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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Laboratório da Vida - Ciclos e Silêncio

Imagem: A Sabedoria dos Ciclos

Minha vida é meu laboratório e, a partir de cada experiência, algo em mim muda. Ainda tenho imensa dificuldade com muitas e inúmeras questões, mas o aprender a silenciar foi algo de muito interessante. Ainda tenho meus ímpetos, só que, olha, muito menos, viu!?

Entendi que a ideia não é engolir a seco, muito menos, rebater de pronto, mas respirar. Impossível não se chatear com determinadas situações. Não é um processo indolor, mas a gente precisa seguir, fazendo o melhor que pode, com o melhor que tem.

Aprendi a não negar que me enfureço e começa a subir aquele calor, que queima tudo por dentro e, antes, virava uma explosão nuclear. Hoje, identifico essa presença, esse sentimento - em geral reativo, mas, a reação é autorreferenciada em mim e em meus valores e crenças (natural em todos e qualquer um de nós), a gente sempre vai achar que está sendo atacado e, mesmo que estejamos, o outro também acha que está e é por isso que existe tanta guerra, porque ninguém quer esclarecer, quer é "estar certo".

O não negar o sentir permite que eu possa respirar e me dizer rapidamente: "depois a gente conversa, só eu comigo mesma" e ouço o outro, respirando, não só para deixar o outro fazer sua catarse, mas para que eu consiga não entrar na frequência dele/a e saiba deixar passar - nem sempre é linear assim, muito menos "facinho" e com cara de santa, muitas vez vem em meio da fúria mesmo e tenho esse diálogo interno já na porta mental daquela linha tênue do sair da razão, diante de uma investida recebida que ativou o mecanismos de defesa com o "atacar!". O bom desse meu exercício tosco, que faço do meu jeito e nem sei explicar, é que a porta emperra, exatamente quando a linha parece estar por um fio e o pensamento me toma: "deixe passar". Linha, você é um gênio! Ela fica elástica, quem "guenta?!".

Quantas vezes dá aquela vontade de "enfiar o pé na porta" e ser a Patricia de antes... e todas essas vezes, algo em mim me impede de regredir. Discordo do engolir a seco, mas também não acredito mais no bate e rebate desgastante de um embate e penso assim: respirando, tenho tempo para pensar, sem prejudicar minha saúde. Não se trata de implodir... é expandir a um ponto que, ao respirar e olhar para algo bom, nem que seja uma lembrança alegre e boa, que te preencha de alegria ou algo bom, sabe? É por aí. Então, me questiono: "qual meu verdadeiro foco - entrar num embate, para provar que estou certa ou deixar a fúria encegueirante do outro passar para conversar num momento mais saudável?". Uma pausa interna. Algo com significância para mim.

Ah, se o outro tivesse essa mesma capacidade de se auto ajudar seria tão melhor... lidar com temperamentos e temperamentos não é fácil e nem tenho sucesso em todos os casos, mas, naqueles que me determinei em terapia, ah, esses eu foco mesmo e chamo por Deus: "olha, o Senhor se revele e se manifeste como amor, pelo Amor ao Senhor mesmo, porque, sei não...".

E assim vou superando os picos de crises. Um amiga super mega, do tipo hiper especial, que por acaso é psicóloga (pena que nunca pude ser paciente dela... nas, a amizade em si era terapêutica e curativa), Noemia Nocera, pessoa que amo muuiittoo, me ensinou isso há alguns anos e, na época, achava que só pessoas evoluídas seriam capazes desse feito... mas, eu, mesmo esse pequeno ser que sou, doida para crescer e me livrar desse fardo de ser medíocre, venho conseguindo exercitar, literalmente: "na crise, não tome nenhuma atitude. Deixe passar. O tempo ajusta tudo e, com essa pausa, não há arrependimento e todo foco passa a ser na solução, não no ego briguento". Achei tão lindo e poético na época. Hoje, tão necessário!

Qual o benefício? Durmo tranquila; acordo feliz; sempre tenho "um sorriso sincero e um abraço, para aliviar meu cansaço...". Desafios? Tenho muitos! Senso de "justiceira"? Diminuindo cada vez mais, porque, a verdadeira Justiça, o Tempo revela e, se em cada ação, uma lição, algo tenho a aprender e, se o outro não aprende e fica insistindo em querer aprender às custas do meu bom humor, eu, como ainda não sou evoluída, apenas sei deixar passar, tá, sem briga, mas ainda não sei aceitar, muito menos entender.

E vou seguindo. Caminhando pela vida, sem pressa, porque não existe um onde chegar, eu acredito no: onde você está, o que faz de melhor para que, qualquer coisa, fique mais leve, mais alegre? Qual a sua cota de contribuição com você mesmo? O que de bom você gera e a que custo? É possível fazer o que é preciso, necessário, de uma maneira mais saudável?

Só pensando mesmo... e seguindo, um passo de cada vez e só! Não tenho que agradar as expectativas dos outros, porque se a gente se encarar legal, a gente não satisfaz nem as nossas próprias, e a gente vive transferindo para o outro. Esse é outro grande exercício que tenho feito, mas não cabe nesse post.

Aqui, a ideia foi falar do silêncio como mecanismo de "sobrevivência" dentro dos ciclos tensos na vida. Afinal, silenciar é muito mais um estado de atenção, empatia e compreensão, para não pirar na tensão que aperta em alguns momentos, do que engolir a ira por preferir não revidar. Meu lema é vivência nessa selva louca, sobrevivendo no dia a dia, como qualquer um, só que, minha bandeira ergue três pilares: Amor, Tempo e Verdade e assim, meus ciclos vêm se fechando, após picos de dor, incômodo e desconforto, com uma dose muito grande de esperança, fé e certeza de que tudo passa e tende a melhorar - ao menos, dentro de mim, fora está além do que posso fazer!

Saudações,

Pat Lins.

Imagem: não foi identificada a autoria... em pesquisa no Google com tema "ciclos", ela representa tanto a esteira da vida que vivemos que optei usar.

domingo, 20 de janeiro de 2019

A Vida é um dia após o outro, todo dia!



Arcano XI: Força*

A Vida tem me ensinado muitas coisas, inclusive, como administrar bem meu orgulho para fazer o que preciso de maneira mais consciente e saudável - bem verdade que às vezes nem tão saudável assim, né...

Retomadas são importantes; recomeços, necessários; valorizar quem está ao nosso lado, botando pra cima, sem desmerecer ou desqualificar a turma do jogo oposto...

Ter que ser, ou me esforçar mmuuiitttooo, para ser compreensível, compassiva, algumas vezes, até contrariando minha natureza e ser passiva, para evitar um estrago maior - simmm, é importante ser estrategista e fria, e esse tem sido meu maior e melhor desafio.

Ao menos, tem dado certo, vou me organizando e priorizando o que deve ser prioridade. O dia a dia se incumbe de apresentar problema e revelar soluções, nem que seja um "fazer nada" e dar tempo ao Tempo.

Tenho aprendido a ser inteligente, com o cuidado de me manter focada em meus valores e isso é bom, prova que eu os tenho.

E sigo, lembrando a cada um, a cada "eu" além de mim, que vale a pena ser limpo. Nem todos vão te valorizar, mas, e daí, essas pessoas não são minhas referências, então, o problema delas está com elas.

A mim cabe me fortalecer em mim e aceitar que, tudo o que passamos, passa! Passei por muita coisa e, eu que me achava pronta, me vi ter que recomeçar de novo!

Sabe o que é o mais legal? Ssiimmm, eu topo recomeçar e tenho certeza que isso é importante para mim! E, sim, um passo de cada vez, um dia após o outro. Um orgulho ferido aqui, não vou matar ninguém, mas reúno forças para mudar o que me incomoda.

E, sim, consigo fazer e materializar essa mudança, de cabeça erguida, com marcas e cicatrizes que fazem de mim alguém melhor do que eu mesma.

Como já falei e repito: se cada um for o melhor de si, o Mundo todo melhora. Quer fazer desse mundo um lugar melhor? Seja, primeiro, esse melhor.

Paciência não é apenas uma virtude, é uma necessidade e prova prática de inteligência emocional. Como não a tenho, pratico o esforço...

#ficaadica

Pat Lins

*Palavras que definem a Força: coragem, domínio emocional, força visceral, superação, ímpeto, ação, domínio, segurança e realização.

No Tarot, a Força é representada por uma mulher que usa as mãos para abrir a boca de um leão. A ideia da força física está associada a carta quando olhamos para ela mas, na verdade a este Arcano expressa os aspectos de superação e da utilização outros tipos de potências, inclusive aquelas conectadas ao amor-próprio que supera o amor por outros.

Aparentemente, antes de abrir a boca do leão com as mãos, percebe-se que essa mulher está imobilizando e dominando o impulso do animal.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Ser Mulher e não poder ser...

Imagem : Olhares Sapo
Gente, se dói em cada uma de nós, a brutalidade de uma menina de 16 anos sofrer estupro coletivo por 33 homens, incluindo o namoradinho, imagina a família da menina?  Imagina, agora, a família dos idiotas? Imagina a mãe, a irmã, a esposa ou namorada de algum deles? Que perigo correm. Que decepção vivem? A mãe de um desgraçado desses deve estar sofrendo mais do que todo mundo, quero crer, por ver que aquele ser que ela, mulher, gerou dentro dela foi responsável e irresponsável por isso. Imagina a própria jovem! Como serásua vida, suas crenças, sua maneira de se relacionar... Estarrecedor é que os homens, são meninos, jovens de 18 anos, em média. Jovens do século XXI!

E voltemos na história. Quantas escravas passaram por isso, sem ter a quem recorrer,  sem ter quem defendesse. Aconteceu algo parecido no Piauí e só soubemos em rede Nacional porque a ONU emitiu uma nota de repúdio... o que vivemos é um arquétipo mais do que cruel. Não se trata de machismo apenas, se trata de algo muito maior. Se trata de poder e empoderamento. O preconceito social, regional... Se trata de permissividade por algo que ninguém sabe quando começou. Se trata de antes da Bíblia ser escrita... é algo da era das cavernas, onde os homens arrastavam as mulheres pelos cabelos para possuir. Assim como viam uma carne e seguiam os instintos para devorar, assim o faziam quando viam uma mulher. Sempre fomos objeto de satisfação e posse. Por mais sutil que seja, os homens sentem que mandam na gente. Os muçulmanos praticam esse crime ediondo em suas mulheres. Jesus salvou uma mulher de ser apedrejada. Jesus foi questionado porque permitia que uma mulher o seguisse e porque ele dava atenção a ela como aos seus apóstolos. Maria Madalena foi essa mulher que representa a liberdade de ser mulher, por ser humana tanto quanto os homens, mas o negócio era tão feio que ela nunca pode entrar num livro bíblico, tendo ela escrito e passado a verdadeira mensagem do Cristo. Hoje, se reconhece que existe esse livro apócrifo. É algo que não faz o menor sentido. Algo reforçado pelas religiões. Algo reforçado pelo interesse que assim permaneça.

Até quando? Já avançamos muito, mas falta o essencial : respeito real e natural pela igualdade de direitos. Que fisicamente somos diferentes sabemos. Porém, essas diferenças não justificam uma supremacia "macho alpha" sobre a sociedade.

Nossa sociedade está bem refletida no padrão insano de "linda, recatada e do lar" que para muitos apenas uma piada, para outros apenas um ponto de vista e cultural... para nós, um perigo e alerta.

A culpa é sempre do algoz, não da vítima. Que fique bem claro, minha gente. Nada justifica a brutalidade, um atentado desse nível. NADA! Que a menina estivesse nua. Não estamos falando de relação sexual. Estamos falando de ESTUPRO,  de agressividade, de uma quase morte, porque o que aconteceu não foi o prazer sexual mas um gozo desgraçado pelo poder que aquela posição lhes deu: o poder de destruir. Foi uma ode à crueldade, insanidade. Um deleite sádico de ver o sofrimento do outro, a vida de uma menina nas mãos deles. Poupem-me de justificativas vazias. Se fosse um cara sendo seduzido por ela, seria relação sexual consentida. Se fosse um joguinho barato de sedução uma das partes teria direito de escolha. Não foi isso. Não foi algo que tenha justificativa. Não há razões. E uma mulher muçulmana, que anda de burca, quando um desgraçado e desalmado desses estupra? Para piorar, ela ainda sofre mais estupro, o estupro corretivo, coletivo,permitido pelo pai e lela lei porque se um homem chegou a esse ponto foi porque ela pediu. Ou seja, a culpa é dela? Covardia!

Para meu filho, sustento a importância de se respeitar qualquer pessoa, não entro pelo gênero porque não buscamos segregação, buscamos o respeito natural do Ser com outro Ser. E não é tarefa fácil nadar contra essa correnteza e loucura estabelecida.

Sejamos as semeadoras de tâmaras em forma de filhos e filhas com valores e virtudes.

#LugarDeMulher #HomensEMulheresRespeitoMutuoENatutal #BelaDestacadaEDaVida #ViverMelhor #UmMundoMelhor #MulherÉSerHumano #MulherDeveSerRespeitada #Mulher

Patricia Lins

sábado, 6 de fevereiro de 2016

ONDE ESTÁ O PONTO DE EQUILÍBRIO?

Imagem: www.easyespanol.org 

Hoje, acordei meio inquieta, instigada ou inspirada, sei lá, com um pensamento repetitivo:

QUEM DISSE QUE O PONTO DE EQUILÍBRIO É UMA RETA? E QUEM DISSE QUE É UM PONTO CENTRAL, QUE FICA PARADO QUANDO VOCÊ CHEGA LÁ?

Por aí,  já viu, né?!

Diante de uma enxurrada de pensamentos, me pareceu tão óbvio, que, em vez de pensar: "entendi!", entendi, a ponto de pensar: "é mesmo!".

Seguinte:

O equilíbrio não é um ponto, nem uma reta, APENAS.  Ele pode ter diversas formas,  desde que seja  IDENTIFICADO um ponto, que não é apenas um ponto, mas,  do tipo, uma compreensão.

O que precisamos saber é quem somos e onde estamos.

Assim, onde estiver, preciso saber quem Sou; quem Eu Sou precisa se reconhecer onde eu estiver.

Saber que, mesmo na carne é um ser espiritual e que, mesmo espirutual,  tá na carne. Se somos a imagem e semelhança de Deus,  apesar de estarmos humanos,  seremos, um dia, divinos, porque para sermos divinos,  nascemos.

Ser e estar é um movimento e em movimento, dinâmico,  vivo. Por isso não pode ser um ponto estanque, eternamente estático.

 HARMONIA - eis o verdadeiro equilíbrio.

Boa viagem, na reflexão!

Pat Lins

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O QUE É O TEMPO DEPOIS DO TEMPO?

Imagem: Blog Café com Jesus

O que é um segundo após um segundo? O que é um minuto depois de um minuto? O que é um ano após um ano?

Depois que o tempo passa, o que é o tempo?

Depois, o que era antes, deixa de ser... 

E o que é o tempo antes dele ser? 

Já não é? 

É!

Só temos o aqui e agora!

Pat Lins

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A ARTE DE SER ARTISTA



O artista é parte da natureza.

O artista sente o vento e é levado por ele.

O artista é o próprio vento.

O artista quer ver o belo

O artista quer fazer a beleza

O artista, como natureza

Transforma a tudo

Dióxido de carbono em Oxigênio

Com arte podemos respirar um ar renovado e mais leve

O artista nos revela a beleza,

em tudo e em nada...

O artista enxerga com a alma

E é para e com ela, que ele fala

para dentro e para fora de si!

O artista nos lembra:

que a vida É BELA!

Na Vida, tudo é arte!

Pat Lins

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

AMARELA DA SECA NA FLICA 2015

Foto: Camila Souza/GOVBA Camila Souza/GOVBA Camila Souza/GOVBA
Quando eu era pequena, sonhava em escrever e escrevia em qualquer pedaço de papel. 

Os papéis iam... as histórias, também. A mim, não preocupava onde estavam, ou a posse... As palavras saiam de mim, vivas aqui dentro, e nasciam, para viverem aqui fora. 

Sempre vi as palavras como "vivas" e como "vida". É vital, para mim, comunicar. E comunicar, para mim, é troca, via de mão dupla - ouvir, entender, falar, ser entendido e continuar girando esse ciclo.


Quando senti que poderia resgatar o sonho de infância e voltar a escrever, comecei a escrever em caderninhos. Depois, numa parta no computador. Depois, nos blogs. Depois, nas redes sociais. E escrevia. Escrevo.

E minha mãe dizia: "Guarda tudo para lançar seus livros ". Mãe,  nasceu o primeiro!

Pequena, dizia que seria, quando grande, professora e escritora. Me graduei em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda e fui enveredando por essa área. Fiz especializações dentro da área de Comunicação - Teleradiodifusão e Relações Públicas com Metodologia do Ensino Superior. Um dia, uma amiga me convida para dar aula, numa faculdade no interior. No dia, me lembro como hoje, me questionei: "eu, em sala de aula? Nem tenho jeito para ensinar...". Peguei, de cara, quatro turmas... de sexto e sétimo semestres. Tremia. Sabia o assunto na teoria e na prática..., mesmo assim, como ordenar isso tudo? Como saber a hora de dizer o que, quando, como, onde e por quê? Foi um desafio que começou em 2005 e vibro, até hoje, por ter encarado! 

Eu era o tipo "tia legal". Toda criança gostava de brincar comigo e me ouvir contar historinhas. Uma prima me pedia para inventar. Ela não queria que eu repetisse o que já conhecia. E criei várias para ela - uma está saindo do forno, em homenagem ao nome da personagem que ela me deu há uns 20 anos... é... o tempo contado em números parece tão distante... para mim, foi agorinha. Interessante que meu filho, desde muito novinho, me pedia: "conta história de boca, mamãe", que vem a ser o que, hoje, ele chama de "histórias inventadas"... Afinal, todas as histórias nascem da invenção de alguém, né?! Mas, ele queria ouvir as da mamãe dele. Qual criança não pede isso?!

Criava peças, na infância e apresentava na frente de casa, com meus irmãos e vizinhos - éramos todos uma família só. Muito, muito divertido, mesmo!

Já adulta, continuava a escrever em papéis. Me dizia: "preciso direcionar minha atenção para o trabalho" ou para estudo, ou para preparar as aulas - que não via como trabalho e sim como prazer. Até que meu filho nasceu e minha vida mudou. Mudou mesmo! TUDO. Coisas muito ruins aconteceram e coisas muito boas, também! Era tudo "over". Até que, ele, que com dois anos soletrava, com 5 bloqueou e não queria ler, nem escrever nada. Entrei em pânico. Foi isso, mesmo: pânico! Fui em busca de orientação profissional e eram questões emocionais - inclusive, com a escola na época que era maravilhosa, mas, todo mundo erra, né verdade? Enfim, comecei a escrever... aqui no blog. Na verdade, comecei a escrever aqui, um pouco antes, mas o segundo nasceu desse dilema. E abri o "Mães na Prática". Chamei de escritoterapia. Falava sobre as questões, sem abrir minha vida. Meu objetivo era me ler, racionalizar.

Aí, um dia, uma grande amiga e escritora, Morgana Gazel, me disse: "você tem muito jeito de escritora". Interessante é que, muitas pessoas me diziam isso, mas eu só dizia: eu gosto de escrever, para mim é um prazer! Só que, nesse dia, mesmo ela já tendo me dito a mesma coisa milhões de vezes..., eu escutei e deixei entrar.

Um dia, outro amigo me enviou o link da Secretaria de Educação do Estado, só que o prazo estava encerrando em uma semana. Corri! Um sufoco! Meu amigão Isac Kosminsky e Juliana Santos - preciso citar esses nomes, em especial - viraram noites para me ajudar na ilustração... Foi um sonho sonhado há seis mãos! Fiz a inscrição. Só de me inscrever, me senti  Escritora. Me inscrevi como Escritora. Assumi, aceitando que, sim, eu escrevo! 

Foto: GOVBA em 02/06/2014
Quando fui selecionada... tá, assumo: chorei, muuiittttoooo!!!! Eu, além de sentir, era "oficialmente" Escritora com livro publicado! E, que maravilha, para crianças do ciclo de alfabetização de toda a rede pública do Estado. Publiquei poesias, em antologias poéticas e isso tudo, em dois anos. Não. Não sou famosa, não saio em capa de revista... Mas, pude ver minha filhinha, recém nascida, "Amarela da Seca", ir para a FLICA - Feira Literária Internacional de Cachoeira/Ba. Pois é... ver os filhos crescerem. 

Foto: GOVBA em 02/06/2014
Outra coisa que muito me emocionou foi, quando recebi o prêmio, ano passado, meu filho estava nessa fase de desbloquear a leitura e escrita e ele ficou tão emocionado com a mãe escritora que, sabe o menino com dificuldade de ler e escrever? Escreveu - do jeito dele... - um livrinho com a psicóloga dele e levou no dia da premiação. TODOS os autores presentes tiveram o privilégio de ler seu manuscrito. Sim: MANUSCRITO. E com ilustração. Isso foi um estímulo tão positivo que me fez ver, ainda mais, a importância da leitura na vida das pessoas. Gente, ler é viajar por muitos lugares! É conhecer mundos novos e acreditar que isso não tem fim. 

Como ocorreram alguns probleminhas burocráticos, a publicação e o lançamento dessa coleção só saiu agora, em 2015. Mas, não foi por falta de vontade da equipe do projeto. Eles suaram e sofreram duplamente: por não conseguirem concretizar como idealizaram e por serem cobrados e condenados por nós, autores. Nada que com esclarecimento e boa vontade não se resolva. Disse para eles que foi um parto de fórcipes. Nós, autores, pudemos sair da maternidade com o filho no colo, pela primeira vez, tocá-los! Eles nasceram! A equipe que trabalhou para fazer o parto, a Secretaria de Educação do Estado da Bahia, puderam ter a sensação de dever cumprido! E todas as crianças do ciclo de alfabetização do Estado poderão viajar, dentro das próprias origens! Se identificam com os personagens, que podem ser qualquer um deles. E essa foi minha maior lição: entender, aqui e agora, que o que importa é o aqui e agora, sempre! E o propósito maior, de ver as histórias vivas, vivendo e sendo vividas, vívidas sob o sol e sob o luar, à beira de um rio, ás margens da fronteira do ir e vir, do partir e chegar, do, simplesmente, as palavras poderem chegar a qualquer lugar/gente, que possa ali passar e ler, em cada criança, professor, funcionário de escola pública que, ao receber, abrir e ler e ir, para onde cada história os conduzir. Ver meu filho querer concluir seu livro, junto comigo, gente, não tem preço! Aceitar que, mesmo com tantos obstáculos, esses livros nasceram é o que deve ficar; é o que fica; é o que é!

 
Fotos: arquivo pessoal

Fiquei muito feliz com o resultado! Muito feliz em ver cada criança, no stand, em meio à praça pública, poderem tocar e, sim, abraçar, como algumas crianças fizeram, os livrinhos da coleção PACTOS DE LEITURAS . Na Flica, foi apenas exposição. Os livros são destinados para as crianças das escolas públicas do Estado. Muita gente interessada em comprar a coleção, mas, por enquanto, nenhuma editora nos conhece - quem sabe, a partir de agora, os livros possam ir além? Olha, aí, Companhia das Letrinhas e outras... As histórias são lindas, bem escritas e falam com a criançada, numa linguagem limpa, clara e lúdica, sobre aceitação, respeito, cooperação, infância, história de alguns lugares... 

Estou feliz, por poder viver o aqui e agora e digo, bem como repito a todo instante: que bom que existe o agora!

Ah, a FLICA, acontece de 14 a 18 de outubro, na cidade de Cachoeira, Bahia. Os livros estão lá, todos pendurados para quem quiser ler, debaixo de lindas árvores, numa praça pública que simboliza a independência da Bahia - praça Dois de Julho. E leiam, leiam, leiam! Como cantam os personagens do "Circo de Só Ler" - espetáculo teatral de Salvador, muito bom e que meu filho ammaaaa e escuta as músicas diariamente: "leia, leia, leia, leia, porque quem lê clareia, clareia a visão...".

Pat Lins.


Foto: Arquivo Pessoal Noelia Barreto

Foto: Arquivo Pessoal -
Escritoras Noelia Barreto, Adelice Sousa, eu, o escritor homenageado - Antonio Torres -, Secretário de Educação do Estado da Bahia, Osvaldo Barreto e a escritora Vanina Cruz, em  Praça Dois de Julho - Cachoeira/Ba
15/10/2015

Veja também: http://patlins.blogspot.com.br/2014_06_01_archive.html?m=0

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A CORTINA DO POUCOS SABERES E MUITOS DIZERES

Imagem: http://naftalina.newsevoce.com.br/2015/04/os-misterios-do-universo-materia-escura/ 

Desde que nascemos, somos ensinados a aprender. Aprender o que? Espero conseguir explicar o que me ocorreu. Ao menos, uma parte, creio conseguir... Pois, aprendi que não podemos falar sobre tudo, até porque, tudo é algo muito maior do que supomos... é uma simbologia de infinitude dentro da nossa finitude. Entende?! Pois é... 

Nos ensinaram o que aprenderam, como aprenderam, e o que aprenderam do que lhes fora ensinado, como lhes fora ensinado e com uma pitada de "era assim que eu queria, pois é assim, que quero... e vou passar para você, te passando a responsabilidade de ser o que não fui, sem ser você mesmo, pois isso assusta aos demais e eu também não sustentaria te ensinar a ser você, porque eu, também, não sei ser eu... então, seja um quase eu, do que quase fui, através de um outro quase eu que me ensinou a quase ser quem deveria, mas me tornei quem sou... não Sendo quem Eu Sou.". Sempre - leia-se esse sempre como 100% do tempo que identificamos como o tempo até aqui e agora... facilitou?! Espero que sim!

Pois, nesse sempre - que já entendemos o que representa, por tanto, estabelecemos um símbolo de entendimento nosso, aqui, no Aqui e Agora - já existia alguém passando os símbolos para os "novatos" - me pergunto: quem ensina, deixa de ser "novato", na vida? Hummm... Vamos lá. - do que aprenderam, através dos que os ensinara - não vou repetir essa roda - que, dentro daquele núcleo, era assim que todos devem se portar e COMportar, para que ninguém pense nada errado de você - leia-se que o medo real, imagino eu... minha opinião, seria: "para ninguém pensar errado de mim" ou "para que saibam que fiz o certo, te passando o certo e fazendo você dar continuidade a ESSE certo, que é o que aprendi, dos que me ensinaram e que continua, então, está certo!". 

Portanto, já nascemos com um símbolo estampado - ou que nos estampam - de que "TUDO É PROIBIDO!", e "tudo é permitido, desde que esse tudo seja o tudo que nos ensinaram, daqueles que foram ensinados, por outros que foram ensinados... Nossa! Quantos "ensinadores" e quantos "ensinados". Estes, por sua vez - que são todos, inclusive os que ensinaram... - anseiam por se tornarem "ensinadores", para sair debaixo dos que ensinam... Oh, liberdade de ser quem não se é... fingindo-se ser um ser que não é, mas poderia ser. Isso que é futuro do pretérito, viu?! Por falar nisso, nos ensinam tantos códigos, símbolos... mas ninguém pratica corretamente. Se fosse fácil aprender e ensinar a aprender, ao menos, falaríamos corretamente dentro dos símbolos verbais que nos ensinam aqui... Mas, pouco entendemos, porque pouco desenvolvemos além do que nos ensinam e falamos, escrevemos, pensamos, agimos... TUDO errando, sem querer aprender, porque não identificamos como problema o problema da burrice que nos assola e envolve. Assim, aprendemos o gerúndio, para viver indo, indo, indo, porém, vindo, nada! - escutei isso há uns anos, num espetáculo teatral, chamado "A Bofetada" e nunca esqueci - e aprendemos o futuro do pretérito, sem saber bem o que ele quer dizer. Quando falei, certa vez, a um aluno: "futuro do pretérito é aquele tempo que seria, mas não foi, antes de ser" - Não. Não sou professora de português... Mas, de Comunicação e comunicação é interação entre o dentro de mim ao externo, para que entre no outro e ele externalize o que lhe passa por dentro ao externo e eu possa compreender... Por aí. - Pois, voltando ao aluno: ele me diz: "era só isso, pró?! Nunca me ensinaram tão simples assim!" e eu, simplesmente emite meu modo de pensar: "simples assim!". Pois, voltemos mais, voltemos ao tempo que seríamos, mas não somos, porque deixamos de ser antes de ser...

Retomando os símbolos, tenho que encurtar. Resumindo: todo símbolo só faz sentido se houver uma correlação a algo compreendível. Se eu te ensino que A é a, a letra que conhecemos como primeira do alfabeto, vogal ou artigo... é porque nos ensinaram o som, a imagem e nos ensinaram onde e como deve ser utilizada. Correto? Pois é... só é possível DECODIFICAR - e a ideia é essa, precisamos estar como decodificadores - trazer esse símbolo para o entendimento, ou aprendizagem, se ele fizer algum SENTIDO dentro de nós - lugar onde o "ensinador", aquele que parece nos ensinar com dor... creio que dor pelo que sabe que deixou de ser e se enfraqueceu diante do tempo, e esqueceu, por não aceitar ou lembrar... do Tempo, que é do eterno... PS - adoro reticências... nos deixam subentendido, tipo um símbolo, um código de que não se encerra aqui... 

Pois sim, para aprofundar sobre o entendimento de símbolos, signos, significados e significantes, Saussure - um link bem didático que achei, porém, bem básico, também: http://www.infoescola.com/portugues/linguistica/ . Ou pesquise sobre linguística, semiologia, semiótica. Vamos adiante, pois, aqui, chego no cerne deste post - aliás, todo o post é um cerne dele mesmo...

Minha maneira de compreender - sim, pois mesmo pensando assim, a e em mim não faz sentido... - as brigas religiosas:

As religiões brigam porque querem mostrar que a sua decodificação - e criação de novos símbolos... - dos símbolos naturais é mais próxima da realidade do TODO que os outros. Lembra do "tudo" que combinamos lá em cima? Vale aqui, também... Só que, cada um de nós é capaz de compreender um pouco desse TODO UNIVERSAL, um ínfimo pouco. No máximo, compreendemos essa parte do TODO, dentro do todo que nos ensinam e nos fechamos como 100% do tempo e espaço que nos condicionamos e nos condicionam estar - não viver!

Imagem: http://www.psicologiamsn.com/2014/03/o-conceito-religiao-pensamento-de-carl-gustav-jung.html  
A questão das discórdias religiosas, ao meu ver, está no ego inflado daqueles que captam, percebem, são mais sensíveis, se conectam, vibram... numa capacidade de consciência e entendimento de algo além do "aqui e agora". A esse "algo", chamamos de sobrenatural, em geral. E, em geral, esse sobrenatural tem um Criador, ao qual denominamos Deus, como um título, um símbolo de que nesse "algo além do aqui e agora" existe um "algo eterno", que já existia antes d´eu existir, antes dos meus pais existirem, antes dos meus avós... antes do antes que conhecemos antes de nascermos.

Pois é, as brigas, as religiões que se desmembram - nada aqui é crítica pejorativa... apenas constatações do meu EU diante do cenário que estou vivendo e convivendo - as religiões que surgem... Bem fez Jesus, que NUNCA teve religião. Ele, Ele mesmo aceitou-se como templo vivo. E a gente NUNCA entendeu os símbolos de libertação pela clareza das Suas ações, onde não havia mistério algum. Tudo era. Ele era, fazia e falava. Nós, povo burro, ouvimos, através dos ensinadores - sim, aqueles mesmo, que ensinam com dor, com a dor de viver com medo de ser feliz, de SER LIVRE - que foram ensinados por outro ensinador como ele - é! Somos todos iguais em nossa burrice! Aprendemos e ensinamos: burrice! - que Jesus pregava isso e aquilo. Porém, muito porém, não aprendemos a REAL e VERDADEIRA LIÇÃO do VERDADEIRO MESTRE - ao menos, foi o símbolo que nos passaram sobre aquele tempo... - Onde Ele não era um ensinador. Ele é um mestre. Todo mestre reconhece a maestria em seus seguidores. Pois, cada um de nós, É também, parte do TODO DIVINO.

Vivemos por trás de uma cortina - que já endureceu e se transformou em outra matéria forte, dura e densa, tipo um concreto que não suporta viver a realidade concreta... E, dentro dessa muralha firmada, vive-se na dureza, na sordidez, numa falsa moral e na falta de bons valores. Vivemos numa dimensão criada e induzida. Vivemos de ilusão e falsidade. E a isso, chamamos "verdade!". 

Dentro dessa "verdade" criada e estabelecida como código da nossa realidade, alegamos saber de tudo, pois, lembra do tudo? Pois é... Tudo o que sabemos até aqui compõe o nosso todo. Todinho, tadinho de nós! E quantos dizem saber mais do que nós? E quantos de nós dizemos saber mais do que os que vêm depois de nós? Tudo - o 100% do tudo que vivemos até aqui e agora - faz parte de crenças e valores que compõem nosso âmbito social; são características da nossa cultura social, ou seja, dos hábitos que representam um povo, um grupo. Um! Não O TODO. Apenas o todo do um que fazemos parte até aqui e agora.

EXISTEM DIVERSAS MANEIRAS PARA DESPONTARMOS A CONSCIÊNCIA E ALCANÇARMOS O CONHECIMENTO! 

Somos tão experientes! 

Pergunto: experiente em quê?

Pergunto: QUEM EU SOU?

Percebe? É por isso que as brigas se instalam, que a discórdia se prolifera: ninguém quer ter o trabalho, o esforço de ir além do aqui e agora. Medo! O medo nos torna mais agressivos. Então, vamos criar um clima de tensão. Povo tenso não pensa. Não pensar... é um perigo! Pior, pensar que pensa... E quando pega fogo? Explode toda a estupidez que o saber que nada saber nos fora ensinado. Saber que nada sabemos é a maior sabedoria! TUDO podemos aprender, porque TUDO podemos ser, porque do TODO viemos, do TODO somos, o TODO compomos!

Vou parar por aqui. Não falei tudo... Mas, esse pouco, é apenas um pouco do pouco que compreendo, como compreendo. Só mesmo para fazer um alerta: SEJAMOS!

Simples assim: EU SOU!

Pat Lins.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

BACKUP



Mesmo sabendo e criando um hábito, ainda não quer dizer que atingimos a nossa perfeição essencial. 

Por exemplo, ainda sabendo e fazendo, meu note deu pau e perdi todos os arquivos de novo... Backup? Faço. Fazia... Fiz o último em abril de 2014... 

O que aprendi: tentar sempre; culpar-se, jamais! Existe o tempo e dentro dele, muito ainda nos é mistério, inclusive que coisas precisam acontecer para outras fluírem. O que é importante, no sentido de relevância primordial, tenho tudo salvo e bem arquivado... o que se foi, ou era para ter ido, ou dá para ser recuperado, ou dá para refazer...

O hábito precisa de disciplina. A disciplina, de determinação. A determinação nos leva a ter a força de vontade, através do foco e o foco, requer um objetivo, que pede disciplina para alcançar.

Tantas lições num simples acontecimento... e muito da "minha vida", num notebook. Minha vida, mesmo, é real e tudo se resolve. Assim, descobri que, sem peso, tá tudo certo!

Na vida não temos backup, mas a capacidade de ser e fazer o que tem e precisa ser feito, nem que seja recuperar o que foi perdido ou fazer tudo de novo ou, simplesmente, fazer o novo!

Pat Lins.

O SIMBOLISMO DA LIBÉLULA


O simbolismo da libélula

"Foi no Vietnã e em Laos que aprendi sobre o simbolismo das libélulas. Estas pequenas, frágeis e ágeis criaturas sempre me chamaram a atenção, e agora que sei que o representam nestas culturas Asiáticas, as aprecio ainda mais.

No Vietnã, tradicionalmente, a libélula é o símbolo da transformação e o processo constante de mudança da vida. Elas são excelentes voadoras, disparam como a luz e mudam de direção com rapidez.

Considerada uma mensageira, ela transita entre ar e água, transpassando as influências de ambos os elementos por onde passa.

Renovação, forças positivas e o poder da vida são as principais representações deste inseto.

Ao tocar leve e rapidamente a água, elas sugerem que nossos pensamentos mais profundos emergem, vêm à tona e que é preciso ir além da superfície e buscar as decorrências mais profundas dos aspectos da vida.

A sua agilidade e capacidade de se mover em todas as direções demonstram um poder de equilíbrio – o que só acontece na vida adulta da libélula, e para Neos, com a maturidade. Ela se movimenta pra frente, pra trás, paira, pra cima, pra baixo, para os lados, como o sopro da mente.

A vida é um sopro.

Dizem que as libélulas só vivem um dia, mas não é verdade, e se ela viveu um dia só, foi na sua vida adulta. A libélula vive a grande parte de sua vida como uma criança, imatura. Voar é apenas uma fração da sua vida e dura apenas alguns meses. Ao alçar vôo, ela já é adulta e o faz intensamente. Ela não tem tempo pra perder e nos lembra do poder do viver o momento e viver a vida ao máximo.

Ela nos lembra que é vivendo o agora que você está em plena consciência de quem é, onde está, o que faz, o que quer e o que não quer

Elas simbolizam coragem, força e felicidade. Sorte a sua se um pousar em você.

Os Vietnamitas prevêem as chuvas pela maneira como as libélulas voam – vôos baixos significam chuva chegando, vôos altos significam dias de sol.

Em Laos me ensinaram que a libélula representa três valores do Budismo Teravada:

desapego (do stress)
humildade (com seu entorno)
efemeridade (do momento)

Então vamos viver com estes princípios, com vivacidade e sem arrependimentos, como uma libélula adulta."

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

TEMPO CERTO PARA CADA COISA


Volta e meia, cito Eclesiastes 3, pois retrata o que acredito: há um tempo para tudo debaixo do céu! inclusive, sempre é tempo para aprender!

1 Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu:
2 tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,
3 tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir,
4 tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar,
5 tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter,
6 tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora,
7 tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar,
8 tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz.
9 O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço?
10 Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens.
11 Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.
12 Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive.
13 Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho, é um presente de Deus.
14 Sei que tudo o que Deus faz permanecerá para sempre; a isso nada se pode acrescentar, e disso nada se pode tirar. Deus assim faz para que os homens o temam.
15 Aquilo que é, já foi, e o que será já foi anteriormente; Deus investigará o passado.
16 Descobri também que debaixo do sol: No lugar da justiça havia impiedade, no lugar da retidão, ainda mais impiedade.
17 Pensei comigo mesmo: O justo e o ímpio, Deus julgará a ambos, pois há um tempo para todo propósito, um tempo para tudo o que acontece.
18 Também pensei: Deus prova os homens para que vejam que são como os animais.
19 O destino do homem é o mesmo do animal; o mesmo destino os aguarda. Assim como morre um, também morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida; o homem não tem vantagem alguma sobre o animal. Nada faz sentido!
20 Todos vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e ao pó todos retornarão.
21 Quem pode dizer se o fôlego do homem sobe às alturas e se o fôlego do animal desce para a terra?
22 Por isso concluí que não há nada melhor para o homem do que desfrutar do seu trabalho, porque esta é a sua recompensa. Pois, quem poderá fazê-lo ver o que acontecerá depois de morto?

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

MEU TEMPO TEM APENAS A IDADE DO CÉU!


O tempo está começando a misturar-se em minha mente, minha vida e minhas emoções.

O que era dor virou passado, que atormentava meu presente e não deixava o futuro ser diferente.

Hoje, o que passou, passou. O que é é o que é. O que virá? Já, já se estabelecerá, para, logo em seguida, passar.

O tempo, bem como dizem, não passa de uma ilusão. Criamos uma cronologia que não nos atende e, mesmo assim, desajustado, a gente não entende que só falta deixar o Tempo passar. Afinal, quem segura os seus passos, o seu ritmo ou a sua força? 

Nem nossos planos mais bem planejados e muito bem cronometrados, organizado e calculado é tão perfeito e efetivo como Ele: Kairós! Aqui, ele passa eternamente. Vai~, volta e nem sai do lugar.

Eu me sinto solta num lugar indescritível. Me sinto sem saber onde é acima, abaixo, ao lado, do outro... porque me sinto dentro, me sinto fora, envolta, em sintonia.

Há paz nesse tempo diferente, que não está brincando com a gente, apenas nos esperando, calmamente, porque sabe que um dia atentaremos para quem Ele de fato É.

De todos os tempos o SER é o É que deve ser, que é para ser.

De todos os tempos, o presente é o único que se eterniza; passando, ainda é; chegando, ainda é.

Em todos os tempos, no encontro, a vida se revela: aqui e agora.

Em todos os tempos, tudo na hora certa - por mais bem organizado que eu seja... só É quando Ele, o Tempo Rei, diz que é para ser, senão, será ou foi. 

Estranho vivermos sem tempo para respirar... morremos diariamente, sem saber, sem perceber, sem chance de acordar.

Estranho vivermos sem tempo para amar... sofremo eternamente, em cada dia que passa.

Estranho perdermos tanto tempo com coisas tão obviamente supérfluas... elas sempre vão, a gente sempre fica e  cara bate no chão.

Eu gosto do Tempo e Ele tem sido muito bom para mim, porque, agora, exatamente agora, ele está aqui comigo e me diz: "hora de mudar!" e algo novo acontece, nem que seja uma nova sensação. E, aliás, tem algo de maior importância do que sentir algo bom no coração, mesmo parada olhando para o chão?

Não é o tempo que nos condena... somos nós que nos condenamos a viver sem tempo para ser feliz! E o Tempo, o tempo inteiro diz: "Criei o tempo para que seja eternamente FELIZ!".

Tempo de acordar! Agora! Já!

Bem vinda, eu, em minha vida, nesse novo tempo que tem, apenas, a idade do céu!

Pat Lins.





quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O SER PERECE PARA IMORTALIZAR!



Só vejo as pessoas julgando; condenando; andando cheias de nós pelas costas; imaginando; fingindo; culpando; cobrando... pouco vejo se doando, mudando, se transformando, compreendendo, perdoando, se abrindo, evoluindo. 

Interessante é que, a maioria, só se vê como vítima e diz: "eu não!". 

Somos tão tolos e tão pequenos! Eu também, sim! Me acho melhor do que ninguém, não. Problema é que me veem como querem e me idealizam assim... infelizmente, isso não é comigo. Eu sou muito mais do que você pensa e muito menos do que você imagina - frase que falo e repito aqui.

Podemos ser tão maiores, tão melhores!

Amor não se cobra, não se mede, amor se vive. Se é para se doar, se doe. Esperar e cobrar do outro só vai aprisionar na dor. 

O movimento do amor é livre e libertador, não se preocupa se você faz festa em seu aniversário; se compra presente de natal; se dá presente a mãe no dia das mães; se presenteia o pai no dia dos pais... isso se chama comércio e consumo. É certo ou errado? Não é essa a questão. O que conta é a construção diária da relação. Esse glamour que se faz em cima de "quem dá mais", nunca foi movimento de amor. Eu amo e pronto. O amor não tem rótulo. É. Apenas: é! Doação de amor é mais do que falar e exigir do outro - cuidado com as máscaras dessas cobranças... você pode até se enganar, mas quem recebe entende e se sente cobrado. No amor não existe jogo, nem estratégias. Mentirinhas e joguetes são para as pessoas vazias. Me entristece ver esse vício em mais pessoas do que gostaria de ver e perceber. E, com nomes diversos, alegam que não fazem e se sentem injustiçadas quando passam pela mesma coisa. Tem trave no olho, não? Melhor tirar.

Vejo tanta gente azedando por não se amar. Vejo tanta gente azedando por julgar, cobrar, condenar, exigir mais do que tem para receber... isso só traz dor e sofrimento para si e para os outros. Daí, o outro vai embora e, diante da dor, ainda leva a culpa... A gente não perde o que não nos pertence e o que nos pertence, mesmo? Tudo é perecível, até nós mesmos. A gente perece para imortalizar.

Perde tempo, não. E não é terminar de ler e dizer: "me identifiquei! Penso assim, mesmo. Quanta gente por aí julgando. Fingindo que doa amor! Fingindo que ama!", depois, sair por aí julgando A, B ou C porque fez uma coisa que "se fosse eu, não faria!"... Chega de hipocrisia, chega não?

Ao escrever este post, pensei em mim mesma. Olhei para mim mesma. Li a mim mesma. Preciso mudar a mim mesma. Estou tentando retirar a trave do meu olho, irmão, para poder ver limpa e puramente. Enquanto todos querem se sujar e igualar, eu, comigo mesma, vou me limpando. No mínimo, respeito a mim mesma; no máximo, respeito a mim mesma!

Todos temos problemas e motivos para entrar em pânico. Mas, temos também outros tantos motivos para não surtar e manter o foco na alegria! 

Celebremos a vida, vivendo melhor, cada dia!

Ai, cansei. Se avaliar cansa, dói... mas, liberta, alivia, abre para o novo!

Um lindo novo ser para você! Sinta-se bem! Sinta-se! Bem! 

Pat Lins.

PS - Se concluir a leitura se sentindo melhor do que os outros e dizendo: "Nossa! Eu não sou assim!", sugiro que leia e releia novamente... até sentir, límpida e puramente: "Eu posso ser melhor!".


terça-feira, 2 de setembro de 2014

A VIDA É VERBO - TEMPO DE SER E ESTAR AQUI E AGORA!


Pessoas especiais, quando, por conta desses motivos da vida, de cada um ir para um canto, não deixam de ser especiais em nossas vidas. Um dia, a gente entende que a necessidade da presença física é coisa da nossa mente limitada. Consequentemente, nos apegamos, nos sentimos presos e aprisionamos. 

Daí, a vida chega e diz: "êpa, né assim não, meu bem! Né assim que a banda toca não" e dá a nota e dá o tom e a gente, que "sabe de nada", resiste em apenas escutar a música e deixar o corpo embalar no ritmo, no fluxo, no caminho! Pessoas especiais, sempre são especiais em nossas vidas, estejam onde estiverem!

Aos poucos, esvaziando, vamos nos tornar - não como passe de mágica e extremamente - diferentes, no sentido de melhores, à medida que aceitamos o tempo presente, o AQUI E AGORA! 

Perdeu a paciência ontem - bom, lembrando que ninguém perde aquilo que não tem... né? -, vai ficar preso à crítica e ao medo de seguir em frente, se aprisionando e se punindo pelo que fez? LIBERTE-SE, JÁ! Reconheço que fiz. Reconheço que me incomodou. Reconheço que não me contive, porque não é para se conter, é para fluir e fluir é verdade; verdade é consciência! Seguir a consciência é fluir, é dançar a dança da Vida, na cadência do Tempo de ser e estar, conforme a Natureza do Ser! Ninguém tem o direito, nem o dever, de condenar ou ser condenado sem ter a liberdade de, hoje, agora, escolher fazer o novo, fazer melhor ou melhorando.

A vida é gerúndio, vai acontecendo, enquanto estamos aprendendo e vivendo. O Tempo é gerúndio, vai guiando e passando, permanecendo e renovando. A Natureza é gerúndio, está sempre plantando, germinando, nascendo, transformando!

A Vida é Tempo infinito! No infinito contínuo que é o AGORA!

EU SOU VIDA! EU SOU LIBERDADE! EU SOU LIVRE DOS PENSAMENTOS, CRENÇAS E VALORES RESTRITIVOS E PARALISANTES! EU SOU!

Eu Sou Pat Lins!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

TODA MUDANÇA BAGUNÇA: DA ORDEM AO CAOS E DO CAOS A ORDEM!

É preciso se quebrar os ovos para se fazer omeletes, né verdade?

Pois é... quem pensa que querer crescer e "chegar lá" é como final feliz de "Sessão da Tarde" ou final de novela, onde tudo acende por milgare, muito se engana. Esse tipo de espera nos limita a um romantismo excessivo de que tudo tem que ter um final e pronto, congela!

Sorte que a vida é mais do que isso: tanto para as coisas ruins, como para as coisas boas. Temos a oportunidade de estar em movimento e VIVER é movimento - rigidez é morte.

Mudar, gritar, estourar, romper, extravasar, inovar, transformar... tudo isso faz parte do processo de crescimento de cada um de nós - independente do que acredite religiosa e filosoficamente falando - e, não existe um "Cheguei! Ufa, acabou!" é mais para "Consegui! Venci ESTE obstáculo! Superei ESTE desafio!". Sim. Depois, outros virão. E não é castigo ou punição - isso, ainda aprendo, um dia... Não sei explicar o motivo de ser assim - nem concordo... porém... -, mas se a gente parar e observar bem, É assim. Sempre teremos algo novo a aprender. Afinal, somos humanos e, como tal, falhos e imperfeitos. Isso quer dizer que sempre estaremos em mudança. Cansar é humano. Recarregar, também. É preciso coragem para se assumir para si; reconhecer os próprio limites e dizer: "hora de parar" ou "hora de seguir" ou "hora de continuar".

De Tempos em tempo, vem uma calmaria e a gente agradece - oh, como estou desejando esse período. Mas, no geral, é superação diária. Afinal, somos ou não seres biopsicosocioeconomicojuridicocultural? Existem tantas coisas ao nosso redor que não somos apenas QUEM e/ou DE QUEM nascemos, somos, inclusive, ONDE nascemos, por onde andamos, com quem nos envolvemos, o que gostamos, as Leis que nos regem e "limitam", o dinheiro que dita as regras do jogo... Pois é! Somos saúde e doença. Somos uma dualidade constante. Até entendermos de VERDADE que de nada adianta fugir, um bom chão de idade gastamos. Não tem porquê fugirmos de nós mesmos. Mas, podemos escolher como seguir, onde quer que estejamos.

E mudar é imprescindível. Crescer dói, em toda e qualquer época, mas toda dor passa - a dor só dói enquanto está doendo, depois, passa! - e precisa passar. É preciso respeitar cada fase, cada "como estou" em cada fase.

E temos que ter em mente: toda mudança bagunça primeiro para depois, reorganizar! Não tem como não ser. Se está tudo guardado em gavetas, armários e afins, para mudar, temos que tirar, mexer, limpar, encaixotar para levar... zerar o contador, para se desapegar de fato do que passou. Nesse momento, fazemos novas escolhas: o que fica, o que segue? Lixo, limpeza, abertura para novos espaços. Insegurança, medo do que virá, do novo, do "desconhecido" que é conhecido, afinal, a gente escolheu ir para lá - inclusive, passar a ser, de verdade, quem deve ser. 

Da "ordem" entramos no caos necessário - olha a dualidade de novo e sempre - e, em seguida, uma nova ordem. Depois, uma nova rotina, com novas desordens... A vida é sempre se REORGANIZAR dia a dia. Mesmo que canse...

Para quem ainda não se deu conta - como eu -, a vida é AQUI E AGORA, cotidiano! Não foi só ontem e ainda não é amanhã!

Um grande amigo me disse recentemente - depois de minha panela de pressão explodir: "o que você precisa para hoje, você já tem. Mas, para amanhã, ah, minha miga, para amanhã falta tanto, ainda...". 

Feliz AQUI E AGORA para todos nós! Tudo está como tem que está, para ser como é!

Pat Lins - da ordem ao caos e rumo à nova ordem... 

PS - este post foi escrito em 01/09/2013 e atualizado agorinha, porque ainda é muito atual!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

ESCOLHENDO O PRÓPRIO CAMINHO



O maior problema é quando a gente faz a nossa parte, tudo como "deve" ser feito. Quando o outro não faz a parte dele, todo nosso trabalho, esforço e empenho morrem no vácuo da inércia...

Ainda assim, o fator escolha pode solucionar: o aqui e agora. Se a chuva é o destino, meu caminho é a escolha que tenho a fazer.

Compreender a limitação do outro é, antes de tudo, reconhecer a nossa. Assim, em respeito a ambos, escolhamos seguir nosso caminho. E isso não deve ser encarado como simples desistência, mas como escolha de caminho.

Tá tudo certo. Vamos vivendo e escolhendo. Escolha requer consciência!

Culpa, remorso, arrependimento... nada disso cabe! Cabe apenas, entender e aceitar. Se bem não está fazendo, e não depende de mim... depende de mim escolher. Isso, também é DS - distância saudável, saudável.

A vida não é um cabo de guerra, a fim de disputar para ver quem ganha... apenas para ver quem consegue manter o equilibrio daquela ação, para ninguém cair no chão. Sem cooperação, todo mundo cai! E acredite: ninguém vive sozinho...

Pat Lins

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