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domingo, 16 de março de 2014

MULHERES: ENCONTROS DE GERAÇÃO E MUITA "TRICOTAÇÃO"

 

Olha, realmente, eu vim despida de todo e qualquer tipo de preconceito - aliás, como tudo na vida é dual e somos naturalmente hipócritas, eu discrimino quem discrimina... Não deveria, mas cabe em meu pacotinho: "sou humana e imperfeita, sim, mas me coloco em movimento de melhora a cada dia, aqui e agora!".

Venho de uma família mestiça em TODOS os sentidos! TODOS! Inclusive de cor, credo, instrução, educação e situação financeira. Vivo e convivo com TODOS os tipo de pessoas. E, sinceramente, eu AMO MUITO TUDO ISSO! Tenho o privilégio de saber que tenho acesso aos mundos que gravitam em paralelo ao meu. Tenho consciência de que todos somos peculiares e respeito os espaços de cada um. Lógico que me pego cobrando e criticando um ou outro, mas, como já falei antes: tudo na vida é dual e somos naturalmente hipócritas, eu discrimino quem discrimina... Não deveria, mas cabe em meu pacotinho: "sou humana e imperfeita, sim, mas me coloco em movimento de melhora a cada dia, aqui e agora!".

Bom, me deixa entrar logo no assunto que vim postar...

Estava numa cidade próxima, visitando alguns parentes paternos - que são minha FAMÍLIA - e, em meio a tanta coisa, sentamos eu e irmã para conversarmos com "tatia Joana" - tia avó nossa. "Tatia", como chamamos desde criança, porque era como papai a chamava quando criança, tem 91 anos. Um dia ainda escrevo sobre a vida dela - mulheres "comuns", com vidas "comuns" não têm nada de comum... Pois bem, conversa vai e conversa vem, como de costume, ela puxava o assunto comigo e com irmã, sobre "quando vão ter outro?" - "outro", leia-se "outro filho"... Pois eu tenho um e irmã tem uma. Daí, irmã disse:
- Tatia, não é barato ter e manter filho, não. 

E "tatia" concorda, dizendo que "é verdade, minha filha!". Eu, seguindo a linha de raciocínio que escuto com frequência e pude comprovar em minha infância, digo:

- É, tatia, eu sei que na antigamente era mais fácil. As pessoas se ajudavam mais. Hoje em dia é tanta cobrança, tudo tem que ser pago que ter filho acaba envolvendo condições de manter...

Depois de muitos anos, escutando esse discurso, eu "jurava de pé junto" que ela também pensava assim. Mas, como disse, mulheres comuns, com vidas comuns não têm nada de comum. Ela tem uma vida cheia de emoções - entenda "emoções" como de tudo: boas e ruins. Rompendo esse ciclo vicioso de "as gerações anteriores eram mais felizes" ela revela:

- Eu queria ser é dessa geração agora! Essas meninas têm filho por aí é porque querem! Em minha época, não tinha nada. Ninguém tocava no assunto e a gente era "obrigada" a ter um filho por ano. Era cansativo demais! Marido exigia isso! Me lembro que fui ao médico, naquela época e já nem me lembro quantos filhos eu já tinha - pausa para contar...

- Quantos a senhora teve, tatia? - pergunta irmã

- Vivos nasceram 9 e 2 que nasceram mortos.

- Poxa! - exclamamos juntas, eu e irmã!

- É, minha filha, mas cê pensa que era fácil? Não era não. Quando pedi ao médico: "Dr., dá para o senhor me ver um remédio para eu parar de engravidar?", ele me expulsou da sala, gritando que eu era louca... Hoje, os médicos estão chamando e essas meninas parindo por aí e deixando para a vida cuidar, dizendo que é descuido. Descuido era em minha época, que ninguém sabia de nada. Hoje, com tanta informação, descuido é desculpa!

Veja, quando a gente vai a fundo, a gente descobre que nem tudo era tão bonitinho! Ela, no auge dos seus 91 anos revelou isso, como um desabafo de ANOS! E não foram 20 ou 30 anos... desabafo de 70, 80 anos! Ou dos 91!

A cobrança; o estabelecimento de "metas culturais" enquanto tradição; o sexismo, em forma de "poder machista e heteronormativo", onde o homem,  enquanto ser do gênero masculino "pode tudo!"; o cotidiano com a responsabilidade de já ter que cuidar de filho e casa, ser "esposa" e, com isso, ter todo o tempo ocupado, para não se ter tempo de pensar e refletir, daí, questionar e lutar pela liberdade, emudeceu muitas mulheres, pela falta de "tempo", mesmo. Para se romper com isso - e continua essa luta por tanta ruptura - foi preciso muito "peito" e sutiã queimado. Ainda escuto muitas mulheres de gerações anteriores me dizerem: "era melhor como antes!". Hoje, entendo o que elas querem dizer, só que não sabem expressar bem... O que elas dizem não é querer ser uma mulher tapada pela opressão machista, mas hoje, nós somos, ainda, "cobradas" para atingir um padrão de excelência desumano e sobre humano, onde trabalhamos "fora" e dividimos as contas, mas a casa ainda é nossa responsabilidade. Graças a Deus, algo já começa a mudar com relação aos filhos, justiça seja feita, muitos homens se esforçam para romper com essa ditadura silenciosa e mascarada de séculos, e já assumem-se corresponsáveis pela educação ATIVA e com AMOR dos filhos! 

Ou seja, quando algumas mulheres me dizem isso, vem um adendo: "Pô, meu marido já se aposentou e fica em casa, de pernas para o ar. Eu me aposentei e continuo dona de casa...". Claro que me refiro ao geral, porque as exceções existem, ainda como exceções... 

Eu curto muito conversar com as pessoas. E, se todo mundo der atenção ao idoso ao seu lado, verá um mundo muito maior se abrir. Hoje, minha querida e amada "tatia", pode falar comigo, com irmã sobre isso. HOJE. Mas, por quantos anos e tudo o que ela já viveu - e falo de dor, muita dor e vida sofrida, mas ela sempre forte e com um humor contagiante - ela precisou calar, por sabedoria e por medo?

Hoje, ainda lutamos por igualdade! Só que as pessoas lutam pelo fim da desigualdade, acirrando a desigualdade. Essa contradição e falta - ausência, mesmo - de base, de valores, faz com que essa juventude de hoje tenha ausência de referencial e luta, grita e brada sem mensurar resultados. As gerações anteriores, tinham a base, os valores, mas não tinham a garra, a combustão necessária e em quantidade suficiente para reagir mais, porém, conseguiram, com poucos e com muita vontade dar um ponta pé inicial, um start... adormecido pela nossa atual falta de tempo por ter o tempo integral ocupado!

O importante é estar em movimento. Um dia, as coisas apaziguam e tomam UM rumo, não vários caminhos aleatórios! Hoje, temos abertura para diálogos, para trocas, para se diluir qualquer assunto, esgotar, para não remoer... mas, raramente fazemos... Os encontros de gerações podem ser saudáveis, se assim fizermos!

Hoje, podemos falar, aparentemente protegidos pela Lei, para tanto, precisamos nos salvaguardar para não atingir alguém que se doa por se sentir atingindo, sem ser... A fragilidade da atualidade está na APARÊNCIA DE SER, em vez de ser. Antigamente, as mulheres sofriam caladas, mas tinham uma força maior, uma força que passava para as filhas e filhos, aos poucos, como quem planta sementinhas. Era um movimento muito pequeno, mas para longo prazo. Para, hoje, esbarrar no estágio de mulheres objetos, que querem tudo tão fácil, se vendem como troféu barato e pouco fortalecem o intelecto, a razão e as boas emoções... Aí, enfraquece o movimento... Né, não?

Vamos para frente! Porque a luta é pela igualdade e respeito às DIFERENÇAS. Ou seja, devemos considerar que existem diferentes, mas todos têm o direito de serem quem são - desde que não matem, roubem ou destruam, passando por cima para atingir o que quer... toda liberdade tem limites!

O princípio da liberdade está em aceitar o limite de acesso. 

Que fique claro para cada um de nós: cada geração traz a sua beleza, traz o seu ensinamento... traz lições que nem os contemporâneos se dão conta... de que a dualidade existe por algum motivo. Tudo vem com a "dor e a delícia de ser o que é", como diz Caetano Veloso. O "é" é o que deve ser visto! 

Vivendo e aprendendo com os mais velhos e os mais velhos com os mais novos!

Pat Lins - costurando a minha colcha de retalhos, sem retaliação!

sábado, 7 de dezembro de 2013

LANÇAMENTO "LIBERDADE NEGADA" - MORGANA GAZEL

LIBERDADE NEGADA
Segundo romance da escritora, poeta e psicóloga - Morgana Gazel
Por Patricia Lins

História, drama, romance, família, ditadura militar, violência, morte, perdas, mudanças, inquietação, questionamentos, reflexões, emoções, sentimentos, dúvidas, injustiça... Todos estes elementos, e muito mais, compõem o segundo romance da escritora, poeta e psicóloga Morgana Gazel – pseudônimo literário de Noemia Nocera.
Seu estilo literário leva-nos a ter vontade de ler e ler e ler até o fim, por sinal, bastante incomum. Como fez em seu primeiro romance “Enseada do Segredo”, Morgana Gazel nos conduz, no “Liberdade Negada”, num ritmo dinâmico a um ápice inesperado e a um final que nos deixa boquiabertos, tamanha a capacidade da escritora em surpreender.
A obra retrata a história de Sara. Aos 11 anos de idade, ela vive feliz com sua família, quando estoura o golpe militar de 1964. Aos 17 anos, envolve-se com um militante da esquerda e comete um erro imperdoável aos olhos dos guardiões do regime, entre eles o seu pai, tenente-coronel do exército. Após alguns dias, percebe que, na escola, está sendo seguida por pessoas misteriosas. Às escondidas, a mãe e os tios enviam-na para outro país. Este livro de forte conteúdo psicológico, histórico e cultural, é o segundo de uma trilogia que teve início com Enseada do Segredo (2008) e que se completará com A Carta da Mãe, novo romance já iniciado.
Em suas histórias inventadas, Morgana Gazel consegue traduzir em palavras os dramas humanos reais. Assim como “Enseada do Segredo”, romance mais leve, ainda que com conteúdo profundo, o “Liberdade Negada” é ambientado na época da ditadura militar. Neste, porém, ela penetra mais intensamente naquele período. E nos conduz numa viagem no tempo sem que percebamos que estamos saindo daqui, do presente. É tudo tão real e “cotidiânico” - sentimos como se estivéssemos vendo acontecer em real time - que impressiona. Impressionar, surpreender..., estes adjetivos não são fortes o suficiente para qualificar o trabalho dessa autora.
Dia 09 de dezembro de 2013, às 19 horas, no Museu Geológico da Bahia, Corredor da Vitória, em Salvador, o romance Liberdade Negada (Cogito Editora), com prefácio do jornalista, professor, escritor e doutor em literatura brasileira, Carlos Ribeiro, terá seu segundo lançamento, o primeiro aconteceu em 24 de outubro de 2013, em Belo Horizonte.

Patricia Lins – Publicitária, Relações Públicas, Radialista, Blogueira, Professora, Poeta.


domingo, 11 de março de 2012

COISAS QUE NÃO SABEMOS

Muitas vezes na vida a gente não entende "como" e "por quê" certas coisas acontecem. Mesmo assim, não deixam de acontecer.

Final de novembro, minha tia/madrinha descobriu que estava com câncer de mama. Um choque! Faz muitos anos, somos voluntários no GACC - Grupo de Apoio a Criança com Câncer. Estávamos "acostumados" a dar algum tipo de apoio a quem estava em tratamento por lá. Sofríamos a dor dos outros, mesmo assim, nos mantinhamos solidários. Hoje, a dor é nossa e como agir? O quê fazer?

Na comemoração do seu 51º aniversário, seus cabelos, que já começaram a cair, foram raspados. Choque? Que nada. Ela ficou linda. A vontade da pessoa de se curar e lutar pela vida, aliada à elegância natural dela - mesmo acima do peso, ela sempre teve uma boa "estampa" - o rosto ficou em evidência, como uma mensagem: o que é um cabelo, se a beleza vem de dentro?

Como bem me lembrou uma nova amiga e vizinha - Rosana Lins - "Às vezes, a doença se apresenta para que outras coisas sejam curadas. Coisas que nem sabemos de outras pessoas e que fazem parte da nossa vida tb. Essas outras coisas são curadas com esse AMOR explícito na atitude de vcs! A foto está tipo: UNIDAS VENCEREMOS!!! Muita saúde para ela!!! Todos temos "alguma dor" a ser curada.... seja lá qual for! Poucos tem TODO ESSE AMOR!!!", se referindo à nossa homenagem, na foto do início do post.

E é isso que pensamos: dar muito amor! Na vida é assim: quando algo parece estar errado, algo deve ser consertado. E todos crescemos, juntos.

Família é isso: estar junto em todos os momentos, alegres e/ou tristes. Nós compartilhamos muita coisa. Minha família tem lá seus defeitos, mas, como tudo na vida tem os dois lados - defeito e qualidade - o importante é o que prevalece. Na minha, prevalece esse amor. Todos se unem para alcançar a vitória. Em cada momento de dor, já estamos juntos, porque nossa união é natural. Somos amigos, inclusive. 

Nós não sabemos o porquê de certas coisas acontecerem, o que não as impede de acontecer. Por isso, Deus, se o Senhor está a nos escutar, nos dá mais força para suportar mais essa fase de dor. Dá-nos a capacidade de sabermos o "como" ajudar. Dá-nos a capacidade de mantermos a chama da fé e da esperança. Dá-nos a luz para superarmos. Dá-nos condições de cuidar e tratar! Dá a cura!

Tia, muita luz, paz, saúde, cura e prosperidade em sua vida. Se o dito popular está certo: "depois da tempestade sempre vem a bonança". Que venha! Que venha não só a cura para a doença fisica, mas, que venha uma chuva de luz e coisas boas. Olha, pode se tratar de uma doença miserável, mas, saber que é querida, que um monte de gente torce por você e que tanta gente se entrega junto, nossa, deve ser fortalecedor.

Muita luz, paz e saúde para todos, hoje e sempre!

Pat Lins.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

SER AMADO APENAS POR SER QUEM SE É

Eu sou assim: uma pessoa com muita facilidade em me comunicar. Mas, facilidade não quer dizer tudo... tudo, quer dizer muito mais. E, hoje, eu digo, aos meus amigos, família e pessoas próximas: mais uma vez, obrigada pelo apoio e carinho! Se já estava encarando tudo com naturalidade, hoje, encaro com mais um momento especial. 

Coisas boas e ruins acontecem o tempo inteiro, na vida de todos e cada um de nós. O que fica? O que é construído em bases sólidas e verdadeiras. E, em minha vida, de muitas vitórias - ainda tenho muitas tantas para alcançae... infelizmente, muita gente acredita que sucesso é só ganhar dinheiro... - fica a da construção de boas e verdadeiras amizades; de relações fortes; de sentimentos sinceros e honestos; de amor. Amor que muita gente banaliza... eu transbordo. Nestes últimos anos, só transbordo amor. Recebo, dou e me doou. Amar é muito mais do que definições, citações e frases bonitas: amor é viver o amor; é amar, todas as formas de amor que puder. Amar o amor é maravilhoso. Amar e ser amado pelo que se é, não pelo que se tem - se é que isso é amor... pode até ser: amor ao dinheiro... - é coisa boa demais! Isso acaba incomodando os que não sabem amar. 

Eu não angario amor, eu doou meu amor e recebo amor de volta. Eu sou como e quem sou e por isso dou e recebo a liberdade de me amarem na plenitude e amo, amo, amo. O que recebo, de graça, sem pedir, mendingar ou exigir é o amor puro e sincero de quem tenho a honra de ter como família, amigos, marido, filho e coligados. E, a essa graça diária de dar e receber aquilo que capital algum compra, eu agradeço, agradeço, agradeço! Por isso me sinto rica. Rica de tesouros que irão comigo para onde quer que eu vá, esteja na condição que estiver. Que Deus me permita dar e receber muito mais e continuar trocando. Não me refiro apenas às palavras bonitas e tocantes, mas aos sentimentos doados e que me tocam n´alma, como brisa fresca em dia de calor ou como cobertores em noites de frio. Esses sentimentos francos e gratuitos, têm uma força tão grande que só recebendo para saber como é bom e poderoso!

Obrigada a todos que estão me dando essa força! Se estava bem, agora, fico melhor a cada dia!

É bom demais saber que se é amada, apenas, por ser! Eu sou. Eu sou apenas e totalmente EU.

Beijos em cada coração!

Pat.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CHÁ DE APRENDIZAGEM

Sempre é hora de aprender algo... Ai, por mais que seja cansativo, o exercício é contínuo... Ah, quero uma pausa para o chá. Alguns instantes para degustar com calma e tranquilidade tanta coisa .

Tenho escutado tanta coisa... Normal, todo mundo escuta tanta coisa o tempo todo... Eu, também, falo o tempo inteiro... Mas, o fato, é que as coisas acontecem. Várias explicações e verdades para uma mesma história. Fico com a opção: "o que faço com isso?".

Estava com tanta saudade daqui e tenho tido tão pouco tempo para me dedicar a meu outro pedaço de mim, que é esse canto virtual... Fiz tantas anotações em "papéis de pão" e ainda não pude trazer para cá. Nada que com o tempo consiga.

Pois é, tudo é uma simples questão de tempo... Mesmo que ele passe, outro começa. Escutei uma coisa tão linda, ontem, na TVE Brasil, dentro de um Curta Criança - "O menino quadradinho" - onde as palavras conversavam com o menino que ficava preso nas histórias em quadrinhos e, ao questionar se o menino tinha medo de crescer, ele falou que queria voltar no tempo... que não precisava daquelas palavras todas. Então, as palavras o ensinaram que não se volta no tempo: "não podemos viver o mesmo dia duas vezes. Mas, podemos recriar". No final, o menino se abre para novas leituras - metáfora através da cena onde ele lê livros, também - e se encontra com ele mais velho. O "ele mais velho" pergunta o que ele lê e ele conta sua história. E o velho, com a sabedoria dos anos e experiências vividos, conclui: "é igualzinho a história da vida... é para criança só no começo..." - aha, esta é minha dica/sugestão lá no MÃES NA PRÁTICA - eu me esforço para crescer por lá, também...


Olha, por pior que seja a programação no canal aberto de TV - e, para mim, entretenimento vai além de uma tela, por maior que ela seja... Não a excluo como mídia - na concepção literal de sua definição -, mas, incluí-la é saber que ela faz parte, sem ser a única parte. Daí meu argumento de não concordar como TV manipuladora de opiniões... ela é apenas um "meio"... E quem dá audiência, somos nós mesmos... - sempre tem alguma alternativa. A TVE, por exemplo, vem desenvolvendo boas produções. E, para o público infantil, vem recheada de coisas legais. Mas, é questão de gosto. Assim como tomar chá - risos.

A gente se prende demais as coisas... sei disso, porque também sou gente e bem sei o quanto tem horas que a gente tem uma vontade e, de repente, fazemos algo bem diferente... Como se se estabelecesse um desacordo entre a sua vontade pessoal e aquilo que você faz no sentido de validar os seus quereres. É como se você quisesse uma coisa, mas os seus atos contrariassem o seu próprio objetivo! Ter consciência do processo é uma chave para você se organizar melhor. A cada dia, aprendo, inicialmente, no âmbito da teoria, que empregamos uma força para levantar algo mais pesado em situações mais leves... e, quando as pesadas chegam - e sempre chegam... assim como as leves sempre chegam, também... afinal, vivemos de fases e fases - estamos sem tanta força... Muitas vezes, exauridos. Bom, nada que uma "descarga de adrenalina" não dê jeito... Mas, podemos, ao menos, optar por deixar as coisas seguirem seu rumo e passarem. Ah, mas, uma coisa tenho colocado em prática!!! Quando estou cansada e surge aquilo que não sei como resolver e estou sem força extra e/ou adcional para tanto, sabe o que faço? NADA! Oxe, eu deixo passar! Faço igual a Caymmi: "relaxo". Para ele, trabalho era prazer e, como tal, não precisa de pressão. Podemos tomar como lição, né, não pressionar a mente a troco de nada. Sobrecarga é coisa de doido e dessa geração descontrolada que se ficar 24 horas sem abrir os e-mails ou sem celular, se sentem deslocados e à margem da "sociedade"... Só surtando para compreender esse lema da vida moderna, viu?!

É mole, nos tornamos vítmas de nós mesmos; resmungamos horrores do alto nível de estresse... mas, criticamos quem quer romper com essa realidade, mesmo sem deixar de vivê-la...

Ai, ai... eu quero um chá de aprendizagem, para conseguir engolir e diluir nossa realidade tão "pitoresca" - ou, seria melhor: grotesca?????

Pois é, cá estou, "de boa", rindo de besteiras como "as áveres somos nozes" e caindo na hipocrisia de rir da dificuldade alheia... Cá estou eu, me vendo como uma pessoa "normal"... Ah, isso me assusta!!!

Bom, mas, cá estou eu, também, "de boa", na nave Terra, indo e seguindo, rumo a minha melhoria, num esforço tremendo de me libertar dessas porcarias de amarras que a gente não sabe de onde vieram, nem, claramente, onde estão... Tô no processo! A cada dia mais entregue ao movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, através do caminho da auto-transformação. Só me melhorando e crescendo posso alimentar esse movimento e ser parte dele. Só isso!

 E você, aceita uma xícara de chá?

Beijos,

Pat Lins - sorvendo um saboroso chá de maçã com canela - ...ou canela com maçã?... Ah, o chá é bom e eu, "tô de boa" - kkkkkkkkk.

PS - lembrei de algo legal, que outro velho mestre nos ensinou - o velho Lua, nosso saudoso Luiz Gonzaga: "morena eu quero chá, eu quero chá, eu quero chá, morena velha eu quero chá. Já, já, já, morena velha eu quero chá...."

domingo, 22 de agosto de 2010

TUDO É UMA QUESTÃO DE TEMPO E ORGANIZAÇÃO

Bom, é isso aí... até aceitar que a vida é feita de dualidades, ainda carregrei um pouco na dor, mas, depois passa...

Agora é estabelecer prioridades e estratégias/soluções para alguns pequenos desajustes e organização para colocar em prática com eficiência, para, enfim, alcançar a eficácia e encerrar o problema.

Mais uma etapa de conturbação séria, porém, resolvível. A diferença é essa: hoje, conheço um pouco mais meus limites e escolho o "quê" e "como" fazer. Pronto, definidas as prioridades, só cumprir cronograma - risos. Adia alguns planos; limita outros; dá um stop em algumas coisas... e, assim, vou me organizando. Legal é ser feliz e lutar pela felicidade, mesmo quando parece que estão querendo roubá-la de você... é só impressão. Ninguém pode roubar nossa felicidade. Algumas pessoas e/ou situações, podem atrapalhar, dificultar, adiar, conturbar... mas, roubar, nunca. Felicidade é algo que não se rouba, porque ela é para ser partilhada. A gente é que se furta a oportunidade de ser feliz, pior ainda quando tudo parece estar em ruínas. Ah, mais, um obstáculo; mais desafios, que acreditava estar acima das minhas forças... e eu na luta. A vida toda é assim: a gente vive trabalhando nossas fragilidades. Transformada em força, cuida de outra e segue.

Tô subindo, no meu ritmo e dentro do que eu acredito ser minhas possibilidades. Só a gente pode fazer pela gente, mesmo recebendo ajuda e apoio. O resultado positivo depende de cada um.

Obrigada a quem sempre está ao meu lado - do jeito que consegue estar. Vamos todos pensar e cultivar coisas boas. Sei lá, já tem muito sensacionalismo e propagação do que é desastre. A realidade é dura, mas, piorar é aind pior, né não?! - kkkkk, redundância linda!

Pois bem, vamos todos enveredar no movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

sábado, 19 de junho de 2010

REGISTRO FOTOGRÁFICO - REGISTRO PARA UM "PRESENTE PRÓXIMO"

Todo mundo já se deu conta do quanto somos superficiais e nos permitimos assim ser, baseados na premissa ou justificativa de que "é assim mesmo..."?

Pois é, a historinha de hoje começou há algum tempo, quando soubemos que meu irmão iria se formar no dia 18 de junho de 2010. Mesmo sem dinheiro e vivendo o dia-a-dia, sabiamos desse dia... Como todo bom brasileiro - principalmente, baiano - falávamos e aguardávamos esse dia, afinal, como qualquer ser humano, nada melhor do que uma festa, regada a muita comida e bebida, para confraternizar e come(bebe)morar nossas vitórias. E uma formatura é uma vitória sempre. Conseguir entrar é mais fácil do que chegar ao final e concluir. Isso, desconsiderando qualquer outro assunto correlato ao tema FORMATURA, onde, não se sabe o "futuro/presente" que nos aguarda. No caso de meu irmão, não, porque tem a garantia de um emprego, e, com ele e sua escolha, viver outras dificuldades - e muitas - que sua nova profissão exige... Mas, voltando ao meu ponto/drama da vez: neste exato momento, muitos estão ainda se recuperando da noite de ontem e se preparando para a de hoje - onde continua a festa - e eu e meu - até então - marido acordadíssimos, desde as 07:30h a.m., graças a nosso filhotinho e sua energia super, hiper, mega acelerada, e que não podia dormir um pouco mais... mesmo tendo ido dormir mais de 01 hora da madrugada e ter aprontado horrores - e, para muita gente: "que menino bonitinho e esperto" com suas tiradas e seu nunca parar quieto durante a solenidade... Pois sim, ele não só acordou como já acordou "agradando" ao aumento de estresse. Foi ao sanitário, fazer seu xixi da manhã, quando, eu não escutei o retorno no tempo hábil - normalmente, o deixo ir sozinho, por uma questão de respeito e estímulo a individualidade dele e iniciativa, eu "apareço" na porta do recinto segundos depois, só para conferir se está tudo em ordem... coisa que nunca está! Detalhe, quando cheguei, ele estava ensopado da cabeça aos pés, tomando banho no lavatório. Não, não sou o tipo de mãe lerda, sou do tipo agoniada e colada, para evitar que ele se machuque de verdade... infelizmente, não posso agradar aos críticos de plantão que dizem: "tem que deixar o menino, Pat..." e, depois, esses mesmos seres de outro mundo - ou, eu que sou - diante das "pintanças" exageradas e incansáveis de meu pequeno, sabem gritar logo: "vou chamar sua mãe, viu?! Vou chamar Pat para te pegar...PAAAAATTTT, pega Peu aqui e vem ver o que ele está fazendo..." - o lance mais triste, é que eu sei que a responsabilidade em educar meu filho é minha e não estendo para ninguém, mas, são todos "tão" "solícitos" que nem percebem como agem e "Pat" é sinônimo de "mãe chata/bicho que pega se você fizer coisa errada"... não, não espero que essas pessoas se dêem conta, são rasas demais para alcançar o mínimo grau de consciência em suas vidas, imagina se saberão lidar com o respeito ao espaço e maneira de agir dos outros? Somos todos assim, ou não?! Pois sim, eu não posso "dar mole" com Pedro, porque é melhor prevenir do que remediar e com crianças como ele não se vacila, porque eles aprontam e aprontam muito! "Toda criança saudável é assim, Pat. Você preferia que ele fosse doentinho, todo parado..." Outra frase impensada que me dizem achando que é "consolo"... Pedro é "hiper-ativo". Não - preciso ratificar sempre - não é daqueles que precisam tomar remédio, o que exige muito mais de mim... educar um filho "hiper inteligente" requer esforço acima das limitações... Seguro a onda, mas, não nego que é exaustivo, nem deixo de explodir. Vivo uma incoerência: Peu veio acelerado e eu, após seu nascimento, após tomar uma rasteira da DPP, perdi o rumo e desacelerei... não vou falar muito sobre isso, porque, apesar de ter a ver com a origem do meu desgaste hoje, me cansa descrever...

Vou começar logo um novo parágrafo, para me obrigar ir direto ao ponto: REGISTRO FOTOGRÁFICO - REGISTRO DE UM INSTANTE PARA SEMPRE. Para ir a tal festa - sim, estou muito feliz pela vitória de meu "mano", mas, uma coisa não anula a outra... parece que ao admitir todo meu desgaste, estou infeliz com o que ele, merecidamente, alcançou... quando, na verdade, não é... Tenho esse cuidado, porque sei como nós, seres humanos e imperfeitos, somos naturalmente cruéis e amamos levar tudo pelo lado "conveniente" e de acordo com nossos próprios conteúdos. Poucos de nós consegue olhar o outro e dizer: "ele está dizendo isso e é só isso, como ele está dizendo". Não, a gente vê e ouve o que o outro diz e interpreta de acordo com nossa história de vida, nivelando tudo por nós mesmos... Por isso, temos tanta dificuldade em crescer, porque amamos ser tacanhos e pequenos. Existe um grande prazer em ser cruel e "mau", mesmo debaixo de palavras que contradizem nossas ações - falamos que "estamos aí, para o que der e vier" e agimos como quem está fazendo um favor para alguém pior do que a gente... O fato é que, ao mencionar que, apesar de estar sem dinheiro - e toda minha família está... agora, todo mundo usou cartão de todo mundo, para "resolver" problemas imediatos e ninguém pensa no futuro... Ah, é verdade, vão jogar nas costas de meu pai e se ele reclamar por não aguentar tanto peso, ainda está errado, porque "ele pode pagar"... Ai, ai... minha família é como a sua e como a de todo mundo: a gente se ama, se entende, mas, se desentende - sem poder falar que se desentende, porque é feio desentendimento entre família... - e, no fim, tudo certo, porque estamos todos juntos - isso lá é verdade, estamos juntos, mesmo. Mesmo, cada um agindo por amor e entrega, a necessidade de falar por trás existe e se fala, sim... Claro, somos humanos. A dificuldade está em compreender que somos assim por natureza e, por opção, podemos mudar, crescer... mas, essa escolha é um caminho de dor, de incompreensão, de medo... "cruz credo" mexer nesse tendão de aquiles familiar de toda família que se preze. A gente propaga em atitudes que amar não sustenta verdades, porque verdades doem e machucam. Daí, a permissividade em ser solidário na frente - e eu acredito que de coração, sério... a questão é que a necessidade do ego, da vaidade também existem... dentro de nós, coexistem sentimentos nobres e pobres e sim, eles andam juntinhos... desvencilhá-los dói muito... fingir que eles - os sentimentos ruins - não existem, também dói, mas, como não se trata de uma dor consciente, ela não diz: "dói porque você é humano e a sombra e maldade intrínseca existe em você. Admita que é assim que depois melhora, mesmo o caminho sendo dolorido, mas, no futuro, vai ter supreado...". Para a festa do meu irmão, todos gastaram sem poder, mas, com o nobre sentimento - isso não é ironia, eu considero essa realidade acima de tudo, mas, apenas, não nego que existe o lado paralelo... - de querer confraternizar. Como no carnaval, a gente se joga na festa, vivendo apenas o lado de "curtir", como se, concomitantemente, as angústias, os medos, os temores, as limitações, as faltas... não existissem, elas, já, existindo. Já viu como nos apoiamos em argumentos fracos e frágeis de que esses momentos são importantes e são o "gás" para suportar o resto da vida... E assim está sendo com a formatura de meu irmão. Dois dias, um de solenidade e outro de festa a rigor... Isso quer dizer: mexer na vida e mudar o ritmo de todos - de novo, não estou culpando ninguém apenas constatando um fato. É o mesmo que dizer: "eu tenho que levar Peu, para tirar foto, porque, senão, no 'futuro' - que eu vejo como 'presente próximo', afinal, como o tempo passa, já, já, o futuro vira presente, já que futuro é tempo que não existe... - ele não diga: 'porque não estou aqui?" E, explicar que era porque ele era um menino ultra peralta não pode ser argumento aceitável, afinal, o melindre é uma característica humana e, por mais que seja negada e muitos torçam o nariz dizendo que eu estou sendo cruel, essa característica vaidosa não deixa de existir, ela ganha ainda mais força e, por "achar" que ele não gostaria de não se ver, eu vou, agunetar o trampo. Nossas sombras se alimentam da falta de luz/consciência que nós nos impomos, já percebeu?! Criamos um ambiente fétido de não se falar, admitir jamais, e acreditamos que somos como falamos. Quantos de nós oferecemos o ombro amigo e esperamos que quem se apóia, se utlize de nossas "proposta" de solução para resolver todos os seus problemas e, se a pessoa discordar, não quiser seguir... por trás - e, algumas vezes, declaradamente - esfregamos a nossa insatisfação pelo não cumpirmento de nosso comando de ação e ainda deixamos claro:"você vem, chora em meu ombro, eu te dou todo meu apoio, fico ao seu lado e te ajudo a resolver, para, depois, você não fazer o que te disse - leia-se: te mandei, mas, não temos 'peito' para isso - e continuar aí, sofrendo...". Onde está a solidariedade - já ia falar "solidariedade sincera", mas, para mim, a solidariedade real, aquela que poucos de nós sabe como e o que é, já é sincera... - e o ombro amigo? Onde está o respeito ao limite e às limitações do outro? Em meu caso, me refiro ao fato de que só ia à solenidade, afinal, um baile é para se dançar, curtir...e não é lugar para criança, mas, diante da "chantagem" da foto e diante de algum complexo, para mim, é melhor ir, do que não ir...


Voltando - vixe! Hoje quero falar tanto que os "parênteses" estão maiores do que a linha de pensamento... risos - para os instantes, que é o que quero falar. Viver o presente é valorizar os instantes - sempre falo isso aqui, porque é meu desafio e minha busca incansável - não é apenas posar para uma foto sorrindo e, anos depois, olhar e dizer: "que saudade do meu sorriso de outrora, onde fluía e eu era feliz..." - esquecendo que, muitas vezes, "naquele dia", naquele passado registrado por uma câmera fotográfica - eu amo fotos, regsitros de instantes... minha máquina sempre está a postos para registrar instantes de alegria - a gente estava um caco, mas, a alegria é uma sentimento tão forte, que transfigura a realidade e, já que estamos na chuva, vamos nos molhar... esse é o espírito do carnaval e é o espírito das festas que são fontes de energia para cada um de nós. Comemorar é sempre motivo de alegria, mesmo que oriundo de muita dor... Por que a gente não pode criar um clima favorável full time nos preparativos finais, em vez de alimentarmos o estresse e, na hora da festa, abrirmos aquele sorriso, através de aparências e cumprimentos necessários? Por exemplo, organização e antecedência. Deixamos TUDO para última hora e vivemos sem tempo - não nego essa realidade - e sem dinheiro para estabelecermos as reais prioridades. E, do que precisamos para O momento da festa, da solenidade, da confraternização..., só temos tempo na hora próxima da realização. E, se tratando de mulher, o caldo engrossa horrores e os homens - práticos de natureza histórica - não entendem porque a gente "gasta" tanto em salão de beleza, se somos "bonitas de natureza", mas, na hora da foto, no instante que fica, as olheiras não podem existir, afinal, no tal "futuro" - presente próximo - quando sentarmos para ver as fotos e relembrar os "bons" momentos da vida - no geral, desconsiderando os registros jornalísticos e sádicos, a gente só registra a "beleza" do instante fugaz... talvez, por carência de querer perpetuar a "imagem" de que sabemos ser felizes... - só queremos ver o "belo" e, uma maquiagem escorrendo, em consequência do suor, vira motivo de chacota - "ave maria, nem para uma foto você para de suar... toda borrada... ham, ham, ham, ham, ham (cara de nojo e nariz torcido)" - como se sudorese fosse questão de auto-controle... se assim o fosse, assim seria -; a ausência de alguém, que teve um motivo, naquele instante - afinal, a gente esquece que a vida não para e nem tudo acontece tão bonitinho só porque é dia de festa... ai, se fosse tão simples assim, o mundo se curvasse aos nossos momentos, aos nossos desejos, às nossas realidades... - se torna um agravante irreparável, já que o tempo não volta para tudo ser diferente e todos pudessem estar ali, naquela foto histórica. Somos radicais e cruéis porque somos infelizes, fingindo sermos felizes, em vez de buscarmos a real felicidade. Somos crítcos e ferozes porque queremos que nossas vontades e nossos problemas sejam maiores do que os dos outros, afinal  "a grama do vizinho é sempre mais verde" e os problemas deles são ínfimos, perto dos nossos... Não é assim que pensamos com muita frequência?! FALTA DE RESPEITO é o que impera em cada um de nós.

Pois é, eu quero muito estar ao lado de meu irmão nesse momento de comemoração e concretização de mais uma vitória, e estou. Só que de uma maneira que eu não queria: por obrigação. Sei, sei, poderia ser forte e assumir a consequência das línguas ferinas em cima de mim, por não estar na foto, naquele momento... mas, eu nunca escondi que não sou assim... esse álibi eu tenhooooo! risos. Mesmo assumindo que não sou forte, há uma expectativa gigante de que "eu" seja melhor do que todo mundo - no caso, quando me refiro a "eu", não me limito a Patricia, mas, "eu" como qualquer pessoa externa a quem julga, que pode ser mais forte do que o crítico/julgador, que tem os maiores problemas do mundo... - e seja tão forte, que, mesmo admitindo ser "fraca" ainda está errada, porque "o que é correr atrás de Peu por alguns instantes e aparecer nas fotos? Melhor do que, no 'futuro', ele olhar e perguntar: 'por que eu não estou aqui?'"  Talvez, porque ninguém veja a continuidade. Eu vivo todos os meus instantes para Peu, para protegê-lo dele mesmo e de sua aceleração. Me esforço para tentar impor um limite a ele, que, com toda a sua mega inteligência, questiona tudo. Entramos num ciclo: "criança só aprende com exemplos" - e isso só cabe para os outros - o qual acredito, sim, porém, não como fator único e isolado... - mas, eu estou em luta comigo, para mudar minha realidade, então, esses exemplos só serão os da luta... Pois é, os instantes com Peu são TODOS os meus instantes - e isso não é uma lamentação, é um fato. Porque, quando ele apronta, sou eu quem tenho que dar a punição, mas, na hora de interferir na educação e no meu processo, ninguém pensa assim... na verdade, ninguém pensa, só querem condenar. Meus instantes com Peu são constantes, onde, quando não paro para fazer xixi vem seguido de um conselho: "isso pode dar infecção urinária" e, quando sucumbo à necessidade fisiólogica e me dou o "luxo" de fazer o xixi, vem uma chamada de atenção: "cadê Pedro? Rapaz, você precisa ficar mais atenta... não pode vacilar com ele não. Peu é muito danado, todo cuidado é pouco..." Me pergunto: SOMOS TODOS LOUCOS OU NÃO?! Meus instantes são ter sangue frio e atitude de pegar Peu debruçado na janela da casa dos meus pais, num milésimo de segundo onde virei o rosto e ele correu - atestando uma incompetência minha, por virar o rosto sem adivinhar que ele iria para aquele lado... o dom da adivinhação que deve fazer parte da vida dos "condenadores de plantão" me falta... infelizemente eu sou dotada de uma condição humana que é não saber o que passa na cabeça do outro, neste caso, do meu filho, e poder antever o que ele vai fazer... - e subiu na janela. Tudo é tão rápido que respirar, pensar e agir se tornam um impulso de desespero e, naquele instante, uma súbita lerdeza me ajudou, quando tudo acontece ao mesmo tempo agora, andei calma e lentamente - não tinha reação para correr, diante do susto... outra incompetência humana - e, mesmo assim, fui rápida e ele não caiu do 14º andar, ao dar o impulso com seus pequenos pés e apoiado no para-peito da janela, com suas pequenas e ágeis mãozinhas, elevar-se do chão para ver se o pai estava chegando na rua... (oxe! vou ser condenada a forca, para o resto da vida, por ter perpetuado esse episódio). Naquele instante, apesar do mundo girar e o medo da consequência da ação dele ser fatal, o abracei, o desci da janela, o entreguei a minha mãe - que, também, vivenciou essa história com final feliz, graças ao meu socorro guiado por Deus, só pode -, me larguei no chão e chorei os meus dramas. Lógico, tudo o que está guardado vai junto... o choro lava tudo quando é assim, profundo e com muita dor! Me lamentei por ter nascido... Mesmo sabendo que não faz diferença... risos. Imagine, agora, passadas algumas semanas, o pior... Imagine a imprensa, os vizinhos, a justiça... a cobrança e culpa da mãe incompetente, que não soube cuidar do menor... sim, depois que o pior acontece, precisa haver um culpado... acidentes, incidentes são a falta de prevenção, de cuidado, de zelo... não é assim? O conceito se aplica na prática dessa maneira. Mas, na hora que eu grudo nele, para evitar acidentes, eu sou exagerada e não permito a liberdade da criança... criança essa que eu convivo e sei que é agitada. Criança essa que TODOS sabem que é agitada. Na hora que tudo dá certo, todo mundo foi colaborador e quer mérito. Na hora em que algo dá errado, todos dão o passo para trás e os pais ficam sozinhos, debaixo dos dedos apontados. Estou mentindo? Não estou culpando minha mãe, ela sempre está ao meu lado e o que seria de mim - literalmente - risos - se não fosse ela? Como citei sua presença no episódio/exemplo, pode ficar uma confusão... Para mim, é importante fazer essa ratificação.

Pois é, por conta de um registro fotográfico, a curtição do momento, que era a minha intenção, mesmo com as traquinagens de Peu e o desgaste natural e real meu e de Iuri, passa a ser uma "curtição" de protocolo. Porque, depois que os flashs se apagarem, todos vão cair na gandaia e a gente vai estar voltando para casa, por respeito à nossa realidade e após o cumprimento da missão REGISTRO DO INSTANTE da família feliz! Eu AMO minha família, mas, gente, amar não é nagar as mazelas, é saber que elas existem, admití-las e ainda assim continuar amando, resmungando porque fulando faz isso e aquilo, porque beltrano é assim e assado... A gente não sabe amar, nem, sequer, se permite tentar. Por conta de um instante de comemoração, desencadeia-se tanto estresse por má administração da realidade e má organização e respeito às limitações. Vários colegas dele devem ter endividado até a futura quarta geração da família, só para registrar aqueles instantes. Não, não condeno, nem julgo como erro, prezo aquilo que nos faz feliz... Isso dá gás e energia para se continuar vivendo e procurando sentido na vida. O que me entristece é a deturpação dos conceitos e da necessidade de agradar à rainha vaidade, que vem através do exagero nas cobranças e no querer ser o que não é, só para registrar um instante. Não, não é para tirar uma foto sério, com um "bico" enorme, nem lamentando as amarguras da vida... é para sorrir pela alegria de ver alguém ter vencido uma - ou várias - dificuldade (s). É por estarmos todos juntos, vivos e celebrando juntos... mas, as roupas, as maquiagens bem feitas e os cabelos arrumados são mais importantes para as fotos, porque vão registrar o belo - lógico que eu também sou escrava dessas exigências e até sinto prazer em me ver bonita, bem vestida... é uma alegria real... nada tem só um lado, dá para tirar proveito de tudo... Engraçado é que gastamos o que não temos e, o mais engraçado, é que vivo sem ter como ir a salão, porque, dentro das prioridades, é supérfluo, e, numa situação dessas, gastamos os tubos... o que dá para fazer em casa, eu faço... mas, não dá para fugir de tudo. A vida sempre nos chama a atenção, né?! O que é PRIORIDADE?

Estamos acabados de sono, mas, à noite, estaremos sorrindo para as câmeras, gritando e correndo atrás de Peu, estressando com o fato dele se aproveitar de ter muita gente por perto e isso "limitar" nossas "chamadas de atenção", por uma questão de "não fazer feio na frente dos outros"... Eu estarei lá, linda e bela, em cima de um salto altíssimo e finíssimo, com uma vestido longo emprestado - e isso, graças a Deus, não me incomoda... apesar de ficarem em meu ouvido para eu fazer roupa... consegui com San "Morris" - valeu Inas! - e é isso aí, a vida continua e amanhã tem jogo do Brasil, pela copa do mundo; semana que vem é São João e vamos curtir... Não, não suporto licor e odeio as bombas, mas, amo festa junina, os comes deliciosos e o clima de interior, a diversão. Apesar de minha busca profunda e dolorosa do auto-conhecimento, do crescimento pessoal, das quebras de padrões e paradigmas, ainda mantenho muito do meu lado raso, sucumbindo a arquétipos e alimentando meu inconsciente coletivo, reproduzindo os padrões de meus ancestrais - me refiro a família antes da atual que veio antes e antes e antes... de sempre... desde o início, onde tudo começou e a gente não faz idéia de onde e quando isso se deu... - e continuando sendo eu limitada pela balança de "o que dói menos, hoje" para poder mexer... E vamos, que vamos!

Agora, me diga se somos seres isolados; se nossas ações são de hoje ou "de hooojjjeeee"; se somos só nossas características pessoais, ou soma de um zilhão de influências e interferências, contribuições, atribuições e etc?! Responda sem pensar: QUEM É VOCÊ? Continue sem pensar... Dói se ver, se encontrar... porque, com certeza, primeiro, vai se culpar e só quando perceber que não precisa se culpar e olhar o daqui para frente, colocando em prática esse exercício diário e eterno, de viver e resolver toda e qualquer pendência - RE-SOL-VER, não é gerar polêmica e sair debaixo se fazendo de vítma... é RE-SOL-VER, vai além de só identificar o problema, inclui encontrar a solução e aplicá-la da melhor maneira possível - pelo simples fato de se permitir a leveza, em vez de carregar nas amarguras e prejuízos.

XIS! OLHA O PASSARINHO! SORRIA, PORQUE A VIDA É BELA!!! E, SE TUDO FOSSE UM INSTANTE FOTOGRÁFICO, O QUE VOCÊ GOSTARIA DE REGISTRAR? VAMOS VIVER AQUILO QUE QUEREMOS APENAS, REGISTRAR. ASSIM, REGISTRAREMOS INSTANTES CONSTANTES DE BONS MOMENTOS!!!

"VAMO" LÁ, JUNTA TODO MUNDO PARA FICAR BEM NA FOTO! "VAMO" "CUMÊ" "MIO", PAMONHA, BOLO DE FUBÁ, "BEBÊ" QUENTÃO, ESTALAR UNS "TRAQUE", "DANÇÁ" COM SEU PAR... "VAMO" "GRITÁ" GOLLLL E "EXTRAVASÁ" COM AQUELE PALAVRÃO, A BOLA NA TRAVE OU O GOL DO TIME ADVERSÁRIO - QUE TEM TANTO DIREITO DE FAZER GOL, QUANTO O NOSSO, MAS EU TORÇO PELO NOSSO..."VAMO" SER FELIZ EM CADA INSTANTE!

Vamos, porque esses bons momentos também passam. Vamos, porque até o cansaço passa. Vamos, porque não dá para ficar, nem para voltar. Vamos, porque é melhor ir do que ficar parado! - risos.

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

E, Senhor, livra-nos de todo o mal! Amém!

Divirtam-se! Registrem mmuuiiittooo esses bons momentos, eles fazem parte! Boas festas! E um "presente próximo" repleto de coisas boasss!!! - ops! Ficou parecendo Natal, né?! - mas, é sempre bom desejar coisas boas... desde que venham assim, do coração... não para PARECER bonitinho e bonzinho. Foto é para isso: registro de imagem, de instante. E imagem é isso: o que e como a gente quiser que ela seja! Talvez, quem sabe, a gente, um dia, alcance, na prática, ser como congelamos diante do "clique".








Pat Lins.

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