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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O que realmente importa: ser feliz ou viver atrás da porta?

Imagem: https://goo.gl/1AR8Td 

O que realmente importa: ser feliz ou viver atrás da porta?
O que de fato importa?
O que importa de fato?
Sentir, para ser; sentir e fingir não saber;
não saber sentir; não sentir e saber;
nem saber, nem sentir; não fingir;
sentir, apenas sentir;
sentir e não querer;
sentir e negar, pode ser?
sei lá, não saber como chegar, nem para onde ir...

Por que o medo aporta?
Por que ele nos empurra para trás da porta?
Por que a gente se esconde tanto?
Por que rompemos em soluços e prantos,
enquanto tudo é tão simples, dificultado por de nós, tantos?
O que fazer para rompermos o que paralisa?
Avançarmos aos trancos!
Soltarmos as rédeas e deixar o cavalo do Tempo conduzir,
sentindo a brisa nas madeixas soltas
Ou
Ou
Ou
Ooouuuuu
Sentir a rédea, apenas como ponto de equilíbrio
Ou conduzir para onde conseguimos ver, enxergar, saber?

O que é certo, afinal?
O que realmente importa, afinal?
O que a gente suporta, afinal?
O que nosso coração comporta?
O que é o abrir a porta?
O que é amar, de porta aberta e casa vazia?
O que é casa cheia e sem amor,
sem uma gota de alegria?
O que é o amar, que quebra paredes, une mundos e dimensões?
O que é, o que é, o que é, afinal?
O que é o final, afinal?
O que é o começo?
O que é levantar, cair, balançar, flutuar?
O que nos amedronta, afinal?
O início, o meio ou o final?

Como desligar do modo automático?
Como sair desse lugar chato, quadrado e pragmático?
Como romper, irromper, transcender, transgredir?
Assumindo?
Quem assume o que sente?
Quem acessa, quem vê ou quem consente?
Quem de nós é dono da certeza absoluta de que tudo tem que ser assim?
Ou assado? Ou cru? Ou mal passado?
E o presente,
quem sente?
E o futuro,
quem quer?
O que te espera, ou te aguarda?
O que você tanto espera, em guarda?
E quem você espera... te aguarda(?)(.)(!)

Para que a espera?
Porque tudo tem uma hora,
um momento,
um Tempo certo e exato,
sem ser um estereótipo do quadrado, como algo chato.
É preciso, sem precisar controlar.
É exato, simétrico e lógico,
Dentro de uma referência que entre nós, não há!
É um sentir puro e profundo,
que se nutre apenas por existir
Nada mais, nada menos, nada espera,
Isso tudo por um simples motivo: já É e pronto.
Já é pronto, ponto!
Já é ponto, pronto!
Apenas É, porque existe.
Não se explica, não insiste,
Também não desiste...
De quê?
De tudo, no nada.

Oh, quem deveras me entende?
Quem deveras me sente?
Quem sente cada palavra,
cada som ecoado?
Quem entende o que não foi dito,
sequer acessado?
E quem viu, não viu, ouviu ou apenas sorriu
porque sentiu?
A dor do vazio imaculado,
Nem deveria doer.
Está repleto de tudo o que precisa!
Nem deveria doer.
O sofrimento do nada deposto
entreposto, imposto,
apenas para ser e sendo é e se é...
É real, realmente?
E as bocas que falam, o que sentem?
E o coração que grita,
o que fala, minha gente?
E o brilho que resplandece e exala o cheiro mais gostoso
Do sentimento mais saboroso
Como aquele prato posto à mesa,
bem quente!

Ahhh, o amor!
Ele que tanto a nós fala
Tantos de nós nele fala.
Quantos de nós, ele exala?
Quantos de nós, a ele se entrega?
Quantos de nós, ele, sente?
Ele sente? A ele ou a nós?
O amor, gente, é inteligente,
completo, pleno e inocente!
Puro, íntimo, sábio, paciente.
A gente sente dor, mas ele, ele não sente
O amor só sente o amor que é
que a gente que não sabe,
nem sabe que sente.
O amor não é cura, minha gente...
É ausência da doença, do vazio, do entrementes
É a união, junção, mesmo sem estar junto.
É aquele todo incalculado, incalculável
Inexplicável!

O Amor apenas é
o Tempo todo,
tempo presente!
Um futuro projetado
Com muito amor, extasiado!
O amor é para toda a gente.
E para mim, para ti, pra gente!
O amor, quanto mais se dá, mais se sente!
O amor afasta o medo,
esquenta do terrível frio do pânico do terror de sentir
O amor ele aquece, alimenta e enriquece!
O amor assumido, alegra mais do que do prazer, o gemido.
O gemido, com amor, muito mais comprido!
Amar é libertador!
Ser amado, confortável e confortador.
Assumir que ama, a quem ama: multiplicador!

Ei, e então, o que importa: ser feliz
ou viver atrás da porta
com medo, com frio, cansado e vazio?

Pat Lins - poetizando a Vida - generosa e farta!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

SEGREDO DA BOA RELAÇÃO: COMUNICAÇÃO EFETIVA E BOA VONTADE


Muitas vezes, as pessoas esperam da gente aquilo que a gente não tem para dar e nem sabe que é isso que a pessoa esperava... Nesse mesmo movimento, nós esperamos do outro aquilo que ele não tem para dar e nem sabe que é isso que esperamos dele. 

Todo problema de relacionamento - ou mal relacionamento - está direta ou indiretamente ligado a dois pontinhos básicos: falta de comunicação EFETIVA e falta de boa vontade VERDADEIRA - para quem ainda não entendeu o ditado "o inferno está cheio de boa vontade", vai uma dica: é que a gente alega boa vontade para justificar e comover o que fazemos, principalmente em se tratando de manipulação, que é uma tática que age na surdina, com voz mansa e mundo de ilusão. Melindre, orgulho, vaidade... isso independe do tom de voz que usemos ou do quanto deixamos sair tudo o que e como pensamos. Muitas vezes, seguramos algo ruim que está na ponta da língua para ferir o outro, mas mesmo tendo segurado o sentimento ainda nos corrói... questionar esse sentimento é o caminho; diluí-lo, logo em seguida é o próximo e consequente passo. Ou seja, não é o não falar, é o entender o que sente e lidar com ele. Negar um sentimento é o mesmo que alimentá-lo. Um dia ele explode e a pessoa nem percebe, diz que "não". 

Fugimos muito de nós mesmos e nos escondemos atrás das falhas do outro, assim, ficamos protegidos de nós mesmos e criando um clima insuportável e chato na relação, seja ela do tipo que for... Assim, a falha de comunicação e a má vontade se expandem sem dó. Somente um ambiente honesto, claro e aberto de VERDADE é capaz de acolher as diferenças. No mais, vira campo de batalha, uma arena de egos gladiadores... vence aquele que destruir mais o outro. 

Falar em AMOR é muito mais do que falar, é fazer e fazer bem feito, é entender que AMOR está longe de ser uma manobra manipulatória e nada tem a ver com capricho, orgulho, frustrações... AMOR é amor, um sentimento nobre e apenas para quem conseguiu evoluir, porque para nós, seres inferiores, acredite, só conseguimos viver pequenas e minúsculas facetas de desdobramentos desse sentimento tão gigantesco e libertador. Nós vivemos o amor ao orgulho, à vaidade, ao ego inflamado e doente. Vivemos uma sombra do amor. Vivemos a prisão do desejo, que é fruto das paixões.

Estamos aquém do aquém do aquém de quem podemos ser e nem fazemos idéia! 

Pat Lins.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

BAHIA E VITÓRIA - a diferença que une e os faz iguais...


Eu não sou muito fã de futebol... malmente, assisto aos jogos da copa mundial. Também, não critico quem gosta, mas, discordo do fanatismo que culmina em falta de respeito e bom senso. Não estou aqui para levantar polêmica ou "puxar brasa para a sardinha" de time algum, apenas escutei uma coisa e achei tamanha babaquice que me fez refletir sobre a falta de bom senso das pessoas, até no esporte, uma coisa que era para ser competição saudável.

A preocupação com títulos cega os dois lados - tomando os times Bahia e Vitória como referência ou exemplo..., mas, que talvez possa abranger outros times também... a questão não é o time, mas, o sentido das coisas, como na vida. Um, o "tricolor de aço baiano" - Bahia - já ganhou dois títulos nacionais - detalhe, no futebol o que importa são os títulos nacionais... aqui na Bahia, pelo menos, é o que aparenta... - pois bem, o outro, o Vitória, já foi vice inúmeras e recentemente. Então, vamos listar os argumentos mais usados pelos torcedores (que fique claro, não estou questionando as razões de ninguém torcer por determinado time, respeito e defendo o direito de cada um torcer pelo que quiser!):

- O Bahia tem duas estrelas...
- O Vitória vence em mais campeonatos.
- O Vitória vence mas não leva.
- Quantos títulos o Vitória tem?
- Fora os dois títulos do Bahia, quantas vezes se manteve na primeira divisão?
- Quantas vezes os Bahia chegou próximo de ter outro título?
- É melhor ter dois do que nenhum...

São inúmeras as comparações. Até aí, tudo bem, brincadeiras e troca de argumentos. Beleza! Só que não para por aí... Um quer convencer o outro de que seu time é "o" melhor - bom, preciso destilar meu veneno..., mas, os dois estão deixando a desejar faz muito tempo...

Parei para ver como eram os jogos antes e como agiam os torcedores com mais respeito e cordialidade. Não via meu pai, nem meus amigos, brigando por causa de futebol ou por conta de torcerem por times diferentes. E o espetáculo era o bom jogo, com dignidade, com futebol arte. Hoje, vejo uma preocupação não com o entretenimento, mas, com o comercial e com a necessidade de aparecer mais do que os outros, desarmonizando o time. Aqui, começo a fazer o paralelo que queria, onde, num momento de descontração, de curtição, fica evidente a falta de valores humanos. As pessoas brigam dentro fora de campo. A falta de Ética e descência dita a lei e quem não se enquadra nesses anti-valores são taxados de diversos termos pejorativos. E a importância da união do time para que o jogo flua e dê certo? Se um quer brilhar mais do que o outro, cadê o espírito esportivo? Cadê o ideal maior que é fazer o time jogar bem e, jogando bem é que se pode vencer - ou perder para alguém que conseguiu jogar ainda melhor?

Essa busca pelo título como sinal de vitória, de triunfo é que cega os jogadores e fazem a torcida vibrar - só importa vencer, para dizer que é bom. Nem sempre quem ganha o título jogou melhor... títulos são o congelamento de uma vez que se foi vencedor por levar o primeiro lugar... o campeonato em si é o espetáculo. Muitos times podem ser bons, mas, apenas um será o campeão... tanto que o nome é "primeiro lugar". 

Os estádios viraram campo de guerra. E essa guerra é causada pelo futebol? Não. Essa violência é o sinal, aliás, o retrato claro e fiel dos valores questionáveis das pessoas, dos seres humanos. Muitos adultos incitam esse despertar de agressividade sem causa, gratuita e infundada, nas crianças. Ensinei ao meu filhos, depois dele me perguntar: "Mãe, ser Vitória é ruim?" Eu disse: "Não, meu filho! Torcer para time algum é ruim. Ruim é não respeitar o fato do outro torcer por outro time. Já pensou se todo mundo torcesse pelo mesmo time? Só existiria um..." Ele me perguntou: "Posso 'ser' Bahia e Vitória?" Eu disse que sim, que ele poderia torcer para o time que quisesse e se não gostasse de futebol, tudo bem, também. O que aconteceu: boa parte da minha família torce pelo Bahia; meu marido, pelo Vitória... Bom, a gente tem uma visão muito tranquila e com relação ao tema "futebol", onde respeitamos as diversas opções de cada um, porém, nem todo mundo pensa assim e ainda se voltam para a gente com expressões típicas de seres acéfalos e pequenos, como: "isso é dor de cotovelo, porque o Vitória nunca ganhou um título...". Pode? É tão difícil para essas pessoas aceitarem as diferenças que precisam ter um argumento infundado e afirmam com tamanha certeza que até parece que condiz com a realidade... Daí, trocam as palavras "torcer" por "ser" o time... E, quando Peu me perguntou se ele poderia "ser" determinado time, eu frisei que ele poderia "torcer" para o qual ele quisesse. Para quem tiver curiosidade do desenrolar da história, Pedrinho simplesmente diz, para quem quiser ouvir - exceto quando coagido a dizer que torce apenas por um time, para ganhar algo que ele deseje... -  "Minha mãe disse que eu posso torcer para quem eu quiser! Então, eu sou uma mistura do Bahia com o Vitória e pronto!". Alguém consegue ver a sabedoria da criança? Ele não quer confusão, ele quer fusão, unidade... risos. Até nesses assuntos aparentemente banais, existe o reflexo de como educamos nossos filhos e como passamos a coerência de quem somos. Ele não só confia em mim, como sente segurança e entende a ocupação que tenho em ensiná-lo, através da minha busca incessante, de ser uma pessoa melhor - não melhor do que ninguém, mas, o melhor que ele tem em si -, uma pessoa justa, uma pessoa boa, uma pessoa bela! Então, qual o real significado do esporte na vida das pessoas? Qual o significado de torcer por algo, por diversão? O que vem a ser diversão? Como as pessoas se permitem apenas se divertir, isentando-se de julgar, condenar, persseguir, provocar...?

Qual o sentido dos campeonatos? Qual o sentido de vencer? Qual a importância de competir? Qual a importância e o significado de time, equipe, união? O problema, inclusive dentro de campo, é o desejo ser "a" estrela, sozinho, único a brilhar..., diferente da vontade de ver o time vencer, da equipe trabalhar em harmonia por um objetivo: jogar bem e, como consequência, vencer. Com o apelo comercial, esse desejo prevalece. E desejo, para quem não sabe, é um perigo... O desejo exacerbado acende a ilusão exacerbada e culmina em fantasia em realidade, ou como realidade... Ou seja, altera a relação da pessoa com a realidade. Tudo passa a ser fugaz, temporário, sem sentido profundo... ou seja, sem sentido em essência. A gente parece que esquece de que a vida leva o tempo que tem para levar e colocamos a pressa como "tempo guia". O que mais acontece são consequências que levam a ver e crer que na vida, o tempo regente é o tempo e pronto. Que essa pressa não é saudável, que o transitório é vazio, oco. Será que é tão difícil fazer essa conta e chegar ao resultado exato? A vida exige da gente viver, não correr e enlouquecer afirmando-se emocionalmente são... Louco acaba sendo quem questiona esse sentido sem sentido que se vive, um nada por cima de nada; ecos de barulhos sem sentido... balbúrdia.

Eu nunca fui craque em matemática, mas, houve uma época que era fera, porque fazia sentido como me era ensinado. Meu professoa dizia: "para saber matemática, antes, é preciso saber português para interpretar o problema e poder resolvê-lo..." Estamos prontos para entender que para tudo há um sentido? Quando cheguei no segundo grau, apenas estudava para passar... Eu não via muito sentido naqueles cálculos, então, seguia apenas a sequência e aplicava as fórmulas decoradas, sem ver um porquê naquilo... Quando em somava 1+1 para dar dois, fazia sentido. Mas, quando me vinha com f(x)= a quê mesmo? Nossa, as funções eram sem funções para minha vida... Os professores eram ótimos, mas, focados em vstibular... No ginásio - e, antes, no primário, havia uma preocupação com ensinar algo com sentido... No segundo grau o sentido é estudar para passar... Ou seja, a vitória é passar no vestibular, estar entre os aprovados é ser campeão... Tudo bem, já que tem prova, e essa prova era a única maneira de entrar na faculdade e eu alimentava esse desejo, como desejo de "ser" alguém - e "ser alguém", para mim, era me tornar uma profissional renomada e estabilidade financeira... - então, me adequei ao time de estrelas, ao ser aprovada... Hoje, depois de graduada há mais de uma década, especialista e eterna estudante, aprendi a ser aprendiz de ser humano para recuperar os bons valores... esse resgate me tem sido muito grato, o que não diminue meus embates internos, afinal, me tornei quem precisava ser, para me adequar ao meu desejo e, em um determinado momento da vida, meu EU verdadeiro começou a pedir passagem e esbarrava no eu que me tornei...

Desde então, venho aprendendo a diferenciar meu desejo vago e superficial, pautado no material e financeiro como sinal de triunfo, do que vem a ser vontade, que me levará a meu reencontro com minha essência, meu eu original, que tem um porquê de existir e que tem um sentido na vida que independe do tudo mais que o mundo comercial nos impõe, isso não quer dizer que não queira ter conforto e facilidade em pagar as contas, a diferença, como sempre coloco aqui, é que vejo e separo o quê e para quê serve o dinheiro, sua finalidade, seu sentido é pagar as contas financeiras, mas, que tesouro somos nós! Êxito e sucesso, para mim, são os verdadeiros triunfos, porque resultam de saber o que deve ser feito e fazer, no dia a dia, na construção de uma vida decente, digna, justa, bela e boa! Com ética e moral. Com virtudes. Com valores. Não com esses anti-valores que regem a vida das pessoas "normais". Nem por isso me acho anormal... Minha vontade, hoje, é ser. Minha vontade hoje é ser aliada do tempo. E não é como um clique num interruptor que liga e desliga, é jornada, é caminhada diária. É cair e levantar. É se redimir a cada erro e assim seguir e prosseguir. É ser reto e correto. Essa tem sido a grande diferença de como estava/ainda estou para quem estou em processo de migração ou destruição, reconstrução, construção... Estou voltando a ser quem sou e deixei conjugado como quem era... esquecida. Aos poucos vou me fortalecendo nesse viés e me reafirmando como pessoa íntegra, justa, correta, ética. Não me refiro às novas acepções e conotações das palavras, mas, dos semtimentos atemporais e eternos de viver as virtudes na prática. De nada adianta saber e não fazer. Aos poucos a ficha vai caindo... Por enquanto, muitas coisas ainda estão em ligação, quando a ficha cair, aí sim, a ligação se completará e a assimilação se fará real, se fará ser. 

Pois é, independente do time que se opte torcer - veja que é opção, escolha, como qualquer coisa na vida - é importante respeitar a opção do outro. Brigas são para pessoas vazias. Discutir, para mim, só por algo produtivo. Aos poucos venho sentido menos vontade de perder tempo em conversas vagas, onde as pessoas não querem trocar, querem impor. Alguns estranhamentos estão sendo causados, mas, aos poucos, vão passando, também, afinal, crescer é a partir de quando se começa e se sente a vontade de ser mais do que um desejo, mais do que um simples sonho... quando trata-se de uma meta de vida, de uma filosofia de vida, de um estilo de vida moral e decente. E isso, com certeza, não se consegue sozinho, não se atinge de uma hora para outra, nem sem batalha. A guerra não é essa atrocidade que vemos por aí... a guerra pela paz é interna, é a luta que travamos para sermos melhores como pessoa, a superar as limitações da matária... Isso que acontece aí fora, essa guerra por terras, por falsos ideais, por nada é uma guerra vazia, não uma guerra pela paz, mas, uma guerra pela guerra, que perde o sentido - se é que teve algum... Me refiro a verdadeira paz guerreira: "se queres a paz, prepara-te para a guerra. (Se vis pacem, para bellum)" A PAZ, não a guerra para se "conquistar" algo do outro, mas uma ou várias batalhas para se alcançar a própria paz. Não sei bem porque isso incomoda tanto aos outros e sempre tem alguém para dizer que sabe o caminho mais certo. Para mim, quando se há verdade e consciência do que se faz, você pode estar onde estiver, vai encontrar o caminho, não o dogma que alguém criou para manipular... Veja, por exemplo, o que Cristo trouxe e o que nós fazemos em nome dEle...

Bom, de volta ao BA-VI, se olhar de pertinho, como tudo na vida, as diferenças que alegam existir entre eles os torna iguais: times em busca da vitória! Como se dá essa busca é que questiono. Como os torcedores seguem seus times é que é questionável. Nossas posturas ante o que vem a ser respeito é que é a questão. O que queremos da vida, então? A quê custo? Por quanto tempo? Sabemos qual tempo queremos seguir? Sabemos para onde queremos ir? Sabemos a diferença entre desejo/ilusão e vontade/verdade? Sabemos, antes de tudo: quem somos?

Pois é, por isso que amo, a cada dia mais, ser acropolitana! Lá eu tenho espaço para pensar e aprender a agir. Porque de nada adianta saber se não se coloca em prática... De nada adianta correr, se não sabe para onde, nem por quanto tempo. Por isso, vamos caminhar e seguir o tempo que nos guia.

Torça pelo time que torcer, vibre pelo time que vibrar, saiba que alguém pensa diferente e vibra diferente. Seja feliz com seu caminho e se não está contente com ele, mude e vá em busca da felicidade no caminho, no caminhar. Curta os acontecimentos, não apenas uma vitória isolada. Viva cada vitória por merecimento, mesmo que não leve título algum. Saber persistir e não ser teimoso; ser humilde e não ser soberbo, arrogante... cheio de vazio, cheio de nada; ser calmamente ativo e ativamente calmo; sejamos, pois, íntegros. A liberdade está em se encontrar e saber o que precisa ser feito e fazê-lo! Se alguma coisa dá errado, é preciso identificar esse erro e consertá-lo. Senão, ele aparece mais a frente e vivemos um ciclo vicioso... Hora de refletir e agir!

Beijos,

Pat Lins.


sábado, 26 de fevereiro de 2011

PACIÊNCIA, UM BOCADINHO MAIS

Você já recebeu uma mensagem - via e-mail - cujo teor era uma mensagem bonitinha, onde se fala: "pedi a Deus... ele me deu..."? Não me lembro direito como era, só me lembro que era tipo: "pedi a Deus dinheiro, ele me deu um trabalho..." Pois bem, eu, Pat Lins, pedi a Deus paciência e ele me deu situações para exercitá-la... Não sei se rio ou se choro - kkkkkkkkkk.

 Custei a começar a compreender - um dia internalizo - o processo e vi que não adianta brigar, aceitando é o melhor caminho: 

PACIÊNCIA A GENTE SÓ SABE SE TEM QUANDO PRECISA EXERCITÁ-LA.

Piegas? Totalmente real!

Agora, nem peço: "me dá mais paciência, Senhor". Como já saquei o lance, agora eu falo: "tira minha paciência, oh Pai" - kkkkkkkkkkkkkk.

O lance é que paciência nunca é demais, sempre é um esforço grande demais! Falo de PACIÊNCIA, não de suportar ou tolerar. Não de fingir que tem e se remoer por dentro. Falo de sentimento sincero. A verdadeira paciência flui com a prática dos bons hábitos. Bom, isso eu ainda sei apenas na teoria, a caminho da prática. E olha, tenho passado por um intensivão. Agora, é vai ou racha - se eu não rachar a cara de um, é porque vai - kkkkkkkkkkkkkkk. Miséria! Misericórdia!

Deus, tá bom, dentro de tudo isso que já estou passando, sem precisar  aumentar as provas - rs,  dá um bocadinho mais de paciência - bom aprender a formular o pedido de maneira correta, limitando as interpretações, objetivando o desejo, porque o lance não é obter as respostas, mas, saber fazer os pedidos, ou seja, saber a pergunta certa - para mim e juízo para os que me testam se tenho tão nobre sentimento. 

É verdade, bem que dizem: "a prática é o caminho da perfeição". E eu, tô tão longe disso, mas, não desanimo, estou caminhando e fazendo meu melhor a cada dia.

Beijos,

Pat Lins.

sábado, 3 de julho de 2010

A VIDA CONTINUA...

Vi essa mensagem lindíssima, no orkut de minha prima Leti - minha alma gêmea - e colquei aqui, porque diz muito do que minh´alma grita. Não sei de quem é... joguei no "pai dos burros" da web - Google - e só encontrava o texto, sem crédito... então, segue o que queria dizer, sem ter saído de minha "boca"/dedos/mente:


"Chorar não resolve..



falar pouco é uma virtude..


aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo


e o que não mata com certeza fortalece.


Às vezes mudar é preciso


e nem tudo vai ser como você quer..


a vida continua.


Pra qualquer escolha se segue alguma conseqüência


vontades efêmeras não valem à pena...


quem faz uma vez não faz duas necessariamente


mas quem faz dez, com certeza faz onze!!


Essa história de que é melhor acordar arrependido


do que dormir com vontade é mentira!


Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível...quase.


Nem todo mundo é tão legal assim, e de perto ninguém é normal.


Quem te merece não te faz chorar..


quem gosta cuida..


o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente!!


Não é preciso perder para aprender a dar valor


e os amigos ainda se contam nos dedos.


Aos poucos você percebe o que vale a pena


o que se deve guardar pro resto da vida..


e o que nunca deveria ter entrado nela.


Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado.


O tempo, ah o tempo, esse sim sempre vai ser o melhor remédio,


mesmo quando seus resultados não são imediatos


ele é quem faz com que tudo se encaixe do jeito que deve ser".
                                                                       (desconhecido)

...e a vida continua...

Pat Lins.



domingo, 30 de maio de 2010

MEDO DO MEDO - por mim mesma - desabafo!

Eis aqui meu atestado de burrice: medo de tudo!

Começo pelo medo de ser feliz. Daí, passo pelo medo de ser tudo que posso ser. Depois, pelo medo de continuar não sendo quem sou... até que me vejo nos olhos de meu filho e vejo tanto de mim que me dá medo dele ser igual a mim...

Eu era tudo! Poderia ser e ter tudo, porque assim estava escrito em meu coração e em cada olhar ao meu redor de quem me conhecia. Minha estrela brilhava muito forte, era o que sempre ouvia. Até começar a ter medo. Medo de fazer sucesso e ser bem sucedida. Medo de toda responsabilidade que uma pessoa assim precisa ter. Medo de deixar minha estrela brilhar. Já senti esse medo quando era criança e era tão bonitinha, inteligente e bem articulada que temia ser colocada de lado pelos colegas. Como sempre fui muito simpática, isso não acontecia. Mas, temia ser a melhor e acabava sendo. Sempre me colocava por inteiro, mesmo que fosse numa plantação de feijão no algodão. Sinto um prazer enorme em fazer parte, em estar entregue.

MEDO. Meu maior medo, hoje, é ficar no "potencial". Na iminência de ir além. Cada dia que passa e eu não arranjo um trabalho, fico com mais medo de ficar mais distante de voltar ao mercado de trabalho. Fico com medo que saibam que ainda estou desempregada, para não passar atestado de fracassada e incompetente... sendo que incompetente não sou mesmo! Um dos grandes medos que tinha era do tamanho de minha competência e a inveja que já despertou e poderia continuar despertando... me travei... Sou do tipo "pau para toda obra". Posso trabalhar com tanta coisa. Mas, tenho medo de não mais me encontrar.


 Por quê tanto medo? Como me desligar dele? Onde encontro a energia suficiente para abrir a porta certa, bater e entrar? Quem, além de tanta gente que me apóia, poderia me dizer qual a porta e a quem procurar, porque a vaga é minha? Fui procurar emprego como assistente administrativo, mas, estava graduada demais e um filho de Deus me explicou que eu estaria motivada no primeiro mês, mas, depois, na rotina, voltaria a procurar algo mais condizente com minha qualificação e ele teria que começar tudo de novo... é verdade! Ponderei. Tive medo de ser verdade... Pior, criei um medo de "me queimar" trabalhando abaixo de minha qualificação... talvez esteja andando de salto alto, com taxa zero de humildade... temi marcar em minha CTPS uma função aquém e depois estar dando um tiro no pé... Incoerência e medo alimentando medo.

Escrevo, me exponho... mas, acalmo meu coração e minha mente que não se cala um instante. Fervem palavras e saltam... aqui estão. Um registro de mim para comigo. Um medo de não sair... me tornei refém de mim. Medo de ser quem poderia ter sido, sem nunca ser. Medo, medo, medo!

Medo de não saber aonde ir. Medo de querer qualquer coisa. Medo de não saber acertar... Medo de continuar sem ter como pagar as contas e ficar como agora, que nem dinheiro para shampoo e condicionador tenho... Medo de viver de moedas, como estou fazendo. Medo de continuar assim. Medo de querer lutar e ter que passar por algo mais duro. Tenho medo da dureza da vida. Tenho medo de viver o que meu pai viveu e o quanto ele ralou, sem pensar em temer... ele ia. Queria ter coragem. Coragem de romper, de ir, de fazer como Noemia, de superar e transformar a realidade, de saber o que quer. Tenho medo de ficar nesse embate e me acomodar em dispersar minha inteligência escrevendo aqui, para me consolar e encontrar forças para o daqui a pouco... Tenho medo de morrer e não fazer diferença. Tenho medo de morrer e não deixar nada de bom. Não, não me refiro a dinheiro, imóveis, bens materiais... falo de valores maiores, valores humanos. Vivo, hoje, uma realidade de ver algumas pessoas se vangloriando por deixarem um patrimônio para os filhos, e os filhos sentiram tanto a falta dos pais, como pai e mãe... não tem dinheiro que pague essa ausência na vida deles... mas, claro, se ele quer pagar em espécie pelo que deixou de ser e tanto guardou, foi bem sucedido... afinal, sua meta era guardar para o futuro... o futuro chegou e eles se desentendem, porque querem mais... Vi que o amor pago em dinheiro dói. Tive medo de me tornar algo assim. Mas, com o medo que tenho de tanta coisa e diante da minha realidade, medo de ser rica é loucura, porque vivo uma realidade muito distante disso. Era um medo de ser rica, porque sabia que não seria, então, temia ser como álibi de mim mesma - risos. Eu tenho o álibi de ter nascido ávida e permanecido "inválida"...


 Medo do nada. De ficar onde estou. Medo de tudo. De sair de onde estou. Medo de ser tudo que explode dentro de mim. Porque serei muito feliz, quando for o que vim para ser. E tenho medo de ser feliz. Ser feliz é triste, porque poucas pessoas sabem ser feliz, em liberdade, libertando os outros. Ser feliz aprisionando é sadismo, egoísmo... Tenho medo de tapar meus buracos de tristeza aprisionando meu filho a mim. Limitando seus passos, quando for maior. Vejo isso próximo a mim e não quero repetir o padrão. Mães, mulheres sofridas, que temem a vida, se recolheram à tristeza e se acomodaram a tristre realidade de não ser quem são e desejarem que seus filhos sejam o que não foram... e, também, não permitem que eles sejam por medo de perderem a única coisa que as fazem felizes: a alegria de saber que tem algo que "lhes" "pertence"... Não posso me realizar impondo a meu filho que seja o que não fui... Essa loucura é mais comum do que se pensa. Tantas mães fazem isso e não "se tocam", apontando o dedo para as outras... Sempre o outro. Nunca nós mesmos. Francamente! Morro de medo de ficar assim. Como toda mãe, já tapo uns buraquinhos com meu filho, lógico, a dor de encarar a realidade é tão grande que, em alguns momentos, melhor brincar de casinha. Não quero isso para mim.

Tenho medo de ser infeliz por muito tempo! Tenho medo do medo que tenho.

Tenho medo de magoar, por querer ser livre e feliz. Tenho que ser muito forte para me libertar e ser quem sou. Dar voz aos meus pensamentos e agir, como aqui escrevo em cada post. Textos bonitinhos não, são partes de mim. Partes de mim que assustam e só aqui pude colocar. Na leitura, são textos "fortes" e sinceros. Na verdade, são eu. Sou eu. Não é tão fácil ser diferente... e eu tenho medo, porque eu sou diferente. Eu penso diferente. Não vou além para não ficar aquém de quem amo... Dá para entender?  Que nada! Não me entendo! Tenho medo de me entender! Medo de acertar e ir além.

Fuga. Medo. Culpa. Sabotagem... Mais medo... do medo de ser eu! Por quê? Talvez, nunca saiba responder. Mas, isso já não me causa medo... já entendi que existem perguntas para as quais as respostas não existem... porque nem a pergunta/dúvida deveria existir... Me diga qual a respota para o medo de ser feliz? Nenhuma! Isso, não precisa existir!

Pat Lins.


TEXTO DESABAFO TOTAL - bom explicar, porque tenho medo de não ser compreendida... porque sei que ninguém vai entender... risos.

terça-feira, 4 de maio de 2010

"(...) Mas, não é a tristeza que mata." - Fernanda Young


"É preciso ter tristeza. Tristeza não é ruim. Quase todo mundo só quer escutar musiquinhas alegres, ir dançar em lugares barulhentos, ficar falando o tempo inteiro. Porque eles tem medo da tristeza. Mas não é a tristeza que mata."

(Fernanda Young)

Quando se fala em "preciso ter tristeza" as pessoas confundem tristeza - um sentimento real e necessário, que faz parte da gente - com culto à tristeza, à dor e ao sofrimento... isso é que mata... além da miséria entristecedora que pouco conseguimos ou estamos dispostos a desfazer!

Para mim, a falta de alegria ou consciência do que é felicidade é muito pior que tristeza. Tristeza é um sentimento, como todo sentimento, que surge em reação a algum estímulo. Não é para ser temido. É para ser compreendido, acolhido e deixar passar.

Toda tristeza já chega querendo ir embora. É um alerta. Uma reação. Um sentimento. Uma emoção passageira.

Perpetuar a tristeza, ainda que em forma de "pseudo alegria" é que dispara e mantém o sofrimento e des(re)caracteriza tristeza.

Não precisamos temer nossas tristezas. Precisamos temer o que nos faz desejar ocultá-las de nós mesmos, em vez de cuidá-la - ou, cuidar o que ocasionou - para deixá-la partir em paz e nos aproximarmos de nossa verdadeira paz interior.

Vamos conhecer mais nossas emoções e nos temer menos!

Abaixo a "cultura" ou culto a tristeza sem fim! Abaixo o tabu em falar de assuntos que doem, como se doesse mais ao falar. Abaixo a vergonha em sermos que somos.

Que se erga o novo tempo de busca e encontro do real significado de FELICIDADE, onde não se exclui nada e se inclui saber viver e lidar com TUDO.

Ser feliz é saber deixar ficar o que for para ficar e deixar passar o que tiver que ir e, ainda, se encontrar pleno e capaz de superar, em busca da manutenção de uma vida leve, saudável e sem rancores, raivas, dores intermináveis e incalculáveis. Ser feliz é um estado de espírito vivo. Ser feliz é uma questão de buscar e encontrar em toda e qualquer situação - conflituosa ou não.

Para mim, o tédio de não saber quem se é de como posso melhorar é muito mais "triste". O tédio de não acreditar em algo melhor... isso mata... mata qualquer identidade. E o que somos,afinal, além de nossa identidade real? De nossa essência?

"Se é para tentar ser alguém bem melhor, deixa eu tentar ser quem eu sou..." (Banda Hori)

Mas, quem eu sou? A gente sofre demais por não se assumir sendo quem é. A gente sofre demais, porque é mais aceito quem sofre - ainda que taxado por inúmeros adjetivos - do que quem supera. Quem supera - ou deseja superar - é tido como louco e/ou como pessoa fria e sem sentimento. Isso porque o sentimento aceito é a tristeza mascarada de dor necessária, mas, não falada, acomodada, engessada e alegremente sentida. Não se admite a tristeza em sua real profundidade e origem. Se admite a "tristeza por..." e esse por é que legitima ou não - de acordo com os critérios do julgo alheio - se se pode ou não assumir a tristeza ou mascará-la com outra tristeza e, na sequência, fingir alegria, para ninguém continuar a te julgar... Triste! Triste ser como somos e tão pouco fazermos ou nos dispor a fazer. Triste não poder "curtir" sua tristeza, para que ela passe e tenha que se entregar a curas superficiais, parciais e insuficientes, como "encher a cara", "tomar um bom porre" ou "fazer compras" - ai, esta eu adoro... pois é, sou humana, sou real e, quando dá, também afogo as mágoas em compras... risos. Triste! - risos.

Sejamos felizes sendo, a cada dia, cada vez mais, nós mesmos, no melhor significado que venha a ter!

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Sem morrer de tristeza, nem matar de falsa-alegria... para fazer parar de sangrar, é preciso limpar e cuidar.

Pat Lins - mais um grito desabafo!


terça-feira, 5 de agosto de 2008

EQUILIBRANDO AS EMOÇÕES

Sempre me achei "humilde", por ter tido uma criação humanista. Não faço diferença entre um Presidente da República e um gari. Para mim, todos são GENTE, seres humanos e mortais como eu e você. As funções (e salário, claro - rs) que recebem que são mmmuuuiiittooo diferentes! Suas responsabilidades profissionais também. Mas, enquanto gente, ambo estão no mesmo patamar. O respeito é o mesmo.


Não é esse o tipo de humildade que a DPP me fez ver que eu não tinha. Era a minha auto-humildade. Era controlar a minha vaidade. Não aquela de querer se vestir bem, se perfumar, passar batom, calçar sapatos altos, cabelos escovados... não, a vaidade de ter um orgulho enorme!!! De querer ter sempre razão. De saber pedir perdão, se arrepender, mas, lá no fundo, se culpar e cobrar porque fez algo "errado". Admitir que errei não me constrange. Cobrar-me por que não acertei é que pega...

Me deparar frente-a-frente comigo mesma, doeu. Dói a gente ter que se olhar e se ver de verdade. Dói o ego inflamado. Dói porque eu deixei doer. Isso, foi um dos pontos positivos que a DPP me fez ver. Me cuidar de emoções que nem sabia que tinha, mas, que estavam lá, o tempo todo!

Falando assim parece que sou má, né?! Que sou chata, pedante... Sou uma pessoa super do bem e até simples. Porém, também sou humana e tenho meus defeitos. Sei sorrir, e também sei xingar... Todos nós somos defeitos e qualidades, mas nossa mente é tão perfeita, que tem nossos aliados em prol de nós mesmos. Mecanismos mentais que no ajudam muito. Equilibrar sempre nosso Id, Ego e Superego é tarefa para uma vida!

O jogo de equilíbrio da emoções durante a instabilidade emocional é coisa de louco! Daí a necessidade real de se fazer terapia. Não é vergonha alguma se entregar aos cuidados profissionais de um psicólogo, psicoterapeuta... Romper com essa berreira é o caminho para o crescimento. A gente não precisa se tratar só quando está doente, a gente precisa se tratar sempre! Isso é se amar! É se conhecer! É crescer!

Procurar o tratamento adequado; como já citei algumas vezes, ver a linha que está de acordo; respeitar o tempo e a situação.

Durante o tratamento com remédios, tive que trocá-los, até encontrar um que me ajudou. Você não precisa se frustrar. Não existe uma fórmula certa de sucesso. É um conjunto de fatores, principalmente, o respeito e a confiança no profissional.

Nem todo tratamento vai ser necessária a intervenção medicamentosa. Em algums casos, a terapia resolve. O importante é buscar ajuda profissional. Nessas horas, muitos amigos, na intenção de ajudar, pode querer dar conselhos; levar para uma farrinha; levar para uma praia... e você, se inflamando de ódio... seja franco com você e com quem quer te ajudar e diga que você precisa de ajuda profissional. Isso não irá diminuir seu mérito enquanto pessoa. Isso vai te ajudar a encontrar força onde não está encontrando!!!

Equilibrar as emoções é se libertar. Ser livre é saber que você tem o poder de ser o que você quiser! A responsabilidade de nossa felicidade é inteiramente nossa e parcialmente ajuda externa - ninguém precisa viver só! Deus nos criou livres para sermos felizes!!!

Todos os dias, temos que amanhecer e dizer: HOJE É O PRIMEIRO DIA DO RESTO DE MINHA VIDA!!!
Patricia Lins

terça-feira, 29 de julho de 2008

MINHA SALADA SÓ É GOSTOSA PORQUE EU FAÇO E IURI TEMPERA!!!



Fazer uma salada é tão simples, né?! Mas, por que tem umas que são tão sem gosto? Faço uma salada que é uma delícia, simples e fácil. Mas, Iuri faz o tempero. Trabalho de equipe, amor e carinho!

Nossa vida é bem assim: um conjunto de acontecimentos, sentimentos, emoções, história de vida... ingredientes que temperam, dão o ponto ou fazem passar... enfim, somos uma salada de Deus, temos em nós e nos que estão ao nosso lado os ingredientes certos, na medida certa. Mas, a gente sempre quer mais...

Para alimentar a vida de maneira saudável e prazerosa, basta se permitir e viver aquilo que Deus nos dá. Desejar uma pitadinha de sal, beleza, porém, saber que sal DEMAIS faz mal nos leva a tomar cuidado com essa “pitadinha”... querer mais não é o problema. Querer DEMAIS é que é!

A vida em sociedade requer sempre medir os termos, os comportamentos, cada gesto, cada palavra, cada atitude, cada emoção.

Viver a dois, requer ponderar tudo isso e muito mais. Mas, lembrar que “viver é uma arte!”, como sempre diz minha amiga Suzi. E o Diretor está em todos os lados, em todos os lugares, em todos os momentos...

Passar por toda fase difícil que passei, todo mundo já ta cansado de saber, que foi DIFÍCIL, mas, com os ingredientes certos, a salada ficou gostosa! A ajuda de meu marido foi fundamental!

Mas, me pergunto, por que o dia-a-dia é tão difícil? Tem dia que ele pega no sal, e eu nos ingredientes errados... cada um tem suas dores, suas mazela... e superar uma doença, não faz parar o tempo. Existem produtos que são perecíveis, outros que não combinam... para quê insistir em colocar? Joga fora!

Se a gente superou um turbilhão de coisas de uma vez só, precisamos saber viver e superar as dificuldades diárias. Lembra que falei que eu não virei santa, e que os problemas não deixaram de existir? É verdade.

O peso que você dá é que vai fazer a diferença.

Incrível que situações tão bobas, conseguem nos sufocar, de tanta repetição... desemprego, contas, frustrações pessoais, carências, desejos, cansaço físico e emocional, cuidar de filho (por maior que seja o prazer, também cansa)... e você vivendo enfurnado nisso, sem sair e respirar, só afundando... o problema pode te dominar se você quiser e deixar! Tudo pode conturbar e tirar a paz.

Um pequeno problema pode virar um problemão se você vivê-lo dia após dia, reclamando e nada fazendo, só se queixando.

Às vezes, sair sozinho e dar uma respirada a beira mar pode evitar muitos desgastes numa relação. Todos devemos, e precisamos, lembrar que somos indivíduos antes de tudo! Um casal consiste na união de dois seres individuais, pensantes e “viventes”. Carências são trazidas e vividas por dois, se um não se trabalhar.... os dois sofrem!

Ter o cuidado de perceber isso e admitir é que vai fazer a diferença. Mas, querer que sua mulher seja mãe, amiga e irmã, não dá certo. Exercemos vários “papéis” na vida, e cada um tem o seu lugar e espaço. Digo sempre para Iuri: "Nunca espere que eu vá fazer a sua comida favorita como sua mãe faz. O prato da mamãe, só ela!” E isso serve para tudo! Trabalhar suas carências ou, ao menos, ter consciência que as tem é um bom começo.

Todos nós precisamos de família e amigos. Graças a Deus, sou rica desses tesouros!

Só temos duas opções: VIVER COM AS SOLUÇÕES OU SOBREVIVER COM OS PROBLEMAS!

Problema sempre vai existir! SOLUÇÕES também!!! Eu costumo dizer que “todo problema carrega em si a solução”.

Cabe a um decidir dar um basta no problema, que já ajuda! Mas, todo casal deveria respeitar isso, e pensar sempre na solução, não permitir se afundar nos problemas e transformar a convivência diária num castigo, numa tortura! Isso pode enlouquecer.

Percebi que já estava tendo recaídas esses dias, por conta de situações totalmente ridículas... Iuri tem ficado mais tempo em casa, a procura de trabalho, e a gente vinha se fechando nesse pequeno caos diário! Sentimentos e emoções se exaltavam... estava aturando ele. Repetia inúmeras vezes: “ele tem muitas qualidades, não se prenda aos defeitos...”; “já passamos por uma situação muito mais difícil e delicada e superamos, não vai ser essa rotina cansativa e desgastante que vai vencer!” Isso é o dia-a-dia! Superar uma doença como a DPP não pára o surgimento de outros problemas...

Estava me entregando àquele clima de tristeza e a desesperança e esss sentimentos estavam querendo tomar espaço... se a gente permitir, elas tomam todo o “jardim”, como ervas - daninhas. Apesar do cansaço, tirá-las da nossa grama, aparar, limpar e regar faz parte. Toda relação é assim!

Como já identifiquei os sintomas, pedi forças a Deus e apoio a quem me ama! Agradeço ao Pai pela existência de pessoas tão especiais em minha vida. Minha mãe e Sani são duas delas (viu?!) - risos. O socorro veio e o ar voltou a circular em meus pulmões. Eu, agora, me empenho em viver a vida sendo realista. Hoje, por coincidência, li um provérbio chinês que reforçou meus jeito de viver e pensar: “O pessimista reclama do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas” é isso aí! A vida sempre continua! Ainda tenho muita guinada para dar, mas, em alguns casos, estou na fase otimista: esperando. Na hora certa, ajustarei as velas!!! Saber dar um tempinho e se permitir construir bases sólidas é muito melhor do que viver guardando tudo em caixinhas...depois, haja espaço para guardá-las e haja paciência para localizar o que é o quê!

A gente precisa respirar; o coração precisa bater; temos que nos alimentar; nos mexer e pensar para viver. A gente precisa viver! Precisa se amar! “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." (MATEUS,22:34 - 40.)

Como um carro, também precisamos de combustível na vida! Não precisamos transformar tudo em fardo. Tomar decisões simples podem dar um gás para se viver os problemas e superá-los. Mas, nunca, nunca mesmo, finja que não os está vivendo, isso pode aumentar a situação. Colocar tudo num canto e fingir que não está ali não resolve! Eles continuam ali, e você, os está vendo...

Dar a volta por cima é missão diária. Todo dia começa, nossa vida também, começa a cada dia!

E é por isso que venho lutando. Como todo casal, também temos problemas e soluções. Vivê-los é superá – los com amor, dia após dia! É se respeitar antes de tudo, para saber o que vem a ser “nos respeitar”.

Por isso, que minha salada é tão gostosa!!! (risos)

TODO DIA DEVE SER O PRIMEIRO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS!
Patricia Lins

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