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domingo, 20 de janeiro de 2019

A Vida é um dia após o outro, todo dia!



Arcano XI: Força*

A Vida tem me ensinado muitas coisas, inclusive, como administrar bem meu orgulho para fazer o que preciso de maneira mais consciente e saudável - bem verdade que às vezes nem tão saudável assim, né...

Retomadas são importantes; recomeços, necessários; valorizar quem está ao nosso lado, botando pra cima, sem desmerecer ou desqualificar a turma do jogo oposto...

Ter que ser, ou me esforçar mmuuiitttooo, para ser compreensível, compassiva, algumas vezes, até contrariando minha natureza e ser passiva, para evitar um estrago maior - simmm, é importante ser estrategista e fria, e esse tem sido meu maior e melhor desafio.

Ao menos, tem dado certo, vou me organizando e priorizando o que deve ser prioridade. O dia a dia se incumbe de apresentar problema e revelar soluções, nem que seja um "fazer nada" e dar tempo ao Tempo.

Tenho aprendido a ser inteligente, com o cuidado de me manter focada em meus valores e isso é bom, prova que eu os tenho.

E sigo, lembrando a cada um, a cada "eu" além de mim, que vale a pena ser limpo. Nem todos vão te valorizar, mas, e daí, essas pessoas não são minhas referências, então, o problema delas está com elas.

A mim cabe me fortalecer em mim e aceitar que, tudo o que passamos, passa! Passei por muita coisa e, eu que me achava pronta, me vi ter que recomeçar de novo!

Sabe o que é o mais legal? Ssiimmm, eu topo recomeçar e tenho certeza que isso é importante para mim! E, sim, um passo de cada vez, um dia após o outro. Um orgulho ferido aqui, não vou matar ninguém, mas reúno forças para mudar o que me incomoda.

E, sim, consigo fazer e materializar essa mudança, de cabeça erguida, com marcas e cicatrizes que fazem de mim alguém melhor do que eu mesma.

Como já falei e repito: se cada um for o melhor de si, o Mundo todo melhora. Quer fazer desse mundo um lugar melhor? Seja, primeiro, esse melhor.

Paciência não é apenas uma virtude, é uma necessidade e prova prática de inteligência emocional. Como não a tenho, pratico o esforço...

#ficaadica

Pat Lins

*Palavras que definem a Força: coragem, domínio emocional, força visceral, superação, ímpeto, ação, domínio, segurança e realização.

No Tarot, a Força é representada por uma mulher que usa as mãos para abrir a boca de um leão. A ideia da força física está associada a carta quando olhamos para ela mas, na verdade a este Arcano expressa os aspectos de superação e da utilização outros tipos de potências, inclusive aquelas conectadas ao amor-próprio que supera o amor por outros.

Aparentemente, antes de abrir a boca do leão com as mãos, percebe-se que essa mulher está imobilizando e dominando o impulso do animal.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Eu sou eu em mim


Existe uma eu em mim que eu desconhecia... a idealizei na infância e a esqueci na fase adulta. Na maturidade, agora, uma loba, na flor da idade, eis que ela se revela, radiante, brilhante e bela! Em busca de espaço, pedindo passagem sem muito se espalhar.

Ela chega calma, leve e flutuante, avisando: venha, sejamos assim!

E eu, ainda em meio aos meus severos rompantes de rigidez e crítica... enfim, vou cedendo, como quem não cede, fazendo bico, fazendo manha e indo, indo, indo.

Que ela venha, que eu venha, que eu vá, que a gente seja: que nasça em mim, essa mulher Eu Sou, porque ela me é, mesmo eu ainda não me vendo sendo.

Eu te reconheço, te acolho e te esqueço. Depois, você volta para me buscar e me recordo, acordo e espero. Ah, como é bom esperar. Seguindo em sua direção de firmamento, te chamo gritando ao vento: Eu Sou Eu, nesse mesmo lugar, e juntas, somos, eu em mim mesma a me reerguer e levantar!

"Felicidade brilha no ar
Como uma estrela, que não está lá
É uma viagem, doce magia
É uma ilusão que a gente não escolhe
Mas que espera viver um dia" 
(Fábio Jr)

Pat Lins - voltando 

domingo, 2 de novembro de 2014

RADICAL - LIVRE

Os leões poupam energia para a ação mais assertiva e precisa! Eles esperam a hora certa, respeitando que precisam de reserva de força para agir. Eles observam o comportamento da presa. Cercam e prendem com organização e planejamento. Assim, agem na hora certa, reduzindo as margens de erro. Não dá tempo para ficar errando...

Fico observando como nós empregamos essa palavra: RADICAL.

O tempo passa, passa, passa. Daí, um dia, você decide agir. Depois de tanto tempo passado e "perdido", uma ação é o mínimo que se faz para mudar e sair do ciclo vicioso. Vai doer, mas vai fazer! Nessa hora, no momento da ação, aqueles que inflexíveis vão dizer: "você está sendo muito radical! Não pode ser assim, de uma hora para outra...". Hora para outra? Tempo passando, passando, passando... passado! E o agora, tudo sempre igual - e isso não é ruim... mas o "tudo igual" como repetição de ações paralisantes são, sim, preocupantes!

Radical, para mim, é manter-se no vício. Radical em linguistica, refere-se, às vezes, à RAIZ. Assim, se fechar num ciclo vicioso é uma atitude radical de fincar-se naquela situação, sem evolução. Bom, o significado mais comum de radical é "pessoa que NÃO muda de opinião", assim, quando a gente decide agir e mudar uma situação, a gente não é radical, é ser ator, aquele que age.

Assim, algumas decisões "radicais", não são tão radicais assim... são transformadoras! E radical passa a ser aquele que permanecesse parado se justificando, em vez de ir falando e fazendo.

Quando somos obrigados - no melhor sentido da palavra "obrigação" - a enxergar quem somos e como estamos, vai doer, mas ou você se mantém radicalmente no seu ciclo, ou sai forçosamente dele. E os "radicais" são temerosos. Medo de escolher! Escolha é a cura para a repetição radical das mesmas atitudes.

Sei lá... não fui muito radical e não consegui dizer tudo o que queria, mas vejo meu tempo passar, tento administrar a ação da ansiedade com foco onde quero chegar - um passo de cada vez - e no que devo fazer - uma coisa de cada vez. Hoje, sou cautelosa, porém, olho de frente. Sinto a dor, sinto o impacto, mas me permito ver e pensar no como agir. O que não dá mais é para ficar preso a um paradigma. No meu tempo, isso não dá mais tempo! Também não quer dizer sair correndo, perdendo o fôlego... é preciso reunir forças para agir e isso só vem com reflexão e reflexão quer dizer ponderar... Coisa que o radical cego não faz... 

Sejamos ativos, mas com orientação. Ativo só por se mexer em qualquer direção é ser paralisado por ignorar a si; se debaterá e afastará as pessoas do seu convívio; olhará e verá que só ficam aos seu lado os visitantes, por um curto espaço de tempo. Se isso te agrada, viva assim, não é errado! Não existe erro em se aceitar como é e assumir que quer ser assim. Eu reconheço em mim algumas dores que ainda não dou conta de tocar. Mas, reconheço e assumo que elas existem. Eu sei. O saber nos tira da ignorância e nos clama a escolha. Entende?! Mas, se incomoda perceber que só tem visitas rotativas e não uma relação firme e segura, bom olhar de frente e se observar! Se conhecer ainda é o melhor caminho para curar.

A liberdade cura e a cura, liberta!

Livres da ignorância podemos nos curar; curados, somos livres para crescer e transformar!

O tempo passa, mas o Tempo é eterno. Como eu quero viver meu tempo?

Pat Lins - (a)temporal

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O QUE VOCÊ FAZ PARA SE AJUDAR?



Me pergunto todos os dias: 

se o mesmo problema volta a se repetir, o problema está no problema ou na falta de solução? Para resolver, resolver. Daí, me abro para me avaliar e ver se sou eu quem está agindo igual e esperando que milagrosamente, a mudança/solução aconteça. Reflito, questiono e me determino a solucionar. Vou seguindo o vento da inspiração, da intuição consciente - aquela que a gente percebe que é a nossa voz interna falando e não um instinto reativo ao clima externo. Muitas vezes, penso que errei o caminho, quando, na verdade, apenas me cansei e o repouso se faz necessário para prosseguir. Então, respeito o meu limite. Depois, retomo o rumo e legal, me encontro com a tal solução que buscava e que me esforcei para encontrar!

Repetir que está sem tempo, que não tem tempo nem para respirar... que a cabeça está cheia de problema... que "vai fazer" - sem estabelecer um compromisso temporal -, "que vai...", "que vai...", "que vai..." e nunca chega a lugar algum é ansiedade e falta de foco, consequentemente, falta de ação. Sem ação, sem mudança. Sem mudança, sem transformação. Sem transformação: a mesma coisa, a mesma ladainha, a mesma AUSÊNCIA DE CONSCIÊNCIA. Daí, a pessoa sofre, se irrita e chora por se sentir incompreendida e espera que todos a compreendam, quando ela mesma não se compreende, não se sabe, não se vê, nem se aceita... acredita na imagem fantasiosa que criou ao seu respeito sobre como queria ser e "acha" que é.

Assim, não reclame do problema nos outros, muito menos da falta de paciência dos outros... se ajude.

Na maioria das vezes, aquilo que reclamamos é fruto do que causamos. Ver no outro o que temos e condenar no outro é hipocrisia e das "brabas". Se doer porque o outro falou de você e nunca escutar, nem enxergar que você também fala do outro é uma cegueira/surdez perigosa... As pessoas vão se afastar e você vai cobrar as presenças que você mesma afastou. Com o tempo passando, a solidão vai aumentando e a loucura explode... Pronto, chegou o fim! Ninguém ao lado.

De nada vai adiantar ir para a academia, se encher de cursos e palestras de motivação se nem sabe onde quer chegar e o que precisa administrar em si para se melhorar. É como injetar energia a mais onde já há energia em excesso e subaproveitada. É preciso focar para canalizar a energia no lugar certo, para o "onde quer chegar". Sem isso, vira uma tontura depois de tanto rodar, rodar, rodar e rodar no mesmo lugar. Então, pare um instante e reflita: o que fiz - com consciência - desde que nasci? Seja o mais honesto possível, ainda que doa. Crescer dói. Uma dor suportável. Uma dor necessária, afinal, está na hora de rompermos com essa barreira, essa clausura que nos colocamos.

A falta de autoconhecimento leva ao descontrole total e, apesar da pessoa ignorar sua repetição inesgotável da mesma coisa por anos e anos e anos, ela não para de agir cegamente e atirando palavras e agressões em todas as direções sem se dar conta... dois perigos: nem para de lançar; nem sabe que está lançando para poder parar. Piora quando alguém reage... acaba, ainda que se defendendo do ataque, despertando o instituto caçador de quem nem sabe que está despedaçando... é meio como o lobisomem que nem sabe da sua outra face. Vira um monstro, ataca, mata... mas tem a inocência de não se saber algoz. A falta de controle pela falta de autoconhecimento cria monstros e monstros ferozes, fortes e que se fazem de vítima - e realmente são: vítimas de si. Daí essas pessoas serem tão "de lua"... quando a lua enche, ou seja, quando recebe muitos "não", explodem e essa explosão é como uma bomba nuclear. Basta o sol nascer que o lobo vai embora... então, acende a luz da consciência, do autoconhecimento e se ajuda.

 Gente, ir em busca de ajuda é motivo de vergonha, não. É motivo de orgulho e salvação. É reconhecer que existe um limite de ação pela falta de consciência. Ou, chegará o dia em que a pessoa se verá ainda mais só e vai continuar achando que o mundo está todo errado e só ela certa, atirando pedra em avião... Dá pena. Dá vontade de ajudar... mas, em muitos momentos, há a necessidade de quem está ao redor se proteger - DS (distância saudável). Difícil estar ao lado de alguém assim, instável e que nunca sabemos com quem estamos falando e até onde vai a capacidade de compreensão dessa pessoa enquanto interlocutor. No geral, elas não interagem... apenas falam, falam, falam e falam sem cessar, sem rumo, sem sentido, sem linha de raciocínio. É como se aquilo que deveria se organizar mentalmente, pela falta de ambiente mental saudável, sai pela boca, e continua "desorganizadamente".
 
A memória para assimilar, interagir e recordar o real, nessas pessoas, é curtíssima, quase zero. A capacidade de criar e inventar uma realidade é gigante. É como se a boca fosse toda a cabeça, a ponto dos ouvidos serem atrofiados e, consequentemente, a mente também. Tem jeito, sim. Basta cuidar da terra mental, fazer uma roça. Um pouco de água e nutrientes, deixar a luz solar da capacidade de ver o que está a frente, pelos olhos da face e não o da mente imaginária pode ajudar. Escutar o som libertador da aurora e da voz interior. Escutar o chamado de si, ainda que pela voz suave de um bom profissional, pode ajudar e dar o apoio inicial necessário e fundamental. Adubar com novos pensamentos, com vigilância, com esforço e atenção, com querer. Daí, a consciência vai desabrochando, aos poucos, até amadurecer. Essas pessoas precisam de ajuda, urgente!

E aí, o que você faz para se ajudar?

Pat Lins.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

TODA MUDANÇA É RADICAL (?)


Atitude radical é para quem não está "in" no processo e só vê a ação. Para quem faz parte, entende cada passo e sua culminância.

Mudanças sempre são/foram/serão necessárias. Romper, seguir, mudar, transgredir = IR. O resto é ficar parado demais arrasta isso que vivemos: um mundo aparentemente sem boas expectativas.

Porém, eu sou adepta das mudanças pacíficas - não romanticamente falando, ignorando e/ou negando a realidade REAL... se é que me entende - ou seja, considerando um ideal maior, além do individual, mas sem ignorar o individual, sua importância e NECESSIDADES - diferente de desejos ilusórios e superficiais.

Se for preciso, mato e morro: mato os velhos paradigmas irrelevantes; consequentemente, morre a parte mais vazia de mim, assim, eu morro... ou melhor, assim, morre um euzinho, uma dimensão que cede espaço, se abre - ou transmuta, porque nada deixa de existir, já tendo sido... apenas se transforma - para um EU muito maior e melhor em cada caminho e cada pequeno aprendizado.

Na vida, MENOS SEMPRE É MAIS! 

Menos avareza, menos arrogância, menos orgulho, menos vaidade, menos desejos ilusórios = mais abertura, mais compreensão, mais amor, mais próximo o caminho para a FELICIDADE e PLENITUDE! Isso está além do humano, do básico, do pouco que fazemos por nós. Isso é ALMA. É vida! É saber-se SER além do que se é - ou se faz ser.

Mudar sempre para melhor. Porque, mudar para pior é fazer o que já fazemos, arrastando a mesmice e querendo resultados novos; é refazer o que já foi feito e dizer que se faz algo novo e inovador... Mudar para melhor é VER e aceitar que fazemos muito pouco. Que ainda mantemos o mesmo padrão e repetimos os velhos - o que vem a dar no mesmo... - e giramos nesse ciclo vicioso.

As virtudes são livres e a liberdade tem limite em ações responsáveis, compreensivas e ponderadas pelo RESPEITO. Assim, mudando para esse melhor, até o limite liberta! O que fazemos: julgando, condenando, apontando... isso, que se chama de liberdade de expressão, nada mais é do que aprisionamento. 

Nossos valores estão tão deturpados que chamamos de amor o egoismo e chamamos de egoismo o amor!

E vamos que vamos! Até chegar em algum lugar, para, de lá, traçar a rota para se "chegar lá" e continuar! Isso é sabedoria.

Assim, me pergunto: será que toda mudança é radical? Ou, será que é processual...?

Pat Lins - na rota da mudança GERAL.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

FÊNIX - SÓ RENASCE QUEM VIVE AQUI E AGORA, NO TEMPO PRESENTE!


Um dos nossos maiores males é subestimar o outro e nos "acharmos" os únicos detentores da verdadeira razão, mesmo que nem se tenha a real consciência do que quer dizer RAZÃO. 

É jurar de pé junto que o meu caminho é O caminho que todos devem seguir porque eu só acredito nisso e nisso você também deve acreditar, afinal fico aqui, parado em meu cantinho, faço o bem na medida das minhas limitações, só não faço bem a mim, porque me ensinaram que isso é egoísmo e ser altruísta é ceder tanto a ponto de me faltar e eu não ter mais nada o que dar, porque já não me sustento mais.

Na verdadeira fé, que requer ação - teoria e prática; razão e emoção, em equilíbrio e harmonia -, a verdadeira compreensão existe e a revigoração vem, logo após aceitar e entender-se ser humano e dotado de fraquezas como outro qualquer. 

Apenas nos vendo, nos enxergando, nos acolhendo - e isso não nos impede de cair, de sentir dor, de sofrer, de penar... - é que somos capazes de nos ajudar, nos abrir para a cura verdadeira e, assim, teremos forças para nos sustentar e poder, assim, altruisticamente, exercer a ajuda ao próximo - que nada tem a ver com ser o próximo e resolver o problema do próximo... Isso, que a nós nos fora ensinado como algo a temer, liberta e permite que o respeito se instale e que o AMOR reine, soberano, porque, para amar há de se ter respeito e compreensão.

Expectativa é outra venda que nos impede de ver o dentro e o fora e a ponte que interliga cada parte. Frustração é a consequência da esperança por conveniência e fechamento mental de aceitar a diversidade e as diversas possibilidades, que não a que ilusoriamente queremos.

Precisamos ter mais cuidado com o que queremos, para saber o que buscamos, como e onde buscar.

Em todo caminho há testes - que visam nos fortalecer, mesmo que eu não goste deles... mas, já encaro a realidade e goste eu ou não, eles me ajudam a crescer, desde que os veja de frente e os supere... - e a gente só chega na próxima fase, se pararmos para cumprir a tarefa; senão, ou paramos e ali ficamos, ou retrocedemos, regressamos e lá atrás, no ponto de partida nos mantemos e nos acomodamos.

É verdade... pouco sabemos o que vem a ser amor e que amar ao outro, começa no exercício do amor a mim mesmo, senão, não poderei dar aquilo que eu não tenho!

Crescer requer pensar e assumir responsabilidades... E isso assusta. Mas, depois do susto, recupere o fôlego e não gaste de vez. Ir com muita sede ao pote pode derrubar a água toda... 

Pois é, pois é, pois é... viver é movimento, ir e vir. Não condenar, mas reposicionar-se e permitir que cada um siga o que tem para seguir.

Aprendi a ir com calma. Ninguém se cura como a VERDADEIRA Fênix, de pronto e imediato... Isso é pura ilusão. Até ela precisa de um tempo para se recompor, mas se recompõe completa, não em pedaços e presa ao passado. A Fênix representa o recomeçar mesmo e isso quer dizer: deixar para trás o que já não é tempo presente! Se ainda arrastamos as correntes, somos pássaros presos na gaiola do tempo do aprisionamento mental, onde a porta sempre está aberta e a gente nunca consegue sair. A liberdade está em, apenas, retirar a venda, acreditar que pode e ir. Daí, sim, renascer!

Reflitamos se renascemos ou somos os mesmos e vivemos do mesmo jeito, reclamando das mesmas coisas, dando peso aos mesmos problemas... Isso é ciclo vicioso e não recomeço... O recomeço é o início de um novo ciclo. Para isso, libertação mental. Romper barreiras do condicionamento, senão, "ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...", como disse Belchior.

E só fechando o passado - resolvendo as pendências e andando o próximo passo - nos libertamos e construimos, hoje, o futuro melhor e renovado! Assim, a Fênix se transforma! Senão, o tempo passará, os outros passarão e nós, passarinhos aprisionados com a gaiola aberta...

Como renascer se nem se deixou morrer o que não é mais para ser? 

'EU AGRADEÇO, REVERENCIO E SOLTO TUDO O QUE PASSOU!" Sônia Café.

Pat Lins.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

NÃO EXISTE LONGE... EXISTE FORA DA ROTA!

A gente nasce como um milagre de Deus: uma vida gerada dentro de outra vida, dentro de outro ser vivo. 

Cresce desaprendendo a entender que milagres acontecem todos os dias. O sol nasce, todos os dias. Aliás, como sempre falo, nem morre... Ou seja, a vida segue, a cada novo raiar ou a cada instante atual e presente? Com sol ou com lua, o sol está lá. Sem sol, como a lua iria brilhar, sendo luz na escuridão?

O mais interessante é que a gente se fecha para esses milagres e começa a chamar tudo de mistério... será? 

Os mistérios são mistérios para quem não sabe aceitar que as Leis da Vida nos são misteriosas porque insistimos em não seguir o rumo, em não enxergar com os olhos do coração e da alma. É sentir. É estar aberto, estar despojado de preconceitos, da arrogância, da vaidade... Assim, onde está o mistério, mesmo, dessa parte que nos cabe com tamanha clareza? Se sabemos que as virtudes e os bons valores é que devem nos conduzir e ainda assim julgamos, culpamos, condenamos... somos cruéis...?!

Hoje, me veio à mente: não existe longe, existe fora da rota!

Não existem mistérios, existem não querer seguir O caminho; não querer seguir o Bem Maior, que está além do egoísmo - que insistimos em chamar de amor... - e além da vaidade, bem longe do orgulho e muito, muito além do separatismo. Está no amor ao próximo, como a si, ou seja, antes de tudo se amar. O amor liberta. Grilhões são os causadores de dor e do mistério em não se alcançar a felicidade... O sofrimento, a raiva, o ódio, a ganância... sentimentos baixos, falta de bom senso... isso cria muitos mistérios, mesmo. Vai perguntar a uma analfabeto se ele sabe ler? É preciso aprender, antes. Mas, muito já sabemos, já nos fora ensinado, mas... fazer é outro departamento.

Pat Lins.

sábado, 18 de maio de 2013

VAZIO: CHEIO DO NECESSÁRIO



Em alguns momentos dedicar-se a uma pausa, a um vazio quer dizer encher-se... preencher-se de coisas úteis e necessárias!

Chega de fuga e de rodar, correndo e afobado, atrás do próprio rabo, como cão se coçando!

Ergamos-nos e entremos numa nova fase: de crescimento real!

É ler e aplicar! É saber e fazer! É desconhecer e ir buscar! É confiar mais no Tempo de ser e deixar chegar - isso não quer dizer apatia ou inércia, do mesmo jeito que agilidade não é pressa ou correria.

Na vida é assim: existem leis que desconhecemos, mas sabemos como seguí-las... só não fazemos.

E vamos conquistar nossa felicidade real e essencial. 

Para tudo e para todos os instantes e fases da nossa vida existem tempos de parar e tempo de seguir e de prosseguir. Tempo de arar. Tempo de semear. Tempo de regar. Tempo de colher. Tempo de recomeçar tudo de novo! Tal qual a agricultura nos ensina: sempre deixar uma parte da terra em repouso e fazer rodízio, de maneira que cada espaço tenha seu tempo de se restaurar e revigorar. Cultivemos-nos a nós mesmos - redundância mais linda!

PS - isso não impedirá que existam momento de desgaste, cansaço, desânimo... tudo se trata de uma questão de consciência. Acordemos!

Pat Lins.


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sábado, 5 de janeiro de 2013

"A INVENÇÃO DE HUGO CABRET" - filme LINDO!



Finalmente, assisti "A invenção de Hugo Cabret". Coisa mais linda! Casou com uma bela conversa que tive durante a tarde sobre sonhos, tempo de ser e acontecer e razões de existir. Adoro perceber que estou em sintonia com a vida... rsrsrs Foi assim que esse filme caiu em meu colo, na hora certa.

Consertos; dor em tentar esquecer o passado e ficar preso a um tempo inexistente... metáfora do menino que mora dentro de um relógio e, se os relógios estiverem sempre na hora certa, ninguém perceberá que ele está ali...; estação de trem - idas e vindas / partidas e chegadas / encontros, reencontros, desencontros; a vida por trás da vida; o que se foi e não se é mais, mesmo sem ter deixado de ter sido; será que conhecemos as pessoas com quem (con)vivemos - suas dores mais profundas, suas angústias, seus medos, suas inquietações, seus sonhos?

Adorei a cena do Méliès jovem, vivendo seu sonho, arriscando por um futuro melhor e vivendo esse futuro que se torna um passado mal assombrado e doloroso, como todos nós que fazemos questão de ignorar que somos capazes de viver as mudanças e criar o novo no atual. A cena é quando ele fala para o pequeno Tabard: "Venha garoto! Venha sonhar comigo!"e, anos depois, o menino já adulto ergue um  museu em homenagem ao ídolo despertador de sonhos ignorando o fato desse ídolos ter esquecido de quem era e ter esquecido do quanto viveu seus sonhos... atualmente, vive um pesadelo na vida real da tristeza e, ironicamente, um homem que alegrava as pessoas tem uma banca que conserta "sonhos"em forma de brinquedos e nunca ri. A arte só é viva se tiver alguém para adimirá-la, senão será obra morta. Mas, basta um olhar de emoção sincera que ela renasce e se ergue como uma planta que esquecemos de regar. A vida é muito mais do que fazemos sozinhos. É muito mais do que construímos do lado de fora. É muito mais do que o máximo que podemos imaginar imaginar. Os encontros sempre têm algo a nos revelar. As mensagens da e na vida não são exatamente o "quê" e "como"desejamos que sejam, elas são o que elas são: mensagens. E só fazem sentido quando nos colocamos em movimento para enxergar o que está escrito como está escrito. O passar do tempo, a velhice não é para ser o fim, mas uma fase de preparo para o descanso natural. Não é querendo ser jovem para sempre ou o não querer encarar que o passado é real mas é passado que faz um presente melhor e um futuro brilhante. É o saber viver cada instante e cada nova fase que dará o ritmo de todas as coisas, como o ponteiro do segundo, ele sim que dá o ritmo e marca o tempo do tempo. A cada sessenta, um. Vixe! Vamos calcular quantos anos de vida temos nessa proporção? Somos jovens demais diante do mundo e ele continua a girar e se renovar. Humanos, entendamos, enfim, a mensagem: renovemos sem nos modificarmos tanto! Mudemos e nos mantenhamos. Simples assim.

A mensagem de que o coração é que faz tudo funcionar devidamente é linda, através da chave em forma de coração que faz a máquina funcionar. O coração é humano e só um ser humano pode dar "vida"a uma máquina, sem o movimento do homem a máquina para e assim fica até alguém dar corda. As máquinas nunca substituirão o ser humano. A automação pode desempregar muita gente e talvez esse seja o paradoxo que criamos e não sabemos usar: elas existem para facilitar a vida humana e nos permitir ter mais horas de lazer e prazer. Infelizmente, o capitalismo selvagem não nos permite viver esse tipo de realidade e por pura má vontade da gente mesmo... Confuso? Real!

Ah! Quantas vezes o menino nos mostra que somos como um relógio e eu entendi essa mensagem de algumas maneiras: "tudo tem seu tempo e como o tempo é algo exato, no momento exato nosso tempo se revelará"; "somos como um relógio: vivemos sob o comando do tempo; só funcionamos bem com cada peça em seu devido lugar; manutenção é o que nos leva a continuar... ou continuar é a nossa manutenção?"; "viver é entender que nunca estamos sozinhos e que o isolamento e o medo de Ser é que nos separa do mundo real e da vida lá fora, além das nossas paredes que, enquanto nada mudar, acomodados viveremos"; "criar e ser um precursor não é o mesmo que continuar sendo... assim, podemos dar início a algo e nos esquecermos de nós mesmos por conta de uma tragédia"; "a magia está nos sonhos que podemos viver e para vivermos esses sonhos, precisamos acreditar!". 

Outro ponto interessante - o filme todo é um ponto interessante - foi entender quem era o menino solitário por trás do inspetor malvado e infeliz, que não sabe sequer o que vem a ser dar um sorriso: órfão e ex-morador do orfanato para o qual ele manda as crianças que perderam os pais. Uma vítima da própria amargura e de um ambiente que contribuiu para o aumento dessa amargura, dor e tristeza, além de ter sido vítima da guerra. E, mesmo assim, tudo que ele queria na vida, por mais que negasse, era ter alguém, era amar e ser amado. E achei linda a cena onde ele salva o pequeno Hugo dos trilhos, demonstra preocupação com o menino e depois retoma seu posto de homem mau que tem um cachorro como único amigo. Mesmo assim, os apelos de Hugo o tocam a ponto dele querer sair daquela situação. O amor que a florista plantou nele - olha a metáfora com as flores, coisa mais romântica e envolvente pela pureza - começou a transformá-lo em um ser melhor. Hugo, com seu dom de consertar, sem perceber, deu àquele homem infeliz a corda do tempo, onde ele para para escutar o menino, ele é recebido pela florista que o envolve em carinho ao segurar o seu braço. Uma cena simples, rápida mas que me chamou a atenção pela leveza despretensiosa.

O legal: tudo isso em plena "Cidade Luz", Paris. Cidade de suma importância para o desenvolvimento da arte. Berço do Iluminismo, da capacidade do homem de pensar e de agir. Talvez por isso, a mensagem da importância da leitura de bons livros e de uma biblioteca com acervo riquissimo naquela estação. E nos livros estão os registros do passado. Muitas respostas podem ser encontradas lá, principalmente respostas para as perguntas que nem sabemos como formular. Num bom e honesto livro muito é possível se encontrar.

Assim, onde arte e vida se misturam o que é filme e o que é realidade se confundem - uma bela expressão de arte traz vida e vida é a arte de viver. Muito interessante a imagem que dá para ver "de dentro" do quão grande é "o fora" e como  vista de cima aquela região lembra o encaixe perfeito das engrenagens de um relógio. Nesse mesmo lugar de refúgio, o menino (re)vive, como "fuga" do problema, ao ser perseguido, a cena que viu no cinema e fica pendurado no "tempo" - o relógio da estação - até o tempo de seguir de volta e cumprir sua "missão". Ou seja, no tempo certo, obstáculos podem nos atrapalhar, podem dificultar, mas nunca impedirão. Não precisamos ficar pendurado e parado no tempo, mas uma pausa de vez em quando para se recuperar e criar condições para agir melhor se faz necessária.   



Gosto de imaginar que o mundo é uma grande máquina. Você sabe, máquinas nunca tem partes extras. Elas têm o número e tipo exato das partes que precisam. Então imagino que se o mundo é uma grande máquina, eu também estou nele por algum motivo. E isso significa que você também está aqui por alguma razão.
A Invenção de Hugo Cabret

O filme é lindo, completo, tocante. Fala da condição humana em se dar conta de que é humano. A importância da arte como expressão de beleza estética e ética como parte da condição humana. Nós precisamos de arte, como precisamos da ciência, como precisamos da educação, como precisamos da religiosidade. Tudo isso pode nos levar rumo ao caminho da sabedoria. Onde há beleza pura, natural há Vida.

O amor é a chave para tudo! E é através do amor de uma menina pelo seu amigo, um amor puro, que a mensagem começa a ser revelada. Que os ajustes começam a se fazer. Ela, em busca de uma aventura: a própria vida além dos livros que lia. Ele, em busca de consertar um autômato para ser seu amigo e não se sentir só. Eles, juntos, se ajudam, consertam em si aquilo que estava fora do lugar para, enfim, poderem ajudar todos ao seu redor. Nenhuma ação do bem se restringe a quem emana. Ela segue e vai seguindo onde encontrar porta aberta e segue, sem parar! E a chave estava em forma de coração pendurada em seu pescoço, na altura do peito, bem ao centro, bem no coração dela. Todo mundo tem uma razão de existir. Todos nós somos peças da máquina perfeita da Vida, do Tempo e da Natureza divina. Todos nós somos criaturas de Deus na Terra e um dia entenderemos a nossa razão de aqui estarmos, o que viemos fazer e seremos capazes de entendermos a mensagem da nossa Vida, em vida, desde que nunca deixemos morrer em nós a criança que fomos e que deu origem a tudo que somos - Ops! Na verdade, que deveríamos ser... - e que retrata o nosso início de vida, o começo da nossa caminhada e de que viveremos sempre fases e fases, até a suposta última fase: a morte. Vida e Morte andam juntas. Começo e fim. Mesmo assim, onde termina nunca é um final e pronto... algo começa para quem fica, inclusive a condição em se adaptar a ausência de quem partiu.

A criança é o símbolo do amanhã, do começo, do crescer e todo ajuste em nossas vidas deve ser feito. Comecemos perdoando nosso passado. Comecemos nos redimindo. Comecemos de volta ao começo, sem deixar de dar continuidade ao hoje e na construção de um amanhã cada dia melhor! 

Poderia levar horas escrevendo aqui e me deliciando com a decupagem dessa obra-prima, dessa obra de arte - isso sim é Cinema como Arte, como expressão da beleza que a arte tem que ter com conteúdo, magia e vida! - porém, nada substitui a sensação ao assistir e assistir e assistir.

E fica a pergunta: o que é REAL realmente? É a vida que vivemos, essa que fingimos ser vida real realmente ou a vida que temos para viver e que juramos ser um ideal utópico, impossível, portanto, irreal e inexistente? Ou tudo isso e muito mais? 

Pat Lins - pensando com arte.

PS - encontrei um texto bem legal sobre o filme: PENSAMENTOS FILMADOS - A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ÁGUAS PASSADAS, SÓ SÃO PASSADAS DEPOIS QUE PASSAM...


Engraçado que muita gente adora dizer: "isso são águas passadas". Só podem ser passadas depois que passam, porque enquanto não passam, são águas presentes.

Dar um tempo e distanciar o espaço ajuda permitir forçosamente que essas águas, de fato, passem.

Para quem não é sábio - ainda - e não tem força emocional para dar conta de tanta coisa, o ideal é não confrontar. Estabelecer uma DS - distância saudável - pode colaborar e muito, desde que tenha a clara intensão - ou definição - do que quer e se entenda que DS não se trata de afastamento eterno. Pode-se haver uma ruptura, caso os elos sejam frágeis. A DS é um tempo e estabelecimento de distância para se recuperar as forças, para poder respirar e se regenerar. 

Nada disso vai mudar o outro. Nem é essa a intensão. A idéia é SE transformar. E, nesse processo, dar-se esse tempo livre de sugadores, loucos insalubres e etc. Bom é saber se nós também não somos um desses loucos... Mão na consciência. A do outro muitas vezes é notória. E a nossa? Arrogância, ansiedade, presunção, falta de humildade, vaidade, orgulho, raiva, ódio... isso tudo em excesso é muita sobra...

Águas passadas, só são passadas depois que passam. Senão, são ondas ou tsunamis presentes. E enquanto dura é só destruição. Depois que passa, sim, avaliamos os prejuízos e as possibilidades para reerguer ou construir um novo. Assim eu penso. Assim eu vivo. Assim eu ajo.

Pat Lins.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"A ORIGEM DOS GUARDIÕES" - FILME


Gente, que filme lindo! Que mensagem profunda levemente passada sobre a importância de se assumir responsabilidades na vida, sobre a importância dos sonhos e sobre a importância de encarar o medo como única maneira de vencê-lo.

Os personagens são representações perfeitas das qualidades que almejamos e, ainda assim, cometem seus erros.

Uma parte - dentre diversas - que me chamou atenção é quando Jack Frost percebe que os "guardiões" que fazem tanto pelas crianças, mal têm "tempo" para lidar e estar com elas, como nós adultos. O interessante é que todos eles já foram "humanos" e "crianças humanas". E, numa determinada cena, todos ficam sem saber o que fazer diante de uma criança, Jack fala: "É só uma criança. Ninguém aqui sabe como lidar com uma criança? O que vocês fazem diariamente?" e Papai Noel responde: "Eu passo o ano inteiro preparando presentes para elas...". E fica no ar o "e ninguém tem tempo para acompanhar uma criança ou ver o que fazem e gostam...". Isso me lembrou a nós, mães e pais. A gente cresce e esquece que foi criança e, pior, a gente esquece de entender que para a criança tudo é só diversão e brincadeira e, dentro desse mundo lúdico é que vamos estabelecendo o limite diário de viver e honrar com os compromissos. Pior, passamos nosso tempo a reclamar da falta de tempo e nos dedicamos ao trabalho e estresse como detentores da maior parte do nosso tempo. E comprometemos os tempo com nossos filhos...  O Jack Frost se mantém com a mente e as atitudes infantis, egocêntrico, brincalhão, irresponsável... só quer se divertir. Durante a aventura ele vai  crescendo. Nessa cena, ele mostra que equilíbrio é saber se divertir na vida sem deixar de honrar nossos compromissos de "guardiões" de alguma criança.

Eu tenho uma amiga que me diz que limite faz parte da vida. Nós não temos que impor a uma criança, nós temos é que saber o que fazer, fazer e isso, por si só já estabelece o limite. Depois aprofundo mais sobre esse pensamento super bacana de uma pessoa admirável, que é Morgana Gazel.

Voltando ao filme, cada personagem vem como uma mensagem forte. Sandman - o guardião dos sonhos -, junto com a Fada do Dente - guardiã das lembranças -, remetem à importância de se entender que as lembranças - contidas nos dentes de leite, marco da passagem da nossa primeira infância para as mudanças que ficarão enraizadas - nos ajudam a crescer e que os sonhos nos levam ao futuro. Papai Noel nos faz entender a importância da fé, de se ver o bem em tudo e acreditar, acreditar e acreditar no melhor, sem limitar a imaginação. O Coelhão é fabuloso! Com aquele jeitão rude, mostra o lado de que até os destemidos temem algo. Ele teme o ar, o voar. Para ele tem que ser pé no chão. Ele fala de esperança. 

Jack Frost passa o filme a se questionar e nos levar a questão da descoberta e do quanto é importante sabermos quem fomos e como agimos para entrarmos no caminho de descobrirmos QUEM SOMOS. Como ele não tem lembranças, vive impulsiva e irresponsavelmente o presente, sem noção do que vem a ser responsabilidade pelos atos e suas consequências. Ele me lembra a cada um de nós, no processo de busca e ignorância e que, em determinados momentos da vida, somos chamados à responsabilidade.  Assim é esse ser encantador que nem sabe o que está buscando e não entende porque se sente tão só e ninguém o enxerga. 

Todos temos um bom motivo para estarmos aqui, vivos e vivendo. A importância de entendermos e conhecermos o nosso cerne, a parte mais íntima do nosso ser. Papai Noel adverte isso, quando mostra suas diversas facetas/personas numa diálogo/questionamento com Jack, para entender o que ele tem de especial para ser um "guardião". É preciso olhar para trás, olhar para nossa origem. Eu chamo isso de olhar a nossa essência, escutar a voz da alma, a voz interior. 

Muita coisa eu "viajei" no filme. Vi que o medo só entra através das nossas sombras. Ele domina porque tememos, inclusive, o medo de aceitarmos quem somos. Nem posso abrir muito o que percebi, senão, conto o filme. Deixa ele sair de cartaz que conto minhas viagens legais como mãe e como pessoa, antes de tudo. Mas, o poder do sonho foi fabuloso! E lembrar que alimentar a fé, a esperança, as boas lembranças da infância pode salvar o mundo das sombras que tentam imperar. Se houver uma "luzinha" em meio ao breu, uma única pessoa que acredite, essa pessoa pode levar luz aos demais. Isso me remeteu a Jesus. O filme não faz apologia religiosa, e chamam o que chamamos de Deus de "Homem da Lua", pois ele brilha em meio à escuridão - isso eu que entendi assim. Muito bacana porque mostra Papai Noel como um ex-humano que aceitou a sua "condição" - oriunda em seu cerne - de seguir servindo ao próximo com aquilo que tem em si de mais nobre: a força de sempre acreditar; o poder da fé inabalável! - Ops! Se é FÉ, deve ser inabalável... o que abala não é fé. Legal que mostra a importância de aceitarmos nossas "condições", nossas "missões" de Vida para, enfim, sermos felizes, mesmo diante da morte - o que aconteceu com cada um deles, até se tornarem "guardiões imortais". 

O filme fala de escolhas, de liberdade, de enfrentamento do medo como única maneira de vencermos, da importância de uma infância bem vivida, de tempo, de esperança, de fé, de lembranças e, acima de tudo, de sonhos! Ah, acima de tudo isso está o verdadeiro poder do AMOR. Todos os guardiões amam o que fazem. É como se só quando entendemos nossas missões de vida poderemos ser felizes e livres e essa liberdade é o AMOR a quem somos e ao próximo! É a CONSCIÊNCIA. 

Por isso que Sandman é o meu favorito! Ele me lembra um sábio: inteligente; poucas palavras - aliás, ele não fala, mas, se comunica muito bem, mostrando que comunicação é saber o que dizer e expressar; é forte, mas não quer ser conhecido por força bruta e sim por força moral e doçura natural de quem já viveu muito e já não tem mais as amarras da vaidade; destemido, sem ser arrogante. Ele é "na dele". Como todo sábio, suas mensagens são claras para quem tem capacidade de entender, por isso o mundo dos sonhos, porque ele nos fala de e para uma dimensão nossa que não temos "domínio": o inconsciente. Este é que tem mais consciência de quem somos do que supomos sermos... Ele sabe lutar, mas, só usa dessa luta física quando estritamente necessária. É a questão do discernimento que os sábios têm, porque sua natureza é pacífica. Ele desmistifica esse estigma de que todo "bonzinho" é "bobo" ou ingênuo - no sentido pejorativo de quem se deixa enganar. Ele nos mostra que os sonhos nunca morrem, ainda que os pesadelos dominem, é o campo dos sonhos, basta transformar aquele sonho ruim em bom. 

Ah, fiquei encantada com o filme. Cada mensagem me parecia tão clara que quase escutava as falas não faladas. 

O medo tem medo, também. Isso eu comecei a perceber recentemente, após  maternidade. O medo teme ter que se encarar e ver que ele não existe e não precisa existir. O medo teme sumir. Se não tememos, ele não existe. 

Pedro aplaudia muito as cenas onde o medo perdia espaço. Parece que ele se identificou muito com o Jack Frost. Imagino que seja essa busca de toda criança em ser aceita como é. Com o caminhar, Frost entende que limite é importante e amadurece com a ajuda da Fadinha do Dente e do Papai Noel. Ele descobre que mais vale a pena lutar por um amigo do que poupar a própria vida. O filme, ao meu ver, fala da nossa luta diária, da nossa vida, dos nossos dilemas, das nossas dificuldades e desafios... fala de batalhas, de perdas e de ganhos. Fala do viver!

Ah, esse filme é recomendadíssimo e sem efeitos colaterais ou problemas com superdosagens. Vou ver de novo. E quando sair o DVD, adquirir. Esse é o tipo de filme lúdico que fala com a alma. 

Um filme infantil para adulto ver! 

Pat Lins

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

EUREKA! x "OH DIA. OH CÉUS. OH VIDA. OH AZAR."

"Dancing Woman With Hat" - by imagerymajestic


Este post é continuação da saga cotidiana - não da minha EU Anita, mas, da minha EU todas EU´s juntas - do NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE. 

Eu era do tipo pseudo-otimista. Pensava que ser otimista era só fingir que estava tudo bem que ficava. Depois, diante dos rumos da vida, tive minhas lições e minhas provinhas de vários pesos e intensidades eu, em meu ritmo lento - natural... a cabeça faz um looping e leva um tempo para se enxergar entre o que era e o como está passando a ser, a cabeça gira, sacode e ficamos tontos - comecei a entender.

Hoje, em vez de ficar lamentando - isso não me impede de me chatear ou irritar... apenas acolho essas emoções baixas e deixo-as ir, cedendo espaço para a razão - "oh dia. Oh céus. Oh vida. Oh azar", em mim, um EUREKA começa a surgir. E admito: gosto muito mais! Eureka me dá gás para prosseguir e encontrar - apesar do termo se referir ao "encontrei" eu me vejo rumo ao encontro, em vias de chegar lá! Não deixa de ser um encontro, porque eu encontrei um novo caminho para o meu caminho... O difícil cede espaço para o desafio e desafio traz a possibilidade de se ultrapassar.

Pois é! Faz bem entender e ver que eu não preciso fazer tudo e que as coisas acontecem sem mim. Nossa, como esses acontecimentos têm me ajudado como pessoa! Olha, quando disserem que a palavra tem força e tome cuidado com o que pede porque vai receber, acredite. Pedi para crescer e encontrar o meu caminho; pedi entrar em contato com a minha essência; pedi e recebi em forma de: só na prática você pode saber se algo mudou mesmo. Tem essa ressalva: não é só pedir e receber, tem que se submeter, praticar, se avaliar e seguir. É como escola mesmo, mas uma escola maior, da Vida e do Tempo. 

Existem conversas que podem ser tensas e temos que ouvir coisas que um lado nosso recebe com dor e outro diz: "aleluia! Alguém rompeu a barreira e me enfrentou! Eu precisava escutar isso!". Interessante é que sempre vem de onde não imaginamos e na presença de quem não queremos... por isso que o outro lado se dói todo.. Mas, isso remete a humildade, além de ter que ouvir, não se incomodar com quem ouve e/ou sugere. Enfim, muito profundo e confuso... não dá para explicar muito bem. O fato é que está caindo mais uma ficha. Deve ser por isso que associam 2012 ao final do mundo... deve ser o final do mundo de ilusões, melindres, orgulhos, vaidades... essas baboseiras todas que nos compõem, também.

Me recordo que reclamava comigo por minha mãe tomar a frente e resolver tudo e, desde muito nova, eu tomava a frente das minhas atividades e fazia, com um senso de dever impressionante para minha idade e raramente pedia ajuda. O que era "bom" não era tão bom assim... não entendia que era "orgulho". O não saber pedir ajuda é orgulho puro. Enfrentava as "dificuldades" - que hoje aprendo a chamar de desafio - com tensão, raiva, angústia, agitação interna, abatimento, desagaste... até conseguir sozinha e me vangloriar disso. Nossa quando entrei no Jazz, aos 12 anos, e fui convidada pelo professor a entrar no grupo de apresentação dele - que já estava fechado há meses - por dançar bem, ter uma boa postura, uma presença marcante - como ele mesmo fez questão de me dizer e, hoje, alguma carência minha faz questão de ver escrito... - e pegava rápido as coreografias, esbarrei nesse  limite que não dependia de mim, onde precisava da autorização e liberação de minha mãe para estar nas apresentações, as quais NUNCA fui... minha mãe não me deixava, porque ela não poderia ir comigo e eu teria que ir nos ônibus... Na época, meu Deus, eu tinha uma raiva dela e dizia: "Você tem que entender que está na hora de cortar o cordão umbilical...". E hoje, eu tenho essa missão de romper com essa repetição que eu estou fazendo. Jurava de pé junto que dava "autonomia" a Pedro por deixá-lo tomar banho sozinho, vestir-se sozinho, escovar os dentes sozinho, arrumar suas bagunças sozinho... mas, era eu quem arrumava a mochila dele, era eu quem escolhia as roupas dele - até aí, tudo muito normal, eu sei -, era eu quem determinava o brinquedo que ele iria levar para rua, etc, etc, etc. e, na verdade, repito as mesmas dificuldades que julguei minha mãe e hoje, me proponho, depois de ter escutado da e na escola de Peu essa dica, a aceitar o desafio - e imagino que elas não tenham a menor noção da proporção que esse toque está tomando e revolucionando-me - a: entender minha mãe, daquela época; entender que era o que ela sabia fazer; entender que a gente reclama, quer contradizer e acaba repetindo - daí, cito mais uma vez Morgana Gazel: "fazer diferente exige mais que contradizer" - e, ir para as vias de fato: cortar esse cordão, sem estresse e sem ansiedade, com consciência.

Ver e poder confiar que marido pode resolver e conversar as coisas relacionadas a Peu e, mesmo que eu diga: "eu faria diferente", estou exercitando o "respeitar" e entender que nem tudo tem que ser como eu quero. Eu estou entendendo que não sou dona da verdade, de verdade! Isso é ótimo! Fora que libero um peso que insistia em carregar. Nossa, Deus deve ser muito poderoso para ser onipresente, onisciente, onipotente e deve ter um equilíbrio daqueles para nos deixar seguir com Tempo, seu enviado para ser nossa mestre com Vida e Natureza. Poxa, ser mãe é ser um ser humano brincando de Deus e, quando o bicho pega... adeus gente e fica o bicho cansado e em alerta, na defensiva. Isso custa muito caro! Bom para mim, bom para marido aprender a ser mais firme e mais capaz de acreditar nele, mesmo. Bom para filho que terá esse exemplo em casa. Tudo bom! Tudo good! Oh, God, que good!

Maaaasssss, me refiro a mim e ao que EU estou aprendendo. Deixo a ressalva de que acho que lá, ainda na escola dele, as partes envolvidas não estão tendo o mesmo desprendimento e discernimento - e, em alguns casos, boa vontade - nas ações... Não vou mais falar sobre isso hoje, foi apenas um ponto a não ser esquecido... Melhor, para ser lembrado e refletido.

Pois bem, estou bem em estar me tornando mais "EUREKA!". Só não vou sair correndo nua, pelas ruas, como Arquimedes - foi ele, não foi? Depois, pesquiso sobre isso que já me esqueci...

Oh dia, oh céus, oh vida... EUREKA! Oh dia bom para se viver! Oh céu para lembrar que o infinito existe! Oh vida para me lembrar que sempre é tempo de começar e começar e começar! Ah, e sem demagogia, viu? Sem essa de mascarar a realidade e fingindo que estou aprendendo sem dor, sem raivinha e sem impulsos negativos... existe esforço em lidar e liberar essa parte também. Nossa, como combato o pseudo-otimismo e a mania das pessoas acharem que para se superar algo só se pode vendo apenas o lado bom... eu penso que ver o lado ruim faz parte e nos leva ao lado bom quando escolhemos "tá, tô te vendo lado ruim, mas, quero sair dessa, resolver e superar, mesmo". Ver a realidade como é, para mim, é lidar com o real e transformar esse real em um real mais digno como a realidade de fato e acima de tudo é.

Sendo assim, EUREKA! E não é a Vida uma bela dança ao som da Natureza e com Tempo para cadenciar o ritmo?

Pat Lins - despertando outra demanda.

"Silhouette Of Girl Against Sunset" by Sujin Jetkasettakorn


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE


Pois é... estava eu preocupada com os rumos de uma certa reunião que participaria - já teve, inclusive - e, em vez de ficar sofrendo, como de costume do meu temperamentozinho ruim da "gota" e elucubrando - afinal de contas, eu também elucubro, tu elucubras, ele elucubra o problema é quando todos nós elucubramos, eles elucubram de nós... ops, faltou  vós: vós elucubrais, também! Todo mundo elucubra o tempo inteiro! Êta lelê! - fui conversar comigo e me questionar: "o que quero eu de fato?" - sem elucubrar, num esforço tremendo, mas, vale a pena se esforçar... é isso que nos ajuda a transformar algo ruim em bom; negativo em positivo; vazio em cheio de sentido... - enfim, - parece que este parágrafo quer elucubrar comigo... - entendi que NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE, ainda que seja uma situação delicada e, de fato, muito ruim.

Pois bem, a reunião foi exatamente como previ - vidente, eu? "Magina...", apenas era óbvio. Já conheço os perfis e, como bem conheço o meu, vi uma oportunidade de me empenhar mais em mim e manter o foco da questão, tentando não elucubrar muito... Pois, foi boa a reunião. Toda reunião bem preparada é boa, só que eu era uma incógnita, inclusive para mim... tanto poderia sucumbir a mim mesma, como manter o foco na questão e me lembrar: "liberta-se do orgulho ferido, do ego inflamado... isso nunca resolveu nada." e foi o que fiz. Ah, se manter focado não impede de dizer o que precisa ser dito e escutar o que preciso escutar. Essa troca muito me enriquece e eu AMO me permitir ouvir e refletir. Como achei super legal me conter e falar pouco, porém o necessário e essa foi a surpresa boa de minha parte e deles, foi ter tido a diretora e a professora nessa troca e isso enriqueceu muito a reunião! O que previ estava lá, também, bem previsíveis, como de costume... - deixa de maldade, Patricia Lins! Vou deixar. É que têm coisas que mexem em algumas emoções mais baixas e fazem isso comigo... Bom saber, para transformar.

Lógico que cada um defende seu lado, cada um expõe suas idéias... eu expus minha vontade de entender e tive a companhia da diretoria em esclarecer. Mulher retada de equilibrada e ponderada essa Tais Costa, viu? Jovem, competente, capaz e com uma clareza na oralidade proveniente do seu - elucubro eu - estado de espírito equilibrado. Deve ser reflexo da alma. Tem gente que tem esse perfil nato. Uma pessoa linda, mesmo. Infelizmente, ela é apenas uma... Mais dela faria um bem enorme a muitas pessoas. Eu viajo nessas coisas, assim... se você me perguntar: "você se clonaria?" eu responderia: "eu não! Deus me livre e livre a humanidade..." - brincadeira. Mas, fico vendo algumas pessoas por aí e penso: em meio a tantos incompetentes, tem um que compensa tudo. Mas, sem ela, muita coisa para... ou seja, carrega muita coisa nas costas - faz jus ao nome. Conheço outras pessoas assim, mas, essas, já têm um ambiente mais bem construído, ela pode não estar que tudo anda do mesmo jeito, por ter uma equipe parceira e mais "chegada" mesmo. Uma equipe com senso de dever e de que fazer mais é poder!

Pois bem, após a reunião, saí um pouco diferente de como entrei, por ter esclarecido meu lado e compreendido o lado deles - isso era importantíssimo para mim, afinal, não queria "barraco", nem apontar dedos... queria entender o que estava acontecendo. Não muda a realidade que passou, mas, muda daqui para frente. Isso é importante, né, resolver e continuar no aqui e agora. Recebi um toque legal, de coisas que nem fazia idéia de como aconteciam... Isso fico grata, pelo ponto a refletir e que me caiu como "nossa, finalmente, entendi como reverbera mal ser controladora e dominadora inconsciente". Hoje, de posse desse conhecimento - até porque eu já vinha observando essa minha característica e me cansando dela, também... não me agrada ser assim - tenho mais um norte a me guiar rumo a mim mesma. Escutar ser dito com tamanha classe e cuidado com cada palavra me ajudou a cair uma ficha que estava na fila de demandas do meu processo de (re)construção. Algumas coisas na reunião foram decepcionantes... frustrantes, na verdade, mas, para mim, nesse ponto, foi produtiva. Realmente, eu não tenho que abraçar o mundo e querer resolver tudo por todos. 

Nem perdi mais o meu tempo mental elucubrando sobre as outras presentes que eu tanto queria que se vissem e, assim como eu, se permitissem ir além para melhorar e levar essa melhora para o ambiente em questão - que é a escola do meu filho. Ah, tudo isso foi numa reunião escolar, que desabafei à véspera, no "MÃES NA PRÁTICA" - e favorecer o ser em questão que é meu filho amado, lindo e que dá uma trabalheira da gota! Ele nos leva a pensar: "o que fazer mais?" e haja firmeza! Muito se foi esclarecido e isso é que importa, quando se resolve - espero eu que tenha sido produtivo para elas como foi para mim... que, desta vez, seja colocado em prática, como não foi no primeiro semestre. Mas, está tudo bem, caminhando. Nem tudo é tão ruim quanto parece. Existe um trabalho bacana sendo feito, o desafio é VER onde está o entrave - ou, onde estão... ops! Lá vou eu elucubrando e, pior, tendenciando pelo caminho que essa elucubração me leva e que me parece ser algo bem provável... - e por que trava bem aí? Hein? Olha, pior do que esperar as respostas certas é não poder expor as perguntas certas do tipo: "seria hora de mexer no time de estrelas?". Uma equipe só dá certo com tudo às claras, sem máscaras. Não sei, tem algo ali que não está bem... Não sei. Não sei. Não sei... Eu suponho. Pronto, só isso: suponho. Mas, não vou dizer minha suposição, porque eu apenas suponho... 

Mas, no final das contas, NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE. Pedro está crescendo e minha avaliação é puramente na vida cotidiana... a vida escolar eu sou co-participativa e tenho que acatar mais - não dizendo "sim" para tudo, mas, usando o caminho de ouvir e ver para entender, recebendo explicações e sugestões que ponho em prática. Passou. Vamos para frente! Só a continuação é capaz de nos mostrar o amanhã e o depois. E só uma reavaliação em conjunto é capaz de somar, mesmo. Mas, EM CONJUNTO,  COM CLAREZA E TRANSPARÊNCIA.

Pois sim, no fim dessa canção, eu não pulo fora. caio para dentro. Faz parte de mim. Como faz parte de mim crescer e romper com certas barreirinhas e barreirões - internas ou externas - que são prejudiciais - a mim e ao outro. 

Discurso pronto, na ponta da língua e na hora da prática, língua não sai andando nem agindo... Agora, me parece que será diferente. A idéia era somar. Que some e multiplique e que venham os frutos positivos. Não quero ouvir só coisinhas boas e bonitinhas não, quero uma escuta e uma postura diferenciada, aberta e "prafrentex". Pois é para isso que me disponho. Ainda que tenha que domar uma parte da leoa dentro de mim que precisa ceder mais à coruja e a águia voadora pelo céu da liberdade! Libertemos-nos, então, de nós mesmos, para o nosso próprio bem e façamos do bem a nossa morada, porque aí é onde a paz habita e onde o divino se manifesta!

Uma semana ímpar para você! Uma semana de resoluções para nós! Obrigada a Tais por essa oportunidade e a Lene pelas dicas preciosas que acolhi com imenso carinho e parto para a reflexão. Ademais, só posso dizer que essa parte da equipe muito me agrada e por isso a reunião foi tão produtiva... Gostei! Todos nós temos defeitos e não me incomodo quando me alertam sobre alguns dos meus defeitos que podem ser transformados em algo bom, positivo e produtivo! Escola é lugar de sempre termos algo a aprender, né verdade?! Aprendi eu, também. Ensinei eu, também. Tudo é troca quando há terreno fértil para isso.

Tenho ou não motivos para ver o lado bom das coisas? Com essa abertura eu pude falar e ouvir. Isso é troca. Isso é estar preparado. O previsível se fez previsível no mesmo jeito silencioso e comedido de se manter. O não falar é terreno para elucubrações pejorativas e deturpadas... 

Pois bem, deixe-me ir! Feliz. Não com tudo, mas com o que já começou!

E LEMBREMOS-NOS:

NEM TUDO É TÃO RUIM QUANTO PARECE. Isso não impede o ruim de aparecer, estar, existir... Por isso que sempre me repito: negar a realidade de nada ajuda. Encarar e ponderar, sim, cria condições para melhorias. Estabelecer estratégias e critérios de melhoria, sim, são molas propulsoras - nossa, como usava isso em minhas dissertações - para a verdadeira transformação!

Vamos que vamos! Ainda vem muito mais (r)evolução! "Para o alto e avante!". "Para o infinito e além!".

Pat Lins - de controladora para delegadora: eu chego lá!


sábado, 22 de setembro de 2012

MORGANA GAZEL E O PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO - RELEMBRANDO QUE EXISTE UM SER HUMANO EM CADA UM DE NÓS


Arte: Miguel Martins de Menezes

Morgana Gazel é uma escritora de livros que falam sobre "humanização". Seus escritos - sejam romances, contos ou poesias - abordam essa temática de resgate do ser humano, através do respeito a si e ao outro. Suas mensagens são ricas, edificantes e positivas, com honestidade ímpar e peculiar - característica pessoal da autora - onde conseguimos nos ver como um todo. Seus personagens trazem diversas nuances e não apenas um lado bom e outro ruim. Eles são praticamente reais. Somos capazes de vê-los e sentí-los, porque eles, somos nós. Assim como nós temos nossas diversas características, assim eles o são. Para mim, esse é o principal diferencial em seus personagens, em sua escrita, bem como em suas abordagens ao tema "humanização".

Morgana Gazel é dessas pessoas reais que parecem ter saído de alguma novela. Sua história de vida nos remete a entender o que é superação sem sofrimento, apenas sabendo-se e acreditando ser capaz de fazer. Sua principal característica é: se é para ser feito, eu faço. Ela faz. Ela constrói. Ela planta, rega e colhe. Por isso belas lições de vida/amor, em forma de histórias criadas, trazem um toque sutil capaz de ajudar em nosso processo de transformação, evolução, crescimento pessoal. 

Arte: Miguel Martins de Menezes

Psicóloga renomada, Noemia Nocera, a pessoa por trás da Morgana Gazel, traz em si seus aprendizados da vida, desde sua saída de Alagados - bairro popular de Salvador - até sua "abertura" de caminho através dos 3 D´s: dedicação, determinação e disciplina - três de suas principais qualidades, dentre diversas outras. Química Industrial, Matemática - onde atuou como professora em escolas públicas de Salvador -, Analista de Sistemas, Psicóloga, Escritora e sempre: mulher, mãe, amiga, ser humano notável. Em suas histórias, a mensagem de que é possível nos melhorarmos, sim, têm esse fundo real, sustentado pela pessoa por trás da narradora Morgana Gazel e sua trajetória de vida, bem como um cunho psicológico, trazido por sua experiência profissional em psicologia clínica. A vejo muito mais como uma "educadora de vidas", onde nos mostra com seu próprio exemplo, sem peso, sem dramas, sem rodeios, sem carregar nas tintas, apenas de maneira como foi, como é e como ela trabalha para que seja. 

Ler Morgana Gazel, essa "educadora de vidas", é permitir-nos eduzir a luz que existe em cada um de nós com honestidade, bons valores e virtudes que descobrimos sermos capazes de reconhecer em nós à medida que nos deparamos com cada personagem seu, seus dilemas, reflexões e caminhos na vida. No momento em que vamos começar a julgar, não conseguimos... Me senti incapaz de ter raiva deles, mesmo vendo, de fora, e emitindo julgamento de valor, sobre suas escolhas "equivocadas". De fora, torna-se fácil julgar, condenar, estabelecer os caminhos que deveríam ter tomado. E de dentro? Em nossas vidas? 

Seu enredo é como um fio condutor que nos conduz palavra por palavra, como verdadeiras emoções vivas. E não as são? Há vida em cada linha que traça. Os escritos dessa autora são obras primas lapidadas pela sabedoria e experiência de quem sabe o que diz, assim como através do zelo em construir cada período, cada expressão de pensamento, com o uso dessas palavras. O ritmo cadenciado de seus textos nos levam àquele mundo de fantasia real e nem nos damos conta de ver o tempo cronológico passar. Cada passagem nos remete a sensação de saciedade. Começamos a leitura calmamente e vamos aumentando nosso ritmo, como é na vida. Vamos bebendo dessa fonte de conhecimento abundante em vida, em profissão, em si para consigo, em si para com os outros... 

Arte: Miguel Martins de Menezes

Sugiro a quem tem sede de aprender com prazer, através de boas leituras que nos conduzem a nós mesmos, ler os livros dessa notável escritora. Assim é Noemia, Morgana e os escritos que surgem de ambas: uma, a pessoa, com toda bagagem pessoal e profissional; a outra, a narradora, capaz de trazer da pessoa e transformar em histórias inventadas com cunho psicológico e real, romances tocantes de "despertadores de alma". Uma de suas mensagens que me tocou, após leitura do primeiro livro publicado "Enseada do Segredo":


"Fazer diferente exige mais que contradizer"



Morgana Gazel


Essa é Morgana Gazel.

Quem quiser conhecer um pouco mais dessa escritora e seus escritos:

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MORGANA GAZEL - BLOG
O "Aqui e Agora" é um espaço para reflexão. Morgana Gazel é uma dessas pessoas que planta boas sementes e ajuda a construir estradas a nós mesmos. 

Para quem tem essa vontade de se reaproximar de si, Morgana Gazel é mais uma dessas pessoas que colabora com o processo de humanização - como resgate do ser humano!

Pat Lins.

domingo, 16 de setembro de 2012

RAIVA - TODO MUNDO SENTE! POUCA GENTE CUIDA...

"Quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel" 
William Shakespeare

Ah, a raiva! Oh sentimento pouco compreendido e, por assim ser, tão imperativo, intempestivo e ácido!

Quantos de nós finge não tê-la e tanto se faz uso dela... "A raiva é um sentimento ruim... a gente tem que falar um monte de coisas boas para ela nem se aproximar...". Quem dera fosse simples e fácil assim!

O que mais me espanta em nossa tensa relação com esse sentimento é o medo que temos dele e o quanto esse medo o alimenta. Uma pessoa, certa vez, me disse: "Você está com medo ou com raiva? É melhor sentir raiva do que medo...".  Alguém consegue ter noção do alcance dessa frase? Não que a gente escolha o que sentir... sentimento a gente sente. Administrar esse sentimento é que se trata de usar a razão e fomentar a base moral das virtudes para que se faça a harmonia, através da razão e da consciência. Assim eu penso. O medo nos afasta da capacidade de ver as saídas. A raiva é explosiva e não fica instigando para olhar para ela. Ela explode mesmo e não está nem aí... O medo não, ele é envolvente, silencioso e com voz mansa, para não nos afugentar. Em verdade, nenhum dos dois é coisa boa. Quem de nós não os trouxe em seu pacote de configuração humana?

"Não é bom sentir raiva!". E quem não sente? O auto-controle não necessariamente é lidar com a raiva, é contê-la, embarreirá-la. O auto-conhecimento, a auto-busca, sim, esses são capazes de diluí-la em meio à luz da consciência. Mesmo assim, nada a impede de emergir. Se conhecer, se buscar e se ajudar colabora no aspecto preventivo, onde, ainda que a situação externa detone o botão de acesso a raiva, se o ambiente pessoal estiver em boas condições de arejamento mental, de abertura pessoal para as soluções, de compreensão, respeito e paciência - ou seja, base de formação moral firmada em bons valores -, todos os assuntos interpessoais sem pendência e em dia... ela explodirá mas não causará efeito devastador ou corrosivo. O impacto será amortizado pelo ambiente do bem estar consigo. E o questionar "o que está por trás dessa raiva?", "como faço para deixá-la ir?" fortalecerá a base e diluirá, no tempo certo, essa emoção negativa e pesada. 

Todo mundo já percebeu que emoção densa invade e machuca pelo peso que trás. Emoções leves, boas, positivas - reais - reconhecem a existência do negativo - afinal, todos nós temos os dois lados e isso não nos torna monstros em admitir esse axioma, senão, essa verdade e o lidar conscientemente com esse lado sombrio é crescer -, a acolhem e fortalecem nossa imunidade contra esse ataques de maneira efetiva: transmutando-a. É praticamente um processo químico em meio ao processo abstrato emocional.

Todos têm predisposição à raiva! Não existe esse que não tenha... Nem que seja raiva por uma injustiça. Ainda assim, não se trara de um bom sentimento. Uma pessoa mais forte emocionalmente, moralmente  formada e virtuosa na prática diária - uma pessoa evoluída - se refaz do ataque com rapidez e honestidade , lidando com a existência real dessa emoção e deixando-a seguir seu caminho, liberando a tensão e diluindo através do processo racional. Existem pessoas com capacidade de explodir mais rápido e externalizar essa emoção dentro de si. Outras, represam tanto que os olhos explodem e os lábios correm o risco de deixar de existir depois de tanta mordiscada... A capacidade de "conter" a raiva não nos torna capaz de lidar com ela. 

Desde que assumi para mim que alimento muito a raiva com meus medos, entendi que entrei no caminho para ter acesso ao caminho que me conduzirá, um dia, ao caminho de conseguir lidar efetivamente com essas emoções mais baixas. Ah, detalhe, isso faz com que ela exploda cada vez mais. É uma catarse... uma prova de fogo atrás da outra. Então, hoje, quando me vejo com raiva - sim, existem momentos em que não nos damos conta, através de nossa capacidade de justificar tal sentimento - procuro entender o que me levou a sentí-la. Me pergunto "o que essa raiva quer me dizer?", "o que está por trás dessa emoção?", "como faço para permití-la ir". Papo de doido? Pode ser. Requer tempo e ambiente favorável. Isso é uma parte do lidar com essa emoção. O mais importante é se alimentar de pensamentos bons, sem deixar de reconhecer em si os ruins, mas, questioná-los à luz da sabedoria que existe em nossa essência, lá dentro de nós, bem em nosso âmago... lá, onde a gente insiste em sufocar a vozinha que nos guia para e pelo caminho do bem. É. Essa voz que ignoramos constantemente e que muitos afirmam escutá-la e se dizem preparados para lidar com a raiva porque sabe que ela não faz bem... na hora H, ou represam ou explodem através de outras ações, como se desviar o foco resolvesse a questão.

O antídoto natural para lidar com a raiva - porque impossível eliminá-la, a não ser que seja um Jesus Cristo, que veio nos mostrar que só através de uma vida virtuosa e pautada no Bem Maior podemos ser melhores e ninguém segue seus passos como Ele ensinou... me diga, quando Jesus se deparava com alguém "torto moralmente" o que Ele fazia? Virava a cara e dizia: "Este aqui, não, irmãos... Nem se aproximem para não se contaminar... ele é do mundo..." ou, veio Ele ao mundo para salvar todos nós dentro ou fora de religião? E pregou Jesus em nome de uma religião em específico?... - pois bem, para "curar-nos" após a explosão, em qualquer proporção, de raiva, só sendo uma pessoal do Bem, virtuosa. Uma pessoa que rega sua semente e sua horta de bons pensamentos todo dia, principalmente, depois de ter agido de maneira impulsiva e, em vez de se culpar e se martirizar, assume um papel redentor de si e recomeça. Somente o poder do Amor, da compreensão, do respeito a si e ao outro - principalmente, no entendimento de que cada um tem seu tempo, seu ritmo - e na paciência que essa sequência naturalmente conduz, são capazes de neutralizar o efeito radioativo da raiva. Isso a impede de explodir em algum momento? Segurá-la entre os dentes, num ato desesperado de não tornar aparente aos outros essa emoção a faz deixar de existir em si e de detonar a pessoa por dentro? A questão é LIDAR com a raiva. E a gente só é capaz de lidar com aquilo que identificamos. Para identificar: ver. 

Acho que nos ensinaram tanto a "não pode ter raiva... isso é ruim... isso é pecado" que esqueceram de dar a receita do bolo de bondade que a gente come e automaticamente mata tudo de ruim dentro de nós... Até - ou, principalmente - quem mais espalha essa informação tão "nova" de que raiva é ruim e faz mal precisa se desconstruir dessa armadura superficial e entender que raiva é real, densa e profunda. Ir lá no fundo, se buscar e se entender ajuda a ir cortando suas raízes e cada vez mais temos menos espaço para ela dentro de nosso jardim pessoal. Isso é arejar nosso lar interior: nós mesmos. Não adianta se colocar como superior e arrogante, o oposto da raiva são os sentimentos nobres e leves, e estes não comportam orgulho, vaidade e essa gama de coisas pequenas e ínfimas em nobreza e enormes, densas e profundas em poder de destruição. O amor, por si só, é humilde. Não se gaba por glórias, nem as deixa de realizar. Apenas cumpre seu dever humano de encontro consigo. À medida que nos aproximamos mais de nós mesmos, da nossa essência, mais distante ficamos de acessos de raiva. À medida que nos ajudamos, mais leves ficamos. 

A raiva é sinal de que algo em nós requer cuidado. Não nos culpemos: somos demandas demais para toda uma vida! É capaz de morrermos tentando ser alguém melhor. Isso já é uma boa maneira de morrer, consciente de que se esforçou e se colocou a caminho de si. Só assim encontraremos a Verdade sobre Deus. Eu penso que Ele fala com nossa essência. Com nosso Eu mais elevado: equilíbrio entre razão e emoção. Na paz do encontro da gente com nosso Eu de verdade: quem somos! Só com esse caminho aberto, nosso coração será nosso guia real, porque seremos luz divina em essência, em pureza, em verdade!

Só construindo esse caminho rumo a nós mesmos podemos nos ajudar e nos encontrar! Só assim, sentimentos inferiores - porém necessários em nossa escalada rumo a nós mesmos... eles são alertas de que algo está fora do lugar - serão transformados em seus opostos. Eu penso que essa nossa bipolaridade, dicotomia, lado sombra e lado luz... seja um alerta ao equilíbrio. Após equilíbrio instalado, após (re)encontro com nossa pureza d´alma eles deixam de existir. Tudo tem um motivo para existir. E nossas emoções querem seguir o sol, mesmo que, por vezes, precisem ser sombras das nuvens ou molhadas pela chuva. Nada existe em nós por acaso. Eu ainda não sei muito bem lidar com essas emoções mais densas, mas, já sei que estou em desarmonia comigo... e não precisa explodir uma delas para saber... eu já sei. Estou em fase - há muito tempo e pode levar ainda outro muito tempo - de desconstrução. Fase de refazer-me. Fase de plantar novas sementes, de colher furtos do que já fora plantado, fase de ir em busca de ajuda para semear novas sementes... é um processo dinâmico, como a vida, porém, sem agitação. O dinamismo deve ser separado da afobação, da ansiedade e da agitação como sinônimos, por favor! 

Preparemos nosso solo amado e pessoal. Plantemos. Reguemos. Colhamos. De cada raíz fincada, erguem-se troncos e polpas. Dure o tempo que durar, as raízes são nossa origem, nosso caminho rumo ao interior, caminho de retorno a si. Mas, nossos frutos alimentam. Nosso pólen nos levam a posteridade e a novos lugares. Somos humanos e temos a capacidade de ir e voltar, porque o reencontro é um retorno. Por mais longe que sigamos, o retorno, quando nos permitimos honestamente, cira um caminho próprio, que não tem explicação lógica, muito menos científica, é Vida! Tempo como seu aliado abre esse portal. Não pegamos atalhos, pegamos O caminho rumo a nós mesmos! Isso é cura: reencontrar-se! Sejamos mais felizes a partir de agora! A raiva precisa de compreensão! Acolhamos cada sentimento nosso. Vamos dar o devido carinho a nós mesmos!

PS - pensar assim ainda não me torna uma pessoa evoluída... eu, como qualquer ser humano, estou em processo e isso requer tempo e tempo e tempo.
"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."

William Shakespeare


Pat Lins.

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