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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A fruta só dá no Tempo certo!

A fruta só dá no Tempo certo! 
Imagem: Google


...e isso não é só um dito popular, isso é Natureza falando: todo despertar de consciência só vem na Hora certa. Ninguém tem como saber mais do que você quando o estalo acontece.


Muitos ficarão ansiosos ao seu redor, por estarem vendo em você um potencial a ser desenvolvido, mas, só tu saberás o momento certo. Paciência e Respeito são virtudes a serem trabalhadas e paciência com quem insiste em tentar te acelerar.


Não corra! Não ande! Não pare! Não siga! Não volte! Não faça nada que não esteja pronto para fazer, senão, vai se tornar mais um tolo cobrador que não entende e não respeita a hora certa das coisas. E sim, existe essa hora, não existe atraso... se fosse assim, o mundo já teria acabado, porque tá todo mundo errado o tempo todo.


Às vezes, muitos receberão mensagens e decodificarão como bem quiserem, mas confie naquela Voz que te guia desde sempre, e nas vozes que te dizem: "espere a hora certa, porque ela vem até você e nesse momento você terá uma coisa: certeza, condição e capacidade!". É nisso que creio e aprendi, em minha curta caminhada, que não adianta tentar apressar as coisas: ninguém tá atrasado. É o tempo das Verdades e, agora, sim, cada um saberá o seu Tempo com mais rapidez, não por pressa, mas por sincronicidade. Os afoitos tendem a surtar e se sentem cobrados. Os que sabem aguardar, até os que ignoram, se sentem mais preparados, porque tiveram tempo de vivenciar e saborear cada situação que viveu.


Um grande amigo de 88 anos me disse que ele atribue a esse momento o nome de "Estalo de Vieira". É certo, você sabe a hora, porque ela vem naturalmente e sem dúvida! Se ainda está na aceleração ou na letargia, aquiete-se, ainda não é o seu tempo.


O "estalo do Padre Vieira”, é uma expressão muito antiga, que reza a lenda, enredado em dificuldades para aprender as lições do seminário, O Pe Vieira teria invocado auxílio divino e, numa fração de segundo, sua cabeça teria se aberto num clarão. É o equivalente à expressão contemporânea “cair a ficha”.


Fé! Confiança! Esperança! Gratidão! 


Aguarde, do jeito que você conseguir, mas respeite o seu tempo e o tempo do outro. Cada um ao seu tempo.

Saudações, amigos, amigas, amig@s, amigxs - pessoas,

Pat Lins.

#patlins

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A SABEDORIA É HUMILDE, NÃO POBRE!


Pois é... para quem acha que tudo está escrito na ciência, ainda temos muitas páginas em branco a escrever...

Saber muito é uma coisa, sabedoria... é outra!

Pat Lins.

quarta-feira, 6 de março de 2013

IGNORÂNCIA É NÃO SABER QUE SEMPRE SE TEM ALGO A APRENDER!



Edna Simões, você me inspirou com um pensamento que estava doido para sair, mas estava sem forma. 


"Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele aumentará em doutrina." 
Provérbios 9:9

E, adorei o desdobramento, que recebi via facebook:

"Corrija um sábio e ele se fará mais sábio. Corrija um tolo e fará um inimigo!".
Anônimo

Pois é, aquilo que mais ignoramos é que nos faz mais arrogantes. E essa arrogância é o que mais nos afasta do simples, do verdadeiro e da essência divina que há em cada um de nós!

Sempre temos algo novo - e velho, também - a aprender, porque quem pensa que sabe tudo, começa errando por aí...

E finalizo com o alerta humilde de quem soube sua verdadeira missão e a cumpriu com louvor, Sócrates:


"CONHEÇO APENAS A MINHA IGNORÂNCIA."


"SÓ SEI É QUE NADA SEI".

E eu, só sei que tenho muito a aprender e isso só me enriquece - sem enriquecer meu bolso...

Pat Lins - refletindo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"A ORIGEM DOS GUARDIÕES" - FILME


Gente, que filme lindo! Que mensagem profunda levemente passada sobre a importância de se assumir responsabilidades na vida, sobre a importância dos sonhos e sobre a importância de encarar o medo como única maneira de vencê-lo.

Os personagens são representações perfeitas das qualidades que almejamos e, ainda assim, cometem seus erros.

Uma parte - dentre diversas - que me chamou atenção é quando Jack Frost percebe que os "guardiões" que fazem tanto pelas crianças, mal têm "tempo" para lidar e estar com elas, como nós adultos. O interessante é que todos eles já foram "humanos" e "crianças humanas". E, numa determinada cena, todos ficam sem saber o que fazer diante de uma criança, Jack fala: "É só uma criança. Ninguém aqui sabe como lidar com uma criança? O que vocês fazem diariamente?" e Papai Noel responde: "Eu passo o ano inteiro preparando presentes para elas...". E fica no ar o "e ninguém tem tempo para acompanhar uma criança ou ver o que fazem e gostam...". Isso me lembrou a nós, mães e pais. A gente cresce e esquece que foi criança e, pior, a gente esquece de entender que para a criança tudo é só diversão e brincadeira e, dentro desse mundo lúdico é que vamos estabelecendo o limite diário de viver e honrar com os compromissos. Pior, passamos nosso tempo a reclamar da falta de tempo e nos dedicamos ao trabalho e estresse como detentores da maior parte do nosso tempo. E comprometemos os tempo com nossos filhos...  O Jack Frost se mantém com a mente e as atitudes infantis, egocêntrico, brincalhão, irresponsável... só quer se divertir. Durante a aventura ele vai  crescendo. Nessa cena, ele mostra que equilíbrio é saber se divertir na vida sem deixar de honrar nossos compromissos de "guardiões" de alguma criança.

Eu tenho uma amiga que me diz que limite faz parte da vida. Nós não temos que impor a uma criança, nós temos é que saber o que fazer, fazer e isso, por si só já estabelece o limite. Depois aprofundo mais sobre esse pensamento super bacana de uma pessoa admirável, que é Morgana Gazel.

Voltando ao filme, cada personagem vem como uma mensagem forte. Sandman - o guardião dos sonhos -, junto com a Fada do Dente - guardiã das lembranças -, remetem à importância de se entender que as lembranças - contidas nos dentes de leite, marco da passagem da nossa primeira infância para as mudanças que ficarão enraizadas - nos ajudam a crescer e que os sonhos nos levam ao futuro. Papai Noel nos faz entender a importância da fé, de se ver o bem em tudo e acreditar, acreditar e acreditar no melhor, sem limitar a imaginação. O Coelhão é fabuloso! Com aquele jeitão rude, mostra o lado de que até os destemidos temem algo. Ele teme o ar, o voar. Para ele tem que ser pé no chão. Ele fala de esperança. 

Jack Frost passa o filme a se questionar e nos levar a questão da descoberta e do quanto é importante sabermos quem fomos e como agimos para entrarmos no caminho de descobrirmos QUEM SOMOS. Como ele não tem lembranças, vive impulsiva e irresponsavelmente o presente, sem noção do que vem a ser responsabilidade pelos atos e suas consequências. Ele me lembra a cada um de nós, no processo de busca e ignorância e que, em determinados momentos da vida, somos chamados à responsabilidade.  Assim é esse ser encantador que nem sabe o que está buscando e não entende porque se sente tão só e ninguém o enxerga. 

Todos temos um bom motivo para estarmos aqui, vivos e vivendo. A importância de entendermos e conhecermos o nosso cerne, a parte mais íntima do nosso ser. Papai Noel adverte isso, quando mostra suas diversas facetas/personas numa diálogo/questionamento com Jack, para entender o que ele tem de especial para ser um "guardião". É preciso olhar para trás, olhar para nossa origem. Eu chamo isso de olhar a nossa essência, escutar a voz da alma, a voz interior. 

Muita coisa eu "viajei" no filme. Vi que o medo só entra através das nossas sombras. Ele domina porque tememos, inclusive, o medo de aceitarmos quem somos. Nem posso abrir muito o que percebi, senão, conto o filme. Deixa ele sair de cartaz que conto minhas viagens legais como mãe e como pessoa, antes de tudo. Mas, o poder do sonho foi fabuloso! E lembrar que alimentar a fé, a esperança, as boas lembranças da infância pode salvar o mundo das sombras que tentam imperar. Se houver uma "luzinha" em meio ao breu, uma única pessoa que acredite, essa pessoa pode levar luz aos demais. Isso me remeteu a Jesus. O filme não faz apologia religiosa, e chamam o que chamamos de Deus de "Homem da Lua", pois ele brilha em meio à escuridão - isso eu que entendi assim. Muito bacana porque mostra Papai Noel como um ex-humano que aceitou a sua "condição" - oriunda em seu cerne - de seguir servindo ao próximo com aquilo que tem em si de mais nobre: a força de sempre acreditar; o poder da fé inabalável! - Ops! Se é FÉ, deve ser inabalável... o que abala não é fé. Legal que mostra a importância de aceitarmos nossas "condições", nossas "missões" de Vida para, enfim, sermos felizes, mesmo diante da morte - o que aconteceu com cada um deles, até se tornarem "guardiões imortais". 

O filme fala de escolhas, de liberdade, de enfrentamento do medo como única maneira de vencermos, da importância de uma infância bem vivida, de tempo, de esperança, de fé, de lembranças e, acima de tudo, de sonhos! Ah, acima de tudo isso está o verdadeiro poder do AMOR. Todos os guardiões amam o que fazem. É como se só quando entendemos nossas missões de vida poderemos ser felizes e livres e essa liberdade é o AMOR a quem somos e ao próximo! É a CONSCIÊNCIA. 

Por isso que Sandman é o meu favorito! Ele me lembra um sábio: inteligente; poucas palavras - aliás, ele não fala, mas, se comunica muito bem, mostrando que comunicação é saber o que dizer e expressar; é forte, mas não quer ser conhecido por força bruta e sim por força moral e doçura natural de quem já viveu muito e já não tem mais as amarras da vaidade; destemido, sem ser arrogante. Ele é "na dele". Como todo sábio, suas mensagens são claras para quem tem capacidade de entender, por isso o mundo dos sonhos, porque ele nos fala de e para uma dimensão nossa que não temos "domínio": o inconsciente. Este é que tem mais consciência de quem somos do que supomos sermos... Ele sabe lutar, mas, só usa dessa luta física quando estritamente necessária. É a questão do discernimento que os sábios têm, porque sua natureza é pacífica. Ele desmistifica esse estigma de que todo "bonzinho" é "bobo" ou ingênuo - no sentido pejorativo de quem se deixa enganar. Ele nos mostra que os sonhos nunca morrem, ainda que os pesadelos dominem, é o campo dos sonhos, basta transformar aquele sonho ruim em bom. 

Ah, fiquei encantada com o filme. Cada mensagem me parecia tão clara que quase escutava as falas não faladas. 

O medo tem medo, também. Isso eu comecei a perceber recentemente, após  maternidade. O medo teme ter que se encarar e ver que ele não existe e não precisa existir. O medo teme sumir. Se não tememos, ele não existe. 

Pedro aplaudia muito as cenas onde o medo perdia espaço. Parece que ele se identificou muito com o Jack Frost. Imagino que seja essa busca de toda criança em ser aceita como é. Com o caminhar, Frost entende que limite é importante e amadurece com a ajuda da Fadinha do Dente e do Papai Noel. Ele descobre que mais vale a pena lutar por um amigo do que poupar a própria vida. O filme, ao meu ver, fala da nossa luta diária, da nossa vida, dos nossos dilemas, das nossas dificuldades e desafios... fala de batalhas, de perdas e de ganhos. Fala do viver!

Ah, esse filme é recomendadíssimo e sem efeitos colaterais ou problemas com superdosagens. Vou ver de novo. E quando sair o DVD, adquirir. Esse é o tipo de filme lúdico que fala com a alma. 

Um filme infantil para adulto ver! 

Pat Lins

domingo, 30 de setembro de 2012

SABER

“Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear internamente as coisas”.

Santo Inácio de Loyola



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

COMO RESGATAR OS VERDAEIROS SIGNIFICADOS

Hoje em dia, confundimos tudo para burlar a verdade e vivermos acomodados ao vazio!

Bom, eu precisei aprender algumas diferenças e coloco aqui:

- PACIÊNCIA é muito diferente de preguiça;
- CALMA é diferente de lerdeza;
- FORÇA é muito diferente de agressividade;
- HUMILDADE é diferente de pobreza financeira/econômica;
- PERSITÊNCIA é diferente de teimosia e insistência;
- COMPAIXÃO é diferente de pena;
- GENEROSIDADE é diferente de dar suas roupas velhas e rasgadas;
- REDENÇÃO é muito mais que perdoar: é corrigir os erros;
- SABEDORIA é saber o quê as virtudes querem dizer e PRATICÁ-LAS!

Praticar as virtudes começa difícil, permanece assim por um bom tempo, até que, um dia, passa a fazer parte de sua vida. Eu ainda estou no começo, mas, permaneço! Se cada um começar, já é um bom começo!

Pat Lins.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

NORMOSE - a doença de ser normal


Olha, esses dias estou tendo "sorte"... risos. Penso em escrever sobre determinado assunto e "puff" recebo um e-mail com um texto que diz o que quero dizer. Agora foi minha querida Brida quem colaborou. Obrigada aos amigos pelas sugestões. Aqui é espaço para reflexões e renovação de valores, portanto, sugestões e colaborações são bem vindas!

Segue o texto para nos deliciarmos:

NORMOSE
- a doença de ser normal -

"Todo mundo quer se encaixar num padrão.

Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.

O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento que 'exercem' tanto poder sobre nossas vidas?


Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

A normose não é brincadeira.

Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.

Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença?

Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude.

E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera.


Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.


Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.


E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.


Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes." (Michel Schimidt - Psicoterapeuta)

Apenas lembrar que cada um de nós pode DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

terça-feira, 6 de julho de 2010

"O insustentável preconceito do Ser"


O insustentável preconceito do Ser
                                                          Rosana Jatobá

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.



Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:


- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!


-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.


-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.


-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?


-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.


-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.


-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....


De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.


Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.

Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.

Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:

-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:


"O teu cabelo não nega, mulata


Porque és mulata na cor


Mas como a cor não pega, mulata


Mulata, quero o teu amor".

"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.

A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.


O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:

"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:


'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).


Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".

Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?

A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos", mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:

- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !

E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?

Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:

- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!


Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:


-Só podia ser loira!

Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:


- Só podia ser judeu!

A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...


Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".


Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.

A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.


O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.

Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:

-Só podia ser mendigo!

No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:

-Só podia ser bandido!

Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.


 PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos...

 
(Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo.)
Esse texto é parte da série de crônicas sobre Sustentabilidade publicada na CBN




...Difícil combater um inimigo disfarçado, né verdade?! É por isso que parecemos loucos, ao lutarmos, nem que seja através do mínimo esforço, por uma sociedade, por um mundo, por uma realidade JUSTA, baseada em respeito e igualdade. Mas, como sermos iguais, sendo tão diferentes? Só o respeito pode conseguir isso.

Engraçado que minha sogra me enviou o e-mail com o texto acima bem quando eu pensava em escrever algo sobre preconceito. Obrigada, Susana, por mais uma colaboração aqui! O que me despertou o desejo de falar sobre o preconceito tão aceito - sim, porque é fácil aceitar o preconceito e suas derivações, difícil é querer ser justo... aí, nós passamos a ser "chatos", "sem senso de humor" e/ou "intolerantes"... Só sendo um negro de pele negra para saber o que é o "repúdio" sem sentido a sua cor. Eu sou afro-descendente e, por mais revoltante que seja me deparar com o preconceito racial, eu não sinto na "minha" pele, porque ela, por uma questão de combinação genética, saiu mais clara... bom, mas, isso não vem ao caso. O preconceito e o ar de superioridade das "potências" econômicas, sim, é o poder econômico que dita as regras e "pinta" as cores a serem aceitas, de preferência, verdes como dólares... Em falando de Brasil, nós aqui do Nordeste somos constantemente discriminados, onde aceitar que existe "inteligência" além eixo sul-sudeste é questão de espanto... Ninguém para para ver a "origem" do "Brasil", este país que moramos e que foi "descoberto" através de práticas desumanas e aceitas, dizimando o povo que aqui existia como se fossem nada.

A cultura do preconceito é tão socialmente aceita que mês passado - junho - aqui no Nordeste tem um dia de feriado no dia 24, para comemorar o São João. Regados a festa, todo o Nordeste entra no clima de festejos, celebrações, reuniões, encontros e muita comida e bebida. É uma espécie de "Natal" ao som de forró, muito bolo de aipim, milho, "quentão", roupas descontraídas, fogueiras e fogos de artifício. O clima é mais alegrinho, mesmo ninguém sabendo muito a história da data e o que estão comemorando... Bom, questões bíblicas a parte, é muita festa por todo o Nordeste. O fato é que o dia 24 é feriado. A empresa que meu marido presta serviço é sediada em São Paulo e lá não é feriado. Logo no dia 02 de julho, comemora-se a "independência" da Bahia, portanto, feriado para os baianos. É sabido que feriados locais e regionais existem em cada Estado, município e cada um tem seu grande motivo: comemorar algum marco histórico ou data bíblica. Não entendo o porquê da piada que ele precisou escutar do colega da sede:

"- Eu queria morar aí na Bahia. É feriado todo dia!"

Quem dera. As pessoas acham que aqui é só carnaval. Mas, para conhecimento, a cidade para, sim, para receber toda essa galera que fala mal e depois vem se encher de "cachaça" e pular atrás dos trios, e, depois, durante o ano, seguem as micaretas e carnavais fora de época, Brasil a fora. Sim, no carnaval, muita gente aqui trabalha. Só é liberado quem está na região do circuito da folia, para a alegria de toda essa galera do mundo ser "bem recebida" e, depois, sair falando mal dos baianos... Quem está fora do circuito - que abrange todo o centro da cidade e adjacências, sendo a cidade enorme - só folga na terça-feira e metade da quarta-feira de cinzas. Fora os que trabalham na festa e durante a festa, fazendo a segurança e muito mais. Mas, baiano bom é aquele que só fala em "axé music", para propagar que a gente só vive de festa. e se fosse verdade? Que mal haveria? Eu já fui foliã, mas, faz mais de 10 anos que não vou a circuito da folia e, nem por isso, vou falar mal. Falo da falta de educação cultural de boa parte - e muito significativa - do meu povo, mas, tem muito mais de estereótipo. Pois sim, em outros Estados não há feriados em seus aniversários, ou datas históricas de lutas e vitórias? Isso precisa ir diminuindo. Cada vez que nos pegarmos propagando um preconceito, por mais banal que nos pareça, ele pode tomar proporções históricas e virar "padrão", bem como fogo em palha... só precisa de uma faísca para espalhar.

Vamos manter acesa a chama e vamos fazer nossa parte no movimento de DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, inlcuindo a nós mesmos!!!

Vamos refletir e agir, nem que seja aos poucos. Tomando consciência gradativa e dispostos a exercer o papel de "cada um fazendo sua parte".

Beijos,

Pat Lins.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

A VIDA CONTINUA...

Vi essa mensagem lindíssima, no orkut de minha prima Leti - minha alma gêmea - e colquei aqui, porque diz muito do que minh´alma grita. Não sei de quem é... joguei no "pai dos burros" da web - Google - e só encontrava o texto, sem crédito... então, segue o que queria dizer, sem ter saído de minha "boca"/dedos/mente:


"Chorar não resolve..



falar pouco é uma virtude..


aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo


e o que não mata com certeza fortalece.


Às vezes mudar é preciso


e nem tudo vai ser como você quer..


a vida continua.


Pra qualquer escolha se segue alguma conseqüência


vontades efêmeras não valem à pena...


quem faz uma vez não faz duas necessariamente


mas quem faz dez, com certeza faz onze!!


Essa história de que é melhor acordar arrependido


do que dormir com vontade é mentira!


Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível...quase.


Nem todo mundo é tão legal assim, e de perto ninguém é normal.


Quem te merece não te faz chorar..


quem gosta cuida..


o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente!!


Não é preciso perder para aprender a dar valor


e os amigos ainda se contam nos dedos.


Aos poucos você percebe o que vale a pena


o que se deve guardar pro resto da vida..


e o que nunca deveria ter entrado nela.


Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado.


O tempo, ah o tempo, esse sim sempre vai ser o melhor remédio,


mesmo quando seus resultados não são imediatos


ele é quem faz com que tudo se encaixe do jeito que deve ser".
                                                                       (desconhecido)

...e a vida continua...

Pat Lins.



sexta-feira, 2 de julho de 2010

PAZ NA VIDA

Para alcançar a verdadeira paz em nossos lares, precisamos encarar o desafio, sofrer - quando precisar sofrer -, superar e continuar.

Me exponho, grito e continuo. Meu dia-a-dia desafia minha inteligência e minha razão. As emoções tentam se apaziguar, mas, me falta qualidade de tempo. Me falta respeito ao meu espaço. Mantenho distância, mas, há quem invada e saia como vítma... difícil encarar o direto, quando se fala franca e abertamente: "não passe... daqui para frente é meu espaço, se invadir, suporte as consequências, porque eu vou me defender". Será que é errado estar certo?

Estou no desgaste... total falta de paz externa provocando minha busca pela paz interna... Por quê? Sabe Deus! Só Ele mesmo, porque eu, humana, imperfeita e cheia com os MEUS problemas - lembrando: meus problemas não são maiores do que os de ninguém, são os MEUS... essa de medir tamanho e força de problema é para aqueles que não respeitam ou compreendem que cada um tem seu ritmo, sua trajetória e suas expectativas... muitos que comparam fogem dos seus cutucando a dor do outro, numa tentativa mórbida de sentir prazer em destruir.... - estou no limite de minhas forças, mais uma vez. Mas, lutando como quem sobrevive a uma catástrofe.

Eu sei o que passo e, verdade, não é tão ruim assim, só preciso encontrar o ponto, o caminho certo e seguir em paz. Até lá, vou tentando aqui, tentando ali... errando, acertando... sempre buscando, até quando penso em desistir... O que é "deixar a vida me levar"? Quando tudo parece ter virado de cabeça para baixo de novo, a gente deixa o tormento guiar ou se dá um "tempo de espera" e aguarda, alimentando-se da mais pura esperança, para que um milagre aconteça e aquela "luz" se faça ou, no mínimo, que consiga encontrar condições para respirar lenta e profundamente e deixar o oxigênio agir na mente... como espeirecer num mundo capitalista, onde até o lazer requer investimento financeiro? Como espairecer quando o furacão se instala em sua vida, justo quando se voltava a andar...? Normalmente, a compaixão vem para quem perde tudo após uma catástrofe da natureza - o que me dói, muito, e procuro fazer minha parte com doações e orações... nem quero imaginar a dor e o transtorno que se instala na vida dessas pessoas... - e, não tiro a razão, é inquestionável e necessário, mas, para quem perde "seu" "tudo" dentro de si, só vem preconceito, questionamentos, comparações - todo mundo acha que sua vida é tão pior que o outro não tem direito de se queixar, mesmo não se quixando... se reservando o direito de tentar seguir, no limite de suas forças... -, menosprezo... você passa a ser visto como um incapaz sem força de vontade. E se for? Por que falta tanto respeito ao outro? Por que essa crueldade? Nessas horas solidariedade é só da boca para fora... Os corações se endurecem, porque estão tão amargos com suas realidades e suas fugas delas, que transferem para o outro em forma de "eu não passo meus problemas para você", já passando, através de atitudes expressivamente desequilibradas, mas, desequilibrado é você, que não conseguiu sair debaixo em tempo hábil...

No limite das forças, a gente só reage... raciocínio vem depois. No limite das forças, me atenho a uma estratégia que desenvolvi na época da DPP, que chamei de "distância saudável". Refere-se a manter distância de tudo que te faz mal, ao menos, temporariamente, até você poder recobrar um pouco cas forças. Me diga como recuperar as forças com bombardeios constantes e, em muitos caso, inconscientes... de uma cegueira tão profunda que os alertas - nem são sinais, são placas de advertências claras e diretas - são desrespeitados e tudo cai?

No limite das forças a gente precisa se poupar, um pouco, para evitar maiores destruições... mas, essa capacidade só tem quem alcança um grau mínimo, que seja, de consciência. Eu estou no limite de minhas forças e, depois de tanto ter sido bombardeada - isso quem sabe sou eu, porque quem sabe o limite de minhas forças, SOU EU - eu cansei... nada mais natural e humano do que cansar. Não. Não caí. Sequer pretendo. Dei um pause para ME recuperar. Mas, o dia-a-dia é guiado pelo tempo e este a gente não segura a nosso favor... a gente TENTA fazer o melhor com ele e nem sempre tem êxito...

Não. Não devemos descontar nossos problemas em ninguém, mas, se alguém provoca e insiste, você avisa e a pessoas continua... de quem é a culpa? De quem provoca ou de quem cede? Para piorar, essa não tem sido minha única preocupação, mas, a dureza que já estava e continua e a sensação de incapacidade e impotência diante dos acontecimentos.

É deixar passar! Deixar TUDO passar. É sentar e assistir ao jogo da copa - que merda... O Brasil perdeu!!! - e fingir que tudo na vida é futebol... Olha, se o preidente da FIFA fosse o da ONU, nossa, o mundo seria mais alegre - kkkkkkkkkkkkkkk - cheio de vuvuzelas, gritos de gols e comemoração, até na hora do jogo perdido. Interessante como na copa os torcedores superam as perdas com tanto fervor e alegria... bem como deveríamos fazer na vida!

No limite das forças, o menor dos problemas se torna over e tudo que se quer é deixar passar, porque não existe a consciência da força. Seria tão bom ser uma guerreira jedi... e sentir a força dentro da mim... Qualquer gota d´água transbordará meu cálice... melhor, ficar na minha - à distância, porque é difícil ficar na sua com cutucadas desvairadas. Isso é sabadoria ou desgaste? Será que essa é a base dos sábios: ter se cansado e desiludido tanto que aprende que tudo passa, bem ou mal? É sabedoria deixar passar ou seguir de outra maneira? Essa outra maneira pode ser parar e depois seguir? Não existe fórmula certa... Porque não é fácil estabalecer, em cada um de nós, o equilíbrio e a harmonia entre o individual e o coletivo... a gente nunca sabe se é característica pessoal, arquétipo, estereótipo, tabu, cultura, medo social... a gente só é gente e, talvez, nunca encontremos respostas para todas as perguntas. Um dia, a gente aprende a fazer a pergunta certa, para encontrar a resposta necessária!

Tudo que mais desejo é PAZ NA VIDA para mim, para você e para todo o mundo... mas, como já se foi propagado, muitas vezes, para se alcançar a paz a gente precisa viver tempos de guerra... discordo, mas, infelizemente, isso existe independente de mim... E eu? Acabo fazendo guerra, também... No limiar das forças, o que nos resta é a natureza animal... nos aproximamos da zona primitiva de nossos ser que, por mais que neguemos, estamos sempre na divisa do se manter e seguir...


Mesmo ainda não tendo encontrado um caminho calmo e que me ajude a seguir - depende de algumas tomadas de decisões... as velhas escolhas que nos guiam e precisamos ponderar e reponderar tudo a todo instante... ver o que dói mais: seguir ou ficar... e se vale a pena se esquivar da dor necessária... muitas vezes se manter na "comodidade" e descobrir uma zona temporária de conforto, como dar um passo atrás, se faz necessário... nem todos temos força e coragem para seguir e ultrapassar a maior barreira, aquela que te fará mudar TUDO em sua vida... mas, o apego ao passado e sua perpetuação são um obstáculo ainda maior... nós somos nossos maiores entraves - ainda estou no caminho. Fale quem quiser falar... no limite de minhas forças, o máximo que posso dizer é "fale, porque é o que te resta e tudo que você tem" e nem forças para reagir eu tenho... tudo por uma boa causa: pela minha paz, hora de parar - tempo de espera - para a hora de mudar!

Minha busca é que alimenta meu esforço e entrega em DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

PAZ NA VIDA!!!







Pat Lins.

terça-feira, 29 de junho de 2010

SÃO AS BESTEIRAS QUE DESTROEM O MUNDO

Pois é, são as menores besteiras que destroem o mundo, abalam relações - não digo destruir, porque em se tratando de relações humanas, tudo é possível... -, desencadeiam grandes problemas e causam uma polêmica sem sentido.

Infelizmente, uma coisa é certa, se te provocarem, não reajam. Ser superior é receber a cutucada, dizer "ai" e depois, "sorrir", nem que seja um sorriso amargo de quem engoliu um sapo gigante. Que pena, eu não sou superior, nem perfeita. Sou humana, gente e tão errada e certa quanto qualquer outra pessoa, inclusive, as pessoas que me provocam por bobagem.

Mas, quem é mais errado: quem provoca ou quem reage à provocação? Será que é errado estar certo e apresentar argumentos coerentes? Odeio falsidade e gente intrometida, que acha que sabe mais do que os outros... pior, eu sei, eu também sou assim. Portanto, todos somos os dois lados - ou mais.

Engraçado e curioso é que a maioria das pessoas que não assumem quem são ou se assumem como o umbigo do mundo são as mais vazias e rasas, mas, conseguem tocar no calo dos outros... Ah, já entendi: essas pessoas são tão pequenas que é mais fácil tocar no nosso calo, por estarem abaixo dos nossos pés. Êpa, me coloquei como incapaz de pisar no calo alheio... Ah, pisar é do alto para baixo... Continuo a me colocar acima... Sinal de que não assumo minha parte do erro, também...

Outro fato certo é que, mesmo sendo de uma baixeza, radicalismo irracional e seres beirando a "acefalia", são gente e também têm seu lado bom, suas utilidades e, como todo ser humano, tem sua missão aqui na Terra. Ninguém é tão inutil que não tem sua utilidade, não é verdade?! É, estou muito ácida... Não era o ph que pensei em escrever, mas, por enquanto, é necessário, trata-se de um desabafo.

Se uma besteira é capaz de desencadear uma guerra nuclear e destruir cidades, imagine uma explosão familiar? Um abalo de egos abalados... Ai, coisa chata, uma dos lados da história nem sabe que tem ego, ou, o que vem a ser ego... Uma besteira em família é uma catástrofe. Toca nos lugares errados, sempre, porque as verdades não são suportadas. Um "não" nunca é bem aceito se não houver uma desculpa, em vez de justificativa franca. Um "tchau, já tô indo" pode ser um incômodo para quem recebe. Mas, veja só, por que é tão difícil alguém aceitar a posição do outro, respeitar um pedido de: "me deixa quieta, porque eu não tô legal"?! Por que as pessoas querem sempre ter razão, mesmo se contradizendo?

Tantos "por quês" que, creio eu, não exista um único "porque" como resposta. Se tem uma coisa que não suporto é mente pequena e que se acha o máximo... Odeio quem fala por trás e muito mais quem se mete onde não deve de maneira tão pequena. Por exemplo, como alguém pode sugerir algo se nunca viveu? Um pouco mais clara: como alguém pode sugerir como educar um filho se não educa o seu? No mínimo é HIPOCRISIA, associada a uma superdosagem de ARROGÂNCIA e falta de "setocômetro"...

O que causa um engarrafamento? Vários fatores. O que aumenta o desgaste num engarrafamento? A estupidez dos que acham que sua necessidade é maior do que a do outro. Desrespeito. Essa é a questão. Não, não o engarrafamento, foi só uma metáfora boba. O problema das relações humana é a mania de querer que seu carro passa a frente dos outros, porque se acha um motorista melhor: desrespeito... Detalhe, isso não vai mudar: sempre haverá quem se ache "O(A)" bom/boa, por chegar lá na frente, cortando e comentendo inúmeras imprudências e sem acidentes por conta da prudência do outro - viu, os superiores evitam as besteriras, sempre, por conta de sabedoria... - e ainda rir e dizer: "Cadê? Cadê a causa do engarrafamento? É mania de um ficar atrás do outro que para o trânsito..." - o fato dos imprudentes atrapalharem não conta, né?! Não, lógico que não, eles estão sempre com razão... E com a estupidez e cegueira, também... Sempre haverá aquele que fica estressado por ver a injustiça sendo feita e ter que se proteger, porque se protegendo ainda corre risco... Mas, respeita a ordem, porque sim, se todos respeitassem a organização, tudo fluiria melhor... E existem aqueles que optam por não se estressar, mantém a defesa erguida e focam em algo mais produtivo... estes são os superiores, sábio e sensatos. Eu? Sou a estressada que xinga e brada, mas, depois cai na real de que os imprudentes não vão "se tocar" só porque eu estou me defendendo... Esses tipos sempre existirão. Os superiores, continuarão superiores. Os inferiores/infratores, podem, quem sabe um dia, crescerem e evoluírem, mas, enquanto não se permitem ter consciência, têm a enorme capacidade de regredir e regredir sempre e cada vez mais... E os intermediários precisam escolher se evoluem ou "involuem"... É para isso meu desabafo, para que eu aprenda, apreenda e internalize que ninguém vai mudar por minha causa... que eu não posso mudar a maneira do outro pensar. Eu só posso mudar a mim e a meus pensamentos e atitudes. Preciso aprender com os sábios a ter mais resistência. Aliás, não é questão de resistência, isso, os cínicos e pirracentos têm... E essa característica que os capacitam a dissimulação e capacidade de inverterem o jogo a seu favor, se fazendo de vítma... Mas, engraçado é que a inteligência desses seres se limita a abrir a boca, bradar e cair fora, por não sustentarem o feed back. Apenas os sábios têm a capacidade de "matar" uma atitude cínica e pequena... não por intenção, mas, por "não reação", por "não recepção" do afronte, por estarem além da provocação, por não se envolverem... aí, os pirracentos cortam os próprios pulsos, numa atitude desesperada de não conseguirem o alimento para suas mentes doentes e vazias.


Não, não estou com raiva... estou com ódio! Pior, sei que isso faz mal a mim mesma... Ainda sou intermediária e, por assim ser, ainda tenho o pé no plano inferior das pessoas que sofrem por besteiras. Ops! São as besteiras que destroem o mundo. Coisas pequenas passam a ser coisas sérias, quando explodem em locais e ocasiões inadequados para os intermediários - porque explodem - e terreno fértil para os inferiores, porque detonam a bomba e saem debaixo com expressões de vitória e frases incendiárias do tipo: "deixa, deixa falar... ele (a) está certo... Ele(a) não diz que está certo?! Então, deixa lá. Deixa!" ou, quando não suportam e nem admitem que provocaram, repetem a frase celébre e infantil: "Eu não quero ouvir mais nada. Você não diz que está certo(a)?! Eu não estou ouvindo nada. Pode falar sozinho(a)..." .

Não, não é nada bom ser pavio curto. Não é fácil segurar a onda, mesmo se esforçando. E estar diante de pessoas dessa estirpe no momento em que você não precisa faz toda diferença para a gente ver que precisa se cuidar ainda mais. Loucos? São as duas partes: uma por provocar, demonstrando toda sua infelicidade e necessidade de tentar expor o outro e a outra parte por explodir, consciente de que o outro está provocando. Mas, peraí, não é fácil segurar a onda, principalmente, quando você tem o hálibi de ter advertido que não estava bem e, na sequência, de não estar fazendo nada além de ficar sem seu canto e seguindo seu caminho, sem cruzar com o de ninguém. Mas, para essas pessoas isso não é suficiente. Você apenas seguir seu caminho, por si só, é provocação, por não haver atrito... então, eles causam o atrito e você cai na armadilha. Diante da pressão, ainda se culpa por ter cedido à tentação e baixado o nível. Sinal de que algum complexo foi ativado.


Para subir de nível, se elevar um pouquinho, necessário se superar e descobrir o que há por trás da provocação que tanto te perturba. Esse agora é meu foco: descobrir por que derrapei na pista com óleo se tinha o ângulo privilegiado do bom senso e poderia ter me poupado? Parece que tudo dependia de mim... Mas, sim, dependia. Se eu tinha consciência do desnível entre as partes, poderia ter me mantido no meu e não ter descido e sucumbido à provocação, ou provocações... Não, não estou me punindo, mas, me alertando para mim mesma - ficou feia a redundância, hein?! Sim, terei a capacidade de superar, pelo mesmo bom senso que recusei escutar. Não, não posso mudar as outras cabeças, nem as outras que nem estavam lá e tomaram partido... Para isso, paciência... Paciência que não tenho, mas, paciência... terei que ter! Não vou dizer: "Eles se danem"... Infelizmente, esse mal estar me incomoda... Não gosto da sensação de pisar em ovos e ter cuidado com o campo minado, mas, os holofotes dos melindres e mentes limitadas criaram esse ambiente. Chato é que outras pessoas presenciaram as ceninhas ridículas e bestas. Outro complexo ativado, a preocupação com "o que os outros vão pensar"... Bullshit! Algumas pessoas em minha defesa; outras em defesa da outra parte; outros imparciais - certíssimos; outro aumentando o que já está ruim... esse é o perigo: mentes vazias e bocas cheias e nervosas para propagar a fofoca a falar mal das duas partes... Tem de tudo nessa feira chamada família! Sei o jeito de cada um e, por isso, sei o que deve estar rolando nos bastidores, porque quem não tem ocupação e nem se dá a oportunidade de construir algo útil, exercita a língua solta e a fofoquinha banalizada. Espero estar errada, mas, pouco provável...

Ao menos, minha ocupação é em superar, não alimentar todo erro com indiretas e joguinhos, muito menos com pensamento vingativos de aguardar o mundo dar voltas e esperar que a outra parte precise de ajuda...

Ai, hora de elaborar e me libertar desses pensamento amargos, ácidos e destrutivos. Consciência eu tenho de que não partiu de mim. Consciência eu tenho de que aceitei a provocação. Consciência eu tenho de que poderia ter evitado aquele furdunço dos infernos. Mas, já foi. Preciso deixar passar e andar para frente. Tocar o barco e ver no que vai dar... Que pena, não sou perfeita! Engana-se quem acha que ser adulto é ser maduro... maturidade é algo a ser construído através de bom caráter e bom senso... justiça - não interesse próprio, ou mania de se achar o(a) dono(a) da razão... -, equilíbrio - não cinismo -, sabedoria - não "esperteza" -, respeito - a todos, mas, respeita ao outro, apenas, quem se respeita como pessoa... Maturidade é algo que não evolue com a idade, mas, com aprendizado e pondo em prática esse aprendizado, através de coerência entre o que fala, o que pensa, o que sente e o que faz. Maturidade é algo que a maioria esmagadora dos seres humanos alegam ter sem, sequer, saberem a verdadeira definição de MATURIDADE. A maioria de nós, no máximo, envelhece, engrossa a voz, os cabelos ficam brancos, trabalhamos, dirigimos, colocamos filhos no mundo...e tudo isso sem a menor ocupação e compromisso com a responsabilidades em DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! Perpetuamos a arrogância, a estupidez e pensamentos chinfrins. Passamos valores questionáveis com ar de superioridade e estabelecemos como padrão hábitos nada saudáveis e relações interpessoais baseadas em farsas, invenções, mentiras, enganos... nóias que criamos, desencadeamos e empurramos para frente. Eu penso que a gente pode ser melhor. Eu quero ser melhor. Hoje, o meu melhor é admitir que errei e ficar alerta. Não com receio do próximo ataque, isso é bobagem, besteira e pode destruir meu mundo... Ficar alerta para mim mesma e minhas limitações e dificuldades e para as intempéries naturais ou criadas... Afinal, somos resultado de tantos fatores... micros e macros ambientes... características pessoais, interferências externas e internas... tanta coisa para avaliar... Não apenas por essa catástrofe... A outra parte também tem lá suas interferências, características, dificuldades, desgostos, vontades, problemas, medos... e isso tudo é que os fez agirem como agiram, sem escutar os alertas claros, do mesmo jeito que meu misto de tudo em mim me fez agir como agi, em vez de não entrar no descarregar de energia acumulada e mal canalizada dos outros, mesmo que tenham direcionado em mim, através de provocações e falações pelas costas, como se fossem os donos da verdade e as vítmas das circunstâncias. Pobre de nós, oh, seres humanos!


Bullshit, shit! - kkkkkkkkkkkkkkkkk

Ah, moral da história: os seres evoluídos não perdem tempo com besteiras... investem cada segundo de sua vida para construir algo melhor, afinal, são as besteiras que destroem o mundo!!! Eh, um dia, chego lá e evoluo. Ao menos, sei que estou em busca...







Pat Lins

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