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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O QUE VOCÊ FAZ PARA SE AJUDAR?



Me pergunto todos os dias: 

se o mesmo problema volta a se repetir, o problema está no problema ou na falta de solução? Para resolver, resolver. Daí, me abro para me avaliar e ver se sou eu quem está agindo igual e esperando que milagrosamente, a mudança/solução aconteça. Reflito, questiono e me determino a solucionar. Vou seguindo o vento da inspiração, da intuição consciente - aquela que a gente percebe que é a nossa voz interna falando e não um instinto reativo ao clima externo. Muitas vezes, penso que errei o caminho, quando, na verdade, apenas me cansei e o repouso se faz necessário para prosseguir. Então, respeito o meu limite. Depois, retomo o rumo e legal, me encontro com a tal solução que buscava e que me esforcei para encontrar!

Repetir que está sem tempo, que não tem tempo nem para respirar... que a cabeça está cheia de problema... que "vai fazer" - sem estabelecer um compromisso temporal -, "que vai...", "que vai...", "que vai..." e nunca chega a lugar algum é ansiedade e falta de foco, consequentemente, falta de ação. Sem ação, sem mudança. Sem mudança, sem transformação. Sem transformação: a mesma coisa, a mesma ladainha, a mesma AUSÊNCIA DE CONSCIÊNCIA. Daí, a pessoa sofre, se irrita e chora por se sentir incompreendida e espera que todos a compreendam, quando ela mesma não se compreende, não se sabe, não se vê, nem se aceita... acredita na imagem fantasiosa que criou ao seu respeito sobre como queria ser e "acha" que é.

Assim, não reclame do problema nos outros, muito menos da falta de paciência dos outros... se ajude.

Na maioria das vezes, aquilo que reclamamos é fruto do que causamos. Ver no outro o que temos e condenar no outro é hipocrisia e das "brabas". Se doer porque o outro falou de você e nunca escutar, nem enxergar que você também fala do outro é uma cegueira/surdez perigosa... As pessoas vão se afastar e você vai cobrar as presenças que você mesma afastou. Com o tempo passando, a solidão vai aumentando e a loucura explode... Pronto, chegou o fim! Ninguém ao lado.

De nada vai adiantar ir para a academia, se encher de cursos e palestras de motivação se nem sabe onde quer chegar e o que precisa administrar em si para se melhorar. É como injetar energia a mais onde já há energia em excesso e subaproveitada. É preciso focar para canalizar a energia no lugar certo, para o "onde quer chegar". Sem isso, vira uma tontura depois de tanto rodar, rodar, rodar e rodar no mesmo lugar. Então, pare um instante e reflita: o que fiz - com consciência - desde que nasci? Seja o mais honesto possível, ainda que doa. Crescer dói. Uma dor suportável. Uma dor necessária, afinal, está na hora de rompermos com essa barreira, essa clausura que nos colocamos.

A falta de autoconhecimento leva ao descontrole total e, apesar da pessoa ignorar sua repetição inesgotável da mesma coisa por anos e anos e anos, ela não para de agir cegamente e atirando palavras e agressões em todas as direções sem se dar conta... dois perigos: nem para de lançar; nem sabe que está lançando para poder parar. Piora quando alguém reage... acaba, ainda que se defendendo do ataque, despertando o instituto caçador de quem nem sabe que está despedaçando... é meio como o lobisomem que nem sabe da sua outra face. Vira um monstro, ataca, mata... mas tem a inocência de não se saber algoz. A falta de controle pela falta de autoconhecimento cria monstros e monstros ferozes, fortes e que se fazem de vítima - e realmente são: vítimas de si. Daí essas pessoas serem tão "de lua"... quando a lua enche, ou seja, quando recebe muitos "não", explodem e essa explosão é como uma bomba nuclear. Basta o sol nascer que o lobo vai embora... então, acende a luz da consciência, do autoconhecimento e se ajuda.

 Gente, ir em busca de ajuda é motivo de vergonha, não. É motivo de orgulho e salvação. É reconhecer que existe um limite de ação pela falta de consciência. Ou, chegará o dia em que a pessoa se verá ainda mais só e vai continuar achando que o mundo está todo errado e só ela certa, atirando pedra em avião... Dá pena. Dá vontade de ajudar... mas, em muitos momentos, há a necessidade de quem está ao redor se proteger - DS (distância saudável). Difícil estar ao lado de alguém assim, instável e que nunca sabemos com quem estamos falando e até onde vai a capacidade de compreensão dessa pessoa enquanto interlocutor. No geral, elas não interagem... apenas falam, falam, falam e falam sem cessar, sem rumo, sem sentido, sem linha de raciocínio. É como se aquilo que deveria se organizar mentalmente, pela falta de ambiente mental saudável, sai pela boca, e continua "desorganizadamente".
 
A memória para assimilar, interagir e recordar o real, nessas pessoas, é curtíssima, quase zero. A capacidade de criar e inventar uma realidade é gigante. É como se a boca fosse toda a cabeça, a ponto dos ouvidos serem atrofiados e, consequentemente, a mente também. Tem jeito, sim. Basta cuidar da terra mental, fazer uma roça. Um pouco de água e nutrientes, deixar a luz solar da capacidade de ver o que está a frente, pelos olhos da face e não o da mente imaginária pode ajudar. Escutar o som libertador da aurora e da voz interior. Escutar o chamado de si, ainda que pela voz suave de um bom profissional, pode ajudar e dar o apoio inicial necessário e fundamental. Adubar com novos pensamentos, com vigilância, com esforço e atenção, com querer. Daí, a consciência vai desabrochando, aos poucos, até amadurecer. Essas pessoas precisam de ajuda, urgente!

E aí, o que você faz para se ajudar?

Pat Lins.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

"DÓI NI MIM..."



Às vezes, pensar dói... porque pensamos naquilo do que tanto fugimos... nós mesmos!

Se auto conhecer, se auto buscar, vai doer, sim, e muito. Mas vai curar, sim, e muito! A dor vai passar, sim. Outra virá, irá... A vida segue.

Com certeza dói muito menos não pensar. Dói mais ainda, nem agir... Dói uma dor insuportável: fingir, fugir, se iludir de que sabe de tudo, que se sabe quem é... sem nunca ter se visto plenamente.

Mas, a maior dor é não pensar com a alma, com o coração, com sabedoria! O conhecimento tanto liberta, quando aberto, livre e abrangente, quanto aprisiona, quando se fecha num único objeto, excludente... exclusivo. A vida é original, autêntica e simples... querer saber demais de pouco, da parte como todo o todo é pouco.

"... quando se tem o álibi de ter nascido ávido e convivido inválido, mesmo sem ter havido.". 
(Djavan)

Pat Lins - se assemelhando e aproximando, cada vez mais, de Anita - ou Anita de mim?


sábado, 23 de fevereiro de 2013

MISSÕES ÍNTIMAS E PESSOAIS


Todos nós, seja da religião ou ausência dela que for, sabe, bem lá no fundinho de nós mesmos... através de uma voz que grita muda em nosso âmago... que todo mundo está aqui por algum bom motivo.

Se nós bem soubéssemos disso, em nível de consciência, aceitando e buscando ser quem somos, haveria menos orgulho e menos vaidade... Apenas entenderíamos que "É" quem somos e o que sabemos e devemos fazer. Pronto. Nos falta essa clareza da aceitação e do discernimento... Só assim entenderíamos o senso de dever, sem ser pela obrigação de fazer, mas pelo sentido de se ser quem se é e isso, por si só, basta.

Pat Lins.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

TODO O MUNDO ESTÁ ERRADO, SÓ EU ESTOU CERTA - SERÁ?


Existe um grande problema quando eu penso que todo o mundo está errado e só eu estou certa.

Existe um grande problema quando todo mundo pensa que está certo e só eu errada.

Existe um grande problema quando eu estou certa e o mundo todo errado.

Às vezes, eu estou certa e ninguém aceita.
Às vezes, ninguém aceita que eu estou certa.

Tem vezes que todo mundo está certo e eu, errada.

Tem vezes que eu estou certa e muita gente errada.

Tudo depende do que é de fato, do que está por trás.
Às vezes, as pessoas se acham certas, caem na normose e o errado passa a ser o certo - acomodação.

Às vezes fazer a coisa certa dá trabalho... o errado já está feito, mesmo... - preguiça.

Às vezes, eu sou cabeça dura e quero porque quero ter razão e não ouço ninguém, porque, para mim eu tô certa e pronto - intransigência, inflexibilidade, arrogância, orgulho, infantilidade, egocentrismo, egoísmo, ignorância, estupidez, burrice...

Muitas vezes, eu sei o que quero para mim e muita gente teme e quer que eu tema seus temores - medo de ser feliz, medo de assumir riscos...

Têm vezes que eu quero estar certa e invado o espaço do outro - falta de limite, falta de educação, falta de respeito ao outro...

Muitas vezes, algumas pessoas querem fazer o que querem sem medir as consequências -  irresponsabilidade, imprudência, arrogância, falta de limite...

Isso sem contar eu querer estar certa só porque todo mundo pensa assim - alienação.

Ou, seguir todo mundo que está certo, porque eles têm mais conhecimento... - fanatismo

Muitas vezes, a gente limita e restringe tudo a CERTO ou ERRADO, quando, muitas vezes, tudo é uma questão de tempo, de ajuste com Tempo e com a Vida. 

Um pouco de esforço e exercício diário sobre o EU e o OUTRO seria bom. Muita coisa, às vezes, está "errada" por pura má vontade em se ser alguém melhor, mais aberto, menos apegado aos valores deturpados - como o orgulho, a cobiça, a inveja, a avareza, a arrogância, a burrice. Como saber, já que eu sempre vou achar que estou com toda a razão, afinal, a vida é minha e "certo" ou "errado" quem define sou eu? Eu me questiono muita coisa para não ser influenciada, nem manipuladora, nem manipulada, nem míope, nem cega, nem lenta, nem medrosa, nem perdida, nem confusa, nem rápida demais, nem ansiosa, nem desritmada... e sou tudo isso, também. Fazendo o exercício do EU e o OUTRO, a gente é obrigado a se ver e a ver que existe algo além da gente. Somos lindamente obrigados a nos confrontar com a realidade. Olhar de frente e ver, sem frescura, sem melindre, sem vergonha de ser feliz!

Romper com o egocentrismo é mais difícil do que pensamos, afinal, muito mais fácil jogar a culpa no outro; se achar o melhor; criar um clima de competição para alimentar nossos complexos bizarros. É muito difícil querer ser o melhor que há em si. Competir para ver quem é melhor, eu ou você é bobagem. Na minha vida eu tenho que ser o melhor que há em mim, porque na vida a gente precisa se conhecer e se conhecer é se explorar. Se explorar é reconhecer-se. Reconhecer-se é conhecer-se. Conhecer-se é um esforço para a vida toda! Cada vez que vasculharmos, descobrimos algo. Cada vez que descobrimos algo, outro algo aparece.  A gente precisa mesmo é saber lidar com a gente. O outro precisa saber ligar com ele mesmo. E juntos todo o mundo pode estar certo, sabendo-se que o errado pode ser uma maneira de aprender ou uma demonstração de estupidez pessoal, ou uma cobrança desmedida, ou tanta coisa. Certo mesmo é que se estamos todos abertos, e fácil tentar acertar, porque o erro será apenas algo a ser corrigido e seguir em frente com aprendizado e sem cometer os mesmos erros.

A gente cria muita expectativa e isso gera frustração, raiva e cobrança. Não devemos criar expectativas nem na gente mesmo. Devemos, sim, saber o que devemos fazer e fazer, pronto. O reconhecimento é a própria vida. Reconhecimento é  sensação de dever cumprido. Muitas vezes a gente chama plano, projeto, sonho de expectativa. Esperar é um ato de se saber o que quer, fazer e avaliar ou receber de volta. É aquele lance de plantar e colher. Isso, não tem erro! É batata! Plantou, colheu. O problema é quando plantamos qualquer coisa só para cumprir tabela, aí **deu! A liberdade de escolha, de opinião e de ações também tem um limite: meu espaço termina onde começa o do outro. O do outro termina onde começa o do outro outro - que pode ser eu. Assim, todo mundo entende que EU é algo individual e todo mundo é um EU.

Uma inovação começa com uma série de erros e necessidade de ajustes. Nem sempre uma coisa certa está totalmente certa, nem uma errada totalmente errada. Devemos avaliar com cuidado, abertos e imparcialidade - com justiça e caráter! Bom lembrar que muitas vezes, as aparências enganam...

Será, então, que está todo mundo errado e só eu certa?

Pat Lins.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

SERÁ QUE AS PESSOAS ESCUTAM O QUE FALAM?

Será? Será que a gente se dá o mínimo trabalho de escutar o que falamos? E os conselhos que damos, somos capazes de seguir, se fosse conosco?

Será que somos capazes de nos ver a tal ponto de nos tocarmos e nos dizermos: "para quê falar do outro, se eu mesmo nem sei como fazer comigo?"

Você já se escutou falando? Todos nós deveríamos fazer esse exercício, não só de escutar o que falamos, mas, o que pensamos e ver como agimos. Seria tão melhor para todo mundo se cada um começasse a se olhar e se ver mais. Deixar de se achar melhor do que os outros. Deixar de achar que é mais inteligente, apenas por ser mais canalha... Isso nunca foi, nem será inteligência, isso é idiotice. Mania de arrogância maldita que nos leva a achar um monte de coisa o tempo inteiro e nunca encontrarmos nada. Sim, porque quem acha algo, encontra... Se fica apenas achando e se achando, está perdido.

Quanto mais surdos e cegos ficamos, mais enxergamos a vida do outro. Quanto menos inteligência e virtudes desenvolvemos, mais estúpidos nos tornamos. Quanto mais achamos que sabemos de tudo, menos sabemos do tudo e mais nos aproximamos do vazio, do oco, do vácuo do nada.

Estúpido normóticos, levantem-se e limpem-se! Tiremos de  nós essa carapaça de arrogância, vaidade e hipocrisia que nos alimentamos e nos adornamos, como se fosse o que há de mais nobre. Identifiquemos a inteligência latente que há em cada um de nós e a desenvolvamos, senão, morreremos burros estúpidos que se acham demais! Demasiadamente vazios e cheios de nada!

Chega de culpar e ser culpado. Chega de dedos apontados. Chega de tanto sermos vítmas de nós mesmos! Deixemos pois a vida de cada um, se não tiver nada de bom para oferecer. Uma coisa é certa: ninguém pode mudar o mundo se não começar pelo seu mundo interior. Arrume sua casinha interna. Se trabalhe, se cuide, se verticalize. Seja uma pessoa correta, sem medo de ser feliz - detalhe: correta é uma coisa, idiota é outra. Outro detalhe: idiota = pessoa que se acha muito "sabida"...

Eu continuo clamando a quem tiver força e coragem:

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - começando por cada um de nós.

A liberdade está no amor. Não nesse deturpado que pregam por aí, que é ciumento e possessivo, mas, o único e verdadeiro, que liberta, que aceita, que compreende e que, acima de tudo, que respeita! Você se dá o respeito? Se ama? Sabe respeitar o espaço do outro, mesmo que seja um filho? Sabe respeitar a individualidade alheia? Tem pai e mãe que tapam buracos de suas frustrações com os filhos,e estes, coitados, não vivem a própria vida por culpa, por medo, já que os pais "deram suas vidas por ele". Gente, a gente pega pesado demais. Vamos nos trabalhar um  pouquinho para termos a mínima decência para podermos nos doarmos aos nossos - sejam filhos, pais, amigos... Sejamos, pois, mais íntegros. Sejamos mais nobres. Sejamos mais verdadeiros conosco. Chega de hipocrisia! E, ei, você que está lendo isso agora: cuidado, você pode ser sua própria vítma. Cuidado consigo! Escute seu grito de alerta e diga a si mesmo se tem ou não uns "ajusteszinhos" para fazer? Se disse que não, haiai... é quem mais precisa! Ser bom é muito mais do que não fazer o mal: é fazer o bem!

Pat Lins.

sábado, 23 de julho de 2011

HOJE E AMANHÃ


A gente pode não ter certeza do que vai acontecer amanhã, mas, com certeza, a gente pode saber como estaremos amanhã, hoje...

Pat Lins.

terça-feira, 12 de julho de 2011

APENAS, ACONTECE. APENAS... É ASSIM.

Por mais que detestemos aceitar, a verdade é uma: o fato é de fato, fato!

Querer mudar uma realidade, ou, a parte que achamos não estar adequada requer esforço e não é tão fácil, apesar de exigir soluções simples.

A vida trata-se de um esforço diário: respirar, nos é necessário, porém, catalisa a nossa morte... Comer, é necessário, mas, o tempo passa e coma "bem" ou "mal", algo fará mal por conta da comida, pois, faltou algo... Andra é importante, mas, aos poucos, os ossos são desgastados e as articulações sofrem... Para tudo na vida tem solução, mas, mesmo essa solução não vem sem o outro lado, sem a compensação.

Precisamos estar preparados para tudo. Mas, como, se  não sabemos de nada? Nos preparar como e para quê? Algumas pessoas que ainda estão tentando se aceitar ou aceitar determinada informação - e que não se admitem assim... se acham experts - normalmente me dizem: "tudo é um questão de cabeça..." ou "é só falar afirmativamente"... Gente, tudo isso faz parte de um processo de mudança. Lógico que pensar positivo e viver positivamente faz mais bem do que mal a nós mesmos. Mas, e o exagero? Sim, enquanto não internalizamos e vivemos naturalmente de maneira mais positiva, passamos a cobrar de todos ao nosso redor que assim o vivam, como se se todo mundo agindo assim, ficasse mais fácil para mim... Não é assim. Ao menos, eu penso que não seja. Eu penso que para compreendermos que existem movimentos inconscientes em cada um de nós, e que eles, na maioria das vezes, são os detonadores dos sinais do que precisamos cuidar, antes, é importante que nos ensinem que não controlamos o inconsciente, tanto que ele é chamado de inconsciente por isso: não temos a capacidade - e isso é para todo mundo, dos mais bem aos mais nunca trabalhados - de saber exatamente o que ele quer nos dizer. Os mais bem preparados, que se exercitam constantemente - e isso é necessário para quem busca o auto-conhecimento e libertar-se das prisões e ilusões que nossa mente nos causa a todo instante - conseguem perceber que há algo pedindo para ser conhecido e, ao identificarem as mensagens que o inconsciente manda, entram em contato com ele... Bom, aí, só através de algumas técnicas que muitos psicólogos podem ensinar. Através da intuição de maneira instintiva - sem conhecimento da intuição, apenas se sente que precisa fazer algo e reage; para mim, há uma diferença entre a intuição verdadeira e o instinto chamado erroneamente de intuição... - também conseguimos sentir que algo está fora do lugar e, alguns, partem para movimentos físicos... Ao meu ver, essa atitude colabora no sentido de fazer a catarse física, sem trabalhar ou cuidar do que causou; a catarse física não envolve a mudança que o inconsciente requer, apenas dá um paleativo para o acúmulo de  agonia que insistimos em colocar dentro de nós, em nosso organismo. O movimento físico talvez impeça que atinja nosso bem estar físico. Para mexer nas emoções, no âmago dos pensamentos, na mente, é preciso um movimento maior e mais intenso, além de mais profundo: busca interna. Para tudo, o equilíbrio: corpo e mente - exercício para o corpo e para a mente, também. 

Bom, é difícil aceitarmos, mas, as coisas acontecem como têm que acontecer, ainda que disparemos inconscientemente. Esse é outro aspecto, quando nos dizem: "você está se sabotando"; "o inconsciente atrai, você atraiu essa situação para sua vida..." Falada assim, como palavras soltas ao vento, é muito cruel. Alimenta uma culpa que não podemos nem precisamos ter. Começamos a acreditar que criamos a situação de maneira conseciente e, dessa maneira, proposital. Não é bem assim! Muitas sensações que temos, muitas dores que sentimos, muita culpa... muitas vezes provém de algo que nem temos consciência. Aí, urge a necessidade de buscarmos ajuda de um profissional competente e qualificado. Assim, teremos auxílio, através de ferramentas e exercícios adequados, para buscarmos as respostas, ou, em muitos casos, as perguntas certas. O auto-conhecimento é esforço individual, claro, mas, não é muito fácil alcançar sozinho, se fosse fácil assim, ninguém teria embates internos... 

Aceitar e encarar que as coisas são como são ou, estão assim por determinada razão, ajuda a entendermos que temos um caminho a trilhar por ali, não fugir, empurrar com a barriga ou fingir que ele não existe através de fechamentos de pensamentos do tipo "ele não vai entender..." ou "se fulano não tem consciência do próprio ato, não serei eu quem direi" - de fato, existem situações onde a omissão consciente, onde você sabe que calar é melhor, é o mais adequado, mas, com paz no coração e na mente. Assim se deu um movimento com sabedoria: calar por uma razão específica, não por fingir ser superior - vai nos ajudar a saber que precisamos caminhar de determinada maneira. Um outro ponto de suma imortância é saber que objetivos e finalidade se encontram no meio e o meio é o caminho e o caminhar. É seguir, para que resolvamos em verdade, não em máscara ou aparência... Desta maneira, o problema não foi resolvido e se instala. Mas, isso se dá de maneira consciente? A gente diz: "eu quero viver nesse entrave"? Se eu não consigo mudar é porque algo nos trava. Destravar é na hora certa, quando houver uma preparação. Tem quem nunca destrave uma travinha, porque não alcança o grau mínimo de adimitr que é como é. Mas, à medida que deixamos de sentir pena de nós mesmos e encaramos que as coisas são como são, já ajuda e assim, vamos querer ir mais e além em nossa busca. Até essa busca precisa ser bem conduzida, porque nós criamos ilusões e desejos e acreditamos ser verdade e vontade. Seguir pelo caminho "errado" denota o quanto nos desconhecemos e o quanto desejamos nos manter na ilusão. Dizem que um dia todos acordarão e serão obrigados - no melhor dos sentidos - a se verem, ou seja, terão que tomar consciência de si. Só assim podemos buscar uma maneira de caminhar no caminho "certo", no caminho que nos conduzirá ao reencontro conosco mesmo - nossa essência, nosso EU verdadeiro. Só assim poderemos entender os sinais dos céus e permitiremos a ação divina em cada um de nós, em cada coração. Não nos iludamos: o pragmatismo e ceticismo exacerbado só nos afastam do caminho e demonstram a falta de sentido na vida de uma pessoa. Um indivíduo que tudo quer comprovar apenas pela ciência, sem ter ciência - no sentido de conhecimento - de que existem coisas que não estamos preparados para entender e, ainda assim seguirmos fazendo nosso melhor, é um indivíduo vazio, oco, desesperado. Cuidado com as máscaras que nos colocamos e com o "tempo cheio" de atividades, como válvula de escape. Nós precisamos saber nos aliar ao tempo, senão, o teremos como "inimigo" ou "senhor escravizante", quando, na verdade, o tempo é mestre e segue, nós precisamos acompanhá-lo corretamente. O auto conhecimento faz parte dessa aliança entre o tempo e EU. Detalhe: temos muitas demandas para mudar, portanto, não nos exijamos nos conhecermos a fundo e 100%, isso é desespero. As coisas acontecem como precisam acontecer, mesmo que mudemos o caminho, um dia, acontecerá de encontrarmos o certo e nele seguiremos, em busca da maneira certa de caminhar.

Na vida, tudo é busca e continuidade. Não se trata de esforço de um dia apenas e pronto. Muitos falam em mágica ou passe de mágica... Bom, algo mágico acontece quando nos encontramos conosco: a mágica da realidade. A verdadeira paz interna, o equilíbrio, a harmonia não exige, não se abala, apenas é naturalmente tranquilo, sereno, compreensivo e repleto de compaixão. Daí, uma série de virtudes vêm juntos: paciência, doação, lealdade, respeito... AMOR. o amor, como falo e repito, é livre e libertador. Essa de que se "mata por amor" ou "o amor é ciumento" ou "amar dói" para mim, não cola. O amor é um sentimento sublime e, nessa condição, ainda não o sabemos. O que chamamos de amor é um pedacinho ínfimo do que vem a ser AMOR. Nem o amor de mãe consegue ser tão imparcial, a gente também precisa do amor do filho, ou seja, exigimos retribuição e retorno. Quantas vezes falamos: "eu te dou tanto amor, e você, o que me dá em troca? Ingratidão! Filho ingrato!". Quem nunca se viu ou ouviu nessas condições - em qualquer um dos lados?

Pois é! Pois é! Pois é! O que é, é e pronto. Na Bíblia Deus diz: "Eu sou o que Sou" ou "Eu sou o Alfa e o Omega. O princípio e o fim"... E esse é o verbo da verdade, da essência: É. Apenas É! O que está, para deixarmos bem claro, não é... está e o que está um dia passa, mas o que É, é eterno! Tanto que nós somos humanos e somos imperfeitos, mas, somos parte da perfeição divina e juntos, um dia. alcançaremos a perfeição: quando cada um for o que É de verdade, em essência. A soma de todo EU que É será igual a perfeição, juntos seremos a verdadeira imagem do Pai.

É assim!

Beijos,

Pat Lins.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

NÃO DÁ PARA VIVER A LOUCURA DOS OUTROS

Olha, se tem uma coisa que constato a cada dia é que NÃO DÁ PARA VIVER A LOUCURA DOS OUTROS. Não dá para compreender a todo o mundo - existem pessoas que conseguem estar acima de qualquer explicação, de tão cegas de si.

O fato de nos melhorarmos como pessoa faz com que saibamos manter a distância saudável desses seres. Assim eu penso. Agora, distância saudável não é se afastar e acirrar - mesmo à distância - a raiva por essa pessoa. É deixar a vida seguir seu rumo, se melhorando, se conhecendo e tendo a consciência de que, quando for necessário estar próximo dessa pessoa, teremos uma reserva de forças que nos permitirá estar perto por algumas horas - ou, em meu caso, dessas pessoas, alguns minutos... rsrsrsrs - sem ter vontade de pular no pescoço. A idéia é diminuir a raiva que essas pessoas instalam de si nos outros - sim, elas são tão irritantes e tão ignorantes de como são e como agem e todo mundo ao redor perde a paciência e, então, dispara a raiva: pela encheção de saco; pela repetição das mesmas besteiras; do fato de não assumirem como são e se coloarem como pessoas tão boas e tão equilibradas que todo mundo está errado, exceto essas pessoas... ou seja, aprontam e querem que todos aceitem, porque, afinal, não fizeram nada demais... oh dó! Pois bem, mantendo a distância saudável, teremos tempo para diluir os efeitos da raiva - porque ela é prejudicial para mim e para quem está ao meu redor.

O fato é que essas pessoas são como são e se elas não conseguem se enxergar como são e batem pé firme de que são como se iludem ser, não serei eu quem alcançará seus coraçõezinhos. Pior é que essas pessoas acreditam mesmo que são como não são! Por isso que é tão difícil tentar compreender essas pessoas. O ideal é ficar de longe mesmo. Elas não vão deixar de existir e alguns encontros são impossíveis evitar, mas, não entrar no clima tenso e desordenado dessas pessoas requer que zeremos as turbulências do último contato, por isso: DISTÂNCIA SAUDÁVEL. Um dia, a gente será capaz de estar no mesmo ambiente com essas pessoas e não nos afetarmos. Para isso, precisamos nos aceitar e nos dedicarmos muuuuiiitttoooo ao reencontro com as virtudes - as reais, não essas deturpadas que vivemos e chamamo de virtude... Onde dizemos que perdoamos, só por dizer ou por mera política...; nos dizemos generosos e esperamos, um, pelo menos, movimento de retorno em gratidão... enfim, nós sabemos o que são as virtudes, mas, adequamos ao nosso desejo... Isso lá é virtude real? Dar e cobrar em troca? Mas, não vou falar disso agora - falei algo em CRISTO PERDOOU JUDAS, NÓS NÃO .

Bom, o fato é que nem todos nós temos maturidade suficiente para saber lidar com a loucura dos outros, assim, melhor não estar sempre em linha de fogo. Que fique claro: a idéia não é repudiar a pessoa e aumentar a raiva. É dar tempo, através do espaço distante, para que o sentimento seja diluído, porque, quanto mais ficarmos em contato, mais raiva teremos e mais aumenatermos o desgaste de nossa paciência. E, nos desgastando, mais esforço precisaremos fazer para nos reequilibrarmos. Uma coisa precisamos ter em mente: não adianta explicar para essas pessoas que elas deixam qualquer ambiente insalubre com suas loucuras... elas não se sabem loucas. Portanto, quem tem o controle da situação somos nós. Não o controle de fazer com que sejam freadas, mas, o de cair fora, antes que acirramentos piores aconteçam. E não levemos a carga de querer ajudar... Por experiência própria digo: apenas um profissional pode ajudar essas pessoas - e olhe lá. Fui tentar e vi que não há limites para essas pessoas, elas querem invadir qualquer espaço, argumentando que estão dispostas a ajudar a você. Elas não aceitam que precisam de ajuda e vê todos ao seu redor como carentes de sua ajuda. Viu o perigo? Se acham tão superiores - mesmo sabendo que não são... não é possível que se iludam tanto... - que são capazes de ajudar e sempre têm a solução "ideal" para os outros. É muita loucura por cima de loucura. Muita coisa mal resolvida por cima de muita coisa mal compreendida, mal feita e mal ajustada.

Pois bem, se quisermos nos ajudar, já que não nos cabe crescer pelos outros e sim, pela gente, o ideal é estabelecer a DISTÂNCIA SAUDÁVEL! É dar tempo ao tempo, com bastante espaço! Se essas pessoas não sabem o que vem a ser respeitar o espaço do outro, a gente estabelece, afinal, se você esbarra numa barreira real, vê que não dá para ultrapassar.

Boa sorte para a gente - e nos observemos, também, porque podemos ser essa pessoa para alguém...

Pat Lins.


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SENDO AQUILO QUE TANTO CRITICAMOS...


Precisamos tomar cuidado para não nos tornarmos aquilo que tanto criticamos...

Melhor, mesmo, é cuidar mais de si e deixar de julgar o outro. Aceitar o outro é muito mais do que apenas respeitar, é saber que o outro é assim e que eu não sou melhor - nem pior - que ninguém e que a mim, só cabe mudar A MIM MESMO!

Aceitar a si é encarar a realidade e saber que com esforço ela pode ser refeita, mudada, melhorada: eu posso melhorar e mudar de verdade, se assim eu quiser e se de fato me propuser. Questão de compromisso com a honestidade e com a auto-honestidade. A distorção da realidade é fruto de nossa mente, de nossa imaginação e muito bem alimentada pelo preconceito, pela mania de se achar melhor do que o outro, por acharmos que estamos acima do bem e do mal... enfim, por fugirmos da realidade!

Cada um de nós pode fazer parte do movimento VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!

Pat Lins.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A FORÇA DE SE ASSUMIR PARA SI

Não há maior sinal de força do que assumir a fraqueza e as limitações. E não há nada mais fraco do que fingir ter uma força que não tem...
Daí, o melhor caminho é se cuidar e dar entrada no processo de crescimento, a partir do (auto -)conhecimento. E mergulhar em si, quer dizer ir fundo, mas, sair, senão, perde-se o fôlego e, com isso, perde-se o sentido da busca... Tudo com equilíbrio é sempre bom!

Pat Lins.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

SIMPLES, MAS, NÃO É TÃO FÁCIL...

Tem coisas que a gente sabe como resolver e que é uma questão "simples, assim"... Só que, para ser simples assim, não é tão fácil, assim.

Se desapegar do complexo é muito mais complexo do que se pensa. Aceitar a simplicidade da solução requer muita auto-confiança. E, auto-confiança é segurança de que se sabe quem é e o que quer, mesmo sendo diferente do que o corpo invisível, intangível e incalculável, chamado de "sociedade" - minimaximizado nos grupos sociais em que estamos inseridos - espere que você seja. Fazer o que se gosta e ser quem é provém de uma habilidade leve e sutil do desapego, de equilíbrio e serenidade - não, muita gente diz que é, mas, não é simples assim... Nesta caso, é mais fácil acreditar que se é, do que encarar a simples realidade de que ainda falta muito...

Eu, por exemplo, tenho caído na real de que o esforço para não julgar, nem criticar o outro é muito mais difícil do que supunha. Quando vejo, já estou julgando e isso é falta de respeito às diferenças. Se eu acredito que as pessoas são como são e que eu não posso mudá-las, como me pego questionando suas atitudes e repleta de "soluções" para a vida alheia, precisando a minha de soluções? Quantos de nós age assim? Recentemente, convresando com um grande amigo-irmão, pude ver que todos nós somos assim e cada um tem uma explicação bem debaixo do nariz e nem se dá conta. No caso dele, ele criticava severamente um amigo em comum e afirmava: "Eu já cansei! Dou oportunidade para ele e ele nunca leva adiante. Tá pensando que é brincadeira. Acha que não vai crescer..." (não posso entrrar em muitos detalhes, mas, como foi essa frase que me deu o start, já está bom...). Foi quando me toquei de algumas coisas e fiquei pensativa. Ele, creio que percebeu meu "devaneio" - foi tão forte que eu saí de órbita temporariamente e os pensamentos me dominaram - risos - e me disse: "Hoje eu tô falando os podres de todo mundo, né?!..." - falou caindo em si, porque o legal dele é isso, ele não tem melindres - agora, depois de ter se trabalhado muito. Eu meio lá, meio cá - kkkkkkkk - não enveredei, nem revelei o teor e a gama dos pensamentos que pululavam em meu território fértil: minha mente e, apenas, perguntei: "'Fulano' deve ter algum distúrbio, não tem não?" - perguntei a considerar, não a ironizar. E ele me respondeu: "Tem, déficit de atenção. Se isso for justificativa eu vou atribuir o que aos meus problemas...? Uma pessoa tão inteligente, escreve divinamente bem... de repente, a cabeça fica lá, cheia de coisa ao mesmo tempo e ele trava. Eu digo logo: comigo não, organize aí seus pensamentos..." Pois, foi quando me segurei para não criticá-lo pela cegueira e severidade desmedida e dei exemplos de como uma criança com essas caracterícas age e cresce assim, que se trata de um distúrbio patológico, não emocional. Um desequilíbrio emocional já é um transtorno, quem dirá algo que nacse com você... E o respeito ao outro? Para "defender" um, teria que julgar o outro. E foi o que acabei fazendo, ao tomar partido. Vi que meu amigo ainda é extremamente carente. Porém, de um novo ângulo que nem ele se deu conta: ele precisa fazer pelos outros, para se sentir completo. Ou seja, tenta tapar os buracos do outro e não vê que o seu se alarga, através da impaciência e da falta de compreensão. Quando a gente não compreende o outro lado, sinal de que tem algo em desequilíbrio na gente. A gente julga o tempo inteiro.

Tudo ao seu tempo. Tudo é possível.
Um exemplo legal é ajudar um amigo a arrumar emprego. Passei muito tempo desempregada e, hoje, voltei a trabalhar. Esse amigo me arrumou. Eu não gosto de dar aula, não sou professora e não acho fácil ser. O fato d´eu ser comunicativa não me torna professora. É uma questão de gosto e de falta de didática. Definitivamente, não tenho. Mas, aceitei o desafio e estou encarando. Conheço a disciplina muito bem e os alunos merecem meu melhor. Aceitei o desafio por motivos pessoais. Interpretei, nessa mesma conversa citada acima, que ele estava "me impondo", como se fosse "mais uma chance" que ele me dava... Ao dizer que "eu procuro dar oportunidade às pessoas, se não quiser, eu não posso fazer nada. Não tenho paciência para essas coisas. Sou muito prático." . Hoje, ele aprendeu, no ritmo dele e no caminho dele, ser assim e despertou um pouco mais de segurança. Mas, pessoas "práticas" demais, perdem um pouco do senso prático do real e é um cuidado que precisamos ter - "precisamos" = todos nós. Senão, vamos de um pólo a outro e vivemos a praticidade "ideal", que emerge dos nossos próprios conteúdos. Tornamos-nos egóicos. E isso é um sinal de que algo está em desordem, aí. Toda essa avaliação me veio prontinha, no start, por conta da sequência de suas falas. A aceleração, a angústia, a falta de paciência... tudo isso remete a descontrole - não que ele seja descontrolado, pelo contrário, mas descontrole emocional, natural, de quem perde naturalmente a paciência após esforço e entrega. Por isso que dei esse exemplo, para que saibamos o que é ser, de fato, auto-confiante, sensato e sereno e que, mesmo assim, ainda caimos em algumas derrapadas. A gente precisa perceber que se auto-intitular "seguro", não quer dizer que seja, como, também, não quer dizer que não seja... Mas, ao se auto-observar e se auto-analisar, enxergar e se "cuidar", pode-se chegar lá. Ajudar ao outro requer muito mais verdade e honestidade do que se pensa. Estender a mão é um ato solidário e solidariedade é uma virtude riquíssima. Não cabe nela o exibicionionismo, muito menos a característica de se "achar" humilde, sem, de fato ser. Se sentir o "capaz" de resolver o problema alheio, em vez de descobrir um oportunidade e socializar, é muito perigoso. É como pisar fundo no acelerador e não perceber o velocímetro subindo, se extasiando com a adrenalina em alta, que, por sua vez, é ilusionista. É dar cobrando... esperando que a reação seja a que a gente espera que o outro tenha. Observação: como aproveitei de um exemplo para desenrolar meus pensamentos, pode parecer que tudo está relacionado com meu amigo, mas, não é... apenas onde o cito. Fora isso, o resto é desenrolar de meus questionamentos. Penso ser importante essa ressalva, porque, na escrita, assim como na fala, acabamos suprimirndo algumas informações, esquecendo de estabelecer espaço e sinal de "começa aqui" ou "termina aqui" e tudo parece uma coisa só, né verdade?!

A gente se auto-transformar e se permitir ser O melhor que HÁ dentro de cada um é mais do que achar que é... É SER. E, como volto e meia falo, só se é sendo!

Como sempre me falo e escrevo aqui, mesmo assim, ainda preciso internalizar, as coisas simples, são as mais difíceis de serem feitas, por isso são simples assim. Porque se fosse difícil, a gente viveria na desculpa de que "não conseguiu", "não fez"... porque era difícil. Penso que foi a partir daí que nos condicionamos a valorizar o complexo, porque passa por um outro caminho e o simples fica lá, para ser "ridicularizado". Quem por ali envereda é taxado de inúmeras coisas... Mesmo de fora desse caminho que, hoje, quero entrar, vejo que quem está lá dentro, não é atingido por quem está de fora, porque no caminho da simplicidade, não há espaço para sofrimento, angústia, agonia, julgamento, condenação, orgulho, vaidade e essa linhagem aí. Nesse caminho, só há espaço para ser feliz em plenitude, através do respeito, compreensão, humildade e amor!


É, amigos, a vida É SIMPLES, MAS, NÃO É TÃO FÁCIL ASSIM... tido é uma questão de equilíbrio, ou, pelo menos, busca.

Se a gente se entregar e se esforçar, sim, podemos nos tornar pessoas melhores e alimentar o movimento de

DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a começar por cada um de nós!!!

Mas, é isso mesmo, a gente está aqui para aprender a cada dia; para expandir; para andar para frente - mesmo quando nos permitimos ficar parados... um dia, a necessidade de andar grita e a gente corre, para, com tempo, começar a caminhar. Tudo ao seu tempo, ao seu ritmo. De acordo com sua vontade, sua história... A gente sempre vai ter uma opinião perfeita para o outro. Um dia, saimos dessa posição e começamos a nos ver, em primiro plano. Aqui no blog, mesmo, tanta gente me dá sugestões o tempo todo. E é ótimo, desde que entendam que escrevo para mim e partilho com quem quiser ler... Se concordar, achar interessante, me utilizo da sugestão. De qualquer maneira, fico grata, pelas demonstrações de interesse, mas, não tenho como fazer o que cada um quer... Já recebi sugestões contraditórias... e aí, como fazer para agradar a todos? A gente precisa ser menos crítico e exigente. Para tudo, moderação. Levar tudo a ferro e fogo, como falam, é exagero. Ah, ser menos exigente não quer dizer ser passivo, viu?! Equilíbrio e exigência comedida.

Beijos,

Pat Lins.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

OBRIGAÇÃO DE SABER x OBRIGAÇÃO DE SE INFORMAR

"Ninguém tem a obrigação de saber tudo, mas, tem a obrigação de se informar."
(Ana Maria Braga - programa de TV "Mais Você", do dia 28/07/2010)

Não preciso dizer mais nada! Essa frase fala pouco, diz muito e comunica com clareza e conteúdo.

Pat Lins.

terça-feira, 20 de julho de 2010

VIDA QUE ALIMENTA A VIDA - DO QUE, DE FATO, NECESSITAMOS PARA VIVER?

Acabei me rendendo e quebrei uma "regra" recente minha: comecei a assistir uma série antes dela ter acabado... Explico: como sou ansiosa, e, depois de toda mudança em meu ritmo e estilo de vida, deixei de "seguir" séries. Sim, sagas, sequências, trilogias e afins. Sou ansiosa e perder o "fio da meada" é terrível, para mim. Então, adotei a postura de esperar passar o tempo, o modismo ceder lugar e poder adquirir a sequência completa. Foi assim com Harry Potter - livros - e estava sendo assim com Crepúsculo. Mas, cedi  e fui assistir ao primeiro filme... corri à locadora e peguei o segundo - New Moon/Lua Nova. E, agora, estou em cólicas para ver o final... Como meu aniversário está chegando, penso em me dar de presente os quatro livros e saciar meu desejo de devorar cada um, porque já soube que se trata de uma obra muito bem escrita.

Mas, o que me fez escrever este post foi que, por trás do romance, que é a trama central da história, o enredo aborda temas profundos e nós nem nos damos conta, o que é muito bom. Como me diz Morgana Gazel - uma pessoa incrível e escritora talentosíssima - leia "ENSEADA DO SEGREDO" e veja porquê me curvo diante de seu jeito e ritmo de escrita, além da história instigante e surpreendente -: "o bom é falar sem precisar dizer..." E isso se dá quando conseguimos passar a mensagem sem o apelo "moral" direto. Através de atitudes coerentes e mensagens subliminares honestas. Pois bem, voltando a Crepúsculo e Lua Nova, me peguei refletindo sobre uma metáfora, chamada VAMPIRO. O que é um vampiro? O que é a vida eterna? O que é vida? Comer para viver ou viver para comer?

Na fala de Bella Swan - personagem principal da saga de Stephenie Meyer - numa cena onde ela está entre a "vida e a morte/'vida eterna'", ela pensa: "morrer é fácil, difícil é viver..."  e me peguei refletindo sobre isso. O quanto tememos a morte. Provavelmente, pelo fato de ser "mais" fácil do que a vida. Como gostamos de coisas complexas, viver é o caminho - risos. Mas, em Lua Nova, Edward Cullen - o vampiro do "bem" - em meio ao estudo de "Romeu e Julieta", diz "invejar" os "humanos", porque "eles" podem escolher viver ou morrer. Para Edward a "imortalidade" - que não é imortalidade...um vampiro pode "morrer"... e, perceba, não é novidade desta derivação de vampiros, mas, de todos que "conhecemos": eles precisam de "sangue vivo" para "viver', senão... O que acontece se um vampiro não beber um sanguinho? Boa pergunta. Drácula!!!! Me responde aê! - é uma prisão. Fica claro, ali, que o romance é só uma fachada. Por trás, uma maneira de falar sem dizer que nós, temos escolhas, assim como os Cullens - vampiros que só se alimentam de sangue animal/não humano - demonstram na saga, a opção! E, mesmo resistindo ao impulso, ao optar por um estilo de vida, temos a opção d viver algo melhor. Não quer dizer que tenham deixado desejar, mas, ao admitirem e reconhecerem-se como "assassinos" para sobreviver, controlam seus ímpetos através de envolvimento/círculo social favorável - um ambiente onde todos se entreguem ao mesmo propósito com honestidade. Eles não deixam de sofrer e sentir, mas, aprendem a determinar prioridades. E, prioridade, para eles, é deixar a espécie humana viva. Enfim, essa é uma grande lição. Um diálogo entre Bella e Carlisle, ele, médico/vampiro, fazendo uma sutura na humana/viva/viva, ela pergunta como ele aguenta. Ele demonstra muita calma, mesmo estando em contato com sangue humano quentinho e escorrendo pelos braços dela. Responde algo tipo: "quando a gente se conhece bastante, não cede tão fácil aos impulsos..." Não me recordo com clareza, mas, ele queria dizer, trazendo para nossa realidade, que não precisa ser um monstro para sobreviver. Ele deixa claro, mesmo sem dizer, que a escolha dele é seu estilo de vida e, depois de certo tempo de discplina e dedicação, os ímpetos se tornam insignificantes. Já não se precisa controlar, se é. CONSCIÊNCIA. AUTO-CONHECIMENTO.

Dentro desse contexto, vem outro aspecto: "a gente atrai aquilo que tanto teme ou é mero acaso?". A protagonista, sempre tímida e introspectiva, não parecia ser do tipo de que se machuca à toa. Pois, bem, como nosso inconsciente trabalha em outro nível, mesmo ela não temendo Edward, nem sua condição, ela sabe que ele é um vampiro e que ela está em meio a vampiros, algo lá dentro faz com que ela se machuce com cortes algumas vezes, a colocando sempre em "perigo" e testando as forças dos pobres sugadores de sangue, com certa frequência. Então, fica a reflexão: será que a gente atrai? O medo é algo tão poderoso que, mesmo racionalmente, não o sentindo, ele emerge? Ou, será que estamos sendo "testados" constantemente?

O que leva uma garota, simples, introspectiva, triste, solitária, relação familiar conturbada... se interessar pelo perigo. O amor é perigoso? Será porque exige que sejamos mais próximos de nós mesmos e tememos tanto isso que fugimos do amor - mesmo, volta e meia nos colocando em situações que nos levam a vivê-lo? O que levou um "homem" de mais de 100 anos - Edward - a se apaixonar por uma adolescente simples, pacata, quieta, tímida... a ponto de repetir que a "vida" dele só tem sentido porque ela existe? Isso me leva a crer que o amor tem seus desígnios e nós pouco sabemos sobre ele... Mas, Edward explica algo: "Tudo na gente (vampiros) atrai vocês. Nossa aparência. Nosso jeito de falar. Nosso cheiro... Vocês dão muito valor a aparência..." No caso deles, representam o amor acima de qualquer diferença. Mas, eles são sedutores de natureza, porque a sedução atrai a presa. É assim que os predadores se alimentam: atraindo a presa através de algo que desperte desejo. Somos perigosos para nós mesmos, porque nos entregamos pela previsibilidade. Característica humana. É importante sabermos a diferença da realização de um desejo e do caminho para a destruição. Não podemos ser escravos dos desejos. Bom ter uma meta, uma necessidade que guie.

E como lidar com a vida eterna, sabendo que ela não é eterna nem para os vampiros?

Para mim, além dessas e outras lições profundas que o filme aborda - por isso me remeti ao "ENSEADA DO SEGREDO", de Morgana Gazel, já que se trata de um romance com cunho psicológico, aparentemente leve - porque a história e a escrita têm esse ritmo - à frente e, através de atitudes e nuances dos personagens, percebemos, sem perceber, que aquela história diz mais do que está dizendo... toca fundo, num lugar que, muitas vezes, nem nos damos conta... nas emoções. Isso, de maneira honesta, pode desencadear uma série de mudanças e reflexões em cada um de nós. - voltando para a primeira frase, deste parágrafo: a mais importante foi a reflexão sobre a vida que alimenta a vida. Onde, os animais "selvagens" e carnívoros - me perdoem se eu estiver errada  e alguém me corrija, por favor - precisam devorar a presa viva.

Os vampiros, todos, bebem o sangue "vivo". E é a morte de um ser "vivo", em vida, que alimenta e mantém a vida - ou, sobrevida - de outro ser. Algumas vezes, de maneira brutal - sem comentários -, outras, por questão de sobreviência. E, aí, o filme/livro, dá outra dica: a gente pode escolher. Matar um "semelhante" - os vampiros são humanos que foram "mortos" para "viver" a "imortalidade". - é o mesmo que se tornar um assassino e, os Cullens nos ensinam que, mesmo parecendo que nossa vida dependa daquilo para "viver" ou "sobreviver", há uma outra maneira de sairmos ganhando sem detruir a vida de outro humano - mas, precisam de sangue e os pobres animaizinhos fazem esse papel legitimado por nós, seres "racionais", que nos alimentamos da vida de outro ser vivo... Ou seja, não precisamos sugar as forças vitais do outro para termos a nossa!
Uma vez, uma pessoa me disse que a necessidade do ser humano se alimentar era algo primitivo. Hoje, compreendo. As dificuldades são tão grandes, que, para nos mantermos vivos, precisamos de alimento. Para o alimento, necessário - quase obrigatório - verba/capital/dinheiro, direta ou indiretamente... Você pode dizer: podemos plantar. Mas, e os impostos sobre o imóvel e etc? E, para sairmos dessa condição de alimento como fonte de sobrevivência, precisamos de culturas mais voltadas para a divisão justa e, assim, podemos avançar. Quanto mais fome e sede, mais olharemos água para saciar necesidade física, em vez de o tanto mais que ela proporciona. Dentro dessa região onde ainda não saimos, somos como os animais "irracionais", que não vêm além de matar ou morrer. Ou, matar para sobreviver. Isso é sobrevida. Viver é ter todas as necessidades saciadas: horários e alimentos para as refeições; água para beber e consumir, como regar, gerar energia, tomar banho... Se não avançarmos, nunca evoluiremos e não sairemos da região mais baixa do cerébro. E, de racionais, só temos a generalização do termo, porque estamos, em nossa maioria, mais para reativos predadores, do que para seres RACIONAIS e inteligentes. Para alcançarmos a região da fronte, em nosso valioso cerébro, é preciso caminhar e comer muito feijão com arroz, tendo a garantia deles, em vez de ter a preocupação de como ter o feijão com arroz e o resto vem depois.
Até a imortalidade precisa de algo vivo que a alimente... O que isso quer me dizer? Vou refletir mais... Devo estar "surtando"? Bom, enfim, para viver, precisamos de VIDA! Para nossa inteligência: ambiente favorável. Creio que, na verdade, não estamos preparados para a imortalidade. Nossa mente não consegue sequer, imaginar o que isso venha  ser...

E, para nós, desejo muita vida que alimenta a vida! Não é só de alimento para o corpo que vive o homem, precisamos alimentar tudo que nos envolva: corpo, mente e espírito! Isso faz diferença. Ordem, zelo e cuidado. Isso contribui para nosso crescimento como gente, pessoa... seres VIVOS! Vamos nos alimentar de mais humanismo, para nos aproximarmos, um pouco que seja, do que se conceitua como SER HUMANO. SER VIVO! E vamos, proteger aquilo que veio muito antes de nós e que é nossa maior fonte de vida: a NATUREZA.

SÓ A VIDA ALIMENTA A VIDA! SÓ DA VIDA, A VIDA PODE BROTAR!!!

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO! - amém!

Beijos,

Pat Lins.


sexta-feira, 16 de julho de 2010

QUEM SOU EU? - BLOGAGEM COLETIVA PERMANENTE


QUEM SOU EU?

Pergunta que nunca cala, nem se responde com exatidão. E, para comemorar os 2 ANOS DO "A DOR SÓ DÓI ENQUNATO ESTÁ DOENDO", levanto a questão: QUEM SOU EU?

Engraçado é que a gente acha que sabe responder essa perguntinha tão...tão, óbvia: "Eu? Sou eu, oras!".

Mas, foi lendo um texto lindíssimo, de um amigo, Will, que também é blogueiro - TV DE CACHORRO - que me vi... e, quem puder ler, vale a pena, inclusive o comentário brilhante de Marcos Carvalho.

Para completar, abri a CAIXA DE DIÁLOGOS, de meu amado amigo/irmão, Marcos e lá me deparo com Alberto Caeiro, lembrando que "NEM SEMPRE SOU IGUAL". Criamos, uma blogagem coletiva sobre "QUEM SOU EU?". Sendo que para cada um, um Eu. O seu Eu, você, não eu... Eu em mim. Eu em você. Eu eu. Eu você - risos.

Algo mais próximo a me descrever e responder essa pergunta foi o texto de apresentação aqui, em meu perfil. Porque de nada adianta responder "quem sou eu" apenas com nome e sobrenome, graduação e experiência profissional... isso é curriculum vitae, ou seja, um resumo de nossa educação acadêmica e experiência profissional. Responde parte da pergunta. Sou pessoa, mulher, mãe, esposa, filha, irmã, amiga... Falastrona. Calada. Alegre. Algumas vezes, triste.

Afinal, QUEM SOU EU? Posso ser quem sou e nunca apresentei a alguém; quem você lê; quem algumas pessoas acham que conhecem...; quem "sou" sendo; quem posso ser... Há quem diga que nós somos aquilo que mostramos, como nos vêem, como queremos que nos vejam, como só os outros vêem, como só nós sabemos, como nunca mostramos, nem sabemos que somos. Isso me lembra meu texto poético - que não é um poema - SÓ SE É SENDO.

Será que eu sou eu com cabelos naturais, tingidos, descoloridos... lisos, cacheados; longos, curtos... Maquiada, de "cara" limpa... Com óculos,  sem óculos... Dormindo, acordada... Cansada, descançada, exausta, estressada, relaxada...? Para muitos, sou um poço de estresse. Para mim, altos e baixos... Não, não sou como a lua. Ela só tem quatro fas(c)es... Eu, como você e qualquer pesso, tenho várias outras. Somos uma soma de personas. Somos luz e sombra. Sou eu em cada fas(c)e e, muitas vezes, não me vejo nessas variações... Loucura? Normal? Tem quem me veja como serena e sensata. Tem que me veja e me ache agoniada. Outros, só conhecem meu lado em paz. Falsidade? Não. Ambientes. Somos os ambientes em que estamos/vivemos. Sou eu em conflito ou em harmonia com esses ambientes. Para alguns demais. Para outros e para mim DEMAIS!!! Eu, sei de uma coisa: EU SOU HUMANA, IMPERFEITA E CAPAZ.

Há também um choque entre quem você é de verdade e aquilo que a sociedade exige que você seja... E aí?! Dizem que quanto mais nos conhecemos, mais fácil sermos quem gostaríamos de ser. Um amiga me diz  - baseada em Jung - que, quanto mais conhecermos nossas sombras e nos permitimos vê-las, menos elas nos tomam de "assalto".

E Marcos - CAIXA DE DIÁLOGOS, brilhantemente diz que: 


"É nas contradições, paradoxos e dicotomias, em todos os traços antagônicos, que o homem se faz VIVO. A cada instante somos vários e culminamos no "um". As emoções são a força motriz, a música de fundo, a graça de fazer tudo valer a pena e sentir que nas coisas há movimento. E questionar? Perguntar a si mesmo, o que seria? A dúvida e a vontade de ser diferente? Talvez, o ponto de partida da inércia, da libertação da zona de conforto rumo a uma nova dinâmica para viver ou para resignar-se com desígnio da estagnação. Perguntar-se, portanto, é pressionar o "start" da inquietação e permitir-se a novos acertos ou novos erros. Sendo o mesmo e agora, mais um pouco..."
Pois é: sou alguém que nunca se encontra, porque vive a busca. E, a cada busca, vejo que sou diferente, mas, igual... - parafraseando Caeiro/Pessoa.

"Nem sempre sou igual no que digo e escrevo. Mudo, mas não mudo muito." (Fernando Pessoa).

E você, já se perguntou hoje: QUEM SOU EU?

Para quem tem blog, convido-o(a) para participar dessa BLOGAGEM COLETIVA - que será permanente. Participe! Escreva um (ou mais) post (s) sobre o tema "QUEM SOU EU" - blogagem coletiva - e, depois, registre aqui, nos comentários o link para o post. Não se trata de promoção. Trata-se de uma troca de idéias e uma "corrente de bem".

VAMOS DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS  E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO - a partir de cada um de nós. A partir de cada EU.

Beijos e participe,

Pat Lins.

terça-feira, 13 de julho de 2010

PIADA REFLEXIVA - RISOS - A DIFERENÇA ENTRE A SOGRA DO GENRO E SOGRA DA NORA

ATENÇÃO

Este post nada tem a ver com a minha sogra. Apenas recebi a piada por e-mail e achei interessante. Fora que me fez ver diversas pessoas ali: mães, pais, amigos...etc. Como toda piada que se preze, ela trás uma ironia e a hipocrisia foi o destaque. Portanto, a "sogra" é apenas um personagem que nos leva a rir de nós mesmos, porque somos assim, quando conveniente a nós mesmos, dois pesos e duas medidas, duas verdades dentro da mesma situação, são o critério que estabelecemos. O que  a maioria de nós gosta mesmo é de falar... - risos.


"Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo. Uma delas pergunta à outra:

- Como vão seus dois filhos, a Rosa e o Francisco?

- Ah! querida... a Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso! É ele quem levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar. Um amor de genro! Benza-o, ó Deus!

- Que bom, hein, amiga! E o seu filho, o Francisco? Casou também?

- Casou sim, querida. Mas tadinho dele, deu azar demais. Casou-se muito mal... Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, lavar a louça e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora - aquela porca nojenta!"

 
É, somos hipócritas até a unha encravada do dedinho do pé... - risos.
 
Beijos aos risos, afinal, piada também é cultura... e reflete, muito do que a gente é...
 
Pat Lins.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

NORMOSE - a doença de ser normal


Olha, esses dias estou tendo "sorte"... risos. Penso em escrever sobre determinado assunto e "puff" recebo um e-mail com um texto que diz o que quero dizer. Agora foi minha querida Brida quem colaborou. Obrigada aos amigos pelas sugestões. Aqui é espaço para reflexões e renovação de valores, portanto, sugestões e colaborações são bem vindas!

Segue o texto para nos deliciarmos:

NORMOSE
- a doença de ser normal -

"Todo mundo quer se encaixar num padrão.

Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.

O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema.

Quem não se 'normaliza', quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós?

Quem são esses ditadores de comportamento que 'exercem' tanto poder sobre nossas vidas?


Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

A normose não é brincadeira.

Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser.

Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença?

Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.

Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude.

E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera.


Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.


Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo.


E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.


Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes." (Michel Schimidt - Psicoterapeuta)

Apenas lembrar que cada um de nós pode DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO,  a partir de cada um de nós!

Beijos,

Pat Lins.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS


Se você tema solução para os problemas de todo mundo, comece resolvendo os seus.

Já percebeu que a maioria de nós, mal conseguimos dar conta da demanda de problemas de nossas vidas e, ainda, "perdemos" tempo "dando pitaco" na vida dos outros? Quantas vezes nos pegamos sugerindo "soluções" - na verdade, a gente mais gera polêmica e reforça o problema do que elucida - para os outros e nos descabelamos por não conseguir focar nos nossos? Pior, quantas vezes nem percebemos que temos um problema? Fora os que têm e deixam, alegando que "as coisas se resolvem" ou "tudo tem solução", nem que seja alguém resolver por você.

Por que a gente cria tantos problemas? Parece que isso nos alimenta. Parece que dá "status" estar cheio de problemas e estressado... Por que é tão complexo desejarmos, de fato, e nos empenharmos em SOLUÇÃO? Repetir o problema milhões de vezes não traz solução, só aumenta e vira uma bola de neve... sai debaixo!

O que é "normal", "certo", "errado", "culpado", "vítma", "algoz"...? Cada um de nós é tudo isso o tempo todo. Somos dualidades, contraditórios, inexatos... A ciência responde muito, mas, segue uma escala, um formato, um rigor... A abstração libera demais... O que vem a ser o meio termo, o ponto de equilíbrio, a serenidade? Quanto mais aceitarmos e assumirmos que não temos resposta para tudo, nem solução "certa" para todos os problemas, talvez, quem sabe, a gente se aproxime mais da gente mesmo e a humildade - a de verdade, não essa de fachada que a gente se acostumou a "conceituar" como humildade... - seja a solução para tudo. Sabe, tipo uma chave-mestra?! Pois é, quanto menos permitirmos que orgulho, estresse, vaidade, "desejos" - aquilo que a gente quer, porque quer, que aconteça/seja, forçando a barra, só para satisfazer um capricho... -, ambição, arrogância, cretinice, idiotisse, "cabeça-durisse" dominem nossas escolhas, mais propensos a solução acertada estaremos.
  
Muitas vezes, a gente é tão cruel, que permite que nossas mazelas e auto-desconhecimento beirem a inconveniência e a gente acaba, em vez de ajudar o outro, acabamos aumentando o problema e, muitas vezes, criando um que nem existia... Me recordo quando estava grávida e, durante a escovação dos meus "cabelitchos" - risos - o cabeleireiro - uma criatura de outro mundo, viu?! Uma figuraça! - me perguntou: "você só vai ter esse?" Eu respondi que até ali, sim... que já imaginava a dificuldade de dar uma boa estrutura material para um, imagine para dois - é importante definirmos nossos pensamentos... a gente tem mania de falar: "dar uma qualidade de vida boa para meu filho" sem saber o que isso quer dizer... - e ele me saiu com um conselho "brilhante" - risos: "ah, um filho só?!" Eu pensei que ele ia dar aquele conselho chavão que a maioria das pessoas a-do-ram dar - inclusive eu... risos - de que precisa de um irmão e etc, quando ele continuou - kkkkkk, eu não aguento sequer lembrar, porque foi cômico de tão inusitado e, creio eu, impensado - risos: "minha filha, e se seu filho morrer? Você só vai ter um. Com fulana (falou o nome de uma mulher e não me recordo...risos) foi assim, o filho dela morreu de uma hora para outra e ela ficou sem nenhum. Já não tinha idade para ter mais... taí..." Gente, isso é real? É! Nesse caso deu para dar risada. Mas, em muitos outros, o que seria cômico, pode ser trágico. A gente precisa se policiar na hora de "porpor" soluções e saber se estamos na linha limítrofe entre um bom conselho, uma idéia pensada e refletida considerando a realidade da pessoa e uma catástrofe.

Fora as "soluções" que não passam de crítica dos "cheios de razão": "ah, você deveria ter feito..."; "eu mesma(o)... humpf! Comigo eu queria ver se seria assim..."; "você é muito besta... deveria ter..."; entre outros tantos clichês que amamos propagar. E piora quando a gente sabe que a pessoa vive o contrário do que propõe... na verdade, fica patético. Quantas vezes somos OS patéticos, sem saber e nos achamos os "bam-bam-bans"?! Olha, quantas vezes a gente arrota saber de tudo, dar solução para tudo, critica a tudo e a todos... e tudo que falamos volta contra cada palavra dita?! Outro exemplo bem prático é quando nos deparamos com uma criança - até adulto, mesmo - doente... "baixa" o médico experiente na gente e todos os aparelhos de raio X, ressonância... estão em nossos olhos, em nosso tato, já reparou? Ou, pajé, curandeiro... Sempre sabemos de um caso - falo isso me incluindo em cada situação... eu também hajo assim... - de alguém que passou por algo parecido e "curou" tomando... Receitamos remédios, chás, misturas... Um creme para hemorróida cura até queda de cabelo... Fora que se você vai - ou leva - a determinado médico/especialista, você sempre leva no lugar errado, porque a pessoa conhece um que é muito melhor, que é mais capacitado... A gente já gosta de se sentir o máximo, já percebeu?! Amamos menosprezar o outro. Tripudiar em cima da dor alheia... Depois, nos achamos "superiores" ou perfeitos e que terapia é só para dondoca ou doente mental, afinal, "não temos problemas"...

Por que agimos como "sabe tudo" o tempo todo? Acho que nossa carência em ter resposta e solução para tudo é tão grande, que nos acomodamos a água até os tornozelos, em vez de mergulharmos fundo... é menos perigoso. Por que somos tão radicais para resolver um problema imediato, propondo soluções que não passamo de um problema maior? Por que é tão difícil sermos solidários, em vez de cheios de razão? Por que, para dar um conselho, nos colocamos como "mestres" e não como parceiros, amigos...? O fato de alguém próximo nos pedir um conselho, uma opinião - e vice-versa - não nos dá o direito de exercermos a crueldade intrínseca de "se achar o rei da cocada preta". É apenas o fato de, às vezes, a pessoa - ou a gente - se perder em meio ao turbilhão de tanta coisa para resolver, que precisa dividir com alguém... alguém como ele(a) que também é limitado, tem seus problemas... mas, que, como cada cabeça é um mundo e cada um de nós tem sua história, seu caminho e, consequentemente, experiência em alguma coisa - nem que seja "coçar o saco" - quem sabe, consegue ajudar a pensar. Por que é tão dicíli a gente seguir essa linha de raciocínio?


A verdadeira solução de probemas é aquela que não causa dor - dor mesmo... aquela que poderia ser evitada e não foi... entretanto, existem algumas dores que são consequência de ingerência da própria vida e nossas escolhas e romper com suas sequelas para curar vai, inevitavelmente, causar dor... mas, a dor para curar uma ferida JÁ  aberta... Não adianta forçar uma solução que não é viável... não é solução, é vácuo! Afinal, não existe um único caminho certo... E NINGUÉM é detentor DA verdade ÚNICA e UNIVERSAL! Portanto, saiba que VOCÊ É HUMANO! Ah, outra coisa interessante: ARMENGUE NÃO É SOLUÇÃO.

COMPREENSÃO, RESPEITO, SOLIDARIEDADE, HUMILDADE, CORAÇÃO ABERTO... isso sim é caminho para a solução ou para ajudarmos a alguém na busca por uma. O que para a gente parece tão óbvio, tão simples - "Isso lá é problema? Problema tenho eu..." -, exagero - que seja - ... pode ser um grande entrave para alguém ou, para aquela pessoa. Ninguém tem a obrigação de escutar os problemas dos outros - principalmente, se está tão atolado com os próprios - e, nessas horas, dizer "não" é dizer "sim" - "sim" para o bom senso e para a sinceridade onde: "Olha, eu não estou a melhor das pessoas para te ajudar..." e, a pessoa, também, não tem o direito de ficar aborrecido (a). Às vezes é assim mesmo, a gente se nega a "abrir o jogo" e acaba criando uma situação naufrágio duplo... Nosso problemas não podem, nem devem, ser maiores do que o RESPEITO a si e ao outro. A verdade não é para magoar, nem para diminuir ninguém, é para explicar que nós, também, somos humanos e temos nossos limites. Isso eu digo por experiência. Daí, preciso voltar à época das crises da DPP, onde algumas pessoas queriam ser "solidárias", sem estar, propriamente ditas, "solidárias", por conta de seus próprios cansaços e problemas, mas, o medo de parecer "não ser solidária (o)" - até acredito que com sincera vontade de ajudar - acaba atrapalhando. Por isso que a frase/lema "MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA" deveria ser um grito de guerra a todo instante, antes de nos lançarmos ao papel de bravo guerreiro... Dar apoio não tem nada a ver com coragem para guerra... só se for em meio a uma... Dar apoio é estar, no mínimo, com o emocional em ordem ou consciente da desordem... Nunca seremos 100% equilibrados emocionalmente... quem alegar que é já demonstra desequilíbrio: cegueira. Mas, quando estamos com o emocional claramente abalado, cansados com seja lá o que for..., significa que não estamos preparados para apoiar e sim, precisando de apoio e se fazer valer da honestidade é capaz de evitar o afundamento coletivo. Mas, sim, durante as crises, algumas pessoas se "achavam" capazes de me ajudar, mesmo diante de meu argumento que não dava certo e estava me machucando mais... Por que temos essa necessidade de "não darmos o braço a torcer" e admitirmos, para nós mesmos, que é verdade, nem sempre podemos ser o ombro amigo, porque, também estamos passando por uma fase difícil e precisamos de um... Não, não é comparando "meu problema é maior e pior do que o seu", trata-se, apenas, de assumir que TAMBÉM tem problemas e que eles explodiram e não estamos sabendo como lidar... Para isso, precisamos ser justos e honestos conosco, antes de tudo. Ignorar ou não admitir que é como é ou está como está além de não ajudar, atrapalha... Não é fácil lidarmos conosco, imagina com o outro? Mas, dar um abraço amigo, mesmo que não possa fazer mais do que isso, já é de grande apoio e de uma força magnífica. A gente só pode se doar até onde e como pode. Ninguém, nem nós mesmos, podemos exigir de nós mesmo ou do outro, mais do que pode ser dado. Nenhum de nós está na cabeça do outro para saber o grau de seu sofrimento. Isso é individual. Para mim pode se tatar de uma bobagem o seu problema, porque já passei por coisas piores... mas, essas coisas piores podem ser bobagem para você. Não existe só um lado. Nem só o meu. Nem só o seu.



Não podemos negar que JUNTOS, PODEMOS MAIS! Mas, JUNTOS = entregues e guiados pela abertura, pelo senso de companheirismo, pela verdade que elucida e explica, pela sinceridade - a de fato, oposta ao sincericídio -, pela honestidade nas ações e pensamentos, pela compreensão, pela solidariedade, pelo RESPEITO e pelo AMOR - não, não apenas o amor romântico, o amor como sentimento pleno e que justifica a essência da bondade e seus bons frutos. Um apoiando o outro, igual a dois bêbados que vi há alguns anos - apoiados, ombro a ombro, um mais bêbado que o outro, mas, se escoravam neles mesmo e ali, se equilibravam no diálogo repetitivo de: "Eu te levo para casa" e o outro "não, eu que te levo"... e, lá eles iam, pela rua, dobraram a esquina, abraçados, amigos, SOLIDÁRIOS e, mesmo dentro da falta de "lucidez" e total embriaguez, UNIDOS e SINCEROS, entregues ao objetivo de chegarem em casa - risos. Foi uma cena "podre", mas, de uma lição incrível! Eles não caíram, porque se amparavam e se equilibravam em seus desequilíbrios...

Se a gente aprender a se conhecer mais, mais aceitamos e aprendemos o que quer dizer: "ama ao próximo como a ti mesmo" e, com certeza, muitos problemas encontrarão a solução certa! Falta muito da gente em nós mesmos, já percebeu?!

E, assim, quem sabe, a gente se entregue ao propósito de DEIXAR UM MUNDO MELHOR PARA OS NOSSOS FILHOS E FILHOS MELHORES NESTE MUNDO!!!

Pat Lins.



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