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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

PRECE AO PAI



Prece ao Pai

Existem momentos que passamos por tanta dor, que a dor aumenta. Ter fé e vivê-la na prática, requer, de cada um de nós, mais do que simplesmente fé... Requer aceitação com fé ou fé na aceitação. Pois... Nem isso diminui a dor. Mas acalenta.

Me pergunto: ser acalentado para aceitar é ter fé?

Me respondo: como é! 

Suportar as mazelas humanas com pura aceitação, sentir e vivenciar o que aqui se vive... Tem maior prova de fé?


Peço ao Pai:

- Pai Eterno, Senhor e Criador de todo Universo, de todas as criaturas... Tende a verdadeira piedade de nós. Piedade, para a gente, tem como referência a nossa realidade. Então, nos capacita a Te compreender, a aceitar em verdade a Tua Verdade. Somos submetidos a essa Lei e nada sabemos dela. Independente do que penso e quero saber, dos meus questionamentos, peço a paz, a harmonia, o poder de viver em meio a dor, sem dor! Derrama sobre todos e cada um de nós, o Teu amor! Toca nossos corações com a Tua presença. Renova-nos em Tua Luz.

E assim, Pai, peço que olhe por nós. Olhe por cada um que ri, que chora, que sofre, que comemora. Olha, Pai! Olha por nós! Desperta em cada um de nós a sua centelha. Para que possamos aceitar em nós a fé. Para que possamos ser uma parte que seja a sua imagem e semelhança.

Desejo, Senhor, que derrame sobre cada um de nós, o Teu amor. Cuida de nós!

Gratidão por me escutar.

Gratidão por cuidar do meu coração.

Pat Lins
Imagem: Google Imagens - 200164952-001

sábado, 13 de junho de 2015

O COMEÇO DO COMEÇO

Imagem: Google Imagens
Acho interessante um monte de coisa... Mas, ultimamente,  tenho observado que o grau elevado de estresse tem levado um número maior de pessoas a buscarem a espiritualidade  - em diversas religiões,  tá?  Vamos quebrar o tabu com as palavras e como as recebemos,  pode ser?  Só um convite a "menos estresse,  mais consciência e boa vontade". Por um lado, coisa boa ver que estamos percebendo que só isso aqui, essa realidade tida como lógica  - e ilógica... - ou cientificamente comprovada,  não é suficiente.

Abrindo parêntese: entendo que foi uma questão histórica de mudança. Vivemos ciclos e ciclos. Foi o iluminismo,  depois o positivismo... E por aí vai. Cada demanda por mudança, uma luta... Entretanto, um radicalismo e um exagero. É ou não é? Faz parte da dualidade que nos submetemos,  de uma necessidade de ter que ter forças para romper com algo já "arquetipizado"... De abrir frente para o novo. Enfim.

Pois, essa busca tem um outro lado... Um apego a soluções mágicas. Isso me ocupa os pensamentos. Em vez de buscar a "luz" , vejo muita gente ficando cego, por querer olhar direto para o sol, assim que sai da caverna... Lembram da "caverna" de Platão?  Pois é... Temos muitas demandas até conseguirmos alcançar a tal iluminação divina. Mesmo assim, ainda somos centelhas Dele, O Pai; O Criador; Deus. Só que nos sujamos com tanto preconceito e idiotices  - perdoem-me,  mas não achei adjetivo que melhor descrevesse o que e o como penso...

Criamos, cada um de nós,  um campo de destruição,  dor e discórdia. Somos assim... Depois, nos decepcionamos com "Deus" , pois Ele não vai entrar em nossos joguinhos egocêntricos e alienados,  fanatizados pela insanidade de agir, fazer e pensar do mesmo jeito e exigir mudança... Fazer igual e esperar algo novo... Repetir, criar padrão e esperar,  esperar e esperar novidade...

Sendo assim, me pergunto:  buscamos o que?  O que queremos encontrar? O que é fé? O que é crença? O que é ideia fixa? O que é mania de perseguição?  O que queremos,  mesmo?  Quem sou eu?

Pois é... A luz acende,  mas as sombras se revelam. Quem cuida de iluminar as próprias sombras,  se só está vendo a sombra do outro?

Tudo começa com a pergunta certa. E : big bang! Fiat lux!

Mas tudo que começa é um começo. Começar,  iniciar. Todo começo tem um começo. Todo novo precisa começar. Tudo faz parte de um todo, de um processo de construção:  uma parte de cada vez. Evoluindo, ainda que não pareça, pois assim como a terra já se reconstruiu algumas vezes, o que está fora e obstruindo a evolução,  simplesmente,  como num passe de mágica, é destruído. Ou por uma explosão ou por um dilúvio ou por algo que venha dizimando tudo. Será que já não estamos nesse processo? Hum... Será?

Só para eu refletir,  mesmo. Espero que ninguém tente acompanhar esse pensamento.

Pat Lins


sábado, 25 de outubro de 2014

MENSAGEM DE DEUS

Clique na imagem para ler a mensagem! 

Deus sempre fala através dos nossos corações! Vamos nos sentir mais; vamos nos escutar mais, porque Ele está em nós!

É preciso sentir mais! Sentindo melhor, a gente sabe e age melhor, a gente pensa melhor! 

Pat Lins - apenas uma caminhante!

Foto: www.sxc.hu / Mensagem: Patricia Lins.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

IMPERFEIÇOAMENTO

Imagem: Frases de Renato Russo - Facebook

Ninguém precisa provar nada para ninguém, mas todo mundo espera que o outro te prove que "ele/a é..." e a gente fica sempre na posição ilusória restritiva de quem está acima de todos, porque somos tão temerosos em aceitarmos que sim, podemos ser perfeitos - considerando que somos a imagem e semelhança de Deus -, que não aceitamos aceitar que isso requer algum esforço..., inclusive, enxergar e lidar com as próprias imperfeições... assim, melhor ficar julgando e esperando ser julgado, pois desta maneira, ninguém avança e se sente divino por Natureza! 

Assim, morremos muito diferentes do que nascemos: emburrecemos ao longo da vida, nos imperfeiçoamos ao longo da jornada. 

A compreensão só dói naqueles que não se sentem dignos de se sentirem humanos... se deixam manter selvagens, atacando por se sentirem sempre sendo atacados.

Muito amor!

Pat Lins - emburrecida

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O AMOR É LIVRE E LIBERTADOR


O que me encanta? A liberdade de ser quem sou! A verdade.

Quem é livre e verdadeiro está protegido de todo e qualquer mal. Não que seja inatingível... Apenas, por não entrar na mesma sintonia. A pessoa livre, não é escrava de ninguém, nem de si mesmo, nem dos seus medos, nem da arrogância...

Ser doador de amor não culpa aqueles que não sabem amar. Apenas precisa lembrar: "você não tem que me usar, apenas peça e receberá!". 

A Vida é tão linda para perdermos tempo aprisionados ou aprisionando - o que dá no mesmo. Para aprisionar, antes, deve ser um prisioneiro da dor.

Livre sou! Live me faço! Ninguém tente me amarrar, porque, um dia, solto o nó, transformo em laço e, aí, você se verá ainda mais só!

Meu caminho eu que faço. Conduzida e guiada por Nosso Senhor, o Pai Celeste, Deus, O Grande Mistério! O Criador - que não criou a dor...

Aqueles que tentam me usar, acabam apenas recebendo um pouco daquilo que deixo escapar. Apenas um tudo de nada, do bem pouquinho que escoa pelo ar.

Aqueles que me encantam, me encantem com a Verdade; não fingem ou manipulam a própria imagem. Esses são meus pares: amigos, amados, alados. Esses, recebem o tudo que tenho para dar!

Não me escondo ou guardo nada. Me revelo em meu andar. Me revelo em meu olhar. Me revelo porque não me escondo. Não tenho medo de quem vai me atacar. Em minha defesa, a transparência: Eu Sou. Também não é para pegar. Apenas sou. Eu Sou!

Nada tenho de meu. Tudo Sou. Em meu todo, sou eu. O que tenho é nosso, do mundo, não meu! O que sou, é o que faço: doação de laço, com abraço, em cada passo que dou. Por onde vou, apenas sou EU.

Eu apenas amo, a vida que Sou. O que sou na vida. Apenas, amo, sem amo!

Amor é livre. Amor é libertador! Liberta, inclusive, a dor!

Quem sabe amar é livre para receber e doar! Dar! Não é troca, é entrega. Magia sem mágica, apenas energia que emana sua maior luz: dar sem nada em troca esperar!

Quem não sabe, é escravo de si e vive tentando aos outros escravizar..

Pat Lins - poetizando pensamentos; palavreando emoções.


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

DEUS É PAI, NÃO CARRASCO!


Deus, para mim, está no BEM. Não só na palavra, mas nas ações, acima de tudo! Mas, não é só lá, é em tudo que tenha o bem, o belo e o justo como base. Está no equilíbrio e no desequilíbrio, porque a vida é viver-se equilibrando e desequilibrando. 

Deus é bondade, sem arrogância; é beleza, sem vaidade; é justiça sem julgamento condenatório. Ele quer que aprendamos. Não quer nos punir, quer nos conduzir. 

O que chamamos de punição é apenas a consequência dos nossos maus passos - e leia-se "mau passo" como parte de quem tenta. Se não é, que não seja, alteremos a rota.

A gente precisa começar a assumir mais a responsabilidade pelos nossos atos, em vez de jogar tudo nas costas de Deus e do diabo... Interessante que a inspiração para parte dessa postagem veio de uma missa que fui, em homenagem aos 70 anos do tio do meu marido. Já havia escutado isso em outros lugares e palestras, mas vindo da igreja Católica me surpreendeu. Bom saber que as religiões estão elevando suas consciências, também. Que não seja apenas retórica.

Deus está dentro de cada um de nós: D EU S! 

Façamos melhor a nossa parte! Assim, sim, poderemos deixar um mundo melhor para os nossos filhos e filhos melhores nesse mundo!

Pat Lins.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

AJOELHA PARA REZAR E LEVANTA PARA ATACAR

Meu "caminho das pedras"
Conversando com mais uma nova amiga, constatamos o quanto algumas pessoas pensam que estar debaixo de um teto "sagrado" é a salvação em si... Ou, estar sob um teto religioso é o próprio religare.

Tem gente que nem sabe o que quer dizer "religare", nem o ato de se reconectar com a espiritualidade - seja através da religião que for -, onde o que conta é a ação, alinhada com a crença. É o reconectar com os bons e verdadeiros valores, com as virtudes. É estar em ligação e conexão com Deus, num alinhamento puro.

De nada adianta ir à igreja rezar/orar, se ajoelha, levanta, canta, se abraça e, assim que passa o culto, a missa, a reunião... já entra em estado de julgamento: "Nossa, você viu a roupa de fulaninha? A mesma da semana passada... será que não tem um dinheirinho para comprar roupa nova? Que deixe de comer...". Isso é fé? Isso é exercício de fé? Isso é prática de fé e devoção?

Pois bem... as pessoas não estão mais dispostas - aliás, deixe-me consertar a tempo: algumas muitas pessoas - ao ato de ser SOLIDÁRIO. Ninguém quer mais conversar, trocar... tudo deve caber em, no máximo, uma página de A4, com tudo corrido e muito "objetivo", como sinônimo de raso, superficial mesmo. Se houver interesse, aí, sim, se chama para uma "entrevista" mais "aprofundada", ainda que na beirinha, para não aprofundar muito. 

Ou, tudo deve caber em 144 caracteres ou 5 minutos de fala.

Onde vamos parar mesmo? Aonde queremos chegar?

As pessoas usam a força da união sem ponderação. Ninguém tenta fazer alerta, apenas se reune para expulsar e pronto, missão cumprida. Assim, para esses é Deus no céu e a justiça na terra.

A verdadeira imagem e semelhança com Deus, volto a falar, é com DEUS, com algo divino, algo acima de nós e da nossa capacidade limitada de entendimento. As pessoas abusam e colocam o contrário, colocam Deus à imagem e semelhança dos homens, e, pior, dos homens heteronormativos, preconceituosos e cruéis. Do mal, isso!

Assim, seguem essa deturpação. Assim, foi construído o mundo "civilizado" em que vivemos. Assim, sempre seremos os "mesmos", quase mesmos, porque a cada nova geração, um abalo se faz... E, pelo que vejo aqui em casa, esse abalo de agora veio para ficar e não vai aceitar ser enquadrado nesses rigores, não... 

Oremos, irmãos e irmãs, para o bem da nossa Terra. Oremos, para que o bem volte a ser o ar que respiramos! Rezemos pela paz! Meditemos nas sábias palavras de edificação de grandes guias espirituais, que, ainda que não sejam cristãos, pregam muito do que Cristo pregou. E, por falar em Cristo, como filho do Céu, que veio à Terra nos conduzir para e por um caminho e luz, quem deixou de pagar a conta de energia ou detonou esse blackout?! Quem nunca colaborou com o apagão que atire a primeira pedra. Nãoooo! Ninguém precisa atirar a primeira pedra. É só uma colocação retórica, afinal, quando Jesus fez essa colocação, Ele sabia que, por mais raivosas as pessoas naquele momento, havia uma base ética e moral para fazer a contrapartida. Hoje, o povo é tão cara de pau que atira a pedra, ri, insufla e, depois, vai para o bar beber e comentar: "Ha! Joguei duas pedras nuns mané, ali... O cara grita: 'quem não colaborou para a escuridão no mundo, atire a primeira pedra.', não contei até dois, 'rumei' uma no grandão de branco que queria ser Jesus e outra no otário que esqueceu de pagar a conta. Onde já se viu isso? Todo mundo tem problema. Ah! Vai encher a cara que é melhor. Coisa de querer acender luz de mundo! O mundo nem taí pra mim. Né, não?".

Pois é... essa "filosofia de boteco" e essas pregações falsas e desonestas que fazem por aí, faz isso: viva a estupidez humana! Viva o falar uma coisa e fazer outra. Viva a obra sem fé e a fé sem obra!

Fica o alerta - e isso, quero deixar claro, não está relacionado à religião alguma... até porque, eu não tenho religião. Tenho uma base religiosa "cristã aplicada", como prefiro chamar - de que A OBRA SEM FÉ É MORTA E A FÉ SEM OBRA É MORTA (Tiago 2). E aí, fazer só por fazer, sem um propósito maior, apenas ligado ao legado material? E o alegar acreditar, não confiar e nada fazer... do tipo: AJOELHA PARA REZAR E LEVANTA PARA ATACAR!

"Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e só assim poderás tirar o cisco do olho do teu irmão!", já nos disse Mateus 7:1-5.

Pois é, é isso! Reflitamos mais sobre nossas ações! Talvez doa, mas é melhor sentir a dor do expurgo do que morrer infectado pelo próprio veneno!

Que em 2014 a gente seja mais humano e menos "imagem e semelhança" de um Deus criado pelos homens para conter a "ira" de quem quer se conectar de maneira mais leve e edificante.

EM 2014 VAMOS FAZER MAIS O BEM! 
RECUPEREMOS A PUREZA DA CRIANÇA, QUE ACESSAREMOS O CAMINHO,  A VERDADE E A VIDA!

Pat Lins.

domingo, 8 de dezembro de 2013

MEUS AMIGOS SÃO, APENAS, SÃO: MEUS AMIGOS

Colisão de galáxias no Quinteto de Stephan
Meus amigos não têm cores, odores, sabores, credos, crenças, orientação sexual... meus amigos têm ALMA, CORAÇÃO, AMOR! MEUS AMIGOS SÃO, APENAS, SÃO: MEUS AMIGOS! 

Respeito todas as crenças, desde que as pessoas saibam e entendam que é a sua escolha única e individual e que o outro que escolhe outro caminho não é melhor, nem pior, nem bom, nem mau, cada um apenas é e faz o que lhe convier, desde que sinta o coração, não aquele que a gente sente bater, mas o que está batendo forte, dentro dele, dizendo: "eu sou a sua voz interior! eu sou o seu verdadeiro eu!". Quando esse bate, a gente sabe que está no lugar certo, na hora certa e tudo certo! A relação temporal no mesmo espaço físico é nossa, mas a relação temporal, esteja você lá, ou não, é infinita.

Todos os lugares que fui, frequentei, passei, vou, frequento, passo, irei, frequentarei, passarei, lá sempre serei EU, estarei EU. EU SOU EU!

Conheço, não por conhecer. Vou atrás do chamado da minha voz interior. Levei tempo para me aceitar como sou, para assumir quem sou e o que gosto de fazer... por medo. Medo de ser julgada. Mas, eu GOSTO, AMO, ADORO viver e cultuar a vida! 

Amo meus momentos em mim, com Deus Pai, com o Mestre Tempo, com a sábia VIDA - que me é tão amorosa, como com qualquer pessoa e, como toda mãe, muitas vezes precisa ser dura com o filho, para ser mais forte que o temperamento dele... - e com a minha querida mestre e mãe NATUREZA, que me mostra, o dia nascer, a chuva que cai, o sol que brilha, as ondas do mar e suas marés tão exatas e precisas, que basta parar e ver que não existe mistério nela, apenas ela é e a gente quer que ela seja como a gente quer... daí, nascem as nossas dificuldades: aceitação! Aceitar a si e ao outro. E aceitar que o outro, assim como eu, é outro eu, só que ele. 

Eu amo entender que não estou presa a um vaso hermeticamente fechado, porque o conhecimento, para mim, é algo a ser expandido e que surge - na verdade, ele já está ao nosso redor, mas, pensamos que ele surge... quando o acessamos - à medida que necessitamos seguir para uma nova etapa. Nunca me enquadrei em religião, mas sempre fui em busca de conhecer, conviver e me deixar sentir  A VIDA. Tenho todas em mim. Tenho EU em mim e DEUS tem EU dentro dele, nos lembrando que está dentro de nós, antes de tudo e de qualquer lugar que a gente vá.

Já faz tempo, percebo que as religiões sérias - aquelas que estão ali, por um ideal além do que se vê e comprova em ciência - têm tido a dignidade em afirmar que não é religião que salva ou muda a pessoa, e sim, a própria pessoa. Religião não é cura, mas pode ajudar e muito, para quem nela acreditar e se dedicar a seguir. Isso é crença, é credo, é afinidade! É estar num lugar onde EU me sinta bem e possa comungar com o meu EU interior, aquela essência que somos e que esquecemos à medida em que vamos crescendo...

Eu gosto de estar em minha igreja EU. Não por me sentir melhor, mas por me sentir em comunhão com DEUS em minha quietude, em meu caminho. Gosto de estar com algumas pessoas para celebrar a VIDA, no dia a dia, porque é aí que está o religare, no cotidiano, em cada acontecimento em em cada prova que nos levamos a enfrentar. O que procuro não está em religião, está no ato religioso de viver e crescer, de seguir em frente, para a frente! Não tenho, nem busco, seguidores, me sigo, me levo, me busco, me somo... apenas isso.

Não quero ser resumida e fragmentada a algo estanque. O Universo é enorme! Tão grande, vasto e infinito que não entra em minha cabeça - e isso sempre me foi um questionamento, desde muito jovem... interessante que encontrei pensamentos meus com uns 11 anos, anotados num velho diário, e essas indagações estavam presente em mim - nos fecharmos nas coisas, nos medos, no que está errado, sabemos que não faz bem e alimentamos por medo de castigo de Deus. O céu, quando escurece em nuvens e chove, para mim, não é punição... é necessidade de chuva para equilibrar, com a água, o que o excesso de calor traz. Tanto que o normal é céu sem nuvens. Se elas chegam, é porque foram chamadas pela mãe natureza como um pedido de socorro para se manter o equilíbrio. O que mantém tudo interligado, cada sistema, cada galáxia, no Universo - seja ele observável, ou não - é o equilíbrio. Vejamos o que acontece com o nosso planeta: o desequilíbrio o está destruindo. O desequilíbrio que NÓS estamos causando, não a natureza, o que é natural, o que é equilibrado... o desequilíbrio vem da natureza humana num caminho destrutivo, só isso.

Pois bem... em minha infinita Galáxia - pois é... aos poucos descubro que sou mais do que UM mundo em mim, sou muitos mundos em mim - EU mesma, cada célula, átimo ou partícula mínima, que nem tenha nome e nem seja vista, AMA estar viva e viver! Ama os amigos que tem e faz, porque é nessa interligação que o Universo age. É estando com pessoas que somam e multiplicam conosco, pelo mais, pelo maior, pelo que não está apenas em cada um de nós, mas no TODO. Por isso, meus amigos são, apenas, são: meu amigos!

O amor não exclui, ele aceita, acolhe. O que exclui é a dor, é o tormento de não poder se ser quem se é e de poder fazer o que nos compete... Essa limitação do medo paralisante em ser apenas um algo superficial nos impede de muita coisa, inclusive de acessar a um Deus muito maior do que a construção e representação humana que fazemos dele. Mas, nem isso me faz deixar de aceitar que é assim, até aqui. Porque eu amo e o amor acolhe, considera e entende que TUDO É POSSÍVEL, DESDE QUE EM EQUILÍBRIO! Por isso que começo falando em crenças religiosas... porque muita gente deixa de conhecer pessoas lindas por não estarem em conexão com a mesma religião. O não conhecer é o de menos. Triste é o discriminar, o julgar e o condenar. 

Obrigada VIDA, por cada dia! Obrigada TEMPO, por cada segundo! Obrigada, NATUREZA, pela renovação! Obrigada a DEUS, por TUDO! Por isso que AQUI E AGORA, eu quero plantar o que é bom e faz bem! O bom, o justo e o belo, tal qual a vida, o tempo e a natureza.

Com respeito e gratidão, 

Pat Lins.



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

O PRINCÍPIO DA VOCAÇÃO DO MEU/NOSSO "EU"

Imagem: Internet - http://www.rosangelaterapeuta.com.br/tag/luz/

Gente, Pe Fabio de Melo é um fofo! Gosto muito de escutá-lo em entrevistas. Ele fala português e não latim. Ele é sereno e fala com inteligência; fala com clareza e não com arrogância. Ele assume que é humano: um homem que optou ser padre, sabendo as condições inerentes. Isso é consciência. Isso é entender que todo bônus tem ônus e que toda escolha acarreta numa consequência. Eu, minha opinião particular e com base nos conhecimentos obscuros da história, penso que o celibato na Igreja Católica poderia ser revisto. Por outro lado, compreendo que é a tradição da religião e, se alguém adentra, sabendo que é assim, sabe-se onde está entrando. Enfim... Acabei de assisti-lo no "Mais Você", com Ana Maria Braga, e me veio essa reflexão:

Penso que para se seguir qualquer rumo na vida, deve-se seguir o que está mais próximo da nossa vocação e nem todo mundo pensa assim... Desta maneira, a gente percebe quando a pessoa tem real sentido do dever de se seguir o caminho que escolhe e/ou adentra. O fanatismo só pega quem vai apenas no afã da emoção, no desejo/ilusão de que religião, excesso de trabalho, excesso de atividades para "ocupar" o tempo... vai resolver - ou afugentar - todos os problemas e imediatamente. É assim, não, gente. Se fosse assim, os padres, pastores, rabinos, mestres, gurus... os workaholics, etc não teriam problemas, nem dilemas, nem desavenças, nem nada de mal. 

O problema, o desgaste, o cansaço, a raiva... tudo isso é humano. O que vai nos ajudar a lidar e transformar isso é o padrão de pensamento que temos e as ações conscientes que praticamos. E isso é de uma hora para outra? "Ah, pronto, mudei o padrão de pensamento!". De jeito algum, o Tempo é outro forte aliado ou vilão nesse trajeto, depende de como o conduzimos ou o deixamos nos conduzir. O tempo não está preso ao bem e ao mal, como nossa condição humana e dual. Ele, assim como O Criador, apenas É. Um verbo. Um constante Ser: É. É o tempo todo o É e pronto. Todo tempo É AGORA. 

A gente adora complicar tudo e depois culpa Deus, o tempo, o espaço, a religião - principalmente, a religião do outro... - a vida... o outro. A gente só não entende uma coisa que, por mais óbvia que seja, não deixa de fazer parte de uma processo, que é o fato da vida ser causa e consequência. E, mesmo a gente fazendo o bem, isso não nos impede de fazer ou desejar o mal e, quando volta, a gente diz: "mas eu só faço coisas boas, porque isso?"... Bom, minha opinião sobre essa parte é meio complexa... depois me explico por aqui. A questão é que não atinamos para quem somos de verdade e, nos perdendo, dificilmente sentimos vontade de nos reencontrar. E isso nos afasta de nós mesmos e da nossa real vocação.

Para sabermos o por onde ir, precisamos saber quem somos e o que temos para fazer. Senão, por aí ficamos, vagando, passeando, fingindo viver e, em geral, importunando os outros na esperança de que o outro fique pior do que a gente. E nesse instinto competitivo de destruir o outro para me enaltecer, esquecemos o quanto todos estamos ligados e nivelados numa realidade: somos todos imperfeitos e com mmuuuiiiittttooo a aprender.

Quando entenderemos que perfeição, só no céu? 

Pat Lins.

domingo, 28 de julho de 2013

"EXAMINAI TUDO. RETENDE O BEM."


E que não sejamos convenientes e retenhamos o bem que nos convém... eis que aí não reside o bem, reside interesse próprio e ganho pessoal nessa (má)intensão... Cuidemos dos nossos próprios pensamentos e cuidaremos das nossas ações!

Hoje, me peguei refletindo sobre o medo que temos de ir - seja para onde for - e que acaba gerando uma falta de respeito para quem quer ir... assim: se eu temo, não vá, para que eu não tenha que sofrer por você. Subestimamos a capacidade do outro e ir e, se não gostar - ou perceber que "errou" o caminho - poder voltar.

Em meio a esse turbilhão de pensamentos e de compreender o medo que acomete o que teme e a minha vontade de seguir o meu caminho em paz, na minha busca pela paz, pensei que já fui e voltei tanto, que, hoje, entendo: melhor ir e tentar, conhecer eu mesma, para "julgar" - não no sentido pejorativo, mas no sentido direto de avaliar e analisar, mesmo, de acordo com o que EU vejo, sinto, escuto e etc, e não o que me dizem... - do que não ir, parar e sofrer por temer ir e sofrer parado, também e nem vai, e fica e sofre por quem vai. Se arrebentar está aí... parado ou andando. Temer o quê? E como ensinar sem tirar a trave do próprio olho de que "medo é falta de fé!"? Fé requer ação, senão, é obra morta, mortinha e caída no chão. Orai, vigiai e andai, para não cair e ceder à tentação da inércia e da paralisia que ainda causa cegueira, começando por uma simples miopia... Assim, todo o corpo trava numa ação desesperada de nos impedir andar e aquilo que é emocional se torna físico. E nem tudo que é físico ou emocional, tem, necessariamente, origem ou causa espiritual... 

Consciência só se adquire exercitando, na PRÁTICA COTIDIANA. Orando ajoelhado, sem exercitar a fé que tem, sem respeitar as escolhas suas e as do outro alguém, são apenas fé teórica e acomodada de quem quer que Deus dê o milagre e que alguém pegue e te entregue... Para mim, é preciso ir além! 

O mal existe para algum propósito, um dia, ele mesmo cede e se ilumina, deixando de ser algo "ruim", para ser apenas a parte que estava sem luz. Portanto, agradeço até a quem tentou e tenta me atrapalhar e induzir ao erro. Ainda que saia vitorioso, que esbarre em minha falhas e fraquezas, ainda assim, estarei em meio a amor e receberei a ajuda para CURAR  a dor, e não estancar, reprimindo o que deve sair. Precisamos aprender a ver os lados e fazer ESCOLHAS. E escolha é ação, não imersão, estagnação, má intensão... O medo é limitação: LIMITA A AÇÃO!

Assim, me veio: "DE TUDO RETENHA O BEM.". Escuto muito isso, mas nunca parei para ver dentro de que contexto, na Bíblia, esse pensamento se encaixa e fui ler. Pois bem, para cada um, sua interpretação, mas o que está escrito, está escrito dizendo algo claramente... só ler - para quem tiver curiosidade, colei o texto bíblico abaixo -, com os próprio olhos e pensar com a própria mente - sem induzir, com o desejo ilusório de se reter o bem conveniente.

Pat Lins.

I TESSALONICENSES


Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;

Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;
Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão;
Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.

Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;
Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite.
Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação;
Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,
Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.

Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.

E rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam;
E que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra. Tende paz entre vós.

Rogamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos.

Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.

Regozijai-vos sempre.

Orai sem cessar.

Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.

Não extingais o Espírito.

Não desprezeis as profecias.

Examinai tudo. Retende o bem.

Abstende-vos de toda a aparência do mal.

E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.

Irmãos, orai por nós.

Saudai a todos os irmãos com ósculo santo.

Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos.

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. 

Amém.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PARA VIVER O BEM, SÓ VIVENDO O BEM

Se nós bem soubéssemos o  bem que faz o bem, deixaríamos de acreditar unicamente no mal. Este é visto, portanto, crível. É denso, pesado, feio e cansativo. Abate, desencoraja, destrói. Ele seduz nossos sentidos, ilude, engana. Só exige da gente uma vida com "poucas" renúncias: renunciar crescer, renunciar ser melhor, renunciar ver o lado bom e a solução. Não sei se é esse o plano do "mal', mas, é isso que fazemos com ele.

O bem é sutil sábio, sabe aguardar. Só age se assim quisermos, ele nos respeita. Ele fica ali, em nossa frente. Raramente o vemos. Não, ele não é invisível, nós é que não sabemos ver. Só olhamos e vemos o que queremos e como queremos. Só ele é capaz de aplacar o mal, transmutando toda a negatividade.

Para fazer o bem, precisamos encarar o mal que há em nós mesmos. Nossas sombras. Nossas angústias, fundamentadas pela falsa necessidade que carregamos de "ter", como se isso fosse a coisa mais importante.

Recentemente, percebi que a maioria das pessoas ainda enxerga como bem sucedida a pessoa que acumula - e muito - bens materiais. Não sou hipócrita de dizer que não batalho para alcançar conforto, segurança financeira... lógico, vivemos num mundo capitalista e só uma pessoa ou muito iluminada consegue viver sem as exigências que essa vida impõe. Também tenho meus  kuravas gigantescos, meus dilemas. Nunca me coloquei como melhor do que ninguém.

Essa postura que adotamos diante da vida só pode alimentar aquilo que vemos, porque é nisso que nos fincamos. Para ver o bem é preciso ter olhos abertos, simplicidade e vontade. Isso requer muito de nós: nosso bem. Eu acho que vale a pena lembrar que existe muita coisa boa no mundo - sem negar a existência do mal. À medida que nos abrimos para o bem, vemos que o mal é necessário, de alguma maneira. Eu não entendo nem um pouco os desígnios do Pai, mas, quem sou eu, uma poerinha cósmica, a questionar Sua infinita sabedoria, seja Ele como for - tem uma hora que confunde, porque querem nos vender uma imagem de Deus, sendo que ninguém nunca o viu e afirmam tanto ser Ele um senhor grisalho de barba branca e com palavriado humano... muito pouco para mim. Para mim, Deus é mais! Para mim ele é a união de todas as forças. Está acima disso que chamamos BEM ou MAL. Existem coisas na natureza que chamamos de mal, como chuvas e etc. Acreditamos que os alagamentos, as inundações são castigo do céu... na verdade, vejamos onde estamos construindo e como anda nossa convivência com o que é natural, com a Natureza. Queremos pensar Deus nos falando como nosso pai fala. Por maior que seja o amor de um pai pelo filho, ainda assim, é humano e esse pai está na mesma condição do filho: filho do Pai.

Como você viveria se eu dissesse que o "diabo" não existe? - não estou afirmando nada, se ele existe ou não, apenas questionando se isso fosse verdade, em quem jogaríamos a culpa de todas as merdas que fazemos? Você sabe que o mal existe na gente também? Parece que as pessoas insistem em dar mais força ao mal, acreditando apenas nele, do que se permitir abrir para o bem. É preciso abrir espaço. Saber receber. Não adianta, podemos reclamar o que for, só receberemos da vida o justo, o necessário. Acredite eu ou não. Goste eu ou não. Quanto mais nos afastamos do bem, mais distante ele fica. Não porque ele se afasta, apenas porque nós nos afastamos dele. Será que é óbvio isso? Creio que não, se fosse tão óbvio, pararíamos de dar tanto murro em ponta de faca; pararíamos de alimentar tanto as dores, as angústias, os dissabores, o que deu "errado".

Temos uma mania de colocar tudo em dois campos extremos: CERTO ou ERRADO; BEM ou MAL; PRETO ou BRANCO; É ou NÃO É. E existem tantos, inúmeros e incontáveis "certos", "errados", "bons", "maus"... Já ouviu: "de boa intenção o inferno tá cheio?". Pois é, o mal também tem suas "boas" intenções, para com ele mesmo. Precisamos ser justos. Ser justo não é querer estar sempre com a razão, nem achar que sabe tudo. Não sei explicar tão bem o que é ser justo... seria apenas uma definição elaborada pelo meu intelecto na intenção de dar uma definição bonitinha... Na verdade, eu imagino o que seja justo, porque dói sê-lo. Dói ser julgado porque entendeu o lado do outro. Incomoda não reagir. Só se é justo se revidar e fizer "justiça". Para mim isso é orgulho, algo danoso. "Mas, você vai deixar assim? Se fosse comigo..." Não falo fazer papel de trouxa. Todo mundo acha que ser bonzinho é ser babaca, ou apenas uma pessoa que ajuda uma velhinha a atravessa a rua. Nos ensinam muito pouco sobre bondade. Queremos aprender muito pouco sobre bondade.

Ser bom requer algumas características que poucos de nós está disposto a desenvolver. Exige que tenhamos uma coerência entre nossos pensamentos e nossas ações, senão, não há meio. Exige que tenhamos firmeza de caráter, moral, ética... senão, não há espaço. Ser bom é muito mais do que alguns atos de bondade. Ser bom é fazer o bem, sem olhar a quem e a todo instante. Ao menos, é o que eu penso. 

Sejamos cada dia um pouquinho melhor do que ontem. Podemos abrir a porta ao bem aos pouquinhos. A afobação derruba tudo e vem com uma densidade danada, daí, traz a ilusão de que estamos fazendo o que deve ser feito, como deve ser feito. De repente, vem a chuva e derruba nosso castelo de areia e culpamos a vida por termos erguido uma construção sem base firme. Para erguermos uma vida de verdade é preciso trabalho e esforço... requer dedicação, disciplina e ação todos os dias. Não como fardo, com peso, com lamúrias... isso é o que a gente já faz: desconstrói um dia após o outro e carregamos a ilusão de que construimos a torre que nos levará ao céu. Sempre caímos no mesmo lugar. Nós damos nossa cara a tapa para a vida. Ela não quer nos bater, nós é que nos batemos. A Vida ensina, mas, não sabemos escutar. Muitas vezes, nem queremos.

Sei não, mas, eu quero aprender cada dia mais. Eu adimito que não sou boa. Mas, que eu quero ser e me esforço - ainda que minimamente - eu tento... Vou no ritmo que consigo, senão é afobação. Para tudo, nosso tempo. O equilíbrio. O sentir. No momento em que a ficha cai, aí, sim, a gente sente na alma, em nosso âmago: "então é isso!" ou "então, é assim!". Chega-nos uma convicção. Uma convicção diferente, não aquela reação instintiva aos nossos desejos - que chamamos erroneamente de intuição - mas, uma intuição genuína - desculpem-me a redundância... se é intuição, deveria ser genuína... é que usamos tanto e por tanto tempo para diversas definições que a intuição passa a ser um termo coringa: entra naquilo que eu acho que deve ser. O bem deve ser assim, em forma de paz. Afinal, o contrário dele nos causa angústia, dor, sofrimento... Então, se esse é o papel do mal, não seria ele uma faceta do bem? Eu, hein... Tô pirando meu cabeção. É que minha ficha está caindo por aí... em ver que o bem está em todos os lugares, só olhar direito, ou certo. Êpa! Sem alienação. Sem devaneio. Minha ficha me diz que devo manter os pés no chão e não deixar de ver e adimitir a realidade.

Será que tudo faz parte? Tem algum a parte? Será que existe o caminho do meio, mesmo? O equilíbrio? A harmonia? Eu acredito. Acredito que se bem nos fizermos, bem chegaremos lá. Lá onde? Em nós mesmos. É... tô pirando meu cabeção, mesmo...

Pat Lins.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

DPP E FÉ


Como já falei em posts anteriores, desenvolver a Fé me ajudou muito! Em meu caso, fé em Deus, e sua força através do bem e do amor!

As orações me ajudaram muito. Fora o trabalho de humildade.


Foi em meio a orações e renovando diariamente a fé, esperança e gratidão que vi o quanto faz bem ser grato, principalmente pelas coisas mais simples.

Esse exercício (que faço até hoje e daqui para frente) foi que me deu ainda mais forças.

A gente deposita muita expectativa no tratamento e isso gera uma cobrança e ansiedade muito grande. O que gera ainda mais ansiedade...

Durante o passar dos anos, a gente vai aprendendo a viver a vida de maneira cada vez mais desgastante. Em vez de buscar ser feliz, a gente busca ter recursos materiais para poder ser feliz. Não sou contra o dinheiro, mas, não podemos depositar o conceito de felicidade numa conta bancária. É aquela história: viver bem, com conforto, acesso a “boa” educação, saúde e alimentação, nos tempos de hoje, requer certa quantidade de recursos financeiros, e, claro, que com certa comodidade, a gente terá mais tempo para se buscar e conhecer e, lógico, ser sempre feliz.
Mas, como explicar quem é feliz com tão pouco, financeiramente falando e como tem gente com tanto patrimônio e não consegue ser feliz? A felicidade é uma fórmula? É mais feliz quem sabe ganhar dinheiro? As pessoas mais inteligentes são aquelas que enriquessem financeiramente? Qual o valor real da felicidade? Será que para ser feliz é necessário ser rico? Por que tem gente que vive na mais profunda miséria sócio-econômica e ainda consegue sorrir e ter esperança em algo bom? Por que quem tem quer ter mais?

Aí a gente descobre que não aprendeu a viver, com o passar dos anos, mas, desaprendeu... A gente desaprendeu o caminho para a felicidade. E esse caminho só tem sentido se guiado por um conjunto de mente, corpo e espírito. O que nos fortalece de verdade, é a verdade. Viver para morrer ou viver para viver?

Levantei alguns pontos, durante minhas crises:

Primeiro ponto: a fé! Por que temê-la? Por que colocá-la em segundo plano na vida, se ela deveria ser nosso Norte? Quanto mais a gente estuda, se gradua, pós-gradua, menos busca desenvolver e exercitar a fé. Isso não é uma regra, nem verdade universal. Tem quem exercite a fé e os estudos acadêmicos... Me refiro ao geral. Falar em Deus, amor, felicidade, alegria... torna-se piegas, e quase ninguém quer ser piegas assumido... então, a fé atrofia...

Segundo ponto: a gente aprende a viver na correria, que a vida passa e a gente nem se dá conta. Só quer ver quanto vai ficar de saldo na conta corrente, para ter aquele “alívio”... Lógico que tem quem se dê conta antes e lembra de ir vivendo em paralelo: curtindo os filhos; a família; uma tarde de domingo em casa; os amigos; bate-papo...

Terceiro ponto: lembrar de respirar! A afobação nos impede de ter tempo para respirar. O lema “time is Money” toma todo o tempo. Você já telefonou para alguém querido e ouviu um: “hoje não tive tempo nem para respirar...”? – eu já cansei de falar isso...
Quarto ponto: viramos escravos dos e-mails, Orkut e mensagens para o celular (não sou contra, tenho todos.Só precisamos saber dosar...)

É são vários pontos para analisarmos. Mas, parar para orar, para refletir, não deve ser uma obrigação diária, deve ser parte do dia-a-dia, como respirar, andar, falar... algo espontâneo e natural.


Engraçado, é que eu me achava diferente de todo mundo, porque tinha o hábito de orar, sem ter religião; acreditava em Deus, sem ir a igreja alguma... e vivia a correria do dia-a-dia, que “não me dava tempo nem para respirar”... Estudei, me graduei, pós-graduei...trabalhei, me encontrei! Mas, nada de estabilidade financeira, então, ainda precisava “ralar” muito. Ué, mas, não havia me encontrado??? A gente vive buscando se encontrar e vive se desencontrando.

Pois é, durante as crises, pude ponderar isso tudo. Parece que a vida puxou o freio de mão e disse: “hora de corrigir. Volta para o caminho certo, Pat.”

Todo mundo sabe que a maioria das pessoas só procura Deus e pede ajuda na hora do sufoco. Alcançamos a “graça”, agradecemos e voltamos para a pista para “correr sem respirar”.


Em meio a minha queda, decidi não pedir ajuda a Deus. Achava que “meu filme estava queimado” com Ele. A filha que todos queriam ter; a menina alegre e inteligente, tão estudada... achava que Deus não a ouviria. Sempre fiz parte do time do bem, mas, falava mal daquela pessoa que não soube combinar a bolsa com a roupa...

Minha avozinha orava por mim; muita gente orava por mim e vi que Deus escutava. Ainda, assim, reclamava: “meu Deus, eu sempre fui uma pessoa boa. Respeitava os mais velhos; ajudava alguém a atravessar a rua; tirava notas boas; respeitava meus pais; não roubava; não era vingativa; não era ambiciosa... toda criança gostava de mim, porque o Senhor deixou que eu caísse?” Que graça, Ele me deixou cair ou eu caí? Não sei o que desencadeou minha DPP, mas, há suspeita de uma série de fatores: herança genética (minha tia); morte de um ente muuuiiittoo querido (meu avô paterno); medo de meu filho ser roubado na maternidade (a porta estava quebrada, e eu ficava na porta); medo da responsabilidade e mudança no estilo de vida; desemprego; instabilidade financeira; maus tratos na maternidade... tanta coisa! Mas, tinha muita coisa boa: meu filho lindo e saudável; família unida de fato; marido presente e companheiro; alegria geral por eu ter tido filho; lar.

Comecei a querer ser ajudada. Em princípio, queria que alguém me carregasse, abrisse minha mente e trocasse o chip... depois, gerava o conflito do orgulho que dizia que eu não precisava pedir ajuda a ninguém, que deveria dar a volta por cima sozinha e me “orgulhar” por ter subido sozinha... Nem a terapia, nem os remédios (estes, é bom esclarecer, apenas controlavam as oscilações bruscas de humor. Eles não curavam. Amenizavam o nervoso descontrolado e as alterações de humor.) conseguiam me fazer ver o que faltava. Tinha “tudo” que precisava, mas, o buraco continuava.

Sentei na cama e orei. Sozinha. Um momento meu. Deixei o coração chorar; deixei minha mente implorar; queria, realmente, mudar. “Deus, oh, Pai, me ajuda a sair dessa. Não sei nem o que pedir; nem como pedir...mas, me dá uma luz; conduz minha vida; invade minha alma, minha mente e meu coração. Tô sem forças para orar. Ouve minha prece. Me ajuda a saber como Te pedir ajuda.” Deitei e dormi.

Era uma fase em que queria viver deitada, mas me cansava; levantava, me cansava... virava, me cansava... cheguei a dormir mais de 12h seguidas e ainda estava cansada... dormia mal, tinha pesadelos horríveis...enfim, não tinha qualidade no sono.

Todos os dias repetia: “Deus, hoje, renovo meus votos de fé, confiança, esperança e gratidão. Guia-me, ó Pai!”

Ele me ouvia e me acalentava. Mas, precisava descobrir como ouvir. Tinha que me desarmar.

Fui orando e melhorando. Acreditava em algo que estava além da compreensão, acima de tudo e de todos. Comecei a acreditar no que não via,mas, sentia em cada célula.

A oração me ajudou a perdoar (a mim e a quem eu culpasse); me ajudou a desenvolver a fé esquecida. Começava a me encontrar.

Diminuía a culpa, o fardo; aumentava a esperança. Me permitia viver a esperança. Não de maneira alienada: “ah, vou esperar que vem. Tô aqui sentada, viu, meu Deus?!”. Não, fiz minha parte. Me cuidava, me descobria, me conhecia, me amava. Me enchi de Luz, que trouxe bálsamo, paz e energia para continuar a caminhada.


Às vezes, ficamos surdos diante de Deus, porque queremos que Ele fal aquilo que queremos ouvir...

Eis um texto/esquema do site Outono´s (tem o link ali ao lado, nas MINHAS INDICAÇÕES SOBRE DPP E ASSUNTOS AFINS) que ma ajuda a ilustrar:


"A FÉ
Ela produz:
- A consciência de que existe uma inteligência Superior que a tudo comanda e que nos protege, atuando em qualquer circunstância imaginável e acima de nossa compreensão...


- A aceitação dinâmica da realidade.


- A esperança de um futuro melhor.


- A paciência, nos ensinando, a saber, esperar o desfecho dos fatos.


- A auto confiança.


- A motivação.


- O pensamento positivo.



A ORAÇÃO


- Ela é a geradora da energia que precisamos para manter acesa a chama da fé.


- Dá-nos a força interior para suportar as adversidades e seguir caminhando.


- Aguça nossa intuição, capacitando-nos à percepção das energias sutis do Universo.


- É o maná que vem do céu quando atravessamos o deserto da solidão, da angústia e do medo.




O PERDÃO


É o início da libertação.


O ato de perdoar está intimamente ligado à nossa liberdade.


Romper as amarras que nos detêm a fatos negativos e pessoas vinculadas a eles.


Livra-nos dos condicionamentos, de escrúpulos e sentimentos de culpa.


Dissipando o passado, começamos a viver o aqui e o agora. "









SACO VAZIO NÃO FICA EM PÉ! ENCHA-SE DE FÉ!!!


Patricia Lins

quarta-feira, 30 de julho de 2008

RECUPERAR A SERENIDADE





Uma grande briga interna que travava, era descobrir como recuperar a minha serenidade.

Estava fazendo o tratamento médico e o psicológico.

E o espiritual?

Via que sempre que orava e/ou conversava com Deus, algo de bom acendia em meu peito.

Coemcei a orar com gosto e prazer. Como estava tão voltada para superar, estava aberta e os meus ouvidos puderam captar a força da palavra divina. Sentia o vento como um carinho; um sonho bom como um sinal de melhora; a luz do sol como brilho de vida; a água da chuva como banho de força!

Li uma pequena prece, que me agradou muito. Singela e sincera:



"Concede-me, ó Deus,


a serenidade para aceitar as coisas


que não posso mudar;


a coragem para modificar


o que devo modificar;


e a sabedoria para saber a diferença".


(Dr.Reinhold Niebuhr - teólogo)


Patricia Lins

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