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domingo, 29 de dezembro de 2013

E SE QUISER SABER PRA ONDE EU VOU... PRA ONDE TENHA SOL!





O Sol

Jota Quest

Ei, dor
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
Ei, dor
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
Yeah! Han!
Caminho do Sol, eh!
Lá lararará!
Caminho do Sol, eh!
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará
É pra lá
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará
Aonde eu vou?
Aonde tenha Sol
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará
É pra lá
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará
É pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou
Lá lararará, lararará

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

UM DIA DE FÚRIA - OU DO MEDO? - VÍTIMAS E/OU ALGOZES - os dois lados das duas culpas e das duas inocências de um mesmo caso fatal para todos os envolvidos.

Imagem do filme "Um dia de fúria" - assisti há muitos anos atrás e foi a primeira que me veio à mente...

O título é longo propositadamente, para nos abrir à reflexão, neste momento e não nos colocarmos no papel de julgadores perfeitos

Uma boa reflexão é sempre válida... e não tenho a menor pretensão de ser entendida, afinal, eu, como pessoa e consciente da nossa fragilidade humana, mental e emocional, bombardeada diariamente pela neurose imposta do medo e terror dos nossos telejornais - que, acredito eu, acabam dando muito mais força ao terrorismo, alimentando e catalisando esse clima em real... me atrevo a dizer que eles elevam a auto estima do mal de cada bandido - acredito em  muita coisa e questiono, a fim de lembrar que todos nós somos humanos. Minha maior pretensão é ponderar, apesar da raiva e do conflito que nos gera por julgar e condenar algo do qual desconhecemos, mas somos levados a pensar friamente pelo ângulo que nos apresentam como verdade. 

Meu intuito não é clamar por justiça, pois, ela se fará, de um jeito ou de outro e nem tudo que é legítimo é 100% certo, geometricamente perfeito e cartesiano, porque, na vida, nada é apenas preto no branco... as nuances existem  e, verdade, verdade mesmo, penso que nem as partes envolvidas sabem, afinal, cada um vê seu lado e isso é influenciado por tanta coisa que nem fazemos idéia que nos influencia.

Vamos lá, falar sobre o "in" ou "a"cidente que aconteceu em Salvador/Bahia, envolvendo um carrão, do tipo jipe urbano, daqueles que fazem com que nos sintamos acima de todos no trânsito e que é de uma simbologia muito forte em nosso imaginário, mas, também por ser visado como objeto de valor e leva a crer que quem o dirige é detentor de posses, cria uma outra simbologia, também muito forte, do medo de roubo, sequestro, etc. Por outro lado, uma moto, com duas pessoas, que, por ser moto, já se tem um estigma - quase um arquétipo, me corrijam os entendidos da nosso psicologia, afinal, sou leiga - de que todo motoqueiro/motociclista pilota de maneira arriscada e pondo em risco os outros no trânsito, com duas pessoas, o que nos remete ao medo de assalto - prática muito utilizada nos dias atuais. O trânsito em trânsito tem sido palco de imensas e diversas tragédias de diversos erros e errantes que se acham dignos de passarem por cima dos outros, afinal o egocentrismo ronda e envolve os motoristas, que, antes de tudo, são pessoas, gente, que por vezes são pedestres e esquecem disso... mal preparadas para a vida, imagina para um trânsito caótico, com tantos carros aumentando cada dia mais... Um parêntese, para ratificar, é como se faz a leitura dos sinais de trânsito... a semiótica nos lembra que para um signo fazer sentido, ele deve ser entendido, deve ter um significado ao qual ele remete. Pois bem, em nossa cultura popular e massificada da falta de educação - em todos os sentidos, inclusive o doméstico, moral e ético - isso não se completa... a ignorância com arrogância impera e a lei da selva e do "salve-se quem puder" se faz como representação da nossa postura, atitude e comportamento nas vias PÚBLICAS, onde agimos como se fossem NOSSAS e saiam da frente que eu quero passar. Respeito é algo que só existe no discurso ou no que diz respeito a mim, quando me faltam com ele... Quanta subjetividade burra! Resumindo esse parêntese que já se alongou demais, falo o que minha diarista falou, ao ver as ruas sinalizadas e as pistas demarcadas: "...isso só atrapalha! Nem todo mundo que dirige entende de lei de trânsito, não, isso é para você, que é estudada. Nem todo mundo sabe e confunde mais do que ajuda...". Por aí, temos uma ínfima amostragem de como pensa a nossa população que tira uma habilitação, compra um carro e sai nas ruas, para evitar os transportes públicos de péssima qualidade.

Voltando à tragédia soteropolitana, eu, também, ao ver a notícia, por acaso, num "noticiário" sensacionalista - argh! - fiquei indignada! Lógico! Como que uma discussão no trânsito pode levar a uma atrocidade dessas? O que foi divulgado: "Médica oftalmologista persegue moto e mata dois irmãos". Daí, passa a médica viva e a cena ultra chocante dos corpos do dois jovens largados na calçada, com sangue, em posições que nos remete à dor, mesmo. Daí, soltam pareceres de "testemunhas" que só viram o desfecho, onde o motociclista bateu no vidro do carro e disse alguma coisa e a motorista do carro os persegue, em alta velocidade, jogando o carro em cima deles que foram arremessados e colidiram com um poste. Diante das imagens na TV e de todo o julgamento prévio - e não estou dizendo que a médica seja inocente, também não penso que ela tenha saído de casa com a intenção de matar dois irmãos numa moto... - me vi condenando a médica e absolvendo os mortos... é como se a morte daquela maneira, inocentasse - caso eles fossem culpados. Se é que existe uma culpa e um culpado numa consequência de atitudes tensas e intensas.

Depois, como se tornou pauta de conversas, compreendia todas as formas de pensar. Mas, "ninguém estava lá!" - era isso que mais repetia em minha cabeça. "Ninguém sabe o que aconteceu... pessoas boas também erram e, pelo que vi, os dois lados - o lado do carrão e o lado da moto - eram de pessoas boas e do bem. 

O que me fica: explica mais não justifica!

Nada ali, ao meu ver, friamente falando e - como está na crista da onda, agora - hipervigilante, digo que NADA ali faz sentido. A gente tem visto crimes e crimes de trânsito por motivos aparentemente banais, se considerados isoladamente e fora do contexto original onde matar é algo "corriqueiro". Se ela - a médica - cometeu uma "barberagem"e jogou, no primeiro momento, o carro sobre a moto, ela estava errada e poderia, sim, ter causado um acidente. Tá, beleza! Daí, o motoqueiro, em vez de agradecer a Deus por estar vivo e demonstrar sim, sua raiva pelo susto da fechada, segue a criatura I - a médica -, bate no vidro do carro e fala sabe lá o quê. Ele está errado por se vingar? Depende dos nossos valores, né, para emitir julgamento DE VALOR. Eu, pensaria - aliás, eu PENSO e AJO assim, pois também dirijo e trafego nesse trânsito cão dos grandes centros urbanos do nosso país, com buracos na pista, falta de sinalização adequada, pouca iluminação em muitos lugares, etc - assim: "Vá-te a merda! Mas, deixa para lá! Graças a Deus estou viva e sem nenhuma baixa!". Isso me impede de sentir aquele ódio que sobe "pelas ventas" e o orgulho ferido por dirigir direitinho e me aparece uma pessoa dessas para jogar o carro em cima de mim? Pois é, bem que dizem que dois erros não fazem um acerto. Ela errou, primeiro, pela alegada falta de atenção no trânsito, fechando a moto, ele errou em persegui-la, ela errou em persegui-lo e ambos pagaram um preço muito alto nesse efeito cascata de tensão e terror. Ninguém pense que vai ser fácil para a médica. Muito menos para a família dela. Com relação à famílias dos jovens, nem se fala... Mas, assumirmos o papel de justiceiros não fará justiça. Justiça seja feita... o que imperou aí, ao meu ver, foram dias de fúria das duas partes. Reféns do medo, da tensão, da angustia que impera nos dias atuais. 

Por isso que afirmei, desde o início, não quero ser entendia, quero entender, quer questionar e refletir. Por quê? Porque isso envolve a todos nós. Somos vítimas de um mal coletivo, o assombro em excesso, que vem minando as nossas esperanças e que vem como consequência da apropriação indevida do sensacionalismos nos veículos de comunicação e de tudo que está ao nosso redor. 

Pois bem, o que levou cada um a agir como agiu? Tudo poderá explicar, volto a enfatizar, mas nada justifica. Os fins justificam os meios? Ambos foram autores, ambos assumiram o risco ao escolherem - e não me refiro na escolha como algo simples, considero nossas referências e tudo que nos cerca como fator de consideração ao se fazer determinada escolha, que pode ser um reflexo do medo ou uma fuga... enfim - determinadas atitudes de enfrentamento e de rivalidade. Ambos forma algozes e vítimas. 

Concordo que a justiça deverá agir, sim. Alegar hipervigilância para inocentá-la, ao meu ver, é muito pouco e muito vago... A mesma hipervigilância fez com que o motoqueiro tomasse susto e revidasse. Causa ou consequência? Se os jovens estivessem vivos, o leque se abriria mais e mais fatores seriam considerados. Quiçá fossem, até, condenados... Como vieram a óbito, a morte os inocentou... Volto a afirmar: para mim, ambos foram algozes e vítimas, não houve santo nem demônio, mas pessoas, humanos... emoção, reação.

Isso nos leva a refletir: em que mundo estamos? Em que mundo gostaríamos de estar? O que fazemos para colaborar com a construção desse mundo? Como agimos? Quais são os nossos valores? 

Pois é... o fato dessa história toda, incontestável, é que duas mortes aconteceram por conta de "banalidade", que não é tão banal assim, vista da ótica da complexidade do bombardeio que nos detonam a todo instante. Duas mortes, três vidas destroçadas diretamente e muitas outras indiretamente. 

No "salve-se quem puder" dos dias de hoje está a pergunta a resposta de para onde vai a nossa "civilização": CAOS. Está na hora da ordem se estabelecer. E, sério, cá entre nós, fazendo igual, com as mesmas atitudes, vamos mudar algo para melhor ou reforçar o pensamento de que "nada é tão ruim que não possa piorar"?

Façamos a nossa parte. Comecemos em nem julgar, nem condenar, mas questionar, observar, acolher, refletir, transformar o que somos, quem somos!

Meus sentimentos a todos os envolvidos diretamente na situação que, para nós, apenas um caso, para eles, a própria vida!

Pat Lins.

Quem tiver curiosidade, vale a pena assistir:


E, outra sugestão:



domingo, 16 de dezembro de 2012

O MEDO DO MEDO


O maior do medo do medo é deixar de existir. Se entendermos que nada temos a perder e enfrentarmos ele some! Aliás, pode até não sumir, mas, assumir que o temos e que, mesmo assim, não o queremos, também o afasta.

O maior medo do medo que temos é entendermos que, de fato, nada temos a temer...

Cada um tem o seu. É olhar e dar tchau! O medo fareja o medo a distância... 

O legal é que depois de enfrentarmos, ainda que ele esteja em nós, ele vai ficando pequenininho... até sumir, quando atingirmos o grau de maturidade e consciência de nós mesmos e do que precisamos cuidar em nós. 

Bom, eu penso que seja impossível conseguirmos identificar e superar TODOS os nossos medos, mas, um medo a menos é uma força a mais. Uma força a mais é um degrau acima! Cada degrau que subimos nos eleva a nós mesmos! Mais fortes, conseguimos ver melhor e viver melhor! Mais livres!

Pat Lins.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

"A ORIGEM DOS GUARDIÕES" - FILME


Gente, que filme lindo! Que mensagem profunda levemente passada sobre a importância de se assumir responsabilidades na vida, sobre a importância dos sonhos e sobre a importância de encarar o medo como única maneira de vencê-lo.

Os personagens são representações perfeitas das qualidades que almejamos e, ainda assim, cometem seus erros.

Uma parte - dentre diversas - que me chamou atenção é quando Jack Frost percebe que os "guardiões" que fazem tanto pelas crianças, mal têm "tempo" para lidar e estar com elas, como nós adultos. O interessante é que todos eles já foram "humanos" e "crianças humanas". E, numa determinada cena, todos ficam sem saber o que fazer diante de uma criança, Jack fala: "É só uma criança. Ninguém aqui sabe como lidar com uma criança? O que vocês fazem diariamente?" e Papai Noel responde: "Eu passo o ano inteiro preparando presentes para elas...". E fica no ar o "e ninguém tem tempo para acompanhar uma criança ou ver o que fazem e gostam...". Isso me lembrou a nós, mães e pais. A gente cresce e esquece que foi criança e, pior, a gente esquece de entender que para a criança tudo é só diversão e brincadeira e, dentro desse mundo lúdico é que vamos estabelecendo o limite diário de viver e honrar com os compromissos. Pior, passamos nosso tempo a reclamar da falta de tempo e nos dedicamos ao trabalho e estresse como detentores da maior parte do nosso tempo. E comprometemos os tempo com nossos filhos...  O Jack Frost se mantém com a mente e as atitudes infantis, egocêntrico, brincalhão, irresponsável... só quer se divertir. Durante a aventura ele vai  crescendo. Nessa cena, ele mostra que equilíbrio é saber se divertir na vida sem deixar de honrar nossos compromissos de "guardiões" de alguma criança.

Eu tenho uma amiga que me diz que limite faz parte da vida. Nós não temos que impor a uma criança, nós temos é que saber o que fazer, fazer e isso, por si só já estabelece o limite. Depois aprofundo mais sobre esse pensamento super bacana de uma pessoa admirável, que é Morgana Gazel.

Voltando ao filme, cada personagem vem como uma mensagem forte. Sandman - o guardião dos sonhos -, junto com a Fada do Dente - guardiã das lembranças -, remetem à importância de se entender que as lembranças - contidas nos dentes de leite, marco da passagem da nossa primeira infância para as mudanças que ficarão enraizadas - nos ajudam a crescer e que os sonhos nos levam ao futuro. Papai Noel nos faz entender a importância da fé, de se ver o bem em tudo e acreditar, acreditar e acreditar no melhor, sem limitar a imaginação. O Coelhão é fabuloso! Com aquele jeitão rude, mostra o lado de que até os destemidos temem algo. Ele teme o ar, o voar. Para ele tem que ser pé no chão. Ele fala de esperança. 

Jack Frost passa o filme a se questionar e nos levar a questão da descoberta e do quanto é importante sabermos quem fomos e como agimos para entrarmos no caminho de descobrirmos QUEM SOMOS. Como ele não tem lembranças, vive impulsiva e irresponsavelmente o presente, sem noção do que vem a ser responsabilidade pelos atos e suas consequências. Ele me lembra a cada um de nós, no processo de busca e ignorância e que, em determinados momentos da vida, somos chamados à responsabilidade.  Assim é esse ser encantador que nem sabe o que está buscando e não entende porque se sente tão só e ninguém o enxerga. 

Todos temos um bom motivo para estarmos aqui, vivos e vivendo. A importância de entendermos e conhecermos o nosso cerne, a parte mais íntima do nosso ser. Papai Noel adverte isso, quando mostra suas diversas facetas/personas numa diálogo/questionamento com Jack, para entender o que ele tem de especial para ser um "guardião". É preciso olhar para trás, olhar para nossa origem. Eu chamo isso de olhar a nossa essência, escutar a voz da alma, a voz interior. 

Muita coisa eu "viajei" no filme. Vi que o medo só entra através das nossas sombras. Ele domina porque tememos, inclusive, o medo de aceitarmos quem somos. Nem posso abrir muito o que percebi, senão, conto o filme. Deixa ele sair de cartaz que conto minhas viagens legais como mãe e como pessoa, antes de tudo. Mas, o poder do sonho foi fabuloso! E lembrar que alimentar a fé, a esperança, as boas lembranças da infância pode salvar o mundo das sombras que tentam imperar. Se houver uma "luzinha" em meio ao breu, uma única pessoa que acredite, essa pessoa pode levar luz aos demais. Isso me remeteu a Jesus. O filme não faz apologia religiosa, e chamam o que chamamos de Deus de "Homem da Lua", pois ele brilha em meio à escuridão - isso eu que entendi assim. Muito bacana porque mostra Papai Noel como um ex-humano que aceitou a sua "condição" - oriunda em seu cerne - de seguir servindo ao próximo com aquilo que tem em si de mais nobre: a força de sempre acreditar; o poder da fé inabalável! - Ops! Se é FÉ, deve ser inabalável... o que abala não é fé. Legal que mostra a importância de aceitarmos nossas "condições", nossas "missões" de Vida para, enfim, sermos felizes, mesmo diante da morte - o que aconteceu com cada um deles, até se tornarem "guardiões imortais". 

O filme fala de escolhas, de liberdade, de enfrentamento do medo como única maneira de vencermos, da importância de uma infância bem vivida, de tempo, de esperança, de fé, de lembranças e, acima de tudo, de sonhos! Ah, acima de tudo isso está o verdadeiro poder do AMOR. Todos os guardiões amam o que fazem. É como se só quando entendemos nossas missões de vida poderemos ser felizes e livres e essa liberdade é o AMOR a quem somos e ao próximo! É a CONSCIÊNCIA. 

Por isso que Sandman é o meu favorito! Ele me lembra um sábio: inteligente; poucas palavras - aliás, ele não fala, mas, se comunica muito bem, mostrando que comunicação é saber o que dizer e expressar; é forte, mas não quer ser conhecido por força bruta e sim por força moral e doçura natural de quem já viveu muito e já não tem mais as amarras da vaidade; destemido, sem ser arrogante. Ele é "na dele". Como todo sábio, suas mensagens são claras para quem tem capacidade de entender, por isso o mundo dos sonhos, porque ele nos fala de e para uma dimensão nossa que não temos "domínio": o inconsciente. Este é que tem mais consciência de quem somos do que supomos sermos... Ele sabe lutar, mas, só usa dessa luta física quando estritamente necessária. É a questão do discernimento que os sábios têm, porque sua natureza é pacífica. Ele desmistifica esse estigma de que todo "bonzinho" é "bobo" ou ingênuo - no sentido pejorativo de quem se deixa enganar. Ele nos mostra que os sonhos nunca morrem, ainda que os pesadelos dominem, é o campo dos sonhos, basta transformar aquele sonho ruim em bom. 

Ah, fiquei encantada com o filme. Cada mensagem me parecia tão clara que quase escutava as falas não faladas. 

O medo tem medo, também. Isso eu comecei a perceber recentemente, após  maternidade. O medo teme ter que se encarar e ver que ele não existe e não precisa existir. O medo teme sumir. Se não tememos, ele não existe. 

Pedro aplaudia muito as cenas onde o medo perdia espaço. Parece que ele se identificou muito com o Jack Frost. Imagino que seja essa busca de toda criança em ser aceita como é. Com o caminhar, Frost entende que limite é importante e amadurece com a ajuda da Fadinha do Dente e do Papai Noel. Ele descobre que mais vale a pena lutar por um amigo do que poupar a própria vida. O filme, ao meu ver, fala da nossa luta diária, da nossa vida, dos nossos dilemas, das nossas dificuldades e desafios... fala de batalhas, de perdas e de ganhos. Fala do viver!

Ah, esse filme é recomendadíssimo e sem efeitos colaterais ou problemas com superdosagens. Vou ver de novo. E quando sair o DVD, adquirir. Esse é o tipo de filme lúdico que fala com a alma. 

Um filme infantil para adulto ver! 

Pat Lins

domingo, 9 de setembro de 2012

"O QUE FAZEMOS NA VIDA, ECOA NA ETERNIDADE" - O Gladiador

APENAS PARA VER, OUVIR E REFLETIR!


Meu silêncio na ausência de palavras é por conta da profundidade desse vídeo e da mensagem verdadeira que me tocou!

Pat Lins.

quarta-feira, 14 de março de 2012

VONTADE DE SER FELIZ


Sei lá! Tem dias que penso que não vou suportar de pressão. Em época de crise, crie, né assim? Montamos uma empresa e vêm os medos: vai dar certo? Vamos vender, tudo? Bate uma aceleração mental e tudo vira, como num looping. Somado aos afazeres paralelos - filho, marido, voltar a estudar, planejar a colocação em prática de um sonho - em breve divido aqui - e tudo o mais, como contas a pagar e rotina em geral, em alguns momentos penso que não vou dar conta. Daí, nessas horas, venho aqui e me leio. Vejo o quanto já superei e relembro-me o que acredito e o que "tenho" que acreditar - risos. Respiro fundo. Dou uma paradinha. Repito para mim: "só temos duas opções, nadar ou morrer...". Ai, meus braços! Ai, minhas pernas! Não sei o que seria de mim sem vocês. Nado, nado e nado. Olho para o céu e digo: a vida é uma linda poesia, mas, muitas vezes, uma poesia pesada. O que não deixa de ter sua beleza e seu porquê.

Nessas horas eu me lembro: eu tenho tanta vontade de ser feliz! - Ah, isso não me impede de explodir, de ter acessos de raiva, de me sentir para baixo... Hoje em dia, o diferencial está em ver e querer ver, mesmo que algo esteja tapando minha visão. Saber lidar com as emoções. É! Estou começando a aprender... tô no portão que dá acesso ao caminho que leva ao portãozinho de entrada do caminho para a felicidade! Já, já, no tempo certo, chego lá! Todos nós nascemos para isso, foi não?! Crisálida, minha gente! Crisálida! Eu quero sair da sala da ilusão... cansa, depois de tanto tempo. E, só saindo, entenderemos o que se chama Vida.

Poxa, que vontade de ser feliz!


Pat Lins.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O MEDO DO MEDO, DO MEDO, DO MEDO DE SER FELIZ

Recentemente, fiz uma escolha - mais uma. Ano passado, me permiti conhecer uma nova maneira de ver e viver o mundo e achei interessante. Muita coisa "batia", mas, muita coisa "não batia". O quê fazer, então? Viver mais um dilema ou tomar uma decisão? Escolhas. Faz tempo que a vida vem me ensinando que só existem esses caminhos: ou você escolhe e segue; ou você não escolhe e segue, resmungando.

Nessa escola que me permiti conhecer e conviver, reforçaram isso em mim: escolhas. 

A vida é feita de escolhas e não se limita a CERTO ou ERRADO - isso é mais medo do que escolha, é imposição. O medo de errar atrapalha a possibilidade de acertar e isso, é certo, com certeza. O medo que paralisa, impede a superação de um obstáculo.

Pois é, fui, escutei horrores de diversas pessoas para que eu não fosse, mas, continuei e gostei de ter ido e me permitido. Era o meu caminho. Não cabe mais em mim viver de achismo... Tem gente que gosta da gente e acha que deve nos proteger nos podando e nos privando, pelo medo, pela acomodação. Eu não descarto o amor dessas pessoas, mas, descarto seguir do mesmo jeito. Cada um deve ter seu próprio jeito. É contra isso que luto todos os dias: com o que me fizeram crescer acreditando, mesmo que eu não acreditasse em tudo, precisava agir concordando, afinal, era minha referência, meu mundo. Eu pensava que crescer era completar 18 anos e ser "de maior" e independente. Ninguém me ensinou que isso fazia parte de um processo e não de uma cena da "Sessão da Tarde", onde a gente passa por uma crise e na cena seguinte, até o final do filme, tudo muda para melhor rapidinho. Affff! Como eu assistia aquelas benditas sessões de "Sessão da Tarde" - risos. Ah, eu adimito, eu gostava, sim. Todo adolescente quer ser adulto e quando vê, já está na idade de ser adulto, daí, deseja voltar a ser criança. Somos muito estranhos, somos não?!

Minha "rebeldia" cedeu lugar para a acomodação, como diz Djavan, como "quando se tem o álibi de ter nascido ávido e convivido inválido, mesmo sem ter havido, havido". Meus sonhos possíveis, passaram a fazer parte dos sonhos utópicos de uma mente jovem e que "não sabe nada da vida". Uma parte de mim, a que eu tanto gostava - meu diferencial - ficou lá, naquele lugar que só quando a gente cai no mundo adulto da desilusão - porque me parece que é assim que os adultos querem que as crianças pensem como será a fase adulta,um mundo de problemas, sem cores e sem alegrias... Um adulto feliz é um adulto que não existe. Toda criança sonha em ser adulto, só para fazer o que acha ser tudo o que quer e que pode tudo... - ele passa a existir: o onde foi que eu me enterrei? Alguém já se deu o mínimo trabalho de pensar que respeitar a fase de cada criança é permitir que ela se frustre, se irrite por não conseguir algo, até entender que esforço, dedicação e disciplina são aliados perfeitos da vontade? Muita gente acha estranho, mas, tento fazer isso com meu filho. Lógico que meu lado carente e infantil, muitas vezes, me leva a fazer o que ele quer, porque um dia quis e não me deram. Vi que reclamo muito do que me pouparam de fazer. 

Um dia, a vida estava passeando e eu a chamei para prosear. Falamos de tanta coisa que nem sei se consigo de tudo recordar. Quando vi, ela já havia seguido. Apenas me disse que parou para aquela prosa porque estava na hora d´eu ir em busca dela e não deixá-la ir, sem, ao menos tentar. Perguntei, aos berros: TENTAR O QUÊ? TENTAR O QUÊ? TENTAR O QUÊ? Só depois da terceira vez que gritei, ela me respondeu: "viva-me, para descobrir!". Oxe! Me chateei horrores. Gritei para Deus: "é isso? Isso que o Senhor é? Um ser castigador, que não entende nada de comunicação onde uma comunicação eficaz é aquela em que o emissor fala e o receptor entende o que está sendo dito, como está sendo dito e que público-alvo é aquilo que estudamos para saber como cada grupo pensa e como ele é capaz de entender algo, para, assim poder atingí-lo?... É assim que se comunica. Mas, o Senhor tem aí os seus tais desígnios e a gente aqui que se exploda para entender algo que desde que fora criado fora criado de maneira inacessível para nós, humanos, mortais e imperfeitos!". Isso eu me lembro bem. 

Naquele momento, a vida piscou para mim e segurou uma lágrima que escorria pelo canto da minha boca. E se foi. Era isso? Secar uma lágrima que já havia caído? Preferia nem estar chorando. Debulhei-me em lágrimas. Lavei minha alma. Fiquei leve. De repente, Vida passou e me soprou nas narinas. Tomei um susto tão grande que caí no chão, molhada de lágrimas, de alma lavada e sem entender nada, mas, me sentia em boa companhia. Mesmo assim, eu não estava sozinha. Me abracei como quem abraça o pai - quando somos criança, tem coisa melhor do que ver seu pai com os braços abertos a te abraçar? Mesmo que ele nos lembre que "se não tivesse feito aquilo, não teria acontecido isso"... Se eu não tivesse arriscado, como saberia se iria cair? - e me levantei. Sozinha? Não, absolutamente! Comigo! Com minha Vida. Ela me trouxe de volta para ela, porque fui em sua busca. O sopro foi o sopro da Vida. Tive que aprender a respirar... me esforço todo dia, porque isso eu só aprendi agora, depois de muitos vícios da vida que cursamos. Fiz as pazes com Deus. Aliás, o Deus que conheci é um pouquinho diferente, Ele não se trata de um homem, não é humano; muito menos, cruel e castigador. Se Ele fala e eu não entendo, entendi que não muda muita coisa, eu sou uma poerinha, mesmo. Mesmo assim, tenho a importância de uma poerinha que precisa aprender muito e crescer. O melhor caminho, para mim, é seguir a Vida. Ela sabe de tanta coisa. Até do que eu nem sei, ainda. Ela é amiga-irmã do Tempo, outro aliado gente boa, demais! Ah, o tempo que a gente tanto diz que é curto e passa rápido é só a velocidade dele que nossa lerdeza e ignorância nos permite ver - ou sentir o vulto do que passou.

Vida me levantou e mesmo quando estou no processo de aprendizado e dor, ela está lá. Nunca me disse que seria fácil, ou rápido, muito menos, tudo de vez. Tempo é ótimo para me fazer lembrar disso tudo, no tempo certo.

Eu aprendi a me permitir. Meu exercício é parar de culpar - a mim e aos outros. Que mané culpa, que nada! Cada um nos dá aquilo que pode, que tem ou que quer. E a gente, idem. Li a frase de um amigo de infância e adolescência - esses ficam para a vida toda, mesmo que não nos vejamos com frequência -, Ernani, o velho Jacarandá, e ele dizia isso: 
"Estou constantemente a vasculhar meus pensamentos... A tentar ver algo que me faça mais feroz, mais ativo, mais e mais... Mas tenho me deparado com as nuvens da solidão, solidão essa que me redimo e não transfiro a culpa a ninguém, vivendo e sabendo da garantia do sol nascente no dia seguinte e da felicidade que me aguarda na próxima esquina... Sei que ela me aguarda...ERNANI ALCANTARA
Pois, bem, isso foi o que Vida me ensinou e ensina todo dia: o sol nasce, independente de mim. A gente cresce se dizendo adulto e se mantém egocêntrico, como uma criança. Felicidade é isso, entender que a vida é a Vida e nós é que temos que seguí-la, fazendo-a, ao mesmo tempo. A dualidade da Vida, para mim, não se limita aos certo, ao errado, ao bem, ao mal... mas, ao fato de fazer escolhas: ou vai, ou fica, sabe?! Tenho tido a oprtunidade de confrontar meus medos - nem todos, alguns, estão bem protegidos e não tenho força para encará-los - e me permitir. Aqueles que aprenderam a vida toda, apenas pelo medo e boca dos outros que cair dói, e vivem como a "Chapeuzinho Amarelo", do Chico Buarque, que, de tanto medo, nem dormia, com medo de pesadelo, perderam a oportunidade de sonhar e de levantar. Cair dói, mas, não tentar e achar que a vida é só um ensaio para a vida toda, perde a grande oportunidade de tentar e conseguir. Não falo fazer uma loucura desmedida... eu não suporto esse tipo de atitude, não dou conta. Aprendi a usar a escala de prioridades; ao risco calculado e a estar aberta, para caso o que tentei não dê certo e voltar a fazer. Ainda engatinho, dentro de alguns âmbitos de minha vida, me preparando e construindo a base no aqui e agora, para um amanhã melhor. 
Dentre as minhas escolhas, fiquei com a Escola da Vida. Saí de mais uma escola que me permiti conhecer, por mim mesma e com minhas percepções e que me ajudou muito - inclusive entender que nem tudo, nem ninguém é perfeito. Conheci pessoas maravilhosas, pensamentos muito diferentes dos meus, porém, me enriqueceram muito, justamente, por sair do lugar comum. Pense como se estivesse solto no espaço. O que é referência? O que é o lado certo? O que é em cima, embaixo...? Me lancei ao espaço de minha vida. Tive decepções por lá, também. Somos todos humanos. Condenei deveras meu ex-professor - que mesmo assim, em sua atitude grosseira, como ele mesmo se assume, mesmo naquela atitude, dele, me ensinou a melhor lição, a prática do que penso sobre "compreensão" - por sua posição superior, numa atitude arrogante e presunçosa, mas, também, por ser um homem inteligentíssimo, guerreiro, firme, seguro. Olha, eu morri de raiva. Na hora da raiva, minha ficha caiu e fechou o processo com a frase que citei sobre "aceitar o erro nos outros, porque sei que também erro", da Noemia. Mas, escolhi, sabe? Escolhi ir e conhecer. Escolhi ficar. Escolhi sair. Poxa, para mim, isso foi "supimpa!". Algumas pessoas me disseram: "eu disse que ali não prestava...". Como sabiam, se nem conhecciam? E presta, sim e muito, para quem quer continuar e acredita. As pessoas que lá estão são pessoas capazes de saber escolher, não são cabeças ocas, pelo contrário, são pessoas muito inteligentes, legais e escolheram seguir, porque se identificaram. E a isso eu respeito: às escolhas conscientes. Diferente de minha diarista que me diz: "está escrito na Bíblia, a senhora pode ler..." e nem ela sabe ler, porque é analfabeta de pai e mãe. 
Daí, uma outra pessoa especial, jovem e com uma cabeça muito bacana, além de uma Artista taletosíssima, que conheci nesse mundo - Catharina Gonzaga, escreve:
"Nós deveríamos estar sempre nos dando a chance de conhecer outras formas de viver, outras crenças, outras visões, outras religiões, outras ciências, outras artes, outras formas políticas, outros povos, outras épocas, outras versões da história, outros MUNDOS... Pois, pior do que pensar que o 'seu' mundo é o 'certo', é nem buscar saber o que é certo e o que é errado... e simplesmente achar que o 'seu' mundo, seja ele o que for, é 'suficiente', se deixando acomodar dentro dessa ínfima parcela de vida que nos apresentaram. Deveríamos lembrar diariamente que isso aqui é só um cantinho da caverna."

"Há tanta VIDA lá fora..."
E é verdade! Há tanta vida na Vida e é só viver. Se permitir. Infelizmente, eu não me identifiquei o suficiente para continuar. Prezo por outro tipo de liberdade. Um grande aprendizado que tive é que não condeno, nem julgo quem fica, quem sai. Há tanta vida lá fora, aqui dentro, lá dentro, aculá... em todas as direções, em todo e qualquer lugar. Só precisamos encontrar a nossa. A de verdade. Depois que perdi o medo do medo de ser feliz, tenho me permitido ser mais eu e isso tem sido tão bom. Isso não me torna perfeita, nem serena, nem muito diferente do que sou, apenas, me permite conhecer mais sobre o que tinha curiosidade. Nunca provei drogas. Não curto, nem nunca tive curiosidade. Nem cigarro. Mas, tinha curiosidade de saber o gosto de uma cerveja. Provei e não gostei. Não bebo. Escolha. Prefiro outras bebidas. Escolhas. Gostos. Características pessoais. Eu.
Pelo medo dos outros desenvolvi muitos dos meus. Pelo medo de magoar, esqueci como ultrapassar; pelo medo de não ser aceita, me tornei quase normal - argh! -  e pelo medo, do medo, do medo, do medo de ser feliz, me tornei um arremedo de medo. A única maneira de perder e vencer um medo é enfrentando-o... meu Deus, um dia terei que encarar um sapo? Bom, ao menos eu sei e acredito muito nisso, de que somos demanda demais para resolvermos tudo de uma vez só... deixa o sapo para a hora dele, né?
A gente se priva demais por medo. Isso pode custar a nossa felicidade. Se bem soubéssemos, não colocaríamos certas condições aos outros, como o que achamos como verdade universal. Tipo: "filho, isso é errado". Eu vivo falando isso para o meu. Aos poucos, substituo por: "filho, você acha que foi uma cosia bacana isso que você fez? Foi uma atitude bonita? Um menino inteligente faz isso?" para que ele reflita e sinta que ele, sim, é responsável por suas ações e consequências. O medo da frustração é que a traz e a instala em nossas vidas, como grilhões de uma eternidade fadada ao caos como sendo uma vida... o medo de viver nos faz, no mínimo, pequenos, diante de toda uma grandiosidade inexplorada, "impermitida" - Marcos e Ciça, lembrei de vocês, que sempre preceberam meus loucos neologismos. Já pensou se a mãe de Deus - nossa, desde criança eu me pergunto: quem é a mãe de Deus? - dissesse para Ele: "não cria a Via Láctea, não, vai ser um erro... Pelo menos, não cria o Planeta Terra, vai ter um monte de gente para dar trabalho em crescer..."? Uma mãe pode ser um perigo, viu, se não souber lidar consigo mesma. Eu sou um perigo! Ao menos, falo para meu filho: 'não sou perfeita, mas, sou sua mãe e você é pequeno. Goste ou não, é assim que sei agir. Quando crescer, você faz o que acreditar ser melhor.". Ah, vai saber o que é certo ou errado? Cada um tem sua maneira de ver as coisas. E têm cada maneira tosca, que Deusmelivre!
 Arriscar não é ser irresponsável, tá? Há uma grande diferença aí e uma coisa que a gente nem sempre sabe: o que é ser responsável, mesmo?
 De tudo isso, o que queria mesmo dizer é que não dá para ser feliz enquanto: deixarmos que a opinião dos outros seja mais importante do que a nossa - e isso, não quer dizer deixar de amar a essa pessoa... impressionante como fazem essa mistureba doida de que discordar é não gostar e a gente leva como verdade única -; deixar de viver o que sente afinidade por medo de magoar quem não acredita e passar a vida toda magoado e, quando Vida diz "oi!" e tudo que não deveria ser cai terra abaixo a gente descarrega toda a carga de culpa na pessoa, em vez de assumir que poderia e ainda pode fazer diferente, pois, a única pessoa que pode decidir por nós, somos nós e não as nozes; continuarmos alegando e propagando que compreender é fazer justiça com as próprias mãos... desrespeitando o direito dos outros de pensarem e agirem diferente; deixar que invadam nosso espaço pessoal, por medo de dizer "não" e magoar a pessoa que está nos magoando, por não respeitar nosso espaço e nossa maneira de ser e agir...; nos fecharmos como ostras coladas com superbonder e fincarmos o facão no pé de "jacarandá rei" - ou era jequitibá? - e viver a vida querendo ser eterno, e eternamente brigando com aquilo que vem nos ensinar algo... ainda que toruoso... tem horas que piro com Deus, mas, fazer o quê? Ele é O cara, né? Tem lições que são pesadas, viu?; ah, tem muita coisa que nos leva para caminhos bem distantes do que deveríamos seguir e voltar tudo dá um trabalhão danado, mas, seguir em frente, sabendo que está fugindo deve ser tão louco que é por isso que o mundo está como está, todo mundo correndo na direção contrária, por medo de ser feliz. Também, nos ensinam desde cedo que "Desconfie. Se vier algo bom e de graça, não é coisa boa!". A gente precisa investigar, averiguar... desconfiar é duvidar de algo que pode ser, como pode não ser. Como saber? Investigando. Como viver? Vivendo. Como ser feliz? Aprendendo, construindo e plantando a felicidade. E como saber se o que eu falo aqui é verdade? Não vai... é o meu caminho, o meu caminhar. Dá certo para mim e nem eu me fecho apenas nisso. 

Se Michel Teló ganhou o mundo com "ai se eu te pego..." a gente bem que poderia entender que na vida, aquilo que não mata, engorda e faz crescer. Aí, ó, eu digo: "ai, delícia, assim você me mata. Ai se eu te pego. Ai, ai se eu te pego..." E a vida é uma delícia! Melhor viver do que morrer estagnado. Né, não, é? Hum!
Vou com o saudoso Nelson Gonçalves "vou indo, caminhando sem saber onde chegar, quem sabe na volta te encontre no mesmo lugar..." (trecho de "Caminhemos", de Herivelto Martins, belissimamente interpretada pelo Nelson Gonçalves). Eu prefiro encontrar essas pessoas caminhando, também. Ah, eis a música abaixo, para quem não conhece. Sim, não estou me referindo a relação amorosa, mas, a relação amorosa com a Vida!
Tenho que parar... quando começo a escrever não quero mais parar. Uma coisa puxa outra e vai puxando e puxando... quando vejo, já fui e voltei dezenas de vezes...
Se a vida parar para prosear e te der a chance de fazer escolha, faça. Você pdoerá fazer outras ao longo dela. Só não escolha, pelo amor de Deus, por aquilo que atente contra a integridade física ou moral de alguém! Isso não é escolha, ao menos, não se trata de uma boa escolha. A escolha é individual, para a vida de cada um. Nada de tentar fazer escolhas para a vida alheia. "Cada um com que cada um, deixa o cada um dos outros" - como diz o Zeca Pagodinho.
Beijos,
Pat Lins.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

SEM ATRASO. NA HORA CERTA!


Engraçado que é até fácil compreender - ou começar a - que tudo tem seu tempo. E o mais engraçado é que a gente tem uma imensa dificuldade para aceitar que tudo tem seu tempo...

Ontem, do nada, em meio a uns pensamentos para superar um obstáculo enorme que me coloco - voltar a dirigir - eu pensava: "tanto tempo para voltar, agora, tenho que voltar de qualquer jeito... Antes tarde do que nunca" e me veio a mente: "NÃO HÁ ATRASO. TUDO NO TEMPO CERTO!" Foi quando vi que por mais que eu fale e acredite que tudo tem seu tempo, essa condição ainda não me foi internalizada. Ainda quero segurar o tempo com minhas unhas...

Comecei e me "tocar" de que toda religião ou doutrina religiosa considera certo o fato de que todos temos um propósito, uma missão aqui - na Terra; na vida... cada um coloca o termo mais apropriado - só que, todos nós vivemos na correria. Impressionante: muitas pessoas que conheço e que também falam isso para mim, também têm sua pontinha de desconfiança o que caracteriza um leve deslize na fé. Como me dizer - ou eu me dizer - que "não cai uma folha da árvore se Deus não permitir..." se vivemos arrancando as folhas? E aí, eis que me surge outra dúvida: só devemos esperar a folha cair ou podemor arrancar? Porque, ficar só esperando cai em outra contradição humana: "não devemos ficar parados esperando que caia do céu..." - risos.

O que percebo é que confundimos tudo por medo de seguir em frente. Temos medo de sermos felizes. Esperar o tempo certo, para mim, quer dizer: fazer o que está ao seu alcance, seguindo e fazendo o que ocorrer no dia a dia e ir se trabalhando para "chegar lá" mais bem preparado. Ou melhor, não existe isso de  chegar ao final para "chegar lá", o chegar lá é o caminhar. Quando escutei o comentário de uma pessoa, que início e finalidade estão interligados e são a mesma coisa, estranhei... Fui para minha vida. Está aqui, comigo: se para tudo tem um início e um fim, mas, não existe uma reta unindo os dois pontos, então, não são pontos separados. Ou seja, andamos em círculos. Daí, vim entender, do meu modo grotesco que isso é o que vem a ser ciclo. Quando aceitarmos e assimilarmos que nosso propósito é ser feliz e ter êxito em nossa busca de nós mesmos para encontrarmos, assim, o que está dentro de nós a vida inteira, quebramos esse ciclo e entramos numa linha reta - que vem com um novo ciclo e daí seguimos rodando para a frente.

Sobre ser feliz, assistindo "A Grande Família", ontem, na TV, me emocionei quando Lineu descobriu que o pai havia mentido para ele e que sua relação com a mãe poderia ter sido melhor. O que me emocionou foi ver que a mãe, uma mulher que carregava em si um sonho, uma vontade enorme de viver seu talento, abriu mão de tudo aquilo que nos impõem acreditar ser o ideal de felicidade: casar e ter filhos. Isso é uma vida honrada. Mas, a severidade do pai só denotava sua fraqueza, fragilidade e medo. Como consequência, afastou o filho da mãe para puní-la. Punindo o menino, também. Ele teve medo de ser feliz e se prendeu a felicidade "ideal" que nossa sociedade hipócrita e demagoga impõe. Ela, seguiu seu sonho, mesmo assim, não conseguia ser plenamente feliz. Faltava um pedaço do qual abriu mão, pela felicidade dele... O que senti em minhas entranhas foi o quanto não sabemos ser feliz e como nos foi ensinado e condicionado que uma felicidade pode equivaler a infelicidade de alguém e o caminho para a felicidade passa a ser um caminho errado, com culpa, com arrependimentos e com "se's" sem fim: "se eu tivesse ficado"; "se eu não tivesse seguido...". Quero saber quem foi o primeiro infeliz que plantou e regou essa semente e quem foi que cuidou dessa árvore infeliz da infelicidade imperante e permitiu que desse frutos? Pior, quem distribuiu esses frutos? Bom, deu certo! Se espalhou e hoje vivemos sendo o que não somos, sem saber aonde queremos chegar de fato! 

Como saber o que é SER FELIZ, se a maioria dos seres humanos não sabem o que vem a ser e temem esse estado de espírito? Todos nascemos para sermos felizes? E o aqui e agora de luta diária em querer ser feliz e lutar para alcançar esse estado que todos temos dentro de nós, mas, tantos fatores nos fazem esquecer. O aqui e agora é agora. Se eu sou plenamente feliz? Não. Tenho alegrias e tristezas como qualquer pessoa. Busco a cada dia fazer algo, por menor que seja, para alimentar esse estado de espírito em embate comigo mesma. Eu não alcancei esse estado de paz interior que me permita alcançar o estado de plenitude. Não nos enganemos, para ser feliz, de verdade, o caminho é o amor! E, se não sabemos o que vem a ser amor, imagine suas ramificações? 

É, ainta temos muito para aprender e apreender. Só falta começar a disfazer as máscaras que nos impuseram desde muito tempo. Não é fácil, não. É simples. O que é exigido são atitudes simples. Mas, fácil, né não. E isso lá é motivo para desistir de continuar? Grito, esbravejo, falo mais do que faço... mas, sigo, faz parte da minha falta de paz e conhecimento suficiente... essa ainda é a maneira que guerreio comigo mesma e com o mundo externo. Aos poucos, com o passar do tempo isso vai mudando e vou entrando em sintonia comigo mesmo, com a Patricia que sou, aliás, com o ser que sou. Não quero me dedicar ao tempo cronológico como guia, mas, também, não posso fingir que ele não existe e que tem sua importância. Seguir é isso: ir vendo, enxergando, sentindo, refletindo e se preparando para a ação e transformação. Em "Paz Guerreira" vi isso no personagem principal. A gente sente que ele amadurece sem espalhar aos quatro ventos que amadureceu, que mudou, que cresceu. Ele apenas se torna quem ele é. E, na "A Grande Família" estava a mesma mensagem para superar o medo que Kadriel - personagem principal do livro "Paz Guerreira" - descobre na prática: "não há como perder o medo, senão o enfrentando!". Enfrentemos nossos medos. Fácil? Quem está falando em facilidade, aqui? Eu preciso enxergar as possibilidades e enfrentar o medo é possível, ainda que doloroso e cansativo.

Bom, toda hora é hora de alguma coisa. Feliz aquele que alcança esse estado e serve de exemplo vivo e real para que outro seja motivado. Somos ou não um conjunto? 

Vamos sim, deixar um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores neste mundo - a começar por nós, filhos do mundo! Sem atraso, na hora certa esse tempo chegará - afinal, já é: cada segundo faz parte desse todo. Cada instante em que fazemos um movimento, entramos no caminho ao tempo certo e, cada esforço, cada vontade de superar os desafios nos mantém nesse caminho e nos leva adiante. Do mesmo jeito que as sementes da infelicidade imperante e operante foram planatadas, germinaram e se espalharam os frutos, as da felicidade real e consciente também são possíveis de germinar. Basta plantarmos, regarmos e cuidarmos que ao seu tempo dá. Só precisamos começar e continuar, um passo de cada vez. Eu só quero é ser feliz e mais nada! Ops! E tudo mais que vem junto e que é juntado no caminho, ou alguém pensa que chegará de mãos vazias no final da jornada? A questão é que carregaremos tanta coisa! Tanta coisa que não pesa, pelo contrário, nos eleva!

Pat Lins.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"AGRADEÇO POR NÃO TER ACONTECIDO O PIOR..."

Você já percebeu o quanto agradecemos pelo "pior" não ter acontecido? Não podemos simplesmente agradecer por algo ter dado certo?

Por exemplo: fui assaltada no ônibus, voltando do trabalho - eu e todos os passageiros. Todos nós pedíamos a Deus proteção, para que algo PIOR não acontecesse. Pior que existe coisa pior, sim. Alguém poderia sair fisicamente machucado. Mas, os "profissionais" do crime, hoje, são mais "competentes", eles não têm a intensão de matar, em princípio, como um dele falou calma e mansamente: é só fazer o que eles mandam e não esconder nada que ninguém se machuca. E, dentro dessa organização criminal, coeficiente de eficiência é um "roubo" na paz. Também, a exemplo do que vem de cima, de quem nos governa, que nos roubam sorrindo... Pois sim, finalizada a parte do terror - o ápice da cena - hora de agradecer por estar vivo. Hora de agradecer pelo que não aconteceu. Hora de pedir forças, para aguentar escutar toda espécie de consolo. Engraçado, é ter que escutar: "ao menos, não aconteceu nada". Defina "nada". Como não aconteceu nada? Fomos assaltados! Isso, por si só, já é uma coisa. Mais ou menos "certo" está quem diz: "nada de pior". Porque escutar que "nada grave" aconteceu é ofensa. O terror que vivemos; a angústia; a descarga de medo; a raiva... tanta emoção ruim explodindo - na verdade, implodindo, porque não nos era permitido extravasar - de uma só vez. Como ser equilibrado e superior, apenas sentindo coisas boas? Eu fui buscar, à base de muito esforço, pensar em coisas boas e manter a fé de que aquilo tudo iria passar, mas, até então, tudo aquilo era o presente - inacreditável, mas, presente. ESFORÇO. Para sermos felizes, muito ESFORÇO.

Ah, nessas horas, também, ouve-se de um tudo. me disseram assim: "mas, também, o que é que você queria? Andando com celular num ônibus?"... Onde está o "erro"? Em estar com celular, ou, no bandido? Certo, é real: bandidos existem. Me diga, quem não tinha um celular ali? A origem do assalto não foi o meu celular. Foi a "necessidade" de um grupo de marginais - ou, "profissionais", como eles se intitulam - de levar aquilo que não lhes pertence e, sabendo-se da realidade atual, todo mundo tem um celular. Eles fizeram minha colega abrir a bolsa e pediram o dela. Enfiaram a mão na calça de outra mulher, que estava em pé, e pegaram o celular que ela "escondia", dentro da calça... Eles queriam roubar. Não fui eu, nem os outros passageiros que estávamos com uma seta sinalizando: "me assalte". Eles queriam assaltar e pronto. Eles roubaram dinheiro, celular e alianças. E aí, estava errada, também, por estar usando a minha? Nessas horas, que precisamos de apoio, ainda encontramos "juízes", viu?! Mas, apesar de me irritar profundamente com esses ataques, já entendi, da pior maneira, que o ser humano é cruel! Nós somos cruéis. Nas piores crises de minha vida, me deparei com apoios e julgamentos. O que aprendi a fazer? Me apoiar nos apoios, porque, no limite das forças, ainda ter que lidar com os comentários infelizes dessa galera que "sempre tem razão", provavelmente, porque nunca erram... é demais, viu?! E aí, a gente que é vítma, passa a ser agressor, porque não é tpda hora que minha língua consegue se segurar e rebater esses ataques dos "amigos". Para piorar, eu saio como "estressada" ou "sem humor", por não aceitar seus "apoios". Será que cada um de nós não pode se esforçar para ser um pouquinho melhor e parar de dar "pitacos" nas horas impróprias? Depois de ter vivido o inferno que vivi, escutar dizer: "também, você estava com celular queria o quê?"... Queria, com o sem celular, ter seguido meus planos, como todos ali, de entrar num ônibus e ir para casa. Seria demais? Tem algo de extraordinário aí? E quando uma pessoa é "abordada" dentro dos seu carro, ou, dentro de sua casa, era por quê? "Também, dentro de um carro, queria o quê?" ou "Também, dentro de sua própria casa, queria o quê?". Gente, falta bom senso, hein?! Comentários e comentários. Imagino o após ter escutado isso o quanto não rendeu o "também, você estava com celular queria o quê?". Uma necessidade de se culpar alguém. A culpa é de tanta coisa... da falta de emprego, de qualidade de vida, da fome, da miséria... Sem considerar da essência humana... Enfim, é tão difícil tecermos comentários - até a maneira de pensar - menos grotescas e cruéis? Será que podemos ser mais solidários e com bom senso? Ninguém pede para ser assaltado. Eu não estava com um celular caro; muito menos, vacilando... Eu estava num ônibus, voltando para casa, com meus pertences básicos, onde, o celular estava incluso. Levo apenas o RG e dinheiro da passagem e almoço. O que mais precisamos deixar de levar concosco? Eu agradeço de verdade aos que me deram apoio, porque os que vieram com esses comentários, só posso agradecer por não ter acontecido coisa pior... Sei lá, seguindo a linha da falta de raciocínio, poderiam me dizer: "também, você saiu de casa...". Às vezes, quem quer nos dar apoio, precisa de mais apoio de que nós.


Precisamos agradecer, cada vez que após um ESFORÇO, alcançamos o êxito de ter nos permitido deixar passar. Eu deixei passar. Só que algo fica latejando e aquilo de pior que não aconteceu, não era a única coisa rium, na história. O que aconteceu, também foi ruim. O medo se instala. Mas, preciso lutar e me ESFORÇAR para superar mais uma dificuldade. Depois, agradecer, por ter superado. E se eu optasse por sucumbir ao desânimo? Estaria errada? Nos é furtado, até o direito de dizer: estou cansada com tanta dificuldade?! Bom, como sempre me falo: é uma questão de escolha. Eu continuo LUTANDO e me ESFORÇANDO para superar e encarar o medo. Preciso continuar trabalhando. Como não ficar desconfiada de tudo e de todos, na rua? Alguém me diz? Não me refiro ao esforço para superar isso. Enfrentando o medo e continuando a vida, já está incluso no pacote. Creio que seja absolutamente natural se sentir ameaçado. Eu, agora, não falo que escutei falar que as estradas estão perigosas, agora, eu sei! E não tem nada de bonitinho nisso. Não me levaram apenas o material, tiraram um pouco de minha paz de espírito, algo que já vem me custando esforço acima de minhas forças manter. O que eles levaram de material, se recupera, sem dor, alguma. Mas, o que eles levaram/deixaram no psicológico requer carinho e atenção. Não subestime a imagem e toda simbologia que vem junto de uma arma em sua direção. Essa parte do que não é visto ser retirado, parece que não existe, mas, é justamente o que vai fazer diferença. Assumir que saí machucada psicologicamente pode parecer meio óbvio, mas, ninguém aceita o que vem junto. De uma hora para outra, sinto tremores no corpo e preciso parar o que estiver fazendo, respirar fundo e elaborar: "o que está por trás desse nervoso?" , "já passou, Pat. Calma, já passou." ou "agora estou segura e protegida.". Alguém tem noção do que é isso? ESFORÇO. Dois amigos - dentre todos que ligaram preocupados e agradeço, de coração, o carinho - estavam "preocupados", porque imaginavam, que eu fosse deixar isso me dominar. E SE EU DEIXASSE? A gente precisa ser mais solidário de verdade! Onde que eu vou ligar para alguém e dizer um absurdo desses? Lógico que sei de pessoas que foram assaltadas e "superaram". Lógico! Tem gente que diz que superou, sabendo o desconforto que fica lá dentro. Atropela esse desconforto e diz ter "superado". Para mim, não é assim. A gente precisa ser mais honesto e permitir que passe, admitindo que existe algo fora do lugar. Provavelmente, para esses dois amigos, eu tenha "surpreendido", porque, mesmo com toda dor e todo desconforto, estou de pé. Claro, é minha vida e preciso lutar por ela! Só eu sei o quanto me custa e o quanto me incomoda escutar um "agradeça por algo pior não ter acontecido". Eu agradeço, porque algo pior não aconteceu, claro e lógico. Mas, queria agradecer mesmo, por nunca ter vivido aquilo. Bom, encarar a realidade é encarar que já aconteceu e pronto. Agora, pedir forças para continuar superando as lembranças, que volta e meia aparecem, mesmo que eu não tenha consciência de chamar essas imagens.

Ser equilibrado não é falar que é, é ser! Muita gente que me "consolou", cada um de acordo com seus conteúdos e/ou limitações, já vem com um julgamento e uma expectativa de como Patricia vai encarar. Eu vejo a fragilidade explícita de cada uma dessas pessoas. Suas dores e sonhos não vividos. Suas "superações" e suas "supostas" "superações" - que não passam de máscaras para si próprios, pois, por fora, "eu não me deixo mais abater por isso" e, por dentro, estão em busca de "tapa buracos" para suportar a dor do vazio de não ter aquilo que queriam e como queriam... Vai do esforço de cada um e do grau de honestidade consigo. É engraçado ver quem e como são as pessoas. Nos momentos de crise é que de fato conhecemos, né?! Como sei que eles são assim e que têm mais a oferecer do que o que expressam, dá para continuar convivendo. Penso que tanta gente está perdendo a dose e nem se dá conta. Nem por isso, deixam de ser legais. Essa é a diferença de como eu vejo e interajo com os outros: eu os vejo como são e me esforço para aceitá-los, como são. Isso não quer dizer que concorde ou discorde com suas atitudes, mas, que, mesmo sabendo que são como são, sei que são mais do que aquilo. Lógico que também julgo e crio expectativas. Mas, chega um momento, onde preciso me perguntar: "isso sou eu que quero ver assim, ou, é assim mesmo?"; "não está legal porque não está como eu quero?"... E, poir aí vai. É dureza, sim, ter que racionalizar o tempo inteiro. Mas, é assim que estabeleço meus critérios de quem eu quero ou não ao meu lado, convivendo comigo.

Tudo é ESFORÇO, desde que se seja admitido, antes, que não tem forças e não acredita naquilo, mas, há uma ponta de incômodo que pede que se faça algo para melhorar... Então: ESFORÇO.

Não quero mérito pelo meu ESFORÇO. Quero é ter momentos de paz por mais tempo. Nos últimos quatro anos, luto como quem está em guerra para não me tornar uma pessoa comum, como essas que a gente idolatra, sem perceber que são "zero" de coerência e pessoas vazias, sem objetivos maiores, além de ganhar dinheiro. Se bem que... Ai, como eu quero agradecer pelo dia que não precisar mais fazer contas para pagar as contas e, ainda assim, sobrar dinheiro para: colocar numa poupança, viajar, curtir...

Será que só existe coisa boa, depois de uma coisa ruim? Pelos consolos que venho escutando, o que fica é a "conformidade". Eu não quero ser conformada! Eu quero viver coisas melhores. Eu quero admitir que não estou gostando e me ESFORÇAR para encontrar, dentro de mim, sentido na situação e, diante disso, sim, despertar o desejo de ser melhor, mesmo, se o caminho for uma intempérie. É assim, vou tomar o assalto como exemplo de novo, por ser um fato forte e significativo, mais recente: durante a "abordagem", fiquei tensa, lógico. Já citei todas as emoções confusas e conturbadas que explodiram, implodindo, ao mesmo tempo. Pois, bem, mesmo me meio àquele "inferno" - que parecia não ter fim -, eu sabia que eu não tinha opção, a não ser, ficar quieta - externamente. Mas, e por dentro? Só quem poderia saber como estava por dentro, era eu, certo? Só eu sabia o quanto aquela descarga densa, pesada e condensada poderia me prejudicar, certo? Eu tive essa consciência, assim mesmo, naquele momento. A mim, cabia cuidar de mim. A mim cabia escolher como reagir, internamente. Mesmo me esforçando para pensar e acreditar que tudo aquilo iria terminar. Mesmo respirando fundo, para manter um minimo de calma interna - porque, externamente, estávamos todos "calmos", em nossa inércia... Prova do quanto definimos tudo errado. Pior, eu tento definir as emoções, mesmo sabendo que são indefiníveis, elas são para serem sentidas - havia uma descarga forte de negatividade - oriunda de um fato real e "negativo", vamos chamar assim. Pois, meu esforço sincero e honesto comigo era aceitar a realidade - por mais surreal que aparentasse - e acreditar que o desfecho poderia ser sem acidentes físicos. Sim, eu já considerava que aquilo, por si só, era algo ruim. Ao descer do ônibus, só queria deixar passar. e me esforço até hoje, para me lembrar que passou. Essa foi a diferença, eu estive ali. Eu estava ali o tempo inteiro. As reações precisavam ser "controladas". Eu tentava administrar a expectativa e a ansiedade. Era muita demanda para eu elaborar de vez e com tanta pressão e tensão. Meu esforço é em não negar a realidade, mas, mesmo discordando dela e como ela se apresenta, encontrar um caminho que me permita acreditar em ver algo "positivo". Meu maior esforço está em equilibrar as forças opostas, pelo meu próprio bem. Isso não quer dizer que alcance êxito assim, logo de cara. Isso quer dizer que me esforço em ter consciência, para, assim, buscar um meio de transformar. Essa sou eu, como me conheço. Se, externamente, não aparento, é porque ainda falta muito a ser transformado.

Agora, receber os "apoios" que recebi como "cuidado para não entrar numa nóia", de fato... Eu ainda preciso ter forças, além das forças, para entrar no esforço de compreender essas investidas... Mas, como tudo na vida é um ESFORÇO, né?! Compreender, não compreendo, não... Mas, estou me esforçando.

Agradeço a Deus por cada dia, mesmo com todos os obstáculos - eu não finjo que eles existem... meu esforço em lidar com mais naturalidade com eles - optar por como passar pelas intempéries da melhor e mais honesta maneira! Uma situação pesada, por si só já é ruim, se eu me entregar e aumentar o que já não é bom, pioro! Eu opto, a cada dia, me tornar alguém melhor. Mas, para isso, é preciso trer tempo a sós... coisa que não tenho. Minha realidade é, mesmo em meio às dificuldades, desejar e me empenhar em "crescer", custe o que custar. A vida segue. Mas, não quero seguir conformada. Quero seguir acreditando que eu posso fazer diferença, em minha vida! Faço alguns esforços pequenos que me ajudam, e muito: não assisto esses programas sensacionalistas - só existem porque têm audiência e, só têm audiência, porque há quem acredite que aquilo é a "pura verdade"...; não temo em desejar mais da vida, nem o seu melhor; agradeço por estar viva e poder mudar a maneira como sinto e interajo com a realidade. Eu só posso mudar a mim! Isso me ajuda a assumir minha responsabilidade pelo que acontece no âmbito social. O social é reflexo de vários individuais ou é o social que determina o individual? Então, se cada um de nós, se entregar ao melhor que há em si, aceitando o que há de pior e se esforçando para levar luz, através da consciência, de que todos nós temos um lado sombrio, podemos mudar o externo. E, se o externo for mudado, através de pequenas atitudes internas e individuais, naturalmente, o externo que volta para dentro será algo mais positivo e, sendo assim, criamos um círculo virtuoso. A gente não é forte, de verdade, pelo que aparenta... é muito fácil aparentar... A gente é forte por aquilo que temos firmes dentro de nós; pelos bons valores que colocamos em prática; por atitudes coerentes... Nada de dizer que é bom, amigo e compreensivo se já ergue a mão para levantar quem está caído com palavras e pensamentos de condenação e julgamento. A gente pode ser melhor e agaradecer por dar o que há de melhor dentro de cada um de nós. Ser forte é reconhecer-se pequeno e frágil, mas, disposto a se esforçar para ser melhor. Para tudo, respeito ao tempo. Ao seu tempo. Cada um tem um tempo, um ritmo... Como diz Einstein, "o tempo é relativo". Vamos romper com essa visão única e cartesiana de que tempo é algo mensurável, apenas por anos, dias, mês, semana, horas, minutos, segundos e suas frações... Tempo é algo que a gente não sabe explicar, muito menos, controlar. Podemos, sim, administrar nossa realidade nesse espaço de tempo.

Beijos, revoltados, porém, num esforço tremendo para ser melhor e fazer minha parte em

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,

Pat Lins.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

E, DE REPENTE: O MEDO, A ESPERANÇA E A FÉ...

E, de repente: o medo, a esperança e a fé de que tudo aquilo iria passar. Minha dúvida originava-se e finalizava-se num único instante e sem movimento. Tudo era medo. Revolta. Impotência. Emoções confusas. A razão servia para dizer: "calma! Mantenha a calma.". Era a única coisa a se fazer.

Dentro daquele ônibus, conversas soltas. Roncos. Risadas. Vento. De repente, um voz numa entonação diferente dava a "ordem": "PASSA TUDO! RÁPIDO! NÃO QUERO CARTEIRA, NEM DOCUMENTO DE NINGUÉM. SÓ QUERO CELULAR E DINHEIRO. RÁPIDO! RÁPIDO!". Levei alguns infinitos segundo para compreender que aquilo tudo era real! Que realidade doida! Mais parecia um pesadelo, daqueles que gritamos querendo acordar e não acordamos. Mas, de repente, num grito mudo da angústia e desespero contido, a gente acorda. E assim foi... Eles desceram.

Não. Não se trata de um filme, nem cena de novela. Trata-se do cotidiano mais comum e frequente, que, de tanto se repetir, passa a ser "esperado". Porém, mesmo sabendo-se que acontece a todo instante, a gente nunca acredita - ou, não deseja - que aconteça conosco. Eu vivi isso, ontem, na volta do trabalho. Sim, aquele que me faz feliz, por voltar a ter uma carteira assinada e um salário, ainda que pequeno, no final do mês. Ironia. Dualidade. Faz parte da vida... Coisas que parecem não fazer sentido, ditam o rumo e, quando nos damos conta, estamos lá.

No final da tarde de ontem, eu e mais um ônibus intermunicipal bastante cheio, fomos tomados de assalto. Quatro elementos entraram conosco na rodoviária. Seguiram viagem, em "paz" e, de repente: "passa o celular e dinheiro. Rápido! Rápido!..." Começa o tumulto e as mesma vozes e roncos transformam-se em mudez ensurdecedora de medo e impotencialidade. Tornamo-nos "nada". E ainda tivemos que escutar uma frase muito marcante: "...Anda, passa logo tudo! Eu tô aqui trabalhando, arrisacando minha vida... passa tudo."

Para piorar, um bandido "equilibrado", com voz mansa e serena, avisa para uma senhora, que chorava, num volume baixinho, em pé ao meu lado: "Calma, minha senhora! Não tem porquê ficar assim, não. Isso não é terrorismo, não. Só passar tudo, que todo mundo fica bem...". Poxa, que coisa linda. Olha, aquela situaação seria cômica, se não fosse trágica - pela tensão, porque, graças ao Pai, que fora clamado como nunca por todos os presentes, ninguém saiu ferido. Creia, fomos assaltados.

E uma parada num ponto de ônibus, à beira da estrada, nunca foi tão esperada. Parecia que o slow motion de todo o trajeto drástico congelava o ambiente e o frio se instalava, como o mais arrebatador dos invernos. Ali, compreendi, ainda mais, o que Einstein quis dizer, ao contradizer Newton, sobre a relatividade do tempo-espaço. Na verdade, não havia tempo. Tudo estava parado, exceto o ônibus em movimento, que, por mais que andasse, não chegava ao seu destino. Mas, qual destino era o mais esperado? Da descida dos elementos ou da rodoviária? A sensação era estranha. Aqueles gritos e aquela arma horrorosa, erguida a todo instante como troféu da desgraça alheia, nos lembrava quem estava no "comando" de nossas vidas e da imposição do terror, como clima.

Enfim, um sinal: "Deu, motor! Bora, bora, bora!" E, naquela parada, os corações voltaram a bater. Outros gritos ecoaram. Gritos contidos que necessitavam extravasar. Vísceras aflitas. Um alívio sem alívio. Que alívio, coisa nenhuma! Muita raiva e euforia tomou conta. A massa assustada e enfurecida, incapaz de recobrar razão e ordenação de idéias, gritavam com o motorista, após a descida dos meliantes, numa angústia só. Era preciso dar vazão ao acúmulo de emoções implodidas e misturadas. A massa queria descer, em qualquer lugar. Só queriam sair dali. Alguns poucos ficaram, firmes no propósito de recobrar o "juízo" até a parada final. Ali, vi o quanto somos "nada", sem a liberdade e as oportunidades. Durante o assalto, tínhamos duas opções: manter algo próximo a calma - e afirmando ser "calma", mesmo... - ou, sucumbir ao descontrole, o que seria como riscar um fósforo sobre pólvora... Ou seja, não tínhamos opção. Eles comandavam e faziam o que quisessem.

Naquela despedida, ninguém esperava nenhum: "tchau". Muito menos, abraço de despedida. Não havia dor naquela separação. A dor foi da convivência. Nunca escutei e falei tanto: "vão-se os anéis e ficam os dedos.". Literalmente, porque eles pegaram as alianças e anéis de ouro - até um de prata, recusado pelo "chefe" do bando, foi confiscado por outro integrante... E esse dito nunca foi tão real, em minha vida.

A sensação de uma arma, assim, bem pertinho de nossas cabeças, quase como um dedo a cutucar, é inexplicável. Até imaginar é difícil. Não sei descrever aquela sensação. Não era angústia, mas, parecia muito... só que era muito pior. Não era medo... Não era raiva... Era tudo junto e muito mais. Tantos trabalhadores ali. Tanta gente que opta por se manter gente, sendo vitmizado por animais primitivos e ediondos como aqueles que elagavam "estar trabalhando".

Mesmo em meio àquela distorção da realidade - sim, minha realidade vai além daquele episódio - havia um canto em paz, dentro de mim... O que o alimentava e o acendia, não sei falar, mas, ele estava ali. Uma voz interna bem legal me fazia companhia e eu gostava, porque aqueles elementos poderíam roubar tudo em mim, menos, o que trazia internamente. E eles não poderiam calar aquela voz firme e doce que me acalmava, repetindo inúmeras vezes: "tudo passa!". Eu não pensava, mas, uma espécie de pensamento se firmou em minha mente e acendi os holofotes em sua direção: "Já, já, isso tudo será passado". E, mais de meia hora depois, era. Não, eu não vi a minha vida passar pelos meus olhos. Não lamentava o que não havia feito. Não pensava: "ah, a gente reclama tanto da vida...". Naqueles instantes, eu só pensava no momento e ficar calma - se aquilo era calma... ou congelamento... - e, minhas forças permitiam que eu sentisse, quase vislumbrando, o fim daquele tormento. Pensava no prenste seguinte, que faria mais sentido. Aquilo tudo precisava se tornar passado e assumir o lugar de passado - algo que PASSOU! O tempo parecia ter perdido seu controle, mas, apenas parecia, porque tudo era questão de tempo.

De repente, o medo cedia espaço para uma esperança. Vi o quanto faz bem alimentá-la. Basta dar espaço que ela se manifesta e se instala. Naquele tumulto, clamava a dois tipos de fé: uma que me impunha e outra que trazia comigo e quase a sufoquei com o medo inicial. Orava e orava e orava. Aí, falava para Deus: "tô orando tudo errado, Pai... Não consigo seguir a ordem. Mas, o Senhor tá me ouvindo? O Senhor tá me entendendo? O Senhor tá aqui com todos nós? Pai, quero pedir paz, até para esses elementos, Pai, para que eles sigam seus caminhos e nos deixem livres e vivos. Jesus, nos socorre!". Pena que nenhum efeito, nem jogo de luz apareceu, mas, dentro de mim, aquela luzinha branca - que, agora compreendo ter sido cegueira de medo...risos - iluminava do meu olho para dentro, mesmo em meio à escuridão externa. Conseguia ver, sem enxergar nada. Foi até "engraçado" - se é que tem alguma graça nisso - que, no desespero contido, seguindo a voz de comando, sem encarar os sacanas dos bandidos, entregava meu celular e escutava "aqui, aqui" e, ao mesmo tempo, um tronco saindo da "reta" e repetindo: "não, dona, é para ele. Eu não sou bandido não..." Coitado, o bichinho, tão vítma quanto eu... Eu nem sei como eram. Nem o coitado para eum entregava o celular eu via... Só via troncos e membros estendidos por armas finas e compridas, como os dedos das "bruxas más" dos contos de fadas. As faces eram nuvens, de tão rápido que se mexiam. As vozes eram firmes, apesar de toda a tensão. Enfim, outro tempo se iniciava, sem nunca ter interrompido. Para mim, o tempo voltou andar. Aquele tempo, foi um acaso desagradável que não tem lugar definido. Aquele, foi um tempo a parte...

Enfim, o fim. Descer do ônibus era estranho. Todo mundo era suspeito. Eu e minha colega andamos de mãos dadas, tentando manter equilíbrio no desequilíbrio das pernas bambas.

Muita fúria, depois. Gritos e alegações de "direitos" e cobranças ao pobre coitado do motorista era o que mais escutava. Era um tal de "a gente tem direito..."; "a empresa deveria colocar um policial dentro dos ônibus"... Tentei imaginar um policial como escudo. Sim, porque para evitar que algo nos atingisse, só um escudo blindado. "Falta segurança" - gritaram. Nessas horas, todo mundo fez e aconteceu. Só não fez mais porque o resto se acovardou... A vida volta ao seu normal. Seres acéfalos usam sua reserva de inteligência para praticar um crime e utilizam-se de um discurso perfeito de pressão psicológica. Outros seres acéfalos, formando uma massa humana, corre desvairadamente, após a "finalização" daquela eternidade, sem rumo, só para sair daquele lugar, que, já estava livre dos homens - e uma mulher -  "maus". Outros seres acéfalos, utilizam-se da voz forte dos gritos massificados pelo coro de "a culpa é..." e "temos direito a...". E, eu e outros poucos, tentávamos racionalizar para buscarmos uma solução inexistente em meio àquela zona de loucura. No final, vi que somos todos loucos.

Me questiono, ainda mais, em se existe alguma medida de segurança eficaz, para conter os assaltos de toda e qualquer espécie. Será que, em vez de leis para isso e para aquilo, se o Governo baixasse a Lei Magna e a trouxesse a prática, onde TODOS TEREMOS DIREITO GARANTIDO A SAÚDE, EDUCAÇÃO E ALIMENTAÇÃO DIGNOS E DECENTES. TODOS TEMOS DIREITO NA PRÁTICA E NA REALIDADE COMUM A QUALIDADE DE VIDA. TODOS TEREMOS MORADIA DE QUALIDADE, SANEAMENTO BÁSICO... talvez, a desculpa de "roubar" não existisse. Nem entro na seara da essência humana... Aumentaria ainda mais este post. Para mim, mais do que gritar a toa, a gente poderia conversar mais e, à medida que tomamos mais consciência do poder das massas, com organização e objetivos bem definidos, poderíamos chegar próximo ao que conceituamos como CIDADANIA e CIVILIZAÇÃO. Mas, para isso, urge uma mudança cultural de padrão e comportamento muito grande. Definir e estabelecer SOCIEDADE como um corpo mais capacitado é fundamental. Mas, isso é outro questionamento muito profundo...

Fato é que há erro em todos os lados. Mas, a culpa é do Governo. E quem cobra dele? Quem fiscaliza? Quem de nós cumpre o papel de cidadão? A gente se mantém no papel de povo... aliás, de povão. Nada que um dia não seja capaz de mudar. Ai, que sonho de ver esse dia chegar.

O dia em que cada um de nós vai se empenhar mais em

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, começando por cada um de nós!

Pois é, vão-se os anéis, e, com sorte, ficam os dedos. E, acredite, a fé em algo bom, acima de todo tormento é algo que precisa ser mais cultivado.

Beijos,

Pat Lins.

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