrização está em andamento. Já a vejo com o respeito que sempre tive e percebi o que quer dizer: "é nitroglicerina pura!!!" - rs. Acontece, quando há uma mistura de emoções exaltadas; ritmos desritmados... mas, o importante, é que passa! E uma relação verdadeira e amorosa, fica para sempre!!!
Mas, vi que MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA!

É importante, quem está de fora, respeitar esse tempo que não é mensurado em horas, nem dias...mas o tempo das coisas. E como diz na Bíblia (até usei a passagem em eu convite de casamento): “Tudo tem o seu tempo determinado,e há tempo para todo o propósito debaixo dos céus".(Eclesiastes 3)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

POEMA DO MORTO-VIVO (11/11/2006)


Esse é meu poema do "morto-vivo". O fato d´eu gostar de escrever e ter facilidade para falar o que sentia, me ajudou bastante! Mas, ainda assim, não era sufuciente...o buraco era imenso, que não havia palavra para descrever. Mas o amor era/é tão grande, que me ajudou a reescrever essa história e a sobreviver.

Eu sabia que não tinha razão para sofrer, mas aquele sofrimento era inexplicável, mas existia, mesmo. Vinha do nada, com uma força. Rompia tudo dentro de mim e me dominava!


11 de novembro de 2006:

POEMA DO MORTO-VIVO

Eis que é a vida

Dizem que é para ser vivida

Mas como não viver

Se se já está vivo?

Tem vida vivida por máquinas e aparelhos

Tem morte vivida por dores e dissabores

E quem vive sem vida?

E quem tem todos os motivos para se estar vivo

E bem vivo

Mas se sente morto e falido?

Totalmente destruído!

Viver ou morrer?

Que diferença faz?

Tem vivo que já tá morto...
E quem tá morto...tanto faz!

06 DE OUTUBRO DE 2006

Vou transcrever alguns trechos do meu diário. Este é do dia 06/10/2006, 10 dias depois do parto. Não usava títulos, porque as datas os substituía. O título, seria sempre o mesmo: "HOJE"...
06/10/2006
"Minhas lágrimas não secam. E ainda encharcam meu coração!

Quanta angústia, quanta tristeza, tudo sem razão. Me questiono todo o tempo: 'Por que eu?'; 'Por que dói?'; 'De onde vem essa dor?'; ' Como faço para ela para?'; ' Isso quer dizer que não sou forte?'
Ai, será que vou passar atestado de fracassada por aceitar começar fazer o tratamento? Falta-me força de vontade?
Oh, meu Deus, socorro! Estou tão confusa. Me sinto perdida. Meu coração está perturbado; minha mente desligada; estou vivendo sem razão. O que estou sentindo? O que é essa sensação?
Me afundo, mas estou crendo que tudo isso vai passar! É só questão de tempo, ainda que com remédio, mas esa fase vai passar!
Daqui para frente, sé alegria. Muito para comemorar! Tenho um filho lindo e um maravilhoso lar!
Terei que passar por cima do meu orgulho (ele já não me serve mais) e me curar.
Tanto leite derramado; tanto leite a jorrar. E depois que coemçar o tratamento, tanto leite a secar!
Não aceito, nem admito estar doente! Sem me controlar. Só me culpo, me agrido, nõ mereço tudo o que tenho. Sou ingrata, só sei reclamar! Será que sou mimada? Só sei chorar!
Ai, ai, ai! Quero levantar a cabeça e enfrentar! Quero poder pegar meu filho no colo sem medo do que sinto. Eu o amo! O problema sou eu! Espero que me desculpe um dia, ou, quem sabe, nem me culpe... Ainda ei de demosntrar o quanto te amo e o quanto muito mais vou te amar!
Me sinto cortada! Com dores que não sei de onde vêm. Essa dor machuca muito. Quero gritar!
Quero correr! Quero siumir! Quero ficar! Não consigo me mexer; não saio do lugar!
SOCORRO!SOCORRO! Me ponho a gritar! Mas o grito não sai. Alguém consegue me escutar?
Estou doente, mas quero me curar!!!
Do meu peito sai angústia! Mas sai amor também!
Ao secar meu leite, será que seca o meu amor, também? Não, só o líquido vai secar. Meu amor, só tende a aumentar! Essa, eu vou superar!
Quem quiser me julgar, me julgue! Mas não me culpe! Não estou suportando tanta dor.
Meu bebê eu te amo! Nunca duvide! Mas, não sei se vou aguentar!!!"
Me sentia tão fraca, e temia começar o tratamento, porque teria que interromper a amamentação...aquilo beliscava meu ego. O quê? Como poderia ser tão fraca que não poderia dar tanto leite? Pois é, até decidir começar o tratamento, me debatia por dentro. Até que decidi começar!

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