Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de dezembro de 2015

A GENTE PODE! EU POSSO! TODO MUNDO PODE!

Imagem: http://www.osmais.com
Acho estranho como a gente acha estranho quando os grupos oprimidos, no desespero para serem respeitados,  apelam mesmo para uma resistência.

Eu escuto muito, algumas pessoas me dizerem:"ah, que agonia desse povo negro que fala em militância,  em África o tempo todo, em eu sou negro...". E eu digo:"Ah! Só você sentindo o que eles sentem na pele para precisar lutar, ocupando o tempo deles com essa luta, por algo que tiraram deles...".

E é isso,  mesmo. Existe um movimento invisível que se firmou com sangue,  com mortes e destruições onde somente o homem branco tem espaço livre para ir e vir, dominar e determinar tudo o que bem quiser.

Aí, ouvimos muitos gritos pedindo socorro pela igualdade,  liberdade e fraternidade. O machismo oprimiu,  impossível negar essa realidade. Os diversos movimentos que surgem, são  taxados de "radicais", como o feminismo, movimento negro, LGBTT, dos gordinhos... De tudo que não é branco,  rico e bonito.

Escutar uma criança negra chorar e sofrer porque na escola querem fazer com que ela se sinta culpada por ter NATURALMENTE mais melanina. Ver que esse sofrimento gruda nessa criança e a segue até a fase adulta gritando pelo pedido: "respeite a minha cor!". Ao escutarmos os gritos pedindo respeito a esse espaço e tendo que brigar, sim, pelo próprio espaço. Mas todo mundo, que não é todo o mundo, escuta esse grito,  se depara com esse limiar, se sente ofendido e devolve denegrindo os movimentos de resistência.

Claro que nada disso seria - SERIA - necessário,  se RESPEITO fosse algo REAL, na prática.

Se ainda escutamos e repetimos e falamos: "isso é coisa de mulher", "foi aquele neguinho ", "coisa de gordo" e etc, nos colocamos acima como melhor. Percebe? Cada um de nós se coloca acima e melhor que o outro. Vai mudar se eu só vejo o que o outro faz ou resiste?

Começo eu, hoje, agora, aqui,  a observar o que falo,  porque reflete o que penso e como nossa sociedade, que é composta de tantas individualidades,  nos impõe e manipula a pensar. Dizer NÃO a esse padrão cruel é comprar briga, é se colocar em posição de resistência, é levantar guarda,  para conseguir defender o próprio espaço e direito de ser quem é.

Por que incomoda tanto ser quem é,  sem roubar,  matar, manipular,  impor... Sem desejar poder sobre alguém?

Eu penso muito nisso,  porque sou uma pessoa que olha e vê pessoas. E escutei,  recentemente,  de uma pessoa que me conheceu,  que eu tinha "uma mente aberta demais" e que eu "deveria ter ao meu redor apenas pessoas do meu nível", então sorri e o tempo da justiça nos afastou,  de maneira que eu soubesse que estávamos em níveis distintos,  mas não me vi melhor do que ela,  apenas continuei com meus amigos de verdade: gordos ou magros; negros,  brancos, índios,  orientais...; pobres e ricos; de santo, evangélico,  católico, judeu, espírita, esotéricos... E por esses,  eu luto sim! Luto sonhando em não ter mais que lutar. Sonho e vivo essa realidade de viver o próprio espaço.

Se exigem que me enquadre num formato único,  sem me dar opção se escolha e respeitar quem sou, caio fora e fecho o ciclo. Acaba sendo o que? Barreiras sendo criadas. E como isso termina? Começando, aqui e agora que respeito é o não julgar. E aceitar que ser feliz está além das convenções sociais.

Eu estou gordinha,  graças a Deus eu sou muito saudável e aprendi que ser feliz é algo que não tá aí fora, tá aqui dentro. E torna-se uma luta, apenas por defesa de espaço, porque o externo tenta,  incansavelmente tirar isso. Mas, não consegue. Sou eu! Fico triste. Fico alegre. Como qualquer um. Mas SOU FELIZ. EU SOU.

Gente,  tá na hora de ouvir mais os pensamentos que saem através das nossas bocas e ações. Vamos crescer. Ser quem somos e pronto! Vamos parar de falar da roupa da amiga; do cabelo da vizinha; do prato de fulano... Ver, todo mundo que enxerga pode ver. Ver e respeitar é coragem! É digno. É nobre. É chique. Isso é elegante. Isso é liberdade de Ser.

Poder saudável é aquele que a gente tem quando descobre que a gente PODE! Que eu posso ser, simplesmente,  FELIZ.

Pat Lins.

sábado, 7 de março de 2015

LIVRE PARA IR ONDE PRECISA CHEGAR

Acho que foi Clarice Lispector que disse algo sobre a liberdade de uso do que foi escrito. 

A gente escreve algo, muitas vezes, sem definir a direção. Pensamentos são livres para entrarem  e sairem das nossas mentes. Quem lê é que enforma ou deforma... Alguns, reformam. 

Costumo escrever pensamentos soltos e livres. 

Venho ensaiando e dando meus passos como escritora e eles se chegam com mais força. Uns dizem logo: "Eu vou para o face"; outros,  me pedem: "Blogs" e, de acordo com o teor,  eu direciono para um dos três. Os mais gentis apenas pedem:"me guarde no caderninho, na hora certa, venha me buscar para o livro"... São tantos que me chegam e pedem passagem,  que hoje, obedeço. 

Um pensamento é mandão, se não escuto ou eles martelam ou se vão. 

Preciso exercitar a prática que a Clarice já sabia: depois que escrevo, não é mais meu, é de quem utiliza. 

Por vezes,  vejo tomando conotações muito diferentes da original  - ao menos,  eu tento dar uma origem... Mas,  não tenho direito de interferir. Ainda acho estranho isso, ver meu nome ou pensamento associado a algo que eu penso diferente...  tenho que me acostumar pelo real entendimento de que, as palavras escritas em forma de pensamento, são livres e encaixam onde são encaixaveis e por quem bem quiser. Isso não quer dizer que pense ou concorde com aquele uso. Quem cita, afirma o seu pensamento, reforçando com uma frase ou texto que leu e se identificou. Apenas isso. 

O exercício parece banal,  mas não é. Estou me preparando e buscando oportunidades. Já comecei e sigo em frente. E, até aqui,  uma simples  - nem tão simples assim - rede social, também é um laboratório. E eu gosto. Gosto de aprender. Gosto de ver que certo e errado  podem vir a ser a mesma coisa diante de pensamentos opostos... Cada indivíduo é que dá a direção. Tudo isso é interessante observar. Sem julgar ou emitir julgamento de valor. Apenas observar. 

Tô aprendendo. Sempre. 

Pat Lins

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A VIDA É VERBO - TEMPO DE SER E ESTAR AQUI E AGORA!


Pessoas especiais, quando, por conta desses motivos da vida, de cada um ir para um canto, não deixam de ser especiais em nossas vidas. Um dia, a gente entende que a necessidade da presença física é coisa da nossa mente limitada. Consequentemente, nos apegamos, nos sentimos presos e aprisionamos. 

Daí, a vida chega e diz: "êpa, né assim não, meu bem! Né assim que a banda toca não" e dá a nota e dá o tom e a gente, que "sabe de nada", resiste em apenas escutar a música e deixar o corpo embalar no ritmo, no fluxo, no caminho! Pessoas especiais, sempre são especiais em nossas vidas, estejam onde estiverem!

Aos poucos, esvaziando, vamos nos tornar - não como passe de mágica e extremamente - diferentes, no sentido de melhores, à medida que aceitamos o tempo presente, o AQUI E AGORA! 

Perdeu a paciência ontem - bom, lembrando que ninguém perde aquilo que não tem... né? -, vai ficar preso à crítica e ao medo de seguir em frente, se aprisionando e se punindo pelo que fez? LIBERTE-SE, JÁ! Reconheço que fiz. Reconheço que me incomodou. Reconheço que não me contive, porque não é para se conter, é para fluir e fluir é verdade; verdade é consciência! Seguir a consciência é fluir, é dançar a dança da Vida, na cadência do Tempo de ser e estar, conforme a Natureza do Ser! Ninguém tem o direito, nem o dever, de condenar ou ser condenado sem ter a liberdade de, hoje, agora, escolher fazer o novo, fazer melhor ou melhorando.

A vida é gerúndio, vai acontecendo, enquanto estamos aprendendo e vivendo. O Tempo é gerúndio, vai guiando e passando, permanecendo e renovando. A Natureza é gerúndio, está sempre plantando, germinando, nascendo, transformando!

A Vida é Tempo infinito! No infinito contínuo que é o AGORA!

EU SOU VIDA! EU SOU LIBERDADE! EU SOU LIVRE DOS PENSAMENTOS, CRENÇAS E VALORES RESTRITIVOS E PARALISANTES! EU SOU!

Eu Sou Pat Lins!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

APRENDIZADO NO ONTEM: PRATICAR NO AGORA


Aquilo que ignorávamos ontem e acessamos o conhecimento hoje, só pode ser praticado no agora.
Pat Lins

Ninguém deve se envergonhar do que fez, falou ou agiu, ontem. Devemos sim, estar abertos para rever, inclusive, nossas piores palavras proferidas, vivendo o aqui e agora com amor.

Ao desabafar com um amigo/a, temos a sensação que assinamos um contrato e contraímos uma "dívida": "Se eu falei isso, agora, tenho que cumprir... Não dá mais para voltar atrás. E eu me arrependi. Deveria ter ficado calado/a.".

Tudo "blábláblá". Um amigo não é um juíz ou carcereiro das nossas ações. Muitos amigo desabafam comigo e, depois, fazem algo que continuavam fazendo. Concluo: "é a vida dele/a!". Não temos que interferir na vida de ninguém, apenas por termos o título honorário de "Sir" amigo, né verdade? Nossa interferência é de apoio, confiança e solidariedade. Se há uma AMIZADE deve haver confiança. E, se há confiança, há liberdade, compaixão e não há necessidade de esclarecimentos, porque, sem julgamentos, não temos do que pedir perdão, entende?

Muitas vezes, no afã da raiva - natural, diante do cenário "pura pressão" que vivemos - explodimos e falamos horrores. Falamos tudo o que nos incomoda. Colocamos para fora o bolo entalado na garganta e, se ele não desce, precisa sair. Um amigo, nessas horas, é um santo remédio, para que não seja necessário falar com as paredes. Nesses momentos, estamos acessando nossos monstrinhos residuais daquilo que vamos acumulando sem perceber - até mesmo quando acreditamos colocar tudo para fora com elaboração do pensamento, muitas vezes, mantemos tanto no âmbito racional, que não há o processo de transformação e, creiamos, transformação é emoção acolhida e bem alocada! - e, de repente, de tão cheio o receptáculo "EU", nada mais entra e é preciso fazer uma verdadeira faxina mental; LIMPEZA mesmo! Jogar todo o lixo para fora. Esvaziar o container. Zerar. Sempre há resíduos, até mesmo, após uma bela e gigantesca explosão. Resíduos podem ser internos e externos... Ambos pesam. Ambos devem ser cuidados. Nada é insignificante.

Por isso que sou uma amiga e tenho grande e importantes amigos! Porque, em meio a tudo, julgamos nada!

Os que nos julgam e nos cobram com: "lembra que você disse que ia fazer isso? Cadê?" ou "Considere que sua vida está assim porque você quer! Para sair, você vai ter que fazer isso, isso, isso e isso. Escute o que te digo! Depois, não venha chorar em meu ombro, porque minha parte eu já fiz: estou te dando a solução!", esses são pessoas altamente carentes de si e que acabam cobrando do outro o que não consegue cuidar em si. Também, não devem ser julgados e condenados à forca. Tudo tem seu tempo. Um breve DS - distância saudável - é boa para todo mundo e não significa descaso ou falta de afeto, é apenas o que é: um momento de pausa no tempo e espaço. Afinal, se precisamos nos recuperar "em" e "de" nós mesmos, por mais que gritemos, coloquemos para fora em forma de palavras, gemidos e grunhidos, ainda é dentro, no interior, no centro do meu ser que o cuidado precisa chegar. É lá que está a ferida aberta... É lá que a cura deve se fazer. E, quando fora de nós, sabemos e temos a certeza de que não somos julgados e sim, COMPREENDIDOS, reunimos força externa para uma bela mudança interna. Depois, ninguém vai dizer: "quem te viu e quem te vê, naninha!", porque o que é natural - como toda mudança - deve ser natural. Ficar preso ao que foi vivenciado no passado, lá, naquele tempo que já foi, é apego e não roda... se não roda, não gira e nada anda.

É de extrema importância que saibamos respeitar a nós mesmos, as nossas limitações, para entender que um amigo também tem as dele. Se eu estou uma bomba relógio em contagem regressiva, bem próximo do zero, como vou acolher um amigo na mesma condição? Ao ser sincero, tanto meu contador, quanto o dele/a pode diminuir e o impacto da explosão ser menor. Cada vez que nos (re)conhecemos, algo de bom acontece; milagres acontecem! Por isso, a gente nem pode ser cobrado, nem cobrar do outro o que ele não pode nos dar. E isso, insisto, não é falta de amor, afeto ou consideração! É HONESTIDADE. E a verdadeira amizade suporta Verdade, porque não é melindrosa. A carência é nossa...

Um amigo vai estar ao seu lado - e aí, falo como insisto em deixar claro, dos dois lados: sendo amiga e tendo amigos - segurando a sua mão, te apoiando, do lado onde você precisa! Um amigo vai seguir e crescer junto, porque vai entender que todos crescem quando se amparam, sem julgamento ou prisões em expectativas. Depois da explosão, há a necessidade da reclusão. É o período de restabelecimento. E, se aquele que te apoiou sabe que DS é saudável apenas sem arrogância, medo ou receio, vai entender naturalmente que isso se chama RESPEITO à fase. E não vai se afastar, apenas, deixar claro que está ali, só que sem fazer barulho ou invadir. É o "não estar só" que devemos lembrar quando somos e temos amigos!

Sou muito grata e agradecida, mesmo, pelos amigos que tenho! Me sinto honrada - sem o peso pejorativo que agregaram à palavra "honra" que vem com pacote vaidade e melindre - em ser amiga de tanta gente e ter Amigos que me amparam e acolhem, num processo mútuo e natural.

Desejo, do meu coração, numa energia de vontade, que um amigo de verdade surja em sua vida! Porque um amigo é um tesouro mais do que precioso. 

Pat Lins.


sábado, 19 de julho de 2014

LIVRE ARBÍTRIO: A LIBERDADE DE ESCOLHER!


Existem agitações inexplicáveis... Mas, gostaria que me explicassem como fazer a pessoa parar, daquilo que nem sei explicar que está fazendo.

Tem gente que vem com tanta energia, mas não tem uma gota de energia para se organizar e fazer o que deve e precisa ser feito.

Para mim, isso é desperdício de energia.

... e quando começa a atingir e destruir tudo ao seu redor?

Me pergunto: quando estabelecemos uma respeitosa DS - distância saudável - de pessoas que não percebem o quanto extravasam o excesso, que não sabem viver momentos de alegria, que vivem cruzando a linha do real e se perdendo no imaginário... Isso é fraqueza? Seria necessário viver colocando a prova a sua força numa queda abissal? 

Seria força se focar em si e no que em si atrai essas situações e, assim, estabelecer uma DS consciente? Seria força entender que não podemos controlar o sofrimento do outro, por não aceitar que TODOS podemos fazer escolhas e, algumas dessas escolhas esbarram no desejo oposto da escolha do outro? Nesse embate, seria egoismo escolher ser feliz, longe de quem cultiva tanta infelicidade? Mesmo que saiba que tudo está dentro da gente, o que vem de fora, realmente, não pesa?????

Se alguém escolhe cultivar a felicidade e o outro escolhe viver acorrentado ao looping do mesmo momento, todos os dias, qual o processo natural? Desgaste, atrito... Mas, se do atrito se faz o fogo e fogo é vida, é luz, é possível enxergar que aquele outro já não faz mais parte da sua vida. Só que, isso, não precisa ser condenando o outro, apenas, escolhendo o seu caminho. Seria isso egoismo? Buscar-se não é esconder-se ou isolar-se, apenas (Re)fazer-se diariamente! 

A auto busca não é fechar-se em concha, é abrir-se em escolhas! No egoismo, as pessoas não buscam a individualidade, como processo de recolhimento necessário, como processo de buscar-se a fundo. O egoismo é raso, é superficial, é medo de abrir-se e interagir com o mundo e seus mundos dentro de si. O egoismo não é se buscar, é se esconder de si. É restritivo. A auto busca é expansiva, libertadora, acolhedora. Uma coisa é a reclusão. Outra coisa é o recolhimento para acolhimento de si... Isso nem se esgota aqui.

Escolhas conscientes do que devemos fazer e de quem pode estar ao nosso lado. Selecionar as pessoas que somam não é menosprezar os que não afinizam, apenas, uma necessidade de limpar o ambiente das adversidades. É como se você estivesse com um braço machucado, precisando recuperar e alguém viver puxando para testar... Eu escolho me preservar! Identifico minha fragilidade. Reconheço que não sei lidar. Me pergunto: isso vai colaborar com o que previso fazer no AGORA? Minha prioridade prioritária é a felicidade! 

Ser um humano traz muito mais do que o pouco que vemos... somos um conjunto de tanta coisa em nós e ao nosso redor que não dá para manter um discurso vago e superficial de que "devemos fazer isso ou aquilo", ou "sair da zona de conforto". Volto a dizer: nem toda zona de conforto é tão desconfortável... Algumas são necessárias. Outras, necessitam que saiamos, urgente! Tudo é questão de identificar! De acessar a consciência. Isso é sair da zona de conforto prioritária!

Tudo é uma questão de aceitarmos que temos livre arbítrio e ninguém deve nos condenar por fazer ESCOLHAS!

Algumas vezes a gente enlouquece, porque, para poupar o sofrimento no outro, causamos em nós. Seria saudável isso? Seria fuga? Seria...? 

Só quem não entende a importância dessa consciência vai cobrar, criticar, julgar e condenar quem as faz.

Pat Lins - refletindo sobre conversas com amigos...

sábado, 6 de abril de 2013

GUERRA SANTA OU INTERESSE POLÍTICO?


Para mim, respeitar  liberdade é, mesmo entendendo que o outro é como é, e que eu seja como sou e não sou como o outro é - desde que não invadam roube, mate, machuque, "desmoralize" (e aqui cabe outra ressalva: desmoralizar não é tocar no melindre do outro... isso é reação individual) - para mim isso é respeitar. 

A polêmica em torno de Marco Feliciano e a comunidade LGBTT não é religiosa... é pela discriminação que ele faz. Onde se há discriminação, há tendência... e opção religiosa é de cada um. 

Não creio poder haver vínculo entre opção religiosa e política. Outro pastor, mais sereno, sensato e, mesmo que discorde dessa realidade, teria mais bom senso para lidar... 

A grande questão é que ele assume um lugar que deve lutar para que os direito naturais do ser humano prevaleça e, aí, cabe-se respeitar a orientação sexual de cada um, sim, e a opção religiosa de cada um, sim. 

Eu não sou gay, não sigo religião, mas faço minha parte... me senti incomodada com ele como presidente da comissão de Direitos Humanos porque o vi como qualquer outro político - dessa maneira deturpada que se chamam os políticos, em vez de dirigentes da polis, um verdadeiro guia e condutor da comunidade - com interesses próprios, justamente numa comissão onde se luta para que as pessoas sejam respeitadas pela sua condição humana, não por suas orientações sexuais, opções religiosas. Do mesmo jeito que não aceitaria um padre, um espírita, um pai de santo, um budista, um ancião, um rabino... radical e ortodoxo. O País laico concede essa "liberdade" entre o que UMA religião pensa, prega e segue e a vida de TODOS os outros que não vêem sentido naquela determinada religião. Acredito em Deus, não estou discutindo religião, muito menos denegrindo os evangélicos. Conheço várias pessoas e de diversos tipos e me encanto com cada uma delas pelo coração que têm. Conheço, convivo e amo amigos que tenho e se fosse brecá-los por tabu ou por opção religiosa, não teria a liberdade de amar livremente e sem julgar suas escolhas. Dentre esses amigos mais próximos, alguns seguem algumas religiões, doutrinas como Batista, Católica, Judaismo, Candomblé, Espiritismo, Budismo, Testemunha de Jeová, Adventista. Eu amo cada, pela pessoa que é, pelas pessoas que são. Já fui conhecer as suas religiões, não para praticá-las - como alguns tinham a intenção no convite - mas para estar junto, em alguma cerimônia importante para eles e, sendo importante para eles, é para mim e, se der para eu ir, eu vou - como já fui em algumas. O interessante é que todas se dizem as certas - nenhuma escapa disso - e cada uma tem lá suas verdades compatíveis com A Verdade Universal - aquela que Jesus nos deixou e que religião alguma prega com o desprendimento que Ele teve, como não julgar, nem condenar e amar ao outro como a si - e isso inclui respeito, pois se eu quero ser respeitado pela minha escolha religiosa, preciso respeitar a do outro. 

Conheci padres chatos de dar dó e humanamente problemáticos, como outros que são seres humanos iluminados e cheios de amor! Conheci pastores iluminados e cheios de amor, como outros chatos e humanamente necessitando de terapia para se buscar e se melhorarem. Conheci filhos de santo muito mais cristãos em suas atitudes e respeito ao outro do que muitos pregadores sem fé, por aí, bem como uns radicais e cegos. Espíritas, então, que agora está na moda, já perdi as contas. Cheguei a conhecer - como já falei em outros posts, se a gente quer saber como é, tem que ir e ver - alguns centros espíritas e vi a diferença entre os que fazem pela afinidade com a doutrina de Kardec e os que fazem por modismo ou para ocupar o tempo - este tipo de "religioso", vi em TODAS  as religiões: "fiéis" que não dão conta da solidão de suas almas e adentram numa religião para tapar os buracos em si. 

Gente, toda religião está certa e toda religião está errada... somos todos humanos e quem as conduz, também o é. Jesus, sim, era um homem santo, era um humano não humano, enviado por Deus para nos mostrar em corpo humano e falar a nossa linguagem. Nem assim entendemos e hoje, olha a guerra que está. Aliás, desde o Seu nascimento é assim... Ele foi quem mais conviveu com essa prática do egoísmo, sendo vítima da pequenez humana. O mais interessante é que Ele sabia disso e veio para cumprir o Seu destino de dar o sangue por nós, num movimento simbólico e profundo de nos libertar de nós mesmos e do desapego à carne, porque somos todos seres divinos e a vida eterna é o nosso verdadeiro Tempo.

Essa é a questão do incômodo em ver o Marco Feliciano, não pela sua escolha religiosa, mas pela sua conduta pessoal e seus próprios preconceitos. Por isso temo o cerceio aos direitos naturais de cada um ser quem se é e ser responsável pelas suas escolhas. Se estamos sendo "julgados" pelo Pai, Ele é o juíz, não nós, humanos e imperfeitos que julgamos uma falha do outro ali e cometemos as nossas aqui...

Não o vejo como esse homem de fogo, nem iluminado, nem diferente dos outros políticos que seguem sem imparcialidade seus órgãos. Um político deveria ser, pela concepção da sua palavra, um ser mais evoluído, mais sábio e com isso, menos duro, menos tenso e menos preconceituoso. É o preconceito radical em forma desrespeito que repudia, não o fato dele, simplesmente, não gostar. 

Não se trata de gostos pessoais ou propagação de determinada crença religiosa, se trata de mais um político com caráter comprometido pelas próprias crenças pessoais.

Nada tenho contra as religiões, desde que fiquemos na base do respeito às diferenças. Por não seguí-las, me sinto mais livre para ver todas de fora e ver que são muito mais parecidas - quando radicais e fechadas - entre si do que imaginam. Nada tenho contra o Marco Feliciano ser pastor ou não... O que me incomoda nele são suas posturas assumidas e seu desejo de IMPOR essa visão...

Portanto, não se trata de guerra religiosa, nem de homens que se levantam para salvar a humanidade... Quem já leu a Bíblia TODA e se deixou tocar pelo livro muito bem escrito por homens que é, não vê, em passagem alguma, Jesus dar esse exemplo de atitude. Fora a consideração à cultura e costumes de cada época. Todo mundo é capaz de reconhecer a luz no outro, quando há... e é a essa visão crítica que me refiro, a capacidade de ver além daquilo que limita: esse homem, ele tem o equilíbrio necessário, sejam em suas colocações, sejam em seu comportamento, de presidir uma comissão que luta pelo RESPEITO a IGUALDADE de DIREITOS E DEVERES de CADA CIDADÃO, com suas escolhas e suas orientações sexuais? 

Reflitamos de maneira mais séria, não levados pela própria condição, mas pelo que seria bom para todos. Como é impossível um bom para todos, que seja bom para todos terem seus espaços permitidos - exceto o mundo do crime.

Em alguns momentos, o envolvimento emocional puro radicaliza a alma e nos tornamos cegos por não permitirmos nada mais além do que nos conforta... O respeito, na prática, tira do lugar comum e nos obriga a mexer, a quebrar paradigmas engessados. É preciso ter uma base moral firme, e saber muito de si para poder respeitar o outro como o outro é - desde que não se tarte de um bandido... até esses, merecem um pouco de compreensão e nosso sistema não colabora em nada para recuperação dessas pessoas doentes e que seguem um mundo de terror e aterrorizando, mas isso fica para um outro post mais voltado para esse asssunto.

E aí fica a minha pergunta: trata-se de uma Guerra Santa ou puro interesse político?

Pat Lins.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

20 DE NOVEMBRO - DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA (?) NEGRA.



Me pergunto: 

ONDE ESTÁ ESSA TAL CONSCIÊNCIA? 

QUEM TEM? 

CONSCIÊNCIA DE QUÊ?

Vejo a discriminação racial aumentar, velada, mas aumenta. Conheço e convivo com famílias brancas - miscigenadas, mas, com epiderme clara e que se acham raça "ariana", como símbolo de "pureza" e de "superioridade" e só carregam orgulho da origem "Portuguesa", como se eles tivessem feito coisas lindas e como se os que aqui estavam fossem coisas boas... Para quem não sabe ao certo, a grande maioria dos brancos portugueses faziam parte da escória: ladrões, bandidos diversos e essas coisinhas belíssimas, que, como castigo, vieram povoar o Brasil. Né bonita essa parte? - e essas famílias se "chocam" ao saberem que sou miscigenada assumida: filha de mulato (meu pai é filho de uma mulher branca do cabelo liso e escorrido com um homem negro do narigão - voinha e voinho, que Deus os tenha) com uma banca. 

Não faço alarde, nem escondo. Sou eu. Independente da cor do meu pai, da minha mãe, dos meus irmãos, das minhas tias, de qualquer pessoa, eu sou HUMANA. Minha família é composta de GENTE, outros SERES HUMANOS. E sempre nos foi ensinado assim. Mas, fora de nosso círculo familiar, sabemos existir e MUITO a discriminação. Muitos fingem que não, mas, TODOS sabemos que existe e está cada vez pior, porque está velada, mascarada. Escutei, certa vez, de uma senhora muito distinta e uma dessas pessoas com um poder aquisitivo médio-alto, esclarecida, viajada, e que não sabia a "cor" do meu pai - isso para mim não faz diferença - e ela, assistindo a TV, na época em que Celso Pitta estava sendo investigado, na Prefeitura de São Paulo, e ela comenta, sorrindo e sem se conter de satisfação: "Não tá vendo... Onde já se viu um pretinho desses, né Pat, querer ser prefeito de São Paulo. Deveria estar varrendo rua!". Alguém sussurrou algo em seu ouvido e ela volta para mim: "nada contra os negros, mas, é porque lugar de ladrão é na cadeia..." e eu apenas fecho: "Tenha a cor que tiver, bandido tem que pagar pelos crimes. Não é a cor que traz o caráter. Tem muita gente branca que apronta e, por ser branco, acha que pode!". As pessoas pensam que eu penso assim - não vejo diferença entre brancos, negros, índios, amarelos... - apenas por conta da minha família. Não é. Isso está em mim. Quer dizer, só negro ou descendentes podem defender a igualdade racial? Pessoas de boa índole, de valores nobres, virtuosas, não diferenciam as pessoas pela cor da pele. Na verdade, pessoas boas nem diferem as pessoas, apenas, respeitam e se fazem respeitar.

O dia 20 de NOVEMBRO pode ser apenas UM DIA,mas, trata-se de um dia, como sempre fazemos com outros pontos para reflexão, para refletirmos. Temos TODOS OS DIAS para fazer a diferença. 

O DIA 20 DE NOVEMBRO é para lembrar que a luta pela igualdade existe e existe gente que sofre diariamente por conta de ter a pele negra. Essas pessoas, sim, sentem, literalmente, na pele, as chicotadas do racismo, dos olhares tortos de canto de olho onde estão, de falta de acesso a estudo com qualidade - ou alguém vai negar que a "libertação dos escravos" foi boa para alguém? Aliás, deixe-me deixar claro (redundância necessária) uma coisa: o erro foi a barbaridade da própria escravidão, prática comum da época e, infelizmente, com respaldo dos próprios africanos que davam seus conterrâneos pelo poder... deixemos isso para um outro momento, porém, não perde a importância, pois foram grandes aliados dos brancos ladrões portugueses, da época - haja visto que a população mais pobre é em sua maioria composta por negros, oriundos dos quilombos, dos "negros livres" e sem espaço para trabalho honesto e digno e ficaram "marginalizados", jogados à margem da sociedade branca e imperante. Onde houve a liberdade? E a condição para se viver essa liberdade, onde está?

Se os antigos barões e baronesas ainda se orgulham das famílias ricas e tradicionais acham que só a riqueza e a "pureza" de suas peles alvas é que conta, que pena... vocês não são HUMANOS, são um tipinho de gente que, por acaso, nasceram com a pele branca, e que nada de melhor têm a oferecer ao mundo, nem aos seus, senão o que têm. Toda ambição e arrogância gerou uma segregação e isso é tão forte que boa parte dos negros - ainda perseguidos, da maneira atual, pelos brancos com poder - acaba se segregando, também, como forma de proteção. Ou, alguém se vê, bem como aos seus, perseguidos, humilhados, e vão dizer: "que lindo!"? A reação é como antigamente, se refugiam nos quilombos, nos grupos iguais. Ou vão querer dizer que por essa ótica essa maneira de pensar e agir não lhes é legítima - não na figura da Lei, mas, na figura da lei do cotidiano? Escuto alguns brancos dizendo: "mas, também, eles acabam discriminando quando se colocam como os escravos de antigamente, em vez de viverem o dia atual. Hoje, eles são livres. E eles é que fazem tumulto em vez de irem trabalhar!". Vai dizer que  nunca escutou esse discurso? 

Não penso que os negros sejam todos bons e os brancos todos maus. Existem gente ruim de toda cor e até sem cor. A bondade e a maldade são características HUMANAS. Independente da cor. 

O problema é que hoje em dia tudo é tão superficial, tudo é tão raso que pensar em pensamentos e atitudes nobres são relacionados á coroa Britânica. Nobreza é muito mais do que isso. Igualdade é resultado de evolução e nosso povo é tacanho demais. Quem só enxergar as pessoas pela cor da pele é porque não tem nada de bom dentro de si para ver e acaba querendo destruir tudo ao redor e além do ao redor...

E, para responder as perguntas inciais deste post:



PRECISAMOS TER CONSCIÊNCIA DE QUE A RAÇA HUMANA É UMA SÓ COM DIVERSAS CORES, TEXTURAS, ALTURAS, PESOS, CREDOS, CULTURAS, CONDIÇÕES (?) DE VIDA,  ORIENTAÇÕES SEXUAIS, SONHOS, METAS... MAS, TODOS, TODOS DEVEMOS PRATICAR O RESPEITO! E ISSO É QUE DEVE FAZER SENTIDO! ESSE DEVE SER O NOSSO SENTIDO!

O dia 20 DE NOVEMBRO quer isso: PEDIR E LEMBRAR: RESPEITO SÓ EXIGE RESPEITANDO! Isso é DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO, COMEÇANDO POR CADA UM DE NÓS! ISSO É PLANTAR E CONSTRUIR UM MUNDO MELHOR! A BASE É O RESPEITO!!!!

IGUALDADE SÓ É POSSÍVEL SE A GENTE ENTENDER E ALCANÇAR ESSE GRAU EVOLUÍDO: CONSCIÊNCIA - independente da cor, do credo, da orientação sexual, da cultura. 

Só num mundo onda houver RESPEITO, haverá IGUALDADE. E só com esses dois componentes, se permite espaço para conhecer a tal LIBERDADE! E, assim, poderemos ser FELIZES - coisas que as pessoas mais temem e, talvez por isso, destruam tanto e cultivem tanta infelicidade por aí!

Ensinemos essa tríade a nós mesmos, que, naturalmente, nosso filhos aprenderão e darão continuidade. Que as gerações que começam hoje, tenham a base pela qual tanto lutamos: a base da JUSTIÇA, com RESPEITO A IGUALDADE E A LIBERDADE! Aprendamos a ser FELIZES e essa lição não só ficará como continuará para todo o sempre!

Pat Lins.








terça-feira, 23 de outubro de 2012

LIBERDADE DE ESCOLHA


"A ESSÊNCIA DA LIBERDADE É ESCOLHERMOS A NOSSA PRÓPRIA ESCRAVIDÃO" 
- mais ou menos isso - já dizia Sartre!

Essa máxima nos lembra que, mesmo enquanto no âmbito social - corpo maior que nos induz ou conduz - somos capazes de fazer pequenas escolhas que nos farão diferença. Compreender, ajustar, adaptar... enfim, como sermos o mais EU possível, sem agredir, sem revolta, sem exigir do outro, sem expectativas, sem julgamento de valores... Eu penso que a gente não pode mudar o todo externo, mas, a parte que nos compete. Utopicamente eu creio que se cada um assim fizer, o todo é alterado, leve o tempo que levar. Para isso, precisamos cuidar de cada parte do nosso todo individual.

Gente, somos processo de busca e alteração para a vida inteira e mais um pouquinho. Melhor começar agora essa auto-reflexão  QUEM SOU EU? Para começarmos a nos aproximar mais de nós mesmos, do que da aparência simplória que esperam de nós. Se cada um só espera que o outro seja como ele não é, assim, todo mundo será uma fachada geral. Se eu sou o que você espera que eu seja e fulano espera que eu seja outra coisa, beltrano outra... ou não me termino nunca, porque só serei settings de mim mesma... cenários montados para cada cena ou assumo para mim e para o outro quem sou e exijo respeito, respeitando quem eles são. Eu sou muito mais: sou eu!

A liberdade está no equilíbrio entre o que conseguimos ser e quem somos. Não é tão rápido mudar. Requer esforço, tempo e vivência. Nem sempre somos "testados" para comprovar nossas "mudanças". É um processo contínuo, sem um "chegar lá", parar e fim. É chegar lá, parar - se estiver cansado ou caso seja necessário - e ir. 

E lembremos que toda liberdade tem um limite de ação: a minha liberdade consiste no respeito ao espaço do outro. Se eu não souber entender isso, não serei livre, serei invasora alheia e agirei como um bárbaro. É preciso entendermos cada parte envolvida para compreender que o todo LIVRE tem base para existir - paciência, compreensão; tem eixo central - respeito; e tem suas periferias em volta. Somos um complexo - não o pejorativo deturpado da palavra, mas, complexo no sentido de sermos envoltos por um monte de coisinhas e coisões - e, dentro dessa complexidade, somos livres para seguirmos: cedendo às pressões externas; buscando-se mais internamente... enfim, cada um tem seu caminho. Os conflitos advêm dessas diferenças. O impasse é gerado pelo orgulho e pela vaidade. O querer ir além é romper com essas emoções baixas e enlouquecedoras. O resolver, mediar, ajustar é evolução e requer honestidade, franqueza e muita firmeza de caráter. O resto, qualquer meia boca faz.

Liberdade é muito mais do que um grito de guerra ou uma forma de expressão, é um estado de espírito, de busca e continuidade. Não é só romper os grilhões que nos prendem, é não aprisionar, também. Não é só abrir a gaiola e sair voando... tem gente que curte a calma e a acomodação da gaiola... vê um sentido naquilo. Tem gente que quer tanto sair da gaiola que, quando vê aberta, nem sabe o que fazer. Portanto, ser livre requer muito de auto-conhecimento, busca, paciência, compreensão, verdade, bons valores, ética e, ao encontrar essa tal liberdade, estará diante da felicidade, da paz, da sabedoria e do ápice do ser: SER.

Para alguns, liberdade é apenas pular do alto de um penhasco... eu não sei se para ser livre tem uma única maneira de saber que é se jogando... eu penso que posso ser livre de onde estou, mesmo. Posso escolher! A escolha é individual, desde que não interfira física ou moralmente - moral, não o brio, nem o melindre do outro... o outro também precisa avaliar se foi ofendido, machucado ou afim ou foi melindre, brio... orgulho ferido - no espaço do outro. A liberdade é infinita e circular: todos fazemos parte de um algo maior que nos une, sem aprisionar. Outra coisa: união não é prisão - não propriamente dita... mas, é o que mais fazemos dela. A liberdade também não é um surto... Não é necessária uma atitude extremista para alcançá-la. Requer atitude, isso sim. Requer ação. Requer que seja feito algo para desconstruir a construção deturpada. Não se trata de uma loucura insalubre. Livre é quem sabe o que fazer com sua condição de escolha e sempre escolher com ponderação.

Portanto, para mim 

LIBERDADE É ENTENDER QUE POSSO ESCOLHER, NEM QUE SEJA VER DE UM ÂNGULO MELHOR, ATÉ CONSEGUIR ME DISPOR A  MUDAR! (Pat Lins)

Pat Lins.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ESCOLHA NOSSA DE CADA DIA

Um tirano pede que nos curvemos para ele, em troca, uma vida toda de escravidão e privações, com muita dor e sofrimento e a gente se curva, alegremente, porque acha que está seguindo o rumo normal.

Um rei ordena que nos ergamos, para uma vida livre, justa e bela, regada a bondade, com alegria e felicidade, porém, com esforço constante e trabalho árduo para manter e conquistar ainda mais, e reclamamos.

O rei, é nossa alma, imortal e divina; o tirano, nossa personalidade, nossa matéria densa e passageira.

A vida é feita de escolhas diárias. Dominar a personalidade é elevar a consciência e libertar o Indivíduo.

Pat Lins.

domingo, 23 de outubro de 2011

CARREGANDO APENAS O PESO NECESSÁRIO

Recentemente, tive uma ótima oportunidade de ver e ouvir uma frase que me tocou profundamente:

"MINHAS ESCOLHAS SÃO MINHAS, NÃO SUAS OU DE QUEM QUER QUE SEJA. QUANDO EU CARREGO AS CONSEQUÊNCIAS DAS MINHAS ESCOLHAS, ELAS NÃO PESAM PARA MIM MAIS DO QUE O NECESSÁRIO. QUANDO EU CARREGO MEU PESO, ELE NÃO É TÃO PESADO PARA MIM. SE VOCÊ CARREGA MEU PESO, ELE FICA MUITO PESADO PARA VOCÊ."

Existem, coisas em nossas vidas que fazemos sem nem sabermos porquê estamos fazendo ou agindo. Somos seres complexos, não porque somos difíceis, mas, porque dificultamos o que já vem com muita informação e não nos é permitido, desde sempre, saber de tanta coisa... Confuso, né? Imagemos-nos numa barriga. Quem nos carrega é outra pessoa, que, traz a mesma condição humana do ser que gera: imperfeição; carasterísticas únicas e essenciais; características herdadas geneticamente, de antepassados que existem de maneira que nunca saberemos o que virá... de quem vem...; nasce em um ambiente que já existe e perdura, com tradições que nem fazemos conta que existem... enfim, somos uma gama de informação desconectada pela ignorância de nós mesmos. Isso se agarava no processo de educação, porque, como quem nos educa é uma pessoa com seus defeitos, qualidades e com suas questões a serem trabalhadas, nós, também, aprenderemos a repetir o que já vem sendo repetido inconscientemente. Lógico, por ser inconsciente, haja labuta para sabermos o que ele nos quer dizer - sim, ele nos diz algo a todo instante, mas, não temos essa capacidade de compreender, proque ele fala numa linguagem muito profunda e nós, somos muito rasos - complexos e rasos. Não tenho dompinio de psicologia, nem de nenhum dado científico para comprovar o que falo como algo certo, mas, é o que vejo e o que as experiências que me disponho viver, num esforço diário e contínuo - na minha velocidade, no meu tempo e como consigo e/ou suporto fazer, ou seja, como dou conta, dentro das minhas imperfeições e limitações - reafirmam isso em mim e me abrem horizontes antes inatingíveis. 

Aos poucos, vamos nos fortalecendo e nos calando. À medida que nos libertamos de algum mínimo entrave, não podemos falar, causa estranhamento e gera pressão dos que temem buscar a si e não querer ver que é possível crescer e que esforço é algo que incomoda e dói, sim, dói muito, mas, é uma dor de cura, uma dor sem sofrimento, sem angústia, apenas dói porque já estava doendo, justamente, por estar no lugar errado, tratam-se de feridas abertas que mantemos por toda a vida e nos acomodamos tanto a essa dor que não temos força para encarar curá-la, porque sentiremos uma nova dor - como se fosse preciso curar uma fratura... tem que engessar e ficar um tempo sem mexer, porque para se encaixar aquilo que estava fora, o tempo é lembrado como mestre, apesar de ser imposto a essa condição, já que não tem outro jeito... rs Ou espera o tempo certo, ou, o encaixe errado causará outro problema. Assim é nossa vida, muita coisa encaixada de maneira errada e que vai querer um esforço ainda maior, já que não fizemos o que era para ser feito quando era para ter sido feito. Por sorte, algumas cosias ainda têm tempo para mudarmos, mas, o preço justo é cobrado: esforço!.Eu penso assim: ao menos, trata-se da dor de cura, depois, menos uma dor, mais uma cura, mais um ponto de libertação pessoal. Imagine! O esforço continua, sim. Precisamos sustentar o que mudamos, perante nossos outros euzinhos e perante as pessoas de fora - quem não entende, vai querer te cobrar e te derrubar, não de propósito, mas, por não aceitar que o que você fez não é privilégio seu, mas, resultado de seu esforço e que, se essa outra pessoa também quiser, a ela também - assim como a todo mundo - é dado esse direito, sempre com a cobrança de um preço justo: esforço! A gente cresce sem entender que não existe bônus sem ônus. Aquela história: "é preciso quebrar os ovos se quer fazer uma omelete". É fato. Não vai mudar se eu aceito ou não, vai continuar sendo. A gente não entende que a vida tem Leis próprias e que seguí-las é liberdade. 

Bom, vou parar por aqui, porque esse pensmento era só para nos lembrarmos que precisamos ver ao que somos leais. Aprendi um termo muito bacana, chamado de "lealdade invisível", onde somos leais e damos continuidade a coisas que nem sabiamos e que, provavelmente, seja uma característica da família e ninguém sabe onde começou, nem quem deu início, e nem culpar essa tradição, afinal, nossa família também são pessoas com problemas e pesos próprios, que, por não serem assumidos, alguém na família assume e passa de geração em geração, até alguém parar e ver: "esse excesso de peso... isso não me pertence.". Quantas vezes, para fugirmos dos nossos próprios problemas, assumimos uma responsabilidade que não é nossa e ficamos nos sentindo, porque estamos cheios de "abacaxis" para descascar? Pois é, queremos resolver os problemas dos outros em vez dos nossos e, de repente, estamos exaustos, exauridos, sem gás nem para levantar da cama. Com a guarda baixa, o que tende a entrar? Aquilo que é mais denso, que por, justamente ser pesado, cai com toda força em nossas costas, em nossos ombros e cedemos à tristeza, à angústia, a dores que não deveriam existir e, já não bastava tanto para ajustarmos nessa vida, ainda criamos e permitimos mais. Por isso que é tão difícil sabermos amar como o amor é: livre  e libertador. Quanta mãe, em nome do amor, poda o filho e isso não deixa de ser amor, mas, uma deturpação do amor. O sentimento nobre existe, está lá, mas, a consciência do que ele é, de fato, está tão longe, tão longe, tão longe... E acabamos dizendo que "erramos por amor". O ideal é formularmos a frase certa: "erramos por não sabermos que é amor, apesar de sentí-lo, não sabemos vivê-lo!" Erramos por não saber acertar, porque estamos condicionados a viver errando e julgando e condenando e culpando e fazendo tudo que não era para ser feito em vez de fazermos o que deve ser feito. Daí, o que precisa ser feito vai exigir, lógico e justamente, muito mais esforço: um apra desfazer e tirar o que foi feito e colocado erroneamente; outro, para darmos continuidade; outro para o que não vai deixar de aparecer; outro para vivermos...

Bom, resumindo, vamos devolver as pedrinhas - ou pedrões - do passado com amor e carinho para quem cabe, para o passado e segurarmos apenas a nossa, até ela se transformar numa pomba e voar, simbolizando a nossa conquista, a nossa vitória! A nossa liberdade! Em vez de pedras para carregar, uma vida plena para viver! Tudo aos poucos, passo após passo.

Pat Lins.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"EU NÃO QUIS ME APRISIONAR, POR ISSO NÃO CASEI..."

No salão de beleza a gente ouve é coisa, viu? Mas, não vou render muito... Nesse caso, uma senhora, aparentava ter seus 50 e poucos anos, bem conservada, porém, meio sem graça... - eu sei, sou cruel... risos - falava - melhor, gritava... risos: "Eu que nunca quis me aprisionar, por isso não casei! Não tem coisa melhor do que minha liberdade.". Normalmente, eu injeto um levantar de questão, né - diferente de polêmica... esta não têm um propósito bem definido a não ser o de atrapalhar, dificultar a compreensão de novas idéias, fora a falta de respeito que carrega, por não aceitar opinião contrária... - mas, nesse dia me calei e disse a mim mesma: vou colocar essa questão lá no blog:

CASAMENTO É PRISÃO?

Por que tanta referência ruim com relação ao casamento? Por que tanta expectativa em se casar? Por que tanta coisa em cima de algo que é opcional? 

Não entendo porquê as pessoas precisam criar caso com tudo... Uma relação interpessoal é difícil porque, simplesmente, a maioria de nós não está preparado para entrar numa relação a dois de maneira madura e saudável! Respeitando o papel de cada um na relação - não falo de machismo ou feminismo, mas, de diferenças factuais e semelhanças necessárias. Onde as diferenças precisam ser complementares. - e sabendo que papel é esse!

O pior de tudo é que na verdade, ao meu ver, nós não estamos preparados para assumirmos algo além de nós mesmos. Isso cabe para relação amorosa, de trabalho, entre pais/mães e filhos... Saber lidar com o outro perpassa por nós.

Aha! O segredo de qualquer relação é: EU. Não eu, Patricia, apenas. O EU de cada um. O indivíduo enquanto ser individual. Se eu não sei lidar comigo, nem sem quem sou ou a que vim... o que posso viver em relação ao outro?

A prisão é interna. Travamos brigas e embates internos a vida inteira. Até o que negamos dentro de nós é através de uma briga - uma batalha para não assumirmos-nos a nós mesmos! 

A senhora do salão, deu um pequeno fora e demonstrou sua frustração pessoal e que interesse maior: "eu, vou querer homem pobre? Se for para casar, só com homem rico e velho, perto de 'bater as botas', porque, aí, fico com o dinheiro deles e vou ser feliz!..." Primeiro - ainda que a ordem não seja importante: ELA QUERIA - OU QUIS - SE CASAR... Só não coneguiu e, para piorar, a segunda observação: ELA QUER A LIBERDADE DO DINHEIRO "FÁCIL"... E falava como se ela valesse ouro... risos. Todo mundo veio ao mundo como diamante - a maioria de nós é diamante bruto... precisamos ser lapidados pela vida e pelos bons constumes. Então, no caso dela, e de muitos, o problema não é o casamento ou a vida de solteiro... estado civil nunca pode, nem deve sser estado de felicidade! A questão é ser feliz ou não. Sozinho ou acompanhado! Prisão é aquilo que a gente se impõe como meta de vida... Pensemos mais antes de falar por aí... A aliança mais importante - casados ou não - é a nossa conosco, antes de tudo!

Com relação ao casamento, mesmo, se estiver para casar - ou, já casado - se pergunte: EU CASARIA COMIGO? E continue: EU CASARIA COMIGO PORQUE EU... E veja o que tem a acrescentar a você mesmo sobre si e ao outro... Ah, expectativa é caminho certo para frustração, viu? Não vai ser uma aliança de ouro e um contrato que garantirão  a felicidade a dois, sem começar a felicidade individual... A liberdade está nas escolhas bem feitas na vida!

Pat Lins.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails