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domingo, 20 de janeiro de 2019

A Vida é um dia após o outro, todo dia!



Arcano XI: Força*

A Vida tem me ensinado muitas coisas, inclusive, como administrar bem meu orgulho para fazer o que preciso de maneira mais consciente e saudável - bem verdade que às vezes nem tão saudável assim, né...

Retomadas são importantes; recomeços, necessários; valorizar quem está ao nosso lado, botando pra cima, sem desmerecer ou desqualificar a turma do jogo oposto...

Ter que ser, ou me esforçar mmuuiitttooo, para ser compreensível, compassiva, algumas vezes, até contrariando minha natureza e ser passiva, para evitar um estrago maior - simmm, é importante ser estrategista e fria, e esse tem sido meu maior e melhor desafio.

Ao menos, tem dado certo, vou me organizando e priorizando o que deve ser prioridade. O dia a dia se incumbe de apresentar problema e revelar soluções, nem que seja um "fazer nada" e dar tempo ao Tempo.

Tenho aprendido a ser inteligente, com o cuidado de me manter focada em meus valores e isso é bom, prova que eu os tenho.

E sigo, lembrando a cada um, a cada "eu" além de mim, que vale a pena ser limpo. Nem todos vão te valorizar, mas, e daí, essas pessoas não são minhas referências, então, o problema delas está com elas.

A mim cabe me fortalecer em mim e aceitar que, tudo o que passamos, passa! Passei por muita coisa e, eu que me achava pronta, me vi ter que recomeçar de novo!

Sabe o que é o mais legal? Ssiimmm, eu topo recomeçar e tenho certeza que isso é importante para mim! E, sim, um passo de cada vez, um dia após o outro. Um orgulho ferido aqui, não vou matar ninguém, mas reúno forças para mudar o que me incomoda.

E, sim, consigo fazer e materializar essa mudança, de cabeça erguida, com marcas e cicatrizes que fazem de mim alguém melhor do que eu mesma.

Como já falei e repito: se cada um for o melhor de si, o Mundo todo melhora. Quer fazer desse mundo um lugar melhor? Seja, primeiro, esse melhor.

Paciência não é apenas uma virtude, é uma necessidade e prova prática de inteligência emocional. Como não a tenho, pratico o esforço...

#ficaadica

Pat Lins

*Palavras que definem a Força: coragem, domínio emocional, força visceral, superação, ímpeto, ação, domínio, segurança e realização.

No Tarot, a Força é representada por uma mulher que usa as mãos para abrir a boca de um leão. A ideia da força física está associada a carta quando olhamos para ela mas, na verdade a este Arcano expressa os aspectos de superação e da utilização outros tipos de potências, inclusive aquelas conectadas ao amor-próprio que supera o amor por outros.

Aparentemente, antes de abrir a boca do leão com as mãos, percebe-se que essa mulher está imobilizando e dominando o impulso do animal.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Simplesmente: Vida!

Imagem: Felipe Rocha (Tipo Bilhete)


Ultimamente, a Vida tem me feito parar (sem parar... bem verdade isso e "é verdade esse bilete") para refletir, rindo e sentindo, através de situações e circunstâncias nada (e olha que minha vida não é lá muito convencional, mas enfim...) lógicas. Já entendi que algum sentido há, porque, assim que aceito em mim (por enquanto, ainda sendo vencida pelo cansaço diante das quedas e coices) que é o que é e tem que ser assim, goste eu ou não, acabo vendo e positivando e isso me renova de um jeito, que a ressignificação é instantânea (até tentei escrever imediata, mas não veio... é instantânea, "mermo").

Nã, nã, nã, nã, nã, não! Não é milagre, é realidade. Tudo permanece absolutamente igual, mas, parece que faz um recorte e eu sou puxada para dentro desse lugar em mim que é "magavilhoso" e, mesmo com meu corpo ainda reclamando ou minha mente relutando em aceitar a realidade e resmungando horrores, sai esse bendito sorriso que me ilumina por dentro, me aquece a alma e me faz ficar feliz! Sim: F E L I Z! E, quem me acompanha de perto, sabe que meus desafios diários não são nada gatinhos, são vários leões por dia que essa leonina doida precisa enfrentar e lidar! Mas, é o que é - reclamo, sim, viu e muito! Agradeço, mas requisito, também! Ora, essa!

Acho que quando a gente mergulha na gente, de fato, não muda nosso externo, não param as intempéries, não deixamos de ser oscilação - quem não?... - e não acontece um milagre imediato, mas com a continuidade do processo, a gente aprende a respirar - ainda que após ter ficado ofegante por cinco minutos - e liberar! Ainda somos rompantes repetentes! Ahh, quem nunca? Até perdoo, mas em alguns casos, perco a confiança... e deixo de conviver... julgando menos, mas ainda julgando, só que entendendo que manter distância é saudável (lembram da minha DS? Pois é... me salva tanto!). Esse é o pequeno grau de consciência que consigo ter, naquilo que, mesmo compreendendo, ainda não sei ou não consigo ou até não quero, lidar. Nem sempre direciono minha força/energia para solucionar algo que não identifique como prioridade no momento.

Mesmo assim, existe um sol interno que me diz: "todo mundo pode sentir isso! Todos nós somos brilho por dentro! Aceite-se e brilhe-se! Por você, para você, em você, com você! Seja: V O C Ê!". E, depois desses alertas, isso tem acontecido! Me sinto solar - ainda que seja naquele dia que quero derrubar o mundo, de TPM ou estressada mesmo - vem esse bendito brilho e esse negocinho no meio do peito que diz: "hello! Pode fazer e ser diferente? Pode fazer melhor? Faça! Seja-se!". E me deixo envolver e me sinto preenchida e envolta e dá uma vontade de dizer para todos: "gente, o negócio tá ruim, mesmo, mas, dentro, vamos ficar bem!", dá vontade de falar coisas boas, elogiar, levantar a moral de todo mundo!!! Dá vontade de ser o BEM, fazendo o BEM!

Olha, não vou dizer que isso é um processo fácil e bonitinho não, hein! É pesado, porque vem cada situação problema que misericórdia! Coisas se abrem e fecham na mesma hora... um teste de maturidade e paciência. Derrapo em tantos e me refaço! Mas, é esse o ponto: o "refazimento"!

Refazer-se! Essa é a questão! Se eu me predisponho a sair da zona de conforto - ainda ensaio sair daquela, bbeemmm lá no centro, no miolo, no cerne da questão... chego lá, tô no caminho retirando as casquinhas, camada por camada, sem pressa, no Tempo e em meu ritmo... pode mandar correr, falar que tô atrasada, nem me toca, quem sabe de mim sou eu!

Aos poucos, com muito pouco, minha energia muda e se firma onde vislumbro e me determinei: em meu centro, sem ter que me achar egocentricamente "o" centro... sacou?! Existe um trabalho paralelo, aí! Estamos dualidade, não posso negar! Lógico que se centrar e se sentir o centro andam juntinhos, ali, um no extremo do outro. Mas, o reconhecimento faz com que a harmonia se faça - um dia, unicidade, por enquanto, equilibrando-se na dualidade!

Apois, é isso! Não tinha nada específico para dizer não, mas quando abri meu insta e vi @tipobilhete com a mensagem lá no alto, abri um sorriso e lembrei da importância de proliferar coisas boas! Sorri, fotografei o dia e registrei em minha tela mental: o que eu quero para todo meus "hoje"? SORRIR: ter e ser motivo para sorrir! Afinal, todos os dias, diante de um empecilho externo, internamente, já está ativo meu sistema de autodefesa em forma de reflexo solar e vem de fora, também, um monte de coisa que reforça positivamente, diluindo todo "mal" que foi instituído ou me atingido.

O lance é se permitir recuperar e sair de onde está! Ficar alimentando medo e raiva leva alguém a algum bom lugar? Não muda o outro, muda a mim! E, quando a gente entender que é isso que importa e que isso é o começo, não o fim, cada um se cuidando e importando consigo, serão muitos em busca da cura pelo amor próprio e assim: attraversiamo!

Saudações com muito sorriso,

Pat Lins

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

O que realmente importa: ser feliz ou viver atrás da porta?

Imagem: https://goo.gl/1AR8Td 

O que realmente importa: ser feliz ou viver atrás da porta?
O que de fato importa?
O que importa de fato?
Sentir, para ser; sentir e fingir não saber;
não saber sentir; não sentir e saber;
nem saber, nem sentir; não fingir;
sentir, apenas sentir;
sentir e não querer;
sentir e negar, pode ser?
sei lá, não saber como chegar, nem para onde ir...

Por que o medo aporta?
Por que ele nos empurra para trás da porta?
Por que a gente se esconde tanto?
Por que rompemos em soluços e prantos,
enquanto tudo é tão simples, dificultado por de nós, tantos?
O que fazer para rompermos o que paralisa?
Avançarmos aos trancos!
Soltarmos as rédeas e deixar o cavalo do Tempo conduzir,
sentindo a brisa nas madeixas soltas
Ou
Ou
Ou
Ooouuuuu
Sentir a rédea, apenas como ponto de equilíbrio
Ou conduzir para onde conseguimos ver, enxergar, saber?

O que é certo, afinal?
O que realmente importa, afinal?
O que a gente suporta, afinal?
O que nosso coração comporta?
O que é o abrir a porta?
O que é amar, de porta aberta e casa vazia?
O que é casa cheia e sem amor,
sem uma gota de alegria?
O que é o amar, que quebra paredes, une mundos e dimensões?
O que é, o que é, o que é, afinal?
O que é o final, afinal?
O que é o começo?
O que é levantar, cair, balançar, flutuar?
O que nos amedronta, afinal?
O início, o meio ou o final?

Como desligar do modo automático?
Como sair desse lugar chato, quadrado e pragmático?
Como romper, irromper, transcender, transgredir?
Assumindo?
Quem assume o que sente?
Quem acessa, quem vê ou quem consente?
Quem de nós é dono da certeza absoluta de que tudo tem que ser assim?
Ou assado? Ou cru? Ou mal passado?
E o presente,
quem sente?
E o futuro,
quem quer?
O que te espera, ou te aguarda?
O que você tanto espera, em guarda?
E quem você espera... te aguarda(?)(.)(!)

Para que a espera?
Porque tudo tem uma hora,
um momento,
um Tempo certo e exato,
sem ser um estereótipo do quadrado, como algo chato.
É preciso, sem precisar controlar.
É exato, simétrico e lógico,
Dentro de uma referência que entre nós, não há!
É um sentir puro e profundo,
que se nutre apenas por existir
Nada mais, nada menos, nada espera,
Isso tudo por um simples motivo: já É e pronto.
Já é pronto, ponto!
Já é ponto, pronto!
Apenas É, porque existe.
Não se explica, não insiste,
Também não desiste...
De quê?
De tudo, no nada.

Oh, quem deveras me entende?
Quem deveras me sente?
Quem sente cada palavra,
cada som ecoado?
Quem entende o que não foi dito,
sequer acessado?
E quem viu, não viu, ouviu ou apenas sorriu
porque sentiu?
A dor do vazio imaculado,
Nem deveria doer.
Está repleto de tudo o que precisa!
Nem deveria doer.
O sofrimento do nada deposto
entreposto, imposto,
apenas para ser e sendo é e se é...
É real, realmente?
E as bocas que falam, o que sentem?
E o coração que grita,
o que fala, minha gente?
E o brilho que resplandece e exala o cheiro mais gostoso
Do sentimento mais saboroso
Como aquele prato posto à mesa,
bem quente!

Ahhh, o amor!
Ele que tanto a nós fala
Tantos de nós nele fala.
Quantos de nós, ele exala?
Quantos de nós, a ele se entrega?
Quantos de nós, ele, sente?
Ele sente? A ele ou a nós?
O amor, gente, é inteligente,
completo, pleno e inocente!
Puro, íntimo, sábio, paciente.
A gente sente dor, mas ele, ele não sente
O amor só sente o amor que é
que a gente que não sabe,
nem sabe que sente.
O amor não é cura, minha gente...
É ausência da doença, do vazio, do entrementes
É a união, junção, mesmo sem estar junto.
É aquele todo incalculado, incalculável
Inexplicável!

O Amor apenas é
o Tempo todo,
tempo presente!
Um futuro projetado
Com muito amor, extasiado!
O amor é para toda a gente.
E para mim, para ti, pra gente!
O amor, quanto mais se dá, mais se sente!
O amor afasta o medo,
esquenta do terrível frio do pânico do terror de sentir
O amor ele aquece, alimenta e enriquece!
O amor assumido, alegra mais do que do prazer, o gemido.
O gemido, com amor, muito mais comprido!
Amar é libertador!
Ser amado, confortável e confortador.
Assumir que ama, a quem ama: multiplicador!

Ei, e então, o que importa: ser feliz
ou viver atrás da porta
com medo, com frio, cansado e vazio?

Pat Lins - poetizando a Vida - generosa e farta!


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

PASSAGEIROS

Imgem: https://centronayan.wordpress.com/type/image/

Tanta coisa que precisamos passar, para passar pelo que temos que passar, até que tudo passe!

Pat Lins.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

sábado, 16 de agosto de 2014

TIPO ASSIM, A JUVENTUDE AINDA ESTÁ EM MIM, TÁ?

Imagem: Green - by Zarak
Interessante... quando éramos mais jovens - em idade, especificamente falando - a gente sofria um sofrimento juvenil onde aquela nossa realidade era maior do que tudo! Tudo o que conheciamos em experiência de vida até ali, né? Tipo assim, cara, uma dor no peito por um "amor" não correspondido; uma tristeza profunda por uma briga com o/a namoradinho/a; uma raiva sem fim dos pais quando nos diziam "não vai"; um ódio dos professores porque não entendiam que, naquele dia, a gente, simplesmente, queria descansar, porque já estava cansada/o de tanto estudar...; uma ansiedade em fazer tudo e provar a todos que éramos "maduros" e tinhamos "cabeça".

Quem de nós nunca passou por isso? Tipo assim, quando a gíria nos dava a sensação de que nosso gueto era O MUNDO. Uma sensação de que eramos o futuro da nação... E, com isso, tinhamos uma grande missão pela frente, afinal, eramos jovens!

E, quando vejo um jovem - em idade, tá? - tipo assim, com um ar de desespero, sabe, do tipo "ai, tia, vou morrer se..." eu acho lindo! Me irrita escutar os adultos dizerem, aquilo mesmo que eu escutava quando era eu no lugar..., do tipo: "ai, menina/o, vai lavar uma roupa que a tristeza passa! Isso é falta de ocupação! Nem sabe o que é a vida!". Pois é... me pergunto, bem como aos meus contemporâneos e os mais velhos: VOCÊ AÍ, NO AUGE DA SUA "MATURIDADE", SABE O QUE É A VIDA?

Digo aos jovens: sofram e deixem passar, porque tudo passa! Fiquem abertos ao novo e façam o novo, porque, depois, velhos, dá muito mais trabalho, mas sempre dá! Explico que sempre há o eu e o outro e que eu sou o outro do outro - simples, né?

Ah, jovem, velho, criança, idoso, adulto... isso tudo é invenção nossa, um bando de ser humano desocupado... se a gente bem soubesse ocupar o tempo, faria um hoje melhor, para que o futuro da nação fosse decidido agora, com novas posturas e atitudes - com valores e virtudes!

Adoro sentir o cheiro e o gosto da juventude! Adoro quando enxergam que eu mudei, porque vivi cada fase que precisei e reconheci a importância de cada uma, para, hoje, saber onde estou e que ainda estou aqui. Fico triste em me deparar com aqueles que se mantém os mesmos..., que me olham como se eu não pudesse ser o que deixei de ser... Como se "melhorar" fosse uma máscara. Enquanto alguns expressam um: "Nossa, como você mudou! Nem parece mais aquela menininha mimada!", eu agradeço! Graças a Deus fui muito mimada e penso: "inveja mata!". E, graças a Deus, deixei de ser! Viu? Tudo é fase. Tudo passa!

Aos amigos "muito maduros" de plantão, digo: estão apodrecendo - processo natural pós amadurecimento e que todos passaremos! Eu? Estou apenas vivendo, até o dia do "tchau, até mais, pois agora é reta final". Se a Terra tem a idade que tem e não para de desejar: "inovem! Mas, não me destruam!", vejo que eu, terráquea que sou, tenho isso em mim, né não? Vou vivendo por aí! Aprendendo que sempre se tem mais a aprender. Vivendo por aí! Entendendo que as diferenças são apenas características individuais! E vejo os "grandes" conquistadores de fama e fortuna definhando em si, por falta de, uma coisa simples, que os jovens nos lembram e a gente que "envelhece" esquece: de si! Vai crescer! Tem gente que envelhece e não amadurece, cai podre do pé, peco e oco.

Que venha fortuna, que venha tudo o que tiver de vir, mas que EU sempre esteja! O vazio derruba qualquer um que se faz de maduro e feliz, sem, em si, ser!

Tipo assim, cara, não é julgando que vamos amadurecer! A sabedoria está em aceitar e respeitar. O resto, pura mediocridade de quem não sabe o que fazer da própria vida!

Tipo assim, cara,

eu sou mais eu!

eu sou, apenas EU,

Pat Lins - EU!



quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DE DAR IMPORTÂNCIA EM SE COMUNICAR (BEM)

Imagem: Google - http://lusophia.wordpress.com/2010/12/06/a-cosmogenese-criacao-do-universo-por-vitor-manuel-adriao/

"Nossa linguagem incorpora um sem-número de pressupostos. O receptor não tem necessariamente a mesma pressuposição do emissor" 
(Princípios da Comunicação pela PNL)

Tem muita gente precisando aprender isso... porque nem fala e quer que o outro entenda. Muitas pessoas pensam - se é que chegam a usar o raciocínio em algum momento e pensar... - que basta "pensar" na mente que do lado de fora todo mundo já sabe... Pretensão, arrogância, falta de respeito, egocentrismo e dificuldade de aceitar que existe "o outro", esses são alguns dos grandes empecilhos no estabelecimento do entendimento, do diálogo efetivo.

Ao falar, a gente precisa ter cuidado em objetivar. Imagina quando só se fala na própria cabeça - em meio ao emaranhado de informações que se processam ali, no âmbito mental e imaginário... - e quer que o outro adivinhe e acerte?! Daí, pessoas empáticas, aquelas que conseguem se colocar no lugar do outro, entendendo a sua dificuldade e, com isso, desenvolve o CUIDADO em falar de maneira que o outro entenda, conseguem impor - sem o peso da palavra - essa necessidade de entendimento/comunicação, onde eu falo e você entende o que eu quero falar, estabelecendo a troca/diálogo como única maneira de entendimento.

Para tanto, há de se ter cuidado, inclusive, em se esforçar, enquanto receptor - considero que somos emissores e receptores ao mesmo tempo, afinal, quando eu falo, eu emito, mas, num diálogo, após eu emitir, o outro há de emitir, também, e eu passo de emissor a receptor - para calar a boquinha do pensamento tagarela e escutar o que a pessoa que fala, está "falando" (no gerúndio - ação acontecendo), para entender o que ela fala. 

Gente, cada cabeça um mundo e alguns mundos precisam de informações precisas - ao menos os mundos que se importam em interagir. Os que não enxergam essa relevância na precisão dos dados carecem, também não sabem se expressar e não têm paciência - nem humildade - para assumir que precisa de tempo para entender e assimilar. 

Diante dessa arrogância de se limitar a apenas o que sabe e não desejar saber mais, aprender mais, sair da zona de conforto (lugar mais chato, para quem quer ir além dessa normose doentia), a ignorância é camuflada por um falso entendimento, demonstrado com um menear de cabeça, como quem diz: "tá! Tá! Já entendi... adiante...". Essas pessoas não querem escutar e dizem: "Fale rápido!". Porque o querer saber mais passa pelo fato de se assumir que não sabe sobre aquele assunto, como se todos tivéssemos que saber de tudo... E o querer aprender é estar aberto, é considerar que existe mais do que "sei" e sempre haverá esse "mais do que sei". É aceitar as diversas diferenças, as DIVERSIDADES. Ou seja, não quer entender. Ou seja, não vê importância em interagir. Ou seja, não sabem interagir. Ou seja, são grandes barreiras e bloqueios para o entendimento, proliferam o descaso e criam um ambiente inóspito, onde apenas essa pessoa fala e todos acatem, porque essa pessoa não sabe a importância de TROCAR. Ou seja, fica tudo mais difícil e truncado.

Pois é, para se expressar BEM - apesar da redundância enfática, senti a necessidade de colocar o "bem", afinal, tem gente que emite uns sons, algumas palavras emboladas e jura, que estão se comunicando... sem se ocupar com o como o receptor está recebendo a informação -, há de se entender a importância de FALAR, OUVIR, TROCAR: DIALOGAR/INTERAGIR.

Por isso me preocupo com essa era da informação tão sem informação. Todo mundo se atualiza em sites e veículos de comunicação que precisam CRIAR notícias para manter a audiência e CRIA o estilo de vida que pensa que está informado. Ninguém quer ler ou ver "notícia" velha, e "velha", basta ter sido expressada... alguns segundos depois, está "obsoleta". Isso é preocupante. Ninguém se preocupa com a FONTE, a origem da notícia: de onde veio, quem falou? A credibilidade não importa. A RESPONSABILIDADE com o que vai ser divulgado, não importa. O que importa é falar qualquer coisa, desde que  a boca se movimente. A "era da informação" mais parece a era da fofoca e das atrocidades, criando a imagem de um mundo sem esperanças... Sem esperança, sem vontade de ir além, sem vontade de querer fazer algo novo.

Pois é, cada cabeça um mundo e todos devem ser considerados, para serem entendidos. Onde está a importância em dar importância em se comunicar BEM.

Pat Lins.

sábado, 1 de setembro de 2012

O TEMPO PASSOU... TUDO MUDOU!

Têm coisas que a gente não precisa pensar em mudar, porque o tempo já passou e já mudou. A gente precisa ver, entender, aceitar e saber lidar.

O caminho que seguimos, o rumo que tomamos, segue nos levando. O tempo vai passando. A mudança segue junto.

Não tem como recuperar o tempo que passou. Não tem como seguir de onde parou, porque não houve parada, houve caminhos que seguiram em direções diferentes. Não foi desencontro, foi cada um seguindo o seu ponto. Não houve erro, houve seguir. Há consequências e com isso, precisamos lidar de maneira equilibrada, franca e honesta.

O que andamos e o tempo que passou não devem nos fazer sofrer. O não sofrer não quer dizer não ver o que se viveu. Foi vivido. É preciso saber identificar o que foi "erro", para redimir. Ainda que cicatrizado, fica a marquinha do real, do que houve. O que muda é daqui para frente. Não como queremos, voltando no tempo para dar um novo rumo. Sim, como podemos e sim, como o outro pode. Seguimos e vamos indo. 

O importante é criar novas oportunidades e ver onde estamos para entender como chegamos até aqui e avaliarmos se é assim que queremos seguir. Nem sempre o caminho de um é o de dois. Mas, em alguns casos, os caminhos de dois pode ser um. Se cada um tomou seu rumo, fizeram as escolhas, o tempo legitimou e firmou. Foi o que foi construído - ou, destruído. Se há ruínas, é possível mudar o caminho, mas aquele mesmo, só com muita amor para reconstruir. Se não fizer sentido, não faz sentido refazer, é seguir e construir algo absolutamente novo, sem desmerecer a importância do que passou. Nossa felicidade está onde estivermos. Ela nos segue, ela nos quer! Ver que ela - a felicidade - está conosco é que faz a diferença real.

Não adianta se tornar racional demais ou emocional demais - nem o frio, nem o quente, o morno, o caminho do meio é o equilíbrio. 

O não julgar é não julgar. O respeitar é respeitar. O aceitar é aceitar. E viver é isso, saber o que fazemos, saber o que queremos e ponderar o que de fato queremos e fazer acontecer - sempre respeitando o que queremos, caso envolva o querer de outra pessoa. O que eu quero pode ter como barreira o querer do outro. Querer que o outro queira e seja o que queremos é ilusão e ilusão não é real. O não real é perigoso. Há perigo nas esquinas das nossas visões. Aquilo que não gostamos de ver precisa ser visto, precisa ser entendido e precisa ser aceito para ser mudado ou assimilado.

Não adianta falar em ser e fazer se não se é, nem se faz. Não adianta se magoar com a reação do outro se a ação foi nossa. Se eu falo e escuto de volta, eu pedi para ouvir. Fico "pirada" com pessoas que falam e esperam que você cale e dizem: "é o meu jeito de pensar..." e o meu, de pensar em cima do que você pensa e dialogar, não conta? Diálogo é isso: dois falarem, dois ouvirem, dois entenderem uma coisa só.

Numa relação, se dois falam de vez, ninguém se escuta e um grita para se fazer entender, tem algo não saudável aí. São dois falando duas coisas, ouvindo muitas coisas e entendendo nada de um para o outro. 

Eu convivo com algumas pessoas que são assim: falam que é importante escutar, mas, não escutam nada. Elas vivem um mundo particular e particularmente perigoso, por se tratar de distúrbio grave e nunca tratado, por nunca ter sido aceito. Esse mundo tem uma linguagem própria e quando você vai falar, vem de pronto uma resposta "nada a ver", como se a pessoa já estivesse numa cena dentro de seu mundo e, de repente, passa aqui no mundo real e emite o pensamento, como se fosse continuação da conversa... Um exemplo: estávamos falando dos buracos nas ruas da cidade e como o carro fica comprometido com esses impactos. O carro dessa pessoa está com a chapa de proteção de um treco embaixo que está chacoalhando, porque de tanto buraco na cidade, a peça vai folgando. Eu falo: "com tanta buraqueira, não tem como a chapa ficar quieta, coitada. Por isso que ela toda hora folga...". A pessoa reage aos gritos: "É por causa do buraco! É por isso que folga!". Eu, pensando estar eu surtando, falo: "e o que foi que eu disse?". A pessoa: "disse que..." e não disse mais nada. Na verdade, ele não estava escutando o que eu falava. Estava em seu "fantástico mundo particular" e, dando uma volta por aqui, voltou ao mundo real e falou qualquer coisa em sua defesa, como se houvesse um ataque. Isso não é fácil, mas, é o caminho de cada um, é o mundo de cada um... E cada um escolhe se quer interagir com aquele mundo ou não. Nisso se baseia a minha DS - distância saudável - onde, como não sabemos lidar, afinal, nós também somos falhos, com o mundo alheio, melhor não interagir. Melhor DS. É saudável para ambos os lados. A pessoa não vai entender... nem tente explicar mais... Agora, a DS não é vingança e nem para arrogância. Tem gente que é intolerante e não respeita o jeito dos outros, quer impor a vontade e quando não consegue, não tenta se fazer claro, e se afasta. DS não é se afastar, simplesmente, fingindo não ver a situação. DS requer humildade para reconhecer a própria limitação no não saber lidar com as diferenças e, para o bem das partes, manter essa distância. Isso é DS. Tem gente que diz: "usei a DS...". Discutir faz parte de qualquer relação pessoal. Não é isso. Não é fugir da discussão, não é evitar o diálogo. É ver de verdade que já se tentou - de verdade e com humildade - administrar a situação e não se saba mais como. Tem gente que coloca uma cosia na cabeça e coloca o outro como quem não entende - e é possível que não tenha entendido mesmo - e não vê que eu mesma não estou me fazendo ser entendida, "eu quero impor e que você aceite o que eu vejo de você e pronto". Isso é arrogância, orgulho... A DS não é orgulhosa, nem arrogante, nem presunçosa. Ela entra onde a gente entende que a gente não tem condições de estar ali e assume que não sabe como lidar, porque entende que a gente tem limitação, também. DS não é sabedoria... é por não se ter essa elevação pessoal e esse grau de elevação que a sabedoria exige, que uso a DS. A DS é um paleativo emergencial entre falhas, não é solução. Porque todos nós somos falho!

Assim, o tempo passa e mudanças passam, mudanças chegam, mudanças podem surgir... A gente faz o nosso caminho, colhe o que planta, mesmo assim, tem sempre um algo novo a plantar e outro a colher. Será a mesma colheita? Não. Isso é ruim? Não. Se um casamento termina, por incompatibilidade de gênios, a injustiça está em não reconhecer as qualidades do outro, mas, o que pesa mais: as qualidades ou os defeitos? Isso é a incompatibilidade de gênios - ambos com algo pessoal a ajustar. Ambos com caminhos a desvendar. Ambos com necessidade de se cuidar. Se isso não fortalece o elo, o vínculo enfraquece, sinal de que esse movimento deve ser separado. Se há um sentido juntos, continua. A incompatibilidade não é condição de separação mas de se saber lidar. Se sabe lidar, lide e daí mesmo, da vontade, surge a motivação e dentro de si o estímulo, porque aquilo não é uma obstrução, mas, um obstáculo a ser superado juntos e com o amor que une o casal - ou qualquer relação. Se não há sentido, força ou conhecimento para lidar com a situação, DS. Ou, separação, mesmo. O não saber lidar com as diferenças é sinal de que cada um precisa se tratar. Isso não quer dizer que tenha que empurrar com a barriga.

O tempo, assim, passa! O tempo, assim, passou e mudou muita coisa. O que fica a gente avalia: quer continuar ou quer parar? Ninguém precisa ser infeliz junto. Se a felicidade foi detectada com consciência e clareza é cada um seguir seu caminho, que não há mais um caminho a dois. que siga o caminho. 

Separação é solução quando é solução. Se a solução é separar para cada um ser feliz, que seja. Para mim, tenta-se tudo, porque vivemos tantas fases e tanta cosia interfere e confunde que é necessário limpar o ambiente para se saber. Uma dor que julgamos ter sido causada pelo outro, pode ser, perfeitamente, uma dor nossa de uma expectativa nossa e que jogamos no outro. Um dia se descobre que o problema estava ali e, por muito tempo, a raiva imperou, e raiva é sempre injusta. Por mais que tentemos justificar as nossas raivas, ela, por si só, é um sentimento inferior, está atrelada às nossas características mais fechadas e mais orgulhosas e vaidosas... portanto, nunca estará pautada na justiça. Justo é compreender, ainda que o outro tenha feito a maior merda, que estamos com raiva e entender essa raiva, deixá-la passar e saber como agir. A paz sim, a harmonia, o equilíbrio isso é justo. Não condena, apenas avalia, compreende e entende, decidindo como agir com ponderação - e ponderar é equilíbrio entre emocional e racional.

Assim, enquanto descubro isso, o tempo passa. Troco com pessoas que tomam as minhas dores e eu me sinto na obrigação de não reconsiderar porque os outros de fora vão me julgar... e vejam o quanto erramos por medo, receio e por puro ego ferido. O que de nobre temos para nos dar leveza? Sejamos, antes, para fazer! Sendo já se faz. Já se é.

Assim, outro tempo passa. E me pergunto: o que é tempo? E o que é Tempo? E me vem a resposta: Vida! E vida, passa. A gente nasce para passar, mesmo. Passar dessa para "melhor", né assim? E como passar dessa para melhor se nem aceitamos que Vida passa com o Tempo e que isso é um processo da Natureza? O que fica? O que fizemos de melhor, quem fomos e o que deixamos no ar? Como passar se tememos e não aceitamos essa passagem como algo natural? - e não me refiro aqui a passagem como reencarnação, ir para caixinha de Deus, ou, se tornar uma estrela no céu... não estou condicionando a qualquer crença religiosa, mas, considerando que toda religião sabe que a Morte de uma Vida é  a única certeza que se tem e o que vem depois dela... Ainda assim, todas concordam com um tempo infinito vinculado ao Divino Ser Criador, que cada um dá seu nome, eu chamo de Deus e Ele nunca se mostrou chateado comigo por chamá-lo assim... ou, por não entender o que Ele me diz... mas, vamos para a frente.

Se a gente não aceita o natural, como normal e quer que o normal seja o anormal e antinatural, vamos viver uma Vida mais difícil e ver a felicidade omo utopia, assim como a linha do horizonte onde cada passo que damos em sua direção, ele se distancia na mesma proporção. Assim, como a Natureza, o Tempo faz parte desse corpo Divino e Deus, para mim é Vida+Natureza+Tempo, Ele se manifesta em nossas vidas assim, passando, porque o Tempo, ainda que eterno é dinâmico sem fim, mas, para esse nosso tempo Ele é algo temeroso, finito e passageiro... A gente criou o tempo cronológico e teme a nossa própria criação, é mole? E corre, para fazer dessa cronologia algo próximo ao Tempo real... isso é loucura e se afasta de Deus e, com isso, se afasta da Vida e da Natureza. destruímos o caminho para nossa essência e, assim, do caminho para a nossa Felicidade. E Felicidade passa o tempo inteiro ao nosso lado, cutucando e pedindo atenção... só que a gente só olha o relógio no pulso ou no celular. Só acha que está atrasado quando alguém liga e diz: "cadê você?". E eu me pergunto: "cadê você, Patricia?". E eu me pergunto: "onde estou eu?". E eu me pergunto: "quem sou eu?". Com o Tempo vou saber responder, porque vou me encontrar. É nesse caminho que sigo, indo e voltando, mudando de lugar e de caminhar. Tem outro caminho? Deve ter... mas, é assim que eu faço o meu. Vida sempre coloca algo para aprendermos ainda que tomemos o rumo errado e, nesse aprendizado, a gente aprende a ter discernimento, entendimento e consciência. Assim, Tempo vem naturalmente ajudar e conseguimos entender que o caminho não é aquele e mostra aonde devemos ir. Quantos de nós abre mão das rusgas, do orgulho, da postura superior e arrogante para seguir o caminho da humildade - que não é a subserviência -, o da compreensão - que não é se fazer de capacho - e o do entendimento - que é a clareza e não o achismo vigorante, para se prontificar a seguir o caminho "certo"? 

Quantos de nós é relutante em aceitar que também é responsável por caminhar por onde não era para ir e diz que foi levado, jogando no outro a culpa pela própria fraqueza, do tipo: "é porque você não sabe como é difícil conviver com fulano... mas, é minha cruz, né? Meu carma..."? Tudo a gente negativa. Não penso que ninguém tenha que viver a maldição de se colocar aprisionado a alguém que não te faz bem... Isso existe? Existe! Mas, e aí, vamos viver assim? É algo em mim, que não sabe lidar com o outro? É algo no outro que não "bate" comigo? De qualquer maneira, tem algo em mim que precisa ser tratado, nem que seja a capacidade de compreender e respeitar que o outro é quem ele é... Ah, compreender não quer dizer se submeter! A compreensão não é "má" e um castigo... Ela é um sentimento nobre e uma capacidade elevada de saber que não há motivo para raivas, mas, para esclarecimentos, inclusive o esclarecimento pessoal de que não sabemos respeitar nem a nós, nem ao outro... ou, de entender que mesmo compreendendo, não dá!

E assim, o tempo continua passando... e a gente, o que vai fazendo? Construindo, edificando, identificando os sinais de Vida de que, mesmo no caminho errado, ela nos ensina algo e nos mostra o caminho de volta - isso é generosidade e a Vida é bastante generosa, mas, Tempo, passa...? Ou, destruindo, ruminando, regurgitando...? 

Sejamos árvores com raízes fortes e capazes de se multiplicar em cada pólen que voa livre vida a fora, cheio de vida dentro.E tudo isso com muita paz, não "ligando o fo**-se" que vamos resolver. Sem revolta. A revolta é sinal de raiva, ainda... de algo não dissolvido. Dissolver em si não vai mudar o outro, mas, faz com que a gente se preserve de deixa de se martirizar por algo que não nos cabe modificar...

Pat Lins.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

O QUÊ FAZER?


O quê fazer quando já não sabemos mais o que fazer?

O quê fazer quando só nos resta manter e esperar?

O quê fazer quando não depende apenas de mim?

Como saber o quê fazer, se só me cabe manter e esperar, porque o que depende de mim já está sendo feito?

Educar um filho é preciso educar pai, mãe, família e sociedade, afinal, todo mundo é filho de alguma coisa, ou de alguém, né verdade?! Tudo depende de tudo e cada parte faça sua parte! Eu preciso que cada uma faça a sua, para que possa fazer os algos mais que tenho para fazer em minha vida, senão, vai assim mesmo! 

O que depende de mim, para mudar a minha vida, já estou começando a fazer... o que depende do outro, ele que o faça, porque, para mim, cada minuto que passa é um minuto a mais para mim e quem sempre falou: "eu vou fazer", que faça, porque meu tempo já andou... e cada um no seu tempo, viva as consequências do que plantou.

O Tempo resolve todas as coisas, mas, têm coisas para as quais o tempo passou e já deu... deu até mais do que deveria ter dado, porque deu o que tinha de pior... muita coisa boa, mas, muito peso... Desgastou. Gastou. Destruiu. Acabou. Tempo me fez ver que o amor muda, ele mostra sua outra face, a da fraternidade, da amizade. Isso o Tempo resgatou... reestaurou... sei lá, implantou... Mas, outras coisas, já eram... Não são mais. O tempo passsou de maneira diferente para dois. Passou como cada um permitiu que passesse. Dois são dois. Têm coisas que o tempo passa e leva, porque não deve ser reconstruído... não é para ser mais. Vida que segue. Lição: ver o que foi bom e deve ser lembrado; resolver e deixar passar o que agora, deve e precisa ser, passado.

Não gosto de viver nada de mentira - já vivi por demais... De fantasia, só as histórias que conto ao meu filho e ainda contarei. De ilusão, ninguém vive, se arrasta, se engana, sofre e faz sofrer. O desgaste só ruiu o que não era forte... o elo que ficou permanecerá, com muito amor. Escutei um amigo citar uma frase de Zygmunt Baumann e achei ótima: "as relações são líquidas...".

Mas, têm coisas que precisam ser feitas e que sejam, porque precisam ser feitas! Farei. Já comecei.

Pat Lins - desabafando!

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